Imagine que você queira abrir uma loja para vender
sapatos. Para isso, terá de obter autorização do governo. Como a burocracia no
Brasil é enorme, você só conseguirá essa autorização dentro de aproximadamente
cinco meses.
Para efeitos de comparação, se você vivesse na Nova
Zelândia, em menos
de um dia (!) já poderia abrir a sapataria.
Ou seja: enquanto na Nova Zelândia você tem a ideia
de abrir a empresa hoje e já pode começar a operar amanhã, no Brasil, você
deixaria de vender sapatos e, portanto, de ganhar a receita das vendas por quase
cinco meses. Nesse período, estaria apenas lidando com papeis, taxas, cobranças,
cartórios, filas, carimbos e licenças (e provavelmente teria de “molhar” a mão de
vários fiscais para conseguir alguma “agilidade”).
Mais: supondo que você desejasse contratar dois
vendedores para trabalharem na loja, durante esses cinco meses essas duas pessoas
não teriam os seus empregos. Na Nova Zelândia, ambos já estariam empregados
amanhã.
Assim, a primeira conclusão é que, no Brasil, as
instituições (no exemplo dado, a burocracia e a intromissão do governo na vida
das pessoas) desencorajam qualquer pessoa que queira trabalhar e produzir para
melhorar de vida. Em outros países, como a Nova Zelândia, as
instituições estimulam as pessoas que desejam progredir.
Continuando.
Após abrir a sua sapataria, você terá de trabalhar até
o dia 2 de junho de cada ano apenas para pagar os 93 tributos (impostos,
taxas e contribuições) que existem no Brasil. E pagar esses impostos requer
2.600 horas apenas para preencher os formulários (mais do que o dobro
do segundo colocado, a Bolívia). Quem não pagar é punido com cadeia e confisco
de bens.
O estado argumenta que a receita dos tributos é para
ser revertida em educação, saúde, justiça, segurança e infraestrutura.
A inevitável pergunta é: apesar de, como brasileiro,
sermos obrigados a trabalhar mais de cinco meses do ano para o governo, temos
um sistema de educação bom? De saúde? Nossa justiça é boa? Vivemos com
segurança? Nossas estradas são boas? Nossos portos? Ainda mais importante: por que
esses cinco itens devem ficar nas mãos do governo? Na prática, estamos trabalhando
cinco meses de graça.
Paulo Francis já dizia: no Brasil, imposto é
caridade. Você dá seu dinheiro para o governo já sabendo que não receberá nada em troca.
E agora piora para todos.
Se você contratar um empregado com um salário de mil
reais por mês, esse empregado pode chegar a lhe custar, aproximadamente, dois
mil e oitocentos e trinta reais por mês — ou seja, mais do que o dobro do
salário. (O corriqueiro é que ele custe, no mínimo, dois mil reais).
Isso acontece porque existem os chamados encargos
sociais e trabalhistas, como INSS, FGTS, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema
S, 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência
remunerada, férias, licenças, repouso remunerado, rescisão contratual,
vale-transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.
Tais encargos fazem com que, além do salário, o
empregador tenha de pagar o equivalente a outro salário só com estes custos.
Considerando
o salário mínimo de 2018, de R$ 954, o empregador terá de pagar R$ 2.700 por empregado. Isso significa
que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade
de, no mínimo, R$ 2.700 para poder trabalhar legalmente.
O resultado disso é que, na melhor das hipóteses, em
vez de empregar aqueles dois funcionários, você vai empregar apenas um na sua
sapataria. Se muito.
A diferença entre o custo total do trabalhador e o
valor total recebido por esse trabalhador é chamada de “custo da
legislação trabalhista”.
Não é necessário ser profundamente douto em economia
para perceber que esses encargos provocam um “desemprego artificial”,
impossibilitando a contratação de pessoas que realmente estão dispostas a
trabalhar, mas que não conseguem emprego porque o governo elevou
artificialmente o preço de sua mão-de-obra.
Sendo o trabalho formal no Brasil muito caro em relação à produtividade, a inevitável
consequência é que, das 92 milhões de pessoas que estão ocupadas no Brasil,
apenas 33
milhões têm carteira assinada.
Por outro lado, 38 milhões de trabalhadores estão no mercado informal.
Para completar seu pesadelo empreendedorial, ainda falta mencionar
os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua
capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a
alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa
de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente,
há também a CSLL (Contribuição
Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%,
o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS
e COFINS incidem sobre a receita bruta.
Há também o ICMS, que varia de estado para estado,
mas cuja média nacional beira os 20%,
e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.
E tudo isso sem considerar todas as incertezas jurídicas e empreendedoriais (impossíveis de ser calculadas) causadas pela Justiça do Trabalho, instituição esta que faz com que contratar um empregado seja um ato de altíssimo risco financeiro, o qual pode inclusive destruir todo o seu capital acumulado.
No final, o custo de todo esse sistema tanto para o
empreendedor quanto para o trabalhador é muito maior do que as eventuais
vantagens que o governo afirma que ele oferece (se é que há alguma).
Não
tem como dar certo
O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o
avanço da criação de riqueza e dos negócios, a oferta de empregos diminui e a
economia fica estagnada. Com o empreendedorismo legal e mercado de trabalho
artificialmente encarecidos pelo governo, um número cada vez maior de pessoas (as
mais preparadas) passa a almejar um posto nas instituições públicas, dedicando a
fase produtiva de sua vida a estudar para concursos.
Assim, cria-se um círculo vicioso: o governo asfixia
o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os
salários baixos e o desemprego algo. Os menos preparados são empurrados para a
informalidade. Os salários baixos da economia formal empurram jovens
capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários.
Mas todos os privilégios do setor público são
bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente
pagos por essa mesma iniciativa privada já asfixiada. Isso deprime ainda mais
os salários do setor privado, o que empurra ainda mais jovens preparados para o
setor público.
Conclusão
Nossa pobreza, ou “falta de riqueza”, não
é uma questão de falta de vontade política ou de votarmos em pessoas erradas,
mas uma mera consequência do nosso arranjo institucional e tributário: presos
em um emaranhado de altos tributos, burocracias e regulações, pequenos
empreendedores não encontram nem tempo nem espaço para produzir, trabalhadores não
podem receber salários estimulantes, e o governo suga a pouca riqueza disponível
para sustentar a máquina pública e o salário de seus funcionários, os quais são retirados da iniciativa privada.
Excelente artigo. É realmente complicado.
Eu, que tentei convencer meu empregador a permitir que eu pedisse demissão, abrisse empresa e continuasse trabalhando, fui barrado por causa da possibilidade de entrar com ação alegando que fui obrigado a fazer isso.
Não há nem segurança jurídica.
Só defende a CLT quem não gosta de trabalhar.
Eu nunca mais vou assinar uma carteira de trabalho na vida
Bostil não é um país: é um castigo.
Artigo muito bom. Ótimo para tentar tocar despertar os estatistas brasileiros.
Tudo isso fez com que a informalidade no Brasil se tornasse um fim em si mesma. E tenho visto com meus próprios olhos.
Tenho muitos, repito, muitos amigos empresários que simplesmente fecharam suas empresas no papel e estão operando somente no dinheiro ou cheque, localmente.
Empresas de todo o Brasil estão colocando suas mercadorias em caminhões próprios e transportando sem nota, sem nada, com o pagamento sendo feito na hora da chegada. Muitos são barrados nas fronteiras dos Estados, está um loucura.
Tenho um amigo que é dono de um dos maiores armarinhos do centro de São Paulo, e ele mesmo com o porte que tem, está trabalhando 90% no dinheiro, que não vai para os bancos para não ser rastreado. Ter uma empresa no Brasil é quase ilícito, tamanho é o arrocho imposto a quem quer simplesmente trabalhar.
Excelente texto! Observo que os últimos acontecimentos começam a mostrar as diferenças entre os que trabalham e produzem riquezas, e aqueles que só se aproveitam do estado para enriquecer e reprimir os que desejam trabalhar.
Moro na Tijuca-RJ, próximo à Praça Saenz Pena, e recentemente o número de vendedores ambulantes aumentou substancialmente. Pelo modo de se vestirem nota-se que são ex-trabalhadores alguns oriundos da indústria e que, volta e meia, saem correndo com suas mercadorias pela aproximação dos Guardas Municipais.
Os políticos parecem não ver que esse pessoal está tentando sobreviver e manter o sustento de suas famílias.
Ou seja, a situação está se aproximando de um limite. Várias lojas aqui já fecharam provavelmente por não conseguirem pagar os impostos.
Os vendedores ambulantes ainda não se deram conta de que estão em maior número que os Guardas e se por acaso aparecer alguém com algum conhecimento ou carisma para a liderança, a situação poderá se inverter e fugir ao controle. Esse é o tipo de movimento que uma vez iniciado não tem como parar, ganha inércia própria como o estouro de um boiada.
Será que precisaremos chegar nesse nível?
ao invés de empreender no Brasil, compre Bitcoin
Estive em Cingapura ano passado.
Em Cingapura não tem produtos piratas, quase não tem camelôs (apenas algumas barracas de comida), o número de lojas é impressionante, os estabelecimentos comerciais sem a menor estrutura é enorme, etc. Dos estabelecimentos de luxo às barraquinhas, todos estão seguindo as leis.
O governo brasileiro cria dificuldades pra vender facilidades. Se um camelô mal consegue fazer a conta do troco de um pagamento, como ele vai conseguir seguir milhares de páginas de regulamentações governamentais ?
No final das contas, o governo brasileiro só autoriza quem paga impostos e propinas, porque quase todo mundo não consegue seguir as leis.
Bular as regras do governo (municipal, estadual e feredal) é motivo de honra. Não existe problema em sonegar pagamentos à tiranos, milicianos, ditadores, burocratas, autoritários, confiscadores, estelionatários, etc.
Quando alguém paga por alguma coisa e não recebe, só pode ser estelionato ou roubo. Não existe isso de incompetência. É estelionato ou roubo.
Quem empreende e consegue sucesso no Brasil, o faz em qualquer país minimamente civilizado.
Gerar emprego de baixa qualificação é realmente bem difícil no Brasil.
Recentemente vi um vídeo de um vendedor ambulante secando as próprias lágrimas com os seus panos de chão que estava vendendo após a polícia confiscar seu carrinho com todo o material. É muito triste ver essas cenas. O estado empurra os pobres para a informalidade e então passa a criminalizá-los. Um trabalhador decente tratado como bandido apenas porque não estava pagando devidamente o arrego para a máfia.
Comparar empreender no Br com Nz é exagero, já somos facilmente superados por México, Turquia, África do sul e Colômbia, e com algum esforço até pela República Islâmica do Irã.
Deixem comparações com a Nz para esculhambar países do sul da Europa
É crime querer empreender no Brasil porque o governo e a população têm um ódio inexplicável por aqueles que empreendem aqui devido ao enraizamento socialista nos pensamentos dos políticos e de uma parte da população.
“Queremos mais estado e mais direitos!”, grita o desempregado com as contas atrasadas (recheadas de impostos) e com uma moeda (monopólio do estado) que perde poder de compra continuamente.
Este artigo demonstra um arranjo institucional perverso, verdadeiro anti povo, que quer arrecadar mais mas ao mesmo tempo impossibilita a criação de riqueza. Só com os deficits anuais do orçamento ocorre um avanço sobre a poupança privada e assim impede a criação de novos em empreedimentos privados ao competir em adquirir a poupaça privada. Nesta ação aumento o desemprego, emite dinheiro do nada e manipula a taxa de juros e tambem reduz a valorização do trabalho da iniciativa privada cuja renda resta defasada. Deficits orçamentario revelam sempre uma injustiça social, mesmo deixado para as futuras gerações, e incerteza no presente ao se pensar no futuro. Mas elegemos mais de 500 representantes que só faltam soltar foguetes quando há um crescimento do deficit publico. Gastar o que não se tem é um atentado a lógica. A politica de se oferecer tudo ao povo do berço a sepultura não pode dar certo, já que a riqueza tem primeiro que ser criada para depois ser consumida. A socialismo democratico ou social democracia esta nos levando pouco a pouco no caminho do socialismo do seculo XXI vulgo chavismo da Venezuela ou caminho da servidão. Vivemos sob a tirania da maioria ou seja da democracia, arranjo que leva os povos a tirania. Que Deus abra a cabeça de nossos politicos, sobre livre iniciativa, governo pequeno, sobre privatização, direito de escolha, mercado livre, abertura de fronteiras, moeda forte, orçamento equilibrados, direito de entrar e sair do mercado, choque de capitalismo, ver a injustiça da justiça social ou seja tirar o social da politica. Por isso somos um pais sem qualidade na saude, sem qualidade na educação, sem segurança pública, com intervencionismo destruidor, com inflação por causa dos deficits, com poder de compra menor a cada dia,sem perpectivas futuras. Vamos pensar que o problema é o governo. Mais Mises, chega de Keynes, um rebelde com causa deturpada.
Na verdade é uma espécie de suicídio mesmo.
“Assim, a primeira conclusão é que, no Brasil, as instituições (no exemplo dado, a burocracia e a intromissão do governo na vida das pessoas) desencorajam qualquer pessoa que queira trabalhar e produzir para melhorar de vida. Em outros países, como a Nova Zelândia, as instituições estimulam as pessoas que desejam progredir.”
“Assim, cria-se um círculo vicioso: o governo asfixia o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os salários baixos e o desemprego algo. Os menos preparados são empurrados para a informalidade. Os salários baixos da economia formal empurram jovens capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários.”
“Nossa pobreza, ou “falta de riqueza”, não é uma questão de falta de vontade política ou de votarmos em pessoas erradas, mas uma mera consequência do nosso arranjo institucional e tributário: presos em um emaranhado de altos tributos, burocracias e regulações, pequenos empreendedores não encontram nem tempo nem espaço para produzir, trabalhadores não podem receber salários estimulantes, e o governo suga a pouca riqueza disponível para sustentar a máquina pública e o salário de seus funcionários, que são retirados da iniciativa privada.”
Falando assim parece que ninguém empreende, mas ao contrário, olha a empírica para refutar essa falsa narrativa: https://www.empresometro.com.br/
Existem 21.490.264 de empresas ativas no Brasil e o número não para de crescer, o que refuta totalmente a visão apresentada neste artigo.
Tenta outra neoliberais.
Artigo de qualidade mediana, se por um lado empreender no Brasil não é nada fácil por outro lado a moral dos emrpesários desta nação não ajuda em nada melhorar o ambiente, mesmo quando os impostos no Brasil eram mais civilizados nos idos dos anos 70 a sonegação e jeitinho eram regras.
O artigo malha o Estado reprimindo pobres ambulantes, mas quem realmente pede pela intervenção estatal para removê-los são os logistas querendo evitar a concorrência e dar visibilidade para suas lojas.
O mercado de trabalho não é muito atrativo mesmo, mas mesmo com mínimo de qualificação e pró atividade é possível auferir salário para sustentar uma família e o que se vê são jovens recém empregados incapazes de executar simples tarefas do Word e Excel, em tempos de YouTube e massiva inclusão digital.
E para os corajosos empreendedores da informalidade só lhes cabe mesmo ese único adjetivo, corajosos, pois a qualidade dos serviços é péssima, anos e anos não conseguiu ganhar produtividade em seu trabalho.
A China só tem estatal?
O pior de tudo é ver que ha muitos que ainda culpam o empreendedor, mesmo você apresentando dados, apresentando informações, fazendo perguntas das quais a resposta é culpar a alta falta de incentivo ao empregador, ainda assim para alguns a culpa é do patrão!
Enquanto o brasileiro continuar pensando assim, permaneceremos em um constante ciclo de repasse!
Os libertários jamais deveriam conceder qualquer superioridade moral àqueles que insistem em interferir coercivamente na liberdade alheia.
O ônus da prova tem de estar sempre sobre aqueles que querem agredir pessoas inocentes e que querem confiscar sua renda e regular seus empreendimentos, e não sobre aqueles que querem simplesmente ser deixados em paz para viver suas vidas da forma que acharem melhor, sempre respeitando esse mesmo direito para os outros.
[www.mises.org.br/Article.aspx?id=2611&ac=190049]
Leandro, li que você aprova o atual governo Temer e suas políticas econômicas e, que se ele se candidatasse em 2018, você seria seu eleitor. Então gostaria de saber sua opinião a respeito dos acordos de leniência como os do Banco Central pelas “irregularidades” e outros bancos estatais e o perdão da dívidas e “incentivos” bilionários como no caso da “Oi” e Banco Itaú.
Muito bom o artigo! Mas cada vez que ouço falar em diminuição de encargos na folha de pagamento eu penso “será que o empresário brasileiro pagaria melhor se não houvesse todos esses encargos?”… Acho essa uma dúvida bem importante porque se, hipoteticamente, houvesse o fim de todos os encargos e tributos sob a folha de pagamento e diminuísse drasticamente o imposto sobre o lucro das empresas, e ainda assim, o empresariado continuasse pagando esses salários ridículos que pagam hoje, seria apenas o radicalismo por parte dos empresários, ocorrendo no mercado, assim como há o radicalismo do Estado atualmente. Ou seja, mais uma vez, uma meia dúzia estaria sendo privilegiada em detrimento da maioria.
Quem sabe um dia veremos se isso ocorre ou não.
Falando no inferno que é empreender no bostil, será que o Leandro poderia fazer uma nova versão do ‘Um plano de governo para o próximo presidente brasileiro’ ? Seria ótimo.
Olá, Pessoal!
Alguém conseguiria me ajudar com a memória de cálculo do valor que foi apresentado sobre o custo de um trabalhador? Eu vi o valor de R$ 2.651, para um trabalhador que recebe R$937, mas não consegui chegar ao mesmo valor. Preciso mostrar para outra pessoa. Alguém pode me mostrar?
Grato.
Muito bom! Ótimo artigo para compartilhar.
Inclusive porque tem muitas pessoas por aí, bastante mal informadas, associando esse aumento da informalidade no mercado de trabalho à recente “reforma trabalhista”. Como se só agora, depois e por causa dela, é que ninguém mais quisesse assinar uma carteira de trabalho. Não se enxerga que este é um problema estrutural em sua maior parte.
Mas é um assunto em que as pessoas ficam muito na defensiva, pois mudanças singnificam uma eventual “perda de direitos” do trabalhador.
É realmente difícil como o estado nos atrapalha, principalmente o estado vangloria a CLT mas na verdade é só uma forma de intervir na vida das pessoas sem necessidade. No meu ponto de vista os empregadores deveriam abrir o jogo com seus funcionários e dizer quanto eles custam para a empresa e o quanto os dois lados perdem com o modelo da CLT
Esta recente e excelente reportagem do Jornal Nacional fala exatamente sobre isso:
O empregado reclama que recebe pouco.
O empregador reclama que paga muito.
E os dois estão certos, pois metade vai para o governo.
* * *
O artigo é mais uma demonstração do quão foi necessário a Reforma Trabalhista e o pouco progresso que representa para um maior incentivo dos que se esforçam e não dos altos impostos cobrados sem retorno algum.
[b]Considerando o salário mínimo de 2017, de R$ 937, o empregador terá de pagar R$ 2.651 por empregado. Isso significa que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.[b]
Óbvio que essa conta está muito errada, aliás, se eu contrato alguém gastando R$ 2.651 e ele me retorna exatos R$ 2.651, então não vale a pena contratar. Melhor ficar sem funcionário.
Só se contrata se houer lucro, logo o funcionário precisa trabalhar pelo menos, digo eu, mais metade do seu esforço para valer a pena.
[i]PS: Entendi o quê o texto disse, só estou parafraseando.[i]
Metade dos salários são de encargos. Será que existe essa aberração em algum outro país do planeta?
Esse é um dos pilares da cleptocracia, criar dificuldades para vender facilidades e advinha quem paga a conta?…
Para mudar essa situação somente mudando de regime para o glorioso Império do Brazil onde havia somente 14 impostos!
Bolsonaro irá te transportar para Wonderland
Este é mais um daqueles artigos em que escrevo na esperança de acordar os neoliberais. Sinceramente, não sei porque ainda escrevo neste instituto, faz mais de quatro anos que venho alertando sobre os ricos do neoliberalismo; entretanto, os neoliberais ainda me tratam como criança. Escrevo este artigo para o futuro, para quando estiverem saturados de viver como porcos, para quando estiverem cansados de viver num mundo onde tudo é permitido. A Wonderland um dia irá te cansar.
O livro "Alice no País das Maravilhas" é particularmente interessante, o nonsense desse livro revela um mundo ao mesmo tempo fantástico e absurdo. Basicamente, o livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico (Wonderland) povoado por criaturas peculiares, onde a lógica é sempre absurda. Dizem que a lógica desse livro é tão absurda, que Alice estaria, na verdade, em uma espécie de coma induzido por uso de drogas.
A Wonderland brasileira já foi criada, e está sendo induzida pelo neoliberalismo. O homem comum estará livre para viver apenas com seus vícios e prazeres momentâneos. Haverá um culto por empresários, que serão transformados em heróis. Inclusive, vamos tornar esses homens produtivos verdadeiros Deuses, como se fossem pessoas que decidiram se sacrificar pelo bem-comum; num ato que, nós, meros mortais, não somos capazes. Ninguém poderá denunciar o vício humano por traz das trocas voluntárias.
"A riqueza em um ambiente de livre mercado é uma riqueza suja, que desumaniza o próximo", dizia o último filósofo. Todo resto se transformou em propaganda pró mercado.
O poder público será destruído e, em outra palavras, haverá a completa supremacia do mercado. A consciência coletiva natural será dissolvida em vista de um individualismo de Youtube. Não haverá mais preocupações que estejam fora da filosofia mercadológica. O novo reino vulgar irá impor a opinião dos mais tolos em detrimento da sabedoria verdadeira. O liberalismo irá impor o triunfo individual, mesmo em prejuízo de outrem. A filosofia neoliberal dominará a vida espiritual a tal ponto que, a teologia da prosperidade, será uma imposição para chegar a um deus empresário. O caminho pelo qual estamos seguindo não haverá volta.
Neste novo mundo: um padeiro acorda às 5h da manhã, não porque ele é um bom cristão, aliás, não existe mais cristianismo. Ele acorda às 5h da manhã porque sabe que irá ganhar dinheiro para gastar amoebas, prostitutas, drogas e doces. A vida é um grande parque de diversões. "Veja como tudo é um jogo de interesses", dizia o último filósofo, "onde a todo momento estamos tentando satisfazer nossos gostos vulgares". Logo esta voz foi interrompida porque há um novo video no Xvideos. A vida é um grande parque de diversões. Tudo graças a Bolsonaro.
Capital Imoral e filósofo, escritor e já refutou Mises.
Tem que mudar isso aí tá ok? Tá ok? Eu vou mudar tudo isso aí, tá ok? Tá ok?
Estava lendo umas matérias e fazendo umas contas rápidas. Sem levar em consideração toda a destruição de capital que implica o confisco operado pelo governo, se o estado simplesmente resolvesse confiscar 100% do patrimônio de Jorge Paulo Lemann, algo em torno de 40 bilhões de dólares, o montante seria suficiente pra cobrir os gastos com ministérios em 2016 exclusivamente de janeiro até meados de abril, já que o valor gasto com ministérios em 2016 ultrapassou 400 bilhões de reais.
Se você confiscar o brasileiro mais bem sucedido entre todos, e de um só tapa transferir para o estado toda a sua fortuna, ainda assim isso resultará em pouco mais de três meses de manutenção de ministérios.
Mas o problema não está no estado, está nos super ricos…
Pois é. Se um dia, um dia diga-se bem, quiser que esse aparato tenha um mínimo de racionalidade demorará décadas. mas o problema que até lá já seremos mais pobres que o Haiti. Acreditem: caminhamos a passos largos para aquela realidade. Mas e daí, não é mesmo?
Empreender e gerar emprego no Brasil é só pra maluco. Ou você será preso, ou auditado pela Receita (e terá seus bens leiloados), ou irá à falência em decorrência de um processo trabalhista.
Muito melhor aplicar o dinheiro no Tesouro Direto e viver despreocupadamente de renda.
Bom dia!
E se Bolsonaro não ganhar as eleições como diz a operação antifraude?
operacaoantifraude.com.br
Quais são as alternativas de quem não pode “fugir” do País?
R- Seria comprar ouro, prata,pedras preciosas, moedas digitais, aprender trabalhos “manuais” e faça você mesmo, remédios…
Quero Empreender em um pequeno negocio em sociedade, mas não da para ser MEI.
Com Bolsonaro na presidência, seria o momento oportuno para empreender e enriquecer?
Paulo Guedes será o Milton Friedman Brasileiro?
medium.com/@MatheusZuckvlodsky/proposta-de-paulo-guedes-visa-a-volta-do-padr%C3%A3o-ouro-1bd665eed5a?fbclid=IwAR15oZtcE7R_oON2Q7gVEaoGtySpqIbdsiQm6SXrIKA8VHkOSCmHZSHlrvY
Minha esposa tem uma pequena empresa de licenciamento e consultoria ambiental com 3 funcionários. Ela poderia contratar mais 2 funcionários com o dinheiro que vai embora devido aos encargos e impostos daqueles 3.
É bom lembrar que, apesar de ser pago pelos empregadores, os cursos do sistema “S” não são gratuitos, muitas vezes até mais caros do que a concorrência (escolas técnicas e profissionalizantes privadas).
Qual a diferença entre estar no trabalho informal e não ter carteira assinada?
Investir no País como empresário é um risco. A insegurança jurídica, principalmente decorrente dos processos trabalhistas, praticamente inviabilizam a livre iniciativa. As pessoas mais ricas no Brasil em geral ou são do funcionalismo público ou das empresas com vínculos no governo, como a Odebrecht.
Mais um artigo excelente do mises!
Como as maiorias das coisas que o mises publica, parte da verdade. Tem muita coisa certa no texto. Porem, a presunção dos liberais que o empregador abrirá voluntariamente a mão de lucros pq o seu funcionario é mais produtivo não tem respaldo lógico. De acordo com a teoria do homus economicus não faz sentido abrir mão de lucro por livre e espontânea vontade. Assim sendo, achar que por livre vontade na haverá uma exploração massiva da mão de obra em um mercado desregulamentado é pura balela neoliberal.
O que dizer da mp do Bolsnaro sobre as medidas voltadas à iniciativa privada? Tem como estipular o tempo que o efeito começa?