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Você sabe quem é o presidente da Suíça?

Ignazio Cassis (quem?). Esse é
o nome do atual presidente da Suíça.

Mas
nem se preocupe em decorar esse nome: ano que vem o presidente já terá
mudado. Assim como era outro presidente no ano passado. 

Sim,
a Suíça muda
seu presidente anualmente
.

Aliás,
há algo de muito interessante sobre a política suíça: você simplesmente nunca
ouviu falar de nenhum político suíço em nenhum momento da história.

Você
certamente conhece nomes — atuais ou do passado — de políticos da França, da
Alemanha, do Reino Unido, da Itália, da Áustria, de Portugal, da Espanha, da
China, do Japão, e dos principais países da América Latina. Uma simples pesquisa no Google irá
lhe apresentar toda a equipe do atual chefe de governo de cada um desses
países.

Mas
você absolutamente nada sabe sobre a política da Suíça. Você simplesmente nunca
ouviu falar de nenhum político da Suíça, nem atual nem do passado. Com efeito,
você sequer sabe ao certo qual é o sistema político vigente na Suíça.

(Há
uma piada antiga que diz que não há corrupção na Suíça porque as pessoas
simplesmente não sabem onde estão os políticos que elas devem tentar subornar
para conseguir favores.)

A
questão é: como é que um país tão famoso (e tão invejado) no cenário internacional
possui um executivo totalmente desconhecido?

Os suíços se opuseram a um governo
central desde o início de sua história

O
começo da confederação suíça nunca esteve relacionado à busca pelo poder.

Do
século XIV em diante, enquanto toda a Europa estava dilacerada ou por conflitos
territoriais ou por conflitos religiosos (como Guerra dos Trinta
Anos
, de 1618 a 1648), os originariamente 8 cantões da Antiga
Confederação Helvética
eram um microcosmo de paz e prosperidade.

Sim,
dentro desses cantões também havia diferenças religiosas, mas sua população, em
vez de guerrear entre si, preferiu um acordo: fizeram um pacto de mútua
assistência militar para proteger a neutralidade da região e sua paz.

O
Sacro
Império Romano-Germânico
havia concedido a essa comunidade de cantões a imediatidade
imperial
, o que significava que os cantões estavam livres do domínio do
Império (eram autônomos) ao mesmo tempo em que faziam parte dele.
Considerando-se que as realezas européias extraíam volumosas quantias de
impostos de seus súditos para financiar suas guerras que duravam décadas, ser
um suíço àquela época era comparável a viver no primeiro genuíno paraíso fiscal
da história.

Mais
ainda: por qualquer ângulo que se olhe, as seguidas destruições que ocorriam em
toda a Europa faziam com que as eventuais diferenças que havia entre os cantões
suíços parecessem totalmente insignificantes.

Posteriormente,
as diferenças religiosas começaram a crescer também na Suíça, gerando conflitos
entre os cantões católicos e os cantões protestantes. Cada um desses conflitos
teve seus vencedores, mas, mesmo assim, nenhum deles conseguiu impor uma
verdadeira mudança de regime, uma vez que os cantões eram diversos demais para
serem governados centralizadamente. Os governos cantonais simplesmente se
recusavam a cooperar entre si. Um governo cantonal não seguia ordens de nenhum
outro governo cantonal. A única política com a qual todas concordavam era a
política externa de neutralidade, a qual acabou por poupar o país de todas as
guerras.

Em
1798, porém, o Exército
Revolucionário Francês
invadiu a Confederação e estabeleceu a República
Helvética
. A Suíça deixava de ser uma confederação e se tornava um estado
centralizado. A soberania cantonal foi abolida e os cantões foram reduzidos a
distritos administrativos, tudo à imagem da França revolucionária. A República
Helvética, “Una e Indivisível”, foi proclamada e as forças de
ocupação estabeleceram um estado centralizador baseado nas idéias
da Revolução Francesa.

Mas
essas idéias “progressistas” sofreram ampla resistência e foram
abolidas 5 anos depois, pois a população suíça se recusava a cooperar com
quaisquer tentativas de centralização. A República Helvética era simplesmente
incompatível com a mentalidade suíça: os indivíduos exigiam que todas as
decisões governamentais fossem feitas em nível cantonal, e não em nível
federal.

A centralização e a Guerra Civil da
Suíça

A
República Helvética acabou em 1803 com a Ata de Mediação,
promulgada por Napoleão Bonaparte. O estado centralizado foi abolido.

Mas
ainda havia uma pendenga sobre a legitimidade de se ter um governo federal.
Após décadas de desavença quanto a essa questão, uma guerra civil acabou por
encerrar a querela.

A
Guerra de
Sonderbund
(“aliança separada”, em alemão), de novembro de 1847,
foi uma batalha originada por sete cantões católicos conservadores que se
opunham à centralização do poder e que, por isso, se rebelaram contra a Confederação
que estava em vigor desde 1814. Esta foi provavelmente uma das menos espetaculares guerras da história
do mundo: com duração de 26 dias, o exército federal perdeu 78 homens e teve
outros 260 feridos. Mas saiu vencedor. A Conspiração Sonderbund se dissolveu e
a Suíça se tornou, em 1848, o estado que é até hoje.

Apenas
pense nisso: a guerra suíça (caracterizada por sua inacreditavelmente baixa
violência quando comparada às outras guerras) foi motivada puramente pela
rejeição à centralização do poder e pelo ceticismo quanto aos poderes usufruídos
por uma entidade grande. E lembre-se de que estamos falando de um país
territorialmente pequeno (apenas 41 mil quilômetros quadrados). O resultado
foi, e é, um estado relativamente neutro que permite uma maior quantidade de
liberdade e prosperidade que praticamente todas as outras nações européias.

O Conselho Federal, impotente por
natureza

Mas
então, qual é oficialmente o governo da Suíça?

O
executivo do país é representado por um órgão chamado Conselho
Federal
. Ele é composto por 7 membros, sendo cada membro responsável por um
dos sete
ministérios da Suíça
(que lá são chamados de Departamentos). Esses sete
membros são nomeados pelas duas câmaras da Assembleia Federal.

A
presidência e a vice-presidência do Conselho Federal sofrem um rodízio anual.
Já o mandato dos 7 membros é de quatro anos. O atual Conselho é formado por 2
social-democratas, 2 conservadores de centro-direita, 2 conservadores
nacionalistas, e um democrata-cristão (Doris Leuthard, que é a atual
presidente).

Embora
a Confederação da Suíça tenha sido criada para seguir o exemplo dos EUA no que
diz respeito ao federalismo e aos direitos dos estados, os suíços conseguiram
evitar que o poder executivo se concentrasse em apenas uma pessoa.

É
interessante notar que, embora cada país europeu tenha feito (e ainda faça)
constantes alterações em sua forma de governo, o formato do Conselho suíço é o
mesmo desde 1848. A única mudança política já ocorrida no Conselho Federal foi
a recente reversão da Fórmula
Mágica
, também conhecida como o “consenso suíço”, que é o costume político
de repartir os 7 assentos do Conselho entre os quatro maiores partidos: com a
chegada do industrial bilionário e opositor da União Europeia Christoph Blocher e
seu Partido
Popular Suíço
, esse acordo político foi chacoalhado. Mais ainda: fez com
que uma eventual entrada da Suíça na União Europeia seja ainda mais improvável.

O
Conselho demonstra unidade em relação ao povo e a maioria de suas decisões é
feita por consenso. E é assim porque seu papel é muito mais decorativo do que
funcional, dado que a maior parte do poder é prerrogativa dos cantões. Decisões
relacionadas a educação, saúde, assistencialismo e até mesmo criação de
impostos são feitas exclusivamente em nível regional. O governo federal não
pode editar medidas provisórias e não tem poder de veto.

O
presidente da Suíça não tem praticamente nenhum espaço nas discussões políticas
e econômicas que ocorrem no país. Portanto, se você não sabia quem é o
presidente da Suíça, não se preocupe; vários suíços também não sabem.

O localismo funciona na Suíça

Os
cantões suíços são os responsáveis pelo equilíbrio da política: os cantões
conservadores são todos aqueles que estão fora das grandes cidades, como
Zurique, Genebra e Berna (a capital). A população das comunidades menores
rejeita a ideia de ter um governo distante e centralizado em uma capital
nacional. Como resultado, os suíços continuamente rejeitam propostas
progressistas, como a
de abolir a energia nuclear
e a de usufruir uma renda garantida de 2,5 mil francos suíços mensais para
cada cidadão. Mais de
75% dos suíços foram contra a medida
.

Essa propensão ao localismo seria consideravelmente
mais difícil não fosse o sistema de democracia direta, muito comum na confederação.

Todas as leis federais são submetidas às quatro
etapas abaixo:

1. Um projeto de lei é preparado pelos especialistas
na administração federal.

2. Esse projeto de lei é apresentado para um grande número
de pessoas por meio de uma pesquisa de opinião: governos cantonais, partidos políticos,
ONGs, associações da sociedade civil podem comentar sobre o projeto de lei e
propor mudanças.

3. O resultado é apresentado a comissões parlamentares
dedicadas ao assunto nas duas câmaras do parlamento federal, é discutido em
detalhes a portas fechadas e finalmente é debatido em sessões públicos em ambas
as câmaras do parlamento.

4. O eleitorado possui o poder final de veto sobre o
projeto de lei. Se qualquer pessoa conseguir encontrar, em três meses, 50.000 cidadãos
dispostos a assinar uma petição pedindo um referendo sobre esse projeto de lei,
um referendo será marcado. Para que um referendo seja aprovado, o projeto de
lei precisa ser apoiado apenas pela maioria do eleitorado nacional, e não pela
maioria dos cantões. É comum a Suíça fazer mais de dez referendos em um
determinado ano.

Tais
referendos explicam por que o Conselho Federal é formado por partidos da situação
e da oposição: se não houver consenso, a oposição pode usar a iniciativa
popular (referendo) para derrubar qualquer decisão tomada em nível nacional.

O fato é que, entre 1893 e 2014, apenas
22 de 192
 iniciativas populares foram aprovadas pelos eleitores. 
A reticência com que essas iniciativas são recebidas pelos suíços indica prudência
da parte dos eleitores e aversão a leis criadas centralizadamente.

E foi esse sistema de pesos e contrapesos, representado
tanto pelos cantões agressivamente localistas quanto pela ferramenta da
democracia direta, que tornou a Suíça particularmente resistente ao crescimento
do poder do governo, e um dos poucos bastiões da liberdade na Europa.

____________________________________________________

Leia também:

Como o porte irrestrito de
armas garantiu a liberdade dos suíços

Se o objetivo é limitar os
gastos do governo, há um exemplo prático a ser copiado: a Suíça

Palmas para os suíços

 

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158 comentários em “Você sabe quem é o presidente da Suíça?”

  1. Não da pra fazer esse mesmo modelo de governo com um país enorme(dimensões continentais) como o Brasil.

    O Brasil é muito diferente de uma região para outra, diferente da Suíça que é mais homogêneo.

  2. E nem adianta sonhar em copiar. A grande estrela disso tudo é o povo que rejeita o poder Central e só isso basta. Qualquer sistema daria certo quando a população sabe o mal que o poder centralizado faz.

    E qualquer sistema irá dar errado quando tem uma população Estadista, tipo a brasileira.

  3. Paulo Bostermann de Carvalho

    o problema é quando essa democracia direta acaba se tornando algo absurdo, tipo na Califórnia onde decidiram 16 (!) referendos estaduais no mesmo dia, sem contar os locais. alguns dos assuntos eram complicados até para quem acompanha política, então imagina para o cidadão ‘comum’.

    com resultados mais saudáveis foram colorado e maine, talvez por serem estados menores, o que ajuda na tal descentralização de poderes (california tem a mesma população da espanha, por ex.)

    mas no geral acredito que políticos optem por esses referendos mais para “livrarem a cara”, ou seja, se algo der errado foi culpa da população e não deles. no caso da california, por exemplo, qualquer coisa eles apontam juízes que revertem o resultado do referendo (notavelmente quando a população rejeitou casamento gay em 2008)

  4. Engenheiro Falido

    Boa tarde,

    Como invejam as medidas sociais da Suíça a esquerda brasileira, porém, não, nunca comentam esse lado liberal, de menos burocracia e burocratas, de cada individuo se responsabilizar pelo seu país e de todos participar da criação de leis.

    Ótimo artigo.

  5. Caramba, realmente nunca tinha ouvido falar algo ligado a política da Suíça. Sempre que algum assunto surgia sobre o país, era relacionado a algum tipo de desvio de dinheiro! Excelente artigo!

  6. Essa uma coisa que eu sempre admirei. Não saber quem é o dono da loja, da empresa nem o presidente do país. Significa que a instituição em si é sua maior propaganda. Não o dono ou a personalidade que a representa.

  7. Moçada não existe modelo de governo perfeito,quem pensa assim será um eterno insatisfeito,agora o artigo procura mostrar as vantagens da descentralização…Ou seja eu prefiro a descentralização com os defeitos que tem do que esse leviatã centralizado em Brasília…

  8. Fiz questão de ler todos os nomes dos presidentes da Suíça.

    Eu, que me considero relativamente bem informado, nunca ouvi falar de absolutamente nenhum deles. Aliás, não sabia ao certo se lá era parlamentarismo ou presidencialismo. (Eu sabia que não era monarquia simplesmente porque nunca ouvi falar em "rei da Suíça", mas também nunca ouvi falar em "presidente da Suíça" ou "primeiro-ministro da Suíça").

    Sinal de que o governo é totalmente desimportante.

  9. Reinaldo Schroeder

    ” Há uma piada antiga que diz que não há corrupção na Suíça porque as pessoas simplesmente não sabem onde estão os políticos que elas devem tentar subornar para conseguir favores”

    Sério, fui obrigado a rir alto aqui com esta.

    Quem me dera fosse assim no Brasil, mas com a mentalidade generalizada de que o povo precisa de uma figura paterna provedora de tudo, vai ser difícil.

  10. Se preocupar com presidente já é um sinal de decadência política

    Repare como a presidência dos EUA virou quase uma eleição global. Todo mundo se preocupa com o próximo presidente yankee, como se o que ele fizesse lá fosse te afetar diretamente do outro lado do globo (e de fato afeta) .. Sinal claro da decadência americana . No Brasil então é quase ridículo comparar a mentalidade suíça com a Brasileira, aqui não só o presidente tem um papel forte, como acreditamos que ele deve ter esse papel quase que por ”natural”, sequer cogitamos a ideia que não precisamos ter um, e mesmo os que desconfiam do estado, ainda pensam em colocar um ”menos pior” lá. Enfim, é muita diferença cultural.. Que sirva de indicativo aos liberais que a briga é cultural , na mentalidade, e que não adianta entrar na política se essa mentalidade do povo não mudar

    O que é uma pena. O Brasil poderia ser um dos melhores (se não o melhor) país do globo

  11. A base do capitalismo é sustentada pela ética, honestidade e respeito.

    Por mais que dinheiro aumente o poder, não é fácil viver com crápulas da esquerda tentando saquear tudo que veêm pela frente.

    Nessa situação de confisco geral da social-democracia, atacar a propriedade privada alheia virou uma coisa normal. Cobrar o imposto de renda não causa a mínima vergonha. Ganhar uma bolsa ou uma vaga em instituição pública virou motivo de festa. Obrigar as pessoas a fazerem o que não querem não causa o mínimo de preocupação.

  12. Off Topic

    Caros amigos, me ajudem a responder essa indagação.

    Recentemente tentaram defender o arranjo da Petrobrás nacionalizada com o argumento de que a extração de petróleo na Noruega foi o que permitiu o desenvolvimento daquele país, pois o governo utiliza as divisas arrecadadas com a exportação de petróleo para financiar a importação de todo tipo de produtos para o bem estar da população norueguesa. Esse argumento procede?

    Abraços.

  13. hilberto Batista de Oliveira filho

    Tudo é possível na Suíça devido a alto nível da educação familiar . Nunca seremos um país desenvolvido, porque somos todos oriundos de ESPERTOS e DESONESTOS.

  14. Você sabe quem é o presidente da China?

    O fato de você nunca ter ouvido falar de nenhum político chinês explica bem o sucesso daquele país….OH WAIT

  15. Saudade Arrazoada

    Offtopic: Ao senhor Hélio Beltrão ou qualquer membro da Equipe IMB que tenha competência para alterar o layout do site

    Fazem alguns meses que o layout do site foi atualizado, contudo não foi exatamente melhorado. Por certo o atual é esteticamente mais bonito e charmoso: A logomarca do IMB está mais limpa, as cores mais bem casadas, e as imagens — sempre bem selecinadas — ganharam destaque. Ocorre que o site está deveras pesado, de maneira que aos leitores do site está sendo cobrado um maior preço para acessa-lo (medido em tempo e em tráfego de dados).

    Além disso os comentários ficam mal arrumados, a organização dos artigos por tema não se acha facilmente, as belas sinopses do artigos foram trocadas por um resumo de duas linhas, e por ai vai.

    Seria dificil disponibilizar a versão antiga do site concomitantemente com a atual? Ou mesmo retomar por completo a versão antiga e pedir desculpas ao profissional que construiu a nova? Não acredito que o meu caso seja isolado pois minha internet não é tão lenta assim; o site demora mais a carregar do que um video no youtube.

  16. A questão principal da federalização é o dinheiro. Esse modelo brasileiro atual é de distribuição de pobreza.

    Quanto menos dinheiro no governo federal, maior será a limitação política de Brasília.

    Seria menos pior se governo federal cuidasse somente de questões entre países e entre estados. Brasília está se metendo em tudo quanto é assunto.

    Um bom exemplo é esse ranking do PIB por município. O Brasil possui dezenas de municípios com PIB europeu. Essas cidades não se desenvolvem, porque a maioria dos impostos não vão para o município.

    Quem diria que os munícipios de Cairu/BA ou Santo Antônio dos Lopes/MA possuem PIB per capita europeu ?

    Essa federalização atual é distribuidora de pobreza.

    Posição Município Estado PIB per capita (R$)

    1 Presidente Kennedy Espírito Santo 715.193,70

    2 São Gonçalo do Rio Abaixo Minas Gerais 340.688,49

    3 Louveira São Paulo 278.145,26

    4 Porto Real Rio de Janeiro 255.658,30

    5 Selvíria Mato Grosso do Sul 254.242,69

    6 Ilha Comprida São Paulo 242.646,02

    7 Quissamã Rio de Janeiro 223.042,26

    8 Triunfo Rio Grande do Sul 215.393,60

    9 São João da Barra Rio de Janeiro 212.966,61

    10 Itapemirim Espírito Santo 187.712,94

    11 Barueri São Paulo 171.831,09

    12 Saudade do Iguaçu Paraná 162.074,95

    13 Itatiaiuçu Minas Gerais 159.386,78

    14 Cairu Bahia Bahia 158.424,64

    15 Anchieta Espírito Santo 153.719,03

    16 Confins Minas Gerais 150.763,29

    17 Campos de Júlio Mato Grosso 144.968,37

    18 Paulínia São Paulo 131.151,41

    19 Santa Rita do Trivelato Mato Grosso 128.896,82

    20 Extrema Minas Gerais 128.232,82

    21 Santo Antônio dos Lopes Maranhão 127.317,03

    22 Cajamar São Paulo 125.437,27

    23 Jaguariúna São Paulo 124.527,70

    24 Campos dos Goytacazes Campos dos Goytacazes Rio de Janeiro 122.063,03

    25 Rio das Ostras Rio de Janeiro 121.799,76

    26 Marataízes Espírito Santo 121.204,88

    27 Canaã dos Carajás Pará Pará 118.954,21

    28 Armação dos Búzios Rio de Janeiro 115.444,11

    29 Parauapebas Pará Pará 114.753,57

    30 Chapadão do Céu Goiás 114.455,13

    31 Mariana Minas Gerais 114.347,90

    32 Aratiba Rio Grande do Sul 111.147,71

    33 Alto Horizonte Goiás 109.786,77

    34 Nova Lima Minas Gerais 109.298,94

    35 Piratuba Santa Catarina 108.895,40

    36 Casimiro de Abreu Rio de Janeiro 105.694,07

    37 Ilhabela São Paulo 105.112,86

    38 Jeceaba Minas Gerais 103.079,85

    39 Pinhal da Serra Rio Grande do Sul 102.491,90

    40 Rio Fortuna Santa Catarina 102.398,30

    41 Tapira Minas Gerais 102.363,77

    42 Vinhedo São Paulo 102.187,18

    43 Muitos Capões Rio Grande do Sul 101.313,12

    44 Cordeirópolis São Paulo 100.432,56

    45 São Caetano do Sul São Paulo 97.889,94

    46 Perolândia Goiás 97.053,92

    47 Ipojuca Pernambuco 95.666,34

    48 Jundiaí São Paulo 92.970,39

    49 Ouro Preto Minas Gerais 90.705,27

    50 Catas Altas Minas Gerais 90.141,86

    51 Araporã Minas Gerais 89.839,69

    52 Tasso Fragoso Maranhão 88.489,66

    53 Alumínio São Paulo 87.738,91

    54 São José dos Pinhais Paraná 87.697,29

    55 Itatiaia Rio de Janeiro 87.008,64

    56 Macaé Rio de Janeiro 85.462,97

    57 Horizontina Rio Grande do Sul 84.842,04

    58 Alto Taquari Mato Grosso 84.762,48

    59 Cabo Frio Rio de Janeiro 84.225,68

    60 Itiquira Mato Grosso 83.476,91

    61 Itabirito Minas Gerais 82.753,26

    62 Borá São Paulo 82.705,08

    63 Luís Antônio São Paulo 82.502,96

    64 Ipeúna São Paulo 82.466,86

    65 Guatambú Santa Catarina 81.834,39

    66 Vargeão Santa Catarina 81.758,20

    67 Cachoeira Dourada Goiás 81.477,56

    68 Brumadinho Minas Gerais 80.945,24

    69 Osasco São Paulo 80.265,37

    70 Paraty Rio de Janeiro 79.960,25

    71 Cabreúva São Paulo 79.705,27

  17. SE queremos virar uma Suíça, precisamos acabar com a reeleição.

    O ideal é que nenhum cargo público tenha qualquer tipo de reeleição.

    O que é uma reeleição ? Reeleição é o início de uma ditadura branca.

    Se os políticos não podem se reeleger, a tendência é ter menos populismo, menos gastos em benefício próprio, menos corrupção, etc.

    Nesse momento, o melhor é ter um estado mínimo, onde os políticos não precisam fazer muita coisa.

  18. Por curiosidade, vale ressaltar que o problema do primeiro colocado, Presidente Kennedy, não é por pouca arrecadação do município. Há casos de corrupção, mesmo recebendo verbas na ordem das centenas de milhão, o município é pobre, com ruas sem asfalto, a maior parte do lugar sem saneamento básico e etc.

    Olha essa reportagem: https://www.viuonline.com.br/a-corrupcao-sangra-presidente-kennedy/

    Ao que parece, o município sofre dos mesmos males que o resto do país…

  19. A democracia, enquanto um ideal, é um produto da civilização, não da evolução. Ide devagar! Escolhei com cuidado! Pois os perigos da democracia são:

    1. A glorificação da mediocridade.

    2. A escolha de governantes vis e ignorantes.

    3. O fracasso em reconhecer os fatos fundamentais da evolução social.

    4. O perigo do sufrágio universal nas mãos de maiorias pouco instruídas e indolentes.

    5. A escravidão à opinião pública; a maioria nem sempre está certa.

    Fonte: “O Livro de Urântia”.

  20. Conseguir a independência abrupta de qualquer Estado brasileiro ou região daria muito trabalho, por muito tempo e com pouca chance de sucesso. Não seria mais econômico nestes sentidos lutar pela descentralização como na Suíça?

    * * *

  21. Não necessariamente, o ponto é o excessivo centralismo em Bsb.

    Um passo á frente seria o estabelecimento de distritos e subdistritos para o nível de entes federados, com arrecadação e gestão próprias e câmaras comunais.

    Um segundo e terceiro passos, seriam o fim dos regimes compulsórios de contribuição, trabalhistas (extinção da CLT e do regime estatutário), reforma eleitoral com inexigibilidade de filiação partidária para postular cargo eletivo e extinção de fundos partidários.

  22. O Brasil é um país comunista enrustido. Todo o poder está concentrado nas mãos de políticos, burocratas e magistrados.

    “Todo poder emana do povo” ? Conto da carochinha, ou conto do vigário, comunista.

    Somos escravos de políticos e burocratas, a sociedade é obrigada a engolir goela abaixo tudo que autoritariamente os detentores do poder empurram goela abaixo.

    É ironicamente, chamam isso de “democracia”.

  23. Estado máximo, cidadão mínimo

    Muito esclarecedor artigo sobre o sistema político suíço. Sempre achei os suíços modestos e sóbrios, tudo ao contrário do que se vê no mundo. Em outros países todos, TODOS, os políticos estão mais para primas-donnas que qualquer outra coisa. Todos sugerem projetos “grandiosos” e “fulgurantes” (pra não dizer megalomaníacos e sem-pé nem cabeça mesmo) para “consertar” o país, todos saem espalhando seus feitos à torto e direito e cavam mais seu espaço na mídia que protagonista de novela das nove.

  24. Young Businessman

    Meus caros,

    Falando em Suíça, não pude deixar de lembrar de um assunto, e peço antecipadamente perdão pelo off topic.

    Alguém aqui já abriu offshrore em país ‘tax haven’ para mandar seu patrimônio e administrá-lo longe das garras do Leão?

    Andei lendo a respeito, mas não conheço ninguém que realmente já fez (ou saiba mesmo como fazer). Tenho dúvidas em alguns detalhes e gostaria de indicações de pessoas sérias e honestas que trabalhem com isto.

    – Um escritório de advocacia que faça isto é obrigado a notificar à Receita? Ou eles podem manter-se em sigilo e o dono do offshore é que estaria obrigado a reportar-se?

    – Custa mesmo uns1.500 USD para abrir e mais 1.200 USD anual para manter, ou isto é fake news?

    – O quão confiável é essa estrutura jurídica de offshore para administrar patrimônio?

    Se alguém puder ajudar, agradeço! 🙂

    Forte abraço a todos.

  25. Eu estou acompanhando a votação dos EUA e reparei que, na suma maioria, as grandes cidades votam nos “democratas”, mesmo nos estados republicanos.

    Por que será?

  26. O Estado brasileiro se transformou numa enorme balbúrdia se transformando num enorme vampiro que suga a energia de toda a nação, impedindo-a de ter um futuro digno.

  27. Síria, Tajiquistão, Tanzânia, Tailândia, Togo e Uganda tem menores gastos governamentais em relação ao PIB do que a Suíça.

    É isso porque eu peguei só os países que estavam perto do nome da Suíça da listagem.

    Então não me venha com essa se que a Suíça tem

    Pouco estado pois é mentira

  28. Leandro e Cia, porque gostam tanto do Brasil? Serio, que povinho de m**** esse

    Cara, covid comendo solto, mas pra copa não tem covid e a imprensa ta como se nada tivesse acontecido.

    Agora, mascara de volta, lockdown em alguns lugares e vai ter que tomar 5 doses de uma vacina nova.

    E ninguém se revolta, acha tudo normal. A ignorancia não é só de quem é pobre, os ricos de escola particular e ensino superior muitas vezes superam os mais pobres.

    Eu quero sair daqui, mas não tenho dupla cidadania. Ganho em dolar e poderia me mudar mas talvez tivesse um padrão de vida la menor que aqui porque aqui moro com os meus pais

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