Minha querida filha:
Todo Natal eu passo pelo mesmo problema de ter de escolher que presente dar a você. Sei que há várias coisas das quais você certamente iria gostar, como livros, jogos, roupas etc. Porém, eu sou muito egoísta. Sempre quis dar a você algo que iria durar mais do que alguns meses ou anos. Sempre quis dar para você um presente que lhe faria se lembrar de mim a cada Natal, para sempre.
Se eu pudesse lhe dar apenas um presente, o qual você pudesse carregar consigo para sempre, esse presente seria algo aparentemente muito trivial, mas que me tomou vários anos para que eu finalmente o entendesse. Esse presente seria uma verdade aparentemente simples, porém libertadora. E se você aprendê-la agora, essa simples verdade poderá enriquecer sua vida de incontáveis maneiras. Mais ainda: ela poderá lhe poupar de ter de enfrentar vários problemas que já machucaram muitas pessoas que simplesmente nunca a aprenderam.
Essa verdade aparentemente simples, porém libertadora, é a seguinte:
Ninguém deve nada a você.
Importância
Como pode uma afirmação tão simples ser importante? Pode não parecer, mas entendê-la realmente pode ser uma bênção para toda a sua vida.
Ninguém deve nada a você.
Isso significa que nenhuma outra pessoa está vivendo para você, minha filha. Ninguém está nesse mundo para satisfazer suas reivindicações. Ninguém está vivendo em função de você. Simplesmente porque nenhuma outra pessoa é você. Cada pessoa vive por si própria; a felicidade de cada pessoa é algo único e particular, algo que somente ela pode sentir e ninguém mais.
Minha filha, quando você entender que ninguém tem a obrigação de dar a você a felicidade ou qualquer outra coisa, você será libertada e nunca mais terá expectativas em relação a coisas que provavelmente nunca serão como você quer.
Isso significa, por exemplo, que ninguém é obrigado a amar você. Se alguém a ama, é porque existe algo de especial em você que dá felicidade a essa pessoa. Descubra o que é essa coisa de especial que você tem e se esforce para amplificá-la. Assim você será ainda mais amada.
Quando as pessoas fazem algo por você, é simplesmente porque elas querem — porque você, de alguma forma, propicia a elas algo de significativo que faz com que elas queiram agradar você. Elas não agem assim somente porque devem algo a você.
Ninguém deve nada a você.
Da mesma forma, ninguém tem de gostar de você. Se seus amigos querem estar perto de você, não é porque eles se sentem nessa obrigação; é simplesmente porque eles se sentem bem estando com você. Descubra o que os deixa felizes e os faz se sentirem bem, e eles sempre irão querer estar perto de você, sem pedir nada em troca.
Ninguém tem a obrigação de respeitar você. Algumas pessoas podem até mesmo ser cruéis com você. Porém, tão logo você entenda que as pessoas não têm a obrigação de ser bondosas com você — e que, consequentemente, elas de fato podem ser más com você –, você irá aprender a evitar aquelas pessoas que podem lhe ser nocivas. Lembre-se de que você também não deve nada a elas.
Vivendo a sua vida
Ninguém deve nada a você.
Você deve apenas a você mesma a obrigação de ser a melhor pessoa possível. Porque apenas se você for assim é que as outras pessoas irão querer estar com você e irão querer dar a você as coisas que você quer em troca daquilo que você está dando a elas. Essa é a única maneira moralmente correta de se obter as coisas que você quer. Nunca exija nada de ninguém. Apenas faça por merecer.
Algumas pessoas irão optar por se afastar de você por motivos que nada têm a ver com você. Quando isso acontecer, procure em outro lugar as relações que você quer. Não faça com que os problemas de outras pessoas sejam também o seu problema.
Assim que você aprender que precisa fazer por merecer o amor e o respeito dos outros, você jamais irá esperar coisas impossíveis; e, por conseguinte, jamais terá decepções. Da mesma forma que as outras pessoas não têm a obrigação de compartilhar a propriedade delas com você, elas também não têm a obrigação de lhe devotar sentimentos e pensamentos.
Se elas o fizerem, é porque você fez por merecer essas coisas. E aí você terá todos os motivos para se sentir orgulhosa do amor que você recebe, do respeito dos seus amigos, da propriedade que você adquiriu. Porém, jamais pressuponha que tais coisas são fatos consumados. Se agir assim, você irá perdê-las facilmente. Essas coisas não são suas por direito. Não existe algo como “ter direito” a essas coisas. Você sempre terá de fazer por merecê-las.
Minha experiência
Um grande fardo foi retirado dos meus ombros no dia em que finalmente entendi que o mundo não devia nada a mim. Por muitos anos acreditei que havia coisas a que eu tinha direito pelo simples fato de ter nascido. E isso fez com que eu passasse por grandes desgastes — físicos e emocionais — em minha tentativa de coletar esses “direitos”.
Ninguém deve a mim respeito, amizade, amor, cortesia, conduta moral ou inteligência. O mundo não me deve nada. E tão logo eu passei a reconhecer isso, todas as minhas relações imediatamente se tornaram muito mais gratificantes. Concentrei-me apenas em estar com aquelas pessoas que queriam fazer as coisas que eu queria que elas fizessem.
Essa compreensão de mundo permitiu que eu me desse bem com amigos, sócios comerciais, clientes, amores e estranhos. Sou constantemente relembrado de que só irei conseguir o que quero se puder entrar no mundo da outra pessoa. Eu tenho de entender como ela pensa, o que ela crê ser importante e o que ela quer. Somente assim eu poderei ser útil para ela e, com isso, conseguir as coisas que eu quero.
E somente então eu serei capaz de discernir se eu realmente quero estar envolvido com tal pessoa. Isso me permite selecionar bem as minhas relações, poupando-me de dissabores; e me permite também direcionar minhas energias apenas para aquelas pessoas com as quais eu realmente tenho mais coisas em comum.
Não é fácil resumir em poucas palavras aquilo que levei anos para aprender. Porém, talvez se você reler esse presente a cada Natal, seu significado ficará mais claro a cada ano.
Eu realmente espero que isso aconteça. Sendo seu pai, quero acima de tudo que você entenda essa simples verdade, a qual pode libertá-la para sempre.
Um Feliz Natal, minha filha!
*Artigo originalmente publicado em 23 de dezembro de 2014.
O objetivo final das teses que defendem a filosofia da liberdade é um só: a supremacia do indivíduo sobre o coletivo.\r
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O que o texto ora comentado nos diz é que não devemos esperar nada das pessoas do mundo que efetivamente não nos podem dar nada e devemos lutar pelos nossos próprios objetivos e interesses, sempre respeitando os outros.\r
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É evidente que conheceremos pessoas amigas e simpaticas as nossas idéias, mas este não deve ser nosso objetivo principal.\r
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A turma da ditadura do politicamente correto adora falar nas defesas de minorias (negros, indíos, mulheres, deficientes fisicos, gays, dentre outros) por meio das ações afirmativas, mas ninguém se preocupa com o individuo que é a única minoria que importa.\r
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Se o indivíduo prevalece isto beneficia a todos, que viveram sua vida de forma mais segura, pois ninguém tentara impor suas idéias aos outros.\r
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Frise-se que todo movimento coletivista é autoritário porque defende a supressão da responsabilidade individual, levando as pessoas a serem adultos infantilizados, que sempre estão “chorando” por seus direitos inexistentes.\r
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Parabéns a equipe do IMB por mais um refinado e profundo texto.\r
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Abraços
Minha filha está com 5 meses e meio e já faz um tempo q coleciono boas lições p/ passar a ela. Obrigado.
Com todo o respeito, o que isso tem a ver com economia?
Gostei muito do texto e já o repassei. Surpreendeu-me encontrá-lo aqui. Mas, ao final, conforme o Leandro explicou, não deveria ter sido surpreendido.\r
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Parabéns, mais uma vez, ao pessoal do Mises.
Com todo o respeito, o que isso tem a ver com economia?
Tudo.
Imagine o caso de um comerciante que não sabe entrar no “universo” de seus fregueses; não sabe o que eles querem consumir. O que vai acontecer em curto prazo com o negócio dele?
Agora, imagine um outro comerciante que percebe que toda a sua freguesia não lhe deve fidelidade alguma; que sua freguesia pode lhe abandonar tão logo surja um corrente na vizinhança com preços e qualidade melhores que os seus. Este comerciante está continuamente buscando formas de melhorar e satisfazer seus clientes, sempre procurando saber o que lhes agrada. Ele sabe que a longevidade de seu negócio depende dessa conduta.
Entendeu?
“Ninguém deve nada a você.
Isso significa que nenhuma outra pessoa está vivendo para você, minha filha. Ninguém está nesse mundo para satisfazer suas reivindicações. Ninguém está vivendo em função de você. Simplesmente porque nenhuma outra pessoa é você.”
“Não sejamos duros com nossos filhos e familiares.
É bom que se frise que esse é um ponto de vista da sociedade.
Fiz 28 anos de casado e vivo para cada filho, satisfazendo as suas reivindicações, e em função deles.
Simplesmente porque: “ninguém deve nada a eles”.
Não ignoro as lições que a vida passa para cada homem que ousa nela buscar novos conhecimentos.
Mas quero – de forma simples e convicta – discordar do que é aqui afirmado.
É fato sabido que a humanidade é calcada em valores voltados ao singular, mas enquanto ‘comunista romântico’ tenho que lançar aqui a defesa dos poucos que fazem a diferença na vida de tantos.
Há ainda quem pense e deseje ao outro a alegria e a paz esquecendo da própria vida. Podemos não ser muitos, mas ainda respiramos!
O mundo não é por completo ‘mau’. E todo mau deve ser tratado e transformado em uma das belezas da vida. Logo, é preciso ensinar também aos nossos filhos que dentro da floresta capitalista, ainda há quem queira o bem ao próximo.
Grato pela atenção,
Daniel Cavalcanti
Resumindo: Você é o epicentro da sua vida!
Texto magnifico, irei imprimi-lo e ler todos os dias para fixar bem suas idéias e na primeira crise de mau humor…ops, porque estou assim? O mundo não me deve nada. (E certamente não está preocupado com meu mau humor.)
Impressiona-me como ainda o “ninguém deve nada a você” é mal compreendido depois de tão beleza explicação pelo autor…
O fato de no mundo “ninguem dever nada a você” não é porque o mundo é mal, ou porque essa essa é a visão da sociedade e da família não..
Não dever nada a ninguém (ou mais claramente, saber disso), e não viver por ninguém é um fator básico para conduta realmente humana de valorização do HOMEM.
Achei a proposição “O mundo nada me deve” instigante. Se esse principio for observado, evita-se várias decepções, com amigos, parentes, filhos, sociedade, partido, grupos etc. Por outro lado, estimula quem segue o princípio a ampliar sua competência, para ser digno e merecedor de amor, amizade, sucesso,atenção, dinheiro etc. E se não obtiver qualquer desses valores, não projetará a culpa em ninguém. Voltará para si mesmo, procurando as falhas e tocará a vida, sem lamentações ou autopiedade. Gostei muito e vou divulgar entre amigos e parentes próximos (merecedores).
Leandro. Maravilhoso voce expor aqui esse texto, essa e a minha filosofia de vida que pratico. Esse texto complementa em parte todas as orientacoes que recebemos desse maravilhoso site. Apenas um adendo:\r
Essas palavras nao sao de autoria do ilustre Harry Browne, mas sim de um mestre chamado OSHO. Tem tambem algo do Livro Conversando com Deus de Donald Wasch, ambos presentes na internet para download. Pesquisem e verao que todo o texto e de autoria dele. O dificil e acreditar e colocar em pratica tudo isso.Parabens e muito obrigado.\r
Abracos
Um Feliz Natal, que significa, renascimento para o Cristão, a todos e, principalmente à equipe IMB.
Que no próximo ano possa nos brindar com mais textos como esse.
Grato.
André Cavalcante
Compartilho minha indignação com o Raduan. O texto fala por sí, se alguém não compreende sua mensagem então sinto muito. O mundo não lhe deve a compreessão dessa mansagem. Que cada um se esforce genuinamente para entender que não devemos nada uns aos outros, pois do contrário estamos reeditando a escravidão.
Pessoal do IMB e demais leitores. Eu quero desejar um Feliz Natal e próspero Ano Novo a todos vocês. Tenho aprendido muito nesses quase 2 anos em que frequento o IMB; e tudo indica continuarei aprendendo muito no porvir. Gostaria fazer um agradecimento especial ao mestres Hélio e Ubiratan, ao cavaleiro jedi Leandro e aos bravos irmãos Chiocca, especialmente o Fernando. Que Deus continue abençoando vocês.
Faço minhas as palavras de “mcmoraes”, sem nenhum retoque.
Caríssimo Daniel Cavalcanti:
retomando vossas doces palavras: “Não ignoro as lições que a vida passa para cada homem que ousa nela buscar novos conhecimentos. Mas quero – de forma simples e convicta – discordar do que é aqui afirmado. É fato sabido que a humanidade é calcada em valores voltados ao singular, mas enquanto ‘comunista romântico’ tenho que lançar aqui a defesa dos poucos que fazem a diferença na vida de tantos. Há ainda quem pense e deseje ao outro a alegria e a paz esquecendo da própria vida. Podemos não ser muitos, mas ainda respiramos! O mundo não é por completo ‘mau’. E todo mau deve ser tratado e transformado em uma das belezas da vida. Logo, é preciso ensinar também aos nossos filhos que dentro da floresta capitalista, ainda há quem queira o bem ao próximo”, desejo dizer-vos uma coisinha:
“por que, diabos, vcs ainda respiram, caralho?!!!!!!!” vá fazer diferença na vida dos outros às suas custas, pq o fato é q vc acha q ‘aquilo q pertence aos outros’ é gratis p/ vc dispor segundo suas suscetibilidades!
sua sensibilidade ñ tem q ser legitimada às custas de ninguém. vc só quer o bem do próximo às expensas de lguém ainda + próximo a quem vc possa roubar.
“comunista romantico”?!!!!!!! romãntico com o seu dinheiro e comunista com o patrimonio alheio, né?!!!!!!!
que neste natal papai noel te carregue no saco e te afogue no rio!!!!!!! Este seria um grande presente. hahahahahahaha!!!!!!!
PS! ao moderador: por favor abra uma exceção e poste estes absurdos q escrevi, nem q seja por senso de humor pervertido (permita-se uma vezinha só p/ ver se é gostoso).
Faço minhas as palavras de “mcmoraes”, sem nenhum retoque. (2)
Nada a ver, mas tudo a ver.
Como livrar-se do estado em pequenas lições. Fazer e tornar públicas ações humanas positivas:
g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/12/trio-recupera-cercas-e-placas-em-sp-filma-trabalho-e-coloca-videos-na-web.html
Bonito, mas é uma péssima lição para ensinar à uma criança. Explico.
O que o senhor Browne(Autor) está tentando ensiná-la com tal artigo é a ser egoísta.
A crença de que não devemos nada àqueles que compartilham o mundo conosco é uma crença perversa. Imagine que absurdo seria se todos tivessem de servir uns aos outros para obter bens e serviços! Uma sociedade completamente baseada em relações de poder, como diria Foucault, inimaginável…
Se o senhor Browne realmente deseja ensinar sua filha a amar, que faça como o maior pensador brasileiro(Paulo Freire): “Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.”
Uma sociedade como o senhor Browne quer é baseada no indivíduo e em suas vontades indisciplinadas ao invés do bem comum. E quanto aos brilhantes artistas que terão de fazer engenharia porque 189 milhões de alienados pela burguesia não valorizam sua arte e sua crítica social? Quando o autor diz à filha que ninguém deve nada a ninguém, ele está meramente repetindo a filosofia da burguesia que nos trouxe à essa civilização doente e desigual que vivemos hoje.
À filha do senhor Browne, repito aquilo que digo aos meus alunos do ensino fundamental: Você deve tudo a todos. Todos devem tudo a você. Isso é o bem comum.
Imagine como seria uma sociedade onde não devemos nada aos mais necessitados: Sem educação pública de qualidade, sem justiça social, sem saúde pública, etc.
Uma sociedade pode sim prosperar em função do bem comum. Veja Cuba e Suécia, por exemplo. Duas nações extremamente socialistas e sem nenhum tipo de vínculo com o capitalismo brasileiro baseado na super-exploração do proletariado.
Reconheço que o senhor Browne é um pensador da burguesia, mas é exatamente por pais como ele que ensino filosofia à crianças do ensino fundamental: Devo chocá-las e educá-las a servir ao bem comum, fazê-las lembrar que elas não podem olhar gente injustiçada e pensar que não devem nada à elas.
É bom lembrarmos que se queremos uma sociedade na qual ninguém deve nada a ninguém, é bom reconhecermos que não será produzida nenhuma sociedade no fim. Reconheço que vós sois habituados com literatura burguesa, mas peço que, por favor, tenham compaixão pelos outros e não apenas pelos seus iguais. Pagar 10 euros por um atendimento médico na Alemanha não é ruim para ninguém e nenhum burguês morreu por isso.
Olá, Daniel Cavalcanti…
Posso lhe dizer que sou a pessoa mais altruísta que conheço. Não devo nada a ninguém e mesmo assim sou. Não porque está intrínseco em meu 'dever' social, mas simplesmente sou.
Nenhuma pessoa quer (ou deveria querer) viver à custa dos outros. O indivíduo quer "escrever" com as próprias mãos, "comer" com sua própria boca… Ser o que deseja ser!
Você acha correto viver com a "esmola" alheia? Se você diz ser um comunista romântico, eu discordo! Dentro desse seu coração que pulsa humanidade, igualdade, solidariedade… sei que a melhor definição de sua pessoa é um libertário apaixonado. (Você ainda não sabe)
Sabe por quê? Responda-me: Você quer viver à custa do seu pai (dos outros, do estado…) pra sempre? Tenho certeza que não. Sei que quer produzir, escolher, evoluir, dividir e ensinar. E, de forma simples vou te explicar:
A laranja só dá caldo quando se espreme.
Ou seja, a partir do momento que somente de cada indivíduo depender sua dependência (que ótimo né) haverá igualdade social. Igualdade não é redistribuição de renda, ou o fim da existência de classes. Igualdade é exatamente perceber e aceitar que somos diferentes, temos desejos diferentes, ambições diferentes…
Não ofereça seu fruto aos outros, ensine-os as plantar. Não dê esmola, ofereça oportunidades. Não diga o que é certo, perceba que o seu certo termina aonde o certo (errado) do outro começa.
E você vai perceber que direito de propriedade e da liberdade é muito mais "social" do que você imagina. Estude e construa seu conhecimento baseado na simples premissa: abra seu coração para as diferenças.
Feliz Natal e boas festas a todos do IMB. Estou muito feliz de conhecê-los a uma semana e já me sentir em casa. (obs.: tenho muito a aprender… hi hi hi)
Thiaco Derfu (pseudônimo)
Um Feliz Natal a todos do IMB!
Pessoas do bem que conquistaram minha admiração e respeito mesmo sem me deverem nada.
Obrigado por me ajudar a ser uma pessoa melhor e liberta a cada dia que passa!
Forte abraço a todos!
Comunistas de plantão sejam caridosos na esfera privada e tolerantes na esfera pública,será que a queda da união soviética não foi um laboratório mais do que suficiente para vocês perceberem o absurdo que é uma burocracia incompetente e corrupta querer fazer o bem a custa alheia,ora tal missão é impossível e inviável.
O senhor Jesus Cristo nos ensina a amar a DEUS e ao próximo como a si mesmo,ou seja fazer caridade com seu próprio esforço e não fazer caridade com o chapéu alheio,portanto não confundam alho com bugalho.
Isso sim é um presente de Natal!
Distribuirei ele para todas as pessoas que considero importante na minha vida e guardarei para os meus futuros filhos.
Feliz Natal a todos!
Brilhante artigo, é definitivamente uma lição de humildade a todos.
Texto muito bom. Obrigado ao IMB por torná-lo público. Feliz Natal a todos. Que o ano de 2013 testemunhe o avanço da causa libertária.
Meu primeiro contato com essa lição foi com o filme Clube da Luta. Embora a maioria o veja como um filme socialista ou algo do tipo, eu aprendi coisas com ele que me ajudaram muito a conhecer diversos assuntos, inclusive a Escola Austríaca.
Sendo um filme de muitas frases de efeito, tem uma em especial que nunca esqueço: “You are the same decaying organic matter as everything else”. Com o tempo fui cada vez mais deixando de lado a ideia que o mundo gira em torno do meu umbigo e aprendi que ninguém tem o dever de me ajudar ou até mesmo que eu ‘mereça’ alguma ajuda.
Isso fez com que eu deixasse de esperar, passando a agir conforme o que eu acreditava. Hoje sei que se eu não fizer, ninguém fará por mim. E essa é a lição mais importante que aprendi até hoje.
Por falar em presente de Natal, em 2003, o senador Republicano, Ron Paul, falou sobre o belo presente de Natal que o Marxismo Cutural quer nos dar: destruir o Natal e todas as tradições religiosas. Abaixo o texto.
A Guerra contra a Religião
by Rep. Ron Paul, MD
Ao celebrarmos mais uma temporada de Natal, é difícil não notar que o Natal nos Estados Unidos simplesmente não se sente mais o mesmo. Embora a esmagadora maioria dos norte-americanos celebram o Natal, e aqueles que não o celebram, a esmagadora maioria aceita e respeita as tradições natalinas da nação. O espírito natalino, marcado por um sentimento maravilhoso de boa vontade entre os homens, está em perigo de se perder na guerra contra a religião em curso.
Através de decisões judiciais perversas e décadas de doutrinação, a esquerda cultural, elitista e secular conseguiu convencer muitos em nosso país que a religião deve ser varrida da vista do público. A justificativa é sempre que alguém, em algum lugar, pode, eventualmente, ser ofendido ou se sentir desconfortável morando no meio de uma grande parte da sociedade cristã, portanto, todos devem ceder às sensibilidades frágeis de poucos. O objetivo final das elites anti-religiosas é transformar a América em uma nação completamente secular, uma nação que é legalmente e culturalmente tendenciosa contra o cristianismo.
Esse viés de crescimento explica porque muitas das nossas tradições maravilhosos do Natal foram perdidas. Concursos de Natal e peças de teatro, incluindo Messias de Handel, foram banidos das escolas e centros comunitários. Presépios foram removidos das praças, e até mesmo criticado como ofensivos quando colocados em gramados de igrejas particulares. Festas de escritório de Natal se tornaram tabu, substituídas por partes sazonais incolores para garantir que não haja funcionários se sentem ameaçados por um ?ambiente hostil?. Decoração totoalmente não-religiosas que caracterizam Papai Noel e bonecos de neve, foram postos em causa como símbolos de Natal que poderiam causar desconforto. No início deste mês, os bombeiros perto de Chicago relutantemente removeram decorações de Natal de seu quartel após uma queixa apresentada por alguns intrometidos amargurados. Mais notavelmente, no entanto, uma vez que o refrão banal de “Feliz Natal” foi substituída pelas vagas, onipresentes “boas festas”. Mas o feriado? O Natal é uma espécie de segredo, uma palavra que não pode ser dita em público? Por que permitimos que os secularistas nos intimidam em subestimar a nossa festa cristã mais querida e significativa?
A noção de uma separação rígida entre Igreja e Estado não tem base nem no texto da Constituição ou nos escritos de nossos Pais Fundadores. Pelo contrário, as opiniões políticas de nossos Fundadores foram fortemente transmitidas por suas crenças religiosas. Certamente os redatores da Declaração de Independência e da Constituição, ambos repletos de referências a Deus, estariam horrorizados com a hostilidade do governo federal com a religião. A cláusula de estabelecimento da Primeira Emenda foi simplesmente destinada a proibir a criação de uma igreja oficial do Estado como a Igreja da Inglaterra, para não conduzir a religião fora da vida pública.
Os Pais Fundadores imaginaram uma América fortemente cristã, ainda que religiosamente tolerante, com igrejas que servem como instituições vitais que eclipsam o estado em importância. Ao longo da história da nossa nação, as igrejas têm feito o que nenhum governo possa fazer, ou seja, ensinar moralidade e civilidade. Indivíduos morais e civis estão fortemente regulados por seu próprio senso de certo e errado, e, portanto, têm pouca necessidade de um governo externo. Esta é a verdadeira razão da esquerda coletivista odiar a religião: igrejas como instituições competem com o Estado pela lealdade das pessoas, e muitas pessoas devotas colocam sua fé em Deus acima de sua fé no estado. Sabendo disso, os secularistas travam uma guerra em curso contra a religião, desbastando pouco a pouco a herança cristã da nossa nação. O Natal pode, em breve, ser uma vítima dessa guerra.
texto traduzido de http://www.lewrockwell.com/paul/paul148.html
“Juro, por minha vida e por meu amor a ela, que jamais viverei por outro homem, nem pedirei a outro homem que viva por mim.”
Equipe IMB,
Grato pelo presente de Natal que chega com este artigo.
Meus filhos gostarão de lê-lo.
Feliz Natal a todos.
Um 2013 de novas conquistas.
Saúde e Paz.
O que deveria estar sendo questionado é o selo estatal utilizado para oficializar a união voluntária entre dois indivíduos.
Estranhamente, muita discussão é jogada fora quando o assunto é família. Infelizmente, na verdade. Não deveria caber ao estado o papel de determinar o que é uma família e o que não é, pois indivíduos deveriam ter a liberdade de criar um acordo de comunhão por conta própria. Implicar a necessidade de uma série de “eventos” estatais para que ele autorize a união voluntária entre dois indivíduos.
Ninguém deve nada pra mim? Então porque é que eu não sou livre? Não é justamente a vontade da maioria querendo me obrigar a depender do governo pra tudo?
Isso eles devem pra mim sim.
É interessante que um texto que seria maravilhoso, entendido como uma verdade geral, torna-se errado, entendido como uma verdade universal. E é assim que muitos anarco-capitalistas o vão entender.
É muito útil as pessoas entenderem que não tem direito a que o estado espolie outros para lhes dar o que desejam. E é assim que muitos entendem a república: uma chance de usar o estado para espoliar outros. Também será útil que as pessoas não tem o direito de obrigar outros a pensarem bem delas, ou amá-las.
Mas vejamos se realmente não devemos nada a ninguém e ninguém nos deve nada.
Sei que os principais membros do Institudo Mises do Brasil são cristão. Então me sinto livre para apontar algumas incongruências entre o texto (entendido no seu sentido universal, como a maioria vai entende-lo) e a ética cristã. Segundo a ética cristã, somos devedores a Deus em dois aspectos fundamentais. Em primeiro lugar, porque ele nos criou, e somos portanto, junto com todas as coisas, propriedade dele. O meu próximo tem obrigação de respeitar a minha liberdade, mas Deus a respeita porque quer. Em segundo lugar, somo devedores por sermos pecadores perdoados. Essas doutrinas são tão centrais e auto-evidentes, do início ao fim da Bíblia, que não cabe qualquer interpretação que as negue. Então, entendido de forma ampla, esse texto é incompatível com a ética de qualquer cristão.
Mas continuo. Tenho um filho de 4 meses. Segundo a ética cristã, eu devo a ele, por ser meu filho, sustento, amor, carinho, educação, compreensão. E ele nos trata, eu e minha esposa, como quem deve isso a ele. Ele não pede gentilmente comida, conforto, atenção. Reclama, chora e berra se for necessário, porque no seu instinto está incomodar os país até que estes lhe deem o que ele quer. E ele está certo, segundo a ética cristã. Alguém poderá obstar que ninguém pode ser obrigado ao sentimento de amor. Ocorre que na ética cristã, o amor, além de ser o nome de um sentimento, é uma atitude, e é obrigatório. Além disso, segundo o ensino cristão, aquele que ama a Deus não é nunca desprovido das afeições naturais. Conforme ensina o apóstolo (acho que Paulo, mas não tenho certeza) “aquele que não tem cuidado dos seus, deixou a fé, e é pior que os infiéis”.
Vejamos agora do ponto de vista da psiquê humana. Um ser humano normal fica impassível se for rejeitado por um pai, uma mãe, um filho, um conjuje? De forma alguma. Nossos sentimentos nos prendem. É infantil e tolo alguém ter necessidade de ser aceito e amado por todos aqueles que julga que deveriam aceita-lo e ama-lo. Mas não é normal não sofrer quem é rejeitado pelos mais próximos. Você não pode ser livre disto. Adultos que foram orfãos ou crinaças abandonadas, tem uma dor dentro de sí.
Vejamos agora do ponto de vista da lei. Lei é moral legislada. Mas isso não significa que toda a moral deva ser legislada, porque isto tornaria todos os homens escravos, e a liberdade é um dos elementos primeiros da moral cristã. Sem liberdade não há amor, nem justiça, nem paz. Se você faz tudo por um amigo, lhe ajuda nos momentos mais difíceis, e ele vira as costas tão logo esteja bem e você mal, ele é um calhorda do ponto de vista moral, mas não deve ser seu devedor do ponto de vista legal. A lei tem de respeitar a privacidade das pessoas.
Vejamos agora do ponto de vista da relação entre o cristão e o governo. O fato do cristão dever amar não o obriga a se submeter àqueles que o querem escravizar, sejam agentes particulares ou governamentais. Em alguns casos, até pode ser uma estratégia para os que pregam o evangelho, aceitar exigências extravagantes, como ensinou Jesus na parábola da segunda milha. Mas estratégia não é uma questão de direito, mas de inteligência. Quando julgou conveniente, o apóstolo Paulo suportou prisões e até açoites injustos. Quando julgou conveniente, usou a lei para frear a ameaça das autoridades e ameaça-las de volta.
O cristão deve lutar por manter a liberdade, para sí e para o próximo. Os cristãos dos séculos passados entendiam isso com clareza, e não viam problema moral algum em lutar pela liberdade. Os de hoje são os primeiros a submeter-se (e ajudar a submeter outros) aos ditames de regimes cruéis, se apenas tais governantes falarem algumas palavras mágicas como “fraternidade”, “solidariedade”, “bem estar”, “cuidado com os mais pobres”. Vergonhoso.
Finalmentem, não é só pelo que posso obter que devo compreender e tratar bem o meu próximo. Se eu for privado da convivência do meu filho, mas souber que ele será um homem de bem, útil, e feliz, isto me bastaria. Seria melhor que a própria amizade dele.
Leandro, sei que saí do tema, e peço desculpas, mas achei que não conseguiria explicar meu pensamento sem ser um pouco mais amplo. E desculpe-me a falta de clareza e destreza com as palavras.
“Me expliquem onde um protagonista esquizofrênico e insano, atraindo tão mentalmente perturbados qnt ele, pode se considerado de esquerda? ta mais pra o contrário.”
Lenin, Stalin, Trostky, Fidel, Che, Mao, Pol-Pot, Kim Jung-Ill, todos são esquizofrênicos e insanos, a atraem fãs tão ou mais mentalmente perturbados quanto eles. Ou seja, tal comportamento é a definição perfeita da esquerda.
Boa lição.
Mas a garota deve ter ficado puta!! HUAHUAHUAHUAHUA
Parabens a todos que mantem e contribuem com este site, atualmente uns dos poucos websites a manter a sanidade nestes tempos de insanidade ideologica.
Seus artigos tem sempre algo a ensinar. Nao desistam, por favor.
Obrigado.
Mas… mas… mas eu queria uma bicleta, pai.
Todo ano recebo essa mesma mensagem de presente. :'(
Zoera. Excelente texto. Sempre bom ser lembrado.
Olha, que texto fantástico, diria até inesperado, pois sempre foi tratado de economia aqui de uma maneira tão técnica que eu jamais esperaria que um texto romanceado como esse pudesse ter um efeito melhor ainda, com o fim de explicar como devem ser as relações de mercado. Transmitirei para todos os meus amigos possíveis, é um esplendoroso artigo.
Uma sugestão: poderíamos ter um botão do tipo “Curtir”, “Like” por aqui, para avaliarmos os textos, bem como também os comentários. Ficaria muito legal.
Aproveito o ensejo para desejar a todos do IMB um Feliz Natal, e agradecer, pois a descoberta das ideias da EA me abriram as portas do pensamento de uma forma que eu não imaginava.
Abraços a todos.
Ótimo texto!
Claro que esse mote (“Ninguém deve nada a você”) e sua contrapartida (Você não deve nada a ninguém”) devem ser compreendidos dentro de sua aplicação correta.
Se eu compro um móvel em certa loja, o lojista me deve algo sim: um móvel daquele em boas condições e no prazo combinado, ou então o meu dinheiro de volta.
* * *
Com estes ensinamentos tortos, sua filha nunca terá noção dos direitos dela… Como o direito de invadir um supermercado exigindo cestas básicas:
http://www.hojeemdia.com.br/minas/moradores-de-areas-ocupadas-invadem-supermercado-exigindo-cestas-basicas-1.204194
e claro, o direito de ter uma escolta policial para garantir o diálogo!!!
Nem nunca terá a alegria de conseguir algo com as próprias mãos, pelo próprio esforço, pela própria coerção:
http://www.hojeemdia.com.br/minas/apos-invas-o-supermercado-cede-e-entrega-150-cestas-basicas-para-manifestantes-1.204296
[/ironia]
pois é amigos, quando o governo nos ‘ensina’ na base da força, a população um dia acaba aprendendo a usar a mesma arma. descobriram que, em meio a nossa decadência moral, não precisam mais do governo para saquear. os donos do supermercado aceitaram o código moral dos saqueadores e sancionaram o crime cometido. tiveram vergonha de negar aos ~mais necessitados~. A Revolta de Atlas nunca foi tão atual!!
Aproveito o texto ótimo, o qual já li ao menos três vezes nesse site, para sugerir que cada artigo traduzido e publicado seja acompanhado de algumas informações importantes: a origem do texo e a data original de publicação.
Concordo com o texto.
Apenas discordo de alguma palavra eventualmente escolhida (sem discordar da ideia que sustenta o texto), pois considero que RESPEITO é a única coisa que todos devem, sim, a todos.
Ao se afirmar que ninguém deve-lhe respeito está-se sancionando a anarquia. Ao se considerar que todos devem RESPEITO aos demais, às suas vidas, liberdade e propriedades, está-se evidenciando uma norma geral de justa conduta que sedimenta a base para uma conduta libertária.
A meu ver o RESPEITO, bem como as ideias de que todo ser humano é um fim em si mesmo e único dono de sua própria vida, liberdade e propriedade, de que cada um é responsável pelos seus atos, mas apenas por eles, de que cada um pode livremente negociar o que for seu, de que não é lícito iniciar a violência e de que a lei, quando necessária, tem que ser igual para todos, são as ideias-chave para uma proposta libertária.
O texto é muito bonito, parabéns ao autor, mas tenho dúvidas a que ele conduza a que a vida de nossos filhos seja a mais proveitosa e a mais acertada. Eu acho que para que assim seja, o pensamento deveria ser exatamente o contrário, mas não vejo a que o texto conduza ao egoísmo, a dívida do outro é apenas uma questão de valorização de nossas ações, é o reconhecimento do outro, e isso deve ser esperado sim! Eu diria ao meu filho:
O mundo deve muito a você!
A você que tenha para o mundo aquilo que o mundo precisa, e essa deve ser a sua conduta na vida, ter para oferecer ao mundo aquilo que ele mais precise! Não jogue fora um minuto de seu tempo sem que seja para dar ao mundo aquilo que ele mais precise, e assim, o mundo deverá muito a você! Se você vai acertar ou errar em sua conduta, isso não é o mais importante, mas sim, sua determinação de oferecer o que você julgue o melhor para o mundo. A dívida do mundo para com você haverá, porque não se encontra a toda hora, a todo momento, pessoas disponíveis a esta tarefa de se doar para o outro, assim, é natural que o outro reconheça em você essa possibilidade, e se sinta em dívida com você, mas não haverá nenhum problema nisso, desde que suas intenções, suas ações, sejam frutos de sua certeza de que é você quem deseja se doar, e não esperar que o mundo solicite a você sua doação. Assim, o que virá, com toda a certeza, é que a todo momento…
O mundo deverá muito a você!
E o mundo estranhará o fato de que não haverá cobrança sua por esta dívida, o mundo simplesmente sentirá que deve e que essa dívida é a mais legítima de todas, onde o devedor recebeu sem ter solicitado o que recebeu, e você, o doador, esperava sim, esse sentimento de dívida do favorecido, porque entrega sua vida para alguma causa importante, não importa a causa!
Quanto a ideia de que "nunca exija nada de ninguém", não parece ser um bom caminho. Exija que o outro entenda que você tem uma luta na vida e que sua luta pode ser a melhor, fale de sua luta, não importa qual seja sua causa, sua luta é sua crença, e sua crença deve ser a melhor para todos, ou que você entenda que uma outra proposta é melhor do que a sua, mas enquanto sua crença mover suas ações, exija que o outro compreenda suas ações, esclareça sobre suas ações e atitudes, e que elas o acompanhe em sua caminhada!
Assim , siga em sua trajetória realizando aquilo que você saiba que o mundo sentirá que haja sim, essa dívida do mundo para com você, ainda que você não precise nunca cobrar essa dívida, porque basta a dívida, o reconhecimento de suas ações na vida, ainda que toda dívida seja ilegítima, sua crença e ações em prol do outro, serão sempre legítimas!!
Feliz Natal, meu filho, nesse mundo onde somente seu caminho na vida será a esperança de que um novo dia estará amanhecendo, e que o reconhecimento, e por que não dizer, da dívida de todos para com todos, seja a lição de que o mundo vai mudar! O mundo tem sim, uma dívida com você, enquanto suas ações forem legítimas e valorosas!
Anônimo qualquer.
Nestes tempos de Natal ocorre-me os pontos convergentes entre a visão libertária e a visão cristã.
Os fundamentos do cristianismo são o amor, o respeito ao próximo e a responsabilidade individual.
Os fundamentos da visão libertária são a liberdade, o respeito ao próximo e a responsabilidade individual.
A interseção entre dois elementos mostra o quão compatíveis são as duas doutrinas.
O egoísmo racional em si (que nos acostumamos a ver como anti-cristão) não é um elemento, mas apenas um direito. Sendo a lei a razão desprovida de qualquer paixão, qualquer organização social jamais poderá impor o amor. "Amor" imposto, ainda que de forma sutil, é hipocrisia. O verdadeiro amor só é atingível pela liberdade.
Parabéns IMB!! Ótimo texto!
Grande mensagem!
O texto toca um aspecto significativo: a relação com os outros. Entretanto, dentro do seio familiar, a coesão necessária para a sinergia cria deveres.
Muito bom o artigo,
Com relação ao que tem sido dito por alguns leitores, de que o artigo não é sobre economia, só posso afirmar que( Com base na minha experiência como leitor do IMB) o instituto quer promover a filosofia da liberdade, seja na área da economia, ciências humanas, direito, filosofia, ou outras.
FELIZ NATAL a todos vocês do IMB, leitores e membros.
Olá, pessoal! Nunca comentei por aqui, mas gostaria de registrar que gostei muito do texto e é assim que tento levar minha vida também. Concordo com um dos comentaristas que falou sobre as fontes do texto. Acho que falta isso no Mises Brasil também. Sempre gosto de ler as versões originais além das traduções.
De qualquer forma, aqui está o link para o próprio site do Browne com esse texto (de 1966!): http://www.harrybrowne.org/articles/GiftDaughter.htm
Texto fantástico.
O natal se aproxima e darei este texto à minha afilhada.
Texto fantástico em sua simplicidade. Que possamos convencer cada vez mais pessoas a seguirem estas simples palavras:
Ninguém deve nada a você.
Ser cristão ou ter alguma crença que pregue amor ao próximo é totalmente incompatível com essa abordagem
Desde de que conheci o instituto Misses, logo na primeira leitura, me identifiquei plenamente com os pensamentos e com a forma de enxergar o mundo, á sociedade, á política, á economia, e á própria cultura á que se encaixam todas as matrizes desenvolvidas por esta Escola Austríaca, á qual, eu não conhecia, porem, surpreendeu-me pela instantânea absorção que que nutria meus pensamentos, bem antes de conhece-la. Por falar em presente á Filha, no meu caso, são 3 presentes para 3 filhas, as quais, seguem até hoje á plenitude daquilo que pude repassar á elas como ensinamentos e conhecimento que obtive durante minha vida, sempre em consonância com o pensamento que acabei encontrando na Escola Austríaca. A minha primeira, logo aos 13 anos, foi submetida ao mundo, e com 14 anos já estava trabalhando em Tokyo onde permaneceu por mais de 60 dias. Sem á autorização do Juizado da Vara de Família Infância e Juventude, o qual, na ocasião se negou á permitir que ela viajasse sem nenhum acompanhante em voo internacional, que faria escala em NY onde teria que aguardar sozinha á troca de aeronave para seguir para Tokyo. Na ocasião, disse o Juiz, eu não irei autorizar uma coisas dessas, imaginem vocês, Pai e mãe, com tantas ocorrências de pessoas que acabam envolvidas em tráfico de drogas, sequestradas, escravizadas, e desaparecem, eu não posso jamais conceder este tipo de autorização á uma menor de idade. Lembro-se de eu ter dito para o Juiz, Dr. ela embarcara daqui á 2 dias, e mesmo sem autorização, ela é cidadã brasileira, o governo brasileiro será acionado caso ocorra algum infortúnio, e ela vai embarcar mesmo sem sua autorização. E embarcou, foi, e retornou após 60 dias de trabalho. Hoje mora na Espanha, com 27 anos, tem á sua própria empresa, formou-se em Designer pelo Instituto Europeu, conhece o mundo todo, fala 4 idiomas, e eu jamais tiver que desembolsar valores estratosférico para conceder á ela, o aprendizado que só ela poderia obter, porem com a base, solidificada e forjada sobre um forte ensinamento, o qual ela nutre até hoje, a liberdade para empreender, toda a capacidade inerente aos seres humanos que devem nutrir seu próprio desenvolvimento sem esperar, mais sim buscar constantemente o próprio crescimento num mundo que esta cheio de oportunidades, e assim se seguiu com todas as outras duas filhas. A Filha do meio, formou-se em Malaga, para onde embarcou á mais de 7 anos quando tinha 18 anos, e na Espanha se instalou, estudou, e hoje reside, trabalha com á irma, e do mesmo modo, sem grandes dispêndios como normalmente é de praxe quando se tem situações deste tipo que se apresentam no dia á dia, das Famílias e de todas ás sociedade que nutriram visões distorcidas, e acabaram estagnadas em um ambiente de pensamentos que enclausuram e fazem dos serem humanos, seres LIMITADOS pelo MEDO, e pela própria falta de criatividade pois foram educados e ensinados, á esperar o MANÁ caindo do céu. A terceira filha, que completara agora dia 28/12, 19 anos, embarcou para Espanha, com 17 anos, já esta entrando no segundo ano de Direito em Sevilha, reside sozinha, e logo que iniciou á sua carreira universitária, sem conhecer o país onde estava recém chegada, certo dia me liga dizendo que estava pegando o trem em Sevilha para ir para Salamanca, onde ela viu que iria acontecer um congresso de Governança Global que teria á participação de alguns membros do Ministério Público do Brasil, e decidiu se inscrever para participar do congresso, e eu pergunto: ELA DEVERIA FICAR SENTADA, AGUARDANDO O MANÁ CAIR DO CÉU, OU ESPERANDO QUE GOVERNOS, E INSTITUIÇÕES DE CARIDADE, LHE PEGASSE NO COLO E LHE CONDUZISSE PELOS CAMINHOS DAS PLUMAS? Não, não foi isso que ensinei á elas, uma vez que, não foi desta forma que apreendi, desde cedo, e não esperar nada do mundo, e sim, buscar tudo que o mundo tem disponível para mim, e assim foi que repassei o presente para minha 3 filhas. E este presente, tem grande relação aos ensinamentos do Instituto Misses, uma Escola que esta chegando e vai promover as grandes transformações que toda sociedade precisará compreender. Parabéns á todos.
A “ninguém deve nada a você” eu respondo “eu quero que o mundo se foda”.
O mundo ia ser um paraiso se os parasitas se mancassem e pegassem suas coisas e ficassem longe das nossas propriedades, nossas contas bancarias. Mas eles tem que ser expulsos , por essa nao ser a.mentalidade deles
Para manter a tradição, onze anos depois, estou lendo o mesmo texto.
E ainda me surpreendo como ele implica reflexão tão útil e necessária, faz-me pensar sobre o que fiz do ano que passou e o que farei com o ano que virá.
Minhas relações mudaram, eu mudei, mas a sensação e a conclusão são as mesmas, e precisam ser lembradas todos os anos.