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A fórmula para um mundo mais rico? Liberdade, justiça e virtudes burguesas

O mundo é rico e irá se tornar ainda mais rico.  Pare de se preocupar.

Nem todos já estão ricos, é claro.  Aproximadamente um bilhão de pessoas no
planeta ainda sobrevive com a equivalente a US$ 3 por dia ou menos.  No entanto, no ano de 1800, praticamente
todas as pessoas sobreviviam com US$ 3 ao dia (em valores de hoje).

O Grande Enriquecimento começou na Holanda do século
XVII.  No século XVIII, o fenômeno já
havia se espalhado para Inglaterra, Escócia e as colônias americanas.  Hoje, ele é praticamente universal.

Economistas e historiadores concordam quanto à sua espantosa
e surpreendente magnitude: em 2010, a renda média diária de uma grande
variedade de países, incluindo Japão, EUA, Botsuana e Brasil, havia crescido de
1.000 a 3.000% em relação aos níveis de 1800. 
As pessoas deixaram de viver em tendas e cabanas de lama e foram morar
em casas de dois andares e apartamentos em condomínios.  Saíram de uma realidade marcada por doenças
causadas por água suja e infectada e alcançaram uma expectativa de vida de 80
anos.  Saíram da ignorância plena para a
alfabetização e o conhecimento.

Ainda há quem diga que os ricos se tornaram mais
ricos e os pobres, mais pobres.  Nada
mais errado.  A se julgar pelo padrão de
conforto básico trazido por itens essenciais, as pessoas mais pobres do planeta
foram as que mais ganharam.  Em locais
como Irlanda, Cingapura, Finlândia e Itália, mesmo as pessoas que são
relativamente pobres têm acesso a alimentação adequada, educação, alojamento e
cuidados médicos.  Seus ancestrais não tinham nada disso.  Nem mesmo remotamente.

Desigualdade de riqueza financeira é algo que varia intensamente
ao longo do tempo; no entanto, no longo prazo, esta se reduziu.  A desigualdade financeira era maior em 1800 e
em 1900 do que é hoje, como
até mesmo o economista francês Thomas Piketty reconheceu
.  E quando se toma como base o conforto trazido
pelo consumo de itens básicos — que é o padrão mais importante de mensuração
–, a desigualdade dentro de um país, e também entre países, caiu quase que continuamente.

[N. do E.: a este respeito, vale repetir um trecho deste artigo:

Diferenças na propriedade de ativos não significam
uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse
fetiche.  Por exemplo, a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes
maior do que a minha.  Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais
calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu?  Será que
as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas?  Será
que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus?  Será que ele
pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais
seguro?  Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu? 

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo
que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de
vida muito melhor que a dos reis de antigamente.  Hoje vivemos em
condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.]

Em todo caso, o problema sempre foi a pobreza, e não
a desigualdade em si.  O problema não é
quantos iates possui a herdeira da L’Oreal Liliane Bettencourt, mas sim se a
francesa média possui o suficiente para se alimentar.  À época em que se passa a história de “Les
Misérables”, ela não tinha.  Nos últimos
40 anos, estima o Banco Mundial, a proporção da população mundial vivendo com
apavorantes US$ 1 ou US$ 2 por dia caiu 50%. 

Paul Collier, economista da Universidade de Oxford,
nos exorta a ajudar aquele “1 bilhão de pessoas mais pobres do mundo” entre as
mais de 7 bilhões de pessoas que habitam a terra.  Claro, esse é nosso dever moral.  Mas ele também observa que, 50 anos atrás, de
cinco bilhões de pessoas, quatro bilhões (80%) viviam em condições
miseráveis.  Em 1800, eram 95% de um bilhão.

Podemos melhorar as condições da classe operária.  Aumentar a produtividade — o que permite
aumentos salariais — por meio de engenhos possibilitados pela criatividade
humana é o que sempre funcionou.  Em
contraste, tomar dos ricos para dar aos pobres é um truque que fornece alívio
apenas momentâneo.  Por definição, a
expropriação é sempre um truque efêmero, sem qualquer efeito benéfico de longo
prazo.  Já o enriquecimento trazido por aprimoramentos
testados e aprovados pelo mercado é algo perene e que pode se perpetuar por séculos.  Mais ainda: é o que trará ainda mais conforto
em termos de acesso a itens básicos e essenciais a praticamente qualquer pessoa
do planeta. 

As
causas deste Grande Enriquecimento

Mas o que então gerou este grande enriquecimento
iniciado ainda na Holanda do século XVII?

Em termos simplificados, houve uma mudança radical
na mentalidade das pessoas.  Houve uma
mudança na atitude das pessoas em relação ao empreendedorismo, ao sucesso
empresarial e à riqueza em geral

Antes de os holandeses, por volta de 1600, ou de os
ingleses, por volta de 1700, mudarem o seu modo de pensar, havia honra em
apenas duas opções: ser soldado ou ser sacerdote.  A honra estava apenas em estar ou no castelo
ou na igreja.  As pessoas que meramente
compravam e revendiam coisas para sobreviver, ou mesmo as que inovavam, eram
desprezadas e escarnecidas como trapaceiras pecaminosas.

Um carcereiro, no ano de 1200, rejeitou apelos de
misericórdia de um homem rico: “Ora, Mestre
Arnaud Teisseire, o senhor chafurdava na opulência! Como poderia não ser um pecador?”

E então algo mudou. 
Primeiro na Holanda, quando a população se revoltou contra o controle
espanhol do país.  Depois na Inglaterra,
com sua revolução, a qual é considerada a primeira revolução burguesa da
história.  As revoluções e reformas da
Europa, de 1517 a 1789, deram voz a pessoas comuns fora das hierarquias de
bispos e aristocratas.  As pessoas
passaram a admirar empreendedores como Benjamin Franklin,
Andrew Carnegie e, atualmente, Bill Gates. A classe média, a burguesia, passou
a ser vista como boa e ganhou a autorização para enriquecer.

De certa forma, as pessoas assinaram o ‘Tratado da
Burguesia’, o qual se tornou uma característica dos lugares que hoje são ricos,
como a Inglaterra, a Suécia ou Hong Kong: “Deixe-me inovar e ganhar dinheiro no curto prazo como resultado dessa
inovação, e eu o tornarei rico no longo prazo”.

E foi isso que aconteceu.  Começou no século XVIII com o pára-raios de
Franklin e a máquina a vapor de James Watt.  Isso foi expandido, nos anos
1820 (século XIX), para uma nova invenção: as ferrovias com locomotivas a
vapor.  E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas
em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam.  Depois surgiram as
ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew
Carnegie.  Ambos eram
escoceses que viviam nos EUA. 

Tudo se intensificaria ainda mais no restante do
século XIX e aceleraria fortemente no início do século XX.  Consequentemente, o Ocidente, que durante
séculos havia ficado atrás da China e da civilização islâmica, se tornou
incrivelmente inovador.  As pessoas
simplesmente passaram a ver com bons olhos a economia de mercado e a destruição criativa gerada
por suas lucrativas e rápidas inovações.

Deu-se dignidade e liberdade à classe média pela
primeira vez na história da humanidade e esse foi o resultado: o motor a vapor,
o tear têxtil automático, a linha de montagem, a orquestra sinfônica, a
ferrovia, a empresa, o abolicionismo, a imprensa a vapor, o papel barato, a alfabetização
universal, o aço barato, a placa de vidro barata, a universidade moderna, o
jornal moderno, a água limpa, o concreto armado, os direitos das mulheres, a
luz elétrica, o elevador, o automóvel, o petróleo, as férias, o plástico, meio
milhão de novos livros em inglês por ano, o milho híbrido, a penicilina, o
avião, o ar urbano limpo, direitos civis, o transplante cardíaco e o
computador.

O resultado foi que, pela primeira vez na história,
as pessoas comuns e, especialmente os mais pobres, tiveram sua vida melhorada.

Será que o mundo enriqueceu, como diz a esquerda,
por meio da exploração de escravos ou de trabalhadores?  Ou
por meio do imperialismo?  Não.  Os números são grandes demais para ser
explicados por um roubo de soma zero.

Não foi a exploração dos pobres, nem investimentos,
nem instituições já existentes.  O que
causou o Grande Enriquecimento foi uma mera mudança de mentalidade, uma mera
mudança de atitude.  Ou, para
simplificar, uma mera ideia, a qual o filósofo e economista Adam Smith rotulou
de “o plano liberal para a igualdade, a liberdade e a justiça”.  Em uma palavra, foi o liberalismo.  Dê às massas de pessoas comuns igualdade perante
a lei e igualdade de dignidade social, e então deixe-as em paz.  Faça isso e elas se tornam
extraordinariamente criativas e energéticas.

A ideia liberal foi gerada por uma feliz
coincidência de acontecimentos no noroeste europeu de 1517 a 1789: a Reforma, a
Revolta Holandesa, as revoluções na Inglaterra e na França, e a proliferação da
leitura.  Estes acontecimentos,
conjuntamente, libertaram as pessoas comuns, dentre elas a burguesia e sua
livre iniciativa. 

Em termos sucintos, o Tratado da Burguesia é este:
primeiramente, deixe-me tentar este ou aquele aprimoramento.  Ficarei com os lucros, muito obrigado.  Porém, em um segundo ato, estes lucros
servirão de chamariz para aqueles importunos concorrentes, os quais irão também
entrar no mercado, aumentar a oferta de bens e serviços, pegar parte da minha
clientela e, consequentemente, erodir esses meus lucros (como a Uber fez com a
indústria de táxi).  Já no terceiro ato,
após todos os aprimoramentos e melhorias que criei terem se espalhado, eles
farão com que você melhore de vida substantivamente e fique rico.

E foi isso o que ocorreu.

Você pode discordar e dizer que idéias são coisas
corriqueiras e nada especiais, sendo que, para torná-las realidade, é
necessário termos um capital físico e humano adequado, bem como boas
instituições.  Esta é uma ideia muito
popular, principalmente à direita, mas é errada.  Sim, é necessário ter capital e instituições
para implantar e incorporar as idéias. 
Mas capital e instituições são causas intermediárias e dependentes, e
não a raiz.

A causa básica do enriquecimento foi, e ainda é, a ideia liberal, a qual originou a
universidade, a ferrovia, as edificações, a internet e, mais importante de
tudo, nossas liberdades.  A acumulação de
capital é extremamente importante, mas não é a causa precípua do
enriquecimento.  Qual foi a acumulação de
capital que inflamou as mentes de William Lloyd
Garrison
e Sojourner
Truth
?  

Desde Karl Marx, a humanidade criou o hábito de
buscar explicações materiais para o progresso humano.  Depender exclusivamente do materialismo para
explicar o mundo moderno — seja o materialismo histórico da esquerda ou o
economicismo da direita — é um erro. 
Idéias sobre a dignidade humana e a liberdade foram as grandes
responsáveis.  O mundo moderno surgiu
quando se começou a tratar as pessoas com mais respeito, concedendo a elas mais
liberdade.

Mudanças econômicas em todo e qualquer período da
história dependem — muito mais do que os economistas acreditam — da
mentalidade das pessoas.  Dependem
daquilo em que elas acreditam.  Foram
idéias e mudanças de atitude o que geraram o nosso enriquecimento.

É claro que nem todas as idéias são doces.  Fascismo, racismo, eugenia e nacionalismo são
idéias que, recentemente, estão adquirindo um alarmante índice de
popularidade.  Mas idéias práticas e
agradáveis a respeito de tecnologias lucrativas e de instituições libertadoras,
bem como a ideia liberal que permitiu que pessoas comuns, pela primeira vez na
história, tivessem liberdade para empreender e enriquecer, geraram o Grande
Enriquecimento.  Por isso é importante inspirar,
estimular e encorajar as massas.  As
elites não precisam desse empurrão, pois já são plenamente inspiradas.  Igualdade perante a lei e igualdade de
dignidade ainda são a raiz do desenvolvimento econômico e espiritual.

Por fim, a grande ameaça à nossa prosperidade não
são as recessões econômicas temporárias, mas sim a adoção de atitudes
contrárias ao lucro e ao progresso. 
Quando o ato de empreender e ganhar dinheiro passa a ser demonizado, e
quando a inovação é obstaculizada, perdemos aquilo que Adam Smith rotulou de “o
óbvio e simples sistema da liberdade natural”. 
Aceitar e respeitar o capitalismo é uma ideia que funcionou muito bem
para as pessoas ao longo dos dois últimos séculos.  Sugiro que a aceitação e o respeito devem
continuar.

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Leia
também:

O que realmente cria a
riqueza – e por que muitas pessoas são contra isso

Uma humilde defesa da
liberdade e da não-intromissão de políticos e burocratas em nossas vidas


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45 comentários em “A fórmula para um mundo mais rico? Liberdade, justiça e virtudes burguesas”

  1. O capitalismo te enganou de novo. – FORA TEMER

    Jà dizia o Padre, Tomás de Kempis, "as palavras do homem, mudam como o vento.

    Caro leitor, o dia de hoje está muito bonito, recomendo que você, de uma caminhada, respire o ar, em quanto o capitalismo ainda te permite respirar um ar limpo. Neste texto, eu compartilho com vocês, uma reportagem da revista Veja. As informações são muito curiosas, pois ela mostra, que a minha teoria dos “pastores do capitalismo” estava certa. Para defender o meu ponto, eu passo por Aristóteles, com uma breve citação do livro, Organon. E logicamente, eu não posso deixar de falar de Flávio Augusto e o Fetichismo desta sociedade capitalista.

    Eu gostaria de compartilhar com vocês uma reportagem, que revela a verdadeira face do capitalismo: a mentira. È um pequeno texto da revista Veja, com o seguinte Título: "Caso Bel Pesce reaviva críticas aos 'empreendedores de palco'[1], obviamente a reportagem tenta ter foco em Bel Pesce, mas eu vou estender a critica para todos empreendedores. Abaixo, alguns trechos da reportagem.

    “O termo empreendedorismo de palco é usado pejorativamente para se referir a palestrantes que são bons de apresentação, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias.” [1]

    "Assim como Bel Pesce, Luiz Marins, um veterano das palestras motivacionais voltadas a empreendedores, também já teve seu currículo questionado. Em 2001, a revista EXAME, do Grupo Abril, que edita VEJA, fez uma reportagem mostrando divergências em relação a itens da sua formação como um Phd na Austrália, que na verdade era um curso diferente daquele que equivale a um doutorado. E outro na renomada London School of Economics – que se tratava de um curso introdutório à economia feito também no país da Oceania, mas em uma instituição parceira da escola londrina. Ele dizia ter filiais da sua empresa no exterior, a Anthropos, que na verdade eram representações comerciais sem funcionários." [1]

    "Os paralelos entre Marins e Pesce não se restringem à controvérsia sobre o currículo. Suas palestras são recheadas por raciocínios como "o perigo não é você pensar grande, mas pensar pequeno" e "sem entusiasmo, o sucesso é impossível". Procurado pela reportagem, Marins disse que não poderia responder ao pedido de entrevista." [1]

    Voltei.

    Em seu livro Organon, Aristóteles já nos alertava sobre essa artimanha antiga, hoje tão presente no capitalismo. Eu irei compartilhar com as senhoras, um trecho do livro: "Assim como há pessoas que preferem parecer sábios a sê-lo, em vez de o serem mesmo sem parecer. Para fazer uma comparação enumeradora, a meta de quem sabe, seja em que tema for, é a de não lisonjear o tema acerca do qual sabe e a de desmascarar quem assim proceda, e está dupla meta consiste, uma em poder dar a razão do que diz, e outra em exigir uma razão para o que o outro diz. [2]

    O sistema capitalista é tão cruel, que ele não apenas da voz ao mentiroso, mas permite que ele ganhe dinheiro com a mentira. Portanto é um sistema inverso de valores, em um sentido econômico, eu diria que o capitalismo cria estímulos sociais para a mentira.

    Pois agora o capitalista sabe, ora existe pessoas que se deixam mover pelos sentimentos, portanto eu irei mentir para essas pessoas, irei praticar a exploração delas através de uma troca voluntária e continuar a perpetuar esse sistema de mentiras.

    Poderiam argumentar, "ora Professor, Senhor, Escritor, Filósofo, Capital Imoral, se é voluntário, não é exploração". Eu respondo: Caro estudante de vida, o termo exploração tem o significado de abuso[3], que nos remete a um sistema moral, e não racional. Portanto é neste momento, que vemos a moral estar acima da razão.

    Sobre Flávio Augusto e o Fetichismo

    Fui muito criticado neste site, por chamar, Flávio Augusto de "pastor do capitalismo". A verdade é que, Flávio Augusto é um homem banal, medíocre, ele mesmo admite que não lê os artigos do instituto Mises [4].

    È isto que o capitalismo faz com as pessoas. O sistema torna essas pessoas banais, veja que para ele, o sucesso, é o material, é o carro bonito, é a estética bonita, e os (desculpe o palavrão) otários brasileiros, o seguem como se fosse um Deus.

    O que acontece no Brasil, é esse fetichismo [5] elevado, temos um culto elevado a objetos, temos um culto elevado a pessoas. O nosso modelo de pessoa, é Flávio Augusto e seu carro, é Bel Pesce e suas apresentações no Google, é tudo uma grande mentira, tudo um grande faz de conta.

    Conclusão

    A minha teoria que o capitalismo rouba tempo das pessoas, cabe perfeitamente na conclusão deste artigo. È natural da condição humana, está busca por querer encontrar verdades, na doutrina de igreja católica, tem características espirituais está busca[6]. O ponto central portanto, diz que o capitalismo deturba a busca pela verdade, e utiliza de nossas fraquezas humanas, como por exemplo a concupiscência dos olhos, para nos atrair para falsos heróis e para falsos objetivos.

    [1] Caso Bel Pesce reaviva críticas aos 'empreendedores de palco'

    veja.abril.com.br/economia/caso-bel-pesce-reaviva-criticas-aos-empreendedores-de-palco/

    [2] Livro Organon, elencos sofísticos, numero 4.

    [3] https://www.dicio.com.br/explorar/

    [4] http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=405

    [5] Fetichismo

    admiração exagerada, irrestrita, incondicional por uma pessoa ou coisa; veneração.

    [6] Catecismo da igreja católica, do numero 27 a 35.

    Edição Loyola.

    Capital Imoral, é escritor, filosofo, professor de português, e já refutou Mises.

  2. A economia melhorou com a queda dos impérios, queda das ditaduras, descentralização total do poder do governo, etc.

    As pessoas só podem acumular riqueza, quando o governo parar de expropriar a poupança. Ninguém vai ficar rico com governo expropriando a poupança das pessoas.

    Os empresários foram os maiores revolucionários da humanidsde. Quando não existiam empresas, a economia dependia de batatas, bananas, carne, arroz, etc.

  3. Bostwana vai completar 50 anos no final do mês, será que o instituto Mises pode homenagear esta nação que conseguiu obter resultados econômicos bastante expressivos? Sobretudo naquela região tão castigada por todo tipo de atrocidade humana.

  4. Fazendo um resumo do artigo, a CULTURA de uma população determina seu grau de desenvolvimento, quanto mais anti-capitalismo mais subdesenvolvida, o livro as seis lições de Mises exemplifica isso de maneira bem simples de entender. O fato é que a cultura e o conhecimento que a população tem é exatamente este, que o culpado pela pobreza é o capitalismo, o desafio é espalhar a verdade pra população e faze-la defender o certo! Agora como?! Exemplo: minha família, eu tento faze-los ler Mises, pra que eles entendam que eles não devem odiar o empreendedorismo, mas sinceramente…. tento explicar e tal, e é bem difícil, agora imagine o resto do Brasil, imagine trazer esse discurso REVOLUCIONÁRIO, pra dentro de sala de aula, revolucionário pois, pela quantidade de desinformação espalhado em sala de aula por doutrinadores é um choque quando você mostra essas ideias, soa aos ouvidos deles como radicalismo! A batalha do capitalismo no século XXI, é de fato a cultural.

  5. Acho que a tecnologia é um material indispensável para a geração de riquezas, somente com ela se pode deixar o trabalho mais eficiente e lucrativo. Precisamos urgentemente de uma Revolução Tecno-Cientifica no nosso país.

  6. Antes da revolução industrial toda riqueza ficava com a nobreza e o clero. Os reis eram ricos só porque nasceram reis. O capitalismo surgiu então e deu a oportunidade das pessoas gerarem riqueza servindo a população com produtos e serviços que atendem às suas necessidades. Bill Gates ficou rico porque criou um produto que revolucionou a vida das pessoas, e estas pessoas o deixaram rico por isso. No livre mercado, a população que regula pra onde vai a riqueza através do consumo. Sem acúmulo de riqueza, o ser humano não tem porque inovar e e criar coisas novas e a sociedade fica estagnada.

  7. Queria uma matéria sobre Botswana também…… Ótimo texto, na última eleição votei no PT não me arrependo pq achava que era o melhor é que as pessoas estavam pessimistas demais, com o tempo pessoas me mostraram o contrário o quanto eu era ignorante e quanto o governo tinha más intenções e como ele estava nos levando a pobreza, esse site me trouxe mais conhecimento ainda! Obrigado! Hj digo q sou liberal e sei defender meus ponto de vista.

  8. E essa notícia recente aqui?

    economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2016/09/08/vacas-sao-abatidas-nos-eua-para-manter-preco-do-leite-alto.htm

    A ”esquerda” já está em polvorosa atacando as ”falhas de mercado”

    Daria um bom artigo acho

    (Principalmente sobre os subsídios a essa industria)

  9. Me tirem uma duvida sobre reserva fracionaria.

    Exemplo se um Banco recebe de correntistas e poupadores 1.000 $. Deposita 280 $ no BACEM. A Reserva fracionaria são os 820 $? Ou eles emprestam mais que esses 820 $?

  10. Por menos que gostemos de desiguladades, elas surgem até entre filhos criados sob um mesmo teto. Pessoas têm aspirações, talentos e capacidades diferentes. Ademais, se pode ter diferenças brutais com a base vivendo dignamente ou igualdade na miséria. O danado é que o caminho da prosperidade é lento. Pressupõe institições sólidas, liberdades e bons investimentos em educação. Países que depois que trilham esse caminho podem até se dar ao luxo depois de terem programas socias mais generosos e leis ambientais mais duras (é daqui que nasce o mito do socialismo escandinavo). O atalho é o chavismo (e homólogos), que visa acabar com diferenças na marra (ignorando o fato de que sempre um aparato burocrático passou a ser mais igual do que os outros), desapropriando, tabelando, nacionalizando, confiscando, botando brucutu para achacar comerciante. Pode até dar resultando no curto prazo… no curto prazo.

  11. E quem vai nos proteger dos terroristas jihadistas cultivando “virtudes burguesas”? Se é que existe “virtude burguesa”…

    No século VIII, os muçulmanos invadiram o Reino Franco. Em 732, na Batalha de Poitiers, as tropas de Cartel Martel derrotaram os muçulmanos e assim salvaram o ocidente…hj os jihadistas cometem atentados em solo ocidental e nenhuma reação (quantas vezes os jihadistas atacaram a França desde o atentado do Charlie Hebdo e até agora nenhuma reação?) E pq isso acontece?

    Na Idade Média objetivo de vida era a realização de grandes obras…era a glória.

    Na concepção burguesa, pelo contrário, a glória não representa nada. O gozo é a razão de ser da vida. Então é preciso afastar a glória para ter só gozo.

  12. O valor humano Liberdade antecede ao próprio Capitalismo e aos “ismos” como Esquerdismo e Direitismo (pseudo filosofias de sinônimo como: Facismo, Comunismo, Nazismo e Marksismo).

  13. “A ideia liberal foi gerada por uma feliz coincidência de acontecimentos no noroeste europeu de 1517 a 1789: a Reforma, a Revolta Holandesa, as revoluções na Inglaterra e na França, e a proliferação da leitura. Estes acontecimentos, conjuntamente, libertaram as pessoas comuns, dentre elas a burguesia e sua livre iniciativa.”

    Estariam incluídas a Revolução Francesa e a Reforma Protestante?

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