Foram incontáveis as vezes que ouvi essas duas
frases de efeito sobre a importância da educação escolar:
“A escola não é sobre aprender coisas específicas. É
sobre aprender a como aprender.”
“A escola não é sobre como resolver algum problema
específico. É sobre aprender a como pensar.”
Os seguidores dessas idéias frequentemente partem do
princípio de que a melhor maneira de as crianças aprenderem a como aprender e a
como pensar é por meio da escola.
Tais pessoas consideram perfeitamente aceitável o
fato de que as coisas que as crianças aprendem na escola não serão diretamente úteis
para elas fora da escola, pois acreditam que essas “meta-habilidades” de
aprender e de pensar são perfeitamente transferíveis para o futuro, quando então,
já na vida adulta, poderão ser utilizadas para conseguir os conhecimentos e as habilidades
demandadas pelo mercado.
Só que este aprendizado imposto é totalmente antitético
àquela outra habilidade realmente transferível e muito mais fundamentalmente
importante: o entusiasmo.
O entusiasmo é a devoção genuína e espontânea a uma
busca. É o impulso voluntário que nos leva a querer se aprofundar em algo,
por pura paixão. O entusiasmo é a mais fundamental das habilidades transferíveis,
pois é o mais poderoso motivador do aprendizado e da criatividade. Em qualquer área.
Por definição, o entusiasmo e a paixão não podem ser
ensinados por meio de lições obrigatórias e compulsórias. O entusiasmo é como
se fosse uma planta que só pode ser silvestre; que não pode ser cultivada por
qualquer outra coisa senão a liberdade.
Acabando
com o entusiasmo das crianças
Toda criança normal já nasce dotada de entusiasmos
naturais. Elas são inerentemente dotadas de curiosidades. Elas são ávidas para
explorar as coisas do mundo. Elas adoram observar e interagir com o mundo ao
seu redor com grande entusiasmo e dedicação.
E, sob a adequada liberdade, esse entusiasmo irá
crescer com o tempo e a experiência. Em algumas ocasiões, o entusiasmo chegará
ao ponto da obsessão. As crianças irão se tornar obcecadas ou por alguma
atividade específica (um esporte, um videogame, uma arte criativa etc.) ou por um assunto (dinossauros, uma linha de brinquedos, carros, aviões etc.).
Para os olhos de um adulto, esta obsessão poderá
parecer inútil ou excessiva. Afinal, como é que um conhecimento profundo sobre
Pokémon irá melhorar o futuro de uma criança? Mas eis aí o grande erro: a parte
crucial não é o fato de a criança estar aprendendo tudo sobre Pokémon, mas sim
o fato de que a criança, ao seguir o seu êxtase (para utilizar uma frase de Joseph Campbell),
está aprendendo a como ficar absorta em algo; a como se aprofundar
completamente em um assunto.
Esta, de novo, é a mais fundamental das habilidades transferíveis.
No futuro, será esta propensão — construída na infância — à imersão voluntária
e entusiasmada que o indivíduo poderá utilizar para dominar qualquer arte, assunto,
trabalho manual, ocupação: desde design gráfico até administração de negócios e
programação de computadores.
Só que os pais, os professores e todos os burocratas
que criam os currículos do sistema escolar frequentemente fazem de tudo para
oprimir e esmagar o desenvolvimento desta paixão. As crianças são tolhidas de
seguir seus próprios interesses e compulsoriamente redirecionadas para fazer
apenas aquilo que os adultos consideram ser mais importante. E mesmo essas
atividades impostas também não são aprofundadas. Com o intuito de deixar a criança
“mais experiente” e “mais madura”, as atividades são continuamente
interrompidas e alteradas. Apenas
explorações superficiais são permitidas.
O doutor Peter Gray, professor de psicologia do
Boston College e especialista no assunto, escreveu todo um livro, intitulado Livre
para Aprender, relatando inúmeros exemplos práticos de como o sistema
escolar compulsório mata o entusiasmo e a motivação das crianças. Em seu artigo
“A
escola é uma prisão e está destruindo nossas crianças“, ele diz:
Esta incrível vontade de aprender e esta
enorme capacidade de aprendizado não são desligadas quando a criança faz 5 ou 6
anos de idade. Nós é que as desligamos por meio de nosso coercitivo sistema de
educação compulsória. A maior e mais duradoura lição trazida pelo nosso sistema
escolar é que aprender é algo maçante, que deve ser evitado ao máximo possível.
Ainda segundo Gray, o entusiasmo e o impulso natural
pelo aprendizado são continuamente substituídos por um sistema de controle social
que ensina às crianças que seus interesses e observações não mais importam.
Em nome da educação escolar, estamos
cada vez mais roubando das crianças o tempo e a liberdade de que necessitam
para se educarem por conta própria por meio de seus próprios métodos. Criamos
um arranjo educacional no qual as crianças devem suprimir seus instintos
naturais — os quais as estimulam a estar no controle do próprio aprendizado —
para, em vez disso, simplesmente seguirem automaticamente métodos e caminhos
criados para elas por adultos, e os quais não levam a lugar nenhum.
Já o conhecido educador e
defensor do ensino doméstico (homeschooling) John Holt escreveu o
seguinte em seu livro — hoje best-seller — Como as Crianças Aprendem:
Queremos acreditar que estamos enviando
nossas crianças para a escola para que elas aprendam a pensar. Mas o que
realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar de maneira errada. Pior:
estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e poderosa de pensar e a
adotar um método que não funciona para elas e o qual nós mesmos raramente
usamos.Ainda pior do que tudo isso: nós
tentamos convencê-las de que, ao menos dentro da escola, ou mesmo em qualquer
situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam envolvidos,
elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.
No final, quando a criança sai do sistema escolar
compulsório, sua capacidade de entusiasmo — a paixão genuína e espontânea a
uma busca — está completamente atrofiada. Ela não mais pode seguir suas paixões
simplesmente porque ela já se esqueceu de que tal coisa existe. A única coisa
que pode impulsioná-la a realizar algo é a motivação externa dada por figuras
de autoridades. Tudo o que ela aprendeu é que deve fazer apenas aquilo que os
outros consideram bom para ela.
Consequentemente, no trabalho e na vida em geral,
essa pessoa ficará à deriva. Será um adulto que irá apenas a reboque dos outros,
sem rumo certo na vida.
Meu
caso
Lembro-me de ter tido, no início de minha infância,
uma sucessão de manias que à época eu chamava de “febres”. Eu descobria um determinado
assunto e então ele dominava minhas atenções e interesses por meses. E então,
com o tempo, eu ficava saciado e me dava por satisfeito, e ia então para o
assunto seguinte. Tive várias fases. Fui obcecado com dinossauros, depois com
animais em geral (colecionava os nomes científicos de todas as espécies que
saíam nas revistas da National Geographic), depois com He-Man, Transformers
etc.
E então minha suscetibilidade a contrair essas
febres foi sendo interrompida e finalmente vencida por essa verdadeira máquina
de moer chamada de “sistema escolar compulsório”. Fui dominado pela apatia e
tive uma crise existencial. E isso durou até a universidade.
Porém, quando finalmente me formei, minha capacidade
de paixão e entusiasmo voltou, e veio forte. Reaprender a habilidade da obsessão
e do entusiasmo foi uma das mais importantes etapas do meu processo de “desescolarização”.
Vencida a crise existencial, tornei-me obcecado em
estudar teologia e cosmologia. Após perceber que eu não compreendia o mundo à
minha volta, tornei-me obcecado em aprender
sobre a história do mundo, e me tornei autodidata no assunto. Após descobrir
as idéias da liberdade, tornei-me obcecado em
estudar por conta própria os princípios da Escola Austríaca de Pensamento Econômico
e a filosofia política do libertarianismo. Deixar-me ser levado por meu êxtase
ao longo desses caminhos de obsessão finalmente me
levou a uma carreira profissional bem-sucedida e gratificante.
Meu único arrependimento é que esta feliz progressão
tenha sido tão longamente postergada por aquele martírio devorador de entusiasmos
e arrefecedor de espíritos que é o sistema escolar compulsório.
Conclusão
Não ceda à tentação de frustrar as paixões de seus jovens filhos; não restrinja
suas obsessões. Confie nas escolhas deles. Deixe-os cultivar sua capacidade
nata de se devotar com entusiasmo, paixão e júbilo às suas próprias buscas. A paixão
e o entusiasmo são os ativos mais preciosos deles: a habilidade fundamental que
irá gerar todas as outras habilidades. Não roube isso deles. Deixe-os livre para construir suas paixões. Isso lhe deixará
orgulhoso no futuro.
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Leia
também:
Sim, e escola está destruindo gerações e causando estragos profundos
Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional
Como a escola acaba com a
criatividade e com o raciocínio próprio
O sistema escolar moderno
prolonga a adolescência e atrasa as responsabilidades da vida adulta
Hoje adulto, vejo que fui criado com liberdade e não me arrependo nada de não estudar nada no colégio. Dessa época só lembro de passar o dia na frente do video game ou jogando futebol.
Me identifiquei com o autor. Quando conta sobre seu caso, é bem parecido com o que houve comigo. Sempre fui bom aluno, mas hoje, após mais de uma década longe dos bancos escolares, sinto que realmente aprendo muito mais e mais rápido que em qualquer curso de universidade ou pós-graduação.
Nossa… Como me identifiquei lendo esse texto. Tenho pensado nesse assunto por anos, incrível como a minha experiência de vida foi idêntica a do autor.
E exatamente como o autor, depois de me formar, finalmente pude voltar a seguir meus interesses, ontem, inclusive, comprei 9 livros sobre um assunto em particular para poder me aprofundar.
Muito bom o artigo!
Realmente, nosso sistema escolar é bastante equivocado (para não dizer outra coisa né) e isso foi intensificado nos últimos 15 anos, me parece. basta vermos os adolescentes e jovens da atualidade, meros repetidores.
E isso que ele nem mencionou que no sistema escolar moderno fazem uma verdadeira pedofilia intelectual vomitando ideologias marxistas, gramscianas e estatistas. Se eu puder, serei autodidata.
Excelente insight. Vale tambem notar que uma criança que é matriculada em várias atividades para "amadurecer" raramente irá acabar criando coisas que mudam o mundo. Muito menos poderá construir grandes empresas que irão concorrer com outras empresas.
Bill Gates, por exemplo, era obcecado com computadores. A cada chance que ele tinha ele ia mexer em computadores. Ele cabulava aula e ficava noites acordado se dedicando a essa sua devoção.
Michael Jordan, após ser afastado do time quando criança, decidiu que nunca mais iria se sentir tão desprezado novamente. Passou a cabular aulas pra ficar treinando no ginásio, jogando dias e noites inteiros.
Donald Trump passou toda a vida focado em negócios imobiliários. Mesmo quando ainda estava na faculdade pegou dinheiro emprestado do pai para comprar um condomínios de 1400 unidades. Graduou-se milionário e, uma década depois, já era bilionário.
Steve Jobs tinha a criatividade como sua paixão. Na década de 1980 ele já visualizava um iPod, mas com a tecnologia então disponível, o negócio seria um trambolho enorme. Tão obcecado ele era que não descansou enquanto sua imaginação não ganhou vida EXATAMENTE no formato que ele imaginou.
Mark Zuckerberg se dedicou incansavelmente à codificação e conversão de uma linguagem em código. Era o único do seu grupo a ser considerado um verdadeiro gênio. Construiu o Facebook.
Parece que a única maneira de ser bem-sucedido na vida é ter um foco afiado e empurrar tudo o que secundário para o lado.
Confesso que estava preocupado com meu filho de 12 anos, que quer passar o dia todo no computador jogando um tal de Minecraft. Após ler seu relato, vejo que essa obsessão do meu filho equivale à mesma obsessão que eu tinha com pássaros quando tinha a idade dele. E vejo que ela é natural e até mesmo saudável.
Aquela minha obsessão com pássaros era simplesmente uma paixão que eu estava seguindo e me ensinou a aprender muita coisa por conta própria, o que me ajudou enormemente a aprender vários outros assuntos depois que virei adulto.
Meus pais nunca demonstraram preocupação com aquela minha paixão por pássaros, e até mesmo a encorajavam. Mas aposto que se eu fosse criança hoje e tivesse paixão por videogames meus pais ficariam preocupados. Após ler seu artigo penso que as obsessões são a mesma, então não estou mais preocupado com a obsessão do meu filho. Muito obrigado pelo artigo.
Excelente artigo!
Me identifiquei muito!! Meu nome é Kayky, Tenho 13 anos e cansei faz 2 anos da escola. Isso foi em meados de 2016, Neste ano (2016) eu comecei a estudar muito para entrar no Mercado econômico da bolsa de valores, Estudo faz 1 ano, cursos, aulas online etc etc… Hoje eu digo pra mim mesmo que estou muito perto do sucesso profissional, Me vejo como um semi-profissional da area financeira. Minha rotina nos últimos anos foi : Acordar, Tomar café, Estudar, ir pra escola, Tomar banho, Estudar e isso se repetindo continuamente por 1 ano.E vou estudar mais 1 ano e quando eu acabar, investirei um bom dinheiro e espero que meu futuro seja prospero. ( Largarei a escola e serei um Financer/Trader mirim, Resumindo : Trabalharei para mim mesmo )
Ora ora, IMB publicando apologias à Waldorf. Quem diria. Hoje descobrimos que o espectro político é, na verdade, redondo. fomos tanto à direita que viramos esquerda.
“A escola não é sobre aprender coisas específicas. É sobre aprender a como aprender.”
“A escola não é sobre como resolver algum problema específico. É sobre aprender a como pensar.”
Até nisso o Brasil é pior, aqui a frase de efeito é:
“educação não é ensinar conteúdo, mas formar cidadão”.
O que é a mais perniciosa das maneiras de se encarar o ensino escolar. No final, o aluno é um semi-analfabeto doutrinado na ideologia dominante nas escolas, que nem preciso falar qual é.
No final, a educação brasileira acaba sendo bem eficiente no que se propõe: formar revolucionários progressistas ignorantes
O texto me faz lembrar imediatamente da música The Logical Song, do Supertramp. Estou de acordo com a ideia central, apesar de eu não ter más recordações do período escolar. Acredito que meu curso universitário(em direito) foi muito mais inútil do que o ensino fundamental e médio. Foram anos gastos com teorias que, além de não terem qualquer aplicação prática, são frequentemente refutadas pelos ótimos textos deste site.
Até um cachorro que enterra um osso, tem mais preocupação com o futuro do que os economistas do governo.
Hoje trabalho com a consultoria do pro burn x preço. Acho que a maioria das coisas da escola não são usada hje, além do português culto e da matemática básica, além de alguns conceitos de biologia. Porém a escola foi muito útil para conseguir desenvolver qualquer atividade que pratico. Achei o ponto de vista bem interessante. Parabéns
As escolas são verdadeiras fábricas de transformar crianças em misósofos.
* * *
Bem que vocês podiam recolocar esse artigo na homepage, vale ouro isso daqui. Principalmente agora que há algumas leis estaduais pelo homeschooling.
Meu caso (subtítulo)
Também fui extatamente assim. Só que a minha família dizia, ” Você tem que aprender alguma coisa que lhe dê dinheiro.”
Guerra declarada aos profissionais da atual educação vigente rsrsrs
Vai ter artigo atualizado sobre o Deutsche Bank? Um bail in é suficiente para salvá-lo ou vai rolar bailout seguido de pânico?
Qual a opinião de vocês sobre o aquecimento global?
Será que a escola estatal não é uma das razões pelas quais a depressão se faz tão presente entre os mais jovens? Se leis pesadas sobre o mercado podem desestimular empreendedores, por que a mesma coisa não poderia estar acontecendo com a juventude?
Burocrata quer mandar,
Controlar toda tua vida.
Falta pouco p’ra cagar
Ter sua taxação devida
twitter.com/dapodridao
Que artigo fantástico. Tenho um filho que agora tem 12 anos. Esse artigo abriu muito minha mente.
Eu estava colocando muitas outras atividades que não as obsessões do meu filho por determinados assuntos, como por exemplo cubo mágico, Xbox, etc.
Pretendo meditar e aplicar essas idéias na criação dele. Parabéns pelo trabalho de vocês, sempre que eu posso eu indico o site MISES!!!!!
Maldita seja toda sala de aula que confina 40 primatas violentos de 14 anos num cubículo e chama isso de socialização.
Um dos melhores artigos que já li no site. Uma grande e extensa salva de palmas!!!!!!
De todos os artigos que li no mises esse, sem duvida, foi o que mais me tocou. Lembrei da minha infância e dos interesse que eu tinha: plantas, pedras, corpo humano, etc e ma adolêscencia: História, idiomas, literatura…sobre essas áreas de interesse, aprendi muitíssimos mais por conta própria do que na escola. Hoje, já adulta meu entusiasmo e minha obsessão estão mais vivos.
Estou pasmo. 37 anos se passaram e somente agora, ao ler em 5 minutos o artigo, descobri o que há de errado comigo. EU NAO TENHO ENTUSIASMO!!! Meus pais e a escola, mataram ele lá no início. Meu pai sempre me “cortou”, todos meus interesses não tinham importância, sempre foi bem claro pra mim. Hoje nao tenho iniciativa, entusiasmo, nem paixão por nada.
O autor parece adepto ao UNSCHOOLING. Minha opinião é que o HOMESCHOOLING ainda é a melhor opção para o desenvolvimento da criança.
“Tais pessoas consideram perfeitamente aceitável o fato de que as coisas que as crianças aprendem na escola não serão diretamente úteis para elas fora da escola, pois acreditam que (…) aprender e de pensar são perfeitamente transferíveis para o futuro, quando então, já na vida adulta, poderão ser utilizadas para conseguir os conhecimentos e as habilidades demandadas pelo mercado.
Deixa ver se eu entendi…
1) O professor pede ao aluno para ler e resumir o livro Dom Casmurro de machado de Assis. Ter lido esse livro será inútil aoestudante fora da escola a menos que ele seja um professor de lietratura, crítico literário, enfim… além disso talvez o estudante não ache Machado de Assis uma leitura muito interessante. Por outro lado, o professor estaria estimulando o adolescênte a desenvolver a habilidade da leitura e resumo que serão demandas no mercado.
2)Mas esse aluno gosta de ler animes e magás e sabe contar muitas histórias que leu. As habilidades desenvolvidasa são as mesmas do item (1
Foi o que eu entendi.
Tenho 32 anos e gosto de ler, mas tomei consci~encia de que sou uma anlfabeta funcional. É possível reverter esse caso, mesmo já adulta?
A poucos assisti a esse documentário no Youtube. Educação proibida que endossa tudo que esse artigo falou.
http://www.youtube.com/watch?v=OTerSwwxR9Y
O conhecimento é como o dinheiro, não é a posse que te faz rico, mas o investimento tu faz dele. Pena que a minha escola só me ensinou a repetir informações. Agora estou abrindo meus olho, em parte, graças ao IMB.
Um excelente exemplo é Machado de Assis. Ele não teve estudos formais, aprendeu como autodidata (autoeducou-se) e tornou-se o melhor escritor brasileiro.
Desde criança eu amo idiomas, principalmente o inglês, porém na escola fui péssima aluna nessa matéria. Cheguei até a odiar esse idioma durante a escola. Melhorei no 3° do ensino médio, quando começei a curtir rock e isso resgatou o antigo amor pela língua. Já estudei muitos idiomas, sempre tendo por base o inglês que aprendi FORA DA ESCOLA!!!!!!
Sem falar que a escola (privadas), são um negócio. Uma vez, fui numa escola de cursos profissionalizantes aqui da região e o curso que eu queria fazer custava:
350,00 matrícula
269,00 mensalidade
600, material didático.
Artigo primoroso, a escola destrói as paixões a aptidões das crianças e “broxa” a sua vontade de aprender.
No ensino fundamental e médio eu cheguei a quase criar nojo da língua inglesa por exemplo, meus professores em geral tinham pouca vontade de ensinar, ou não tinham o talento necessário para tal, as vezes nenhum dos dois (estudei a vida inteira em escola estadual), na maior parte do tempo era decorar regras e aprender sobre o verbo to-be (a quantidade de tempo que ficamos nisso é inacreditável…), e duvido que algum dos colegas que se formaram no ensino médio comigo seria capaz de escrever coisas simples em inglês, quem dirá se comunicar com falantes nativos.
Hoje estudo a língua por conta própria, assistindo filmes e séries, lendo artigos e livros, acompanhando canais gringos no YouTube, faço amizades no estrangeiro e inclusive videochamadas com esses amigos quando tenho a oportunidade, quando passei a me dedicar à estas coisas vi o quanto o inglês é uma língua interessante e massa de se falar e entender, e é absurdo ver o quanto evolui no aprendizado, me arrisco a dizer que em 2 ~ 3 anos aprendi muito mais do que nos 7 anos em que estudei na escola.
Algo semelhante ocorreu com matemática, na escola eu sempre fui um aluno razoavelmente bom nessa matéria, sempre passei sem grandes problemas, mas eu nunca via muito sentido real na maior parte dela e eu mais decorava pra prova do que aprendia, tal situação, de novo, mudou drasticamente após eu deixar a escola, hoje aprendo sozinho pela internet, e vejo o quanto a matemática é fantástica e extremamente útil em muitas coisas, e de novo estou aprendendo muito mais assim do que na sala de aula.
Enfim, o atual sistema de ensino é um retumbante fracasso de norte à sul, de leste à oeste, e precisa urgentemente ser drasticamente repensado, pena que as elites políticas e a esquerda são um obstáculo muito difícil de transpor nesse sentido e provavelmente continuaremos nesse “chove e não molha” por mais umas boas décadas.
Fora do âmbito da economia, este foi o artigo que mais me marcou neste site. Ele deveria ser mantido na página principal em destaque constante.
Eu não me entusiasmo com nada desde meus 22 anos. Difícil manter esse tipo de paixão quando não se acredita em propósito de nada, mas realmente é o segredo do sucesso, é o que se percebe.
Gostaria de ler alguma tréplica às próximas observações. Em primeiro lugar, apresento a seguinte estatística: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 6,6% da população brasileira não sabia ler e nem escrever no ano de 2019. Isso significa que aproximadamente 11 milhões de pessoas eram analfabetas. Como conciliar tal dado com o teor ou mensagem transmitida pelo texto acima?
Os indivíduos analfabetos não foram deixados livres para aprender o que quisessem? Por que eles sequer dominam a leitura e escrita? Cadê o entusiasmo inato para tais habilidades? Sem tais competências básicas como as pessoas serão capazes de se aprofundar em outros assuntos mais interessantes ou cativantes dado que o conteúdo é veiculado majoritariamente em livros, jornais, revistas, periódicos entre outros documentos escritos mesmo que na tela de computadores ou telefones celulares?
Além disso, quem vai contratar um analfabeto para desempenhar alguma atividade que exija algum nível intelectual? Como tal pessoa poderá prestar um serviço de qualidade sem acesso a informações escritas? Como ele se comunicará de modo eficiente se não sabe elaborar textos? Somente com mensagens gravadas de áudio? Como o indivíduo iletrado se especializará em algum ramo do comércio, indústria, ou até mesmo no campo? Por que esse ser humano deveria ficar restrito apenas a empregos de baixa remuneração que demandem apenas esforço físico?
Agora pensem nos usuários de drogas das grandes metrópoles. Eles estão seguindo sua paixão por mais destrutiva e ignominiosa que ela seja. De fato, eles são obcecados pelas substâncias psicotrópicas mesmo que isso leve a óbito. Embora os burocratas e demais autoridades os oprimam e tente esmagar seu entusiasmo pelos tóxicos, ele prevalece com suas terríveis ou nefastas consequências. Eles estão absortos pelo vício exatamente como o autor do texto defende guardadas as devidas proporções. Tal atitude melhora a qualidade de vida ou bem-estar deles?
Por fim, aprender sobre Pokémon, Minercraft entre outras futilidades não tornará um indivíduo mais apto a oferecer produtos ou serviços demandados pelo mercado. Entendo que o sistema escolar precisa de mudanças e deveria ser privatizado bem como opcional. Além disso, sou totalmente a favor do ensino domiciliar. Contudo, as ideias do autor do texto não podem balizar qualquer iniciativa no âmbito educacional. Sem um mínimo de disciplina e direcionamento a criança tende a tomar péssima decisões das quais se arrependerá no futuro.
Alguém me explica isso, não existe livre mercado de petroleo, é um cartel de shakes e hereditariedade. O Ciro mesmo defende que a petrbras seja estatal e fora do preço internacional para que o cartel la fora não dite o preço interno nosso.
Prova disso é essa mais nova noticia:
youtu.be/PchQhy9rRyg
Reduzindo produção de petroleo para que o preço aumente propositalmente.
Gostaria de uma explicação, afinal Ciro ta certo ou não?
A Isto É fazendo suposições sobre o “não plano econômico de governo do Lula” e ao mesmo tempo elogiando o que acabou gerando a pior gestão desde a redemocratização.
http://www.istoedinheiro.com.br/o-que-lula-quer-para-a-economia/
Lula precisa voltar a ser presidente. A presidência é que não precisa do Lula.
Boa Tarde. Alguém poderia me dizer,por favor,como uma criança filha de dois miseráveis vivendo na região mais pobre do Brasil sem auxílio nenhum do Estado brasileiro pode ascender economicamente na vida ao ficar adulto?Obrigado.
youtu.be/Z7jFDKX8NDg
Transcrevendo para facilitar:
Tá desempregado no Rio de Janeiro? Então faz o seguinte: arruma dez reais emprestado, vai prá Central do Brasil amanhã e compra uma dúzia de água mineral e um saco de gelo. Pega tudo e vai prá Copacabana, CEDO!
Chegando lá você vende uma água por quatro ou cinco reais. Vamos considerar que vendeu tudo a quatro reais e vai tomar duas águas, são dez águas a quatro reais são quarenta reais tú investiu dez reais são trezentos por cento de lucro.
Tú volta pro centro compra um isopor de 25 litros com 18 reais, sobram 22 reais, tú vai pra casa com essa grana e descansa, no outro dia vai pro centro novamente, compra duas duzias de água mineral, dois sacos de gelo e vai pra Copacabana novamente.
São 24 garrafa de água mineral, tú vai tomar duas, sobram 22, vezes 4 reais se vender tudo são 88 reais com 7 que sobrou de ontem são 95 reais. Em dois dias tú teve um lucro de 850%.
Aì tú volta pra casa, pega dez reais e paga aquele maluco que te emprestou, isso chama manter as portas abertas, é importante, isso.
Aí você tem ainda 750% no bolso. No outro dia vai pro centro novamente.
Ah, vender água não dá pra você não?
Então a crise no seu caso não tá no país, tá dentro de você.