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O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece – como reconhece Paul Krugman

Enterrada em uma recente postagem de
blog feita por Paul Krugman
estava a seguinte e surpreendente declaração:

“Sim,
o protecionismo reduz a renda mundial.”

A frase está perfeitamente correta, e sintetiza
praticamente tudo o que você precisa saber sobre o protecionismo: ele reduz a
renda mundial da população, principalmente dos mais pobres.

O protecionismo, como o próprio nome diz, serve para
proteger as empresas nacionais ruins e blindá-las contra os desejos dos consumidores
— principalmente dos mais pobres, que ficam sem poder aquisitivo para comprar
produtos bons e baratos feitos no exterior.

Para os protecionistas, as indústrias nacionais não devem
ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores nacionais.  Os
consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. 
Eles devem ser obrigados a comprar apenas produtos nacionais mais caros.

Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com aqueles
cidadãos mais pobres podendo comprar apenas produtos mais caros fabricados
nacionalmente, os grandes empresários industriais do país não têm motivo nenhum
para reduzir seus preços e elevar a qualidade de seus produtos.  Eles
passam a usufruir um mercado cativo. 

E os consumidores, principalmente os mais pobres,
passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar
produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos
nacionais mais caros desses empresários privilegiados.

Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a
renda disponível dos mais pobres vai definhando.

Qual é a melhor maneira de eliminar o protecionismo
— se por meio de acordos
unilaterais, bilaterais, continentais etc
. — é algo que pode ser debatido,
mas não deveria haver dúvida de que o protecionismo deveria ser abolido por
causa de seu impacto negativo sobre a renda.

No entanto, e estranhamente, Krugman não termina por
aí.  Algo ainda o incomoda.  Em todo o restante de sua postagem, bem como
em todas as outras em que ele aborda o assunto, ele inventa explicações forçadas
e convolutas para justificar por que o protecionismo não deve ser atacado. 

Por exemplo, imediatamente após ter feito essa afirmação contra o protecionismo, ele diz que:

“mas
se você quiser argumentar que a liberalização comercial foi o principal motor
do crescimento econômico, ou qualquer coisa nesse sentido, bem, os modelos não indicam
isso.”

A liberalização comercial é o “principal motor do
crescimento econômico”?  Não sei se é o “principal
motor do crescimento econômico”.  Aliás, não se conhece algum modelo que afirme que a liberalização comercial, por si só, seja o “principal
motor do crescimento econômico”.  Mas o
que realmente se sabe, e o próprio Krugman reconhece, é que o protecionismo “reduz
a renda mundial da população”.

Isso, e apenas isso, já não seria o bastante para
condená-lo?

Em outra ocasião, Krugman afirmou
o seguinte
:

“Com
efeito, a defesa elitista de um comércio cada vez mais livre é uma enganação. […]
O que os modelos de comércio internacional utilizados pelos verdadeiros
especialistas dizem é que, no geral, acordos comerciais não geram mais comércio
e nem criam e nem destroem empregos.”

Sim, isso parece estar correto.  O livre comércio não deve ser buscado com o
intuito de “aumentar
empregos
“, mas sim com o intuito de aumentar
a renda
e a qualidade de vida.  E,
sobre a renda, lembre-se de que, segundo o próprio Krugman, o protecionismo “reduz
a renda mundial”!

Livre
comércio e empregos

Agora, é verdade que uma maior concorrência entre
trabalhadores nacionais e estrangeiros pode levar a um declínio nos salários (e
no emprego) em alguns setores da
economia.  Porém, esse seria apenas um
efeito de curto prazo.  A livre concorrência
entre produtores domésticos e estrangeiros também leva a uma redução nos preços
dos bens e serviços, os quais podem agora ser livremente importados de
fora.  Portanto, ao passo que os salários
nominais podem cair em alguns setores, os salários
reais
sobem para todos, pois estará havendo um declínio geral de preços na
economia.

Graças ao livre comércio, os consumidores agora irão
gastar menos dinheiro em bens e em vários serviços.  Consequentemente, eles poderão agora gastar
mais dinheiro em outros bens e serviços, levando a um aumento da demanda e,
logo, dos lucros nos setores que fornecem estes bens e serviços.  Consequentemente, haverá mais investimentos nestes
setores.  E essa maior taxa de
investimento naturalmente levará à criação de mais empregos nestes setores,
desta maneira contrabalançando qualquer eventual aumento no desemprego que
possa ter ocorrido.

Alternativamente, os consumidores podem optar por
poupar essa renda extra possibilitada pelo declínio nos preços.  Esse aumento na taxa de poupança tende a
gerar um declínio nas taxas de juros, tornando mais lucrativos determinados
investimentos de longo prazo e intensivos em capital, os quais não eram viáveis
antes.  Aproveitando a oportunidade
fornecida por esse aumento na poupança, empreendedores irão tomar emprestado
para investir nesses projetos de longo prazo e intensivos em capital, os quais,
por si sós, não apenas criam mais empregos, como também geram um aumento na
demanda por bens de capital, o que eleva os lucros nas indústrias produtoras de
bens de capital e, consequentemente, levam a mais investimentos e empregos
nestes setores.

Livre
comércio e especialização

Fabricada na Malásia utilizando máquinas feitas na
Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, e tecido
de Portugal, em seguida sendo vendida no varejo em Sidney, em Montreal e em
várias cidades dos países em desenvolvimento (ao menos naqueles que são mais
abertos ao comércio exterior), a camisa típica da atualidade é o produto dos
esforços de diversas pessoas ao redor do mundo.  E, notavelmente, o custo
de uma camisa típica é equivalente aos rendimentos de apenas umas poucas horas
de trabalho de um cidadão comum do mundo industrializado.

Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale
também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas
modernos.

Como é possível que, atualmente, um trabalhador
comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços,
cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A
resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e
abrangente, que passa a ser vantajoso para muitos empreendedores e investidores
organizarem operações de produção altamente especializadas, as quais são
lucrativas somente porque o mercado para seus produtos é grande.

Esta especialização tanto do trabalho quanto da
produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é
exatamente o fenômeno da globalização.

Suponha, por exemplo, que as camisas possam ser feitas
somente de duas maneiras. A primeira é manualmente. Para um fabricante de camisas
que utiliza este método — independentemente de quantas camisas produz –, o
custo para produzir cada camisa é de $ 250. Trabalhando em tempo integral na
produção manual de camisas, o camiseiro consegue produzir dez camisas por mês.

A segunda maneira é produzindo as camisas em uma
fábrica altamente mecanizada. Se a fábrica funciona ao máximo de sua capacidade
de um milhão de camisas por mês, cada camisa tem um custo de produção de $ 5.
Porém, como as instalações e todo o maquinário da fábrica exigem um grande
investimento inicial, operar a fábrica abaixo de sua capacidade máxima faz com
que o custo de cada camisa aumente. A razão para este aumento é que
produzir menos camisas — já tendo incorrido em um investimento alto — impede
o fabricante de diluir todo o custo do investimento, algo que só ocorre quando
a produção é máxima. Quanto menor for a produção da fábrica, maior será
o custo por camisa produzida.

Sendo assim, qual método de produção seria utilizado
pelo fabricante? A resposta é: depende do tamanho de seu mercado.

Se um fabricante de camisas pretende servir a um
mercado de milhões de pessoas, ele utilizará o método da fábrica. Contudo, se
ele espera atender a um mercado de apenas umas poucas dúzias de clientes em
potencial, ele optará por produzir as camisas manualmente. Se cada fabricante
de camisas tivesse acesso somente a mercados pequenos, o preço das camisas
seria mais elevado do que se os fabricantes tivessem acesso aos mercados
maiores.

Este exemplo proporciona um importante argumento em
prol do livre comércio: ao expandir os mercados para além das fronteiras
políticas, as empresas podem aproveitar melhor as vantagens daquilo que os
economistas chamam de “economias de escala“,
possibilitando assim que os consumidores usufruam preços mais baixos.

Outra vantagem da especialização é que ela permite
aos consumidores aproveitarem ao máximo os recursos e talentos localizados em
lugares distantes. Canadenses podem desfrutar dos abacaxis cultivados no Havaí,
ao passo que havaianos podem desfrutar do xarope de maple produzido no Canadá;
os franceses aproveitam a expertise financeira concentrada na cidade de Londres,
enquanto os londrinos desfrutam dos vinhos da Borgonha e Bordeaux. Brasileiros
se beneficiam de produtos tecnológicos manufaturados na China, ao passo que os
chineses usufruem a carne e o café produzidos no Brasil.

Embora outros fatores estejam sempre presentes, as
características geográficas de uma região — por exemplo, seu clima, topologia
e reservas de minerais –, assim como os talentos especiais de sua força de
trabalho, determinam quais são os bens e serviços que podem ser produzidos
nessa região com o menor custo — ou, como dizem os economistas, “com
vantagem comparativa”.

Quanto mais livre for o comércio, maior a
probabilidade de que regiões se especializem na produção daqueles bens e
serviços que sua população local é capaz de produzir com mais eficiência, e em
seguida importem aqueles bens e serviços que são produzidos de maneira mais
eficiente em outras localidades.

O livre comércio proporciona aos consumidores a
oportunidade de comprar bens e serviços dos melhores produtores do mundo. Se as
camisas pudessem ser mais bem produzidas domesticamente, então o livre comércio
ajudaria a manter esses produtores lucrativamente no negócio (não haveria
outros locais de onde importar camisas melhores e mais baratas).
Alternativamente, se as camisas fossem mais bem produzidas no exterior, os
consumidores domésticos somente poderiam ter pronto acesso a essas camisas por
meio do comércio.

Assim, o livre comércio faz com que os ineficientes
produtores domésticos de camisas tenham de redirecionar seus talentos para
outros setores em que sejam mais capacitados, removendo-os da produção de
camisas e alocando-os para outras atividades produtivas.  Isso beneficia
os consumidores.  Empreendimentos ineficientes são ruins para uma
sociedade.  Eles consomem recursos escassos e não entregam valor.  Na
prática, eles subtraem valor da sociedade.  Não faz sentido econômico
manter uma fábrica de pentes em um país se sua população está mais bem servida
comprando pentes melhores e mais baratos de outros produtores.

Ao redirecionar os recursos ao redor do globo para
aquelas tarefas nas quais cada recurso aplicado faz um trabalho melhor, o livre
comércio rearranja os recursos mundiais de maneira a gerar a maior produção
possível, ao mesmo tempo em que proporciona aos consumidores o máximo acesso
(mais fácil e mais barato) a essa produção.

Ausência
de livre comércio é escravidão

Apenas imagine viver em uma sociedade na qual nosso
trabalho diário serve unicamente ao propósito de sobrevivermos, e não para
desenvolver nossos talentos. Pois essa é a realidade nos países que mais
restringem o livre comércio: as pessoas, ao serem praticamente proibidas de
utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que
são mais bem produzidos por estrangeiros, acabam sendo obrigadas a desempenhar
várias atividades nas quais não têm nenhuma habilidade.

Uma pessoa boa em informática acaba tendo de
trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a
importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho,
tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus
talentos. Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a
restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive
aquilo de que não entendem.

Isso é uma vida cruel.

Apenas imagine como seria sua vida se você tivesse
de fabricar seu computador (ou tablet ou smartphone), cultivar a comida que
você come, criar as roupas que você veste, e construir a estrutura na qual você
mora. Caso tivesse de fazer tudo isso, você certamente morreria esquálido,
faminto, nu, desabrigado e desempregado.

Graças ao livre comércio, no entanto, você não é
obrigado a se concentrar naquilo em que você não é bom. Em vez disso, você pode
apenas trocar os frutos do seu trabalho por todos aqueles bens de consumo que
você não é capaz de fabricar.  Nesse cenário, quanto maior a sua liberdade
para adquirir esses bens — não importa se eles foram fabricados na sua cidade
ou em uma indústria do Vietnã –, melhor.

O
protecionismo nos torna mais pobres

O protecionismo não apenas protege os ineficientes,
garante seus lucros, e obriga os consumidores a pagarem preços maiores (o que
configura uma redistribuição de recursos dos consumidores domésticos para os
produtores domésticos), como também interrompe todo o processo de especialização
descrito acima, desta maneira impedindo que o padrão de vida aumente no longo
prazo — podendo, inclusive, levar ao seu declínio.

Ao dar uma sobrevida a empresas ineficientes, as
tarifas protecionistas impedem que a mão-de-obra seja retirada dos setores menos
eficientes e seja alocada para os comparativamente mais eficientes.  Consequentemente, dado que o protecionismo
impede um maior grau de especialização, ou mesmo a reverte, os benefícios da especialização
não podem ser obtidos.  A produtividade não
aumenta (ou, no mínimo, não aumenta como poderia) e, consequentemente, os salários
reais não sobem.

Contrariamente à retórica popular, o livre comércio não
“destrói empregos”.  Ele apenas leva a
uma mudança de alocação de recursos (mão-de-obra, capital e outros fatores),
retirando-os dos setores comparativamente ineficientes da economia doméstica
para outros mais comparativamente eficientes. 
Esse processo de especialização nas linhas de produção comparativamente
mais vantajosas não apenas não destrói
empregos, como também permite grandes ganhos em eficiência e produtividade, o
que leva a um aumento na renda real.

É assim que, longe de prejudicar os trabalhadores
domésticos, o livre comércio faz exatamente o oposto — ele os enriquece.  Com efeito, é o protecionismo o que nos deixa mais pobres, trabalhadores inclusos,
ao artificialmente proteger as empresas ineficientes, levando a uma má alocação
de recursos e a um declínio no padrão de vida de todos.

___________________________________________

John
Tamny
é o editor do site Real Clear Markets e contribui
para a revista Forbes.

Donald
Boudreaux 
foi
presidente da Foudation for Economic Education,
leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites
and Half-Wits.

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73 comentários em “O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece – como reconhece Paul Krugman”

  1. Muito bom dia senhores. Eu sei que vocês sentem minha falta, mas é que ultimamente tenho trabalhado muito e não tem sobrado tempo para postar meus textos. Pois bem hoje sobrou um tempinho e terei a bondade de publicar um texto.
    ——-
    Como o capitalismo destrói o valor do conhecimento.

    Para entender este texto é preciso que dois pontos fiquem claros, o primeiro é que o capitalismo sempre trabalhou com o presente e futuro, o capitalista ele visa o lucro, e isso é um empecilho moral grave para as coisas eternas.
    O segunda ponto é sobre o sagrado e o eterno, mas o que isso tem haver com educação? A verdade é o que é eterno, portanto não pode estar sujeita ao barulho do capitalismo, acredite o capitalismo não é um conversa sobre estabilidade eterna.

    Com base nessas premissas o que podemos concluir? O capitalismo é a eterna tentativa de deturpar o que é a verdade, pois um homem ignorante é um homem que da lucro. Se ponha no lugar do capitalista, hora, será que quero um cliente que irá pensar mil vezes antes de comprar meu produto? Ou será que vou querer um cliente ignorante para as verdades eternas, que se deixe mover pelas paixões e pela estética…Dizem que o Brasil, mesmo com tamanha intervenção estatal, é um dos países que mais da lucro para o capitalista. Ignorância da dinheiro meu amigo, da muito dinheiro.

    Podemos concluir também, que deturpar o que é verdadeiro da lucro. Dizer o que é mentiroso é uma mera opção de mercado. É como você ir no supermercado, e escolher os seis tipos de verdade, só que existe um problema, não existe seis tipos, existe apenas um, e escolher o mais ou menos verdadeiro te tornara menos verdadeiro.

    Nunca na nossa história deu tanto lucro trabalhar com a ignorância e as paixões humanas. O homem ele não quer ir nos fundamentos da ciência, história, moral, ele quer pagar um cursinho meia boca e acha que está tudo bem. Um exemplo clássico é Flavio augusto, o cara simplesmente vende um podcast, uma rede social e alguns filminhos como um substituto de MBA, e lógico tem os “palavrão" que compra. Não precisa dizer que MBA é MBA e filminho é filminho, só é preciso vender o filminho como MBA, e transformar o MBA em mero filminho.

    E ainda temos a ousadia de se perguntar, o porque a nossa sociedade está tão burra?

    O nosso século é o século das palavras, dos tons de voz, da estética. Ninguém quer o verdadeiro, pois o verdadeiro é simples, ele está geralmente em um livro e na solidão.
    Disse revignam, "A solidão é a pátria dos fortes, o silencio é a sua prece."

    Sabe o que tem em comum os leitores do Flavio augusto e os leitores do instituto mises? nenhum deles irá ler Pascal, nenhum deles irá ler Tomás de Kempis, Aristóteles ou Platão. São homens e mulheres movidos pela paixão, não pela verdade.

    O homem traiu o homem.

  2. Esses dias eu estava conversando com um esquerdista e eles entram em parafuso mental pra defender protecionismo.
    Eu defendendo a redução da maioridade penal e ele com aquela velha retorica marxista dizendo que prender não resolve blablabla e que o garoto pobre da favela vira criminoso pois ele quer ter um tenis da moda ou um celular de ultima geração mas não pode.
    Ai eu perguntei, pera. Mas vocÊ não defende protecionismo? Protecionismo faz com que os preços dos produtos importados fiquem mais caros, ai ele falou que a industria nacional tem que ser protegida ai eu perguntei. Protegida de quem? Dos consumidores?

  3. Esse protecionismo é feito por lobistas, bandidos, monopolistas, etc.

    Como um país não é libertário, pelo menos deveria ter um imposto único com mesma alíquota para todos, uma moeda que não é usada em guerra cambial, retirada de subsídios, fim de bancos de desenvolvimento, abolição de quotas nos aeroportos, etc.

    Quando o poder de compra é destruído, isso causa um efeito dominó na economia. Se menos produtos são comprados, menos gente vai trabalhar. É um resultado sanguinário. É uma proibição direta do governo contra a liberdade das pessoas. É um crime contra o trabalhador sério, que não precisa fazer maracutais e piraretagens.

    Por mais que uma minifábrica possa fornecer produtos para o mundo todo, isso só eleva o nível de vida das pessoas. Se alguém acha que cobrar caro para gerar empregos é bom, espere até todas as pessoas ficarem endividadas, ou trabalhando mais de um mês para não conseguir comprar um sapato.

  4. mauricio barbosa

    Abaixo o protecionismo e viva o livre-comércio,cadê os socialistas e os MAVs(Asquerosos)petistas e suas afirmações ridículas?!!!

  5. Muitos estão reclamando que eu sempre coloco o mesmo comentário para acabarmos com a classe política. Sempre no fim coloco o meu e-mail para os interessados entrar em contato.

    Muitos são preguiçosos até em mandar um simples e-mail para conversar sobre o assunto. Mas como sou insistente volto com o mesmo comentário e os interessados entrem em contato…

    [email protected]

    ___________________________________________________________________________________________

    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é [email protected]

  6. Número de páginas do IPI – 426 páginas

    Número de páginas do PIS PASEP – 1826 páginas

    Número de páginas do ICMS da República do Paraná – 2234 páginas

    Só falta ter o ministério da sacanagem.

  7. Bateu uma dúvida forte aqui, será que alguém poderia ajudar?

    Estava eu tentando calcular quanto um cidadão de classe média no Brasil, que trabalha na CLT, paga de impostos. Acontece que cheguei a um resultado meio bizarro…

    Digamos que o empregador está disposto a desembolsar R$6.551,36 como salário. Ele terá que pagar:

    – até 28,2% de contribuições ao INSS e entidades;
    – 8% de FGTS;
    – 4% de FGTS/multas rescisórias;
    – até 11,66% de provisão para o 13% salário;
    – 0,78% de FGTS/INSS/Entidades sobre 1/3 de férias.

    http://www.normaslegais.com.br/trab/trabalhista201006.htm

    Totalizando 52,64%. Ou seja, somente o empregador terá que pagar R$3.448,64 mensais de encargos trabalhistas. Somando com o salário, o patrão terá que desembolsar um total de R$10.000,00 (não, não foi coincidência).

    Pois bem, agora vêm os impostos diretos sobre o empregado:

    – atá 27,5% de imposto de renda;
    – atá 11% de contribuição para o INSS.

    http://www.normaslegais.com.br/trab/trabalhista201006.htm

    Totalizando 38,5%. O empregado poderá gastar, portanto, R$4.029,09.

    Por fim, impostos indiretos.

    Como a carga tributária no Brasil é de 33%, e 51% desta é composta de impostos indiretos, creio que seja correto aproximar que nosso guerreiro brasileiro pague ainda 16,81% em impostos indiretos, sobrando-lhe R$3.351,80. E isso sem contar IPTU, IPVA, etc.

    http://www.cartacapital.com.br/economia/o-regressivo-sistema-tributario-brasileiro

    Sendo assim, dos R$10.000,00 que o empregador gastou, o empregado levou apenas R$3.351,80, o que dá uma carga de 66,48%.

    Então galera, o que há de errado com as contas? A carga tributária total pode realmente chegar a 2/3 da renda de um trabalhador de classe média? Eu esqueci de compensar nos cálculos os primorosos retornos com segurança, educação e saúde públicas?

    E ainda tem gente preocupada com escravidão em uma sociedade sem governo…

  8. Por que o Krugman no geral é tão ruim? Ele não é um novo keynesiano? Deveria ser menor pior como o Greg Mankiw. No livro do Mankiw tem um quote do Krugman defendendo trabalho infantil em país pobre com um argumento bem lógico.

  9. A Carga tributaria ja passou há muuuito tempo dos 36% do pib. Deve estar por volta dos 60% pois muitos impostos tem o nome de “taxa”.

  10. Pelo que eu sei um dos principais argumentos em prol do protecionismo é que países desenvolvidos vendem produtos com alto valor agregado enquanto os outros vendem comodities com baixo valor agregado. Defendo o livre-comércio, mas esse tipo de relação pode trazer iguais vantagens para os dois? Uma determinada localidade com eficiência agrícola e em produtos primários poderia ter o mesmo padrão de vida que outra cuja especialização fosse a indústria de alta tecnologia? Ou seria desigual, ambos se beneficiam mas seu padrão de vida seria diferente tendo em vista o valor que agregam para o mercado?

  11. João H.O. Jansen

    Respeitável professor, o abstract é um espelho, imagem, um símbolo; portanto, carecendo de leitura completa a fim da montagem do inteiriço, e retirada das várias camadas, peça a senha com a finalidade de ler tudo do paper, talvez julgue com mais acuidade ao final, pois tudo, absolutamente tudo que li em minha vida teve alguma serventia.
    Claro, exceto Bill Gates em que os minutos caros lhes são.

  12. Parabéns pelo post, irei utilizar em uma apresentação da faculdade hoje.
    Uma dúvida, por que existem tão poucas empresas de telefonia no Brasil? Todas com serviços, atendimento e preços horríveis.
    Cadê as japonesas e europeias?

    Abraços

  13. Douglas Silva Rodrigues

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/caderneta-de-poupanca-tem-fuga-recorde-de-recursos-no-1-semestre.html
    Leandro e pra quem entende, o que acham da notícia?
    Isso implicaria uma maior desconfiança do mercado e consequentemente diminuição dos investimentos?

  14. Realmente o setor exportador faz lobby no governo ou este tem miopia economica? Porque existe muita gente rica no Brasil que deve ter interesse em haver a abertura comercial, por que não se manifestam ou mesmo pressionam fazendo lobby igual faz o setor exportador?

  15. Só umas dúvidas: O governo usa da alta dos juros ao invés de abrir a economia para proteger o baronato nacional? Se a economia fosse aberta, a inflação seria bem menor que a atual? Países desenvolvidos têm baixa inflação por causa da livre concorrência? Isso significa que o governo pode imprimir mais dinheiro que isso não vai levar uma alta da inflação? Se o governo abrisse a economia e diminuísse os juros, isso não possibilitaria a abertura de novos investimentos, visto que o crédito seria mais barato e poderia aumentar a produtividade sem pressionar os preços a vários empresários? Sei que abrir a economia tem um custo político altíssimo, visto que o baronato nacional têm grande influência política e que inicialmente geraria desemprego e nenhum governo quer isso. Porém há formas mais eficientes de reduzir inflação ao invés de subir juros. Mas obviamente o Temer e nenhum político vai querer enfrentar os barões nacionais.

  16. Os 90% mais pobres (em termos relativos e/ou absolutos) deveriam aprender a se perguntar se aqueles que dizem protegê-los estão realmente o fazendo ou se esses pretensos protetores é que são os seus verdadeiros exploradores.

    * * *

  17. Os textos sobre protecionismo no site não estão convencendo não. Em época de brexit, estou procurando uma

    boa argumentação a favor do livre comércio e estou me convencendo do contrário. Sem emprego, o consumidor

    não vai ter dinheiro do mesmo jeito para comprar luxo importado (e talvez nem para as necessidades essenciais).

    Quanto ao argumento do desenvolvimento de talentos, o livre mercado é tão cruel quanto ou pior do que o cenário

    descrito, pois não posso trabalhar com história e filosofia porque a sociedade precisa é de trabalhador técnico.

    Tem muito que melhorar os argumentos contra protecionismo.

    Como você vai competir com um país X que usa mão de obra escrava na produção e preços baixíssimos ou um

    país C que subsidia a indústria? Seu país vai ficar sem emprego e sua “renda mundial ampliada” vai cair na mão

    de grande corporação fortemente associada a governo estrangeiro.

  18. Alexandre Schmitt

    Atualmente os produtos agrícolas são bem mais taxados que os industriais, Suíça é um exemplo disso. Essas tarifas são benéficas para a produção/produtividade? Se não houvesse, claramente teria um aumento na renda da população, mas os produtores locais seriam maleficiados? Eu não tenho certeza, mas com a abolição do Corn Laws em 1846 no RU, muita gente saiu da pobreza e a produtividade dos agricultores aumentou, já que reduziu os custos para produzir grãos. Atualmente seria a mesma coisa? Sou bem cético a dados, mas os dados dizem que as tarifas sobre produtos agrícolas são gigantescos para beneficiar a indústria. Entretanto por outro lado os exportadores são maleficiados – o Brasil é um exemplo disso em relação a UE. Mas por outro lado, os produtores locais são beneficiados?

  19. Willian Gouvêa

    Vamos levar o debate aqui numa boa e com respeito, blz?

    O problema que eu vejo aqui é que liberais pegam o que beneficiam e excluem o que não agrada, para embasar a sua opinião.

    Por exemplo:

    Querem usar países como Dinamarca, Noruega, Suécia, pra fazer chacota com socialistas, dizendo que lá tem mt liberdade de mercado.

    Será que eles são bons países de se viver pq tem liberdade de mercado, ou tem liberdade de mercado pq chegaram num patamar confortável já, inclusive com mts politicas assistencialistas e estatizantes, que são justamente o que a galera socialista tanto aponta nesses países?

    Tem como um país pobre como Cuba simplesmente abrir as pernas pras grandes potências e crescer?

    E pq países como os EUA estão entre os mais protecionistas do mundo? Eles não vivem o neoliberalismo lindo do livre mercado?

    Então….

    Noruega tem estatal pra caralho, tem funcionalismo público a balde, e vcs atribuem o sucesso a “liberdade de mercado”.

    EUA é protecionista pra cacete, mas vcs o consideram o bambambam do livre mercado.

    Estatal pra vcs é o atraso para o livre mercado, mas qd vários países liberais e blocoseconômicos ficam impondo barreiras para o comércio internacional, vcs se fazem de desentendidos.

    E aí?

    Sabe o que eu penso?

    Seria otimo vivermos em um mundo a onde td mundo pode competir livremente, e viver com seu sustento. Mas a real é que tem país que é pobre pq só foi colonia saqueada por país liberal a história inteira.

    E tem país que explorou os fracos, a escravidão,foi aliado das nações certas, e hj pode se dar ao luxo de “competir”pois saíram na frente.

    E MESMO ASSIM APELAM PARA PROTECIONISMO.

    A matéria desse site aqui ta falando que o Protecionismo é ruim.

    Pois é…. Tipo o embargo econômico a Cuba, né gente? Msm assim vcs adoram dizer que o socialismo lá deu errado, que é ruim, e blablabla…

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