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Desigualdade e multiculturalismo

No
meu trabalho como produtor de conteúdo no YouTube, defendendo libertarianismo,
liberdade de mercado, direitos naturais e outras ideias radicais, já fui
exposto a muitos argumentos ruins e tentativas realmente sofríveis de
refutação. Não que possa se esperar muito da seção de comentários do YouTube, é
claro.

Mas
um artigo este ano me chamou a atenção, tanto que considerei criar o prêmio de
“pior artigo do ano” apenas para poder enviar o prêmio para o autor. Pelo
correio. A cobrar. O artigo é o “Uma verdade politicamente incorreta sobre a
desigualdade”. O mais trágico é que este completo descarrilamento argumentativo
foi publicado aqui, no Instituto Mises Brasil.

Autor
central para a escola austríaca de economia e para o libertarianismo, Murray
Rothbard era conhecido por um padrão curioso. Quando um político republicano ou
democrata publicava alguma asneira estatista qualquer ou propunha mais uma lei
para empobrecer todo mundo sob a desculpa de enriquecer todo mundo, Murray
ocasionalmente publicava críticas. Mas quando algum libertário cometia algum
erro, mesmo que consideravelmente pequeno, a marreta crítica de Murray descia
com força e pouca piedade. O motivo, segundo ele, era simples: é esperado que
um estatista qualquer fale todo tipo de baboseiras, mas um libertário? Não
podemos deixar que um de nós possa cometer um erro sem ser corrigido, afinal
nossos críticos muito frequentemente não são honestos em suas argumentações, e
mesmo quando são, raramente se dão ao trabalho de compreender totalmente a
situação antes de expô-la para todo o mundo.

Não
que o autor daquele desastroso artigo seja libertário. Honestamente não sei,
mas o fato é que o veículo de publicação foi este site, o que pode dar a
impressão de que aquele artigo é defendido pelos defensores deste site e do
libertarianismo. Justo por isso ele precisa ser meticulosamente respondido. Felizmente
o artigo já foi removido, mas a memória permanece e pode ainda estar escondido
por aí, para ser replicado em algum outro momento.

Para
começo de conversa, o problema começa na escolha da premissa do artigo. A ideia
exposta é que o multiculturalismo é incompatível com uma sociedade igualitária.
Mesmo que o argumento estivesse certo – e o autor faz um péssimo trabalho de
argumentar a favor disso – a questão toda seria total e completamente
irrelevante.

Desigualdade
sequer é um problema. Pobreza é um problema, e é isto que precisa ser
discutido. Multiculturalismo também não é um problema. Conflito entre
indivíduos é um problema e culturas muito diferentes vivendo em vizinhança
podem gerar conflitos, e é este problema que deve ser discutido, mas é
perfeitamente possível que pessoas de várias origens diferentes convivam em paz
e em riqueza. Se o multiculturalismo atrapalha a igualdade então é um assunto
completamente desimportante. O assunto a ser realmente debatido é: por que,
embora muita riqueza tenha sido criada nos últimos dois séculos, ainda existe
pobreza no mundo? Alternativamente, poderia ser debatido por que buscar a
igualdade como métrica não só envolve uma política antiética de confisco de
propriedade e redistribuição, mas também não é condutiva a produção de riqueza
e combate a pobreza. Também poderia ter sido discutido se políticas
multiculturalistas podem aumentar ou reduzir a pobreza. O autor do artigo que
critico aqui certamente perdeu uma ótima oportunidade e seu precioso tempo ao
escolher uma pergunta totalmente inútil de se responder.

Mas
antes de tudo, vamos abordar o claro desleixo argumentativo do autor. Não posso
realmente acusa-lo de ser incompetente, pois não conheço a real extensão de
suas habilidades, mas podemos analisar o que foi demonstrado no artigo. Avanço:
não tem quase nada de bom.

O
autor demonstra implicitamente que não entende Praxiologia, a metodologia
fundamental da Escola Austríaca. A prova disso está em tentar provar com
estatísticas uma tendência econômica que deveria ser demonstrada a priori. Existem inúmeras razões para
que estatísticas de desigualdade sejam mais altas ou mais baixas, e a crítica
feita por Ludwig von Mises ao tratamento estatístico dessas tendências é que é
impossível quantificar a ação humana e, portanto, calcular suas consequências
na sociedade. Dado que existe um praticamente infinito número de variáveis que
pode afetar a desigualdade de um país, e que não só não sabemos medi-los, mas
teríamos enorme dificuldade em sequer fazer uma lista deles, como podemos
isolar a variedade cultural numa sociedade e calcular sua influência na
economia? E mais, nenhum multiculturalismo é igual, então como poderíamos usar
nos mesmos dados uma sociedade com 33% de muçulmanos e 66% de hindus e outra
sociedade com 80% de japoneses, 10% de coreanos e 9% de uruguaios? Obviamente
tais culturas, e as religiões que vem com elas, são completamente diferentes e
possuem valores completamente diferentes. Uma análise estatística disso é
impossível. 

E
se o autor realmente pretendesse fazer uma análise praxiológica da desigualdade
no mundo, no Brasil ou nas cidades que cita como exemplo de igualdade no
Brasil, teria que demonstrar como a ação humana na economia leva a equalização
de salários e patrimônio, isto é, como a ação de vários indivíduos diferentes
com várias vontades diferentes acabaria por convergir em resultados
semelhantes. Mais, teria que demonstrar que ações de humanos de diferentes
culturas necessariamente divergem em resultados, gerando desigualdade. Um
trabalho desses sem dúvida ocuparia no mínimo dezenas de páginas, e não um
pequeno artigo como esse. Mas nada disso sequer é tentado.

E
mesmo que o tratamento estatístico disso fosse possível, o autor faz um
trabalho claramente fraco, e qualquer um que já passou moderadamente perto de
um artigo econométrico consegue perceber isso. Onde estão testes estatísticos
para isolar as influencias dos fatores? Algum tratamento sobre a margem de
erro, ou sobre a precisão da correlação? Nada. Sem nenhuma análise dos poucos
dados apresentados ele conclui: a
semelhança entre os moradores explica os índices nórdicos de igualdade.
Será
mesmo?

Como
fonte, o autor traz um especialista do IPEA, que diz que “As cidades do Sul são
menos desiguais em parte porque a
população costuma ser mais educada,
a desigualdade educacional costuma ser menor. São populações mais homogêneas”.
O erro do autor do artigo é 1) saltar inexplicavelmente de um “em parte” para
um “explica” e 2) em esquecer que o especialista estava se referindo ao fato de
que, por possuírem um nível de educação mais
similar, as pessoas acabam por ter rendas similares. O que isso diz sobre sua
semelhança de culturas, origem, religião e outros fatores? Rigorosamente nada.

Se
pessoas de culturas muito diferentes possuíssem um nível educacional similar,
tendo uma contribuição marginal ao processo de produção mais similar, e
estivessem inseridas na mesma economia com os mesmos níveis de produtividade do
capital investido, seria de se esperar que suas rendas fossem mais similares? Tendo
a suspeitar que sim, mas o autor não investiga a hipótese. Outro fator possível
para a igualdade de renda nessas cidades é que são simplesmente muito pequenas.
 Um dos exemplos dados é a cidade de São
José do Hortêncio, que possui 4543 habitantes. Com uma baixa população e de
perfil agrícola de pequena produção, a economia da cidade é pouco diversificada
e não existem muitas oportunidades de receber salários enormes, talvez exceto
os salários dos políticos locais. Embora a primeira vista pareçam ser melhores,
não pretendo discutir se estas hipóteses explicam ou não a igualdade local, mas
apenas que foram completamente ignoradas.

O
autor inclusive se contradiz. Ele argumenta que simultaneamente a cidade de São
José do Hortêncio, que possui níveis de igualdade iguais aos da Dinamarca, não
teve políticas de combate à desigualdade e que está submetida às mesmas
políticas públicas que valem para o resto do país. Talvez ele tenha se
esquecido que o governo brasileiro possui várias políticas de combate à
desigualdade, como o Bolsa Família. Como um brasileiro poderia esquecer da
existência desse programa está além da minha compreensão.

E
checar isso teria sido muito fácil: o site do Bolsa Família lista os
recebedores do benefício por município, e em São José do Hortêncio são 54,
segundo dados de 2015 [1]. Parece pouco, mas é 1,2% da população da cidade.
Embora esta proporção esteja abaixo da média nacional, já que 6,6% da população
brasileira recebe o Bolsa-Família [2], é o suficiente para demolir a afirmação do
autor de que “Não houve ali, nem em nenhuma das outras 14 cidades, nenhuma
política pública voltada especificamente para reduzir a desigualdade”. Fica
aqui a lição para quem pretende escrever artigos afirmando absolutos: confira
antes se você está realmente certo.

Também
vale lembrar que o governo possui vários programas de geração de desigualdade, como os altos salários pagos a
funcionários públicos, o BNDES, bancos de fomento agrícola, protecionismo e as
universidades públicas, mas isso é assunto para outra hora.

O
autor então argumenta que origens étnicas e a origem luterana contribuíram para
tal igualdade, gerando uma cultura mais homogênea. Enquanto é verdade que
comunidades protestantes promovem a alfabetização e educação de seus membros e
outros fatores religiosos podem levar a maior produção econômica, como a crença
de que a “mente vazia é a oficina do diabo”, isto não diz nada sobre
características culturais que podem ser contrárias a produção de riqueza. E
mais, esquece completamente o fato de que outras culturas podem possuir
costumes também condutivos ao trabalho, estudo e produção de riqueza, inclusive
em mais força em relação a cultura protestante. Embora muitos entendam que isso
é apenas um argumento muito mal feito, muitos podem enxergar isso como simples
xenofobia. É verdade que uma pessoa é apenas culpada pelo que diz e não pelo
que é entendido, mas é boa prática, especialmente quando escrevendo para um
grande público, fazer um esforço para ser bem compreendido.

Pelo
menos o autor traz uma breve discussão sobre a inutilidade do índice Gini de desigualdade
como medida desejável de se buscar. O triste é que ele faz isso apesar de
direcionar seu argumento para uma análise da desigualdade. Dinamarca,
Afeganistão, Noruega, Iraque, Finlândia e Cazaquistão possuem um índice Gini de
entre 0,26 e 0,29. São populações muito mais homogêneas e possuem resultados
econômicos vastamente diferentes, e usar a desigualdade como objetivo para
avaliar tais nações é inútil. Mas o que é útil então? Por que algumas nações
são mais ricas e outras mais pobres? Nada disso é discutido.

Pode
parecer um desvio de assunto, mas não é. Se a real causa da riqueza não é
apontada, fica aberta a porta para que alguém chegue a conclusão de que como os
EUA ou o Reino Unido são muito mais diversos do que o Iraque e o Afeganistão,
então o multiculturalismo pode trazer riqueza e deve ser uma política de estado.
O mais correto, é claro, seria observar que dado que existem países desiguais
pobres, como o Brasil, e ricos, como os EUA, ou países igualitários pobres,
como o Iraque, e ricos, como a Noruega, então a desigualdade de renda pode
muito bem não ser relevante para o enriquecimento da população, e outros
fatores devem ser responsáveis pelo processo de erradicação da pobreza.

E
qual a real causa da riqueza? É o capitalismo. É o sistema que defende a
propriedade privada, permite o comércio e investimentos e que vem erradicando a
pobreza de maneira sistemática. Onde temos liberdade de mercado a riqueza logo
segue. Onde o estado é pesado, a estagnação ou retrocesso domina.

O
autor conclui dizendo que se a população do Brasil fosse formada inteiramente
por uma população como a do Rio Grande do Sul ou do Maranhão, a desigualdade no
país seria baixa, mas não há real motivo para acreditar nisso, nem o autor
apresenta provas ou argumentos convincentes. O autor está extrapolando uma
observação de cidades pequenas para uma nação de 205 milhões de pessoas e uma
economia muito mais complexa. Além disso, existem países muito homogêneos em
população que são muito desiguais: Lesotho, Zambia, Haiti, Paraguai, Chile, China,
e por aí vamos. Em bom português, a conclusão do autor não faz sentido e a
própria fonte de índices de desigualdade que ele utilizou teria mostrado isso
facilmente.

****

Mas
vamos além. Vamos escrever ao menos um dos artigos que deveriam ter sido feito
sobre o assunto: Multiculturalismo e direitos de propriedade

Devo
confessar que concordo com o desejo apresentado pelo artigo a que respondo, que
o autor caracteriza como uma ideia “de esquerda”, embora eu a fraseie de
maneira diferente. Também desejo viver numa sociedade diversa, onde cada pessoa
é livre para exercer sua religião, suas crenças, manter seus costumes e se
relacionar com quem quiser. Ninguém deveria ser obrigado a ser igual, nem eu
deveria ser proibido de me relacionar como quiser com outra pessoa que
consente, só porque somos diferentes.

A
diferença é que nós libertários não olhamos para fronteiras como limitadores de
sociedades. Qualquer um que mora numa região de fronteira sabe como a linha
arbitrária desenhada no mapa não impede que povos de dois países passem por
trocas culturais e operem com uma sociedade. Se algo de fato divide uma
sociedade este algo é as ideias que os indivíduos defendem, como no caso da
disputa entre a Palestina e Israel. Se a fronteira fosse abolida, ou se mais
fronteiras fossem desenhadas, nada mudaria no sentimento dessas pessoas. A
outra possibilidade de divisão vem da mera força, isto é, uma organização
armada que fisicamente impede que duas sociedades entrem em contato ou
aprofundem seus laços, ameaçando de morte quem desobedecer.

Para
um libertário, o conceito de sociedade é algo mais como “pessoas que estão
interagindo pacificamente”. Obviamente pessoas terão suas diferenças em
infinitos assuntos, mas ainda assim estarão interagindo uns com os outros de
uma forma ou outra. E o que aumentou a interação entre culturas? O capitalismo.
Hoje temos inúmeras formas possíveis de conhecer outras culturas, viajar para
outros países, entrar em negócios com todos os tipos de pessoas e de adotar
para nós aquilo deles que admiramos.

O
que um libertário defende é esta liberdade de interação pacífica entre todos os
indivíduos e, por conseguinte, entre todos os povos e culturas.

E
tudo isso no fim das contas é uma discussão sobre direitos de propriedade. A
única posição eticamente e racionalmente defensável [3] é que todos os
indivíduos devem ser livres para viverem como quiserem e estabelecer relações
como quiserem, contanto que não agridam outros. Se estes indivíduos possuírem
culturas diferentes, que seja. Se eu quiser contratar um sírio ou um moçambicano
para trabalhar na minha padaria na Polônia, oras, a padaria é minha e eu
contrato quem quiser aceitar o emprego.

Se
esta liberdade de contrato for garantida, o que necessariamente implica uma
garantia de direitos de propriedade, temos uma sociedade libertária, e esta
sociedade pode, mas não necessariamente deve, ser multicultural, pacífica e
rica. Isto simplesmente porque uma sociedade com claros e defendidos direitos
de propriedade será uma sociedade próspera, e isto atrai pessoas de todas as
culturas, desde que não agridam os outros indivíduos.

E
o que aconteceria com esses agressores? Seriam dados como criminosos e punidos
da mesma forma, não importa de que cultura sejam. É bom lembrar: estamos
falando de uma sociedade com proteção de propriedade privada. Que propriedade é
essa? A teoria de propriedade segundo Locke, defendida por Rothbard, no seu
Ética da Liberdade, e Hoppe, em vários de seus trabalhos, mas fica a
recomendação do Economics and Ethics of Private Property: a) se algo não tem um
dono e você misturar seu trabalho com este algo, este algo agora é sua propriedade.
b) se você é proprietário de algo, pode trocar este algo com outra pessoa, ou
livremente dar esta coisa para quem bem entender, inclusive no caso de herança
e c) caso alguém agrida sua pessoa ou propriedade, você tem o direito de se
defender e defender sua propriedade na medida que necessário para parar a
agressão.

Numa
sociedade libertária qualquer um que praticasse sua cultura pacificamente
poderia continuar fazendo isso sem problemas. É óbvio que uma sociedade assim
seria um imã fortíssimo para minorias, especialmente as perseguidas, pois
saberão que serão deixadas em paz. Uma pessoa que deseja o bem de todas as
culturas, religiões, raças, sexualidades e o que mais for cabível deve defender
os direitos de propriedade absolutos destes indivíduos.

É importante lembrar que isso não
significa nenhuma obrigação de inclusão ou obrigação de contrato. Se eu sou um
francês e quero contratar um queniano, este é meu direito e é direito dele
aceitar este contrato, goste o governo ou não disso, mas se eu não quiser
contrata-lo ou ele não quiser trabalhar para mim, também é meu direito e dele,
quer a sociedade ou o governo não gostem disso. Nenhum muçulmano ou judeu deve
ser obrigado por lei a trabalhar num açougue que vende carne de porco, assim
como nenhum açougueiro deve ser obrigado a parar de vender carne de porco só
porque um muçulmano ou judeu quer trabalhar lá. O mesmo vale para a
livre-expressão: todos devem manter o direito de se expressar como quiserem,
mesmo que o grupo alvo de uma crítica se sinta ofendido.

Obviamente
todos terão considerações morais sobre quem frequentemente critica outros
grupos, especialmente de maneira preconceituosa e difamatória, e todos os
indivíduos também possuem o irrevogável direito de não se relacionar com
pessoas preconceituosas, racistas, xenofóbicas ou o que o valha. Tolerância é
um valor moral, e como todo valor moral é uma escolha, que deve ser explicada e entendida. Não se pode impor
valores morais de tolerância via lei, acima como não se pode impor castidade,
prudência ou qualquer outro valor via força. Se um indivíduo não entende a
importância de um comportamento, não vê valor nele ou acredita em valores
contrários, a caneta do legislador tem pouco ou nenhum poder para mudar uma
ideia. Pior, morais legisladas podem acabar por apenas criar um ressentimento
contra aquele valor moral, já que está sendo imposto à força. Aqueles que
buscam uma sociedade tolerante não devem buscar a lei, e sim o convencimento
via argumentos.

Isto
posto, por que o multiculturalismo tem apresentado resultados desastrosos?
Justamente porque ele é um multiculturalismo forçado, em sociedades onde o
direito a propriedade privada não é resguardado como um absoluto.Até agora
estávamos tratando de uma sociedade pacífica que atrai pessoas de todos os tipos
pelas oportunidades que oferece. O que vemos acontecendo na realidade são
governos atraindo imigrantes usando o dinheiro dos pagadores de impostos, e
depois se perguntando por que estes pagadores não gostam do multiculturalismo.

Em
2015 na Alemanha 5,91 bilhões de dólares foram distribuídos em benefícios
diversos para as 975 mil pessoas que foram buscar asilo no país até então, o
que resulta em pouco mais de 6mil dólares por pessoa, por ano, ou 1661 reais
por mês. [4] Para referência, o salário médio brasileiro em 2015 foi de 1853
reais [5], ou seja, 90% do salário médio brasileiro com 100% menos trabalho.
Fala-se agora, inclusive, de pagar tais pessoas para irem embora do país.[6]
Exilados na Suécia recebem repasses para alimentação e moradia. [7] Podemos
seguir muito longe nesta lista de benefícios, mas suspeito que o leitor já
entendeu o ponto.

E
sobre criminalidade, em muitos países que receberam enormes números de
imigrantes desde 2014, como Suécia, Alemanha, França, Bélgica e outros, forças
policiais são incentivadas a não registrar os crimes, não reportar estatísticas
de crimes, não ir atrás de suspeitos, não prender suspeitos e até incentivar
vítimas, em alguns casos mulheres vítimas de estupro, a não prestar queixa
contra os criminosos. [8][9][10][11][12][13]

Um
outro problema é grave, mas muito pouco abordado: a exclusão econômica. Estes
imigrantes poderiam encontrar empregos ou abrir seus próprios negócios, mas
isto é simplesmente inviável dadas as leis de salário mínimo e as regulações
estatais que atravancam o mercado. Dado que muitos não falam a língua local e de
maneira geral possuem baixos níveis de escolaridade quando comparados aos
europeus, é essencialmente impossível contrata-los até pelo salário mínimo
corrente na Alemanha, Bélgica ou França. Não é surpreendente, afinal a origem
histórica da lei de salário mínimo não é “garantir os direitos dos trabalhadores”
e sim eugenia descarada. A ideia original era que se fosse proibido que “pobres
e indesejáveis” trabalhassem via um salário mínimo que eles nunca iriam
conseguir, estas pessoas simplesmente morreriam. [14][15][16] Durante os anos
20 e 30 era comum na América do Norte que leis de salário mínimo fossem
passadas especificamente para excluir japoneses, negros, mulheres e outros
grupos.[17]

Ademais,
como esperar que um refugiado entenda a burocracia local para começar um
pequeno negócio se ele sequer entende a língua local? Caso tal burocracia não
existisse, se tornaria apenas uma questão de abrir seu negócio conforme
possível e começar por aí, ou mesmo aceitar um emprego por um salário inferior
ao salário mínimo atual, mas em nome de ajudar os pobres e oprimidos o governo
cria barreiras que, embora pequenas para os moradores locais, são insuperáveis
para os refugiados, criando uma condição de perpétua dependência estatal e
marginalização. Como uma sociedade pode se integrar se uma seção inteira dela
não tem como trocar com a outra, se não tem como encontrar a outra no mesmo
ambiente de trabalho, e esta outra é obrigada pelo estado a sustentar
indefinidamente os refugiados?

Falando
formalmente, isto significa que tais refugiados e imigrantes não dispõem completamente
de seus direitos de propriedade. Não podem abrir um negócio, não podem
contratar ou ser contratados pelo preço que bem entenderem. Igualmente os
moradores de tais países não dispõem completamente de seus direitos de
propriedade. Não podem contratar como quiserem, nem podem se recusar a
sustentar outras pessoas ou a ceder suas propriedades quando ordenados pelo
governo.

Um
dos resultados disso é que muitos moradores destes países, os mesmos que estão
pagando a conta de todos estes almoços grátis e vitimados por crimes que a
polícia não pode ou não vai resolver, se sentem invadidos, ameaçados, atacados.
Este sentimento está correto, pois toda ação estatal envolve usar o dinheiro de
outra pessoa, e quem tem sua propriedade confiscada terá ressentimento ou do
estado que lhe roubou, ou, caso não entenda este processo, terá ressentimento
da pessoa que recebeu este dinheiro. Esta agressão estatal obviamente gera uma
vontade de revidar, e em parte por isso vemos um crescimento de ideias
anti-imigração e crescimento de partidos radicais. Também por isso vemos grupos
se armando como podem e indo as ruas para “combater o crime”, afinal se o
governo se recusar a proteger a propriedade privada, em muitos casos as pessoas
farão isso por conta própria [18]. 

Notem que esta conclusão não depende de quem
está recebendo o dinheiro, afinal, vemos um processo muito semelhante aqui no
Brasil, inclusive com fenômenos de justiça popular. 

Até aqui estávamos tratando
de refugiados e do experimento multiculturalista europeu, mas se toda a
população fosse homogênea, ainda existiria um ressentimento entre os que pagam
e os que recebem, embora talvez um pouco mitigado por alguma proximidade
cultural. Quando o estado toma de um para dar para outro, seu vizinho vira seu
inimigo, pois ele pode votar para que você seja obrigado a pagar algo para ele.
Seu vizinho também enxerga a situação da mesma maneira, e assim começa uma
divisão política na sociedade até que o dinheiro dos pagadores acaba, e o
conflito tende a se aprofundar ainda mais, pois o histórico nos mostra que
recebedores raramente encaram tais cortes com paz e naturalidade, e sim com
revolta.

A
conclusão aqui é simples: quando direitos de propriedade são erodidos, quando
um pode pegar o que é do outro, a sociedade descamba em conflito, não importa a
cultura do pagador e do recebedor. O experimento multiculturalista na Europa
também envolveu sérios ataques a propriedade privada, principalmente pesada
taxação, e ao invés de aproximar os diferentes membros da sociedade, isto apenas
os distanciou.

A
lição disso? Se o seu objetivo é aproximar as culturas e povos, isto deve ser
feito de maneira voluntária, pacífica, via a criação de um sistema legal que
incentiva a aproximação daqueles que enxergam vantagem nessa aproximação e pune
criminosos corretamente, independente de quem são, e a sociedade libertária é o
melhor exemplo disso. Quase todos reconhecem que um casamento à força é algo
repudiável. Devemos reconhecer que este mesmo princípio se aplica ao
“casamento” de culturas.

 _______________________

[1] https://www.bolsa-familia.com/pessoas/rio-grande-do-sul/sao-jose-do-hortencio/1/1/1

[2] http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2017/03/beneficiarios-recebem-r-2-4-bilhoes-do-bolsa-familia

[3]
Ethics and Economics of Private Property, Hoppe, capítulo 13

[4] https://www.wsj.com/articles/germanys-welfare-bill-rises-169-as-refugee-numbers-grow-1473077920

[5] https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/11/25/salario-medio-do-brasileiro-cai-5-em-2015-e-passa-a-r-1853-diz-ibge.htm

[6] http://www.dw.com/en/program-paying-asylum-applicants-to-leave-germany-voluntarily-begins/a-37374656

[7] https://www.migrationsverket.se/English/Private-individuals/Protection-and-asylum-in-Sweden/While-you-are-waiting-for-a-decision/Financial-support.html

[8] https://www.express.co.uk/news/world/728166/Germany-police-pressure-refugee-migrant-crisis-sexual-assault-Rheinberg-asylum-crime

[9] https://www.reuters.com/article/us-europe-migrants-germany/german-authorities-accused-of-playing-down-refugee-shelter-sex-crime-reports-idUSKCN0S02N220151006

[10] https://www.nytimes.com/2016/01/12/world/europe/swedish-police-coverup-sexual-assault.html

[11] http://www.dailymail.co.uk/news/article-3378985/Police-Germany-covering-extent-migrant-crime-claim-Bild-country-revealed-taken-1-1-MILLION-people-2015.html

[12] https://www.spectator.co.uk/2016/01/its-not-only-germany-that-covers-up-mass-sex-attacks-by-migrant-men-swedens-record-is-shameful/

[13] https://www.rt.com/news/328628-german-police-officer-refugees/

[14]
https://mises.org/blog/racist-history-minimum-wage-laws

[15] https://www.forbes.com/sites/carriesheffield/2014/04/29/on-the-historically-racist-motivations-behind-minimum-wage/#642edbca11bb

[16]
https://fee.org/articles/the-eugenics-plot-of-the-minimum-wage/

[17] https://nypost.com/2013/09/17/why-racists-love-the-minimum-wage-laws/

[18] http://www.independent.co.uk/news/world/europe/four-men-germany-trial-beat-man-death-hunt-refugees-waldbroel-vigilante-gangs-bonn-court-migrants-a7715511.html

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60 comentários em “Desigualdade e multiculturalismo”

  1. Queria ter lido esse artigo que deve ter gerado polêmica… que pena.

    Devo deduzir que vai encher de neocon enchendo o saco do Raphaël e acusá-lo de esquerdista, sendo que eles, os neocons, que são esquerdistas.

    Bom esse conflito entre duas aberrações estatais baseadas em violência, Israel e Palestina, já foi abordado aqui (e os neocons ficaram todos com raivinha).

  2. Neoliberais hipocritas

    Este artigo soa como desculpa esfarrapada tanto quanto as desculpas do presidente deste instituto ao utilizar dinheiro público para visitar Porto Alegre. Posso provar, tá? Será que vocês têm coragem de publicar esse comentário?

  3. Muito bom! Amei a “correção” e como demonstraram com racionalidade o que aconteceu e o certo a ser dito.

    Aliás, não condeno o que o outro disse por ser isso ou aquilo, eu condeno porque considero besteira. Foi uma falácia sem argumentos. Contudo, é o que ele queria falar. Só não acho que usar esse site era o melhor lugar para compartilhar uma opinião não defendida por vocês mesmos.

    De qualquer forma,

    Algumas pessoas no Facebook estão falando sobre “fascismo” e “censura”, e eu sinto vergonha dessas pessoas ficarem em um “bandwagon” sem nem entenderem a situação. É uma pena que esses idiotas irão ficar inventando besteira e teorias mirabolantes pra culpar vocês por uma coisa que nem culpa de vocês foi.

  4. Aos curiosos:

    webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9lEPZVbi6iYJ:mises.org.br/Article.aspx%3Fid%3D2820+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-b-ab

  5. Espero que o Raphael faça um vídeo sobre isso. É uma vergonha para um Instituto que defende a liberdade ter um post minimamente racista.

  6. Um adendo ao trecho:

    “Se esta liberdade de contrato for garantida, o que necessariamente implica uma garantia de direitos de propriedade, temos uma sociedade libertária, e esta sociedade pode, mas não necessariamente deve, ser multicultural, [MAS TAMBÉM]

    pacífica e rica. Isto simplesmente porque uma sociedade com claros e defendidos direitos de propriedade será uma sociedade próspera, e isto atrai pessoas de todas as culturas, desde que não agridam os outros indivíduos.”

    Pois, se uma sociedade desenvolve-se com base nos direitos individuais de propriedade e, portanto, também de liberdade, esta, sim, necessariamente será rica e pacífica ( uma vez que todos respeitam se respeitam sob determinação das leis de mercado ).

  7. Matheus Evangelista

    Boa correção do texto anterior,explicitando os princípios libertários de migração,direitos de propriedade,e pnl.Parabéns equipe IMB

  8. Ah, tá, agora está claro. Achei que este fosse o artigo “Uma verdade politicamente incorreta sobre a desigualdade”.

    Eu fui um dos que argumentou CONTRA o artigo aqui nesta seção de comentários. Afinal, o raciocínio ali desenvolvido estava ERRADO.

    Mas não acho que vocês deveriam apagar o artigo. Vocês já fizeram isso antes, com um artigo realmente grosseiro e agressivo, mas que continha idéias fundamentalmente verdadeiras e havia sido escrito por um norte-americano que depois esteve envolvido em um problema político. Ele era de uma organização esquerdista norte-americana (mas infelizmente isso só foi mencionado na seção de comentários. No artigo contrário à conduta do autor daquele texto, publicado aqui por outro norte-americano, esse tipo de ligação não aparecia e a mídia brasileira, em ampla divulgação do fato em que aquele esteve envolvido, ligava-o de maneira abusiva a Donald Trump.)

    Felizmente, o artigo original aparecia no blog do IMB. O que é absolutamente necessário para se saber qual o conteúdo do texto, por que ele teria sido excluído e para que se possa formar uma opinião a respeito.

    O caso do artigo “Uma verdade politicamente incorreta sobre a desigualdade” de certa forma foi o contrário. Isso porque o artigo não era de forma alguma agressivo, mas a idéia defendida era errada.

    Segundo o autor, só dá para ter uma sociedade mais ou menos igualitária (como a dos países Nórdicos, segundo ele) se esta sociedade for homogênea. E seria impossível uma tal sociedade se ela fosse mais plural.

    Nas palavras dele: “Querer, como pretendem os progressistas, que haja uma sociedade miscigenada e multicultural, e que, ao mesmo tempo, ela apresente uma igualdade nórdica, é querer a quadratura do círculo. ”

    O problema é que não há nada que impeça a priori que uma sociedade seja “igualitária” (ao menos no sentido de ter níveis nórdicos de “igualdade”), pelo fato de ela ser mais homogênea.

    Também não é verdade que qualquer sociedade mais plural será mais “desigual” que uma sociedade mais homogênea. Se fosse assim, a Arábia Saudita teria de ser menos desigual que a Inglaterra, por exemplo.

    Mas como expus ao argumentar contra a tese do texto na ocasião, é verdade que em princípio, se esperem de uma sociedade mais heterogênea resultados mais variados e heterogêneos, porém isso não tem valor de necessidade lógica quando se está falando de heterogeneidade étnica, racial e cultural e resultados econômicos.

    Ademais, como afirmei naquele momento, a amostra que o autor utilizou era insuficiente (como não poderia deixar de ser) e incapaz de provar seu ponto.

    Dito isso, vale afirmar que a seção de comentários do IMB normalmente tem um nível bastante alto. E daquela vez não foi muito diferente. Mas parece que há uma mania de certos leitores de defender todo texto aqui publicado com unhas e dentes, em vez de prestar a devida atenção ao conteúdo do texto.

    Posso atestar que uma grande maioria dos textos do IMB são praticamente irretocáveis em sua lógica e, por isso mesmo, irrefutáveis. Mas às vezes aparecem textos menos felizes, o que aliás haveria de acontecer, já que nem tudo pode-se tratar com lógica perfeita, pois há questões em aberto. E por vezes, naturalmente, as pessoas simplesmente erram.

    Dito isso, acredito que o texto “Uma verdade politicamente incorreta sobre a desigualdade” foi infeliz porque sua tese padecia de erros lógicos fundamentais. E lamento também que alguns comentaristas tenham extrapolado o texto e misturado as coisas, já que artigo tinha um ar que sugeria vagamente uma linha de idéias que não é das mais sadias, ademais dos seus erros lógicos que possuía.

    Aprecio que vocês tenham notado esse tipo de coisa e se manifestado contra ele. Mas sou de opinião que artigos não deveriam ser deletados, pois assumir um erro implica reconhecê-lo. Mais importante é que seja publicada a resposta mostrando qual o verdadeiro posicionamento da equipe do site.

    De qualquer forma, deve ser garantida aos leitores alguma maneira de ler o texto respondido, pois uma resposta não faz sentido sem o conteúdo que visa a responder. E só assim se pode formar um opinião séria sobre o fato.

    Por fim, também acho que os comentários ao texto deveriam ser preservados, pois não são desprovidos de valor.

  9. Maria Cristina Munerato

    Gostei de ler um artigo bem fundamentado e com as referências bibliográficas informadas para que possamos aprofundar a leitura.

    Os autores estão de parabéns.

  10. Gostaria de postar aqui também, para fins de registro, o meu comentário ao artigo original “Uma verdade politicamente incorreta sobre a desigualdade”, aqui rebatido pelo artigo pelo novo artigo “Desigualdade e multiculturalismo”.

    Escrevi o meu comentário na ocasião em reposta ao comentarista Demolidor que, embora não tenha entrado em tantos detalhes quanto eu, também se pôs contra a idéia defendida pelo texto, recebendo respostas um tanto inflamadas, bem como equivocadas. Por isso escrevi meu comentário em apoio a ele e aproveitei para expor meus argumentos contra a tese central daquele artigo. (Infelizmente já não tenho registro dos demais comentários). Segue o que escrevi:

    “Na verdade, seus comentários foram todos muito sensatos e corretos, Demolidor. De fato, estão entre os mais sensatos desta seção de comentários, já que algumas pessoas, extrapolando texto, estão misturando tudo.

    Aliás o próprio texto é um tanto infeliz, pois dá a impressão de que essa correlação por ele apontada é uma relação de necessidade lógica, o que os dados por ele apresentados não permitem concluir – além do que não se pode dizer que a amostra utilizada é suficiente para dar conta do fenômeno que ele pretende explicar.

    É claro que se todas as pessoas fossem idênticas, elas seriam todas iguais – por definição. Mas isso simplesmente não existe. As pessoas sempre são diferentes.

    Mesmo gêmeos idênticos só são idênticos no nome. Para começar, eles não nasceram exatamente ao mesmo tempo, não ocupam o mesmo lugar no espaço, não fazem exatamente as mesmas coisas, e o mais importante: não são a mesma pessoa. E de fato, o princípio de identidade nos diz que uma coisa é ela mesma, e não outra. (A questão é filosófica, mas é relevante).

    De fato, espera-se que pessoas mais semelhantes entre si, reunidas em sociedade, impliquem uma sociedade mais semelhante. Contudo, no que consiste essa semelhança de que estamos falando? A que aspectos da vida das pessoas, ou mesmo a que aspectos do ser dessas próprias pessoas estamos nos referindo?

    Se são pessoas etnicamente semelhantes, isto, apenas, não pode revelar muito sobre as semelhanças econômicas – ao menos em princípio. Mas vários comentaristas aqui já caíram nesse erro. E para provar o meu ponto, basta conhecer um pouco de história. Quantas vezes na história povos inteiros foram submetidos à tirania de pessoas que provieram deste mesmo povo, tendo portanto a mesma etnia?

    Quem vai negar que o nível de poder e riqueza de um Senhor feudal que tinha direito a porcentagem da produção de cada servo era muito maior – e portanto desigual – do que o nível de poder e riqueza deste servo? Quem vai negar a diferença de riqueza e poder entre um monarca absoluto e seus súditos? Ou mesmo entre um industrial e seus concidadãos de mesma etnia à época do surgimento do fenômeno da industrialização?

    Os próprios países nórdicos tiveram uma longa história de altos e baixos, e nem tudo ao longo dessa história foi “igualdade”, mesmo mantendo-se etnicamente homogêneos esses povos.

    De fato, o texto não foca nesta identidade étnica apenas, mas de certa forma sugere e enfatiza sua importância.

    Reconheço que uma população mais homogênea -genericamente falando -, ou seja, de pessoas mais parecidas entre si tenderá a gerar resultados totais também mais homogêneos. Mas daí a dizer que: “Querer, como pretendem os progressistas, que haja uma sociedade miscigenada e multicultural, e que, ao mesmo tempo, ela apresente uma igualdade nórdica, é querer a quadratura do círculo. “, dando a isso ares de necessidade lógica e pretendendo que uma tal sociedade não possa, mesmo casualmente, ser mais igualitária que uma sociedade mais miscigenada é um exagero.

    Basta dizer que há na África sociedades mais homogêneas (não só etnicamente, mas também sob outros aspectos) do que digamos a Inglaterra, mas onde a desigualdade é maior. O fato de duas pessoas serem da mesma etnia e serem fisicamente parecidas não revela muito sobre o sucesso que terão na vida. Uma pode ser extremamente empreendedora, a outra extremamente preguiçosa.

    O aspecto cultural é bem mais importante do que o étnico ou o racial, mas mesmo assim, você pode partilhar da mesma etnia, da mesma “raça”, da mesma cultura que outra pessoa e até frequentar a mesma escola que ela e,ainda assim, o resultado ser bem diferente.

    Portanto, a tese do texto não é implausível, mas dificilmente se pode dizer que tem o alcance que o autor lhe empresta.

    Em todo caso, as pessoas são todas diferentes, de forma que não há muito bons motivos para justificar a tara que algumas pessoas têm por “igualdade”… ”

    P.S.: espero que vocês postem o texto original pelo menos no blog, para que as pessoas possam ler o contraponto e formar sua opinião. Se puderem postar também os comentários originais, seria o ideal.

    Abraços.

  11. Postando nesse fórum para parabenizar por esse grande texto (nos dois sentidos), que poderia servir de “tutorial” a qualquer pretenso escritor que tente postar artigo no IMB.

    Tratando dos princípios libertários de direito a propriedade, jusnaturalismo e liberdade de associação, como incentivadores de um caminho de prosperidade.

    Pois o problema a ser combatido é a pobreza, advinda esta, do ataque á produção de riqueza; e não a desigualdade em si.

  12. Postar um comentário meu aqui é sempre um sacrifício. Desde o começo do site. Dizia que o comentário foi recebido, mas não era postado. Tanto é que no passado eu até parei de comentar!

    Nem no cachê do Pobre Paulista consta mais meu comentário ao texto original! Demorou uma eternidade pra postarem o meu comentário, que consta mais acima, sobre este texto atual. E novamente estão demorando para postar meu último comentário.

    Favor postarem meu último comentário e este aqui também.

  13. acabei de ler o artigo deletado, o que estranhei foi que o artigo foca muito em desigualdade e até onde sei a última preocupação do liberalismo é a desigualdade, o mais importante é o acesso a riqueza, é melhor um país desigual que o pobre tenha condições de enriquecer e de obter bens do que um país igualitário como a Etiópia ou Cuba

  14. >ruas brasileiras padrão

    >prédios públicos com pintura faltando

    >calçamentos com as famosas pedras portuguesas cheios de buracos

    >asfalto ruim e cheio de buracos ou rachaduras

    >falta de segurança

    >lixo no meio das ruas

    Entro em um shopping:

    >ruas limpas, com sinalização perfeita e sem buracos

    >fiação subterrânea

    >wi-fi

    >tudo moderno e até pode jogar papel em privada

    >jardins e grama bem cuidada

    >calçamento padronizado e de primeiro mundo

    >segurança de usar celular

    E ainda vem esquerdista preocupado com coisas como “o petróleo é nosso” ou “Amazônia é nossa”.

    Tinham era que vender todo esse país para os judeus. Ninguém tem retorno de porra nenhuma, sempre tive que pagar plano de saúde e educação pra não me ferrar e mal posso sair nas ruas sem medo de ser assaltado e morto.

    E ainda tem retardado que é contra o desmonte do Estado, que é contra bairros privados, ruas privadas, estradas privadas, etc.

    O que você vê no Shopping é uma prévia do que seria uma cidade privada e auto-suficiente, regida por princípios anarco-capitalistas.

    Eu acho engraçado é a mentalidade de concurseiro. O cara pode até passar no concurso, virar um parasita estatal e ganhar 50 mil por mês coçando em algum tribunal, mas a hora que parar seu carro num semáforo, pode tomar tiro. E a paisagem serão sempre estas favelas, estes prédios caindo aos pedaços, tudo velho e carcomido. Aí eu te pergunto: vale a pena? Você tem o dinheiro mas não pode gastá-lo, sem se tornar um alvo potencial da violência que mata 70 mil por ano, e que em dez anos, estará matando 1 milhão.

    Por isso que o anarco-capitalismo é uma doutrina coletivista, e não individualista, como os estatistas costumam dizer. Ao se proteger o indivíduo da agressão estatal, ele dá ao indivíduo a escolha de cuidar do seu meio, e isso é muito importante.

  15. Depois de ler e compartilhar o artigo “Uma verdade politicamente incorreta sobre a desigualdade”, que aqui chamo de primeiro artigo; e este artigo, que chamarei de segundo artigo, chego a três conclusões:

    1 – Achei coerente a argumentação do autor do primeiro artigo,DIANTE DO QUE ELE PROPÔS A DISCORRER;

    2 – O que li no segundo artigo, me pareceu mais com a intenção de refutar argumentos que não foram inclusos no primeiro artigo, do que o próprio artigo;

    3 – Que sou muito burro para acompanhar as publicações desta página, e muito mais para comentar.

  16. O artigo que foi deletado era espetacular.

    Em momento algum o artigo deixou a entender que desigualdade é um problema ou que multiculturalismo é um problema. Quem entendeu isso, me perdoe a sinceridade, mas é um analfabeto funcional.

    O artigo sequer era sobre libertarianismo. Somente foi demonstrado a incoerência do discurso “progressista” em tentar defender a igualdade ao mesmo tempo que quer sociedades formadas por grupos não homogêneos.

    O que vocês querem? Que uma sociedade formada por índios que vivem na natureza junto com grandes capitalistas que acreditam no empreendedorismo tenham índice de baixa desigualdade? É isso?

    O artigo só demonstrou o óbvio, de um raciocínio que pode ser deduzido aprioristicamente, somente pelo uso da razão: Sociedades formadas por grupos pouco iguais são desiguais. A não igualdade, a não homogeneidade leva a desigualdade.

    Em suma, o artigo era uma crítica ao progressismo, e não sobre libertarianismo, assim como há outros artigos no site que são críticas ao progressismo, e não ao libertarianismo. E vocês não os deletaram, né? E o artigo não dizia que desigualdade ou multiculturalismo eram problemas. Somente expôs a incoerência do discurso esquerdista.

    Portanto, o artigo deveria ser colocado novamente no site e esse outro aí é que deveria ser deletado, pois as “críticas” contidas aqui demonstram que sequer souberam interpretar corretamente um texto e entender seu intuito. Que vergonha!

    Tudo isso que está ocorrendo está me fazendo perder o respeito que já tive pelo Instituto Mises Brasil. Me parece mais que vocês se sentiram pressionados pela impopularidade de ideias lógicas e racionais e trocaram a lógica para serem aceitos pela manada pouco racional.

    Para recuperar meu respeito e admiração, talvez vocês devessem dar menos voz a youtuberzinhos que incentivam desavisados a entrar em bolhas como bitcoin (que está estourando nesse exato momento, é demorado e possui uma taxa de transação absurda), e voltar dar ouvidos a grandes como Walter Block, Stefan Molyneux, Thomas Sowell e Peter Schiff.

  17. Foi um erro gravíssimo deixarem ser publicado um artigo desse, tanto para quem é oposição (esquerda) quanto para quem é a favor dessa supremacia, que não tem nada à ver! Isso só abre brecha para que se tenham visões parciais e maldosas! Que isso não se repita mais, pois acho que estamos lutando por uma causa nobre!!!!

  18. Concordo com Eurípedes. O primeiro artigo apenas deu ênfase ao pensamento de Max Weber, expresso em seu livro A ética protestante e o espírito do capitalismo. Enquanto o segundo artigo que refutar o primeiro, porém, sem utilizar das ferramentas estatísticas (regressão linear, covariância, etc) para justificar os números sobre desigualdades e multiculturalismo.

  19. “Para começo de conversa, o problema começa na escolha da premissa do artigo. A ideia exposta é que o multiculturalismo é incompatível com uma sociedade igualitária.”

    Mas é claro que é incompatível. A premissa do artigo está corretíssima. Pessoas de culturas diferentes agem de maneira diferente. E ações diferentes geram resultados diferentes, e não iguais, e isso gera desigualdade. É preciso mesmo explicar isso? Deus do céu! Daqui a pouco você vai querer que imigrantes Amish, que rejeitam o uso de equipamentos eletrônicos por conta da religião e vivem isolados, budistas que acreditam na simplicidade e tribos africanas tenham o mesmo resultado imigrantes japoneses de tokyo quando reunidos numa mesma sociedade.

    “Mesmo que o argumento estivesse certo – e o autor faz um péssimo trabalho de argumentar a favor disso – a questão toda seria total e completamente irrelevante.

    Desigualdade sequer é um problema. Pobreza é um problema, e é isto que precisa ser discutido. Multiculturalismo também não é um problema.”

    E daí? Agora só se discute aquilo que é problema? Hahahahah. É cada uma!!!

    Aliás, mesmo se só se discutisse problemas, ideias erradas frequentemente geram problemas, e, além disso, o esquerdismo em si é um problema em nosso país, e o artigo deletado enfrentava esses problemas. Então nem assim esse seu raciocínio tosco faz sentido.

    Parei minha leitura aqui. Quando um texto dá sinais de extrema fragilidade logo no inicio perco totalmente a vontade de ler, pois a chance de encontrar algo bom depois é quase nula. Tchau.

  20. “O autor conclui dizendo que se a população do Brasil fosse formada inteiramente por uma população como a do Rio Grande do Sul ou do Maranhão, a desigualdade no país seria baixa, mas não há real motivo para acreditar nisso, nem o autor apresenta provas ou argumentos convincentes. O autor está extrapolando uma observação de cidades pequenas para uma nação de 205 milhões de pessoas e uma economia muito mais complexa. Além disso, existem países muito homogêneos em população que são muito desiguais: Lesotho, Zambia, Haiti, Paraguai, Chile, China, e por aí vamos. Em bom português, a conclusão do autor não faz sentido e a própria fonte de índices de desigualdade que ele utilizou teria mostrado isso facilmente. ”

    1 – Rio Grande do Sul ou Maranhão não são cidades.

    2 – Como não há motivo para se acreditar? O argumento do autor é irrefutável e aprioristicamente demonstrado. Ora, a população do Rio Grande do Sul ou do Maranhão são populações em que há baixa desigualdade, e populações com baixa desigualdade são populações com baixa desigualdade.

    Se a população do Brasil for formada inteiramente por uma população de baixa desigualdade, teremos alta desigualdade por acaso?

    3-Por favor, demonstre, aprioristicamente, que Lesotho, Zambia, Haiti, Paraguai, Chile e China são países de alta homogeneidade. Tirou isso da onde? Só porque na china tem um monte de asiático, você acha que asiático é tudo igual? Hahahahah.

  21. John Maynard Keynes

    Somente em um planeta habitado por robôs, a sociedade seria igualitária. A praxeologia não implica que todos os seres humanos são robozinhos obedecendo a leis determinísticas.

  22. Por que deixar o Raphaël atacar de graça um artigo sendo que nem há um link para o material criticado?

    Compreendo que o site não queira um artigo no ar que não cumpra com a missão do portal, mas ao menos o colocasse em um link de Pastebin para que um leitor desavisado soubesse o que está sendo discutido? Links para artigos em outros portais e com análises diversas das dos autores sempre ocorrem no IMB. Aqui não é uma bolha.

    Ou ao menos faça justiça ao coitado do autor e retire a parte desnecessária do Raphaël sobre o artigo do ‘Guilherme’ ser o pior do ano. Nem o teríamos lido se não fosse o link do Pobre Paulista.

  23. DANIEL AGRA ISERHARD

    Li o artigo apagado e o entendi apenas como uma crítica ao amor dos progressistas pelos países nórdicos ao mesmo tempo que defendem o multiculturalismo.

    Não vi como uma crítica ao multiculturalismo não mas, sabia que haveria essa confusão como efetivamente aconteceu.

    Pode ter sido mal embasado, mas não achei SUPREMACISTA.

    Também posso estar errado na minha interpretação mas, como dizem os autores aqui, a dupla interpretação é possível.

  24. Tsc, tsc.

    IMB pisou a bola. Triste :(. Duas vezes.

    Uma, quando removeu o artigo. Depois por ter postado esse aqui sem a referência para o primeiro.

    Uma melhor política seria manter os dois e mostrar os dois pontos de vista. Já aconteceu anteriormente de se mostrar dois pontos de vista distintos sobre um mesmo assunto (se bem que neste caso os autores falam usam premissas e considerando os problemas distintamente – até seria mais um motivo de se manter os dois).

    Se fosse pra retirar um artigo do ar porque vai “contra” os princípios libertários, o artigo do Hélio sobre como gerir um BC teria que ser o primeiro da lista. Porque permanece? Porque o Hélio é o presidente do Instituto? Nada a ver. Permanece porque o artigo é bom. Assim como o outro deveria permanecer.

    Abraços

  25. Nota ZERO para este texto e NOTA ZERO PARA MISES

    A muito tempo atrás quando o politicamente correto não havia surgido e a VEJA era uma revista mais “normal” já tinha lido que a felicidade era muito maior em paises mais iguais, com cultura única , sem diversidade

    Na realidade nos últimos 20 anos houve uma mudança tremenda na nossa sociedade com disseminação de ideias sem pé nem cabeça.

    Eu nunca vejo pessoas de uma cultura mais rica e mais avançada migrarem para culturas mais atrasadas e fechadas

    Agora ao contrário existe muito, e pior ainda é que este multiculturismo leva a cultura mais avançada sempre a regredir

  26. O objetivo do artigo, – que aqui o Raphaël, assim como a grande maioria das críticas e até mesmo algumas defesas, parece ignorar totalmente – foi confrontar a forma como os recentes resultados da Pnad 2016 foram divulgados pela mídia, argumentado que a desigualdade não deve ser vista exatamente como problema, uma vez que pode ser apenas reflexo de povos com diferentes níveis de produtividade e acumulação de capital habitando um mesmo país. A África do Sul e Botswana, que no passado receberam colonos ingleses e holandeses, cujos descendentes possuem um padrão de vida relativamente elevado, em contraste com alguns povos nativos que ainda preservam seus estilos de vida tradicionais, sem possuir qualquer riqueza ou renda formal, estão entre os países mais desiguais do mundo, por exemplo.

    Considerando que imigrantes por regra ou substituem a mão de obra local que já se moveu para empregos de maior produtividade ou fornecem mão de obra qualificada escassa no país de destino, e em ambos os casos tem produtividades muito dispares da população nativa, indo para as camadas de renda mais baixas ou mais elevadas do país em questão, é auto-evidente a forma como a desigualdade pode ser afetada.

    E repare bem que a conclusão de que maior heterogeneidade pode resultar em indicadores de desigualdade mais elevados não fornece qualquer resposta sobre se imigração e multiculturalismo são bons ou ruins, afinal é possível deduzi-la admitindo que a renda e o padrão de vida das populações nativas fica inalterada após a imigração (sem abordar a existência de demais impactos distributivos, como é cuidadosamente explicado nesse artigo: fee.org/articles/how-does-immigration-impact-inequality/ ). Para entender isso, basta saber o que conceitualmente é a desigualdade e como ela é medida. Essa explicação é inclusive a chave para explicar à esquerda que desigualdade por vezes é uma consequência da diversidade, e, por esse e outros motivos, não deve ser vista como problema.

    Embora o autor tenha cometido diversos erros pontuais, saltos lógicos, deixado brechas para questionamentos, e principalmente falhado em transmitir a ideia principal no artigo (talvez por amadorismo), a sua constatação foi correta e pode muito bem ser demonstrada a priori, assim como por si só não implica de forma alguma na defesa de pureza racial, identitarismo, etc.

    Salta aos olhos, inclusive, que tenham mencionado Rothbard ao justificar a remoção do artigo, apesar dele, como devem saber, ter ido muito além ao elogiar o The Bell Curve.

  27. Também penso que o artigo não deveria ter sido removido, poderia talvez ser colocado na área do blog como outro que foi removido também.

    O autor do artigo anterior poderia ter se expressado melhor. Para explicar bem o que você quer dizer é importante explicar bem o que você NÃO quer dizer. Há muitos analfabetos funcionais, para não falar dos que se fazem de desentendidos.

    O texto anterior NÃO estava se opondo à diversidade étnica e cultural, nem defendendo a homogeneidade étnica, cultural e econômica, nem defendendo que determinada etnia é intrinsecamente superior à outra e por isso não deveria se misturar com ela.

    O texto apontava que é absurdo querer “igualdade social” e “diversidade” ao mesmo tempo; são conceitos incompatíveis, mutuamente excludentes. E está correto nisso.

    A esquerda intervém na economia e na cultura para promover homogeneidade e heterogeneidade utópicos ao mesmo tempo. Mesmo que esses dois objetivos fossem possíveis do jeito que a esquerda quer, os esforços para um objetivo anulam os esforços para o outro; daí a esquerda culpa o capitalismo e exige ainda mais intervenções.

    Claro que dois grupos etnicamente iguais, mas com sistemas diferentes, vão apresentar resultados diferentes. A Coreia do Norte e a Coreia do Sul, além da Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental, são grandes exemplos disso.

    Todos os seres humanos, de todas as etnias, possuem o mesmo modelo básico de cérebro, personalizado e diferenciado desde a concepção. Então o problema não está na etnia em si, mas em fatores como liberdade econômica, acesso à educação e recursos, etc.

    Pessoas de uma cultura que valoriza o trabalho, a frugalidade, o empreendedorismo, a racionalidade, o respeito à vida e à propriedade vão apresentar em geral resultados socioeconômicos melhores do que pessoas de culturas que incentivam a ociosidade, o consumismo, a dependência, o sentimentalismo, a violência e a apropriação.

    Isso vale tanto para pessoas que vivem em países diferentes quanto para pessoas que vivem no mesmo país; tanto para pessoas da mesma etnia quanto para pessoas de etnias diferentes. E (o mais importante) NADA impede indivíduos da cultura pródiga a aprenderem o modo de pensar e agir da cultura de responsabilidade.

    Quer dizer, NADA… exceto o esquerdismo.

    PS: Não confundam “multiculturalismo” com “diversidade”, “pluralismo”, “cosmopolitismo”, “tolerância” e outros conceitos bons.

    O “multiculturalismo” é uma política de reengenharia social da esquerda, baseada em uma filosofia pós-moderna relativista e socialista, que visa neutralizar e extinguir a cultura ocidental (de matriz judaico-cristã e greco-romana, pautada pelo equilíbrio entre liberalismo clássico e conservadorismo anglo-saxão).

    omarxismocultural

    * * *

  28. A verdadeira natureza dos “libertários” que responderam (censuraram) o artigo anterior finalmente ficou evidente.

    Quatro “donos da verdade” deletam um artigo com falsas premissas apenas para defender o politicamente correto com segundas e terceiras intenções.

    No fim, o grande mal é a politicagem e opinião pública… Money talks!

    Algum investidor deve ter ficado magoadinho….

    Decepcionante…

    “REDELIBERDADE”

    Faz-me rir….

    Vão me censurar também?

  29. Li o artigo original e ali não havia nada demais.O autor em momento algum defendeu que as sociedades devem ser monoculturais, apenas analisava dados empíricos, entre outras fontes, demonstrando a incoerência de boa parte da esquerda ao defender o multiculturalismo e, ao mesmo tempo, citar como grandes exemplos os países escandinavos (que são notoriamente países menos miscigenados). Enfim,no primeiro sinal de polêmica o Instituto Mises CURVA-SE ao politicamente correto.Que decepção…

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