Não
se deve subestimar a capacidade do governo de perverter medidas de cunho liberal
e utilizá-las para proveito próprio, aumentando seu poder. Em hipótese alguma se deve duvidar de que o
governo irá aproveitar uma demanda popular antiestado e subvertê-la para
agigantar seu poder.
Um
exemplo deste oportunismo estatal são as privatizações. Em tese, a privatização de empresas estatais seria
uma medida que retira poder e arbitrariedade do estado, pois este deixa de ser
administrador e investidor e passa a ser apenas um coletor de impostos. Na prática, no entanto, é diferente. O estado vende empresas e ao mesmo tempo aumenta seu controle. Ou seja, ele privatiza (troca a gestão estatal
pela gestão privada), mas não desestatiza. No final, aumenta seu poder por meio da
mágica das agências reguladoras.
O
estado tira proveito da maior eficiência da gestão privada para aumentar sua
receita de impostos, e reforça o poder das agências reguladoras para controlar rigidamente
os mercados em que atuam essas empresas privatizadas. Em troca dessa submissão, o governo usualmente
garante às empresas uma reserva de mercado, a qual é solidificada pelas
agências reguladoras, que implantam barreiras burocráticas e regulatórias à
livre entrada de competidores, impedindo assim uma genuína livre concorrência
No
Brasil, como regra geral, os setores “privatizados” mantiveram em
grande medida seus monopólios garantidos por lei, em um formato destinado a
maximizar tanto a chamada ‘outorga’ quanto as participações nos resultados
futuros. Em outras palavras, o repasse
do monopólio por lei ao gestor privado permite ao governo maximizar tanto os valores
recebidos pelo estado na data da “privatização” como nos anos vindouros . Além disso, os leilões foram viabilizados com
dinheiro do BNDES, e os fundos de pensão de estatais (que, em última instância,
são controlados por políticos e sindicalistas ligados a partidos políticos)
adquiriram participações em várias dessas empresas “vendidas”. Não houve um único setor da economia do qual
o estado tenha se retirado por completo.
Assim como a jabuticaba e a pororoca, as “privatizações”
brasileiras são um fenômeno único: aumentam a participação do estado na
economia.
Fizemos
estes prolegômenos para introduzir o leitor ao novo golpe que está sendo
perpetrado pelo estado contra a iniciativa privada, golpe este travestido sob o
manto de “mais transparência” e “preocupação com os direitos do cidadão”: a
obrigatoriedade da discriminação de impostos na nota fiscal.
A
exigência de que os impostos embutidos nos preços das mercadorias e serviços sejam discriminados na nota fiscal sempre foi uma demanda popular. A ideia é que, se os consumidores de fato
souberem o quanto pagam de impostos — embutidos veladamente no preço final –,
terão maior consciência do tanto o governo extrai dele e do que o governo pode
estar desviando para a corrupção. Ato
contínuo, ofereceriam maior resistência a qualquer anúncio de aumento de
impostos.
Até
aí, tudo bem. Trata-se, de fato, de uma
medida antiestado. Afinal, governo nenhum tem interesse em súditos bem informados a respeito de sua esbórnia fiscal. Porém, como diz o aforismo apócrifo, o diabo
está nos detalhes. Veja a notícia a
seguir:
Dilma
publica lei que obriga detalhamento de impostos na nota fiscalMedida foi aprovada
com vetos e entra em vigor em junho de 2013Nova lei determina
que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados
na nota fiscal.A presidente Dilma Rousseff publicou nesta segunda-feira
(10) no “Diário Oficial da União” a lei 12.741, que determina que os
tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados na nota
fiscal. Diferentemente do texto aprovado pelo Congresso Nacional, a lei
sancionada estabelece que deverão ser identificados sete e não nove tributos:
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), PIS/Pasep, Cofins, Contribuições de Intervenção no
Domínio Econômico (Cide), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS).Informações referentes ao Imposto de Renda e a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foram vetadas pela presidente. Outro veto
diz respeito à parte do texto que determinava a identificação do tributo mesmo
que estivesse sendo questionado na Justiça ou em processo administrativo.No caso dos serviços financeiros, as informações sobre os
tributos deverão ser colocadas em tabelas fixadas nos pontos de atendimento,
como agências bancárias. O IOF deverá ser discriminado somente para os produtos
financeiros, assim como o PIS e a Cofins, somente para a venda direta ao
consumidor. A lei também estabelece que a nota fiscal deverá trazer o valor da
contribuição previdenciária dos empregados e dos empregadores sempre que o
pagamento de pessoal constituir item de custo direto do serviço ou produto
fornecido ao consumidor.Sempre que os produtos forem fabricados com matéria-prima
importada que represente mais de 20% do preço de venda, os valores referentes
ao Imposto de Importação, ao PIS/Pasep e à Cofins incidentes sobre essa
matéria-prima também deverão ser detalhados.Para que os estabelecimentos comerciais tenham tempo para
se adaptar às novas regras, a lei só entra em vigor em junho de 2013. A partir
daí, quem descumprir a lei pode ser
enquadrado no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que prevê sanções
como multa, suspensão da atividade e cassação da licença de funcionamento.A lei é fruto de uma iniciativa popular que reuniu
aproximadamente 1,56 milhão de assinaturas coletadas pela campanha nacional De
Olho no Imposto, da Associação Comercial de São Paulo.
Perceberam
a encrenca? A notícia, que tinha tudo
para ser boa, é péssima. Para começar, o
cálculo dos impostos ficará a cargo das empresas. Só que graças ao nosso sistema tributário incompreensível,
ele é extremamente complicado e nada exato.
Aliás, ele é quase impossível de ser feito, principalmente ao se levar
em conta os impostos embutidos nos insumos.
Consequentemente, isso abre espaço para vários tipos de chantagem e de cobrança
de propina da parte dos fiscais do governo.
O risco de autuação será alto.
Quem descumprir a lei — qualquer pequena empresa sem contadores
capacitados — será enquadrado com multa, suspensão da atividade e cassação da
licença de funcionamento.
Dos
88 tributos
existentes no Brasil, a lei só determinou “transparência” para oito deles. A lista de impostos a serem especificados é
estritamente controlada pela lei, e a presidente já começou vetando dois
impostos (IR e CSLL) desse processo de transparência. Ademais, o Imposto de Importação só será
incluído caso o importado represente mais de 20% do preço final de venda, uma
métrica que deverá excluir quase todos os importados de varejo que utilizam
cadeias de distribuição custosas. Que
transparência é essa que se propõe a divulgar menos de 1/10 dos impostos, e com
exceções? Na verdade, é um processo de
desinformação, e não de transparência.
O
processo de aprovação desta lei, que levou 10 anos e consumiu uma quantidade
gigantesca de recursos humanos e financeiros — boa parte advinda de liberais
bem-intencionados –, foi contaminado desde a origem pela mentalidade estatista
de que precisamos da autorização de Brasília para divulgar um mero dado. O mais curioso é que, até hoje, era proibido
divulgar a carga tributária contida no produto.
Qualquer folheto ou papel grampeado podia ser interpretado pelo estado
como um ato subversivo. (No caso do Dia
da Liberdade de Impostos, ao perceber o potencial eleitoreiro dessa encampação
estatal, foi aprovada uma lei “permitindo” que se faça a manifestação
e instituindo por lei o “Dia Nacional da Conscientização de blá-blá-blá”). O que antes era proibido, a partir de agora
será obrigatório. É igual à democracia:
ou você é proibido de votar ou é obrigado a votar. Os burocratas do estado possuem uma
mentalidade binária: eles só veem proibições e obrigações. Não há o meio termo, que é a liberdade.
Quem
será o mais atingido por essa lei? O
pequeno empresário, é claro. Ele agora
terá mais um custo e mais uma obrigação, o que dificultará ainda mais sua
concorrência com as grandes empresas. Alguns
já se deram conta disso e já começaram a reclamar.
E
as grandes empresas? Embora percam, o
fato é que para estas esse trabalho adicional é proporcionalmente pequeno. Mas há um diferencial nada desprezível: esta
lei acaba sendo benéfica para elas,
pois irá diminuir a competição das pequenas e médias empresas.
Isso
é fácil de entender. Impostos,
regulamentações e burocracia funcionam também como barreiras ao surgimento de
novos concorrentes. Uma empresa já estabelecida em um determinado ramo já
se adaptou aos impostos e aos custos contábeis de operá-los, ao passo que esses
mesmo impostos impedem que pequenas empresas cresçam e que novas empresas
surjam. Uma alta carga tributária, acompanhada de um emaranhado
indecifrável de códigos tributários, serve como barreira de entrada no mercado,
o que apenas ajuda as empresas já estabelecidas. Para estas, uma alta carga
tributária ou um emaranhado burocrático incompreensível e arbitrário são um
preço válido a ser pago, pois garante que novas empresas fiquem afastadas e que
a concorrência seja mínima.
Ao
passo que o pequeno empresário estará mais manietado, os grandes não terão dificuldades
— nem carência de recursos — para lidar com essa nova imposição estatal. Com nada menos que 88 tributos e uma
burocracia que é um emaranhado de leis, medidas provisórias, decretos e outros
atos tributários aterrorizantes, que pequena empresa conseguirá concorrer com
os barões já estabelecidos (e quase sempre financiados pelo BNDES)?
O
estado, mais uma vez, cria uma intervenção que não apenas aumenta seu poder e
suas receitas, como também auxilia os grandes à custa dos pequenos. E ainda há aqueles que dizem que o estado
existe para preservar a concorrência e manter a solvência dos mais fracos…
Portanto,
eis aí duas lições: 1) nunca subestime a capacidade do estado de subverter para
proveito próprio causas até então antiestatais; e 2) jamais comemore
antecipadamente a aprovação de medidas aparentemente pró-mercado. O estado sabe o que faz e jamais iria
voluntariamente criar leis que prejudicassem a si próprio — salvo se for uma questão
relativa a sua própria sobrevivência.
Se
você é um pequeno empreendedor, nossas condolências. E boa sorte.
Leia
também:
Quem realmente arca com o
fardo dos impostos indiretos
Eu acho que o estado deveria montar uma lista com todos os produtos e informar o imposto médio de cada item, assim bastaria a empresa fazer uma simples consulta e por a informação na nota fiscal. E sou a favor que seja obrigatória a discriminação da carga tributária.
Olha o que a Associação Comercial de São Paulo disse ao g1:
Para a ACSP, entretanto, a mudança não acarretará em aumento de gastos para as empresas. "Posso afirmar categoricamente que não vai haver nenhum custo adicional. Já existe um software, desenvolvido pelo IBPT [Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário], que está lendo os nove impostos", diz Amato. "Se tivéssemos que pagar alguma coisa, ainda assim, valeria muito a pena"
Um dos benefícios desse projeto é que vai forçar a diminuição da burocracia tributária.
Segundo análise do governo federal, [as empresas terão de contratar] instituições de “âmbito nacional reconhecidamente idônea” para calcular e fornecer os dados a serem divulgados nas notas fiscais.
[link]www1.folha.uol.com.br/mercado/1198841-com-vetos-dilma-sanciona-lei-para-informar-tributacao-em-nota-fiscal.shtml[/link
A medida é péssima para o pequeno empresário. Eu, na condição de contabilista, e os demais colegas, absolutamente aumentaremos o valor do honorário para fazer o exato cálculo.
Foi mencionado que o governo disponibilizará um software… Da mesma forma que “protegeu” as pequenas empresas com o Certificado Digital, vocês sabem o valor desse certificado? Pergunte a qualquer empresário se ele se sente beneficiado com o altíssimo custo do certificado.
Parabéns a Dilma, pois cumpre com seu dever de estadista e principalmente de petista, F**** com o povo !!!
Seria muito melhor se o governo simplesmente deixasse livre para a empresa divulgar as informações que ela quiser e da maneira como quiser. Já era um absurdo que a empresa fosse proibida de divulgar o valor dos impostos que paga. Agora, mudar a proibição para uma obrigação, dando um prazo ridículo de 6 meses, é pior ainda. \r
\r
Eu trabalho com desenvolvimento de softwares e posso dizer com pleno conhecimento de causa que, dependendo como foi implementado o sistema de impressão da nota fiscal, o custo desta mudança será altíssimo. O sistema pode não ter esta informação pronta em nenhum lugar, e a pessoa que vai construir este componente pode não ter sido a mesma que desenvolveu o software no início. Leva um bom tempo só para entender a lógica de funcionamento do sistema, além do tempo para entender a lógica do negócio, que no caso dos tributos não é pouca coisa. Por exemplo, como que o sistema vai dar entrada nos impostos acumulados enviados pelo fornecedor, que antes vinham embutidos no custo do produto (especialmente aqueles impostos em cascata)? Não esqueçamos também que o governo criou de repente uma alta demanda pelos serviços de desenvolvedores de software, o que poderá ocasionar em uma alta nos preços da hora trabalhada.\r
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Incrível como estas regulamentações que só atrapalham nossa vida saem como pãozinho do forno de uma padaria.
A questão toda é clara, a questão é que não deve ser PROIBIDO ou OBRIGATÓRIO colocar os impostos, mas deve ser PERMITIDO. Se a empresa quer colocar os impostos, ok, se não quiser ok tambem. Se o consumidor quiser saber os impostos, que comprem os produtos de que os informa.
Vocês sabem quando e aonde será a 4 conferência da escola austriaca?
Ou não foi definido ainda?
Realmente, tinha ficado contente por ler a notícia…quanta ingenuidade! Mas engraçado é imaginar uma nota fiscal de uma compra de mês num mercado. Se comprar 50 itens, virão 350 linhas (50 itens x 7 impostos)!!\r
\r
FANTÁSTICO!\r
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Essa lei seria sensata se tivéssemos só um IVA de imposto direto.
Mais trabalho para mim, já que trabalho no departamento contábil de uma empresa de grande porte (e acredito, a maior de RO).
Isso me bateu uma curiosidade, tem especialistas em contabilidade (obs: não sou contador, nem pretendo seu, embora meu pai seja), aqui no IMB? Seria uma boa ideia já que acredito que a Contabilidade dá mais noção das intervenções estatais e a burocracia do que a própria Economia, ao menos eu fico abismado com o excesso disso.
Vejam a pérola que recebi de um indivíduo que quer mais impostos:
“Que nada. O rico não recebe nada do que paga de impostos, por isso quer que acabem. Já o pobre, recebe.”
Será que ele não sabe que uma redução de impostos acarreta até mesmo em um aumento da contribuição ao longo prazo devido ao barateamento do capital, o aumento da poupança devido aos menores custos de vida e o aumento do volume de investimentos(Principalmente de pequenas empreendedores)?
Será que ele levou em questão que as mais afetadas por impostos são as pequenas e médias empresas, pois possuem menos condições(Tempo e fundos) para contribuir com as demandas estatais – e que por isso serão gerados menos empregos? Será que ele levou em questão que nenhum pobre escolheu se queria trabalhar 5 meses do ano pelos maravilhosos serviços estatais? Será que ele realmente crê que é capaz de medir o preço de um serviço público quando não há um sistema de preços baseado no mercado?
Será que ele levou em questão que os pobres são os que pagam uma porcentagem maior de impostos sobre sua renda total? Será que ele realmente acha que é o rico que é mais afetado pela ausência de competição, pela ausência de postos de trabalho, pelo alto preço do padrão de vida(E pelo maior sacrifício necessário para a poupança preciso para seu acúmulo)?
É cada um que aparece…
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Aproveitei a discussão a respeito de impostos. Desculpem pelo “off-topic”, apenas queria tirar isso do meu baú.
O artigo está excelente e muito explicativo.
Maravilhoso artigo da equipe do IMB. Oportuno, esclareceor e derruba um mito muito comum! Parabéns! Cada vez mais me orgulho de fazer parte do IMB.
Essa medida é uma demanda popular bem antiga, e como vivemos em uma democracia acho justa a implantação. O IBPT irá fornecer gratuitamente o software para leitura dos impostos, então o custo para o empresário é estabelecer a comunicação entre o software do IBPT e o utilizado na empresa. Pelo que entendi, o valor do imposto vai vir ao final da compra, parecido com sales tax mostrado nas notas fiscais nos EUA, e não discriminado por imposto e por item.
Mais um detalhe, a qualidade e o nível de serviço das empresas no Brasil é tão ruim, além dos inúmeros casos de desrespito ao consumidor, que a maioria dessas só respeitam o consumidor se houver intervenção estatal.
10 anos para fazer isso? e a ACSP, podia ter tomado a iniciativa de descriminar os impostos sem esperar uma lei, ou isso era proibido?
É por essas e por outras que a gente perde a esperança de ter um país com menos intervenção estatal, caminhamos celére para o Socialismo, estamos quase lá;
Senhores, estou aturdido, mormente porque ajudo a “tocar” um pequeno negócio de um amigo e sua esposa. Vá lá, as informações contidas no artigo me parecem inequívocas, mas todos os setores da pequena empresa serão diretamente afetados?
Vai ser complicado mesmo, como eu vou discriminar 9 impostos no meu talão de Nota Fiscal que tem apenas 15 linhas, no padrão determinado pela Secretaria de Fazenda tem campo para destaque apenas do ICMS e ISS, vai ser um Deus nos acuda no escritorio, e tem mais não tenho como contratar um escriturario para realizar apenas esta tarefa. E tem mais porque não apenas informar o percentual de impostos cobrados no valor Total da Nota Fiscal, assim também seria o suficiente para informar o consumidor.
Não tem segredo, Ewerton. É só você calcular direitinho os valores de todo o emaranhado tributário inventado pelo governo e apresentar os valores corretos na nota fiscal. Burocratas inventam a mixórdia, mas é sua a obrigação de desfazer a bagunça. Se fizer o cálculo direitinho, você será premiado com uma benesse governamental sem precedentes: poderá continuar operando seu empreendimento. Eles não são uns amores?
P.S.: é óbvio que a intenção deste governo é criar um atrito entre consumidores e empresas privadas. Os consumidores reclamarão com o governo que as empresas não estão explicitando corretamente os impostos criados pelo próprio governo! No final, o governo será visto como o salvador preocupado com a população, ao passo que você empreendedor é que ficará com a fama de safado e espoliador. Pode anotar. Aqui mesmo nesta seção de comentários já tem idiotas pensando isso.
O mercado vai nos salvar com alguma solução, ou pelo menos diminuir o estrago, empresas prestando serviços de calculo de impostos para os comerciantes e contadores.
Mais um novo mercado para ser desviado recursos que poderiam ir para setores produtivos.
Se “o estado” nunca faz nada de ruim para si, porque acabou com a cpmf ? Não podemos achar que isso era uma questão de sobrevivência do estado…
O que eu acho pior disso?
As pessoas vão ler na nota fiscal o quanto de imposto irão pagar. Ok, legal.
Contudo, muitos vão falar que a carga é “não tão alta assim”, ou, naturalmente, irão subestimar o tanto que pagam de impostos – visto que apenas alguns tributos estarão inclusos.
Em suma, o estado sai novamente lubridiando – e ganhando.
Revoltante, no mínimo.
Alguém sabe explicar pq a Dilma decidiu vetar o IR e a CSLL?
Fora o seguinte: essa suposta “transparência” de impostos no fundo tem um objetivo oculto que é levar o sujeito a pedir por MAIS estado. Algo do tipo: “pago um absurdo de impostos, portanto exijo serviços públicos de qualidade” e todo aquele bla bla bla.
Não só os impostos não vão baixar (já que apenas saber quanto se paga de impostos não lhe dá poder nenhum para reduzí-los) como também irão de certo modo reforçar ainda mais a falsa ideia de que impostos são necessários e que a população precisa de serviços públicos.
Enfim, é roubar e ainda tirar sarro de todos.
Que tal colocar também a margem de lucro da operação de venda?
E a margem de lucro total de todos os elementos do produto?
Uma coisa importante a considerar é que se o software for disponibilizado gratuitamente pelo governo e o empreendedor aplicá-lo corretamente, seu custo será mínimo e os efeitos continuarão os mesmos, ele não poderá ser penalizado se provar que aplicou o software mediante a exibição de dos logs do sistema. E isso evitaria até os achaques dos fiscais corruptos.
Mas tem gente que está tão paranóico na mania de criticar o governo, que encontra um jeito de fazê-lo até quando ele acerta.
Os governos cometem erros demais para que se fique procurando chifres em cabeça de cavalo, por favor, sejam razoáveis.
“O mais curioso é que, até hoje, era proibido divulgar a carga tributária contida no produto.”
Onde é que estava essa proibição?
Jeová,
Você faz a pergunta certa, porém para as pessoas erradas.Quem cobra é o Estado, quem regula e o Estado, então quem deve saber é o …..?
=)
Vejam aqui uma simplíssima lista das obrigações impostas aos comerciantes pelo estado. Acho que empreender na URSS era mais fácil.
Vou abrir uma distribuidora de bobinas para ECF. Imagina só o tamanho do cupom fiscal!
Realmente, a idéia inicial por detrás da lei, levando-se em conta o real conhecimento da carga tributária por parte do contribuinte explorado geraria pressão pela cobrança de melhores serviços.
Porém nessa lei não é o que vemos, a maioria dos impostos que não estão contemplados exercem alto impacto sobre o preço final. O acúmulo de impostos ao longo da cadeia produtiva continuará subentendido no valor final e o contribuinte continuará sendo enganado.
De quebra o estado ainda cria uma multa para que o “pobre cidadão explorado” não fique a mercê dos “maldosos capitalistas”, arrecadando e passando ao Silva ignorante a imagem de bonzinho.
Xeque mate!
O conhecimento de quanto o consumidor vai pagar não vai mudar rigorosamente nada. A população está completamente dominada pelo esquerdismo, tanto na esfera política quanto na cultural.
Além do que, o povo é burro demais para entender o que vai aparecer lá.
Como essa lei teria que ser pra agradar aos liberais?
Se fosse pra colocar TODOS os impostos, seria mais trabalho ainda, não?
Este é um bom site onde podemos encontrar artigos muito esclarecedores sobre as mais variadas questões econômicas.
Mas ao mesmo tempo também se vê, tanto nos artigos como nos comentários, o quanto os liberais e principalmente, libertários podem ser tão radicais e utopistas quanto os socialistas.
Na verdade considero a ideologia libertária quase ou talvez tão perigosa quanto o marxismo e analizando o comportamento de libertários e comunistas, são de uma certa forma equivalentes, pois sofrem do mesmo mal que é a mentalidade revolucionária, assim como eram os nazistas também, só mudando o discurso.
É por isso e por muitos outros motivos que não me considero sequer um liberal, é claro que prezo pelo chamado livre mercado, por um Estado reduzido e que não vá além daquilo onde ele se faz necessário, por impostos baixos e simplificados, pelo direito de propriedade privada entre outros valores comuns no liberalismo, porém tais valores podem ser encontrados em outros lugares, a diferença é que mesmo prezando por todos esses e mais alguns, não os tomo como princípio, pois não o são.
Claro, não bastaria o estado ter permitido que os empresários divulgassem os impostos à medida que quisessem (e acredito que seria do interesse da maioria) e pudessem, agora eles são obrigados a fazer esta divulgação, e num molde rígido. Mentalidade binária indeed.
GOSTARIA DE SABER COMO FICA A EMISSÃO DA NF PELAS EMPRESAS ENQUADRADAS NO SIMPLES NACIONAL, QUE NÃO SÃO CONTRIBUINTES DIRETOS DESSES IMPOSTOS QUE DEVERÃO SER EXPLICITADOS NA NOTA.
Isso mesmo. Abaixo agências reguladoras. Vamos acabar com o CADE. Mercado livre. Quem quiser fazer monopólio pode também que o Estado não vai interferir. Quanta sandice.
Bom, eu não vou entrar muito em detalhas porque toda a matéria de INTERNET, raras exceções, são todas de natureza COPIATIVA, não acrescentam absolutamente nada e a que vi aqui não foi diferente, não acrescentou nada, ao contrário onde disse que temos 88 impostos, o correto seria 91 impostos (linguagem geral) impostos, taxas e contribuições.
Eu sou o Pedro, um bicho do mato, la do sertão do Ceará que está aqui na UHY Moreira Auditores na coordenação do ICMS e que aprende com vcs.
Abraços
“Bolsonaro quer que postos exibam composição de preço dos combustíveis”
Pelo jeito, Bolsonaro “dilmou” de novo. E pior, até a margem de lucro terá que ser inclusa.
Eu vi recentemente um trecho de ele reclamando da falta de fiscalização nos postos pelos órgãos reguladores. Ele ainda não percebeu que o problema é justamente a regulação…