Voltar

Como a Anvisa prejudica (e mata) os brasileiros para ajudar o orçamento do governo

Imagine que você esteja gravemente doente. Já existe
um determinado medicamento que garante maior bem-estar ao longo de seu
tratamento, e milhares de pessoas ao redor do mundo, com a mesma doença que
você, já o utilizam.

No entanto, você não pode ter acesso a esse
medicamento para se cuidar melhor.

Tudo porque esse medicamento ainda não foi aprovado
pela agência reguladora competente e, por isso, não está disponível no mercado
brasileiro. Mais: provavelmente, quando for liberado, você já não estará aqui
para fazer uso dele, diante da lentidão para sua aprovação.

Essa situação absurda é vivida por milhares de
brasileiros. Por causa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o
processo de validação e incorporação de novos medicamentos no Brasil é muito
lento. Há casos em que a espera para que inovações e avanços sejam permitidos
legalmente — e, aí sim, introduzidos em benefício dos pacientes — leva mais
de uma década.

Para exemplificar, o medicamento Lenalidomida,
utilizado para tratamento quimioterápico para leucemia e outros tipos de
câncer, é permitido
em dezenas de países
com base em trabalhos publicados ainda na década
passada e que comprovaram sua efetividade. Contudo, a Anvisa indeferiu o
registro da droga alegando entender não haver estudos suficientes sobre sua
eficácia.

Entre as funções da autarquia está garantir a
segurança e a eficácia dos medicamentos disponíveis para os brasileiros; entretanto,
sua execução nessa tarefa é bem questionável.

Infelizmente, as restrições impostas equivocadamente
pela Anvisa vão muito além da Lenalidomida: ela barra o registro de vários
outros medicamentos já aprovados
nos Estados Unidos e na Europa
e que poderiam salvar vidas de pacientes que
sofrem de diversas doenças. Apenas entre 2012 e 2014, a agência brasileira negou
o registro de quatro medicamentos que auxiliariam no tratamento a cânceres
.

Atualmente, há pelo menos dez remédios contra câncer
já aprovados pelo FDA (a Anvisa americana) e por agências europeias que não
podem entrar no Brasil porque a Anvisa tarda em aprová-los. Essa burocracia,
como era de se esperar, criou um mercado negro de remédios no Brasil. Não é
incomum ver operações
em que a Receita Federal 
combate o “terrível” crime de se trazer
remédios importados a doentes brasileiros…

Mais: em 2010, a Anvisa deixou de aceitar
certificações internacionais, como a do FDA (a Anvisa americana), para aprovar
a importação de equipamentos médicos
. Só que os burocratas da agência
demoram em média quatro anos para certificar equipamentos. Por causa dessa
demora, um hospital interessado em trocar um aparelho de ressonância é impedido
de importar máquinas de última geração. Só pode comprar a que foi lançada há
quatro anos, que já tem a certificação da Anvisa.

Afetando
as pesquisas

Tudo isso afeta diretamente as pesquisas privadas. Além
de seu alto custo, a morosidade e a burocracia imposta pela agência reguladora são
um dos principais entraves para a inovação na pesquisa médica e farmacêutica no
Brasil.

A causa do primeiro fator se dá pelos custos da
legislação trabalhista, bem como pelo sistema
tributário
, que dificultam e eventualmente inviabilizam
a pesquisa privada
. Já no que toca à burocracia, a
lentidão para aprovar novos medicamentos inibe investimentos por parte das
indústrias farmacêuticas, que deixam de fazer aportes financeiros em ensaios
clínicos no Brasil.

Aprovar um ensaio clínico no país demora,
em média, 270 dias
. Entretanto, não é raro demorar mais de
480 dias. Em comparação, nos Estados Unidos, Canadá e Coreia do Sul e outros
países da América Latina a espera é de 30 a 90 dias.

Uma das justificativas para tamanha morosidade é o
fato de a Anvisa ser a agência sanitária com um dos maiores escopos
regulatórios do mundo: 2.200 funcionários analisam mais
de um milhão de processos por ano
.

Uma solução para isso seria a flexibilização da
aprovação dos medicamentos. Nos Estados Unidos, a legislação permite que drogas
em estudos de fase II (a fase que avalia eficácia da medicação) tenham registro
preliminar. A justificativa é simples: eventual demora na aprovação de
medicamentos pode custar a vida de pacientes.

Entrementes, essa lógica não norteia as regulamentações
da Anvisa.

Uma proposição simples seria a aprovação automática
de medicamentos aprovados pela Food and Drugs Agency (FDA)
European Medicines Agency (EMA), que são as agências
reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia. Elas possuem
regulamentações bastante criteriosas
e, ainda assim, são
mais céleres na liberação de licenças.

A autarquia brasileira continuaria avaliando e
aprovando novos medicamentos, contudo os remédios poderiam ser disponibilizados
de imediato durante o processo de validação. Assim, a Anvisa examinaria as
drogas e colocaria avisos sobre elas, evidenciando as que fossem mais
arriscadas, a depender das classificações obtidas nas avaliações prévias.
Certamente, empresas e pacientes mais cautelosos esperariam pela aprovação da
agência reguladora, ao passo que outros analisariam o custo de oportunidade
delas e, diante de suas condições clínicas e orientações de seus médicos,
poderiam decidir e optar — ou não — por iniciar o tratamento com medicamentos
de vanguarda.

Essa solução simples daria segurança e permitiria
que nenhum paciente fosse impedido de adquirir um medicamento, se assim o
desejasse, evitando, por conseguinte, a esdrúxula situação explicitada alhures.

A
realidade é ainda pior

Diante desse cenário, fica a indagação: como
interpretar o fato de mais de 80 países considerarem um medicamento eficaz e o
Brasil não?

O professor da UFRJ e presidente da Associação
Brasileira de Hematologia, Homoterapia e Terapia Celular (ABHH) Angelo Maiolino
dá a dica: muitas vezes, a negativa da Anvisa para a entrada de medicamentos é
realizada sem
absolutamente nenhuma consistência científica
.

A justificativa para a demora e muitas vezes não-aprovação
de medicamentos pela agência reguladora se dá, também, segundo o diretor
clínico da Oncoguia, Rafael Kaliks, pelos altos custos de alguns
medicamentos, os quais, ao serem utilizados na saúde pública, afetariam fortemente
o orçamento do governo. Diz
ele
:

A
não aprovação de um medicamento nem sempre é feita devido a questões médicas. É
para evitar um desconforto de ter de aprovar um medicamento caro, a ser
utilizado apenas pela medicina suplementar e não pelo SUS. Assim se evita o
constrangimento de evidenciar um Brasil com duas medicinas.[…]

O
pensamento no SUS até tem lógica. Por que iria permitir a aprovação de um
medicamento caro para 1% de pacientes com um câncer específico enquanto não se
consegue resolver o problema da fila para cirurgia?

Ou seja, Kaliks diz acreditar que tanto a lentidão quanto
a não-aprovação da Anvisa tem origem no fato de que, se o medicamento for
aprovado, haverá um grande distúrbio no equilíbrio entre a medicina suplementar
 (planos de saúde) e a pública. Isso além
do fato de que a liberação acarretaria custos muito altos para o orçamento da saúde.

Kaliks
conta como exemplo o caso de mulheres com câncer de mama, das quais 20% têm
metástase. Elas deveriam receber uma medicação chamada Herceptin, já aprovada
há mais de dez anos. Segundo o médico, porém, o SUS ainda não a incorporou,
enquanto na saúde suplementar (planos de saúde) já está havendo a combinação
deste medicamento, agora nem tão avançado, com outras drogas mais sofisticadas.


“Uma pessoa com câncer desse tipo tem sobrevida de 56 meses com tratamento na
saúde suplementar. No SUS a melhor hipótese de sobrevida é entre 20 e 22 meses.
São três anos de diferença na continuidade da vida de uma pessoa. É muita
diferença.”

Ou seja, em vez de se ater apenas a analisar a
segurança e a eficácia de medicamentos, a Anvisa, ao atrasar ou não autorizar
registros de medicamento, é
utilizada como ferramenta de contenção de despesas
 pelo governo. Isso
é apenas uma das inevitáveis e nefastas consequências de se ter um sistema de saúde
socializado.

Mas por que então a Anvisa não simplesmente libera o
medicamento, ficando a critério do SUS utilizá-lo ou não? Ora, por motivos
óbvios. Com a negativa de registro pela agência reguladora, o governo
brasileiro evita o desconforto de aprovar um medicamento caro que seria
utilizado apenas pelo terço
dos brasileiros que possuem plano de saúde
. Assim, ao
impedir quem poderia arcar com o tratamento de ter acesso a ele, o governo
evita o desconforto social de haver um paciente do SUS com tratamento diferente
de um paciente usuário de planos de saúde.

Uma outra razão é que, se aprovado o medicamento, o
sistema de saúde brasileiro — que é socializado e, por
isso, enfrenta grave
crise com o fenômeno da judicialização da saúde

— sofrerá pressões judiciais para custear esses novos procedimentos,
considerados dispendiosos.

Com isso, há a configuração daquilo que, nos EUA,
passou a ser chamado de death
panel
: ao eventualmente não liberarem medicamentos, burocratas acabam
escolhendo indiretamente quem é digno de ter acesso a cuidados de saúde e quem
não é. Quem é digno de viver e quem é digno de morrer. Não é muito diferente
daquilo que ocorreu recentemente no Reino Unido com o bebê Charlie Gard.

Conclusão

No final, a socialização da medicina faz com que os
medicamentos disponíveis aos brasileiros não sejam aqueles aos quais os
brasileiros pensam que deveriam ter acesso, mas sim aqueles que especialistas
da Anvisa acham que devemos ter, sopesando, inclusive, a despesa que o governo
teria caso liberassem os medicamentos.

Apenas de câncer, na última década, 1,5
milhão de brasileiros morreram com a doença
, ao passo que
se estima que mais
de meio milhão de brasileiros
 sejam
diagnosticados anualmente com algum tipo de câncer, com uma taxa de mortalidade
de 40%. Dezenas de outras doenças poderiam ser mais bem tratadas se os
medicamentos fossem liberados de forma mais célere.

Além disso, com a desburocratização para a
realização de testes clínicos, teríamos um impulso nas pesquisas, barateando a
busca por inovações farmacêuticas.

A despeito desse lamentável diagnóstico, os números
não parecem sensibilizar os burocratas e legisladores brasileiros a fim de
promoverem reformas institucionais que tornem mais célere a criação e liberação
de novos medicamentos no Brasil.

Diante disso, torça para que a situação descrita no
primeiro parágrafo não aconteça com você ou com um familiar.

 

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

73 comentários em “Como a Anvisa prejudica (e mata) os brasileiros para ajudar o orçamento do governo”

  1. Vale também ressaltar a questão dos cigarros eletrônicos, que têm dez vezes menos substâncias cancerígenas que cigarros comuns e não produzem fumaça, apenas vapor, sem prejudicar a saúde de quem vive perto de fumantes.

    Por isso os “e-cigarettes” são febre no mundo todo — com exceção da Turquia e do Brasil.

    Desde 2009, a Anvisa proíbe a venda do produto por aqui. O mais incrível é que os diretores da Anvisa dizem que têm o objetivo de aprimorar a saúde no Brasil. Sim, eles aprimoram dificultando o acesso de fumantes ao produto, que poderia rapidamente substituir o cigarro e com substantivas melhorias.

  2. A ANVISA se acha melhor que o FDA americano e proíbe a comercialização de inúmeros fármacos e princípios ativos aprovados nos EUA, Europa e até mesmo pela rigorosíssima agência japonesa….”por falta de estudos”, dizem eles….desprezando conclusões científicas de estudos dos melhores centros de pesquisas e universidades do mundo.

  3. Incrível pensar que a simples extinção da ANVISA (sem ser substituída por nada) reduziria gastos governamentais inúteis e ainda seria melhor para saúde do brasileiro. Impressiona o nível de arrogância dessas pessoas.

  4. Sabe aquele carro de cachorro-quente que você tanto gostava e não existe mais? Quer comprar um simples remédio para tratar a doença da sua filha, mas ele não é legalizado no país? Precisa de alto rendimento no esporte, mas importar o suplemento que você precisa é crime?

    Agradeça a ANVISA.

    Quando é o estado quem dá o direito, é ele quem também tem o poder de tirá-lo. Se o estado lhe dá o “direito à saúde”, é ele quem também o tira.

  5. Vale também ressaltar que Código Penal e o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas utilizam a expressão drogas sem nenhuma vez citar quais são suas substâncias. E é assim porque quem define o que são e quais são as drogas no Brasil é a Anvisa, por meio de portarias — atos administrativos normativos de pouca expressão no campo jurídico.

    Nesse sentido, é importante destacar que existe uma corrente doutrinária em nosso país, ainda que minoritária, que defende a inconstitucionalidade dos crimes relacionados ao comércio de drogas, uma vez que é necessária uma lei para definir o crime e sua pena, o que não existe nesse caso.

    De um lado ou de outro, a Anvisa é a principal culpada pela patética guerra contra as drogas no Brasil. E seu poder é ilimitado, pois ela pode continuar elaborando portarias definidas segundo seus próprios critérios sobre quais substâncias devem ser consideradas proibidas ou permitidas. Não há como domá-la.

  6. A ANVISA é um órgão muito interessante, proíbe a comercialização de certas substâncias no Brasil, porém é ineficiente em proibir os medicamentos similares (os quais, não possuem biodisponibilidade ou bioequivalência com os medicamentos originais, são meras cópias sem nenhuma comprovação de eficácia). Esse é um dos motivos para a SAÚDE PÙBLICA do Brasil ser um caos. Medicamentos sem eficácia sendo distribuídos pelo SUS.

    Há um forte lobby de fabricantes nacionais em manter esse cartel e a ANVISA está em cena para ampará-los.

  7. Morre bebê que esperava liberação de remédio derivado da maconha

    g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/06/morre-bebe-que-esperava-liberacao-de-remedio-derivado-da-maconha.html

    O garoto aguardava a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre a liberação do uso do canabidiol, substância química derivada da maconha.

    A mãe do menino chegou a conseguir diretamente na Anvisa a autorização para importar o remédio, que demorou a ser liberado pelas autoridades brasileiras

  8. Uma curiosidade: Quem criou a Anvisa? Resposta: Ninguém menos que o Fernando Henrique Cardoso, aquele que a esquerda brasileira implica de joelhos que é “neoliberal”.

  9. A ANVISA existe justamente para proteger as grandes empresas farmacêuticas contra qualquer eventual concorrência. A importação de remédios bons e baratos é proibida ou dificultada por burocratas. Os preços dos remédios, principalmente para os idosos, são proibitivos por causa dessa bosta de agência.

  10. Foi também a Anvisa que criou as regras que dificultam a venda de medicamentos nas farmácias. Diversos remédios avulsos, incluindo os mais básicos, não podem ficar ao alcance direto dos consumidores, que devem solicitá-los ao farmacêutico (com isso, criando também uma reserva de mercado para a profissão do farmacêutico, como explicado aqui ).

    Como cidadão livre, eu não reconheço o direito da Anvisa de proibir que eu possa comprar um simples remédio para dor de garganta ou cabeça direto da prateleira de uma farmácia. A legitimidade do ato da Anvisa é a mesma daquela de um criminoso que te obriga a fazer algo sob a mira de uma arma, ainda que o criminoso jure que faz isso para o próprio bem da vítima.

  11. Mas agência reguladora é isso, mesmo. Sob o pretexto de regular o serviço, ela cria embaraços exatamente em prol da manipulação do mercado pelos grandes laboratórios.

  12. É possível todos serem funcionários públicos?

    Estava discutindo com um funça e ele falou que pelo fato dos empregos públicos serem melhores, o ideal era todos serem funcionários públicos. Algum lugar, como a URSS, já existiu isso?

  13. Quem é que faria o controle de datas de vencimento dos alimentos, se não for a Anvisa ou qualquer outro órgão regulador do Estado? Quem controlaria o conteúdo dos alimentos?

  14. Como podemos confiar em algo que seja “gerido” por um governo medíocre, paquidérmico e ineficaz ?

    Tenho ouvido de muitas e muitas pessoas, e a cada dia mais, o desejo de ir embora e NUNCA mais voltar para o Brasil.

    Os motivos são basicamente dois:

    1- cansado de trabalhar/produzir e bancar PARASITAS lotados nos governos municipal, estadual e federal.

    2-inexistência de uma política de segurança pública e suas consequências nefastas com mais de 70 mil homicídios.

    Alguém ai consegue enxergar uma mudança nessa bagaça ?

    A elite governamental está cada vez mais dominante, mesmo diante de uma Lava Jato, e a mídia cada vez mais asquerosa.

  15. Felipe Lange S. B. S.

    Li esse artigo na aula do meu professor de esquerda (FATEC Mococa Gestão Empresarial) falando mal do mercado e que o mundo está indo em direção “à direita” e que a pobreza mundial só está aumentando (e ainda defende o atraso da CLT)… a Anvisa é mais uma autarquia mafiosa infestada de funcionários e burocratas inúteis que consegue ser pior que a FDA, outra agência estatal que está aí para agredir pessoas pacíficas.

    O que faltou ser comentado no artigo é que a Anvisa também existe para proteger e oligopolizar o setor de saúde, que é extremamente regulado. A solução é viajar e/ou morar em El Salvador.

    A própria existência de uma saúde estatizada subsidia a pessoa que não cuida da sua saúde e fica pedindo para os outros se sacrificarem ao resolverem seus problemas de saúde…

  16. Cristian Rahmeier

    Comprei uma pomada no Paraguai, quando fui tirar minhas férias em Foz do Iguaçu, julho passado, o nome da pomada é Dolo Reuma, é um ótimo anti-inflamatório, porém sua venda é proibida no Brasil. Recentemente, um homem foi preso pois estava vendendo esta pomada. O cara para a cadeia.Eu tenho esta pomada em casa, é tipo um Gelol só que muito melhor. Paguei 9 reais, quando estou com dores musculares passo a pomada e menos de dez minutos não sinto mais dores, é ótimo para dores no joelho, reumatismo, etc. Outro remédio ótimo para trombose que comprei lá é o Dolo Reumin, ótimo para trombose, meu “padrasto”(82 anos) tomou e a perna dele voltou ao normal em menos de um mês, foi indicação de um amigo dele que estava na mesma situação e melhorou também. Os médicos daqui do Brasil não podem receitar, pois não tem Anvisa. Um curso de medicina no Paraguai custa em torno de R$ 800,00/mês, o preço cai pois não tem tanta burocracia e nem conselhos tentando diminuir a oferta de médicos para manter seus salários altos. Detalhe, são seis anos de curso e a grade não deixa a desejar a do Brasil. Muitos brasileiros cursam faculdade lá e depois fazem o revalida e tornam-se médicos aqui.

  17. Thiátira Pinheiro

    Tudo gira em torno do dinheiro, diminuir custos do que vai para o contribuinte e aumentar rendimento no bolso dos gestores.

    A Anvisa nega liberação de medicamentos com segurança comprovada nos países referência em pesquisa e libera a Asparaginage chinesa, cheia de impurezas e sem estudos conclusivos de eficácia. Pq? Pq? Pq? Pq era mais barata e com certeza alguém no meio levou uma grana na negociação.

  18. Antonio Valdenei Correa da Silva

    Imagino que se pesquisarmos à fundo, concluiremos que a intenção é que morramos o mais depressa possível, para aliviar a previdência.

  19. Já ouviram falar sobre o mal da vaca louca? Se não fosse a proibição do uso da farinha de carne e ossos na alimentação do gado e os serviços de vigilância sanitária para impingir essa proibição, essa doença teria se proliferado. Os casos de vaca louca só começou a diminuir com a proibição da farinha de carne e ossos.

  20. “Estão destruindo lentamente a medicina e a imagem do médico brasileiro

    Sabe quem realmente perde com isso? A população brasileira mais humilde, melhor dizendo, todos nós.” > http://www.1news.com.br/noticia/11482/opiniao/estao-destruindo-lentamente-a-medicina-e-a-imagem-do-medico-brasileiro-12042017

    Doutor Raul Marino, um grande neurologista dá uma magnífica entrevista, para Salomão Schwartzman. Vale a pena ver tudo. > tvuol.uol.com.br/video/entrevista-com-o-doutor-raul-marino-0402CC9A3070C8895326

  21. Essa praga chamada ANVISA é tão socialista quanto o nazismo, e só existe porque vivemos em um estado semi totalitário,afinal o socialismo depende do totalitarismo ou semi totalitarismo para existir.Além do mais não há dúvidas de que o nazismo era socialista(as indústrias eram privadas mas Hitler ditava as regras) e até onde eu saiba é inconcebível ter socialismo de direita.Na realidade a direita é basicamente caracterizada pelo sistema capitalista que jamais pode existir em um regime totalitário.Já o socialismo depende de regimes totalitários ou semi totalitários para existir.

  22. Em sistemas burocráticos acontece uma inversão de prioridades:

    em vez das regras serem feitas para beneficiar as pessoas, entende-se que as pessoas é que existem em função das regras.

    * * *

  23. A ANVISA e os Genéricos vindos da China.

    Esta séria advertência está no site da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), desde 2007! Destaquei alguns pontos que achei importante, e deixo o link.

    “Todo este esforço, porém, não é suficiente para garantir a qualidade dos produtos disponíveis nas prateleiras das farmácias porque, hoje, quase metade dos medicamentos, suas matérias-primas e insumos diversos são importados e entram no Brasil sem fiscalização adequada. Com o sistema atual de importação, a Anvisa não tem a menor possibilidade de garantir a qualidade dos produtos que estão entrando no país.”

    “Em 2007, segundo dados do sistema ALICE do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior – MDIC, estarão entrando no Brasil mais de US$ 2 bilhões em medicamentos a granel ou em doses, e bem mais de que US$ 500 milhões em matérias-primas. Toda esta imensa quantidade de produtos está alcançando o mercado brasileiro sob um precaríssimo sistema de controle sanitário.”

    “Somente na China há mais de 8 mil fabricantes de produtos químicos que, por não se identificarem como produtores de medicamentos ou insumos farmacêuticos, não sofrem qualquer tipo especial de qualificação e fiscalização. No entanto, boa parte de seus produtos entra na cadeia de produção de medicamentos como matéria-prima.”

    Se estava assim em 2007, imagina hoje! Não compro Genéricos de jeito nenhum!

    O link aqui: http://www.abifina.org.br/historia.php

  24. Normal o governo não quer vivo as pessoas que dependam dele, mas sim contribuintes que paguem seus impostos. (Governos da Inglaterra e Canada tornam isso ainda mais evidente).

    Já os ricos são os primeiros a comprar remédios do Mercado negro ou fazer tratamentos lá fora.

  25. Luis Olimpio Ferraz Melo

    Fraudulento

    A Folha revelou que jornalistas alemães publicaram na revista científica, “Journal of Integrative Oncology”, um estudo falso afirmando que o extrato de própolis era mais eficaz contra o câncer do que as quimioterapias convencionais. Os jornalistas queriam, na verdade, provar que qualquer sujeito pode produzir um dado falso e torná-lo “verdadeiro” em publicações mercenárias e nada criteriosas de milhares de revistas pseudocientíficas, tidas como predatórias. O doutor em biologia molecular americano, John Bohannon, publicou, propositadamente, com o mesmo intuito dos jornalistas alemães, modificando seu nome, um estudo afirmando que chocolate emagrecia. Após a publicação, o doutor Bohannon fez comunicado à imprensa revelando a farsa e o caso se transformou num grande escândalo. A indústria farmacêutica é especialista nesse tipo de publicação fraudulenta, pois paga bem a certos “cientistas” para publicarem “artigos” defendendo a eficácia e a efetividade de suas novas drogas ou surfam na total ausência de estudos e fiscalização da Anvisa¹, exemplo: o uso psiquiátrico do antialérgico Fenergan® para conter os efeitos colaterais do antipsicótico Haldol®…

    Luís Olímpio Ferraz Melo

    Nota do autor: ¹Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável pela autorização do uso dos remédios no Brasil e é desconhecida qualquer ação ou estudo dela no sentido de regulamentar remédios “combinados”, como no caso acima, bem como no uso do Akineton®, remédio neurológico para o "Mal de Parkinson", usado com o antipsicótico Geodon®.

    http://www.facebook.com/SempreFreud/

  26. Depois dos alimentos, carros e produtos eletrônicos, os remédios são os produtos que mais sofrem do maravilhoso protecionismo tupiniquim.

  27. Qual a resposta austríaca para aqueles que acham que a prescrição médica em antibióticos é boa para evitar o surgimento de superbactérias em epidemias, já que restringe o uso indiscriminado e a seleção de bactérias mais resistentes? Não sei por que isso justificaria controle estatal.

    Esse argumento de epidemia é exatamente o que estão usando na gente desde março de 2020. E eu pensando que seria como na Gripe Suína de 2009…

  28. Para aprovar esses medicamentos que comprovadamente funcionam, a Anvisa demora anos, assim como acontece com defensivos agrícolas.

    Agora, na vacinação de coronavírus para crianças que nem foi testada direito, aí os caras são super ágeis.

    Não sei por que o Bolsonaro não fechou isso lá em 2019. Tenho certeza que, sem a Anvisa, os brasileiros estariam sofrendo menos até com relação ao coronavírus e à ditadura sanitária.

  29. O governo federal reduziu a verba para o Programa Farmácia Popular. A imprensa fala que é por causa do “orçamento secreto”, orçamento esse que foi criado pela petezada e o governo é obrigado a custear, a não ser que o veto não seja derrubado.

    Os remédios são encarecidos por toneladas de impostos e regulações, para depois o governo pagar de bonzinho e “oferecer remédio de graça”.

    Se abolirem a Anvisa e o Ministério da Saúde, já ajudará bastante.

    A não ser que o Brasil se torne rico, produtivo e com gente do mundo inteiro disposta a emprestar dinheiro para o governo, deveremos ver mais cortes nos próximos anos, em várias coisas. Principalmente naquelas que possuem menor custo político.

Rolar para cima