O filme Vingadores: Guerra Infinita segue destruindo nas bilheterias mundiais, quebrando
sucessivos recordes de arrecadação. Em apenas 11 dias de exibição, o filme
já superou a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. No momento, a
arrecadação total está em US$
1,6 bilhão. E o filme ainda nem estreou na China, que é o segundo maior
mercado do mundo.
O filme mostra a luta de um time de super-heróis
contra um supervilão com poderes divinos chamado Thanos. E qual o grande plano? Matar metade da população do
universo. O motivo? Há muita gente e poucos recursos.
À primeira vista, isso pode parecer aquele típico plano
cartunesco que apenas um vilão de histórias em quadrinhos poderia conceber. No
entanto, o que é realmente assustador é que tal raciocínio é bastante
semelhante às posições de vários ambientalistas do mundo atual, que não se
cansam de espalhar temores infundados sobre os perigos do superpovoamento do
mundo.
Thanos e Ehrlich
Vingadores:
Guerra Infinita é a culminação de 18 filmes anteriores
e 10 anos de trabalho dos Estúdios Marvel. O filme gira em torno de vários
heróis que unem forças para impedir que Thanos, o antagonista supremo do
Universo Marvel, consiga obter todas as seis “pedras infinitas”. Se Thanos obtiver
a posse dessas pedras, ele poderá alcançar seu objetivo supremo: a destruição
de “metade de toda a vida do universo”.
Thanos acredita que há recursos finitos no universo
(uma ideia adequadamente insensata, considerando-se que o universo é infinito e
está em constante expansão). Assim, se o crescimento populacional permanecer
irrestrito, a crescente demanda por recursos irá inevitavelmente trazer
devastação e ruína para todos. Reduzir a população universal à metade seria, na
mente de Thanos, “não um sofrimento, mas sim uma salvação”, pois seria uma
medida feita para evitar a pobreza e a inanição.
A premissa é equivocada, mas é impressionante como
várias pessoas aqui na terra concordam com ela.
As preocupações de Thanos são idênticas àquelas de Paul Ralph Ehrlich, professor de Stanford e guru do movimento ambientalista. Em seu
extremamente influente livro, publicado em 1968, chamado The
Population Bomb (A
Bomba Populacional), Ehrlich previu que o rápido crescimento populacional
faria com que a demanda pelos recursos finitos da terra superasse enormemente a
oferta, o que resultaria no colapso de todas as sociedades.
Mais especificamente, Ehrlich previu que haveria uma
enorme escassez de comida nos EUA e que “já na década de 1970 … centenas
de milhões de pessoas irão morrer de fome neste país”. Ehrlich afirmou
que, entre 1980 e 1989, 65 milhões de americanos literalmente morreriam de fome,
e que, até 1999, a população americana encolheria 22,6 milhões
de habitantes.
Sua previsão para a
Inglaterra era ainda mais desesperadora: “Se eu fosse um apostador,
apostaria uma quantia substantiva de dinheiro que a Inglaterra deixará de
existir até o ano 2000”. (Essa previsão é especialmente divertida, dado
que estou escrevendo este artigo em 2018 em um café no centro de Londres).
No primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, Ehrlich
alertou: “Dentro de dez anos, todas as mais importantes vidas animais nos
oceanos estarão extintas. Grandes áreas costeiras terão de ser evacuadas
por causa do fedor de peixe morto”.
Em uma entrevista concedida em 1979, Ehrlich previu
que “em algum momento dos próximos 15 anos, o fim virá — e por “o fim”,
refiro-me a um total colapso da capacidade do planeta de sustentar a
humanidade”.
Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich
continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico. Até
hoje ele continua fazendo previsões apocalípticas, e até hoje a realidade
sempre insiste em comprovar como ele sempre esteve espetacularmente errado. O
que fazer quando a realidade insiste em contrariar suas previsões? Dobrar a
aposta e fingir que não errou, é claro. Ainda no mês passado, Ehrlich declarou
que “o colapso da civilização é uma certeza nas próximas décadas”.
Previsões ruins, políticas monstruosas
Um pouco menos divertidas que as previsões erradas
foram as horrendas políticas implantadas no mundo real em decorrência dos
catastrofismos previstos por Ehrlich.
Embora não tão diretas quanto o plano de Thanos de
exterminar diretamente metade da população mundial, é fato que as idéias de
Ehrlich geraram vários abusos de direitos humanos ao redor do mundo, incluindo milhões de
esterilizações forçadas no México, na Bolívia, no Peru, na Indonésia, em
Bangladesh e na Índia — bem como a draconiana política chinesa de apenas um
filho por casal. Em 1975, funcionários do governo esterilizaram
8 milhões de homens e mulheres na Índia. Apenas para efeito de comparação,
a Alemanha de Hitler esterilizou
compulsoriamente de 300 mil a 400 mil pessoas.
Desde que Ehrlich escreveu A Bomba Populacional, em 1968, a população mundial mais do que
dobrou, indo de 3,5
bilhões para 7,5 bilhões. Desde 1968, as mortes por inanição acabaram,
exceto nas zonas flageladas por guerras. E o consumo diário de calorias per
capita aumentou
mais de 30%.
Na Ásia — a região do planeta que consumia a menor
quantidade de calorias e que apresentava a mais acelerada taxa de crescimento
populacional em 1968 –, o consumo de calorias aumentou
40%, mais rápido que a média global.
Desde 1990, o número total de pessoas famintas diminuiu em 216
milhões, não obstante o fato de a população mundial ter aumentado mais de
1,9 bilhão de pessoas neste mesmo período.
Mais ainda: nos últimos 20 anos, a proporção da
população mundial vivendo na pobreza extrema caiu
pela metade. Hoje, menos
de 10% da população mundial continua a viver na pobreza extrema. E uma
pessoa sai da pobreza extrema a cada segundo.
Adicionalmente, mais de 80% das pessoas ao redor do
mundo têm acesso
à eletricidade. As taxas de mortalidade infantil, que estavam em 6,5% (65
mortes a cada 1.000 partos) em 1990 caíram para 3,05% em
2016. E mais de 80% de todas as crianças com um ano de idade ao redor do
mundo já foram
vacinadas contra alguma doença.
Nossos
recursos vão muito bem, e estão longe de acabar
Ainda assim, alguns podem contra-argumentar dizendo
que todas essas tendências positivas não invalidam o principal argumento de
Ehrlich e Thanos: o de que o progresso, em algum momento, chegará ao fim, pois
esgotaremos todos os recursos naturais.
Qual o problema com esse argumento? Ele ignora
completamente um fator crucial: a engenhosidade humana.
O economista Julian Simon, da
Universidade de Maryland, fez uma observação fundamental em seu livro O Recurso Supremo,
de 1981: o cérebro humano é o “recurso supremo”. Humanos sempre são capazes de
inovar para contornar a escassez. Eles fazem isso se tornando mais eficientes,
criando substitutos e aumentando a oferta.
A lógica é básica: se, de um lado, uma população
maior significa mais bocas para comer e mais recursos sendo consumidos, de
outro, também significa mais cabeças para pensar e mais mãos e pés para
produzir. Quando a população aumenta, aumentam também a oferta e variedade de
habilidades, tornando os processos de produção cada vez mais eficientes.
Um número maior de pessoas significa maior
especialização. Quanto mais pessoas, mais indivíduos podem se especializar nas
infinitas áreas de conhecimento a serem exploradas neste mundo. Cada indivíduo
se concentra naquilo que ele faz de melhor; naquilo em que ele possui uma maior
vantagem comparativa em relação aos outros. A divisão do trabalho se aprofunda.
E estamos vivenciando isso continuamente. Novas tecnologias
e melhores e mais aprimorados métodos agrícolas permitiram à humanidade
utilizar menos terra
e, ao mesmo tempo, produzir muito mais comida, a qual, por sua vez, está sendo
vendida a preços reais cada vez menores. Em
2013, o mundo utilizou 26
milhões a menos de hectares do
que utilizou em 2000.
Peguemos os cereais como exemplo: um hectare hoje
produz em média 118%
mais do que produzia há 50 anos. Se todos os agricultores mundiais
conseguirem chegar ao mesmo nível de produtividade de um agricultor médio
americano, um pedaço de terra do tamanho da Índia poderá deixar de ser usado
para fins agrícolas, sendo então retornado para a natureza.
Quanto aos recursos finitos de que depende nosso
mundo moderno, considere os combustíveis fósseis. Graças às modernas
tecnologias de perfuração e aos avançados métodos de descoberta e exploração,
há hoje muito mais reservas de petróleo e gás sendo exploradas. Desde 1980, as
reservas de petróleo comprovadas já aumentaram
151%. Para o gás, esse aumento foi de
163%. Para colocar esses dados em perspectiva, em 2015, nós humanos
utilizamos 34
bilhões de barris de petróleo; ao mesmo tempo, descobrimos outros 53,2
bilhões de barris a cada ano entre
2010 e 2015.
Estamos resolvendo os problemas da fome, da pobreza,
do analfabetismo, das doenças,
das mortalidade infantil, da produção de comida e muito mais
a uma taxa sem precedentes. E, em vez de se tornarem mais escassos, os recursos
naturais estão, na realidade, ficando
mais baratos em termos reais.
O
crescimento da população, longe de ser um problema, é uma solução
Os seres humanos não são apenas consumidores. Cada
consumidor é também um produtor. E foi exatamente essa nossa contínua
produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso
surgimento até a época atual. Todos os luxos que usufruímos, todas as
grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências
que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram
produzidas por uma mente humana em conjunto com a maior oferta de mão-de-obra disponibilizada
pelo crescimento populacional.
Podemos seguir esta sequência lógica: os recursos
são finitos; os seres humanos consomem recursos; mas os seres humanos também
produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que
consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.
Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato
autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e
compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos. À medida que a
população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade e nosso bem-estar material.
E, melhor de tudo, a redução no sofrimento humano foi impressionante.
A mente humana em conjunto com a maior oferta de
mão-de-obra disponibilizada pelo crescimento populacional foi o que possibilitou
isso. E quanto mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar
nossas vidas. A cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em
uma sociedade com sete bilhões de pessoas do que em uma com apenas um punhado de
indivíduos.
Conclusão
Quando você estiver assistindo a Vingadores: Guerra Infinita, divirta-se
com este que tem tudo para ser o maior filme de todos os tempos. Mas lembre-se:
a legitimidade dos temores de Thanos quanto ao superpovoamento do mundo é tão fictícia
quanto o próprio personagem. A humanidade vai continuar
prosperando.
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O que é realmente irônico é que o colapso poderá ocorrer por falta de gente no mundo. O fator sub-população já está ocorrendo na Europa e Japão causando problemas econômicos e sociais. Aqui no Brasil está faltando mão de obra no nível médio, especialmente em infraestrutura, área mecânica, química, agrícola, construção civil. Na China está faltando mulher, tanto é que os homens estão disputado mulheres á tapa.
E no futuro próximo haverá crise econômica, principalmente na questão previdenciária, por causa da sub-população.
Não confio em ninguém que seja contra o aumento populacional e ainda não cometeu suicídio.
Esse argumento malthusiano é exaustor de tão recorrente. O fato de ainda existir é pura miopia (ou desonestidade) intelectual daqueles que o perpetuam. É a completa ignorância dos mecanismos de preço, da história tecnológica dos últimos dois séculos, da escassez de recursos e das milhares de formas já desenvolvidas para suspendê-la através do empreendedorismo.
Eu desconfio que Thanos tenha inspiração em Thomas Malthus.
Sou otimista. Não só não vai haver subpopulação como também não vai haver superpopulação.
Sempre que um ciclo de intervencionismo dura muito tempo, como nos séculos XX e XXI, é seguido de um ciclo mais liberal. E um ciclo mais liberal vai fazer a população aumentar, bem como as riquezas disponíveis.
Quando a população começar a aumentar mesmo, tipo 10, 15 bilhões a próxima fronteira será o espaço e outros planetas.
Imagina a riqueza que será produzida com a mineração de asteróides?
Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, vamos ver como é essa escassez:
ESPAÇO
População mundial: 7 bilhões de habitantes.
Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados
Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2.
Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol.
Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.
Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.
Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.
ENERGIA
Radiação média solar na Terra: 1KW/m2
Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2
Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).
Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW.
Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.
Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.
ÁGUA
Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante – Vestibular]
1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.
População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s
Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s
Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.
Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades
MINÉRIOS
A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.
Área da África do Sul: 1.221 mil km2
Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4×10^12 m3
Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3
Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas. Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas
Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.
Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes.
A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço – já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático – uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).
RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.
Abraços
Leandro,
Uma duvida que ficou com relação aos juros 0 e negativos na Europa. Nos EUA pra mim ficou claro, o governo imprimiu dinheiro em uma quantidade capaz de gerar uma hiperinflação mas ao mesmo tempo passou a pagar juros para evitar que o dinheiro recém criado entrasse na economia.
A Europa até onde pude ver não fez a mesma coisa, não ocorreu nenhuma hiperinflação de base monetária como a americana e nem uma política de pagar juros por reservas, como então o BCE fez pra fazer os juros despencarem até mesmo nos países menos sólidos?
A Suíça pelo que compreendi, me parece que teve seus juros zerados e negativados tanto por ser boa demais quanto por efeito crowding-out, além do fato de ser o país mais responsável da Europa, como o BCE (de alguma forma) baixou os juros na zona do euro toda, a Suíça foi tendo sua demanda por títulos aumentada até torná-lo negativo, mas ao que percebi não houve medidas forçadas para redução do juros pelo que vi.
Queria compreender melhor qual foi o mecanismo usado e no que ele se diferenciou do americano.
Além disso me ficaram dúvidas sobre o atual “aperto quantitativo” americano e seus efeitos na Tedspread e Libor (dois indicativos que não compreendi mt bem), sei que é pedir demais, mas será que é possível explicar um pouco qual é a atual medida americana de reverter os QE? Eu vi que a Libor deixou de existir durante a crise de 2008 e retornou posteriormente, mas não compreendi o porque.
Já sobre o tema do artigo, só comentando que seria um bom momento para a tradução para o português das “5 cartas à Malthus” de J. B. Say kk
No mais, agradeço desde já a paciência kk
Agências de Fact-Checking; ou, sobre o futuro das redes sociais
O Facebook anunciou recentemente uma parceria entre a empresa e diversas agências especializadas em checar a veracidade das informações que circulam pelo país, são as agências de Fact-Checking. Embora eu seja contra a existência de uma rede social capitalista, ainda sim, sou favorável a existência dessas agências pois existe uma manipulação das massas através do avanço tecnológico.
O Facebook estava servindo como ferramenta de manipulação das massas
No mundo existe uma tendência a produção em massa de plataformas sociais, porém, não há pessoas capacitadas para consumi-las. Esta relação entre o excesso tecnológico e a falta de capacitação dos próprios consumidores serve como ferramenta para manipulação de massas.
Você já se perguntou quantas redes sociais existiam em 2002? E quantas existem hoje? Se você fizer as contas verá que ocorreu um aumento substancial no número de redes sociais em todo mundo, pesquisas recentes afirmam que são criadas mais de 100 novas redes sociais todos os anos somente no ocidente. Inversamente ao avanço tecnológico que há no mundo, está ocorrendo um aumento da ignorância e analfabetismo funcional entre consumidores. Quero dizer que as pessoas estão tendo acesso ao que há de melhor em tecnologia e avanço estético, mas, ao mesmo tempo, a grande maioria dessa massa de consumidores não sabem ler e escrever. E isso é culpa do capitalismo que deixa as pessoas burras. A consequência de tudo isso será refletida nas eleições presidenciais no qual muitas pessoas serão influenciadas por fake news e por ideologias retrógradas que já foram há muito tempo refutadas pelos progressistas (basta averiguar a ascensão do neoliberalismo e da extrema-direita nas redes sociais).
Podemos concluir que existe uma influência do capitalismo através da eficiência tecnológica e estética que vai controlando a mente de pessoas que são mais ignorantes. Com a mentalidade que dominante que existe hoje entre o povão, o mundo iria voltar ao tempo das trevas em questão de anos. Por isso as redes sociais precisam ser reguladas, porque as pessoas não estão preparadas para tamanho avanço, antes elas precisam aprender filosofia e o próprio domínio da língua.
Como será as redes sociais quando o comunismo dominar o mundo
Por mais que os neoliberais e conservadores façam barulho, cedo ou tarde, o comunismo irá dominar o mundo e controlar todos habitantes da terra; é da nossa natureza a busca pelo progresso social.
Uma das coisas mais interessantes do comunismo será o acesso a internet e a única rede social do governo que valerá para todo mundo. Isso mesmo, uma única rede social para o mundo inteiro, ela será vermelha. Para ter acesso a esta maravilha tecnológica você somente precisará tirar seu passaporte de acesso à rede, isso significa que você terá que fazer um curso de um ano para aprender como se portar nessas ambientes virtuais sem ofender minorias de gênero, cor, raça, e verdurix (Pessoas que pensam que são verduras) além de sua formação básica em filosofia e línguas que você já deve ter aprendido na escola estatal. Mas por que tudo isso? Este pequeno controle social visa não deixar nossos irmãos vítimas da própria ignorância como está ocorrendo hoje.
Tudo será tão maravilhoso, neoliberal. O debate será outro nível, iremos discutir com mais beleza e profundidade sobre como o modo de comer de alguém pode ser ofensivo para o gênero beterraba; poderíamos discutir sobre a beleza da nova religião, Et bilu, em nossa dia a dia; e obviamente, falar sempre sobre a revolução que nunca acaba. Afinal, tudo se trata sobre o progresso. Não é mesmo, neoliberal? Não se preocupe caso haja mensagens de ódio em nossa rede social, o próprio sistema irá apagar a mensagem e reduzir pontos sociais de uma pessoa na vida real. O respeito irá imperar entre todos na internet, vamos olhar para o passado com vergonha dessa baderna anárquica que está ocorrendo nos dias hoje. O Facebook deu o primeiro passo para um futuro maravilhoso.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Só tem um porém, o que não falta no mundo é gente inútil, gente que de fato só consome recursos.
Bom artigo como sempre, mas posso fazer uma correção construtiva, muda o nome do “visionário” citado por Paul Ralph Ehrlich, pois eu fui procurar no google sobre o Paul Ehrlich e veio um Imunologista que morreu em 1915, fiquei confuso quando o autor informou que o mesmo continua com polêmicas.
Somente para as pessoas que por acaso queiram pesquisar sobre ele ficarem confusas e acharem que o site está errado, o que não é verdade pois faltou o segundo nome.
Abraços Mises Brasil, continue com o bom trabalho
Só pra descontrair…
O próximo super-herói da Marvel poderia ser o Capitão Mises.
Faço licenciatura no IFSULDEMINAS em biologia e eu lamento que alguns colegas meus acabem indo na ideologia ambientalista sem se darem conta disso. Se para a esquerda tradicional o problema do capitalismo era a exploração dos proletários, hoje para o ambientalista é de alterar o clima e prejudicar a vida dos minhocuçus.
E pensar que na URSS o negócio era se entupir de indústria poluidora para fazer tanques e foguetes…
Cada vez que você enfrentar uma fila(daquela que você fica horas esperando impaciente) ou um engarrafamento aí você vai se lembrar de que Thanos estava certo (risos)
Se você odeia competir e dado que com a superpopulação você tenha que competir com cada vez com mais gente, no tempo do seu avô eram 20 por 1 vaga e agora são 1000 por 1 vaga, vai se lembrar dos ecos de Thanos.
Por mais libertário que você seja, existe um Thanos em cada um de nós.
Me assustou ver meus amigos ao sair do filme dizendo que a ideia de Thanos possuia certa razão, o malthusianismo é disseminado nas escolas ao mesmo passo em que nas aulas de demografia do ensino médio se ensina que essa teoria já se mostrou inválida, o que é uma contradição do sistema de ensino.
– O próprio capitalismo esta reduzindo a taxa de natalidade, se você olhar globalmente, está caindo até em países pobres da africa , então, é um tanto estranho alguém defender um capitalismo e ao mesmo tempo desejar natalidade maior ; é preciso dizer antes de mais nada, eu defendo livre mercado, mas também acho que é bom para o mundo que a natalidade caia.
– O mundo real é um pouco mais complexo, as fronteiras não são abertas, sim, recursos são abundantes, mas, eles estão espalhados pelo globo, o Indiano não pode migrar facilmente para o Brasil, por exemplo. De modo que as fronteiras e barreiras migratórias se tornam verdadeiras ”prisões” populacionais. E um mundo sem fronteiras migratórias é algo irrealista. Na pratica, se um indiano manter uma taxa de natalidade elevada, não é irreal imaginar 7 bilhões de pessoas em um país como aquele. Todas competindo por terras, água, recursos escassos de base primária. Sim, é possível trocar recursos com outros países, mas, não é possível transferir espaço de terras de um lado para o outro , a densidade populacional vai ser desbalanceada; países verticais, com custos de moradias crescentes, e países com grandes espaços sub-explorados.
Hong Kong é um exemplo, cheio de favelas verticais, de tanto chines migrando para lá em busca de salários melhores. Nenhum problema com isso, é escolha individual deles, mas a qualidade de vida seria melhor se houvesse mais espaço para hong kong se expandir. Assim como os custos de moradia cairiam.
O sistema de preços nesse caso não funciona bem em um mundo com barreiras migratórias. Ele não reflete o espaço disponível no mundo, ele reflete o espaço disponível naquele país em específico e a demanda de moradia dentro dele.
Agora, imagine um mundo inteiro como a índia. Existe algumas externalidades sérias que não podem ser ignoradas. Principalmente sobre o meio ambiente.
g1.globo.com/natureza/noticia/mundo-vive-sexta-extincao-em-massa-e-e-pior-do-que-parece.ghtml
A ONU estima que até o fim do século exista de 9 a 11 bilhões de pessoas no mundo. Grande parte desse aumento populacional vai ocorrer na Africa.
Atualmente nasce aproximadamente 300 mil pessoas por dia, dentre as quais 100 mil morrem. Considerando que poucas vão viver no campo. É como se uma cidade de 200 mil pessoas surgisse, ao dia, no mundo.
Em 5 dias, você tem uma cidade de 1 milhão de pessoas . Acho que colocando nesses termos, é possível ter uma ideia da escala populacional que o mundo recebe.
O capitalismo é tão produtivo, que ele consegue reduzir a miséria global mesmo sobre essas condições de aumento populacional. Mas isso ao custo da tomada de espaço para aumentar a produtividade;
Por pura questão de física e matemática, é impossível um mundo limitado manter uma taxa de natalidade ilimitada e com consumo crescente. Vamos ter de explorar outros locais. Só que isso é conjectura, e até lá, esse planeta limitado é usado cada vez mais ;
Ainda bem que a natalidade está caindo de forma natural. E talvez os liberais-libertários devessem comemorar esse feito ao invés de vê-lo como um pesadelo que afeta a produtividade.
A produtividade pode subir por outros meios, como a automação e a inovação. Embora essas duas coisas estejam relacionadas ao número de pessoas que existem no mundo, também é possível aumentar a instrução das que existem. Os EUA foi, por muito tempo, o país com mais registro de patentes do mundo, mas ele não detêm a maioria populacional.
Isso não tem nem o que discutir, o próprio sistema de preços livre equilibra isso, é impossível haver super população em uma mundo capitalista
Recursos mais escassos = maiores preços, isso torna procriar mais custoso e tira o incentivo de ter mais filhos.
Recursos mais abundantes = menos preços, isso torna procriar mais barato e incentiva a ter mais filhos
A então os recursos estão mais escassos e por isso as pessoas tem menos filhos hoje em dia?
Não, é uma mudança cultural. A comida não esta extremamente cara, assim como a agua, energia e o espaço.
Sobre a superpopulação e falta de recursos, lembro de ter lido em algum lugar (talvez aqui no Mises mesmo) que toda a população do mundo caberia no estado do Texas. Fui pesquisar…
O Texas tem uma área de 695,662 km²… o que dá 695.662.000.000 m² (aproximadamente o tamanho de MG, RJ e ES juntos)… se você dividir essa área pela população de 7,5bi, dá um pouco mais de 92m² por pessoa. E ainda sobra o resto do mundo inteiro para plantar, cultivar, fazer o que quiser… temos essa impressão de que o mundo está superpopulado pois nos amontoamos em cidades, mas basta uma simples viagem pelo interior para ver o tanto de espaço livre.
Poxa, nem meus livros de geografia do ensino fundamental falaram disso. Pelo contrário, disseram que existe muito alimento é que se produz cada vez mais só que está mal distribuído. E é claro que ele falou do papel do governo em promover uma distribuição justa dessa produção, mas nada de falar de bomba populacional. Inclusive um dos meu livro de geografia do ensino fundamental criticava Washington pelo”plano secreto” (que já não é secreto) de promover políticas de controle populacional no mundo a fim de evitar que os pobres se multipliquem. E não ficou só no plano. Por outro lado isso foi bom para aqueles que jamais quiseram ter 15 filhos mais não tinha informações sobre como controlar a natalidade. Agora boa parte das pessoas pode decidir se quer ter 15 filhos ou só um ou nenhum. Se dependesse da igreja católica até hoje ninguém usaria nem pílula anticoncepcional. Claro, sexo só se for para procriar. Ridículo.
Falando em política chinesa de um filho por casal, é graças a essa imposição que as feministas chinesas lutam CONTRA o aborto. É que lá é forçado.
o pesadelo do thanos e o mr catra
Uma correção: dizemos que o universo é infinito pois seu tamanho é tão grande que podemos aproximar disso, mas não é realmente infinito, além disso, o fato de o universo se expandir não significa que está sendo criado novos recursos, apenas que o tamanho está aumentando.
“Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico. Até hoje ele continua fazendo previsões apocalípticas, e até hoje a realidade sempre insiste em comprovar como ele sempre esteve espetacularmente errado. O que fazer quando a realidade insiste em contrariar suas previsões? Dobrar a aposta e fingir que não errou, é claro.”
Viu só? Não é apenas no Brasil que isso acontece, nem apenas no campo econômico! Esquerdice é um fenômeno mundial!
“…logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem…”
Mas para isso ocorrer é necessário um mínimo de respeito à vida, à propriedade privada e à liberdade econômica, além de uma cultura que valoriza e promove uma série de virtudes individuais. Portanto, esquerdagem é uma profecia autocumpridora.
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Não me parece razoável afirmar que a capacidade produtiva crescerá “SEMPRE”, no mínimo, na mesma proporção que a população mundial. O infinito é algo que normalmente habita o desconhecido e que, com frequência, após algum amadurecimento da matéria, se revela finito.
Acho bem bizarro categorizarmos a capacidade humana de otimizar processos como “certamente infinita” e, ao questionarmos isso, questionamos a conclusão do artigo.
O artigo vai na conclusão certa, a comparação com o filme super bem vinda e em boa hora mas os argumentos são incompletos e incorrem em conclusões colaterais erradas.
Pra simplificar já queprovavelmente denovo vcs vão apagar, então serei breve. É de fundamental importancia mencionar os ciclos da natureza, praticamente infinitos, o ciclo da água, do nitrogenio, do carbono,etc, etc, eles vão durar tanto tempo quanto vai durar o sol. Ciclos infinitos geram riquezas infinitas, basta a evolução cognitiva e instrumental para se utilizar destes ciclos. Teorias do apocalpse ambiental podem criar bons filmes de ficção. E só.
Mas daí a menosprezar todo o movimento ambientalista são outros quinhentos. Se não fossem eles ainda estariamos comendo merda, vivendo no esgoto, cheirando fumaça, consumindo veneno, só um exemplo recente a nova proposta de lei dos agrotóxicos, um liberô geral, somos o maior consumidor de venenos, muitos deles banidos no resto do mundo.
Olá!
Por favor, podem validar para mim?
Empiricamente eu sempre intuí que a capacidade de produzir do nosso planeta é infinitamente maior do a capacidade de consumir do ser humano, apenas olhando para o Google Earth e comparando as superfícies ocupadas “pela natureza” e “pelo homem”.
Entretanto eu penso sim que a humanidade poderá entrar em colapso, mas não por falta de recursos, mas sim pela falta de governança no modelo vigente.
Para mim são os modelos de extração, produção, transporte, estocagem, consumo e distribuição de renda (dentro das áreas ocupadas por nós neste planeta) que vão ficar incapazes de suportar a população atual, forçando-nos a uma redução “natural” da população, por “inércia do sistema”…. e (para mim) a culpa disso é dos Governos esquerdistas que acham que suas máquinas administrativas têm que ser tão obesas à ponto de consumir mais do que a sociedade produz e de inculcar tanto medo nas populações que eles passem a se preocupar mais em subsistir do que em progredir.
Observe a cultura média dos povos católico-esquerdistas.
Para mim a falência acontecerá nos nossos modelos sócio-econômicos. Concordam?
Espero que o “Recurso Supremo” (~ Julio Simon) consiga superar isso.
Tarde cumpadis!
conta pruceis!
Aqui im casa eu tava veno as coisa iguar esse tar de THANOS!
Acuntece que eu tenho um galinhero, que era inte muito grande pras bichinha que eu tinha.
Tava tudo ino tão bem, as danada, cumia bem o dintirim e tava gorda que dava inte gosto.
Elas comessaro a bota e num parava mais, e depois chocaro aquele monte de fio.
O galinhero fico uma belezura que só. Fiquei filiz demais veno o tanto que as danada reproduziu.
No começo foi bão dimais, vê aqueli tanto de galinha, tudo bunita e sardavi! Ó eu que tive orguio disso!
Mais so que foi ai que o trem desandó!
As bicha reproduziu demais, cumecei a trata delas com coisa mais barata.
Elas cumessaro a imagrece e machuca, porque brigava dimais as danada!
Eu num sabia mais o que fazé!
Foi ai que me veio nas catraca as ideia desse tar que elis chama de titã loco!
Fui inté mais longe, acabei com mais da metade de minhas cabeça de galinha.
E num é que os treim milhorô divera!
As galinha que ficô tao gorda, com ispaço e parece inte mais filiz e produzinho muito.
Ai eu pensei aqui com minhas franela, será que esse smurf que dero muito fermento pra ele tava certo mermo?
sera que o mundo é Iguar meu galinhero e um dia vai inchê tanto que num vai tê mais lugar pra todo mundo?
Mais será mermo que tem um THANOS em cada um de nois, sô?
Vixe vô trata e pica a mula e cassa logo um exorcista que num quero ele ne mim não sô!