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Por que o socialismo sempre se transforma na doença que pretende curar

Como um
radicalismo revolucionário se transforma em um esclerosado e estagnado sistema
baseado no poder, no privilégio e no esbulho, gerenciado por burocratas
socialistas dotados de interesse próprio?

O grande
sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) apresentou uma compreensão da evolução
dos regimes socialistas no século XX. Em seu monumental tratado, publicado
postumamente, intitulado Economia e Sociedade (1925), ele define um líder carismático como sendo aquele
que se destaca em meio à massa comum por causa de um elemento específico de sua
personalidade: ele possui uma rara qualidade intelectual que lhe permite ver
aquilo que outros homens comuns não enxergam e entender aquilo que seus
semelhantes não conseguiram.

Este
indivíduo, em suma, é visto como alguém dotado de poderes e qualidades
excepcionais.

Porém,
sua autoridade, explica Weber, não advém do fato de terceiros reconhecerem seus
poderes intrínsecos. Seu senso de autoridade e objetivo vem de dentro: ele sabe ser o detentor de uma verdade, a
qual ele tem a missão de revelar a todos, pois ele sabe que a revelação desta
verdade irá libertar seus conterrâneos. E quando a massa percebe toda a
certeza, sabedoria e segurança deste homem, torna-se óbvio e inevitável que ela
deve seguir sua liderança.

Vladimir
Lenin (1870-1924) certamente se encaixava nesta descrição. Embora muitos que o
conheceram ressaltaram sua indefinível e até mesmo nada atraente aparência
física, a maioria fez questão de enfatizar sua determinação e sua crença
inflexível de estar em uma “missão”, em relação à qual ele tinha a mais
absoluta confiança e inabalável determinação. Devido a essa sua postura
decidida e nunca vacilante, todos os outros se sentiam magnetizados por ele e
prontamente aceitavam sua liderança e autoridade.

Em torno
de Lenin, o carismático, havia todo um séquito de discípulos e camaradas que
igualmente se consideravam adeptos de um chamamento. Eram os ‘escolhidos’. E se
viam como servindo à mesma missão: a promoção da revolução socialista. Como
disse Weber:

O grupo que se sujeita à autoridade do
carismático se baseia em uma forma emocional de relação comunal. […] O grupo
é escolhido em termos das qualidades carismáticas de seus membros. O profeta
tem seus discípulos. […] Há um “chamado” feito pelo líder, o qual se baseia
nas qualificações carismáticas daqueles que ele convoca.

O grupo
“escolhido” renuncia (ao menos em princípio) às tentações materiais das
circunstâncias mundanas, pois o objetivo de sua “missão” é exatamente derrubar
e destruir essas tentações materiais. Com efeito, isso também marcava o estilo
de vida conspirador, secreto e algumas vezes espartano dos revolucionários
marxistas. Max Weber explicou:

No início da revolução, não há coisas como
salários e benefícios. Os discípulos e seguidores tendem a viver basicamente em
uma relação comunista com seu líder. […] Puro carisma. […] O grupo desdenha e
repudia a exploração econômica da renda assalariada, embora tal postura seja
muito mais um ideal do que um fato. […] Por outro lado, a ‘pilhagem’, seja ela
obtida pela violência ou por outros meios coercitivos, é a outra forma típica
de como o grupo se financia.

Porém,
tão logo o carismático e seus seguidores chegam ao poder, ocorre uma
transformação em seu comportamento e em seu relacionamento com o resto da
sociedade. Agora, passa a ser impossível para esse grupo se manter isolado das
questões mundanas da vida diária. Com efeito, se eles não lidarem com estas
questões, seu poder sobre a sociedade estará ameaçado de desintegração. Assim,
lentamente, aquele fervor que caracterizava a missão ideológica e a camaradagem
revolucionária começa a morrer. Disse Max Weber:

Somente os membros de um pequeno grupo de
fervorosos e entusiasmados discípulos e seguidores estarão preparados para
dedicar suas vidas à sua vocação ideológica da maneira mais pura e idealizada.
Já a grande maioria dos discípulos e seguidores irá, no longo prazo, voltar a
‘ganhar a vida’ de uma maneira mais material. Consequentemente, eles irão se
preocupar apenas em se apropriar totalmente do poder e dos controles e
vantagens econômicas que ele oferece. E a entrada de novos seguidores no grupo
passará a ser estritamente regulada. Assim, forma-se uma casta privilegiada.
[…]

Consequentemente, no corpo político já
concretizado, os membros, funcionários e detentores de benefícios passam a ser
diferenciados dos ‘pagadores de impostos’. Os primeiros, em vez de serem
‘seguidores’ do líder, se tornam funcionários do estado e são nomeados membros
do partido. […] Com o tempo, o grupo carismático tende a se metamorfosear em
uma forma típica de autoridade, mais especificamente, a autoridade burocrática.

Nesta
análise de Max Weber é possível ver o esboço daquele processo histórico por meio
do qual um bando de marxistas revolucionários, convencidos de que viram os
rumos da história de uma maneira que outros mortais não viram, passam se
enxergar a si próprios como os parteiros daquela história que só eles viram. E
o fazem por meio de uma violenta revolução.

Porém, à
medida que as brasas da vitória socialista vão arrefecendo — como na Rússia
após a Revolução de 1917 e a sangrenta guerra civil de três anos que se seguiu
–, os revolucionários têm de se voltar para as questões mundanas de como
“construir o socialismo”. E construir o socialismo significa a transformação
total da sociedade. E a transformação da sociedade significa controlar,
supervisionar e ordenar absolutamente tudo.

O interesse próprio e a nova “sociedade de
classes” do socialismo

E foi
assim que nasceu, na nova União Soviética, aquilo que viria a ser chamado de Nomenklatura.

Começando
em 1919, o Partido Comunista implantou o procedimento de criar listas de cargos
e posições burocráticas a serem preenchidos por meio de nomeações oficiais, bem
como listas de pessoas que poderiam se qualificar para serem promovidas a estas
posições mais elevadas de autoridade.

Assim
surgiu a nova classe dominante sob o socialismo.

Ministérios
tinham de ser criados e ocupados. Cargos partidários tinham de ser preenchidos.
Indústrias estatizadas e fazendas coletivas precisavam de gerentes para
supervisionar a produção e garantir que as metas estabelecidas pelo
planejamento central seriam cumpridas. Redes de distribuição estatal tinham de
ser implantadas. Sindicatos precisavam ser controlados por membros fieis ao
Partido. E a mídia precisava de editores e repórteres que publicassem estórias
e propagandas sobre os grandes progressos e vitórias obtidos pelo socialismo nessa
nova e gloriosa sociedade coletivista, na qual o novo Homem Soviético estava
sendo criado.

Porém, contrariamente
às promessas de se criar um “novo homem” a partir dos escombros da velha ordem,
o exato oposto ocorreu. À medida que a economia socialista ia sendo construída,
toda a imutável natureza humana inevitavelmente passou a se manifestar: o
interesse próprio, a busca por oportunidades de ganhos, a procura por maneiras
de melhorar a própria vida e a de seus familiares e amigos. Tudo isso gerou
tentativas generalizadas de se conseguir o controle das mercadorias e recursos
escassos “socializados” com o intuito de obter ganhos pessoais dentro dos
labirintos e redes da burocracia soviética.

E dado
que o estado havia declarado ser o único proprietário de todos os meios de produção,
não foi nenhuma surpresa que, à medida que os anos e então as décadas iam se
passando, cada vez mais pessoas foram se tornando membros da Nomenklatura e também
de suas posições diretamente subordinadas: esse era o único caminho para uma
vida mais próspera e agradável. Ao final, o estado socialista não transformou a
natureza humana; a natureza humana encontrou maneiras de usar o estado
socialista para seus próprios fins.

O sistema
de privilégios e corrupção que o socialismo soviético criou foi claramente explicado
por Boris Yeltsin (1931-2007), o membro do Partido Comunista da Rússia que,
mais do que vários outros, ajudou no fim da União Soviética
e na criação de uma Rússia independente em 1991
. Em seu livro Against
the Grain
(1990), Yeltsin explicou:

A ração fornecida pelo Kremlim, uma distribuição
especial de produtos inalcançáveis para a população geral, é conseguida pelo
alto escalão pela metade do seu preço normal, e consiste de alimentos da mais
alta qualidade. Em Moscou, um total de 40.000 pessoas usufruem o privilégio
destas rações especiais, em várias categorias de quantidade e qualidade. Há seções
inteiras da GUM
— a enorme loja de departamentos localizada na Praça Vermelha de fronte ao
Kremlim — fechadas ao público e reservadas especialmente para o alto escalão da
elite. Já para os funcionários do segundo e do terceiro escalão, há outras
lojas exclusivas. Todas elas são rotuladas de “especiais”: armazéns especiais, lavanderias
especiais, policlínicas especiais, hospitais especiais, casas especiais, e serviços
especiais. Que uso mais cínico da palavra!

A tão prometida
“sociedade sem classes”, em que haveria igualdade material e social, foi, com
efeito, o mais granulado sistema de poder e privilégio hierárquicos já criado. Suborno,
corrupção, conexões e favorecimentos permeavam todo o tecido da sociedade
socialista soviética. Dado que o estado detinha, produzia e distribuía absolutamente
tudo, as pessoas tinham de ter “amigos”, ou amigos que conheciam as pessoas
certas, ou que sabiam a pessoa certa a quem você deveria se apresentar e mostrar
o quão agradecido ficaria em troca de um suborno ou de favores recíprocos. Tudo
isso era necessário para obter acesso a algo que era impossível de ser obtido
por meio dos canais normais da rede de distribuição centralmente planejada para
“as massas”.

E por
cima de todo este sistema socialista de poder, privilégio e esbulho liderado
pelo Partido Comunista estava a polícia secreta soviética, o famoso o KGB (Komitet
gosudarstvennoy bezopasnosti, ou Comitê de Segurança do Estado), espionando,
vigiando, ameaçando e denunciando toda e qualquer pessoa que ameaçasse ou
questionasse a propagando ou o funcionamento do “paraíso dos trabalhadores”.

Contradições e o fim do socialismo soviético

Não é
nenhum exagero dizer que tudo aquilo que os marxistas diziam ser a natureza do
sistema capitalista — a exploração de muitos pelos poucos privilegiados; uma
brutal desigualdade de riqueza e de oportunidade devido simplesmente a um
arranjo artificial de controle dos meios de produção; a manipulação da realidade para fazer com que a escravidão parecesse liberdade — era, na verdade,
a natureza e a essência do socialismo soviético. Que maneira mais deturpada e
pervertida de deformar a realidade através de uma lente ideologicamente
distorcida.

Tudo isso finalmente acabou em 1991, quando os privilégios,
as pilhagens e a brutal pobreza do “socialismo verdadeiro” tornaram o sistema soviético
insustentável. Com efeito, à época, já era praticamente impossível encontrar alguém
em qualquer canto da sociedade soviética que ainda acreditasse na “falsa consciência”
da propaganda socialista. A União Soviética havia chegado ao beco sem saída da falência
ideológica e da ilegitimidade social. A “super-estrutura” do poder soviética havia
colapsado. (Veja meu artigo “Há exatos 25 anos
presenciei o fim do regime soviético
“).

Em 1899, o psicólogo social francês Gustave Le Bom
(1841-1931) analisou o então crescente movimento socialista do final do século XIX
e escreveu o seguinte lamento em seu livro A
Psicologia do Socialismo
:

Ao menos uma
nação terá de sofrer para servir de instrução ao mundo. Será uma daquelas lições
práticas que, sozinhas, poderão iluminar as outras nações que alegremente
acreditam nos sonhos de felicidade prometidos pelos sacerdotes da nova fé [socialista].

Não somente a Rússia,
mas também vários outros países no Leste Europeu, na Ásia, na África e, até
hoje, na América Latina foram e estão sendo obrigados a fornecer ao mundo esta “lição
prática” de tirania política e de desastre econômico que só uma sociedade
socialista, especialmente em sua versão marxista, pode criar.

Atualmente, a Venezuela fornece este
exemplo diariamente, em tempo real. E, contrariamente ao sistema soviético, que pôde durar muito tempo
porque tinha vários países-satélites cujos recursos podiam ser explorados
,
o socialismo venezuelano não tem essa “facilidade”, de modo que o sofrimento e
empobrecimento de seus cidadãos é muito mais rápido e bem mais intenso.

Conclusão

O socialismo serve como
uma apavorante demonstração prática das desastrosas consequências que surgem
quando uma sociedade abandona completamente a filosofia política do liberalismo
clássico, o sistema econômico de livre mercado, e um arranjo institucional em
que a natureza humana (inatamente egoísta) atua dentro de um arcabouço social
baseado em associações voluntárias e transações comerciais pacíficas.

Neste centésimo
aniversário da Revolução Russa, que a esperança seja a de que a humanidade já tenha
aprendido com este erro trágico, e perceba e aceite que somente as liberdades
individual e econômica podem criar a justa, boa e próspera sociedade que a
humanidade pode e deve ter.

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Leia também:

O socialismo
inevitavelmente requer uma ditadura

O socialismo
necessariamente requer métodos brutais para ser implantado

A defesa do socialismo é,
inescapavelmente, uma apologia da violência

Se o socialismo é
economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo?

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49 comentários em “Por que o socialismo sempre se transforma na doença que pretende curar”

  1. O ideal socialista é, em essência, a atenuação ou eliminação das diferenças de poder econômico por meio do poder político.

    Mas ninguém pode arbitrar eficazmente diferenças entre o mais poderoso e o menos poderoso sem ser mais poderoso que ambos: o socialismo tem de concentrar um poder capaz não apenas de se impor aos pobres, mas de enfrentar vitoriosamente o conjunto dos ricos.

    Não lhe é possível, portanto, nivelar as diferenças de poder econômico sem criar desníveis ainda maiores de poder político. E como a estrutura de poder político não se sustenta no ar mas custa dinheiro, não se vê como o poder político poderia subjugar o poder econômico sem absorvê-lo em si, tomando as riquezas dos ricos e administrando-as diretamente.

    Daí que no socialismo, exatamente ao contrário do que se passa no capitalismo, não haja diferença entre o poder político e o domínio sobre as riquezas: quanto mais alta a posição de um indivíduo e de um grupo na hierarquia política, mais riqueza estará à sua inteira e direta mercê: não haverá classe mais rica do que os governantes.

    Logo, os desníveis econômicos não apenas terão aumentado necessariamente, mas, consolidados pela unidade de poder político e econômico, terão se tornado impossíveis de eliminar exceto pela destruição completa do sistema socialista.

    E mesmo esta destruição já não resolverá o problema, porque, não havendo classe rica fora da nomenklatura, esta última conservará o poder econômico em suas mãos, simplesmente trocando de legitimação jurídica e autodenominando-se, agora, classe burguesa. A experiência socialista, quando não se congela na oligarquia burocrática, dissolve-se em capitalismo selvagem. Tertium non datur .

    O socialismo consiste na promessa de obter um resultado pelos meios que produzem necessariamente o resultado inverso.

  2. Neste sistema autoritário, o que acontece é que o Estado passa a ser o “laranja” dos burocratas poderosos. Fica tudo em nome do Estado mas quem controla e recebe todos os benefícios, fruição (ou gozo), são os burocratas no poder, que estão lá com a promessa de promover a “justiça social” mas apenas saqueiam ou tomam para si o patrimônio da sociedade.

  3. 100 anos atrás o mundo presenciou a vitória da desgraça e da falsa esperança que é o estado socialista e seu sonho romântico de implantar a sociedade comunista sem classes e sem a propriedade privada. Mises explicou magistralmente a falácia deste sistema de planejamento central que abole o sistema de preços do mercado.

    O sistema de preços do mercado equilibra oferta e demanda por bens e serviços por ser este um mecanismo simples, intuitivo e tão eficaz que não precisa ser teorizado até mesmo por exemplo por um peão de obra e um lavrador analfabeto. E isso por uma simples razão: por serem os recursos naturais e seu subproduto, os recursos artificiais, escassos. Eu seja quando ele sobra ninguém dá valor, ninguém negocia e sem negociação não há preços estabelecidos e quando há é a baixo preço, e quando o recurso está em falta ele vira ouro e seu preço e valor fica descontrolado em níveis estratosféricos.

    Enfim é igual quando um pobre desprezado por todos ganha na loteria, ele passa a ser cortejado e paparicado por todos, até mesmo invejado por outros ricos (inveja é um pecado e uma desvirtude do ser humano independente de riquezas; por exemplo, desejar a mulher do próximo). Enfim por este motivo o socialismo\comunismo é um fracasso, pois sua alocação de recursos e planejamento é primária, violenta (daí por que tantas mortes), opressora, um verdadeiro caos.

    Me envergonho de um dia ter dado crédito a estas bobagens escritas pelo bufão do Marx, aquele vagabundo asqueroso, invejoso, enfim um pilantra que poderia ter usado sua inteligência e sabedoria para fazer o bem, mas preferiu o caminho do mal e da enganação.

  4. Aproveitando a deixa, engana-se quem pensa que o Brasil está livre desse risco. Eis uma recente entrevista como o ideólogo do PT, Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo, em que ele defende o confisco de tudo.

    O senhor defende uma pauta radical para a esquerda: democracia direta, confisco de aparelhos produtivos, restrição do direito à propriedade privada. Tal plataforma teria chance de vitória nas eleições?

    A esquerda cresceu onde radicalizou suas posições. Isso ocorreu recentemente no Reino Unido, na França (onde a esquerda mais radical quase passou ao segundo turno das eleições) e na Espanha. A política foi para os extremos -e mesmo em um país como o Brasil isto está claro. O problema é que apenas um dos extremos parece não ter medo de dizer seu nome.

    Mas eu lembraria que, depois de abandonar a noção de revolução como orientação para as ações políticas, a esquerda renunciou até mesmo ao horizonte de reformas.

    Por exemplo, nos governo petistas nunca houve uma discussão honesta a respeito de tributação de grandes fortunas, de lucros e dividendos, de limitação do tempo de trabalho (de 44 para 40 horas), de auditoria da dívida pública, ou seja, tópicos classicamente reformistas.

    Sugiro que a esquerda pare de tentar impedir a autodestruição do capitalismo e lute por uma sociedade na qual a atividade humana não esteja submetida à condição de trabalho produtor de valor, na qual a propriedade não seja mais a representação única da liberdade e na qual "austeridade" é algo que se cobra das elites, não do povo.

  5. “Neste centésimo aniversário da Revolução Russa, que a esperança seja a de que a humanidade já tenha aprendido com este erro trágico, e perceba e aceite que somente as liberdades individual e econômica podem criar a justa, boa e próspera sociedade que a humanidade pode e deve ter.”

    E vai ficar só na esperança mesmo, pois as escolas ensinam exatamente o contrário.

  6. Socialista Convicto

    Essa maldita natureza humana e esses indivíduos interesseiros sempre atrapalharão nossos gloriosos sonhos utópicos. Mas eu juro que o socialismo funciona muito bem para formigas e abelhas. Basta a gente ficar igual a elas.

  7. Eu já li O Manifesto Comunista inteiro e garanto que não há outra alternativa para implantação desse sistema do que a força. Ditaduras são perfeitas para esse regime.

  8. Em 1913, Lênin escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.

    1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

    2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

    3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

    4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;

    5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

    6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

    7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

    8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

    9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

    10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…

  9. Na mais benevolente das hipóteses, o socialismo defende igualdade; mas como as pessoas jamais são iguais em talentos e capacidades, a única forma de “iguala-las” é pela força. Por isso nunca houve, nem haverá, um socialismo com liberdade (e PSOL é um absurdo contraditório no próprio nome). Para ficar mais claro: a única forma de igualar o talento do Neymar ao meu é obrigando a que ele jogue tão mal quanto eu (já que é impossível eu jogar como ele); e o mesmo vale para todo o resto, empresários, inovadores, intelectuais, etc.

  10. Sempre vi o socialismo como uma das formas de manipulação de massas mais eficientes já desenvolvidas pela humanidade. Os cidadãos são doutrinados a acreditarem cegamente em qualquer afirmação que os “seres mais desenvolvidos” façam. E se discordarem a ideologia exige que sejam punidos com violência. E o curioso é que as mesmas pessoas que falam em direitos humanos apoiam isso.

  11. Uma dúvida: o que aconteceria no socialismo pleno se uma pessoa, mesmo podendo, não quisesse trabalhar ou discordasse da orientação dominante dada pelos burocratas ou pela maioria? Por exemplo, Marx mesmo não trabalhava.

  12. É um sistema utopico na filosofia até parece interessante por isso ele cresceu em sua época mas não se sustenta a não ser pela ditadura e pela ignorância é uma doença crônica difícil de curar

  13. Há quase 100 anos atrás, o escritor português Fernando Pessoa (1888 – 1935) escreveu: “O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.” > conservadores.com.br/o-anticomunismo-de-fernando-pessoa/

    "Eu me pergunto sempre: "Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos." > minutoprodutivo.com/internacional/entrevista-medico-romeno-conta-como-era-viver-num-pais-socialista

    “Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi? Qual não viver como um nababo enquanto seu povo comia ratos? Qual partido comunista subiu ao poder sem propinas, sem desvio de dinheiro público, sem negócios escusos, sem roubo e chantagem?” > http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor

  14. A “super-estrutura” do poder soviética havia colapsado.

    Creio que esteja se referindo ao poder militar soviético, a maior estrutura militar de todos os tempos foi o soviético, isso não podemos negar. Era uma economia essencialmente voltada para a guerra, embora a economia restante estava fadada ao fracasso, a economia militar estava seguindo a todo vapor até a queda, várias entrevistas demonstram que o ritmo de obras era muito maior na URSS do que na Rússia ou em outros países-satélites. A estrutura naval soviética era a mais impressionante, eram 1000 navios de superfície, de 280 a 360 submarinos e tantos outros aspectos militares que rivalizava abertamente contra os EUA.

  15. Boa noite.

    Me peguei viciado em ler o Mises. Todo dia um aprendizado. Não sábia até então, o quanto estava aprisionado aos axiomas semânticos.

    Quero agradecer a vocês por me despertar e sair da matrix.

    Valeu mesmo!

    Abraço

    Silvio

  16. A grande maioria das pessoas querem uma vida melhor com ou sem estado.

    A ideologia não faz sentido, se não trouxer melhoria na vida das pessoas.

    Alguns conflitos são necessários, para tirar as pessoas da zona de conforto. Porém, o conservadoriasmo sempre deve preservar e manter as boas relações, sem criar conflitos desnecessários.

    A competição do capitalismo sempre acaba trazendo mais benefícios do que prejuízos. Muita gente não consegue ver que a soma total da competição é positiva. A esquerda sempre vê o lado perdedor, e nunca reconhece o esforço e o trabalho de quem ganhou.

    Ninguém vira campeão sem ter perdido uma vez na vida. O campeões são os perdedores que não desistiram.

    Um bom exemplo é o Rubinho Barrichelo. Muita gente tira sarro dele, mas o sonho de muitas pessoas é ser um Rubinho. O cara ganhou milhões de reais perdendo corridas. Quem não queria ganhar milhões de reais perdendo corridas de carro ?

    Se a vida fosse perfeita, o resultado é que não haveria felicidade, porque nenhuma vitória, nem derrota aconteceria.

    Essa perfeição do mundo transformaria o ser humano em “robôs” ou em amebas.

  17. Preciso de ajuda:

    Peço que expliquem e/ou linkem artigos para ajudar na discussão:

    “O BNDES não deve ser abolido, ele apenas deve deixar de ser um bolsa empresários-grandes e voltar a ser um auxílio a pequenas empresas competirem com grandes empresas.”

    Apenas encontrei artigos que comentam sobre o BNDES ser um “bolsa-empresários grandes”, e não o PORQUE a ideia de um subsidio a pequenos empresários é errado por si só. Ademais, gostaria de uma forma de entrar em contato com os especialistas do Instituto sempre que tiver uma dúvida neste sentido, qual é o e-mail?

    Outra:

    “O monopólio natural do governo não pode objetivar o lucro porque a única maneira de ter lucro é quando este monopólio é ineficiente, ou seja, com o preço e a quantidade de oferta acima do preço de equilíbrio”.

  18. Este artigo, embora tenha sido construído em função da ideologia marxista-comunista-socialista, mudados os cenários, circunstâncias, grupos, povos e motivações ideológicas, se aplica perfeitamente (em seus métodos e organização “revolucionária” de dominação, controle e necessidade de padronização de mentes e moldagem de indivíduos ao padrão ideológico do grupo que assume o poder) às ditaduras nazifascistas e religiosas de todas as colorações. Neste século XXI precisamos estar alertas para todos os radicalismos que estão pipocando em todo o mundo, com especial atenção para o nosso Brasil onde todos os espaços políticos estão abertos e desocupados para serem disputados por “líderes” populistas iluminados e bons de mobilização de uma população desiludida e desesperançada pela corrupção, violência, ineficiência e (des)governo generalizado.

    Até agora não surgiu ninguém que possa nos retirar da mesmice de políticos de esquerda, de centro-esquerda e pseudos “direitistas” populistas e religiosos de sempre. Tomara que não estejamos caminhando novamente para mais anos e décadas perdidas.

  19. Recomendo a leitura dos livros “Escolhi a liberdade” de Victor Kravchenko e “A Nomenklatura” de Michael Voslensky, como complemento mais denso e profundo a esse texto.

  20. Antes de 2014, esquerdistas ocidentais viviam elogiando o sistema da Venezuela. Não contentes, alguns ainda chamavam a Venezuela como “a experiência socialista mais bem sucedida”. Mas de uma hora pra outra, não é mais socialismo.

    http://www.washingtonexaminer.com/bernie-sanders-jeremy-corbyn-and-the-starving-children-of-venezuela/article/2626078

    reason.com/archives/2017/05/31/noam-chomskys-venezuela-lesson

    http://www.salon.com/2013/03/06/hugo_chavezs_economic_miracle/

    http://www.breitbart.com/national-security/2017/05/04/ten-influential-public-figures-praised-venezuelas-descent-socialist-hell/

  21. É impressionante o quanto os esquerdistas são vidrados em pregar a “igualdade” e ao mesmo tempo são viciados em idealizar, reverenciar e seguir cegamente personalidades carismáticas, ao passo que demonizam quem discorda deles.

    E é impressionante como os “igualitários” e “defensores dos pobres”, após chegarem ao poder, criam hierarquias rígidas de uma minúscula minoria de privilegiados “mais iguais do que os outros” que vivem no luxo às custas da maioria escravizada e explorada, materializando tudo aquilo que eles acusam o capitalismo de ser e fazer.

    * * *

  22. “contrariamente às promessas de se criar um “novo homem” a partir dos escombros da velha ordem, o exato oposto ocorreu.” Na verdade, o novo homem começa a ser criado a partir deste Estado opressor que se forma. As pessoas não têm alternativa além de se venderem ao Partidão, roubar, corromper, mentir, e até se prostituir para obterem uma vida material básica. A religiosidade é proibida. Então transformam-se em pessoas que vivem do pecado, são cheias de ressentimento e raiva, e se afastam de Deus. Eis o “novo homem”. Veja sobre a revolução socialista no Brasil em carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados/magia-no-brasil

  23. A mentira repetida mil vezes só vira “verdade” se silenciarem as críticas e as perguntas. Nenhuma outra opção deve emergir nas mentes. E os caras sabem que a democracia se faz pelo debate livre, pela livre concorrência de ideias, pela busca da verdade. É ISTO o que elege os melhores. E este é o problema deles. O comunismo é um sistema psicopático, sem verdade e sem a liberdade de buscá-la. Onde só existe a voz dos censores.
    VACLAV HAVEL: “No sistema “pós-totalitário”, portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa.”

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