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Uma data histórica: comemorando 10.316 dias fora do cárcere socialista

O Muro de Berlim foi erguido pela socialista República
Democrática da Alemanha no dia 13 de agosto de 1961 e
só foi derrubado pelo povo no dia 9 de novembro
de 1989
.

Isso significa que ele durou exatamente 10.316 dias
— o equivalente a 28 anos, dois meses e 27 dias dividindo famílias, amigos,
companheiros de trabalho e conterrâneos dentro da capital alemã.

No dia 5 de fevereiro de 2018, uma segunda-feira,
completaram-se 10.316 dias desde a derrocada do vergonhoso muro. Ou, dizendo de
outra maneira, os berlinenses já estão reunificados por mais tempo do que foram mantidos separados pelo socialismo.

A data, que passou praticamente despercebida,
constitui uma excelente ocasião não apenas para celebrar a restauração das
liberdades mais básicas para os berlinenses, como também para denunciar
novamente a monstruosidade em que, necessariamente, todos os regimes
socialistas acabam se transformando.

O Muro de Berlim não foi um acidente
histórico

Como é próprio da história, o passar do tempo tende
a suavizar — e até mesmo a ofuscar — as causas dos eventos e a ser mais
cordial e tolerante com os responsáveis diretos.

Olhar friamente os relatos históricos dá a entender
que o Muro foi apenas um pitoresco acidente histórico, uma frivolidade feita
por um regime megalômano — uma frivolidade sem nenhuma conexão com o substrato
ideológico desse regime.

No entanto, o muro da vergonha socialista não foi
nenhum acidente histórico: foi, isso sim, a consequência natural e inexorável
de uma ideologia que institucionalizava a exploração do homem pelo homem, ao
mesmo tempo em que, paradoxalmente, dizia estar abolindo essa exploração.

Só que a exploração — a verdadeira exploração,
aquela baseada na repressão sistemática da liberdade — é inerente à ditadura
do proletariado: não porque a ditadura afirma saber sem ambiguidades qual deve
ser o destino dos não-proletários, mas sim porque, inclusive dentre os
proletários, existem várias divergências de interesses entre eles, divergências
essas que a ditadura socialista só pode resolver por meio da coerção estatal —
isto é, chancelando e exercendo o uso da força policial e militar em prol de
alguns proletários e em detrimento de outros proletários (na realidade, em prol
dos quadros com maior poder dentro da burocracia socialista e em detrimento do
coletivo dos proletários).

E todo regime assentado sobre a selvagem
escravização do homem pelo homem terá de erigir muros para impedir que os
escravos fujam do jugo de seus senhores, especialmente quando existem
sociedades muito mais livres ao redor. 

Afinal, sem um celeiro de cobaias não há paraíso
socialista. Por isso, os muros de contenção são imprescindíveis: não para
evitar que as “massas depauperadas pelo capitalismo” emigrem em
debandada para os paraísos socialistas, mas sim para evitar que as “massas
enriquecidas pelo socialismo” sejam tentadas a fugir para o inferno da
exploração capitalista. 

O
socialismo inevitavelmente exige muros

Ao passo que o socialismo promete criar o paraíso na
Terra
, ele entrega apenas o inferno político, social e
econômico
do qual a maioria da população ardorosa e desesperadoramente deseja
fugir
.

Por isso, aos regimes socialistas não resta outra solução
senão estabelecer rígidos e violentos controles de fronteiras, bem como
construir barreiras mortíferas para evitar a travessia de pessoas. E a intenção
não é evitar que as hordas de trabalhadores explorados pelo capitalismo adentrem
em massa o Éden socialista, mas sim impedir que os proletários fujam aos milhões
desse Éden socialista com destino a essa máquina exploradora e alienadora que
supostamente é o capitalismo.

A República Democrática
da Alemanha não foi uma exceção a esta regra, não obstante se tratasse de uma
das sociedades mais ricas do planeta. Entre 1949 e 1961 — ou seja, antes da
construção do Muro –, 3,8 milhões de pessoas abandonaram a Alemanha Oriental
para se instalar na Alemanha Ocidental: aproximadamente 20% da população (vide gráfico
abaixo).

Para se ter uma perspectiva desta calamidade migratória,
vale lembrar que o número de refugiados que escaparam da Síria em decorrência de
sua devastadora guerra foi de 5,5 milhões
para uma população original de 22 milhões, ou seja, 25% de seus habitantes.

Ou, dito de outra maneira, os efeitos do
estabelecimento do socialismo sobre uma população foram análogos aos de uma
guerra civil — e o fato é que a ditadura socialista não é outra coisa senão guerra
e perseguições permanentes de uma parte da sociedade à outra.

Esta intensa e irrefreável migração da Alemanha Oriental
para a Alemanha Ocidental acabou por forçar a nomenclatura socialista a impor, já
a partir de meados da década de 1950, estritos
controles sobre a fronteira do lado oriental
: ali foram sendo
progressivamente erguidos alambrados e barreiras de metal, bem como uma zona de
acesso restrito, a cinco quilômetros da fronteira, repleta de minas anti-pessoas e
valetas anti-veículos para obstaculizar qualquer tentativa de fuga.

guardasmuro.jpgUma vez controlada a fronteira que separava as duas Alemanhas,
ainda faltava resolver o problema específico de Berlim: uma cidade submetida a
duas jurisdições distintas, onde a abolição da livre circulação de pessoas seria
não apenas mais complicado do ponto de vista técnico, como também muito mais
desagregador do ponto de vista humano e comunitário.

Para o socialismo real, no entanto, pouca importava
este sofrimento: frear a sangria de exilados, a qual ilustrava de maneira
prática e viva para o resto do mundo o fracasso do regime, constituía um
objetivo prioritário. Esse êxodo em massa representava um enorme
constrangimento tanto para o governo soviético quanto para o governo da
Alemanha Oriental. Também representava uma enorme perda de mão-de-obra
qualificada e de inúmeras ocupações profissionais. Assim, foi feita a opção
pela restrição total, ainda que à custa de fraturar Berlim por meio da construção
de um muro.

Consequentemente, no dia 13 de agosto de 1961,
começou a construção do Muro de Berlim. O muro era constituído de tijolo e
concreto, e levou dois anos para ser totalmente finalizado. Quando
concluído, ele tinha 45 quilômetros de extensão e 2,74 metros de altura, com
arame farpado no topo. Os guardas do lado oriental estavam sempre armados
com metralhadoras e atiravam em qualquer um que tentasse cruzar o muro. Havia
também uma área de 183 metros, entre o primeiro obstáculo e o muro, coberta de
minas terrestres e patrulhada por cães policiais.

murodesenho.png

Após o soerguimento de tão anti-humana e
anti-natural barreira, o número de emigrantes caiu drasticamente: se, entre
1949 e 1961, 3,8 milhões de pessoas fugiram do socialismo ditatorial para o
capitalismo, entre 1961 e 1988 apenas 600.000 conseguiram esta façanha (sendo
que metade era formada por aposentados cuja saída foi autorizada pela Alemanha
Oriental pelo simples fato de que eles não mais eram úteis como mão-de-obra
socialista).

Outros conseguiram escapar sobre, sob e através do
Muro. Alguns escaparam através da rede de esgoto que passava debaixo do
muro. Outros cavaram túneis — o
mais longo deles
, o Túnel
57
, tinha 153 metros, e 57 pessoas utilizaram-no para fugir para Berlim
Ocidental em 1964.

imagen-sin-titulo.jpg

Figura
1: migração da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental entre 1950 e 1995
(em milhares)

O Muro de Berlim resumiu perfeitamente a ideia,
típica do século XX, do indivíduo como propriedade do estado. Por trás
daquele muro, o governo da Alemanha Oriental dizia às pessoas onde elas
deveriam morar e trabalhar, quais bens elas poderiam consumir, e quais
recreações e entretenimentos elas tinham a permissão de ter. O estado
determinava o que elas deveriam ler, ver e dizer. E elas não podiam sair
do país — seja para visitar alguém ou para sempre –, a menos que isso
servisse aos objetivos e interesses de seus senhores políticos. 

E se alguém tentasse sair sem permissão, ele poderia
ser metralhado e abandonado à própria sorte, agonizando sozinho e sem ajuda,
com outras pessoas sendo obrigadas a assistir à cena para se horrorizarem e
abandonarem eventuais ideias de fuga.

O
leste alemão hoje

Mais de 25 anos após a queda do Muro de Berlim,
aquelas áreas da Alemanha que estiveram submetidas ao socialismo continuam mais
pobres que as outras áreas da Alemanha que não adotaram o socialismo. Em 2014, no
aniversário de 25 anos da queda do muro, o jornal The Washington Post fez
uma reportagem mostrando
como a Alemanha Oriental ainda apresenta níveis menores de renda, taxas de
desemprego mais altas e, em geral, é menos próspera que o lado ocidental
alemão. Esta situação fez com que a região oriental da Alemanha sofresse um
êxodo de jovens, muitos dos quais se deslocaram para o oeste do país à procura
de melhores empregos e maiores salários.

O leste alemão até hoje sofre as consequências das
décadas que passou destruindo seu capital sob o domínio soviético. Como consequência,
o leste está décadas atrasado em relação ao oeste em termos de acumulação de
capital e aumento da produtividade do trabalho.

Durante a Guerra Fria, muitos oponentes do
socialismo apontaram a Alemanha como o exemplo perfeito de como o socialismo destruía
a prosperidade econômica. A piada recorrente era: se o socialismo não funcionou
nem na Alemanha, como querer que ele funcione em qualquer outro lugar?

Conclusão

muroderrubado.jpgEmbora não exista mais na Alemanha, o socialismo
real continua vivo em outras partes do mundo, e segue devastando sociedades
inteiras, cujas pessoas, assim como ocorreu durante 10.316 dias na República
Democrática da Alemanha, estão desesperadas para escapar do cárcere vermelho e
que, exatamente por isso, são retidas por seus respectivos regimes autocráticos
mediante barreiras naturais (o estreito da Flórida, em Cuba) ou artificiais (a “zona
desmilitarizada” que fortifica a Coreia do Norte e o fechamento
das fronteiras pelo governo da Venezuela
).

O socialismo não é apenas pobreza: é pobreza
carcerária. Por isso, ele necessariamente tem de construir muros ao seu redor: não
para impedir que estrangeiros entrem buscando prosperidade, mas sim para
impedir que os nativos fujam da miséria que ele inexoravelmente gera.

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22 comentários em “Uma data histórica: comemorando 10.316 dias fora do cárcere socialista”

  1. Esse artigo me lembrou de uma parte do primeiro episódio da série do Milton Friedman, Free to Choose (http://www.youtube.com/watch?v=aedjlCmrEkg). O trecho começa a partir dos 22:57 minutos e tomo a liberdade de transcrevê-lo:

    “Essas pessoas estão cruzando duas sociedades muito diferentes. Este é Lo Wu, o posto de fronteira oficial entre a China e Hong Kong. E deste lado da fronteira as pessoas são livres não só no mercado, mas em suas vidas em geral. Elas são livres para dizer o que quiserem, escrever o que quiserem, fazer praticamente tudo o que lhes convém. Não tanto daquele lado. É por isso que as pessoas na China que não conseguem a permissão para sair tomam medidas desesperadas para escapar. Elas arriscam suas vidas no processo. Muitas chegam a perdê-las, mas isso não impede que outras continuem a seguir seu exemplo. Algumas são atraídas pelo padrão de vida material mais alto em Hong Kong. Mas mais (pessoas), pelo desejo humano natural de ser livre.

    As pessoas que conseguem a autorização oficial para deixar a China são afortunadas. Elas serão capazes de se beneficiar da liberdade econômica que encontrarão em Hong Kong. Mas o mais importante é que isso lhes dará uma liberdade muito mais ampla.

    A liberdade humana e política nunca existiram e não podem existir sem uma grande medida de liberdade econômica. Aqueles de nós que foram tão afortunados de nascer em sociedades livres tendem a considerar a liberdade como garantida e pensar que é um estado natural da humanidade. Não é. É algo raro e precioso. A maioria das pessoas ao longo da História e a maioria das pessoas hoje viveu sob condições de tirania e miséria, não de liberdade e prosperidade. A demonstração mais clara de como as pessoas valorizam a liberdade é a forma de como elas votam com seus pés quando não têm outra maneira de votar.

    Hong Kong está muito longe de ser uma utopia. Ela tem favelas, tem crimes e tem pessoas desesperadamente pobres. Mas as pessoas são livres. É por isso que, no fim das contas, muitos vêm para cá. A despeito de terem de viver em barcos-casa que vazam em uma das diversas pequenas baías de Hong Kong, aqui elas têm a liberdade e oportunidade de melhorarem a si mesmas para melhorar suas vidas. E muitas são bem sucedidas.

    Há uma enorme parcela de pobreza no mundo, em qualquer lugar. Não há um sistema que é perfeito. Nenhum sistema irá eliminar a pobreza por completo (seja qual for sua definição). A questão é: qual sistema tem a maior chance, qual é o melhor arranjo que possibilita os pobres melhorarem suas vidas? E a verdade é que as provas históricas falam em uníssono. Não conheço qualquer exceção a esse preceito. Se você comparar os semelhantes, quanto mais livre o sistema, melhor as pessoas pobres comuns estarão.”

  2. É importante não esquecer o que foi o chamado “socialismo”: a ditadura mais odiosa e implacável de toda a história humana, deixando o nazismo muitos anos-luz atrás, no segundo lugar das maiores escravidões da Humanidade.

    Parece que o ser humano gosta de ser escravo, pois permitiu que duas chagas (“socialismo” e “nazismo”) acontecessem num mesmo século. Lamentável!

  3. Ou seja, a guerra no campo econômico é besteira, os marxistas perderam ela há décadas, a cultura é o mais importante de tudo, as pessoas precisam ser “vacinadas” contra as ideologias marxistas, olha aí o Olavão de Carvalho novamente.

  4. Ainda hoje, o Muro de Berlim remanesce a mim como um fantasma doloroso: uma sagrada medida emergencial da liderança socialista para defender seu povo contra o capitalismo, que permanecia com suas hordas coloridas de bens e serviços acessíveis a espreitar do outro lado da muralha, munido de tanques de pasta de dente, fuzis de papel higiênico e artilharia de rock n’roll; todas futilidades desnecessárias que quase não existiam entre os proletários honestos e bons da Alemanha Oriental.

    Os bárbaros, porém, venceram. Perderam os artistas de todo mundo, os catedráticos de departamentos das humanidades, perdeu a classe política socialista e justa de todo mundo e principalmente, perderam-se as crianças de Berlim Ocidental: não mais escutarão de seus mestres lendas e fábulas sobre o paraíso socialista por trás de sua muralha defensiva e carregarão o fardo de formar-se com apenas uma abstração do que teria sido o grandioso experimento estatal, apenas sonhando cada dia em recriá-lo sem ao menos poder vê-lo e tocá-lo.

    Torçamos para que mais portões sejam erguidos, mesmo que marítimos.

  5. Stalin tinha receio de que a cidade, primeiro, fosse financeiramente incorporada ao ocidente. De cara, isso já resultou no Bloqueio de Berlin e, mais tarde, nessa vergonha aí.

  6. Estive em Berlim em 2014 e passei quase o dia todo na Bernauer Strasse, onde eles mantém uma parte do muro, como também algumas instalações que evitavam a fuga dos berlinenses.

    Lá também encontram-se partes de construções que literalmente foram cortados pelo muro. Construções estas que permitiram muitos escaparem do comunismo pelas janelas de seus imóveis.

    E também algumas ruínas que pereceram por conta do muro, no caso o sino da “Igreja da Reconciliação”, que apesar do irônico nome, ficava ao lado do muro, e foi demolida para dar visão aos guardas da fronteira.

    Estar naquele local, ver de perto aquele memorial, te faz refletir sobre as pessoas que ficaram presas nesta parte da cidade, e o que elas passaram.

    Espiar pelas frestas das muretas do lado comunista, andar pela parte que antes tinha a “Linha da Morte”, no qual qualquer travessia a pé era morte certa, dá uma vaga idéia do como o alemão oriental deve ter se sentido preso, e sem esperanças.

    Na minha opinião, um memorial que deve ser preservado, para que as gerações futuras lutem e preservem a liberdade.

  7. Boa tarde OFF-TOPIC.

    Lendo os artigos mais voltada a economia de mercado, me recordo do Leandro falando que a balança comercial não era importante, e se me recordo, ele usou um exemplo muito lógico de uma ilha no meio do mar, que foi descoberto uma grande quantidade de petróleo, e com isso as importação do país aumentou mas a exportação não, pois, essa ilha vivia de plantações e tinha uma vida simples(não foi bem assim como ele falou, mas não me lembro e não consigo achar o artigo).

    Se a balança comercial não tem muito significado, então porque algumas pessoas dão tanta ênfase em manter ela em equilíbrio?

    obrigado esse site é um lugar que faz eu pagar a internet com gosto.

  8. O socialismo é um processo pelo qual pessoas burras e/ou imorais e/ou que erraram ao resolverem tentar o socialismo ativa ou passivamente são eliminadas do pool genético.

    Após mais algumas implementações do socialismo em larga escala, não pensem que isso acabou, talvez possa surgir uma sociedade anarcocapitalista.

  9. Olá camaradas !

    Se tem uma coisa que deixou a gente furioso aqui no inferno foi a queda desse maravilhoso muro de Berlim.

    Aquela tal “dama de ferro” na Inglaterra junto com o Reagan e o Papa João Paulo II é que foram os culpados pela derrubada desse muro e depois da cortina de ferro.

    De qualquer forma encaramos esses ocorridos como um alerta, e, logo em seguida colocamos nossa artilharia no máximo:

    – ecologismo

    – veganismo

    – feminismo

    – gayzismo

    – cotas / racialismo

    – ideologia de gênero

    – abortismo

    – liberação das drogas

    – social democracia

    – UE

    – criptocomunismo

    – politicamente correto

    – gramscismo

    Enfim, ainda estamos a todo vapor.

    Saudações vermelhas !

    KARL MARX

  10. Capitalismo de Bem Estar

    No socialismo fila de pessoas esperam pães.

    No capitalismo fila de pães esperam pessoas.

    O mais bizarro no Brasil é essa direita querendo previdência, universidade gratuítas, infraestrutura e saúde de graça.

    Só que Não tem dinheiro….O PIB per capita precisaria subir mais de 10 vezes para ter o mínimo de qualidade.

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