A
esmagadora maioria dos governos ocidentais está com um problema devastador:
eles já alcançaram o limite suportável da tributação (alguns já até
ultrapassaram, como o
Brasil), mas seus custos não-discricionários, como os gastos com bem-estar
social e previdência, estão acelerando.
Todos
estão perfeitamente cientes disso, mas não encontram nenhuma solução. Ninguém
quer cortar gastos nem com benefícios sociais nem com funcionalismo público,
pois isso seria eleitoralmente fatal. E não há mais espaço para elevar impostos;
qualquer elevação irá apenas desacelerar a economia e, com isso, derrubar a
arrecadação.
No
entanto, a solução sempre existiu. Já foi aplicada antes e com grande sucesso.
E só foi revertida porque houve uma grande mudança na ideologia predominante
nos governos ocidentais. Nada impede que, hoje, esta solução volte à prática.
A
solução é o livre comércio em conjunto com a desregulamentação econômica.
Um
dos principais economistas do Reino Unido, Patrick Minford,
publicou uma interessante
monografia sobre o assunto, a qual — não inesperadamente — obteve pouca
repercussão na mídia. Intitulado Trading
on the Future, seu trabalho mostra os grandes benefícios fiscais que o
governo do Reino Unido teria caso adotasse o livre comércio pleno pós-Brexit.
Sua
constatação, na realidade, nada mais é do que uma mera questão de bom senso,
algo que qualquer leigo inteligente — e que não tenha sido contaminado por
ideologias e por viciados modelos macroeconômicos — é capaz de entender.
Como o protecionismo afeta a
economia e, consequentemente, a arrecadação do governo
Tarifas
de importação nada mais são do que um imposto aplicado aos produtos estrangeiros
que chegam aos portos do país, o que eleva diretamente seu preço final. Com os
bens estrangeiros mais pesadamente tributados, as indústrias nacionais têm mais
espaço para cobrar mais caro por seus produtos (e não se preocuparem tanto com
a qualidade destes).
Tendo
de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os
consumidores nacionais ficam incapacitados de consumir mais e de investir mais.
A restrição às importações cria reservas de mercado que fazem com que a
capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida.
Com
a capacidade de consumo e de investimento artificialmente reduzida, lucros e
empregos diminuem por toda a economia. Empregos de baixa produtividade nas
indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de maior produtividade
em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade
de consumo e de investimento das pessoas.
Adicionalmente,
tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam
importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua
produtividade. Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou
então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade.
Isso
reduz sua produtividade e aumenta seus custos. Sendo menos produtivas e
operando com custos maiores, sua capacidade de investimento futuro e de
contratação de mão-de-obra também é afetada.
Sob este arranjo, toda a economia vai se tornando cada vez mais ineficiente. E tudo isso afeta a própria arrecadação do governo.
Como o livre comércio estimula a
economia e, consequentemente, a arrecadação do governo
Já
o livre comércio, o professor Minford argumenta, reduz os preços praticados
dentro de uma economia, beneficiando os consumidores e consequentemente
estimulando os investimentos e a criação de empregos.
Dado
que, como dito, tarifas de importação nada mais são do que um imposto aplicado
aos produtos estrangeiros que chegam aos portos do país, a abolição deste
imposto imediatamente faz com que os preços dos bens estrangeiros caiam
substantivamente.
Com
preços menores dos produtos estrangeiros, todos os outros bens fabricados
nacionalmente também terão de baratear para poder concorrer com os
estrangeiros.
Neste
cenário de preços mais baixos gerados pela maior concorrência, os consumidores
nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o
total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra mais dinheiro ao fim
do mês.
Com
mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros
produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais
baratos, sobra mais dinheiro para você gastar em outros setores da
economia. E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja
aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros
investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores.
Com
mais investimento e com mais demanda em outros setores, emprego e produção
crescem.
Mas
e os trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam
mercado para os produtos importados?
Estes
tornam imperativa uma desregulamentação econômica, a qual, ao tornar mais fácil
o empreendedorismo e a criação de empregos, permite uma rápida realocação desta
mão-de-obra. Empreendedores devem ser desobstaculizados para incorrer em riscos e tentar gerar riqueza.
Vale
enfatizar que vivemos em um mundo de escassez, o que significa que nossas
demandas de consumo jamais serão plenamente satisfeitas. Sendo assim, sempre
haverá trabalho a ser feito para nos saciar. Sempre haverá bens e serviços a
serem produzidos para atender nossas infinitas demandas. Sempre haverá a
necessidade de satisfazer os infinitos desejos e necessidades dos consumidores.
E, se esses consumidores têm agora mais dinheiro disponível para gastar em
outros bens e serviços, saciar essa demanda irá necessariamente gerar mais
empregos.
E
isso não é apenas uma questão de teoria, não. A própria empiria confirma
isso.
O
quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino Iván
Carrino, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com
a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica
da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um
deles para o ano de 2015.
À
exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável
ou de economia livre –, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego
não tem nada a ver com a abertura econômica. Como mostram os 4 primeiros
países, quanto mais aberto ao comércio, menor a
taxa de desemprego.
Sim,
alguns empregos são destruídos pela concorrência estrangeira, mas estes são
empregos, por definição, ineficientes. São empregos em indústrias que não
demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens de
qualidade e mais baratos. Logo, são empregos que custam caro à sociedade.
Por
causa do aumento da renda e da capacidade de consumo da população permitido
pelas importações, estes empreendimentos ineficientes serão substituídos por
empreendimentos eficientes em outros setores, os quais criarão agora empregos
mais produtivos. Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa
da concorrência estrangeira, ficam em melhor situação.
E
tudo isso é benéfico para o governo do seu ponto de vista fiscal.
O sucesso do livre comércio
unilateral
Toda
a tese acima tem um precedente histórico.
Em
meados do século XIX, o governo britânico revogou as Corn Laws (Leis dos Grãos;
tarifas de importação para sustentar os preços do grão britânico doméstico
contra os concorrentes estrangeiros) e, em seguida, aboliu todas as tarifas
comerciais sem esperar que os outros países reduzissem as deles. Preços mais
baixos para os alimentos fizeram com que os trabalhadores britânicos médios, em
vez de trabalharem apenas para se alimentarem, ficassem com mais dinheiro
sobrando para comprar outros bens.
Consequentemente,
o padrão de vida do cidadão médio começou a melhorar substantivamente, e o
emprego na indústria — e em todos os outros setores da economia — aumentou.
Atualmente,
países como Cingapura e Hong Kong adotam tarifa zero de importação. Austrália, Nova Zelândia e Canadá têm uma tarifa média de 3%.
Esse
é o argumento básico por trás da monografia do professor Minford. Não é
necessário um modelo computacional para entender tudo isso. Uma economia mais
dinâmica sempre gera mais receitas para os governos. Com efeito,
historicamente, os governos sempre crescem em cima do
dinamismo econômico. No caso específico do Reino Unido, o professor Minford estima
que a adoção do livre comércio pleno após o Brexit, ainda que unilateral, irá
gerar um aumento de 7,3% nas receitas tributárias. Isso resolveria todo o
déficit fiscal do governo.
A resistência
A
resistência ao livre comércio é essencialmente política. Grandes empresas e
indústrias, em conjunto com os grandes sindicatos, fazem lobby junto ao governo
exigindo protecionismo com o argumento de que tal política mantém empregos.
A
verdade, obviamente, é que eles não querem enfrentar a concorrência.
Do
ponto de vista deles, a medida até faz sentido. Afinal, se você tem uma fábrica
que produz o mesmo que seu concorrente estrangeiro, mas tem de pagar todos os
encargos sociais e trabalhistas, mais toda a carga tributária necessária para
bancar um estado social-democrata, e está preso a um emaranhado de burocracia e
regulações trabalhistas, a concorrência estrangeira mais eficiente e que não está
submetida a estes custos certamente colocará você fora do ramo.
Consequentemente,
não é difícil fazer os políticos restringirem o livre comércio e erigirem
barreiras comerciais para proteger empregos. Os políticos ganham pontos perante
esses setores (o que se traduz em contribuições de campanha), os empregos
naquelas indústrias são mantidos (o que é bom perante a opinião pública), e não
é necessário fazer nenhuma reforma tributária ou trabalhista.
E
assim, todo este arranjo ineficiente se perpetua.
Por
causa desta inércia, o capital está se tornando cada vez mais ineficiente em
todas as economias ocidentais adeptas do estado de bem-estar social. Na Ásia,
se a produção de uma determinada indústria não mais é desejada pelos
consumidores, os trabalhadores são dispensados daquele setor, fazem um novo
treinamento, e se mudam para outro setor, o qual está mais demandado pelos
consumidores. A flexibilidade das leis trabalhistas faz com que a liberação de
mão-de-obra e de recursos escassos para empregos mais produtivos seja rápida e
eficiente.
Já
nos países ocidentais social-democratas, tal arranjo sofre grande oposição. Se
os produtos de uma determinada indústria não mais estão sendo comprados pelos
consumidores, o governo passa a subsidiar sua produção. Em vez de tal indústria
fechar e liberar mão-de-obra e recursos escassos para ser utilizados em outros
setores mais demandados pelos consumidores, o governo faz de tudo para manter e
perpetuar essa ineficiência.
Com
isso, o rearranjo lucrativo do capital nas economias social-democratas está
cada vez mais ineficiente.
Conclusão
Com
o protecionismo, você consegue ver os empregos protegidos e os salários
artificialmente elevados naquelas indústrias protegidas. Mas você não vê os
empregos perdidos e a queda de salários naqueles outros setores da economia que
tiveram sua demanda reduzida porque os consumidores tiveram de gastar mais
dinheiro para adquirir os produtos daquelas indústrias protegidas.
O
fim do protecionismo e a desregulamentação da economia trariam um dinamismo tão
grande à economia, que até mesmo os problemas fiscais do governo seriam
resolvidos. Teoria e prática confirmam isso.
__________________________________________
Leia
também:
O livre comércio não
destrói empregos; quem destrói empregos são os consumidores
Como a Nova Zelândia e o Chile
transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade

Para se ter uma ideia da potência do esbulho, este site tem uma calculadora que permite calcular, por estado, quanto você irá pagar de tributos ao importar um bem.
http://www.tributado.net/
Se você mora no Rio Grande do Sul e decidir importar um produto que custa US$ 1.000 (R$ 3.160) mais US$ 50 de frete, você pagará R$ 3.368 só de tributos, o que dá mais de 100% do preço do produto.
O preço final total será de R$ 6.685.
Obviamente, quase ninguém vai comprar.
Ou seja, as indústrias nacionais, começando pela FIESP, estão sem nenhuma concorrência estrangeira.
A abertura comercial, concordo, é um dos instrumentos fundamentais ao crescimento econômico de uma nação. A conformação do estado, como o conhecemos nas democracias ocidentais deve ser um esteio ao estado de direito, à iniciativa privada (o empreendedorismo), o respeito aos contratos, a igualdade dos cidadãos frente às leis e assim por diante.
E tudo isso tem que estar assentado em algo chamado educação, que forma pessoas e não apenas profissionais, mas cidadãos partícipes na construção de uma nação.
Saber que tudo isso, esse pensar, ainda está tão longe dos próprios profissionais que passaram por uma academia, haja visto a alienação política de nossos concidadãos, a visão estatizante da sociedade, o esquerdismo oco, o estado babá, a regulação de nosso cotidiano, as agências reguladoras, a legislação trabalhista, a fiscal, a ambiental, e tome taxa que o governo resolve.
Pergunto: que país estamos construindo, quando os políticos nos dão os instrumentos para o agigantamento do estado e a alienação da cidadania?
A lógica do livre mercado me parece bastante correta se considerarmos que todos os países produzem em condições de igualdade ou ao menos parecidas no que diz respeito a direitos trabalhistas. Porém, como aplicar a mesma lógica quando a China, por meio de um governo autoritário e ditatorial submete a sua imensa população a condições semi-escravas de trabalho? Evidente que nenhuma empresa nacional conseguirá competir com esses produtos.
Tenho uma profissão regulada pelo estado, trabalho em uma indústria protegida, tenho um excelente salário, serviço garantido se fizer tudo direito e sempre que alguma empresa tenta importar equipamento semelhante o MDIC encaminha a solicitação para eu avaliar se vamos fabricar o item ou não, e só consegui entrar nessa porque durante a bonança dos 2000 os filhos dos bacanas queriam especular com imóveis e sobraram vagas para as pessoas comuns, agora que a coisa apertou aqui e nos concorrentes só entram filhos de amigos no esquema.
Meu irmão caçula é 15 anos mais novo, mesmo muito inteligente e estudado só consegue subempregos informais, tem muita gente experiente disponível pra trabalhar, um garoto de 18 anos que entrou no mercado de trabalho numa crise dessas não está tendo 10% das oportunidades que tive.
Esse artigo me ajudou a perceber como dentro da minha própria família as consequências de atos incautos de governos nos colocam em lados opostos, meu irmão estava com um plano de vender sucos rápidos na faculdade, vou ajudá-lo com capital e projeto, devolver um pouco do que o governo roubou dele e deu para mim.
Eu tava aqui pensando com meus botões na tamanha contradição que esse site está inserido…
vejam
Para o capitalismo funcionar, a noção de PROPRIEDADE e afins, precisamos do DIREITO.
É o Direito que vai modular a conduta dos agentes, vai estipular as regras, as garantias…
E o Direito é o governo regulamentando…
Como diria o filósofo Pondé : “o futuro da ética é a judicialização da vida. A ética “real”, pouco a pouco, se torna um “mercado da ética”, que enriquece advogados, juízes, procuradores, promotores e “assessores”.”
Ou seja…os burocratas.
“A esmagadora maioria dos governos ocidentais está com um problema devastador: eles já alcançaram o limite suportável da tributação (alguns já até ultrapassaram, como o Brasil), mas seus custos não-discricionários, como os gastos com bem-estar social e previdência, estão acelerando.”
É óbvio que aqui em banânia não teremos desregulamentação econômica e livre comércio.
Dada esta situação, qual a outra “solução” que os governos adotam? Inflação.
Os dados estão aí, trabalhem com eles. É só saber identificar as oportunidades e enriquecer com elas…
Estava procurando uma certa câmera reflex na internet, e deu assim:
Ebay: U$ 300,00.
BR: R$ 5.000
Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser “legal”.
Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar atual, o custo individual seria irrisório, mas enfim.
Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.
E cobra caro, muito caro por isso.
Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé “em nome da proteção da indústria nacional”, e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e vender produtos a preços mais realistas.
Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como rocha de que contrabando é autodefesa.
Desregulamentar é coisa de país pequeno, países grandes fazem isso aqui:
https://www.publico.pt/2017/08/28/economia/noticia/danone-envia-5000-vacas-para-a-russia-para-combater-restricoes-na-importacao-1783627
O Estado brasileiro é fascista em seu mais alto grau.
Somente uma ruptura da sociedade através da prática incessante da desobediência civil, até que o último governante caia, poderá nos dar alguma chance.
A elite governante, os empresários com boas conexões políticas, os parasitas burocratas, os sindicalistas, as ong’s, a mídia vendida e seus jornalistas analfabetos e mentirosos, o MST, o MTST, e, os marajás do funcionalismo público, formam uma minoria dominante que suga e escraviza a maioria produtora.
Somo maioria, só nos falta vergonha na cara, um pouco de organização e ação.
Chega desse descalabro nefasto e pernicioso !
E o grande problema do Liberalismo/Libertarianismo está aí:
Os responsáveis por essa mudança são os políticos e eles não tem grande interesses e vantagens por fazer isso.
Alguns países conseguiram algo próximo disso mais por acaso do qualquer outra coisa, e nada está garantido.
Apenas 0,1% da população brasileira tem a capacidade mental de entender esse texto. Por isso essas idéias não ganham apelo popular.
É preciso um canal que facilite um entendimento disso através de vídeos desenhados e bem produzidos, para que o pobre lá do sertão possa comprar essa idéia.
Se ficar só nesse micro-nichozinho aqui não dá em nada.
Quando será que o estado brasileiro vai diminuir? Pelo visto a iniciativa não virá do governo. Tudo que o artigo trás faz sentido, porém obviamente nada disso será implementado pelo governo.
Sou a favor de redução do estado, principalmente na economia, mas não sou a favor do estado zero, afinal, sou funça.
Na minha opinião nem ao céu nem ao inferno, o estado deve fiscalizar e coibir praticas desleais, ilegais ou que interfiram na livre concorrência. O mercado sem regras se transforma selva, no caos. Mas é evidente que o estado não deve e não é capaz de controlar de forma eficaz o mercado. Portanto o mercado deve ser livre para agir e inovar, mas o estado deve estar atento para corrigir distorções
Falar do imposto sobre produtos importados como medida protecionista é ir longe demais. Vou ser mais breve.
Compra de mercadorias para Imobilizado (para quem não sabe, é quando uma empresa compra máquinas, veículos – por exemplo, para uso na empresa (na teoria)) fora do estado onde a empresa está estabelecida, ou seja, operações interestaduais, faz a empresa ser obrigada a recolher o famoso Diferencial de Alíquota. A alegação do Estado é de que fazendo assim, a empresa está deixando de recolher um imposto dentro do seu próprio Estado para dar ao Estado vizinho. O problema é que, as vezes dentro do seu próprio Estado não tem o fornecedor desse maquinário. Aì você é obrigado a pagar 10% de ICMS (dependendo do seu estado) além do valor já pago na Nota Fiscal.
O buraco é bem mais embaixo do que aprece.
Não, péra… o IMB tá ensinando os governos a arrecadar mais imposto? É isso mesmo?
Leandro, poderíamos retornar ao padrão ouro utilizando o mesmo plano econômico desenvolvido por Ludwig Erhard ? Ou seja substituiríamos a base monetária atual por outra moeda, só que atrelada ao padrão ouro.
Por exemplo, os EUA tem algo em torno de 8 mil toneladas de ouro, se não me engano, então se emitiria uma nova moeda lastreada nessas 8 mil toneladas de ouro, que substituiria os dólares em circulação, alem de se proibir a reserva fracionaria.
Sei que isso iria gerar uma falência generalizada do sistema(empresas,estado de bem estar e etc), que é completamente viciado e dependente de credito barato, mas acredito que é uma solução viável,porem brutal.
Para mitigar os problemas gerado e acelerar a recuperação poderia-se abolir todo sistema regulatório estatal(finanças,leis trabalhistas,justiça estatal), além de privatizar todas as estatais.
Existe alguma diferença no processo econômico entre duas nações, uma com uma população pequena e a outra gigantesca?
Um pergunta referente a isso, a nação com população pequena tende a ser mais rica no curto prazo, enquanto a gigantesca rica no longo prazo? Tipo a China e Singapura, se ambas as nações tivessem o mesmo tipo de liberdade econômica, seria possível ambas se tornarem semelhantes(renda per capita, IDH…) mesmo com a absoluta diferença de população?
Quem realmente se importa com os mais pobres e se informa (pelo menos minimamente) bem defende o livre comércio e a liberdade econômica de modo geral.
Também defende as privatizações, a desestatização e a desburocratização.
* * *
Sendo o governo um dos maiores consumidores do Brasil (quase metade do pib), e o Brasil sendo uma das economias mais fechadas do mundo, não esta tendo uma pressão monstruosa nos preços internos da economia? Uma simples abertura comercial levaria a um aumento de bens e serviços ao próprio governo, o que por sua vez, levaria a uma menor pressão nos recursos internos do país?
Ou até mesmo preços melhores para o consumo do governo (o carro que a prefeitura compra é sobre preço interno sem concorrencia)
Pensei nisso ao debater com um defensor do protecionismo. Estou certo ao afirmar que menor preços sobre os bens consumido peço governo ajudaria a reduzir o deficit fiscal?
Porque o governo bolsonaro recusou a oferta da Pfizer de 70 milhões da vacinas para ser entregue em Dezembro?
70 milhões de vidas nas costas dele vocês acham? Por causa disso?
Falando em problema fiscal:
“UFRJ pode fechar as portas no segundo semestre por cortes de verba”
Em 2019 vocês sabem que o governo teve que pegar dinheiro emprestado através do crédito suplementar, por que já havia atingido a chamada regra de ouro. Houve congelamento de verbas no ensino superior (o que foi liberado depois).
No ano passado, o setor privado (o que sobrou após os lockdowns) teve que reduzir custos, salários ou até incorrer em demissões ou férias coletivas. No setor estatal, não, houve um maciço aumento nos gastos (tanto é que o déficit nominal do governo explodiu). Não houve cortes de salários no funcionalismo e nem demissões.
Agora, o interessante é que grande parte das instituições de ensino superior federais (se não todas as instituições federais) está incorrendo em aulas remotas (em contraste, eu já vi várias instituições privadas de ensino superior que já voltaram com aulas presenciais). Então por que não reduziram as despesas, se é que não houve? Os salários no funcionalismo também não podem ser reduzidos e, por consequência, cai naquela questão: a universidade fica sem energia, mas os funcionários ficam com os salários intactos. Inclusive a própria UFRJ foi ao ensino remoto (e de maneira tardia).
O que pensam sobre essa questão?
PS: E pensar que até a Grécia conseguiu aplicar medidas de austeridade…
O Brasil sempre será um país atrasado. Os sonhos de grandeza e desenvolvimento nunca se realizarão porque isso esta programado. A China foi programada para ser a China de hoje pelos donos dos grandes capitais. Os grandes capitalistas passam longe do país.
ocorreu aumento da selic em 0.75 e o dolar já caiu , mas estabilizou nos 5.22. foi um aumento pequeno visto que a inflação ja ta batendo os sete por cento.
Pessoal, o que vai mudar na prática com o Marco Legal das Startups?
“Bancada do PT no Senado quer derrubar supersalários de ministros e de Bolsonaro”
Realmente nunca pensei que veria isso. O interessante é que a justificativa deles tem até sentido.
Será que eles viram as medidas de austeridade implementadas pelo Tsipras e quiseram imitar?
Tá precisando de um ENXADEX pra jogar esse bluepil longe!
“Governo envia dois projetos ao Congresso para abertura de crédito”
Para quem não se recorda, desde 2019 o governo precisa pedir crédito suplementar ao Congresso, para custear despesas correntes. Em 2019, esse valor foi de R$ 248,9 bilhões.
Nesse ano de 2021, esse valor previsto será de R$ 1,095 trilhão. Esse dinheiro irá principalmente para os cinco ministérios: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Ministério do Meio Ambiente; Ministério da Defesa, Ministério do Desenvolvimento Regional e por último, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
E agora o Tribunal de Contas da União irá investigar os cortes dos recursos no ensino e também como eles foram aplicados nas universidades. Segundo ele, há partidos políticos dominando as instituições federais. Será que dará em algo?