Balneário Camboriú é um dos maiores símbolos do turismo brasileiro e, ao mesmo tempo, um retrato claro das consequências da excessiva regulação estatal. A cidade, que hoje disputa espaço entre as mais caras do país para se viver, ainda se guia por um Plano Diretor aprovado em 2006. Ou seja, enquanto o mercado, os desejos dos moradores e o dinamismo urbano mudaram profundamente nas últimas duas décadas, a base legal que define onde e como se pode construir permanece presa ao passado.
Esse congelamento burocrático cria um efeito imediato: a oferta de moradias e espaços comerciais não acompanha a demanda crescente. Em uma cidade que atrai turistas, investidores e novos moradores de todo o Brasil, limitar o crescimento é o mesmo que elevar artificialmente o custo de se viver ali. O resultado está diante de qualquer um que procure aluguel ou queira comprar um imóvel em Balneário: preços altos, distorções de mercado e uma espécie de exclusão econômica que beneficia poucos e prejudica muitos.
Na lógica da Escola Austríaca, isso não é surpresa. Quando o estado impõe barreiras artificiais ao livre uso da propriedade, seja restringindo altura de prédios, seja delimitando zonas de expansão de maneira rígida, está interferindo diretamente no processo de coordenação espontânea que o mercado proporciona. A valorização desenfreada de terrenos centrais, os gargalos no trânsito, a falta de opções acessíveis de moradia e a pressão sobre bairros periféricos não são “falhas do mercado”, mas falhas da própria regulação.
Ludwig von Mises já apontava que preços são sinais indispensáveis de informação. Eles guiam empreendedores a atenderem as necessidades mais urgentes da população. Se o estado congela as regras, o empreendedor fica amarrado e a informação transmitida pelos preços deixa de cumprir seu papel. É por isso que vemos, por exemplo, o paradoxo de apartamentos vazios ao lado de uma população que luta para pagar o aluguel.
Balneário Camboriú poderia ser ainda mais vibrante e acessível se as decisões sobre o uso do solo fossem tomadas pelos indivíduos, e não por burocratas tentando antecipar o futuro da cidade a partir de gabinetes, quase vinte anos atrás. O Plano Diretor de 2006 já não responde às necessidades de 2025, mas, mais do que atualizar regras, talvez o verdadeiro passo adiante seja compreender que nenhuma canetada estatal consegue prever ou organizar algo tão dinâmico quanto o crescimento urbano.
O que vemos em Balneário é uma versão moderna daquilo que Friedrich Hayek descreveu como “a pretensão do conhecimento”: governantes acreditando que sabem melhor do que a própria comunidade quais devem ser os rumos de uma cidade. Enquanto isso, a vida real segue mostrando que as escolhas livres de empreendedores e moradores dariam respostas muito mais rápidas e eficientes.
No fim das contas, Balneário Camboriú é um caso didático. Não é o mercado que falhou, é a intervenção que engessou a cidade. A lição que fica é simples: se quisermos cidades mais acessíveis, inclusivas e prósperas, precisamos liberar o espaço para que o mercado funcione.
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Falou, falou e não disse nada. Quais são os problemas da cidade, que empecilho o plano diretor de 2006 provoca, como superar as dificuldades?
O Plano Diretor de 2006 (Lei nº 2.686/2006) foi elaborado dentro de uma lógica de planejamento centralizado, típica do urbanismo estatal da época. Ele dividiu a cidade em zonas rígidas, fixou índices construtivos uniformes e tratou Balneário Camboriú como se fosse uma estrutura estática — o que acabou criando gargalos sérios.
Essas amarras geraram três consequências práticas:
1- Escassez de terrenos e aumento do custo da moradia, já que o zoneamento reduziu a oferta de áreas edificáveis;
2-Distorção na densidade urbana, concentrando a verticalização em poucos bairros e esvaziando outros;
3- Burocratização extrema, pois qualquer adequação urbana passou a depender de revisão legislativa.
Ou seja, o problema não é o conceito de planejamento, mas o fato de que o PD de 2006 engessou a cidade em um modelo único, que não acompanha as mudanças espontâneas da sociedade e do mercado.
Superar isso exige uma revisão que devolva liberdade urbanística, descentralize decisões e reconheça que a ordem urbana não precisa ser imposta pelo Estado, ela emerge naturalmente da cooperação entre indivíduos livres.
Realmente é a dubai brasileira,a cidade Balneario Camboriú é uma grande bolha imobiliaria no Brasil.
Sejamos sinceros: uma das explicações de BC atrair pessoas muito endinheiradas é que essas pessoas não querem contato com pessoas pobres. Nenhum zoneamento sai do nada, ele é aprovado com a participação de muita gente do setor privado.
Sobre a parte de limite no gabarito dos predios desconheço essa informação até pq está saindo os prédios mais altos do Brasil por lá.
Sim, BC atrai pessoas com alto poder aquisitivo, mas isso não é resultado de uma política de segregação, e sim do processo natural de mercado. As pessoas escolhem investir e morar onde há infraestrutura, segurança e oportunidades. Isso não vem do Estado, vem da liberdade de empreender.
O Plano Diretor de 2006, por outro lado, ajudou a concentrar a valorização em áreas específicas. Ele só permite prédios mais altos nas zonas próximas à praia, enquanto impõe restrições severas em bairros mais afastados. Essa política acabou criando um desequilíbrio artificial: a orla ficou altamente verticalizada e cara, enquanto outras regiões permaneceram estagnadas.
Na prática, esse zoneamento rígido aumentou o preço dos terrenos e reduziu a oferta de moradia ,excluindo, de forma indireta, quem tem menor poder aquisitivo. Ou seja, foi o excesso de regulação estatal, não o mercado livre, que criou essa desigualdade no espaço urbano.
E quanto aos prédios mais altos do país: eles não são resultado do plano de 2006, mas sim de exceções legais posteriores, como as operações urbanas consorciadas, criadas justamente porque o plano se tornou obsoleto e restritivo.
A liberdade de construir gera dinamismo; o controle estatal gera escassez e concentração.
Ricos que vivem de sonegar impostos no país e vivem ostentando casas de luxo em BC que é um antro bolsonaristas. Casos de nazismo só crescem nessa região do país; E já falaram até probir gente de outras regioes em morar em SC.
Mas essa festa vai acabar em breve,o sistema de monitoramente da receita federal será mais rigoroso e eles não vão mais poder fugir.
Pois é, além de ser uma cidade maravilhosa para solteirões como quem vos escreve, é um reduto de pessoas liberais/conservadoras. Fato que eu próprio posso corroborar, dado que minha família materna lá reside e sim, são o que chamarias de “bolsonaristas”. Quisera quem vos escreve pudesse ter parentes assim no lado paterno do clã! Embora os mesmos progressistas wokes defensores do teu ídolo político às vezes por lá passeiam (aí nessas horas B.C não é um “antro bolsonarista cheio de nazistas/fascistas”, né não?)
https://t.me/s/rafaelfontananews
NAZI-COMUNISTA
– Por que usar essa expressão?
Porque ela traduz a realidade da esquerda idiota útil do Ocidente.
Ao mesmo tempo em que, sem saber, foram imbecilizados pela doutrina marxista, usam táticas do Reich para perseguir, calar e matar opositores.
– Logo: nazi-comunistas.
(Ps : Inveja de quem fica chamando Santa Catarina e o sul no geral de Reich Catarinense e ficam agora mandando ônibus cheio de baianos dispostos a ser usado como bucha de canhão. Talvez eles, os catarinenses estejam certos, talvez tem mesmo que ter controle interno pra não ficar uma bagunça. Não defendendo os catarinenses aqui, mas, eles certamente não tem culpa do Nordeste ser em boa parte, seco, quente, inóspito, infertil e cheio de oligarquias dinásticas que só se importam com os próprios bolsos e instruem analfabetos a votar neles pra ganhar dentadura e afins. Então, que os baianos, cearenses e nordestinos em geral, parem de votar em quem quebra suas pernas diariamente e parem de ser usados como bucha de canhão só por inveja e por aqueles que os destróem e humilham a troco de migalhas e começem a combater aqueles que os destróem. O tempo de ser desprovido de inteligência só por conta da região, acabou. Chega. Basta. E aos catarinenses, que encham as vagas de salários baixos ou médios pra não deixar os baianos e outros nordestinos que não levam desaforo pra casa tomarem conta e ficarem reclamando depois. Competitividade e ocupação de espaços são importantes.)
O Artigo acima, retrata uma verdade em relação a burocracia; porém; por outro lado está ocorrendo um freio em relação ao futuro e progresso em BC !
Talvez esse freio veio em Boa Hora; pois vejam a explosão desordenada que está acontecendo em Meia Praia, Itapema; Oferta Desenfreiada de Imóveis em Construções e Projetos Aprovados, ainda em Tapumes !!!!
Esse cenário já é conhecido e muito Triste, no Guarujá em SP, que já foi uma Cidade Nobre e Hoje é uma F M ( Favela Moderna )
É importante diferenciar liberdade urbanística de ausência de critérios. O que ocorreu em locais como Guarujá e Itapema não foi “mercado livre demais”, e sim planejamento mal feito aliado à captura política das decisões urbanas.
O Plano Diretor de 2006 de Balneário Camboriú é um exemplo disso: ao impor zonas rígidas e concentrar a verticalização apenas na orla, ele criou um mercado desequilibrado, hiperadensado num ponto e travado em outros. Essa distorção vem justamente do controle estatal centralizado, não da livre iniciativa.
O que defendemos não é a “explosão desordenada”, mas regras simples, estáveis e gerais, que permitam que cada proprietário decida o melhor uso do seu terreno, desde que não agrida terceiros. É a lógica da ordem espontânea, descrita por Hayek, onde a harmonia urbana surge da interação livre e descentralizada, e não da imposição política.
O verdadeiro freio ao progresso não é o excesso de construções, mas o excesso de burocracia e insegurança jurídica. Balneário Camboriú pode crescer de forma próspera e ordenada, desde que a gestão pública pare de tentar “planejar” o futuro e permita que as pessoas o construam.
Perfeita colocação!
Moro a anos na cidade e nunca vi uma análise tão profunda e simples de entender!
Quem gosta de regulação, estado e controlar tudo tem ataque de pelanca quando questionado, quem gosta de liberdade, responsabilidade e ordem espontânea quando é questionado sabe argumentar é mais racional e assertivo, enfim essa é a diferença e daí termos ser estudiosos dos assuntos e se não soubermos responder basta dizer com humildade ” não tenho opinião formada sobre o assunto” e se a regulação não fere a liberdade de ninguém nada contra…agora se ela fere a liberdade das pessoas e cria distorções serei contra e estudarei a melhor solução para o caso.Fica a sugestão para nossos amigos libertários, ponderação é a melhor resposta e emocionalismo deixa para os amantes de regulação autoritária.
Muito bom!!
Moro em Itajaí e auqi no estado os preços dos imoveis estão um absurdo de caro. O Brasil precisa de reformas nessa questão dos imoveis.
Importante análise.
Estive em BC em 2012 e já na época a cidade estava caótica quanto ao tráfego e a mobilidade no geral, imagina agora em 2025.
Gramado é outra destino que está cada vez mais especulado, já disparou como um dos metros quadrados mais caros do Brasil (não que o custo de vida nunca tenha sido alto, mas está aumentando mais do que já estava outrora) e nos últimos meses venho observando isso também em Capão da Canoa, Torres e Xangri-la, praias do Litoral Norte gaúcho que também recebem muitos endinheirados da capital e da Serra.
Ao meu ver, isso é uma das partes mais agressivas da Agenda 2030 que é de criar zonas de confinamento por classe social, etnias, origem e gostos, mais ou menos assim:
1. Zonas para ricos e zonas para pobres (classe média não vai mais existir);
2. Zonas para famílias tradicionais e outras para lgbts (já existem cruzeiros lgbt, hotéis lgbt e já se fala em bairros inteiros exclusivamente coloridos);
3. Zonas para idosos (vai haver até estados-asilo, pois cidades-asilo já existem) e zonas para jovens (obviamente controladas pelo Estado);
4. Zonas para brancos, para negros, para indígenas, para amarelos e tudo o que a natureza tenha criado;
E agora vem o mais cruel: Nessa divisão social, um indivíduo não poderá penetrar na zona de outro ou ter contato com outro. Pelo menos isso já está a caminho. Os pobres já não frequentam mais praias ou destinos badalados. Isos é imposto via engenharia social através da mídia, das redes sociais e da própria política de Estado.
E aí chegamos no objetivo final disso tudo: CIDADES-PRISÃO DE 15 MINUTOS, também conhecidas como SmartCities, Cidades Inteligentes, Cidades Conectadas ou outros eufemismos que escondem a real intenção dos Donos do Mundo, onde tudo, absolutamente tudo será controlado, vigiado, rastreado, punido e/ou recompensado consoante o comportante do cidadão aprisionado. Não haverá mais liberdade, nem abundância, e muito menos privacidade, pois até sua respiração será monitoradsa via aparelhos. Não é estranho estarem instalando câmeras de monitoramento, reconhecimento facial e até, pasmem, leitura labial, em todos os postes, árvores e prédios mundo afora? Big Brother Mundial tá chegando, e se não se comportar, vai ficar sem água e comida, porque tua pontuação no Crédito Social vai cair.
Finalizando, eu questiono: qual é a diferença entre um Condomínio fechado de Luxo e uma Favela????
Eu respondo: No condomínio fechado o escravo aceita e gosta de sua situação, enquanto numa Favela o escravo não aceita e não gosta da situação, mas é obrigado a ficar por não ter condições de sair. Mas em ambos os casos, não existe liberdade, existe vigilância 24 horas, monitoramento e não existe privacidade em nenhum dos casos. Ah, e cada um tem seu Capataz: na Favela é o Traficante; nos condomínios de luxo são os Síndicos ou outras autoridades máximas que vão te dizer exatamente a mesma coisa, o que tu podes que fazer ou não. Não é incrível isso?
Por ora, ainda vejo as pequenas cidades do interior, agrícolas e afastadas dos grandes centros, como as melhores opões pra se desfrutar de uma vida tranquila, barata e segura. Nem tão pobre; nem tão rico, mas igualitário e com todo mundo misturado. Até quando isso vai durar? Não sei, até porque a China está comprando tudo, o Estado está encarecendo tudo com pedágios e impostos, privatizando todos os serviços básicos como água, luz e esgoto que ficam piores a cada ano. Os agricultores estão tendo que vender suas terras a preço de banana antes que o Estado tome tudo via confisco. Porque os donos do mundo querem tudo, até a nossa alma.
Estamos voltando ao Feudalismo, com poucos dominando regiões inteiras e 99% ficando a mercê das vontades de 1% que compra, toma ou domina tudo.
fonte : https://t.me/laylafiusa/169761
No episódio 373 do Tapa da Mão Invisível, @bene.barbosa.35 , escritor, conferencista, especialista em armas e munições, instrutor de armamento e tiro e analista em segurança pública.
Ele abordou o direito à autodefesa, o desarmamento e a comparação entre a experiência americana e a brasileira.
Pautas do episódio:
O direito à autodefesa no Brasil de 2025
O custo econômico do desarmamento
A experiência americana e o falso paralelo com o Brasil
Já disponível no YouTube.
(Ps : Quem for contra isso é nazi-comunista que quer sair por aí matando tudo e todos sem oposição nenhuma e deixando o povo mais retardado ainda. Lembrando, eles te chamam de nazista e fascista pra te desumanizar, rebaixar e obliterar.)
fonte : https://t.me/RafaelGlovescanal/11879
SC tem o próprio ICE. Sensacional. KKKKKK
Aliás, Prefeita de Balneário deveria ser Governadora do Estado.