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Mais do que nunca, é exatamente em épocas de crise que precisamos de liberdade

Nos últimos meses, ao redor do mundo, governos mantiveram seus próprios cidadãos como reféns em nome de “proteger o povo”. 

O que eles não conseguiram entender — ou ao menos fingem não entender — é que todas as restrições que colocam têm custos. Ao forçarem a quarentena sobre seus cidadãos, os governos retiraram a capacidade de cada indivíduo avaliar por conta própria esses custos. Não aboliram apenas a liberdade individual. Aboliram, acima de tudo, a responsabilidade individual.

As feridas que o coronavírus infligiu à sociedade serão simplesmente aprofundadas por essas inimagináveis intervenções governamentais, que se sucedem em profusão. Os governos conseguiram apenas dar ao povo mais um inimigo a ser vencido nessa guerra contra o coronavírus. Aqueles que argumentam que as medidas tomadas são necessárias para evitar mortes desnecessárias se recusam a ver que essas mesmas medidas, sem dúvida, custarão muitas outras vidas e meios de subsistência no futuro. 

Muitas vezes parece que apenas um lado da equação é levado em consideração durante esta crise. A própria ONU divulgou recentemente um relatório afirmando que, devido à crise econômica causada pelo desligamento compulsório da economia feito pelos governos, centenas de milhares de crianças poderão morrer apenas este ano. Mais especificamente, a Unicef afirma que o lockdown matará muito mais que a Covid, sendo 1,2 milhão de mortes apenas de crianças. Para piorar,  estimam que de 42 a 66 milhões de crianças podem cair em extrema pobreza nos próximos anos. E isso sem contar os inevitáveis casos de suicídio e depressão gerados pelo desemprego artificialmente imposto.

Esses números, embora estimativas, levantam uma questão para as autoridades: qual o valor aceitável? Quanto é o bastante?

Nenhum governo possui um bom histórico de resposta a esta pergunta.  Mesmo ao tentarem responder, já estão propensos a fracassar. E isso é uma questão de história. Já está mais do que comprovado que o planejamento centralizado não funciona. A história nunca se cansa de demonstrar isso. Impor limites como “apenas trinta pessoas para um funeral” ou “máximo de dez pessoas em casamentos” são exemplos de restrições arbitrárias que surgem quando um pequeno número de burocratas tentam planejar centralizadamente uma solução ideal. Um governo que tenta organizar a sociedade dessa maneira em nada se difere da economia controlada da União Soviética, cujos burocratas não sabiam nem quantas batatas deveriam ser produzidas no ano.

Ambos os cenários têm consequências ruinosas, e as ramificações de uma reação errada a esse vírus podem nos assombrar pelas próximas gerações. A solução mais racional seria permitir que indivíduos decidissem livremente suas próprias ações com base em suas próprias preferências de risco. E arcassem com as consequências. Isso é liberdade. Isso é responsabilidade.

Embora a Covid-19 seja classificada como pandemia, ela não é diferente de qualquer outro cenário em que um indivíduo tem de agir. O indivíduo, em qualquer situação, deve decidir tendo por base seu próprio cálculo de custo versus benefício. Apenas o indivíduo é capaz de saber por si próprio qual decisão é ideal de acordo com sua própria preferência de risco e sua situação pessoal, e não burocratas e políticos.

Isso é realmente algo bem básico e lógico, mas, nestes tempos estranhos, enfatizar o básico e o lógico tornou-se sinônimo de “radical”.

No início, os burocratas mandaram todo mundo ficar em casa para “nosso próprio bem”. Depois, passaram a falar que a quarentena era para “dar tempo” para que o sistema de saúde se preparasse para receber uma sobrecarga de pacientes. Em seguida, disseram que o objetivo era “achatar a curva”. Agora, já estão dizendo que é para ficarmos confinados até “acharem uma vacina”.

Já está bastante óbvio que esses políticos e burocratas não têm a mais mínima ideia do que estão fazendo. Nunca nem sequer tiveram um objetivo claro.

Sim, a decisão ótima para a sociedade pode muito bem ser a de limitar o risco ao ponto de a curva ser achatada. No entanto, recorrer a isso como uma razão para impor restrições é injustificado. Analisando o retrospecto histórico, o manejo governamental destas “externalidades” sempre foi, na melhor das hipóteses, desastroso — qual foi a última vez que um governo sequer soube coordenar bem uma equipe em uma enchente ou em um terremoto?. 

A explicação dessa incompetência é que esses burocratas em quem confiamos para fazer esses cálculos de “otimizar” os benefícios sociais são, na verdade, apenas seres humanos como nós. Eles estão sujeitos a ideologias, a influências, a politicagens, a serem tendenciosos e, acima de tudo, a erros humanos. Inevitável.

Pouco importa o fato de que, em situações como essas, os interesses dos governos raramente estão alinhados com os do povo. Nossos interesses são muito mais longevos do que os mandatos de políticos e burocratas. Quando chegar o momento de arcar com todos os ônus do desligamento compulsório da economia, os burocratas que nos mantiveram trancados em nossas casas já estarão fora da política e não serão responsabilizados. Os interesses deles dependem de que eles sejam capazes de enganar você e fazê-lo pensar que eles estão mantendo você seguro. Isso envolve o uso maciço de uma linguagem orwelliana em um arranjo social já emocionalmente carregado. O lema da política sempre foi “nunca permita que uma boa crise seja desperdiçada“. 

Eles irão insistir em dados que mostrem quantas vidas “foram salvas no curto prazo” [João Dória já está fazendo isso abertamente], sem considerar quaisquer danos a longo prazo causados pela quarentena. Você não verá nem ouvirá nenhum líder na televisão falando sobre o custo econômico da quarentena, pois não é politicamente aceitável “colocar um preço na vida”. 

No entanto, os indivíduos fazem isso todos os dias, em todos os aspectos de suas vidas. Um indivíduo sabe do risco em que incorre ao dirigir em uma estrada, mas ainda assim insiste em dirigir porque a recompensa trazida por esse risco mais do que compensa o próprio risco incorrido. É essa liberdade de escolha que deve ser protegida sempre, e ainda mais especialmente em épocas como essa

A Covid-19, sem dúvidas, terá efeitos negativos sobre o bem-estar das pessoas, de modo que abolir essa liberdade de escolha irá paralisar ainda mais uma sociedade já mutilada.

Em um recente artigo publicado no periódico medicinal The Lancet, o clínico sueco de doenças infecciosas Johan Gieseck escreve que as “quarentenas não reduzem o total de mortes”, e afirma que, quando tudo acabar, as jurisdições que não fizeram quarentena provavelmente terão taxas de mortalidade semelhantes às das áreas que praticaram a quarentena. Ele acredita ser inevitável que toda a população venha a ser exposta ao novo coronavírus em algum momento no futuro, e, por isso, acredita que a quarentena irá apenas adiar os casos graves por um tempo. 

Se isso é verdade saberemos depois, mas mostra que sacrificar cegamente as liberdades individuais em nome da segurança é ingênuo (normalmente, fica-se sem as duas). 

Mas se é verdade que os governos apenas adiaram o inevitável em troca de criarem um tsunami de estragos econômicos, a pergunta que fica é: eles assumirão a responsabilidade? Improvável. O novo coronavírus, embora seja a causa inicial da dor, será usado como bode expiatório para todas as doenças causadas pelos governos. Estratégias forçadas como “achatar a curva” ou “confinamento até encontrarem a vacina” são justificadas com base em conselhos de especialistas em saúde, que são eles próprios inconsistentes. No final,  a verdadeira estratégia ótima será confirmada pelas ações de indivíduos livres, como sempre.

À luz de tudo isso, parece imprudente entregarmos nosso destino aos governos e confiarmos em políticos e burocratas para calcular quantas pessoas podem utilizar um parque ou quantas podem frequentar um restaurante. Ou mesmo para nos dizerem por quais motivos vale a pena sairmos de casa para arriscar uma exposição. 

Com as novas informações divulgadas pela própria ONU sobre as calamidades futuras em decorrência das políticas de confinamento, ficou ainda mais óbvio que os governos de todo o mundo são incapazes de avaliar o que é melhor para o interesse de uma sociedade. Por mais tentador que seja acreditar que os governos estão nos protegendo com a quarentena, o fato é que eles estão muito mais prejudicando a sociedade do que ajudando, assim como fazem com todas as suas outras regulamentações e todos os seus decretos.

Em uma época em que uma única medida errada do governo pode se revelar mais custosa do que em épocas normais, manter nossas liberdades individuais nunca foi tão crucial.

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112 comentários em “Mais do que nunca, é exatamente em épocas de crise que precisamos de liberdade”

  1. Quem morre de Covid-19 têm o CPF cancelado, não irá mais a banco, shopping, não mais vai entrar em férias, etc. De nada adiantará patrimônio acumulado, pois o futuro deixou de existir. Pensem nisso, a vida é nosso maior patrimônio e devemos defende-la com unhas e dentes.

  2. Uma das coisas que ouvi, não apenas uma ou duas vezes (de políticos e de seus asseclas) é a necessidade de uma “governança global” para combater os efeitos dessa pandemia.

    Quem achava que governo mundial era teoria da conspiração já está tendo que reconsiderar.

    “Então, é assim que a liberdade morre: com um estrondoso aplauso” (Padme Amidala, Star Wars Ep. III)

  3. Vocês não param de copiar atrasados o Instituto Rothbard! kkkkkkkkkk

    rothbardbrasil.com/em-tempos-de-crise-precisamos-de-liberdade-mais-do-que-nunca/

  4. “Coronavírus circula no Brasil pelo menos desde janeiro, aponta Fiocruz”

    Essa porcaria de vírus já estava aqui no Brasil desde antes do Carnaval (pelo menos), ao contrário do que muita gente estava repetindo, ao terem falado que apareceu, do nada, somente depois do evento (como se o vírus esperasse o Ministério da Saúde divulgar os dados de infectados).

    Nenhum burocrata ou político mandou acabar com carnaval ou entrada de estrangeiros por aeroportos, portos e rodovias. Por que não fizeram isso?

    Não conseguem direito combater contrabando de cigarro e acham que iriam conter um vírus de 0,000125 milímetros?

    E assim, isso é ridículo, ficar preocupando com curvas e modelos matemáticos (já repararam que com a conversa furada de mudanças climáticas antropogênicas é a mesma coisa?). Já pensou se para tudo fosse assim? Trancar o carro em casa e esperar achatar curva sobre oficinas mecânicas? Supermercados? Açougues?

    No fundo, isso mostra que: ou eles sabem que o sistema de saúde é uma porcaria por ser regulado (o privado é um pouco melhor, o estatal sempre foi uma latrina) e querem manter a imagem de que isso funciona mesmo ou eles realmente acham que um sistema de saúde soviético irá, um dia, funcionar, como se antes da pandemia, ele estivesse funcionando plenamente.

    Gostaria de que me dessem explicações de por que eles não terem feito esses lockdowns e quarentenas impostos com a gripe suína, Gripe Espanhola… o ruim de tudo isso é que quem perde é a própria Ciência, que fica sendo moldada por planejadores centrais (para depois aparecer gente se queixando de que a Ciência “está sendo atacada”). Não vejo diferença disso para o tal de “mudanças climáticas” serem intensificadas pela ação humana (era “aquecimento global”) e pelo que provavelmente foi também o bug do milênio.

    Os responsáveis por esses absurdos ficarão impunes, como sempre. Mudou nada desde o Neolítico.

  5. Pagando 250 mil num ventilador mecânico de 25 mil que não funciona; barracões que chamam de “hospital de campanha” que não custa 1 milhão pra erguer saindo por 5 milhas; dívidas de estados e municípios adiados até ano que vem, sem licitação, sem fiscalização.

    O próximo passo é criminalizar quem sai na rua. A área de produtos e serviços médico-hospitalares continua extremamente regulada. Remédios chegam a ter 50% de tributação.

    Se a premissa pra trancafiar indiscriminadamente os indivíduos é porque o sistema público de saude é incapaz de cuidar dos doentes, então nunca mais ninguém vai por o pé na calçada.

    Depois do rodízio maluco em SP que lotou ônibus e metrô, quem ainda não percebeu a tremenda roubada em que enfiaram o país melhor deitar num caixão e se enterrar porque já abriu mão de viver dignamente.

    Mas a turminha do coronga jura que a culpa da tragédia é de quem ainda tenta viver normalmente, quem está salvando o pais são os governantes e o santo SUS. 

  6. Na minha cidade, interior do RN, as pessoas estão jogando bola em quadra sem máscaras, muitas andam nas ruas sem máscaras. Essas atitudes contribuem para a disseminação do vírus, o que por consequência também aumentará o número de pessoas que precisam de atendimento médico.

    O problema disso é que a ocupação dos leitos públicos no meu Estado já chegou a 100%. Aí entra a questão: muitas dessas pessoas que não se cuidam vão disputar vagas de UTI pública com pessoas que se cuidam. Ambos os grupos de pessoas não tem condições de pagar plano de saúde pelo Fato do Estado brasileiro não permitir o desenvolvimento econômico. Nesse cenário, com escassez de leitos de UTI e com a falta de responsabilidade individual, como resolver o problema sem a adoção de um poder coercitivo? Lembrando que estou questionando o hoje e não como será no Ancapistão. É uma dúvida sincera quem aprecia esse site.

  7. Ficaria assustado, se os políticos estivessem algum plano. Economicamente estamos mortos. O plano de no futuro a população arca com esse custo, teremos ainda mais segregação, entre os funcionários públicos e o restante da população. Professores, profissionais da saúde e demais, ficaram de fora, e o restante vai arca pesado e em dobro.

  8. Aquele que quer que um deus lhe guie o destino ou que um estado lhe faça tudo tem medo da liberdade e de viver num mundo cujo futuro é desconhecido. Ao mesmo tempo, tem medo de se responsabilizar pelo que faz, pelo seu crescimento, por sua evolução na vida e por sua obtenção de sabedoria, e assim coloca os motivos de suas falhas pessoais nas coisas externas, ja que é mais fácil agir assim que se auto-cultivar. E com a vantagem de arranjar motivos pra ter uma mentalidade parasita.

  9. Políticos fizeram exatamente aquilo que eles próprios se julgam empoderados para fazer. Enquanto o povo lhes der mandato e carta branca, a tendência é só ir piorando. Ainda mais agora que perceberam que não só não há qualquer resistência organizada ao autoritarismo, como, ao contrário, a mídia e a elite apoiam.

  10. Engenheiro e Economista

    Artigo perfeito. Aliás, mais um do IMB.

    Vou ser pretensioso e tentar enriquece-lo com algumas observações minhas..

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    1) A macroquestão da adoção do isolamento

    Parece intuitivo que o isolamento social deve, ao menos, retardar a transmissibilidade do coronavírus entre os seres humanos. Se estressarmos essa hipótese, ou seja, leva-la ao extremo, com isolamento social total (ninguém na rua, nem mesmos os médicos) e para sempre, o vírus não conseguirá ser transmitido além dos atuais infectados e, ou morrerá junto com as últimas vítimas fatais, ou será debelado pelo sistema imunológico dos sobreviventes infectados.

    Assim, é garantido que o vírus deixará de existir.

    Porém, também é garantido que com o isolamento total e eterno, não haverá produção de alimentos, energia, e outras condições básicas de sobrevivência, e assim, todos nós morreremos com sua adoção.

    Ou seja, a adoção de um isolamento total e eterno tem como consequência 0% de sobrevivência da população.

    Com certeza, todos morremos. Já dá para desconfiar dessa solução como a melhor alternativa.

    ……………………………………………………………………………………….

    Por outro lado, suponhamos que nada fosse feito em relação as medidas de proteção contra o vírus. Nenhum isolamento social, e nem mesmo cuidados com os mais vulneráveis são tomados, simplesmente deixando o vírus se espalhar por toda população.

    Então todas as pessoas pegariam o vírus, e digamos que 15% da população morreria (uma taxa de letalidade bastante superestimada, apenas para ilustrar o raciocínio) em consequência de o terem adquirido, e os outros teriam o “vencido”, adquirindo imunidade a ele.

    No final dessa hipótese, com toda população já imune, o vírus também estaria eliminado e ainda teríamos 85% da população viva. Aqui, há chances de vida.

    ……………………………………………………………………………………….

    Nas duas extremidades, adoção total dessa medida de isolamento ou sua total ausência, se o objetivo for a sobrevivência da humanidade, a segunda hipótese tem resultado bastante superior, com chances de vidas salvas.

    Então, como o isolamento total e eterno é inadmissível, apesar de nenhum especialista afirmar categoricamente, o que eles sugerem é uma quarentena parcial e com um período de tempo a ser definido. O problema é que ninguém quer dizer esse período de tempo necessário.

    …………………………………………………………………………………….

    2) A variável correta a ser medida

    Com essa quarentena parcial se pretende o “achatamento da curva de contaminação”. Esse achatamento buscado não impediria que todas as pessoas pegassem o vírus, apenas o período para isso acontecer seria maior e o “pico” de contaminação seria com menos pessoas impactadas, numa tentativa de não sobrecarregar o sistema de saúde.

    Infelizmente existem as pessoas que morrerão condenadas pelo vírus mesmo com todos os cuidados médicos. Ou seja, independentemente do retardo ou não de sua transmissão entre a população, como todos afinal terão contato com o vírus, existem as pessoas que simplesmente não poderão ser salvas pela medicina. É a vida. É a natureza. Não dá para simplesmente impedir que as pessoas morram em todas as adversidades de saúde.

    Sendo assim, se a quarentena tem o objetivo apenas de retardar a contaminação das pessoas, de forma que não se sobrecarregue o sistema de saúde para quando elas necessitarem serem atendidas existam leitos e equipamentos de tratamento, o que se deveria medir é a diferença da taxa de letalidade da doença de quando o sistema não está sobrecarregado e quando ele o está.

    Essa diferença de taxa de letalidade é que será, supostamente, o montante de vidas salvas pela adoção da quarentena.

    Ainda não observei nenhum estudo com foco nessa conta.

    ————————————————–

    3) Efeitos colaterais da quarentena

    Ao ser adotada, a quarentena produz efeitos nefastos na economia e consequentemente na vida das pessoas.

    Paralisar a economia gera a cessão da fonte de renda de bilhões de pessoas. E ao cessar a fonte de renda das pessoas, estaremos, no mínimo, as condenando a fome. A fome, em que pese não ser uma doença, pode levar a morte. E ser ainda mais fatal que a própria doença que se está tentando combater.

    Há inúmeros estudos que já cansaram de serem publicados sobre a letalidade da fome, os quais jamais são mencionados em qualquer estudo de adoção de quarentena, como se a fome não fosse uma consequência desse isolamento.

    A reportagem antiga a seguir é só um exemplo: "perto de 1,4 milhões de crianças podem morrer este ano devido à fome e mal nutrição em apenas quatro países: Iémen, Nigéria e Sudão do Sul, por causa da guerra, e Somália, devido à seca."

    visao.sapo.pt/atualidade/mundo/2017-02-21-fome-em-africa-14-milhoes-de-criancas-podem-morrer-nos-proximos-meses/

    Além disso, a adoção da quarentena com a consequente brutal redução da produção econômica, acarreta na diminuição sem precedentes de geração de recursos os quais poderiam ser direcionados a saúde, educação, saneamento básico. Recursos esses, que quando empregados nessas áreas, salvariam milhões de vidas.

    Esse site inglês comenta essa questão:

    http://www.telegraph.co.uk/global-health/science-and-disease/economic-shutdown-could-kill-coronavirus-experts-warn/

    Então, paralisar a economia poderá ter como consequência milhões de morte em um breve futuro. Um tanto quanto óbvio isso, e deveria ser levado em consideração.

    Enquanto na adoção da cloroquina, todos os médicos e cientistas são preocupados com os efeitos colaterais, na adoção do isolamento social não se percebe qualquer preocupação por parte deles com esses efeitos colaterais.

    Mas, há uma razão para os eles não levarem esses efeitos desastrosos e fatais em consideração. E a razão é óbvia: NÃO SERÁ PROBLEMA DELES ESSAS MORTES!!!!….

    Enquanto eles recomendam o isolamento social, o que pode dificultar a circulação do vírus e atrasar o contágio da população, todos os benefícios dessa medida são a eles creditados.

    Não se observa qualquer desses cientistas fazerem a conta de quantas pessoas morrerão em decorrência da miséria decorrente da adoção da quarentena.

    O maleficio, ou efeito colateral, que são as mortes em consequência da fome e da retração econômica, só será sentido no futuro e terá como responsáveis outros que não eles. Assim, é uma situação bastante confortável recomendarem o isolamento.

    O correto seria uma comparação dessa estimativa de número de mortes por conta da adoção da quarentena com a variável anteriormente descrita: o diferencial da taxa de letalidade da doença, antes e depois de atingir a capacidade do sistema de saúde.

    Já li diversos estudos sobre adoção de quarentena para “achatar a curva”, mas nenhum fez qualquer estimativa de números de mortes futuro em decorrência de sua adoção.

    ————————————————–

    4) Eficiência da quarentena

    Mas, ainda pior de tudo isso, é que também é possível que seja inútil a quarentena, ou ao menos, o seu efeito de retardação da contaminação seja ínfimo, com as pessoas se contaminando mesmo estando de quarentena dentro de casa.

    Ora como a quarentena não é a total descrita anteriormente, as pessoas que estão nos "trabalhos essenciais"

    estão circulando o vírus e são potenciais transmissores.

    As pessoas em quarentena necessitam de insumos para sobreviver e para adquiri-los, precisarão entrar em contatos com potenciais pessoas infectadas. Daí, podem se contaminar também.

    E isso, supondo que simplesmente estando em casa, de quarentena, não há risco de se contaminar. Como se o vírus não pudesse ser transmitido pelo ar. O que parece bastante duvidoso.

    Já há bastante casos de pessoas em quarentena, presas em casa, que acabaram por se contaminar.

    A adoção dessa quarentena me parece “apenas mais tentativa arrogante dos seres humanos para controlar a natureza”, como já dizia há tempos o saudoso George Carlin, que aliás, também já dizia que somos muito vulneráveis a vírus!

    5) Conclusão

    Diante de tudo disso, me parece no mínimo precipitado as pessoas repetirem como se fosse a salvação do mundo "FIQUE EM CASA".

    A quarentena, racionalmente falando, pode ter um benefício em relação a fatalidade da doença COVD-19, desde que o diferencial da taxa de letalidade observada antes e depois de atingir a capacidade máxima do sistema de saúde, seja tal que compense o número de mortes ocasionados no futuro justamente por sua adoção.

    Então é compreensível que os governantes tentem aumentar essa capacidade do sistema de saúde com novos hospitais, porém é totalmente incompreensível que ninguém faça essa conta.

    Precisamos deixar de ser arrogantes em relação a natureza e, gostemos ou não, nos adaptar a ela, aliás, como sempre fizemos.

    Não parece fazer sentido trocar a chance de viver pela certeza de morrer.

  11. Leandro, eu curiosamente encontrei este seu comentário (se for você mesmo), que ainda não havia lido, onde você disse que o câmbio totalmente flutuante seria um exemplo de arranjo liberal, além da Caixa de Conversão.

    Dado o fato de que é impossível existir com Banco Central com câmbio e juros flutuantes, então você afirmou que câmbio flutuante e juros controlados (que seria a SELIC) seria liberal? Se sim, por qual motivo? Acho que nem existe esse câmbio totalmente flutuante no Brasil, sendo chamado “flutuante sujo”, o qual eu sei uma breve definição.

  12. A meta de inflação seria a “Inflación subyacente”, no site? Realmente, não consigo entender esses juros baixos. E pensar que no petismo, os juros estavam maiores e ficaram com grau de investimento até um certo tempo… Por que uma meta de inflação tem que ser alcançada com a SELIC mais baixa?

    Esse longo prazo seria daqui quantos anos? IPCA seria algo de nível Dilma? E quanto aos preços das commodities, que você falou que explodiriam em um cenário de crise mundial que atacasse todos os setores agropecuário ao redor do mundo (uma super peste)? De qualquer forma, isso pode refletir na reeleição do Bolsonaro…

  13. Milton Friedman Cover's

    Boa noite.

    Excelente artigo aqui, como sempre leio neste site! Mises mantendo o bom senso, a sensatez diante desse quadro caótico que vivemos hoje, provocado pelas esquerdas mundiais, políticos canalhas ( sim, isso é redundante…), principalmente os que são contra presidentes conservadores. Casos dos EUA e Brasil, só para ficar em dois exemplos.

    O triste é ver pessoas em um site libertário, que defende a liberdade individual; como o Mises, defendendo quarentena e entrando na onda de chamar Bolsonaro de “Bozo”, como se este tivesse culpa no genocídio praticado por “governantes” que se dizem preocupados com a vida das pessoas.

    Falo isso lendo os comentários aqui de gente que sempre defendeu os ideais libertários neste site!

    Lembrando que ironizar o presidente Bolsonaro ( sim, cada um é livre para fazer o que quiser, só para ficar muito claro isso…), apenas ajuda a turma da esquerda, incluindo a grande mídia nacional.

    O presidente Bolsonaro pode ser irônico, não ter paciência com os ataques da mídia e “celebridades” nacionais, eu faria o mesmo no lugar dele.

    Escrevo isso até baseado no que vi ontem, ao visitar um amigo, em um trecho do jornal da Globo da meia-noite, onde fizeram questão de mostrar uma fala dele, Bolsonaro, afirmando que quem não quiser tomar Cloroquina, que tome tubaína, ou seja, ele foi irônico e com toda a razão. Haja paciência para aguentar tantos ataques diários ao seu governo!

    Antes que alguém diga que eu penso ser Bolsonaro perfeito, já aviso que para mim, perfeito só Deus, porém, Bolsonaro é o melhor presidente dos últimos 40, 50 anos, no mínimo. Tirar ele do poder agora, em termos de Brasil, é voltar à Idade da Pedra.

    Lembrando que quarentena não resolve nada, aliás, só piora, pois não inibe a contaminação pelo coronavírus e ainda levará o Brasil aos níveis econômicos de 1929.

    Abraços.

  14. Eu jamais imaginaria que o país que melhor combateu o vírus chinês iria ser a SUÉCIA, um dos lugares mais politicamente corretos do planeta.

    Percebam que o número de mortes por COVID em comparação com o número de mortes anual foi ridiculamente baixo (assim como será em qualquer outro país). Com a diferença que a economia, e consequentemente os mais pobres, não irão sofrer pelos próximos 10 anos por uma variação normal de mortes anual.

    worldpopulationreview.com/countries/death-rate-by-country/

    http://www.ined.fr/en/everything_about_population/data/europe-developed-countries/population-births-deaths/

    http://www.macrotrends.net/countries/SWE/sweden/death-rate

  15. Alguem me salva? Quem foi que disse que isso era bom?

    oglobo.globo.com/sociedade/suecia-se-torna-pais-com-maior-mortalidade-por-covid-19-ve-imunidade-de-rebanho-ainda-distante-24437362

  16. Fora do tópico, mas está relacionado com liberdade:

    Um grupo chamado “Sleeping Giants”, que surgiu nos USA durante as eleições de 2016 ( coincidência?), com um objetivo bastante obscuro: lutar contra mídias independentes que segundo esse grupo, faziam ataques sexistas, racistas ou radicas ( leia-se, mídias conservadoras), o objetivo é que membros desse grupo denunciassem artigos, matérias com carácter sexista, racista, radical, às empresas que patrocinassem tais mídias, “alertando-as” que isso prejudicaria a imagem delas. Com isso, muitas empresas cancelaram os patrocínios.

    Esse grupo mantido pela esquerda chegou ao Brasil, está nas redes sociais e já provocou a fuga de empresas patrocinadoras de mídias independentes. Caso do site, Jornal da Cidade Online.

    Quem duvidar dos atos do Grande Irmão, acesse os links abaixo:

    conexaopolitica.com.br/artigo/sleeping-giants-conheca-a-iniciativa-que-visa-censurar-a-midia-alternativa-com-pretexto-de-combater-extremismo/

    http://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/20631/empresas-que-estao-apoiando-censura-ao-jornal-da-cidade-online-perdem-clientes-de-maneira-avassaladora

    http://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/20619/com-base-em-calunia-de-perfil-anonimo-no-twitter-dell-computadores-rompe-com-a-imprensa-seria

    Isso é muito grave e cabe a todos os liberais/libertários refletirem sobre esse momento.

  17. Alguém sabe como funciona a previdência do México?

    Dando uma lida nesse breve artigo, eu vi que:

    “Mexico reformed its pension system in 1997, transforming it from a pay as you go (PAYG), defined benefit (DB) scheme to a fully funded, private and mandatory defined contribution (DC) scheme.”

    Os sistemas PAYG e DB seriam iguais aos sistemas de repartição no Brasil, que você depende da sorte e da influência para ganhar alguma aposentadoria e o sistema DC seria de capitalização, cuja aposentadoria depende exatamente do quanto você contribui? Seria um sistema misto como é no Chile?

    O partido do atual presidente AMLO, o MORENA, está interessado em estatizar o sistema, colocando-o sob administração de um banco estatal.

  18. Alexandre Patriarca

    Estamos testemunhando o maior GOLPE da História!

    Uma enorme Guerra Psicológica, um enorme exercício de controle social e manipulação mental. E há um grande número de pessoas, talvez a maioria, que está simplesmente hipnotizada pelo bombardeio de notícias e imagens concebido exatamente para paralisar o pensamento em um estado de pânico e histeria.

    A destruição de riqueza e liberdades que todos nós temos permitido acontecer devido a um problema de saúde que está longe de ser tão grave quanto falam será muito mais fatal que o tal vírus.

    E os ‘donos do mundo’ estão coletando um batalhão de dados digitais sobre nossas ações e reações, vão aprender muito com isso, e no futuro usando Inteligência Artificial e modelos computacionais poderão manipular e reprimir ainda mais uma população que não crê mais em Deus, não crê mais no transcendente, esqueceu que ninguém é imortal, mas crê em uma imprensa em líderes políticos autoritários e corruptos.

    A vida comporta riscos, e essa é a grande e apaixonante aventura de viver! Nossos antepassados atravessavam oceanos em navios de madeira, exploravam e conquistavam novas terras, mas hoje em dia as pessoas têm medo de atravessar a rua!

    Lembram de Ayrton Senna, o maior herói de um país sem heróis? Ele poderia ter sido um covarde, um temeroso, mas jamais teria sido nosso herói.

    Conceitos como “confinamento” e “distanciamento social” são antissociais e anti-humanos. Vida é movimento, e o ser humano é por natureza um ser social. Sinto muito pelas crianças e jovens que correm o risco de crescer e se desenvolver em um mundo asfixiante, insípido, inodoro, e incolor de pessoas distantes e bolhas sociais.

    O plano da cabala é controlar para destruir, e a maioria das pessoas acha isso muito bonito, porque se sente “protegida”. Todos acabarão vivendo como escravos de regimes totalitários, mesmo que aparentemente “livres”.

    Espero que as pessoas saiam desse estado de hipnose em breve. Rogo ao Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que ilumine corações e mentes, antes que seja tarde demais!

  19. Eu sou um defensor do liberalismo, mas quem garante que em um “ancapistão” caso houvesse um cenário de pandemia muitos donos de ruas ou mesmo de cidades também não proibiram a circulação de veículos pelas ruas exceto para compras no supermercado, na farmácia, serviços de entrega ou “serviços essenciais” como muitos políticos vêm fazendo atualmente? É algo para ser pensado…

  20. Eles fariam sim e os próprios moradores arcariam com as consequências De fechar sua propria rua. E o restante da sociedade nao.

    No sistema atual ,.todo mundo paga pelo que nao usa na pratica. E muitos dos que nao pagam usufruem mais dos que os que pagaram. Isso da poder al alguns grupos pra tornar a vida das pessoas pior.

  21. Pregar a liberdade individual de decidir como se comportar em situações excepcionais como uma pandemia não é razoável. Pois o direito de cada um vai até o ponto em que compromete o direito do outro. Os recursos são limitados, se todos passarem a ter o direito de agir como quiserem, em uma circunstância excepcional como a que vivemos, pessoas que se comportam de acordo com o bem coletivo passam a ser prejudicadas por aqueles que agem conforme seus próprios interesses egoístas, não importa se revestidos de fundamentação filosófica ou não. A vida é dura, em alguns períodos é trágica, todos temos de fazer sacrifícios. O Estado pode errar? Evidentemente. Mas isso é outra história. Dependendo do erro teremos direito à rebeldia civil? Sim. Mas é preciso pensar se suas ações, se repetidas pelos demais, vão contribuir positivamente ou o oposto. O dilema é livre arbítrio x consciência ética. Em épocas de pandemia é fácil discernir qual deve prevalecer. Aliás, o livre arbítrio deve seguir a consciência ética. Sempre.

  22. Caro Alberto Carlos,

    obrigado por confirmar o que foi dito por mim – que a existência de um Ancapistão nada garante – ao reconhecer a obviedade de que nada nessa vida é garantido. Mas dispenso o seu esforço psicanalítico, tão presunçoso quanto infeliz.

    Não vou devolver a você as leituras a mim recomendadas, porque na verdade você ainda precisa ser alimentado com leituras básicas para entender o que os outros escrevem e não achar que está dando aulas aos outros só porque você não entendeu bem o que leu.

    Em vez de extrapolar o que os outros escreveram, procure apreender o que foi escrito. Para isso é necessário o treino com textos simples. O meu foi simples e claro, mas não o bastante para você.

    E nota-se que o problema não é só seu. Porque o leitor Thomas, que também veio defender o anarcocapitalismo (que nem foi atacado) responde ao seu comentário reclamando do seu argumento sobre o contrato social, sem perceber que ataca quem concorda com ele.

    Se os eventuais habitantes do Ancapistão – por mais bem intencionados que sejam – tiverem este nível intelectual, a única coisa que se pode prever são problemas.

  23. Engenheiro e Economista

    Olha aí mais uma opinião duvidando que o lockdown seja uma medida recomendável..

    “Acho que o vírus real era o vírus do pânico”, disse Levitt ao Telegraph.

    Levitt previu que a maioria dos países do mundo sofreria uma taxa de mortalidade por causa da covid-19 equivalente a um mês extra durante o ano civil.

    “Há um grande número de pessoas assintomáticas, então eu imagino que quando o lockdown foi iniciado no Reino Unido, o vírus já estava amplamente disseminado. Poderíamos ter ficado abertos como a Suécia naquele estágio e nada teria acontecido.”

    noticias.r7.com/internacional/lockdown-pode-ter-custado-vidas-diz-britanico-ganhador-do-nobel-25052020

  24. Lockdown é perda de tempo e pode matar mais, diz cientista de Stanford

    Michael Levitt, professor da Universidade de Stanford e vencedor de um prêmio Nobel de química, acredita na volta à rotina, mas com máscaras

    exame.com/ciencia/lockdown-e-perda-de-tempo-e-pode-matar-mais-diz-cientista-de-stanford/

    Mais um cientista que será ignorado por muitos, pois a opinião não bate com a narrativa que deve ser hegemônica e “consensual”.

  25. SUS até 26/02/2020: “Saúde é um direito, o SUS fornece saúde pública, gratuita e de qualidade, chupem resto do mundo. Tomei um tiro de AK-47 na mão e eles conseguiram reconstituir toda a minha mão, perfeito! Alta qualidade e nunca reclamei. ”

    SUS depois de 26/02/2020: “Nãããããooooo!!!!! Tem que impor quarentenas e lockdowns para achatar a curva do sistema de saúde público!!!! Albert Einstein e outros hospitais privados vão colapsar também por explosão de demanda!!!1111”

    Realidade: “Einstein e Sírio-Libanês fazem corte de salários”

  26. "O principal problema político é como evitar que o poder de polícia se torne tirânico. Este é o significado de todas as lutas pela liberdade."

    Mises

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