“A
dominação totalitária tem o objetivo de abolir a liberdade, inclusive eliminar a
espontaneidade humana em geral; de forma alguma seu objetivo é apenas a restrição
da liberdade, por mais tirânica que seja” — Hannah
Arendt, As
Origens do Totalitarismo
Quando a “justiça social” rege a ação política, o
resultado é o totalitarismo. Esta foi
uma advertência
feita por Friedrich von Hayek e a qual países como a Venezuela vivenciam — ou
melhor, padecem — em sua quase plenitude.
Em decorrência da expressão “justiça social” — e
outras similares, como “bem comum”, “interesse geral”, “bem-estar social” ou “função
social da propriedade privada” –, o estado venezuelano passou a redistribuir
riqueza que ele
não produz, a intervir em todos os mercados, estipulando
preços e cotas, e a confiscar
meios de produção.
À medida que o estado expandiu seu escopo e suas intervenções,
os indivíduos ficaram com menos direitos e liberdades, pois, logicamente, à
medida que o estado atua, aumentam suas atribuições e suas regulamentações, e
consequentemente diminui a amplitude de liberdade dos indivíduos submetidos a
este estado.
A intervenção intensa, arbitrária e injustificada do
estado venezuelano na vida dos cidadãos vem ocorrendo há mais de 16 anos;
porém, nos últimos anos, assumiu uma intensidade e um ritmo alucinantes, se é
que isso é possível.
Eis algumas recentes medidas econômicas anunciadas
por Nicolás Maduro:
1) À medida que a moeda foi se depreciando,
a carestia foi se acelerando de maneira galopante. Consequentemente, em
2011, o governo decretou um abrangente controle de preços por meio da Lei
de Custos e Preços Justos.
Mas como o controle de preços não estava
funcionando, Maduro resolveu dobrar a aposta no mesmo: anunciou recentemente a
reforma da Ley
de Precios Justos (Lei de Preços Justos), por meio da qual se alteraram
todos os mecanismos de cálculos de preços, e a imposição da lei de Precio
Máximo de Venta al Público (Preço Máximo de Venda ao Público) para todos os
produtos e serviços do país.
Vale recordar que existe um controle de preços na
Venezuela desde o ano de 2003, o qual, no entanto, era válido apenas para
alguns produtos. Em 2011, no entanto, a Lei
de Custos e Preços Justos foi ampliada e imposta a todos os produtos e serviços,
fazendo com que a fiscalização e a imposição deste controle ficassem a cargo
das autoridades reguladoras. Essa lei de
2011 revelou as intenções reais do governo: controlar cada aspecto da economia,
desde as maiores empresas até o mais humilde quiosque.
Veja no vídeo abaixo o desespero de um comerciante
ao ser preso pelo governo pelo simples fato de não ter reduzido seus preços
como ordenava o governo:
Como era inevitável, o controle de preços fez com
que a
escassez de bens — inclusive alimentos e remédios — se
intensificasse. A escassez, por conseguinte, empurrou as pessoas para o
mercado negro, o que elevou ainda mais os preços dos bens essenciais.
2) Para combater as consequências criadas pelo
controle de preços, o governo recentemente anunciou a criação do Comando
Nacional de Precios Justos, dirigido pelo vice-presidente Jorge Arreaza e
integrado pelo comandante da Guarda
Nacional Bolivariana e pelo comandante da Milícia Nacional Bolivariana.
Vale lembrar que a “Fuerza Armada Nacional” está
sendo utilizada para verificar o cumprimento dos controles de preços, e toda a distribuição
de alimentos do país foi colocada sob
supervisão militar desde o início de fevereiro.
Enquanto os venezuelanos se aglomeram em filas que
normalmente acumulam mais de mil pessoas apenas para conseguir comprar comida, soldados
armados pedem as carteiras de identidade para se certificarem de que ninguém
está comprando itens básicos mais de uma vez na mesma semana.
Todas as compras feitas pelos venezuelanos são
computadas em um sistema de dados para garantir que cada consumidor não tente
comprar os mesmos produtos racionados em um período menor do que sete dias. Dentro
dos supermercados, policiais da guarda bolivariana conferem
as carteiras de identidade à procura de falsificações que poderiam ser
utilizadas para driblar o sistema de racionamento. Eventuais transgressores
são presos.
3) Para mostrar que agora está falando sério, Maduro
convocou um pronunciamento em cadeia nacional para fazer um alerta de cunho
explicitamente terrorista aos comerciantes. Nas palavras do próprio Maduro:
“Guerra avisada não mata soldado. Vamos a uma nova ofensiva. Não vamos nos cansar enquanto não vencermos
esta batalha em nome do povo. Estamos aumentando
as penas de cárcere (para os comerciantes que aumentarem os preços), pois a lei
tem de ser implacável.”
Vale lembrar que, quando a lei foi sancionada em
2011, já existiam graves sanções aos comerciantes. E, desde 2011, “estranhamente”, a escassez só
se agravou.
A lista de itens básicos ausente das prateleiras dos
supermercados, que
começou com papel higiênico — o que levou o governo a ocupar
uma fábrica de papel higiênico, com o uso maciço de força militar, para
garantir uma “distribuição justa” dos estoques disponíveis —, foi
gradualmente se expandindo para abranger
também absorventes, xampu, farinha, açúcar, detergente, óleo de cozinhar,
pilhas, baterias e caixões.
Um venezuelano gasta, em média, 8 horas por semana na fila
de um supermercado para conseguir comprar itens essenciais.
4) O valor do bolívar está desabando feito pedra.
Em novembro do ano passado, um dólar custava 100 bolívares no mercado paralelo.
Já em novembro agora, o dólar já está se aproximando dos 700 bolívares.
Taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado
paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo
(linha vermelha)
Isso implica uma desvalorização da moeda nacional de
86% em apenas um ano. O país está em hiperinflação.
Consequentemente, vários comerciantes recorrem ao preço
do dólar no mercado paralelo — o único preço confiável na Venezuela — para
estimarem a atual inflação de preços no país (a qual, baseando-se no
movimento do dólar no mercado paralelo, é estimada em 700% ao ano) e com
isso terem alguma noção do real valor de suas escassas mercadorias.
Por exemplo, caso o valor oficial do dólar
(decretado pelo governo), e não o paralelo, seja utilizado, uma batata frita no Mc
Donald’s custaria inacreditáveis US$ 126.
Por isso a prática de recorrer ao valor do dólar no
mercado paralelo para se tentar ao menos uma precificação mais correta dos bens
e serviços.
No entanto, isso irrita o governo. Para abolir essa
prática, Maduro prometeu cadeia.
“Todo aquele que basear seus preços no dólar fantasma
ou paralelo, que utilize esse dólar sem nenhum tipo de respaldo legal, será
enquadrado nessa nova normativa.”
O
desespero
Essa combinação de hiperinflação e rígido controle
de preços está gerando o supracitado desabastecimento generalizado, esvaziando
as prateleiras dos supermercados do país.
Com uma moeda inconversível e que ninguém quer
portar — nenhum estrangeiro está disposto a trocar sua moeda pelo bolívar, pois
não há investimentos atrativos na Venezuela —, nenhum empreendedor na
Venezuela está tendo acesso a dólares.
E, sem acesso a dólares, todas as importações, mesmo
a de produtos básicos e essenciais, como remédios, estão praticamente
paralisadas.
A única entidade na Venezuela que ainda tem dólares
é o governo, e é ele quem decide qual empresa pode receber dólares para
importar bens. No momento, por causa de sua escassez e da acelerada
perda de reservas internacionais (que estão em apenas US$ 14,8 bilhões, a menor em 13 anos), a ração de dólares está suspensa.
Consequentemente, o Banco Central está tendo de vender todo o ouro de
suas reservas para conseguir importar bens essenciais para manter a população
viva.
A mistura de escassez e hiperinflação é mortal. Pessoas com fome e portando uma moeda que não
vale nada têm de recorrer à força física (a única coisa que ainda lhes resta)
para tentar sobreviver. Consequentemente,
supermercados estão sendo saqueados e as pessoas estão brigando violentamente
entre si para garantir uma fatia do roubo.
O vídeo a seguir, com cenas fortes, mostra um
supermercado na cidade de Caroní sendo saqueado e as pessoas brigando para
garantir um naco do espólio. Uma pessoa
morreu. “Esta é a revolução da fome!”,
gritou uma das mulheres que assistiam horrorizadas ao trágico desenlace.
Já este vídeo, igualmente impactante, mostra dezenas
de pessoas lutando em um supermercado apenas para consegui um saco de leite em
pó. A cena é semelhante a de um
adestrador jogando migalhas para cachorros.
Recentemente, em outro tumulto em um supermercado
estatal do país (que havia anunciado a venda de comida subsidiada), cinco mil
pessoas entraram em conflito com a Guarda Nacional, que utilizou gás
lacrimogêneo para dispersar a população.
Uma idosa
de 80 anos foi pisoteada até a morte. E 75 pessoas ficaram feridas.
A situação ficou tão escabrosa que os traficantes de
drogas abriram mão de seu ofício em tempo integral e passaram a se especializar no mercado paralelo de
alimentos.
Escassez
faz criminosos trocarem tráfico de drogas pelo de alimentos na VenezuelaJaime se dedicava exclusivamente ao tráfico de
drogas até que, dois anos atrás, um cliente que trabalhava em um supermercado
lhe ofereceu trocar maconha por farinha de milho pré-cozida.Desde
então, o traficante se dedica — também — ao que eles chamam de bachaqueo, atividade ilegal cada vez
mais comum na Venezuela, que consiste em revender produtos básicos que nem
sempre são encontrados em lojas e pelos quais milhões de venezuelanos passam
horas na fila todos os dias.“Ele
me propôs a troca e eu disse que sim. Quando fui ver, minha casa estava cheia
de produtos”, afirmou ele à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, sob
condição de anonimato.De
acordo com a Lei de Preços Justos, que estabelece a regulação de preços de
produtos de primeira necessidade no país, a revenda desses bens é crime sujeito
a pena de três a cinco anos de prisão.
O suprimento de remédios está
acabando. Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas
de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias. Algumas clínicas
privadas são capazes de manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguem
contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano possa interceptar,
remédios essenciais.
Com a falta de remédios, os venezuelanos estão
tendo, humilhantemente, de recorrer a medicamentos
para cachorro.
Como consequência, os próprios cachorros também começaram a sofrer, já
que esse aumento da demanda por medicamentos veterinários está diminuindo a oferta
disponível de remédios para serem usados nos próprios cachorros.
Está havendo também uma escassez de
contraceptivos, o que vem aumentando a
taxa de gravidezes indesejadas no país. Para piorar, também há escassez
de fraldas e leite, itens essenciais para os recém-nascidos.
A revolta dessa venezuelana na fila do supermercado
fala por si só:
Conclusão
Quanto mais o governo afirma estar agindo “em nome
do povo”, fazendo “justiça social”, e cuidando do “interesse geral”, mais pessoas
morrem de fome e passam a viver uma vida humilhante.
Quando a “justiça social” rege as ações políticas, o
resultado é o totalitarismo. Hayek já havia alertado sobre isso.
_______________________________
Andrea
Rondón García, doutora em direito pela Universidad
Central de Venezuela e diretora acadêmica do Instituto Ludwig von Mises
Venezuela. É também professora da Universidad
Católica Andrés Bello.
Leandro
Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von
Mises Brasil.

Quanto tempo pode durar esse tipo de convulsão social? Não seria melhor fugir pro mato e viver da caça e pesca?
Esse é o Mercosul ? Esse Mercosul está parecendo mais o Mercocuba !
A melhor forma de se obter preços justos é com choque de oferta e livre mercado. O protecionismo, a desvalorização da moeda, os monopólios estatais e privatizações, só causam escassez e aumentos de preços. Por mais que, o livre mercado possa ter um aumento de preços no começo se houver escassez, em pouco tempo as demandas são resolvidas e os preços são normalizados.
Esse capitalismo de compadres chegou no limite.
Hoje, o governo está leiloando usinas hidrelétricas. Os eletricistas do governo não percebem que alugar as usinas só vai resultar em aumentos de preços. O correto seria deixar as usinas com quem vai investir mais em novos projetos. Esse aluguel de usinas para fechar as contas do governo vai quebrar o setor elétrico, que já estava capengando e totalememte endividado.
O pior desse populismo é que os ignorantes ainda acham que esses doentes socialistas sabem o que estão fazendo. Esses socialistas acham que estão ajudando, mas estão destruindo tudo.
Esses canalhas cobram impostos demais, colocam uma burocracia enorme, confiscam benefícios trabalhistas, colocam regras protecionistas, fazem monopólios, para depois colocar as culpa em adversários políticos, em outros países, na madre Tereza, etc. Eles não assumem nada. Socialistas são canalhas!
Eles estão experimentando os próprios valores nos quais votaram e acreditaram. Essa foi a promessa de Chávez não foi? Eles elegeram e reelegeram o caudilho. E agora queriam o que? Que aquilo ali virasse a Suíça? Eu só sinto pena das pessoas que desde sempre odiaram Chaves e votaram contra e hoje em dia estão passando por isso graças à maioria idiota que votou nele. Já quanto a maioria idiota que é a que está mais sofrendo nesse momento, não tenho a menor pena.
Ter saído de lá foi a melhor coisa que fiz na vida…mesmo que tenha sido para vir para o Brasil. Não da para escrever sobre como é a vida na Venezuela. A realidade e o dia a dia é bem pior. Sofro por meus amigos e familiares que ainda estão lá, num verdadeiro inferno na Terra
eu me impressiono é como os venezuelanos nao fogem de la assim como os sirios fogem de sua terra
pois o que eles estao vivendo é uma verdadeira guerra.
Minhas condolências a população não Bolivariana da Venezuela que está sofrendo na pele esta experiência comunista na América Latina. Espero não termos que chegar a esse ponto para que a nossa população expulse o discurso populista esquerdista dessas praias e que possamos limpar o estrago já efetuado em boas economia pelos membros da atual cleptocracia.
Engraçado já caiu o muro de Berlim a 30 anos e sempre aparece esquerdismos novos. Esse “socialismo do séc XXI” é tão lixo quanto os outros, e falhou assim como o do Séc XXII vai falhar.
gostaria de um artigo sobre como proteger nosso dinheiro
com escleracimentos sobre a proteção por meio do ouro e do bitcoin assim como seus riscos
desde ja agradeço
Após lerem esse artigo, lembrem-se disso:
https://www.youtube.com/watch?v=ZlOUE6yB6Jg
e disso também:
https://www.youtube.com/watch?v=eSyFwbtwVaA
ou disso
https://www.youtube.com/watch?v=zIzRAvXP1dE
Burrice ou maldade???
Só para lembrar (e tentar não vomitar)
https://www.youtube.com/watch?v=ZlOUE6yB6Jg
Não entendo como uma população inteira pode se subjugar a pessoas/decisões que claramente são terríveis para o país… o que explica tamanho descalabro? A passividade/falta de inteligência média dos venezuelanos, a eficiência desse governo imbecil na implantação de políticas burras ou ambos?
Também me pergunto se Maduro e equipe absurdamente acreditam que estão fazendo bem ao seu país (apesar de todas evidências contrárias) e principalmente: que medidas poderiam ser tomadas pela população e/ou outros países para reverter essa situação?
Uma palavra: Socialismo.
O povo lá está praticando o famoso: “vender o almoço pra comprar a janta“.
Surgem algumas dúvidas:
Por quê esse povo ainda está nesse país?
Quantos dos cidadãos de lá já se alertaram de que a situação não é culpa do exterior, do “grande capital”, do imperialismo, mas tão somente por problemas internos?
Quantos já saíram ou cogitaram sair do país?
O que estão esperando? Fecharem as fronteiras e impedir a fuga, a exemplo de um país no qual seus governantes se espelham e idolatram?
Certamente, alguns – não muitos – cidadãos venezuelanos devem estar cogitando ou já saíram. A exemplo do que aconteceu com a antiga Jerusalém, antes da invasão por parte do antigo Império Romano, muitos cidadãos fugiram antes; agora, uma janela de decisão ainda permanece aberta. Só não se sabe até quando.
Instituto Ludwig von Mises Venezuela? Peraí que vou estatizar essa bagaça e renomear para “Instituto Hugo Chavez”
Está além das minhas possibilidades intelectuais compreender como uma insanidade dessas pode persistir – como a humanidade pode ter, por muito menos, jogado tanta coisa no lixo do esquecimento, e essa ideologia genocida e demoníaca ainda perdurar.
Ao ler o contento em epígrafe confesso que fui acometido de nefasta escuridão e dissabor, não pelo glorioso triunfo do povo venezuelano, mas pela confusão que atormenta a pugnação libertária.
Imperioso descortinar que, conquanto somente repousam sua arguição sobre o que se vê, desprezam o que se não vê, ignorando o sabor da árdua vitória do socialismo e perfídia da burguesia que, agora acanhada, anela retomar seu reinado ao incitar rancor.
Os venezuelanos triunfaram sobre o egoísmo que permeia as nações capitalistas e, libertos das amarras do papel-moeda, contemplam o poder da justiça social que só não se mostra ainda mais efetiva, dada a resiliente oposição levantada por desejos carnais como o lucro dos remanescentes, fome e papel higiênico.
Logo alçarão mais nobre êxito ao se desprender dessa destruição da natureza, – sim, os capitalistas destroem a natureza ao fazer com que o povo compre papel higiênico – e poderão viver de luz, no mais alto escalão espiritual e desapegado.
Gostaria de saber do pessoal do site ou de quem entender do assunto, se comprar ouro é um bom investimento, digamos assim se é melhor do que guardar dinheiro na poupança no BB. Não entendo muito de economia.
Alguém poderia explicar o que é a “taxa de câmbio oficial declarada pelo governo”? O governo estipula um valor para o dólar, e o Banco Central da Venezuela vende dólares à este valor somente para alguns grupos escolhidos pelo governo?
E sobre a questão da “moeda conversível”, para uma moeda sê-la basta que o governo autorize que todas as pessoas e instituições realizem transações cambiais?
Não foi o suficiente.
O Mercosul só pode existir, se considerar que as pessoas podem comprar em qualquer país da A.L., como se estivessemos comprando alguma coisa em um estado do Brasil. O Mercosul só pode exisitr, se retirarmos as tarifas de importação, desde que sejam produtos produzidos na América Latina. Isso seria o mínimo. Já as mercadorias produzidas em outros continentes, poderiam ter algum imposto de importação. Claro que eu sou a favor de não ter restrição nenhuma, mas liberar o comércio de produtos produzidos na A.L., já seria um avanço. Isso seria o Mercosul legítimo.
Essa Venezuela deveria ser expulsa imediatamente do Mercosul.
Isso para mim reforça a importância da internacionalização. Venezuelanos que já tinham um segundo passaporte, conta bancária fora do país etc antes desse descalabro começar, conseguiram se preservar e escapar.
Se você só tem uma nacionalidade, nunca viveu fora do seu país de nascimento e todo o seu patrimônio se encontra na mesma jurisdição, você é total refém daquele governo.
a dilma olha pra venezuela:
“nossa, parece mto legal o ta rolando la, vamos experimentar tb!!”
e tome estado nas costas dos cidadaos…
esse maduro ai ja apodreceu faz tempo, mas pelo jeito nao vai cair
“o estado venezuelano passou a redistribuir riqueza que ele não produz“.
Li, nos comentários de outros artigos, de que o Estado não produz, basicamente o que está itálico acima. Esta parte que não entendi direito, como fica as estatais como Petrobrás e Caixa Econômica elas não produzem para o Estado?
– Sr. D'Anconia, o que acha que vai acontecer com o mundo?
– Exatamente o que ele merece.
– Ah, mas como o senhor é cruel!
– A senhora não acredita na lei moral, madame? – perguntou Francisco, muito sério. – Eu acredito.
Rearden ouviu Bertram Scudder, que estava fora do grupo, dizer a uma moça que emitira algum som que traduzia indignação:
– Não se incomode com ele. Sabe, o dinheiro é a origem de todo o mal, e ele é um produto típico do dinheiro.
Rearden achou que Francisco não deveria ter ouvido o comentário, porém o viu se virar para eles com um sorriso muito cortês.
Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem. É isto que o senhor considera mau? Quem aceita dinheiro como pagamento por seu esforço só o faz por saber que ele será trocado pelo produto de esforço de outrem. Não são os pidões nem os saqueadores que dão ao dinheiro o seu valor. Nem um oceano de lágrimas nem todas as armas do mundo podem transformar aqueles pedaços de papel no seu bolso no pão de que você precisa para sobreviver. Aqueles pedaços de papel, que deveriam ser ouro, são penhores de honra; por meio deles você se apropria da energia dos homens que produzem. A sua carteira afirma a esperança de que em algum lugar no mundo a seu redor existem homens que não traem aquele princípio moral que é a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a plantar trigo. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos, e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra.
Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força o senhor se refere? Não é à força das armas nem dos músculos. A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daquele que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de sua capacidade. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar com você o trabalho dele. O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para os homens que os adquirem, e nada mais que isso. O dinheiro só permite os negócios em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias.
O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, e não em detrimento de si próprio; para lucrar, não para perder; de que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria; de que é preciso oferecer-lhes valores, não dores; de que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. O dinheiro exige que o senhor venda não a sua fraqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão humana; exige que o senhor compre não o pior que os outros oferecem, mas o melhor que o seu dinheiro pode comprar. E, quando os homens vivem do comércio – com a razão e não à força, como árbitro irrecorrível –, é o melhor produto que sai vencendo, o melhor desempenho, o homem de melhor juízo e maior capacidade – e o grau da produtividade de um homem é o grau de sua recompensa. Este é o código da existência cujo instrumento e símbolo é o dinheiro. É isto que o senhor considera mau?
Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo aonde o senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. O dinheiro é o flagelo dos homens que tentam inverter a lei da causalidade – os homens que tentam substituir a mente pelo seqüestro dos produtos da mente. O dinheiro não compra felicidade para o homem que não sabe o que quer; não lhe dá um código de valores se ele não tem conhecimento a respeito de valores, e não lhe dá um objetivo, se ele não escolhe uma meta. O dinheiro não compra inteligência para o estúpido, nem admiração para o covarde, nem respeito para o incompetente. O homem que tenta comprar o cérebro de quem lhe é superior para servi-lo, usando dinheiro para substituir seu juízo, termina vítima dos que lhe são inferiores. Os homens inteligentes o abandonam, mas os trapaceiros e vigaristas correm a ele, atraídos por uma lei que ele não descobriu: o homem não pode ser menor do que o dinheiro que ele possui. É por isso que o senhor considera o dinheiro mau? Só o homem que não precisa da fortuna herdada merece herdá-la – aquele que faria sua fortuna de qualquer modo, mesmo sem herança. Se um herdeiro está à altura de sua herança, ela o serve; caso contrário, ela o destrói. Mas o senhor diz que o dinheiro corrompeu. Foi mesmo? Ou foi ele que corrompeu seu dinheiro? Não inveje um herdeiro que não vale nada; a riqueza dele não é sua, e o senhor não teria tirado melhor proveito dela. Não pense que ela deveria ser distribuída; criar cinqüenta parasitas em lugar de um só não reaviva a virtude morta que criou a fortuna.
O dinheiro é um poder vivo que morre quando se afasta de sua origem. O dinheiro não serve à mente que não está a sua altura. É por isso que o senhor o considera mau? O dinheiro é o seu meio de sobrevivência. O veredicto que o senhor dá à fonte de seu sustento é o veredicto que o senhor dá à sua própria vida. Se a fonte é corrupta, o senhor condena a sua própria existência. O seu dinheiro provém da fraude? Da exploração dos vícios e da estupidez humana? O senhor o obteve servindo aos insensatos, na esperança de que eles lhe dessem mais do que sua capacidade merece? Baixando seus padrões de exigência? Fazendo um trabalho que o senhor despreza para compradores que o senhor não respeita? Neste caso, o seu dinheiro não lhe dará um momento sequer de felicidade. Todas as coisas que o senhor adquirir serão não um tributo ao senhor, mas uma acusação; não uma realização, mas um momento de vergonha. Então o senhor dirá que o dinheiro é mau. Mau porque ele não substitui seu amor-próprio? Mau porque ele não permite que o senhor aproveite e goze sua depravação? É este o motivo de seu ódio ao dinheiro? O dinheiro será sempre um efeito, e nada jamais o substituirá na posição de causa. O dinheiro é produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios. O dinheiro não lhe dá o que o senhor não merece, nem em termos materiais nem em termos espirituais. É este o motivo de seu ódio ao dinheiro? Ou será que o senhor disse que é o amor ao dinheiro que é a origem de todo o mal?
Amar uma coisa é conhecer e amar a sua natureza. Amar o dinheiro é conhecer e amar o fato de que o dinheiro é criado pela melhor força que há dentro do senhor, a sua chave-mestra que lhe permite trocar o seu esforço pelo esforço dos melhores homens que há. O homem que venderia a própria alma por um tostão é o que mais alto brada que odeia o dinheiro – e ele tem bons motivos para odiá-lo. Os que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-lo. Eles sabem que são capazes de merecê-lo. Eis uma boa pista para saber o caráter dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro o obtém de modo desonroso; aquele que o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que diz que o dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador, assim como o sino indicava o leproso. Enquanto os homens viverem juntos na terra e precisarem de um meio para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão será o cano do fuzil. Mas o dinheiro exige do senhor as mais elevadas virtudes, se o senhor quer ganhá-lo ou conservá-lo.
Os homens que não têm coragem, orgulho nem amor-próprio, que não têm convicção moral de que merecem o dinheiro que têm e não estão dispostos a defendê-lo como defendem suas próprias vidas, os homens que pedem desculpas por serem ricos – esses não vão permanecer ricos por muito tempo. São presa fácil para os enxames de saqueadores que vivem debaixo das pedras durante séculos, mas que saem do esconderijo assim que farejam um homem que pede perdão pelo crime de possuir riquezas. Rapidamente eles vão livrá-lo dessa culpa. Então o senhor verá a ascensão dos homens que vivem uma vida dupla – que vivem da força, mas dependem dos que vivem do comércio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam. Esses homens vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade onde há moral eles são os criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas quando uma sociedade cria uma categoria de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se apossar da riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no vingador daqueles que o criaram. Tais saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados. E assim a coisa continua, vencendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assassino vence o batedor de carteiras. E então esta sociedade desaparece, em meio a ruínas e matanças.
Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro. O dinheiro é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão – quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas influencia – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está condenada. O dinheiro é um meio de troca tão nobre que não entra em competição com as armas e não faz concessões à brutalidade. Ele não permite que um país sobreviva se metade é propriedade, metade é produto de saques. Sempre que surgem destruidores, a primeira coisa que eles destroem é o dinheiro, pois o dinheiro protege os homens e constitui a base da existência moral. Os destruidores se apossam do ouro e deixam em troca uma pilha de papel falso. Isto destrói todos os padrões objetivos e põe os homens nas mãos de um determinador arbitrário de valores. O dinheiro era um valor objetivo, equivalente à riqueza produzida. O papel é uma hipoteca sobre riquezas inexistentes, sustentado por uma arma apontada para aqueles que têm de produzi-las. O papel é um cheque emitido por saqueadores legais sobre uma conta que não é deles: a virtude de suas vítimas. Cuidado que um dia o cheque é devolvido, com o carimbo: 'sem fundos'. Se o senhor faz do mal o meio de sobrevivência, não é de se esperar que os homens permaneçam bons. Não é de se esperar que eles continuem a seguir a moral e sacrifiquem suas vidas para proveito dos imorais. Não é de se esperar que eles produzam, quando a produção é punida e o saque é recompensado. Não pergunte quem está destruindo o mundo: é o senhor. O senhor vive no meio das maiores realizações da civilização mais produtiva do mundo e não sabe por que ela está ruindo a olhos vistos, enquanto o senhor amaldiçoa o sangue que corre pelas veias dela – o dinheiro. O senhor encara o dinheiro como os selvagens o faziam, e não sabe por que a selva está brotando nos arredores das cidades. Em toda a história, o dinheiro sempre foi roubado por saqueadores de diversos tipos, com nomes diferentes, mas cujo método sempre foi o mesmo: tomar o dinheiro à força e manter os produtores de mãos atadas, rebaixados, difamados, desonrados. Esta afirmativa de que o dinheiro é a origem do mal, que o senhor pronuncia com tanta convicção, vem do tempo em que a riqueza era produto do trabalho escravo – e os escravos repetiam os movimentos que foram descobertos pela inteligência de alguém e durante séculos não foram aperfeiçoados.
Enquanto a produção era governada pela força, e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome, os homens exaltavam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos, mercadores, lojistas – industriais. Para a glória da humanidade, houve, pela primeira e única vez na história, uma nação de dinheiro – e não conheço elogio maior aos Estados Unidos do que esse, pois ele significa um país de razão, justiça, liberdade, produção, realização. Pela primeira vez, a mente humana e o dinheiro foram libertados, e não havia fortunas adquiridas pela conquista, mas só pelo trabalho, e ao invés de homens da espada e escravos, surgiu o verdadeiro criador da riqueza, o maior trabalhador, o tipo mais elevado de ser humano – o self-made man – o industrial americano. Se me perguntarem qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque ela contém todas as outras – o fato de que foram os americanos que criaram a expressão "fazer dinheiro". Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais usara estas palavras antes, e sim "ganhar dinheiro"; antes, os homens sempre encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, pedida, herdada, repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem que ser criada. A expressão 'fazer dinheiro' resume a essência da moralidade humana. Porém foi justamente por causa desta expressão que os americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de saqueadores.
O ideário dos saqueadores fez com que pessoas como o senhor passassem a encarar suas maiores realizações como um estigma vergonhoso, sua prosperidade como culpa, seus maiores filhos, os industriais, como vilões, suas magníficas fábricas como produto e propriedade do trabalho muscular, o trabalho de escravos movidos a açoites, como na construção das pirâmides do Egito. As mentes apodrecidas que dizem não ver diferença entre o poder do dólar e o poder do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o que vai acabar acontecendo. Enquanto pessoas como o senhor não descobrirem que o dinheiro é a origem de todo bem, estarão caminhando para sua própria destruição. Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, os homens se tornam os instrumentos dos homens. Sangue, açoites, armas – ou dólares. Façam sua escolha – não há outra opção – e o tempo está esgotando.
Algumas pessoas haviam ouvido, mas agora se afastavam, e outras diziam: "é horrível!"; "Não é verdade!"; "Que egoísmo!". Falavam ao mesmo tempo alto e discretamente, como se quisessem que aqueles que estavam ao lado ouvissem, mas não Francisco.
– Sr. D'Anconia – disse a mulher dos brincos -, não concordo com o senhor!
– Se a senhora puder refutar uma só frase que eu disse, madame, lhe agradecerei.
– Ah, não posso responder ao senhor. Não tenho respostas, minha mente não funciona assim, mas eu não sinto que o senhor tenha razão, portanto sei que o senhor está errado.
– Como a senhora sabe disso?
– Eu sinto. Não me guio pela cabeça, mas pelo coração. Sua lógica pode estar certa, mas o senhor não tem coração.
– Minha senhora, quando as pessoas estiverem morrendo de fome ao nosso redor, seu coração não vai ajudá-las em nada. E, já que não tenho coração, eu lhe digo: quando a senhora gritar "Mas eu não sabia!", não terá perdão.
“The Bolivarian Socialist Front of Older Adults of Merida State supports the revolutionary process and president Hugo Rafael Chavez Frias because he is the only president who has known how to understand the priorities and needs of this vulnerable sector of the population, as older adults are, thereby allowing for their inclusion in social security. Long live Chavez!”
venezuelanalysis.com/images/7324
Se a experiência venezuelana não deu certo
é por causa dos sabotadores e porque Marx foi deturpado!
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Maduro e o Katchup g1.globo.com/economia/noticia/2015/12/maduro-diz-que-pode-prender-gerentes-da-heinz-por-sabotagem.html
Olá!
Essa estimativa de 700% de inflação em um ano é relativa especificamente ao setor privado? Por que em nenhum lugar se encontra esse valor, ou pelo menos não é divulgado com tanto destaque na mídia venezuelana. A maioria divulga que no acumulado do ano, atualmente, ela estaria entre 200% e 300%. A princípio, pensei que de alguma forma a inflação nominal “mascarasse” a inflação real em um ambiente de desvalorização cambial. Sendo assim, enquanto para os venezuelanos estivesse parecendo que os preços subiram, vamos supor, “apenas” uns 250% no ano (o que provavelmente já seria o suficiente para estar de acordo com o estrago que tem se desenhado), o aumento real seria de aproximadamente 700% no período, considerando a variação cambial. Mas, aí eu lembrei que o governo — além do controle de preços — também tem lá os seus preços administrados, então talvez a média no final justificasse o resultado nas pesquisas locais. Acho que é uma explicação aceitável…
E que baita artigo esse. Muito bom (e forte) mesmo, principalmente quando visto meticulosamente, e depois voltando a lembrar do título. Depois de lê-lo, fica difícil admitir o uso da expressão “justiça social” (e seus afins) para justificar determinadas atitudes. Parabéns!
Abraços!
O sonho do psol é fazer isso no Brasil
O Nicolas Maduro já disse em alto e bom som, que haverá guerra e morte se a revolução bolivariana for interrompida.
Esse Maduro é um psicopata que precisa ser preso imediatamente.
O comunismo/socialismo é uma coisa verdadeiramente satânica. Não existe outra explicação para algo que causa tanta miséria, destruição, autoritarismo e brutalidade continuar a ter defensores tão fervorosos.