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Marxismo cultural é um paradoxo

Na década de 1960, os marxistas da URSS tratavam o movimento conhecido como ‘marxismo cultural’ com o mesmo grau de ceticismo que os cristãos seguidores da Bíblia tratam o modernismo teológico.  Em outras palavras, eles negavam veementemente que aquilo representasse o verdadeiro marxismo.

Quando você abandona os princípios fundamentais de uma determinada ideologia, mas ainda tenta manter o nome dessa ideologia — porque há muitos seguidores dela –, você será tratado pelos defensores da ideologia original como um invasor.

O marxismo cultural está para o marxismo assim como o modernismo está para o cristianismo.  Qualquer indivíduo que considere que marxismo cultural é marxismo não entende nada de marxismo.  No entanto, tal postura é muito comum em círculos conservadores.  Trata-se de um grande erro estratégico porque representa, acima de tudo, um erro conceitual.

O coração, a mente e a alma do socialismo marxista ortodoxo é um só: o conceito de determinismo econômico. Marx argumentou que o socialismo é historicamente inevitável porque haverá uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade. Ele argumentou que o modo de produção é a subestrutura de uma sociedade, e que a cultura geral é a superestrutura. Segundo ele, as pessoas se apegam a uma visão específica das leis, da ética e da política de uma sociedade somente por causa de seu comprometimento a um modo específico de produção. Se esse modo de produção for alterado, o apego das pessoas às leis, à ética e à política será alterado. 

Em 1850, o modo dominante de produção era o capitalismo. Marx assim rotulou esse modo de produção. O nome pegou, ainda que o marxismo original esteja culturalmente morto.

Essa posição de Marx ganhou vários defensores exatamente porque ela era puramente econômica/materialista. Marx criou uma teoria que descartava a necessidade de qualquer explicação histórica; no fundo, era uma teoria que se baseava na ideia de que ideias não são fundamentais para a transformação da sociedade. Marx acreditava que a arena decisiva da luta de classes é o modo de produção, e não a batalha das ideias. Ele via as ideias como um desdobramento secundário do modo de produção. Sua visão era essa: ideias não têm consequências significativas. Retire esse postulado do marxismo, e o que sobra não mais será marxismo.

É por isso que sempre me espanto quando vejo analistas conservadores aceitando a ideia de marxismo cultural. Eles recorrem aos escritos da Escola de Frankfurt para pegar notas de rodapé que dêem sustento a essa ideia. Os analistas mais sagazes recorrem aos escritos de Antonio Gramsci feitos dentro de uma prisão na década de 1930. Gramsci oficialmente era um comunista. Ele era italiano. Ele passou uma temporada na União Soviética durante a década de 1920 e voltou de lá acreditando que a tradição leninista estava incorreta. O Ocidente havia demonstrado não ser um terreno fértil para o comunismo precisamente porque o Ocidente era cristão. Gramsci entendeu claramente que, enquanto o cristianismo não fosse destruído e permanecesse uma tradição precípua no Ocidente, não haveria nenhuma revolução proletária aqui. A história certamente o comprovou correto. A revolução proletária jamais veio.

Gramsci argumentou, e a Escola de Frankfurt seguiu seu caminho, que a maneira de os marxistas transformarem o Ocidente era por meio da revolução cultural: daí surgiu a ideia do relativismo cultural. Esse argumento está correto, mas o argumento não era e nem nunca foi marxista. O argumento era hegeliano. Tal argumentou virava o marxismo do avesso, assim como Marx havia virado do avesso as ideias de Hegel. Em seus primórdios, toda a ideia do marxismo era baseada na rejeição do lado espiritual do hegelianismo. O marxismo original estabelecia que o modo de produção deveria ser o núcleo da análise da cultura capitalista.

Em 1968, no auge do movimento contra-cultural, escrevi um livro sobre Marx intitulado Marx e sua religião de revolução. Já era claro para mim, em 1968, que o marxismo era uma religião de revolução, uma visão que remetia aos festivais de Cronos, na Grécia antiga. O marxismo não era uma análise científica da sociedade, e nem de sua economia. Para escrever esse livro, não perdi tempo com o marxismo cultural. No entanto, teria sido muito mais fácil mostrar o lado religioso do marxismo recorrendo aos marxistas culturais. Eles claramente haviam entendido que, na cultura ocidental — a qual é um desdobramento do cristianismo –, todas as questões culturais envolviam religião. Mas isso acabaria com o propósito do meu livro. Meu objetivo era mostrar que o marxismo original era em si uma religião própria. Invocar o marxismo cultural iria desviar o foco dos leitores. Marxistas culturais teriam sido alvos mais fáceis, mas discuti-los enfraqueceria o argumento do meu livro.

Os marxistas culturais dividiram o campo marxista. Seus ataques à cultura podem ser interpretados como uma tática, mas eram mais do que uma tática: eram uma estratégia. Eram uma estratégia baseada no abandono do marxismo original.

Podemos discutir essa cisão no marxismo em termos de uma família específica. O mais proeminente defensor intelectual do stalinismo nos EUA durante as décadas de 1940 e 1950 era Herbert Aptheker. Sua filha Bettina era uma das líderes do Movimento da Liberdade de Expressão, o qual havia começado no segundo semestre de 1964 na Universidade da Califórnia, Berkeley. Ela se tornou bem mais famosa que seu pai stalinista. Foi aquele evento no campus que lançou a rebelião estudantil e o movimento contra-cultural. Mas o próprio termo “contra-cultura” é um indicativo do fato de que tal conceito nunca foi marxista. Era sim uma tentativa de derrubar a cultura dominante, mas Marx jamais teria perdido tempo com tal conceito. Marx não era um hegeliano. Ele era um marxista.

Bettina e seu pai romperam relações em 1968, quando a URSS invadiu a Tchecoslováquia. Bettina foi contra a invasão. O Partido Comunista dos EUA, onde seu pai era uma figura proeminente, foi a favor e defendeu a URSS.

Anos depois, Bettina revelou que seu pai havia lhe abusado sexualmente dos 3 aos 13 anos de idade. No fundo, na visão de mundo de seu pai, ele estava apenas conduzindo sua própria agenda gramsciana; ele estava atacando a cultura ocidental desde dentro de sua própria casa. Mas isso não afetou seu marxismo ortodoxo. Afetou o de sua filha.

Bettina Aptheker é hoje professora da Universidade da Califórnia, e leciona estudos culturais: feminismo. O movimento que ela lançou em Berkeley morreu no início da década de 1970. Ela ainda é uma crítica fervorosa do capitalismo, mas suas críticas não se baseiam nos escritos de Karl Marx. A contra-cultura também não baseou em Marx.

 

A contra-cultura

Sejamos claros e diretos: Marx estava errado e Gramsci estava certo. O marxismo ortodoxo não foi a causa primária da contra-cultura. A contra-cultura era um movimento progressista que visava a atacar as bases fundamentais da cultura ocidental. Já o marxismo estava comprometido em alterar o modo de produção. Com efeito, ele também queria alterar a cultura, mas queria fazer isso por meio de alterações profundas nos modos de produção. 

Eis o problema: os conservadores de hoje levam excessivamente a sério as declarações dos marxistas culturais da Escola de Frankfurt, que na realidade não eram marxistas. Eles eram basicamente progressistas e socialistas. Mais ainda: eles facilmente teriam sido alvos de Marx em 1850.  

Marx passou a maior parte de sua carreira atacando pessoas assim, e praticamente não gastou tempo nenhum atacando Adam Smith ou os economistas clássicos. Ele jamais respondeu aos economistas neoclássicos e aos economistas da Escola Austríaca que surgiram no início dos anos 1870.  Marx teve muito tempo para responder a essas pessoas, mas nunca o fez. Ele passou a maior parte de sua vida atacando indivíduos que hoje seriam rotulados de marxistas culturais. Marx os considerava inimigos infiltrados no campo socialista. Marx os atacava porque eles, quando atacavam o capitalismo, não fundamentavam seus ataques utilizando a teoria do socialismo científico de Marx, a qual era toda baseada no modo de produção.

Na década de 1920, Gramsci havia entendido claramente que, se ele permanecesse da União Soviética, ele acabaria sendo mandado a um campo de concentração. Ele poderia até ser executado. Ele havia percebido que Stalin provavelmente teria mandado matá-lo. Portanto, ele voltou para a Itália sabendo perfeitamente bem que também acabaria sendo enviado a um campo de concentração italiano, o que de fato ocorreu. Mas os fascistas o deixavam ler e o deixavam escrever. Ao permitir isso, eles solaparam o comunismo marxista.

É difícil rastrear a influência histórica da Escola de Frankfurt. Sair de uma ínfima seita e alcançar toda a cultura geral é algo que requer um estudo de causalidade complexa. O movimento básico rumo ao relativismo cultural começou no final dos anos 1880, e os principais marcos disso foram o modernismo teológico e o movimento progressista. A psicologia freudiana já fazia parte disso em 1925. Freud fornecia a justificativa para o relativismo; a Escola de Frankfurt só veio depois. Só que o modernismo teológico ganhou muito mais adeptos do que a Escola de Frankfurt jamais sonhou ganhar.

A contra-cultura que começou após o assassinato de Kennedy era muito mais um produto dos Rolling Stones do que da Escola de Frankfurt. O sexo, drogas e rock ‘n roll em meadas da década de 1960 substituiu o sexo, cerveja e rock ‘n roll do final da década de 1950. Era uma mistura mais poderosa. Não tente rastrear a contra-cultura à Escola de Frankfurt. É melhor rastreá-la à Primeira Guerra Mundial, que arrancou pela raiz as instituições do Ocidente. O que ocorria nos bancos traseiros dos automóveis após 1918 tinha mais a ver com a contra-cultura do que com os escritos da Escola de Frankfurt.

 

Conclusão

O Ocidente jamais chegou perto de uma revolução proletária. No entanto, quando o Ocidente decidiu que “não roubarás” deveria ser reescrito como “não roubarás, exceto por votação majoritária”, a visão de mundo keynesiana havia nascido. Essa visão é dominante hoje.

O marxismo está morto. O marxismo cultural também. Estamos na época do keynesianismo social-democrata.

Para vencer essa batalha é necessário persuadir as pessoas de que “não roubarás” significa exatamente isso: é imoral roubar, com ou sem voto majoritário.

E isso não tem nada a ver com o modo de produção.

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102 comentários em “Marxismo cultural é um paradoxo”

  1. Estranha a análise: Algo chamado de marxismo cultural, com base no marxismo, não é marxismo????

    O fato do movimento ter se iniciado com marxista dissidentes através da Escola de Frankfurt a tornou menos marxista?

    Pelo que entendi até agora o Marxismo cultural é um desdobramento do marxismo ortodoxo; a diferença é que as alterações nos modos de produção não se originariam do proletariado em si, mas da alteração radical da cultura social, e isto vai dos direitos das mulheres ao ambientalismo.

    Uma boa contextualização histórica pode ser vista legendada em http://www.youtube.com/watch?v=18NZZn00L-Q

  2. Marx é uma espécie que nome abstrato para justificar as mais estapafúrdias ideias evoluídas a partir de seu pensamento. Não é preciso redimir Marx nem suas ideias, pois os resultados serão os piores possíveis. “O Capital” de Marx é uma espécie de bíblia onde o indivíduo pode ler e fazer suas interpretações nefastas e aplicá-las à realidade sem se importar com os trágicos resultados. Os marxistas falam sobre a obra de Marx que tem de ser levada adiante, e é aí que os vejo como fanáticos obcecados por uma perigosa utopia. Stalin usou Lênin para justificar suas ações maquiavélicas, este e Trotsky usaram Marx e o povo. Sempre será assim com os oportunistas de plantão que querem trazer uma auréola de cientificidade às suas elocuções usando as ideias e o nome de Karl Marx. O pai do socialismo era o parasita econômico de Engels e viveu às suas custas. O parasitismo social criou a pessoa certa para incendiar a mente de outro parasita: Gramsci. As ideias deste incendeia as mentes de muitos brasileiros com a sua monstruosa “transformação social” por meio de uma cultura revolucionária.

  3. João da Silva Batista

    É romantismo ter essa visão de que “Marx não era marxista cultural, nem leninista, muito menos grasmciano”, o movimento revolucionário é dialético, é só ver a relação do PT com os black blocs, maoístas do MST, com a Xuxa, com o Edir Macedo, movimento gay, Putin, etc, é bagunçado mesmo, não se trata de ciência exata, lógica, implantação de um plano perfeito, e sim conquista e manutenção do poder, ir destruindo e buscando a implantação de uma “nova sociedade”, de um “novo homem”, pela cada vez maior concentração de poder. No campo teórico todos sabemos que o marxismo e seus filhos são cheios de incoerências, muitas das quais levam a conflitos, de um atacando o outro, mas isso é importante pro avanço do “movimento” em si, podem ter objetivos diferentes desde que possuam inimigos em comum, é só verem as eleições presidenciais do Brasil no final do ano, praticamente todos partidos são de esquerda, socialistas.

  4. Leonardo Faccioni

    A explanação inteira me parece muito boa e adequada, mas não consigo acompanhar a conclusão. A influência dos frankfurtianos na academia (a brasileira em forma de monopólio; a americana, atualmente, de maneira hegemônica) é avassaladora, e como a função precípua da academia hodierna é alimentar as burocracias, as rotinas mentais de nossos governantes mimetizam em tudo as ponderações neomarxistas. Não se consegue passar pelo estudo de qualquer disciplina humanística ou social sem se afogar em Adorno, Horkheimer, Fromm, Marcuse ou Habermas, direta ou indiretamente. A política judiciária brasileira com relação à aplicação da lei penal, por exemplo, é inteiramente tributária da concepção do “lumpenproletariat” como agente da revolução, de modo que a teoria daqueles impacta nossa realidade com sessenta mil cadáveres a cada ano. Do mesmo modo, a “tolerância repressora” de Marcuse explica mesmo a persistência dos economistas de carreira a silenciar em absoluto sobre a teoria austríaca, enquanto se continua a considerar o marxismo como hipótese científica relevante.

    Como se vê, os frankfurtianos forneceram o aparato técnico necessário à perpetuação da retórica coletivista e à justificação da ação estatal em todos os campos não-estritamente econômicos, que garantiram — talvez mais do que a pretensão de controle direto da produção — seu assustador agigantamento nas últimas décadas, invadindo esferas privadas que antes nem se cogitavam sujeitas à sua ação.

    Os neomarxistas podem efetivamente inverter a relação causal proposta por Marx entre economia e cultura, mas sustentam todo o programa político desenhado pelo barbudo alemão, bem como a visão metafísica de inspiração hegeliana: concentração de poder político em mãos do Estado para, assim, orientar toda ação humana a um ponto escatológico imanentizado, cognoscível de antemão. Assim sendo, se a um tal proceder é ou não adequado apelidar “marxismo cultural” faz-se pouco relevante (mesmo sabendo que a expressão “marxismo cultural” é, de fato, contraditória – tanto purismo é de pouca valia empírica).

    Do mesmo modo, não me parece tão claro que o keynesianismo seja uma força autônoma e preponderante no atual jogo de poder: Lord Keynes em pessoa sustentava opiniões e condutas às quais os frankfurtianos viriam dar sustentação teórica mais refinada. De tal sorte, keynesianismo e neomarxismo propiciam um ao outro as condições para a continuidade de ambos. Conceder ao keynesianismo um papel preponderante implicaria, a meu ver, conceder a Marx a vitória: o arranjo econômico determinaria os desdobramentos até mesmo da alta cultura. Se os neomarxistas venceram Marx no debate quanto aos meios, a hegemonia social da praxe keynesiana deve aos neomarxistas o inabalável consenso da “classe falante” quanto aos fins.

  5. Eu li o livro A Dialética do Esclarecimento de Theodor Adorno. O autor é da Escola de Frankfurt. Tais ideias presentes nesse livro são conservadoras? É contra cultura? Tem alguma relação filosófica com liberalismo? Ele era totalmente avesso, por exemplo, ao jazz. Ritmo que despontava na época. Chamava de musica rápida. E a musica Clássica rotulou de musica Seria. A dita musica rápida hoje, desdobrou em pop, é comercial e de fácil assimilação pelas massas. Resumindo, sob ótica do liberalismo, esse autor e o livro tem algo que possamos aproveitar?

  6. Acredito que chamar o fenômeno de “Marxismo Cultural” ou de “Contra-cultura” é irrelevante. O fato dos escritos de Karl Marx não darem base para os escritos de Gramsci também é irrelevante. Explico. Conforme já foi demonstrado inúmeras vezes neste site, a proposta de Karl Marx é impossível de ser realizada. A impossibilidade prática e teórica acaba fazendo com que qualquer tentativa de implementar as ideias dele tenham diferenças enormes entre os escritos e o que foi feito realmente. É como se você quisesse montar um navio, mas recebesse um manual que ensina a montar a Estrela da Morte. Você até pode dizer que está seguindo o manual, mas na prática estará fazendo uma coisa completamente diferente. Gramsci percebeu que seguir a cartilha de Karl Marx não funcionaria, e propôs algo diferente.

    Em minha opinião, os defensores da contra-cultura poderiam ser chamados de marxistas culturais simplesmente porque eles mesmo se declaram marxistas (Ainda que estejam longe do que defendia Marx). Não se pode exigir coerência lógica desse povo. Eles podem tranquilamente defender com unhas e dentes algo hoje, e no dia, defender com unhas e dentes uma ideia completamente oposta, sem o menor peso de consciência. Se eles perceberem que naquele momento é conveniente defender a ideia, eles o farão. A ideia é verdadeira e justa? Mero detalhe. É esse processo dialético de trocar de opinião como quem troca de roupa, conforme a conveniência, que deveria ser analisado, e não o fato de eles usarem ou não Karl Marx como garoto propaganda. Concordo que “Marxismo Cultural” é um paradoxo, mas isso não tem a menor importância.

    De qualquer forma, o artigo valeu pela apresentação histórica e pela demonstração do engodo de ideias.

  7. O Marxismo cultural é diferente do Marxismo com relação aos meios, mas os fins são os mesmos: ditadura do proletariado.

    Só que os Marxistas Culturais acreditam que antes é preciso destruir os valores da cultura ocidental para se alcançar a ditadura do proletariado.
    Enquanto que os Marxistas acham que é só usar o poder das armas e implantar a ditadura do proletariado de uma vez só, na base da força.

    Como os Marxistas é que são do grupo que acredita no uso da violência eram eles que perseguiam os Marxistas Culturais e não o contrário.
    Claro que no final os Marxistas Culturais gerarão violência, mas não usarão de violência para chegarem ao poder. A violência estará espalhada
    por todas a sociedade.
    Cada bandido que se acha no direito de roubar e matar só porque tem menos, é um agente que se acha nesse direito justamente porque os Marxistas Culturais assim lhe disseram:
    meuprofessordehistoriamentiupramim.blogspot.com.br/2014/07/bombas-surgem-indicios-de-aparelhamento.html
    Cada mulher que se acha no direito de castrar um homem contribui para essa violência generalizada:
    lucianoayan.com/2014/04/04/as-feministas-e-a-cultura-da-castracao/

    Com essa estratégia os Marxistas não precisam arriscar suas vidas medíocres para levarem o país à ditadura do proletariado.
    Só precisam convencer uma quantidade suficientemente grande de idiotas úteis à causarem o caos por toda a sociedade no lugar deles.

    Os meios mudaram, mas o objetivo final é exatamente o mesmo de sempre: Poder totalitário.

  8. Exemplos práticos dos efeitos do Marxismo cultural:

    É só procurar no google por:

    “policial bom é policial morto” site:facebook.com

    que pode-se ver vários exemplos de como o Marxismo cultural causa uma escalada da violência com o objetivo final de aumentar o poder do estado, igual ao sonho dos Marxistas:

    https://www.google.com/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=%22policial+bom+%C3%A9+policial+morto%22+site:facebook.com

    É como a produção de alimentos, hoje se usam novas técnicas para se produzir alimentos, mas o objetivo final é o mesmo.
    O Marxismo Cultural tem o mesmo objetivo final do Marxismo, apenas usa novos meios.

  9. Emerson Luis, um Psicologo

    Artigo interessante.

    Se o “marxismo cultural” ou “neomarxismo” pode ou não ser corretamente chamado de “marxismo” é uma questão secundária, talvez irrelevante. Ambos são formas de socialismo, como outras que existiram e existem: nazismo, fascismo, etc. Se estamos na margem de um rio e vem um enorme réptil em nossa direção, vamos ficar parados debatendo se é um jacaré ou crocodilo?

    Dizer que o marxismo cultural não é realmente marxismo não altera o fato de que há movimentos que querem reformar a sociedade e o ser humano partindo do pressuposto de que não existe natureza humana e que tudo é determinado socioculturalmente, que trocaram a luta burgueses x proletários por lutas como homens x mulheres, brancos x negros, “homofóbicos” x homossexuais, “poluidores” x ambientalistas, etc.

    Alguém me corrija se eu estiver errado: a informação que tenho é que Marx primeiro escreveu sobre reforma social em “O Manifesto Comunista”, mas depois mudou de ideia e defendeu a revolução proletária em “O Capital”. Se isso for assim mesmo, então o que Gramsci e a Escola de Frankfurt propuseram foi consonante com o primeiro livro.

    De fato houve quem utilizasse os conceitos de Freud para justificar o relativismo cultural, mas o próprio Freud jamais o fez. Ele ensinou que o ser humano é determinado biologicamente, tendo seu desenvolvimento psíquico padrão na infância influenciado por fatores ambientais, em especial as interações familiares. Em contraste, o socialismo afirma que o ser humano é determinado socialmente, daí a crença na engenharia social. Assim, Freud estava muito mais para conservador do que para “progressista”.

    Muitos tentam parear Freud com Marx e é bem conhecida a crítica freudiana à religião como uma neurose coletiva. Poucos sabem é que também criticou o marxismo como uma forma de religião, uma cosmovisão que tenta explicar tudo para aplacar a angústia dos devotos, exigindo obediência cega e punindo críticas e dúvidas como heresias.

    * * *

  10. Excelente artigo. Já era tempo de esclarecer essa diferença.

    Entretanto uma dúvida me assalta. Talvez os amigos possam me esclarecer.

    Mr. North diz em seu texto que “em 1850, o modo dominante de produção era o capitalismo. Marx assim rotulou esse modo de produção. O nome pegou…” mas Hayek, no livro “A Arrogância Fatal” escreveu que “A palavra ‘capitalismo’ em particular
    (ainda desconhecida de Karl Marx em 1867 e nunca usada por ele) ‘só adentrou no debate político como o ‘oposto natural ao socialismo’ com o livro explosivo de Werner Sombart, Der moderne Kapitalismus em 1902(Braudel, 1982a:227).”

    Quem está com a razão?

  11. A contextualização história é super importante, mas, como foi apontado em diversos comentários, o que hoje é chamado de Marxismo é uma salada de conceitos que pouco trazem do original. A frase de que Marx não seria um marxista já é bem batida. Mesmo em vida ele não foi assim tão popular. Morreu longe de sua terra natal, em Londres, fugindo de perseguição política. Em seu enterro só haviam 11 pessoas!

    O que hoje se entende por Marxismo é uma mistura de guerra de classes (ou guerra entre grupos), vitimização, protecionismo, pensamento revolucionário e muito discurso emotivo. Esses elementos servem de ingredientes para o bom e velho oportunismo de políticos e a defesa de privilégios para alguns grupos. Sinceramente, alguém acha que o MST se pauta por discussões filosóficas se o mais importante são as superestruturas ou as subestruturas da sociedade? O MST é um bando de interesseiros que tem um discurso bem facinho pra seduzir ingênuos e oportunistas. Não foi o Marxismo que inalgurou o “nós contra eles” e “a culpa pelos seus problemas é dos outros”. Eles só seguem a onda.

    O que a gente chama de “marxismo cultural”, apesar de ter pouca relação direta com Marx, é fundamental pois direciona o debate, define termos. É a ferramente que coloca um discurso pronto na boca de quem nunca perdeu cinco minutos estudando sobre fisolofia. É o marxismo cultural que fica estampado em novelas, que faz vc aceitar qualquer coisa que tenha “social” no nome e promova a “diminuição da desigualdade”. O que um esquerdista expressa em um minuto faz com que um liberal tenha que ficar meia hora discorrendo. Ninguém quer ouvir, ninguém quer entender. Isso é chato, dá trabalho, faz a gente se questionar, incomoda. O bom mesmo é se sentir o salvador do mundo, aquele que tem todas as respostas. É aí que mora o centro dos nossos problemas, é aí que reside todo o apoio às medidas estatais.

  12. Independente das questões semânticas, Gary North concorda com o ponto principal; seja a realidade em questão chamada de “Marxismo Cultural”, “Contracultura”, “Hegelianismo” ou “Progressismo”, o alvo principal é um só: o Cristianismo.

  13. Adriano Carlini : “Marxismo cultural”‘ é só um nome destinado a diferenciar da estratégia insurrecional clássica os métodos de combate da escola gramsciana. Não vejo outro termo para esse fim.

  14. João Marcos Theodoro

    Este artigo seria foda de qualquer jeito, mas o torna mais foda ainda o fato de ter feito Olavo de Carvalho dar um chilique no Facebook, sem, no entanto, refutar nada que está no texto. Ver as olavetes chorando é sempre um gozo.

  15. Marxismo Cultural é um termo paradoxal mesmo. Mas daí a dizer que está morto é totalmente diferente. Basta ver como as ideias da escola de Frankfurt permeiam os cursos das ciências humanas.

    O que faltou ser dito no artigo é que ss origens da contra cultura podem ser traçadas da segunda metade do século 19, desde os socialistas fabianos. Keynes, por exemplo, tinha muitas afinidades com o fabianismo, sem, contudo, ser membro da sociedade.

    Os da escola de Frankfurt, gramscistas, etc, apenas pegaram carona e ganharam proeminência

  16. 89% das pessoas que criticaram o artigo no face do mises leu apenas o título do mesmo. O restante é analfabeto funcional.
    Estamos ferrados, pois estamos falando daqueles que sabem alguma coisa. Prognóstico sombrio!
    O texto é excelente! Parabéns!

    Abs

  17. O nome é impreciso, mas isso me parece menos relevante. Não entendi porque dedicar um artigo inteiro a isso. Esse aspecto mereceria, no máximo, um item no meio de um artigo mais geral.

    Quanto à afirmação de que o marxismo cultural está morto não entendi de onde Gary North tirou isso. Ele acerta muito, mas às vezes erra feio. Talvez o marxismo cultural esteja morto lá em Marte, ou em Plutão. Aqui na Terra, parece uma força cultural predominante. Arrisco dizer que nossa sociedade seria muito diferente (e bastante melhor) se ele não existisse (seja com o nome que for). Eu diria que a maior parte da ruindade do professorado, em grande parte dos países, vem do fato de serem pessoas educadas no marxismo cultural (ou doutrinas influenciadas por ele).

    Quanto à afirmação de que Marx rejeitaria os marxistas culturais, ela depende da suposição de que Marx acreditava em sua própria teoria. Se acreditasse, não teria invertido a ordem dos dados econômicos, para fazer parecer que o povo inglês estava empobrecendo. Vejo o “erro” de Marx em atribuir tudo à economia como uma estratégia calculada. Ele era advogado, não pesquisador, disse o que julgou que poderia ter efeitos tais e tais sobre o público. Sinceramente, acho que nem Marx era marxista no sentido restrito do termo. Eu diria que Marx queria que as pessoas de sua época acreditassem que o modo de produção determina tudo o que há na sociedade.

    Quanto aos objetivos finais, cada um tem o seu. Muitos verdes apoiam o socialismo por saberem que ele causa fome e diminuição da população, e quererem justamente isso. Quanto a Gramsci, ele indicava que queria produzir o socialismo econômico como uma etapa posterior à guerra cultural (pelo menos é essa impressão que me passou), então seu objetivo era o mesmo de Marx (pelo menos o objetivo declarado de Marx, pois este era como Maquiavel, dizia o que dizia para produzir efeitos, não porque necessariamente acreditasse no que dizia).

    O autor atribui um poder imenso ao modernismo teológico, e penso que está certo. Mas o modernismo teológico cria o vazio, e foi o marxismo cultural, em grande parte, que o preencheu. Criar o vazio é apenas parte do mal, preenche-lo é outra parte.

    Finalmente, o autor termina dizendo que o ponto central é o fato de que o governo faz redistribuição de renda. Ora, durante toda a história do cristianismo (e fora dele também), os diversos governos tiravam de uns para dar a outros. Isso é um problema, mas é um problema antigo. A esse problema, se somaram males modernos, que não existiam antes, como o marxismo cultural.

  18. É marxismo cultural sim! Não é um paradoxo.

    No início de sua carreira Karl Marx realizou o seu esforço intelectual no campo econômico, mas no fim de sua vida ele percebeu que o que deveria ser atacado é a instituição da família, a obra que Marx iniciou e não conseguiu terminar devido seu falecimento é A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, mas foi (concluída) por Engels, detalhe revelado e bem explicado pelo padre Paulo Ricardo em O marxismo e a destruição das famílias, a partir dos 4 minutos do vídeo:

    https://padrepauloricardo.org/episodios/o-marxismo-e-a-destruicao-das-familias

    No You Tube: https://www.youtube.com/watch?v=jAB-wgYuUL4#t=285

  19. Marcelo Simoes Nunes

    Os primeiros três parágrafos do artigo são de uma clareza absoluta: marxismo cultural não é marxismo. Obviamente não nos compete mudar o nome de “marxismo cultural” que a esquerda atribuiu ao gramscismo, ainda que de forma equivocada. O que importa é perceber a contradição entre o marxismo e o que é chamado de marxismo cultural. É só isso.
    Mais adiante o autor revela desconhecimento do marxismo quando aborda a questão do determinismo econômico e da relação entre infra-estrutura e super-estrutura. A leitura do autor é o que se conhece como marxismo vulgar. Marx escreveu sobre isso num contexto histórico em que ele rebatia teóricos idealistas a respeito da explicação da história. Para Marx não eram as idéias liberais que haviam criado a burguesia, mas antes a lenta instalação de um incipiente comércio no seio da sociedade feudal que criaria a burguesia e ensejaria a revolução burguesa. Não se pode entender esse determinismo como absoluto, nem mesmo no âmbito da ortodoxia marxista. Há textos de Engels, Lenin e Stalim falando sobre isso. Lenin chega a acusar os mencheviques de revisionismo por adotarem posturas economicistas. Essa crítica, no entanto, não altera as conclusões do autor. Ainda que o marxismo ortodoxo admita que as idéias podem sim influenciar relativamente e que o determinismo histórico não tenha uma aplicação mecanicista, ainda assim o chamado marxismo cultural continua a ser uma inversão da base teórica do marxismo. E isso não é de forma alguma um dado irrelevante, dado que disso resulta consequências práticas.
    Se o marxismo estivesse correto, o socialismo real não teria se transformado no monstro totalitário que exterminou milhões de pessoas ao logo da história e ainda continua exterminando em países como a Coréia ou Cuba. Obviamente pode-se deduzir que falhas nos pressupostos teóricos levariam a resultados diversos dos previstos. Há que se lembrar que os comunistas venceram inicialmente uma guerra contra os anarquistas, a quem chamavam de utópicos. Com a revolução russa os anarquistas converteram-se ao comunismo. Os marxistas também eram contra o Estado, que, em sua análise, era apenas o a manifestação do domínio da classe dos capitalistas sobre a classe operária. Mas, para aniquilar o Estado, segundo essa visão, teríamos que antes passar pela ditadura do proletariado. Ou seja, elevar o Estado ao seu mais absoluto poder, para depois aniquilá-lo. A segunda parte do prognóstico nunca aconteceu. Conclusão: a base teórica do marxismo está errada.
    Quanto ao gramscismo e outras correntes esquerdistas e outras que nem mesmo de esquerda são,todas elas tem em comum o anticapitalismo, o ateísmo ou ao menos o anticristianismo, e o antipatriarcalismo. Todas essas posições também tem seus equívocos em suas bases teóricas, o que faz com que o resultado de sua ação seja bem diverso dos objetivos propalados. Não acredito que todos os esquerdistas queiram um Estado comunista. Não consigo imaginar que uma figurinha como o deputado Jean Willis, por exemplo, queira isso. Se houvesse, não acredito, uma revolução nas sociedades ocidentais impondo um Estado comunista como resultado da aplicação de teorias culturais,logicamente haveria grade adesão. Haveria também defecções, de imediato e mais ainda no futuro, como já assistimos no filme da revolução russa.
    O que hoje é dominante, é a triste coexistência de uma infinidade de grupos com ideologias confusas ao lado de grupos tradicionais, também confusos, em uma sociedade multifacetada que aparentemente não vai a lugar algum. Boa parte da esquerda parece ter-se contentado apenas com o poder e em escravizar os capitalista. De um lado criam-se oposições: negro-branco, homem-mulher, pobre-rico, heterossexual-homossexual etc. É o nós contra eles. Tudo muito bom para ganhar votos para as próximas eleições, mas… Manipulações de esquerda e movimentos de contra cultura criam apenas um mundo anárquico em que todos têm direitos,sem obrigações, todos querem aproveitar o máximo a vida, num hedonismo em que a única coisa que importa é o próprio umbigo. E nada disso contribui para o advento do comunismo e muito menos para a prosperidade geral.

  20. Se não “marxismo cultural”, gostaria de saber então qual termo o autor do artigo ou os colaboradores do IMB acham adequado usar para diferenciar a estratégia insurrecional marxista da da de Gramsci.

  21. Eduardo R., Rio

    Uma curiosidade. IMB, notei que as curtidas desse artigo voltaram a zero depois de terem alcançado os milhares, e acho que isso não ocorreu só uma vez. O que houve?

  22. Vito Fontenelle

    Esse artigo é inócuo. É como dizer que baleia não é peixe, não é novidade e, além disso, não acrescenta nada ao debate.

    O nome é o de menos, podem chamar essa teoria de engana-trouxa ou, de qualquer outra coisa, o que importa é o conteúdo que é terrível. E o objetivo dos progressistas é o mesmo, no final das contas, dos outros socialistas: viver as custas dos outros e interferir na vida dos outros.

  23. Concordo e discordo do texto. Concordo com o argumento principal do texto, que afasta o “marxismo cultural” do marxismo de fato. Realmente, o nome é inadequado, seria mais correto dizer que a Escola de Frankfurt promove o socialismo cultural. Imagino que o termo “marxismo” tenha sido empregado mais por causa da grande influência de Marx na tradição socialista do que pelas ideias dessa corrente.

    Por outro lado, o autor falha solenemente em perceber que o socialismo cultural é um inimigo muitíssimo mais perigoso do que o marxismo clássico. As ideias de Marx já foram refutadas e não há quem consiga defendê-las por muito tempo após os avanços na ciência da economia, exceto talvez na universidade brasileira, que não parece ter saído do paleolítico. A própria realidade se incumbiu de solapar todas as bases da doutrina marxista. No entanto, o socialismo cultural possui bases descentralizadas e muitas vezes contraditórias entre si. É uma hidra de mil cabeças, impossível de ser atacada do mesmo modo que se fez com Marx. Destrua uma de suas premissas e ele apresentará outra, contraditória com a primeira, na maior cara de pau. Não há compromisso algum com ciência ou razão, mas como os próprios interlocutores são idiotizados desde a infância, sequer conseguem perceber isso. E seu potencial destrutivo das liberdades é tão grande ou até maior do que Marx. Se o marxismo atingiu apenas alguns países, o socialismo cultural tem tentáculos por praticamente todas as nações, tornando as sociedades em que se infiltra cada dia menos livres. Não é por outro motivo que os conservadores passam o tempo todo falando no marxismo cultural.

    O irônico disso tudo é que Marx estava errado até mesmo em relação aos rumos da tradição socialista.

  24. Excelente artigo, porém parece tomar o primeiro mundo como o todo. O marxismo cultural ainda é levado a sério por aqui (até mesmo o marxismo ortodoxo, mas com muito menos adeptos). Vocês teriam alguma adição a este respeito?

    – Grato

  25. Já ouvi dizer de uma pessoa:

    “Vou viajar e morar no país X, pois lá É UM PAÍS SOCIALISTA DE VERDADE”

    Qual foi de fato o movimento ou corrente ideológica que acabou por produzir alguém que pensasse assim?

    (a) – Marxismo Cultural

    (b) – Determinismo histórico e econômico postulado por Marx.

    I – Apenas a opção a está correta.

    II – Apenas a opção b está correta.

    III- Ambas as opções a e b estão corretas.

    IV – Nenhumas das opções a e/ou b estão corretas.

  26. Vocês do mises.org derrubaram uma das teorias da conspiração mais amadas e difundidas pela direita. Estou tão triste 🙁

    Mas na boa, finalmente encontrei BOM SENSO na internet. Finalmente alguém se deu conta de que o lugar das “putinhas aborteiras anarcofeministas”, em um mundo socialista, seria o gulag.

    Povo miseano, apesar de eu discordar de vocês quanto à retórica marxista da moralidade, afirmo que concordo plenamente com a oposição marxismo ortodoxo versus marxismo cultural. Um soviético do passado seria tão ou mais conservador que um conservador de hoje. O mundo girou tanto, mudou tanto que muitos sequer perceberam o quanto estão permeados pela ideologia moderna.

  27. Não entendo qual o grande objectivo qual o grande propósito em desvincular o marxismo do marxismo cultural, apesar de existir alguma validade dos argumentos eles não justificam tal desvincular.

    Se uma corrente acha que a mudança cultural vem da transformação dos meios de produção e a outra acha que a transformação dos meios de produção vem da mudança cultural, não vai dar no mesmo em essência? A intenção de ambos é a mesma, e estar dividindo ambos parece apenas uma mera questão de semântica que apenas favorece os esquerdistas.

    Para quê dividir quem está unido? eu não conheço nenhum marxista cultural que não seja marxista econômico, e se o Marx os apoiaria ou não é irrelevante para mim, pois o Marx não existe.

    Parabéns ao Mises por prestar um enorme serviço á esquerda desonesta como se vê pelos comentários, que vai a partir de agora negar o “marxismo cultural” porque este autor (que provavelmente só entende de economia e nada mais) achou ser muito importante a questão “semântica” do termo “não são exatamente marxistas!”.

    Espero que entendam pelas evidencias das consequências a burrice que isto representa.

  28. Mas só para completar a ideia o que eu acho mais inacreditável e que me faz ter enormes suspeitas sobre o propósito de tal texto é a frase “CUIDADO com quem evoca este termo” cuidado?? somos perigosos? Eu não entendo como alguém que se diz anti-marxista iria dizer “cuidado”, cuidado é um termo injustificável, mesmo que o termo “marxismo” não se refira estritamente ao Marx, mesmo que esteja ligeiramente errado, porquê o cuidado? porquê alertar para o perigo? qual é o perigo?? O único perigo é dar pretexto a marxista para ficar usando este texto para negar um fenômeno que vcs não negam como vcs conseguiram fazer.

  29. O título é completamente enganador para o conteúdo do texto.

    Marxismo Cultural é um termo que possui vários sinônimos como alguns comentaristas já escreveram.
    Antônio Gramsci, por exemplo, chamou o “Marxismo Cultural” (não existia esse termo na época) no primeiro volume do Cadernos do Cárcere de “Revolução Cultural”.
    Yuri Bezmenov, outro exemplo, chamou o “Marxismo Cultural” (nessa época o termo já existia) em suas palestras de “Subversão”.

    Enfim, se uma corrente acha que a mudança cultural na infraestrutura da sociedade vem da transformação dos meios de produção (marxismo clássico) e a outra acha que a transformação dos meios de produção vem da mudança cultural na infraestrutura da sociedade (“marxismo cultural” ou o nome que quiser usar), o objetivo é exatamente o mesmo. A diferença é que os meios para se atingir os objetivos mudaram 180º.

  30. Outra coisa que o “marxismo cultural” certamente não é: um produto ou derivado da Escola de Frankfurt. Diferente de 99% dos conservadores, liberais, olavettes e fãs do Bolsonaro, eu estudei as obras de Marcuse, Benjamin e Adorno no comêço dos anos 1980, e afirmo que naquêles escritos não encontrei qualquer «subsídio» para o que se costuma rotular como marxismo cultural. Pelo contrário, Theodor Adorno por exemplo, seria atualmente tachado de racista e elitista pelo polìticamente-correto “de esquerda” [lembro a propósito que também existe o polìticamente-correto *da direita*]. Enfim, tanto a Wikipedia quanto o RationalWiki acertaram ao classificar o movimento contra o marxismo cultural de «teoria conspiratória»:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Frankfurt_School#Cultural_Marxism_conspiracy_theory

  31. O texto circulou em quase sua totalidade na questão da nomenclatura para no final se reduzir em uma conclusão puramente econômica- estrutural, como se essa fosse determinante dos rumos da sociedade.

    Quem determina o consumo, políticas e regras sociais são os valores, que geram os costumes e não o contrário.

    É como negar a existência da árvore por você só estar vendo o fruto.

    Seja qual for o nome dado, existe um sólido e contundente movimento, baseado em pensadores marxistas, que claramente está desestruturando toda a ordem cultural e de valores da sociedade. O keynesianismo é uma mera faceta disso.

    Como o próprio texto acertadamente afirmou, foram os valores cristãos que construíram a civilização moderna e são esses mesmos valores que estão sendo atacados e aí, voltamos a Marxs e seus textos publicados por Hengel :

    “Sem a destruição da familia tradicional, baseada nos valores cristãos, não conquistaremos o ocidente”.

    Se essa destruição se chama Marxismo Cultural ou qualquer outro nome não muda o fato que tais consequências já estão entre nós e cada dia mais, desestabilizando todo o ocidente.

  32. gilberto cardoso

    o texto é bastante esclarecedor, traz consigo muitas informações, porém, não deixa de ter uma pitada de parcialidade. Os comentários, das mais variadas linhas ideológicas e crenças, contribuem bastante para a diversificação do conhecimento e do aprendizado. Obviamente, cada um tenta defender seus ideais/crenças , mas, mesmo assim, contribuem “interdisciplinarmente” para a discussão.

  33. Pode-se mudar de nome, seja marxismo ortodoxo ou cultural, ou revolução cultural (Gramsci) ou subversão (Yuri Besmenov), o que vemos em comum nessas ideologias é o comportamento da mentalidade revolucionária em ação.

    Em qualquer vertente vc tem um ódio pelo mundo, pela ordem natural, pelo homem ser submetido a leis divinas/morais, etc. É uma insatisfação, uma revolta e insistência em mudar a realidade das coisas. É uma busca incessante pelo poder, porque acreditam que atingindo esse poder temporal será possivel mudar a natureza das coisas, inclusive do homem. Nada do que já nos foi descrito há milênios por autores do gnosticismo.

  34. Sou cristão, conservador, e me desculpe…

    Dizer que o marxismo e o marxismo cultural estão “mortos”, é uma conclusão absurda demais, para quem se insinua como conhecedor das trágicas e abomináveis ideologias marxista e socialistas…

    Olhando para os imensos estragos nas culturas de alguns países, entre eles o Brasil, percebe-se claramente as mãos sujas do marxismo e do marxismo cultural. Estragos gritantes na moral, na música, na arte, na educação, na televisão, etc (exatamente como queriam Gramsci e Lenin…). Qualquer um com um pouco de conhecimento sobre estes assuntos consegue identificar isso.

    O trágico Karl Marx não estava pre ocupado apenas com o “modo de produção”; ele também estava preocupado com a cultura… (em um determinado trecho, o próprio texto aqui em questão confessa isso).

    O marxismo cultural é uma versão cultural da estratégia comunista, a qual busca a ” preparação do terreno”, para a plantação do maldito e trágico comunismo, passando antes pelo socialismo.

    Temos que ficar de olhos bem abertos, porque tanto o marxismo, quanto o marxismo cultural estão aí bem VIVOS, lastimavelmente, causando, como já disse, imensos males ao nosso país!

    Nós, cristãos, conservadores, pessoas de bem em geral, precisamos combater o marxismoe o marxismo cultural, o socialismo, o comunismo com muita inteligência, sabedoria, com firmeza! Para que possamos vencer esses e outros males no nosso país!

    Que Deus nos ajude!

  35. Olá,

    Comecei ler os textos do Mises recentemente e acabei chegando nesse artigo procurando por Marxismo Cultural. Sou universitário da USP no campus de Exatas em São Carlos e vejo grupos ativistas por aqui, mas as pessoas que se mobilizam para alguma coisa, pelo menos onde estou, são poucas. O debate aqui é fraco e monopolizado, não por uma maioria esquerdista, mas por uma minoria barulhenta que intimida os solitários liberais, que por suas vezes não se mobilizam para confrontar as ideias da galera socialista mais “engajada”.

    Como é um campus de exatas, a 10 anos atrás a maioria avassaladora de homens competiam por poucas mulheres, e o que poderia ser paraíso para elas (pelo menos para as mulheres heteras) na verdade era o inferno, pois elas eram constantemente assediadas por alunos e até por professores (segundo relatos e reportagens do jornal da faculdade). Além disso as reclamações de abuso sexual que iam desde toques impróprios até estupro que eram ignorados pela universidade estimulou a criação de um grupo feminista para acolhimento das vítimas e para pressionar a reitoria por medidas contra esse tipo de ocorrência.

    Devido a ser um campus esmagadoramente masculino, branco e hétero de classe média alta, os demais estudantes que fugiam ao perfil foram formando grupos (os chamados coletivos) que tinham uma finalidade cultural e/ou de protesto. Finalidade cultural não no sentido de conversão, mas no sentido de promoverem atividades extracurriculares diversificadas, como percussão, capoeira, grupos de danças típicas, etc. Então existe o coletivo das mulheres, dos negros, dos de descendência japonesa, LGBT, de intercambistas (geralmente hispânicos), etc.

    De início eu era completamente a favor desses grupos, pois eu mesmo sendo negro já presenciei algumas situações desagradáveis não só na vida fora, como na vida acadêmica (Uma vez uma professora disse que negros não enxergam em 3 dimensões, eu era o único negro da sala) , mas depois que vi aquele movimento negro que invadiu uma aula de economia na USP para falar de racismo e privilégio, me deu vergonha e agora vejo que tem muita histeria. Ainda sim acho que esses grupos tem pautas justas como apelos contra discriminação, preconceito e violência, apesar de achar que eles se utilizam destas pautas de forma errada.

    Lendo os artigos do Mises acabei me identificando com as ideias liberais, e fiz um esforço enorme para diferenciar conservadores de reacionários e diferenciar ambos de liberais (embora soubesse a diferença nos conceitos um sentimento irracional insistia em rejeitar todos como sendo a mesma coisa em relação as questões sociais). Mas confesso que estou tendo dificuldade de entender o que o pessoal do Mises pensa a respeito dessas questões. Sei na pele o que é racismo (não sou pardo, sou preto, o que não me deixa protegido pela escala de cores da pele, uma vez que tenho uns dos tons mais escuros), a maioria dos caras homossexuais que conheço relatam ter sido vítimas de agressões em algum momento por serem gays e conheço moças que vão ao psiquiatra até hoje por causa de abuso perpetrados por tios, pais ou padrastos ainda na infância. Na minha visão essas pessoas formarem grupos de apoio e protesto faz sentido, mas isso agora está sendo chamado de Marxismo Cultural, o que eu não concordo que seja.

    Não sei se meu texto ficou confuso, ou mostro ter concepção errada do assunto. Sou muito leigo em ideias liberais. Não sei também se é o tipo de coisa que vocês debatem aqui no site. Poderiam me dar uma mãozinha?

  36. Oi Anderson.

    Sou um libertário, portanto não vou falar em nome dos liberais. Mas, os princípios individualistas que tenho em comum com eles me permitem esclarecer algumas coisas.

    A primeira abordagem libertária que posso fazer no seu texto é na parte do assédio: libertários entendem que a primeira propriedade que um indivíduo possui é a de seu próprio corpo; portanto, qualquer alteração ou agressão que seja feita em um corpo contra o devido consentimento constitui um crime, o que, felizmente, todas as pessoas em geral concordam. Entretanto, o fato de tais crimes ocorrerem com frequência não deriva de um problema essencialmente moral(não acho que existam problemas morais, mas isso é uma outra discussão), e sim econômico.

    Liberais entendem ou deveriam entender que o Estado não aloca recursos escassos de maneira eficiente, pois o Estado não está sujeito as leis de mercado, como oferta e demanda. Essa má alocação não é diferente com justiça. Uma justiça estatal também sofre desse mal, tornando-a ineficiente. A principal característica dessa má alocação é a prioridade para crimes que não constituem agressão alguma e espera para crimes que constituem. Como você é leigo em ideias liberais, como você mesmo disse, não vou detalhar muito o que constitui ou não uma agressão, mas, de maneira resumida, a agressão é a violação da propriedade privada, como mostrei acima.

    O que quero dizer é o seguinte: crimes acontecem apenas quando os custos são menores do que os ganhos. Como a maioria desses casos passam impunes, um potencial assediador avalia que o prazer que ele sentirá é maior do que as raras e possíveis punições. Apenas um sistema de justiça descentralizado e eficiente poderia acabar ou diminuir drasticamente esses casos(caso tenha se interessado, estou falando de justiça privada, esse instituto tem diversos artigos sobre o tema).

    Eu acho um equívoco não concordar com o tal do Marxismo Cultural. Vou lhe mostrar o porquê.

    A educação é 100% estatal. Não há como fugir disso. Mesmo que existam escolas privadas, elas estão sujeitas ao currículo imposto pelo MEC. Ou seja, o Estado influencia diretamente aquilo que os jovens aprendem. Basta que uma geração passe nesse esquema e toda uma sociedade estará fundada em um determinado pensamento. Essa geração já passou, e no mundo inteiro. Constate esse fato percebendo que o senso comum é essencialmente estatista. Pessoas relutam para dizer que o Estado é ilegítimo, mesmo odiando políticos com todas as forças, quando não clamam por um Estado totalitário,que é o caso de seus colegas.

    Julgue você mesmo: o que você aprendeu na escola? O que fez com que você discordasse de seus colegas?

    Respondendo sua pergunta final, não é o que usualmente debatemos aqui, geralmente debatemos ética, economia, política e filosofia.

    Espero que tenha gostado desse site e leia mais conteúdos do Instituto Mises, eu tive minha visão transformada graças às leituras que tenho feito aqui.

  37. edson martins de melo

    É a primeira vez que vejo escrito que Marx (que morreu em 1883) era contemporâneo da Escola de Frankfurt (que teve inicio em inicio em 1924)!!!!!

  38. por favor, alguém poderia me falar em qual texto marx falou algo tipo:”Marx argumentou que o socialismo é historicamente inevitável porque haverá uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade”

    mano… se Marx e Engels eram dialéticos nas suas análises e eles mesmos falaram na Ideologia Alemã ” Conhecemos apenas uma única ciência, a ciência da história.”, eles, [não teria pq] jamais pensaria em um sentido único para a história. Ele apenas buscava tendências [e dessas que ele achou, conheço alguma que ele n tenha acertado].

  39. Guilherme Silveira A. Santos

    O marxismo é uma forma de censura ao intelecto. Nomes como Luckacs, Sartre, Meszaros e Marcuse são componentes da ” polícia do pensamento” treinados para deter a razão. George Orwell nos alertou contra tais imposturas.

  40. Guilherme Silveira A. Santos

    O New Criticism foi uma escola de crítica literária responsável por gera descrédito cultural em uma medida comparável ao multiculturalismo ou ao marxismo.

  41. Não existe Marxismo Cultural
    —————————————-
    Olavo de Carvalho já deu aulas mostrando saber que os autores vinculados à Escola de Frankfurt não podem ser descritos pura e simplesmente como “marxistas”.
    Pelo contrário, apesar do intuito de crítica social, eles subvertem os fundamentos do marxismo com forte influência hegeliana, freudiana, existencialista, neo-kantiana e idealista.
    Outras tendências na Filosofia e ciências humanas, como o estruturalismo, o pós-estruturalismo, o desconstrucionismo etc., tampouco podem ser tidas como marxistas.
    Elas se desenvolvem com forte influência dos campos da linguística, semiótica, psicologia e outras.
    São esses desenvolvimentos teóricos e metodológicos que se vinculam mais diretamente à esquerda liberal defensora de pós-modernices, e não o marxismo propriamente dito.
    Quando Olavo e seus sequazes jogam todos esses autores e escolas e militantes num mesmo saco e os rotula de “marxismo cultural”, constroem um espantalho cuja função é meramente erística e voltada para fins políticos.
    Eles pensam que esse jogo retórico não tem nada demais desde que sirva para combater as ideias citadas acima e a militância desenvolvida em torno delas.
    Só que além de espalhar burrice e desinformação, essa retórica ajuda a ocultar as verdadeiras raízes sociais que possibilitam a militância progressista se apropriar dessas tendências.
    E com isso permite que as causas continuem operando nas sombras.
    As causas não estão em ideias e teorias criadas por acadêmicos , mas na revolução cultural impulsionada pelo capitalismo e sua ideologia de base, o liberalismo.
    O consumismo e individualismo liberal capitalista levam à privatização da ideia de bem, ao procedimentalismo, à erosão dos laços comunitários, ao Estado cartesiano, ao transbordamento das paixões para que organizem a vida social por meio do Mercado.
    Olavo e seus sequazes não apenas escondem essa verdade como se tornam agentes daquilo que declaram combater ao proporem como suposta alternativa ainda mais liberalismo e ainda mais capitalismo.
    É o capitalismo liberal que gesta e impulsiona o globalismo cosmopolita pos-moderno fundamentado nas finanças sem pátria.
    Abraçar o capitalismo e o liberalismo como soluções para o cenário atual é como tentar apagar um incêndio jogando gasolina no fogo.
    A mitologia de um “marxismo cultural” já morreu.
    Ela é insustentável em um mundo em que os principais motores das causas globalistas são megacorporações como Apple, Google, McDonald’s, Coca-Cola, Microsoft e outras.
    Seguiremos submetidos a essa lavagem cerebral enquanto não atacarmos as suas fontes: o liberalismo, enquanto filosofia, e o capitalismo, enquanto ordem econômica, e especialmente a subordinação ideológica do Brasil aos influxos culturais vindos dos países atlantistas.

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