Nota da edição:
Este artigo foi publicado originalmente em 2017, mas mantém sua relevância e atualidade. Infelizmente, a tendência do governo de gastar além do arrecadado e aumentar impostos tem se mostrado quase uma constante na história brasileira
Um governo incorre em déficit orçamentário quando gasta mais do que arrecada.
Consequentemente, este governo pode atacar seu déficit orçamentário de três maneiras: a) cortando gastos; b) aumentando suas receitas (tributando mais); ou c) fazendo uma combinação de ambas.
Em princípio, os três caminhos parecem complementares e equivalentes: escolher uma ou outra alternativa dependeria muito mais de preferências ideológicas do que de motivações econômicas bem fundamentadas.
Sendo assim, por exemplo, um governo mais à direita faria modestos cortes de gastos combinados com modestos aumentos da carga tributária ao passo que um governo mais de esquerda apostaria mais em apenas subir os impostos.
No entanto, essa hipótese é, logo de início, incorreta: os efeitos de uma redução nos gastos do governo são opostos aos de um aumento de impostos.
Friedrich Hayek, ao receber o Prêmio Nobel de Economia em 1974, afirmou que economistas que só sabem teoria econômica não podem ser bons economistas. Essa frase, de uma verdade cristalina, nunca esteve tão atual.
Se a economia do mundo real não fosse o desenrolar da ação humana, ao longo do tempo, de muitos milhões de indivíduos em ambiente de incerteza genuína, com seus planos e projetos de vida, seus acertos e erros, suas buscas por conhecimento e seus sonhos e realidades, a ciência econômica de fato poderia ser mecânica, tal como a economia positiva de Milton Friedman. Aí então ela poderia estar restrita ao estudo do método das partidas dobradas, não havendo necessidade de se preocupar com os impactos do ajuste sobre o tecido social. Consequentemente, seria indiferente escolher a, b ou c.
O importante, nesse caso, seria tão somente equilibrar as contas do estado e ponto final.
Mas é exatamente aqui que jaz a importância de diferenciar a visão de um verdadeiro economista, como Hayek enxergou a profissão, dessa visão meramente contábil ou aritmética, de que tanto faz a, b ou c.
Quando economistas, com base na impossibilidade política e legal de cortar profundamente os gastos públicos, afirmam que “algum aumento de tributos” é necessário, eles estão agindo não como economistas no sentido expressado por Hayek em seu discurso do Prêmio Nobel, mas como meros contadores: o equilíbrio fiscal deve ser alcançado a qualquer preço, mesmo que esse ônus recaia sobre os pagadores de tributos.
Sob o ponto de vista econômico, a Escola Austríaca é diferente das demais, porque sua preocupação, no tema que estamos abordando, vai muito além das contas do estado: concentra-se em indivíduos, em nossas vidas.
Os efeitos benéficos de um corte de gastos
Quando o governo corta gastos, de fato há quem seja prejudicado.
O exemplo mais claro seria o de funcionários públicos que tivessem seus salários reduzidos. Isso é muito raro, mas pode ocorrer. Consequentemente, as empresas que possuem como clientes principais um grande número de funcionários públicos seriam atingidas.
Igualmente, cortes de gastos do governo também irão afetar as várias empresas que só sobrevivem porque possuem contratos de prestação de serviços junto ao governo. Empresas terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os exemplos mais claros. Há também as várias atividades econômicas que recebem subsídios e que, sem estes subsídios, teriam de se virar, cortar gastos e demitir pessoas.
O que todas estas atividades têm em comum é que elas só sobrevivem e só são lucrativas com a muleta do governo. Isso faz com que elas sejam classificadas como atividades econômicas insustentáveis. São atividades que não dependem da demanda voluntária do consumo privado para sobreviver. Uma vez cortado o fluxo de dinheiro governamental, elas perdem sustentação e definham. Elas não necessariamente irão quebrar, pois podem se reestruturar e mudar seu enfoque de mercado. Mas estão indiscutivelmente sobredimensionadas, e a prova disso é que só mantêm seus atuais lucros com dinheiro repassado pelo governo.
Elas são, portanto, atividades que absorvem recursos e capital da sociedade. Elas não produzem; elas consomem.
Uma redução nos gastos do governo, portanto, possui este efeito salutar sobre a economia. Faz com que empresas que consomem recursos e que produzem apenas de acordo com demandas políticas tenham de ser enxugadas. Empresas que só sobrevivem devido aos gastos do governo não produzem para consumidores privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos mas produzem para o estado. Elas não utilizam capital de maneira produtiva, de forma a atender os genuínos anseios dos consumidores privados: ao contrário, elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos mas produzem apenas para servir a anseios políticos.
Em suma, não agregam à sociedade. Por definição, subtraem dela.
Logo, um corte de gastos do estado fará com que essas empresas liberem mão-de-obra e recursos escassos que poderão ser utilizados mais eficientemente por empresas mais produtivas, empresas que estão no mercado para realmente atender às demandas dos consumidores.
Um corte de gastos também gera efeitos positivos sobre a estrutura institucional do país: uma redução dos gastos do governo tem o efeito de reduzir o peso da burocracia estatal. E isso, por sua vez, leva a um aumento da participação do setor privado na economia.
Com menos burocracia e com menos regulamentações onerosas, há uma maior facilidade para o empreendedorismo e, consequentemente, para a geração de riqueza.
Por fim, simplesmente não há como o governo gastar de maneira eficiente. O governo gasta o dinheiro alheio (dos impostos) com os outros (funcionalismo público, subsídios para grandes empresários amigos do regime, obras públicas feitas por empreiteiras ligadas a políticos, artistas e eventos culturais etc.) e consigo próprio (salários, benefícios e mordomias para políticos; ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais; campanhas eleitorais; contratação de apadrinhados; propagandas etc.). Nenhum desses gastos está ligado à maximização do bem-estar da população.
O governo simplesmente não possui os incentivos corretos para gastar de maneira eficaz. E muito menos pode gastar de modo a maximizar o crescimento econômico. Seu gasto apenas distorce os incentivos da
sociedade, reduzindo-os. (Veja a explicação em detalhes aqui).
Por tudo isso, qualquer redução nos gastos do governo sempre será bem-recebida pelo setor produtivo da sociedade.
Os efeitos maléficos de um aumento de impostos
Já os aumentos de impostos não têm como trazer nada de benéfico.
Comecemos pelos efeitos mais diretos: um real a mais nas mãos dos burocratas e políticos significa necessariamente um real a menos nas mãos do setor privado, do qual este real foi extraído compulsoriamente.
Em um cenário de recessão econômica, tal efeito nefasto é majorado. Estando o setor privado em retração — por causa da recessão econômica –, o estado irá piorar ainda mais sua situação ao lhe retirar uma fatia ainda maior de sua estagnada riqueza para sustentar a máquina pública.
Aumentar impostos durante uma recessão significa simplesmente aumentar o grau de esbulho sobre a já menor riqueza que está sendo gerada por indivíduos e empresas. Isso, obviamente, irá apenas asfixiar ainda mais o setor privado, exatamente em um momento em que ele necessita de uma maior reserva financeira para se reestruturar e voltar a criar riqueza. Mais impostos significam menos retorno para os investimentos e menos capital disponível para amortizar dívidas, para contratar mais mão-de-obra e para fazer novos investimentos.
Mas tudo ainda piora.
As consequências de um corte de gastos e de um aumento de impostos são também distintas sobre o próprio déficit público: ao passo que cortes de gastos tendem a reduzir o nível da dívida pública, um aumento dos tributos não faz com que, no longo prazo, o volume total da dívida caia.
Com efeito, sempre que o governo eleva impostos, ele concomitantemente eleva seus gastos correntes. Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas. E isso é uma empiria observada ao redor do mundo.
Veja o gráfico para o Brasil, em valores nominais mensais. (O gráfico foi descontinuado em dezembro de 2014 pelo Banco Central).
Fonte: Banco Central
Isso gera aquilo que economistas tendem a rotular de “política autofrustrada”: o aumento de impostos não reduz, mas sim consolida ou até mesmo piora o nível da dívida pública — pois um aumento de impostos pode reduzir o nível da atividade econômica, levando a uma inesperada queda nas receitas sem que tenha havido um concomitante corte de gastos.
Essa é a reedição da Lei de Parkinson, em homenagem ao professor Cyril Northcote Parkinson, que afirmou que, em uma burocracia estatal, “os gastos sobem de encontro à receita.” E não há nenhum motivo para crer que “desta vez será diferente”, e que um aumento dos impostos será efetivo em cobrir o rombo nas contas públicas.
Exatamente por isso, a tendência é que, se o governo arrecadar mais, ele consequentemente irá gastar mais. E isso significa que sua burocracia, suas regulamentações e seu quadro de funcionários irão aumentar ainda mais. O peso da burocracia estatal sobre o setor produtivo irá aumentar. E isso, por definição, leva a uma redução da participação do setor privado na economia.
Com mais burocratas, mais burocracia e mais regulamentações há menos facilidade para o empreendedorismo e, consequentemente, menos geração de riqueza.
Portanto, um aumento de impostos consolida a hipertrofia da burocracia estatal, das regulamentações, e das atividades não-produtivas e sugadoras de recursos escassos. Um aumento de impostos faz com que o estado e sua burocracia se expandam ao mesmo tempo em que o setor privado se contraia. Um aumento de impostos premia a burocracia (sugadora de riqueza) e penaliza empreendedores e trabalhadores (criadores de riqueza).
Conclusão
Políticos são movidos pela vontade de poder e, por conseguinte, estudar o poder é estudar a ação humana dos entes políticos, que buscam sempre sua maior satisfação, que vem a ser a manutenção ou ampliação de seu poder, ação que requer meios extraídos dos pagadores compulsórios de tributos.
Esperar que o estado venha a abrir mão de receitas advindas de maiores alíquotas de tributos já existentes ou de um novo imposto, após este ser adotado “transitoriamente”, é o mesmo que esperar que um coelho faminto rejeite uma cenoura que lhe ofereçamos.
Por tudo isso, seguindo a linha de Rothbard, os impostos são uma modalidade de agressão, em que o estado toma dinheiro à força daquela fatia da sociedade que produz riqueza e o direciona para o sustento da própria burocracia, que consome riqueza.
Imposto é coerção, é roubo legalizado, é sugação de quem trabalha e produz. Dado que a carga tributária e toda a sua legislação no Brasil são indecentes — não menos que indecentes –, admitir novos aumentos, mesmo que “transitórios”, é uma atitude típica daquela visão meramente contábil acima referida.
Se o objetivo é viver em um país dinâmico, não fagocitado pela burocracia e pelos impostos, com níveis toleráveis de endividamento e onde os cidadãos não padeçam dos excessos e esbanjamentos de sua classe política, então é necessário fazer intensa pressão pelo corte de gastos, e jamais tolerar aumento ou criação de impostos.
Todo e qualquer déficit orçamentário do governo tem de ser combatido com cortes de gastos, e não com aumentos de impostos.
A extinção dos super-salários dos sultões do setor público já seria um bom começo. A abolição do BNDES e a devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também fariam muito pela causa. Os 39
ministérios deixados por Dilma, que custavam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregavam 113 mil apadrinhados, e cujos salários consomem R$ 214 bilhões, também são um alvo apetitoso. Não basta apenas fundir um ao outro, e transformar alguns em secretárias. Tem de fechar.
Alguém se habilita?
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Leia também:
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O exemplo irlandês – como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia
Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já existe um Ministério da Agricultura), Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Portos, Secretaria de Aviação Civil, Secretaria das Relações Institucionais e Secretaria de Direitos Humanos poderiam ser imediatamente abolidos. Veja aqui o total das despesas de cada ministério em 2016
Não dá pra cortar nada nessa porra toda aí não?
Sempre com boas matérias. Obrigdo.
Cortar gastos?
1 – Manter apenas o Ministérios da Defesa, Fazenda, e Relações Exteriores. Fechar todos os demais;
2 – Fechar o BNDES e converter todos os seus ativos em renda da União para pagar a dívida pública.
3 – Privatizar: Petrobras, Banco do Brasil, Correis, Caixa Econômica, e todas as demais estatais;
4 – Privatizar todas a universidades federais;
5 – Privatizar todas as estradas federais:
6 – Reforma política: extinguir 90% dos cargos políticos com respectivos cargos de assessoria e demais equivalentes. Isso sim é reforma política;
7 – Privatizar portos e aeroportos federais;
8 – Acabar com o FGTS e pagar o saldo da conta aos devidos correntistas;
9 – Fechar Anatel, Anvisa, Anac e todas as demais agências reguladoras;
10 – Permitir livre concorrência e todos os setores da economia onde havia monopólio ou forte intervenção do Estado.
11 – Novo Plano Real: Lastrear nossa moeda ao ouro.
12 – Estabelecer Free Banking.
13 – Novo Pacto Federativo: Deixar bem claro quais são as atribuições do Governo Federal, Estados e Municípios.
14 – Reforma tributária: Após esse corte de gastos e deveres do governo federal para com “os mais pobres”, extinguir e baixar ao máximo os impostos.
15 – Revogar leis e regulamentações em disposição contrária ao livre mercado.
Uma constatação: nenhum cidadão comum é beneficiado pelo Estado. Só se beneficiam os que estão dentro dele e os que são premiados por ele (como empreiteiras e grandes frigoríficos)
O resto são só inutilidades.
Citem um serviço efetivamente útil que o estatismo entrega. Se encontrar, diga por que a iniciativa privada não pode prestá-lo. Se disser que não pode, diga por que então o Estado não reduz a tributação das empresas que queiram prestar esses serviços que você considerar úteis (já que são úteis, quanto mais setores prestando, e em regime de concorrência, melhor.)
Não se enganem. Há uma grande fatia da população que vibra com estes aumentos de impostos, pois sabem que eles permitirão futuros concursos públicos e mais inchaço do funcionalismo, que é o sonho de todo o brasileiro. Principalmente em época de recessão e desemprego alto.
Como já comentei em outro artigo, estive em Brasília no Carnaval e fiz uma visita guiada ao Congresso. Obtive a informação de que apenas lá trabalhavam 8 MIL SERVIDORES! É insustentável.
E sempre lembrando que quando o governo alardeia um "corte de gastos", na verdade o que ele está fazendo é reduzir o ritmo do aumento dos gastos previstos.
Nenhum governo brasileiro gasta num ano menos do que ele gastou no ano anterior. O gasto sempre aumenta, ano após ano. O que muda é o ritmo deste aumento. Quando o ritmo é desacelerado, isso vira "corte de gastos".
Por exemplo, esse "contingenciamento" anunciado pelo governo nada mais é do que isso: o governo inicialmente previu gastar $110, mas agora irá gastar $ 109,50. Sendo que no ano passado gastou $ 100.
E isso é anunciado como corte de gastos!
Sem contar que o estado é dono de vários terrenos, pra que? Por que não vender isso? Como sei que nada vai mudar, é melhor deixar essa bodega quebrar de uma vez.
Nesse cenário estatista, o problema maior sempre foi a conta única.
As pessoas pagam IPVA, mas falta dinheiro para asfalto. Pagam imposto sobre a energia, depois falta dinheiro para energia. Pagam taxa para tirar passaporte, depois eles não tem dinheiro para fabricar passaportes. Pagam imposto sobre a água, depois não tem dinheiro para tratar esgoto e água. Pagamos taxas de embarque nos aeroportos, depois não tem dinheiro para aeroporto. Descontam aposentadoria do trabalhador, depois não tem dinheiro para pagar aposentadoria. Cobram IPTU, depois não tem dinheiro para aterro sanitário.
Enfim, misturar o dinheiro de todas as coisas também é uma tática dos socialistas para implodir o sistema. Tudo vai ter problema e nada vai funcionar.
Cara hoje os postos aqui na minha cidade já estão com gasolina a R$ 4,17…estava 3,74.
O governo espera arrecadar 10 bilhões com esse aumento.
Só que as emendas parlamentares pra salvar o Temer no Congresso passam de 15 bilhões….15 bilhões.
O Estado precisa superar a ideia de impostos, os quais são retirados sem qualquer prestação direta estatal em favor da pessoa. Nesse sentido, realmente, a doutrina jurídica minoritária está correta ao afirmar que contribuições são impostos.
Não há uma contraprestação estatal para a pessoa, ela paga por usar um serviço no qual o Estado exige um “pedaço” apenas por ser Estado: é uma transação financeira, entre particulares, mas o Estado usa de força coercitiva para obter uma porção dos valores para si.
Eu costumo sempre fazer a provocação: se o Estado é realmente o melhor arranjo social, qual o medo dele em eliminar os impostos e somente cobrar por serviços efetivamente prestados para as pessoas, dentro de um regime de concorrência com a iniciativa privada?
Ora, se o Estado é realmente bom, é óbvio que seu serviço de segurança será melhor do que o serviço de segurança privado; que seu serviço de saúde será melhor prestado do que o da iniciativa privada; seu serviço de educação será melhor do que o da iniciativa privada, e assim sucessivamente: solução de conflitos, etc.
Dizer que “tem que ser o Estado prestando tais serviços, do contrário não seria possível” é uma afirmação vaga demais.
O que eu vejo é uma ausência de reflexões das pessoas sobre esses temas.
Não se pode, p.ex., proteger uma empresa de refrigerante sob o argumento de que permitir que outras forneçam o mesmo produto “não daria certo”: ora, se não der certo é evidente que a concorrente irá “fechar as portas”, quebrar e vida que segue!
Não faz sentido nenhum, em minha visão sobre um sistema da qualidade de vida para as pessoas, dizer-se que somente o Estado pode prestar serviços de solução de conflitos para todas as causas. Dirão: “empresas de solução de conflitos decidirão de forma corrupta.” Não faz sentido. Se a empresa decidir de forma corrupta todos irão notar que o Estado é o único que presta o melhor serviço de solução de conflitos e ninguém irá contratar uma empresa privada para esse serviço.
Os ocupantes do Estado não possuem o conhecimento necessário para implantar essas reformas:
Quantos mais setores diversos de empreendimento uma sociedade tiver, sempre, eu repito, sempre essa sociedade terá mais opções para encontrar os produtos e serviços que precisa para o cotidiano.
Elevar impostos em vez de reformar o sistema, permitindo ingresso de empresas privadas nos serviços atualmente prestados pelo Estado é uma agressão brutal à sociedade. Se o Estado não tem dinheiro, permita que o capital privado, em regime de livre concorrência, preste os mesmos serviços: será um serviço a mais, um empreendimento a mais na sociedade.
Deixai fazer, deixai ir, deixai passar! Pois, tendo liberdade, nenhuma atividade mal prestada se manterá.
Funcionários públicos do executivo foram beneficiados por aumentos substantivos. Membros do judiciário — que já recebem salários e penduricalhos nababescos — aumentaram ainda seus benefícios. Deputados foram agraciados com a liberação de emendas parlamentares mais generosas.
E quem paga a conta de tudo é o setor produtivo da sociedade, aquele que corre riscos, gera empregos, cria riqueza e bem-estar para todos e, em troca, tem 40% de sua renda confiscada.
No fundo cada vez mais acredito que a raiz do problema é a forma como o dinheiro é criado e posto em circulação.
O governo deveria quitar a divida publica em 4 anos, e ser proibido de emprestar ou pedir emprestado dinheiro, para de emitir títulos de dívida pública ou qualquer coisa que pague juros pois governo não é instituição financeira. Funcionários públicos serão trabalhadores voluntários.
O dinheiro dever ser posto em circulação através de uma renda básica universal, que será criada com base em um dinheiro livre de juros, seguindo uma formula arbitraria e pétrea como (número da população atual x jornada de trabalho x salário base), sera dado a todo cidadão o direito de criar sua própria moeda desde que tenha 80% de dinheiro estatal como lastro. O estado não vai regular juros, pois será regulo pela regra: procura por empréstimos vs nível de poupança.
O estado vai substituir a meta de inflação pela meta de deflação.
Estou convencido de que mais cedo ou mais tarde o Brasil sofrerá um golpe comunista e se enterrará de vez na sua própria cova, cavada insistentemente por seus lideres criminosos com a ajuda de um povo fútil e passível.
Leandro,
dado que é proibido pela Constituição a redução nominal da maioria dos gastos públicos, não seria melhor para a economia real que o governo pagasse uma boa parte da dívida via impressão de moeda (sem emissão de títulos)?
Consequências:
1) queda da dívida pública federal;
2) aumento nominal da receita para os governos de todas as esferas;
3) redução real do salário mínimo tabelado pelo governo;
4) redução real do salário dos funcionários públicos;
5) redução real do gasto com a previdência social.
Será que os pontos positivos não superariam os pontos negativos, quando comparado a um aumento de impostos?
Grato desde já.
E dá-lhe concurso para cargos cuja função é prejudicar ainda mais o setor produtivo da sociedade.
Close perfeito dos microfones vermelhos na frente dos olhos, que ficaram parecendo os de um viciado (no caso, em dinheiro alheio) !
Que bom que o autor trouxe o artigo justamente agora que o governo resolveu aumentar pis e cofins, tributos que incidem diretamente no preço dos combustiveis. Acordei hoje com a gasolina custando R$3,74 ante R$2,99 de ontem. Agora que o preço estava voltando ao seu nível normal, o governo vai lá e senta a bunda em cima.
Políticos são tão dissociados da realidade que, para comprar apoio para continuar no poder, gasta 15 bilhões, que, na mais gentil das hipoteses, beneficiará algumas pessoas, pra atrapalhar vida de TODAS as pessoas aumentando impostos para cobrir esses gastos.
Aí vai o sujeito com a maior cara de pau do universo e diz que estes são aumentos necessários para atingir a meta fiscal, só não dizem que essa mesma meta foi arruinada por eles mesmos 15 dias antes.
Cagada atrás de cagada, e quem se fode é o povo, que por sua vez, clama sempre por MAIS estado.
O horror, o horror.
Esqueci de parabenizar o mito Bira e Leandro ‘Rock’ por mais um excelente artigo. Fica o registro.
Estamos entrando no pior tipo de recessão(ou depressão já), aquela com gastos do governo elevado e aumento de impostos.
Ai não tem que me salva meu amigo. Se a economia voltar a crescer vai ser por ter chegado no fundo do poço e a pá de cavar ter quebrado.. Algo como um pibinho de 0,algumacoisa ou 1-2% sendo muito otimista.
Só não ta pior porque a inflação entrou em controle – para os padrões Brasileiros diga-se.
Temer não conseguiu cortar gastos, e isso me preocupa muito, pois ele já era um governo que não estava se preocupando muito com aprovação popular e medidas ”impopulares”
O próximo vai ter uma preocupação maior com isso, e também, vai ter de ter apoio do congresso para fazer reformas que serão verdadeiros ”pepinos” como a previdenciária, que seria um desafio até para os austríacos;
Essa ”calmaria” atual não me engana muito não. O problema fiscal ainda está muito sério. E também, a lei do teto de gastos existe no PAPEL, mas nada garante que em um cenário de descontrole fiscal ela seria seguida.
Pior ainda, se entrar um candidato alinhado a heterodoxia econômica não descarto ele corrigir isso via inflação monetária, ai a gente vai ter a nossa – sem saudades – inflação elevada.
Se essa lei de Parkinson estiver certa, é uma refutação cabal do estado mínimo ou limitado. Mesmo que você trave os impostos em 5% ou menos, as receitas do governo cresceriam, consequentemente, os gastos, e com mais gastos, mais burocratas, com mais burocratas, mais leis e regulamentações, com mais leis e regulamentações, começamos o processo de expansionismo estatal. E não sabemos onde isso vai parar
A única coisa que reverteria isso seria um corte de gastos e impostos. Só que a lei continuaria valida, e voltaríamos ao mesmo processo de expansão..
Ao ver esta foto do Meirelles, me fez lembrar o Darkseid, maior vilão da DC, no qual faz uso do Raio Omega, que sai dos olhos e vai para quaisquer direções, no qual vaporiza quem é atingido.
Usando isto como analogia, dá para entender o que será feita na economia da república bananense.
[OFF]
Menina britânica de 5 anos e pai levam multa de R$ 600 por vender limonada
– Barraquinha feria regulamentos municipais em Londres; garotinha chorou durante a abordagem dos fiscais.
Muito triste o que está acontecendo com nosso país.
Qual solução seria dada pelo instituto para nós ?
O Brasil é o país mais burocrático do mundo.
O Brasil deve simplificar-se sem alterar direitos.
Acho que as pessoas ainda não perceberam a gravidade da situação.
Nossas reservas internacionais estão concentradas no tesouro americano.
O tesouro americano virou refém de países de esquerda.
Tudo foi minimamente calculado pela esquerda, para lotar o tesouro americano de dinheiro, aumentar o welfare state, deixar os bancos fazerem a farra nos juros do fed, aumentar gastos militares, aumentar gastos com meio ambiente, criar Obamacare, financiar estudantes que não estudam, financiar alavancagem imobiliária, etc.
Tudo feito supostamente contra a deflação , redução no crescimento e justiça social. Foi uma fraude impressionate.
Se o Brasil está ruim, podemos multiplicar isso por 10 no caso americano. Como eles conseguem dinheiro muito mais fácil do que o Brasil, os juros baixos viraram nitroglicerina pura. Foi uma gastança geral do governo americano.
O impacto do fim do dólar precisa ser incluído nas previsões.
Deveriam escrever um artigo sobre o soviético mercado de combustíveis brasileiro, para compartilharmos nas redes sociais. R$ 4,20 num litro de gasolina misturada com álcool é um atentado à vida e a dignidade das pessoas. Tenho dó que não tem carro flex, a podium deve estar custando uns 5 reais.
Olhem isso: Após reajuste, moradores de Foz atravessam a fronteira para abastecer no Paraguai
Tenho vergonha desse país.
Dane-se o “ajuste fiscal” !
Eu quero andar de tanque, filha da puta !!
O governo, ao aumentar tarifa de imposto que não necessita de aprovação do Congresso, não quis prejudicar a economia. O objetivo é meramente político. É um recado direto a deputados e senadores, para que se empenhem na reforma previdenciária, caso contrário os impopulares impostos estarão na pauta de votação, inevitavelmente.
É difícil ficar debatendo ajuste fiscal e intervenções, sem entender a dialética história do pensamento humano na tese de Kant. Estaremos sempre limitados ao medo, pânico e anseios das pessoas.
A dialética história do pensamento elaborada por Kant, nos permite entender como as pessoas decidem e escolhem as coisas. Por exemplo, antes de entrar numa piscina, pensamos se a água vai estar quente ou fria. Ao beber um liquido que está saindo fumaça, pensamos se iremos queimar a boca, ou se a bebida vai nos aquecer. Ao investir em um negócio, fazemos comparações conservadoras sobre o risco para nos preservar.
A dialética foi manipulada pela esquerda, limitando o espectro político entre esquerda e extrema esquerda, criando medo sobre tudo que não seja pró-socialismo. Os comunistas transformaram sociais democratas em direitistas neoliberais.
A liberdade funcionou em muitos países, pois não havia uma doutrinação que limitava os espectros do pensamento. Como as pessoas sempre viveram em um ambiente de debate livre, os medos foram reduzidos. As pessoas não tinham medo da liberdade, pois elas mesmas já vivam com bastante independência.
Quando as pessoas não conhecem a liberdade, isso faz com que a escolha seja entre um mundo desconhecido e um que já faz parte do cotidiano.
Como o pensamento humano é conservador e também possui o objetivo de autopreservação, a esquerda fez de tudo para criar pânico, medo e psicopatias contra a liberdade.
O artigo 223-G da reforma trabalhista aprovada, fixa 3 níveis de indenização para diferentes graus de prejuízos morais e físicos decorrentes do exercício profissional. O teto da indenização é de 50 vezes o último salário contratual, proibindo que haja acumulação de valores.
Para ficar claro, imaginemos um cenário:
Uma empresa que trabalha com equipamentos químicos está orçando um novo sistema de prevenção de acidentes que potencialmente irá diminuir acidentes graves. O trabalhador que atua neste setor da empresa, recebe R$1.000,00. Já o sistema custará a empresa, R$500.000,00.
Toda empresa tem como objetivo o lucro, é da natureza de um empreendimento. Neste cenário, a indenização mais alta paga pela empresa em caso de negligência no acidente é de R$ 50.000,00. Portanto a conta é simples. Para o sistema de segurança prevenir dano financeiro para a empresa, seriam necessários que mais de 10 funcionários deste setor se acidentassem e recebessem o valor máximo estipulado. Se o acidentado receber o valor mínimo de 5 vezes o salário, a conta sobe para 100 trabalhadores acidentados antes que a empresa tenha prejuízo.
Esses números podem variar, claro, dependendo de outros valores recorrentes de encargos trabalhistas e da faixa salarial, porém será muito facilmente precificável o valor da negligência da empresa. Com a flexibilização das regras de contratação de terceirizados e pessoas sem vínculo trabalhista com a empresa, temos ainda a facilidade desta mão de obra ser recontratada de forma barata para suprir o tempo de recuperação do acidentado. É um cálculo de risco que coloca uma tabela de preço em pessoas mutiladas e/ou adoecidas, como um risco calculado para o empresário.
Se você fosse dono de uma empresa neste cenário e estivesse sendo afetado pela crise econômica, com o que mais se preocuparia? A integridade física do operário ou a sustentação financeira do seu negócio?
Em resumo: Este artigo põe preço na saúde e quem decide sobre ela, não o afetado.
Vendo uma reportagem agora a noite sobre o falecimento de uma criança em um Hotel, por culpa do ralo da piscina infantil estar aberto, fiquei com uma dúvida:
Não havendo estado, nem leis que obriguem hotéis a instalar algum sistema de proteção para esse tipo de problema, quem seria responsabizado pela morte da criança?
Ou não haveriam outros responsaveis, além dos pais, nem necessidade de reparação?
quando se tem 35 partidos, é difícil pensar em corte de cargos, pq o presidente se quiser se manter vai precisar prostituir cargos em estatais entre os partidos da base aliada; se reduzisse para 3 partidos e tivesse cláusula de barreira já teriamos um cenário viável para o corte de ministérios
“A extinção dos super-salários dos sultões do setor público já seria um bom começo. A abolição do BNDES e a devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também fariam muito pela causa. Os 39 ministérios deixados por Dilma, que custavam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregavam 113 mil apadrinhados, e cujos salários consomem R$ 214 bilhões, também são um alvo apetitoso. Não basta apenas fundir um ao outro, e transformar alguns em secretárias. Tem de fechar.
Alguém se habilita?”
Challenge accepted
“Quando economistas, com base na impossibilidade política e legal de cortar profundamente os gastos públicos, afirmam que “algum aumento de tributos” é necessário, eles estão agindo não como economistas no sentido expressado por Hayek em seu discurso do Prêmio Nobel, MAS COMO MEROS CONTADORES: o equilíbrio fiscal deve ser alcançado a qualquer preço, mesmo que esse ônus recaia sobre os pagadores de tributos”
Muito esclarecedor este artigo, pois esclarece àqueles que ainda não possuem uma visão crítica da ação do Estado os problemas desta. No entanto, acho “precipitado (para não dizer imprudente) essa visão acerca do ponto de vista contábil na economia, sobretudo no que diz respeito aos contadores em geral.
Digo isso porque eu, contador, não concordo de forma alguma que um aumento nos tributos contribua com uma diminuição no déficit público, tampouco com um aumento na arrecadação. E isto se deve a um princípio básico não só contábil, mas humano, lógico: O princípio da PRUDÊNCIA. Um aumento nas alíquotas de impostos não se consolidará, necessariamente, num aumento na arrecadação. Até porque isto, inclusive elucidado no artigo, asfixiaria o mercado, e o resultado disto seria: a) inadimplência; e b) redução no consumo.
Ao passo que uma diminuição dos gastos é deveras prudente, pois isto seria resultado de uma análise de prioridades e necessidades, na qual seriam excluídos gastos desnecessários e/ou pouco relevantes. Além do fato de se ter um controle maior sobre os gastos (embora não tenhamos controle sobre variáveis inflacionárias) do que sobre as receitas (que PODEM vir a ser realizadas – não necessariamente).
Por resumo, o controle de gastos é salutar por natureza, e o aumento de percentuais sobre determinada “receita” aumenta apenas a perspectiva de aumento na receita, que por sua vez trará diversas reações numa visão macroeconômica caso concretizada. Um aumento no erário significa, em qualquer ponto de vista ético, uma diminuição da poupança do setor privado e, por conseguinte, do indivíduo.
Portanto, parabenizo os editores, o artigo está excelente! No entanto, faço essa observação quanto ao papel da contabilidade e dos respectivos profissionais da área, pois o texto enfatiza em alguns pontos, ao meu ver, certo menosprezo com relação a eles.
Acreditem: somos, hoje, extremamente importantes na disseminação da necessidade da busca pela liberdade econômica e individual no nosso cotidiano!
Burocratas no poder, infelizmente.
O gráfico das receitas e despesas do Tesouro está muito esclarecedor: progressão geométrica com queda súbita da linha da receita. Quando percebemos que a a receita só funciona se a despesa continuar e vice versa, torna-se temerosa esta queda. Se a receita continuar a cair, a despesa entra em colapso e a dívida da União aumentará assustadoramente. O maior brinde do gráfico foi a interrupção da publicação em 2014. Mais esclarece a mim do que esconde.
E quando há cortes de gastos, em geral são apenas para os serviços que atendem a população pobre (como o fornecimento de medicação), mas os 80% de gastos com infra-estrutura e burocracia estatais continuam intactos.
Se cortassem gastos com infra-estrutura e burocracia estatais e também impostos de remédios, estes se tornariam muito mais acessíveis para a população e não seria necessário tantas instituições do Estado para ajudar os pobres, que ficariam menos pobres.
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Acessei essa página por imposição de uma trabalho acadêmico. Gosto do trabalho de Keynes e em minha humilde opinião, ele ainda é atual. Alguns argumentos do texto possuem lógica e verdade: “atividades que absorvem recursos e capital da sociedade”; “O governo simplesmente não possui os incentivos corretos para gastar de maneira eficaz”. Entretanto, vejo nos comentários a construção de pacotes liberais que nem o maior de seus defensores que já andou por essas terras tupiniquins – Roberto Campos (o Bob Fields) – já prescreveu. Minha pergunta é: quantos de vocês que escreveram ou que escreverão nunca precisaram de um serviço público? Nunca andaram em uma rua asfaltada? Nunca pararam em um semáforo? Nunca foram a um posto de saúde para vacinação de si mesmo ou dos seus filhos? Nunca ligaram para 190 para relatar um roubo ou compareceram a uma delegacia? Nunca ajuizaram um processo? Sei que os argumentos serão: “a polícia nunca atendeu”, o”o posto estava lotado e sem as vacinas”, “a rua está esburacada”, “o judiciário é lento”, etc. Sim, todas essas afirmativas são verdadeiras e não há como refutar. Eu mesma já passei por experiências tristes quando necessitei da estrutura estatal. Porém, o que acontece é a ineficiência do gasto estatal. Os recursos não são usados para construção de um desenvolvimento econômico sustentável mas capturados (na acepção da palavra definida pela ciência política) por grupos de pressão. Nesses tempos de internet e rede sociais vemos revolucionários de direita e de esquerda que desconhecem qualquer pensamento de economia e fundamentos políticos. Não se reflete nem se analisa: apenas os interesses pessoais ou de grupos específicos movem os atores sociais. Lembro de uma conhecida alemã que me relatou como foi a transição daquele país após a Segunda Guerra Mundial. Humilhados e mais pobres do que quando iniciada a ascensão nazista, esse povo construiu um pacto silencioso de recuperação. Não houve leis nem decretos: apenas a convicção de era preciso fazer um novo começo. Abandonar paradigmas e transformar o país. Se a memória não me falha, um exemplo dessa atitude foi na cidade de Desdren. Após o armistício, as mulheres saíram dos esconderijos. A cidade estava ainda fumegante e completamente em escombros. Sem que houvesse uma ordem ou comando elas empunharam suas vassouras improvisadas e saíram a limpar a cidade. Não esperaram nenhum salvador da pátria, milagre, ministro, presidente: foram e fizeram o que era possível. E nós, brasileiros sejam cidadãos ou empresários? O que fazemos a cada crise econômica que atravessamos? Buscamos compor uma posição de equilíbrio ou estabelecemos pedaços do PIB maiores para um grupo/segmento? Economia, definitivamente, é uma ciência social….
Após tímidos sinais de recuperação ao longo do primeiro semestre, a economia voltou a engasgar. E o engasgo não foi pequeno.
Segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a economia teve queda de 0,38% em agosto na comparação com julho. Indústria, varejo e setor de serviços se contraíram. A produção industrial caiu 0,8%, o comércio encolheu 0,5% e os serviços se contraíram 1,0%.
Embora parte da mídia esteja dizendo que isso foi apenas um soluço (pode ser), vale lembrar que agosto foi exatamente o primeiro mês após a brutal elevação de impostos sobre os combustíveis. As alíquotas do PIS e da COFINS sobre os combustíveis simplesmente dobraram no fim de julho.
Sobre a gasolina, a tributação aumentou R$ 0,41 por litro. Sobre o diesel, mais R$ 0,21 por litro.
agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-07/governo-divulga-aumento-de-aliquota-do-piscofins-sobre-combustiveis
Consequentemente, os preços da gasolina e do diesel chegaram a subir 15% em várias cidades. Em um só mês.
Isso não pode ser desconsiderado, pois combustíveis são um insumo que afeta toda a cadeia produtiva.
Leandro, qual a sua opinião sobre um economista que se intitula liberal e argumenta “imposto é a parte menos relevante para liberdade econômica como vetor de prosperidade”e “solidez fiscal é um indicador melhor de governo liberal em relação à carga tributária, pois a carga tributária é consequência de escolhas sociais que estão em geral não são controladas pelo governante”?
Estamos apenas vivenciando mais um exemplo prático de como o governo destrói a economia. Pode observar: todos os problemas atuais do Brasil se resumem a um ponto: o governo tem de confiscar o máximo de renda possível da população para bancar seus gastos.
E quais são os gastos do governo? Basicamente, bancar políticos e funcionários públicos marajás (como o pessoal do judiciário e seu privilégios nababescos).
E como o governo gasta mais do que arrecada, ele tem que se endividar. Quem se endivida, paga juros.
Portanto, o governo tem de confiscar renda da população tanto para bancar seus próprios marajás como para pagar quem empresta dinheiro ao governo. Há algum candidato denunciando isso?
Aumentar impostos sobre combustíveis e reonerar folha de pagamento é apenas mais uma fonte de renda para o governo manter seus marajás — e com isso destruir a economia.
E ainda tem gente insistindo em aumentar a carga tributária com essa pseudo-reforma tributária. Um absurdo.
Não é possível que não haja ninguém no Legislativo querendo propor algo melhor. Ou mesmo colocar emendas para deixar a pseudo-reforma algo melhor.
Vendo as recentes reduções de impostos nos combustíveis, energia e conta de telefonia, deveremos ver efeitos benéficos logo.
Enquanto isso, defende-se que os cortes de impostos geram prejuízos:
http://www.google.com.br/amp/s/www.acritica.com/geral/novo-decreto-do-ipi-pode-gerar-prejuizo-de-ate-r-8-bilh-es-a-zfm-1.278937?espv=1
Prejuizo para nós, que queremos redução de impostos, mas o estado do Amazonas não deixa.
Falando em gastos, já viram o novo “relatório” da CPI da previdência?
https://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-733587212.pdf%5D