Voltar

A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a “submissão” aos governos

Na primeira parte deste artigo, foi examinada a natureza do estado nos Evangelhos,
com especial atenção às tentações de Cristo e à famosa passagem do “Dai a
César”.  Nesta parte final, o objeto da
análise será Romanos 13.  Ao final, uma
aplicação possível será proposta.

Os ensinamentos de Paulo
sobre o Estado

Ao
passo que os Evangelhos pressionam o leitor a desenvolver por conta própria uma
teologia completa e meticulosa sobre como os cristãos deveriam interagir com o
estado, as epístolas de Pedro e Paulo tratam dessas questões de forma mais
aprofundada.

Romanos 13:1-7 é a
exposição mais explícita no que diz respeito ao governo civil. Outras
escrituras importantes incluem Tito 3:1-3, 1 Timóteo 2:1-3 e 1 Pedro 2:11-17. Contudo, em nome
da brevidade, somente Romanos 13 será examinada em detalhe. A seguinte
análise beneficiou-se grandemente da obra do Dr. John Cobin, especificamente
dos livros Bible
and Government
(tradução livre: “Bíblia e Governo”) e Christian
Theology of Public Policy
(tradução livre: “A Teologia Cristã da
Política Pública”), os quais, na opinião deste autor, oferecem a melhor e mais
completa tentativa de integrar essa passagem (Romanos 13) a uma compreensão
consistente da teologia da política pública.

Paulo
era um cidadão romano de nascimento, e chegou até mesmo a usar sua cidadania a
seu favor em uma ocasião em Atos
22 e 23
. Ainda assim, ele era o “hebreu dos hebreus” e um fariseu no que
tange à lei de Deus (Filipenses
3:5
). Por isso, era de se esperar que ele, como os fariseus nos Evangelhos,
fosse um tanto rancoroso com relação aos romanos por causa de seu domínio sobre
as terras de Israel.  No entanto, em
Romanos 13, Paulo parece ser bastante positivo em relação ao domínio romano.  Uma leitura “desatenta” do texto pode levar
uma pessoa a acreditar que o estado é uma força muito positiva na sociedade e
talvez mesmo uma instituição divinamente ordenada, da mesma forma que a família
e a igreja o são.

Todavia,
não creio que esse tipo de interpretação seja justificável. Exortações
apostólicas com relação ao governo civil não podem ser facilmente conciliadas
com uma leitura direta dos textos do Novo Testamento. Caso contrário, a
conclusão seria a de que os apóstolos ou estavam errados — falando dentro de
um contexto cultural irrelevante — ou eram simplesmente loucos. Quando se
considera o verdadeiro contexto histórico de Romanos 13 — em vez de fazer
apenas uma leitura descontextualizada das escrituras –, uma leitura totalmente
diferente emerge.

Para
ilustrar esse ponto, como seria a interpretação caso os termos “autoridades
governamentais”, “governantes” e os pronomes pessoais fossem substituídos pelos
nomes do imperador e dos reis daquele tempo, a saber, Nero, Herodes e Agrippa? O texto diria o seguinte:

Todos devem sujeitar-se
a Nero e Herodes, pois não há
autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele
estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra Nero e Herodes está se opondo contra o que Deus instituiu, e
aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois Nero e Herodes não devem ser temidos, a
não ser por aqueles que praticam o mal.

Você quer viver livre do
medo de Nero e Herodes? Pratique o
bem, e ela o enaltecerá. Pois são de
Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois eles não portam a espada sem motivo. São servos de Deus, agentes da justiça para punir quem
pratica o mal.

Portanto, é necessário
que sejamos submissos a Nero e Herodes,
não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de
consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois eles estão a serviço de Deus, sempre
dedicadas a esse trabalho. Deem a cada um deles
o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor;
se honra, honra. (Romanos 13:1-7)

Como
os cristãos atuais interpretariam esse trecho sabendo que Nero estava no poder
nos tempos dos escritos de Paulo?  Como lidar
com o problema de que Nero matou boas pessoas — a saber, cristãos — e, ao
mesmo tempo, tal passagem claramente diz que o governo civil recompensa e
protege aqueles que fazem o bem? Claramente, o problema de interpretação não pode
ser resolvido recorrendo a uma máxima tão simplista quanto “faça o que o
governo ordena”. Tanto o Velho quanto o Novo Testamento manifestam que isso não
é certo ou verdadeiro em várias ocasiões. Alguns
exemplos incluem:

  • Hebreus desafiando
    os decretos do Faraó ordenando o assassinato dos recém-nascidos (Êxodo 1)
  • Rahab mentindo para
    o Rei de Jericó sobre os espiões hebreus (Josué 2)
  • Ehud enganando os
    ministros do rei e assassinando o próprio rei (Juízes 3)
  • Daniel, Sadraque,
    Mesaque e Abednego recusando-se a cumprir os decretos do rei, e sendo
    miraculosamente salvos duas vezes (Daniel 3 e 6)
  • Os Reis Magos do
    Oriente desobedecendo às ordens diretas de Herodes (Mateus 2)
  • Pedro e João
    escolhendo obedecer a Deus em vez dos homens (Atos 5)

O
texto de Romanos 13 pode ser mais bem compreendido ao se entender o contexto
histórico e a razão evidenciada por meio das escrituras e da experiência, em
vez de se fazer uma interpretação “crua” como a maioria dos cristãos costuma
fazer.

1 Todos devem
sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha
de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas.

O
verso 1 diz que as autoridades governamentais são instituídas por Deus. A
mensagem principal de Paulo aos cristãos, todavia, não é que os governos/estados
são especialmente instituídos da mesma forma que o são a família e a igreja,
mas sim que o estado não está operando fora dos planos de Deus. Nesse sentido,
o estado é divinamente instituído da mesma foram que Satã é divinamente
instituído. Deus não é surpreendido quando os estados agem da forma como agem.
Como notado, especificamente nos Evangelhos, o estado é entendido, no decorrer
de todos os livros, como sendo intimamente ligado a Satã e a seu reino, e
patentemente oposto ao Reino de Deus. O status do estado dentro do plano final
de Deus não legitima o mal que ele comete.

Uma
submissão ao governo civil, portanto, é permitida. A ordem é obedecer em termos
gerais; mas em ocasiões iremos desobedecer a algumas políticas públicas por
causa de nossas convicções pessoais e religiosas. Os cristãos devem obedecer à
maioria das políticas sempre e quando diretamente solicitados a fazê-lo, mas
não devem prometer uma submissão ativa a toda e qualquer política pública. A
submissão pode ser feita sempre que for conveniente, vantajosa e prática com
relação aos homens, e glorificante perante Deus.

O
doutor John Cobin explica que, “qualquer pecado de desobediência surge somente
quando uma ação não é prudente, envolve má administração, requer a negação dos
deveres familiares ou prejudica o principal propósito do cristão em sua vida”. (Christian Theology of Public
Policy
, 120).

2 Portanto, aquele que
se rebela contra a autoridade está se opondo ao que Deus instituiu, e aqueles
que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3 Pois os governantes não
devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver
livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. 4 Pois é serva
de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não
porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem
pratica o mal.

Os
versos 2-4 indicam que, se você lutar contra o estado, você despertará a sua
ira, mas se você se comportar da maneira como o estado desejar, você será
protegido.  Em muitos pontos, o que o estado
define como bom e mau pode ser diametralmente opostos ao que Deus define como bom
e mau. Mas o que Paulo está falando aos cristãos de Roma é que, se você fizer
algo que o governo romano define como mau, então provavelmente você será
punido.

Não
podemos abstrair esse verso do seu contexto cultural e torná-lo um requisito
absoluto para todas as culturas, em qualquer época da história.  Fazê-lo significaria tornar os cristãos
submissos a políticas públicas ruins. Não existe uma razão convincente para
pensar que Paulo estava deliberadamente escrevendo a respeito de outros
governantes senão aqueles do Império Romano.

Paulo
sabia muito bem do poder de Nero e do potencial estrago que ele poderia causar
aos cristãos de Roma — Paulo o chama de “a espada” –, de modo que ele não quer
que os cristãos sejam perseguidos por qualquer outra coisa que não seja o nome
de Cristo e o que Ele defende.  Paulo, no
entanto, recorda aos cristãos romanos que até mesmo o temível poder do estado
não está acima do poder de Deus. Sua mensagem a eles é a mesma de Romanos 8:28, que diz que
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos
que foram chamados de acordo com o Seu propósito”. O estado pode, com efeito, ser
um meio de santificação para a igreja do Senhor.

5 Portanto, é necessário
que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de
uma punição, mas também por questão de consciência. 6 É por isso também que
vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre
dedicadas a esse trabalho. 7 Deem a cada um o que lhe é devido: Se imposto,
imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra.

Os
versos 5-7 expandem as razões para submeter-se e inclui razões práticas pelas
quais os cristãos romanos deveriam responder à mensagem de Paulo. Cobin diz, “a
razão pela qual devemos nos submeter ao governo é para evitar a violência ou a preocupação
de ser agredido pela autoridade estatal. Deus não deseja que nos misturemos com
as questões desse mundo a ponto de que tal envolvimento nos desvie da nossa
missão principal”. (Christian Theology of Public Policy, 125).

A
palavra “consciência” no verso deveria ser interpretada de forma similar a 1 Coríntios 10 (que trata
de sacrifícios de alimentos a ídolos). Os cristãos estavam preocupados com a
possibilidade de o estado romano encontrar alguma razão legal para
persegui-los. Não se pode utilizar esse verso em um sentido absoluto para dizer
que os cristãos nunca poderão participar de um movimento para remover uma
autoridade do poder, tal como, por exemplo, a Revolução Americana. Paulo também
encoraja os cristãos “a vencer o mal com o bem” como entendido em Romanos 12:21 (isso inclui
uma autoridade maligna), e trabalhar para ser livres sempre que possível (1 Coríntios 7:20-23)

Paulo
também aconselha submeter-se a pagar tributos pela mesma razão: evitar a fúria
do estado e assim poder viver para Deus.  O indivíduo não gosta de pagar tributos, mas,
para não ser perseguido pelo estado, paga.  Da mesma forma “paga a quem for o que lhe for
de direito” é ordenado pelo mesmo propósito, especialmente considerando o
tumulto político daquele tempo.

Mas
isso significa que uma pessoa peca se cometer um erro na declaração do IR?
Paulo provavelmente diria que não. Os tributos modernos são muito diferentes
dos romanos. Na verdade, a palavra grega para “impostos” no verso 7 é mais próxima
de “tributo”, mais especificamente o imposto de capitação (ou “por cabeça”) do
censo distrital romano.  Os romanos
enviavam soldados de cada em casa, contavam os moradores, calculavam o tributo
e demandavam pagamento imediato.  Se o
cristão não consentisse, então ele, sua família, e possivelmente mesmo seus
companheiros crentes enfrentariam sérios problemas.

Paulo
pediu que não houvesse resistência contra esses homens quando fizessem isso;
que os impostos simplesmente fossem pagos.  Recusar-se a pagar faria apenas com que os
cristãos fossem identificados como parte dos rebeldes e dos trapaceiros daquele
dia, e daria aos Romanos razões para perseguir os cristãos
em Roma e talvez em todo o Império.  Paulo
queria que os cristãos romanos evitassem chamar a atenção e se tornassem alvos
governamentais.

Como
princípio geral, os cristãos modernos deveriam fazer o mesmo quando há uma ameaça
imediata da coerção estatal, seja na forma de tributos ou de qualquer outra intimidação.
Contudo, os tributos modernos não têm sempre essa característica; tributos e
tarifas não são formas culturalmente transcendentes de pagamentos ao estado.
Por isso, uma pessoa não está pecando se cometer um erro em sua declaração do
IR. Cobin vai ainda mais longe e diz que alguns tributos podem ser
completamente desconsiderados sem culpa. (Christian
Theology of Public Policy
, 129).

Romanos
13 não é uma declaração abstrata e universal que demanda submissão a todos os
tipos de leis estatais, em todos os lugares, em todas as circunstâncias, em
todos os momentos. Tampouco é uma prescrição para qual forma particular de
governo é sancionada por Deus ou sobre como os estados deveriam agir. O
contexto e o fraseado histórico requerem mais cuidados daqueles que se propõe a
discursar sobre como deve ser a submissão de um cristão ao estado.

A
obediência cristã ao governo tem como objetivo a vivência pacífica e a
manutenção da honra do nome de Deus. Cristãos não são obrigados a seguir todos
os tipos de políticas públicas.  No que
mais, cristãos não devem seguir alguma lei que vá contra a lei de Deus.  Se os cristãos forem perseguidos, que isso
ocorra em nome de Cristo e daquilo que ele representa, e não pela recusa a
seguir alguma lei quando ela acarreta ameaça direta de ação estatal. 

Conclusão

Desenvolver
uma teologia do estado baseando-se em uma análise do Novo Testamente é compreensivelmente
difícil.  Examinando os evangelhos, vemos
que o Estado não é relacionado ao Reino de Deus de nenhuma maneira; com efeito,
o estado alia-se a Satã em direta oposição a Deus.

A
passagem na qual Jesus diz “dê a César” não legitima o estado e não
forma a base para a interação cristã com o governo
.

Finalmente,
uma compreensão completa de Romanos 13, sob o seu devido contexto, nos ajuda a
tomar melhores decisões dentro da estrutura governamental na qual nos
encontramos.

___________________________________

Observação:

Alguns
acadêmicos não estão convencidos de que Romanos 13 está verdadeiramente falando
do governo civil.  Mark Nanos argumenta que Paulo na verdade
está falando da obrigação dos cristãos — particularmente os cristãos gentios
que se associaram às sinagogas judaicas de Roma — de “se subordinarem aos líderes
das sinagogas e às “leis de comportamento” tradicionais que haviam sido
desenvolvidas nas sinagogas no período da Diáspora, as quais definiam o
comportamento apropriado dos “gentios corretos” que procuravam se aproximar dos
Judeus e de seu Deus (Nanos, 291)

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

86 comentários em “A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a “submissão” aos governos”

  1. Eu havia percebido o autogoverno da igreja quando contaram que os cristãos faziam a parte judicial entre si mesmos, não levando suas causas aos tribunais romanos, isso é evidenciado no trecho “julgarei até aos anjos”. Também o modelo de teocracia judaica pré monarquia faria qualquer libertário corar, havia um imposto único de dez por cento, talvez o imposto mais baixo da humanidade, havia juízes e profetas e nada mais tendo talvez o menor número de burocratas que se tem notícia rs.

    Puxando um pouco a sardinha, o autor conhece rushdoony? Ele é aclamado no meio libertário, há textos dele no meu blog charlesgomes.wordpress.com certo e que o movimento dele exagera, mas não deixa de ter uma boa parcela de verdade que é de se aproveitar.

  2. Interessante que na formação da nação de Israel, não foi imputado um governo ou estado, apenas instituições que fizessem cumprir a lei.
    O Governo central de Israel foi levantado anos depois da tomada da Terra Prometida quando a população pediu um rei.
    Na início do 4º reinado, o de Roboão, filho de Salomão, a nação se desfez em duas, principalmente por conta de questões tributárias.

  3. A bíblia diz muitas coisas,é possível tirar diferentes interpretações do mesmo versículo.

    O autor ao relativizar as palavras de Paulo e contextualiza-las dentro do momento histórico, só aumenta as margens para mais interpretações.

    Não há nada contra isso, mas apenas fiquei com a impressão que o autor está "forçando" uma interpretação que seja favorável a sua linha de pensamento.

  4. Basta lembrar que foi o Estado Romano que executou Jesus Cristo e de algumas passagens bastante enfáticas no que dizem respeito a critérios de obediência:

    “Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!””
    Atos dos Apóstolos 5:29

    A obediência a Deus tem prioridade sobre a obediência ao estado. Sob essa óptica, um cidadão alemão que não informasse a um oficial nazista de que esconde judeus em sua casa estaria obedecendo às leis de Deus e, portanto, comportando-se como um cristão autêntico apesar de sua desobediência ao Estado.

    Outra passagem interessante:
    “Contudo, ele é também sábio e pode trazer a desgraça, ele não deixa de cumprir suas palavras. Ele se erguerá contra quem coopera com os maus. Mas os egípcios são homens, não Deus; seus cavalos são carne, não espírito.Quando o Senhor estender a mão, aquele que ajuda tropeçará, aquele que é ajudado cairá; ambos perecerão juntos.”
    Isaías 31:3

    Os governantes são homens, e não Deus. Aqueles que cooperarem com o mal irão sucumbir em breve. Essa passagem também pode ser entendida como uma ameaça a qualquer um que queira transformar o Estado em ferramenta de empoderamento narcisista próprio ou como ferramenta de escravização da população, como os comunistas.

  5. “Conclusão

    Desenvolver uma teologia do estado baseando-se em uma análise do Novo Testamento é compreensivelmente difícil. Examinando os evangelhos, vemos que o Estado não é relacionado ao Reino de Deus de nenhuma maneira; com efeito, o estado alia-se a Satã em direta oposição a Deus. “

    Típica Conclusão de uma pessoas fundamentalista e autoritária. Se é contra Deus é estar do lado de Satã. Não concordo com o texto e principalmente com a conclusão, um mundo não é binário, o estado é algo humano, não tem interferência mística, foi até hoje a melhor forma de organização humana, a mais duradoura. O problema da liberdade é o próprio indivíduo que entrega seu bem mais precioso para apenas alguns poucos administrar, ou mesmo uma divindade, dessa forma é impossível não houver abusos.

    Maycon RR Alves

  6. Deus fez o mundo, fez Adão, Eva, o paraíso. No paraíso não havia estado. Adão e Eva tiveram prole e os humanos se multiplicaram. Só mais tarde, bem mais tarde, vem o estado. O estado, definitivamente, não é uma criação divina, é uma criação do homem. Já o homem é uma criação de Deus. E a criação de Deus há sempre de prevalecer sobre a crianção do homem: o estado.

  7. Anderson Nunes Vieira

    Li os dois artigos. Bom os artigos, tanto do ponto de vista teológico quanto político-econômico. A maior intenção do Criador era que sua criação não pecasse no Éden, se não tivesse havido pecado com certeza não existiria o Estado hoje. Como bem colocado, Israel veio se organizar politicamente – através de um governo – muito tempo depois de se tornar uma nação consolidada, porém ela sempre teve líderes (Moisés, Josué, Gideão, Sacerdotes e Juízes). Interessante deixar bem claro que uma coisa é governo através de uma liderança que irá colocar organização social e outra coisa é governo estatal. Se analisarmos bem as Escrituras Sagradas, o próprio Deus queria ser o governante de Israel:

    “As Escrituras testificam o fato de que Deus planejara um rei para Israel. Deuteronômio 17:14-20 estabelece especificamente as regras para a escolha de um rei em Israel. Entretanto, quando o povo de Israel pediu a Samuel que constituísse um rei, o Senhor disse a Samuel que o povo "não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele" (1 Sm 8:7). Como pôde então Deus condenar o pedido um rei feito por Israel, quando ele mesmo já havia dado as instruções para a escolha de um rei?

    O contexto de 1 Samuel 8 mostra-nos que tanto a motivação como o método na busca de um rei foram incorretos. Em primeiro lugar, o motivo pelo qual eles queriam um rei não era certo. No primeiro versículo do capítulo 8 lemos que Samuel já tinha envelhecido, quando constituiu seus filhos por juizes em Israel. Entretanto, os filhos de Samuel não se comportaram de forma correta aos olhos de Deus. Quando o povo foi até Samuel, pedir que ele lhes constituísse um rei, não foi porque quisessem ter um homem de Deus reinando sobre a nação, mas porque queriam que um homem reinasse sobre eles. Eles consideraram erroneamente como atos de Samuel a administração que Deus vinha operando através dele.

    No dia em que Saul foi escolhido, Samuel lembrou o povo de que foi Deus quem os livrara de todos os seus males, e disse-lhes: "Mas vós rejeitastes hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos…" (1 Sm 10:19). Eles ignoraram completamente o fato de que era Deus quem os protegia e sobre eles reinava, e não Samuel ou qualquer rei humano que este constituísse. Conseqüentemente, não era a Samuel que eles estavam rejeitando, mas sim a Deus.
    Em segundo lugar, eles erraram não buscando o Senhor no que diz respeito ao rei que governaria Israel. Não se preocuparam em pedir a direção de Deus. Eles simplesmente pediram a Samuel que lhes constituísse um rei. Quando os anciãos de Israel foram até Samuel, eles disseram: "Constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações (1 Sm 8:5). Entretanto, segundo Deuteronômio 17:15 Deus determinara especificamente que o povo estabeleceria um rei, "aquele que o Senhor… escolher".

    O pedido feito pelo povo denuncia sua total desconsideração quanto à participação de Deus no processo da escolha. Na verdade eles rejeitaram a Deus como seu rei e ele não se agradou disso porque não buscaram um homem de Deus, nem empregaram o método de Deus.

    Todos viram o fracasso que foi o governo de Saul. Depois Deus institui Davi conforme a sua vontade, e este teve um reino próspero, e quando se afastou de Deus, seu reino também decaiu. cristo será o governador eterno, rei dos judeus que foi pregado na cruz. Ele sim será o governante perfeito e instaurará o governo perfeito na terra (vide período do milênio em apocalipse).

    Concordo com tudo no artigo, só descordo de dois pontos de vista:

    PONTO DE VISTA TEOLÓGICO: O autor, na minha opinião, atribui divindade à Satanás “(…) Nesse sentido, o estado é divinamente instituído da mesma foram que Satã é divinamente instituído (…)”. Satanás não é divinamente instituído de analisarmos a Bíblia. Ele é um ser limitado, que possui certos poderes que são atribuídos aos anjos, esses poderes ele adquiriu quando foi formado (quando era arcanjo), porém não se compara de forma nenhuma a uma divindade, haja vista que ele foi expulso do céu justamente por querer esse tipo de prestígio.

    PONTO DE VISTA POLÍTICO/ECONÔMICO: O autor diz não ser pecado erro no IR “(…) Por isso, uma pessoa não está pecando se cometer um erro em sua declaração do IR (…)”. Mas, que tipo de erro seria? Se for um erro de declaração, dados, etc eu concordo com ele. Porém, se ele quis dizer Erro = Sonegação, bom aí o cristão está pecando sim, haja vista que está infringindo leis fiscais e tributárias.

    Logicamente que sabemos que o governo é um péssimo administrador, cheio de corrupção e que ninguém gosta de pagar impostos e ver seu dinheiro indo para o ralo. No entanto, o IR é instituído por lei fiscal, uma lei legítima e que não vai contra os princípios bíblicos, e por esse motivo não há razão para o cristão ser sonegador do referido imposto. Seria o mesmo que não pagar o carnê da loja com juros e multa pelo atraso da parcela, achando apenas serem abusivos se existe uma lei para isso. Não sou a favor do chamado dízimo obrigatório, no entanto tenho a consciência de que devemos contribuir na igreja, conforme suas possibilidades e a vontade de seu coração, para se manter a obra do Senhor.

    Mas, tirando essas prerrogativas, o artigo é bom e merece ser lido.

    Abraços!!

  8. “PONTO DE VISTA POLÍTICO/ECONÔMICO: O autor diz não ser pecado erro no IR “(…) Por isso, uma pessoa não está pecando se cometer um erro em sua declaração do IR (…)”. Mas, que tipo de erro seria? Se for um erro de declaração, dados, etc eu concordo com ele. Porém, se ele quis dizer Erro = Sonegação, bom aí o cristão está pecando sim, haja vista que está infringindo leis fiscais e tributárias.”

    Imposto é roubo, sonegação é proteção de propriedade privada, o cristão proteger os frutos de seu trabalho não é pecado.

  9. Anderson Nunes Vieira

    Prestar declaração FALSA não tem apoio bíblico e muito menos jurídico (www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l4729.htm).

    Você defende a propriedade fazendo uma declaração falsa? Isso não é papel de cristão e muito menos de cidadão.

    Sonegar imposto é querer ter de volta aquilo que o governo tributou. Roubo gerando roubo. A sonegação de impostos é prejudicial até para o livre mercado, sendo uma variável a favor das empresas que sonegam em detrimento das que não sonegam, e uma variável grande para o dito livre mercado.

    Já pensou se todos tiverem essa mentalidade e aplicá-las em todos os ramos da vida. Todas as empresas estaria falidas.

    Você sonega imposto de renda porque acha abusivo e um roubo os tributos do governo. (concordo em partes).

    Porém, você concorda em pessoas usar windows pirata? Fazer gato de luz? Comprar CD’s piratas? Produtos falsificados e pirateados?

    Eu posso usar essa prerrogativa acima com a desculpa de proteger meu patrimônio (lê-se dinheiro) por simplesmente achar que a Microsoft compra preços abusivos para obtenção do Windows, que o Roberto Carlos é um explorador ao comprar determinado preço por seus CD’s, que a Rede de Energia Elétrica está explorando seus consumidores ao dizer que aumento o preço da energia por questões relacionadas a estiagem de chuvas e baixa da represa que gera energia. Esses são fatores de mercados que eu posso alegar como ROUBO também e partir para a pirataria e uso indevido com a desculpa de dizer que tenho que proteger meu patrimônio.

    Acho um discurso incoerente.

  10. Enquanto isso, no site ao lado…
    justificando.com/2014/10/17/homem-de-bem-que-crimes-voce-praticou-hoje/
    Essa é a mentalidade nos cursos de direito.

  11. Qdo o homem da Galileia disse ” dai a Cezar o que eh de Cesar.etc etc” justificando os impostos, eu como ser humano e dotado do principio ” Cogito ergo sum” digo que fareituodmpara sonegar impostos pq acho que Cesar esta qurendo,algo,que nao,eh dele..eh meu..e eh meu, pq eu acho que eh meu..e eu acho pq acho..pq ” penso logo existo”..

    Entao se nao tiver umrevolver na minha testa nao pago o roubo ou,seja ,imposto

    Ou seja sonegar e uma obrigacao..

    Ja comentei isso na artigo anterori..pago pq nao quero ser martir…odeio o Estado…

    Mas farei tudo para nao pagar..afinal discordo de Cesar qto ao,que eh dele…qdo ele tem o revover na mimha testa eu pago..exatamemt como num assalto

  12. Acho que esse tópico é apropriado pra fazer uma pergunta aos liberais que tem a propriedade privada como ética suprema.

    Se uma pessoa cair do seu apartamento e se segurar no parapeito da sua janela, você está moralmente justificado em simplesmente ficar olhando ela cair?

    Na ética liberal você poderia simplesmente olhar ela cair de lá de cima, não estaria agredindo-a.

    E te prender por se negar a ajuda-la não parece algo muito apropriado aos liberais.
    O que é moral ou não nem sempre está associado ao direito de propriedade.

  13. um livro bastante relevante à discussão e que explica com bastante clareza vários detalhes da submissão às autoridades instituídas e governamentais, tanto dentro da igreja como fora dela, é um livro chamado Autoridade Espiritual, de um autor chamado Watchman Nee. Aconselho ao autor/tradutor do texto que leia esse livro para complemento das ideias colocadas aqui, às quais eu não discordo em grande parte

  14. Otimo texto. No livro Modelo Social do Antigo Testamente, de Landa Coppe, aprendemos princípios que nortearam a formação do povo hebreu quanto a economia, estado, artes, educação, etc. O princípio da Liberdade norteia todas as áreas. O “governo” devia manter a liberdade do povo, das instituições. É uma espécie de proto-economia Austríaca. Aliás, conforme Gálatas 5:1: “Foi para a Liberdade que Cristo nos libertou”.

    Eu indico: aguasdomar.com/category/economia/

    Valeu.

  15. Marcelo Simoes Nunes

    Os dois textos provocaram numerosas e inúteis polêmicas. Crentes e católicos se digladiando com ateus. Fico surpreso pelo número de libertários que se confessam católicos e não vêem nenhuma contradição entre a religião e os princípios libertários. Me sinto um estranho no ninho, porque não sou ateu nem crente, sou agnóstico. Num sentido mais estrito ser agnóstico significa reconhecer a total inutilidade de se posicionar a favor ou contra a ideia de que somos governados por um ser divino. Preferimos a dignidade da nossa ignorância à arrogância de um saber altamente impreciso. Mas se essa discussão é irrelevante, não se pode dizer o mesmo do fato de tantos comentaristas deste site se posicionarem de um ou outro modo. Porque perdemos nosso tempo discutindo o sexo dos anjos? Eis uma questão que merece resposta. Vou falar sobre isso, mas antes mando uma crítica ao que me parece uma abordagem quase geral nos comentários. Muito aqui se fala sobre religião, na maioria das vezes, sobre catolicismo, como se qualquer religião fosse apenas uma crença individual, coisa de foro íntimo. Nos comentários do primeiro texto, um ateu declarado comparou a opressão do estado à opressão religiosa e foi prontamente rechaçado por outros comentaristas. É evidente o exagero desse tipo de comparação considerando-se que o estado nos obriga mediante violência e a religião na maioria das vezes não faz isso. É lógico que não se pode esquecer as sutilezas empregadas pelos pregadores, as ameaças de arder no fogo eterno, cujos efeitos variam conforme a capacidade intelectual do ouvinte. Também não se pode esquecer as violências em nome da religião, as guerras santas, as fogueiras da inquisição cristã ou as decapitações do IE. Também não podemos esquecer que a igreja católica teve um papel fundamental para aquilo que chamamos de civilização. Quando a igreja decapita o imperador inca, condenando o sacrifício humano cometido na civilização americana, isso de alguma forma melhora o que entendemos como civilização. Os hebreus também faziam sacrifício humano. Mas conta a Bíblia que Deus segurou a mão de Abrão para que ele poupasse a vida de seu filho. Abraão sacrificou então uma ovelha, em nome do Senhor. Hoje isso parece ridículo, pois sabemos que os animais também merecem respeito e o cardápio dos deuses deve ter mudado de lá para cá. Tudo isso há de ser considerado, mas o ponto central que me parece relevante nessa discussão toda é o seguinte. O estado, por sua própria natureza tende a açambarcar tudo a sua volta. Então, nas sociedade onde o estado se encontra presente, toda a religião lhe diz respeito. Ele procurará se apropriar dela de algum modo. E, nisso, obterá na quase totalidade das ocasiões um total êxito. Por sua vez, a instituição religiosa, a semelhança do estado, tende a crescer e agigantar-se. Poderá se posicionar contra o estado muito raramente. No mais das vezes verá nele um parceiro. Não é a toa que igrejas gozem de isenção tributária de forma generalizada. Então essa discussãozinha da crença individual (de Paulo, Pedro ou de José), descontextualizada da realidade se torna abominável. É absolutamente deplorável que pessoas que se dizem libertárias não enxerguem, por exemplo, que a Igreja Católica Apostólica Romana da América Latina esteja envolvida até o pescoço com movimentos marxistas. Que não perceba que, por mais contraditório que a princípio possa parecer, é perfeitamente factível ser comunista e católico. A mente humana é o bastante flexível para tanto. Mas lá atrás falava sobre o sexo dos anjos. Continuemos. Tenho um hipótese a respeito da religiosidade das pessoas. É fruto de minha experiência de vida, mas precisa ser comprovada. Penso que há uma incompreensão entre não crentes e crentes irresolúvel. Penso que isso seja consequência da evolução genética da humanidade. Em outras palavras penso que existe uma diferença genética no cérebro de crentes e não crentes. Nós não escolhemos o modo como pensamos. O ato de pensar é absolutamente um ato individual. É como ir ao banheiro fazer cocô. Não dá para pedir que alguém faça por nós. E nós não escolhemos como pensamos. Simplesmente pensamos. Depois notamos que aquilo que pensamos é compartilhado pelos demais. Não falo de lógica, pois esta é compartilhada por todos. Falo da percepção da realidade. A maneira como percebemos a realidade não é compartilhada universalmente. Talvez as emoções tenham um papel nisso aí. Diferentes dos animais, temos consciência (da vida e da morte – o que nos faz como deuses) e sofremos da eterna angústia resultante disso. É interessante notar que todos nós concordamos que amanhã o sol nascerá de novo e concordamos também que essa conclusão é completamente diferente da conclusão de que Deus existe. Não é fácil dizer por que motivo é diferente. Mas percebemos intuitivamente que é. Com certeza a diferença não reside no grau de certeza. Temos certeza de que o sol se porá amanhã, pois é o que sucede todo dia. Muitos, não vendo uma evidência palpável, não creem em Deus. Mas o surpreendente é que muitos, apesar disso, creem e essa crença pode parecer ao crente absolutamente segura, tão segura quanto é o fato de que o sol raiará novamente. Exemplo: militante islâmico explode o próprio corpo em atentado, acreditando estar servindo Alá, que o recompensará no seu reino celeste.Teorias são boas para entender o mundo, mas precisam de um cérebro para gerenciá-las. Sozinhas mais confundem do que informam. Toda teoria tende a reduzir a realidade, o que se torna perigoso, quando não se tem consciência disso. Muitos libertários são tão obcecados com o estado que ficam imobilizados. Não sabem como acabar com ele e são contra tudo o mais. Enquanto isso, o esquerdismo vai tomando conta do mundo a galope e a esperança deles cada dia vai ficando mais distante.

  16. O Estado não é Igreja. O Estado vive de assalto obrigatório, se não pagar, o contribuinte é que é ladrão. As instituições religiosas vivem de doações. O problema da religião, incluindo ateus, é o fanatismo e a extorsão.
    Discordo que o Estado tenha tenha que ser extinto, concordo na redução de poderes e tributos, uns 15% do PIB em tributos e endividamento abaixo de 10% do PIB no máximo não faz mau. Sem Estado crianças vão serem escravizadas e aliciadas. Sem o Estado todos nós quando idoso irão perecer sem aposentadoria. Sem Estado pessoas portadoras de necessidades especiais e doentes impossibilitado de trabalhar irão padecer nas ruas da mendicância.
    Discordo na falta de proteção da propriedade do individuo: o que vai ser da minha casa é minha se alguém invadir? Imagine suas propriedades intelectuais? O que é obra minha é minha e os invejoso se contente em pagar pelo seu uso.
    Concordo com grande parte da teoria da Escola Austríaca. O resto é fanatismo.

  17. Artigo interessante, porém nesses temas minha cabeça não funciona muito legal.
    Seguirei portanto a diretriz do Leandro Roque, de não falar muito sobre o que não domina.

    Queria deixar uma questão sobre outro trecho da bíblia: “É mais fácil um camelo passar por um buraco de agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Como não considerar isso uma crítica ao capitalismo, mesmo que ainda proto-capitalismo?
    (Isso foi tema de artigo recwbte ou apareceu na area de comentarios, nao recordo bem)
    Minha opiniao é que Jesus repudiava o tipo de rico da antiguidade: com patrimonio advindo do saque ou de redistribuicao do saque pelos reis.

  18. Esse vídeo tem uma aula fantástica sobre o gramcismo americano e as bases ideológicas de alguns democratas.

    Saul Alinky foi o pai do comunismo atual na América.

    youtu.be/BHLvqj4wBU8

  19. Leis só de Deus, homem nenhum governará sobre mim!

    Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; (1 João 2:15)

    Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. (Tiago 4:4)

    E os reis da terra(ONU, Presidentes…), os grandes(pessoas famosas que se tornam idolos da população, formadores de opinião contrarias a Deus “condicionadores do gado”, conglomerados, multinacionais…), os exércitos (policias, forcas armadas…), os ricos(gananciosos, opressores…), e os poderosos (Rockfellers, Rotchields…), se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: “Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! (Apocalipse 6:15-16)

    O bom samaritano
    25 Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Messias à prova e lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”
    26 “O que está escrito na Lei?”(entao a “Lei” não foi abolida!), respondeu Messias. “Como você a lê?”
    27 Ele respondeu: ” ‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo'”.
    28 Disse Messias: “Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá”.
    29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Messias: “E quem é o meu próximo? Não é os soldados romanos!?!”
    30 Em resposta, disse Messias: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.
    31 Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado.
    32 E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado.
    33 Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele.
    34 Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele.
    35 No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar, pagarei todas as despesas que você tiver’.
    36 “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”
    37 “Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei.
    Messias lhe disse: “Vá e faça o mesmo”.

    Não podemos nos esquecer da revolta dos macabeus, um povo temente a Deus que lutou sozinhos em menor numero contra os exércitos helênicos e estabeleceu um reino judaico independente na região entre 142 a.C.- 63 a.C..
    E de Simon bar Kochba considerado messias em seus dias por liderar uma revolta contra o imperio romano em 132dc reconquistando jerusalem e fundando um estado judaico independente.

    Encontrei o melhor site sobre a verdadeira religião dos nossos tempos!
    Pra quem se interessa em conhecimento sobre a historia da humanidade, Deus e todas as demais coisas deixo aqui o link:
    Ao vivo as terças 20H
    livestream.com/Beit-El-Shamah
    https://www.youtube.com/user/MarcosAndradeAbrao
    https://www.youtube.com/watch?v=7YOtU2Pq8ko Sata antes da criacao, o homem e a vitoria do Messias.

  20. Marcelo Simoes Nunes

    Sou tentado a concluir que para os anaco capitalistas cristãos, considerando que ainda não descobriram a receita para exterminar o estado, só resta uma alternativa: orar.

  21. eu sei que ão tem nada haver com o assunto da matéria, mas eu preciso perguntar isso, procurei no site mas não encontrei nada a respeito, se alguém puder me responder eu fico grato. vamos supor que algum dia o estado seja abolido e finalmente(ufa!) consigamos viver uma economia livre. vamos supor a segunte hipotese: um grupo de pessoas compram uma propriedade em um local onde haja uma massiva movimentação e concentração de gente, digamos um centro comercial, ai esse grupo de pessoas resolve transformar essa propriedade em uma casa de swing, e em seguida elas resolvem derrubar as paredes dessas casa com a intenção de que todos que passassem próximos a essa casa vejam essa a orgia que ocorre nesse local, como iriam funcionar as leis de atentado ao pudor? já que ninguém poderia invadir a propriedade ou inferir sobre o livre arbítrio dessas pessoas? e supondo que elas coloquem mascaras para ão ser identificadas.

  22. Existe uma resposta muito mais simples.
    O cristianismo foi adotado por Roma e o novo testamento sistematicamente manipulado de modo a servir aos objetivos do Império: Dominação e submissão das massas. Existe filosofia de vida mais perfeita para o governo? aceitar tudo de cabeça baixa, esperando recompensas em outro mundo?

  23. paulo cesar de castro silveira

    quando Paulo escreveu Nero ainda era bonzinho. dois anos depois Paulo não teria escrito. leia isto em São Paulo, livro de Ernest Renan

  24. Acredito que o contexto em que Paulo falou essas palavras não foram entendidos corretamente. Vou tentar explicar o contexto, de acordo com o que sei da Bíblia.

    Com a morte de Jesus, acabou-se o arranjo de Deus de ter um povo pactuado com reis escolhidos por Ele (a linhagem de Davi). Os cristãos agora seriam espalhados dentre todos os povos (João 4:21), não havendo mais apego à lei mosaica, que era uma lei espiritual, mas que incluía todas as questões para o funcionamento de um estado soberano (incluindo até penas capitais).

    Mas então surge a questão: Como viver servindo a Deus morando em território gentio (ou não judeu), que não seguia leis dadas por Ele? Como seguir o mandamento de Jesus de se manter APARTADO DO MUNDO (João 17:14), estando sujeito à governantes do mundo?

    Paulo, que foi um dos que “modelaram” a congregação cristã, queria solucionar este problema.

    Assim ele estabelece em Romanos 13 esta diretriz: O cristão deve obedecer à César (ou qualquer outra autoridade), desde que esta obediência não contrarie qualquer lei divina: Amar a Deus e ao próximo (Romanos 13:9).

    Isto é fato. A história confirma que os cristãos eram excelentes cidadãos, mas estavam dispostas à morrer quando se exigia deles que servissem em guerras (Mateus 26:52), ou prestassem idolatria à césar (Mateus 4:10).

    Agora sobre pagar os impostos, os cristãos devem ser exemplares neste assunto: Mateus 5:41; 2Co 6:3; 2Co 8:21.

  25. Zangado, Jesus derrubou mesas e expulsou animais e comerciantes com um chicote (Marcos 11:15-16). Os chefes dos sacerdotes ficaram muito irritados com a atitude de Jesus mas não puderam fazer nada, porque ele tinha o apoio do povo. Ordem e Progresso nesse País Já… Se for preciso exercer a força, que assim seja: Romanos 13.1 — Deus, o supremo Soberano, ordenou (v. 2) que deveria haver autoridades superiores. Todos os cristãos devem estar sujeitos a essas várias autoridades, até mesmo quando elas forem más, como o foi Nero (54—68 d.C.), o imperador romano que cruelmente perseguiu os cristãos. Quando Paulo escreveu esta carta, Nero já estava no poder. Ainda que Paulo tenha exortado os cristãos de Roma a se submeterem à autoridade de Nero, porque a sua autoridade era proveniente do próprio Deus, isso não quer dizer que Deus aprovasse todos os atos do seu governo, bem como os atos cometidos por qualquer governo ou líder.

    13.2 — A condenação não inclui necessariamente o castigo eterno dado por Deus. Ele pode julgar as pessoas pelas autoridades humanas que Ele próprio designou.

    13.3 — Os governos devem ser obedecidos, pois eles foram ordenados para castigarem o mal (gr. kakón) e promover o bem (gr. agathós).

    13.4 — A espada é um instrumento de morte. Na época de Paulo, a forma mais comum de executar a pena de morte era decapitação com a espada.

    13.5 — É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Os cristãos não devem obedecer ao governo apenas por ser um dever cívico, mas porque esse é o seu dever espiritual diante de Deus.

  26. Jessé Monteiro

    Parabenizo o autor da matéria, bem contextualizada, racional e bíblica. Paulo jamais estava dizendo isso, se for assim temos um problema com Atos 5:29. São autoridades eclesiásticas….constituías por DEUS! Só por Ele …conforme a Bíblia.

  27. MARCOS ANTONIO SILVA

    Quando falamos em Romanos cap 13 e seus 7 versículos iniciais, o Apóstolo Paulo está discorrendo sobre ordem x desordem, Lei do Homem e Lei de Deus, Estado Político e estado espiritual, Cidadão da terra e cidadão do céu. Liberdade civil e liberdade cristã. Justiça do homem e do Estadox Justiça de Deus. Luta ou guerra do bem contra o mau. Na verdade o Estado sempre foi um principado e potestade maligna e seus líders coptado por satanãs que lá no cume do monte usou do mesmo recurso com Jesus Cristo , após perder todos os argumentos tentador contra a verdade descrita nas Sagradas Escrituras. No Evangelho de Lucas cap.4 do versículo primeiro até o nº. 13. Quem não aceitar que o Estado sempre esteve sobre um buraco profundo de todos os males do mundo precisa rever conceito. o Mundo ér um DEEP STATE.

  28. Ex-microempresario

    “Falar de religião sem falar da única e verdadeira Igreja é uma palhaçada total, protestantes tentando arrumar sua criação maldita.”

    Pegue um site como o do IMB, reconhecido por abrigar debates de alto nível entre participantes cultos e polidos; acrescente religião e vc terá gente afirmando ter o monopólio da verdade e chamando os outros (que também acreditam ter o monopólio da verdade) de “malditos”.

  29. COMENTÁRIO BÍBLICO DE JOÃO CALVINO (1509 – 1569)

    Romanos 13:1

    1. Deixe cada alma, (399) etc. Na medida em que ele cuida tão cuidadosamente desse assunto em conexão com o que forma a vida cristã, parece que ele foi obrigado a fazê-lo por alguma grande necessidade que existia especialmente naquela época, embora a pregação da o evangelho sempre torna isso necessário. De fato, sempre existem alguns espíritos tumultuosos que acreditam que o reino de Cristo não pode ser suficientemente elevado, a menos que todos os poderes terrestres sejam abolidos e que eles não possam desfrutar da liberdade dada por ele, exceto que sacudem todo jugo da sujeição humana. Este erro, no entanto, possuía a mente dos judeus acima de todos os outros; pois lhes pareceu vergonhoso que os filhos de Abraão, cujo reino floresceu antes da vinda do Redentor, devessem agora, depois de sua aparição, continuar em submissão a outro poder. Havia também outra coisa que alienava os judeus não menos que os gentios de seus governantes, porque todos eles não apenas odiavam a piedade, mas também perseguiam a religião com os sentimentos mais hostis. Por isso, parecia irracional reconhecê-los por príncipes e governantes legítimos, que estavam tentando tirar o reino de Cristo, o único Senhor do céu e da terra.

    Por essas razões, como é provável, Paulo foi induzido a estabelecer, com maior cuidado do que o habitual, a autoridade dos magistrados, e primeiro ele estabelece um preceito geral, que inclui brevemente o que ele diz depois: segundo, ele se submete a uma exposição e uma prova de seu preceito.

    Ele os chama de poderes superiores, (400) não o supremo, que possui o chefe autoridade, mas como os outros homens. Os magistrados são então chamados em relação aos seus súditos, e não quando comparados entre si. E parece-me, de fato, que o apóstolo pretendia com essa palavra afastar a curiosidade frívola dos homens, que costumam indagar com que direito os que governam obtiveram sua autoridade; mas deve ser suficiente para nós que eles governem; porque eles não subiram por seu próprio poder a este posto alto, mas foram colocados ali pelas mãos do Senhor. E ao mencionar toda alma, ele remove todas as exceções, para que ninguém reivindique uma imunidade ao dever comum de obediência. (401)

    Pois não há poder, etc. A razão pela qual devemos estar sujeitos a magistrados é porque eles são constituídos pela ordenação de Deus. Pois, como agrada a Deus governar o mundo, quem tenta inverter a ordem de Deus e, portanto, resistir ao próprio Deus, despreza seu poder; já que desprezar a providência daquele que é o fundador do poder civil, é continuar em guerra com ele. Entenda ainda que os poderes são de Deus, e não como pestilência, e fome, e guerras e outras visitas ao pecado, são dele; mas porque ele os nomeou para o governo legítimo e justo do mundo. Pois, embora tiranias e exercício injusto de poder, por serem desordenados, (?ta??a?) não sejam um governo ordenado; todavia, o direito do governo é ordenado por Deus para o bem-estar da humanidade. Como é lícito repelir guerras e buscar remédios para outros males, o Apóstolo ordena que, de boa vontade e de bom humor, respeitemos e honremos o direito e a autoridade dos magistrados, tão úteis aos homens: pelo castigo que Deus inflige aos homens por seus pecados. , não podemos chamar ordenações adequadamente, mas eles são os meios que ele designou para a preservação da ordem legítima.

Rolar para cima