“Quando uma economia está em recessão, o governo tem
de criar demanda agregada. E ele tem de fazer isso aumentando seus gastos”.
Este é o mantra keynesiano.
Tal raciocínio advém diretamente da fórmula
matemática do PIB, a saber:
C
+ I + G + X – M = Y(PIB)
Consumo + Investimento + Gastos Governamentais +
Exportações – Importações = Produto Interno Bruto
O consumo (C) envolve uma série de decisões
individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade. O
investimento (I) envolve uma série de decisões individuais sobre como será a
alocação de recursos por toda a sociedade. As exportações (X) envolvem
uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por
toda a sociedade. O mesmo se aplica às importações.
Já os gastos governamentais (G) representam um tipo
diferente de decisão de alocação
C, I, X e M se originam espontaneamente das ações
dos proprietários originais dos recursos. Já o G não se origina das ações dos proprietários originais dos
recursos. O governo não tem recursos próprios para gastar.
O que nos leva então à fatídica pergunta:
“De
onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?”
Sim, isso é praticamente tudo o que você tem de
fazer para refutar Keynes. Basta fazer essa pergunta e toda a ideia se
desmorona.
Há um volumoso material acadêmico que se baseia
abertamente na teoria de Keynes. São
mais de 70 anos de publicações acadêmicas. Todo esse material
preenche milhões de volumes de livros-textos de macroeconomia. Trata-se do
dogma econômico reinante do mundo moderno. E todo esse material evita por
completo essa pergunta: “De onde vem o dinheiro que o governo
utiliza para aumentar seus gastos?”
Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou
ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente
imprime dinheiro.
Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia
para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza.
Volte à fórmula do PIB. Veja que C, I, X e M são
baseados na produção. Eles representam forças criativas. Já o G é baseado no
confisco.
1) Se um aumento de G advém de mais impostos, então C,
I, X e M serão prejudicados.
2) Se um aumento de G advém do endividamento do
governo (com o governo emitindo títulos e esses títulos sendo adquiridos por
bancos), então igualmente haverá menos dinheiro para C, I, X, e M. Os empreendedores agora não mais conseguirão empréstimos
junto a esses bancos, que passaram a direcionar o dinheiro para os títulos do
governo. Com mais empréstimos indo para o governo, os juros subirão e inviabilizarão
investimentos produtivos. Igualmente, pessoas e empresas que também emprestarem
dinheiro para o governo terão agora menos dinheiro para consumir e investir.
3) Se um aumento de G advém da simples criação de
dinheiro pelo próprio governo, os preços dos bens e serviços subirão. Se os salários
não forem reajustados, todos ficarão mais pobres. Se forem reajustados, todos ficarão
na mesma situação de antes. (No extremo, a contínua criação de dinheiro leva à Venezuela.)
De novo: nenhuma dessas três medidas cria riqueza. Consequentemente,
nenhuma dessas três medidas pode tirar uma economia de uma recessão.
G não é uma força criativa. Tudo o que é gasto por G é feito à custa de
C, I, X ou M.
Tomando
de Pedro para subsidiar Paulo
O item mais utilizado pelos governos durante uma recessão
é o item 2: endividamento.
Dado que aumentar impostos é impopular (ainda mais
durante uma recessão) e dado que simplesmente imprimir dinheiro para financiar
despesas correntes não mais é uma prática legal na maior parte do mundo
civilizado [N. do E.: no Brasil, isso foi proibido pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, artigos 35 e 39; no entanto, no ano de 2020, a prática foi readmitida indiretamente, em caráter temporário], então os governos recorrem
majoritariamente ao aumento dos déficits orçamentários e, consequentemente, da
dívida pública.
Quando isso ocorre, apenas aqueles indivíduos mais
iniciados irão fazer essas duas perguntas óbvias:
a) De onde o governo irá tirar dinheiro para pagar
esse empréstimo e seus juros?
b) De onde as pessoas e empresas irão tirar dinheiro
para emprestar ao governo?
As respostas dos políticos para a primeira pergunta
é fácil: impostos e mais endividamento.
Já a segunda pergunta traz consigo a própria resposta:
o dinheiro que as pessoas emprestam ao governo é aquele dinheiro que deixou de
ir para C, I, X e M.
De novo: nada disso cria riqueza; nada disso pode
tirar uma economia da recessão.
Os mais insistentes poderão, ainda, perguntar:
c) Qual a consequência de os bancos direcionarem
mais dinheiro para o governo?
A resposta é direta, mas poucos fazem a conexão:
mais dinheiro sendo emprestado para o governo significa menos dinheiro sendo
emprestado para pessoas e empresas. Com menos dinheiro disponível para pessoas
e empresas — e sabendo que é mais arriscado emprestar para pessoas e empresas
do que para o governo –, os juros serão bem mais altos. (Veja mais detalhes aqui).
De novo, pela quarta vez: nada disso cria riqueza;
nada disso pode tirar uma economia da recessão.
O
grande truque
O núcleo da teoria econômica keynesiana é este:
atribuir uma produtividade econômica a uma agência que nada mais faz do que se
apossar do dinheiro alheio sem nada produzir.
De alguma forma, segundo a teoria keynesiana, o
governo pode elevar o gasto agregado da economia (1) sem estar produzindo nada
de novo e (2) sem que isso reduza os gastos em outros lugares da
economia. Keynes nunca explicou como isso seria possível. Nem seus
discípulos.
Ainda chegaremos ao dia em que economistas,
historiadores e investidores olharão para o passado e quedarão espantados com a
total incapacidade de três gerações (1950-20??) de economistas e investidores
de perceberem o óbvio.
O cético há de gritar: “Mas toda a economia keynesiana
não pode ser resumida apenas a isso”. Pode. Com efeito, toda a
economia keynesiana é apenas isso. E o cético retrucará: “Alguém
teria apontado isso ainda em 1936 se isso fosse tudo o que há nela.” Poucos, além de Mises e Hayek, fizeram isso. E esses poucos passaram a
ser ignorados após 1948, o ano em que Paul Samuelson publicou
seu livro-texto de economia.
Como assim? Por que toda essa platitude foi
aceita? Por causa daquilo que George Orwell observou em 1946, o mesmo ano
em que Keynes morreu. “Enxergar o que está na frente do nariz
exige um esforço constante“.
Keynes foi um mestre da prestidigitação verbal.
Ele soube como manter os olhos da platéia direcionados para qualquer outro
lugar do palco e não para o coelho dentro da cartola: o coelho da riqueza criada pelo gasto do governo. O governo não pode tirar nada de sua
cartola que não tenha antes colocado lá.
A estória de criação keynesiana de riqueza sempre
foi a estória do imperador nu. Quando toda uma civilização se mostra
alegremente enganada por esse tipo de conto, a verdade sempre encontra enorme resistência.
E quando você descobre um fato óbvio que não foi
percebido por toda uma cultura, você identificou o calcanhar de Aquiles daquela
cultura.
Mais uma vez: “De onde vem o dinheiro que o governo
utiliza para aumentar seus gastos?”
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Leia
também:
O tenebroso conto de fadas da Teoria Monetária Moderna
O multiplicador keynesiano: mágica ou estelionato
Ciclo nefasto: a economia cresce, o governo gasta, e os gastos do governo depredam a economia
Eis a lei econômica irrefutável que é o antídoto para as mais populares falácias econômicas
Peguem leve com o Keynes, o cara escreveu uma lorota qualquer para vender livros pra políticos, ficar famoso e fazer uma grana, muitos aqui fariam isso para sair da pindaíba.
Mas, parece que o nível de idiotice foi bastante elevado e compatível com o nível dos burocratas e aí… Podiam batizar com outro nome essa teoria patética e deixar o homem descansar em paz.
“Ninguém queria dar a perceber que não podia ver coisa
alguma, para não passar por tolo ou por incapaz. 0
caso é que nunca a roupa do Imperador alcançara
tanto sucesso.
– Mas eu acho que ele não veste roupa alguma! –
exclamou então um menino.
– Ouçam! Ouçam o que diz esta criança inocente! –
observou seu pai a quantos o rodeavam.
Imediatamente todo mundo se comunicou pelo ouvido
as palavras que o menino acabava de pronunciar.
– Não veste roupa alguma. Foi isso o que assegurou
este menino.
– 0 Imperador esta sem roupa! – começou a gritar o
povo.
0 Imperador fez um trejeito, pois sabia que aquelas
palavras eram a expressão da verdade, mas pensou:
– A procissão tem de continuar.
E assim, continuou mais impassível que nunca e os
camaristas continuaram segurando a sua cauda invisível”
(Trecho de “A nova roupa do imperador”, de onde surgiu a famosa expressão “o rei está nú”)
O maior gerador de “demanda agregada” é um espírito altamente empreendedor em um cenário desburocratizado.
#agorismo
Na verdade, não é que eles não sabem disso, eles sabem muito bem e aplicam de propósito para privilegiar os amigos do governo.
se me permitem bancar o advogado do diabo (do keynes), acho que uma das razoes de o governo usar dinheiro da populacao seria para direcionar gastos onde a produtividade da economia como um todo seria melhorada, ou seja, infra-estrutura, tecnologia, educacao etc. Isso seria melhor para todos do que investimentos ultra conservadores durante uma recessao, como compra de terras, guardar debaixo do colchao etc. Entao sera que o texto simplificou demais a logica de keynes?
Considerando apenas a existência deste cálculo, o mais correto não seria: Y= (C+I+X+M) – G, onde se Y>0 = obteve-se algum crescimento (apesar da existência do governo), Y<0, o governo ganhou e consequentemente a economia perdeu e se Y=0 empate técnico entre os que geram valor e os parasitas do estado? Já (X-M) na equação original é muito ridículo, pois posso muito bem importar para investir, dito isto, importar não é algo ruim, aliás, para que eu possa importar, é preciso antes que me sobre dinheiro.
“Gastos públicos são lucros privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e perdem os pequenos”
O governo diz que uma Copa do Mundo e Olimpíada gerará riqueza para o país. Aí o pequeno empresário dono do buteco vende mais durante 20 ou 40 dias. Depois disso volta tudo ao normal.
E a Odebretch ganha bilhões.
Quem ganhou? Quem perdeu?
Olá!
Muito bom o texto! Excelente ponto de vista!
Engraçado, pois quando você questiona Keynes pra um “Keynesiano”, você percebe que ele nem sabia que era Keynesiano, que não conhece nada de economia, mas fica repetindo tudo que a mídia esquerdista fala, como se fosse o entendedor de economia. E ainda tem que ficar ouvindo o cara falar que o Estado tem que ser o grande provedor de tudo, como se: a) O estado fosse realmente bom no que faz; b) O estado prestasse serviços de qualidade ímpar a todos, com o menor custo possível, sendo absolutamente incoerente a existência de um particular fazendo isso; c) O estado tivesse árvores de dinheiro.
Que choradeira….se vivemos num país e este passa por uma turbulência, o Estado intervém com o dinheiro de todos nós para o bem coletivo….todos governos do mundo fazem isso , Japão, EUA ( lembram da FORD e GM ?compra do Fedmac,bla bla bla), Europa nem se fala.
A pergunta não é saber de onde vem o dinheiro por que isso todos nós sabemos e sim se este dinheiro o Estado deve ou não usar para as crises cíclicas do capitalismo….mas aí é conceito. A maioria dos governos hoje usam práticas keynesianas.
Deve ser fácil e difícil ser um keynesiano.
Fácil porque é muito simples convencer a classe política e os intelectuais em implementar suas propostas.
Difícil porque continuamente precisam melhorar sua retórica para explicar porque suas políticas econômicas seguidas à risca nunca “funcionam” por mais de 15 anos.
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
————————————
“ Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. “O capitalismo tem o germe da própria destruição “, já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o “relaxamento quantitativo”, que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.
Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. ( http://www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )
Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion . ”
———————————————
A pergunta que o autor faz: de onde vem o dinheiro para gastos do governo? A mesma pode ser feita a qualquer item da equação, gerando, em última análise, a mesma perplexidade. Vamos fazer um exercício de imaginação. Em poucas palavras vou criar uma interpretação termodinâmica da economia. O mundo gira em torno da energia. É o sol que libera uma quantidade imensa de energia, que faz a roda da humanidade se mover. A energia do sol gerou e gera os hidrocarbonetos, a água da chuva que toca moinhos, as turbinas das hidrelétricas, irriga as lavouras e faz crescer as florestas, e a vegetação. A energia do sol produz os ventos que movem barcos e tambem as usinas eólicas. O trabalho humano e dos seres animados é possível pelo uso da energia dos alimentos, indiretamente sintetizados com a força transformadora da energia solar. Podemos entender que a maior parte da energia disponível provem do sol e é, em última análise, sua utilização eficiente que gera riqueza. Fontes não solares de energia também existem, a exemplo da energia nuclear, e também geram riqueza. Desse raciocínio podemos inferir que aqueles que utilizam a energia disponível e utilizável de modo mais eficiente serão os mais ricos. De fato, isso se chama produtividade. Como os meios para armazenar energia são rudimentares, mesmo com todo avanço técnico, padecemos tentando aumentar a produtividade, pois a maior parte da energia disponível é desperdiçada. Von Mises entendeu que a melhor maneira de aumentar a produtividade é através do arranjo social da divisão do trabalho, que só é eficiente nos livres mercados. Quando as técnicas de armazenamento de energia avançarem e forem facilmente atingíveis, a baixo custo, ou quando se conseguir utilizar uma maior parte da energia dispendida pelo sol para gerar trabalho, provavelmente realizado por máquinas inteligentes, ou mesmo a utilização de modo controlado da fusão nuclear, a produtividade sera elevada e a riqueza estará disponível para todos. As ideias de Von Mises deixarão de ser relevantes, assim como raciocínio tosco do autor do artigo. Nesse glorioso dia o comunismo vai finalmente florescer.
Nossa! Como esse texto veio à calhar hoje.
Tenho prova de macroeconomia hoje à noite e, infelizmente, o que ainda se dá de conteúdo em macroeconomia é a teoria keynesiana.
Sempre achei que aquilo era falácia, que o tal efeito multiplicador nada mais era que uma forma de embaralhar os leigos com números e ludibriar sua percepção, a fim de parecer que o governo realmente produz algo, mas não sabia ainda a melhor forma de refutar o professor.
Agora já tenho como argumentar hahaha.
Ótimo texto!
De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?
Do povo. O que Keynes acredita é que o governo pode direcionar alguns gastos e melhorar a economia.
Mas então governo (burocratas) entende mais de economia do que o mercado (milhões de indivíduos)?
Não, não entende. Provavelmente um país que tivesse só infraestrutura privada seria MUITO mais eficiente financeiramente. Mas a realidade (em todos os países do mundo) já foi “corrompida” por infraestrutura estatal, que sem investimentos do governo degradam e atrasam a economia. Exemplo: se o governo não melhora a estrada, ela se deteriora e a população não vai investir dinheiro pra melhorá-la, pois acredita que isso é responsabilidade pública.
Hayek pode estar mais certo que Keynes sim, mas Keynes não criou uma teoria que pode ser refutada só com uma pergunta. Audácia, hein!
Artigo sucinto e muito bom. A ideia central é clara e lógica, assim como outros artigos sobre esse assunto no site. Só sinto falta de um destaque quando o assunto são os gastos do governo. Muita gente boa ainda questiona se é bom ou não ou governo gastar no lugar da iniciativa privada. Acho que não custa nada enfatizar que além de ser um dinheiro retirado da sociedade, os gastos do governos são ineficientes por natureza porque não estão sujeitos aos mecanismos de lucro/prejuízo. Por mais barbeiragem e corrupção que haja nenhum governo “quebra”. Pelo menos não sem antes quebrar toda sociedade como na Venezuela.
Caríssimos colegas liberais,
Gosto, realmente, da metade educada de vcs e tenho pena da miséria intelectual da outra metade. São incapazes intelectuais para a discussão sadia!
Sou keynesiano, coletivista e bakuninista e tenho algo muito importante a dizer e que vcs não perceberam: vcs estão interpretando errado a questão dos gastos públicos de Keynes!
Os gastos públicos não vêm de impostos a serem arrecadados, mas de impostos arrecadados no passado! Thomas Piketty diz que a riqueza pública hoje em dia, gira por volta a dois anos de renda nacional. Ou seja, quando começa uma crise, o governo tem dois anos de reserva de riqueza para gastar como quiser. E os gastos públicos podem ser feitos de forma a reaquecer a economia. O governo pode contratar gente para cavar buracos de dia e outro grupo de trabalhadores para fechá-los à noite! Com isso, os trabalhadores terão dinheiro para consumir, e o consumo incentiva a produção, e a produção à um reequilíbrio da economia. Logo, o Estado é um grande reservatório de riqueza do país e ser usado nos momentos críticos!
No mais, é isso aí. Já li a Ação Humana de Ludwig von Mises e vários artigos de vcs. Confesso que aprendi muito, mas vcs precisam parar de fazer “espantalhos” dos seus adversários com o objetivo de refutá-Los facilmente. Não é assim que o conhecimento progride!
Um abraço fraterno!
Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade
Quanto mais o "estado empreendedor" fracassa, mais adeptos ele ganha
Basta lembrar do que Roosevelt fez no New Deal: gastou as riquezas do Estado em empregos públicos já que não haviam empregos privados (25% de desemprego), com isso fez com que o povo americano voltasse a ter uma renda, o que fez retornar o consumo, que fez retornar a produção, que fez voltar os empregos privados, acabando com a necessidade da gastança do Estado! Todo governo, antes da crise, tem uma reserva de dois anos de capital financeiro público para gastar como quiser!
Não sei pq citar a Dilma! Ela não faz nada parecido com o New Deal! Ela aumentou as vagas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal? NÃO. Ela aumentou as vagas na SLU ? NÃO. Então não venham comparar! Dilma não criou empregos públicos para cobrir a falta dos empregos privados!
“De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?”
Antes de responder, devo parabenizar o site, realmente vocês estão atingido os objetivos que é claramente enganar leigos ou pessoas com pouquíssimo entendimento em economia. Talvez vocês saibam e estão apenas sendo desonestos mas pelo histórico acredito que sejam bem desqualificados, na verdade.
Se algo é simples, rápido e fácil em economia, tenha certeza que não funciona. Refutar (nunca vi um tara tão grande por uma palavra) o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos não é impossível, visto que a economia e o capitalismo são mutáveis com o passar do tempo, e se existe algum tipo de manual este com certeza é a teoria geral.
Respondendo a pergunta para os leigos do site e para os desonestos ou também leigos que escrevem posts tão rasos como esse:
-Podem vir de emissão de títulos públicos.
-Impostos pagos anteriormente que geraram caixa.
-Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão.
-Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra.
Esse aumento de divida na teoria pode ser facilmente contornado caso a arrecadação suba em uma proporção maior do que o aumento do déficit.
O Déficit faz parte da contabilidade pública, o próprio Marcos Lisboa que esse sim, é um puta liberal inteligente e bem informado que tem o respeito de todos que admiram e estudam economia. O Problema é a inadimplência.
Os países mais ricos do mundo possuem um déficit enorme. Veja Japão (+ de 200% e Eua + 100%), por exemplo. Aqui entra outra variável importante que é o juros da dívida, digressão que não vale a pena entrar agora, mas fico a disposição em caso de uma conversa séria e honesta, que não é o que acontece nesse artigo.
Espero que publiquem esse comentário, vocês possuem uma péssima mania de censurar quando são confrontados.
Abraço.
Qual livro usar na faculdade para estudar macroeconomia?
O Brasil precisa de um excesso de Democracia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica nesta sexta-feira ao considerar uma ‘opção militar’ contra a Venezuela. Segundo ele, seria necessário restabelecer a democracia, mesmo que o povo peça abertamente pelo Socialismo. Neste artigo iremos tratar sobre a imposição da democracia no mundo e as vantagens do excesso de democracia.
Sim! O bufão que representa o capitalismo de livre mercado, quer trazer terror novamente ao mundo moderno. Não existe somente uma possível guerra nuclear contra o socialismo e liberdade da Coreia do Norte ao qual o povo daquele país, simplesmente ama seu líder, Kim Jong-un; mas também uma guerra contra todos que querem Socialismo e não Democracia pura. Novamente estamos vendo o povo guerreiro pedir abertamente pelo socialismo, isso já acontece na Coreia do Norte e está acontecendo na Venezuela e Brasil(1).
Veja o exemplo da própria oposição Venezuelana. Você pensa que a oposição ao governo de Maduro é de Direita? È melhor você rever seus conceitos. O principal partido de oposição a Nicolás Maduro, chama-se Movimento de unidade Democrática, e se diz abertamente contra as privatizações de estatais e já deixou diversas citações contra o capitalismo. Vamos supor que Nicolás Maduro seja de fato um ditador. Qual o problema se a maioria do país está pedindo por um ditador Socialista? Se for trocar socialismo por socialismo então não há nenhum problema. Em uma versículo do Antigo Testamento; Deus alerta aos homens sobre os perigos de haver um rei que os represente e mesmo assim os homens afirmam: "Não importa. Queremos um Rei!". Está mesma situação está se repetindo sob nuances sociais e por haver, agora sim, socialismo político, não há nenhum problema. È o que eu chamo de excesso de democracia.
A Democracia não é mais aceitável, queremos excesso de Democracia.
A maior prova que a Democracia falhou, esteve estampada em todos jornais quando Donald Trump foi eleito. Naquele mesmo dia eu soube: "A democracia pura não funciona mais! é necessário que haja um sistema de governo conhecido como Excesso de Democracia; como acontece na Coreia do norte". Para que o excesso de democracia ocorra em um país, é necessário que um líder possa nascer diretamente do seio do povo, é necessário que ele lute contra o grande capital e o individualismo e que todos funcionários públicos concordem com o lider. Dentro deste fatores, agora sim, podemos determinar que o nosso líder tem poder de imposição sobre outros indivíduos, pois foi o povo que assim pediu. È interessante porque no Brasil já temos este líder e ele se chama Luiz Inácio lula da Silva, para os amigos, conhecido como paizão.
{1} Em um vídeo do Canal Mamãe Falei, podemos ver claramente um jovem Brasileiro Gritando: "Viva Maduro". Isso sem contar as diversas manifestações pelo Brasil a favor do Governo de Maduro e Lula. https://www.youtube.com/watch?v=mA5jwRaxLQw&t=0s
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
A imensa maioria do povo brasileiro adora um Estado-Babá (nas palavras de Tocqueville).
O Brasil é uma Nação de cultura marxista-socialista com políticos-parasitas populistas e um governo agigantado com raízes fincadas no modelo fascista.
Todo esse caldo é um prato cheio para o modelo econômico keynesiano, uma receita que nem mesmo a turma anti-civilização da Escola de Frankfurt teria conseguido imaginar.
Outra coisa que não entendo nessa fórmula do PIB: O termo (X-M) representa o saldo da balança comercial, correto? E o PIB é proporcional à este termo.
Quer dizer que, pela equação do PIB, um país que mais importa do que exporta está necessariamente empobrecendo?
(Sei que essa equação é bobagem mas estou tentando entender como funciona esse raciocínio aí)
Tá certo isso? Não seria o contrário? javascript:__doPostBack(‘ctl00$ContentPlaceHolder1$cmdAddComment’,”)Um país que mais importa que exporta não está, por definição, trazendo riquezas para dentro de seu território?
OFF Topic.
Estou precisando de um livro que faça uma analise econômica de períodos da história brasileira, em especial, do período desenvolvimentista de JK “50 anos em 5” até o governo Sarney.
alguma recomendação de livro?
Pessoal, preciso que vocês tirem algumas dúvidas minhas…
Comecei a FATEC Mococa (Gestão Empresarial) no começo desse mês e, como de praxe, um professor comunista me aparece (era para ser aula de administração mas mais parece uma mistureba de sociologia e história)…
Ele perguntou à sala o motivo das sociedades tribais não terem administração, eu fui o único a levantar e respondi que é porque o nível de organização deles ainda não chegou à tal ponto. E pronto, dei a carniça para ele comer. Ele já veio com um tom arrogante e com um espantalho de “Uma sociedade é mais avançada onde uma pessoa manda em você?” e afins… os alunos que olharam olharam para mim como se fosse um gado olhando para um boi fugindo pela cerca. Explicitamente defendendo uma sociedade sem classes e que os índios são avançados e afins. Como eu poderia refutar? Não refutá-lo na sala pois professor já tem seus artifícios para com alunos dissidentes, mas sim refutar esse argumento.
Ainda falou que celular aliena as pessoas… Falou também que há uma crença de que a tecnologia resolverá tudo… dando ênfase ao que ele defende de “consumo consciente” e afins, sempre defendendo a agenda ambientalista…
Mas, só para tentar ser justo, eu pelo menos concordei em algumas coisas com ele, como na questão de escolas não incentivarem a criatividade e de vestibulares não servirem de parâmetro para inteligência e, curiosamente, ele criticou as cotas e disse que todos possuem a mesma capacidade intelectual.
E o pior de tudo é que esses keynesianos provocam crises econômicas com suas medidas erradas e a culpa sempre sobra para o capitalismo.Dói nos nervos sempre que algum socialista culpa o setor privado pela crise de 2008-2009.Na realidade os empreendedores foram grandes vítimas e perderam muito dinheiro com aquela crise causada por socialistas Keynesianos.Depois de Marx,Keynes foi o maior FDP que já apareceu na face da terra!
Resumindo, como todo governo de esquerda faz, isso é o “governo baseado em índices”.
Se os índices parecerem bons, pouco importa a realidade, já que o que sai nos jornais e TVs são os índices.
– IPCA subiu muito: Troque o ítem da cesta que o fez subir. Pronto, resolvido
– PIB não vai subir o suficiente: Aumenta os gastos do governo que o índice sobe. Pronto, resolvido
– Poucos brasileiros tem curso superior: Vai, sai criando universidades em tudo que é canto, mesmo se não tiver dinheiro suficiente. Pronto, resolvido.
E seeeeeegue o jogo do populismo
Qual a diferença de Keynes e Marx?
Alguém lembra quando políticos europeus colocaram prostituição no PIB ?
Os caras querem colocar até produção de maconha no PIB.
Os políticos acham que o mundo é um laboratório cheio de cobaias.
Até os ratos de laboratório podem ter um tratamento melhor do que as pessoas.
Se você levar o seu cachorro em um consultório veterinário privado, provavelmente seu cachorro será mais bem atendido do que uma pessoa num consultório médico do governo.
Infelizmente, teremos que esperar o país virar um Hell de Janeiro, para o estado perceber o mal que está fazendo.
Os políticos estão dando “facadas nas costas” do povo.
Vi um economista dizer que, no passado países que hoje são desenvolvidos adotavam práticas intervencionistas e protecionistas, e que hoje esses países passaram a adotar políticas mais liberais, ao mesmo tempo em que propagam o discurso liberaral para outras nações.
Na minha opinião, ficou subentendido que práticas intervencionistas e protecionistas geram crescimento econômico, e que paises em desenvolvimento que “caem no conto liberal” se tornam meros coadjuvantes.
Gostaria de uma opinião sobre o que esse economista disse.
A fala em questão começa aos 7:39s :
“De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?”
O pessoal da esquerda&CIA não liga para as leis da economia, matemática, biologia, física, química, etc. Para eles, tudo pode ser determinado por decreto, tudo é mera questão de “vontade política”, tudo é “construção social”, etc.
Claro que apenas os soldados rasos realmente acreditam nisso: quanto mais alto nas hierarquias esquerdistas, mais cônscios eles são de que é tudo mentira e jogo de poder.
* * *
Primeiramente parabéns pelo texto, achei muito bom! Mas uma dúvida surgiu ao conversar com um amigo economista, qual seja: dado que a economia é cíclica, com momentos de expansão e retração, muito devido as espectativas e confiança dos agentes econômicos, não seria razoável o governo nos momentos de expansão fazer uma reserva para utilizar nos momentos de retração para estimular a economia?
Keynesianismo, social-democracia e desenvolvimentismo só possuem alguma chance de dar certo se a economia do país for livre e se forem interrompidos no momento certo.
Sabe qual o diferencial do keynesianismo? O empirismo. A começar pelo new deal implantado pelo presidente Roosevelt. Achei muito fraca essa argumentação, principalmente se já há experiências que comprovam que suas ideias funcionam.
Uma dúvida, quando os gastos do governos tem como principal fonte de recurso o endividamento externo, isso ameniza ou piora os efeitos da teoria keynesiana sobre a economia de uma nação.
Um argumento que costumo ouvir nesse contexto eh: por isso que o governo precisa ter empresas como Petrobras, Eletrobras, Correios, fabria de camisinhas, etc.
Ignorando o fato importantissimo que muitas dao prejuizo, o argumento de empresa estatal eh sustentavel?
Digamos que nao houvesse corrupcao na Petrobras e ela desse muito lucro. Isso nao seria um suporte parcial do keynisianismo?
De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos? "Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro".
Acredito que a resposta é a 2ª opção, e deve ser por isso que a dívida pública dos EUA está em 21 trilhões. Esse sistema vive de fantasia (dinheiro fantasma).
Se o mercado regulasse absolutamente tudo (regras, juros, serviços, etc) voltaríamos à época da revolução industrial quando o salário era baixíssimo e a jornada de trabalho era de 16 horas por dia, não havia nenhum direito social, e quando houver superprodução então há depressão econômica e desemprego em massa. Qualquer livre mercado traz as chamadas "falhas de mercado" como crise e oligopólios. Empresas são boas mas quando não tem limitesde crescimento e monopolizam o mercado então há grandes disparidades socioeconômica. O Estado de Bem Estar Social aplicado na Europa comprova que é o melhor sistema, justamente pois há um equilíbrio entre Estado e mercado ("Para o governo, o mais importante não é pegar nas coisas que os particulares já estão fazendo, e fazê-las um pouco melhor ou pior, mas pegar naquelas coisas que realmente deixam de ser feitas"). A Noruega por exemplo compartilha os ganhos sociais em setores chaves da economia, o que faz com que se tenha o maior IDH do mundo e ainda assim se permita a livre iniciativa.
“De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?”
Resposta: Vem dos bancos…eles apertam um botão e (bum) criam moeda do nada.
Aí o Keynesiano pode dizer que o Estado não se financia com os impostos.
Os impostos serviriam para obrigar as pessoas a USAR o dinheiro que o Estado criou.
Mas eu fiquei em dúvida no seguinte: Se o imposto não financia o Governo e serve para obrigar as pessoas a usarem o dinheiro , quando um governo aumenta/reduz a alíquota de imposto isso significa o quê ??
Acredito que a resposta é a 2ª opção, e deve ser por isso que a dívida pública dos EUA está em 21 trilhões. Esse sistema vive de fantasia (dinheiro fantasma).
Se o mercado regulasse absolutamente tudo (regras, juros, serviços, etc) voltaríamos à época da revolução industrial quando o salário era baixíssimo e a jornada de trabalho era de 16 horas por dia, não havia nenhum direito social
Realmente, caso o governo dos EUA não se endividasse em 21 trilhões, os donos desse dinheiro simplesmente colocariam fogo nele. Obviamente que tal riqueza nunca entraria na sociedade.
A resposta é:
O dinheiro vem dos impostos pagos pela sociedade retroalimentada pelos investimentos estatais de base e os investimentos privados.
🙂
Manda outra, vai…
Só que alguns keynesianos falam em ”capacidade produtiva ociosa”, isso é, o pib potencial está abaixo do que deveria, então, ao estimular gastos e consumo, essas industrias voltariam a ativar sua capacidade de produção.
Por exemplo.
horadopovo.org.br/industria-de-transformacao-utiliza-apenas-75-de-sua-capacidade-instalada/
Pessoal, por que o dólar disparou e agora já está em R$4,10?
Pessoal, alguém sabe como funciona a previdência nos EUA? Quais as diferenças com relação ao Brasil? Acho que é um bom tema para eu colocar em meu blog também.
Keynes é como Chaves comprando churros de si mesmo. E achando que está lucrando, mas na verdade perde todos os seus churros e continua com a mesma e única moeda no caixa.
Pessoal, o que vocês acham desse texto, onde é dito que o governo não gasta tanto assim com alunos.
Eu penso o seguinte: o valor do gasto em percentual do PIB é totalmente arbitrário. Por que não gastar 10% do PIB? Ou melhor, por que não gastar 90% do PIB? Certamente teremos os melhores alunos do mundo, não é mesmo?
De onde vem o dinheiro para o pagamento de impostos? Dos gastos do Estado, é assim que sempre foi criado o dinheiro.
Mises Brasil não vai defender a Huawei?
O IMB apoiará as manifestações pró governo liberal do presidente Jair Bolsonaro no dia 26/05/2019? Lembrando ser este o sustentáculo que nos separa hoje de tornarmos uma Venezuela.
Pessoal, sei que meu comentário não tem a ver com a matéria, mas a seção de comentários aqui do Mises é disparada a melhor seção de comentários da internet brasileira.
Gostaria de saber se o site tem algum artigo que fale sobre “monopólio natural”, que dizem ser o caso do saneamento básico. “Não se pode colocar várias tubulações e várias torneiras para competir pelo cliente.” Gostaria de ver uma explicação sobre isso, se procede ou não, etc.
Seção de humor. Argentina e sues políticos…
Este político nos deleita com este “inteligente comentário”:
Los conocimientos teóricos son muy lindos pero en nuestro país funciona la teoria keynesiana.
twitter.com/GiacoDiego/status/1132031006263922690
econojournal.com.ar/2019/05/los-conocimientos-teoricos-son-muy-lindos-pero-en-nuestro-pais-funciona-la-teoria-keynesiana/
As vezes lendo os artigos aqui até parece que o ser humano é uma coisa uniforme e determinística que vai se comportar sempre da mesma forma.
Não é só o governo que destrói riqueza, o setor privado também o faz, basta errar a mão, quantas e quantas empresas privadas não fecham, levando consigo o capital empregado, deixando dívidas sem pagamento e sem retorno para a sociedade… Não pintem o setor privado dessa forma, tao heróica e irreal, pois não é verdade, o setor privado tem inclusive suas próprias fraudes. De certo que o empreendedorismo é o motor do crescimento mas nada é assim tao preto no branco.
Um outro ponto curioso, e que gera distorções absolutamente irreais, é considerar que Valor para a sociedade é algo uniforme a ponto de poder ser convertido em termos monetários e portanto analisado sob a ótica de lucro prejuízo… E portanto isso permite um salto lógico imenso, Eficiência = Lucro. E portanto o governo nunca é eficiente pois nunca visa lucro.
Mas o ser humano é muito peculiar e raramente o mais eficiente para a sociedade é ao mesmo tempo o que a sociedade mais valoriza.
Sem essa devida correção, chegaríamos na seguinte situação: uma bolsa de luxo agrega mais valor a sociedade do que a coleta de lixo, pois a margem da bolsa de luxo é infinitamente maior do que a da coleta de lixo… E isso seria uma verdade absoluta para toda a sociedade.
E não faria diferença dizer que o país é eficiente porque gera X de lucro através de sua indústria de bolsas de luxo, mesmo que a maioria viva na merda, ou dizer que o país é eficiente porque gera os mesmos X de lucro através de um conjunto de bens e serviços essenciais que atendem toda a sociedade.
Da mesma forma, porém com um discurso de direita, se cria essa ilusão que um colega aí em cima disse sobre o governo que governa por indicadores, quando cita a Itália que enfiou a produção de maconha no PIB pra fazer ele subir. Em que o lucro da maconha, criticado em um dos comentários, se diferencia do lucro de uma bolsa de luxo que já faz parte do PIB no que tange a eficiência de uma economia?
Indo além, como fica a representação de valor para a sociedade no PIB quando eu faço escambo de um produto de segunda mão para alguém que iria comprar um novo? Veja eu gerei valor para a sociedade (pois ele precisava do meu produto e eu do dele), retirei valor do PIB (pois nenhum de nós comprou algo novo) e impedi um prejuízo ambiental (pois os produtos não foram para o lixo, e também não foi necessário produzir novos).
Por fim, por mais que a valorização da liberdade individual seja um pilar da cultura contemporânea, não tem como sustentar que ela é sempre mais eficiente que decisões coletivas, muitas vezes tomadas por um colegiado de especialistas. Fosse isso verdade, a terra seria plana, as vacinas causariam autismo, a TelexFree o melhor investimento possível até hoje, e as bolsas de luxo o item que mais contribui com a eficiência econômica no mundo…
O capitalismo é maravilhoso, pois é um sistema que permite que o indivíduo ascenda pelo esforço e pela sua contribuição para sociedade, através do valor que gera para a mesma. Porem, o que é valor para a sociedade? É imutável? Não, e o que a sociedade considera valor está mudando muito, de forma que algumas coisas estão ficando defasadas, como a fórmula do PIB que não capta todo o valor gerado pelo escambo, pelo trabalho social voluntário, pelo trabalho de mães que param de trabalhar para investir na educação e futuro de seus filhos, e em uma série de outras atividades de alto valor mas sem preço.
A ciência econômica, sendo a ciência que estuda a produção de riqueza pela sociedade, vai precisar se adaptar com o tempo para capturar as mudanças no que a sociedade considera valor e riqueza, e essa discussão de direita e esquerda, capitalismo ou socialismo, keynesianismo ou liberalismo estão mais que ultrapassadas.
Aqui está o erro do artigo: durante o governo LULA o Estado efetivamente implantou o PAC e outros programas de estímulo que aumentaram o GASTO e isso EFETIVAMENTE GEROU CRESCIMENTO ECONÔMICO, basta olhar o crescimento do PIB após esses programas !
Haja falácias !
O núcleo da teoria econômica keynesiana é este: atribuir uma produtividade econômica a uma agência que nada mais faz do que se apossar do dinheiro alheio sem nada produzir.
Este dinheiro voltara à sociedade em forma de benefícios e claro gerará riquezas. Por exemplo, O Minha Casa Minha Vida. O dinheiro vem dos impostos, mas gera empregos, aumenta a demanda por materiais de construção, movimenta o setor da construção civil.
Nem preciso falar muito…
Homer Simpson certa vez descobriu que dava pra vender gordura velha e meteu na caçarola U$28 de bacon pra recolher o óleo da fritura. Pra não desperdiçar o bacon frito, deu tudo pro cachorro. Acabou enchendo uma latinha que lhe rendeu U$0,80 na fábrica de reciclagem e ainda teve de gastar U$300 no veterinário pra salvar o fígado do coitado do animal. Essa é a melhor ilustração de keyneisanismo que eu já vi.
A resposta do texto é só uma. E se chama multiplicador keynesiano. O rapaz, que nem economista é, escreve o texto para refutar da onde viria a riqueza da teoria keynesiana e nem menciona a explicação que keynes deu para a produção de riqueza. Ai fica difícil de levar um texto assim a sério.
”De alguma forma, segundo a teoria keynesiana, o governo pode elevar o gasto agregado da economia (1) sem estar produzindo nada de novo e (2) sem que isso reduza os gastos em outros lugares da economia. Keynes nunca explicou como isso seria possível. Nem seus discípulos.”
Se os fatores de produção estão ociosos, não seria possível esperar que um aumento de gastos do governo não necessariamente retiraria recursos de outras áreas ?
Acrescentando a pergunta:
“Com pandemia, indústria brasileira opera com ociosidade recorde”
http://www.cnnbrasil.com.br/business/com-pandemia-industria-opera-com-ociosidade-recorde/
Se existe tantacapacidade ociosa, porque estaria havendo inflação? Haveria outras causas?
“Se um aumento de G advém da simples criação de dinheiro pelo próprio governo, os preços dos bens e serviços subirão. Se os salários não forem reajustados, todos ficarão mais pobres. Se forem reajustados, todos ficarão na mesma situação de antes.”
Sendo esta exatamente a situação atual (não só no Brasil, mas também no mundo), é de se imaginar se tal teoria (impressão de moeda para aditivar a economia) ainda irá ter algum seguidor daqui pra frente. Mas não se deve, jamais, duvidar da estupidez humana.
e o doolynnho não cede
[]www.google.com.br/amp/s/www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-opera-entre-perdas-e-ganhos-com-noticiario-chines-seguindo-no-radar-dolar-vira-para-alta/amp/?espv=1[/link]
Pra mim, as causas da inflação atual eram: choque de oferta (interrupção das cadeias produtivas)+ expansão monetária
Mas vejam a argumentação de um keynesiano:
“Choque de oferta e expansão monetária não são as unicas causas da inflação. Com capacidade ociosa, expansão da base monetária não causa inflação. Ainda estamos com ociosidade na indústria e alto desemprego, fatores que não fariam gerar inflação, mesmo com expansão monetária. A realidade é que estamos em um cenário de estagflação, com uma inflação de custos ”
Leandro, poderia fazer a gentileza de comentar como você avalia essa afirmação dele?
programa Joe biden ameaçado.
http://www.istoedinheiro.com.br/projetos-sociais-e-de-infraestrutura-de-biden-enfrentam-semana-chave-no-congresso/
Já ouviram falar de “preferência pela liquidez” e de “propensão marginal a consumir”?
Entendam o que são para entenderem que vcs não refutaram Keynes e que vcs não conheciam completamente a teoria dele até agora.
Preferência pela liquidez: em tempos de recessão há muita incerteza sobre o futuro, de modo que os agentes econômicos têm medo de gastar e preferem esperar até que o futuro seja menos incerto. Por exemplo, empregados consomem menos por causa do futuro de seus empregos estar muito incerto, havendo uma probabilidade significativa de serem demitidos. Empreendedores investem menos pois está tudo muito incerto e, portanto, arriscado.
Este é o motivo de Keynes defender que, nestes momentos, o governo se endivide. Pois, se ninguém gastar, a recessão virará uma depressão. E títulos públicos são tão líquidos e seguros quanto papel-moeda. Basta oferecer a taxa de juros que gere uma relação risco/retorno melhor do que a dos títulos públicos de outros países.
A ideia de Keynes é de, nestes momentos, aumentar o investimento público (e não os gastos públicos em geral) e, quando a economia voltar a crescer, parar de investir para que, junto com a volta da arrecadação ao nível normal, o governo pague a dívida. E é aí que entra a propensão marginal a consumir, pois esta medida só fará a economia voltar a crescer, se a propensão marginal a consumir for alta o suficiente para que os investimentos públicos gerem um efeito multiplicador grande o suficiente para fazer a economia voltar a crescer.
Então não funciona em todos os países e Keynes diz isso.
E, por fim, como deve ter ficado claro, o endividamento do governo, nestes casos de incerteza e preferência pela liquidez, não vai causar uma redução de C e I, pois será um dinheiro que não seria gasto por causa da grande incerteza sobre o futuro. Portanto, vcs erraram por não conhecerem completamente o que foram “refutar”.
crise energética na china . confere a explicação?
blocktrends.com.br/explicando-a-crise-energetica-da-china-em-seis-passos/amp/?fbclid=IwAR1gtp9z3cXWSWD6clFnYRObtHF4WnSNEOl9qyv5QALiHU3RPJnaP8fWAYo
Se uma hipotética obra feita com o endividamento do governo tiver retorno financeiro depois de pronta porque supre uma demanda real que ainda não tinha um oferta por causa de um barreira de entrada muita grande, a medida Keynesiana ainda seria um problema?
Quero dizer, o problema dessa medida não seria só nos casos onde o investimento (em serviços ou produtos) não existem uma demanda real e dai sim, após o efeito multiplicador na cadeia de eventos, estoura uma bolha?
Não é assim que acontece com um empreendedor qualquer? se a ideia é boa e tem retorno financeiro a divida é paga e ainda tem lucro com a demanda, e só quando a ideia é ruim que a divida não é paga deixando o empreendedor pior do que antes de investir?