Nota do Editor
O Grupo Evergrande é a segunda maior incorporadora da China. Está localizada na província de Guangdong. Vende apartamentos majoritariamente para a classe média e para a alta classe média. Em 2018, ela se tornou a incorporadora com o maior valor de mercado do mundo.
Hoje, a empresa está à beira do colapso. Suas ações, que chegaram a valer HK$ 32 na bolsa de Hong Kong, hoje valem HK$ 2.

Evolução das ações da Evergrande na bolsa de Hong Kong.
O roteiro é o mesmo de toda bolha imobiliária estimulada pelo governo: juros artificialmente baixos (controlados pelo estado) fizeram com que várias pessoas se endividassem para comprar imóveis.
Ato contínuo, a incorporadora saiu construindo prédios a rodo.
Com o tempo, as pessoas se deram conta de que não conseguiriam honrar suas dívidas e começaram a dar calotes. O mercado imobiliário desaqueceu.
Consequentemente, os prédios construídos pela Evergrande desabaram em valor de mercado, ao mesmo tempo em que os custos de construção aumentaram, devido à grande demanda por materiais.
O passivo da empresa (dívidas com bancos e com empreiteiros e fornecedores, além de compradores que pagaram antecipadamente por apartamentos inacabados) ficou muito maior que seus ativos (receitas de venda e imóveis).
No total, a incorporadora chinesa tem uma dívida superior a US$ 300 bilhões, sendo uma das empresas mais endividadas do mundo.
Em caso de calote generalizado, o sistema bancário chinês estará em sério risco. Os grandes bancos chineses já foram alertados que, a partir de 20 de setembro, a incorporadora não mais irá conseguir rolar suas dívidas.
Semana passada, viralizou nas redes sociais um vídeo em que nada menos que 15 prédios residenciais chineses são demolidos. Estavam há anos inacabados e vazios (pois os custos de construção ficaram maiores que as eventuais receitas de venda). Uma perfeita ilustração de como acabam todas as bolhas imobiliárias.
Fernando Ulrich, com seu didatismo costumeiro, explica a situação da Evergrande em mais detalhes.
Já o artigo abaixo, originalmente publicado em agosto de 2017, já apontava, via evidências empíricas, que o setor imobiliário chinês era uma ficção insustentável.
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Recentemente, passei duas semanas viajando pela
China. Trata-se de um país de enormes contrastes: o velho e o novo, a pobreza e
a riqueza, o tradicional e o moderno, o Ocidente e o Oriente.
Embora tenha sido uma estranha experiência repleta
de várias impressões, o que realmente mais chama a atenção é o óbvio e
contraditório contraste econômico entre a riqueza e o desperdício.
Nas grandes cidades, localizadas nas zonas de
desenvolvimento econômico, o cenário é de enormes arranha-céus comerciais ao
lado de grandes complexos de prédios residenciais de pelo menos 30 andares. Estes
complexos residenciais são agrupados em dúzias de edifícios enormes e idênticos.
Há situações em que estes complexos residenciais estão localizados nos subúrbios,
para facilitar a expansão das cidades. Em outras, estão ali apenas para alterar
os padrões de locomoção das pessoas de acordo com o plano piloto (feito por
burocratas) daquela cidade.
O aglomerado de arranha-céus é salpicado por um impressionante
número de guindastes operando nas várias áreas de construção da cidade, os
quais produzem apartamentos residenciais e arranha-céus comerciais a uma
velocidade impressionante. As cidades vão se expandindo e invadindo a zona
rural, devorando as redondezas como um enxame de gafanhotos.
O cenário é um de produção intensa; uma sociedade
vivenciando um enorme crescimento econômico e uma grande criação de riqueza.
O
que a noite revela
Porém, o cair da noite revela um cenário bastante
diferente nestas mesmas cidades em expansão. Embora o pôr do sol faça com que
as torres com os guindastes se destaquem ainda mais, é gritante a ausência daquele
sinal mais básico da civilização: a iluminação artificial. A maioria destes edifícios
já finalizados se transforma em meras silhuetas contra o pôr do sol. E, à
noite, são tão escuros quanto o tronco de uma árvore morta.
Se você ficar parado no meio de uma metrópole,
poderá observar os arranha-céus de metal e vidro envoltos por luzes de néon,
como é de se esperar. Porém, em meio a estes arranha-céus, verá vários
edifícios totalmente escuros e vazios — e completamente mortos. E não são edifícios
recém-construídos, que apenas estariam esperando a mudança de novos moradores; são
edifícios completamente desabitados e que nunca foram usados.
Trata-se de um perfeito exemplo de destruição de
capital e de desperdício de recursos escassos, os quais agora estão imobilizados
em algo que não é usado e que não está gerando renda e riqueza para ninguém. Tais construções são um monumento ao erro econômico. O
contraste é, ao mesmo tempo, enigmático e assustador, e nos revela algo de
importante sobre a natureza do recente milagre econômico chinês: ele é
fundamentalmente falso e sem solidez.
Para começar, por que tantos prédios vazios?
Simples.
Os chineses poupam mais
da metade de sua renda. Mais ainda: os 10% mais ricos da população poupam acima
de dois terços da sua renda. Mas esse dinheiro poupado não vai para ações. Apenas
7% dos investidores urbanos detêm ações. E metade desses que
detêm ações não investiram mais do que US$ 15 mil. Com efeito, estima-se que os
chineses colocam apenas 15% de seus ativos na bolsa — e tal estimativa talvez
ainda esteja exagerada.
Para onde, então, vai toda essa poupança? Exato, é investida
no mercado imobiliário.
A porcentagem de famílias chinesas proprietárias de
imóveis chega
a 90%. Para efeitos comparativos, nos EUA, essa taxa é de apenas 64%,
mesmo com os americanos sendo muito mais ricos que os chineses e,
consequentemente, com uma melhor capacidade de receber crédito.
E é assim porque, na China, ser dono do próprio
imóvel é uma característica inerente à cultura deles. Um homem
chinês não terá
nenhuma chance de arrumar uma namorada ou mesmo de usufruir um rápido
encontro sexual caso ele não seja o proprietário de um imóvel — não importa o
quão pequeno seja o imóvel.
Daí o fervor com que o estado financia construções.
O gráfico abaixo mostra a porcentagem que os imóveis
representam da riqueza total da população americana e da população chinesa.
Ou seja, 74,7% das riquezas das famílias chinesas
estão na forma de imóveis. Nos EUA, essa cifra é de 27,9%. Isso ajuda
a explicar por que a bolha imobiliária chinesa é uma das maiores da história
moderna.
Mas a questão principal é essa: quando essa bolha
estourar e os valores dos imóveis despencarem, isso irá causar uma inimaginável
implosão na riqueza dos chineses. De uma só vez, 75% (três quartos) dos
ativos das famílias chinesas serão destroçados.
Quão grande é essa bolha? Só
em Xangai, os preços dos imóveis mais do que sextuplicaram desde 2000,
aumentando 6,6 vezes. Isso representa um aumento de
560%.
Só que, atualmente, 27%
dos imóveis chineses em áreas urbanas estão desabitados.
Mas os imóveis não representam toda a má alocação de
recursos da economia chinesa. Com efeito, representam apenas uma fatia dela. Houve
maciços e esbanjadores projetos de construção em toda a China, os quais
envolveram a construção de basicamente qualquer coisa que você seja capaz de
imaginar. Como explicado
neste artigo:
Durante um período de apenas dois anos,
2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada “agressiva
política de estímulos” do governo chinês em resposta à recessão do mundo
desenvolvido, a
China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!Esse fato insano tem de ser corretamente
digerido. Eis uma maneira de colocar as coisas em suas devidas
proporções.Pense em todo o processo de urbanização
ocorrido nos EUA ao longo dos últimos 100 anos. Pense na construção de
todos os edifícios comerciais, de todos os prédios residenciais, de todas as
casas, de todos os arranha-céus, e de todos os shoppings que adornam as
milhares de cidades americanas da costa leste à oeste. Pense também na
construção de toda a infraestrutura do país, desde as simples ruas e avenidas
das cidades até as grandiosas represas Hoover, TVA e Grande Coulee, passando
por toda a malha de rodovias, aeroportos, portos, rodoviárias, estações de
trem, de metrô. Pense em todos os estádios de futebol americano, de
beisebol, de basquete, de hóquei; em todos os auditórios e estacionamentos que
já foram construídos no país.Todo o volume de cimento gasto nesse
processo de 100 anos foi o mesmo que a China gastou em dois anos.
Ou seja, a economia chinesa se baseia, de maneira explícita,
em projetos criados e financiados pelo estado (via subsídios diretos ou crédito
barato fornecido por bancos estatais), como é o caso de todos os edifícios e
obras públicas. Provavelmente não seria um grande exagero dizer que a economia
chinesa é um projeto keynesiano de criação de empregos artificiais em larga (escandalosa)
escala. Tais projetos estão tão longe de uma genuína criação de valor quanto
qualquer empreendimento de cunho keynesiano.
Furos
e megalomania
O declínio da China já está se tornando mais óbvio se
você olhar para os lugares certos. A atividade industrial já apresenta uma
queda significativa naqueles setores que fornecem a matéria-prima para toda
essa atividade construtora, como os de aço e cobre. Instalações que, até 2014,
funcionavam a pleno vapor, com três turnos, hoje mal conseguem manter um único turno.
Na maioria delas, há empregados completamente ociosos que estão ali apenas para
coletar seus salários. Eles não são demitidos porque, se a empresa fizer isso, irá
enfurecer o líder local do Partido Comunista, o qual poderá cortar subsídios e
até mesmo punir o empresário.
Ao mesmo tempo em que os arranha-céus emergem, as
pessoas se aglomeram em favelas à sombra destes mesmos arranha-céus. Do topo de
um hotel de luxo construído exclusivamente para executivos ocidentais, a vista
é um tanto sombria em cidades como Hangzhou ou Wuxi. Tudo é uma fachada. Ao passo
que as principais ruas das cidades são iluminadas e vibrantes, com inúmeros comércios,
ao redor delas há um sem número de favelas totalmente às escuras já por volta
de 8 da noite de um sábado. Desta mesma vista do topo do hotel é fácil identificar
os trechos da cidade que os planejadores centrais querem que os turistas
estrangeiros utilizem: são aqueles únicos que possuem iluminação em meio a todo
o resto escuro da cidade.
O tão falado projeto do ‘novo cinturão chinês’,
chamado de “Um cinturão, uma estrada” — um projeto do governo chinês que busca,
por meio de ferrovias, portos e rodovias, recriar caminhos milenares que
conectavam o Ocidente e o Oriente — nada mais é do que tudo isso em escala
internacional. O objetivo do projeto é recriar a rota
da seda com uma infraestrutura moderna, ligando o extremo oriente à Europa via
terra e água. O projeto consiste em várias obras de infraestrutura em
aproximadamente 60 países, e recorre a acordos comerciais para alavancá-lo. Na prática,
trata-se
de um grande projeto político. Ele é planejado pelo estado, financiado pelo
estado e executado por empreiteiras ligadas ao estado. A intenção do projeto,
ao menos durante sua fase de construção, é criar obras para empresas chinesas
no exterior, garantindo empregos e receitas. Trata-se de algo baseado
exclusivamente em planejamento central, e não em reais demandas de mercado.
Como bem resumiu o economista David
Stockman, a China é uma aberração
cujo modelo econômico simplesmente não tem semelhança a nenhum outro modelo
econômico já adotado por algum outro país em algum momento da história (nem
mesmo ao modelo mercantilista de estímulo às exportações originalmente criado
pelo Japão, e que já se comprovou insustentável). A economia chinesa é
hoje uma mistura maluca de empreendedorismo de livre mercado em algumas áreas,
de investimentos subsidiados e dirigidos pelo governo, de mercantilismo
keynesiano, e de planejamento central comunista. Quando entrar em colapso,
não será bonito.
Conclusão
O que a China nos ensina sobre economia e política econômica
é aquela lição que quase nunca é fornecida nas salas de aula: é de crucial importância
distinguir entre uma produção voltada para a criação de valor e uma produção que
apenas consome e destrói capital.
A história do desenvolvimento econômico da China é,
majoritariamente, uma história de crescimento insustentável e centralmente
planejado, o qual mira apenas os números do PIB. Há uma visível falta de criação
de valor, de acumulação de capital e de empreendedorismo voltado à satisfação das
necessidades da população.
A produção cria empregos mesmo quando aquilo que é
produzido são obras de infraestrutura esbanjadoras e irracionais, cidades
fantasmas e prédios vazios em cidades desabitadas (veja
vídeos sobre isso aqui). Só que tais empregos só existirão enquanto as
obras durarem — isto é, enquanto ainda houver capital disponível para ser destruído,
domesticamente ou atraído do exterior.

O governo Chinês é uma aberração, temo pelo sufoco que a população vai passar em virtude disso.
Leandro,
Existe solução pra China? Na crise americana ou na brasileira dá pra se imaginar sendo resolvida em poucos anos com uma reforma de livre-mercado. Na China ao que me parece, até a reforma do Soto seria um bandaid na perna quebrada.
Por mais anti-política que seja, existe alguma solução que amenize essa queda?
Já morei na China por dois anos (sou engenheiro aeronáutico). A única cidade que funciona a contento é Xangai. Nas outras você nem sequer consegue sacar dinheiro nas ATMs, que sempre estão quebradas. E o pior é que a esmagadora maioria do comércio só trabalha com dinheiro.
Xangai é pujante mas a pobreza nas outras cidades principalmente nas periferias delas é dantesca.
Fora o ar que é irrespirável. São Paulo é um paraíso em comparação.
Há obras grandiosas e faraônicas no país. Os hotéis voltados para os turistas ocidentais são tão monumentais que beiram a extravagância. Só o lobby do Hotel Shangyu tem a altura de um prédio de 6 andares e eu tive de andar uns 800 metros (juro) só pra chegar ao meu quarto, o que incluía uma escada rolante absolutamente gigantesca, típica de metrô.
Só que tudo era só aparência. Os serviços do hotel eram péssimos. A piscina tinha uma água esverdeada e tinha lixo boiando nela (e era verão). O ar condicionado estava estragado, e a recepção informou que estava assim durante todo o verão.
Ou seja, o hotel era só visual; nos serviços, era menos que funcional. Isso é típico de todos os hotéis fora das áreas turísticas.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a megalomania dos aeroportos. Os principais foram projetados pensando no A380. Consequentemente, os portões são grandes demais para os aviões convencionais, os quais são obrigados a estacionar no tarmac e esperar os passageiros via ônibus ao mesmo tempo em que as pontes de embarque dos terminais estão vazias. Isso causa inúmeros atrasos nos vôos. O aeroporto de Hangzhou foi eleito o segundo pior do mundo em termos de pontualidade: apenas 42% dos vôos saem no horário.
De resto, é raro ver o verdadeiro povo chinês se beneficiando de qualquer coisa. Quase sempre só dá a elite do PC chinês e os empresários ligados a eles. (Nos próprios eventos de minha empresa havia figurões do PC e grandes empresários do ramo, pois você não consegue fazer nada lá sem a permi$$ão de burocratas).
Muita gente pensa que a China é uma potência irrefreável. Mas só fala isso quem conhece apenas os centros turísticos. Quando se sai dali é possível ver que as estruturas são podres.
Vivemos momentos muito interessantes. Atualmente estamos assistindo ao fracasso total do “capitalismo de estado”, uma das poucas alternativas ideológicas que ainda sobravam às forças políticas de esquerda. Associado ao fragoroso fracasso econômico do populismo latino-americano, nos exemplos vivos e irrefutáveis da Venezuela e Argentina, o que virá agora?
Como assim sem paralelo? A Alemanha nacional-socialista, o Brasil dos militares, o Brasil do PT, o Iraque do socialismo Baath… De várias maneiras, a Rússia de Putin…
Todos quebraram ou colapsaram antes de dar tempo de quebrar. No final, é apenas uma questão de escala…
Desistem neoliberais, a China é um grande sucesso de projeto político-econômico do Estado para moldar o crescimento sustentável da economia chinesa ao longo prazo, o país está desde 1980 com este modelo crescendo a taxas absurdas a ponto de chegar a 2º maior economia do mundo passando o Japão e futuramente passando os EUA, acredito que na próxima década irá passar os EUA. A China é um sucesso de Estado forte como prega nosso grande líder Ciro Gomes, aquele que irá conseguir levantar o Brasil para competirmos com a China e EUA, o futuro do Brasil é o Ciro Gomes e com ele poderemos ter o nosso querido sonho realizado – o país do futuro.
China vai demitir até 6 milhões de trabalhadores estatais
economia.estadao.com.br/noticias/geral,china-vai-demitir-ate-6-milhoes-de-trabalhadores,10000019052
A China precisa encontrar empregos para os milhões de trabalhadores que chegam do campo. Se não conseguir, pode haver instabilidade social, revoltas e ataques à legitimidade do Partido Comunista. Como resultado, a China toma emprestado o equivalente a bilhões de dólares para financiar projetos de prestígio e do tipo “elefante branco” que criam empregos, mas o país não pensa em como pagar a dívida.
Estamos diante de uma crise de proporções gigantescas. 2018 promete.
O homem mais rico da China que construiu sua fortuna em imóveis diz que o país é a maior bolha da história.
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/imobiliario/detalhe/imobiliario-na-china-e-a-maior-bolha-da-historia
como prega nosso grande líder Ciro Gomes,
AHAHAHAH, parece coreano do norte falando.
às favas com Ciro Gomes, queremos liberdade para empreender e zero Estado.
China mais um barco furado do socialismo/comunismo a cair,enfim burocratas enriquecendo e fazendo merda em conluio com a classe política do partido comunista,enfim a esquerdalha vai ter de engolir mais um fracasso…
Sabe-se que vai haver colapso so se não sabe quando.
A pergunta que tem de ser feita é quando a China irá implodir. O que eu acho mais engraçado são os economistas ditando a economia chinesa como uma solidez de um diamante, já teve até um maluco que chegou a dizer que em 2030 a China irá ter um PIB ppp de US$123 TRILHÕES. O que é isso meu? Em que mundo esses caras vivem? A economia parece mais misticismo, e sabemos como isso acaba, Eike Batista é um exemplo.
Leandro é possível saber quando a economia chinesa irá colapsar?
Entendo essa questão de criar valor, mas a divida é absorvida pelas pessoas que investiram ! Investimento também é uma questao cultural, muitos indianos investem em joias, na idade média as obras religioas eram muito valorizadas e moviam parte substancial da economia, ou seja, valor também é uma questão cultural ! Nosso COMPERJ ( da Petrobras, é um exemplo de investimento sem valor !!!) . Isso sim é triste !!!
Para discutir…
Pelo fato do chinês poupar 1/2 da sua renda, isso cria uma diferença na existência de uma bolha, pensando que ele não está adquirindo crédito de bancos, e sim ter poupado para investir,? Muda o contexto de um calote?
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20160808/lemann-quer-fazer-futuro-presidente-brasil/400453
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20160808/novo-grande-sonho-jorge-paulo-lemann/401259
Os recursos que estão sendo desperdiçados são de poupança, ao meu ver não há risco de estouro de bolha, mas apenas destruição de valor, uma vez que não há demanda efetiva pelos grandes investimentos. O estouro de uma bolha não seria quando a população estiver completamente endividada, ou seja, quando os recursos que não geram valor são de empréstimos bancários, estes sem qualquer lastro em poupança?
Fica a dúvida.
Obrigado pela atenção.
Abraços.
Pode ser uma grande besteira a minha pergunta mas é algo que me incomoda neste artigo. Não seria contraditório dizer que aproximadamente 75% da população tem investimentos em imóveis, por questões culturais, inclusive, e, ainda assim, a maior parte reside em favelas? Desculpem a ignorância e obrigado pela resposta.
Sei que não tem muito a ver com o texto, mas é uma ideia que eu gostaria de compartilhar.
Meu Estado
No mundo atual, onde o Estado está cada vez mais interferindo na economia e na vida das pessoas. Em um mundo globalizado onde as informações chegam em segundos do outro lado do globo. Um mundo tão grande em diversidade e ao mesmo tempo tão pequeno. Um mundo em que a tecnologia torna possível pessoas possuírem relações de afinidade mesmo com distâncias continentais, mas em que também há pessoas que optaram por viver da forma como seus ancestrais viviam. Vale a pena repensar a função do Estado e seus limites.
A democracia moderna parece ser a forma mais justa de governo. As pessoas votam e a maioria obtém a vitória. E esta maioria que obteve a vitória nas urnas, em tese, deveria ver concretizadas no mandato do político que eles elegeram as promessas feitas durante o período de campanha. Quase sempre isto não ocorre, os políticos costumam atender apenas a pequenos grupos que geralmente não representam a maioria, mas que “fazem muito barulho” ou que contribuem para as suas campanhas.
Além do fato de os políticos não estarem de fato empenhados em cumprir o que prometeram, eles, após eleitos, só têm uma coisa em mente: Garantir a vitória para a próxima eleição. Eles não estão preocupados com o bem da maioria que os elegeu, mas estão empenhados em ganhar a próxima eleição. Assim, todos os atos que eles realizam têm o objetivo de que os eleitores votem neles novamente. Isto faz com que sua visão, seus planos e suas estratégias sejam voltadas apenas para o curto prazo.
Se por um lado o poder executivo não cumpre o que promete, o legislativo possui outros problemas além deste. O que faz com que um deputado pareça eficiente é a quantidade de projetos de lei que o mesmo cria e consegue que sejam aprovados. Isto não é uma coisa boa. Hoje no Brasil são criadas por ano cerca de 6.000 leis. E para cada lei e regulamentação criada perdemos um pouco da nossa liberdade. Então um parlamento ocioso parece ruim, mas um parlamento que trabalha muito pode ser ainda pior.
E o problema final da democracia, a corrupção. Esta está entranhada no sistema democrático do princípio ao fim. Os políticos para serem eleitos precisam fazer campanhas caras e não se faz isso sem dinheiro. Por isso, é necessário que pessoas ou empresas contribuam para as campanhas. Mas as empresas que contribuíram vão querer algum favor de volta depois que o político for eleito. Licitações superfaturadas e fraudulentas, aprovação de leis que favoreçam determinado setor, propina etc. Não há como a democracia se livrar de um mal que faz parte dela mesma.
Estes males da democracia levam a uma apropriação indevida do Estado por políticos ou grupos e isto é ruim para todo o resto da sociedade que passa a ter que custeá-los. Para solucionar o problema não é necessário o fim do Estado ou o fim da democracia, mas repensá-los. Democracia vêm do grego d?µ???at?a que significa “governo do povo”, então a solução é simples, basta que democracia seja realmente o governo feito pelo povo. Já existiram vários exemplos de democracia direta no mundo moderno e existem bons exemplos e mau exemplos. Pretendo descrever uma forma de democracia direta que não seria ruim e também não seria uma transição tão traumática.
Primeiramente, precisaríamos redefinir os papeis dos poderes e tornar o Estado mais justo e criar mecanismos que impeçam que o Estado seja apropriado por algum grupo.
O executivo deveria ser mínimo e passar a operar, com exceção do quadro de funcionários e custos operacionais, sem orçamento gerado por impostos, mas com orçamento doado. Cada obra que o governo quiser executar deverá ser arrecadada voluntariamente com a sociedade. Aqueles interessados deverão financiar o projeto. Os quadros de funcionários seriam drasticamente reduzidos. O pagamento dos funcionários e dos custos operacionais seria dividido pelos cidadãos. O executivo também deixaria de ter poderes de ditar regras e criar decretos, isto só poderia ser feito votando uma lei. O executivo deixaria de ter poderes sobre a moeda, o banco central poderia ser trocado por um currency board ou ainda manter uma moeda fiduciária, mas sem nenhum poder de criar dinheiro.
Seria necessário também extinguir o legislativo, porque as leis seriam aprovadas diretamente pela sociedade. A ideia é que se reúna um grupo de especialistas jurídicos selecionados pelo seu conhecimento via concurso para desenvolver uma constituição minimalista, onde sejam criadas apenas leis que projetam a propriedade e a vida e também as questões relativas ao funcionamento de alguns órgãos públicos como o executivo e o judiciário. Após redigirem a constituição seriam dispensados. Então a população aprovaria a constituição por um referendo.
Toda vez que alguém quiser criar uma lei nova, deverá arcar com os custos do processo e após redigida a lei, será apresentada a população e votada. Tudo isto vale a nível estadual ou municipal, variando apenas o alcance da lei.
As forças policiais e armadas continuariam a existir totalmente independentes de poderes, e seu financiamento seria semelhante ao do executivo. No caso de ser necessário o aumento do efetivo ou compra de equipamentos, a força deverá enviar primeiro uma solicitação que deverá ser aprovada pela população do município, estado de destino, ou, no caso de forças federais, federação.
Ninguém deve ser impedido de se associar ou de se isolar. Não haverá perseguição religiosa ou qualquer outra neste Estado, porque não terá poderes para tal. Se alguém quiser ser comunista, se associe e compre um pedaço de terra onde ele poderá ser comunista. Se alguém quiser ser capitalista, que seja.
Sei que é muito simplista, mas seria uma forma pouco traumática de tornar o Estado mais justo, sem a necessidade de extinguí-lo totalmente.
E Taiwan?
A China está quebrada e com uma infraestrutura excelente,
já o nosso Brasil está quebrado e sem infraestrutura.
Taí a diferença…
Leandro e cia, já li que a redução da taxa de crescimento da economia chinesa não é um fato espontâneo, mas que foi planejada a partir de um estudo preparado pelo Partido Comunista da China em 1998. O estudo teria alertado para a crescente distorção entre o nível de renda da população urbana e o da rural, e, além disso, o documento também analisava a pressão que o crescimento econômico centralizado na indústria impunha sobre recursos não renováveis, como a água. Essas teriam sido as causas para o país diminuir a produção rural em 20% e de incentivar o êxodo rural com estímulos ao setor de serviços para absorver a mão de obra. Também afirmaram que a queda nas exportações é consequência da crise mundial. O que acham?
Pessoal, como a China conseguiu arrecadar tanto dinheiro nos últimos anos? Foi só investimento estrangeiro?
Os chineses já “invadiram” a América Latina, África e várias nações ao seu redor, além de serem os maiores credores dos EUA.
Não esperem coisa boa disso, mesmo porque, a tirania e o absoluto desprezo pelo próximo são a marca registrada e histórica da China.
A estratégia grega do cavalo de Tróia segue mais atual do que nunca.
Pessoal, eu estudo economia, estou no 1º semestre, sou um pouco leigo em todo esse mundo teorico/economico. Alguem pode me explicar o que há de tão mau nesse tipo de perfil economico que a china se encontra ?
Em todo regime comunista, apesar do comunismo ser caracterizado pela ausência de uma matriz econômica, já que a economia é a gestão da escassez devido ao fato dos recursos serem finitos e precisam ser geridos como tal, existe sempre uma matriz econômica secreta, ou seja existe a gestão da escassez, só que essa matriz é controlada com mão de ferro pelos controladores do regime. Assim temos um crescimento econômico que é gerido pelos “donos do poder”. Quando o regime atinge o ponto de ruptura, como aconteceu com a explosão da União Soviética, essa riqueza gerada passa a ser gerida pelos antigos controladores do regime. Isso explica o aparecimento a riqueza dos magnatas russos após a queda do comunismo.
No caso da China, provavelmente, toda a riqueza interna gerada durante o período do regime comunista tradicional, está em poder dos atuais controladores do atual sistema de governo chines, que não é mais um regime comunista tradicional como antes.
Isso também está a ocorrer em Cuba, onde ainda temos um regime comunista, mas não mais tão tradicional como antes, e podemos verificar a concentração de riqueza nas mãos dos Castro e seus apadrinhados.
Leandro,
Estava lendo uma entrevista de James Rickards – autor do livro best-seller “Currency Wars” e do “The Death of Money” que fala sobre como a China usa o ouro e o FMI para remover o dólar como moeda de reserva.
Entrevista com James Rickards: O plano da China de substituir o dólar
Nessa entrevista ele fala algumas coisas interessantes, porém ainda não sei avaliar se o que ele falou faz sentido, e por isso preciso de uma análise curta.
”
Epoch Times: E quanto ao ouro?
Sr. Rickards: O ouro possui uma série de vetores. Tecnicamente, ele está configurado para uma grande recuperação. Deixe-me separar os fundamentos das tecnicalidades.
Fundamentalmente, meu preço-alvo para o ouro está na faixa de 7 a 9 mil dólares por onça. Isso não é algo que acontecerá de imediato, mas também não é uma previsão de 10 anos. É uma previsão de 3 a 5 anos, para o preço subir cerca de 5 a 6 vezes.
Epoch Times: Em que se baseia a análise?
Sr. Rickards: Ela se baseia num colapso da confiança no dólar e em outras formas de dinheiro de papel. Para restaurar a confiança há dois meios: Inundar o mundo com liquidez do Fundo Monetário Internacional (FMI) na forma de Direitos Especiais de Saque [DES, uma forma de moeda emitida pelo FMI], ou voltarmos ao padrão-ouro.
A inundação do mercado com DES seria altamente inflacionário, de modo que isso colocaria o ouro numa posição superior. Se voltarem ao padrão-ouro, eles terão de assumir um preço não deflacionário.
As pessoas dizem que não há ouro suficiente no mundo. A resposta é que sempre há ouro suficiente no mundo. É apenas uma questão de preço. Agora, em 1300 dólares a onça, não há ouro suficiente para apoiar o comércio e as finanças mundiais. Mas em 10 mil dólares a onça, há ouro suficiente. Não se trata de ouro, mas do preço.
Se voltarmos ao padrão-ouro temos de evitar o erro que a Inglaterra cometeu em 1925, ao voltar ao padrão-ouro pelo preço errado, o que provou ser altamente deflacionário, e contribuiu para a Grande Depressão. Eu fiz as contas sobre isso e o preço não deflacionário para um padrão-ouro hoje é cerca de 9 mil dólares a onça.
Epoch Times: Em que se baseira o seu preço-alvo?
Sr. Rickards: Ele é baseado em sustentar a oferta de papel-moeda com ouro. Isso seria usar M1 [notas de papel, moedas e contas correntes] como a base monetária, com um suporte de 40%. Se você fosse usar M2 [M1 mais contas de poupança e fundos do mercado monetário] com um suporte de 100%, isso equivaleria a 40 mil dólares a onça.
Epoch Times: Investidores em ouro fariam a festa!
Sr. Rickards: Isso não significaria que o ouro valeria mais [em termos reais]; isso significaria apenas que o dólar entrou em colapso. Mas de fato você faria mais dólares por onça. Isso seria uma previsão para 3 a 5 anos.
Para o próximo ano, esses fundamentos não são susceptíveis de emergir em um ano. Mas as tecnicalidades podem. Tecnicamente, o ouro está configurado para valorização devido à diminuição da oferta flutuante.
Epoch Times: Será que isso tem a ver com a queda do ouro no ano passado?
Sr. Rickards: Houve 500 toneladas retiradas do depósito GLD [Spider Gold Trust ETF] pelos bancos de ouro. Essa foi uma retirada física maciça do mercado. As pessoas realmente não entendem como o GLD ETF funciona. Quando as pessoas estão comprando o GLD, elas não estão comprando ou vendendo ouro; elas estão comprando e vendendo ações.
O ouro fica num armazém e só está disponível para os participantes autorizados. Se você olhar a lista de participantes autorizados e a lista de bancos de ouro, eles são praticamente os mesmos: Goldman Sachs, Citigroup, JPMorgan, Morgan Stanley, Deutsche Bank, HSBC etc.
Os bancos têm a capacidade de comprar ações, tomar ações, trocá-las e obter o ouro físico. E eles estavam fazendo isso e enviando o ouro para Shanghai para apoiar o comércio e o arrendamento em mercado de ouro de Shanghai. Então, quando você pega 500 toneladas e despeja no mercado, isso é cerca de 20% da oferta anual de mineração. Isso é uma injeção física maciça.
O outro fator é apenas a pura e simples manipulação, o que é muito visível nos preços de futuros do Comex (mercado de commodity). Eu vi algumas análises estatísticas que demonstram a manipulação do mercado, sem sombra de dúvida.
Epoch Times: Um duplo golpe…
Sr. Rickards: Então, a questão é que entre a manipulação do banco central por meio dos futuros do Comex e o despejo físico dos bancos de ouro, e com a limpeza do depósito GLD, e, aliás, também do depósito Comex, há uma enorme quantidade de ouro que entrou no mercado em relação às tendências de fornecimento normais, colocando enorme pressão de venda no Comex.
Então, isso foi uma combinação ruim, mas o problema é que isso não é sustentável.
Epoch Times: Então, e agora?
Sr. Rickards: Você não pode saquear o depósito duas vezes. Uma vez que você retire todo o ouro, você não pode retirá-lo de novo. O cofre do JPMorgan está baixo, o cofre de Comex está baixo e o cofre do GLD está baixo.
Epoch Times: Para onde o ouro está indo?
Sr. Rickards: Um dos grandes movimentos agora é o ouro se deslocando de lugares como UBS, Credit Suisse e Deutsche Bank para depósitos privados como G4S, ViaMAT e Brink's. Isso não aumenta a oferta de ouro de forma alguma. Mas o que isso faz é que diminuir a oferta flutuante disponível para negociação.
Se eu tivesse o meu ouro no UBS, o UBS normalmente tem o direito de re-hipotecagem. Mas se eu retirar o meu ouro e movê-lo para o ViaMAT, ele está apenas sentado ali e não está sendo comercializado ou re-hipotecado.
Então, se eu mover o ouro do UBS para o ViaMAT, não há mais ou menos ouro no mundo. Eu ainda sou o dono, e é a mesma quantidade de ouro. Mas da perspectiva do mercado, a oferta flutuante diminuiu.
O maior jogador nisso é a China. A China está comprando milhares de toneladas de ouro secretamente por meio de fraude e usando recursos de inteligência militar, operações secretas etc.
Epoch Times: Então, por que o preço do ouro continuará subindo?
Sr. Rickards: Há uma oferta total de ouro no mundo. Mas para encurralar um mercado ou espremê-lo, você não precisa comprar todo o ouro, você só precisa comprar a oferta flutuante. Pense em todo o ouro do mundo, é cerca de 170 mil toneladas. Pense num pedacinho em cima disso que é a oferta flutuante disponível para negociação.
O ouro que está nos cofres do Comex, JPMorgan ou GLD está disponível para negociação. O ouro comprado pelos chineses não verá a luz do dia novamente pelos próximos 300 anos, e não está disponível para negociação. Assim, com o ouro indo do Ocidente para o Oriente, e do GLD para a China, a quantidade total de ouro mantém-se inalterada, mas a oferta flutuante está declinando rapidamente.
Isto significa que o papel-ouro que fica em cima da oferta flutuante está se tornando cada vez mais instável e vulnerável a um estrangulamento, porque não há ouro físico suficiente para apoiá-lo. Então isso provavelmente provocará colapso em certo ponto, levando a um estrangulamento rápido e compras pesadas.
Epoch Times: Sr. Rickards, em nossa última entrevista (parte 1, parte 2), falamos sobre o ouro e por que ele poderia valorizar. Você também mencionou que os chineses estão por trás da compra de enormes quantidades…
James Rickards: Eu encontrei-me com a maior refinaria de ouro do mundo, o chefe de operações de metais preciosos. Ele recentemente expandiu sua capacidade; eles criaram toda uma nova área em sua fábrica e é altamente automatizada. E ele está trabalhando em turnos triplos, ele está trabalhando 24 horas por dia para produzir ouro.
Ele está produzindo 20 toneladas por semana e metade disso vai para a China. Então, isso equivale a 10 toneladas por semana, o que é cerca de 500 toneladas por ano. E isso é apenas uma refinaria, sem contar todas as outras, isso é muito ouro.
Ele disse que os chineses querem mais, mas ele não fornecerá porque tem clientes regulares. Ele supre os relógios Rolex e outros indivíduos de alto patrimônio líquido e instituições, que são todos clientes de longa data. Ele não pode recusar a preencher suas ordens.
Ele disse: "Estou fazendo todo o ouro que posso, trabalhando 24 horas por dia, enviando tanto ouro quanto posso para a China, 500 toneladas por ano, e os chineses ainda querem mais."
Epoch Times: Como o suprimento pode se manter?
Sr. Rickards: Então, de onde vem o ouro? Ele vem da produção mineradora, sucatas e barras de 400 onças. Os chineses estão basicamente virando as costas para o mercado de ouro de Londres e criando um novo padrão. Então, o velho padrão eram barras de 99% ouro puro de 400 onças, o novo padrão são barras de 99,99% ouro puro de um quilograma.
Desta forma, o que as refinarias estão fazendo é que elas estão pegando as barras de 99% ou 400 onças, e refinando-as em barras de 99,99% ou de um quilograma, porque essa é a única coisa que a China quer.
Eles estão pegando barras de 400 onças, que pesam 25 libras ou 11,34 kg, e transformando-as em barras de 1 kg. Os chineses gostam de 1 kg, porque há muita demanda por isso, e é muito melhor para contrabandear. Há uma enorme fuga de capitais saindo da China.
O Shanghai Gold Exchange está em processo de substituir Londres como o centro de comércio de ouro do mundo, e eu mencionei alguns aspectos disso [em minhas entrevistas anteriores].
Um deles é que muito do abastecimento flutuante está se deslocando para lá; segundo, os chineses mudaram o padrão de barras de 400 onças para de um quilo, e estão facilitando a negociação e a construção de grandes cofres em Shanghai e têm suas próprias refinarias. Assim, considerando todas essas tendências juntas, fica muito claro que o centro de comércio de ouro está se deslocando de Londres para Shanghai.
Epoch Times: E sobre a compra chinesa do cofre de ouro do banco JPMorgan em Nova York?
Sr. Rickards: Eu não ponha muita credibilidade na compra do cofre do JPMorgan, aquilo foi uma transação imobiliária. Eles compraram todo o arranha-céu Chase Manhattan. Mas há um cofre no subsolo. Eu não posso imaginar que eles gastaram mais de um bilhão de dólares num prédio para que pudessem obter um cofre. Tenho certeza que foi um negócio imobiliário, e o que eles queriam era o edifício, mas de fato há um cofre lá.
Além disso, se você é chinês, por que você desejaria seu ouro em Nova York, você preferiria que estivesse em Shanghai. Mas o que está ocorrendo em Shanghai é muito significativo. Basta dizer que a China está se tornando o poder mundial do ouro. Em termos do sistema monetário mundial, Shanghai está se tornando o centro de comércio mundial de ouro em lugar de Londres e, colocando essas duas coisas juntas, você tem de se perguntar por quê?
Epoch Times: Por quê?
Sr. Rickards: Acho que eles vêem algo que a maioria das pessoas não vê. O sistema monetário internacional baseado em moedas de papel é frágil e suscetível de entrar em colapso, e, quando o sistema precisa ser reformado, o povo com a maior voz na mesa será aquele com mais ouro.
Epoch Times: Certo, mas mesmo incluindo esta compra frenética, os chineses têm uma menor porcentagem do seu abastecimento de dinheiro reservado em ouro do que os Estados Unidos.
Sr. Rickards: Eu concordo com isso, o que me diz que eles continuarão comprando. Acho que eles adquiriram três ou quatro mil toneladas em segredo, mas não acho que estejam satisfeitos.
Epoch Times: A China pode abastecer o mundo com uma moeda de reserva?
Sr. Rickards: Não com o yuan. (a) Eles não querem abrir sua conta de capital; (b) O yuan não pode ser moeda de reserva global. O yuan está se expandindo em uso como moeda de comércio, mas a maioria das pessoas não entende a diferença entre uma moeda de comércio e uma moeda de reserva. A moeda de comércio é apenas uma forma de manter a contagem no mecanismo da balança de pagamentos.
Entre o Brasil e a China, se o Brasil se compromete a aceitar o yuan pelos produtos brasileiros, e a China se compromete a aceitar reais em troca de produtos chineses, está tudo certo. Isso satisfaz a relação e resolve as transações de tempos em tempos. Isso é uma moeda de comércio ou troca.
Mas ser uma moeda de reserva significa que os países que têm reservas têm de investir em alguma coisa, então você precisa de um lastro líquido significante de ativos de investimento. A China não tem isso. Não há mercado de obrigações chinês. Há alguns títulos Dim-Sum e algumas outras coisas, mas não existe um mercado de títulos do governo chinês, e levaria de 10 a 15 anos para desenvolver um.
Mas não é simplesmente uma questão de emitir dívida. A China não precisa obter empréstimo, porque eles têm muitas reservas. Se eles não emprestam, então, não há obrigações, e, se não há títulos, não pode haver uma moeda de reserva, porque não há nada em que investir.
Mesmo que eles fizessem isso, não há estado de direito na China, então como você confiaria que os chineses não roubariam seu dinheiro? Então, com tudo isso junto, eles não estão nem perto de ser uma moeda de reserva.
Epoch Times: Então, o que os chineses estão fazendo?
Sr. Rickards: O que a China quer são os DES ['Direitos Especiais de Saque', um instrumento monetário internacional que funciona como um tipo de dinheiro entre os governos], porque eles não controlam o dólar. Os DES são emitidos pelo FMI, e a China está simultaneamente fazendo lobby para mais votos no FMI.
A China está tentando usar sua disposição de emprestar dinheiro ao FMI para comprar notas de DES do FMI e assim dar dinheiro ao FMI para socorrer a Europa. Ela está tentando usar isso como alavanca para conseguir mais votos. Se ela tiver mais votos, ela se sentiria confortável usando os DES como moeda de reserva, porque seu uso seria regulado pelos membros do FMI e isso faria a China o segundo maior membro, depois dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos estão se opondo a isso, mas a francesa Christine Lagarde [chefe do FMI] está pressionando fortemente pelo aumento da participação chinesa. É um jogo mundial complicado.
Se você me perguntasse se a China quer se livrar do dólar como moeda de reserva global, a resposta é sim. Mas a maioria das pessoas pensa que é porque eles querem o yuan. Mas não é. E sim os DES.
Epoch Times: O que os Estados Unidos podem fazer sobre o dinheiro devido à China?
Sr. Rickards: Tudo o que temos de fazer é inflar nossa moeda e pagá-los de volta em dólares mais baratos e isso se refletiria numa transferência de riqueza da China para os Estados Unidos. Assim, a China é completamente vulnerável a isso, e é por isso que eles estão comprando ouro para criar um fundo.
Se inflarmos, então o ouro subirá. Então, o que eles perdem no papel, eles ganham com o ouro.
”
Faz sentido o que ele disse Leandro?
O planejamento central do Estado é a forma mais eficiente de desperdício de recursos.
* * *
Me parece que a espiral de crescimento econômico chinês é ampliada pelo comércio internacional, portanto, fôlego eles ainda tem bastante, porém, quando não houver mais espaço para ocuparem e se virem forçados a buscar uma verdadeira eficiência alocativa de recursos, o mundo inteiro desabará com este “parceirão”.
O que acontece hj na República Popular da China foi planejado em 1998, quando o Partido Comunista Chinês soltou um relatório alertando para o crescente abismo econômico entre o campo e as cidades e o risco, cada vez maior, do crescimento econômico sobre os recursos naturais do país. O ponto principal se embasava no tamanho da economia, que já atingira um altíssimo nível. Foram emitidas algumas recomendações:
1. Reduzir o crescimento anual do país a patamares sustentáveis, em torno de 5% ao ano;
2. Reduzir a área plantada e a produção agrícola em 20% para diminuir o impacto sobre as reservas de água;
3. Ampliar o uso de energia renovável, principalmente solar e eólica;
4. Incentivar o consumo interno por meio da revogação da Política do Filho Único e
5. Ampliar o setor de serviços com o aumento da população urbana de 60% para 80%.
O documento previa a implantação dessas políticas a partir de 2008, mas a China aceitou adiá-las por causa da crise econômica mundial causada pela quebra do sistema habitacional estadunidense. O quadro, hj, só não está pior porque Beijing ajudou a segurar a barra.
Voltando ao modelo chinês, o Partido Comunista Chinês está acima do governo e estabelece as políticas de Estado que orientam os planos quinquenais da economia. Não é um modelo rígido como o da União Soviética. As metas são gerais. Não se determina, por exemplo, que o país deverá atingir uma meta para produzir 1.999.999.999 celulares, mas que haverá um aumento na produção por meio de produção local por empresas estratégicas chinesas ou mistas.
As empresas estratégicas, e aí está o pulo do gato, têm 51% de capital do “sócio chinês”, ou seja, do Estado. A premissa é de que o socialismo não prescinde do mercado, que é anterior aos modelos econômicos, mas que o socialismo se caracteriza pela posse dos meios de produção. Uma rede de supermercado não necessita de capital do governo, não é estratégica, mas uma empresa que trabalha nanotecnologia ou biotecnologia a partir de células-tronco, dois pontos fortes da China hj, Se a Apple quiser sair da China, tudo bem. A fábrica (e a tecnologia) ficam.
Retornemos à análise do sistema chinês. Vc tem, acima de tudo, o PCC, que é organizado em departamentos de Política Econômica, Relações Exteriores, Relações Trabalhistas, Segurança Interna, Defesa etc. Daí partem as diretrizes gerais. Num segundo plano está o governo, que aprova estas diretrizes no Grande Congresso do Povo, depois do exame pela Conferência Política Consultiva, que reúne os oito partidos democráticos aliados do PCC. Ou seja, temos um país que funciona internamente de maneira socialista e que participa de maneira capitalista no mercado externo.
Vou te dar um dado interessante. Com US$ 100, uma família de três pessoas consegue pagar aluguel (US$ 10), se vestir (três calças jeans no padrão Taco custam US$ 10), se alimentar (US$ 50) e ainda poupar. A educação é gratuita até chegar ao ensino superior. As universidades só são gratuitas para alunos que sempre se destacaram. O serviço de atendimento médico é extensivo à toda população e de qualidade. Por incrível que pareça, o grande problema do governo é convencer os chineses a gastar. Como a inflação é baixa, há muita poupança doméstica. Guarda-se muito dinheiro no colchão, o que duplica a poupança nacional de US$ 12 trilhões.
Com base no Poder de Paridade de Compra, o padrão de vida do chinês de classe média equivale ao de um italiano. A média salarial do país, hj, supera a brasileira.
Vou deixar claro, não acho que este modelo funcione no Brasil, mas ele explica coisas que deixam os ocidentais perplexos, como as cidades fantasmas (quem aplicou suas reservas nelas sabe que, mais cedo ou mais tarde, elas serão ocupadas)…
Um abraço.
“como as cidades fantasmas (quem aplicou suas reservas nelas sabe que, mais cedo ou mais tarde, elas serão ocupadas)…”
Diziam a mesma coisa do mercado imobiliário dos EUA, principalmente em Miami onde a crise foi a mais severa, prédios e casas sendo construídos sem ao menor discernimento da oferta e demanda e quando chegou em 2007 começou o desmoronamento de todo aquele investimento errôneo.
Você acha mesmo que isso é investimento prudente? É sensato investir em uma construção de um apartamento que não será ocupado em 30%?
Se for, então os chineses realmente estão com dinheiro.
E este frenesi de aquisições de empresas, por chineses, no exterior, trata-se do “seguro” que o governo comunista está montando.
Acordos e mais acordos, aquisições estratégicas, e quando a coisa começar a feder, todos nós acabaremos por sustentar indiretamente o governo chinês.
Seria exagero falar em recessão do pib chines, visto que eles já estão crescendo ”só” 6% com muita maquiagem e endividamento?
Não aposto apenas em desaceleração mais, a coisa parece que vai pra um ajuste recessivo daqui uns anos, eles estão entrando em renda média, aliado aos excessos , o governo chines pode ficar sem capacidade de salvar empresas com a crescente dívida..
A coisa vai ficar interessante
A China já estagnou desde a virada da década. O governo chinês vai ter que adotar mais políticas liberalizantes como fez na década de 80 e 90 para o país continuar crescendo.
A China cometeu o mesmo erro do Brasil na década de 2000. Enquanto o crescimento do país estava pujante o Estado aumentou junto, quando sua economia esfriou o Estado continuou crescendo como antes. Então a capacidade produtiva da população não conseguiu manter o crescimento do Estado, estagnando a economia.
Vai colapsar onde, jovem? Reserva em dólar enorme, crescendo em crise a 6%, comprando empresas privadas em países e exportando bilhões para os quatro cantos da terra. As necessidades humanas são infinitas, os recursos finitos, e no momento, com muita vantagem, a China parece ter um mercado muito promissor para satisfazer as necessidades humanas por algumas longas décadas.
Olhar a economia chinesa pelo prisma austríaco é como um gorila tentar pilotar um Masserati.
A China já é o maior mercado de aviação doméstica do mundo (estão lançando um plano de construção de 270 aeroportos regionais para integrar a malha aérea nos próximos 15 anos), tem a maior malha ferroviária de alta velocidade do mundo, dos 5 maiores aeroportos domésticos do mundo 4 estão na China, que será o maior mercado de aviação civil (doméstico+internacional) até 2025, hoje é o 2o maior mercado.
As cidades que eram fantasmas há 10 anos hoje tem população de 5 milhões de habitantes, o mesmo acontecerá com as novas cidades fantasmas e os prédios fantasmas. O maior êxodo rural da história da humanidade que foi brasileiro, hoje é chinês e isto explica as “cidades fantasmas”.
A China já é o maior mercado de automóveis do mundo e também é o maior fabricante deles. A China é o maior fabricante de computadores e eletroeletrônicos do mundo e hoje tem pelo menos 3 marcas globais de respeito.
A China já consome 1/3 da proteína animal que a média brasileira, tende a consumir entre 60% e 70% nos próximos 15 anos, não existe gado o suficiente se eles comerem tanta carne quanto um americano, no mundo.
A indústria chinesa representa entre 40% e 60% da produção industrial mundial dependendo do segmento que se analise. O PIB chinês que é próximo a 60% do americano já é maior em PPC do que o dos gringos e será maior em valores absolutos até 2035 (se não acontecer nenhum desastre na economia americana até lá). A renda média de um trabalhador chinês que foi de 1/4 da nossa, hoje é igual e superará com folga de 2×3 até 2030.
A China é o primeiro ou segundo maior parceiro comercial de todos os países da OCDE e das 50 principais economias do mundo.
O orçamento chinês em pesquisa e desenvolvimento é 50% maior em peso no PIB que o americano e em 2020 deve ultrapassar o orçamento americano de P&D em valores absolutos.
Dizer que a China não gera riqueza é tão idiota quanto dizer que ela é uma economia keynesiana. A China não está nem aí para o nome da corrente econômica da moda, a economia chinesa é EXTREMAMENTE PRAGMÁTICA e reflete a frase de Deng Xiaoping “Não iimporta a cor do gato, desde que ele cace o rato”.
Escuto há 15 anos que a China quebrará nos próximos 5 e enquanto isso a China tem formação bruta de capital fixo próxima a inalcançáveis 40% do PIB, tendo chegado a estratósféricos 45%, detém reservas em títulos americanos de mais de US$ 1,4 trilhão, neste quesito segue os passos do Japão e se revezam no primeiro lugar como maior credor dos US.
Se a China pegar um resfriado, os USA morre de pneumonia.
Enquanto nós vemos economia em trimestres, os xing ling vêem em décadas.
Relaxem redatores e vão comer um “pastel de flango”.
Ou talvez faça parte de um plano futuro planificado da China, que está se posicionando a atrair imigrantes e investimento mundiais como o novo centro econômico do mundo, daí a necessidade de infraestrutura já preparada para abrigar os migrantes, e abastecer o pais com dólares e euros dos gringos, gerando uma renda aos proprietários dos imóveis, e capitalizando mais ainda a China comunisto-capitalista, rumo a hegemonia mundial, através da própria revolução, só que com a melhor e mais eficiente ferramenta de produção de todas, o capitalismo, que detém o fomento da tecnologia, que enche as nações de avanços e de recursos pra competir com as atrasadas, rumo ao extermínio econômico dos concorrentes que morrem por não conseguírem competir. No fim, o comunismo vence, se a China comorar o mundo, e o mundo comprar a China, como inegavelmente vem acontecendo.
É POSSÍVEL SOCORRER A CHINA?
Caros colegas, eu como agropecuarista fico sempre assustado quando leio esses artigos, os comentários sempre são muito distintos, é difícil saber o que realmente se passa na China, sou obviamente dependente da minha atividade, eimagino que o mundo precisa se alimentar, mas o “mundo” terá como continuar bancando e absorvendo essa produção? Teremos acordos comerciais que garantiram minha atividade? Algum especialista pode dissertar sobre esses tema “agriculta e china”? Obrigado.
Artigo bem legal sobre o histórico do keynesanismo… vale a pena: http://www.sunoresearch.com.br/artigos/keynesianismo/
Ótimo texto. A reflexão fica para nós, brasileiros, que estamos em busca de um mercado aberto e realmente livre ao comércio e as ideias. O conceito filosófico é agregar valor ao capital produzido e com isso reduzir a desigualdade efetivamente. Se não fizermos isso, as balelas imorais dos esquerdistas sempre vão atormentar.
A matéria é muito boa. A tempo já via alguns economistas apontando para a insustentabilidade da economia chinesa. Mas só tem uma parte que não entendi. No comentário do economista David Stockman, “modelo mercantilista de estímulo às exportações originalmente criado pelo Japão”. Mercantilismo não é bem mais antigo? Sempre pensei que fosse uma atividade dos grandes impérios europeus. Tipo Inglaterra, portugal, espanha etc.
ai ai ai, estão falando a varios anos olha a china vai falir, a china é uma farsa, entretanto vai ano vem ano e a china continua lá de pé, como explicam isso??
Não conheces a China. É muito claro pela falta de detalhes e números do governo Chinês.
Temos na China o claro exemplo de como a política social sob a mão de um governo comunista pode derrubar o imperialismo inescrupuloso da América. Em breve a China será a maior potência, passando o Trump State Of America e sendo exemplo para todas as nações. Comunistas de todo o mundo, uni-vos!
O que mais me intriga nas reflexões e projeções que se fazem sobre a China é sempre uma falta de avaliação de que ali está uma das civilizações mais antigas da humanidade, que vem cruzando milhares de anos, vendo o mundo se refazer de leste a oeste, enquanto as suas fronteiras seguem sendo as linhas que circundam sempre uma das principais nações do planeta. Como eles conseguem isso? Acho que seria um bom começo para a reflexão dos que acham que suas prospecções sobre esse velho e poderoso país se tornarão realidade de fato um dia. Em minha humilde visão, muito respeito e atenção ao que eles têm a nos ensinar.
Há uns dois ou três anos atrás conheci em um desses sites de amizades à distância entre estudantes, uma moça chinesa de 17 anos, ela era de uma cidade grande de lá que infelizmente não lembro mais qual é. Nas nossas conversas ela me falava sobre o sistema de ensino da China, aula de segunda à sábado, das 7:30 às 22:00, e segundo ela, nos domingos raramente dava pra fazer qualquer coisa pois tinha que estudar e fazer as tarefas da escola, e que vários alunos la tem problemas sérios de coluna por ficar sentado por muito tempo. Todo esse esforço pra conseguir uma gloriosa vaga numa universidade, onde a carga horária é semelhante. Então eu perguntei pra ela se todo esse esforço realmente vale a pena e tal, e ela me disse: “Aqui se você não tiver um diploma universitário é muito difícil conseguir se alimentar”, é o tipo de coisa que eu consideraria totalmente normal ouvir de um brasileiro ou de qualquer pessoa vinda de país pobre, mas não da China com suas gloriosas taxas de crescimento e a imensa riqueza que supostamente existe por lá, porém lembrando disso hoje, só me fica claro o quanto essa riqueza é “falsa”, meia dúzia de membros do partidão e empresário amigos do governo limpando a bunda com nota de 100 dólares, enquanto a população tem que se sujeitar a algo tão degradante só para conseguir ter uma vida minimamente digna. Papo vai, papo vem, ela me disse que queria ser arquiteta, mas que não pode pelo fato de arquitetos por lá trabalharem muitas vezes 18 horas por dia (Lendo o artigo agora eu entendo perfeitamente por que), e que ela não aguentaria isso.
Hummm, já vi essa história, claro que em escala menor, no Reino de Banânia, a alguns anos atrás…
A china é a “crise das crises”, que se anuncia aos quatro ventos mas que ninguém da bola. Pode até demorar mas essa pirãmide financeira que é a China em algum momento vai precisar de um ajuste e, pelo volume que ela tomou, não vai ser um ajuste pequeno.
O problema é que esse ajuste vai repercurtir no mundo inteiro, levando miséria e pobreza para todos os lados do planeta.
Vamos esperar para ver..
Enfim uma opinião coerente e verdadeira sobre a China. Há muitos anos assisti um documentário sobre civilizações, construindo um império, do History Channel, que só consolidou minha opinião sobre a China. Não se trata de um país jovem, tem mais de 2000 anos e a minha percepção ao assistir foi exatamente essa, de um crescimento irracional e desnecessário (insano), levando ao colapso, à revoltas internas da propria população, décadas de guerras internas pelo poder e enfim um novo imperador (ditador) com novas idéias insanas que acabavam da mesma forma. Exemplo foi a insana muralha da China que deve ser o maior cemitério do mundo, exércitos de estátuas e templos, canal para ligar oceano indico com pacífico (esse acho que não foi realizado); lembram essa idéia da rota da seda de agora. Sinais atuais são as revoltas em Hong Kong, que sempre teve maior liberdade. Enfim, a lógica é primitiva, sem nobreza, sem idéias inovadoras, e mesmo na área industrial apresentam apenas uma cópia burra em larga escala que visa o domínio e o poder absoluto pela mediocridade dos seus produtos, preços e princípios e valores humanos, que acabam destruindo e engolindo economias industriais mal administradas, como a do Brasil Corrupto, que viraram vendedores de produtos chineses. Nunca aceitei o fato das grandes potências e indústrias mundiais apostarem suas fichas num país comunista. Criaram um monstro do qual dependem de certa forma e mostra que nao se pode olhar só para o bolso. Os embates entre Eua (Trump) e China e suas barreiras comercias são uma esperança, pois você só vai poder competir com mão de obra escrava como na China, se se dispuser e trabalhar mais e isso é inviável, ninguém quer e por fim é insano e desnecessário.
…pois você só vai poder competir com mão de obra escrava como na China…
Vixi !!!!
Vejo que você está totalmente por fora ao acreditar em trabalho escravo na China.
Suas fontes de informação estão carcomidas com viés ideológico anti-China.
Recomendo o artigo abaixo:
http://www.mises.org.br/article/2920/nao-podemos-competir-com-o-trabalho-escravo-dos-chineses-eis-ai-uma-frase-que-agride-a-logica
Infelizmente, muitos acreditam no potencial da China, e a utilizam como forma de “provar” que o comunismo funciona. Contudo, esses mesmos não enxergam a cagada que ela está fazendo. Muitos irão morrer nessa brincadeira.
A questao é que todo o mundo ocidental hoje é keynesiano. Estupidez por estupidez, o regime chinês talvez seja até MENOS intervencionista, em diversos aspectos, que os países da OCDE: menor carga tributária, legislacao trabalhista light, previdencia publica light, etc.
Hoje lendo mais uma notícia sobre a crise de liquidez da China Evergrande, me lembrei do feliz momento em que descobri esse site com seus vários artigos e em especial este artigo que estudei ainda quando foi publicado. Lembro-me de ter comentado sobre esse artigo com alguns colegas na faculdade que não deram a menor importância – nós nunca ouvimos falar de escola austríaca na Universidade Estadual do Paraná – e disseram que o mercado imobiliário chinês nunca ia quebrar porque o estado pode controlar qualquer crise. Esse artigo deveria ser publicado novamente com as recentes notícias da China Evergrande.
Estranhei este trecho:
“O mercado imobiliário desaqueceu […] ao mesmo tempo em que os custos de construção aumentaram, devido à grande demanda por materiais.”
Se o mercado desaqueceu, a demanda por materiais deve diminuir em seguida.
De qualquer forma, não acredito que o governo chinês deixe o sistema bancário colapsar. Eles têm dinheiro e controle sobre a economia suficientes para impedir um “estouro”, e desinflar a bolha aos poucos.
Sempre foi apenas questão de tempo, e essa crise de Evergrand só mostra que bolhas sempre estouram, cedo ou tarde, pois a farra um dia tem que acabar.
La vem os terroristas da Bolha Chinesa atacando novamente. Eles esperam a explosão dessa bolha desde 2012. Essa questão da Bolha Imobiliária começou a ser especulado em 2017 e a China já está a anos tomando ações macroeconômicas para impedir tal bolha.
Assistam China Hustle, vocês verão o tamanho da encrenca.
nióbio
economia.estadao.com.br/noticias/negocios,volkswagen-vai-testar-bateria-com-niobio-em-onibus-eletricos,70003842294?fbclid=IwAR1TeGO7jD0JWcrMLJbV8J06as0MQNkT4QBNSBuKmHDRSRQFPOmb3Qv_JOA
A quebradeira lá na China está mais feia do que parece. O minério de ferro, que chegou a US$ 220 no início de julho, fechou agora a US$ 101,95.
Consequentemente, o real tá apanhando feio por causa disso. Esqueçam qualquer chance de moeda forte, no curto prazo, com o minério de ferro desabando.
Quando fala em China eu lembro daquela frase : Free Tibet. E já que eu lembrei da frase eu escrevo: Free Tibet.
se for verdade , uma bateria de nióbio pode carregar um elétrico em seis minutos, contra duas horas das de lítio.
institutominere.com.br/blog/cbmm-pretende-emplacar-bateria-que-usa-oxido-de-niobio-em-veiculos-eletricos
Liberdade econômica na marra
“Chefe do FMI, Kristalina Georgieva está em destaque após relatório de fraude na China
Uma investigação do escritório de advocacia WilmerHale, a pedido do comitê de ética do Banco Mundial, concluiu que os chefes do Banco Mundial, incluindo Kristalina Georgieva – agora chefe do Fundo Monetário Internacional – aplicaram “pressão indevida” para aumentar as pontuações da China no relatório “Doing Business 2018”.
Fonte: http://www.investing.com/news/economy/bad-for-business-world-bank-china-rigging-scandal-rattles-investors-2619310
Leandro,
Oq ocasionou o esse aumento nos custos dos materiais de construção? Não entendi essa parte
Quando o mercado imobiliário desaqueceu e a demanda por prédios caiu os custos de materiais não deveriam cair junto?
A interrupção das cadeias de suprimentos contribui pra alta?
Aproveitando, o BC da China tem essa mesma postura do Fed de compra de ativos e injeção de liquidez gigantesca na economia?
Desde 2012 falam que a China tem uma bolha imobiliária e que essa bolha vai estourar. O fato é que a economia da China está firme e sólida. Essa questão da Bolha Imobiliária começou a ser especulado em 2017 e a China já está a anos tomando ações macroeconômicas para impedir tal bolha.
Classe média se arrepende de PJ e prefere CLT, confira:
www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/09/depois-de-aumentar-renda-com-pejotizacao-classe-media-sente-saudades-da-clt.shtml
Eai camaradas?
China, uma Torre de Vidro. Como toda Nação Ditatorial ( O PCC é o mesmo de Mao) , a propaganda é a forma de convencer os INCAUTOS a aderir ao projeto. O Ocidente bancou a China, em geral porque o Capital não tem lado, e sem escrupulo politico não perde a oportunidade. O PCC Investe pessimamente o “ouro concedido” e ao invés de Liberdade, produzem uma IMAGEM DE PODER EMERGENTE. O Destino da CHINA é o CAOS, isso é inevitável, e as intererecias do Estado Comunista na economia só aceleram o fim. O Seu Exército é outra propaganda bem clara, baseada em NUMEROS que nao se pode comprovar, mas em sua maioria de material de baixa qualidade e para um tipo de Guerra não comum hoje em dia, tenta demonstrar força contra o ENORME PODERIO AMERICANO. O que a CHINA tem ? Novamente a propaganda…a força da RETÒRICA, e numa época aonde dizer ” vou destruir o Japão com bombas atõmicas ” é algo proibido para qulauqer Nação Civilizada, para a CHINA não se questiona. O Mundo pressiona Naçoes sobre POLUIÇÂO, uso de combustivel fóssil, destruição de recursos hídricos, tanto em rios como no mar, MENOS À CHINA, o maior poluidor, o maior destruidor de recursos hídricos. O que precisamos entender é porque o mundo aplaude essa Nação medonha e inescrupulosa? Quem são as pessoas, organizações e Nações que se beneficiam da propaganda Chinesa? Esses , mais que o PCC Chines, são os que conduzem o Circo Chines, o Castelo de Cartas, algo que começou a ruir, e o mundo ainda vai conhecer. Mas existem sempre as Guerras que podem embaralhar as cartas e ofuscar a visão. O Castelo de Vidro está rachando.
Mercados mundiais colapsando hoje, principalmente o setor financeiro. O que deve ter de banco (inclusive gringo) lotado de papel da Evergrande, e que vai tomar calote, é dantesco.
Minério de ferro desabou de US$ 230 para US$ 95.
A única boa notícia é que, com o colapso das commodities, as pressões inflacionárias ficam reduzidas. Mas o real vai sofrer.
dívida de 2.3 vezes o pib
blocktrends.com.br/5-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-a-bolha-chinesa/amp/?fbclid=IwAR1ivKYVkTlVA7AJTMeMe-_D-KouNLScM6vQby5T3ua2FGJEsypC-bhK7ug
Cabe ao IMB acompanhar bem essa crise chinesa…será que as previsões de vocês estavam certas de novo?
e dollinnho vai a 5.33
mercado tá espera do ato do Copom ( dia 22/09/2021)
eles demoram tanto pra subir, que os juros continuam negativos
http://www.google.com.br/amp/s/g1.globo.com/google/amp/economia/noticia/2021/09/20/dolar.ghtml?espv=1
ever grande é até comico de tao ironico
quanto mais alto, maior o tombo
Lockdowns que destruíram momentaneamente a cadeia de produção mundial;
Impressão descontrolada de dinheiro pelos bancos centrais para bancar o povo em casa;
Queda do PIB mundial devido ao lockdown;
Crises militares pelo mundo;
Colapso chinês;
Isso é um bolo para uma gigantesca crise??
a china foi o voo da galinha entao?…
Continuem apoiando a ”china” mesmo depois dessas imagens. Continuem. Vai.
t.me/draheleinealmeida/1755
Quase 10 anos e ainda não estourou, que coisa, não? Isso me faz pensar que os nossos conceitos de economia, uma economia “normal”, não são cabíveis para analisar a economia chinesa, já que trata-se de uma aberração. Isso é possível?