A
principal dificuldade em ganhar dinheiro e enriquecer é que você tem de ter um dinheiro
de reserva para criar aquilo que é chamado de “renda passiva”, que é a renda
que continua crescendo sem que a pessoa tenha de trabalhar.
Isso significa que, para enriquecer, você tem
de juntar um capital que seja suficiente para ser investido e tenha
rendimento.
E,
para obter esse capital, não há mágica: você tem de criar valor; você tem de
ter uma atividade diária que seja valorizada e voluntariamente consumida por pessoas.
Logo,
duas conclusões: 1) você tem de trabalhar em algo que seja valorizado e
demandado por consumidores. Só assim
você conseguirá acumular algum dinheiro; 2) se a taxa básica de juros vigente
em seu país for alta, melhor para você, pois seu dinheiro aplicado renderá
mais.
Pessoas
pobres permanecem pobres por três razões.
A
primeira é que sua mão-de-obra é tão simples, que a demanda por ela não é
alta. Uma mão-de-obra ganha valor de
acordo com sua escassez e sua qualidade. Trabalhadores de redes fast food ou caixas de supermercado e padaria simplesmente não são uma mão-de-obra escassa. Isso faz com que seus contracheques sejam
baixos.
A
segunda razão é que as pessoas pobres que têm uma renda mais maleável — ou
seja, uma renda que não está totalmente comprometida com despesas fixas e
essenciais — têm de saber escolher entre várias opções.
Entre as pessoas ricas, alguns vícios — como uísque importado — podem
ser considerados meras excentricidades, uma vez que esses vícios, na maioria
dos casos, não causam a ruína de suas circunstâncias presentes e futuras. Já entre os pobres, os vícios — dentre os
quais os mais comuns são cigarros e bebidas — consomem um dinheiro que, em
outras circunstâncias, poderia ser utilizado para aplicações financeiras, as quais
formariam aquele colchão necessário para criar a renda passiva.
Uma pessoa que não controla seus vícios e que
por isso vive exclusivamente de salário a salário é uma pessoa que, em vez de
estar se esforçando para controlar seu próprio destino, está com o seu destino
controlado pelo mercado de trabalho.
A
terceira razão é que, sem que tenham nenhuma culpa por isso, as pessoas pobres
possuem acesso apenas a uma fatia muito limitada da economia — que é aquela
que está fisicamente próxima deles. Vários pobres (embora cada vez menos) continuam sem acesso à
internet, a qual é hoje a maior força-motriz por trás da acumulação de
riqueza. Aliás, vários pobres nem sequer
têm acesso a uma livraria ou até mesmo a uma boa educação.
Com
esses três fatores combinados, as pessoas pobres muito provavelmente
continuarão pobres. E o comportamento
agregado de indivíduos no mercado mostra que isso é verdade. Histórias de sucesso continuam sendo a
exceção. Sendo assim, torna-se fácil
acreditar que as pessoas pobres não têm nenhuma outra escolha senão continuarem
pobres.
Este artigo é uma tentativa de
mostrar que tal argumento não procede, e também de mostrar como a pobreza pode
ser superada por meio da compreensão das forças naturais do mercado.
Simples, porém trabalhoso
Para
remediar o primeiro problema da pobreza — a mão-de-obra de uma pessoa pobre
não ser escassa –, é necessário adquirir educação. O indivíduo tem de saber tornar sua
mão-de-obra qualificada e demandada.
Isso
pode ser feito tanto por meio do autodidatismo quanto por meio da educação em
uma escola técnica. Aprender as técnicas
de um trabalho específico, como fazer aulas técnicas em um sábado à tarde para
adquirir um certificado de operador de empilhadeiras, é um esforço que, embora
sobrecarregue o indivíduo temporariamente e até mesmo aumente seus gastos,
poderá lhe trazer uma maior acumulação de riqueza no longo prazo.
Não
basta apenas olhar o salário do final do mês para determinar o que pode e o que
não pode ser comprado. Qualquer
planejamento para o futuro tem de ser feito com o intuito de ganhar o máximo de
dinheiro possível. Isso significa que o
indivíduo terá de poupar dinheiro para fazer essa especialização. Logo, ele não poderá gastar seu pouco
dinheiro comprando cigarros, cerveja ou comendo uma comida mais cara. Sacrifícios serão necessários no curto
prazo, o que inclui não ter TV a cabo ou serviços de streaming.
Pessoas
que sobrevivem de salário a salário deveriam economizar o máximo possível a
cada semana. Após um ano de poupança
extrema, uma pessoa que trabalha em troca de salário mínimo já terá algumas
economias. Se as taxas básicas de juros
do país estiverem altas, tanto melhor: suas aplicações irão render mais, e sua
poupança será menos sacrificante. A
partir daí, não será difícil investir esse dinheiro em cursos técnicos que lhes
deem um certificado.
Em países em que
tais cursos são subsidiados ou mesmo “gratuitos”, não há nenhuma desculpa para
não fazer isso. Com esforço e dedicação,
um jovem pobre pode se tornar um grande mecânico de automóveis, um serviço para
o qual sempre haverá demanda.
No
pior dos cenários, que é aquele em que uma pessoa pobre não possui meios de
transporte para se locomover até o local do curso técnico — quando, por
exemplo, as tarifas de ônibus são caras, ou nem sequer há ônibus –, uma
bicicleta terá de ser adquirida. Daí a importância ainda maior da poupança. Trata-se de um gasto que na verdade é
um investimento.
Inversamente,
os dois vícios mencionados — cigarros e álcool — não acrescentam
absolutamente nada à riqueza de um indivíduo. Ao contrário, são gastos que representam uma contínua subtração de sua
riqueza, principalmente no mundo atual, em que os preços desses bens só fazem
crescer à medida que os governos vão elevando os impostos que incidem sobre
esses itens. Cortar a cervejinha pode
ser algo bem sacrificante em termos de prazer pessoal; mas, quando se considera
que a escolha é entre um momento de prazer ou uma vida bem-sucedida, a opção
deveria ser bem clara.
O
terceiro problema, que é o das oportunidades de acordo com a localização do
indivíduo, também terá de ser resolvido por meio da poupança. Computadores e até mesmo laptops terão de ser
adquiridos; e podem ser adquiridos no mercado de usados por preços bem em conta. Ter um computador ou um laptop pode parecer uma
despesa incrível para alguém que ganha salário mínimo; mas, de novo, com planejamento,
poupança, sacrifícios e corte de gastos inúteis, é algo totalmente viável. Não é fácil, mas é totalmente factível. No mundo atual, ter um computador é quase
obrigatório.
Uma
pessoa que não tenha acesso à internet em casa poderá ter de ir a uma fonte que
forneça internet, como uma biblioteca. Ou, no extremo, comprar um plano básico de celular e fazer hotspot. Daí a necessidade de mais
poupança.
A
questão então passa a ser a seguinte: tendo investido em uma bicicleta ou em um
computador, o que o indivíduo terá de fazer para enriquecer? Com um computador, os serviços mais
demandados (e, por isso, os mais escassos) envolvem programação. Livros sobre programação de computadores,
muito embora nem sempre estejam totalmente atualizados, podem ser encontrados
em bibliotecas públicas. Vários deles,
como Visual Basic para iniciantes, vêm com DVDs que podem ser utilizados como
ferramenta de auxílio.
O próprio YouTube possui vídeos que ensinam vários tipos de programação de
computador. E, procurando com paciência,
a internet fornece vários .pdfs gratuitos de apostilas de programação. Com dedicação e paciência, qualquer um pode se tornar um webmaster.
Com efeito, a difusão da tecnologia já concede acesso a inúmeras informações a custos cada vez menores. Hoje temos vários programas gratuitos de aprendizagem via internet (como por exemplo a Khan Academy). Basta entrar na internet, fazer o download do material curricular e seguir as instruções.
Consequentemente,
não é impossível que um sujeito que trabalha em alguma rede de fast food ou que é caixa de padaria, e
que hoje não tem nem meio de transporte e nem computador, possa por meio desses
sacrifícios e esforços subir na vida. Ele pode não virar um milionário, mas sem dúvida sua renda irá aumentar
substantivamente.
Um
grande problema ao qual todos estão sujeitos é que essa renda que momentaneamente
parece ser contínua e suficiente pode repentinamente sumir. Trabalhadores podem ser demitidos. Empresas podem falir. O
mercado pode simplesmente tornar algumas profissões obsoletas. Em algum momento no futuro, pode até ser
possível que computadores se programem sozinhos de acordo com um arranjo de
preferências pré-determinadas. Aquele
indivíduo ou aquela família que até então estava confortável em uma profissão
repentinamente descobre que sua renda voltou a correr risco.
O
que fazer?
O
objetivo supremo de ganhar dinheiro é ganhar dinheiro o suficiente para que
investi-lo se torne uma vocação. Isso
irá fornecer uma vida com mais segurança e mais certezas. Investidores podem controlar aquilo em que investem. Tanto o sucesso quanto o fracasso são
determinados pelas escolhas que fazem. Isso é o oposto de ter de seguir ordens de um patrão, que é quem decide
por conta própria se o empreendimento no qual você trabalha irá fracassar ou
ser bem-sucedido.
Por
isso, o objetivo da independência vocacional deveria ser óbvio: você começa
sendo um assalariado, mas deve utilizar o dinheiro para se qualificar
continuamente, até se tornar um empreendedor autônomo. Hoje, com a internet, você tem acesso a
praticamente qualquer livro-texto ou vídeo técnico que queira. Tendo um meio de locomoção — uma bicicleta ou até mesmo um carro
simples e usado, que já deixou de ser caro há muito tempo –, sua esfera de
influência econômica se estende para muito além de sua residência. É assim que
você começará a realmente ganhar dinheiro.
Após
adquirir uma renda contínua e confiável, e com os vícios controlados, é
possível poupar cada vez mais dinheiro, o que permitirá um colchão que traga
alguma tranquilidade.
Visto
por esse prisma, aquele senso comum que diz que devemos “trabalhar para ganhar
dinheiro para sobreviver” é somente parte da solução. Mais especificamente, é a primeira parte da
solução. O objetivo supremo é “trabalhar
para ganhar dinheiro para que, então, você possa ser autônomo ou trabalhar em
troca de um salário ainda maior”.
Para concluir
Se você mora em um país que oferece cursos técnicos gratuitos, cujas taxas de
juros são relativamente altas, e você tem acesso à internet, não há desculpas
para não ganhar dinheiro. Você pode não
ficar milionário, mas pode perfeitamente deixar de ser pobre. O processo é simples, mas muito
trabalhoso. Exige sacrifício e
dedicação. Mas qualquer um pode fazê-lo.
_______________________________
Leia também:
O homem pobre, o homem rico e a mágica dos juros compostos — sete anos fazem toda a diferença
Consumistas, capitalistas e dívidas como alavanca de empobrecimento
A diferença entre ganhar dinheiro e fazer dinheiro – as três lições de vida de um vendedor de água
Em vez de mendigar aumento de salário, lute para se livrar dele

Há um tempo atrás, estava lendo sobre que o ideal é acumular capital durante a vida para, no mínimo, virar um empreendedor/investidor na aposentadoria. Com certeza, o problema da baixa poupança se deve, em parte, a inflação de preços historicamente alta. Mas, um fator importante é o ranço ideológico que existe em relação ao capital e ao empreendedorismo. Muito ajudaria se, ao invés de encher o saco com toda a baboseira sobre luta de classes, as pessoas incentivassem que o “proletário” se tornasse “burguês”.
Eu tenho 100R$ e gostaria de multiplicar esse dinheiro. o que eu poderia fazer com esse dinheiro para obter mais?
Existem outras fontes de educação gratuita
http://www.coursera.org
http://www.edx.org
Educação do nível do MIT e similares
o IMB não vai comentar a vinda do Piketty para o Brasil???
Como bem disse o autor, é trabalhoso deixar de ser realmente pobre, mas não é uma tarefa impossível. No entanto, ao invés de gastar tempo e dinheiro para conseguir uma vida melhor, muita gente prefere fazer isso.
A recomendação de bibliotecas publicas e cursos técnicos não vão hoje, contra princípios libertários? Afinal, no Brasil, essas instituições são fundadas com dinheiro roubad9 da população.
Pontual artigo.
Lanço algumas sugestões adicionais e em casos de juros artificialmente baixos:
1) Não tenha vergonha de reduzir seu padrão de vida. Diferentemente do que é propagado por intelectuais, não é necessária propaganda alguma para fazer gente humilde consumir em cenário de baixos juros: a verdade é que ninguém quer ser miserável, simples assim.
Combinada tal realidade intransponível com a subida dos preços e com o total desestímulo à poupança gerado pelos juros baixos, chegamos a um cenário deprimente onde ocorre uma melhora artificial da qualidade de vida do indivíduo graças aos baixos juros e com o acúmulo de dívidas, a situação se inverte e muitos cometem o grande erro de querer manter o mesmo padrão de vida apesar da mudança das circunstâncias. O resultado é um suicídio financeiro e anos de dívidas feitas somente para farrear.
O orgulho do material é letal à quaisquer situações financeiras.
2) Evite usar crédito caso não acredite que ele fará sua renda aumentará. Como diria o Leandro, “o crédito para simplesmente farrear” é uma completa desvirtuação improdutiva do seu verdadeiro objetivo. Tradicionalmente, o crédito tinha como função deslocar capital do presente ao futuro, seja para emergências ou comprar bens de alto preço (imóveis); por exemplo, em um cenário com grande poupança, ocorre um furacão – o preço dos tijolos sobe absurdamente para o esforço de reconstrução e você é dono de uma olaria – pedir crédito com baixos juros reais para comprar insumos da fabricação dos tijolos tornaria atender à demanda imediata por tijolos lucrativa e assim, a reconstrução será acelerada pela ação do empreendedor e o crédito terá exercido sua função.
Entretanto, em situação de juros artificialmente baixos, a realidade é que o crédito é uma arma incontrolável para muitos; o resultado é o financiamento de inúmeros produtos que você não utiliza, às vezes por mero capricho, como carros mais modernos (só seriam úteis se fosse para utilizá-los, por exemplo, para trabalhar com serviço de entregas) ou festas.
Evite usar crédito se não acha que ele é necessário para fazer sua renda aumentar ou manter-se no mesmo patamar.
3) Seja honesto. Não sou exatamente experiente de vida, entretanto, pelo que aprendi com gente mais sábia e vivida por perto; garanti-los-ei que o golpista de praça vive decentemente de cada golpe, mas nunca deixará de ser só um golpista de praça – ele rouba mas não enriquece. É fácil entender isto: se você possui um vendedor em sua loja em qual pode verdadeiramente confiar, ele está incontáveis passos à frente dos vendedores oportunistas e potencialmente criminosos de ser gerente – ele é mais produtivo e uma companhia mais agradável simplesmente por não roubar ou fazer caixa 2.
Se não deseja ser honesto por moralidade, que o seja por algum pragmatismo: um vendedor de carros usados que meramente abusa do desconhecimento dos consumidores pequenos jamais será convidado para atender aos grandes ou ao menos para repetir pedidos dos mesmos consumidores pequenos.
4) Conheça pessoas de valores semelhantes aos seus. É mister reconhecer o trabalho das instituições religiosas de unirem pessoas de desejos empreendedores (inúmeras empresas, bandas e outras empreitadas que conhecemos nasceram em uma) ou caridade através de suas paróquias. Você não precisa necessariamente participar de uma organização religiosa, dado que quaisquer outros grupos que compartilham gostos ou posicionamentos morais poderá servi-lo, entretanto, particularmente, as oportunidades das paróquias são costumeiramente as maiores.
Em um cenário de juros artificialmente baixos, as circunstâncias poderão levá-lo a ter de abrir um negócio como forma de resistir à inflação. E a realidade das empresas é que raramente nascem somente de uma pessoa, mas das poupanças e planos de várias – se honestas, vocês já terão uma gigantesca vantagem em relação às outras.
Por experiência pessoal, testemunhei o primeiro grande contrato tido por uma empresa da construção fundada por carpinteiros de uma mesma igreja – infelizmente, o resultado foi terrível: qualquer dinheiro que fora recebido do contrato seria roubado por um e então por outro, até que não sobrasse mais nenhum “empreendedor” para desaparecer.
Daí a importância de gente que compartilhe dos mesmos valores e que seja capaz de aderir à honestidade por moralidade ou ao menos, pragmatismo.
5) Não pule de um penhasco com dedos cruzados à expectativa de voar. Se a Caixa Econômica paga milhões de reais a um vencedor é porque à exceção dele, milhões de pessoas tiveram de ser perdedores. A proximidade com o crédito artificialmente baixo é uma facílima armadilha para indivíduos impulsivos ou orgulhosos em demasia: antes de tomar quaisquer atitudes, é importante lembrar os pontos 2) e 1).
—————-
Receio que não é nenhuma genial coletânea, entretanto, é o que pude adicionar neste meio tempo.
Parece que esse texto foi escrito para mim… tenho 33 anos e atuo como estagiário de engenharia civil. Irei me formar em 2016 ( se Deus quiser ) e já penso nisso desde já: adquirir experiência como engenheiro, fazer cursos adicionais e, futuramente, atuar como conta-própria.
Achei o artigo sensacional.
Simples e objetivo.
Hoje com o youtube, você pode aprender QUALQUER COISA.
Até fazer autópsia…(tem mesmo, risos).
Primeiro, parabéns pelo artigo.
Eu posso dar um rápido depoimento a respeito do que é proposto no artigo. Quando estava perto dos meus 13 anos, a microempresa de meu pai faliu. Como ele já era razoavelmente idoso e estava doente, não conseguimos mais recuperar o que foi perdido, e empobrecemos. Tudo o que tínhamos desmoronou por uma série de decisões erradas de investimentos. O dinheiro e bens evaporaram e sobrou uma dívida impagável. Passamos por anos de dificuldade, luz, gás e água cortados em diversas ocasiões, poucos alimentos na geladeira e no armário, geralmente coisas baratas como fubá de milho, frango e arroz.
Para ter algum dinheiro e ajudar em casa, ou sair e pegar o transporte público, comprar uma camiseta, etc, comecei a fazer pequenos bicos.
Perto dos meus 18 anos, na hora do vestibular, meus pais não poderiam mais me sustentar e eu precisaria de um fluxo maior de dinheiro tanto para ajudar dentro de casa quanto me manter numa possível faculdade, comprar livros, bancar as passagens, etc. Eu decidi então que arrumaria 1 emprego mas vi que não seria o suficiente. As necessidades financeiras eram grandes e estavam lentamente se agravando com o passar dos anos por causa da saúde de meus pais, bem idosos. Acabei arrumando 2 empregos e entrei para a faculdade, tudo ao mesmo tempo. Estudava pela manhã, trabalhava durante a tarde no primeiro emprego e ia em seguida para o segundo, no começo da noite.
Foi sacrificante: dormia apenas 3 ou 4 horas por dia, trabalhava nos finais de semana e feriados, no pouco tempo livre eu dormia para tentar me recompor do pouco sono semanal. Após 3 anos de muito esforço, consegui um emprego em minha área, faltando mais do que 1 ano para minha formatura. Recebia melhor do que os outros dois empregos anteriores juntos.
Dali para frente tudo melhorou. Com mais renda pude reduzir o ritmo alucinante de trabalho e ter um pouco mais de qualidade de vida, além de uma situação financeira mais confortável. Continuei batalhando. Direcionei uma parte do dinheiro para cursos e especializações, trabalhei duro e hoje ganho quase 10x mais do que na época em que tinha dois empregos, 10 anos atrás.
Foi sacrificante? Muito! Pensei em desistir? Várias vezes. Mas no final valeu a pena. Certamente eu faria tudo mais uma vez se fosse necessário.
Sei que muitos devem ter histórias similares, mas quis compartilhar um pouco da minha pois o artigo me lembrou bastante sobre as coisas que eu fiz.
Bom texto, e os comentários deste artigo em especial está enriquecendo bastante o assunto.
Excelente artigo!
Eu mesmo aprendi praticamente tudo que sei de informática só pela internet.
E antes de comprar meu próprio computador usava o computador de uma biblioteca pública e aproveitava a viagem à biblioteca para pegar emprestado livros de informática para ler enquanto estava em casa.
Sacrifícios serão necessários é algo que deve estar profundamente enraizado na cabeça de qualquer um.
Mas é mais provável que as pessoas simplesmente votem em algum político que lhe prometa dinheiro grátis.
PS: A foto do artigo é muito legal 🙂
A passagem bíblica acerca do trabalho quando nosso Deus falou a Adão que “com o suor do seu rosto ganharás o seu pão”leva-nos a ver o trabalho como algo penoso,massacrante,improdutivo,enfim uma maldição e na realidade tudo não passa de uma confusão pois é o cansaço derivado da escassez de recursos é que é a punição, Deus em sua infinita misericórdia nos deu sabedoria(Administração,Contabilidade,Economia e Gestão)para driblar essa situação nos dando a capacidade de poupar os recursos e otimizar sua utilização(Racionalização do uso)de maneira a diminuir e extinguir esse “cansaço” dai hoje nós vermos os países ricos(Menos burocrático) ter um padrão de vida alto e ser um exemplo para nós dos países pobres(Super-burocrático) mostrando que podemos trabalhar e ao mesmo tempo desfrutar de mais lazer,cultura e alegria nesta terra condenada…
Quanto ao artigo excelente como sempre,e como sempre gosto de frisar gostaria de ter descoberto essa teoria austríaca na juventude pois o meu presente seria menos estafante pois teria poupado os tubos mas como diz o ditado “antes tarde do que numca”,afinal é com trabalho,formação e poupança, com esse tripé é que trilharemos o caminho da prosperidade e com fé em Deus seremos felizes…
Excelente artigo.
Não tenho receio de dizer que o instituto Mises fez e faz parte da minha transformação.
Cresci muito lendo os artigos desse sítio.
Inclusive acabei de me associar.
Como diz um dos artigos: “não existe almoço de graça”
Essas informações precisam chegar a mais pessoas, por isso patrocino também
Valeu.
Tapa na cara da sociedade.
Bora seguir o conselho da Dilma e fazer PRONATEC pra montar um negócio próprio e sair do guarda – chuva do patrão
Ótimo assunto. Parabéns equipe IMB.
Fiquei com duas duvidas:
1- ”Se as taxas básicas de juros do país estiverem altas, tanto melhor: suas aplicações irão render mais, e sua poupança será menos sacrificante.”
Duvida: O fator ”juros” não encareceria por consequência despesas importantes tais como alimentação, vestuário, transporte, etc?
2-”Em países em que tais cursos são subsidiados ou mesmo “gratuitos”, não há nenhuma desculpa para não fazer isso.”
Duvida: O subsidio neste caso viria do Estado? Não seria mais um motivo para sua existência?
Ler artigos e comentários neste site faz parte também de um enriquecimento.
Concordo com o artigo que se pode sair da pobreza apenas correndo atras, mas muitos não tem interesse e depois apenas reclamam da vida.
Porém discordo quando ele diz todos. Conheço muitas pessoas que são tão burras que estariam no limiar do retardado mental. Algumas delas não são pobres, muitas vezes por sorte (como ter um parente que os socorra, ou alguém que lhe guiou até uma qualificação minima), mas outros nunca conseguiriam sair dessa situação.
Ser autodidata é algo que esta fora da capacidade de uma boa parte da população. Mesmo ser caixa de supermercado é algo muito complexo para algumas pessoas, imagina avaliar uma profissão que seja demandada no mercado e depois ir atras de qualificação nesta profissão. É algo impensável pra elas.
É triste, mas algumas pessoas não tem capacidade cognitivas para seguir os conselhos deste artigo.
Prezados, é louvável quando uma pessoa deixa de seguir um caminho convencional ou cômodo e escolhe um que seja o mais difícil ou o menos garantido em nome de suas convicções filosóficas ou morais. Mas é complicado querer passar esses mesmos valores para os outros, quando isso puder significar-lhes uma desvantagem.
Por exemplo: no artigo, quando o autor fala que “se a taxa básica de juros vigente em seu país for alta, melhor para você, pois seu dinheiro aplicado renderá mais“, presume-se que ele esteja falando sobre investir em títulos públicos. Sabendo que esse é o instrumento pelo qual o governo financia sua gastança, muitos libertários podem querer não participar disso e preferir aplicar o seu dinheiro em algo que seja mais produtivo, ou arriscado ou até mesmo que renda menos. Mas é difícil aconselhar essa mesma atitude a um pobre. Porque esconder dinheiro debaixo do colchão está longe de ser uma boa ideia. A poupança, mesmo considerando os indíces oficiais (que podem não refletir a realidade), dificilmente consegue vencer a inflação. O próximo da lista são os títulos públicos que, conforme a escolha, podem até permitir algum rendimento real. Então, quem quiser dar um bom conselho a um pobre sobre como aplicar o seu dinheiro, deve recomendar sem piedade que ele invista no Tesouro Direto.
…
Mas mais importante que isto – e não obstante à minha perseguição à dívida pública -, é que o artigo é uma preciosidade. Leva em consideração as principais dificuldades e ao mesmo tempo as alternativas para um pobre ganhar dinheiro, oferecendo sugestões muito factíveis. Isso é que é ensinar a pescar, em seu melhor estilo.
Grande abraço
Um bom livro que demonstra que não há desculpa para não evoluir financeiramente na vida é o “Scratch Beginnings: Me, $25, and the Search for the American Dream” que conta a história veridica de um cara que decide viver como mendigo por um ano nos EUA, com o plano de ao fim desse periodo ter acumulado U$2000, ter um carro e um local para morar totalmente mobiliado.
No livro o autor demonstra que o que impede o pobre de evoluir é ele mesmo, que desperdiça oportunidades, não planeja e não corre verdadeiramente atrás de uma vida melhor (que implica grande esforço e determinação).
Quando ele chega num abrigo de mendigos, logo descobre que lá há três tipos de pessoas: os doentes mentais abandonados pela familia, os preguiçosos e os desafortunados. Para os dois primeiros, pouca esperança se há, mas para o ultimo não há desculpas para continuar mendigo.
É impressionante como no dia a dia a postura do autor em relação as adversidades que um mendigo encontra é totalmente diferente do que os outros mendigos praticam.
Além disso, ele descobre que na vida há três tipos de pessoas: as que fazem as coisas acontecerem, as que assistem as coisas acontecerem, e as que constantemente se perguntam “o que mesmo aconteceu?”.
http://www.amazon.com/Scratch-Beginnings-Search-American-Dream-ebook/dp/B001H1FZWY/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1417206572&sr=1-1&keywords=scratch+beginnings
No texto dá a impressão que se o juros são altos no pais é uma coisa boa.
Mas na realidade mesmo com os altos juros praticados no Brasil, a inflação é altissima tb o que espolia principalmente os mais pobres, ou seja, vc ganha no juros e perde na inflação.
O que adianta a poupança/CDB/tesouro te pagar de 6%-8%aa de juros sendo que a inflação REAL já está pelo menos 9%aa ? ou 15%aa na inflação de comida que é oq mais pesa no orçamento dos mais pobres.
Coisa boa mesmo acaba sendo para os banqueiros que captam recursos quase de graça dos correntistas ou a 12%aa no mercado interbancario e te empresta a 60%-80%aa (rs.)
Off: Quando que teremos mais um artigo do Leandro? Éons sem artigo dele.
Já pedi isso outras vezes aqui no IMB, mas peço novamente. Configurem o feed RSS para que seja possível ler os posts integralmente no próprio leitor(feedly por exemplo). Isso facilitaria bastante a vida dos leitores. Abs
E como o autor inclui gastos com Academia? Também é inútil? Praticar musculação é questão de saúde. E um bom físico também garante mais oportunidades no mercado de trabalho…
Oi pessoal, eu consigo poupar em torno de mil reais todos os meses da minha renda e ultimamente eu apenas os deixo na poupança, mas gostaria de dar um outro destino a esse capital, gostaria de se possível entrar no mercado de ações, mas tenho receio. Não é um costume do brasileiro investir na bolsa e por isso o medo, medo do desconhecido.
Essa vontade de investir em ações já não é de hoje mas ela vem crescendo conforme eu adquiro conhecimento, especialmente acompanhando o Mises. Penso em como posso tirar proveito deste conhecimento entendem? Eu tenho hoje 25 anos, e todos dizem que quanto mais jovem melhor pra investir, mas seria isso verdade? Eu sou jovem mas nem por isso não tenho medo de perder minhas economias em um investimento errado.
Ficaria grato em ouvir a opinião de alguém em relação ao mercado de ações.
Parabéns pelo site, é impecável!
Excelente artigo! Na realidade eu mesmo me identifico bastante com ele, já que sempre estudei em escola pública, e passei no vestibular da Universidade Estadual de Campinas em engenharia estudando sozinho.
Pra variar, um ENORME PROBLEMA a autonomia de possibilidade das pessoas subirem de vida é a INTERFERÊNCIA ESTATAL: por exemplo, no caso de programadores, mais e mais o estado vem dedicando esforços a limitar a atuação de pessoas que, mesmo possuindo os conhecimentos necessários, são impedidas de exercerem a profissão por não possuirem um diploma de nível superior.
Sobre a educação, um dos grandes problemas é que além da educação fronecida aos pobres ser de péssima qualidade, faz inúmeros desserviços. Dentre eles os maiores são:
* O esforço dedicados por professores em querer convercer crianças inocentes de que eles são pessoas estúpidas e incapazes de conseguir aprender qualquer coisa sem a existencia de um professor. É claro que há um interesse da classe, e eles mesmo fazem isso muitas vezes para querer convencer a sí proprios que são muito mais importantes do que de fato são, quando na realidade estão para a aprendizagem assim como um juis de está para a ocorrência ou não de um jogo de futebol.
* O não ensino da lição MAIS importante de todas, o valor que nos tirou da idade da pedra lascada e deu em troca computadores e a internet em troca: MERITOCRACIA. Professores em (escola pública principalmente) sentem uma necessidade de querer igualar a forma de tratamento entre os alunos por baixo: o bom aluno recebe uma diferenciação mínima do marginal, ou tratado como “igual”. Sim claro, como seres humanos não poderia ser diferente, são ambos iguais. Mas como ALUNOS não.
* Falta de LIBERDADE. Se o aluno não quer estudar isso deve ser de única responsabilidade dele proprio e de seus pais(no caso de ser menor de idade), e NUNCA do estado.Os motivos são óbvios demais, e nem comentarei aqui.
Para finalizar, pontuando aqui sobre a situação de miséria extrema, devo admitir que sou mais simpático as idéias da escola de Chicago do que as da Austriaca. Ao meu ver um imposto de renda negativo eliminaria qualquer justificativa de incapacidade do indivíduo de não subir de vida já que isso iria garantir que sua renda nunca será um salário de fome, mesmo que trabalhe ganhando um salário baixo, o enquadrando necessáriamente no caso: se não poupa é porque não aprendeu a fazer sacrifícios e planejamento.
Sim, hoje em dia vc pode aprender programação sozinho, mas houve um tempo em que isso era verdade pra quase todas as outras profissões
Vamos torcer pra que não aconteça o que aconteceu com as outras áreas, vamos torcer pro pessoal que é formado em ciência da computação não começar com um lobby para que só possa trabalhar na área quem tem o canudo que eles tem.
Ótimo artigo!
Claro que os esquerdistas vão dizer que é preconceituoso afirmar que grande parte dos pobres pode fazer algo para melhorar sua própria situação em alguma medida; que alguns comportamentos têm consequências negativas e outros, positivas e que temos que escolher.
Os esquerdistas vão afirmar que os pobres têm o direito de levarem a vida como bem entenderem (quem disse que não?), mas que não devem arcar com as consequências de suas escolhas porque são “vítimas da sociedade” e que o governo deve “corrigir” essa “injustiça social” fazendo “redistribuição de renda”, ou seja, tirar de quem trabalha para dar aos que não trabalham – com os burocratas ficando com a maior parte no processo.
* * *
Esses conselhos servem mais para os homens, porque qualquer mulher retardada, sem estudo, sem qualificação profissional, pode sair da pobreza fazendo sexo, trabalho esse simples que da prazer, muito dinheiro e não exigi o intelecto, basta ter um corpo razoável e pronto. E ainda temos que aturar as feministas dizendo que as mulheres são oprimidas na sociedade. São sim no oriente, mas no ocidente tudo gira em torno delas, é só abrirem as pernas. Um homem pode ser graduado, ter mestrado, doutorado, ter um conhecimento amplo a cerca de vários assuntos, saber vários idiomas, ter vários cursos técnicos, ter trabalhado em várias áreas, etc. e ainda assim pode ganhar menos do que uma prostituta analfabeta. Dai eu pergunto à vocês, cadê a meritocracia?
Mas será que tem como? Suponhamos um indivíduo que recebe um salário de R$ 10.000,00 por mês e economiza a metade. Ele vai demorar 200 meses para conseguir chegar à soma de R$ 1.000.000,00 (16 anos e 8 meses), que é o capital necessário para abrir um grande negócio…
E eu tô usando o exemplo de um cara que ganha R$ 10.000,00. Agora, imagine o cara que recebe R$ 800,00.
É verdade.
como é que essa porra esquenta véio?
E em um país onde os juros são baixos?
E outra coisa: como poupar dinheiro com este custo de vida? O aluguel mais barato que eu ví nos relatos é US$ 1.000,00. Então, como economizar dinheiro com um custo de vida tão alto?
O que vocês acham da Regra dos 4% propagada pelo “FIRE movement”? FIRE é Financial Independence, Retire Early (em português é Independência Financeira, Aposentar-se Cedo) A regra dos 4% diz que uma pessoa atinge a independência financeira quando 4% de seus ativos (poupança + investimentos) são suficientes para cobrir as despesas totais de 1 ano. Em outras palavras, esta teoria afirma que se você somar 25 X seus gastos anuais em uma poupança, você está aposentado.
Esta teoria é verdade ou é um mito?
O que acham das dicas de finanças do Robert Kiyosaki, co-autor do best-seller, Pai Rico, Pai Pobre? Eu lí e achei muito boas. Tem as entrevistas dele também que são muito boas.
Muito bom este artigo.
São boas as dicas do texto. Mas são válidas apenas para quem é solteiro e sem filho. Como um pai de família como eu, que recebe R$ 1500,00 pode economizar? Não é possível. Soma-se os gastos com água, energia elétrica, telefone, alimentação…não sobra nada. Claro que minha esposa também trabalha pra ajudar. Eu sei que cometí um grande erro ao fazer um filho, mas como podem me ajudar? Como eu vou seguir as dicas do texto?
Como ganhar dinheiro mesmo num país intervencionista
Se for um país desebvolmentista como Coreia, Japão, Alemanha, França e Suécia, basta que vc estude e j está bom. Não precisa se matar de trabalhar como fazemos aqui no Brasil com uber fazendo 12 horas diárias de trabalho. Lá vc tem emprego formal e deu 18 horas vc vai pra casa. Além disso, se tiver filho, 2 anos em casa cuidando do melequento! Isso se o governo não te der uma bolsa-papai.
Vc vai pro trabalho num metrô estatal, recebe encomenda através do correio estatal, e as empresas de ponta recebem sempre uma mãozinha do governo.
Pronto. Assim se vive nos países com maiores IDH do mundo!
Agora se for num país como Brasil, que abomina suas estatais e que quer acabar com as leis trabalhistas, aí vc vai se matar pra ganhar pouco de alguém que tá ganhando muito com seu patrimônio investido, patrimônio muitas vezes roubado de gerações anteriores.
Mas gostei que o autor reconheceu que a vida do pobre é menos difícil num país com educação gratuita. Mas pq será que querem acabar com a educação gratuita??????
Por um momento, vamos deixar de lado quem sofre apenas para cobrir despesa fixa do mês (isso quando consegue fazê-lo sem criar dívida de cartão, e como tem gente nessa situação!)
Porém, o que mais se vê é gente querendo viver acima do que ganha. A pura e simples matemática ensina que essa conta não fecha. É flagrante. Mas o povo quer porque quer! Pessoas que se sentem diminuídas se não tiverem o que o vizinho, ou os amigos, ou os parentes tem ou consomem. Parece que o problema está na cabeça, mesmo.
Amigos,
Há algum tempo perguntei se valia a pena deixar o Brasil e ir para os EUA. A maioria dos que responderam disseram que sim. Pois bem, devo ir no começo do ano que vem. Somente uma única coisa ainda me amedronta: essa inflação que vem aparecendo por lá. Porém, penso que aqui será ainda pior. Uma pergunta: se existir inflação alta por lá, pode-se esperar inflação mais alta ainda por aqui?
Acabei de completar 18. Família de classe média baixa. Vivemos em uma casa própria, mas a renda familiar é baixa – R$ 3.700,00/mês para três pessoas. Complementamos vendendo marmitas e sobremesas. Porém, não chega a R$ 4.500,00. Eu passei numa faculdade particular para Direito, mas não temos como pagar. Meus pais me aconselharam a tentar faculdade pública. No entanto, lendo alguns artigos desse site, vi que nossa moeda é bem fraca. Então fiquei imaginando como conseguir receber em moeda forte. Poderiam me dar alguma dica?
O que mais vejo são mulheres chefes de família fazendo até Brigadeiro Gourmet para gerar uma renda, pois as coisas estão cada dia mais complicadas.
Sou muito pobre e preciso tanto de dinheiro
Sou pobre e quero ser rico
Eu sou pobre e quero ser rico por favor