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O coronavírus

A epidemia (que pode virar pandemia) de coronavírus tem sido levada extremamente a sério na China. É realmente impressionante a rapidez da reação. Quarentenas de regiões inteiras foram impostas.

O vídeo a seguir é um bom exemplo de quão efetivas e baratas são as câmeras de smartphones. Trata-se de um relato em primeira mão, in loco, de tudo o que está acontecendo em Wuhan, a cidade na China que passou a ser conhecida como o epicentro da difusão do surto. Na prática, esta cidade de mais de 11 milhões de habitantes se tornou um local deserto. As pessoas estão trancadas em casa. Todos os empreendimentos (comércio, indústria e serviços) estão fechados.

O que irá acontecer a estas economias locais se o coronavírus — que vem apresentando um crescimento mais exponencial que a epidemia de SARS, entre 2002 e 2003 — continuar se espalhando, e as lojas e fábricas continuarem fechadas? Qual será o impacto na economia chinesa e, por consequência, na economia mundial, considerando-se também que o tráfego aéreo para a China está parcialmente suspenso (hoje a Air Canada também anunciou sua interrupção)?

A divisão do trabalho é fortemente dependente de tudo isso. Com a interrupção do tráfego de viajantes e de consumidores nas lojas, o comércio irá falir. Quando a epidemia acabar, haverá amplas barganhas para quem estiver com dinheiro e houver sobrevivido à epidemia.

Pandemia

Comecei a assistir ao documentário Pandemia, no Netflix.

Ele começa com um resumo do total de mortos da Gripe Espanhola, de 1918.

Este tema de pandemia é uma constante: não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. Os especialistas não estão blefando e nem fazendo terrorismo barato. Algum dia acontecerá de novo; eles apenas não têm como saber quando e nem como tudo irá ocorrer. Mas estão convencido de que irá. Pior: eles não oferecem nenhuma bala de prata para lidar com isso. Não há. O que eles realmente garantem é que todo o sistema de saúde entrará em colapso e será paralisado.

Haverá vários efeitos imprevisíveis em uma pandemia. Mas é óbvio que algo assim irá solapar todo o sistema de saúde. Qualquer pessoa sofrendo alguma emergência médica de qualquer tipo não conseguirá ser atendida. Todos os leitos estarão ocupados.

No primeiro episódio da séria da Netflix, somos apresentados a uma mulher de uma pequena cidade do estado de Oklahoma. Ela é a única médica do hospital local. Ela tem de tratar todos os tipos de doenças, de lesões e de crises médicas que levam as pessoas a procurar um hospital. Ela é bastante franca quanto ao fato de que não há a mais mínima chance de ela lidar com algo semelhante a uma pandemia. O hospital ficaria lotado. 

Fato semelhante ocorreria em várias pequenas cidades ao redor do mundo.

Outro efeito óbvio seria este: médicos, enfermeiras, anestesistas, auxiliares, residentes, plantonistas etc. começariam a morrer. Alguns outros iriam simplesmente abandonar o serviço. Não creio que a maioria faria isso. A mentalidade dos profissionais da saúde é semelhante à de soldados em combate. Mas haveria um declínio no número de profissionais da saúde, e eles não podem ser facilmente substituídos. Após a pandemia perder força, haveria uma escassez de médicos. Os preços dos serviços subiriam. Provavelmente seria instituído algum racionamento nos serviços de saúde. Vários hospitais privados iriam à falência.

O mesmo fenômeno aconteceria nas escolas, que seriam fechadas (o que, ironicamente, seria ótimo para cursos online, como a Khan Academy).

Salas de cinema teriam enormes prejuízos. Assim como os restaurantes.

Empresas aéreas? Quebradas.

O desemprego subiria sensivelmente. As pessoas perderiam seus empregos assim que os consumidores desaparecessem.

Os empregados que ainda mantiverem seus empregos pediram para começar a trabalhar de casa. Os patrões teriam de aceitar. Vendedores começarão a utilizar o Skype e o Zoom.

As compras no atacado, principalmente de alimentos, iriam crescer exponencialmente. As pessoas passariam a comprar no atacado para não terem de fazer comprar rotineiras em supermercados tradicionais. Elas estariam dispostas a pagar mais caro para ter a comida entregue em casa.

Igrejas? É provável que as celebrações passariam a ser transmitidas online, algo que já é feito atualmente. Haveria muito mais pessoas participando dos rituais pela internet do que as que hoje participam presencialmente, sem pandemia.

Nós nunca pensamos nestas probabilidades e nestes cenários simplesmente porque nunca tivemos de enfrentar algo semelhante a isso nos últimos 100 anos.

A corrida já começou 

Quatro décadas atrás, conheci um homem que era especialista em biologia. Ele era Ph.D. na área. Era um sujeito extremamente preparado e muito versado no assunto. Comecei a conversar com ele sobre pandemias. Eis o que ele me disse. Jamais me esqueci.

“Epidemiologistas estão em uma constante corrida contra alguma nova variedade de micróbios, contra os quais os seres humanos não têm nenhuma imunidade. Esses bichos desenvolvem imunidades contra as inoculações da ciência. Os cientistas, por muito pouco, ainda conseguem se manter à frente dos bichos. Mas chegará o dia em que os bichos ultrapassarão os cientistas. Este será o dia em que começará uma pandemia.”

Minha avó vivenciou a gripe espanhola. Foi a última grande pandemia do mundo. Minha mãe tinha aproximadamente um ano de idade à época. Elas viviam em Washington, D.C.  Ambas viviam em uma pensão que pertencia a uma chinesa. Segundo minha avó, a chinesa obrigava todos os inquilinos a comerem alho e cebola ao menos uma vez por dia. A justificativa era que isso criaria resistência à doença. Minha avó não tinha nenhuma opinião sobre a efetividade da dieta, mas também disse que ninguém naquela pensão adoeceu. 

Aproximadamente 50 anos atrás, tornei-me interessado em estudar com profundidade o pior desastre natural já registrado na história da humanidade: a peste bubônica de 1348-50. Ela simplesmente transformou a civilização ocidental. Aproximadamente 35% dos europeus ocidentais foram dizimados. Nas cidades, as mortes chegaram a metade de população. O Renascimento acelerou-se nesta época porque as elites intelectuais perderam a fé em Deus. 

Havia vários tipos de tratamento recomendados. Nenhum funcionou.

Meu palpite é que ocorrerá o mesmo fenômeno no próximo surto. Algumas pessoas irão recorrer ao Tamiflu. Outras irão se entupir de vitamina C. Outras tomarão vacina anti-gripe. Mas eis a realidade: nos estágios iniciais da próxima pandemia, nada irá funcionar. É por isso que será uma pandemia. Será só após a pandemia já ter se disseminado, abatendo aqueles cujos sistemas imunológicos não possuem defesa operacional, que as taxas de mortalidade irão desacelerar.

A gripe espanhola surgiu antes do desenvolvimento dos medicamentos sulfa. As sulfonamidas só foram descobertas em 1908, mas, pelas três décadas seguintes, ninguém fez nada com elas em termos médicos. Foi só no final da década de 1930 que os medicamentos sulfa se tornaram comuns. Desde então, vivemos em uma era em que os remédios sulfa e maravilhas similares são comuns. Conseguimos manter as criaturas microscópicas — que, um século atrás ameaçaram as vidas de dezenas de milhões de pessoas — isoladas e sob controle. 

Consequentemente, não nos enxergamos como sendo vulneráveis a um surto de algo comparável a uma pandemia. Mas os especialistas na área sempre nos alertaram que essa nossa autoconfiança não era justificada. Como aquele meu amigo me explicou há 40 anos, em algum momento os microorganismos irão ultrapassar os cientistas.

Ao redor do mundo, as bolsas de valores começaram a cair forte por causa de um punhado de casos confirmados de coronavírus. Ou, ao menos, essa é a justificativa que está sendo apresentada para as quedas. Mas é fato que os investidores estão ficando nervosos. Como consequência, o ouro disparou substantivamente. Estava em aproximadamente US$ 1.500 pouco antes do início de 2020. Agora já se aproxima de US$ 1.600. Igualmente, os juros dos títulos de longo prazo do Tesouro americano caíram forte em decorrência da maior procura por segurança. A taxa caiu de 1,95% para 1,55%.

Ainda assim, não traz benefício nenhum ficar se preocupando com qualquer um desses vírus. Faz um século que estamos escapando da ameaça. Pode ser que consigamos o mesmo durante o próximo século. Ou não.

Conclusão

Não se sabe se o coronavírus irá se tornar uma pandemia. As chances são de que não, mas as chances sempre dizem isso em relação a qualquer tipo de vírus. O que se sabe é que os verdadeiros especialistas da área estão dizendo há décadas que, em algum momento, em um dia qualquer, alguma colônia de microorganismo irá se tornar imune o bastante para superar as chances.

Chris Martenson, Ph.D. em toxicologia, publicou um vídeo em 24 de janeiro alertando para isso. E ele não está exagerando.

A China está tomando medidas extraordinárias para manter o surto sob controle. Apenas um governo autoritário, que não está preocupado com eleições, pode se dar ao luxo de trancar as pessoas dentro de suas casas em várias cidades. Mas como esse governo conseguirá fazer isso sem afetar toda a economia chinesa? 

Independentemente dos efeitos fora da China, os efeitos econômicos dentro da China podem desencadear uma recessão na nação que é a força-motriz do crescimento econômico. Uma recessão na China pode derrubar (como já está derrubando) os preços das commodities, o que irá afetar principalmente as economias em desenvolvimento. As moedas destes países já estão sofrendo

O lendário investidor de commodities Paul Tudor Jones fez exatamente essa previsão.

Tudo o que podemos fazer é ficarmos parados observando. Mas jamais nos esqueçamos de que todo o conforto e progresso trazidos pela moderna economia dependem da ausência de uma pandemia. Jamais parta do princípio de que sua saúde e bem-estar são coisas certas e garantidas.

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82 comentários em “O coronavírus”

  1. E a notícia, rapidamente suprimida da mídia, de que o coronavírus é produto acidental de uma guerra biológica? Foi noticiado que exatamente em Wuhan havia uma laboratório do governo chinês voltado para “pesquisas biológicas"…

    Muita coincidência.

  2. Só neste mês o barril de petróleo Brent já desabou quase 14%. E o índice de commodities CRB, 8%.

    Países que têm moeda estável irão se beneficiar de uma forte queda de preços. Quem é poupador será tremendamente recompensado. Já em países sem moeda, como o nosso, que passou a ter um Banco Central desavergonhadamente keynesiano e desenvolvimentista, o máximo que você pode mendigar é a redução de uns 5 centavos no litro da gasolina. Se muito.

  3. Sociedades complexas são muito mais vulneráveis a pandemias. No frigir dos ovos, EUA e Brasil estão muito mais ameaçados que China e Índia.

    Esse vídeo é excelente (o monólogo começa após 1 minuto):


  4. Usando o bom senso

    Em momento em que China disputa com os EUA questões econômicas, aparece, convenientemente, na China o Coronavirus que poderá ter negativos impactos econômicos por lá.

    Mas nem tudo são espinhos. Viram que eles vão construir um hospital em apenas seis dias em um local de surto da doença para que os doentes sejam tratados lá mesmo, não tendo que sair, diminuindo assim as chances de propagação?

    Para que sito ocorra, no mínimo é necessário burocracia zero e um sistema que não precise ouvir todos para tomar uma decisão, assim como a “disposição” dos liderados para dizer “sim” às ordem recebidas. Em situação similar o que aconteceria em uma sociedade estatal e democrática como a brasileira já sabemos. (talvez o hospital fosse construído em seis anos).

    A questão é: em uma sociedade anarcocapitalista, o coronavírus…

    É com vocês, senhores…

  5. 1,3 milhão de pessoas comendo morcegos e outros animais exóticos que são mortos em um mercado ao ar livre… O que poderia dar errado?

    Só é espantoso que tenha demorado tanto para acontecer…

  6. Li que em Xangai proibiram todos de irem para o trabalho que não seja ligado a saúde ou outros serviços essenciais, incluindo supermercados e farmácias para as pessoas poderem se abastecer. Medidas extremas para conter a disseminação. Trabalho só home office. Nas escolas que não estão de férias, as aulas são dadas apenas por Skype.

    Já Wuhan está totalmente sob sítio. Ninguém entra nem sai.

  7. “Não vou descrever detalhes agora, apenas observar que os chineses normalmente não usam sabão ao lavar as mãos, nem toalha para secar, e compartilham a comida do mesmo prato. […]

    Recebemos mensagens por WeChat com cenas que a TV não mostra. Vemos cenas de hospitais mais lotados que metrô em horário de pico, outras com cadáveres ao lado de pacientes sem leito. […]

    Por falar em Japão, enquanto na China faltam máscaras e as fábricas não aumentaram a produção (e ainda aumentaram os preços), o Japão aumentou a produção de máscaras e baixou o preço. Adicionalmente, estão imprimindo "Go China" nas máscaras. Minha família adotiva chinesa se emocionou com esse gesto. […]

    Enquanto escrevo os números crescem, tanto de infectados e mortos quanto a extensão geográfica alcançada pelo vírus. Até agora apenas idosos mais fracos morreram, mas com um vírus de cura desconhecida e ainda mutante como este, tudo pode acontecer.

    Agora há pouco, todas as celebrações de Ano Novo ao ar livre foram canceladas em Shanghai (e talvez em toda a China). Imagina isso! O Ano Novo, o maior evento do calendário do País. Tudo suspenso.

    E, em Wuhan, começaram a racionar a comida — mesmo a dos médicos nos hospitais.

    Por fim, o que acontecerá com os mercados globais, devem comprar ou vender? Certamente algo já está precificado, mas se é tarde para mudar de posição ou se o mercado ainda vai se mover muito depende dos trabalhos de contenção e cura do vírus.

    Somente saberemos no futuro, olhando para trás, mas o potencial é arrasador. Realmente espero que não passe de uma marola.”

  8. O autor considera que um vírus seja algo que vem do nada; tinha de ter considerado a porquice que é a vida do chinês comum, acostumado a comer coisas vivas. Comer morcego, gato, misericórdia rsrsrss. É só aquele povo começar a ser mais higiênico que isso acontecerá menos, essas pragas de vírus tem vindo apenas de lá.

  9. A Gripe Espanhola fez uma verdadeira matança (só matou menos do que o comunismo). Nem se compara com o corona vírus.

    O que propiciou e piorou a peste bubônica foi abordado neste artigo publicado aqui mesmo no Instituto.

    Às vezes isso me lembra o estardalhaço que fizeram com a gripe suína e mesmo com o terrorismo feito com relação à greve dos caminhoneiros por muito neocon e mesmo libertário (como se eles fizessem fotossíntese e não precisassem também se alimentar).

    Mas eu posso estar errado.

  10. A hipotese que o Brasil é amaldiçoado segue de pé;

    Vamos crescer com reformas = Boom epidemia chinesa

    Não foi a epidemia? Toma crise global

    Ou quem sabe os dois juntos?

    Nenhum dos dois? Presidente ainda pode cair e bater a cabeça(noticia de dezembro)

    veja.abril.com.br/politica/jair-bolsonaro-cai-no-banheiro-e-vai-para-hospital-das-forcas-armadas/

    nunca se sabe o poder residual do mick jagger depois de viajar pra cá

  11. Já morei na China por dois anos (sou engenheiro aeronáutico). A única cidade que funciona a contento é Xangai. Nas outras você nem sequer consegue sacar dinheiro nas ATMs, que sempre estão quebradas. E o pior é que a esmagadora maioria do comércio só trabalha com dinheiro.

    Xangai é pujante mas a pobreza nas outras cidades principalmente nas periferias delas é dantesca.

    Fora o ar que é irrespirável. São Paulo é um paraíso em comparação.

    Há obras grandiosas e faraônicas no país. Os hotéis voltados para os turistas ocidentais são tão monumentais que beiram a extravagância. Só o lobby do Hotel Shangyu tem a altura de um prédio de 6 andares e eu tive de andar uns 800 metros (juro) só pra chegar ao meu quarto, o que incluía uma escada rolante absolutamente gigantesca, típica de metrô.

    Só que tudo era só aparência. Os serviços do hotel eram péssimos. A piscina tinha uma água esverdeada e tinha lixo boiando nela (e era verão). O ar condicionado estava estragado, e a recepção informou que estava assim durante todo o verão.

    Ou seja, o hotel era só visual; nos serviços, era menos que funcional. Isso é típico de todos os hotéis fora das áreas turísticas.

    Mas o que mais me chamou a atenção foi a megalomania dos aeroportos. Os principais foram projetados pensando no A380. Consequentemente, os portões são grandes demais para os aviões convencionais, os quais são obrigados a estacionar no tarmac e esperar os passageiros via ônibus ao mesmo tempo em que as pontes de embarque dos terminais estão vazias. Isso causa inúmeros atrasos nos vôos. O aeroporto de Hangzhou foi eleito o segundo pior do mundo em termos de pontualidade: apenas 42% dos vôos saem no horário.

    De resto, é raro ver o verdadeiro povo chinês se beneficiando de qualquer coisa. Quase sempre só dá a elite do PC chinês e os empresários ligados a eles. (Nos próprios eventos de minha empresa havia figurões do PC e grandes empresários do ramo, pois você não consegue fazer nada lá sem a permi$$ão de burocratas).

    Muita gente pensa que a China é uma potência irrefreável. Mas só fala isso quem conhece apenas os centros turísticos. Quando se sai dali é possível ver que as estruturas são podres.

  12. Na bolsa pessoal, to pra entrar com grana, o que recomendam agora? Comprar ouro?

    Vejo que se a China continuar assim e as commodities cair, um abraço pro Brasil. A menos que o nosso BACEN tenha uma carga de lucidez e permita rapidamente o dolar circular aqui, ou ao menos atrela-lo como fizemos URV.

    Se a china quebrar, não terá quem pagar os títulos americanos, o ouro ira disparar e o dolar esfarelar. O governo americano entrará em insolvência, aumentará impostos e a economia entrara em recessão estourando a bolha atual.

    Resumindo: Ainda aqui no Brasil tem o risco de tudo cair sobre o Bolsonaro, um Ciro Gomes ou PT ser eleito em 2022.

    To sendo muito pessimista?

  13. o autor desse texto mencionou erradamente que a ultima pandemia foi a gripe espanhola, não foi não, a gripe suina foi considerada pandemia, e temos tambem uma doença que ate hoje é considerada pandemia AIDS

  14. Meu medo é se espalhar pelo Brasil por causa do carnaval. Um coisa legal é que pesquisadores brasileiros conseguiram inventar um modo de detectar se a pessoa está infectada em 10 dias, o suficiente para evitar que o vírus passe pra outras três.

  15. Veja só: ainda ontem estava conversando com a minha esposa e disse que a chance mais óbvia de haver uma (quase) extinção do ser humano não seria o tal “aquecimento global” tampouco a “queda de meteoro gigante”, mas sim um vírus qualquer imune a tudo o que os cientistas farão para evitá-lo.

  16. A ignorância é o maior desastre da humanidade. Microrganismos tendem a se adaptar ao hospedeiro. Um agente infeccioso altamente transmissível e letal está fadado à extinção. Portanto espera-se que mesmo um microrganismo que sofre mutação e passe a afetar humanos, com o tempo se adapta ao hospedeiro, pois as cepas altamente letais tendem a desaparecer, porque os mortos não são transmissores eficientes.

  17. Novas gripes sempre na China. Se fosse na Índia com toda sua poluição e falta de saneamento não seria novidade.

    Isso afetaria o PIB chinês e a produtividade. Os EUA e UE são os maiores beneficiados.

    Lembrando que o dono da patente do vírus e seus medicamentos é Bill Gates.

    O vírus tem haver com o fato da China não fazer parte do globalismo político.

  18. Transportes coletivos,aviões,onibus metros,navios trens, são “COQUETELEIRAS” DE PESSOAS E VIRUS, O AR MISTURADO multiplica contagio.

    Parece,que gripes são mais contagiosas e é muito barulho, “tem linguiça nesse pirão”,”tem batata nessa chaleira” diria brizola…

  19. Péssimo artigo! É por isso que quando eu recomendo o Mises Brasil para alguém, deixo muito claro que é um ótimo site sobre economia austríaca e libertarianismo. Mas quando o tema de um artigo foge disso, dificilmente presta.

  20. Eu li este artigo quando ele foi publicado no finalzinho de janeiro. Naquele momento, em que o problema do coronavírus estava restrito a praticamente só à cidade de Wuhan, o artigo me provocou não mais que mera curiosidade

    Revendo essa publicação agora, é surpreendente, passado tão pouco tempo, como agora ela se mostra como um bem sucedido exercício de futurologia de curtíssimo prazo.

  21. "A história econômica é um extenso registro de políticas governamentais que falharam, porque foram projetadas com um desprezo ousado pelas leis da economia."

    Mises

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