Excelente artigo. Desfaz muitos mitos, falacias e nao-entendimentos em relacao as origens dos estados, que sao repetidas inclusive por muitos debatedores que se dizem libertarios. Como vemos, um discussao baseada em evidencia, e’ bastante mais esclarecedora que uma discussao ideologica.
So discordaria da discussao contrapondo a Monarquia a Democracia. Monarquia se contrapoe a Republica, mas nao necessriamente a Democracia, como a existencia de muitas Monarquias democraticas poderia facilmente comprovar. Democracia se contrapoe com TIRANIA, ou oligarquia.
Em luz da contribuicao de artigos como este, valeria a pena revisitar a Historia da Formacao do Estado Brasileiro e a rever conceitos erroneos que sao muitas vezes difundidos aqui sobre sua formacao. Mesmo, ou talvez, exatamente aqueles que rejeitam o estado, deveriam ter o esmero de conhece-lo.
Artigo interessante, mas que erra ao afirmar que todo governo (Estado) é ruim.\r Nesse tópico, Hoppe encara a realidade apenas do ponto de vista humano e materialista.\r Evidente que o homem não é o centro do universo!\r Ora, o governo em si mesmo é uma coisa boa (o seu abuso pelos socialistas é que é uma coisa má), como demonstra – superiormente – São Tomás de Aquino, em seu clássico “Do Governo dos Príncipes”, disponível grátis na internet.\r
Prezado Fernando, sinto muito, mas em momento algum afirmei ou dei a entender ser favorável “à violência contra inocentes” ou a uma “guangue (sic) de ladrões que assalta sistemáticamente seus súditos”.\r Tais afirmações são presunções suas, e, lamento, absolutamente gratuitas e infundadas.\r Não coloque, prezado, palavras nas bocas dos outros.\r E, acredite, engana-se voce redondamente ao atribuir-me tais disparates.\r Com efeito, basta consultar meu outro comentário nesse site, escrito hoje mesmo, no artigo sobre o massacre na escola do Rio de Janeiro, para perceber, com a devida clareza, que defendo o direito dos cidadãos portarem armas.\r Não só para se defenderem de bandidos, mas também para exercerem o “direito de revolução”, previsto no Direito Natural e defendido por São Tomás de Aquino. Direito de derrubar governos iníquos.\r Portanto, não defendo automáticamente todos os governos. Compreendeu?\r Afirmei, e reafirmo, que em si mesmo considerado o governo é uma coisa boa.\r E não falei isso sózinho, mas acompanhado de São Tomás de Aquino.\r Apenas os governos ruins devem ser combatidos.\r Os bons governos devem ser apoiados.\r Seu erro – e o de Hermann Hoppe – é generalizar que todos os governos são essencialmente ruins. \r Que a própria existencia de um governo seria algo intrínsecamente ruim.\r Trata-se, sem dúvida, de uma enorme e equivocada presunção.\r Veja, prezado, se o nosso corpo não fôsse governado pelo cérebro (inclusive nas ações involuntárias, como respirar, etc), a vida não, seria possível.\r Nem todo cérebro é ruim, meu amigo.\r Só aqueles que não funcionam…\r Aguardo pois sua resposta, pedindo porém, que venha em forma de\r argumentos, e não de presunções.\r um abraço\r \r ROBERTO ELIAS COSTA\r
Se o prezado, e ao que parece algum outro leitor, não conseguem distinguir entre um afirmação concreta e uma analogia, não há condições de se prosseguir racionalmente.\r Acessei este site em busca de respostas, mas parece que voces não as tem.\r Mas tem muita agressividade, isso não posso negar.\r Não vai ser com esse discurso emocional e vazio que a teoria libertária irá se firmar neste país.\r Uma pena, esta polêmica tinha tudo para esclarecer a um grande número de pessoas.\r Que falta faz Murray Rothbard!\r Farewell
Caro anônimo.. obrigado por nos destacar a inescapável contradição do grande Albert Jay Nock. “by strictly negative intervention”…. Realmente, totalmente negativa a ação de meter a mão no meu bolso para angariar impostos…
Nock era bom, mas como todo liberal clássico, continha incosistências inescapáveis.
Sobre a distinção estado/governo fico com o Chodorov:
“The anarchists say the State is evil. They are wrong. The State are evil. It is not a system that creates privilege, it is a number of morally responsible people who do so. A robot cannot declare war and a general staff cannot conduct one; the motivating instrument is a man called a king or a president, a man called a legislator, a man called a general. In thus identifying political behavior with persons, we prevent the transference of guilt to an amoral fiction; we place responsibility where it rightly belongs.
Having fixed in our minds the fact that the State consists of a number of people who are up to no good, we should proceed to treat them accordingly.”
Você consegue conceber o estado sem o governo??? Ou o governo sem o estado? O governo nada mais é do que os criminosos que formam e personificam
Epa, esqueçam o que eu disse no comentário anterior sobre a cooptação do povo ser uma etapa posterior á rendição das elites. Acabo de reler o artigo e a resposta já está lá. Foi mal…:) Este site é do caramba. Parabéns pela coragem de vcs e sucesso. Vou continuar lendo outros textos. Abraço
‘Também não é raro encontrar intelectuais que pessoalmente não acreditam naquilo que eles próprios proclamam com grande fanfarronice em público. Isso não quer dizer que eles simplesmente se enganaram. Eles deliberadamente dizem e escrevem coisas que sabem não serem verídicas. A eles não falta intelecto; falta moral. Isso por sua vez implica que deve-se estar preparado para lutar não apenas contra a falsidade, mas também contra o mal’
O cara tem seus defeitos mas vcs tem que admitir, isso tb o Olavo já falava há mto tempo
Parabéns ao Klauber pelo seu trabalho. Foi através de suas publicações no Mídia Sem Máscara que cheguei aqui no Mises Brasil. É muito importante que se divulgue as idéias da EA no meio conservador, como o Klauber faz, pois ela tem uma filosofia econômica que precisa ser complementada por outros valores. Portanto não é impossível que um conservador seja também um libertário (www.youtube.com/watch?v=wRzhnOF4KIU).
O Hoppe é muito fraco quando faz abordagens históricas. Um dos erros capitais é não fazer um recorte histórico e geográfico. Quando fala-se de intelectuais no Egito Antigo são os ecribas e sacerdotes, assim como na mesopotâmia que cuidavam da religião que fazia aquelas culturas agirem, tudo era em torno da religião. Reduzir a formação dos Estados em único processo não é sensato. Será que o Hoppe já ouviu falar do reino do Congo ou das culturas africanas que eram matriarcais e tinham um processo de formação extremamente diferente da Europa?
bom pelo que eu entendi, numa economia completamente livre, se eu acumular uma fortuna do tamanho da do bill gates e quiser iniciar a compra te milhares de hectares de terra, e comprar uma área equivalente ao estado de são paulo por exemplo, eu posso permitir que pessoas vivam ali desde que cumpram as minhas ordens, pois a propriedade é minha. É assim que surgiram os primeiros estados?
Não há ilusão maior, para as camadas pobres de qualquer sociedade, a de que o estado os serve. O mito do “bom ladrão” que tira dos ricos para dar aos pobres é uma criação de grupos que se beneficiam diretamente desse arranjo estatal, explorando a ingenuidade alheia.
“O pequeno, porém decisivo passo para haver a transição para um estado consiste precisamente na monopolização da função de juiz e pacificador. Isso ocorreu quando um único membro da voluntariamente reconhecida elite natural foi capaz de conseguir, não obstante a oposição dos outros membros da elite, que todos os conflitos dentro de um território especificado fossem trazidos para ele. Assim, as partes conflitantes não mais podiam escolher algum outro juiz ou pacificador.”
Agora entendí. O que deu origem ao Estado foi a monopolização da função de juíz e pacificador. Alguém pode explicar como se deu essa monopolização? Como ele conseguiu, apesar da oposição dos outros membros da elite, monopolizar a função de juiz e pacificador? Foi com o uso da força?
Maravilhoso!\r
\r
Excelente artigo. Desfaz muitos mitos, falacias e nao-entendimentos em relacao as origens dos estados, que sao repetidas inclusive por muitos debatedores que se dizem libertarios. Como vemos, um discussao baseada em evidencia, e’ bastante mais esclarecedora que uma discussao ideologica.
So discordaria da discussao contrapondo a Monarquia a Democracia. Monarquia se contrapoe a Republica, mas nao necessriamente a Democracia, como a existencia de muitas Monarquias democraticas poderia facilmente comprovar. Democracia se contrapoe com TIRANIA, ou oligarquia.
Em luz da contribuicao de artigos como este, valeria a pena revisitar a Historia da Formacao do Estado Brasileiro e a rever conceitos erroneos que sao muitas vezes difundidos aqui sobre sua formacao. Mesmo, ou talvez, exatamente aqueles que rejeitam o estado, deveriam ter o esmero de conhece-lo.
Artigo interessante, mas que erra ao afirmar que todo governo (Estado) é ruim.\r
Nesse tópico, Hoppe encara a realidade apenas do ponto de vista humano e materialista.\r
Evidente que o homem não é o centro do universo!\r
Ora, o governo em si mesmo é uma coisa boa (o seu abuso pelos socialistas é que é uma coisa má), como demonstra – superiormente – São Tomás de Aquino, em seu clássico “Do Governo dos Príncipes”, disponível grátis na internet.\r
Prezado Fernando, sinto muito, mas em momento algum afirmei ou dei a entender ser favorável “à violência contra inocentes” ou a uma “guangue (sic) de ladrões que assalta sistemáticamente seus súditos”.\r
Tais afirmações são presunções suas, e, lamento, absolutamente gratuitas e infundadas.\r
Não coloque, prezado, palavras nas bocas dos outros.\r
E, acredite, engana-se voce redondamente ao atribuir-me tais disparates.\r
Com efeito, basta consultar meu outro comentário nesse site, escrito hoje mesmo, no artigo sobre o massacre na escola do Rio de Janeiro, para perceber, com a devida clareza, que defendo o direito dos cidadãos portarem armas.\r
Não só para se defenderem de bandidos, mas também para exercerem o “direito de revolução”, previsto no Direito Natural e defendido por São Tomás de Aquino. Direito de derrubar governos iníquos.\r
Portanto, não defendo automáticamente todos os governos. Compreendeu?\r
Afirmei, e reafirmo, que em si mesmo considerado o governo é uma coisa boa.\r
E não falei isso sózinho, mas acompanhado de São Tomás de Aquino.\r
Apenas os governos ruins devem ser combatidos.\r
Os bons governos devem ser apoiados.\r
Seu erro – e o de Hermann Hoppe – é generalizar que todos os governos são essencialmente ruins. \r
Que a própria existencia de um governo seria algo intrínsecamente ruim.\r
Trata-se, sem dúvida, de uma enorme e equivocada presunção.\r
Veja, prezado, se o nosso corpo não fôsse governado pelo cérebro (inclusive nas ações involuntárias, como respirar, etc), a vida não, seria possível.\r
Nem todo cérebro é ruim, meu amigo.\r
Só aqueles que não funcionam…\r
Aguardo pois sua resposta, pedindo porém, que venha em forma de\r
argumentos, e não de presunções.\r
um abraço\r
\r
ROBERTO ELIAS COSTA\r
Se o prezado, e ao que parece algum outro leitor, não conseguem distinguir entre um afirmação concreta e uma analogia, não há condições de se prosseguir racionalmente.\r
Acessei este site em busca de respostas, mas parece que voces não as tem.\r
Mas tem muita agressividade, isso não posso negar.\r
Não vai ser com esse discurso emocional e vazio que a teoria libertária irá se firmar neste país.\r
Uma pena, esta polêmica tinha tudo para esclarecer a um grande número de pessoas.\r
Que falta faz Murray Rothbard!\r
Farewell
Caro anônimo.. obrigado por nos destacar a inescapável contradição do grande Albert Jay Nock. “by strictly negative intervention”…. Realmente, totalmente negativa a ação de meter a mão no meu bolso para angariar impostos…
Nock era bom, mas como todo liberal clássico, continha incosistências inescapáveis.
Sobre a distinção estado/governo fico com o Chodorov:
“The anarchists say the State is evil. They are wrong. The State are evil. It is not a system that creates privilege, it is a number of morally responsible people who do so. A robot cannot declare war and a general staff cannot conduct one; the motivating instrument is a man called a king or a president, a man called a legislator, a man called a general. In thus identifying political behavior with persons, we prevent the transference of guilt to an amoral fiction; we place responsibility where it rightly belongs.
Having fixed in our minds the fact that the State consists of a number of people who are up to no good, we should proceed to treat them accordingly.”
Você consegue conceber o estado sem o governo??? Ou o governo sem o estado?
O governo nada mais é do que os criminosos que formam e personificam
Epa, esqueçam o que eu disse no comentário anterior sobre a cooptação do povo ser uma etapa posterior á rendição das elites. Acabo de reler o artigo e a resposta já está lá. Foi mal…:)
Este site é do caramba. Parabéns pela coragem de vcs e sucesso. Vou continuar lendo outros textos.
Abraço
‘Também não é raro encontrar intelectuais que pessoalmente não acreditam naquilo que eles próprios proclamam com grande fanfarronice em público. Isso não quer dizer que eles simplesmente se enganaram. Eles deliberadamente dizem e escrevem coisas que sabem não serem verídicas. A eles não falta intelecto; falta moral. Isso por sua vez implica que deve-se estar preparado para lutar não apenas contra a falsidade, mas também contra o mal’
O cara tem seus defeitos mas vcs tem que admitir, isso tb o Olavo já falava há mto tempo
Parabéns ao Klauber pelo seu trabalho. Foi através de suas publicações no Mídia Sem Máscara que cheguei aqui no Mises Brasil. É muito importante que se divulgue as idéias da EA no meio conservador, como o Klauber faz, pois ela tem uma filosofia econômica que precisa ser complementada por outros valores. Portanto não é impossível que um conservador seja também um libertário (www.youtube.com/watch?v=wRzhnOF4KIU).
O Hoppe é muito fraco quando faz abordagens históricas. Um dos erros capitais é não fazer um recorte histórico e geográfico. Quando fala-se de intelectuais no Egito Antigo são os ecribas e sacerdotes, assim como na mesopotâmia que cuidavam da religião que fazia aquelas culturas agirem, tudo era em torno da religião. Reduzir a formação dos Estados em único processo não é sensato. Será que o Hoppe já ouviu falar do reino do Congo ou das culturas africanas que eram matriarcais e tinham um processo de formação extremamente diferente da Europa?
É interessante como a História se repete de diferentes formas! Muito motivador esse texto!
A única ressalva é a confusão entre “democracia” e “república”. Uma monarquia pode ser democrática e uma república pode ser ditatorial.
* * *
Que texto fantástico. Absolutamente emocionante!
bom pelo que eu entendi, numa economia completamente livre, se eu acumular uma fortuna do tamanho da do bill gates e quiser iniciar a compra te milhares de hectares de terra, e comprar uma área equivalente ao estado de são paulo por exemplo, eu posso permitir que pessoas vivam ali desde que cumpram as minhas ordens, pois a propriedade é minha. É assim que surgiram os primeiros estados?
Não há ilusão maior, para as camadas pobres de qualquer sociedade, a de que o estado os serve. O mito do “bom ladrão” que tira dos ricos para dar aos pobres é uma criação de grupos que se beneficiam diretamente desse arranjo estatal, explorando a ingenuidade alheia.
Então o estado é fruto das elites naturais? Então ele é provem da ordem natural….
“O pequeno, porém decisivo passo para haver a transição para um estado consiste precisamente na monopolização da função de juiz e pacificador. Isso ocorreu quando um único membro da voluntariamente reconhecida elite natural foi capaz de conseguir, não obstante a oposição dos outros membros da elite, que todos os conflitos dentro de um território especificado fossem trazidos para ele. Assim, as partes conflitantes não mais podiam escolher algum outro juiz ou pacificador.”
Agora entendí. O que deu origem ao Estado foi a monopolização da função de juíz e pacificador. Alguém pode explicar como se deu essa monopolização? Como ele conseguiu, apesar da oposição dos outros membros da elite, monopolizar a função de juiz e pacificador? Foi com o uso da força?
Relacionando isso com a eleição de 2018: eccrit.webnode.com/l/a-ruina-de-2018/