Parece que foi em outro milênio, mas faz apenas dois anos — mais precisamente, foi em março de 2020 — que houve uma comoção generalizada em relação aos preços do álcool em gel e das máscaras faciais.
Com a histeria gerada pelo início da pandemia de Covid-19, as máscaras e o álcool em gel passaram a ser propagandeados pela mídia como a salvação contra o vírus. Previsivelmente, a procura pelos itens aumentou acentuadamente e os preços dispararam.
A disparada nos preços foi um sinal claro enviado pelo mercado: dado que a demanda repentinamente se tornou muito maior que a oferta, a única maneira de equilibrar esta nova e explosiva demanda com a atual e estática oferta era aumentando os preços.
Caso contrário, simplesmente haveria desabastecimento e racionamento destes produtos.
A oferta de um produto (de qualquer produto) não tem como ser elevada instantaneamente. Para aumentar a produção são necessários mais investimentos. Logo, para que um aumento na demanda seja atendido pela oferta vigente, não há mágica: é necessário que os preços subam.
A elevação dos preços é o mecanismo que fez com que a então vigente oferta de máscaras e em álcool em gel fosse distribuída de maneira racional e condizente com a nova demanda.
E aí, como era de se esperar, surgiram as súplicas — na mídia e nas redes sociais — para que o governo “fizesse alguma coisa”. Afinal, era inaceitável os preços subirem em um cenário de disparada da demanda.
Na lógica econômica destas pessoas, uma súbita explosão na demanda não deve ser contrabalançada com aumento de preços. Ao contrário: para elas, quanto maior a demanda, mais rígidos têm de ser os preços.
A coisa foi tão escabrosa que até mesmo a inebriante OAB entrou em cena exigindo que o governo federal impusesse um congelamento dos preços do álcool em gel, das vitaminas, das máscaras e das luvas.
A imprensa diariamente se deliciava com notícias como as que vão abaixo:
Preço de álcool em gel e máscaras subiu até 161%; governo deveria tabelar?
Procon alerta para abusos nos preços de álcool gel e máscaras
Procon fiscaliza reajustes abusivos na venda de álcool gel e máscara
Preço do álcool em gel chega a até R$ 38 em farmácias de Salvador
Em Curitiba, as poucas farmácias que têm álcool gel e máscaras começam a racionar
Após coronavírus, comércio de SP registra falta de máscaras e álcool gel
Demanda por álcool em gel gera diferença de preços de até 356%
Em Pernambuco, o governo estadual simplesmente achou por bem invadir três fábricas e confiscar máscaras e álcool em gel. Em São Paulo, o governador João Dória fez o mesmo, e recebeu elogios de Lula.
Felizmente, a insanidade foi pontual e não prevaleceu. O bom senso imperou e os preços puderam continuar livres em todo o país.
E o que ocorreu? O óbvio ensinado pela teoria econômica: os preços maiores comunicaram aos fabricantes que haveria mais lucros a serem alcançados caso houvesse maior investimento, maior produção e maior oferta. Lucros, afinal, são alcançados no volume de vendas, e não apenas com o aumento dos preços.
Ato contínuo, a produção destes produtos foi aumentada.
E o aumento foi tamanho que, menos de dois meses depois, já havia excesso destes produtos. E ninguém mais reclamou dos preços. Hoje, até mesmo mendigos têm máscara, e o álcool em gel sai por menos de R$ 4.
De novo: tamanha abundância só foi possível porque houve liberdade para o sistema de preços funcionar e, com isso, levar a uma alocação racional dos recursos. Um aumento dos preços estimulou um aumento nos investimentos e, consequentemente, na produção, tornando o produto disponível a todos.
Esta é a beleza e a função precípua do sistema de preços: coordenar uma alocação racional de recursos escassos de modo a satisfazer as demandas dos consumidores.
Agora são os combustíveis
Dois anos se passaram e cá estamos nós em mais uma briga com o sistema de preços.
Desta vez, a revolta é com os preços dos combustíveis. Assim, como no caso das máscaras e do álcool em gel — hoje abundantes e onipresentes —, as pessoas simplesmente não aceitam que gasolina e diesel tenham encarecido tanto e tão rapidamente.
Trata-se de apenas mais um pavoroso exemplo prático de como as pessoas simplesmente não aceitam o funcionamento do sistema de preços. Ao que tudo indica, elas acreditam que preços devem ser determinados de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção, e não com base na oferta e demanda.
Eis o que houve: a Rússia invadiu a Ucrânia. A Rússia sofreu sanções. A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo. Com a isso, a oferta mundial de petróleo caiu. Se a oferta caiu, o preço tem de subir — caso contrário haverá desabastecimento.
Ponto. Acabou. Não tem “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia”, “entretanto” , “no entanto” etc.
A oferta desabou. A demanda é a mesma. Logo, a única maneira de equilibrar oferta menor com demanda inalterada é aumentando os preços, exatamente para tentar reduzir esta demanda.
E, de fato, o preço do barril de petróleo subiu 40% só neste ano de 2022. Nos EUA, o preço da gasolina bateu recorde histórico absoluto. Na Europa também. Não tinha como ser diferente.
Consequentemente, se a oferta de combustíveis escasseou abruptamente por causa de uma guerra, e o governo decreta que os preços dos combustíveis não podem subir nas bombas, o que ocorrerá é que os consumidores continuarão a consumir como se não estivéssemos atravessando um período de escassez acentuada.
Ato contínuo, as empresas que importam combustíveis pagando o preço vigente no mercado internacional de commodities (e o mercado de commodities, felizmente, não está sujeito a controle de preços por políticos) simplesmente não mais o farão, pois não faz sentido importar a $100 para vender a $80.
A consequência inevitável é que haverá desabastecimento e racionamento.
Igualmente, se o preço nas bombas continuar o mesmo porque o governo passou a conceder subsídios, de modo que a demanda continua a mesma em meio a uma forte redução na oferta, a consequência inevitável é que a oferta de petróleo no país irá cair ainda mais, de modo que, em algum momento futuro, ou haverá um brutal racionamento ou os preços terão de explodir para equalizar oferta e demanda.
Qualquer tentativa de subsídio para tentar anular o sinal enviado pelo sistema de preços irá desarrumar a economia.
No fim, não há mágica em economia. Não há atalhos. É absolutamente crucial entender que o sistema de preços não tolera desaforos e nem manipulações.
O sinal claro e inequívoco sendo enviado pelo sistema de preços é: a oferta de petróleo escasseou; logo, é para ser consumido com mais parcimônia.
Tenhamos a humildade de aceitar esta realidade.
Isso significa que viagens longas de carro com a família terão de ser postergadas. Passagens aéreas terão de ficar mais caras. Passeios dominicais de carro terão de ser cancelados.
Tendo de lidar com preços maiores, muitos dos motoristas que hoje utilizam seus carros para lazer ou para deslocamentos corriqueiros deixarão de fazê-lo. Ao agirem assim, irão liberar combustível para ser usado por pessoas que realmente precisam dele, como táxis, carros de aplicativo e demais autônomos que utilizam seus veículos como instrumento de trabalho (inclusive motoboys). E nem é necessário mencionar ambulâncias, polícia, bombeiros e outros serviços de pronto atendimento (como os motoboys que transportam remédios).
Já aqueles que precisam do carro para ir ao trabalho irão buscar arranjos alternativos de transporte, seja o compartilhamento de carros, a utilização de bicicletas, aplicativos de transporte, metrô, ônibus, patinete, andar a pé ou qualquer outro arranjo. Praticamente todos irão restringir suas viagens automotivas em proporção ao maior custo do uso do automóvel.
Se todos fizerem isso, a demanda ficará de acordo com a oferta de petróleo disponível, e os encarecimentos serão menores.
É chato? É. É desagradável? É. Seria melhor se fosse o contrário? Sim. Mas este é o mundo real.
Em uma economia de mercado, quando um determinado bem se torna mais escasso, o efeito que isso gera não é um racionamento do mesmo, mas sim um aumento em seu preço. O aumento no preço serve para reduzir a quantidade que os compradores intencionam comprar deste bem até um nível que esteja dentro do limite da reduzida oferta disponível.
A função precípua do sistema de preços é exatamente essa: coordenar uma alocação racional de recursos escassos, impedindo desabastecimentos e racionamentos.
Se os fornecedores de combustível forem liberados a aumentar seus preços até um nível que reduza a quantidade de combustível demandado pelos consumidores, de modo que a demanda se ajuste à reduzida oferta disponível, nunca haverá problema de desabastecimento ou racionamento.
As pessoas que precisam de gasolina para propósitos urgentes, como ir trabalhar, mas que não conseguem pagar preços severamente altos não estarão tão ruins quanto aquelas que precisam de gasolina para ir trabalhar mas que simplesmente não conseguem adquiri-la, ou só a adquirem após esperarem na fila por três horas. As pessoas do primeiro grupo poderiam compartilhar o mesmo carro e dividir entre si o alto preço da gasolina. Quanto maior o número de pessoas no mesmo carro, menor o preço individual.
A guerra apenas intensificou uma tendência
A invasão da Rússia à Ucrânia apenas intensificou uma tendência que já vinha ocorrendo há anos: a oferta mundial de petróleo vem sendo artificialmente restringida pela radical agenda ambientalista.
Muito antes de qualquer ameaça da Rússia à Ucrânia, este Instituto já vinha alertando como a agenda ESG estava afetando negativamente a oferta mundial de petróleo. O preço do petróleo já vinha escalando há anos, tendo sido apenas temporariamente interrompido pelos lockdowns mundiais adotados em 2020.
A invasão da Ucrânia apenas intensificou a tendência.
Enquanto a agenda ambientalista continuar em vigor com seu atual radicalismo, não há chance de o sistema de preços levar a um aumento da produção de petróleo. Se os preços sobem em decorrência de uma restrição da oferta, mas a oferta está artificialmente proibida de ser aumentada, então os preços terão de aumentar contínua e ininterruptamente apenas para evitar um desabastecimento global.
Para concluir
O fato é que, ao que tudo indica, ninguém quer respeitar o sistema de preços. As pessoas querem que os preços dos combustíveis sejam manipulados para que o padrão de vida continue exatamente como era, mesmo em meio a uma guerra mundial e a uma imposição ambiental.
Querer brigar com o sistema de preços, pedindo congelamento, é algo que está no mesmo nível de acreditar que a canetada de um político possui o poder de acabar com a fome, erradicar o analfabetismo, descobrir a cura de doenças, zerar a violência, transformar viciados em drogas em cidadãos exemplares, e garantir empregos para todos.
O sistema de preços, vale repetir, não funciona de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção. Tem de ser respeitado. Ele não tolera desaforos. Qualquer tentativa de subjugá-lo irá gerar punições. E quem será punido seremos nós.
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Para entender numericamente o porquê da recente alta dos preços da gasolina e do diesel:
Lula, Bolsonaro, Ciro, Dilma e a Petrobras – e uma efetiva solução para os combustíveis
ESG = Europa Sem Gás
ESG = Estamos Sem Gasolina
Há quem defenda que a gasolina e o diesel sejam subsidiados com os dividendos que a Petrobras paga ao governo. Se durasse por pouco tempo, seria o menos ruim dos arranjos, mas é fato que quem iria se beneficiar seriam os ricos, e quem iria perder são os pobres que não têm carro.
Dinheiro que poderia ir para Auxílio Brasil, saúde, educação e infraestrutura seria usado para ajudar o magnata a encher o tanque da Hilux ou do Volvo.
Tudo pelo social, é claro.
Lembrando que neste exato momento, o litro da gasolina, em reais, está custando, no mercado, R$ 4,26.
A Petrobras, no entanto, está revendendo a R$ 3,86.
Desconto de 10%.
Ou seja, a gasolina ainda está sendo subsidiada, ao contrário do que diz a gritaria da imprensa e das redes sociais.
Ok mas assim que a Petrobras anunciou o aumento para o dia seguinte, vários postos imediatamente aumentaram os preços, sendo que eles ainda tinham no estoque a gasolina comprada ao preço anterior, mais baixo.
Qual o motivo? Tem alguma defesa?
Pequeno adicional: Brasil afora se voce der carona, o pessoal dividir o custo da viagem e voce for parado numa blitz ou ocorrencia (ex alguem bate no seu veiculo), voce pode ser punido ainda que voce coloque a viagem atraves de uma plataforma, pois exigem que sua CNH conste que voce faz trabalho remunerado, mesmo que na pratica nao seja fonte de renda, trabalho de fato, apenas um deslocamento ocasional.
E dependendo do guardinha ele pode alegar transporte clandestino. SP capital eu sei que tem dessas
Entao o que poderia ser uma alternativa acaba por trazer mais dor de cabeça, recomendo ficar esperto, agente do estado sempre tá pronto pra lascar alguem …
A importância de um sistema de preços livres é bem ilustrada, dentre outros, no Chile. Lá, a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano e tudo isso no deserto mais seco do mundo, resultando num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta.
Resultado? Como mostra a notícia, isso atraiu empresas dessalinizadoras de água do mar sedentas por lucros altos vendendo água.
http://www.eleconomista.es/economia/noticias/3050564/05/11/Acciona-construira-y-operara-una-desalinizadora-en-el-desierto-chileno-de-atacama.html
E o problema foi resolvido. É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta. Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil habitantes) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.
Sim, a água é cara (e nem teria com ser diferente, pois se está num deserto), mas agora existe para quem quer. Querer água farta e baratinha no meio do deserto seria um ridículo delírio adolescente. Mais delirante ainda é achar que o estado seria capaz de fazê-lo — aliás, por acaso há água farta e gratuita no sertão nordestino, região totalmente estatal?
Achei que era piada, mas é verdade:
Justiça dá 72 horas para Petrobras explicar aumento dos combustíveis
É impressionante como que burocratas são completamente ignorantes a respeito das leis da economia, eles acreditam que preços não têm conexão alguma com a realidade do mercado, e podem ser controlados sem gerar absolutamente nenhum efeito colateral. Eles acreditam piamente que o único efeito do controle de preços é o de tornar a oferta menos cara. Sim, a oferta será menos cara — mas não haverá oferta.
O preço do petróleo é definido por um cartel que controla monopólios nacionais. Isso não parece livre mercado. Tb há uma guerra em andamento que afetou a livre circulação de mercadorias. No geral as pessoas respeitam os preços, mas também tem a racionalidade do consumidor que sim, sabe que os preços estão sendo manipulados. E tb há o cálculo político da demagogia, que é um tipo de razão. Isso tudo, inclusive o protesto, faz parte do preço. Se vc achar que o preço deve ser respeitado pela racionalidade econômica, tambem deve aceitar estas variáveis de precificacao.
O que explica então a gasolina ser muito mais barata na Argentina, onde a moeda está hiper-desvalorizada perante o dóllar?
Os americanos querem que até o Brasil aumente a produção de petróleo.
Curioso isso. O governo Bolsonaro deveria aproveitar e retirar o lixo do regime de partilha e fazer com o setor de petróleo o que foi feito com o ferroviário: ao invés de concessões, autorização. Talvez precise de uma PEC, mas isso é urgente.
Esse site fornece dados sobre produção X consumo:
http://www.labs.timogrossenbacher.ch/worldoil/
Logo acaba o embargo na Venezuela e Irão.
Boa parte das pessoas do Brasil não participa do mercado:
– Funcionários públicos e seus familiares, incluindo os muitos aposentados
– Atividades protegidas pelo estado (todos aqueles que não produzem nada mas cuja assinatura num papel é exigida pelos fiscais)
– Recebedores de bolsa-família e similares
– Viúvas e viúvos que recebem pensões do falecido.
Este tipo de pessoa não consegue compreender o sistema de preços porque em sua vida não existe relação entre “receber” e “produzir”. Ela não produz nada e mesmo assim recebe todo mês. Por isso, acredita que todo o resto do mundo deve trabalhar em função das necessidades dela, de preferência sem lucro.
Exemplo de diálogo na página do Mises no Facebook:
“Ô saudade do tempo que a Petrobras dava prejuízo e eu podia andar de carro.”
“adivinhe de onde vinha o $$$ para cobrir o rombo e o preço artificial dos combustíveis…”
“Dos impostos. Imposto é pra isso mesmo, beneficiar a população.”
Ah, claro. Imagine uma situação de pandemia em uma “sociedade anarcocapitalista” (saúde 100% privatizada e tudo mais). O preço das internações hospitalares aumentariam 500%, os pobres não teriam acesso e morreriam tudo, sem assistência médica, sem nada. Vamos imaginar outro cenário: um episódio de catástrofe natural, onde as pessoas perderiam suas casas. O preço dos imóveis aumentaria 200% e ninguém iria poder fazer nada contra isso.
E a informação de que o Bitcoin é uma criação da Cia?!
Tive uma ideia aqui, uma proposta pra privatizar que seria bem populista e seria um Argumento liberal mas com modos operandi esquerdista, de demagogia e apelo emocional.
Seria assim:
Proponha vender estatais e desregulamentar o setor. Porém diga que o principal motivo, finalidade, além de mais qualidade e menor preço, também seria de FAZER DISTRIBUIÇÃO DE RENDA OU DIVIDENDOS. Um politico diz que precisamos vender estatais e usar o dinheiro para erradicar a pobreza, para ajudar os pobres ou coisa do tipo. Use a privatização como MEIO assim como os esquerdistas usam aumento de impostos e diga assim como eles que o FIM é fazer justiça social.
Sim, o dinheiro da estatal seria usado como um pacote tipo Auxilio Emergencial. Como se os mais pobres e miseraveis fossem acionistas da empresa e recebessem o dinheiro da venda ou um dividendo/ação.
Por exemplo, a venda de uma estatal saiu por 500 Milhões. Para arredondar, vamos dizer que tenhamos 50 milhões de pobres e miseráveis. Pega esses 500 milhões e custeia 10 reais para cada um dos 50 milhões de miseráveis. (Calma, esqueça os valores, foi só um exemplo de uma ideia a priori).
Ato continuo, você fez uma distribuição de renda, qualquer um que se oponha a isso acuse-os de contra pobre, de elitista, egoista e toda mazela do discurso esquerdista. Um belo contra-golpe!
Assim a ”retorica populista liberal” prospera diante um povão socialista como o Brasileiro e ainda não deixamos a ESQUERDA MONOPOLIZAR A VIRTUDE.
Ou o governo repassa para os 50 milhões de Brasileiros, uma ação. E deixe eles venderem por quanto quiserem, seria mais complexo e do ponto ético seria o certo, os 200 milhões de brasileiros deveriam deter ação da petrobras e vender quando quiser, ”já que o petroléo é nosso”.
Enfim, entenderam o núcleo e a essência da teoria.
Tabelamento/congelamento de preços de combustíveis? Já vimos esse filme antes, durante o Plano Cruzado de triste memória…
Parece que o final não foi muito feliz!
Formação de preços varia de pessoa para pessoa e agente econômico para agente econômico, como a CLT impede a livre-negociação salarial, a maioria das pessoas não sabem negociar seus salários e dai a dificuldade de entender como os preços variam, ficam na dependência de sindicalistas mafiosos, burocratas estatais e políticos demagogos e ficam iludidos que estão sendo beneficiados e se esquecem que os impostos e a inflação irão ferrar todo mundo inclusive o próprio, enfim enquanto eleitor acreditam nestes vendedores de sonhos e nestes corporativistas exploradores.
Com a recente imposição de um lockdown na China (37 milhões de pessoas confinadas), bem como um arrefecimento das tensões na Ucrânia, o preço do barril de petróleo está caindo forte.
A demanda caiu (China) e a oferta está ficando menos restrita.
É bem possível que a Petrobras reverta o aumento. Ou ao menos anuncie uma redução não tão intensa quanto o aumento.
Banco Central elevou os juros para ]11,75 %. Fed subiu para 0,5 %. James Bullard queria uma elevação ainda maior, para 0,75 % (o mais hawkish do FOMC).
O que falar disso BR não tem jeito mesmo http://www.cnnbrasil.com.br/business/8-em-cada-10-brasileiros-aprovam-congelamento-de-precos-diz-ceo-do-instituto-locomotiva/
A discussão é falaciosa. Primeiro a gasolina é a mais barata do planeta. Um litro de mel custa 70 reais. Um litro de cerveja custa 20 reais. Gasolina, menos de 3 reais com tecnologia intensiva. A praxiologia não se interessa por preços nem no atacado nem no varejo, mas com ação humana individual, não comportamentos coletivos. São agendas keynesianas ou marginalistas.
“Alta da SELIC precisa ser comedida, dizem economistas”
Como não me surpreendo, já está havendo críticas. Isso aliás é antigo: Paul Volcker também foi criticado por sua dureza monetária.
Agora eu vou dar o meu palpite: como os juros reais estão voltando a patamares positivos (não sei como que o acadêmico disse que estamos em juros reais de 7 %), então dá sim para diminuir a velocidade do aperto monetário, embora é óbvio que é impossível acertar a taxa SELIC, pois ela é um controle de preços. Deveriam imitar o banco central boliviano, só que com grande cuidado sobre as reservas internacionais (ou o de Singapura). Não sei se seria possível criar algum mecanismo automático para equiparar a taxa de câmbio com juros e reservas internacionais.
De fato o petróleo explodiu com a invasão na Ucrânia e o expansionismo monetário americano, mas não podemos ignorar de que até o estouro do pânico no coronavírus, o petróleo estava ao redor de US$ 63 o barril (e ao menos o Trump estava dando continuidade ao projeto do gasoduto). As questões de regulações ambientalistas também preocupam, embora os seus efeitos sejam mais de longo prazo.
Deixem o Campos Neto trabalhar.
Impressionante é que, ao passo que os bancos centrais da China e de Gana acompanham o M1, o daqui continua ignorando isso, assim como o Federal Reserve System. Hoje o Bank of England aumentou juros para 0,75 % (índice de preços lá está menor do que nos EUA).
Luiz Inácio Lula da Silva deveria ler os artigos e comentários e artigos desse site,já que diz que é tão mente aberta e democrático. Está na hora de começar a ter mais responsabilidade como candidato.Gostando ou não,é o Líder nas pesquisas para próxima eleição para presidente,em primeiro e segundo turno há mais de um ano.
“St. Louis Fed's Bullard says the central bank should raise rates above 3% this year”
James Bullard é o mais falconista do comitê do Fed. Ele no passado também criticou a relevância que o Fed dá ao chamado “core inflation rate” (que é o CPI sem energia e alimentos), dizendo de que ignora coisas essenciais.
Se o Fed levar juros para mais de 3 %, seria uma proeza. Seria o maior valor em mais de 10 anos. Isso certamente derrubaria o índice de preços e fortaleceria o dólar com facilidade.
Será que essa declaração dele vai repercutir sobre os mercados?
Embora contemplemos essa consequência inevitável do mercado, a questão não é tão simples. A comparação me parece inapropriada pois estamos falando de produtos diferentes, onde um influencia não só o seu valor de mercado, mas toda uma cadeia dependente do mesmo. Além do mais, dependendo da queda do barril do petróleo o preço na bomba sempre se mantém e não há regressão. Considerando também que vivemos em uma sociedade egoísta e antiética onde tal perspectiva que leva em conta a prioridade dos setores mais necessários como saúde, segurança, emergência, não são levados em conta por maioria da sociedade. E concluo minha singela opinião, em demonstrar que a conclusão que as pessoas devem se adequar à realidade só vale para os mais pobres que serão afetados não só no que se diz respeito a transporte e mobilidade mas principalmente na mesa. De fato, pela necessidade, trabalhadores deverão que “dar um jeito” usando bicicletas para a locomoção de muitos quilômetros ou pagar passagens com preços abusivos. Diante do olhar obtuso em que os “entendidos” dão a situação, àqueles com maior poder aquisitivo e carros importados chegam nos postos e respondem sem nenhuma preocupação que não sentem o aumento e pouco importa o aumento; vida que segue.
Alguém poderia responder como se consegue investimentos em uma determinada área quando ninguém quer investir no setor?É essa a situação do transporte público de Teresina. É o pior de todas as capitais brasileiras. Há 4 anos,é isso mesmo,4 anos, que não adquridos ônibus novos. E as empresas diga-se de passagem,privadas,estão completamente falidas,tanto que as empresas não pagam seus motoristas e cobradores desde 2020.Sim,os motoristas e cobradores trabalham de graça para manter os ônibus na rua porque senão a cidade de médio porte que nem 900 mil habitantes literalmente para.
Saberia me dizer se algum órgão judicial,como o MPF,por exemplo,pode intervir nessa situação para fazer a prefeitura então mudar de postura?
Cara,é uma situação complicada.Como convencer essa gente que está com o poder nas mãos,que é o prefeito e seu secretariado,que é isso que tem ser feito?E outra coisa,o número de usuários do sistema só cai a cada ano,por que a cada ano que passa pior fica a qualidade do serviço prestado.Como fazer os empreendedores da área a oferecer oferta quando cai a demanda?
Prezados, será que alguém poderia esclarecer uma dúvida sincera?
Concordo com todo o argumento apresentado no texto, porém, gostaria de compreender como funcionou o subsídio de preços na época do governo Dilma, visto que não lembro de ter acontecido algum tipo de desabastecimento, ou fuga de importadores.
Alguém poderia esclarecer essa questão?
Grato!
Milagres da ditadura Bozonaro:
* Ambientalista chorando porque a gasolina ta cara
* Vegano fiscalizando preço da carne
* Drogado preocupado com agrotóxico e condenando Ivermectina
* ONG incendiando floresta
* Gordo de máscara pela saúde
* Ateu na missa
* Jornalista aplaudindo censura
Dolar a 4.94 cadeu a barreira
Dxy 98.2
Olá,pessoal.Há alguns dias atrás estava discutindo com outros leitores desse site sobre a situação do Transporte público de Teresina.A impressão que dá é que resolveram piorar a situação só por que discutimos esse assunto aqui nos comentários.Hoje,21 de março de 2022,nenhum ônibus circulou na cidade de Teresina. NENHUM!Motoristas e cobradores iniciaram uma greve geral por tempo indeterminado por trabalharem em situação ANÁLOGA A ESCRAVIDÃO em ônibus já velhos e descartados de outros estados e receberem por mês,às vezes,100,200 ou no máximo 300 reais por mês no máximo. Praticamente um bolsa família por mês. Os motoristas e cobradores que ainda estão empregados nas empresas ainda dividem a miséria que recebem comprando ainda cestas básicas para ajudar os seus colegas de profissão que perderam seus empregos e PASSAM FOME por continuarem desempregados.E o prefeito da cidade?Dá para acreditar que ele fingiu ser bolsonarista e mentiu dizendo que defendia a economia em primeiro lugar só para se eleger?Ele adotou esse discurso para ganhar o voto dos protestantes e liberais na economia só por que foi ao segundo turno com um candidato do PSDB.A máscara caiu no primeiro mês de mandato.É a primeira vez que eu vejo um caso desse no Brasil:alguém fingir ser bolsonarista para fazer populismo barato de Direita.Sobre o transporte público,ele deu uma declaração em uma emissora de televisão local dizendo que não pode fazer nada sobre o assunto e ainda botou a culpa no antecessor dele,que inclusive veio a falecer há poucos meses.É isso mesmo:ele disse que não pode fazer NADA.Essa era uma boa hora pra aplicar as regras de livre mercado no sistema de transporte de Teresina. LIBERAÇÃO DO MERCADO DE TRANSPORTE DE TERESINA PARA ENTRADA DE INVESTIMENTOS URGENTE!
Sistema de preços = “democracia econômica”
Tá certo?
Pode se dizer também que a reciproca é verdadeira?
Sistema de preços livre, bem entendido.
Eu tenho uma dúvida:se o sistema de preços livres for adotado no transporte em Teresina,para atrair investimentos no setor,a tarifa justa do transporte tende a aumentar o preço ou diminuir com a gradual melhora do sistema?O preço da tarifa atualmente são 4 reais.
Após a fase intermediária feita pelos “clandestinos”,após a suspensão das atividades das antigas enpresas prestadoras dos serviços ,seria uma solução melhor as novas empresas exploradoras do sistema serem permitidas a praticarem seus preços livremente?
E o dollynho vai a 4.86
Pessoal, estou com algum soja para vender, e estou estudando a variação dos agregados monetários nas commodities, onde eu poderia montar um gráfico da variação do m1 e do soja em reais? Preciso ver se existe alguma relação
Mais um capítulo na novela do transporte público de Teresina:um comentarista aqui do site pensava que era apenas uma empresa que prestava serviços de ônibus na cidade.Na verdade são 9 empresas quase falidas.Eram 13 mas já faliram 4.E agora essas empresas PRIVADAS,depois de montar um SINDICATO,o SETUT,está ameaçando processar a prefeitura de Teresina por supostos subsídios atrasados que a prefeitura as deve.Querem que a prefeitura pague milhões a cada uma delas.E esse montante de milhões, na verdade, chega a quase 1 Bilhão de Delas.É Claro que a prefeitura municipal de Teresina não tem esse dinheiro todo em caixa.E por motivos óbvios. Apesar de ser uma capital,não chega a ter 900 mil habitantes. É uma cidade de médio porte. Tudo isso porque está começando a circular uma ideia pela Câmara Municipal da cidade de acionar o MPF para intervir na situação da greve que está acontecendo. Um outro comentarista disse aqui que é bem provável que o prefeito da cidade está sendo ameaçado de morte.Ele quase acertou.Na verdade estão querendo matar a prefeitura mesmo,estrangulando-a financeiramente. E andam dizendo também,que se essa história de entrar na justiça para pedir idenização na justiça não for para frente,já se fala em decretação de falência de todas elas juntas,para se eximir,no futuro,se responsabilidades que forem acometidas pela atual situação do sistema. Estão querendo se aproveitar do caos para sugar dinheiro público descaradamente. Nem disfarçam mais. Estão piores que muitos políticos lá do congresso nacional.Enqua nto isso,Teresina já vai para 5 dias sem nenhum ônibus nas ruas.Sim pessoal,eu não estou exagerando. É 5 dias sem nenhum ônibus sair das garagens das 9 empresas.Imagine você depender de ônibus para se deslocar e passar 5 dias consecutivos sem poder ir à trabalho,escola ou outro compromisso. Essa é a situação da maioria da população de Teresina.
Depois de alguns meses de juros reais negativos, o Brasil volta a ter juros reais positivos.
O país é o único emergente que está com juros positivos, além da Rússia e da China (embora os dados de índice de preços chineses sejam obscuros). Quem mais se aproxima dos juros positivos é o México (que ainda está com taxas negativas).
APOLOGIA À PASSIVIDADE.
Abordar este tema pela lei da oferta e da demanda é trivial e creio que não contemple todas as variáveis envolvidas de natureza econômica, geopolítica e de planejamento interno e estratégico de cada Estado (nação) . Fosse assim, exclusivamente dependente do sistema de oferta mundial vs demanda mundial, os combustíveis deveriam custar o mesmo preço no mundo todo. E não custam. Este artigo ignorou que existe “oportunismos” e “especulações” no mundo e que muita gente se aproveita dessas coisas para ganharem muito dinheiro nestes momentos. A Europa aí agora, manipulada como sempre pelo Tio San, vai pagar mais caro por um gás que vem do outro lado do atlantico, e abrir mão do gas canalizado que vinha do seu quintal – tudo porque foram pirraçar um urso com vara curta a troco de nada, manipulados por quem financia e causa as guerras no mundo. A china por sua vez vai pagar mais barato por um gas, sumariamente rejeitado pelos europeus, ganhando enorme competitividade produtiva contra as industrias europeias. Como explicar isto pela lei da oferta e da demanda? Impossível.
“Trata-se de apenas mais um pavoroso exemplo prático de como as pessoas simplesmente não aceitam o funcionamento do sistema de preços. Ao que tudo indica, elas acreditam que preços devem ser determinados de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção, e não com base na oferta e demanda.”
A revolta ocorre porque o coletivo sabe que quando a bomba estoura, o Estado sempre tende a jogar para cima do povo que tem que arcar, esvaziando ainda mais os bolsos dos trabalhadores e que fatalmente terao de abrir mão de direitos e prazeres, com a falta de planejamento estratégico do próprio Estado.
Reclamar (com razão ou sem razão) é o que pressiona a massa de políticos e empresas e se mexerem, se ajustarem, se readequarem no que é possível, com vistas a diluir o impacto para a coletividade. As “afetações de indignação” (com razão ou sem razão) é o que freia a transferência dos impactos para a massa de pessoas que no fundo são o coração pulsante da sociedade. Em matéria de dignidade é mais digno que colocar conhecimentos teóricos (reducionistas, ja que a situação é plural), acima de tudo – nem que para isto tenha que aprender a conviver com a tocha entrando naquele lugar! É o mesmo que dizer que uma sequestrada deve amar o seu sequestrador porque ele tem distúrbios mentais e tudo que ele faz é pq tem de ser desta forma.
Ora, não estamos falando aqui num mero aumento de feijão por causa de uma seca ou de excesso de chuvas. Feijão que pode ser substituído por lentilha ou qualquer outra leguminosa reequilibrando a razão demanda vs oferta. Estamos falando em combustíveis, um insumo que implica em aumentos em toda a cadeia de produção. Que implica em redução do nível de vida. Estamos falando aqui, em uma situação que literalmente poderá inviabilizar negócios. Tudo isto após uma grande recessão ocasionada pela pandemia. Um problema onde o aumento de produção é complexo, lento e onde as alternativas são complexa. Ora, se não se pode reclamar num contexto desses, podera-se-á reclamar quando? Nunca, à opinião do autor do artigo.
É notório, que do ponto de vista da segurança nacional o mercado de petróleo no Brasil não é bem ordenado e sendo o Brasil uma economia fraca, deveria ser mais autosuficiente nos processos produtivos de muitas coisas que não é, principalmente petroleo para não expor o seu povo, ja sofrido, à oscilações externas. Ora, um aumento de um dolar no litro de gasolina nos estados unidos pesa menos pro americano que o aumento de um real para o brasileiro. O Brasil deveria entender isso e agir com vistas a proteger um pouco mais o seu cidadão. Ao contrario, igual o petroleo a uma comodite e o que acontecer lá fora para cidadãos com melhor poder aquisitivo, deve acontecer aqui tambem para cidadão mais pobres e fragilizados. Ora, isto é um aburdo ou não é? É.
“ah, mas se não for assim o investidor extrerno vai embora e a produção cairá” …
q vá. Sem dificuldade as pessoas não se adaptam. Muito menos um país.
O Brasil vende petroleo para comprar petroleo. Dizem que é por causa do subtipo, onde o petróleo brasileiro não possibilitaria contemplar toda necessidade de petro-derivados necessário. Mas é sabido também que com a exploração integral do pre-sal o Brasil seria independente na produção de petroleo no contexto da variabilidade. Ora, se o petroleo está lá, é nosso, porque demora-se anos para poder pegar ele e utilizar? A quem interessa deixar isto lá em baixo da terra e ficar trazendo isto da arabia? da russia? É no mínimo meio estranho isso daí.
Ora, e ainda que fossemos totalmente autosuficentes em quantidade e qualidade de petroleo, qual o sentido de vender para comprar? Apenas para conceder lucros à parte privada da petrobras. Ora, mas será que os milhoes de brasileiros – socios por definição da parte estatal da petrobras – concordam em pagar mais caro para que 49% de acionistas tenham lucros e eles prejuizos? Será que este povo não considera que depois de ter visto a empresa ser saqueada e de te-la sustentado na crises não se sente mais mereceder de alguma consideração da empresa? Será que este mesmo povo não esta disposto a re-comprar tais ações da parte privada para que o petroleo possa ficar apenas no Brasil? – ao menos enquanto não houver produção excedente. Porque não tem sentido vender petroleo para fora e encarecer o produto pro brasileiro que tem uma renda média muito ja muito baixa.
“E, de fato, o preço do barril de petróleo subiu 40% só neste ano de 2022. Nos EUA, o preço da gasolina bateu recorde histórico absoluto. Na Europa também. Não tinha como ser diferente.”
E em todos os lugares as pessoas reclamam. Pq é assim que é natural. Volto a dizer, com razão ou sem razão, tem que reclamar. Talvez este tipo de reclamação faça estes políticos deixarem de colocar um país (ucrania) àcima dos interesses do resto do mundo. … Ao contrario, estudar teoria e deixar a tocha entrar pq a teoria diz que ela tem que entrar sem você reclamar, é que não mudará muita coisa. A passividade, ainda que com algum nível de razão, nunca mudou nada no mundo, e não será agora que irá mudar.
E vamos para 6 dias sem ônibus sem Teresina.Enquanto a população é prejudicada,agora os motoristas e cobradores que estão de greve estão tendo que ouvir de seus patrões o seguinte:querem dinheiro?Então peçam demissão.Falam isso por causa dos encargos trabalhistas que os funcionários recebem por pedirem demissão por conta própria.Situação mais humilhante para um Trabalhador do que essa desconheço. Esse é um tipo de assunto que realmente valeria a pena ser noticiado e debatido na grande mídia.Inclusive aproveito para perguntar:Se a situação que Teresina vive hoje,fosse vivenciada por uma das grandes metrópoles onde ficam localizadas grande parte das grandes mídias,como São Paulo ou Rio de Janeiro,quais seriam as consequências?
De acordo com Boris Feldman, reduzir impostos sobre os combustíveis provoca inflação:
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Combustíveis: caros para brasileiro por falta de planejamento do governo
(…)
É fácil interferir nos impostos para baixar o preço do combustível na bomba. Porém, a redução destes tributos significa menor arrecadação aos cofres públicos, que deve ser compensada pelo governo aumentando outros impostos ou tomando emprestado no mercado financeiro, o que provoca inflação que será sentida principalmente no bolso do pobre.
(…)
Nossos governantes jamais estabeleceram um planejamento para tornar nossa matriz energética minimamente dependente do petróleo. Só decisões para apagar incêndios, medidas corretivas e pontuais.
Se reduz o imposto sobre todos os combustíveis, provoca inflação que pesa principalmente no bolso do pobre. Se reduz só o diesel, alivia a conta dos donos de luxuosos suves às custas de quem abastece com gasolina sua Brasília amarela.
(…)
autoentusiastas.com.br/2022/03/combustiveis-caros-para-brasileiro-pela-falta-de-planejamento-do-governo/
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Garcia 26/03/2022 01:59
“Você fez o seu esperneio. Beleza. Afetou indignação. Ok, é do jogo. Incorreu no vitimismo e no coitadismo de praxe. É o esperado.”
R -Ainda bem q vc entendeu q, independentemente de mérito, esse tipo de coisa faz parte do jogo. E se não garante solução, ao menos pressiona os gestores a encontrar.
“Só não apresentou o mais importante: uma solução.”
R- Nem me propus a tal. Igualmente, dizer q algo sobe de preço pq sua oferta caiu tbm não oferta qq solução. A diferença é o nível de percepção a cerca de uma dinâmica q é plural e q sabe-se lá por qual razão foi vendida no artigo como uma simples relação exclusiva de oferta vs demanda
“A oferta mundial de petróleo caiu. O preço subiu. Para todo o planeta. O Brasil importa petróleo. O Brasil, como qualquer outro país, tem de pagar mais caro pelo petróleo.”
R – A oferta do petróleo cai todo dia pq a humanidade gasta mais rápido do q a natureza cria. Vc se referiu, eu imagino, a oferta de petróleo a venda. Bom, isso ocorre pq enquanto ESTADO aceitamos a posição de subalternos e daí temos de acatar decisões de países q tem pode de deliberar sobre as nossas demais relações comerciais.
Ponto. E aí? Qual a sua solução?
R – Comprar o petróleo e o gás diretamente da Rússia. Coloca o petroleiro pra sair daqui vazio chega lá, carrega e trás. Deveria ser simples. Só não é pq o governo inerte e o povo q só pensa em idiotice não compreendem conceitos de segurança nacional q nos permitiram não ter de baixar a cabeça para decisão de presidente americano.
” Os combustíveis estão caros no mundo inteiro. Nos EUA, que sempre foram um país de gasolina barata, os preços bateram recorde histórico.
E aí? O que você sugere fazer? Como o Brasil escapa dessa?”
R – Os Estados Unidos decidiram não comprar mais petróleo da Rússia. É justo q eles paguem por tal decisão. O Brasil não decidiu isso. Decidiram pelo Brasil. Vc enquanto brasikeiro nao se sente diminuído por esse tipo de coisa não? Vc acha q é “normal” uma juventude ficar lacrado, dancando e fumando maconha num cenário de completo subjugar de países do hemisfério norte para conosco. Entendamos, o “subiu” lá é menos pior do que o “subiu” aqui. Em resumo, nossa falta de planejamento estratégico e nacionalismos nos dá prejuizos sistemáticos.
“Repetindo: o Brasil importa gasolina. Mais da metade do que consumimos é importada. Não tem choro. Esta é a realidade. Poderíamos até ser autossuficientes se a refinaria Abreu e Lima estivesse concluída. Mas o PT desviou o dinheiro. Ok, acontece.
E aí? Qual a sua solução?”
R – A mencionada refinaria qdo de sua aprovação estava orçada em 4 bi de reais. Até pouco tempo atrás já haviam gasto 30 bi e ainda não estava terminada. … Ora, é mais u,a faceta da falta de amor próprio do Brasil para consigo mesmo. Um reflexo de deixar gente medíocre jogar o jogo.
“Dispenso vitimismos e coitadismos. Dispenso também afetações de indignação (isso eu também sei fazer). Quero soluções.”
R – Eu dispenso mais ou menos. O q sei é q vitimismo em país q pobre decide eleição funciona alguma coisa. Agora, aceitar determinismos especulativos é q não muda nada mesmo. A solução é o q eu te falei. Precisamos de uma mudança de mentalidade no país. É preciso entender q se somos um país em desenvolvimento e devido a isso não podemos ter 20 ou 30% de desocupados. Um país em desenvolvimento do tamanho do brasil tem demandas de tal ordem q deveria importar mão de obra e não ter um exército de desocupados. Isso nasce do pensamento de q esta integrado ao mundo e q não se precisa fazer nada aqui pq tudo q o agro conquista pagará pelas nossas necessidades. Ou muda o pensamento ou contaremos a ser um quilombo de dignidade para o “mundo livre” q adora escravizar os outros.
“Você, por exemplo, aceita pedir aos governos estaduais para cortar o ICMS? Se não, por que não?”
R – Tudo q desregulamente e desinere, estamos juntos.
Peru decreta toque de recolher na capital após protestos por aumento de combustíveis
O presidente do Peru, Pedro Castillo, impôs um toque de recolher em Lima proibindo a população de deixar suas casas até às 23h59 desta terça-feira. Direitos civis também foram suspensos.
A ação é uma tentativa de conter protestos que já duram mais de uma semana contra o aumento no preço de combustíveis e fertilizantes no país.
g1.globo.com/mundo/noticia/2022/04/05/por-que-governo-do-peru-decretou-estado-de-emergencia-e-suspendeu-direitos-apos-protestos.ghtml
Puxa…. Parece que o auto-declarado marxista Pedro Castillo não é lá muito chegado em questões sociais. Como assim? Combustíveis e fertilizantes encareceram lá também? Tem gente aqui nesta seção de comentários que jura que a gasolina cara no Brasil (e no mundo) é culpa exclusiva de Bolsonaro, que não teria “sensibilidade social”. O marxista Castillo também não tem? Não é possível. Tem coisa errada aí…
Bolsonaro diz que lucro da Petrobras é “estupro” e que novo aumento de combustível vai quebrar país
O presidente Jair Bolsonaro fez um pedido veemente à Petrobras, nesta quinta-feira, para reduzir seu lucro, que considerou “absurdo” e “um estupro”, e fez um apelo para que não haja novos aumentos nos preços dos combustíveis, sob o risco de o Brasil quebrar.
Ao lembrar da greve dos caminhoneiros que parou o país em 2018, no governo de Michel Temer, Bolsonaro alertou que pode haver uma “convulsão” caso haja novo aumento no preço do diesel.
“A gente apela para a Petrobras, não reajustem o preço dos combustíveis. Vocês estão tendo um lucro absurdo”, disse o presidente na tradicional transmissão ao vivo por redes sociais às quintas-feiras.
“Ela (Petrobras) deve ter a função social. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo”, afirmou, enfatizando que não interfere na empresa e isentando-se da responsabilidade pela situação.
“Se continuar tendo lucro dessa forma, aumentando o preço do combustível, vai quebrar o país… se tiver mais um aumento de combustível, pode quebrar o Brasil. E o pessoal da Petrobras não entende ou não quer entender, ou só estão de olho no lucro”, acrescentou.
Ao mesmo tempo em que Bolsonaro fazia seus apelos à Petrobras, a estatal divulgava um lucro líquido de 44,56 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano. Em um comunicado, o presidente-executivo da estatal, José Mauro Coelho, afirmou que os resultados da petroleira geram “retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União”.
Bolsonaro apontou o combustível como o “vilão” da inflação que atinge o país, e disse que o nome da empresa “vai para a lama” caso haja um novo reajuste do preço do diesel, apontando os impactos do aumento do frente em artigos básicos, como alimentação.
O presidente fez apelos diretos ao presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, e ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, com quem deve se encontrar na sexta-feira em viagem à Guiana. Também incluiu os acionistas e os membros do conselho da empresa na críticas.
Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato a um pedido da Reuters de comentários sobre as falas do presidente.
Bolsonaro lembrou ainda da situação de crise econômica, a guerra na Ucrânia, que afeta o preço do barril do , e os impostos cobrados sobre os combustíveis como outros fatores para as altas de preço.
br.investing.com/news/general/bolsonaro-diz-que-lucro-da-petrobras-e-estupro-e-apela-que-nao-aumente-o-combustivel-para-nao-quebrar-pais-997430
DRE da petrosauro:
http://www.investsite.com.br/demonstracao_resultado.php?cod_negociacao=PETR3
E o programa ‘Os Pingos nos Is’, da Jovem Pan, já tachou a Petrobras de “Inimiga do Brasil”:
Adolfo Sachsida é o novo Ministro de Minas e Energia.
Em seu discurso de posse mostrado pelos Pingos nos Is, apesar de ele ter ficado com cabeça baixa (talvez seja padrão, não sou especialista em análise de linguagem corporal), o discurso foi bom e chamo a atenção para os seguintes aspectos:
– Analisar a economia pelo lado da oferta, ressaltando isso ao longo de todo o discurso.
– Mencionou o projeto de lei que tira o regime de partilha e volta ao de concessão. Esse regime de partilha foi o PT que enfiou. Não é possível alterar isso por alguma portaria, resolução ou afins? Seria bom se fosse possível ir para o regime de autorização, como fizeram recentemente com o setor ferroviário.
– Importância de atrair investimentos privados.
Agora olha a diferença disso para o que a quadrilha do PT quer. Não tem o que fazer.
Ele pelo jeito vai ser um ministro tão bom que ele deveria ter ficado no MME desde janeiro de 2019, no lugar do Bento Albuquerque. Pelo menos no ano passado não tivemos racionamento de energia, contrariando muitas previsões pessimistas (eu achava que não ia ter racionamento e sim algo parecido com a seca nos anos 2014-2015).
“Presidente do BC avalia que subsídios podem ser ‘boa solução’ para aliviar preços para os pobres”
Embora ele tenha falado que usso deveria ser temporário, um banqueiro central nunca (ou pelo menos não poderia) deveria falar de assuntos paralelos. Eu acho que nem o presidente do banco central boliviano falaria isso. Em exemplos práticos de subsídios a alimentos, temos Irã e Egito. Esses dois governos agora estão encrencados, porque os insumos de trigo dispararam o preço, com a guerra na Ucrânia. Situação nada invejável. A situação está tão ruim que recentemente o governo iraniano anunciou cortes de subsídios, assim como o egípcio.
Interessante que logo depois ele falou que o governo intervir nos preços da energia e afins causa distúrbios, ao mesmo tempo em que ele disse que a solução de respeitar o sistema de preços em energia e alimentos não “é viável socialmente”.
E vale lembrar o seguinte: ainda em 2020, a carestia nos alimentos já estava caminhando no Brasil (algo que em muitos outros países só chegou depois), tanto pela desvalorização cambial quanto pela maciça expansão monetária.
Aí eu me lembrei da presidência do Henrique Meirelles no BCB, que aí era um “banqueiro central raiz”, não tinha essa questão como “promover pleno emprego” e sim em apenas manter estabilidade de preços e cumprir as metas de inflação (e, no caso dele, também falava de manter a estabilidade da moeda). Tal ajuste ortodoxo nos juros em 2003 sofreu críticas do setor industrial. Há um trabalho acadêmico mencionando a trajetória de Meirelles.
Para quem estiver interessado, ele cedeu entrevista e está documentada neste material. Quando foi nomeado, sofreu forte oposição dentro do partido (eu não sei o que o Lula teve que fazer para conseguir mantê-lo autônomo lá). Interessante que o próprio PT pediu para o BCB aumentar as taxas de juros em 2002 (sim, a pancada começou nesse ano). Como o Leandro Roque diz com frequência, o Meirelles fala sobre a importância da mensagem que o banco central passa.
E outra curiosidade: o crédito consignado só foi permitido no Brasil em 2003.
De fato, o Meirelles no Banco Central era o ideal. No Ministério da Fazenda, embora tenha sido bom, incorreu nos erros de aumentar impostos (o que ele também fez durante o governo paulista do Doria). No BCB era só a política monetária e pronto.
Novo reajuste da Petrobras teria “interesse político” contra governo, diz Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro disse, em sua live semanal nesta quinta-feira (16), que um novo reajuste dos combustíveis pela Petrobras teria "interesse político para atingir o governo federal".
Bolsonaro abordou o tema, enquanto o conselho de administração da companhia se reúne para discutir a defasagem dos preços em relação ao mercado internacional – o que pode levar a novos aumentos.
"Esperamos que a Petrobras não faça essa maldade com esse povo do Brasil", disse. "A Petrobras tá rachando de ganhar dinheiro: quanto mais o povo está sofrendo, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da empresa.
Bolsonaro citou nominalmente o presidente da Petrobras, José Mauro. "Há um interesse enorme dos minoritários [acionistas estrangeiros em sua maioria] que eu não consigo explicar", disse o presidente, "porque os presidente da Petrobras e diretores tem essa sanha de imediatamente reajustar o preço dos combustíveis, atendendo aos interesses de não sei o quê."
oantagonista.uol.com.br/brasil/novo-reajuste-da-petrobras-teria-interesse-politico-contra-governo-diz-bolsonaro/
“Congresso promulga lei que libera venda direta de etanol a postos de combustíveis”
O Bolsonaro fez vetos péssimos, mas felizmente o Congresso derrubou e agora até as cooperativas podem vender diretamente o álcool (ele vetou porque alegou que iria gerar “renúncia fiscal”, ou seja, iria gerar menos dinheiro roubado para o estado). O sistema tributário brasileiro é tão medonho que ele é atrelado às proibições.
A surpresa é que só agora que a lei está valendo (pelo jeito, né).
Deveremos ver uma pressão baixista nos preços do álcool (tanto hidratado quanto anidro).
Eu concordo inteiramente com a tese. Aliás, concordo também que, sem repasse, haverá desabastecimento.
Dito isso, queria entender exatamente qual é a lógica seguida pela Petrobras.
Vejam bem, há apenas dois cenários plausíveis:
1) Petrobras segue os preços de mercado hoje, povão fica puto, elege Lula, que no primeiro dia de governo decreta intervenção nos preços da Petrobras (o que nem sequer é teoria, pois o próprio fala abertamente que irá fazer isso, como aliás fizeram no passado).
Consequentemente, a Petrobras tem seu patrimônio dizimado, exatamente como antes.
Ou seja, Petrobras opta por 6 meses de racionalidade presente contra pelo menos 4 anos garantidos de destruição patrimonial.
2) Petrobras segura os preços agora, consegue evitar a eleição de Lula, e consequentemente assegura mais 4 anos de preços livres e, consequentemente, sua solvência.
Estes são os dois cenários mais prováveis. Acreditar que dá para elevar preços e ainda impedir a eleição de Lula seria um terceiro cenário delirante.
Logo, qual é realmente o dilema?
Pergunta sincera: qual a lógica de optar pelo cenário 1? Por que estão trocando 6 meses de racionalidade por 4 anos garantidos de depredação?
Como eu aprendi socialistas e comunistas sempre muito preocupados com as coisas dos outros. Sempre acreditei que brasileiro tinha mentalidade de dona de casa e os fatos só confirmam isso. Só pensa no dele. Preocupações com tributos, sistema político, sistema financeiro, monopólios, oligopólios entre outros deixa para depois. A moeda do país foi desvalorizada fortemente e qual o problema? Mas subir os combustíveis que afronta à soberania nacional! Melhor ficar em casa e a economia se ve depois. Melhor encher de canaviais no estado de SP para produzir álcool para os veículos e até misturar na gasolina e no diesel. Arroz e feijão não, tem em qualquer supermercado. Mas para entrar lá tem que estar de máscara pois a vacina é obrigatória mesmo para as pessoas imunes (a grande maioria das pessoas) e para aquelas que desenvolveram anticorpos após ficarem doentes ( o meu caso). Subir o preço dos combustíveis de origem mineral ( extraídos do petróleo) que afronta! Ainda bem que neste país a exploração do petróleo de xisto é crime ambiental determinado por lei! Viva o governo, salvem a floresta, salvem o mico leão dourado, salvem as tartarugas, salvem as baleias, salvem os papagaios! O preço da cerveja até abaixou, a skol da ambev esta a 2,99 reais e a da Heikel esta a 5,99. Que beleza essa ambev eles ensinaram o joesley direitinho.
Bleargh. 20 anus de beneficios para biocosbostiveis
[]www.google.com.br/amp/s/oantagonista.uol.com.br/brasil/lira-da-aval-para-juntar-pec-kamikaze-aquela-dos-biocombustiveis-a-fim-de-acelerar-tramitacao-diz-jornal/amp/?espv=1[link]
Dolar 5.32
Dxy 106.65
Impresionte como um jurinhos numa economia mais forte ja valoriza a moeda.
Hoje e dia de aumentar a selic
Dolinho a 5.11
Dxy a 99.080
https://www.google.com.br/amp/s/www.infomoney.com.br/economia/copom-inicia-2o-reuniao-do-ano-em-meio-a-receios-sobre-guerra/amp/?espv=1