A durabilidade de uma
social-democracia depende, majoritariamente, de dois fatores: tanto a tributação
quanto a taxa de fecundidade têm de ser crescentes.
A tributação tem de ser
crescente porque os gastos sociais são crescentes: como a população está
inevitavelmente envelhecendo — e, com isso, utilizando cada vez mais serviços bancados
pelo estado social-democrata, como saúde e previdência –, um volume cada vez maior
de dinheiro tem de ser arrecadado.
Simultaneamente, para que
este maior volume de dinheiro possa ser arrecadado, é imprescindível que a população
tributada também esteja em crescimento contínuo. Se a população a ser tributada
parar de crescer, a arrecadação tributária irá parar de aumentar.
Na mais benevolente das
hipóteses, isto é, se a população tributada for muito produtiva, a arrecadação
até poderá crescer, mas o fará a um ritmo muito
mais lento, o que já bastará para afetar todo o sistema.
Afinal, se a população continua
envelhecendo e se aposentando a um ritmo crescente (uma inevitabilidade
demográfica), mas o dinheiro necessário para manter seu bem-estar social não está
sendo arrecadado no mesmo ritmo, então temos uma irreversibilidade matemática: faltará
dinheiro para essas pessoas.
A Finlândia já chegou lá
Em 2017, uma reportagem
da Bloomberg já relatava que os políticos e economistas do país estavam
profundamente preocupados com o fato de que não haverá um número suficiente de
pagadores de impostos no futuro para financiar o estado assistencialista do
país. A Finlândia estava vivenciando uma “escassez de bebês”.
Em 2016, o país teve o
menor número de partos em 148 anos — ou desde a grande fome de
1868. A taxa de fecundidade da Finlândia caiu para 1,57 filho por mulher, e
o percentual de pessoas com 20 anos de idade ou menos em relação à população em
idade de trabalhar é de 40%. Era de 60% em 1970. Ou seja, a base da pirâmide
etária encolheu acentuadamente, ao passo que o topo está só aumentando.
Este percentual de 40% é o
menor entre todos os países nórdicos.
A situação pegou os
economistas do país de surpresa. Eles não só não têm nenhuma solução para isso,
como ainda se mostram um tanto desesperados. Para Heidi Schauman,
economista-chefe do Aktia Bank, as estatísticas são “assustadoras”.
Como ele próprio explica:
“Essas
estatísticas mostram quão rapidamente nossa sociedade está mudando, e não temos
nenhuma solução para evitar esse fenômeno. Temos um setor público grande e
o sistema precisa de pagadores de impostos no futuro.”
Ou seja, o governo finlandês
fez promessas que não tem como serem cumpridas.
E como as coisas evoluíram?
Pioraram. As promessas estão agora inviabilizando a própria existência do
estado finlandês.
Eis uma reportagem da Reuters,
de março do presente ano.
O governo de coalizão da Finlândia renunciou na
sexta-feira, um mês antes das eleições
gerais, afirmando que não teria condições de aprovar um pacote de reformas
no sistema de saúde do país, reforma esta que é tida como crucial para garantir
a solvência fiscal do governo.
E o autor da reportagem
prossegue falando sobre o inevitável.
Os sistemas de saúde ao redor de boa parte do mundo
desenvolvido estão sob crescente pressão financeira: as pessoas estão vivendo
mais e os custos dos tratamentos estão disparando, ao mesmo tempo em que há menos
trabalhadores para bancar um crescente numero de aposentados e pensionistas.
Por cinco décadas (as
sociais-democracias nórdicas começaram efetivamente no final da década
de 1960), os progressistas louvaram os estados de bem-estar social nórdicos
(convenientemente ignorando outros aspectos). Mas agora a conta chegou.
Os países nórdicos, nos quais um abrangente estado
de bem-estar é a base de todo o modelo social, estão entre os mais afetados.
Foi prometida uma reforma.
Mas ela não foi aprovada. A carteira está ficando vazia.
Mas a reforma foi tida como controversa e, na Finlândia,
planos para cortar custos e aumentar a eficiência estão parados há anos.“O retrato que eu recebi das forças políticas no
parlamento nos últimos dias me forçaram a tirar conclusões. Não há saída. Estou
extremamente desapontado”, disse aos jornalistas o primeiro-ministro Juha Sipila, do
Partido do Centro, em uma entrevista coletiva.
Eis um grito de desespero.
Tradução: “Precisamos das reformas já! Não há alternativa para a
Finlândia”. Estamos esperando. Os eleitores finlandeses também.
O governo tinha como objetivo reduzir dramaticamente
o aumento dos gastos com o sistema de saúde na próxima década, reduzindo o orçamento
para € 18,3 bilhões em 2029 contra uma estimativa inicial
de € 21,3 bilhões.As reformas iriam gerar uma economia porque criariam
18 novas regiões para organizar os serviços de saúde em vez das 200 entidades
que atualmente são as responsáveis.Críticos disseram que a escala da economia projetada
não era realista.
É possível ver para onde
tudo isso leva: calote.
Não, o governo não irá
calotear sua dívida. Nenhum governo é insano ao ponto de atacar exatamente as
pessoas (investidores) lhe mantêm funcionando. “Calote”, no caso, significa que o governo irá
mudar as regras anteriormente acordadas. Ele irá aumentar a idade mínima tanto
para se aposentar quanto para se poder usar os serviços “gratuitos” de saúde. Irá também diminuir repasses
e auxílios. Inevitável.
Outros países nórdicos também já tiveram de lidar
com a necessidade de cortar custos.A Suécia está gradualmente aumentando a idade mínima
para se aposentar, e abriu várias partes do seu sistema de saúde para o setor
privado em uma tentativa de aumentar a eficiência.A Dinamarca irá gradualmente aumentar a idade de
aposentadoria para 73 anos — a maior do mundo — ao mesmo tempo em que está
reduzindo impostos, benefícios e o valor do seguro-desemprego, para estimular
as pessoas a trabalharem mais.O problema tem sido particularmente mais grave na
Finlândia, onde a crise financeira de 2008-09 amplificou os efeitos das mudanças
demográficas, como uma taxa de fecundidade em acelerado declínio.Vários governos finlandeses já tentaram fazer vários
e diferentes tipos de reformas no sistema de saúde nos últimos 12 anos. Todos fracassaram.
Observe que há um padrão.
1. Promessas demagógicas.
2. Taxa de fecundidade em declínio
3. Aumento da expectativa de
vida.
4. Déficits orçamentários
do governo (gastos maiores que as receitas).
5. Promessas de reformas que
nunca se concretizam.
6. Mais promessas.
Dizer o quê? Se eleitores
querem promessas, então, como supostamente
teria dito Maria Antonieta, “que comam promessas!”.
Será generalizado
Leva um tempo para o
cenário estatisticamente inevitável se concretize. Mas irá se concretizar. Em todo o mundo ocidental.
Idades mínimas para
aposentadoria irão subir continuamente. As prometidas aposentadorias e pensões
serão continuamente reduzidas. Gastos com saúde e educação serão cortados. Haverá
vários tipos de imposição burocrática (uma forma de racionamento) para se
utilizar os serviços estatais de saúde. Remédios deixarão de ser subsidiados. Vários
repasses assistenciais serão cortados, o que inclui subsídios agrícolas e
empresariais.
Haverá uma busca por
culpados quando este calote — sim, é uma forma de calote — ocorrer.
E, em última instância, a
menos que haja uma explosão demográfica, nenhuma reforma que não passe pela
contínua elevação na idade mínima para se aposentar e nos cortes de benefícios assistenciais
será capaz de manter todo o arranjo de seguridade social bancada pelo estado
funcionando.
Esta é uma forma sutil de
calote. Mas é um calote. Os países nórdicos já começaram a calotear. Já estava
na hora.
A fé pagã
Os modelos de estado de
bem-estar foram criados
majoritariamente na década de 1960, uma época em que se imaginava que a
pirâmide etária sempre seria gorda na base (muitas crianças e jovens) e fina no
topo (poucos idosos).
Sob esse arranjo,
imaginou-se que sempre haveria relativamente poucos idosos (que recebem
dinheiro da Previdência e da Seguridade Social), muitos trabalhadores (também
conhecidos como “pagadores de impostos”) e várias crianças (futuros
pagadores de impostos).
Naquele mundo, um estado
de bem-estar, embora
não fosse uma boa ideia economicamente, ao menos era matematicamente
sustentável.
Hoje, em contraste, esse
mesmo arranjo já se tornou problemático, pois estamos vivendo mais e tendo
menos filhos. Uma fatia crescente de idosos significa mais gastos
governamentais com previdência, saúde e vários outros subsídios (como
remédios), ao passo que uma fatia decrescente de crianças significa menos
futuros pagadores de impostos para bancar todo esse gasto com a seguridade
social.
Consequentemente, todo o
arranjo social-democrata está sem sustentação. A tendência mundial é uma crise fiscal de estilo
grego.
Milhões de ocidentais irão
descobrir, ao envelhecerem, que depositaram sua fé em um deus falso: o moderno estado
social-democrata. Esse deus irá calotear.
As promessas dos
políticos, em algum momento, irão se revelar desconectadas da realidade fiscal.
Haverá calotes universais em vários programas assistenciais. Isso tenderá a
solapar a confiança nos governos. Irá também acabar com a legitimidade deles
perante os eleitores.
“Mas vocês
prometeram!”, dirão os eleitores. “Desculpe, calculamos mal”,
dirão os políticos em resposta.
Na Finlândia, isso já
começou. No resto do mundo ocidental, é questão de tempo.
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Leia
também:
O resultado de nossa
prematura social-democracia: recessão prolongada e contas públicas calamitosas
A social-democracia no
Brasil entrou em colapso – abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
Eis a grande ameaça
econômica que nos aguarda: a mudança demográfica
País nórdico confessa: se
a fecundidade não aumentar, nossa social-democracia estará condenada
Eu acho é bem feito.As pessoas querem que o estado faça tudo por elas, que cuide de tudo, mas uma hora a conta chega.
Por aqui, os ilusionistas do congresso acham que é uma boa ideia conceder uma aposentadoria para pessoas de 55 ou 60 anos que tenham contribuído por quinze anos.
Minha professora de redação técnica adora passar mine documentários endeusando os estados nórdicos e seus sistemas “gratuitos” assistencialistas. E diz ainda que é assim que o Brasil também deve ser. Quero ver ela falar isso quando entregar esse artigo pra ela.
Esses países avançados ainda tem muito pra afundarem, os argentinos estão afundando há 90 anos, os europeus também conseguem afundar por 1 século, aqui na social democracia de US$3.000 per capita do chiqueiril até caminhões de lixo são “assaltados”:
g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2019/06/11/moradores-de-rua-retiram-de-caminhao-do-lixo-produtos-descartados-por-supermercado-em-olinda-veja-video.ghtml
Há várias pesquisas indicando que a expansão da social-democracia e do estado assistencialista coincide com uma acentuada diminuição nas taxas de fecundidade.
http://www.nationalreview.com/magazine/2018/03/19/welfare-state-cost-going-broke-population-ages/
http://www.nationalreview.com/2015/01/our-mushrooming-welfare-state-george-will/
Esse é o resultado de décadas de estatismo. O que eu acho engraçado é que as páginas, sites e canais de esquerda louvam os países nórdicos justamente por eles terem um estado grande provedor, alegando que isso que enriquece um país e que o Brasil deveria seguir o mesmo caminho. Na verdade o Brasil já é uma social democracia, só que com um prazo de validade menor do que os nórdicos, justamente por sermos um país subdesenvolvido ainda enquanto que eles se desenvolverem primeiro através de livre mercado. Eles não entendem que não é uma questão de ideologia, e sim de lógica matemática, esses estados de bem estar social estão fadados à falência em poucos anos, isso se prova por a+b, ai quero ver só a cara daqueles esquerdistas burros que são contra as reformas quando não tiver mais INSS e outros benefícios para bancarem eles.
Vale ressaltar que na Finlândia o governo está fazendo de tudo pras mulheres terem mais filhos. E, apesar disso (ou exatamente por isso), a taxa de fecundidade desabou.
Eis o que está escrito no artigo da Bloomberg:
The fertility rate should equal two per woman, Schauman says. It was projected at 1.57 in 2016, according to Statistics Finland.
That’s a surprisingly low level, given the efforts made by the state to support parenthood.
Perhaps nothing illustrates those better than Finland’s famous baby-boxes. Introduced in 1937, containers full of baby clothes and care products are delivered to expectant mothers, with the cardboard boxes doubling up as a makeshift cot. The idea behind the maternity packages was prompted by concerns over high infant mortality rates in low-income families. The starter kits were eventually extended to all families.
The baby boxes that are delivered to expectant mothers contain all sorts of goodies. They include bodysuits, leggings, mittens, bra pads, talcum powder, lubricant, a hairbrush and a bath thermometer.
Offering generous parental leave and one of the best education system in the world doesn’t seem to be working either. According to the OECD, Finland already has the lowest ratio of youths to the working-age population in the Nordics.
E agora vem a melhor parte:
The government has been working with employers and trade unions to boost gender equality by making parental leave more flexible and the benefits system simpler.
http://www.bloomberg.com/news/articles/2017-09-19/finland-s-welfare-state-has-a-massive-baby-problem
Nem teria como ser diferente. Para um político, não existe negócio mais vantajoso do que prometer benefícios previdenciários para a população. Uma vez que ele assina a lei, todos em volta batem palmas e ele tem apoio imediato. Já a contrapartida não ficará a cargo dele. Será um outro político, lá no futuro, que irá arcar com o ônus de pagar a conta, quando provavelmente o político que assinou a lei nem estará mais vivo. E mesmo que ele estiver vivo, ninguém mais vai lembrar que foi ele quem prometeu algo que não poderia cumprir.
Seria como se eu te falasse: Me pague agora 70 reais, e daqui a quarenta anos uma outra pessoa, que nem sei quem será, vai te devolver 7 mil. Uma vez que você me paga, eu gasto o dinheiro sem o menor pudor. Você vai ficar super feliz, já fazendo planos para os 7 mil reais que você terá direito no futuro. Como que o coitado do futuro vai fazer para desembolsar os 7 mil reais? Isso não é problema meu. A única coisa que me interessa agora é o que vou fazer com estes 70 reais que ganhei agora.
nessa frase provavelmente faltou a palavra década:
“O governo tinha como objetivo reduzir dramaticamente o aumento dos gastos com o sistema de saúde na próxima DÉCADA, reduzindo o orçamento para € 18,3 bilhões em 2029”
A Noruega não vai quebrar. O fundo soberano dela é de $ 1 trilhão de usd e eles usam o retorno do investimento pra pagar deficits fiscais, quando há. O fundo, montado em cima dos lucros com petróleo e superavit fiscal, e tem seus recursos investidos no mundo inteiro e gera em média $ 55 bilhoes de retorno ao ano. Em 2017 o governo pegou apenas $7 bilhões de usd.
Vocês não mencionaram o sistema de capitalização no artigo. Por que?
Qual a relação entre um padre e a música de shopping?
No último sábado, dia 8 de junho, eu estava com vontade de ir ao cinema assistir o novo filme com Will Smith, Aladdin. Sim, eu poderia assistir na super tela da minha nova Smart TV paga com dinheiro do contribuinte, mas, por algum motivo, eu estava com vontade de ir ao cinema. Em todo caso, os neoliberais iriam financiar minha diversão de fim de semana – é uma das vantagens de ser agente de justiça social. Pois bem, peguei o carro de mamãe e fui ao shopping Cidade São Paulo; fica bem ali na Avenida Paulista.
A primeira coisa que fiz quando cheguei ao shopping foi procurar, imediatamente, uma loja da Starbucks. Não sei por que, mas há uma relação fortíssima entre socialistas e cafeterias de alto padrão. É bom demais ser inteligentinho dentro de uma Starbucks; principalmente se você for funcionário público de humanas. Por outro lado, não é fácil ser inteligentinho de Starbucks. Nós temos códigos sabia? É preciso seguir o rito do inteligentinho de humanas: 1) roupas do tipo largadão ou mamãe quero ser viado; 2) Macbook ou Iphone é lei; 3) conversar com um inteligentinho sobre assuntos pós-modernos ou abrir um Macbook para falar mal do capitalismo (meu caso).
Depois da atendente entregar meu café e pão de queijo vegano, fui para um canto e fiquei no Instagram – rede oficial dos inteligentinhos – acompanhando postagens da elite de intelectuais progressistas no Brasil. Por algum motivo, Pe.Fábio de Melo está entre as pessoas que acompanho; talvez seja pelo fato dele ser o padre que se aproxima mais do religião pós-moderna, ou seja, ele é o representante, mesmo sem saber, da Nova Era dentro da Igreja Católica.
Um compartilhamento chamou minha atenção.
Veja o que Pe.Fábio de Melo compartilhou em suas redes sociais: Organize sua vida colocando prioridades que realmente importam no seu dia a dia. Peça perdão, libere perdão, seja leve de espírito… beije na boca a quem você ama, abrace, conforte, chore junto, sorria mais ainda… Não gaste energia com quem não quer o seu bem, não perca tempo abrindo a sua boca para falar o que não edifica, a vida é muito curta para viver aborrecido. Brinque com seus filhos, durma com eles, se lambuze ao cozinhar algo e divirta-se… um Dia a hora chega e quem viver, viveu.
Só faltou dizer: fique de conchinha com o bermudão que irá te largar na primeira oportunidade. Que porcaria é essa de "libere perdão"? Perdão são tipo cases que a pessoa solta e quem está em volta sai se sentindo mais progressista? Estou louco ou fui o único a perceber que o teor deste texto vai contra a mensagem deixada por Jesus? Não que eu seja um exemplo de católico, mas isso é paganismo. É justamente o materialismo e comodismo de uma sociedade capitalista que nos leva a este pensamento sensorial, imediatista; e não venha dizer que o capitalismo é diferente disso. Ou você acha que o comércio irá pregar retidão econômica diante de uma compra?
São pouquíssimos católicos que conhecem o verdadeiro sentido da santidade. Uma vida fácil e cômoda é algo que definitivamente não faz parte da vida de um santo. Ser santo é morrer para este mundo – e não ficar soltando pum cheiroso. A narrativa do Pe.Fábio de Melo visa ser uma extensão da constante propaganda pós-moderna. Diga se essa narrativa será diferente de um comercial da Apple? Diga se algum ser humano no mundo atual terá a ousadia de enviar "más energias"?.
Grosseria e baixeza é algo reservado aos sub-humanos que um dia foram inocentes o bastante para comer do fruto proibido. O tempo passou e a conta da juventude chegou. Vidas destruídas, não pelo poder das armas, mas pelo poder do subconsciente – tudo isso tem fundamento na narrativa viva e deixe viver. Enquanto você tiver posse da própria consciência, o convite sempre estará a espreita.
Depois de ficar puto com o Pe.Boas Energias, percebi que precisava correr ao cinema para não perder o ingresso comprado antecipadamente via internet. Enquanto corria – modo de dizer, porque inteligentinho não corre, desfila – percebi que uma música cativante tocava durante o percurso, era a música do shopping. Você já prestou atenção nas letras dessas músicas? Ouça, preste atenção, e perceba que as letras falam justamente sobre aquilo que o padre compartilhou: um mundo imediatista, sensorial, onde é preciso viver o aqui e o agora.
A mão indivisível de fato é uma força que existe e está na cultura, porém, diferente do que afirmam os neoliberais, por onde ela passa há destruição e morte. Há uma relação perversa entre a postagem do padre e a música do shopping: a cultura imediatista e a visão, hoje dominante, de que se deve viver a vida intensamente. O fruto proibido precisa ser consumido ainda na juventude. Esse é o ar que respiramos.
{1} Leia A Vida na Sarjeta, de Theodore Dalrymple, e veja como é a vida daqueles que "vivem plenamente". Garanto a você: é um filme de terror.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises
Segundo o artigo:
"Na mais benevolente das hipóteses, isto é, se a população tributada for muito produtiva, a arrecadação até poderá crescer, mas o fará a um ritmo muito mais lento, o que já bastará para afetar todo o sistema."
Nessa mesma linha, fiquei em dúvida se uma social democracia não poderia "funcionar" perenemente em um país com grande acúmulo de capital.
Não tenho nenhuma dúvida de que esse sistema é SEMPRE prejudicial à sociedade e, na melhor das hipóteses, é "apenas" uma âncora ao crescimento.
Mas, mesmo sendo nocivo, ele não seria "viável" nesse segundo caso?
Um país bastante rico, poderia se dar ao luxo de crescer mais devagar desde que as benesses "oferecidas" à população sejam inferiores à riqueza gerada por este capital acumulado.
Por analogia, seria como um indivíduo que vive da renda gerada por seu patrimônio. Se ele consumir mais do que essa renda, reduzirá o principal gradualmente, até voltar ao estado de pobreza. Se consumir menos do que essa renda, continuará a enriquecer, ainda que em velocidade menor do que o crescimento experimentado na fase de acumulação.
O jeito é se afastar dos políticos e burocratas no maior nível possível. Brasil tentou ser social-democrata, mas quebrou rapidinho. O futuro são as criptomoedas. Bitcoin está aí, e os políticos morrem de medo, e todos não hesitam em querer colocar alguma regulação em cima.
Aqui nos EUA a Previdência Social está prevista para ficar insolvente daqui alguns anos (assim como o Medicare), inclusive estou com um artigo sobre isso em pauta (agora estou fazendo outras coisas, devo terminar depois da próxima segunda). Tem um tal de fundo do sistema, sempre que a Previdência fica superavitária (embora haja controvérsias sobre a confiabilidade desse fundo; eu cheguei a pesquisar sobre mas não encontrei nada esclarecedor ainda), esse dinheiro restante vai para esse fundo, como se fosse uma poupança.
Mas eu tendo a ter algum otimismo, porque em país desenvolvido pelo menos há alguma chance de ocorrer uma reforma, mesmo que por um político de esquerda. Agora na América Latina, os esquerdistas sonham com uma ditadura, eles não apenas querem expandir o estado com alguns programinhas a mais.
O sistema previdenciário estatal de repartição é asqueroso e prejudica principalmente os mais pobres. O sujeito é obrigado a sustentar essa porcaria, depois chega na velhice e, para conseguir as migalhas, é um parto e eles fazem de tudo para que o idoso não receba.
Se nessa reforma previdenciária no Brasil eles não colocarem pelo menos o sistema de capitalização, eles na prática só estarão empurrando o problema para mais alguns anos. Agora a sanha deles de “arrecadar” para esse sistema de pirâmide é medonha, roubando até de quem é motorista de aplicativo.
Aqui, o pessoal da esquerda quer parar hoje as principais cidades do País com uma greve contra todas as reformas, principalmente a da Previdência. E ainda querem que o hóspede de Curitiba seja solto pelos motivos mais vis, baseados numa grande armação contra o Ministro da Justiça. A turma do quanto pior, melhor. A Turma do STF considera homofobia, racismo (fobia, normalmente, é medo, pavor de algo e não ira contra algo, mas enfim…). Parece fora de tópico, mas não é. Tudo isto está ligado com o “bem estar” da social-democracia, na Escandinávia e em todos os lugares onde ela é governo. Enquanto isto, em Marte é encontrado no solo do planeta o emblema da Federação dos Planetas de Star Trek. É muito surrealismo para o meu gosto. Abraços.
Políticos, safados como são, encontrarão a solução mais “logica” para a cilada em que colocaram seus países: GUERRAS.
Pensem bem: há aumento de idosos, poucos jovens e gastos crescentes com saúde e previdência; uma guera “ampla, geral e irrestrita” acabaria com esses problemas mesmo que gerando outro inicialmente. Gastos com previdência seriam deslocados para a área militar sobre a justificativa do salvamento nacional, idosos morreriam por doenças, vitimas de batalhas, bombardeios, etc; apesar dos jovens morrerem em batalha, a geração sobrevivente normalmente inicia um babyboom como no pós 2ª Guerra Mundial; a geração subsequente se esquece das merdas realizadas pelos políticos da geração anterior e o ciclo se reinicia.
É uma lógica perversa? Sim, com certeza. Porém é a única saída para os políticos, e se atentem que é isso que irão procurar.
Eu não consigo entender o motivo da ‘explosão demográfica’ ser a solução.
Quando eu imagino isso no Brasil de agora, eu visualizo mais crianças/adolescentes/adultos para serem cuidados pelo estado. Nem dá pra chamar eles de pagadores de impostos, pois muitos não produzem nada nem possuem nada.
Por favor alguém me explique a parte que não estou entendendo. Obrigado!
Glossario
Privilégio= lei que fa um beneficio a uma minoria.
Escravidão = lei que dava um provilegio a uma minoria de subtrari a liberdade de outra mediante ameaca a vida desta.
Libertários sao contra as duas. E uma pessoa que se diz contr escravidao , mas é favoravel a um privilegio que subtrae de outra, para ela ficar sem trabalhar é hipocrita. Ou a pessoa é contra todas as formas de escravidao, ou ela so faz por conveniencia dela ter privilegio.
Sou contra o socialismo. Mas estou impressionado como se quer culpar os velhos pela crise. Dizer que não há solução porque a taxa de nascimento é baixa? Claro que há e é óbvia: Aumentar a taxa de nascimentos. Adotem-se crianças pelo mundo. Se os mais velhos não tiverem recursos o estado será obrigado a cuidar. Se atribuir isso para as famílias o resultado será o mesmo ou pior ainda, terão que utilizar recursos para os cuidad0s e não poderão investir. E o estado terá uma sociedade comprometida diretamente com seus idosos. Continuarão sem poder renovar a população. Existem fórmulas que podem ser dirigidas para sanar a questão ou boa parte delas. E não precisa ser socialista.
Realmente aqui no Brasil seria um tiro pela culatra. Esse aumento populacional só daria certo em país com capitalismo livre.
Duplique a população suíça pra ver, costuma o resultado ser um aumento ainda maior da renda per capita.
Só tenho uma dúvida em relação ao livre mercado na área de saúde: como garantir um serviço bom a todos os cidadãos, se consultas médicas privadas, exames ou internações, tem um custo tão alto que o cidadão comum, de classe média, não consegue pagar?
quanta asneira…. colocar em xeque uma das maiores revoluções contra essa porcaria de polarização politica esquerda socialista e direita capitalista porque os cidadãos dos paises nórdicos não querem ter filhos e vivem mais? Não tem nada a ver com o sistema hibrido adotado lá, e sim com a politica de senso do país. faça-me o favor cara…
Caros colegas, primeiramente parabéns para o altíssimo nível dos comentários, sempre importante debater e se aprofundar nos temas.
Aumento de idade mínima para aposentadoria + capitalização, resolvem essa questão? Salvo o engano, parece que na Itália, idosos hoje são pessoas com mais de 70 anos, vivendo mais e melhor, não podemos contribuir mais??
Outro questionamento é se o tema em questão não desconsidera possíveis avanços tecnológicos, que aumentem significativamente a produtividade, podem compensar esse novo arranjo populacional? (Meio neomalthusiano)
Falando sobre a página, existe previsão de cursos online? Ou de eventos no RJ? Gostaria muito de participar e, principalmente, conhecer mais sobre a escola austríaca e liberalismo.
Abs
Ainda bem que o nosso Brasil não se tornou ainda um estado nórdico e os seus sistemas “de gratuidades” assistenciais só funcionam para os políticos, para o alto funcionalismo, para a cúpula do judiciário e para o alto comando das Forças Armadas. Obrigado Dra. Janaina Paschoal, obrigado Dr. Helio Bicudo (+) e obrigado Dr. Reales Junior, por vocês haverem iniciado a desPTização desse nosso rico, sacaneado e saqueado país do futuro, não permitindo que nos tornássemos uma nação nórdica.
Parabéns pelos pertinentes comentários sobre diferentes assuntos, mas todos com o firme propósito de "engrossar o caldo" da reflexão a respeito do nosso tão maltratado País. Em que pesem alguns comentários jocosos, mesmo esses trazem algum tipo de contribuição Para todos.
um amigo comentou comigo ontem que os países europeus se desenvolveram pós II guerra graças à aplicação de políticas econômicas keynesianas. Isso tem fundamento?
Vejo aqui esses liberais demagogos criticando o uso dos impostos para previdência e saúde. Os velhos tem importante peso na economia, suas aposentadorias voltam todas para o consumo (remédios, exames, alimentação, lazer, etc), ou seja, não sobra dinheiro para especulações e gastos no exterior. O problema está nos ricos (empresas/pessoas físicas) que sonegam e desviam o dinheiro para o exterior. Calculem melhor essa economia liberal. Querem todos desamparados?
Uma recomendação para vocês liberais: Leiam os livros do Sr. Ha Joon Chang. Nossa política econômica nas mãos do Guedes, irá nos afundar ainda mais.
Os liberais aqui: o que dizer do país (USA) que dita os rumos da economia no mundo, sem proteção social nenhuma, ter uma dívida pública de mais de 100% do PIB? Outro exemplo pior , Japão, mais de 240% do PIB em dívida pública. Aliás, quase todos os países ricos capitalistas, já explodiram sua dívida pública. Pergunta: elevaram essa dívida com quê? Não foi com assistência social, isso já sei. Tudo aqui não passa de uma falácia econômica. Para onde vai o dinheiro da riqueza gerada por milhões de trabalhadores é o que define e escancara esse sistema concentrador de riquezas. Acordem!
Chegou onde eu queria: nada tem a ver com gasto social, até porquê uma sociedade só é avançada quando se tem saúde e educação garantidas minimamente pelo Estado.
Sei que é uma proposta pouco libertária, mas, da para tornar mais liberal um modelo estatal, se o sistema de capitalização fosse usado para todos os serviços do estado? Ou a maior parte?
Saúde, Educação, Previdência.
Isso geraria poupança, por sua vez, também tornaria mais sustentável o modelo em uma demografia decrescente.
Se eu não me engano, é cingapura que capitaliza parte dos serviços de saúde;
O nosso SUS também é uma piramide, já temos filas e serviços precários hoje, não quero nem ver daqui umas décadas.
E no Brasil sempre esperam o sistema quase quebrar para fazer algo
Vai demorar para afundar, a população é de uns 5 milhões é caindo….
Normalmente estes países são ricos em recursos naturais.
Boa tarde, tenho uma dúvida. Os avanços tecnológicos não poderiam suprir a baixa taxa de fecundidade em uma social democracia? Abraço
Acabei de criar um canal no youtube para ler artigos sobre economia austríaca e decidi começar por esse artigo. Fazer vídeos pro youtube assim é uma coisa totalmente nova pra mim, então fiquem a vontade para tecer críticas/comentários/sugestões
http://www.youtube.com/watch?v=BhlGHsFODEM&t=58s
Outro padrão que merece ser acrescentado ao excelente artigo é o efeito das novas tecnologias no mercado de trabalho que, em via de regra, são extremamente excludentes. Ou seja, de que vale o aumento da população se não terão, em uma análise superficial, onde trabalhar.
O Brasil quebrou! A esquerda e o centrão acabaram com a reforma do Guedes.
Migrem para Portugal, Hungria, Canadá ou Irlanda.
g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/02/relator-deixa-estados-e-municipios-fora-da-nova-versao-de-proposta-de-reforma-da-previdencia.ghtml
Parabéns pelas dezenas de comentários bem colocados, baseados em dados da literatura em vários casos. Só acho que algo está sendo esquecido nessa inversão da pirâmide demográfica na maioria dos países ocidentais, para ser discutido: a mulher. Vejo que a maioria dos comentários foram feitos por pessoas do sexo masculino.Não esqueçam que a decisão final de procriar nos nossos tempos ainda é determinada pela mulher, principalmente se tem algum nível cultural, um pouco mais do que o basal. A sociedade ainda não se preparou para receber de forma igualitária novos seres humanos. O trabalho de criar, dar uma condição minima mental de equilíbrio social e de educação para esses novos seres que teoricamente , produzirão, e darão continuidade ao crescimento da terra ainda é da mulher. Talvez a minha geraçào, que nasceu nos anos 60, tenha sido a ultima a ter por princípios educativos, algum desejo real de maternidade, mas também já foi incentivada a crescer intelectualmente. A nossa média de filhos foi de 2. Vejo que a geração dos meus filhos já pensa bem diferente. O sofrimento por ter que decidir se eu ia trabalhar , cumprindo minhas obrigações e também fazendo o que gosto, determinado pelo estudo colidia com o sentimento de estar ausente nas apresentações dos meus filhos na escola ou de conseguir chegar apenas nos ultimos minutos para uma reunião com a professora. Até chorava, sem ninguem perceber. Os meus colegas de trabalho do sexo masculino passavam pelo mesmo problema? Certamente não. Isso não lhes cabia. Criei 3 homens. Um irmão 16 anos mais novo que eu, que praticamente adotei, desde os dezessete para trazê-lo para estudar em São Paulo, onde moro, que hoje é casado e já tem 40, mora no vale do silício e não quer ter filhos e dois outros que apesar de nunca ter me separado do meu marido, sei que criei sozinha. Por tudo que lhes passei. A minha sensaçào hoje, com os de 21 e 28 anos é que criei, eduquei, e chegou o momento do livre arbítrio de cada um. Cada um seguirá a vida que escolher. Espero ter passado algo para que dividam as responsabilidades como um todo, ou certamente terão companheiras que possivelmente optarão por ter um ou nenhum filho. Nas salas de aula onde o de 28 passou , vi que os colegas tinham algum irmão. Já o de 21, apenas 3 colegas numa turma de 40 tinham irmão. em 7 anos de diferença, já vi mudanças. Portanto, como existe 50% de chance de se nascer de um sexo, e a decisão final da natalidade pertence no fundo a apenas 50%.Ou temos uma grande mudança social ou a nova população vai realmente diminuir. Não vejo qualquer discussão a respeito. E teremos apenas crescimento de classes sociais bem baixas que infelizmente, não contribuirão para a força de trabalho mais diferenciada do país. So levando a um maior aumento de disparidades sociais e uma carga de benefícios obrigatórios que será mantida enquanto a educação não se aprimorar e essa classe tender a diminuir e também ter conhecimento para escolher. Mulher quer brincar e estudar quando criança, namorar e ter sua profissão e independência quando vai crescendo e ter seu papel na sociedade além de apenas procriar e criar os seres humanos. Quanto mais desenvolvida uma sociedade, menor a taxa de natalidade.Por que, será? Vejam as taxas de natalidade de onde vieram uma Margaret Thatcher ou Angela Merkel. Algo muito importante a se pensar, além de idades de aposentadoria e tipos de benefícios para uma população. Hoje, se ao invés dos meus 57 anos, com uma carreira sólida , às custas de tanto sofrimento, comparando com colegas de profissão, fosse uma jovem de 24 anos, quando acabava a faculdade de medicina e sabia que tinha um longo percurso a percorrer, altas chance de não procriar se o mundo estivesse assim.Iria trabalhar, crescer, estudar. Enfim , fazer o que tanto gosto, sem tanto sacrifício. E saibam que o amor pelos meus filhos é imenso, mas seriam outros tempos. Isso que tem que ser entendido. Vai mudar….??? Então, talvez nào valha tanto a pena, discutir tanto sobre onde encontrar o culpado nesse mundo econômico complexo no qual vivemos. Às vezes, as respostas estão claras, mas não conseguimos vê-las….
Parece que lá, assim como acontece por aqui, existe uma forte resistência do corpo político em fazer mudanças de fato.
O cara escreveu uma meia verdade. Tudo tem um ciclo e o capitalismo também tem, hoje em média de uma crise a cada oito anos. Quem já esqueceu da grande recessão americana (1923), da quebradeira dos bancos e da crise imobiliária da década de 90 e dos (já) seis anos de crise no Brasil que jamais foi socialista.
A idiotice beira o abismo: Bancos com lucros absurdos – estado oneroso e lento – concentração de renda – forma de tributação equivocada – economia baseada no consumo em massa – medição de desempenho baseada no capital – insuficiência produtiva do estado …
Vamos virar a moeda? Desempenho medido pelo IDH, tributar somente a movimentação financeira, incluir os aposentados no sistema produtivo em atividades como turismo (exemplo) numa jornada reduzida, reproduzir uma sociedade de hábitos simples, não remunerar a estocagem ou a especulação do capital fora do sistema produtivo.
Lembra que o montante (volume) de dinheiro é o mesmo com ou sem crianças e idosos, que a tecnologia compensa a ociosidade na produtividade, que o estado deve fomentar a auto suficiência familiar em primeiro plano e não o indivíduo.
O interessante lendo os posts, é que as pessoas querem um sistema liberal total, sendo que agem como Socialistas. O Brasil está em um processo Social-Democrata desde Getúlio Vargas, quando se mostrou a população, alguns direitos, de lá para cá, até mesmo no período militar, ações e atitudes de Social Democracia vem sendo aplicadas sistematicamente.
Agora, de repente, passarão 210 milhões de pessoas para um sistema liberal?
Levará anos e um imenso fardo a ser carregado até que realmente a população compreenda que em um sistema liberal, até mesmo as Forças Armadas, devem se manter fora das ações Corporativas.
Basta observar as ações das Corporações Militares, que levou as de Segurança Pública, a fazerem o mesmo na Reforma da Previdência, se auto protegeram em detrimento da população.
Se tivéssemos uma visão Liberal, isso não teria ocorrido, pois todas as aposentadorias acima do teto de 6 mil, seriam imediatamente cortadas, independentemente de que setor de tratar, visando o bem estar do País e sua população.
No Brasil, já ocorre o mesmo que não Finlândia, as taxas de fertilidade vem caindo sistemáticamente e a população envelhecendo no mesmo ritmo, apesar de termos um índice ainda superior a 2 bebês por mulher, isso não sustentará o fantástico número de pessoas aposentadas sem contribuição alguma no período dos Progressistas ferrenhos, agora todos gritarão Direitos Adquiridos, exceto os que são do setor privado, esse não existe o Direito Adquirido.
Muito triste nosso futuro, ainda confio que o atual governo mudará algumas regras, mas as corporações o engolirão se tocar nelas.
… meu filho de 12 anos esses dias saiu-se com essa : – Mãe, o socialismo é insustentável porque se tanto faz trabalhar mais ou não trabalhar pra ter as coisas pra que que alguém vai perder tempo trabalhando ?! (dizer o quê ??!) Aí se ninguém trabalha acaba tudo. (É … pois é! O que eu respondo ??!!) …
respirei fundo e disse : – É, o que move o mundo é a grama verde do vizinho!! … 12 anos.
O “Estado de bem-estar social”/socialdemocracia é um sistema autodestrutivo porque vai contra a forma como a Natureza funciona e o ser humano é constituído.
* * *
Notícias do Paraíso. Parece que não são apenas as sociais democracias que terão problemas….
Dívida dos EUA bate recordes sob a presidência de Trump
AFP – 20/02/2019 13:16
A dívida dos Estados Unidos chegou a 22 trilhões de dólares, valor superior ao PIB do país, um recorde histórico que, sob a presidência de Donald Trump, quase não preocupa os republicanos.
Quando o presidente chegou à Casa Branca, esse valor, soma dos déficits crônicos e dos juros da dívida, já era de 19,95 trilhões de dólares, igualando o PIB americano pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
As reduções fiscais da administração Trump, especialmente para as empresas, e o aumento das despesas, especialmente em armamentos, aumentaram essa carga.
“Eu tinha que colocar o exército em ordem antes de me preocupar com a dívida de 22 trilhões”, disse o presidente recentemente.
Seu governo afirma que os cortes de impostos, que vão aprofundar o déficit em US$ 1,5 trilhão em 10 anos, segundo previsões, vão se financiar com o impulso ao crescimento e, portanto, receitas.
O déficit orçamentário subiu 17%, para US$ 779 bilhões no ano passado, o pior resultado desde 2012. E, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), aumentará ainda mais este ano, para 900 bilhões de dólares.
Após quatro anos de superávit orçamental sob o governo do democrata Bill Clinton, a guerra no Iraque, com o republicano George W. Bush na Casa Branca, voltou a colocar as finanças federais no vermelho.
Com o democrata Barack Obama, a crise financeira de 2008 exigiu um forte investimento do Estado. As contas foram se deteriorando, causando o nascimento do Tea Party, uma corrente política que ajudou a levar Trump ao poder.
Com a recuperação econômica e a pressão Congresso sobre a redução dos gastos públicos, os últimos anos da presidência de Obama coincidiram com uma redução do déficit.
E quando voltou a crescer com Donald Trump ninguém disse nada, nem mesmo os republicanos, outrora tão escrupulosos com o controle dos gastos públicos.
Mas é sobretudo o envelhecimento da população e o aumento das despesas com saúde e aposentadoria que, estruturalmente, colocam o orçamento federal em um déficit crônico.
Sem querer interferir na política fiscal, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, lembra ocasionalmente “que o orçamento do governo americano continua numa trajetória insustentável e será preciso trabalhar para corrigi-lo”.
É difícil ir mais longe para Powell, uma vez que os juros sobre a dívida aumentaram acentuadamente devido aos aumentos nas taxas de juros do Fed.
Trump não hesitou em criticar as decisões do Federal Reserve, que ele descreveu como “louco” e “problemático para a economia” quando aumentou as taxas de juros.
Apenas o aumento dos juros sobre a dívida custou 13 bilhões de dólares adicionais ao governo dos EUA em dezembro.
Deixando de lado a dívida soberana, que continua sendo um investimento seguro para o resto do mundo e para as famílias americanas graças ao dólar, algumas partes da dívida de empresas e consumidores geram mais preocupações.
Os empréstimos das empresas americanas quase duplicaram em pouco mais de uma década, alimentados pela política de dinheiro barato conduzida pelo Fed após a crise de 2008. Sua dívida ascendeu a 9 trilhões e é “um risco macroeconômico”, segundo Powell.
Em relação aos domicílios, que estavam endividados em até 13,5 bilhões de dólares – dos quais três quartos correspondem a empréstimos hipotecários – são os setores mais delimitados, porém mais frágeis, que causam preocupação.
Os empréstimos estudantis, que prejudicam o consumo dos jovens, alcançaram um recorde histórico de quase US$ 1,5 trilhão.
Empréstimos para carros, que estão perto do mesmo valor (1,3 trilhão), estão começando a sofrer atrasos nos pagamentos que preocupam o Fed.
Perfeito! A social-democracia é um lobo-mau disfarçado de cordeiro, com seu tempo de eficácia comparado a um voo de galinha. Mais um enorme devaneio da economia sustentado e apoiado por muitas pessoas que, obviamente, não se deram conta dos desdobramentos catastróficos consequentes de seguir tal política de estado. É mais uma aposta de vista vendada, sendo uma espécie de economia planejada, tornando imprescindível contar com todos os fatores que sustentam o “Wellfare State” – ou, como diria um Natalense: “contar com o ovo no cu da galinha” -, como a preservação da pirâmide etária em um “status” no qual é fundamental manter a população jovem maior que a idosa, situação impossível de garantia permanente, uma vez que a pirâmide sempre oscila com o passar do tempo, culminando no primeiro problema, a menos que o país em questão viva um eterno “Baby Boom!”; Além disso, os massivos impostos – que são sempre roubo -, para sustentar todo um sistema paternal de estado (com ‘e’ minúsculo, em forma de protesto) terão vertiginiosa queda no cenário demográfico descrito. Enfim, o texto explica tudo: o quão insustentável,imoral e perigoso é um estado de bem-estar social.
Ninguém quer ou pode viver de aposentadoria para sempre. Mas pode complementar sua decrescente expectativa de rendimentos provenientes da aposentadoria estatal com os frutos do seu próprio trabalho ao longo dos anos. Muitos podem construir um patrimônio que possa lhe render lucros via dividendos ou aluguéis, se os proprietários e investidores tiverem proteção contra os mau pagadores e caloteiros.
Daria para perfeitamente complementar a renda, com dois ou três imóveis alugados, se não houvessem os caloteiros, que se beneficiam das benesses da lei em prejuízo dos proprietários.
“Milhões de ocidentais irão descobrir, ao envelhecerem, que depositaram sua fé em um deus falso: o moderno estado social-democrata. Esse deus irá calotear.”
Sem problemas, os jovens que restarem irão paras as ruas quebrar tudo para impedir isto e… nada se resolverá, pelo contrário.
Desde a segunda grande guerra os países desenvolvidos
apostaram nesse tipo de modelo, com elementos capitalista e socialistas.
O aumento da tributação foi a consequência direta,
com surtos de inflação.
Discuto isso no meu blog velhaeconomia.blogspot.com
E se…
Na declaração do imposto de renda houvesse um campo em que o cidadão pudesse escolher se os seus impostos fossem utilizados para objetivos específicos (e essa vontade fosse respeitada, claro)? Por exemplo:
Destinação dos impostos:
( ) Despesas correntes da união
( ) Programas sociais
( ) Bolsa-Família
?? ( )Minha Casa, Minha Vida
( )Bolsa Verde
( )Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI?
( )Fomento às Atividades Produtivas Rurais
( )Carteira do Idoso;
( )Aposentadoria para pessoa de baixa renda;
( )Programa Brasil Carinhoso;
( )Programa de Cisternas;
( )Telefone Popular;
( )Carta Social;
( )Pro Jovem Adolescente;
( )Tarifa Social de Energia Elétrica;
( )Passe Livre para pessoas com deficiência;
( ) Outros/Etc
( ) SUS
( ) Min. Ciencia e Tecnologia
( ) Min. da Educação
( ) Justiça
Etc… ad nauseam
A alternativa a social-democracia sao os EUA que tem um ensino basico ruim e tb a pior distribuicao de renda dos paises ricos e desenvolvidos. O problema demografico finlandes nao pode ser atribuido a social-democracia pq a parcela branca da populacao americana (originalmente 89% da populacao) ; hj esta em 69%. A avalanche de imigracao ilegal da Asia e da A latina supre o crescimento a decadas. Ou temos docial-democracia com responsabilidade fiscal (precisa de ajustes periodicos) ou vamos voltar para as gangues de nova york (filme) ou em akgum momento uma ditadura de extrema direita. A social-democracia de uma ala do marxismo radical, transformou-se em economia de mercado sem a classica pessima distribuicao de renda (Delfim Netto disse: O mercado e otimo na alocacao de fatores “produtividade” e pessimo na distribuicao de renda). Basta apenas fazer reformas fiscais e ser tb criativo (estado + servicos voluntarios+ economia privada). Criatividade + austeridade + compromisso de equidade sovisl. Existem alternativas aos islamicos como imigrantes !.
Não tem nada a ver com o artigo, mas o que acham dessa entrevista?
https://www.google.com/amp/s/www.jn.pt/artes/interior/amp/roberto-saviano-a-mafia-vai-existir-enquanto-houver-capitalismo-11006524.html
Por favor, leiam.