Em 2011, uma economista chamada Mariana Mazzucato, formada pela New School, de Nova York, e que atualmente leciona “Economia da Inovação” na Universidade de Sussex, publicou uma breve monografia, que mais tarde viria a se transformar em livro.
O título do livro já se transformou em uma palavra de ordem: O Estado Empreendedor.
Segundo Mazzucato, o estado empreendedor é o responsável por maravilhosas inovações — como o Concorde (uma empreitada anglo-francesa) — que foram recusadas por empresas privadas e também por consumidores.
A essência do argumento dela, porém, não consegue escapar daquela rotineira crença estatista: contrariamente ao que dizem economistas “neoliberais“, o papel da economia de mercado na criação de bens e serviços é bastante superestimado, ao menos no que diz respeito a estimular inovações.
A inovação é descentralizada
A principal premissa de quem acredita em um estado empreendedor é que o investimento público é quem conduz a inovação.
Mazzucato afirma que o estado tem de impor um tipo de “direcionalidade” às empresas privadas, para assim conduzi-las a um ponto ótimo determinado por especialistas.
Entretanto, não é assim que inovações acontecem. Inovações, por definição, ocorrem de baixo para cima, e não de cima para baixo. São pessoas livres, agindo de modo espontâneo e visando ao próprio interesse, que criam os produtos inovadores de amanhã. A ideia de que burocratas sabem melhor como criar produtos inovadores é uma crença sem nenhuma sustentação prática.
Foram empresas privadas, competindo entre si pela supremacia na comunicação portátil, que nos trouxeram a engenhosidade do smartphone. A Tesla hoje produz alguns dos mais avançados carros elétricos do mundo, disponíveis para consumo em massa. O CEO da Tesla, Elon Musk, é o exato oposto de um burocrata meditativo que Mazzucato acredita ser o condutos das inovações: um homem que oferece quatro modelos de carro chamados S, 3, X, Y, vende lança-chamas, privatizou a corrida espacial, e recentemente lançou uma linha de tequila.
Ou então Travis Kalanick, um bad boy que desafiou leis ao lançar a Uber, que possibilitou que até mesmo os mais pobres tivessem o luxo de um motorista particular (e barato) disponível a apenas um clique de celular. Kalanick transformou um mero conceito em uma marca global que corajosamente desafia monopólios protegidos pelo estado, como o cartel dos taxis.
Se algo, as personalidades de Elon Musk e Travis Kalanick podem ser a representação ideal de como a inovação ocorre: não por decretos estatais ou ideias centralizadas feitas por “especialistas”, mas sim por empreendedores excêntricos, atrevidos e livres, que não pedem permissão e nem precisam de carimbos do estado para experimentar suas inovações.
A premissa do estado empreendedor
Para Mazzucato, no entanto, várias estupendas inovações, as quais radicalmente mudaram nossas vidas, foram apenas “apropriadas e comercializadas” por empreendedores privados, tendo sido, na realidade, geradas por intervenções estatais, algumas delas feitas com décadas de antecedência.
Consequentemente, empresas em busca do lucro apenas pegaram uma carona no empreendedorismo estatal, e com isso capturaram várias receitas. Algo vergonhoso para elas, e algo digno de profusos elogios para o governo, conclui Mazzucato.
Apenas pense, diz Mazzucato, no iPhone, no GPS, na Internet. Não seriam todos estes bens o resultado de uma visão de longo prazo do governo americano, especialmente do exército americano? Mazzucato garante que sim.
Só que há um grande problema: em todo o seu livro, ela não apresenta nenhuma evidência e nem nenhuma verdadeira lógica econômica. Em específico, seu relato sobre como inovações surgem é bizarramente falso.
GPS
O GPS, por exemplo, era de fato uma tecnologia militar no começo. Ele foi concebido para servir a um propósito militar: localizar as forças no campo de batalha. Porém, subsequentemente, a tecnologia passou a exigir maciças adaptações e volumosos aperfeiçoamentos. Tudo isso foi feito por contínuos investimentos privados, até que o GPS se tornou item de rotina em automóveis e, hoje, está nas mãos de qualquer pessoa que tenha um smartphone.
Mas não é só. Inicialmente, o GPS foi uma ideia de uma estrela de Hollywood chamada Hedy Lamarr, nascida em Viena. Hedy criou a tecnologia básica para o GPS durante a II Guerra Mundial. Judaica de origem e aterrorizada com o avanço nazista, queria ajudar os EUA e os aliados. Havia aprendido sobre radiocomunicação graças à convivência, ainda na Áustria, com o ex-marido, Fritz Mandl, um rico fabricante de armas e seus colegas engenheiros. Em 1940, conheceu o compositor George Antheil, também curioso por ciência. Certa noite, quando tocavam piano, ela se deu conta de que cada tecla emitia uma frequência de longo alcance diferente. E, assim como elas se alternavam rapidamente em uma música, talvez algo parecido pudesse ser aplicado aos espectros de comunicação militar.
Aprimorada por Antheil, a análise de Lamarr originou o sistema “salto de frequência”, no qual estações de radiocomunicação eram programadas para mudar de sinal 88 vezes seguidas (o mesmo total de teclas de um piano). Com isso, as forças inimigas teriam dificuldade em detectar esse registro alternado, que poderia ser então usado por navios e aviões, para orientar torpedos.
A dupla chegou a patentear a ideia e a ofereceu à Marinha dos EUA, mas foi rejeitada, sob o argumento de que seria demasiadamente cara.
Internet e aviões
Já um dos argumentos aparentemente mais convincentes feito por Mazzucato (e por outros como ela) é o de que a agência americana de pesquisa militar conhecida como DARPA inventou a internet.
Se o estado inventou a internet, então é óbvio que ele é capaz de impressionantes feitos de inovação. Basta que ele tenha mais receitas de impostos…
Para começar, a pergunta a ser feita é se o governo americano de fato visualizou algo como a internet. A resposta é óbvia: é claro que não. Não havia nenhum objetivo neste sentido. O investimento feito pelos militares foi semelhante às viagens de Cristóvão Colombo: o estado “empreendedor” descobriu as Índias Ocidentais tendo partido em busca das Índias Orientais.
Na década de 1960, a Força Aérea começou a considerar como uma rede de comunicação descentralizada, fora da tradicional rede telefônica, poderia operar. Mas o Departamento de Defesa suspendeu as pesquisas e não mais tomou nenhuma medida.
A DARPA então criou a ARPANET, que tinha o objetivo exclusivo de interligar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo americano por meio de uma conexão entre duas ou mais redes de computadores.
A DARPA, por si só, jamais teria financiado uma rede de computadores para facilitar a troca de e-mails porque o telefone já servia perfeitamente ao objetivo de efetuar uma comunicação pessoa a pessoa.
Posteriormente, essa ideia se expandiu e virou a internet. Mas essa expansão e difusão ocorreu por meio do desenvolvimento da rede em ambiente livre, não militar — ou seja, privado —, em que não apenas os pesquisadores, mas também seus alunos e os amigos desses alunos, puderam ter acesso aos estudos já empreendidos e usaram sua inteligência e desenvolveram esforços para aperfeiçoá-los.
Foram jovens da chamada “contracultura” — e não funcionários do estado —, ideologicamente defensores da difusão livre de informações, que realmente contribuíram decisivamente para a formação da Internet como hoje é conhecida.
Vinton Cerf foi o indivíduo que desenvolveu os protocolos TCP/IP, que são a espinha dorsal (a rede de transporte) da internet. Tim Berners-Lee merece os créditos pelos hyperlinks. Mas foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para conectar diferentes redes de computadores.
Isso mostra que a contribuição do governo para a criação de coisas como a internet não só foi não-intencional, como também pode ter sido deletéria. A inovação, por definição, é um esforço caótico, que requer um longo processo de tentativa e erro no mercado, e não a simples aprovação de burocratas e “especialistas”. Se a invenção e o progresso dependessem da chancela de Ph.D.s, talvez ainda não teríamos saído da era das carruagens.
Sobre isso, um famoso exemplo é o advento do avião.
Após um teste fracassado, burocratas do governo compreensivelmente disseram que viagens aéreas seriam algo impossível. Olhando para o passado, estes comentários da época (sobre a impossibilidade de o homem voar) soam cômicos, mas o fato é que se permitirmos que o estado e seu exército de “especialistas” imponham suas criações planejadas, o processo de inovação simplesmente ficaria estagnado.
Com efeito, em 1903, o The New York Times, consultando especialistas do governo, previu que viagens aéreas só ocorreriam dali a, pelo menos, 1 milhão de anos. Apenas alguns meses depois, dois mecânicos de bicicletas, os irmãos Wilbur e Orville Wright construíram o primeiro avião funcional em sua garagem, mudando o mundo para sempre [ou então o primeiro foi Santos Dumont, o debate prossegue até hoje].
Mazzucato e a tese da cadeia quebrada
A inovação, por definição, ocorre na ausência de direcionamentos estatais. Algo não tem como ser inovador se foi completamente planejado.
Essa suposta função de “direcionalidade” dada pelos investimentos do governo — que é o que defende Mazzucato e seus seguidores — não combina com engenhosidade e descobertas.
O processo do descobrimento de uma ideia e sua subsequente implantação é a total antítese de um processo centralizado.
Mazzucato relata, como se fosse uma evidência definitiva, que a National Science Foundation concedeu uma pequena bolsa de estudos a um jovem PhD que acabou por inventar a tecnologia do touchscreen. Disto ela conclui que tal invenção se deve ao estado.
No entanto, foi a criatividade deste indivíduo em uma sociedade livre, e não direções coercitivas dadas pelo governo, que geraram a inovação. Pensar o contrário significa pensar que qualquer coisa que tenha algo estatal em sua cadeia de produção é A Causa de sua existência — por exemplo, a estrada que leva ao edifício da Google é a responsável pela existência da empresa.
Este argumento estatista confunde condições benignas — como a bolsa de estudo ou a estrada para a Google — com condições cruciais e poderosos, como uma sociedade livre na qual inovações podem prosperar sem serem punidas e sem terem de pedir permissão para comitês centrais.
Ao pensar assim, Mazzucato incorre na falácia da “cadeia de suprimentos com elos insubstituíveis”. Segundo esta tese, todos os elos de uma cadeia de produção são fixos: nenhum elo na cadeia pode ter uma alternativa. Se um elo quebrar, tudo está perdido. É a teoria por trás do bombardeio estratégico: se você bombardear uma junção ferroviária na França de 1944, não haveria alternativa para os invasores alemães; eles não conseguiriam trazer mais suprimentos para as tropas estacionadas na França.
Trata-se da crença de que há “estruturas” fixas de produção.
Se você, assim como Mazzucato, acredita que todos os elos de uma cadeia de suprimentos são imprescindíveis e insubstituíveis, então nenhuma alternativa pode ser criada pela mente humana. Daí se torna fácil concluir que o “empreendedorismo” do governo é crucial, pois os governos modernos são onipresentes. Se você olhar para a cadeia de suprimento de qualquer inovação, e procurar algum exemplo de atuação estatal, sem considerar alternativas privadas, você concluirá que o governo produz tudo. A estrada que leva às instalações da Google em Mountain View é municipal. Logo, pela lógica de Mazzucato, foi a prefeitura local quem possibilitou a Google.
Adulando os mestres

No entanto, falemos a verdade: tudo o que ela fez, no final, foi fornecer uma narrativa lisonjeira para políticos. E economistas adoram virar conselheiros do Príncipe. Eles fornecem uma narrativa que justifique os instintos naturais dos políticos. Assim como empreendedores privados implacavelmente querem produzir bens e serviços que os consumidores querem comprar, políticos também implacavelmente buscam poderes coercitivos sobre estes mesmos consumidores. Quanto mais eles puderem coagir a sociedade, e quanto maior o número de pessoas dependentes deles, mais felizes eles ficam.
E, por trás de tudo, há apenas aquela antiga crença de que economistas devem gerenciar o mundo.
Mazzucato, um filha devota da esquerda, desconfia de empreendedores buscando ganhos privados. Ela quer que o estado, seguindo as consultorias dela, decida por você.
Conclusão
Criatividade só se converte em inovação quando o papel de descobrir as melhores oportunidades cabe ao empreendedor, e não ao burocrata.
Empreendedores surgem com uma ideia nova; essa é a parte da inovação. O sistema de lucros e prejuízos sinaliza ao mercado se esse empreendedor teve sucesso ou fracasso em criar valor para terceiros. Se ele tiver tido lucro, outros produtores respondem a esses sinais de lucro entrando neste mercado e produzindo um bem similar. Esse é o processo de imitação e aprendizado econômico.
Já Mazzucato defende que governo trate o empreendedorismo como se este fosse algo relacionado a planejamentos estratégicos e burocráticos, quando, na verdade, é um processo de descobertas inovadoras.
E a competitividade de uma economia depende desse processo de descobertas.
A inovação e a criatividade são características intrínsecas do ser humano. E elas se desenvolvem com maior ímpeto naqueles países em que predomina a liberdade econômica, a qual permite que as pessoas possam se arriscar e usufruir os benefícios de seus empreendimentos.
A tese de que a intervenção estatal é a chave para que este processo se desenvolva não apenas atenta contra a lógica econômica, como também serve apenas como argumento para intensificar políticas intervencionistas, as quais sempre se comprovam nocivas para o desenvolvimento de longo prazo dos países.
Quem deve escolher os vencedores do mercado não são os burocratas do estado, como que Mazzucato, mas sim os milhões de consumidores.
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Leitura complementar:
O livro de Mazzucato foi refutado em outro livro escrito pela grande historiadora econômica Deirdre McCloskey. Leitura obrigatória para quem se interessa pelo tema:
O que explica a atual queda do dolar? E o Dollar vai ser fraco igual na era Bush? O que será de 2021 e 22?
Uma dúvida que me atormenta: será que “intelectuais” como a dra. Mazzuccato realmente acreditam nestas concepções que defendem ou será que passam a carreira toda cientes das falácias da ideologia socialista-keynesianista ditada por seus financiadores?
Inovações são por definição "permissionless". Ninguém tem de pedir permissão pra inovar. A partir do momento em que você estabelece que para inovar tem de ter subsídio estatal (o qual depende de carimbos e permissões de políticos e burocratas) e diretrizes estatais, acabou qualquer tipo de criatividade. Voltamos às cavernas.
Que tal ideia seja levada à sério por políticos eu até entendo. Agora, por economistas? Bizarro…
Ok, mas existem N exemplos de parcerias público-privadas que são investimentos úteis e que deram certo.
O texto cita muitos exemplos de sucesso, mas exemplo não é prova, é contra-prova. Mostra apenas que essas ações foram possíveis sem o Estado.
O empreendedorismo estatal é tão bom que eles precisam te ameaçar para financiá-lo.
Pela lógica da Mazzucato, Steve Jobs, Bill Gates, Paul Allen, Jeff Bezos, Jorge Paulo Lehmann, Alexandre Tadeu da Costa, Antônio Alberto Saraiva, Romero Rodrigues, Robinson Chiba, Flavio Augusto da Silva etc. são funcionários públicos
O Estado criou Itaipu, outras usinas e toda a rede elétrica do país. Refutem essa.
Os grandes “barões” americanos do século XIX tipo Rockefeller, Carnegie, Vanderbilt, J.P Morgan, John Gates, Jay Gould, James Hill, Andrew Mellon, Charles Schwab …. precisaram do estado empreendedor como a Mazzucato diz ou fizeram tudo por conta própria mesmo ?
Faço pesquisa em química, sobre movimentos nas proteínas. Há um fenômeno interessante sobre o desenvolvimento da ciência: a mais importante das contribuições começa nos campos teóricos básicos, pesquisas que fundamentam e nos iluminam com ferramentas matemáticas e explicações determinísticas que nos permitem manipular conceitos até desenvolver novas tecnologias (obs: o desenvolvimento técnico é posterior ao teórico há mais de um século; faz muito tempo que ninguém inventa nada sem base teórica antes).
Enfim, meu ponto é: a física, a química e a matemática, que são as bases do conhecimento que possibilitaram os avanços da parte desses empreendedores, foram avançadas por gênios que na sua maioria morreram pobres, ou em situação nada glamourosa.
Era apenas isso, grato pela atenção.
“No fundo, nos não sabemos por que o crescimento da produtividade quase parou. Com isso, torna-se difícil responder a outra pergunta: quais medidas tomar para acelerá-lo?
Os economistas costumam ter uma resposta, só que meio desanimadora. Se o desejado é o maior output -dizem eles- basta aumentar os inputs. Dotando os trabalhadores de mais capital para seu trabalho e de melhor educação, eles se tornarão mais produtivos.
E como fazê-lo? A resposta é simples: sofrendo. É preciso consumir menos, agora, para ter mais recursos para investimentos. As crianças têm de estudar mais horas e, para isso, novos professores e salas de aula precisam ser pagos. Essas providências, ainda que piorem o padrão de vida no curto prazo, acabam valendo a pena , aumentando-o mais à frente. Daqui dez – ou serão vinte- anos, a produtividade terá aumentado, compensando os atuais sacrifícios.” KRUGMAN, PAUL. A era do conformismo, ano 1990, páginas 13 e 14.
Pegando o gancho dos primeiros comentários do artigo. Sim, eles sabem qual o caminho das pedras (e já há um bom tempo), e sim, eles jogam pra torcida apenas para causar e buscar fama e empatia facilmente.
Concordo com tudo que foi levantado nesta matéria e até achei engraçado o exemplo do avião Concorde que hoje virou peça de museu, pois era inviável economicamente, só o estado para bancar. Mas gostaria de ver a visão de vocês em relação ao reator a fusão nuclear que se for viável, irá mudar radicalmente a matriz energética do mundo, pois será uma fonte inesgotável de energia elétrica. Esta semana partiu de forma experimental tanto na China quanto na Alemanha (em desenvolvimento a mais de 30 anos) os protótipos destes reatores. Além destes dois países, os EUA, Inglaterra, Japão, França estão também com desenvolvimento desta tecnologia a mais de 40 anos. Em outubro começou a construção do maior reator a fusão na França, consórcio de diversos países (investimento de 20 bilhões de Euros). São investimentos do Estado para uma nova tecnologia. Qual a visão de vocês ao uso do dinheiro público para estes investimentos de longo prazo?
O serviço público como objetivo ao “marajanato” desvia gente nova na direção de resolver a vida em serviço publico e não ser empreendedor privado. .
Salários muitas vezes maiores do que equivalentes serviços privados, sem riscos, sem cobranças de produtividade
O sonho, o paraíso dos altos salários, da segurança, da saúde diferenciada, das benesses de auxílios moradias, transportes, e quem tem parente bem colocado no serviço público quer também.
Sem falar que não se demitem os incompetentes.
Tenho 72 anos e muitas andanças, iniciativa privada e vi excelentes administradores públicos E ADMINISTRAÇÕES BOAS, só que são exceções.
Eleição para administração pública teria que ser diferente, nenhuma empresa de sucesso no mundo, privada, elege administradores em “ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS’,,kkkk
OBVIEDADES A CONSIDERAR:
-Os contratantes dos funcionários públicos, empregados da população, são eleitores ignorantes, analfabetos, sem ter conhecimento necessários MÍNIMOS e imprescindíveis para exercer a função de escolha. RESULTA DESPERDÍCIO E DESASTRES .
– Candidatos honestos, competentes, passado ficha limpa.
– Candidatos obrigados a provar com currículo e sabatinado, que permita deduzir ser capaz de exercer as funções pretendidas, ter entendimento adequado
– Hoje por exemplo , STF “interpreta” a constituição conforme interesses dos que os nomearam e dos seus próprios, vergonhosamente, e nada podemos fazer, a não ser aceitar tal infâmia, vergonha indescritível.
Um mínimo, óbvio, mas que hoje ladrões, processados e condenados têm voz, são eleitos e formam quadrilhas desviando recursos bilionários.
Fatos como estes nos avisam que um novo sistema se faz necessário e imprescindível.
A Embrapa é uma empresa pública do governo federal no setor de pesquisa agropecuária que possibilitou ao Brasil ser o que é no agronegócio mundial, ou seja, o maior exportador de soja do mundo. Tudo isso graças a pesquisas que possibilitaram a transformação do cerrado, região com solos extremamente ácidos e pobre em nutrientes minerais. A soja, é apenas um exemplo, as conquistas dessa empresa pública estão sendo usufruidas por produtores agrícolas de todas as áreas ( café, milho, algodão, hortaliças, etc). Garantindo desta forma a segurança alimentar do povo brasileiro e quiça de boa parte da população mundial.
O exemplo (mencionado no segundo parágrafo) de citação do livro ”Estado Empreendedor” é insustentável.
É notório que o concorde era altamente deficitário, que só se manteve operando junto a empresas para-estatais, como a British Airways (BOAC quando iniciou as aquisições e operações do supersônico) e a Air France.
Players privados deram de ombros pra esse (belo, excelente, inovador, sofisticado, bem construído, mas muito caro) jato.
A única função do Estado nesses últimos anos está sendo a sua principal enriquecimento de famílias e grupos empresariais.
O estado, ao regulamentar , escolhe quem vai enriquecer e empobrecer, senso que os últimos votam exatamente em políticos que vão fazê-los empobrecer.
A ideia me fez lembrar da época da Reserva de Mercado de Informática no Brasil, com muitos erros e poucos acertos. Era o Estado e seus “campeões nacionais” monopolizando tudo. Acho que nem a tal Mazzucato acredita em suas ideias, mas apenas elaborou um argumento falacioso pra convencer pessoas a quererem um Estado gigante, que direcionará a vida de todos (esse sim o sonho da esquerda).
Foi aqui que pediram mais redução de impostos? Tá na mão:
http://www.youtube.com/post/UgkxYPB7r0uIMfxisKx-igNldW5-IkUx-pay
Na boa, se esse cara não ganhar o Brasil merece virar uma Venezuela.
Na prática, o estado atua muito mais pela estabilidade do que pela inovação, pois é gerido por indivíduos que querem aumentar seu próprio poder. Por exemplo, grupos podem fazer lobby para proibir uma inovação capaz de ameaçar seus negócios, ou para barrar a entrada de concorrentes. Por exemplo, será que com a tecnologia de blockchain nós não poderíamos pensar em algo que substitua de vez os cartórios?
As maiores economias mundiais subsidiando setores estratégicos dos seus parques industriais e de inovação.
http://www.bloomberg.com/news/articles/2022-07-28/house-sends-52-billion-chip-bill-to-biden-for-his-signature
http://www.voanews.com/amp/report-china-spends-billions-of-dollars-to-subsidize-favored-companies-/6587314.html
Mas calma, aposto que Enzo, que mora com os pais, nunca lavou uma louca nem arrumou sua cama acha que eles estão indo no caminho errado. Devíamos seguir o exemplo do ancapistao e deixar as empresas nacionais competirem sem nenhum tipo de ajuda. E como todos sabemos Ancapistao tem o maior PIB per capitã da galáxia.
Enzo diz que já comprou passagem pra lá
Joaquim Murtinho, em meados de 1898, disse que o excesso de emissões de papel-moeda levou ao surgimento de investimentos artificiais na indústria (ele estava falando do Encilhamento).
Estamos em 2022 e ainda tem gente que acha que aumentar a quantidade de dinheiro na economia faz a riqueza surgir do nada.
Estava discutindo com um amigo meu e ele chegou na seguinte conclusão: “Não devemos privatizar estatais que tem o potencial de gerar tecnologia”. Ele citou a descoberta do Pré-Sal pela Petrobras, a descoberta do genoma do COVID, a vacina brasileira em desenvolvimento, a criação da urna eletrônica e o equipamento que purifica água feito pela UFC. O que vocês acham sobre a opinião dele? Achei interessante e não soube como responde muito bem, por isso trouxe aqui.
“descoberta do pré-sal”
toda a tecnologia usada vem de fora, sonares, sondas, pergunte o que aconteceu com a sete brasil, qual foi o investimento feito pelo lulopetismo e qual o retorno que os bilhoes e bilhoes torrados deram pra mim ou pra voce e veja ele se enrolar todo
ademais, o que impede uma empresa privada descobrir poços de petroleo ?
“genoma do COVID, vacina brasileira, purificador de agua”
dizer que o que garantiu o trabalho feito foi a administraçao estatal é totalmente sem pé nem cabeça, é só comparar as patentes brasileiras com qualquer conglomerado e veja o gap absurdo no retorno
“urna eletronica”
a pessoa que citou essa praga nem fez o dever de casa … como levar a serio ?
In 1997, three engineers, Antonio Mugica, Alfredo José Anzola and Roger Piñate, began collaborating in a group while working at Panagroup Corp. in Caracas, Venezuela. Following the 2000 United States presidential election and its hanging chad controversy in Florida, the group proposed to dedicate a system toward electoral functions. Smartmatic was officially incorporated on 11 April 2000 in Delaware by Alfredo José Anzola. Smartmatic then established its headquarters in Boca Raton, Florida with seven employees. After receiving funds from private investors, the company then began to expand.
Smartmatic was a little-known firm with no experience in voting technology before it was chosen by the Venezuelan authorities to replace the country’s elections machinery ahead of a contentious referendum that confirmed Hugo Chávez as president in August 2004. Before the election, Smartmatic was part of a consortium that included a software company partly owned by a Venezuelan government agency …
conclusao: dizer que estatais sao importantes pra criar tecnologia é de doer os ovos
o estado controla o saneamento basico que é so cavar o chao e enfiar encanamento e mesmo assim tem umas dezenas de milhoes de familias que nao podem fazer cocô em casa …
imagina se a gente precisasse de uma “TECBRAS” se quisesse um computador ou um celular, estariamos vivendo como os flintstones
Excelente. Eu sempre defendi que o Estado é improdutivo por natureza e incapaz de produzir qualquer coisa. Esse texto deu luz ainda mais profunda ao tema.