Comecemos pelo básico: dizer que a economia é
conduzida pela demanda (gastos) dos consumidores é o equivalente a colocar a
carroça na frente do boi.
O que conduz a economia é a produção. O consumo, por definição, só pode vir depois da produção.
A produção deve necessariamente vir antes do consumo.
Para que eu possa demandar (consumir) algo, eu tenho antes de ter
produzido algo. Se eu não produzo nada que tenha valor no mercado,
não terei renda e consequentemente minha demanda será zero.
A produção, portanto, tem necessariamente de vir
antes da demanda (consumo). A demanda é consequência
da produção, e não a causa dela.
Os
gastos gloriosos
No entanto, não apenas continua popular a tese de
que a economia é conduzida pela demanda, como também é quase que universalmente
aceita a tese de que são os gastos dos consumidores o que gera empregos. Quanto
mais os consumidores gastam, mais empregos são gerados.
Esta tese é ainda mais popular nos meios acadêmicos
porque ela dá suporte à ideia keynesiana de que o governo deve “estimular” a
economia quando há uma recessão, seja por meio de políticas fiscais ou
monetárias. Quanto mais o governo gastar ou quanto mais ele estimular o
endividamento das pessoas (por meio de uma política monetária expansiva), mais
empregos serão gerados.
Em seu cerne, a ideia é que se os gastos em bens e
serviços aumentarem, então mais pessoas serão necessárias para produzir estes
bens e serviços. Consequentemente, mais pessoas terão empregos e ganharão
salários, podendo então comprar mais bens e serviços, criando assim um
moto-perpétuo.
O problema é que, embora esta lógica seja atraente
— porque simplista e de fácil entendimento –, ela se baseia em uma
pressuposição totalmente falsa. Não existe essa relação entre gastos do
consumidor e emprego, a qual os keynesianos juram ser óbvia.
O
primeiro erro
Como explicado acima, tratar a economia como se ela
fosse conduzida pelos gastos é ver a realidade de maneira invertida.
E tal erro é normalmente cometido por quem não
inclui o empreendedorismo em seus
modelos econômicos e desconhece o papel dos empreendedores em uma economia.
Isso é corriqueiro nas modelagens formais do atual ensino da ciência econômica.
Se pensarmos que a economia é algo mecânico,
circular e em constante equilíbrio, então de fato não há motivos para se considerar
a figura do empreendedor. Neste cenário, a economia passe a ser como Hamlet sem o príncipe dinamarquês: um
sistema destituído de atores e de ação.
Sob este prisma, a economia é como uma máquina em
moto-perpétuo, que funciona por meio de gastos que se movem em um fluxo
circular, com recursos homogêneos.
Ou seja, não há uma estrutura do capital complexa,
não há varias etapas de produção, não há preferências temporais. Há
apenas gastos, os quais fazem automaticamente o serviço de “gerar emprego e crescimento”.
Só que tal visão mecanicista da economia é
totalmente irreal. O
mercado é um processo dinâmico, e não apresenta “equilíbrio”.
E o empreendedorismo é a força-motriz deste dinamismo.
O mundo real é dinâmico e está em contínuas
mudanças. E é daí que surgem os empregos.
O
papel do empreendedorismo
Antes da avalanche keynesiana — que se resume a
abolir a visão dinâmica do mercado e a ver toda a economia como um fluxo circular
homogêneo –, os economistas tinham a correta visão
do funcionamento da economia: o que conduz toda a economia não é a demanda e o
gasto, mas sim o empreendedorismo e a produção.
Com efeito, John Stuart Mill, em sua Quarta
Proposição Fundamental sobre o capital, já dissera que “a demanda por
mercadorias não é o mesmo que demanda por mão-de-obra”. Tal constatação é clara
quando se passa a levar em conta a função do empreendedor.
Empreendedorismo é perceber oportunidades que não
estão especificadas nos dados conhecidos por todos. É o ato de ver uma
nova maneira de alocar meios para alcançar um fim. Empreendedorismo não é
apenas tentar melhorar algo que já existe; empreendedorismo é criação. Empreendedores
criam riqueza ao alocar corretamente recursos escassos para usos mais
produtivos. Empreendedorismo, em suma, é descobrir
oportunidades ainda não percebidas de lucro, e agir em cima
dessas oportunidades.
O que fazem os empreendedores? Eles tentam antecipar quais serão as demandas
futuras dos consumidores, e então contratam mão-de-obra, compram maquinário e produzem
bens e serviços de acordo com esta estimativa.
Em outras palavras, eles contratam mão-de-obra e produzem antecipadamente na
esperança de que conseguirão vender, no futuro, estes bens e serviços.
Se irá de fato haver ou não demanda para os bens e
serviços produzidos por este empreendedor é algo que dependerá totalmente dos
consumidores e da maneira como eles irão avaliar os bens e serviços oferecidos
(o preço cobrado está de acordo?). Irá depender também de quais outros bens e
serviços concorrentes os consumidores poderão comprar (e se os preços da
concorrência forem menores e a qualidade maior?). Igualmente relevante é como
será o comportamento futuro dos consumidores, pois em algumas situações eles
preferirão poupar a consumir.
Portanto, eis o que ocorre: primeiro, o empreendedor
tem de antecipar corretamente a
demanda dos consumidores; depois, ele tem de antecipar corretamente qual preço
poderá ser cobrado pelo produto final; finalmente, o
empreendedor tem de ver se será capaz de produzir este bem a um custo
suficientemente baixo, de modo a tornar todo o empreendimento viável.
Em outras palavras, os empreendedores arcam com
todas as incertezas de seu empreendimento. Eles tentam antecipar como os
consumidores irão valorar seus bens e serviços, e, baseando-se nesta
estimativa, eles estimam os preços. Tais preços, por sua vez, irão determinar
se todo o processo de produção será viável ou não. Se o custo operacional for
maior que o preço final estimado, nada feito.
Empreendedores
criam empregos, e o gasto dos consumidores é irrelevante neste processo
O que tudo isso significa é que os empreendedores especulam sobre o futuro, que é quando
irão efetivamente colocar seus bens e serviços à venda. Consequentemente, todo
o investimento para a produção e toda a contratação de mão-de-obra ocorrerá independentemente de haver gastos
no mercado.
Empreendedores não tomam decisões de investimento e
produção baseando-se nos gastos de hoje, mas sim baseando-se em como eles prevêem que será o futuro. A produção é
algo que leva tempo, de modo que as condições vigentes de consumo (os gastos
dos consumidores) quando uma decisão de investimento é tomada não são muito
relevantes, pois elas podem mudar repentinamente. Assim, o que realmente
importa é o futuro: como será o mercado quando o processo de produção estiver
concluído.
Essa constatação solapa completamente as bases da
visão keynesiana da economia, pois, no mundo real, o empreendedor irá empregar
pessoas antes de a demanda ser conhecida
— com efeito, antes até mesmo de a demanda poder
ser conhecida.
Isso vale para qualquer área.
Quando uma incorporadora contrata mão-de-obra e
compra maquinários para fazer a terraplenagem de um local para ali construir um
condomínio ou mesmo um shopping, não houve nenhum gasto do consumidor para gerar
aqueles empregos. A incorporadora apenas estimou a demanda futura para seu
produto final e, com base nessa estimativa, pediu empréstimos, contratou
mão-de-obra, investiu e produziu. Nenhum fluxo de gastos do consumidor criou
aqueles empregos.
Quando uma fabricante de automóveis constrói uma
planta para fabricar carros, nenhum gasto do consumidor gerou aqueles empregos.
Os empregos foram criados com base na estimativa dos empreendedores em relação
à demanda futura.
Quando um comerciante abre uma loja de roupas, ele
contrata vendedores com base na sua estimativa de como serão suas vendas. A
contratação de vendedores ocorre sem que um único centavo dos consumidores
tenha sido gasto. O mesmo raciocínio se aplica a um restaurante e toda a
contração de cozinheiros e garçons.
Portanto, temos que, de início, empregos são criados
sem que tenha havido nenhum gasto dos consumidores. Tudo se baseou na
expectativa dos empreendedores quanto à demanda futura. Quando os consumidores finalmente começam a gastar comprando esses bens e serviços produzidos, os empregos já estavam criados.
Ok. Mas, e depois?
Bom, se o empreendedor fracassar — o que significa
que não houve demanda suficiente para gerar receitas para cobrir os custos –, o empreendimento ainda assim terá empregado
trabalhadores.
É verdade é que se o empreendedor não acreditar que
a situação ruim irá mudar, esses trabalhadores poderão perder seus empregos.
Mas o ponto é que os empregos foram criados independentemente
dos gastos do consumidor.
Por outro lado, se o empreendedor for bem-sucedido
— o que significa que os bens e serviços serão eventualmente vendidos a um
preço que cubra os custos de produção — haverá uma relação entre gastos dos
consumidores (naqueles bens e serviços) e a lucratividade do empreendimento. E
isso é tudo o que pode ser dito ao certo. Não há nenhuma teoria que diga que o
empreendedor irá manter os empregos que ele criou. Ele pode perfeitamente
demitir e automatizar, por exemplo. Ou pode ele próprio assumir as funções do
empregado demitido. O fato é que nada garante que os empregos criados pelo
empreendedor serão mantidos pelos gastos dos consumidores.
Mas, e se a demanda for muito maior que a esperada?
O empreendedor não terá de contratar mais pessoas?
Não necessariamente. Com efeito, o exemplo do
empreendedor bem-sucedido apenas fortalece ainda mais o argumento de que os
gastos em consumo não conduzem o emprego. Se o empreendedor descobre que a
demanda por seus bens e serviços era muito maior do que ele antecipara, isso
não necessariamente irá gerar mais empregos. Não há nada que comprove que um
aumento da demanda fará com que o empreendedor empregue mais trabalhadores.
Para começar, se o empreendedor acreditar que esta
maior demanda irá durar para sempre (o que seria uma mera especulação), ele irá investir em aumentar sua produção. Ele de
fato pode simplesmente redobrar a
aposta no atual processo, contratando mais pessoas, mas o mais provável é que
ele faça investimentos em automação. Volumes de produção maiores fazem com que
seja mais fácil cobrir os custos fixos iniciais do maquinário. E os lucros são
muito mais afetados por custos variáveis, como salários e encargos sociais e
trabalhistas. Ademais, empregar mais pessoas requer mais gastos com o
treinamento de trabalhadores.
Entretanto, mesmo se desconsiderarmos essa
constatação de que máquinas podem substituir a mão-de-obra (pois torna o
trabalho mais produtivo), e assumirmos que o empreendedor irá simplesmente
dobrar a aposta no processo de produção inicial e contratar mais mão-de-obra, ainda assim a visão keynesiana de que a
demanda gera empregos não se sustenta: afinal, a contratação de mais
mão-de-obra e o investimento para aumentar a produção ainda continuam ocorrendo
em antecipação à demanda futura — e
não em resposta à demanda atual.
Um eventual aumento na demanda hoje não
necessariamente será duradouro. Pode acabar amanhã, pode acabar mês que vem, ou
ano que vem. Impossível saber. Consequentemente, qualquer decisão de contratar
mais mão-de-obra hoje será meramente uma especulação
em relação à demanda futura.
Conclusão
Quem cria empregos são empreendedores e
investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à
demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro).
Simplesmente não há como escapar do fato de que a
produção precede o consumo. E isso é algo fundamental: o empreendedor incorre
em sua produção e contrata mão-de-obra antes de saber se será capaz de vender
os bens e serviços produzidos.
O eventual gasto dos consumidores naquele bem ou
serviço produzido ocorrerá após a
produção e a geração de empregos, e não o contrário. O gasto
dos consumidores não cria empregos para as pessoas. O que cria empregos são o
investimento e a produção feitos pelos empreendedores.
Não faz nenhum sentido pensar que gastos dos
consumidores precedem a produção e o emprego. Reduza a economia a apenas duas
pessoas e veja se seria possível o gasto de A causar a produção feita por B.
_____________________________________________
Leia
também:
O consumismo não gera
crescimento econômico – e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana
Por que uma sociedade
poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece
Não faz sentido estimular a
demanda e o consumo; a encrenca sempre foi a produção

Na verdade, qualquer empreendedor minimamente capaz sabe disso. Apenas economistas acadêmicos (majoritariamente keynesianos) que nunca gerenciaram uma carrocinha de pipoca é que não sabem.
Quando você abre uma sorveteria self-service (meu caso) e contrata funcionários, você faz tudo isso de maneira puramente especulativa. Você não faz a mínima ideia de se haverá qualquer demanda e nem mesmo se o preço que você vai cobrar será aceito pelas pessoas. É tudo na base da estimativa.
Aí, quando você abre o estabelecimento e o primeiro cliente chega pra comprar o primeiro sorvete, os empregos já foram criados.
Se por acaso a demanda for boa e você decidir contratar mais pessoas, ainda assim sua decisão de contratar mais será meramente especulativa. Você está tomando por base o cenário atual de boa demanda e especulando que ele continuará assim no futuro. Aí você contrata mais pessoas. Mas tudo é na base da pura especulação. Se você estiver errado e a demanda não se concretizar, você ainda assim terá criado empregos (que durarão pouco). Se você estiver certo e a demanda se concretizar, você criou empregos baseado em uma especulação que se provou correta no futuro.
Leandro em OFF
Pelo sistema de reservas bancárias e compulsórios, o saldo em conta corrente bancário poderia ser considerado um ativo do ponto de vista do cliente? Do banco eu imagino que seria um ativo.
Basta o governo liberar crédito que famílias incautas sem nenhuma instrução financeira o tomam acima de suas possibilidades para consumir, os empreendedores que já atuam no mercado notarão o aumento no faturamento e reforçarão a produção.
O objetivo disso tudo não é progredir nada, é só fazer a economia parecer boa, melhorar o bem estar momentaneamente para conseguir votos.
Pobre nasceu para trocar voto por migalha, a classe média para pagar a conta e os outros para comandar, há uns liberais revoltados no meio por aí mas não têm poder de nada, maioria é funcionário público colaboracionista, economistas de pouca expressão ou da classe média cheio de boletos para pagar.
Capitalismo é o oposto de consumismo. Aqueles que crêem que o capitalismo se sustenta sobre o consumismo desconhecem a própria raiz da palavra “capitalismo”. Capitalismo advém de capital. Capitalismo é acumulação de capital. E capital é aquela fatia do nosso patrimônio que aumenta a nossa riqueza futura. Capital é toda a riqueza acumulada — que pertence a empresas ou a indivíduos — e que é utilizada para o propósito de se auferir receitas e lucros futuros.
Capital, em suma, é aquilo que cria riqueza futura para nós mesmos e para o resto da sociedade.
Para acumular capital é necessário poupar. E para poupar é necessário restringir o consumo.
O capitalismo não depende do consumo, mas sim da poupança. Uma sociedade que consome 100% da sua renda será uma sociedade nada capitalista. Não haveria um único bem de capital existente: não haveria moradias, não haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte, não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não haveria laboratórios, não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não haveria universidades, não haveria nada.
Simplesmente, todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma sociedade consome 100% da sua renda, ela não produz nenhum outro bem que não seja de consumo imediato.
Por tudo isso, sociedades ultra-consumistas são necessariamente sociedades de subsistência. Uma tribo africana consome 100% de sua produção (renda). Como não consegue poupar, não consegue acumular capital. Sem capital acumulado, não consegue aumentar sua produtividade. Sem aumento de produtividade, não sai da pobreza. Nada é mais anti-capitalista que uma sociedade ultra-consumista.
Sobre o “até os empreendimentos que fracassam geram empregos”:
“You're right, I did lose a million dollars last year. I expect to lose a million dollars this year. I expect to lose a million dollars next year. You know, Mr. Thatcher, at the rate of a million dollars a year, I'll have to close this place in… 60 years.” – Citizen Kane
Muito obrigado pelo artigo! Esclareceu uma dúvida que eu sempre tive e com explicação cristalina.
Se os gastos dos consumidores geram empregos eu não sei. A decisão de contratar alguem de fato cabe ao empreendedor.
Mas tomemos como exemplo a sorveteria do Carlos. Se ele observar que a loja está consistentemente cheia, esta observação irá influenciar a sua decisão relativa a reposição dos estoques. Ou seja, se ele observar que o movimento da loja está aumentando nos finais de semana e pode faltar produto porque o fornecedor dele não faz entrega nestes dias, pode decidir comprar um pouco mais produto.
Uma empresa que planeja aumentar a produção toma esta decisão com base na sua estratégia e seu planejamento de negócios, decisão esta que tem sempre um componente especulativo sobre o futuro mas também leva em consideração a demanda presente e histórica.
No caso de produtos ou serviços novos, para os quais não há histórico, empresas rotineiramente fazem uso de mercados de teste, para avaliar a demanda, antes de partir para um investimento e uma expansão em maior escala.
Ê certo que empreendedores que estão na fronteira da inovação assumem um risco maior sobre a demanda futura mas, mesmo nestes casos, há um mínimo de planejamento que leva em conta a demanda observada no presente.
Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro) e de acordo com suas observações sobre a demanda presente e passada.
Eu sei que é meio off, mas o instituto parou de traduzir livros?
Algum motivo específico?
O mero instrumento do consumo é uma percepção de comprar necessariamente aquilo que não lhe irá agregar mais ou menos do que um produto similar com preços inferiores, o caso da Apple é um bom exemplo argumentativo que a burguesia inventa essa necessidade de consumo de seu produto para lhe conferir status, portanto temos hoje uma sociedade se desvirtuando dos valores tradicionais. Seja qual for a sua cultura, sua religião, é visível o perigoso aumento da caracterização individualista e egoísta da sociedade, hoje em dia, é mais importante ser socialmente aceito nas redes sociais do que buscar (e ter) a própria felicidade do convívio natural e pessoal, na URSS, pessoas queriam ser astrólogas, cosmonautas, cientistas, na Rússia de hoje querem apenas a carreira profissional que lhe dá mais dinheiro, essa cultura egoísta, centrada na valorização do status, ou a tão celebrada ostentação, como gostam de chamar, plantou a semente do endividamento na mente de pessoas que possuem a necessidade de se mostrarem melhores, ou mais importantes, do que as outras, o consumismo é uma realidade. Vocês do IMB são grandes culpados por essa semente que foi plantada na sociedade e que hoje são colhidas e instaurou esse mundo onde a super valorização do status é mais importante do que ter uma carreira profissional que lhes traga felicidade, ao invés do egoísmo individualista implementado no mundo atual sob a camuflagem de capitalismo.
“Consumismo é o ato de comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que você não é.”
Na URSS, os jovens queriam ser astronautas, cientistas espaciais, por isso a União Soviética foi a verdadeira ganhadora da Guerra Fria se tornando pioneiros na exploração espacial, os grandes avanços conquistados pela humanidade no século passado se devem aos soviéticos, portanto nada mais justo do que condecorar o comunismo em detrimento do capitalismo na vitória da Guerra Fria.
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/por-que-a-uniao-sovietica-foi-a-verdadeira-ganhadora-da-corrida-espacial-e-nao-os-eua.ghtml
Karl Marx é filósofo e escritor, e não foi refutado pelo Mises.
No Brasil não fazemos uma coisa e nem outra.
Se aumenta o imposto sobre o consumo, mais sindicatos, juízes trabalhistas.
No final vale mais a pena montar uma fábrica na China ou Paraguai.
se não há consumo de um determinado produto, porque alguem iria continuar a produzi-lo. quem determina o preço de um prduto é o comsumidor, se ele acredita que o produto não vale o preço ou que ele é inrelevante, o produto saiu do mercado e sua produção acaba
Sei que não é o assunto, mas alguém poderia recomendar um artigo com o assunto sobre privatização de escolas em uma sociedade livre, e como faria- mos com os mais pobres que não tem condições de pagar para estudar?
discordo do texto, iclusive no trecho que fala que o consumo é consequencia da produção, errado, se algo não irá ser consumido por que não gera interese então porque ele será produzido. se não um mau empreendedor que erra em sua estimativas ou melhor faz estimativas corretas mas fatores externos mingua a renda do trabalhador, então logicamente o consumidor perder seu poder de compra e não consome, o que faz a produção cair,
no entanto se o consumo aumenta a produção tanbem aumenta para suprir a demanda, empregos são gerados porque é nescessario um contigente maior de pessoas para produzir um quantidade maior de determinado produto , isso aumenta os empregos, as pessoas receebem um salario e ganham poder de compra o que ocasionalmente ganham poder de compra.
se eu tenho uma fabrica de doces e um ano meu faturamento dobra, e as encomendas aumentam de tal forma que as pessoas que contratei não são suficientes para suprir essa nescessidade, logicamente terei que contratar mais pessoas pois o consumo aumentou, os primeios empregos não fora gerados a partir do consumo, mas quando este aumenta, os empregos adicionais são sim decorrencia do consumo.
em outro paralelo, se o consumo cai, é irrelevante manter tantos empregos pois os bens produzidos não geram lucro para pagar seus salarios, sendo assim, acarretará ou a diminuição da produção o demissão de varias pessoas que sem emprego, não terão salario e portanto poupam em ves de consumir.
produção e consumo não são valores que se sobrepõe, são valores que se complementam e que coexistem
Na abertura de um empreendimento, tenho que concordar que o processo todo se resume a especulação,embora em muitos casos consistente,mas o empresário investe capital em toda a estrutura do estabelecimento sem certeza absoluta.
Eu entendo o aforisma “consumo gera empregos” da seguinte forma: se os empresários percebem uma boa recepção de seus produtos no mercado, não só possuem provas as quais indicam sucesso em ampliar a produção, como também dispõem de capital para isso. Nesse caso, o consumo teria impacto indireto na ampliação de unidades produtivas e, portanto, na geração de novos empregos.
A questão é que esse raciocínio se torna obsoleto a partir da Revolução Técnico-Científica-Informacional, pois pode-se ampliar a produção através da automação (vide fábricas da lego na Dinamarca), gerando desemprego estrutural.
O IMB não acha uma boa enfiar na cabeça do Bolsonaro e Dória as ideias desse site antes das eleições?
https://exame.abril.com.br/brasil/sem-lula-no-pareo-bolsonaro-lidera-intencao-de-votos-para-2018/
https://www.oantagonista.com/brasil/agenda-de-bolsonaro-nos-eua/
Resumindo: empreendedorismo GERA empregos, gastos os MANTÉM.
O que mais vejo é gente afundando em grandes financiamentos imobiliários e de veículos no brasil, não sabem sequer calcular os juros do financiamento, coisa que se pode fazer fácil com aplicações gratuitas na internet. As financeiras aproveitam da ignorância da grande maioria para cobrar juros abusivos e faturar alto, enquanto outros se endividam pelo resto da vida.
Pergunta: Se um determinado nicho de mercado é controlado por um monopólio que institui preços altos, outras pessoas criarão empresas de tal forma a se aproveitar dos altos preços para conseguir lucros. A criação de tais empresas aumentam a concorrência e fazem com que o preço de tal produto diminua, diminuindo assim a taxa de criação de empresas neste nicho… As empresas (e empregos) criadas inicialmente não foram geradas por consequência dos preços iniciais, isto é, pela demanda?
“Para que eu possa demandar (consumir) algo, eu tenho antes de ter produzido algo. Se eu não produzo nada que tenha valor no mercado, não terei renda e consequentemente minha demanda será zero.”
Discordo! É perfeitamente possível demandar antes de produzir. Como? Via endividamento. É por isso que governos intervencionistas estimulam o crédito artificial.
Mas é claro que com o endividamento as pessoas pagam mais caro e assim na prática empobrecem. E também é claro que quando o endividamento atinge certo patamar da renda, as pessoas param de consumir e passam a apenas pagar dívidas, gerando recessão. Mas isso se resolve com mais estímulos governamentais!
(O meu comentário irônico foi apenas para enfatizar que o artigo fala do crescimento saudável e sustentável, que gera enriquecimento genuíno.)
* * *
Perai… mas pra abrir um negocio, o cara “faz emprestimos e investe”. Se ele investe, de onde veio esse dinheiro que ele esta investindo (digamos, suas economias) se não de um fluxo de lucro/consumo?
“Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro).”
Deixa eu ver se eu compreendi agora: Se um empreendedor abre um negócio e, por falta/baixa demanda aquele negócio fecha, empregos e investimentos são perdidos, etc. Não devemos culpar a demanda/falta de consumo em si. Mas o empreendedor que errou ao investir em um negócio que não está sendo demandado?
Ex bem bizarro: Um empreendedor abre uma loja que vende remédios que foram feito para casuar impotência sexual, esse negócio quebra, não por causa do consumo em si, mas porque obviamente esse produto nunca será demandado. kkk
“ Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro).
Simplesmente não há como escapar do fato de que a produção precede o consumo. E isso é algo fundamental: o empreendedor incorre em sua produção e contrata mão-de-obra antes de saber se será capaz de vender os bens e serviços produzidos.
O eventual gasto dos consumidores naquele bem ou serviço produzido ocorrerá após a produção e a geração de empregos, e não o contrário. O gasto dos consumidores não cria empregos para as pessoas. O que cria empregos são o investimento e a produção feitos pelos empreendedores. ”
Antes de ter lido o trecho acima, eu argumentaria na minha ignorância:
Eu abro uma pequena sapataria e contrato 03 funcionários. Se cada vez mais muitas pessoas comprarem sapatos na minha sapataria, logo terei que expandir os negócios e contratar mais funcionários = empregos.
Agora penso diferente: Ao abrir a empresa eu dei aqueles empregos, se o meu negócio tivesse falido seria porque, eu não entendi os sinais enviado pelo mercado, e por outros motivos exteriores…impostos, regulação excessiva..etc
Uma pessoa que abre mais um restaurante na praça, seria menos empreendedor do que aquele que teve a ideia do iFood ou do dlivery?
Não caiam nessa. Contra ataquem isso. Investiguem a fundo e passem adiante se for verdade.
Algumas pessoas estão esperando que o golpe do Monkey Pox (Varicela do macaco)funcione exatamente como o COVID (com bloqueios e mandatos de vacina para empregos e locais). Isso é um erro. O inimigo ajustou sua estratégia. Muitos serão pegos de surpresa.
Em vez dos bloqueios e mandatos gerais que vimos durante a covid, desta vez eles rastrearão e rastrearão extensivamente; visando indivíduos e seus contatos com longas quarentenas e vacinação em “anel”. A psicologia usada será formidável e muito mais difícil de resistir. Muitos que se recusaram a obedecer na primeira rodada desistirão.
A vacinação em “anel” significa que qualquer pessoa apanhada em seu rastreamento de contatos será detida por equipes especialmente treinadas, isoladas e pressionadas / forçadas a tomar a vacina. Em alguns países, a força será usada desde o início, mas mesmo em jurisdições onde não é legalmente obrigado a cumprir a pressão que essas equipes aplicam será extrema. As longas quarentenas adicionarão um incentivo adicional para ceder. Quando a única maneira de evitar prisão domiciliar prolongada (e eventualmente campos de quarentena) é aceitar a picada, o cumprimento pode ser alcançado sem mandatos gerais (embora possamos vê-los em algumas jurisdições).
Esse direcionamento e isolamento de indivíduos é nefasto por várias razões. Embora os mandatos gerais e os bloqueios tendam a evocar indignação generalizada, eles sabem que as pessoas não vão às ruas em massa se não forem pessoalmente afetadas no momento. Eles pretendem pegá-lo um de cada vez, começando pelo menos resistente. É por isso que eles estão focados na comunidade gay no ato de abertura. A comunidade gay é predominantemente de esquerda. A maioria desse grupo demográfico aceitará a vacina sem hesitação, assim como a maioria das pessoas em seus círculos sociais. Isso permitirá que o inimigo resolva os problemas do sistema antes de abordar os causadores de problemas.
Alguns de vocês podem estar se perguntando como eles serão capazes de levar essa palhaçada a tais extremos. Afinal, Monkey Pox é muito leve e dura apenas algumas semanas. No entanto, já está sendo cultivada a narrativa de que há algo incomum sobre essa cepa em particular(e aparentemente há mesmo,50 mutações). Está “se espalhando” mais rápido do que as variantes anteriores, e alguns dos sintomas são incomuns. Aqueles de vocês que estão prestando atenção sabem que esta é uma cobertura para os efeitos colaterais da vacinação contra o COVID-19. Há uma infinidade de problemas de pele auto-imunes que se parecem com varíola e, com o sistema imunológico dizimado, os vacinados estão experimentando um ressurgimento de vírus latentes(como herpes zoster,conhecido também como cobreiro,sendo um dos sintomas mais comuns). Como o diagnóstico se resume a um teste de PCR fraudulento, tudo isso pode ser atribuído ao Monkey Pox.
Aqui é onde fica desagradável. Os efeitos colaterais de longo prazo das vacinas iniciais de COVID estão apenas começando a se revelar, e todas as causas de mortalidade entre os vacinados já estão se tornando impossíveis de esconder. O que isso significa é que, enquanto o COVID começou como uma gripe forte e terminou como um resfriado leve, Monkey Pox parecerá estar evoluindo para algo absolutamente horrível. As pessoas vão ficar doentes e continuar doentes. Outros morrerão de repente. O medo que isso gerará (e a psicose em massa resultante) fará com que você sinta falta dos bons velhos tempos do COVID.
A escassez de alimentos e energia que estão começando ao mesmo tempo são uma parte importante da equação. O racionamento não só dará muito mais poder aos que estão no poder, como a desnutrição e o frio também enfraquecerão fisicamente a população e a tornarão mais suscetível a doenças. Apagões de eletricidade e internet tornarão muito mais difícil organizar a resistência e fornecerão cobertura para os piores abusos.
http://www.google.com.br/amp/s/www.canalrural.com.br/noticias/economia/ipca-15-de-agosto-deve-ser-de-075-avalia-banco-original/amp/?espv=1
Demanda é ativa, oferta é passiva.
No capitalismo quem manda é o consumidor. Logo se os consumidores querem queijo e os produtores produzem jilo, entao o jilo encalha e a economia deprime. Os ofertantes demitem e tem menos renda na economia.
Se os ofertantes resolvem obedecer os consumidores, então volta a ter venda, os produtores conseguem pagar os salários e a economia floresce.
Óbvio, não existe economia sem oferta. Também não existe economia sem demanda. Mas QUEM MANDA é a demanda. Ponto final.
Logo, ter oferta não é condição suficiente, pois pode se ofertar o que os consumidores não querem. Ter demanda É CONDIÇÃO SUFICIENTE pois a oferta necessariamente vem a reboque.
Com a oferta a demanda NÃO VEM A REBOQUE.
Demanda manda. Põe as regras.
Oferta obedece. Segue o que a demanda quer.
Daí falarem tanto do conceito de demanda efetiva
Mas para os empreendedores empreenderem, é necessário haver DEMANDA. Se não há demanda, não só ninguém empreenderá, como também os poucos empreendedores vão embora.
Mais um decreto para redução do ipi
http://www.google.com.br/amp/s/www.infomoney.com.br/economia/publicado-decreto-para-reonerar-ipi-de-produto-fabricado-na-zona-franca-de-manaus/amp/?espv=1.
Sou um produtor de carros.
Vendo 100 carros por mês.
1.1 – Se eu sinto que as pessoas têm gostado mais de andar de moto, eu aumento ou diminuição a produção?
1.2 – Se eu sinto que cada vez mais as pessoas precisam do carro pra se locomover, eu aumento ou diminui a produção?
Respondam honestamente e verão a mágica da mudanca de opinião ocorrer.
2.1 – Compro 1 kg de carne por semana. Se eu for no mercado e vir que estão com o dobro de carne nas gôndolas, eu aumento (ou dimunuo) meu consumo de carne?
2.2 – Se eu vir no mercado metade das carnes sendo ofertadas, eu aumento (ou diminuo) meu consumo de carne?
É tão difícil ver que demanda é o que comanda tudo???
Guedes defende o fim do ipi
http://www.google.com.br/amp/s/agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-08/ministro-da-economia-defende-fim-do-ipi%3famp?espv=1
O que de fato determina que um empreendedor será bem-sucedido e outro não?
No exemplo de uma incorporadora tomando todo o risco na construção de um empreendimento imobiliário não é bem verdade. A opção de o consumidor comprar o imóvel na planta é justamente para empresa ter mais dinheiro em caixa para pagar os trabalhadores, empregos diretos, fornecedores, empregos indiretos. Mesmo assim o empreendimento corre o risco de não ser concluído com a quebra da empresa. Pergunte a qualquer construtor que seja dono de uma construtora se ele construiria qualquer coisa com a mentalidade de "se vai entrar dinheiro de compra havendo demanda antes da produção é irrelevante". Impossível isso. A não ser que… haja uma lavanderia de roupas por perto.
Brasil cresceu bem em dados do último trimestre medido (segundo trimestre).
Coisas que me chamaram a atenção:
– O desempenho bom dos Países Baixos;
– Essas altas no PIB turco se devem ao expansionismo do banco central? Porque o país está praticamente numa hiperinflação;
– Bom comportamento na economia sueca;