Voltar

O experimento keynesiano da Coréia do Sul se torna global

Aqueles
que já atingiram uma determinada idade certamente devem se lembrar de que, no
final da década de 1980 e início da década de 1990, era dado como certo que o
Japão estava dominando o mundo economicamente. 
Os melhores e mais desejados carros eram japoneses.  Seus videogames eram onipresentes.  Todos os países desenvolvidos utilizavam
tecnologia japonesa em tudo.

Os
japoneses estavam destinados a conquistar o mundo, era o que diziam.  Eles sabiam como trabalhar em equipe.  Eles colocavam mais ênfase
no grupo do que no indivíduo.  Eles
trabalhavam mais duro.  Em 1992, um
político japonês do alto escalão, Yoshio Sakurauchi, declarou
que os americanos eram “preguiçosos demais” para competir com os trabalhadores
japoneses, e que um terço dos trabalhadores americanos “não sabiam nem ler”.  O livro de Michael Crichton, Sol Nascente, lançado em 1992 (e que virou filme em 1993, com
Sean Connery e Wesley Snipes) estimulou ainda mais essas controvérsias na mente
dos americanos.

Atualmente,
ninguém mais pensa que os japoneses estão dominando o mundo.  O que aconteceu é que a supostamente robusta
e inquebrantável economia japonesa era fundamentada menos em trabalho duro e em
equipe e mais em planejamento centralizado, crédito farto e barato, subsídios
às grandes corporações, e protecionismo às gigantes de vários setores.  Por isso, quando a economia japonesa se estagnou após uma década
de forte crescimento
, tal fenômeno não deveria ter surpreendido ninguém versado
na teoria dos ciclos econômicos.

Hoje,
a Coréia do Sul parece ter, em vários aspectos, assumido o posto do Japão.  Ao passo que a japonesa Sony entrou em
profundo declínio, as coreanas Samsung e LG são hoje marcas internacionalmente
respeitadas.  A Hyundai, embora ainda
considerada por muitos como sendo de baixa qualidade, ainda assim se expandiu
maciçamente na última década.  Apenas nos
EUA, a marca já abriu duas fábricas de um bilhão de dólares: uma no Alabama, em
2005, e a outra na Geórgia, em 2009.

A ascensão da Coréia do Sul no cenário
global

Mas
a estratégia sul-coreana de dominação global é diferente da japonesa.  Enquanto a cultura pop japonesa — música,
filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão [Nota do
IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya], a cultura pop
sul-coreana se transformou em um fenômeno global.  Além de utilizarmos seus carros e seus
celulares, também ouvimos as suas musicas a assistimos aos seus filmes.

Poucos
notaram a ascensão da cultura pop sul-coreana antes de 2012, quando o clipe “Gangnam Style“, do
rapper sul-coreano PSY, se tornou um dos mais visualizados do YouTube em todos
os tempos.  Repentinamente, todos
passaram a conhecer a cultura pop sul-coreana.

Adicionalmente,
aqueles acostumados a baixar filmes e seriados pelo Netflix muito provavelmente
já perceberam um sensível aumento na oferta de filmes sul-coreanos,
incluindo-se aí filmes de grande êxito internacional, como o filme de ação Oldboy, de 2003, e o
filme de monstro O
Hospedeiro
, de
2006.

A
ascensão das músicas, dos filmes e dos seriados sul-coreanos — e também dos
videogames — não foi, no entanto, uma obra do livre mercado.  Foi, isso sim, resultado de uma política do
governo sul-coreano voltada para coordenar, subsidiar e proteger a indústria da
cultura pop sul-coreana, bem como também outras indústrias.

Em
seu novo livro The Birth of Korean Cool,
a autora Euny Hong explora as origens e os sucessos desse programa — que é
pesadamente financiado e coordenado por agências governamentais sul-coreanos —
conhecido como Hallyu, ou “A Onda Sul-Coreana”. 
Não se trata apenas de poder econômico, mas também de relações internacionais.  O governo sul-coreano utiliza a Hallyu como
parte de um amplo programa criado para proteger o “poder brando” da Coréia do
Sul.

Na Coréia do Sul, eles fazem de maneira
diferente

Hong, que é jornalista, aborda o tópico
utilizando sua própria experiência como uma sul-coreana que nasceu nos EUA e
que viveu na Coréia do Sul durante sua adolescência.  Ela relata o crescente nacionalismo que
impregnou as escolas da Coréia do Sul e toda a sociedade, a necessidade de ser conformar
com a ordem vigente, e a deferência geral que os sul-coreanos têm para com o
estado e a nação, ao mesmo tempo em que um comportamento “individualista” é
considerado uma espécie de patologia social.

Hong relata vários episódios que ilustram
cada uma dessas características com grande compaixão pela Coréia do Sul e pelos
sul-coreanos.  Para qualquer ocidental
com uma mentalidade mais laissez-faire,
tais experiências são vistas como estupefação e talvez até mesmo com
horror.  Personalidades do tipo “bad
boy”, muito proeminentes na cultura americana, não existem na Coréia do Sul,
explica Hong.

E isso pode ser visto na cultura popular do
país.  O mais próximo que a música pop
sul-coreana já produziu de um “bad boy” é justamente o rapper PSY, que é
considerado um rebelde simplesmente porque ele não tirava notas máximas na
escola e ocasionalmente desapontava seus pais.

Nada surpreendentemente, relata Hong, a
cultura popular na Coréia do Sul é do tipo corporativista, arregimentada, planejada
e, acima de tudo, governada por uma ética de comprometimento ao grupo e de
supressão do artista individual.

Por meio de uma agência governamental chamada
Ministério da Criação
Futura
“, o governo sul-coreano trabalha em parceria com empresas privadas
ostensivamente voltadas para a cultura pop com o intuito de disseminar e maximizar
a influência da cultura pop sul-coreana tanto domesticamente quanto no
estrangeiro.

Historicamente, o governo sul-coreano sempre
recorreu ao protecionismo para estimular a cultura pop do país.  Hong observa, por exemplo, que nas décadas
passadas o governo sul-coreano exigiu que os cinemas do país exibissem filmes
nacionais durante um mínimo de 146 dias por ano, e que “a indústria cinematográfica
nacional produzisse um filme sul-coreano para cada filme estrangeiro
exibido.  É seguro dizer que a indústria
cinematográfica nacional foi beneficiada por esse tipo de protecionismo. … O
governo também construía e gerenciava as casas de teatro”.

Desde a crise financeira asiática ocorrida no
final da década de 1990, no entanto, o governo sul-coreano também passou a
ajudar a cultura pop sul-coreana no mercado internacional, utilizando impostos
para financiar a dublagem de programas sul-coreanos em língua estrangeira e
utilizando diplomatas para negociar a exibição de programas sul-coreanos nas
redes de televisão de outros países.

A
“cooperação” entre governo e empresas privadas

Assim como a economia japonesa é há muito
tempo influenciada e até mesmo dominada por grandes corporações ligadas
umbilicalmente ao governo — entidades essas conhecidas como keiretsu e zaibatsu –, a Coréia do Sul também apresenta um arranjo análogo,
cujas empresas são conhecidas como chaebols.  Sendo a versão sul-coreana do “grande demais
para falir”, mas muito mais significativas para economia sul-coreana como um
todo, essas entidades têm sido essenciais para executar as políticas do governo
sul-coreano por meio da “parceria governo-chaebol”.

Hong observa que a ascensão, na Coréia do
Sul, da cultura pop promovida pelo governo não pode ser completamente entendida
fora desse contexto.  Essa tradição de
parceria entre governo e grandes corporações fez com que Samsung, LG e outras
grandes empresas fossem criadas por meio de favores governamentais e com
dinheiro de impostos.

Como explica Hong em seu livro: “Assim como
várias histórias de sucesso discutidas neste livro, a ascensão da Samsung no
cenário mundial é atribuível [à] … intervenção direta do governo sul-coreano
durante estágios cruciais do desenvolvimento da empresa”.

E caso alguém pense que a Samsung é apenas
uma corporação como outra qualquer, Hong nos lembra que “a Samsung sozinha é
responsável por um quinto do PIB do país”. 
Não é difícil entender por que o estado sul-coreano vê a Samsung como
sendo essencialmente uma continuação de si próprio.  “O que é bom para a Samsung é bom para a
Coréia do Sul” é um sentimento que, sem dúvidas, perpassa todos os corredores
de todas as agências governamentais da Coréia do Sul.

Hong, como jornalista, simplesmente aceita a
política econômica do governo sul-coreano como um dado da natureza.  “É claro que todo esse planejamento
centralizado da economia sul-coreana foi um enorme sucesso”, é o que ela dá a
entender.  É perceptível como o padrão de
vida do país cresceu acentuadamente desde 1960, quando a Coréia do Sul era
essencialmente um país de terceiro mundo.

Trata-se de uma grande história de sucesso —
ao menos é o que nos dizem — do neo-mercantilismo keynesiano, no qual grandes
corporações controladas ou subsidiadas pelo governo executam planos e
estratégias governamentais para aprimorar a economia, e tudo isso baseando-se
em decisões de funcionários públicos.

Já aqueles que realmente conhecem os
fundamentos da teoria econômica, e que seguem os ensinamentos de Bastiat,
apenas olham para esse arranjo econômico e pensam em tudo aquilo que “não é
visto” e que está oculto sob todo esse arranjo de favoritismo governamental e
decisões centralizadas.  Como os sul-coreanos
gastariam seu dinheiro se ele não lhes fosse confiscado pelo governo e
repassado para as poderosas chaebols?  O
que eles consumiriam se o governo não tomasse sua renda para subsidiar empresas
ligadas a políticos?  Mais ainda: quais
inovações poderiam ter sido criadas se as pequenas e médias empresas da Coréia
do Sul tivessem a oportunidade de pelo menos poder concorrer com esses grandes
conglomerados protegidos e subsidiados pelo governo?

Jamais saberemos.

[Nota do IMB: esse modelo sul-coreano de parceria
entre governo e grandes corporações, e de estímulo governamental — por meio do
BNDES — para a criação das “campeãs nacionais” já
existe há muito tempo no Brasil.  Só que
não deu muito certo…  Enriqueceu
sobremaneira os empresários ligados ao regime, mas não trouxe nenhum benefício
à população, que ficou apenas com a fatura]

Histórias
que exigem cautela

O que realmente sabemos, no entanto, é que,
quando um governo decide colocar todos os ovos em uma única cesta, como fez o
estado sul-coreano, o sucesso pode ser bastante efêmero.  E se a Samsung for pelo mesmo caminho da
Sony?  E se a Hyundai tiver o mesmo destino
da General Motors?  O governo sul-coreano
simplesmente recorrerá a mais pacotes de socorro, mais “estímulos” e, como
sugerem as experiências japonesas e americanas, mais programas de crédito farto
e barato?

Em uma cultura que preza o trabalho duro, que
vê o lazer como algo suspeito, e cujos estudantes têm de estudar dezoito horas
por dia, é bem possível que esse arranjo dure por bastante tempo: enquanto os
investimentos errôneos subsidiados pelo governo vão se avolumando, cada vez
mais riqueza é confiscada da população trabalhadora (e condescendente) para
continuar sustentando grandes corporações.  

Enquanto houver uma população trabalhadora,
dedicada e que produz uma riqueza que é confiscada sem protestos, esses
desequilíbrios podem se perpetuar por muito tempo.

Porém, como o Japão — e cada vez mais os EUA
— demonstrou, tais políticas acabam em estagnação e destruição de
capital.  Sob tais condições, os
trabalhadores japoneses e americanos trabalham mais apenas para manter o padrão
de vida de antes, mas a renda
disponível não aumenta
.

O Japão, que já foi visto como “o futuro
dominador do mundo”, é um exemplo de cautela. 
A Coréia do Sul, como mostra o livro The
Birth of Korean Cool
, ainda
está na fase do crescimento.  Mas já
vimos esse filme antes, só que em outro idioma.

[Nota do IMB: Não deixa de ser extremamente
curioso ver progressistas brasileiros — que defendem a redução da jornada de
trabalho, o aumento do assistencialismo, o fim da família tradicional, a
supressão de provas e vestibulares, e até mesmo o fim da competição entre
estudantes — defendendo a adoção do modelo sul-coreano, que impõe longas
jornadas de trabalho e de estudo, uma rigorosa competição entre alunos, a
submissão dos filhos aos pais, o controle estatal da produção cultural (o
governo proíbe qualquer coisa considerada “subversiva”) e que vê o ócio e o
lazer como um comportamento típico de derrotados e preguiçosos.  

Mais ainda: toda essa cultura sul-coreana foi
implantada por um governo
militar
.

De resto, vale repetir, a parceria entre
governo e grandes corporações, e o estímulo governamental — por meio do BNDES
— para a criação das “campeãs
nacionais
” já existe há muito tempo no Brasil.  Enriqueceu sobremaneira os empresários
ligados ao regime, mas não trouxe nenhum benefício à população, que ficou
apenas com a fatura.]

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

108 comentários em “O experimento keynesiano da Coréia do Sul se torna global”

  1. Não por coincidência, a Coreia do Norte é o mais repressivo entre todos os comunismos (vivos ou mortos)do planeta. A cultura coreana deve trazer em si este viés hierárquico e de obediência cega. Pergunto: num ambiente cultural assim, como implantar o liberalismo ? É possível implantá-lo ?

  2. Eu me lembro vivamente dessa época do “Japão vai dominar o mundo”. Os filmes de Hollywood do período 1987-1992 só falavam disso. Além de “Sol Nascente” citado no artigo, há “Chuva Negra”, com Michael Douglas e Andy Garcia. E há também Duro de Matar, em que a mulher do Bruce Willis trabalha na Nakatomi Corporation, cujo edifício-sede é atacado por terroristas que querem a grana dos japoneses. Em Máquina Mortífera 2 há uma cena, logo no início, em que os protagonistas fazem uma referência jocosa ao fato de os equipamentos eletrônicos dos carros de polícia serem todos japoneses, o que implicava que os japoneses já estavam mandando em toda a polícia.

    E como se esquecer da fabulosa McLaren Honda de Prost e Senna?

    De resto, os coreanos ainda têm de comer muito peixe com sakê para chegarem ao mesmo nível dos japoneses. Ao passo que os produtos japoneses eram realmente bons, os coreanos são, na melhor das hipóteses, apenas satisfatórios. Minha televisão LG é uma porcaria (o som é inaudível), e não conheço alguém que trocaria um Civic ou um Corolla por um HB20.

  3. “[Nota do IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya]”
    Para mim, a enxurrada da cultura japonesa foi muito maior, do que a sul coreana.
    Procure por Akira(Katsuhiro Otomo),Crying Freeman(mangá que originou filme americano), capitão Snake, O lobo solitário, final fantasy, zelda e muitos, mas muitos mangás e animes além de varias franquias de games dos anos 90 recheados de cultura japonesa), procure por “samurai”. hahaha
    Resumir a cultura japonesa em Jaspion e Jiraya é tolice.

    “É perceptível como o padrão de vida do país cresceu acentuadamente desde 1960, quando a Coréia do Sul era essencialmente um país de terceiro mundo”.
    Para mim, só isso já valeu a experiência.

    [Nota do IMB: esse modelo sul-coreano de parceria entre governo e grandes corporações, e de estímulo governamental — por meio do BNDES — para a criação das “campeãs nacionais” já existe há muito tempo no Brasil. Só que não deu muito certo… Enriqueceu sobremaneira os empresários ligados ao regime, mas não trouxe nenhum benefício à população, que ficou apenas com a fatura]
    A resposta para isso, só pode estar aqui:
    “governada por uma ética de comprometimento ao grupo e de supressão do artista individual.” Aqui no Brasil, os lemas sempre foram “cada um por si”,”quem pode mais chora menos”. Então, quando o indivíduo tem a chance de ficar rico tirando dos outros, acredito que ele não tenha muito o que pensar, no máximo, se o risco vale a pena.
    Se for pego, rezar para não cair na mídia.

  4. Discordo apenas da frase: ” a cultura pop japonesa jamais alcançou muita popularidade fora do Japão”

    Super Mario, Goku e Pikachu são famosos em qualquer lugar do mundo, tanto nos EUA quanto no Brasil.

  5. Já podemos ver um dos efeitos desse corporativismo. Na China e no resto da Asia a Samsung tem perdido terreno para a Mi Global (produtora do smartphone Xiaomi). Em breve veremos uma queda semelhante a ocorrida no Japão.

  6. Somente a título de curiosidade. O filme live action Oldboy é baseado no mangá japonês de mesmo título. A série foi escrita por Garon Tsuchiya e ilustrada por Nobuaki Minegishi.
    Na verdade este não é o primeiro caso de compra de direitos sobre mangás japoneses, para a produção de filmes em solo coreano. Outros títulos, creio que nem tão populares já se tornaram peças cinematográficas.

  7. Outra vantagem da Coréia do Sul é o fato de que ela não foi sujeita a experimentos neoliberais como nós fomos aqui, na América Latina.

    Parabéns à Coréia do Sul!

  8. Bom texto, mas fiquei com algumas ressalvas:

    1) O texto dá a entender que o Japão não teve sucesso em exportar a sua cultura, enquanto a Coreia sim, algo que soa totalmente estranho. Afinal de onde vieram o godzila, o Karate, o Judo, os animes e os temakis? A cultura japonesa é extramente famosa no mundo inteiro. Mundo mais que a Coreana. Para falar a verdade a única coisa que sei da cultura coreana é o Psi e o Taekdown

    2) O texto destaca a falta de uma cultura individualista na coreia, mas isso não seria positivo? Enquanto nós temos uma cultura "pró-malandragem", eles tem uma de respeito ao próximo e a sociedade. O próprio texto destaca essa importância: " Personalidades do tipo “bad boy”, muito proeminentes na cultura americana, não existem na Coréia do Sul". Afinal, não foi esta cultura que ajudou a Coreia a ter um melhor padrão de vida?

    3) O texto crítica a cooperação entre governo e empresas privadas, mas o mesmo admite o sucesso dessa cooperação para formação de empresas como a Samsung. E ainda que eu reconheça que o custo de toda essa cooperação é um maior empobrecimento da população, como garantir que sem esse apoio a coreia formaria essas grandes empresas? e seu poder de exportar seria maior? Podemos simplesmente acreditar que a Coreia estaria melhor sem essa cooperação?

  9. É um assunto mesmo a se pensar. Sempre tive a Coréia do Sul como o contraponto ao caso brasileiro, o modelo que devíamos seguir. E no entanto, examinada de perto, a Coréia revela-se bem mais parecida com o Brasil do que suposto!

    O Brasil tem BNDES, já teve ditadura militar, já teve “milagre econômico”. Por que aqui não funcionou, e lá funcionou? Será que os ditadores deles são melhores que os nossos? Será que um dia mataremos essa charada?

    Mas andando pelo centro de SP e vendo tantos coreanos, talvez devêssemos concluir que eles não são tão diferentes de nós…

  10. Vale sempre lembrar também que dos 4 Tigres Asiáticos a Coréia do Sul foi o mais intervencionista e ao mesmo tempo, o que menos cresceu (relativamente falando é claro). O per capita apresentou taxas de crescimento maiores nos outros 3 tigres, especialmente em HK e Cingapura.

  11. “Mas a estratégia sul-coreana de dominação global é diferente da japonesa. Enquanto a cultura pop japonesa — música, filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão”

    Acho que o autor nunca viu um anime na vida. Personagens como Pikachu, Goku e Naruto são extremamente famosos, seja nos EUA ou por aqui. A economia japonesa declinou um bocado desde a década de 90, mas sua cultura pop é bastante influente mundo afora.

    Uma prova disso é o fato da Netflix ter pago uma nota preta para ter a exclusividade na exibição de Sidonia no Kishi (também conhecido como Knights of Sidonia). Hoje temos até mesmo serviços de streaming focados em exibir produções japonesas (como o Crunchyroll).

    Bandas japonesas (como X-Japan, L’arc-en-ciel e Dir En Grey) também já fizeram turnês mundo afora. Claro que nenhuma delas é tão famosa quanto PSY, mas elas possuem um bom número de fãs fora do japão.

    Por sinal, a cultura pop sul-koreana é extremamente inspirada na cultura japonesa. Se os coreanos têm grupos como SNSD (também conhecido como Girls Generation), os japoneses têm o AKB48.

    De resto, eu concordo com o artigo.

  12. Como ninguém citou o Digimon com grande produção koreana ?, muito melhor que seu similar japonês o Pokemon.

    Sobre o fato do modelo “desenvolvimentista” ter dado mais certo na Korea e já no Brasil nunca gerou grandes resultados, creio que a resposta possa ainda estar na liberdade econômica, mesmo com todo intervencionismo na Korea, ela sempre esteve bem a frente do Brasil em liberdade econômica. Lembre-se que o Brasil na década de 80 só não tinha uma econômica mais fechada que de Cuba e Korea do Norte, e mesmo hj em dia o Brasil está mais perto desse pessoal que da parte de cima do ranking.
    Assim, creio que a dosagem “desenvolvimentista” na Korea foi mais “moderada” comparada com a brasileira, enquanto aqui tivemos uma overdose.
    Poderíamos citar tb questões como corrupção e produtividade do trabalho como fatores complementares.

    Por fim, devemos enfatizar que HK e Singapura que gozaram de muita maior liberdade econômica cresceram em termos de PIB per capita numa velocidade muito maior que a Koreana nos últimos 50 anos.

  13. Achei interessante saber como se organiza a indústria cultural da Coréia do Sul. Sempre achei essas bandas coreanas meio padronizadas. É tudo muito montado, cuidadosamente calculado. As pessoas até podem ter talento, mas nunca liguei muito, pois me parecia que faltava espontaneidade. Agora dá para entender o motivo.

    O autor errou feio ao falar da cultura pop japonesa. Será que ele nunca ouviu falar de mangá? Por mais que a cultura pop coreana esteja na moda, eles ainda estão muito longe da influência cultural do Japão. Os animes e mangás são uma grande influência em todo mundo, ao contrário do k-pop, que é famoso mas é algo mais de nicho. Só para dar um exemplo, a Pixar é influenciada pelas animações de Hayao Miyazaki.

    O engraçado é que o mercado de mangás parece ser o oposto da padronização coreana. Há grande descentralização, empreendedorismo e a censura é bem leve. O resultado é que tem de tudo, desde as piores perversões até obras infantis, passando por temas mais adultos e sérios.

  14. Parece que uma das grandes diferenças entre o desenvolvimentismo coreano e brasileiro se deve a disferentes reações duurante a crise do petróleo da década de 70. Isso procede?

  15. Leandro, você ou alguém do IMB já leu o livro Fora de Série: Outliers? Ele mostra como a cultura influencia no sucesso, e um dos capítulos é dedicado a acidentes de aviões, e curiosamente, a Coreia do Sul era o país que mais tinha problemas com isso na década de 90, depois de seguidos desastres.

    O curioso é como o consultor contratado pelo governo coreano, e que depois relatou ao autor, mudou o modo de pensar dos co-pilotos coreanos, que eram muito influenciados pela cultura de respeito absoluto a hierarquia. Os pilotos chegavam a esbofetear os co-pilotos quando eles falavam sem solicitação.

    O livro até mostra transcrições das caixas pretas de algumas quedas.

    Talvez não tenha muito a ver com esse artigo, mas não pude deixar de lembrar desse livro quando vi o parágrafo onde o governo coreano ajuda a moldar sua população para ser servil, obediente, sem lazer e ócio, estudando 18h por dia e controle estatal cultural e etc…

  16. DEPOIS DA GUERRA TODO MUNDO É GENERAL!

    É óbvio que um ou outro detalhe invariavelmente soará controverso, mas a essência do artigo trouxe riquíssimas informações até então desconhecidas por muitos leitores. Caraca!? Quem na vida nunca fritou os pneus, beliscou a zebra, bateu no guard rail, derrapou ou caiu na caixa de brita?

    Felicitações ao autor … go ahead…

  17. Nada a ver com Coreia, mas saiu a entrevista do keynesiano José Carlos Mendonça de Barros no jornal Zero Hora de Porto Alegre: [zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/02/luiz-carlos-mendonca-de-barros-e-preciso-tirar-da-petrobras-a-missao-de-salvar-a-economia-4704369.html]AQUI[/link]

  18. “Mas a estratégia sul-coreana de dominação global é diferente da japonesa. Enquanto a cultura pop japonesa — música, filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão [Nota do IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya], a cultura pop sul-coreana se transformou em um fenômeno global. Além de utilizarmos seus carros e seus celulares, também ouvimos as suas musicas a assistimos aos seus filmes.”

    A cultura japonesa explodiu no mundo, animes, adaptações de filmes(em especial de terror), series, series adaptadas(powerranger). Claro que nós não chegamos a andar com cabelo colorido na época do colegial, mas nunca vim um filme coreano, e desconheço quem viu, e o fenômeno PSY só coreano na nacionalidade, o cara faz musica pop da atualidade sobre influencia ocidental, e não eles nos influenciam. Ainda falta muito para Coreia ser o q o japão foi e é.

  19. Outra coisa, a Korea nunca se isolou das cadeias globais de comercio e sempre ficou alinhada com as grandes potencias mundias. Já o Brasil nunca fez isso de fato.

  20. Sugestão ao Guilherme, que considera que os japoneses naturalmente são indenes à corrupção: Leia MODERN TIMES (acredito que haja uma versão para o português – TEMPOS MODERNOS), escrito pelo grande Paul Johnson. O livro conta, com grande erudição e de forma admirável, a história do Século XX. Você verá que talvez em nenhum país tenha havido uma corrupção tão medonha quanto no Japão do pré-guerra, principalmente nos meios politicos, onde predominavam as mafias e o assassínio como forma de afastar adversários. Isso só vai acabar com a intervenção Americana e o estabelecimento da democracia, dantes nunca praticada,após a Segunda Grande Guerra. Esse povo japonês que conhecemos hoje não existia. Outro ponto que recomendo dessa portentosa obra é o estudo do nascimento do polulismo o do terceiromundismo, no capítulo THE BANDUNG GENERATION, onde a atuação de figurinhas carimbadas como Sukarno, Nasser, Fidel, Ben Bella, Neru e outros são devidamente analisados, tendo como pano de fundo a figura de Fidel Castro. Peron é considerado por ele como o fundador do Populismo. Pobre Argentina! Agora, temos o nosso atual Peron: Lula.

  21. A Koréia do Sul é uma grande farça! Esse país não é dos koreanos e sim, praticamente, um outro estado americano! Sabemos muito bem que esse “país” serve de vitrini do capitalismo pro irmão/vizinho socialista do norte e para toda aquela região. Samsung, LG e outras grandes empresas koreanas praticamente possuem tecnologia americana. São os EUA que financiam esse grande teatro que é a Koréia do Sul. Não levem esse lugar a sério.

  22. Existe algum artigo aqui no IMB que aborda as Chaebols de uma perspectiva austríaca?

    Não sou profundo conhecedor da economia oriental.

  23. Guilhermo Sganzerla

    Depois de ler todos os comentários daqui, cheguei à conclusão de que muitos leitores devem ser bastante jovens, pois acreditam realmente que a cultura coreana assolou a japonesa em todos os tempos. Galera, calma nessa hora. Vocês estão acreditando que cultura é K-pop, novela coreana e Dota. O Japão mudou culturalmente o mundo na década de 80 e na década de 90. O Japão não influenciou os EUA? O que são as Tartarugas NINJA? Os Transformers? E o SAMURAI Jack? E As Meninas Super Poderosas Z? Vocês tem noção de COMO a animação japonesa revolucionou as animações pelo mundo? Tanto que os americanos copiaram! Quer um exemplo de influencia EVIDENTE? Thunder Cats. Aliás, ele foi animado por um estúdio japonês. Quem manja logo percebe pela abertura, que é 100% japonesa no seu estilo. E O Rei Leão? Sabia que ele bebeu muito, se não tudo, da obra de Osamu Tezuka, Kimba (até o nome é descarado!)? Quer mais? Todo mundo diz que o Jiban (que fez sucesso aqui no Brasil) é uma cópia descarada do Robocop. É óbvio. É ridículo de óbvio. Mas de onde surgiu o Robocop? Procurem por “Policial do Espaço Gavan”. Em japonês é Uchuu Keiji Gyaban. E americano GERALMENTE sabe o que é bom, não é verdade? O Godzilla é um dos ícones pop mais adorados nos EUA e no mundo inteiro. Assim como o Ultraman, os Super Sentai (Power Rangers), o Speed Racer, Yamato, Neon Genesis Evangelion, Gundam, Dragon Ball, Pokémon, Digimon, Naruto, One Piece, Death Note, Sailor Moon, Yu Yu Hakusho, vixe, é tanta coisa (TODOS, TODOS esses fizeram sucesso nos EUA). Perguntem aos seus pais ou avós sobre o National Kid. O que seria de Matrix, um dos maiores sucessos do cinema, sem a influência de obras como Ghost in the Shell e Akira? E a moda das artes marciais no final dos anos 80 (que se consolidou para “sempre”). E as INFINITAS referências encontradas em Simpsons, South Park, Family Guy e outros programas americanos à cultura japonesa? O intercâmbio cultural entre EUA e Japão é incomparável. Pelo menos, nos tempos modernos. E a culinária japonesa? Não me digam que nada disso é expressão cultural. Tudo isso carrega consigo a essência do país. Ou vocês acham que em nada disso citado está um pedaço do Japão? Quais costumes vocês conhecem mais, os japoneses ou os coreanos? Você sabe que “arigatou” é obrigado e “sayonara” é adeus. E como se diz isso em coreano? E as empresas japonesas? Elas não existem mais? O Japão pode não ter assumido o número 1 na economia mundial, mas suas empresas gozam de um prestígio e de uma adesão no mercado que MUITAS outras, inclusive americanas, não gozam. A Toyota domina o mercado global de automóveis. A Lexus (divisão de luxo da mesma montadora) é a que mais cai no gosto dos americanos atualmente. Quer uma câmera fotográfica boa? Nikon ou Canon. Quer um televisor confiável? Sony, Panasonic, Toshiba, Mitsubishi, Sharp. Quer uma moto confiável e acessível? Honda, Suzuki, Kawasaki, Yamaha. Alguém pode argumentar “ah, mas tem a marca X que é mais barata e tão boa quanto, ou melhor”. Ok, amigo. Mas é tão famosa quanto essas? Quem entende o mínimo de mercado sabe o quão é importante virar referência. E essas marcas são referência mundo afora. Até no seu tempero do dia a dia o Japão está presente, Ajinomoto. E o miojinho que você come quando está com preguiça? Nissin. E aquele jogo que você ama? É Nintendo? É Sega? Capcom? Konami? Square Enix? Bandai Namco? Sony? O Japão revolucionou os videogames, com a Nintendo (recuperando a indústria no crash dos anos 80), a Segae a SNK (modernizando os arcades) e a Sony (com o Playstation e as novas mídias físicas). Eles trouxeram o DVD, depois o Blu-Ray. E aquele tênis TOP pra você correr? É Mizuno ou é Asics? Todo mundo sabe que eles são melhores. E quando você quer comer uma comida diferente, você vai atrás de sushi ou de churrasco coreano? Detalhe, a comida japonesa começou a se popularizar após o declínio econômico do país, assim como as suas animações começaram a se popularizar mais ainda no final dos anos 90. Ou seja, o país continuou a influenciar a cultura, mesmo depois de perder o “encanto”. Sabem pq o K-pop faz sucesso? Pq ele não tem nada de coreano (tirando os traços físicos ((aliás, as garotas são lindas!)) e a língua falada pelos integrantes). O som, o visual, a atitude…é praticamente 100% americana…e tem muito de…JAPÃO nessas bandas. Se fosse algo mais coreano, não faria sucesso. Assim como a música japonesa nunca “pegou” no ocidente. Apesar dos japoneses adorarem o rock, o rock que eles fazem ainda é “muito japonês”. Apesar disso, eu não diria que é apenas uma febre musical coreana que vem conquistando o ocidente, também existe uma artista japonesa que está fazendo sucesso nos EUA também, o nome dela é Kyary Pamyu Pamyu. Devemos, também, atribuir esse sucesso à internet. Como já foi citado, o PSY ficou famoso por causa do Youtube. Assim é com o K-pop em geral. O Japão não pegou essa fase. E mesmo assim, se fosse a mesma onda devastadora, hoje nós saberíamos muito mais sobre a Coreia do que sobre o Japão, não é verdade? Afinal de contas, a internet potencializa TUDO. Apesar dos países se odiarem, eles sempre trocaram influências (Japão e Coreia do Sul). A Coreia copia o Japão. E o Japão copia a Coreia. Claro, estamos falando de cultura pop. Gostaria que vocês tivessem a oportunidade de conhecer mais a fundo a cultura oriental, vocês perceberiam isso. Até as novelas coreanas são cópias das japonesas! Sabe como o pessoal chama essas novelas? DORAMA (que é uma variação ajaponeisada da palavra “Drama”). Eu não quero aqui subestimar o potencial coreano, nem o seu povo, eu conheço coreanos e são ótimas pessoas, com valores excelentes, disciplina admirável, caráter, foco, etc. Aliás, essa é uma característica do povo oriental. Como alguns aqui disseram, essa é tanto uma qualidade como pode ser um defeito. De fato, eles não são questionadores, então, se estiver certo ou errado, eles apenas obedecem. Essa é uma característica muito antiga, tem como base a religião e os costumes. É muito profundo para dissertar aqui. Talvez um sistema capitalista mais coletivista “funcione” por mais tempo lá exatamente por conta desse traço. Eles são muito solidários uns com os outros. E são extremamente dedicados. É complicado afirmar o que seria melhor para eles, mas, como o autor do artigo, eu tenho sempre a tendência de apostar no liberalismo econômico. Acredito que o sistema deles acabará por ruir, principalmente, pq a taxa de natalidade é bem baixa (estou falando de Coreia do Sul, Japão, Taiwan, etc.). Eu vi alguns absurdos escritos aqui, sinceramente. As pessoas querem falar daquilo que não entendem. Não estou me referindo ao articulista, mas sim aos comentaristas. Tem gente que não tem a mínima noção da história, tradição e cultura do oriente e, mesmo assim, quer “cagar regra” (me desculpe pelo palavreado). Olha, se você não entende, não fale. Fale apenas de economia (se você entender). A lógica ocidental não se aplica ao oriente. E não, não estou sendo relativista. Li gente dizendo que os japoneses e os coreanos tem uma vida “de merda”, que não aproveitam a vida como os ocidentais. Baseado no que você diz isso? Você sabe como eles preferem passar o tempo deles? Ou você acredita que a sua visão de “vida boa” se aplica a todos? Não me parece um liberal falando, me parece mais um comunista, ou um tradicionalista. “Eles moram em casas apertadas, eles não passeiam, eles não se relacionam”. Esse é o típico argumento de quem não entende NADA sobre aquela parte do mundo. Complicado. Enfim, não quero dar sermão, eu apenas me estendi mais nesse aspecto pois eu tenho uma formação mais voltada pro lado cultural do que pro econômico (apesar de gostar muito de economia e desse site), e me doeu os olhos ao ler certas asneiras aqui. Enfim, a Coreia está aparecendo para o mundo, mas não é nem sombra do que foi o boom japonês e nem da sua “decadência”. Tem coisas que você usa no seu dia a dia que, juro, você não faz NEM IDEIA de que é japonês. Para terminar, vou citar algumas empresas japonesas relevantes no cenário mundial (fora as que eu já citei): Hitachi, NEC, Denso, Nomura, Fujitsu, Shiseido, Seiko, Casio, Kenwood, Sanyo, TDK, JVC, Kenzo, Uniqlo, Kirin, Roland, KORG, Kyocera, HTC, Epson, Fujifilm, Bridgestone, Yokohama, Citizen, Orient, Bioré, Kosé, Kikkoman, JAL, Mitsui & Co., Itochu, NTT, 7 & I Holdings, Tokio Marine, JTI, SMFG, Mizuho, KDDI, Nippon Steel & Sumitomo Metal, Taito, Brother, etc..Algumas aqui eu tive que fazer um certo esforço pra me lembrar, mas a maioria foi de bate-pronto. Se eu for nomear empresas coreanas, juro que apenas virá à minha mente Hyundai, LG e Samsung. Espero que a Coreia do Sul cresça muito, e que conserte esse erro econômico antes que seja tarde, ainda há tempo. Ainda existe um longo caminho a percorrer.

  24. Coreia do Sul é um país que eu realmente admiro muito,sua cultura tanto a tradicional(antiga) como a moderna HALLYU! ~ é um país que nos brasileiros ainda conhecemos muito pouco mas que tem uma historia magnifica que vale muito a pena conhecer.
    o pessoal que ainda não sabe muito sobre a historia desse país,deveria ter um pouco mais de interesse em procurar e saber,antes de ficarem fazendo criticas e comparações entre Coreia e Japão sem sentido…ambos os países tem coisas boas e negativas tanto a Coreia como o Japão não são países perfeitos como qualquer outro país do mundo.
    fiquei realmente triste em ler alguns comentarios do pessoal que ficaram comaparando duas nações super importantes para o mundo..que servem de inspiração e de modelo para o nosso.

    Espero que o pessoal entenda não estou criticanto ninguem,so estou dando a minha opinião.
    vamos se por no lugar deles,ficar fazendo comparações não e legal,mesma coisa se os coreanos e japoneses começassem a fazer comparações entre o Brasil e argentina e a mesma coisa! ~nos brasileiros ao ler não iriamos gostar nadinha.

  25. Em um fórum, citaram que a restrição de importações foi um dos principais pontos da reforma econômica coreana, que resultou em seu crescimento.
    Isso não seria um contrassenso?
    alguém pode me explicar melhor?
    Obrigado!

  26. Alexandre Tadeu

    Lendo alguns economistas de matriz desenvolvimentista como Otaviano Canuto e o próprio heterodoxo Ha Joon-Chang, fica claro que o modelo de crescimento da Coreia do Sul teve aspectos que fogem à heterodoxia que muitos intervencionistas não admitem. Um dos principais foi a ausência de patentes na Coreia do Sul por muitos anos, o que permitiu a engenharia reversa de produtos americanos e japoneses. Outro ponto interessante foi o próprio Chang admitir que não foram adotadas políticas de conteúdo nacional para os produtos exportados pela Coreia devido à perda de competitividade. A presença do investimento externo japonês também foi significativa; ausência de gastos militares devido à ajuda americana; ausência de leis trabalhistas e sindicalismo fraco. Esses são apenas alguns dos detalhes “omitidos” sobre o crescimento econômico da Coreia do Sul na segunda metade do século XX, inviabilizando a retórica de que a Coreia do Sul adotou o desenvolvimentismo que deu certo.

Rolar para cima