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O cartel dos taxistas contra os aplicativos para carona

Embora
ainda haja pessoas que associam o liberalismo à defesa dos interesses
empresariais
, a realidade mostra que o liberalismo é o principal inimigo de
quase todos os empresários. 

O
liberalismo defende a total liberdade de mercado, isto é, a ausência de
proteções estatais e a ausência de barreiras à entrada de novos concorrentes no
mercado.  Em suma, o liberalismo defende
a livre concorrência absoluta. 

Esse
arranjo faz com que empresas e empresários já estabelecidos em um determinado
ramo do mercado percam suas vantagens competitivas sempre que surgem novas
empresas concorrentes.  Sendo assim, a
única maneira de esses empresários conservarem sua fatia de mercado passa a ser
recorrendo ao estado para pedir regulamentações específicas e privilégios protecionistas.  E os liberais, é claro, se opõem a todas as
formas de privilégio estatal.

O
setor de táxis sempre foi um ótimo exemplo de mercado totalmente protegido pelo
estado e blindado da concorrência.  No
Brasil, os serviços de táxi são regulamentados pelas prefeituras, as quais
emitem licenças que permitem que apenas determinadas pessoas realizem tal
serviço.  Em quase todo o resto do mundo
o funcionamento é o mesmo: só pode prestar serviços de táxi quem o estado
permite.

Em
linhas gerais, a regulação funciona da seguinte maneira: uma prefeitura anuncia
que irá emitir uma licença — também chamada de alvará — para um serviço de
táxi.  Ato contínuo, esta licença adquire
um valor de mercado, o qual varia de cidade para cidade.  No Rio
de Janeiro, uma licença custa cerca de R$60 mil.  Em São Paulo, o valor varia de R$70 a R$120 mil.  Se você for operar no Aeroporto de Congonhas,
o valor pode chegar a R$250 mil.

Quem
quer ser taxista, mas não tem dinheiro para adquirir essa licença, tem duas
opções: ou ele pode alugar um táxi de outro taxista — desta maneira dividindo
com ele as despesas –, ou ele pode trabalhar com um carro de frota ou de uma
cooperativa e pagar aluguel.  No Brasil,
o arranjo mais comum é se tornar membro de uma cooperativa.

Além
do alvará, também é necessário que o veículo tenha uma licença específica,
também dada pelo governo. 

Por
fim, vale enfatizar que o preço do serviço é tabelado pelo governo.  Nenhum taxista pode cobrar um preço fora do
estipulado pelo governo.

Ou
seja, o setor de táxi sempre esteve blindado da livre concorrência.  E, como sempre ocorre em setores protegidos
pelo estado, os táxis não foram capazes de se adaptar às necessidades de preço
e qualidade exigidas pelos consumidores. 
Os preços subiram, mas a qualidade ficou estacionada.

Tão
logo adquiriram esta reserva de mercado (mais especificamente: serviços de
transporte de passageiros em automóveis), e se viram protegidos contra a
concorrência de provedores alternativos que os forçassem a se adaptar e a se
reinventar continuamente, os táxis se acomodaram confortavelmente sob o manto
estatal.


pouco mais de um ano, alguns aplicativos para os consumidores chamarem táxi
pelo smartphone começaram a se popularizar no Brasil.  Tais aplicativos, ao localizarem
automaticamente — via GPS — os táxis que estão mais próximos do consumidor,
dispensava a necessidade do uso de cooperativas.  As cooperativas sentiram o baque e, como era
esperado, correram
para o governo implorar por regulamentação

Os
taxistas, no entanto, mantiveram o monopólio do serviço de transporte de
passageiros em automóveis.

Eis
que agora surge um novo aplicativo que, não apenas dispensa o uso de
cooperativas, como também abole completamente o uso de táxis: no resto do
mundo, ele se chama Uber; no Brasil, ele se chama Zaznu.  Trata-se de um App inovador criado por um
empreendedor de San Francisco que permite o contato direto entre pessoas que
querem compartilhar serviços de carona a preços livremente contratados.

Veja
a
notícia
:

No princípio era o táxi. Aplicativos de
celular para chamar amarelinhos proliferaram
no ano passado, seduzindo passageiros e incomodando cooperativas
. Agora, a
nova onda de soluções móveis para o trânsito tenta contornar taxistas por
completo em busca de objetivo mais ambicioso: convencer motoristas a aderirem,
de vez, às caronas.

Um dos modelos é inspirado em softwares que
fazem sucesso — e barulho — em cidades como San Francisco e Nova York, a
exemplo de Uber e Lyft. A primeira experiência do tipo no Brasil atende pelo
nome de Zaznu (gíria em hebraico equivalente ao nosso “partiu?”) e escolheu o
Rio para sua estreia, em março.

Por meio do app, donos de smartphone podem
solicitar e oferecer caronas a desconhecidos. Tudo começa com o passageiro, que
aciona o programa para pedir uma carona. Com base na localização e no perfil da
pessoa, motoristas cadastrados que estiverem nas redondezas decidem se topam ou
não pegá-lo. Quando a carona é aceita pelo motorista, os dois conversam por
telefone para combinar o ponto de encontro.

Para garantir a segurança dos passageiros, o
Zaznu diz entrevistar os motoristas cadastrados, além de checar antecedentes
criminais. Já os passageiros precisam registrar um cartão de crédito, uma vez
que as caronas são pagas.

É justamente por não ser gratuito que o app
desperta polêmica. Tão logo surgiu, taxistas abriram a página no Facebook
“Zaznu, a farsa da carona solidária”, que denuncia “o crime que é oferecer
serviço de transporte em carro particular”, explicou o criador do grupo, Allan
de Oliveira. O sindicato da categoria no Rio concorda.

— É uma irregularidade, e iremos à Justiça
se for necessário. Mas temos certeza de que a prefeitura vai detê-lo — disse o
diretor José de Castro.

Em sua defesa, Yuri Faber, fundador do
Zaznu, alegou que o aplicativo não constitui um serviço pago de transportes
porque seus termos de uso classificam o pagamento como doação opcional. A
sugestão de preço equivale a 80% do preço que seria cobrado por um táxi no
mesmo trajeto. A Zaznu fica com um quinto do valor pago e o restante vai para o
motorista.

— O passageiro tem todo o direito de
decidir se paga, e quanto paga, ao fim da carona. O app só sugere um valor —
justificou.

A polêmica é semelhante à gerada pelos
similares Uber e Lyft em várias cidades do mundo. Avaliado em US$ 4 bilhões, o
Uber já foi processado em diversas cidades americanas e ainda não há consenso
sobre sua legalidade.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT), que regulamenta o transporte rodoviário interestadual, considera ilegal
angariar passageiros em redes sociais e “em troca do transporte, cobra um valor
a título de passagem”. Mas o órgão disse, em nota, que ainda debate “a melhor
forma de se posicionar” diante do fenômeno.

Em
suma: o aplicativo simplesmente permite que uma pessoa encontre outra disposta
a dar carona.  Ao final da corrida, o
aplicativo sugere um preço, o qual pode ser voluntariamente acordado entre
motorista e caroneiro.  

O
passageiro não é obrigado a remunerar o dono do carro — nem integralmente nem
parcialmente, se não for de própria vontade. 
Por outro lado, os motoristas poderão classificar os passageiros — e
vice-versa. Com isso, os não-pagadores tenderão a ficar expostos na lista e, naturalmente,
serão rejeitados pelos donos dos carros. Livre mercado pleno.

(Este
vídeo
ilustra bem como funciona o aplicativo.  Perceba também a reação furiosa do taxista ao
ver seu monopólio sendo ameaçado pelo livre mercado.)

Em
vários países do mundo, as confederações de taxistas estão exigindo a proibição
imediata deste aplicativo de caronas.  Na
Bélgica, qualquer cidadão que for flagrado utilizando o Uber será multado
em incríveis 10.000 euros
.  Na
França, que nunca decepciona, taxistas simplesmente depredaram
o carro de um usuário desse aplicativo.

O
desdobramento de tudo isso será bastante curioso porque nenhum estado possui
tamanha capacidade policial para controlar esses aplicativos.  No que mais, na maioria dos países não há
nenhuma lei que proíba caronas e o subsequente compartilhamento de custos entre
motorista e caroneiro.  A única função desses
aplicativos é facilitar e intermediar o contato entre duas pessoas.  Os preços são livremente acordados.  Portanto, não há uma clara fronteira entre
legalidade e ilegalidade.

Como
não querem dizer abertamente que estão preocupados com a perda do monopólio e a
consequente queda de seus lucros, os taxistas, ao pedirem a proibição desses aplicativos,
recorreram à justificativa de sempre: estão apenas preocupados com a segurança
dos usuários.

Segundo
eles, esses aplicativos são perigosos para o cidadão comum porque os motoristas
não são profissionais credenciados e homologados pela guilda.  Ou seja, em uma total inversão dos fatos, os
taxistas estão dizendo que as barreiras de entrada ao mercado existem para
proteger não o cartel, mas sim o consumidor, o qual, sem tais barreiras, será
vítima fácil de condutores sem escrúpulos.

Essa
desculpa ilustra com perfeição por que a regulamentação de serviços de táxi não
tem nenhum sentido: aqueles usuários que desejarem serviços de táxi mais caros
e (supostamente) mais seguros podem simplesmente escolher aqueles veículos que
contam com uma licença estatal; já aqueles outros usuários que preferem correr
um risco maior em troca de tarifas menores, melhor qualidade do serviço e
maiores facilidades de pagamento podem simplesmente utilizar estes aplicativos
de carona.  Liberdade de escolha.  Qual o problema com isso?

Não
há nenhuma razão para que o estado reprima essas duas opções com o intuito de garantir
os lucros de uma classe organizada. 
Estamos testemunhando uma histórica inovação que veio para importunar
alguns cartéis protegidos pelo estado, e esta inovação deve ser deixada livre
para que possa se desenvolver em prol de toda a sociedade, sem interferência
estatal.  Aqueles motoristas que gerarem
maior valor para os consumidores e prestarem os melhores serviços prosperarão
ao passo que aqueles que forem incapazes disso deverão se dedicar a outras
profissões.

Lamentavelmente,
se formos nos basear em seus antecedentes históricos, tudo indica que o estado
irá ignorar o interesse geral da população e irá atender apenas aos interesses
organizados do lobby dos taxistas.  Assim
como ocorre com os setores de telecomunicações, aéreo, elétrico, energético e
de transportes terrestres, este é mais um perfeito exemplo prático de como as
regulamentações existem para proteger justamente o setor regulado e impedir que
o consumidor usufrua os benefícios de uma livre concorrência.  Os regulados são os corruptores, e os
reguladores são os corruptíveis. 

Regulamentações
não atendem aos interesses da população consumidora, mas sim aos interesses de
grupos de pressão e ao interesse eleitoral de políticos.

____________________________________________________

Participaram
deste artigo:

Juan
Ramón Rallo
é diretor do Instituto
Juan de Mariana
 e professor associado de economia aplicada na
Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja
Economía
.

Leandro
Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

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115 comentários em “O cartel dos taxistas contra os aplicativos para carona”

  1. Faz muitos e muitos anos que essa atividade de taxista me deixa absolutamente perplexo.

    O cara é “dono de uma placa de taxi” e vive cobrando aluguel pelo uso da placa por um real taxista.

    Ou seja, o estado inventa um papel carimbado e dá pra um caboco, aí esse papel faz o cara viver de renda, alugando seu monopólio!

    É simplesmente ridículo!

  2. Emerson Luis, um Psicologo

    Na minha cidade, segundo me informou um taxista, é proibido alguém ter mais de um táxi e locá-lo.

    Indivíduos que dizem querer nos proteger ao nos impedir de ter acesso a informações que temos o direito de ter (e/ou a determinados serviços e produtos) com frequência ganham algo com isso e estão apenas protegendo os seus próprios interesses.

    * * *

  3. Excelente artigo, aqui na cidade a máfia dos taxistas são fortes, a quadrilha se incomoda com qualquer pessoa que visa oferecer seu carro para carona, irei instalar essa aplicativo e oferecer carona para quem precisar por um preço abaixo do mercado, e como minha cidade é pequena,posso até lucrar muito com isso.

    Ótimo Artigo.

  4. Santiago Staviski

    Essas regulações só geram escassez, no Natal do ano passado a média de espera por um taxi era de 1 hora e meia, tentei pedir um taxi em 3 cooperativas diferentes, mas nenhum taxi aceitou a corrida.

  5. Não é à toa a sanha atual dos governos em controlar a internet sob o mesmo pretexto de segurança dos usuários. A internet tira poder do estado e de outros grupos organizados e dá poder ao indivíduo.

  6. No Peru pagava algo em torno de R$ 5,00 se quisesse ir de carro, R$ 3,50 de moto e R$ 1,50 de bicicleta.
    Detalhe qualquer um podia oferecer este tipo de serviço.

  7. Com o marco civil da internet prevendo o fechamento puro e simples de sites que promovem “atividade ilegal”, os taxistas não vão nem precisar acionar o dono do serviço judicialmente, basta pedir ao estado que aplique a lei. Tudo feito sempre para tornar mais fácil a posição do estado contra o indivíduo.

  8. Sofista/Pos moderno

    A formação de cartel acontece só pela regulamentação do estado? ou pelo acumulo de poder de qualquer entidade? Que pela perca do poder pode usar de violência ou outros “meios” para se manter no poder. Um dos fatos que talvez pouco esclarecidos da ideias de vcs para mim, como manter livre concorrência total sem uma força coercitiva? pela concientização de seus individuos? Ai não entramos de novo no marxismo e seu bom selvagem? No ideal da razão esclarecida?

  9. “— É uma irregularidade, e iremos à Justiça se for necessário. Mas temos certeza de que a prefeitura vai detê-lo — disse o diretor José de Castro.”

    Hahahaha, esses parasitas estão se cagando de medo da concorrência.
    Espero que surjam mais aplicativos ainda pra acabar com a moleza desses parasitas.
    E que surjam apps que permitam os usuários pagarem com Bitcoin, que é quase impossível de rastrear.

    “Como não querem dizer abertamente que estão preocupados com a perda do monopólio e a consequente queda de seus lucros, os taxistas, ao pedirem a proibição desses aplicativos, recorreram à justificativa de sempre: estão apenas preocupados com a segurança dos usuários.”

    Ahnnn, que fofos! Estão preocupadinhos com a segurança dos usuários!
    Sugiro então que mudem de ramo, deixem de ser taxistas e se ofereçam para trabalhar como seguranças particulares.

    Achei esse aplicativo bem interessante, pois permite que que vai de carro para o trabalho todos os dias
    possa oferecer carona para, pelo menos, reduzir o custo com o próprio transporte.
    Se der pra pagar o custo mensal de combustível já tá bom demais, e se sobrar dinheiro então, é perfeito!

  10. “já aqueles outros usuários que preferem correr um risco maior em troca de tarifas menores, melhor qualidade do serviço e maiores facilidades de pagamento podem simplesmente utilizar estes aplicativos de carona.”
    Esta parte foi ironia? O aplicativo é seguro pois permite avaliar o motorista e o caronista, inclusive para o caroneiro é mais seguro do que pro taxista tradicional, se bem que agora tem aplicativos pra taxi que permite o taxista avaliar o passageiro, e vice-versa.

  11. Só uma dúvida, como fica a cobrança de impostos sobre essas “caronas”? Se cobra de quem? Do motorista ou da empresa que disponibiliza o aplicativo?

  12. Ótimo artigo. Realmente os taxistas cobram caro porque o preço é tabelado. Deveria haver um livre mercado não apenas no transporte com carros, mas também ônibus, trens, caminhões, carroças, bicicletas e qualquer outra coisa que um cidadão queira voluntariamente ser transportado em troca de dinheiro ou não. Mas o estado está ai para atrapalhar mesmo, essa é uma de suas funções. Ainda não usei esses app de taxi, mas vou dar uma olhada.

  13. mauricio barbosa

    A impressão que tenho é que no futuro nós libertários seremos tratados como foras da lei por opinarmos contra o estado e seus monopólios nojentos.

    O marco civil esta engatinhando nesse sentido e isso é lamentável. Não sou fatalista, as sou realista, e o futuro é sombrio; lutar contra o gigante de pés de barro (o estado) não é fácil e nunca será, infelizmente.

    Quanto ao artigo em si, em algumas cidades do interior desse brasilsão o monopólio dos ônibus rodoviários tem sido contestado por condutores autônomos que se autoproclamam taxistas e hoje em dia eles também tem sido contestados por estes caroneiros. Enfim, que estes ciclos de concorrência continuem enquanto a internet for livre, pois temo que ela irá realisticamente se tornar controlada, e aí seremos tachados de subversivos, foras da lei, criminosos e outros adjetivos idiotas que o rebanho gosta de usar para bajular os poderosos estatistas de plantão.

  14. Sofista; -“As definições coretas de monopólio e concorrência – e porque a concorrência perfeita é illogica.”- Jesus Huerta Soto. Aqui no site.

  15. Outras startups que estão com processos são as que substituem alguns serviços de advogados (principalmente os trabalhistas). Uma matéria desse ano no The Economist relata alguns dados sobre o futuro de alguns empregos que poderão ser automatizados. Setor jurídicos e de contabilidade que se cuide.

    http://www.economist.com/news/briefing/21594264-previous-technological-innovation-has-always-delivered-more-long-run-employment-not-less

    PS: uma das startups já nem está mais no ar: http://www.youlaw.com.br/ a outra brasileira eu não lembro o nome.

  16. Fernando Chiocca

    “Em suma, o liberalismo defende a livre concorrência absoluta.”

    Absoluta nada. Se for tentar concorrer no ramo de decisões judiciais os liberais vão ser contra e favorecem um monopólio nessa área.

    E todo o mal que se segue do estado, como os privilégios monopolísticos concedidos aos taxistas, é consequência natural desta defesa do monopólio de tomador de decisões finais que os liberais defendem. Nem adianta reclamar, pois a própria doutrina liberal com seus erros e contradições inerentes, é responsável pelo estado de coisas que ela critica.

    Só os libertários defendem a concorrência absoluta.

  17. Tenho ódio de cartéis e monopólios.

    Os táxis baixariam de preço, se não tivessem intervenção estatal, burocracia, impostos e houvesse mais concorrência.

  18. A questão é, as regulações estatais criaram um monstro enorme, que dificilmente será derrotado. Isso me faz lembrar do setor bancário.

  19. Defender o consumidor? Preocupados com a segurança do usuário? Que segurança é essa a que os taxistas se referem? Até onde eu sei não é nada seguro andar de táxi. Muitos não têm cinto de segurança no banco traseiro, vários falam ao telefone enquanto dirigem com passageiros no carro, todos dirigem super mal (cortam todo mundo, não sabem o que é seta, correm pra caramba, avançam sinal, etc). Ah! E também dão uma de espertinhos fazendo caminho mais longo pra dar mais caro. Aqui no Rio ao entrar no táxi você tem que rezar pra chegar vivo! Fora os casos de taxistas “cadastrados” que já assaltaram ou assediaram seus passageiros.

  20. Tem outro “serviço” que também é um misto de estatizado com privatizado (seria “concessão” a palavra correta?) e seria análogo ao cartel de táxis: cartórios.

    Cartório é outra coisa que também poderia ser coisa do passado com a tecnologia de hoje. Mas é um cartelzinho protegido à ferros pelo estado. E passa de pai para filho somente.

    Aliás, já li certa vez sobre uma ideia que me deixou com um certo “brilho nos olhos”: substituir TODO o estado por um grande programa de computação (por favor, nada de inteligência artificial tipo Matrix): ou seja, em vez de deputados, senadores, presidentes, vereadores e o escambau, teríamos um sistema de informática que se basearia no voto, simplesmente. A população votaria em coisas prioritárias conforme sua região e empresas privadas se candidatariam a realização das obras. É claro que teria muita coisa a se fazer para tudo funcionar, mas enfim somente uma ideia, mas com potencial, além de forçar o populacho a se tornar mais liberto das tetas da mãe governo e quem sabe, sair da infância e entrar na fase adulta.

  21. Eu uso Uber ha mais de 1 ano nos EUA e alem de facil, o servico eh muito melhor do que qualquer taxi q eu ja peguei na vida! Nunca mais peguei taxi!

  22. Marcos Eliziário Santos

    O problema é que um outro princípio da economia liberal é o respeito aos contratos. Pode-se dizer que o taxista tem um contrato de concessão com o Estado que pressupõe a garantia desse monopólio. Não vamos nos esquecer que uma sociedade que não tem segurança contratual é uma sociedade que não favorece o investimento.

  23. “Em suma, o liberalismo defende a livre concorrência absoluta.”

    Absoluta nada. Se for tentar concorrer no ramo de decisões judiciais os liberais vão ser contra e favorecem um monopólio nessa área.

    E todo o mal que se segue do estado, como os privilégios monopolísticos concedidos aos taxistas, é consequência natural desta defesa do monopólio de tomador de decisões finais que os liberais defendem. Nem adianta reclamar, pois a própria doutrina liberal com seus erros e contradições inerentes, é responsável pelo estado de coisas que ela critica.

    Só os libertários defendem a concorrência absoluta.

    Está correto isso?

  24. Achei muito interessante a matéria. No ano passado recebi contato do Yuri Faber para dar start no aplicativo aqui no Rio, mas por problemas pessoais tive que interromper temporariamente meu serviço como motorista particular. Desejo sucesso!!!

    Quanto aos taxistas, a realidade é que hoje os donos das autonomias vivem em casa sob as custas de seus locatários que pagam fortunas de diárias, muitas vezes tendo que trabalhar 10/12h por dia para cumprir com seus compromissos, sem contar com as despesas do carro que, na maioria das vezes, correm por conta dos motoristas ou, no máximo, são divididas com os proprietários. Essa prática leva muitas vezes às “corridas malucas” com os “amarelinhos” avançando sinais, cortando carros e ameaçando pedestres na rua para poder garantir quantidade de corridas e assim sua féria diária. Penso da seguinte forma: quer ser taxista, TRABALHE!!! Aluguel de autonomia, sim, é que deveria ser proibido.

    Outro aspecto negativo é que a grande maioria dos “profissionais” da área aproveitam-se de grandes eventos para burlar taxímetro e, de forma criminosa, cobrar o famoso “tiro”, ignorando completamente a existência do taxímetro e, sem alternativa, o usuário tem que se submeter à tal prática, ou fica a pé!!! Sem contar que, se chover, raramente encontra-se um táxi na rua, além das famosas recusas a corridas de pequenos percursos.

    Sobre o dito “profissionalismo” dos taxistas, gostaria de conhecer um, APENAS UM taxista que tenha participado de algum curso de direção defensiva ou treinamento para atuar como motorista. Até onde sei, a mesma habilitação que um taxista tem é a que tenho para dirigir carro de passeio e nenhum tipo de curso ou preparo é exigido para dirigir um “amarelinho”, então que “profissionalismo” é esse que tanto pregam? Correr??? Desrespeitar o passageiro??? Recusar corridas por que o passageiro é deficiente ou vai para muito perto???

    Tudo o que disse não são obras de ficção, mas fatos que ocorrem no dia-a-dia com um familiar direto, taxista locatário. O cara sai às 06h e muitas vezes volta em torno de 23:30h com pouco mais de $50,00 já descontados a diária, o combustível, o almoço, a cooperativa e o rádio. O proprietário do carro é funcionário público estadual aposentado e ainda o obriga a levar a diária em mãos todas as noites ao fim do expediente em sua residência. O que ele faz durante o dia? NADA!!!!

    Por outro lado, presto serviço como motorista particular com serviços pontuais mediante agendamento prévio com previsão de hora de chegada ao destino, rastreamento do trajeto pelo usuário e outros que ele desejar , carro sempre limpo antes da saída e valores cobrados de forma justa, de acordo com a equação consumo x quilometragem, sem acréscimos por conta de engarrafamentos ou bagagem. Não ultrapasso o limite seguro e legal de passageiros e ofereço um automóvel sempre pronto à atender às necessidades do meu cliente, sem contar com a gentileza de abrir a porta, sondar preferências musicais e de climatização (o que é o mínimo em se tratando de atendimento ao cliente). Não ultrapasso a velocidade estabelecida por lei e, mesmo sem ser obrigado, procurei me aperfeiçoar na função INVESTINDO em cursos de pilotagem e direção defensiva. Não discrimino cliente por local ou estado físico, nem mesmo por credo, cor ou opção sexual. Ao contrário, procuro valorizar cada momento com o cliente no carro para aprender mais sobre o ser humano e suas diferenças. GOSTO DO QUE FAÇO E FAÇO COM PRAZER!!! Ganho muito menos que um taxista mesmo disponibilizando meus serviços 24h por dia e nem por isso pratico barbeiragens ou desrespeito ao cliente. Estou em busca da formalização do serviço através de CNPJ e cursos obrigatórios na área de turismo, investindo do meu bolso, sem subsídios da prefeitura ou qualquer outro órgão. Estou errado? Sou “marginal” por conta disso? Devo ser punido e ameaçado por indivíduos armados com pistola (como já aconteceu) só por querer preencher uma lacuna que estes mesmos indivíduos estão deixando de preencher? Tenho que ter meu carro arranhado só por querer trabalhar?

    Deixo claro que não tenho absolutamente NADA CONTRA TAXISTAS, apenas penso que, ao invés de reclamarem muito, deveriam investir um pouco mais em sua “profissão” melhorando a qualidade do serviço prestado (basta ter um pouco mais de educação e gentileza que já faria uma diferença enooooorme). Desta forma, certamente não estariam se lamentando através da reivindicação de medidas protetivas, pois pessoas como eu e tantos outros que seguem a mesma filosofia de trabalho, não estariam aproveitando esta brecha, esta oportunidade deixada por eles mesmos.

    Sugestão: RECLAMEM MENOS E INVISTAM MAIS NA QUALIDADE DE SEUS SERVIÇOS!!!

    Excelente semana a todos!!!

  25. Eu não tenho nada contra as caronas, ok!
    Mais jamais usaria um serviço particular disfarçado de “táxi”, não correria este risco.
    Pesquisei sobre o assunto, onde em São Francisco ocorreu um atropelamento na noite do ano novo provocado por um motorista de carona. O App se eximiu da responsabilidade e o motorista tá preso, além de não ter seguros para terceiros!

  26. Desculpe, amigo, mas vc se refere a UM fato isolado que aconteceu nos Estados Unidos e que, claro, o aplicativo não tem nada a ver com isso (também não sou assinante do aplicativo, apesar de achar a idéia interessante e a seriedade do idealizador demonstrar ser uma pessoa bastante comprometida), afinal, como alguém pode se responsabilizar pelas atitudes de terceiros?

    Aqui no Brasil, se não conhece, temos o seguro DPVAT que é obrigatório justamente para cobrir despesas médico-hospitalares de vítimas de acidentes de trânsito e, claro, uma vez identificado o causador, o mesmo será processado pelo estado pelos danos físicos e materiais que vier a causar podendo, inclusive ser caracterizado como um réu doloso (com intenção de provocar o acidente) se for constatada imprudência ou ingestão de álcool antes de pegar no volante e, como punição, o indivíduo arca com as despesas e, sim, pode ser PRESO!!!

    Agora gostaria que me respondesse umas perguntas:

    1- Quem se responsabiliza se um taxista atropelar alguém?
    2- Qual a diferença de responsabilidade sobre um acidente de trânsito envolvendo taxista/motorista particular?
    3- Quem é mais provável envolver-se em um acidente? Táxi que roda o dia inteiro em alta velocidade arriscando-se e aos passageiros para cumprir com suas obrigações diárias para com seus locadores, como dito por mim mesmo no primeiro depoimento, ou o motorista particular que sai de forma planejada e tranquila com horário previamente acordado mediante agendamento?

    Amigo. Há um cadáver no chão e ao lado do corpo dois homens sendo um negro maltrapilho com uma faca ensanguentada na mão e outro louro executivo vestindo Armani sem sinais de sangue ou quaisquer armas em suas mãos. Quem é o potencial assassino?

    Se estiver no Rio de Janeiro, o convido a conhecer os serviços de um motorista particular e logo em seguida de um taxista. Converse com os dois, entenda os dois lados, experimente ambos os serviços e somente então tire suas conclusões.

    Tenha uma excelente semana!

  27. Leonardo Faccioni

    Demonstração brilhantemente acessível de como o Estado — e apenas o Estado — cria escassez artificial de serviços nos quais sua ingerência é absolutamente inexplicável. Não é à toa que o segmento, nas grandes cidades de todo o mundo, é um dos mais queridos pelas máfias (stricto sensu).

    Percebam o potencial imenso não apenas de otimização do serviço de transporte privado, mas de autorresolução do inteiro problema do transporte público. Em seguida, notem o ridículo patente em que se inserem aqueles que tentam justificar o banimento dos aplicativos (mais espertos são os que simplesmente o impõem à força, sob o argumento seco e curiosamente “positivista” de sua ilegalidade).

    Tais elementos igualmente se encontram pela maioria dos sistemas de mono/oligopólios que o Estado agencia, mas, no caso em tela, fazem-se gritantemente claros para quem quiser [ou não] ver. Está aí: o Estado não [mais] existe para o bem comum, mas sim para o bem da burocracia e de seus campeões.

    Bato nesta tecla insistentemente em relação ao transporte coletivo (linhas de ônibus). Com que objetivo se criminaliza o sujeito que, habilitado a dirigir veículo de sua propriedade que se encontre em perfeitas condições, oferece livremente a outros a possibilidade de conduzi-los, querendo estes, do ponto “A” ao ponto “B” de um caminho qualquer, por tarifa com a qual todos os envolvidos concordem? Que explicação racional se sustenta para que apenas uma empresa possa levar passageiros de um bairro ao outro – ou de cidade à outra, pois o modelo de concessões intermunicipais é ainda mais escabroso -, e quem quer que se disponha a entregar serviços melhores e/ou por preços menores seja jogado na ilegalidade e caçado como ladrão e homicida?

    Para os ônibus, ao menos, discute-se o problema da alocação do espaço urbano, ou do viário. Problemas que realmente existem, embora também sua origem seja viciada pela escassez artificial ocasionada pelo próprio gestor estatal. Mas, para carros particulares (táxis inclusos), sequer essa justificativa torta pode-se levantar. Não há nada.

  28. Em um país com problemas gravíssimos de mobilidade urbana, proibir um aplicativo desses é um CRIME.

    Engraçado é que depois o governo reclama que há muitos carros na rua com apenas uma pessoa. São eles mesmos os responsáveis por isso, pois proíbem qualquer iniciativa de permitir o aproveitamento desse espaço. Para eles, qualquer solução passa necessariamente por infernizar a vida do cidadão, obrigando-o a usar transportes lentos, inseguros e desconfortáveis.

    É claro que eu gostaria de poder levar outras pessoas comigo para o trabalho e receber algum dinheiro por algo que já fazia de graça. E também gostaria de poder pagar um valor justo para poder ir ao trabalho de forma confortável sem precisar dirigir.

    Proibir isso é algo tão flagrantemente absurdo que chega a impressionar o fato da população aguentar isso calada. A preocupação com a segurança chega a ser patética. Quem nunca morreu de medo de ser assaltado no ônibus é porque nunca andou em um…

  29. Se passarmos a ficar sem a regulaçao do poder publico, sob o argumento do “livre mercado”, viveremos em uma anarquia.
    Além disto, a Zaznu tem um contrato em que tenta se eximir de qualquer responsabilidade, deixando tudo por conta e risco dos usuários, apesar de ser a maior beneficiária, pois ficará com 1/5 de tudo que for pago.
    Por quê vocês não publicam este contrato para todos saberem o quanto eles são “altruístas”???

  30. boa tarde…
    eu só queria fazer algumas perguntas?
    ? se eu quiser colocar um isopor na praia de ipanema e vender cervejas, posso?
    ? se eu quiser comprar um ônibus ou uma van, ou uma kombi e pegar passageiros nos pontos, eu posso?
    ? se eu comprar um avião com toda a documentação e manutenção em dia, e chegar no aeroporto posso oferecer vagas para passageiros que estão na fila da Gol ou da Tam?
    ? se eu quiser alugar uma loja, bonita, bem montada, confortável, com toda segurança possível e dizer que eu vou ser um cartório, eu posso?

    que cartel? que monopólio? tudo no Brasil, e quase em todo mundo, é regulado. O número de cartórios, as linhas e ônibus, as linhas aéreas, os ambulantes nas praias (pelo menos as mais badaladas) e os serviços de táxis. Paga-se várias taxas, faz-se diversas vistorias, cumprem-se diversas exigências, sofre-se inúmeras fiscalizações, para que o serviço seja regulado. O Rio de Janeiro por exemplo, possui 33 mil licenças de taxis, e os taxistas trabalham 10…12 horas por dia. Tem prestações de carros para pagarem, taxas, certidões criminais, etc… Imagina se de uma hora para outra qualquer um pudesse abrir um cartório (que tem um serviço caro demais pro que se propõe), como ficariam os atuais donos de cartório. Se qualquer um pegasse um carro e parasse no ponto de onibus e oferecesse uma carona e pedisse uma “doação”. A grande verdade que os usuários não são informados é que o aplicativo foi criado para mascarar e dar um tom de legalidade aos milhares de “táxis piratas” que já prestam serviços de forma ilegal diariamente. Olha que ingenuidade: é “doação”, “espontânea” e “sem valor definido”, mas se o passageiro não cumprir o sugerido pelo aplicativo ou pelo motorista é classificado… KKKkkkk… Parei.. abraços a todos.

  31. É UM VERDADEIRO ABSURDO, DIZER QUE É UM CARTEL! CARTEL QUE PAGAMOS TAXAS, TEMOS QUE TODO ANO VISTORIAR NOSSOS VEÍCULOS! DETRAN, SMTR E IPEM …… SE FOSSE REALMENTE UM CARTEL BURLARÍAMOS TODOS ESTES SISTEMAS NÃO É VERDADE? ACHO QUE VCS DEVERIAM FAZER UMA DOAÇÃO PARA QUE EU POSSA FAZER TODAS AS VISTORIAS SEM TER QUE TIRAR DO MEU BOLÇO ….. TRABALHO 12 HORAS POR DIA, ISSO PQ TRABALHO POUCO MAIS TEM COLEGAS, QUE PASSAM ATÉ 16 HS….. AI VCS FALAM QUE É CARTEL! PROCESSO É POUCO TEM QUE TER CADEIA! PARA APROVEITADORES!

  32. Amigo, muito boa noite. Se o se trabalha de 12 a 16h por dia, me desculpe, mas isso não é excesso de trabalho, mas falta de planejamento para um trabalho mais eficaz. Tenho um sogro taxista, diarista, que trabalha cerca de 08h diárias (descontando pausas para almoço, abastecimento e preparo do carro)e, mesmo com a “extorsiva” diária devida ao proprietário da autonomia, tira a féria necessária para o sustento de sua família. Ah, sim. Esqueci de dizer que ele é cooperativado e RODA em busca de clientes, não fica parado horas a fio em pontos “estratégicos” escolhendo passageiros, como muitos outros que conheço.

    Sobre o fato do pagamento de seus tributos enquanto profissional autônomo, mais uma vez me desculpe mas a escolha de ser um empreendedor foi SUA, então não me venha chorar taxas. Imagine o Eike Batista lamentando-se em um fórum porque tem que pagar por um investimento mal feito, ou por um imposto que tem que pagar. Pense como empreendedor, afinal, você escolheu ser patrão de si mesmo. E, a propósito, a grande maioria dos motoristas particulares desejam, SIM, legalizar-se para, assim como o senhor, trabalhar honestamente pagando seus tributos, mas são impedidos pelo protecionismo à classe taxista que, ao invés de melhorar a qualidade de seus serviços evitando, assim, o surgimento de novos entrantes no mercado de transporte de passageiros (culpa exclusiva da classe), agarra-se na barra da saia governamental como crianças cujo coleguinha tirou seu brinquedinho. Fique o senhor sabendo que, para legalizar o serviço de transporte individual de passageiros, se faz necessário o cumprimento de normas, registros e CURSOS que dispendem muito mais horas e valores de investimento do que simplesmente tirar documentos para ser taxista. Qual o treinamento vocês tiveram para dirigir um “amarelinho”? Conduta profissional, ética, respeito e comprometimento com o cliente, então, passam longe…

    Sobre “prisão”, meu amigo, deixo no ar a pergunta: quem merece ser preso? O cara que se disponibiliza ao cliente com valores justos no trajeto ponto-a-ponto, com horário marcado e itinerário planejado tendo investido tempo e dinheiro para garantir a qualidade de seu serviço, ou o cara que corta seus próprios colegas no trânsito colocando em risco a sua vida, a vida do colega, de seus passageiros e outros que não tem nada a ver com isso para disputar um cliente que estendeu o dedo na calçada? Ou ainda o grupo que espancou quase até a morte um colega de profissão no aeroporto só porque o passageiro não queria tomar um táxi do local, pois já conhecia as “preferências” e “passeios turísticos” habituais e resolveu extender a mão ao pobre coitado que passava por ali? Ou ainda mais, será que o taxista que me apontou una pistola no rosto me ameaçando de morte só porque reclamei de ter sido fechado e quase jogado dentro da Lagoa Rodrigo de Freitas por causa de uma redução para respeitar um sinal vermelho que o “pobre coitado” queria avançar não merecia também ir para a cadeia?

    Pare e pense, meu amigo, antes de tirar suas conclusões precipitadas. Não são os motoristas particulares que estão tirando seus clientes, são vocês que os estão dispensando.

    Ah!!! E, a propósito, “bolso” é com “S”….

    Tenha uma excelente semana…

  33. Em minha cidade umas pessoas montaram uma página no Facebook chamada “carona nome da minha cidade” com o intuito de ajudar e dividir os custos da viagem para outras cidades próximas. E o negocio funciona e muitos requisitam seus serviços, até pessoas de alto poder aquisitivo. Acho que este serviço ajuda e é bom pelo fato da praticidade, pois ir de ônibus gastaria um pouco mais e levaria o dobro do tempo para chegar ao destino.

  34. www1.folha.uol.com.br/turismo/2014/05/1450781-associacao-brasileira-de-hoteis-tenta-barrar-sites-de-locacao-de-residencias.shtml

    A mesmíssima coisa está acontecendo com o AirBnb e o setor hoteleiro. Pra quem não conhece, é um site onde pessoas disponibilizam suas casas ou seus quartos vazios para viajantes se hospedarem. Já usei o serviço algumas vezes e devo dizer que, à exceção de uma ocasião, os serviços foram iguais, se não melhores, do que os oferecidos por hotéis quatro estrelas, por um preço muito melhor. E isso sem contar a possibilidade de conhecer de mais perto como é a vida cotidiana do lugar, conseguir dicas com um morador local, etc.

    Mas quem se importa com isso? A Abih é que não.

  35. Galera, o texto é bonito e talvez até convincente, o problema é que uma carona solidária, não teria preço, quando há preço, deixa de ser carona e vira serviço prestado, e segundo a nossa constituição, serviço de transporte tem de ser sim controlado e regulamentado pelo Estado, para que se regulamente o número de prestadores de serviços, no Rio por exemplo existe uma lei que define um máximo de táxi por habitante, deveríamos sim, ter uma maior concorrência para que o usuário sejam beneficiado, porem uma concorrência leal, aumentando o número de táxis nas ruas, porque assim, mesmo com uma grande parte ficando em casa em datas comemorativas, sempre teria uma grande parte optando por maior lucro e ficando em casa no dia seguinte mas o governo? vejam o que ele faz …
    [oglobo.globo.com/rio/plano-diretor-estabelece-limite-de-um-taxi-para-cada-700-habitantes-2915986]
    Se queremos concorrência, porquê não aumentar o número de táxis regulamentados,seria bom pra todos, principalmente para o cliente.

  36. Alguém por acaso sabe qual lei permite apreender veículo por uso de um aplicativo?

    Carros são apreendidos em SP por uso do app Uber para ‘caronas pagas’:

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/08/carros-sao-apreendidos-em-sp-por-uso-do-app-uber-para-caronas-pagas.html

  37. Mas, se depois de tudo que expliquei o Uber conseguir um lugar ao sol no Brasil e o governo regulamentar eu deixo o táxi e vou usar o Uber.
    Afinal de contas, vocês pelo visto não estão se importando com segurança mesmo, nem tão pouco com o valor pago (que é mais caro que o táxi)

  38. Mas taxista já é uma raça chata ein, vive insistindo que é mais seguro que Zaznu é uber… Pelo que eu saiba a maioria dos táxis no RJ São ex-presidiarios.

  39. Há péssimos profissionais em todos os setores do mundo, inclusive no táxi assim como há também pessoas de bem e que realizam um bom trabalho.
    Infelizmente há pessoas como o Anarca que rebaixa o profissional de táxi alegando que são gordos de mente, espírito e corpo.

    Anarca, não vou ataca-lo, nem ofender sua pessoa, posto essas informações aqui para que outras pessoas possam ler e tirar suas conclusões.

    Enfim, use e abuse do Uber, o Brasil ainda é livre.
    Os argumentos apresentados por mim é apenas para auxiliar pessoas que talvez tenham dúvidas sobre a usabilidade desse app.

    Assim como há passageiros que criticam o Uber, também há pessoas como você que o defendam.
    Só reforço, use por conta e risco lembre-se, se uma autoridade policial abordar o carro que por ventura você esteja, lamento dizer que sua viagem chegará ao fim, e o pior ficará na rua esperando um táxi ou chamará um por aplicativo.

    E Moreira Franco, a internet é livre, logo posso me expressar aqui, e felizmente não há nada que você possa fazer para mudar isso.
    Lamento por você amigo, vivemos em uma democracia.

  40. Hoje apareceu uma jovem que alega ter sofrido uma tentativa de estupro por um taxista, segue a matéria…

    extra.globo.com/casos-de-policia/mulher-acusa-taxista-de-tentativa-de-estupro-no-rio-14427549.html

    Como sempre digo, é muito difícil de confiar nesses caras!

  41. Olá pessoal, mais uma vez reforço, se o Uber se tornar legal, tenham certeza, deixo de trabalhar com táxi e passo a trabalhar com o Uber, e os motivos são vários, não pagarei mais um centavo para a prefeitura.

    Poderei colocar película protetora no carro, coisa que é proibido em táxis (apesar de haver taxistas que usam, mas é terminantemente proibido).

    Agora enquanto não for regulamentado, eu não vou me arriscar em tomar uma multa de mais de R$1500,00 reais, mais pontos na habilitação e ainda ter o carro recolhido.
    Muito investimento em um carro de aproximadamente R$ 70.000,00 mil reais para correr esse risco.

    Outra coisa, ví em várias páginas na web que muitos motoristas do Uber já foram motoristas particular de celebridades, (Declaração dada por Usuários do aplicativo)
    Será que há tantos motoristas que já foram de celebridades assim disponível para trabalhar com o Uber?
    Acredito que não, logo o que acontecerá é que muitos taxistas de frota, Segundo Motoristas e também Co-proprietário como eu faça uso do Uber também, quando o estado torna-lo legal.

  42. Já trabalhei como taxista em Florianópolis aqui vai um relato de como funciona lá e é muito parecido com outras capitais.

    Primeiramente ou vc trabalha como motorista auxiliar ou é o permissionário da placa de taxi. Os permissionários ou ganharam a licitação quando ocorre o concurso ou compraram de antigos permissionários ( que foi proibido legalmente em 2009) ou recebem de herança.
    Os donos de placas recebem de 2 a 4 mil reais se quiserem alugar seu carro/placa deperotndendo do ponto, ai o novo dono vai lá e chama “motorista auxiliar” que vai trabalhar por 30% dos valor das corridas ou de um valor por km/rodado, depende do dono da placa de como ele vai querer te cobrar, acontece que esse sistema criou os “donos placas” que variavam a epoca um deles com mais de 60 taxis e outros com 15, 12, 10, 8…
    O mais interessante no funcionamento era a carga horária do taxista auxiliar, 24/24, Vc pega o carro as 8h da manhã e entrega lavado as 8h do dia seguinte, ganhava o almoço no valor de 15 reais e o resto só a comissão ou féria como a classe gosta de chamar, na época em 2012 para se ganhar 100 reais tinha que rodar 300 km, essa carga horária deve ser única em todo o sistema trabalhista enquanto alguns agentes de segurança trabalham 24/72h ou 24/48 só para comparação.
    É nesse ponto que explica o porque dos taxista serem mal humorados , quem consegue trabalhar em uma carga horária dessa para ganhar 2 mil reais por mês e tratar todos com um largo sorriso, ninguém aguenta, só fica os mais doido, mal educados, desclassificados, xerador ou os que somem com os pertecerem quando esquecem, os trapaceiros.
    Os sistema de taxi não devia trabalhar com os donos frota ou cooperativa ou qualquer que seja a forma de uma pessoa administrar mais de um taxi, concordo que devia haver uma lei nacional que acabasse e abrisse para qualquer motorista habilitado para a função.

  43. Recentemente tenho pensado que seria excelente para as grandes metrópoles a implantação do livre mercado nos transportes.

    A maior oferta de novos ônibus e microônibus em novos e nos atuais itinerários talvez seja algo até melhor do que implantar novas linhas de metro.

    Porém, juridicamente, é possível revogar os contratos das empresas de ônibus?

  44. O que mais me mesmeriza nessa questão do Uber é a postura dos esquerdistas que beira a esquizofrenia. O sujeito passa a vida toda esbravejando contra o “grande capital” e o poder das corporações e dos mega-capitalistas, e quando aparece um modelo de negócio que é a própria antítese de tudo isso, que é o sharing economy, o mesmo sujeito acha um absurdo que “qualquer um possa simplesmente prestar tal serviço”, nas palavras da esquerda americana, que é matriz de todo o lixo que vemos por aqui:

    Instead, it is a rerun of the oldest sort of business: middlemen insinuating themselves between buyers and sellers.
    All that modern technology has done is make it easier, through omnipresent smartphones, to amass a fleet of increasingly desperate jobseekers eager to take whatever work they can get.

    qz.com/312537/the-secret-to-the-uber-economy-is-wealth-inequality/

    Se o desejo da esquerda de difundir a posse de meios de produção fosse genuíno e não apenas estratégia retórica pra colocar tudo nas mãos do Estado, eles estariam batendo palmas pro Uber.

  45. Sinceramente, não me importo nem um pouco com o Uber ou com aplicativos similares…Mas isso é apenas a minha opinião;
    O início do texto já mostra que o ideal de um livre mercado pleno é uma ideia bastante utópica:

    “Embora ainda haja pessoas que associam o liberalismo à defesa dos interesses empresariais, a realidade mostra que o liberalismo é o principal inimigo de quase todos os empresários”

    Numa conversa com amigos a respeito do assunto, já ouvi a seguinte frase: “só quem gosta da livre-concorrência são os filósofos austríacos e seus simpatizantes”. Concordo plenamente, e não poderia ser diferente. No mundo real, duvido que os empresários fossem seguir as regras escritas e não escritas do comércio, como se fossem crianças jogando um jogo de tabuleiro ou brincando de uma coisa qualquer…
    Considerem a realidade em que vivemos: existe um Estado regulador e, justamente por isso, várias coisas que para o direito natural não seriam crimes o são só porque “está escrito num pedaço de papel assinado por burocratas”. Apesar de leis definirem certas práticas comerciais como sendo crimes (ex: lucrar fazendo uso de informações privilegiadas, no mercado financeiro, é crime porque assim dita a CVM, a SEC, e praticamente todas as reguladoras de bolsas de valores do mundo… não creio que o direito natural tipifique isso como sendo crime. Isso é uma invenção estatal), vários empresários os cometem, visando o lucro e a expansão de seus negócios, e fazem isso mesmo existindo o risco de serem multados ou presos pelo Estado. Outras práticas, consideradas crimes tanto por leis estatais quanto pelo direito natural (assassinato, roubo, chantagens, ameaças…) também já foram usadas na história um sem-número de vezes por alguns empresários em sua busca pelo lucro, novamente, apesar do risco de serem presos ou processados. Não havendo Estado e existindo o livre mercado genuíno, com concorrência plena, livre entrada de novos competidores a qualquer momento, etc. nem todos iriam simplesmente começar a seguir as “regras do bom comércio” (ou será que inexistiriam tais regras?). Como foi bem dito no início deste artigo, os próprios empresários não gostariam tanto assim de viver neste mundo. Iriam gostar, sim, do fato de poderem vender seus produtos e oferecer seus serviços à vontade, sem necessidade de alvarás, licenças, fiscalizações, selo do Inmetro, anuência da vigilância sanitária, etc. Mas, ao mesmo tempo, detestariam o fato de que outros entrariam também à vontade pela mesma porta, oferecendo os mesmos produtos e serviços e concorrendo com eles. Creio que voltaríamos ao modelo das guildas e corporações de ofício, que exerceriam controles bastante localizados. Por exemplo, eu provavelmente só poderia vender picolé na praia de Ipanema se a “associação de ambulantes” de lá assim me permitisse. Se eu simplesmente aparecesse na areia da praia vendendo meus produtos, estaria arriscado a ser ameaçado pelos outros ambulantes “mais antigos no local” e, caso eu insistisse em minha empreitada, eles poderiam me sabotar ou até mesmo me prejudicar fisicamente.Que livre-mercado seria esse? Para onde foi minha liberdade de vender meus produtos no lugar em que eu quero vendê-los? Se eu não consigo vender por não agradar os clientes, tudo bem. Mas se não consigo por que estou sendo sabotado por outros empresários, aí a história é outra.

    Reforço que isto é uma suposição e não necessariamente as coisas aconteceriam desta forma, mas esta é uma possibilidade que independe da existência do Estado. Estou escrevendo isto para mostrar que, ao contrário do que muitos escrevem neste site (principalmente nos comentários) o Estado não é a raiz de todos os males da humanidade. O homem é que é o seu próprio carrasco. Sei que os próprios anarco-capitalistas admitem que mesmo com o fim do Estado ainda haveria problemas, mas tenho que deixar bem claro que estou ciente disso para não ser tão apedrejado pelos comentaristas mais fervorosos do site. Pelo mesmo motivo, também tenho que deixar mais claro do que já está no restante do texto que de maneira nenhuma estou generalizando os empresários (eu mesmo quero me tornar um).

  46. Em nenhum momento eu defendi as ideias de que “Já que ninguém gosta de concorrência, o certo é ter um aparato regulador garantindo a concorrência” e que “Se não houvesse esse aparato regulador e de fato houvesse liberdade de entrada, as pessoas iriam ameaçar de violência umas às outras para garantir um mercado cativo”. Tampouco ignoro que existe o “aparato regulador que já existe e serve para tolher a concorrência”. Isto está bastante claro em meu comentário. Sei que a ANVISA, CVM, ANCINE, ANATEL, ANEEL, etc. prejudicam a livre concorrência, sei que inibem a entrada de novas empresas no mercado e sei que elas acabam favorecendo oligopólios.
    O meu comentário foi apenas para ilustrar o ponto de vista de que a origem de todos estes problemas está no homem. Tirando as intempéries impostas pelas forças da natureza, é o homem o responsável por seus problemas quotidianos.

    Em meu comentário, eu ilustrei a possibilidade de minha entrada no mercado ser impedida por outros empresários, e não por um governo e suas agências reguladoras (inexistentes em meu exemplo). Novamente, este é um problema que independe da existência de um Estado.Ocorre tanto em nossa realidade quanto numa outra de anarquia total e livre iniciativa. E isso é verdade porque, entre outros motivos, “Ninguém — nem trabalhadores nem empresários — gostam de concorrência”.

  47. Que ódio das pessoas estúpidas que ainda insistem em pedir por mais e mais estado. A primeira coisa que vem a mente dessas pessoas quando se fala em Uber é “tem que legalizar”… Triste

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