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Pensar está se tornando algo obsoleto

Embora seja humanamente
impossível responder a todos os e-mails e cartas que os leitores me enviam,
muitos deles são bastante interessantes e intelectualmente instigantes, tanto
no sentido positivo quanto no sentido negativo.

Por exemplo, um jovem me
enviou um e-mail pedindo as fontes em que eu havia me baseado para citar alguns
fatos negativos sobre o desarmamento em um artigo recente.  É sempre bom checar os fatos — especialmente
se você checar os fatos de ambos os lados da questão. 

Em contraste, um outro
sujeito simplesmente me criticou por tudo o que eu havia dito nesse
artigo.  Ele não pediu as minhas fontes e
nem quis saber se elas existiam; ele simplesmente saiu fazendo afirmações em
contrário, como se essas suas assertivas fossem automaticamente corretas pelo
simples fato de estarem sendo pronunciadas por ele, algo que, em sua mente,
invalidaria automaticamente tudo o que eu havia escrito.

Ele se identificou como
médico, e as alegações que ele fez sobre armas eram as mesmas que haviam sido
feitas anos atrás em uma revista médica — alegações que já foram inteiramente
desacreditadas desde sua publicação.  Ele
poderia ter aprendido isso caso houvesse me dado a oportunidade de responder às
suas provocações, de um modo que nos engajássemos em um debate.  Porém, ele próprio deixou claro desde o
início que sua carta não tinha o objetivo de gerar um debate, mas sim apenas de
me acusar e me denunciar. 

Esse tipo de
comportamento se tornou um procedimento padrão no mundo atual.

É sempre surpreendente —
e apavorante — constatar quantos assuntos extremamente sérios não são
discutidos seriamente hoje em dia; as pessoas simplesmente saem emitindo afirmativas
e contra-afirmativas, tudo de maneira generalizada.  Seja em debates de internet ou até mesmo em
programas de televisão, as pessoas simplesmente tentam calar seu opositor
falando mais alto do que ele ou simplesmente recorrendo a frases de efeito de
cunho emotivo.

Há inúmeras maneiras de
fazer parecer que se está argumentando sem que na realidade se esteja
produzindo absolutamente nenhum argumento coerente.

Décadas de educação
escolar e universitária simplificada — para não dizer idiotizante —
certamente têm algo a ver com a atual situação, mas isso não explica tudo.  A educação não somente foi negligenciada no
sistema educacional atual, como também já foi quase que completamente
substituída pela doutrinação ideológica. 
A doutrinação que hoje é feita por professores e instituições
supostamente educacionais é amplamente baseada na simples vocalização das
mesmas pressuposições básicas e não-comprovadas de sempre.

Se as instituições
educacionais de hoje — desde escolas a universidades — estivessem tão
interessadas em diversidade de ideias quanto estão obcecadas com diversidade
racial e sexual, os estudantes ao menos adquiririam experiência ao ver as
pressuposições que existem por trás de diferentes visões, e entenderiam a
função da lógica e da evidência ao debaterem tais diferenças.  No entanto, a realidade é que um estudante
pode passar por todo o seu ciclo educacional, desde o jardim de infância até
seu doutoramento, sem entrar em contato com absolutamente nenhuma visão de
mundo que seja fundamentalmente diferente daquela que prevalece dentro do
espectro de opiniões autorizadas e politicamente corretas que domina o nosso
sistema educacional.

No que mais, a
perspectiva moral da visão ideológica predominante é completamente maniqueísta:
as pessoas imbuídas dessas ideias realmente se veem como anjos combatendo todas
as forças do mal — seja o assunto em questão o desarmamento, o ambientalismo,
o racismo, o homossexualismo, o feminismo ou qualquer outro ismo.

Um monopólio moral é a
antítese de um livre mercado de ideias. 
Um indicativo desta noção de monopólio moral dentre a intelligentsia esquerdista é o fato de
que as instituições que estão majoritariamente sob seu controle — escolas,
faculdades e universidades — são justamente aqueles que usufruem muito menos liberdade de expressão do que o
resto da sociedade.

Por exemplo, ao passo que
a defesa e até mesmo a promoção da homossexualidade é comum nos campi
universitários — e comparecer a palestras e aulas que fazem tal promoção é
frequentemente algo obrigatório nos cursos introdutórios –, qualquer crítica
ao comportamento homossexual é imediatamente rotulada de “reacionarismo”,
“preconceito” e “incitação ao ódio”, sujeita a imediata punição.

Enquanto porta-vozes de
vários grupos raciais e étnicos são livres para denunciar com veemência “os
brancos” por seus pecados passados e presentes, verdadeiros ou imaginários,
qualquer estudante branco que similarmente venha a denunciar as transgressões
ou os desvarios de grupos não-brancos garantidamente será punido, se não
expulso.

Até mesmo estudantes que não
defendem ou não promovem absolutamente nada podem ter de pagar um preço caso
não concordem com a lavagem cerebral que ocorre nas salas de aula.  Recentemente, nos EUA, um aluno da Florida
Atlantic University que se recusou a
pisotear um papel em que estava escrito a palavra “Jesus”
, a mando de seu
professor, foi suspenso pela universidade. 
Felizmente, a história veio a público e gerou uma onda de protestos fora
do mundo acadêmico.

A atitude deste professor
pode ser descartada e ignorada como sendo um caso isolado de extremismo, mas o
fato é que o establishment universitário saiu solidamente em sua defesa e
atacou implacavelmente o estudante.  Tal
atitude mostra que a podridão moral que impera na academia vai muito mais além
do que um simples professor adepto da doutrinação e da lavagem cerebral.

Estamos hoje vivenciando
todo o esplendor do anti-intelectualismo que se espalhou por metástase ao longo
de todo o mundo acadêmico.  As
universidades se tornaram tão dominadas por uma insistência na inviolabilidade de
um determinado pensamento grupal, que qualquer professor “forasteiro”, que não
compactue com a predominância deste pensamento gregário, não mais pode falar a
respeito de um determinado assunto sem antes ter sido devidamente credenciado
por seus pares.  Uma simples pesquisa
sobre o tratamento dispensado a acadêmicos que ousam questionar a santidade do
aquecimento global mostra bem esse ponto.

Já houve uma época em que
um curso universitário era considerado um meio de introduzir as pessoas a uma
ampla gama de assuntos que lhes permitiria pensar e falar inteligentemente
sobre várias questões que estivessem afetando suas vidas.  O pensamento coletivista — que hoje é
predominante no meio universitário — rejeita tal ideia, conferindo o monopólio
de determinadas questões apenas àquelas pessoas que são reconhecidas como
“especialistas” por seus pares.

Este método educacional
que recorre à intimidação e à simples repetição de frases de efeito de cunho
emocional evidencia a completa falência do sistema educacional.  Se professores universitários — teoricamente
a nata intelectual da sociedade, pessoas que por vocação e profissão deveriam
ser as mais rígidas seguidoras do rigor intelectual — agem assim, como podemos
esperar que o restante da população apresente discernimentos mais
profundos? 

Para sobreviver e
progredir, seres humanos precisam saber pensar. 
Porém, estamos cada vez mais terceirizando esta função para acadêmicos,
que por sua vez pautam o conteúdo da mídia. 
Tal terceirização de pensamento ajuda a explicar por que há hoje uma
escassez de pensamentos originais e significativos. 

O fracasso do sistema
educacional vai muito além da ausência de um aprendizado útil.  O real fracasso está naquilo que de fato é
ensinado — ou melhor, doutrinado — nas salas de aula, algo evidenciado pelos
formandos que as universidades cospem para o mundo, seres incapazes de apresentar
qualquer resquício de pensamento original. 

Jamais se preocupe em se
aprofundar em qualquer assunto: os “especialistas” cujos empregos se resumem a
promover a agenda do establishment político e cultural já têm tudo explicado
para você.

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183 comentários em “Pensar está se tornando algo obsoleto”

  1. Gabriel Miranda

    Aproveitando o tema, estou procurando os seguintes livros em PDF (ou em outra versão digital):

    – A Sociedade que não quer Crescer;
    – Nóis …qui invetemo as coisas;
    – A cultura da reclamação;
    – A escola está morta;
    – A marcha da insensatez;
    – Fascismo de esquerda;
    – Ação afirmartiva ao redor do mundo;
    – Invasão Vertical dos Bárbaros;
    – Conflito de visões;
    – Brasileiros pocotó;
    – Nunca saí de casa.

    Também aceito sugestões.

    Abraços!

  2. Está doutrinação ocorre principalmente nos cursos de ciências humanas sou formado em geografia e na universidade(UESB)onde me formei era praticamente proibido fazer qualquer critica ao comunismo ,socialismo,MST e a esquerda. Doutrinação pura e monopólio de pensamento dominou as ciências humanas no Brasil onde fazer qualquer critica a Marx é guilhotina na certa.

  3. Fantástico. Apesar de ele não ser brasileiro, o artigo reflete perfeitamente a situação do ensino no Brasil. Ainda temos um longo caminho à frente, nesta jornada que é a defesa da liberdade.

  4. Melanie Schwartz

    A ideia é padronizar o ensino para deixar cada vez menos espaço para julgamentos subjetivos. Assim, todos os alunos podem ser avaliados de forma “mais justa”. O desempenho acadêmico se resume à capacidade de decorrar o currículo escolar. Não há espaço para novas ideias ou soluções criativas. É uma pena.

    Gostei muito do artigo.

  5. Sowell descreveu exatamente o ambiente no qual convivo há alguns anos.

    A escola e a universidade não possibilitam o pensar, apenas obrigam a repetição.

  6. “fatos negativos sobre o desarmamento em um artigo recente”

    alguma bibliografia a indicar para que eu possa embasar melhor minha defesa do direito de poder me defender podendo portar uma arma?

  7. Pago R$1.450,00 de faculdade para “tomar um banho” de imbecilidade em algumas matérias. Faço Publicidade e propaganda, e não vejo menor sentido em ficar vendo documentário sobres cotas raciais/sociais da UNB, mas pode acreditar todos tivemos que ver isso.

    Não há debate. Há apenas alunos concordando com professor terrorista.

    Há vários cursos de graduação que não precisam mais do que 2 anos para ser concluído. 4 anos é para os trouxa que nem eu ficar pagando e aprendendo nada ou aprendendo coisa repetida. (Trouxa porque eu poderia ter parado pois trabalho para mim, e não preciso de diploma para me empregar)

  8. Ótimo texto e “caiu como uma luva”, estou no ensiono médio (escola privada) e quase todo dia em certas matérias (Filosofia, história e sociologia) há uma doutrinação. Vejo várias pérolas, mas uma que não consegui me conformar foi:
    “O mercado é, para o libertista, a poderosa ferramenta que seleciona os bons. (…) A realidade, contudo, mostra-nos que o alicerce das ideias libertistas é um mito. No correr da história, o mercado não se portou como os libertistas julgavam que se portaria. Não encontramos indivíduos competindo livremente, mas corporações que exercem enorme poder para conseguir seus intentos, um liberalismo para os ricos. Uma pessoa que nasceu pobre terá, diante do desemprego, de uma doença ou de uma catástrofe, menos liberdade do que aquela que nasceu rica. Ser livre significa poder escolher, mas toda escolha depende de recursos que são frequentemente negados aos pobres. (…)
    Em resposta a questões como essas, a social democracia insiste em uma liberdade efetivamente igual para todos, mas com a eliminação das injustiças. neste caso, o Estado deve intervir amenizando as mais flagrantes injustiças do livre mercado e assegurando oportunidades iguais para todos.”

    Simplesmente bota no livre mercado a culpa tudo que é causado pelo corporativismo e depois aponta como solução uma intervenção estatal. Pelo amor de deus! Eu passei mal quando li isso.
    “É melhor não ser educado do que ser educado pelos seus governantes”.

  9. Concordo plenamente em genero, número e grau.

    Creio que o ensino fosse levado à sério, acho que o ensino fundamental e graduação durariam apenas metade de seus tempos, se fosse focado apenas o que o ser humano precisa realmente aprender (ler, escrever e contas, são os ensinamentos mais básicos do primordiais do ser humano, além de étical e moral)

    Uma coisa é certa, o povo anda intertido demais (BBB, facebook, youtube, e cada notícia na mídia tão interessante (como esta o filho do ator X), que mudam o meu dia).

    Além do que, tudo que foi projetado a anos para dar resultado em longo prazo, esta dando certo. As pessoas hoje estão completamente adormecidas. Tão adormecidas, que não se perguntam mais o que é certo ou errado, além de não se perguntarem se aquilo que está passando na TV é verdade ou mentira.

    Simplesmente a TV é outra, a maior arma de todos os tempos. Uma formadora de opinião em massa. Para praticamente todos, o que ela fala, é, e pronto, e ai daquele que se perguntar se é verdade ou mentira. Estão vendo, as pessoas não se perguntam mais o que é verdade ou mentira. Não sei se isto é alienação absoluta, ou se realmente estamos vendo … os zumbis … não existem apenas em filmes, realmente, eles existem.

    Me lembrei do filme Matrix, quando o Morfeu diz que, existem pessoas tão conectadas neste sistema (no filme do caso, a Matrix), e estão tão satisfeitas, céticas, que farão de tudo para protegê-lo.

    Incrível como a ficção predisse o que viria. Então, não duvido mais dos filmes de zumbis e demais. Incrível como a verdade se esfrega na nossa cara, de todas as formas, como se tivesse chorando … e agente … completamente desligados.

    Acho que tudo em que é lugar tem a verdade. Ela sempre se manifesta. Basta agente procurar, se perguntar, questionar. É melhor tirar a dúvida, do que conviver com ela.

    Abraço para todos. Eu disse TODOS. Sem distinção.

  10. O brasileiro, geralmente, não tem admitido, sequer, escutar a opinião contrária. Venho há anos batendo na tecla de que estamos perdendo nossa identidade ao assassinar o latim no português em prol da preguiça de se adotar palavras inglesas, sem tradução ou com tradução mal feita como a tal da década (que são 10 dias e não 10 anos). Eu venho sempre escutando “rapaz, se conforme, são os tempos da globalização”. Eu tenho pena desse povo conformista, pois é por causa dele que ano após anos só temos políticos horríveis e nenhuma reação popular ao exemplo francês. Tudo lá é motivo de revolta e quebra-quebra e acho que a educação serve para isso, para a subversão ou para o comportamento subversivo. E as universidades, cada vez mais, formam [muito mal] carneirinhos.

  11. Um Advogado dos "Intelectuais"

    Não existem verdades no meio intelectual, por tal motivo, é de nenhuma utilidade o debate ideológico nas escolas e universidades. É simplesmente impossível conceber uma doutrina imparcial quanto às normas políticas como já é tomado como verdade de mesa nos cursos de história, sendo assim, jamais surgirão verdades no processo investigativo intelectual.

    Diferentemente do pregado pelo autor, pensar não está fora de moda no meio intelectual, muito pelo contrário; dado que os interesses da burguesia já foram atendidos, cabe à vanguarda universitária do proletariado reservar-se a dissecar sua retórica e suas intenções por trás dos atos dos cientistas reacionários no passado. São aceitas as conquistas já feitas, porém é imprescindível que o processo histórico continue.

    Em um caso de assassinato, por exemplo, jamais haverão culpados; a verdade, a arma do crime e a vítima mudarão de acordo com a classe de cada testemunha e a quem a câmera de vigilância pertence.
    _____________________________________________________________________________________
    Exemplos da ausência da verdade na investigação intelectual:

    a) O Movimento dos Sem Terra.

    Segundo os cientistas reacionários: Criminosos responsáveis pela iniciação da violência contra fazendeiros e sanguessugas do INCRA. Devem ser criminalizados os movimentos sociais.

    Segundo os cientistas revolucionários: Manifestação de resistência do proletariado já conscientizado com o intelecto de sua classe, dispostos a lutar por seu legítimo direito aos meios de produção após serem expulsos pela burguesia de suas terras(O Brasil inteiro). São criminalizados por parte da classe reacionária como já previsto pela dialética hegeliana. Quando a mídia burguesa os culpa de queimar as casas e eliminar as vacas, omite que ao movimento iniciar o protesto na propriedade, o gado de forma instantânea decidirá cometer um suicídio coletivo a alimentar a agitação revolucionária devido à estratégia neo-anti-napoleônica imposta pela Monsanto ao fabricar o alimento dos animais. As telhas das casas, por exemplo, pegaram fogo por conta própria devido à uma anomalia climática iniciada pelo HAARP americano planejada desde o Plano Condor.
    —————————————-
    b) A Coluna Prestes.

    Segundo os cientistas reacionários: Há evidência de estupros, roubos e assassinatos a pequenos fazendeiros nordestinos iniciados por uma coluna de vagabundos e
    viúvas do positivismo.

    Segundo os cientistas revolucionários: Tais evidências ou foram criadas pela CIA ou são má interpretação dos fatos para denegrir Prestes. Se as “pistas” forem reais, deve-se compreender que a coluna na realidade lutava contra os grandes latifundiários repletos de jagunços e que para enfrentá-los, era preciso a apropriação compulsória das propriedades dos pequenos fazendeiros, que alienados pela mais-valia, rejeitavam que mais de 100 homens invadissem suas propriedades, se apossassem de seu trabalho, utilizassem seus aposentos e comessem sua comida na promessa de que os libertariam.
    —————————————-
    c) O Holodomor.

    Segundo os cientistas reacionários: Os soviéticos cercaram 10 milhões de ucranianos e os deixaram para morrer de fome à sangue frio.

    Segundo os cientistas revolucionários: O Holodomor foi causado por uma mudança climática que apesar de não estar presente em nenhuma leitura estatística mundial(Feitas pela burguesia), de fato ocorreu e fora a mais trágica da história, levando 7 milhões de pessoas à morte apesar de grande esforço estatal para evitar que ocorresse(As cercas contra as plantações de trigo visavam, na realidade, indicar aos trabalhadores aonde estavam localizados os centros de ajuda humanitária).

  12. Governos estaduais e municípios gastam boa parte dos recursos destinados ao ensino de jovens e crianças em parcerias com empresas privadas de ensino – compra de livros e apostilas, contratação de instituições particulares para "formação" de professores, compra de vagas em escolas e repasse de verbas à ONGs etc..

    Com isso, reduzem ano a ano as verbas para educação. Destroem as carreiras docentes e condenam os professores a conviverem com salários próximos da miséria. Sem falar do abandono das escolas onde alunos, professores e demais funcionários vivem um cotidiano de horrores de violência e péssimas condições de trabalho e de aprendizagem.

    Este processo de privatização da educação básica contou (e conta) com a ajuda de duas políticas federais: o Fundef, que estimulou a municipalização do ensino fundamental nos dois mandatos de FHC, e o Fundeb, criado por Lula, que permite a municipalização de todo o ensino básico, deixando prefeitos e empresários de mãos livres para fazerem a farra com o dinheiro destinado ao ensino. Com a educação superior não é muito diferente (leia na página 16).

    Essa mercantilização e consequente privatização do ensino tem provocado um duplo apartheid educacional. Filhos de trabalhadores e burgueses não estudam no mesmo lugar. Na educação básica, os primeiros frequentam as escolas públicas, cada vez mais sucateadas e, no caso dos setores médios, algumas escolas privadas de segunda linha na busca ilusória de um ensino melhor. Os segundos frequentam as escolas de elite, geralmente privadas e com mensalidades altíssimas.

    A grande "descoberta" do neoliberalismo é que classes sociais diferentes devem ter uma educação distinta de acordo com seu lugar social no processo de produção e circulação de mercadorias. Assim, cada escola deve ensinar seus alunos de acordo com suas expectativas na vida. Nem todos aprenderão a mesma coisa, nem todas as escolas ensinarão o mesmo. O direito ao ensino e à aprendizagem é transformado numa questão individual. Se a pessoa não aprende é um problema dela, de seu professor ou da família, mas nunca do Estado.

    Não haverá de fato educação pública de qualidade para todos numa sociedade baseada na exploração, na desigualdade e na opressão; numa ordem social a serviço de uma minoria privilegiada, num mundo onde o sucesso individual só é possível com o fracasso de milhões.

    É necessário unificar as lutas sindical, educacional e política! Para isso é necessária a unidade de jovens – do ensino básico e da universidade –, professores e funcionários da educação com os demais trabalhadores e suas organizações. Assim se poderia criar um movimento social poderosíssimo em defesa do direito universal à educação pública e de qualidade para todos.
    ————————————————–

    Por isso, conclui-se que é a iniciativa privada que tem deturpado a educação brasileira!

  13. Sou formado em direito. Neste artigo, eu vi boa parte do que penso sobre o sistema educacional e de antigos colegas de faculdade. Hoje, as pessoas usam as faculdades para se formarem e conseguirem trabalho. Ela apenas molda as pessoas para repetir. Eu vejo muita vaidade e arrogância envolvendo o modo como se ridiculariza todo mundo que pensa diferente. A sociedade vive no mundo da decoreba.

  14. Estou no primeiro período de Direito na UNESC (particular, União das Escolas Superiores de Cacoal) e o meu professor de Direito Civil já me tachou de reacionário. Evito discutir com ele porque o pago para dar aula para mim e nossos debates só atrapalhariam. O pessoal da sala então pagam pau porque ele é mestre e por isso ele sempre estaria certo e eu errado (uns me chamam de “estacionário”…)

  15. Aproveitando o “gancho” sobre Educação, outro questionamento a que sou constantemente submetido é o seguinte:

    “Se você é tão contra o Estado e sua presença, por que estuda numa universidade pública?”

    Eu respondo como se a pessoa tivesse me perguntado algo como: “por que não sai do país? Por que vc chama a polícia ou utiliza as estradas?” Eu digo que por causa da intervenção do estado no setor educacional, os preços encarecem e a qualidade cai, restando como alternativa o ensino subsidiando e (ainda) decente da universidade pública.

    O que vcs responderiam?

  16. Odiosvaldo da Silva

    O quadro é irreversível. O marxismo cultural tem hegemonia sobre o meio cultural, a imprensa e a educação. Os jovens são os idiotas úteis usados como cavalos de batalha para manter e expandir esta dominação e eu não vejo uma saída. Alguém consegue imaginar uma? Sou todo ouvidos.
    Acho louvável a iniciativa do Instituto Mises e de outras instituições e pessoas engajadas na luta contra-revolucionária mas, sejamos sinceros, estamos perdendo feio.
    Os que outrora impediram (mesmo que temporariamente) a metástase desta pestilência esquerdista estão subjugados ou infectados por dentro, tais como a Igreja Católica, os militares e as organizações de cunho conservador.

  17. Camarada Friedman

    Eu era esquerdista, se eu mudei qualquer um muda. Eu era um completo retardado mental… pelo menos eu lia e lia e lia os autores esquerdistas e conheci muita coisa.

    A internet vai mudar a mente dessa galera: mudei lendo autores liberais e quando conheci o Mises Brasil dae meu mundo mudou. A maioria que visita esse site(se eu fizer uma estimativa comparada com o grupo de pessoas que eu conheço) é ex-esquerdista.

    Hoje temos a internet… 🙂

  18. Uma sugestão:

    O Instituto Mises Brasil deveria criar uma faculdade no Brasil (ex. de cursos: Economia, Filosofia e Administração), nos moldes do EAD (Ensino a Distância). Para tanto, não é necessário tanto capital quanto é para uma faculdade tradicional (presencial), além de atingir estudantes em todos os estados do país, através de pólos. Sei que existem muitos libertários/empresários ricos que podem se associar para esse empreendimento que, além do lucro, traria uma “luz no final do túnel” para a formação intelectual brasileira. Após as primeiras turmas de formados, o reconhecimento nacional desta faculdade viria nos exames do MEC (ENAD), superando as ditas intocáveis universidades federais marxistas e keynesianas.

  19. Concordo com tudo que foi escrito, mas acho que este desgastado termo “intelectual” já está merecendo um outro menos estereotipado. Mais antipático e elitista ainda é utilizar “nata da elite” (eleitista, derivada do leite?). Conheço pessoas capazes de citar milhares de autores e utilizar outros milhares de argumentos de outras cabeças, mas incapazes de desafiá-las e desenvolverem suas próprias opiniões. Este termo já está merecendo uma “semana de arte moderna”. É o mesmo que confundir cultura com erudição. A palavra intelectual não define aquilo que estamos precisando para mudar – ou melhorar, sei lá – a sociedade em que vivemos.

  20. @Camarada Friedman,

    A maioria é ex-esquerdista pq não tem outra forma de ser liberal e ter nascido no Brasil. Ter nascido no Brasil nos últimos 60 anos significa ter tido enfiado goela abaixo todo o lixo comunista, marxista, esquerdista, coletivista por toda e qualquer instituição pública ou privada (desde uma certa rede de televisão até diversas igrejas e cultos).

    É muito difícil acordar disso. O SURFISTA mencionou o roteiro de Matrix (ele próprio uma releitura cinematográfica do mito da Caverna e de algumas ideias de Baudrilard) e tem razão. Gostaria de lembrar outra cena do mesmo filme que talvez seja ainda mais reveladora em um paralelo com a sociedade coletivista e idiotizada. Quando Cipher trai o grupo de Morfeu ele diz algo mais ou menos assim para o Agente Smith: “Eu sei que esse filé não existe. Eu sei a verdade. No entanto não me importo. Coloque-me de volta na Matrix, sem nenhuma memória de que estive fora, e me faça rico.”

    Para mim, essa é a verdadeira questão. Quantos brasileiros foram “acordados” da Matrix coletivista em que vivemos por sites como o IMB e por diversos libertários em palestras e vídeos (ou apenas em trocas de emails) e simplesmente não se importam. Quantos sabem que (parafraseando novamente Matrix) “existe alguma coisa errada”, mas seguem a sua vida mesmo tendo aquele pequeno alarme disparando na sua cabeça? Quantos preferem o conforto de um estado-pai ao desafio de fazer-por-si-mesmo. Quantos preferem não ter de pensar e simplesmente repetir o mantra que receberam goela abaixo de seus professores, pais, padres e pastores?

    Ou, como sugeriu Baudrilard, é provável que estejamos sejamos todos uma cópia de uma cópia de uma cópia de uma cópia, etc, e que não tenhamos mais o original?

  21. Argumentos emotivos? Falar sem parar e mais alto pra tentar calar o outro? Desconsideração da lógica? Parece uma feminilização do mundo. Mas essa não é uma posição definida minha, apenas uma idéia a ser analisada. Que parece ser exatamente o problema, ninguém analisa mais nada.

  22. Eu sempre tive mais tendencia para a direita,isto é,um misto de estado com a iniciativa privada,com o estado atuando o minimo possivel em serviços basicos,e com o governo FHC,a minha tendencia ao estado minimo aumentou,pois eu ja vi telefone custar R$15 mil reais,a estrada ter um monte de buracos impossibilitando as pessoas de correm,era tanto buraco que era notavel os carros no acostamento com a suspenção detonada e pneu estourado,os bancos eram bem piores que hoje,você era humilhado pelos atendentes,a vale e a CMG dava altissimos prejuizos. Resumindo.apesar da pessima educação esquerdista que tive,sempre odiei o esquerdimo,mais não entendia nada de inteligente sobre politica.
    Graças ao IMB,hoje sei mais o que é o esquerdismo e sei que não precisamos de um estado.
    O IMB esta apenas começando,vamos ter esperança pessoal,um dia quem sabe,nosso pais se torne um pais mais libertario que muitos paises hoje em dia,pois o Brasil tem uma particularidade muito interessante,o povo no fundo não gosta do estado e não respeita tanto as leis como o esquerdismo prega,e sem a força do povo,o esquerdismo não é nada.

  23. Pude entender de forma demasiada o suposto ‘recado’ intrínseco que compõe ás afirmações no artigo. Entretanto, para manter a posição direcionada (leia-se, tomar partido), acabou deixando lacunas estereotipas, como: ‘Estamos hoje vivenciando todo o esplendor do anti-intelectualismo que se espalhou por metástase ao longo de todo o mundo acadêmico.’

    Quando, em suma, como bem evidenciou o ‘Um Advogado dos “Intelectuais”‘, não existe uma verdade preponderante no meio acadêmico, uma vez que, constantemente, ás opiniões e pesquisas se formam sobre sínteses com o objetivo de buscar e constatar adequações sobre cada campo problemático. Nesse sentido, não esperem uma medida econômica sendo passível de solução no campo biológico, psicológico, etc. Afinal, cada campo tem suas limitações e o fato de efetuar uma correlação interdisciplinar para compreender certa posição não exclui a produção intelectual que só discute determinado tema assimilando teoria e prática sobre determinada problemática.

    E, portanto, o conceito principal do artigo ao ponto de evitar monopolizações argumentativas é um fator relevante na contemporaneidade; no entanto, cabe ressaltar que isso não quer dizer que a pré-compreensão desses doutrinadores possa ser inferiorizada; uma vez que muitas academias formam tais intelectuais evitando sempre que o mesmo se forme sobre dogmas.

  24. Felipe Esquimó

    “Se não acreditamos em liberdade de expressão para as pessoas que desprezamos, não acreditamos em liberdade de expressão”

    – Noam Chomsky

  25. Alexandre [SEP]

    Luciano Ayan

    Segundo Thomas Sowell, pensar está se tornando algo obsoleto. De acordo com minha tese do duelo cético, eis o motivo.

    lucianoayan.com/2013/05/04/segundo-thomas-sowell-pensar-esta-se-tornando-algo-obsoleto-de-acordo-com-minha-tese-do-duelo-cetico-eis-o-motivo/

  26. Passo diariamente por isso.

    Sou analista de sistemas há 10 anos. Estudei em uma universidade federal bem posicionada em avaliações, porém não conclui o curso. Desde o primeiro período, e até antes mesmo de começar o curso(notem como o termo denuncia a cristalização de metodologias de ensino), minha preocupação era aprender aquilo que o mercado(diretamente ou não) procurava.

    Desta forma, abandonei o curso após 3 anos, porque acreditava que as disciplinas faltantes não me tornariam melhor no que faço.

    Diariamente em meu trabalho tenho conflitos com colegas em todos os níveis hierárquicos formais. Posso resumir dizendo que há os que mergulham em livros de autoridades e até proferem deboches sobre minha “formação”. Porém por ter perfil auto-didata e preferir arriscar novidades do que manter-me em posição estável, mudo de trabalho com frequência, quase todos os anos. E nesses momentos, subitamente, meus conhecimentos subitamente parecem ter um valor difícil de ser substituido.

    Vou falar algo que pode ser mal interpretado: pelas questões levantadas no artigo, amo artes marciais. Em uma luta certamente existem princípios, melhores formas e mais inteligentes de se fazer determinadas coisas do que outras. Porém neste contexto, não existem espaço para argumentos, réplicas, explicações. Apenas resultados que precisam ser apresentados.

  27. Na universidade que estudo tudo está reduzido ao ativismo quilombola e gay. Se vc pensar diferente vc é reduzido a retardado.

  28. Uma questão importante é: como isso foi acontecer nos EUA. No Brasil não existe tradição de pensamento que não ponha o estado como pilar central. Mas os EUA nasceram como uma miniarquia. Eles tem uma base melhor que a nossa.

    Creio que Mises tem uma resposta interessante. Quando o proprietário de uma grande empresa morre, normalmente um dos herdeiros assume a presidência. Pelo fato da empresa não ser dividida, os outros herdeiros passam a ganhar sem trabalhar (o atual presidente quer apenas que não atrapalhem, porque são seus concorrentes naturais ao cargo, e potenciais sabotadores). Alguns desses capitalistas de sofá tem como único objetivo na vida, prejudicar a vida do diretor presidente. Dão dinheiro para sindicatos, para universidades esquerdistas, odeiam o capitalismo, porque apesar de ricos, não podem num nunca poderão ser poderosos. Penso que esse pecado original das empresas modernas, de obrigar os herdeiros que se odeiam e se sabotam a conviverem na sua administração, explica muitos dos nosso males atuais.

    Sábio foi Abraháo, que deu muito dinheiro a cada filho (e ele teve vários), e mandou cada um para um lado. Herdeiro que é obrigado a viver pela própria capacidade, ou fica pobre (porque quem faz muita bobagem acaba destruindo sua herança) ou aprende que administrar dinheiro de forma honesta não é nada fácil.

  29. Eu faço faculdade de economia e vejo que somos obrigados a idolatrar Marx, Keynes, Celso Furtado, MST, os petistas e por aí vai. Quando faço críticas a respeito disso, eles logo dizem que estou no curso errado e que eu procure outro curso, como se a economia só se resumisse a essas pessoas. O engraçado que os economistas que se dizem marxistas só vivem queremos ganhar sempre mais e mal frequentam a universidade e quando vão ficam enrolando os alunos, é por isso que eles ficam defendendo esses ideais.

  30. Apenas tentando estimular o debate.

    No momento que você diz “Esse tipo de comportamento se tornou um procedimento padrão no mundo atual”, você reduz muito a profundidade do artigo. E essa linha de pensamento se repete várias vezes durante o texto. Pensar que se está vivendo num momento especial, que as coisas “hoje em dia” são muito diferentes do passado, que estamos no meio de uma grande mudança, é um vício típico, e recorrente no tempo.

    A maioria dos seres humanos sempre foram chegados a frases prontas e pensamentos rasos, em qualquer época, em qualquer lugar. Uma análise da história e da literatura do passado dá muitas pistas disso. A intelectualidade é exercida por uma minoria e isso não é novidade.

    Talvez, no passado, houvesse mais intelectuais na universidade, porque universidades eram mais raras e atraíam tipicamente intelectuais. Com a massificação do ensino universitário, me parece muito natural que o comportamento médio dentro das faculdades se torne mais massificado.

  31. Concordo plenamente com o texto de Thomas. A sociedade emburreceu e largou mão da educação, ou melhor, à largou nas mãos do estado. Aliás, vou me contradizer novamente, largou na mão dos governantes, porque o estado como nação é formado pelo povo, e esse NUNCA – desde que me conheço por gente – influenciou nas decisões pedagógicas do ensino público, ou até mesmo privado. O máximo que é feito é colocar a culpa na falta de investimento (que é o fator mais gritante, não discordo) ou colocar o filho em uma escola mais cara.

    Sou professor universitário à 6 anos e não entendia o porquê de cada vez mais o nível dos alunos piorar, ano após ano. Em 2011 comecei a trabalhar na educação pública, e pesquisar sobre pedagogia, finalmente entendendo a mecânica de controle social que funciona perfeitamente no nosso país através da educação. O construtivismo ou esses novos modelos pedagógicos que combinados formam essa maneira empírica de aprendizado via tentativa e erro, fazendo com que desde a base, no ensino infantil, o pensamento não seja estruturado e sim baseado pura e simplesmente no questionamento, na desconstrução, sem plano de melhoria, sem proposta, sem IDÉIAS.

    Esse modelo foi ótimo para destruir o que antes havia, mas agora não temos mais nada, uma sociedade movida pelo oba-oba, como ficou claro nas manifestações ocorridas a pouco. Não acredito no modelo político vigente, porém não será desse modo que iremos mudar algo.

    Bom, voltando ao assunto da educação é que como disse no início, cada vez mais temos os pais de nossas crianças preocupados com o capital, não com a qualidade de vida, ou com o que eles consideram como qualidade de vida: uma Tv LED, Um carro 1.0 parcelado, um casebre financiado até a morte. E continuemos com a Saúde e Educação Pública como lixo. Dessa maneira, os pais não tem tempo para criar seus filhos de maneira INTEGRAL, e os deixam em escolas de tempo INTEGRAL, a maior arma política da atualidade. Você deixa a criança na escola o dia inteiro e ela é doutrinada de acordo com esses interesses de nossos atuais políticos, sem a menor interferência construtiva da sociedade em conselhos e fóruns.

  32. Uma coisa que não me ficou muito clara neste assunto porem é o processo de como isso ocorreu. Se analisado o ponto de vista do ensino público isso fica bem óbvio, mas a degradação também ocorre no particular. Como?

    Outra aspecto que ainda não me ficou muito claro também é como fica o caso da educação num sistema de livre mercado. Enquanto que o livre mercado beneficia o produto e serviço com melhor qualidade pelo melhor preço, como poderia o indivíduo poder auferir a qualidade do preço do ensino de forma satisfatória como benefício ao emprego do serviço de ensino?

    Em outras palavras, como que um indivíduo sabe que escola ou faculdade X tem melhor qualidade que Y?
    Cursos de terceiro grau demoram vários anos para serem concluídos, logo o “feedback” poderia ser o sucesso dele no mercado de trabalho. Mas não seria demorado ou custoso (em tempo) demais? E se fosse ensino fundamental? Vai ter de esperar mais de 10 anos?

  33. No meu caso tive a SORTE de fazer ENGENHARIA em faculdade estadual, tanto que acabei descobrindo esse site justamente por causa de professores que discutiam ideias liberais na sala e até recomendavam livros.

    Talvez seja por isso que é até comum contratarem engenheiros ao invés de administradores.

  34. Emerson Luis, um Psicologo

    Algumas falácias ou sofismas que demonstram inabilidade de pensar ou tentativa de manipulação mesmo.

    1- Apelo à autoridade (“Isso é assim porque Fulano disse”);

    2- Apelo à maioria (“Todo mundo faz/pensa isso”);

    3- Apelo à antiguidade ou novidade (“Sempre foi assim/Hoje em dia é assim”);

    4- Ataque à pessoa (“Quem discorda disso é desinformado ou mal intencionado”);

    5- Supersimplificação (“A causa de X é Y”);

    * * *

  35. Ótimo artigo.

    Me lembrou ‘A Revolta de Atlas’ de Ayn Rand: o ‘sequestro dos cérebros’.

    Mas aviso que NÃO é ‘pensar está se tornando obsoleto’. A realidade é outra: a ‘imbecilização’ da sociedade é algo da cartilha socialista. Sempre empregaram essa tática no início da tragédia. Depois que não restava mais nada no cérebro das criaturas, vinha a paulada final na cabeça: a ditadura.

    Se encontrarem, leiam esse pequeno tesouro: “Psicopolítica – Tecnica del Lavado de Cerebro” [Psicopolítica – Técnica da Lavagem Cerebral], de Kenneth Goff e Charles Stickley, Editorial Nuevo Orden, de Buenos Aires. Explica muita coisa a respeito da ‘imbecilização’. Quem ler esse livrinho ficará horrorizado com as coincidências que estão acontecendo hoje e com o que está escrito ali.

    Repito: a ‘imbecilização’ da sociedade é algo muito bem tramado e arquitetado. Não é simplesmente uma cadeia de eventos aleatórios.

  36. Um questão chama-me muito atenção essa terceirização do pensamento, como ela vem ao longo dos anos acontecendo no país e por consequência como estará a via educacional daqui uns 20 a 30 anos. Já não bastava o plágio do Paulo Freire agora vivemos essa fase que certamente ficará marcada ” pensar se tornando algo obsoleto”. A independência intelectual será coisa rara escrever um livro então….!!

  37. Não sei se o pessoal já se deparou com tão valiosa ‘aula’ financiada e promovida pelo Estado da Bahia, mas achei pertinente divulga-la neste artigo porque traduz bem o que tem acontecido no nosso ensino. Percebam o proselitismo ideológico declarado dos professores e o processo de desinformação correndo solto:

    Liberalismo e Neoliberalismo – Prof. Robson Souza…: youtu.be/BJzSq6utoLA

  38. “Camarada Friedman 05/05/2013 06:13:43

    Entendo a sua empolgação mas temos que ser realistas. Quantos somos ? Só pq deram 50.000 likes no face do Mises não quer dizer que temos 50.000 libertários no Brasil.

    Sou muito pessimista em relação a qualquer chance de vitória(ainda mais em vida). Eu acredito que esse país vai piorar, piorar e piorar. E se tiver algum “default” não vai ser por causa da gente, vai ser pq o “default” tinha que acontecer mesmo(pq a realidade bateu).

    A ideia mais realista, camarada. É a secessão. Eu não tiro isso da minha mente… Se essa é a mais realista imagine a menos calcada na realidade ?
    Tem alguém aqui que acredita(sinceramente) que algum dia um “político” libertário vai ser eleito no Brasil ? E mesmo que seja, vcs ja leram a constituição do Brasil ? pqp aquilo la é um PEIDO! O que o cara vai fazer ?
    “Zerar” o estado nos EUA é viver em um paraíso libertário. “Zerar” o estado no Brasil é continuar vivendo no Brasil. Até a gramática da nossa constituição tem um ranço positivista, até a maldita gramática!

    Como eu disse, no campo intelectual já era…Vencemos!
    Mas não temos o estado bancando a gente, não temos centenas de professores paparicando Mises na universidade(todos financiados pelo estado). Não temos, cara.
    É igual o Hélio falou , o movimento austro-libertário é acéfalo, sem líder e descentralizado. Cada um faz a sua parte e quem sabe as gerações futuras vão colher os frutos da nossa luta.

    Desculpem se fui grosso. É só ler o texto do Sowell, o pensamento esquerdista é unânime. Se lá é assim, imagine aqui ? Espero estar errado!”

    Prezado, seu pensamento está correto, se um dia algo mudar por aqui, não será por conta desse idealismo de vocês; e sim, você não estará vivo para ver. Sorry

  39. Leandro Levlavi

    A única forma de lutarmos e vencermos batalha após batalha é trabalhar em favor do livre mercado.

    Quer trabalhar com finanças e economia? Para quê cursar economia? Curso totalmente marxista no Brasil. Curse finanças, 2 anos, faça mba, mestrado profissional e trabalhe onde o marxistas tem medo de estar.

  40. Um único adjetivo resume o texto: FODÁSTICO!

    Temos a obrigação de contra-atacar, pelo menos em nossas famílias, as ditas doutrinas, dizendo a verdade por detrás de toda este rótulo perverso.

  41. Fernando Marques

    Como bem diz Rothbard, os intelectuais são um braço do Estado. Vivem a criticar o militarismo, que se mostra como a força estatal, só que eles também fazem parte dessa “dominação” do Estado sobre a sociedade. O Estado, ao financiar pesquisas e professores com interesses em comum com ele, buscam uma espécie de “afirmação moral” por parte desses intelectuais. Os intelectuais são os maiores formadores de opiniões que a sociedade tem. A sociedade acaba pegando essas opiniões pra si. Então, com isso, os intelectuais patrocinados por verbas estatais acabam, de certa forma, validando esse monopólio moral, validando o pensamento vigente no governo do Estado.

  42. Arthur Virmond de Lacerda Neto

    O artigo foi traduzido do inglês, em que se empregou a palavra “establishment”. Por que não traduzir por estabelecimento? Por que manter um estrangeirismo, em detrimento do Português, tão belo e tão rico? Será rotina mental, preguiça, ignorância, pedantismo? Usemos o Português, que nos oferece soluções para todas as necessidades de comunicação: pode-se aportuguesar, traduzir, criar. Não faz sentido usar americanismos ou qualquer outro estrangeirismo.

  43. Arthur Virmond de Lacerda Neto

    De “establishement” ser termo aceito não se segue que a sua tradução, mesmo literal, não possa assumir a acepção que se lhe atribui. Ainda que “estabelecimento” não corresponda ao conteúdo do termo em inglês, não se segue que ela não possa vir a tê-lo, se as pessoas passarem a usá-lo como equivalente a ele.

    Sim, uso rato; sim, uso rede; sim, uso disco; sim, faço questão do meu idioma. Não considero que os estrangeirismos quaisquer sejam inevitáveis. Eles são evitáveis se soubermos usar com engenho e arte o vernáculo, como, aliás, procedem quase todos os países latinos, à exceção do Brasil, em que o complexo de inferioridade do brasileiro levou ao feiticismo do estrangeirismo, mesmo entre as “pessoas minimamente cultas”, que, amiúde, embora o sejam, não valorizam o vernáculo em face dos estrangeirismos. Aliás, é cacoete cultural das classes minimamente cultas no Brasil. Na Argentina, no Uruguai, em Portugal, na Espanha, na Itália,na França, no Canadá e alhures, as pessoas fazem questão do seu idioma e recebem mal os americanismos. O idioma é-me valor cultural; a vernaculidade é-me valor de civilização. Não é o caso dos dóceis aos estrangeirismos, que os recebem de bom grado, incônscios do seu valor de poluição lingüística.

  44. Ora, falta de pensar seria a propagação de ideologias estadunidenses pró-mercado, que nos tiram a soberania em prol do Capital Internacional…

    Fica a dica.

  45. “Ora, falta de pensar seria a propagação de ideologias estadunidenses pró-mercado, que nos tiram a soberania em prol do Capital Internacional…”

    Papagaio de pirata detected!

  46. Curioso que a maioria dos comentaristas comete o mesmo erro denunciado no texto: se acham os donos da verdade e demonizam o “outro lado” como representantes do mal, usando de pseudo-argumentos mais rasteiros e idiotas possíveis. Insistem nessa bobajada de “doutrinação” nas escolas que é a maior mentira já repetida no Brasil: fosse assim, os comunistas seriam campeões de votos em todas as eleições, mas o PCB e o PC do B são partidos nanicos. Que porra de geração toddynho é essa? Ora, um homem de 20 anos já deve saber muito bem o que quer da vida e ter suas crenças solidamente formadas ao ingressar em uma universidade. Se ele acha que está sendo doutrinado (ironicamente eles mesmo criticam a educação que nem doutrinar sabe) com esse bando de professores que só querem receber seu salário no fim do mês o problema é com você mesmo, não com a escola ou universidade.

  47. Infelizmente, é bem mais fácil acreditar numa pessoa que só usa termos como “Fascista!”, “Reacionário!”, “Anarcomiguxo!”,”Coxinha”, do que numa pessoa que usa argumentos, sempre mais complicados que termos generalizantes. Não acredito, contudo, que seja somente em nossos tempos em que esse fenômeno esteja presente, mas sempre.

  48. No meu caso.

    Ter encontrado o “Mises” foi o maior recebimento de certeza sobre muitas coisas, e todas elas sobre o mundo atual. O item que gostaria de ressaltar é a existência tendenciosa e o interesse no raciocínio comum e este texto consegue verbalizar tudo o que minha percepção sempre conseguiu enxergar, verbalizar este sentimento, como havia dito, no meu caso é libertador.

    Muito obrigado!

  49. Solução da Educação

    Reflexões do futuro ex-secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, economista Wilson Risolia, sobre uma solução imediata para a educação brasileira, em entrevista a Antonio Gois, de O Globo:

    “A coisa que me angustia como secretário é que eu não conheço o projeto de nação para a educação. Há metas, como as do Plano Nacional de Educação, mas, se você não apontar o caminho, cada um traça o seu. Em nome de uma falsa autonomia, cada um continua fazendo o que quer. Já passamos do momento, por exemplo, de fazer assembleia para discutir se tem que ter currículo minimo ou não. Tem que ter e ponto. A matemática do Rio é a mesma do Acre, de Pernambuco, do Piauí. O português, a física, a química… Já se falava disso há pelo menos quatro anos. O diagnóstico não é novo”.

    “Assim como já falávamos que o ensino médio não estava funcionando. Não dá para ter na matriz curricular 12 matérias para serem ensinadas em quatro horas diárias. Mas o que fizeram nesse período? Ainda discutem o que fazer do ensino médio. Tudo é muito lento. Gente que se diz do ramo diz que o currículo mínimo tira liberdade pedagógica, mas eu estou falando do mínimo. Outros dizem que prova externa não serve para nada, pois "já faço a minha prova com meus alunos". Mas quem é o responsável pela política pública? Você, ou o estado? Em nome dessa autonomia, as universidades também formam professores da maneira como acham que deve. E daí os professores chegam despreparados”.

    “Não existe nenhum motivo no Brasil para a educação pública ser ruim. Se você tiver vontade política, patrocínio político, coragem, é possível mudar. Não falta dinheiro. Mas, se sou pessimista por um lado, por outro sou otimista. Acho que a situação vai se resolver porque educação virou um problema econômico. Ou o país resolve, ou então não sei o que vai acontecer com as próximas gerações. O país não tem mais tempo para perder discutindo o óbvio”.

    http://www.alertatotal.net/

  50. Parabéns pelo artigo, excelente.
    Eu diria que seria um pequeno ensaio sobre a falência do ensino. Outra situação que gostaria de compartilhar, para evidenciar tal assertiva do artigo, é sobre uma situação. Tenho um pequeno estabelecimento cujo nome fantasia é Drogaria 24 Horas. Então algumas pessoas criticam tal nome pois ele remete ao erro (rsrsrsrsr) Mas como erro, pergunto…….? Porque ele induz a pessoa a vir qualquer hora que será atendido. Então ressalto que: o horário de funcionamento é outra situação e que deve ser verificado ao lado do nome fantasia. Ou seja, pensar/refletir/observar hoje, para alguns milhares, só por obrigação

  51. De acordo com o filósofo Olavo de Carvalho, o ensino brasileiro segue determinação da ONU: islã, comunismo e os Illuminatis (Nova Ordem Mundial).

    Este tipo de ensino tira a formulação do pensamento e serve para o ensino comportamental.

    Este tipo de educação ensinada no Brasil não serve nem para Cachorro.

    Imbecialização da Educação

  52. ok; as táticas gramscianas estão no ar há 50 anos;
    E A SOC BRAS. CONTINUA ESMAGADORAMENTE CONSERVADORA!
    resumo das pesquisas ideológicas:
    mais de 2/3 centro-dta;
    menos de 1/3 esqda.

    O q precisa ser explicado:
    – P Q ñ temos um partido q ecoe esta realidade?

    p.s.
    quem presta atenção ou leva a sério “aulas” de geografia e história?
    mais especificamente: quem leva a sério profs de geografia e história?

    abs e sds
    anarcoliberais.

    outro p.s.
    Leandro; o q v lembra ao Virmond (abrasileiramento de palavras como foot-ball) é exatamente o q ele pediu a v…

  53. maycon rogers ribeiro alves

    Excelente texto, passei por muita coisa dita no texto. Engoli muito sapo,desde a adolescência , para defender minhas ideias, principalmente as que são em relação ao PT. Professores são mal formados também, é um ciclo fechado. Uma coisa engraçada é dizer que você gosta da cultura europeia ou americana, já fui muto criticado ou mesmo atacado por afirmar isso, pelo menos onde vivo, é assim.Concordo também em dizem que sofremos uma doutrinação desde a mais tenra idade.

  54. Hoje no Brasil parece que as universidades (principalmente as públicas) estão tomadas por esquerdistas lunáticos que não produzem nada e querem apenas usar o dinheiro arrecadado por todos para botarem em prática as suas ideias lunáticas.

    E ai de quem ir contra os seus ideais, pois será considerado opressor, rascista, fascista e deverá ser imediatamente punido.

  55. Keynes

    Caros, as vezes eu me sinto fora do mundo, vcs extinguem a existência de Keynes. O RAP é Keynes, parte da cultura é Keynes, o governo é keynes, a violência apoia Keynes e a falta de informação sustenta Keynes…

    Espera, é contra isso que o liberalismo luta, busca a interferência minima do governo na economia e principalmente no desenvolvimento.

    Smith será?

  56. Poucos cânceres afligem a humanidade com efeitos devastadores quanto o socialismo, o comunismo e o politicamente correto, o mundo está em avançado estado de putrefação intelectual, e o Brasil aqui, esperando a estréia do BBB… Grande Sowell…

  57. Só um adendo: a busca por provas contrárias ao Aquecimento Global é aceita sim no mundo acadêmico. O que não é aceito, é o que tentam fazer, conforme você escreveu brilhantemente em seu texto. srsrsr. Pense no que você escreveu e transporte esta ideia para os ‘malucos’ que são contra o aquecimento global >P

  58. O artigo é bom, mas tratar tais comportamentos descritos como algo “novo” é ignorância, o comportamento geral humano dificilmente muda, e caso mude, se não for por fatores biológicos, geralmente é por meios que buscam justamente padronizar comportamentos, como religiões e leis impostas pelo governo. Para exercer a padronização, argumentos e debates geralmente não são o suficiente, é necessário impor temor, e é para isso que “cancelamentos” e “punições” são úteis.

    Gritar em debates, ser ignorante em relação ao que o próximo fala, ou até mesmo apelar á violência são métodos que existem desde que a escrita surgiu…

    Antigamente era “apedrejar em praça publica”, hoje em dia é “cancelar”, a única coisa que é o termo usado.

  59. Acabei de enviar um comentário, e notei que ele pode acabar sendo interpretado de outra forma, então irei me adiantar e escrever um pouco mais para deixar claro aonde eu estou apontando.

    Como eu deixei claro, existem diversos métodos de padronizações de comportamentos, que não são nada novos, ao contrario de como o titulo do artigo deixa á entender, gritar contra o adversário enquanto o mesmo está falando, estimular os seguidores de determinada organização á serem ignorantes e denunciarem qualquer um da oposição, ou até mesmo anunciar como crime determinados comportamentos, são alguns dentre os métodos de padronização de comportamentos que existem desde sempre, e que são utilizados por praticamente todos os intelectuais da classe dominante/influenciadora.

    Dizer que argumentos e debates estão se tornando obsoletos hoje em dia é ter memoria fina e também não ser capaz de analisar cenários, hoje em dia vivemos em uma era que praticamente quase tudo é digital, é natural receber mensagens ignorantes advindas de pessoas anonimas e que nem conhecemos.

    Ao invés de ficarem chorando em relação ás táticas utilizadas pelos “inimigos”, os intelectuais libertários interessados em propagar informações contra o estado deveriam é desenvolver meios para contra-atacar isto, seja utilizando os mesmos métodos, ou whatever,

  60. Ótimo artigo! Mais claro impossível. Pretendo usar suas palavras em muitos debates contra a esquerda que provavelmente vai me taxar de “fascista”.

    Abraços.

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