Um modelo mental importante para o bom investidor é a familiaridade com a história financeira e o reconhecimento de seus padrões no contexto contemporâneo.
Quem já viu uma bolha talvez ande com sensação de déjà-vu.
O mercado financeiro é povoado por especialistas comumente desprovidos de sabedoria multidisciplinar, que muitas vezes nem vivenciaram um ciclo econômico completo.
O caso do investidor novato é ainda mais frágil. A história não se repete, mas rima.
A trágica mistura de inflação e recessão no mundo ao longo dos anos 1970, denominada “estagflação”, foi considerada por muitos a ruína da política inflacionária keynesiana em voga. Estava ancorada na curva de Phillips, que indicava estatisticamente uma relação inversa entre desemprego e inflação.
Os keynesianos passaram a considerá-la uma lei da economia: “O governo sempre pode diminuir o desemprego gerando mais inflação”.
É o clássico engano de extrapolar uma observação estatística para uma política pública por meio de generalização excessiva.
Deu tudo errado: a estagflação empobrecedora perdurou até o pragmático Paul Volcker assumir o Fed, em 1979, e controlar a inflação jogando os juros nas alturas e interrompendo a impressão de dinheiro.
Esse keynesianismo raso já havia morrido e ressuscitado anteriormente. Sua origem é o mercantilismo dos séculos 17 e 18, mais tarde destronado por Adam Smith e demais liberais clássicos. Keynes ressuscitou o vampiro nos anos 1930.
Parafraseando a canção atribuída erroneamente a Raul, “se emprego fosse álcool, eu morria de cirrose; se inflação fosse droga, eu morria de overdose”. Por sinal, poucos notaram que a lei da autonomia do BC a ser sancionada em breve pelo presidente ressuscitou o emprego como meta secundária de política monetária.
Poderíamos todos gritar: “Toca rima grave, Raul!”
Muitos acharam que F. A. Hayek e Milton Friedman haviam fincado estacas de madeira letais no vampiro, munidos por boa teoria e dados empíricos. Venceram, mas não levaram. Apenas afastaram temporariamente a ameaça com “livros sagrados”. Ocorre que políticos adoram gastar e inflacionar. Emprestam prestígio e espaço a teorias que justifiquem o que desejam. O vampiro quer sangue.
Nesta década, a teoria-mascote dos políticos é a Teoria Monetária Moderna (Modern Monetary Theory, ou MMT), o novo codinome para o inflacionismo. É uma conveniente racionalização para o que os governos já vêm fazendo desde o ano passado: abrir todas as torneiras do gasto público e da impressão de dinheiro, simultaneamente, como nunca na história.
Essa é a receita para uma bolha de ativos de risco e, presumidamente, para a ressurreição da inflação. Nesta última terça (2 de março de 2021), os mercados sofreram com a declaração do regulador bancário chinês de que “o problema da bolha nos mercados financeiros americanos e europeus, resultado de política monetária ultra-agressiva, pode estourar”.
De fato, várias classes de ativos estão com preços que parecem insustentáveis.
As empresas de tecnologia cotadas na Nasdaq estão com P/L de cerca de 60, similar ao ano de 1999, seis meses antes do estouro da bolha de tecnologia, em março de 2000. Rima emparelhada.
As taxas dos títulos de empresas de alto risco estão historicamente em seu nível mais baixo, próximas a 4% ao ano, taxa equivalente à que as empresas de menor risco do mundo, classificadas como AAA, pagavam cinco anos atrás. Rima imperfeita.
Hoje, todos fogem de renda fixa para ações. Remete à famosa história apócrifa de Joe Kennedy (pai do então futuro presidente americano), que, ao receber dicas de ações de seu engraxate, concluiu que era hora de vender as suas. Engraxate rima com disparate.
A CURRA FINANCEIRA NO MUNDO
Todos países emiten absurdos vao reprisar 2009, CONGELAR “FORA DE JOGO”as extravagancias, os desvaríos
OS poderosos receberao dos governos juros para tirarem do jogo enxugarem equivalentes das emissoes doidas,com o que GOVERNOS FICARAO REFENS DOS ENDINHEIRADOS
“SALVADORES”
2009 nao foi assim?
Agora expandiram para o mundo, INDUSTRIALIZARAM A OPERACAO.
BIDEN COMPROVA
NACOES REFENS DE MANIPULADORES QUE IMPOE GOVERNANTES
Golpe perfeito com virus distraíndo atencao
eu fui ensinado com este
“O governo sempre pode diminuir o desemprego gerando mais inflação”.
aproximadamente 1996/1997.
As empresas de tecnologia cotadas na Nasdaq estão com P/L de cerca de 60, similar ao ano de 1999, seis meses antes do estouro da bolha de tecnologia, em março de 2000.
Onde encontro informação adicional sobre este assunto,com gráficos?
Desde já, agradeço.
Sou um hobbista da economia, um investidor curioso, ando meio lendo sobre as escolas austríacas, a de chicago a do keynes.
É natural cada um defender seu peixe, cada uma tem seus prós e contras e acho interessante conhecer minimamente o básico de todas para ter um conhecimento, principalmente para ter um embasamento em uma discussão.
Gostaria de saber na ótica da escola austríaca como é visto a existência de um Banco Central, para atuar intervindo em épocas de crise como banco emprestador de última instância, como também moderando taxas de juros, intervindo assim, na economia livre. Ou seja como funcionária e estaria a economia hoje se tivéssemos implantando um livre economia agora na pandemia sem a intervenção dos BC nos mundos… Acho que daria um artigo interessante. Me desculpe se falei algo errado, mas como disse sou meio novo nesse ramo e tenho muita curiosidade sobre esses assuntos ..se puderem me ajudar…
A recessão mundial desencadeada em 2020 não foi suficiente para estourar todas as bolhas que existiam na economia?
Recessões não são por definição austríaca um período de “correção” dos mercados? A recessão de 2020 não “corrigiu” os mercados?
A roda não pode parar de girar. Uma forte correção dos mercados virá, a roda vai dimunir a velocidade, tirar alguns da jogatina, mas em seguida ela retoma seu ritmo e tudo volta ao normal. O estrago mais uma vez sera grande, mas o nercadocom sua dinâmica de uma floresta devastada, logo se reconstitui.
A bolha da nasdaq estourou? Eu não estou muito ligado nas últimas notícias dos EUA, mas eu ouvi falar que o preço das ações das empresas cotadas na nasdaq afundaram.
Reanalisando o mercado de ações americanas, eu me pergunto se há realmente, e de fato, uma bolha, afinal os preços das ações elevadas advém majoritamente de dinheiro advindo de auxílios monetários criados pelo BC, e o preço de tal insanidade praticamente já está sendo paga pela inflação atual e previsívelmente futura. Até poderia haver um crash quando os juros de curto-prazo se mostrassem mais atrativos (o que faria o governo americano passar por sérios apuros, mas isso não é a palta do meu comentário), mas eu não vejo como possívelmente a queda das ações geraria um salve-se quem puder no setor financeiro, afinal, não houve tantos empréstimos por juros baixos – até porque nenhum banco daria empréstimos baratos em um cenário de alta inflação -, ainda mais quando consideramos que diversos Estados americanos decretaram longos lockdowns, diminuindo a produção do país e alocando empregados para o homeoffice, assim como gerando histeria e diminuindo a demanda, inviabilizando, dessa forma, grandes investimentos.
Prevejo que a inflação americana de verdade começará apenas quando a pandemia “acabar” (ou melhor, quando a histeria acabar, ou quando os americanos começarem á reclamar), e quando isso acontecer, o consumo irá disparar, plausivalmente elevando a inflação america á valores ainda mais pornográficos.
Por outro lado, provavelmente demorará anos até o FED realmente decidir elevar qualquer juro, ainda mais quando consideramos às iminentes consequências, mas basta alguns anos de inflação e de deterioração da confiança dos americanos no governo para força-los á elevar os juros. Cada vez mais americanos estão percebendo o que realmente causa a inflação, e isso seria péssimo para os globalistas, apesar das vezes eu ter um breve desconforto de que na verdade tudo isso já foi previsto pela elite mundial.
Alguém pode me ajudar nessa questão? Eu tenho o pressentimento que estou seriamente subestimando as consequências do valor do preço das ações, até porque eu ainda sou um completo novato nesse quesito. O que eu quero saber é se irá ocorrer algum salve-se quem puder quando os juros se elevarem, e porquê.
imprime muito dinheiro, vai para os títulos, logo os espertalhões começam a vender títulos sem lastro, com base na promessa… quando se para a impressão surgem os malinvestment e os titulos podres ficam visiveis e todo mundo começa a vender
deja vu sempre
Outrora, líderes americanos chamavam governantes do mundo para conversar.
Biden atualmente parece que nem fede nem cheira, e o que se observa é uma liderança mundial natural e inconteste de Putin.
Solicita governantes do mundo para conversar, e que aceitam convite inclusive Bolsonaro.
Biden recomenda que ninguém vá conversar com Putin, no que é solenemente ignorado.
Um submarino americano invadia uma área de treinamento russo em águas da Rússia e se fazia de desentendido; foi advertido e ao ignorar a advertência uma fragata se dirigiu ao submarino em alta velocidade; o submarino do Biden deu meia volta e se afastou na maior velocidade que conseguiu.
“Nem tão devagar que pareça provocação e nem ligeiro demais que pareça que esteja fugindo. O submarino americano demonstrou estar fugindo do local improprio.”
Biden parece guri de escola com o qual ninguém quer conversar, e Putin, ao contrário é o centro das atenções do mundo.
Bolsonaro escolheu o líder certo para conversar. Os idiotas esquerdopatas se calaram.