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A grande muralha da China começa a se esfacelar (com dados atualizados)

A China foi a grande salvadora da economia mundial
em 2008.  A implantação de um pacote de
estímulos sem precedentes como resposta à crise financeira daquele ano gerou uma explosão de
investimentos em infra-estrutura

Houve maciços e esbanjadores projetos de construção na China, os quais
envolveram a construção de basicamente qualquer coisa que você seja capaz de
imaginar.  Como explicado
neste artigo
:

Durante um período de apenas dois
anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada “agressiva
política de estímulos” do governo chinês em resposta à recessão do mundo
desenvolvido, a
China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX
!

A voraz demanda por commodities a serem utilizadas
nesse boom da construção civil fez com que os países emergentes produtores dessas
commodities — como minério de ferro e petróleo — se beneficiassem desse
crescimento chinês e fossem também impulsionados por esse crescimento.

Agora, no entanto, a economia chinesa atingiu o
muro.  O crescimento econômico está
abaixo dos 7% ao ano pela primeira vez em 25 anos, e isso segundo
as próprias estatísticas oficiais do país
— o que significa que os números
reais provavelmente estão muito piores do que isso.

O Banco Central chinês vem adotando várias medidas
para estimular a cambaleante economia.  Nos
últimos 12 meses, a taxa básica de juros foi reduzida de 6% para 4,35%, sendo
este o menor valor da história
.

A fuga de capitais do país vem aumentando.  No
segundo trimestre de 2015, US$ 766 bilhões saíram do país.  No primeiro trimestre, foram US$ 945 bilhões
.  Só nas últimas sete semanas, mais
de US$ 190 bilhões
saíram do país. 
Nas primeiras três semanas de agosto, US$
100 bilhões
já foram embora, não obstante todas as draconianas leis
criadas pelo governo para impedir “saídas ilícitas de capital”.

Como consequência dessa maciça fuga de capitais, o
Banco Central chinês optou por desvalorizar
a moeda chinesa
(o renminbi).  Essa recente
desvalorização da moeda foi uma medida desesperada e de última instância, a
qual serviu apenas para sinalizar que a grande era do crescimento chinês está
rapidamente chegando ao fim.

Ao longo de 2015, as exportações foram, em média, 11% menores do que em 2014, o que mostra que a situação chinesa é pior do que muitos estimam.

O mercado imobiliário chinês também se encontra em
uma situação claudicante.  Os preços dos
imóveis caíram
acentuadamente após décadas de contínuo aumento
.  Para os milhões de chineses que alocaram
sua poupança no setor imobiliário
, a situação é perturbadora. 

Adicionalmente, a desaceleração econômica chinesa
está enviando ondas de choque para todo o mercado de commodities.  O índice global de commodities,
da Bloomberg, que acompanha os preços de 22 commodities, caiu para níveis que
vigoravam apenas no início deste século.

O minério de ferro é uma matéria-prima essencial
para alimentar as siderúrgicas da China; e, como tal, é um bom mensurador para
o atual estado da construção civil chinesa. 
O preço do minério de ferro no porto de Qingdao caiu
para US$ 43 a tonelada
, menos da metade em relação aos US$ 140 que
vigoravam em janeiro de 2014.

Já os dados do setor industrial chinês são
desanimadores.  O Índice de Gerentes de
Compras (Purchasing Managers Index — PMI), o qual é um amplamente reconhecido
e respeitado mensurador da produção industrial, caiu
para 47
em agosto e está atualmente em 48.  Para ser considerado
positivo, ele tem de estar acima de 50. 
Sempre que o PMI cai abaixo de 50, o setor industrial está em contração.  Em julho, o valor tmbém havia sido de 48.  O atual valor é um dos menores da série histórica. [N. do E.: para o Brasil, este
índice está em 45,6
].

O
bem-estar dos chineses

As duas áreas nas quais a nova riqueza dos chineses
se manifestou explicitamente foram essas: telefones celulares e
automóveis.  Esses dois mercados estão
atualmente em contração.

O mercado chinês de telefones celulares é o maior do
mundo.  No segundo trimestre deste ano,
pela primeira vez na história, as
vendas de celulares na China diminuíram

Isso é um alerta de que os números oficiais do governo, que indicam um crescimento
de 7% do PIB, são fictícios.

Virou moda falar que a China está
vivenciando uma “saturação”
.  Essa “saturação”
está se tornando uma nova realidade econômica na China.  Durante anos, empresas globais se acostumaram
— aliás, o termo mais correto seria “foram mimadas” — com um crescimento
econômico artificial.  Essa era acabou.

O problema é que vendas em queda são um fenômeno
muito pior do que era de se esperar de um mercado meramente “saturado”.  Um mercado “saturado” implica um crescimento
de vendas pequeno ou, no máximo, nulo.  Quando
as vendas entram em queda, é difícil culpar a “saturação”.  Algo bem mais complexo está acontecendo, algo
que os números oficiais se recusam a reconhecer.

Smartphones não são o único bem de consumo que está
vivenciando essa débâcle de vendas em queda após anos de crescimento
espetacular.  Vários outros produtos
estão hoje vivenciando essa mesma contração. 
Por exemplo, a venda de veículos na China — que é o maior mercado de
automóveis do mundo, tanto em termos de produção quanto de vendas — declinou
em junho e julho em relação ao mesmo período do ano passado.  Mas os incrédulos fabricantes seguem
construindo plantas e ampliando as instalações.

Consequentemente, a Volkswagen, cujas vendas na
China — seu maior mercado consumidor — vêm caindo há três meses seguidos,
está hoje empenhada
ao máximo em negar que esteja reduzindo sua produção
para lidar com um
problema de capacidade ociosa.  Sim, a VW
está cortando a produção, “mas por outros motivos”, segundo a empresa.  Capacidade ociosa é algo muito terrível no
ramo automotivo.  Tal fenômeno
simplesmente não pode ser admitido publicamente.

O
que esperar

A maior ameaça para todo e qualquer regime político
é esta: a frustração de expectativas
otimistas
.

Quando as massas começam a acreditar que as coisas
só irão melhorar, e passam a acreditar que a atual ordem política fará com que
as coisas só melhorem, então, caso essas expectativas se concretizem no curto
prazo, o regime político irá se tornar obrigado a gerar uma contínua expansão
da riqueza.  Mas se essa expansão
desacelerar, e as massas não anteciparem essa desaceleração, o regime político
passará a enfrentar um potencial risco de revolução.

Na China, as massas foram ensinadas a acreditar que
o sistema sempre irá fornecer os bens. 
E, ao longo das últimas três décadas, o sistema de fato forneceu os
bens.  Os investidores que investiram no
país acreditaram que poderiam enriquecer quase que automaticamente.  Hoje, eles estão descobrindo que as coisas
mudaram.

A classe média chinesa que acreditou que o futuro
traria dias cada vez melhores, e que saiu às compras por celulares e carros,
está agora enfrentando uma nova realidade: as políticas keynesianas baseadas em expansão do
crédito
sempre geram uma contração. 
A China ainda não havia vivenciado um ciclo econômico ao estilo
ocidental.  Agora irá vivenciar.

A China é uma economia majoritariamente industrial.  Ao contrário dos países ricos, sua economia
urbana não está baseada no setor de serviços; ela se baseia na exportação de
bens de consumo.  Foi neste setor que
todo o crescimento econômico se concentrou nos últimos 35 anos.  E é esse setor que agora está em recessão.
[N. do E.: o IMB já
havia anunciado a iminência de uma recessão industrial na China
ainda no
segundo semestre de 2012]. 

O mercado de consumo dos bens chineses, localizado
no Ocidente, está secando.

É possível argumentar que a contração chinesa seria
inerente ao ciclo interno da economia chinesa, até então baseada em crescimento
contínuo sem recessão.  Em outras
palavras, seria possível dizer que a contração é decorrente das políticas do
Banco Central da China.  Os estímulos
gerados pela expansão do crédito teriam se exaurido.  Isso significa que a recessão seria
estritamente de geração interna. 
Entretanto, em um país maciçamente industrial que exporta para todo o
resto do mundo, as causas da contração são duplas: de um lado, a demanda ocidental
está em queda; de outro, as políticas de estímulo do Banco Central chinês não
mais estão aditivando a economia.

O Banco Central chinês está explicitamente em
pânico.  Ora eles anunciam que irão
enrijecer
; ora eles anunciam que irão adotar
novas medidas de expansão
.  Em janeiro de 2016, houve uma nova injeção de capital no sistema financeiro.

Já o governo chinês nunca diz nada.  Ele não se pronuncia.  Os políticos chineses são comunistas da velha
guarda e, como tal, não devem satisfação a ninguém no eleitorado.  Consequentemente, eles ficam de boca fechada.  Mas não há dúvidas de
que o governo central exige que o Banco Central faça de tudo para manter a
economia aquecida.  O problema é que,
desta vez, o Banco Central não está conseguindo cumprir a exigência.

A dramática queda que vem ocorrendo nos últimos meses na bolsa de valores de Xangai é um indicativo da encrenca em que se
encontra o governo central chinês.  O governo
estimulou uma insana especulação na bolsa, o
que faz com que seu índice mais do que dobrasse em apenas um ano

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Agora, o mercado está indo na direção oposta.

china-stock-market.png

O governo está desesperado para impedir que a bolsa
continue caindo, mas, até agora, o índice segue afundando feito uma pedra.  Tudo indica que já está havendo um pânico para
sair desse mercado.  Isso é o que se deve
esperar.  Tudo foi uma bolha, e a bolha
está agora em processo de estouro.  Isso é
o que sempre acontece com bolhas.

Investidores chineses não têm experiência com precificações
feitas pelo livre mercado.  Eles partiram
do princípio de que o mundo foi arranjado de modo a enriquecê-los.  Eles esperaram anos para entrar na bolsa de
valores, e então, há um ano, eles começaram a entrar em revoadas.  Esse foi um caso clássico de estouro de uma
bolha de ações gerada por uma economia que vivenciou uma expansão artificial.

Era comum ouvir esse mito a respeito do
keynesianismo asiático: ele seria diferente do keynesianismo ocidental.  Os economistas keynesianos da Ásia, que não
se auto-intitulam keynesianos, recorrentemente argumentavam que um planejamento
econômico centralizado pelo governo, por meio do Banco Central, poderia
sobrepujar os ciclos econômicos típicos das democracias ocidentais.  Eles estão prestes a descobrir que as leis
econômicas são imutáveis em qualquer hemisfério.

Esse artigo foi publicado originalmente em agosto de 2015

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Veja todos os nossos artigos sobre a China.

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Autores:

Wolf
Richter
é comentarista economico e fundador da Wolf Street Corp.

Ambrose
Evans-Pritchard
é colunista do jornal britânico The Telegraph

Gary
North
é ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de
vários livros sobre economia, ética e história.

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153 comentários em “A grande muralha da China começa a se esfacelar (com dados atualizados)”

  1. Pedro Vitor de Abreu

    Se nossos fracos fundamentos econômicos, destruídos por estes 13 anos de populismo, já nos deixavam vulneráveis em tempos de bonança e estabilidade internacional, imaginem agora com o mercado global às portas de perder a confiança nos manipulados mercados da China, Rússia e Mercosul.

    Ou cortamos, com absoluta urgência, na carne (do Estado) e aplicamos um choque de capitalismo em prol da eficiência e transparência ou condenaremos os nossos, principalmente os de menor renda – estes que a utopia socialista usa para perpetuar sua oligarquia protegida, a décadas de miséria e depressão.

  2. É o fluxo contrário da onda das commodities. O problema reside no fato de que o Brasil está muito fragilizado economicamente, e essa onda de choque vinda da China pode fazer com que a crise do subprime pareça brincadeira no parque.

    A marolinha virou tsunami.

  3. [OFF] Amigos, uma questão me surgiu nos últimos dias… o que impede, tecnicamente, o governo de violar a LRF e passar a se financiar maciçamente através de emissão de moeda pelo Tesouro?

    Não tenho mais dúvidas que esse governo não tem respeito nenhum pela Lei e pelas consequências disso e que fará qualquer coisa para permanecer no poder…

  4. Douglas Silva Rodrigues

    Olá, tenho uma dúvida, provável que a análise ao seguir está errada, mas enfim. O Brasil está uma merda e vai piorar pela própria gestão do BC e outros órgãos, e devido ao Brasil ter grandes parcerias com a China, a crise chinesa irá afetar o Brasil, minha dúvida é, qual o tamanho do impacto que a crise chinesa vai proporcionar ao Brasil? E também o que precisa ser feito para que essa crise de fato diminua e mude?

  5. Na seção “O bem-estar dos chineses”, vejo que se trocarmos a palavra "chineses" por "bananenses", cai como uma luva para a situação atual da banânia. 😀

  6. O Brasil surfou na onda chinesa, agora a China não precisa mais de nossas commodities, e agora quem poderá nos salvar ?.
    Certamente o governo brasileiro esperará a vez da Índia.

  7. A correção sempre vem.
    Mas eu penso pelo lado positivo, a crise financeira tem o potencial de derrubar
    o regime autoritário chinês. Não tem conversa, dinheiro no bolso e comida no prato
    fala mais alto que a liberdade.
    A convulsão social chinesa aumentará novamente em níveis piores que àqueles simbolizados pelos protestos da praça celestial da paz.
    Creio que a china pode até se esfacelar territorialmente.

  8. Como são determinados esses fluxos de capitais que estão nos links do texto? As transações correntes chinesas foram positivas em 766 no 2º tri/15, o IED acumulou 766 em jun/15. E esse fluxo de capital foi negativo em 766? Como se chega a esse valor?
    Acho que o dado do PCC tá viciado…

  9. Seguraaaaa PT.
    Agora que o Brasil vai ver a porca torcer o rabo e mais um pouco. Antes o problema era todo nosso a poderia fazer algumas poucas alterações e a coisa se acertava, agora vamos precisar fazer uma reforma mais ainda profunda.
    Não vai sobrar pedra sobre pedra desse governo, infelizmente até o PT largar o osso muitos brasileiros irão perder o emprego, famílias destruídas, sonhos interrompidos e muito mais.
    O sonho virou pesadelo. O que mais espanta-me é que há tempos esse site(mises) já havia alertado a respeito da bolha imobiliária chinesa, os investimentos do seu governo estatal e muito mais. Agora chegou a conta para a China e para o resto do mundo.

  10. Será que o povo vai tomar as ruas da China quando a “casa cair”?

    Em todos os países onde houve/há crises financeiras o povo se revolta (ainda que manipulado por algum meio). Será que veremos isso na China também?

  11. Sempre achei que a China entraria numa trajetoria problematica. Mas, confesso, venho dizendo isso ha mais de dez anos. Os que bem penssam o Instituto von Mises tem uma explicacao para um ciclo de crescimento acelerado (chegou a ser vertiginoso) por mais de TRINTA ANOS!? O ciclo comecou, na verdade, no fim dos setenta para o inicio dos oitenta, accelerando a partir dos noventa, com o aprofundamento das reformas liberalizantes.

  12. Uma pergunta para o Leandro ou para o fernando ulrich : e as colossais reservas internacionais chinesas em titulos americanos ?….já que exportarão cada vez menos, tende a diminuir essas reservas ?….existe a hipotese deles começarem a vender ?…O que poderia representar essas reservas neste cenário de crise ?

  13. Lucas Senger Jacobus

    Boa tarde.

    Na eventualidade do Banco Popular da China começar vender a títulos do Tesouro Americano, não há possbilidade do dólar se depreciar?

    E outra, por que o BC Brasileiro não utiliza PARTE de suas reservas visando um Currency Board? Não estamos com a base monetária em níveis menores que as reservas internacionais?

  14. Desta vez carta capital explicou melhor que o instituto mises a crise atual da China:

    http://www.cartacapital.com.br/revista/864/o-tropeco-de-godzilla-4333.html

    “Pequim quer uma moeda e um setor financeiro capazes de disputar a hegemonia com os EUA e não vai deixar o “livre mercado” atrapalhar”

    “Pequim dá mais ouvidos a Confúcio e Marx do que a Mises e Hayek, e julga ser papel do governo disciplinar a irracionalidade do mercado, não se submeter à manada.”

  15. Felicitações pelo providencial artigo!

    Impressionante a riqueza de detalhes sobre a conjuntura chinesa.

    Eis o cerne da questão: Como desfazer do tremendo “incha$$o”?

    Vai ser um pega-pra-capar sem dúvida nenhuma, resta saber quem tem cabedal para suportar o tranco.

    O perdulário Brasil que surfou na crista da onda dessa farsa e que há tempos se estriba na propalada reserva de U$ 370 bi, terá nesse montante o suficiente para aguentar a marimba?

    Vislumbra-se uma gigantesca saraivada no horizonte.

  16. Crises e problemas à parte, o crescimento da China desde 1977 foi o mais rápido de toda história. Para quem não sabe, com mais de dez a população do Brasil, quando o tirano, genocida e pederasta Mao Tse Tung morreu em 1976, a China tinha um mercado de automóveis menor do que o do Brasil, que na época tinha 1/10 da população chinesa. Igualmente, a China tinha então menos telefones, shopping centers e vendas de passagens aéreas que o Brasil. A China que eu via, quando era criança era mostrada nas TVs, como sendo um país paupérrimo e cheio de gente miserável, que andava de bicicletas. Só em 1985, que a China passou o Brasil, em exportações.
    Nos últimos 50 anos, ninguém foi mais merecedor do Nobel da Paz, que Deng Xiaoping ( 1904 – 1997). Deng Xiaoping tirou da mais abjeta miséria, centenas de milhões de pessoas, que viviam num país em crise econômica desde o século XV. Deng Xiaoping teve visão, capacidade e tempo. Deng Xiaoping forjou uma superpotência econômica, algo que Delfim Neto e outros falsos direitas não fizeram.

  17. Leandro gostaria de fazer algumas perguntas.

    1 – O IMB publicou recentemente um artigo dizendo que o dolar provavelmente não ira chegar aos R$ 4,00… tal afirmação segue firme mesmo com o tsunami chines cada vez maior?

    2 – Como os grandes oligarcas do Brasil(banqueiros, grande midia e etc) deram as costas para o povo mais uma vez(nada alem do esperado) como na sua opnião os movimentos populares de direita que estão ocorrendo deverão se comportar, continuar na busca pela queda de dilma ou tentar segurar as pontas impedindo o crescimento e a interferencia do estado?

  18. Pena que o Orkut já desapareceu.

    Adoraria entrar hoje em comunidades como a “Brasil”, e chamar para a conversa todos os petistas e bolivarianos, que debochavam e ridicularizavam quem avisava que o Brasil estava crescendo artificialmente sob bases fracas e insustentáveis, criadas pela exportação de commodities inflacionadas e crédito farto e irresponsável.

    Adoraria ver a cara deles…

  19. Vivemos momentos muito interessantes. Agora parece que estamos assistindo ao fracasso total do “capitalismo de estado”, uma das poucas alternativas ideológicas que ainda sobravam às forças políticas de esquerda. Associado ao fragoroso fracasso econômico do populismo latino-americano, nos exemplos vivos e irrefutáveis da Venezuela e Argentina, quem sabe esta grande crise pode iniciar um novo período da história econômica?
    O problema é que até o fim da crise, os pobres é que sempre pagam a maior conta…

  20. Deve ser por isso que a China aceitou fazer parte do BRICS: última cartada, sendo que o Brasil pagará grande parte da aposta.

    Aqui em Porto Alegre tem uma frase escrita no viaduto da Borges de Medeiros: “o imperialismo é um tigre de papel”. A frase esquerdista é obviamente destinada a outro país, mas sempre que eu a vejo, penso imediatamente na China.

  21. É fácil crescer assim com 200 milhões de escravos chineses fabricando bugigangas e poluindo tudo. Os chineses não podem nem abrir a janela de casa de tanta fumaça.

    E o Japão ? Os japoneses estão com 230% de dívida pública. Deve ser excesso de terremoto. Só pode ser culpa dos terremotos.

    pt.tradingeconomics.com/country-list/government-debt-to-gdp

  22. Ou seja, enquanto ainda há cagadas sendo feitas por aqui em nossa economia, ainda veremos a explosão da bolha na China e será um puta baque no mundo todo. Nós, extremamente dependentes das exportações de commodities para a China, ficaremos na mão. E sem que haja uma indústria sólida para continuar movendo a economia, estaremos perdidos. O Brasil com tamanho potencial, falhou em não firmar a indústria e infra estrutura necessárias para tornarmos desenvolvidos. Vamos retroceder 30 anos em 5, fiquem vendo…

  23. Ai ai ai ai,o modelo keynesiano é igual ao episódio do chaves,todos sabem que vai acontecer,e mesmo assim continuam insistindo,buscando novos métodos.
    E,não somente isso,a economia global sempre está tendo esse tipo de ciclo,desde à década 90.E,os erros nunca são apreendidos,ai fica difícil!Agora só precisamos buscarmos uma outra economia,parecido ou igual como a dos Estados Unidos,Brasil,México,Argentina,China etc,etc,etc.Nossa,nem é preciso ser economista,basta ser um quiromancista para prever qual país irá ter crise…rsrsrsrs.Isso mostra quão fracos são esses métodos!

  24. Li não lembro onde que esses crashes são antecipados por um “soluço” e uma pseudo-recuperação, e só então tudo desmorona.

    Creio que esta baixa chinesa seja apenas o soluço…

  25. Estava bem fácil ver o caminho que o PT tomou desde 2003, aproximando-se de países comunistas e ditaduras e preterindo economias forte da europa e américa do norte. A china faz muitas obras e tem várias concessões no brasil, e , pasmem muitos destes emprendimentos dependem do BNDEs. Agora o que esperar de um país comunista que entra pela porta dos fundos do capitalismo? qualquer leigo pode responder que devem sair por esta mesma porta.O capital é volátil e a economia baseada na exploração da mão de obra quase gratuita não pode ir muito longe e ainda por cima afundando quem os escolheu como parceiros.

  26. O grande problema do governo escravagista comunista chinês é, por tudo que apresenta, atende sempre á ideologia e nunca, jamais confere com a verdade; são seres humanos delinquentes, fraudulentos e devassos sob todos os pontos!
    Tudo deles em geral, tem de ser interpretado ao avesso para ver se localiza o aproveitável!
    Tudo dele é feito na injustiça e opressão feroz ao povo e governo desse naipe dura pouco, oportunamente rui!
    O PC chinês é o mesmo inescrupuloso PT daqui!

  27. Eu acho qu isso tudo não é só erro da China na condução de sua economia, tem o dedo dos EUA e UE nisso. É um tentando desestabilizar o outro. Não me surpreenderia se um novo conflito se iniciasse – acho que está até demorando. Mas em todo caso, me enoja essas ideologias maoístas, bolivarianista que só levam ao autoridades, rumo ao comunismo. Pena que o buraco é mais em baixo, e pelo que estou lendo a título de curiosidade, essa história de metacapitalistas é real, e são eles que querem um regime autoritário e de centralização de poder.

  28. Olá,

    Recentemente andei vendo que um ilustre economista “Sraffa” rebateu as teorias de Hayek sobre taxa natural de juros. Eu não achei publicações em português e gostaria que me dessem a introdução da crítica de Sraffa e uma crítica a ele;

  29. Olá,

    Muito obrigado Leandro pela resposta, estarei lendo, não tem nada relacionado em português?

    E pra finalizar minha dúvida, não tem muito a ver com a postagem, caso não for permitido mudar muito o assunto da postagem peço perdão, li recentemente que um marxista Hilferding rebateu a crítica de Bohm-Bawerk a Marx, isso é verdade?

  30. “Durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, (…) a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!”

    Impressionante.

    O autoritarismo vai mais rápido.

    Mas o liberalismo vai mais longe.

    * * *

  31. Leandro,

    Falando em commodities, como está a situação do agronegócio brasileiro?
    Até o momento era verdadeiramente o setor que nos salvava, e agora?

  32. Gostaria de saber a opinião da turma do IMB, em especial a do Leandro Rocks, sobre as reformas de Macri na Argentina.

    Pretendem fazer um artigo sobre isso em breve ou preferem esperar mais tempo para analisar melhor?

  33. Artigo tão alarmista quando da crise de 2008 as pessoas diziam que o capitalismo ia acabar.
    Com certeza, um ciclo esta se encerrando, mas a China esta longe do colapso.
    Mas concordo que os emergentes tipo o Brasil sofrerão muito.
    Mais especificamente a Vale, que virou empresa de um produto e um cliente na mão de grandes gestores de mercado.

  34. Dizem que os chineses são o povo que mais poupa dinheiro. Pergunta: Qual o percentual de chineses que investiram suas economias na bolsa? Quantos dolares a China possui? Quantos titulos Americanos ela possui? Se alguem puder me indicar algumas fontes de pesquisa agradeço.

  35. Sou burra em relação à economia ,mas sempre achei essa história da China ultrapassar os EUA uma grande farsa.O tempo sempre coloca os pingos nos is.

  36. Iniciante Libertário

    Gostaria de saber do pessoal do Mises, a opinião geral sobre o livro “A Grande Queda” de James Rickards(vendido pela Empiricus) e suas menções aos libertários, Escola Austríaca e Von Mises como possível adepto da Teoria da Complexidade. Obrigado!

  37. Qual é o prejuízo gerado pela “fuga de capitais”? Pelos dados que eu vi, desde 2010 o Brasil não apresentou um mês com valores positivos no “fluxo de capitais”.

  38. Leandro ou demais que entendam, poderiam me dizer se os prognósticos que o Jim Rickards fez no livro do grande colapso podem realmente acontecer?

  39. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    O vírus estatal é mortal e auto-replicante: é preciso educar as novas gerações sobre o perigo de se confiar em políticos.

  40. Oi Leandro,
    A China segue desvalorizando sua moeda?

    Com o Fed aumentando os juros e China desvalorizando a moeda, isto não gera um duplo efeito de destruição para a moeda chinesa, já que os juros do Fed subindo tendem a fortalecer o dólar?

    Se o banco central chinês não estivesse interferindo na moeda, poderia se afirmar que o yuan estaria se apreciando ou ao menos mantendo-se estável em relação ao dólar?

    Quanto a desaceleração chinesa, eventual recessão ou depressão, você vê impactos fortes globais como na crise de 2008 ou seria algo menos grave?

    Obrigado!

  41. Leandro,

    A China parece estar queimando suas reservas na tentativa de manter sua moeda estável. Ainda assim segue desvalorizando-a.

    A China, na atual situação, conseguiria implementar um currency board?

    Outra dúvida: você chances de um ataque especulativo contra o yuan, ou ainda é cedo para dizer? Qual sinal buscamos neste caso para avaliar a possibilidade de haver ataque especulativo?

    Obrigado e abraços!

  42. Por favor, Leandro, poderia publicar algum artigo falando sobre a crise no Deutsche bank? causas da crise do banco, consequências de um não-resgate etc.

  43. A China precisa encontrar empregos para os milhões de trabalhadores que chegam do campo. Se não conseguir, pode haver instabilidade social, revoltas e ataques à legitimidade do Partido Comunista. Como resultado, a China toma emprestado o equivalente a bilhões de dólares para financiar projetos de prestígio e do tipo "elefante branco" que criam empregos, mas o país não pensa em como pagar a dívida.

    Estamos diante de uma crise de proporções gigantescas. 2018 promete.

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