Você
sai de casa e se dirige ao supermercado. A decisão de ir ao supermercado
“A” em vez de ir a qualquer outro supermercado, quitanda ou mercearia
está relacionada à comodidade oferecida pelo estabelecimento, aos preços ali
praticados, à qualidade dos produtos e à variedade que você consegue encontrar.
No
caminho, dois indivíduos o assaltam. Agarram seus braços à força e lhe mandam
ficar quieto e não reagir. Garantem que nada de ruim irá acontecer caso você
faça exatamente o que ordenarem.
Entre
empurrões e ameaças, você é forçosamente conduzido a outro lugar, o qual se
parece bastante com o supermercado a que você se dirigia; porém, você imediatamente
percebe que não é o mesmo.
Ali
também há alimentos e bebidas, produtos de limpeza e decoração, e até mesmo a
área de comida pronta para levar. No entanto, você não vê a mesma
qualidade, a mesma variedade, e nem os mesmos preços baixos.
Os
assaltantes que arrastaram você até ali lhe explicam que aquela é a melhor
qualidade que se pode conseguir com os insumos e mão-de-obra disponíveis
localmente, que os preços estão os mais baixos possíveis, e que, ademais, ao
comprar neste supermercado, você está prestando um grande serviço a todos que
ali trabalham e a todo o bairro ao redor.
Pergunta
óbvia: se este supermercado é tão fabuloso quanto garantem os
assaltantes, por que tiveram de obrigar você a entrar nele? Se ele realmente fosse superior e vantajoso,
você iria voluntariamente optar por comprar nele.
Por
mais exagerado que o exemplo acima possa parecer, é exatamente isso o que
ocorre sob o protecionismo. Mediante vários empecilhos às importações —
os quais podem ocorrer na forma de tarifas de importação, taxas de câmbio
artificialmente elevadas, ou variadas formas de restrições burocráticas –, o
governo tenta frear a entrada de produtos estrangeiros, desta maneira
favorecendo deliberadamente os produtos nacionais, à custa dos consumidores.
Com
efeito, é isso o que ocorre no Brasil. Mas, felizmente, alguém de peso apontou
essa excrescência, e em nível mundial.
O Brasil “é uma beleza”
O
presidente americano Donald Trump, durante uma coletiva na Casa branca, criticou
as relações comerciais dos EUA com o Brasil.
Segundo
ele, empresas e produtores americanos têm grandes dificuldades de exportar
produtos para o Brasil, tamanhas são as tarifas de importação brasileiras, bem
como enormes são as exigências burocráticas e regulatórias.
Disse
ele, respondendo a uma pergunta sobre as relações comerciais com a Índia:
A Índia cobra tarifas tremendas, e os
presidentes anteriores nunca falaram com a Índia. […] O Brasil é outro exemplo.
É uma beleza. Eles cobram de nós o que querem. Se você perguntar a algumas
empresas, elas dizem que o Brasil está entre os mais difíceis do mundo, talvez
o mais difícil. E nós não os chamamos e dizemos ‘ei, vocês estão tratando
nossas empresas injustamente, tratando nosso país injustamente’.
Dizer
o quê? Trump está certo. Nós brasileiros somos proibidos pelo governo de
importar produtos baratos. E isso é um fato mundialmente reconhecido.
Segundo
a Câmara Internacional de Comércio, o Brasil é a economia mais fechada
do G-20 e uma das mais protecionistas do mundo. Em um
ranking das 75 maiores economias do mundo, que representam quase a
integralidade do comércio internacional, o Brasil aparece apenas na 68.ª
posição entre os mais abertos. Apenas oito países seriam mais fechados que o
Brasil, entre eles potências como Quênia, Paquistão e Venezuela.
Ao
passo que a média de importações dos países do G-20 é de 27,5% do PIB, o Brasil
importa apenas 14% do PIB. A coisa é tão bizarra que, em relação ao PIB, importamos
e exportamos menos do que Cuba, país que vive um bloqueio econômico.
Bizarrices tropicais
Aquilo
que sempre foi ruim piorou ainda mais durante o governo Dilma. Com a
justificativa de estar “estimulando” a indústria, o governo
praticamente fechou os portos e aumentou
as alíquotas de importação de praticamente todos os produtos estrangeiros:
automóveis, pneus, produtos têxteis, calçados, brinquedos, lâmpadas, sapatos
chineses, tijolos, vidros, vários tipos de máquinas e até mesmo de produtos
lácteos.
Um
recente exemplo deste nosso disparate aconteceu com o aço: as chapas grossas de
aço carbono não são fabricadas no Brasil
e têm alíquota de importação de 12%, uma completa insanidade. Durante um período
de 2014, a alíquota foi reduzida de 12% para 2%. Mas isso durou
apenas 180 dias. Expirado o período, as alíquotas voltaram a subir para 12%.
E, em janeiro de 2016, quiseram elevar
para 24%, o que seria fatal para empreendedores que necessitam de bens de
capital tão cruciais quanto tratores. Felizmente, a sandice não foi adiante, e
as tarifas continuam em “apenas” 12%.
Para
você, consumidor, este excelente site tem
uma calculadora que permite você calcular, por estado, quanto irá pagar de
tributos ao importar um bem. Por exemplo, se você mora no estado de São
Paulo e decidir importar, via Courier, um produto que custa US$ 1.000 (R$ 4.000)
mais US$ 50 de frete, você pagará R$ 4.263 só de tributos,
o que dá mais de 100% do preço do produto.
O
preço final total será de R$ 8.463. Ou seja, as indústrias
nacionais estão sem nenhuma concorrência estrangeira.
Clique no site, faça pesquisas por
estados, e teste a resistência do seu estômago. E veja também este
site, que dá mais detalhes sobre a tributação.
O objetivo e as consequências
Ao
elevar as tarifas de importação, o intuito do governo é um só: proteger as
empresas nacionais (tanto os grandes empresários quanto os sindicatos destas
empresas) e blindá-las contra os reais desejos dos consumidores, que sempre
querem produtos baratos e de qualidade.
Tal
medida, além de afetar os mais pobres — que ficam sem poder aquisitivo para
comprar produtos bons e baratos feitos no exterior –, afeta também os pequenos
e médios empreendedores, que não conseguem adquirir insumos baratos (e
cruciais) para seus negócios.
E
isso tem de ser enfatizado: tarifas protecionistas não afetam apenas os
consumidores; elas também afetam as empresas domésticas que precisam importar
bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e,
com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos (vide a questão do aço
acima). Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a
comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade.
Isso
reduz sua produtividade e aumenta seus custos. Sendo menos produtivas e
operando com custos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas
internacionalmente.
Consequentemente
— e essa é uma das consequências não previstas do protecionismo –, as
exportações tendem a ser menores do que seriam sem as tarifas.
Com
o protecionismo, o governo cria uma reserva de mercado para grandes empresários
e grandes sindicatos, os quais agora, sem a concorrência externa, se sentem
mais livres para, do lado empresarial, cobrar preços mais altos, e do lado
sindical, exigir salários maiores, e em troca oferecerem produtos de pior
qualidade para os consumidores.
Consequentemente,
não sobra alternativa para os consumidores e empreendedores senão consumir os
produtos destas duas corporações protegidas pelo governo. Nós nos tornamos
reféns.
Tendo
de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os
consumidores nacionais ficam incapacitados de consumir mais e de investir
mais. A capacidade de consumo e de investimento da população fica
artificialmente reduzida.
E
sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é
artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia.
Assim,
empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa
de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas
por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das
pessoas.
Logo,
toda a economia se torna mais ineficiente, a produção fica aquém do potencial,
os preços médios são maiores do que seriam caso houvesse liberdade, e, como consequência
de tudo, os salários reais ficam abaixo do potencial.
Como seria com liberdade
Se
pudéssemos comercializar livremente com o resto do mundo, a renda real dos
consumidores nacionais aumentaria sobremaneira, pois agora eles gastariam bem
menos em cada produto consumido. Com mais renda disponível, as pessoas
podem ou investir mais ou gastar mais em outros produtos e serviços que a
economia nacional de fato seja eficiente em produzir.
E,
felizmente, tudo isso não é apenas teoria, mas também empiria. Os fatos comprovam que
os países mais abertos ao comércio internacional não apenas não têm problemas
de emprego, como também são, em média, 5 vezes mais ricos do que aqueles que
decidem impor todos os tipos de travas e barreiras à liberdade de seus cidadãos
de importarem bens do exterior.
Um
recente exemplo disso, aqui mesmo na América do Sul, é o Peru: o país está cada
vez mais aberto ao comércio exterior (suas
importações dispararam) e a taxa de desemprego só
faz cair. Ou, colocando de outra maneira, o
número de pessoas trabalhando não pára de subir.
Óbvio:
quanto mais aberta é uma economia ao comércio exterior, maior é a renda da
população (quem compra mais barato tem mais dinheiro sobrando) e menor o
desemprego (população com renda maior investe mais, demanda mais, e cria mais
emprego).
No
final, essa é apenas uma manifestação da lei das vantagens
comparativas de David Ricardo: se cada um se concentrar em produzir aquilo
que realmente faz bem, e comercializar livremente esses produtos, a riqueza
real de todos será maior.
O que fazer?
Em
tempos em que muito se debate sobre a queda na renda real das pessoas, que
melhor política para aumentá-la do que reduzir as tarifas de importação e
realmente baratear todos os produtos à disposição dos trabalhadores?
Perante
tal proposta, a reação mais comedida dos protecionistas é a de que a liberação do
comércio exterior prejudicaria “nossas empresas”, pois elas não têm como
concorrer de igual para igual com os estrangeiros por causa de nossa carga
tributária, de nossa legislação trabalhista e de nossa burocracia.
Porém,
como bem respondeu
o editor do Instituto Mises Brasil, Leandro Roque, se estes são os problemas de
fundo que afetam a competitividade de alguns setores nacionais em relação aos
estrangeiros, então eles têm de ser atacados por meio de reformas estruturais.
Se os custos de produção são altos e estão inviabilizando até mesmo as
indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do
Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São
eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.
Recorrer
ao protecionismo para proteger essas indústrias em detrimento do resto da
população é simplesmente criar mais problemas sobre os problemas já existentes.
Tolher os consumidores, prejudicar os pequenos empreendedores e impor tarifas
de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de
regulamentações sobre as indústrias é jogar gasolina no fogo.
Conclusão
As
consequências deste fechamento da nossa economia são diariamente vivenciadas
por todos nós consumidores e produtores: além de ficarmos praticamente
proibidos de ter acesso a produtos bons e baratos feitos no exterior, também não
conseguimos insumos de qualidade para aumentar nossa produtividade.
Os
custos do protecionismo recaem especialmente sobre os mais pobres. Quem
está mais acima na pirâmide de renda pode fazer o esforço para pagar mais ou
até mesmo ir para Miami fazer suas compras por lá. Já com uma renda baixa,
este é um luxo ao qual não podem se dar os mais pobres.
Se
Trump conseguir algum avanço em fazer o governo brasileiro reduzir as tarifas
de importação, permitindo que nós consigamos comprar produtos americanos (de
roupas a notebooks e tablets) mais baratos, aí então ele sim será o verdadeiro “mito”.
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Leia também:
Nove perguntas frequentes
sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas
A cabeça confusa de um
protecionista
O livre comércio, mesmo quando adotado
unilateralmente, só traz ganhos
livre comércio
Você trabalha porque quer
adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso
Por que ainda há histeria
em relação a déficits na balança comercial?
Como o capitalismo e a globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos
Alguém sabe se a conversão de Bolsonaro ao livre comércio é genuína?
Sem chance de menores tarifas de importação no Brasil, governo vai alegar que o país está sendo vítima do imperialismo tentando destruir a indústria nacional e povo brasileiro, que na verdade é um rebanho, apoiará todas as altas tarifas para protegerem seus empregos de classe média para comprar aptos de 44m² e a soberania nacional. Tudo com forte apoio da mídia esquerdista e anti Trump.
O Brasil é uma beleza, só tacando fogo.
Vendo essa questão das chapas grossas de aço carbono, tenho um questionamento. A situação é essa e dificilmente vai mudar, agora, imaginando que os políticos querem defender o empresariado, por que produtos não produzidos no Brasil também são taxados?
Caso estes produtos não produzidos no Brasil, deixassem de serem taxados, isso não iria ajudar o empresariado, já que eles poderiam comprar maquinário e produtos que não temos aqui e com isso diminuir custos?
Mas e as barreiras não tarifárias ?
O Brasil tem poucas barreiras não tarifárias.
Imagina a arrecadação que esses impostos de importação garantem ao Estado… difícil quererem abrir mão desse dinheiro. Não adianta explicar soluções de longo prazo pra essa gente, a linguagem deles é vender o almoço pra pagar a janta.
Tá mas qual país ficou rico importando mais e exportando menos? Que eu saiba os países desenvolvidos são os que tem um grande parque industrial. Por isso segurar importações! A classe média materialista vai ter de parar de comprar coisas baratas dos gringos e privilegiar a indústria nacional. É um custo a ser aguentado pois temos de ser nacionalistas!
Cá pra nós
o Trump não tem lá muita moral pra falar do Brasil rsrsrs
Ele ta fazendo o mesmo no país dele.
Se ninguém taxar é ótimo, mas um sempre acaba taxando e levando vantagem sobre o outro. E num sistema capitalista ninguém quer sair perdendo.
Em uma simples importação feita pela internet pagamos 60% do valor da mercadoria+frete e o ICMS (que varia por estado). Mas quanto de tarifas e impostos incidem por exemplo, sobre a impostação de uma máquina feita por uma fábrica? Ou sobre a importação de produtos por uma loja varejista?
Interessante o artigo, muito elucidativo.
Umas dúvidas de alguém que não é da área da economia:
Esse regime de tarifas alfandegárias (sobre importação e exportação) reflete algum tipo específico de ideologia (neoliberal)?
Digo isso porque, ao que me lembro, essa sistemática remonta ao mercantilismo de protecionismo quando do surgimento dos Estados Nacionais. Se assim é, mesmo com a vitória do ideário liberal no século XVIII, por que e como ela se manteve diante da nova burguesia?
Penso, a princípio, que a resposta seja o distanciamento entre a teoria e a prática. Exemplo: eu, como empresário, sou liberal, mas a partir do momento que o Estado quer me privilegiar, corrompo o funcionamento do sistema a meu favor.
Att.
Artigo esclarecedor, e nos leva a especular como seria se o que propugna se realizasse.
Mas, essa estrutura pesada, arcaica e injusta não é como cobra, que, cortando-se a cabeça, morre. Mudando-se a cabeça, eleita, restarão os milhares (ou milhões?) não eleitos e estáveis, nos “armários” da burocracia, nas agências “reguladoras” , criando regras,procedimentos e o mais que imaginarem apenas para trabalhar na fiscalização dessas regras criadas . Exemplo? Vejam o CONTRAN e suas mais de 740 “resoluções”, baixadas com base em delegação de competência inconstitucional (o art. 171 da Lei nº 9.503/97, o CTB), que transforma a ação de dirigir num verdadeiro inferno, e em fonte inesgotável de verbas expropriadas dos motoristas. Tenho um artigo (não publicado neste prestigioso sítio) que trata especificamente desse tema (DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA: O PERIGO
(CONTRAN NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA IMPOR VELOCIDADE MÉDIA)
Parabéns ao Thiago Fonseca.
De zero a 10, qual nota vocês atribuem a satisfação pessoal de viverem no Brasil atualmente e qual perspectiva para daqui os próximos 4 anos?
Aconteceu comigo algo citado no texto. Comprei algo na Ali Express, só que foi de courier em vez de serviço postal. Eu esperava 60% de imposto de importação. Mas juntam com ICMS e tudo calculado COM O FRETE INCLUSO, imposto de um pouco mais de 100%.
Deixou de valer a pena, e resolvi deixar o produto lá no depósito da receita enferrujando.
O problema do protecionismo não é apenas econômico e sim político. Se a economia for aberta de uma hora pra outra muitas empresas vão quebrar e o desemprego que já é alto (por causa da legislação trabalhista) vai disparar mais ainda. Isso têm um custo político enorme para quem comanda o país. Nenhum político vai querer enfrentar esse desafio. É só lembrar do plano real quando começou e as importações foram liberadas e causou desemprego, revoltando os sindicatos e barões da indústria. O Gustavo Franco foi bombardeado pelo baronato brasileiro por manter a âncora cambial. Mas sem dúvidas seria maravilhoso ver a pressão internacional que obrigaria o Brasil a baixar os impostos. Seria maravilhoso ver as empresas brasileiras sendo retaliadas pelo protecionismo como o Brasil faz. Mas a dúvida que fica é que o protecionismo beneficia as empresas americanas já instaladas aqui também. Como a GM e a Coca-Cola.
Caramba, gostaria muito de que alguém me tivesse explicado sobre isso antes! Ótimo artigo!
Ser brasileiro é karma.Eu já conclui que ficar reclamando não adianta de nada,pois esse sistema que existe não irá mudar de forma pacífica.Muita gente se beneficia das coisas como estão.O negócio é correr pra algum país onde se possa respirar,e ter mais dignidade.
Trump acredita em uma coisa chamada ”fair trade”, ele não é protecionista no termo classico da coisa, se ele fosse, ele não buscaria acordos comerciais onde as partes diminuem barreiras, e sim, apenas fechar seu próprio país.
Vai ser interessante bolsonaro aqui buscando novos mercados e o trump lá querendo fazer acordos novos.
Uma chance como essa de finalmente abrir o mercado Brasileiro é rara
Essas altas taxas e tudo para manter funcas lixo na estatal,bem ou mal fhc conseguiu diminuir um pouco o numero desses lixos,nao a toa que todo funca odeia o psdb,e isso que nem direita é. Para fazer as reformas tem que reduzir custos,e para fazer isso e so demitindo funcas e privatizando tudo,o que todos esses lixos temem.
meio certo, meio errado. Usar os EUA como exemplo pega meio mal, afinal a poucos meses, poucos mesmo, não taxaram nosso aço e aluminio? Ou reverteu o NAFTA, pondo que peças dos carros vendidos lá, TERÃO que em sua MAIORIA ser fabricados LÁ ( leia-se EUA). Então, pimenta nos…
Não existe uma industria nascente sem protecionismo.
Friedrich list.
Trump foi ao ponto. As práticas comerciais brasileiras são deletérias e precisam ser abolidas. Se ele tiver sucesso, quem mais vai ganhar é a população brasileira em geral, que poderá consumir produtos de qualidade a preços baixos. Embora alguns empregos sejam perdidos em indústrias ineficientes, a empiria demonstra que a melhora na dinâmica econômica vai gerar mais empregos e aumentar a renda real da população.
Só quero fazer um contraponto: não adotemos um discurso de mocinhos versus bandidos. Os EUA também adotaram protecionismo na indústria de suco de laranja nos anos 1980, algo que deu argumento aos protecionistas daqui (embora o Brasil já praticasse um protecionismo “soviético” em outras áreas, o discurso de retribuir o tratamento, algo que Trump está usando, preocupa).
http://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/o-antidumping-na-prote%C3%A7%C3%A3o-ao-suco-de-laranja-estadunidense
Espero que Trump queira mesmo acabar com as barreiras, aqui e lá, e que tenha sucesso na empreitada. No entanto, me perdoem se meu instinto de desconfiar de políticos me mantenha cético quanto a isso.
Bom dia.
Esta situação piorou muito, pois os Correios estão cobrando R$ 15,00 em cada encomenda internacional.
Mercadorias de qualidade que comprávamos por 50%, 20% ou menos (incluindo o frete internacional) do que pagamos no Mercado Livre, agora ficam inviáveis de serem compradas no exterior!
Como seria a concorrência dos produtos brasileiros sem essa carga hedionda de intervencionismo? Vejamos a produção de uma camiseta. Este importante produto é confeccionado, olhando de maneira resumida, com os custos do tecido, da linha, e da remuneração da costureira, e isso é assim tanto aqui como na China. Pela lógica comprar este produto aqui dentro do país deveria ser muito mais barato em função do ônus que possui a China e que o produtor nacional não tem que arcar… o lojista Chinês precisa fazer que sua camiseta cruze os sete mares para chegar em minhas mãos. ceteris paribus, o produto nacional tenderia a possuir custos inerentes mais baixos. Em que pese tudo isso, ele ainda consegue me fornecer um produto mais barato do que se eu o tivesse adquirido de um vendedor nacional. A única variável que não foi incluída na anedota acima é a intervenção estatal. Dadas as implicações que o exemplo suscita, há bons motivos pra desconfiar que hoje a burocracia mata de fome mais que a própria escassez.
Gostaria que esclarecessem uma coisa. Os produtos importados pelo Brasil tem que ser pagos em moeda forte (dólares de preferência). O Brasil obtém dólares exportando produtos agrários, minerários, etc de baixo valor agregado que serão usados na compra dos tais produtos importados (de alto valor agregado). Então vivemos em uma amarra, uma verdadeira camisa de força. Só podemos importar pelo valor daquilo que exportamos?
Acho que o Brasil fabrica sim as chapas grossas de aço carbono. CSN, por exemplo
brasil.elpais.com/brasil/2018/01/05/economia/1515177346_780498.html
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150322_lee_cingapura_cc
“economista critica rumo das políticas brasileiras e defende protecionismo nos países emergentes”
Quanto será que ele considera ideal as tarifas protecionistas? 60% ainda não está bom? Exportar mais do que importar não é o cenário ideal que ele defende?
Que delícia eu vivi para ver acontecer, socialistas defendendo medidas que na época ainda eram consideradas abertamente fascistas. Socialistas abandonando o socialismo e defendendo o intervencionismo de militares autoritários. Só faltam também defenderem o que os regimes militares latinos fizeram, aí o pacote estaria completo.
O problema é que o governo brasileiro taxa a muitos produtos estrangeiros desnecessariamente, não faz sentido taxar um produto se no Brasil não é fabricado ou mesmo sem concorrência, o que fica óbvio que é mais uma maneira em arrecadar tributos e sustentar a máquina política brasileira, se não fosse verdade, não veria tantos buracos nas estradas brasileiras, é porque é que pagamos o IPVA ? Muito hipócritas !
Aproveitando que o Trump está em foco no artigo…
E essa aprovação do Kavanaugh pra Suprema Corte? Importantíssima para os Republicanos.
O que aconteceria com o comercio brasileiro se adotássemos o padrão ouro ?
Devido ao alto valor do ouro, o Brasil teria condições de exportar alguma coisa ?
O alta valorização da moeda, devido a padrão ouro, não mataria a já moribunda industria turística brasileira ?
Em quanto deveria ser fixado o preço do ouro 1 real= 1 grama de ouro ?
Sabe quando a república social democrata das bananas do brasil vai entender isso ?
NUNCA. Vão se passar 10.000 anos e tudo vai continuar a mesma coisa.
Sabe quando a república social democrata das bananas do brasil vai entender isso ?
NUNCA. Vão se passar 10.000 anos e tudo vai continuar a mesma coisa.
Eu sou mais otimista neste quesito.
Se vc oferecer fatos e comprovar esses fatos de idéias liberais para as pessoas possa ser que haja uma mudança de pensamento e de ações.
Essa propagação é essencial no meio familiar e de amigos próximos para expandir mais e mais.
A verdade liberta.
Nunca diga nunca.
Caros amigos, sei que o que irei falar é off topic, mas gostaria que vocês dessem opiniões sobre o tal CEPAC que construiu o Porto Maravilha no RJ.
Ué? …e me ensinaram que estávamos a um passo do paraíso, era só o pessoal do Estado sabiamente apontar seus fuzis às pessoas certas.
Boa tarde!
Vcs poderiam me explicar porque o Nordeste gosta tanto do PT e extensões?
Só aqui na Bahia tem:
1) 4 das 5 cidades mais perigosas do Brasil
2) O estado com o 2° pior saneamento básico
3) 3° em desemprego perdendo para o Alagoas e o Pernambuco.
4) No site da transparência Bahia as receitas e despesas só tem aumentado.(39,42,45,_Bi)
Mesmo assim conseguiu se reeleger Ruim Costas+Jack Wagner+Ângelo coroné+seguidores.
O Haddad conseguiu ganhar em 411 de 417 municípios da Bahia.
Além do mais agora só tem 2 opções como conseguir reverter esse quadro?
Trump, o protecionista reclamando (com razão) do protecionismo alheio. Muito hipócrita.
Quando o preço do feijão subiu muito em 2016, o governo caridosamente diminuiu os impostos de importação desse produto para baixar o preço.
Que bondoso! Mas por que não zeram essas taxas definitivamente para o feijão e outros produtos de primeira necessidade? Não vivem dizendo que eles e somente eles se importam com os pobres? Quem nos protege de nossos “protetores”?
* * *
No papel. é tudo muito lindo. Mas a verdade é que antes de pensarmos em retirar as taxações contra produtos importados, devemos diminuir a carga tributária e a burocratização que tanto prejudicam o empresário brasileiro. Qual é a vantagem de ter acesso a produtos mais baratos se não pudermos comprar? Empregos e renda devem ser gerados aqui e não em outros países. A verdade é uma só: TODO país usa o artifício da proteção à indústria nacional, inclusive os EUA de Trump. Concordo que a liberdade de mercado é benéfica, mas deve ser feita com muito cuidado!
Acho graça disso. São os mesmos esquerdistas que criticam a xenofobia imposta pelo governo Trump que dizem precisarmos “valorizar a indústria nacional e protegê-la da concorrência estrangeira”. Se isso não é xenofobia, eu não sei o que é.
Equipe de Bolsonaro quer passar a tesoura nas tarifas de importação e indústria não reage bem
Além da decisão de acabar com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), pode contrariar o setor industrial em outro ponto: a abertura comercial. A equipe de transição trabalha hoje com três propostas nessa área, que têm como ponto comum a redução, voluntária e unilateral (ou seja, sem exigência de contrapartidas) das tarifas de importação para diversos produtos.
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, já está certo que a redução das tarifas será feita aos poucos e junto com uma reforma tributária, o que se avalia que ajudaria a melhorar o ambiente de negócios. A redução unilateral das tarifas, porém, encontra forte resistência dentro do setor industrial.
A forma como o corte de tarifas ocorreria varia de acordo com o estudo. A proposta mais abrangente é a coordenada pela economista Sandra Rios, diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), a partir de um grupo de trabalho formado em 2015 e que teve a participação de nomes como o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.
Como funcionaria
Nesse caso, a ideia é que as tarifas de todos os bens importados sejam reduzidas em quatro anos. Os produtos que atualmente são taxados de 20% a 35%, como eletrodomésticos, automóveis e confecções, passariam para 15%. Os com tarifa de 15% a 20%, como alguns bens de capital, para 10%. Tarifas de 5% a 15%, que atinge produtos siderúrgicos, por exemplo, cairiam para 5% e, as abaixo de 5%, como matérias-primas, para zero.
"Claro que o governo não é imune aos lobbies, mas o ideal é que atinja todos os produtos", disse Sandra. O corte unilateral das tarifas por um dos membros, porém, é vetado pelo Mercosul.
Outro trabalho, elaborado por professores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), propõe iniciar o corte nas tarifas pelos bens de capital e informática, o que poderia ser feito dentro das regras do Mercosul. Prevê também a redução das tarifas sobre produtos siderúrgicos.
As tarifas seriam cortadas gradualmente até chegar a 4% em 2021, em linha com a média mundial. Hoje, vão de 8% a 35% para bens de capital, de 6% a 25% para informática e de 8% a 14% para o setor siderúrgico. O objetivo, nesse caso, seria melhorar a competitividade.
A ideia está em linha com a terceira proposta, feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo Temer, que prevê o corte para 4%, até 2021, da alíquota de importação de bens de capital, de informática e telecomunicações (não inclui os siderúrgicos). A SAE também defende que o Brasil proponha a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul e a eliminação total de tarifas no comércio entre os países do Mercosul e da Aliança do Pacífico.
CNI responde
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as estratégias da equipe de Bolsonaro contrariam o posicionamento da organização, que acredita em uma abertura feita por meio de acordos comerciais que tragam alguma contrapartida para o País.
"Somos a favor da abertura, desde que seja por meio de acordos internacionais", disse o presidente da CNI, Robson Andrade, ao “Estado de S. Paulo”. "Abertura unilateral, que benefício tem? Ele defende que o Brasil receba algo em troca pela abertura de seu mercado. Por exemplo, novas tecnologias e inovações”, disse.
http://www.seudinheiro.com/equipe-de-bolsonaro-estuda-corte-de-tarifas-de-importacao-sem-compensacoes/
O Brasil nas últimas décadas despontou como a vanguarda do atraso. Temos um dos piores índices de ensino e indústrias com tecnologias obsoletas, sem contar com setores chaves de nossa economia na mão de estatais. Tudo isto devido à cultura socialista assimilada pela nossa população, graças à massificação de dogmas esquerdistas veiculados pela grande mídia. Acredito que seria mais prudente estabelecer um programa mais gradual de facilitação tributária em um prazo mais amplo, concomitante a um processo de assimilação e desenvolvimento de novas tecnologias. Ou seja, melhorar a retaguarda para sermos mais competitivos, pois capacidade criativa não nos falta. Em resumo um planejamento que não abarque apenas o periodo de um governo.
Mas se o numero de importações aumentarem como que fica as empresas nacionais que empregam os brasileiros?
As empresas nacionais não iam quebrar consequentemente aumentando o desemprego?
Não ficou claro, para mim, como a importação iria estimular a criação de emprego. Tal criação, segundo o texto, depende de investimento em setores produtivos que somos eficientes ( não disse quais), mas esse investimento de pendente da opção do sujeito em não gastar com mais produtos, no caso, possivelmente importados.
Entra governo, sai governo e o povo só se dar mal.
Só vermos o circo que foi essa questão da tarifa de importação do leite, concluímos de que o Bolsonaro não apenas não defende o livre comércio mas também mostra a sua fragilidade perante grupos lobistas organizados, que sempre vão para Brasília para pedir por uma boquinha.
Mas os EUA deixaram de ser protecionistas com seu mercado? O Trump não fez o inverso da abertura econômica? Não houve um fechamento de mercado?
Bancada ruralista opõe-se a agenda liberal de Paulo Guedes. Seria surpresa se eles fossem favoráveis. Lembro de quando o Leandro me disse que estava com dúvidas se iria vingar a relação dele com o Bolsonaro, por causa da ideologia positivista e coletivista do Jair.
Brasil precisa se transformar em vários estados independentes.
sobre o caso do leite. o certo não seria abaixar os impostos internos primeiro, antes de fazer a abertura comercial? guedes tinha falado que ia fazer a abertura por partes, não tudo de uma vez.
Como lidar com o fato que a China subsidia sua produção de aço e pratica dumping? Isso não é concorrência desleal?
Sem falar da taxa, que temos que pagar prós Correios entregarem depois que já está no Brasil! Pagamos duas vezes pro correio, até isso tudo acontecer quase um ano pra receber a suposta compra, quando não desaparece o que você comprou, e você nunca mas recebe…..
Lula está apenas mantendo a sua tradição protecionista, honrando os mais de sessenta anos de um país sob a doutrina do cepalismo, da substituição de importações e de toda essa coisa maravilhosa (agora os vilões são os vietnamitas exportando tilápia para o Brasil).
E o Brasil nem tem mão de obra para trabalhar na maior parte das indústrias (que a quase totalidade das pessoas acreditam que hão de cair do céu com mais taxas de importação e desvalorização do real). Sempre que se cogitava colacar matérias de teor técnico no ensino médio bananeiro, um imenso berreiro surgia na imprensa e entre os professores. “Como assim, ensinar crianças a apertar parafusos para trabalhar em fábricas sujas? O objetivo da escola é formar cidadãos críticos!” Bananalandia, o país mais antitrabalho que existe.