Ela foi de branco.
Ele foi de azul. Ela fala sobre
comunidade. Ele fala sobre si
próprio. Ela é fria e, em alguns
momentos, aprazível. Ele é malvadão e,
algumas vezes, muito engraçado. Ele diz
coisas “másculas”. Ela fala sobre
direitos das mulheres.
E raras vezes na política americana dois candidatos
se odiaram com tanta intensidade. Ele
diz que ela é uma criminosa. Ela diz que
ele é um psicopata. Com isso, os
vindouros debates entre os dois serão uma mina de ouro global para as
transmissoras, podendo se igualar às Olimpíadas.
Sem dúvidas, haverá grandes doses de
entretenimento. Mas dificilmente haverá
algum esclarecimento. No final, já
sabemos a conclusão. A maior virtude
dela é que ela não é ele. E a melhor
qualidade dele é que ele não é ela.
Fora isso, no que diz respeito às políticas de
ambos, ou mesmo ao que ambos defendem, a diferença entre os dois é quase
imperceptível. Ambos vêem o estado como
a solução para todos os problemas da terra e ambos vêem a presidência como a
chave para conceder ainda mais poderes ao estado. O fabianismo é apenas um
gradiente das cores do fascismo. E o
oposto também é verdade.
Nem mesmo em assuntos específicos eles discordam
entre si. Ambos juraram preservar e
fortalecer o estado doméstico. Quanto à
política externa, ambos juraram fazer com que os EUA voltem a dominar o mundo:
ele, por meio do nacionalismo; ela, trabalhando em conjunto com aliados
europeus.
Houve uma época em que os Republicanos ao menos
fingiam defender alguma forma de liberalismo de mercado, por mais fraca que
fosse essa defesa. Eles ao menos
celebravam a livre iniciativa, falavam de liberdade e defendiam o livre
comércio em geral.
Hoje, no entanto, o novo líder do Partido
Republicano mudou isso. Tão logo
assegurou sua nomeação, Trump já concedeu várias entrevistas dizendo que pode
aumentar impostos, aumentar o salário mínimo e imprimir dinheiro o suficiente
para pagar os encargos da dívida pública em dólares baratos.
“Sob meu plano, os impostos irão diminuir. Porém, antes de isso ser negociado, eles irão
subir”, disse
Trump. “Em minha opinião, os impostos
para os ricos subirão um pouco”. (Após
uma enxurrada de protestos, ele alegou que estava dizendo que os impostos
subiriam após os cortes que ele
faria).
Quanto ao salário mínimo, ele age exatamente como
Obama, totalmente desinteressado nas forças de mercado, como se os salários que
as pessoas ganham pudessem ser determinados de maneira puramente arbitrária por
políticos. Disse
ele: “Eu acho que as pessoas devem ganhar mais… Não sei como você
consegue viver com US$ 7,25 a hora”.
Agindo assim, Trump se mostra totalmente ignorante
em relação a como um valor mínimo estipulado pelo governo afeta exatamente os
trabalhadores menos qualificados e menos produtivos, mantendo-os fora do
mercado de trabalho.
Quanto à dívida nacional, ele diz que ela não pode
ser paga e não pode ser caloteada. Logo,
só
há uma solução: “imprimir dinheiro”.
E o que dizer quanto ao protecionismo? Trump prometeu uma tarifa
de importação de 45% sobre todos os produtos chineses, e ameaçou retaliar
economicamente a Ford caso
esta abra mais fábricas no México.
Quanta mudança.
Essa torrente de idéias políticas impressionou até mesmo o site
esquerdista Vox, que publicou um artigo
sobre “as ideias econômicas de esquerda que Trump está adotando”.
Sim,
já ouvimos isso antes
Enquanto isso, Hillary empurrou o Partido Democrata
para a mesma plataforma dos Republicanos sob George W. Bush. Os Democratas nem mais sequer fingem ser
contra guerras, contra um estado intrusivo na vida privada dos indivíduos, e
contra desperdícios.
Houve vários momentos estranhos na convenção
Democrata que indicou Hillary Clinton para concorrer à presidência pelo
Partido, mas houve um que se destacou. Ela
disse: “Se você acha que deveríamos dizer ‘não’ para acordos comerciais
injustos… que deveríamos confrontar a China… que deveríamos proteger nossos
trabalhadores das montadoras, das siderúrgicas e das demais empresas
americanas… junte-se a nós.”
E ela prosseguiu dizendo: “E vocês não ouviram nada
disso na convenção de Donald Trump.”
Só que, na verdade, ouvimos exatamente os mesmos
pontos de Trump, que disse
na convenção Republicana: “Nossos horríveis acordos comerciais com a China e
com vários outros países serão totalmente renegociados. Isso inclui renegociar o NAFTA e conseguir um
acordo muito melhor para a América — e simplesmente sairemos da reunião se não
conseguirmos o acordo que queremos.”
Mas há mais.
Ela disse: “Se investirmos em infraestrutura agora,
não apenas iremos criar empregos hoje, como tambem estabeleceremos os
fundamentos para os empregos do futuro”.
Ele disse: “Vamos construir as ruas, as
autoestradas, as pontes, os túneis, os aeroportos, e as ferrovias do amanhã. Isso, por sua vez, irá criar milhões de empregos”.
Ela disse: “Se você acredita que o salário mínimo
deve ser o suficiente para sustentar uma família e que ninguém trabalhando em
horário integral deve criar seus filhos na pobreza — junte-se a nós”.
Exatamente no mesmo dia, Trump concedeu
uma entrevista à Fox News na qual reagiu energicamente à sugestão de que não
aumentaria o salário mínimo. “Você tem
de ajudar as pessoas, e eu sei que não é muito republicano dizer isso, mas você
tem de ajudar as pessoas…. Eu diria que [um salário mínimo de] US$ 10 a hora
é um salário ideal; mas sabendo que alguém como eu trará de volta aos EUA
vários empregos, as pessoas não permanecerão nessa categoria de US$ 10 a hora
por muito tempo”.
Quanto à licença maternidade paga, Hillary sempre
defendeu a medida, gostosamente alheia ao fato de que tal política foi
originalmente criada como
uma medida eugênica para diminuir — e, por fim, eliminar — a participação
das mulheres na força de trabalho, o que seria um choque para as
feministas.
Mas será que Trump também é a favor? De acordo com sua filha Ivanka, a resposta é sim:
“Sendo eu mãe de três crianças pequenas, sei bem como é difícil trabalhar e ao
mesmo tempo criar uma família, e também sei que sou mais afortunada que a
maioria das pessoas. As famílias
americanas precisam de um alívio.
Políticas que permitam que mulheres com crianças prosperem não deveriam
ser novidades. Elas deveriam ser a
norma”.
Indiferentes
Tentar separar minuciosamente as diferenças políticas
de ambos é uma completa perda de tempo, pois nenhum deles mantém alguma posição
baseada em princípio. Ambos adotam um
decrépito pragmatismo estatizante com a presunção de que, se há algo de errado
com o mundo, o governo pode consertar. O nome de quem comandará o conserto pode variar, mas a fonte do conserto sempre
será a mesma.
Ao menos já está ficando aparente, e com cada vez
mais intensidade, que a diferença entre ela e ele se resume a apenas uma briga
entre duas facções dentro de um mesmo e único partido. Antigamente, já era comum — especialmente
entre os libertários — dizer que não havia diferença nenhuma entre
republicanos e democratas. No entanto,
ainda assim sabíamos que havia uma hipérbole nessa afirmação. Ao menos retoricamente, um dos lados fazia
gestos de boa vontade em prol do liberalismo clássico.
Agora, isso se evaporou completamente. E a mudança não foi só do lado dos
Republicanos. Hillary não disse uma
única palavra em prol das liberdades civis.
Trump também não.
Trump faz sucesso entre seus entusiastas porque se
promove como alguém contrário ao establishment. Mas se você acredita que ser
anti-establishment é o mesmo que ser anti-governo, você está terrivelmente
enganado. Para Trump, anti-establishment
significa — e sempre significou — apenas que as pessoas erradas estão no
comando do governo. Portanto, Trump é
apenas um populista no sentido clássico termo.
Ele desdenha o politicamente correto (esta, sim, uma
novidade muito bem-vinda na política), posicionou-se corretamente contra o
desarmamento e diz coisas sensatas contra a ideia de aquecimento global causado
pelo homem. Ele também diz se opor à
esquerda, algo que faz com que um observador ingênuo possa interpretar como
sendo uma oposição aos poderes do governo — o que, como demonstrado acima, não
é o caso de Trump.
O despotismo pode vir em vários sabores e
embalagens. Pode vir da direita e pode
vir da esquerda. Opor-se a um e defender
o outro não é o mesmo que defender a liberdade.
O fato é que a perna direita e a perna esquerda do
estatismo dançam em um balé demoníaco.
Um lado ganha o controle e estimula o ressentimento do outro lado. Este outro lado reage, reassume o controle
após algum tempo e incita uma guerra contra seus inimigos políticos. A população fica dividida. Tudo
se torna uma briga por poder, mas cada lado tem interesse em adquirir cada vez
mais poderes.
Por isso, as coisas tornam-se mais claras quando
você começa a pensar em esquerda e direita como facções dentro de um mesmo
partido único. Ambos podem dizer coisas
sensatas a respeito de algumas coisas, mas nenhum defende a liberdade como
solução para os problemas econômicos e sociais.
Com esse cenário, é fácil perder as esperanças. Mas, não obstante tudo o que Trump ou Hillary
dizem, os libertários jamais podem esmorecer em sua batalha, pois sabemos que a
liberdade continua sendo a única esperança e a única solução para o mundo. A liberdade não é de direita ou de esquerda, não
é vermelha, azul, marrom ou verde. Ela tem
luz própria, uma luz brilhante que permanece acesa não importa quão espessa
seja a névoa criada pela política.
E isso nunca foi tão evidente quanto nos dias
atuais.
Entre os dois em tela prefiro o Vladimir Putin(grande homem e eterno líder da KGB).
Porque vocês neoliberais ficam discutindo política americana?
Os yankees imperialistas perdem espaço a cada ano… nós Defensores do Povo e da Igualdade vamos destruir o Tio Sam.
Veja a prosperidade e a felicidade do Povo Venezuelano, Cubano, Russo todos em sintonia trabalhando por um mundo melhor.
O Brasil também está(estava) na linha certa, o PT colocou esse país nos trilhos e agora os Golpistas atacam os pobres.
Viva a URSAL!
Estamos no controle, estamos no Poder.
Pelo bem de todos.
Há muitas e muitas eleições norte-americanas que não se vê distinção de fato nas ideias. Uma retórica aqui, outra ali, um populismo aqui, outro acolá, mas na prática, como disse bem o texto, o agente (o salvador da pátria, pra ser mais exato) é o estado e seus iluminados ocupantes do poder.
Uma lástima!
Muito bom o texto…depois de muito tempo esse site publicou um artigo decente. (Dificilmente você verá algo tão sóbrio analisando os dois candidatos)…
…mas o final ainda soa romântico demais, essa “liberdade” que os libertários do IMB buscam é utópica.
Vi uma pesquisa no Facebook que o Gary Johnson estava ganhando em 10 estados.
podem fazer um artigo sobre ele?
Abraço!
Tudo jogo de cartas marcadas. Se alguém acredita que existe algum sinal de decência e honestidade em eleições “democráticas” é só olhar o caso emblemático da atual eleição americana e o que a mídia do establishment fez com o Ron Paul.
O partido democrata americano está muito ligado ao comunismo.
Esses democratas são enganadores de minorias, enganadores de pobres, enganadores de deficientes, etc.
Assistindo um documentário sobre os democratas, parecia um partido de país de terceiro mundo. É muito porcaria e lixo na cabeça…
A terra da liberdade hoje tem um povo politicamente correto, feminista, gayzista, infantilizado, hiper sensível a qualquer choradeira que as vítimas profissionais são capazes de inventar.
Todo mundo aí se merece.
Acredito que os eua está condenado, o seu futuro pode ser uma dissolução do governo central, uma falência completa, e isso pode realimentar um espirito de ”secessão” nos estados. A simples menção de aplicar um controle de armas gerou essa ameaça de separação de alguns. Que dirá uma quebra, que será consequência natural de não reverterem essa tendência – E imprimir dólar não é a saída, a não ser que você queira uma hiperinflação e terminar por destruir a economia
Me falem onde é que o Neo Liberalismo deu certo? FHC QUEBROU O BRASIL, MENEM QUEBROU A ARGENTINA, INGLATERRA DE TATCHER PRECISOU A GUERRA DAS MALVINAS PRA GANHAR POPULARIDADE E O UNICO LUGAR QUE IMPLANTOU FIELMENTE ESSE MUNDO DE FADAS FOI A SOMALIA E NÃO VEJO NINGUEM QUERENDO MORAR POR LÁ.
HONG KONG e CINGAPURA tem 80% de suas moradias construidas pelo estado.
Por mais fatídico que seja o destino, é o que as pessoas querem. Por quê elas querem? Porque acreditam em uma pseudo ciência chamada keynesianismo, que se traduz firmemente na retórica populista.
Se você fosse pobre, improdutivo, preguiçoso e rancoroso, crescendo com seus pais e vizinhos te falando que a culpa de você ser um nada é do homem branco capitalista, você pensaria diferente? Quem não gosta de trabalhar quer o máximo de coisas grátis, e se ao mesmo tempo ferrar com a vida de alguém rico, melhor ainda.
A sociedade progressista ocidental é uma versão light do filme Idiocracia – a apoteose de uma sociedade medíocre.
É por isso que cada vez mais o produtivo vai para o leste e o desemprego fica no oeste.
God save the Queen.
O fato é que a perna direita e a perna esquerda do estatismo dançam em um balé demoníaco. Um lado ganha o controle e estimula o ressentimento do outro lado. Este outro lado reage, reassume o controle após algum tempo e incita uma guerra contra seus inimigos políticos. A população fica dividida. Tudo se torna uma briga por poder, mas cada lado tem interesse em adquirir cada vez mais poderes.
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Acredito que deve haver uma explicação teológica interessante, para este fato.
Temo que desapontarei nossa comunidade aqui, mas ficarei ao lado de Trump.
Alegrar-me-ei em esclarecer:
Cons
– O histórico fiscal dos republicanos é desprezível e nada condiz com a plataforma de estado mínimo. George W. Bush promete que não aumentará o gasto do governo e em menos de dois anos está torrando 800 bilhões em guerras. Por outro lado, Bill Clinton pôde cortar gastos sociais pragmaticamente na década de 90 enormemente sem sofrer retaliação alguma porque a mídia americana pertence ao Partido Democrata. Minha defesa de Trump é que ele não é um republicano, mas um candidato forte usando o Partido como plataforma. Ele não tem envolvimento algum com os Bush, Ted Cruz, Gingrich, McCain e a elite tradicional Neo-Con do partido.
– Ele quer uma tarifa absurda contra produtos chineses para trazer trabalhos de manufatura de volta aos EUA. Seu lance inicial é uma tarifa de 40%. O lance final provavelmente ficaria em 9% a 15%. Ele é um protecionista. Ele não entende que é justamente a classe média e os mais pobres que se beneficiam dos produtos chineses baratos. O dinheiro que eles economizam com produtos chineses os permite gastar mais com outros serviços, poupar mais e viver melhor. Serão os americanos quem mais sofrerão com esta tarifa e minha esperança. Não conheço a indústria americana mas espero que ela não use insumos chineses. Se sim, terão seus custos aumentados.
Pros
– Imigrantes tendem a consumir 75% mais benefícios sociais que a população americana. Eles vêm aos EUA para isso. Ao falar de imigrantes aqui, refiro-me especialmente aos de terceiro mundo nos EUA. São a maior fatia.
– Imigrantes votam Democratas quase unanimemente e por isso os democratas os trazem com anelo. São gado eleitoral que vota por mais estado e sabota as eleições em prol dos democratas.
– Defender a livre-imigração quando os imigrantes podem ir até um outro país, tomar benefícios sociais de um sistema no qual nunca investiram e assim aumentar o estado às custas da população NÃO é uma atitude libertária. Por mais que eu simpatize com o Gary Johnson, ele está redondamente enganado em defender fronteiras livres. Ao hospedar os imigrantes, Gary acidentalmente defende o aumento de gastos do governo e o endividamento da já condenada população americana. Tirar os imigrantes acabará com a coerção? Não, somente o fim do estado acabaria. A verdade é que dado os padrões de voto da população imigrante nos EUA, uma política de fronteiras livres significaria que NUNCA um político libertário / republicano tomaria a presidência novamente. Eles simplesmente não votam estado mínimo. Vêm de países estatistas e votam para expandir o estado em troca de benefícios sociais. Caso a população americana continue mudando (são mais férteis e mais jovens), é um caminho sem volta.
A única chance de uma redução no estado americano viria de um novo pragmático Bill Clinton saindo de um Partido Democrata cada vez mais ideológico.
Sugiro assistir ao seguinte vídeo para entender o fenômeno Trump e porque ele é:
– Imigrantes não só aumentam o gasto estatal. A adição de imigrantes a uma vizinhança corrói a confiança (leia ‘Confiança’ de Francis Fukuyama), algo essencial para o mercado e para todas as escolhas da população. Crime tende a crescer, gastos com segurança aumentam, crianças não podem mais brincar nas ruas; e além disso, os imigrantes que vêm para trabalhar competem justamente com a comunidade negra dos EUA, que já pena em ilegitimidade, desemprego e violência.
– Para justificar a tarifa dos produtos chineses, o argumento que vejo dos defensores não-protecionistas do Trump é que ela traria empregos de volta e reduziria o fardo do governo em pagar benefícios sociais. É um argumento impossível de ser feito sem uma máquina do tempo mas é o que ouço.
– Finalmente, o programa de imposto de renda é o melhor.
Fontes:
cis.org/Welfare-Use-Immigrant-Native-Households (Consumo de Welfare por imigrantes. Leitura importantíssima antes de você tomar partido)
http://www.pewresearch.org/fact-tank/2013/07/22/are-unauthorized-immigrants-overwhelmingly-democrats/ (Imigrantes ilegais têm apreço por democratas)
hotair.com/archives/2014/04/15/study-yes-more-immigration-means-more-democratic-votes/ (Imigrantes em geral têm apreço por democratas)
https://www.washingtonpost.com/news/the-fix/wp/2013/03/18/the-republican-problem-with-hispanic-voters-in-7-charts/ (Hispânicos simplesmente não votam por nenhuma plataforma conservadora)
https://www.donaldjtrump.com/positions/tax-reform (É de longe o melhor programa de impostos)
http://www.cato.org/blog/immigration-crime-what-research-says (Imigrantes e violência)
Infelizmente a direita só consegue ter espaço depois que o estrago causado pela esquerda já foi feito e a conta chega, vide a virada na Europa, depois do estrago dos muçulmanos, e aqui no Brasil, tendo que bater no fundo do poço pra se livrar do pt. Como os EUA ainda não atingiram esse patamar, naturalmente o Trump tem que dar uma aliviada e fazer uma média, pq se entrasse de cabeça batendo forte na esquerda, adotando um discurso realmente republicano, ele ia se estrepar. Ainda não há condição pra que um cara com um tom mais pesado igual ao Ted tenha condição real de vencer.
É impossível que um candidato vença defendendo uma agenda liberal/conservadora, simplesmente pq a lavagem da esquerda já foi extremamente bem feita na cabeça das pessoas, hoje a esquerda domina TODOS os setores de formação da opinião pública, mídia, educação, publicidade, ongs, filmes, músicas, artistas, essas redes sociais que são um instrumento global de propaganda de esquerda, além é claro do financiamento de campanhas. Se a pessoa não tiver iniciativa por conta própria pra conhecer o outro lado, acabou, vai morrer alienada naquilo.
O Trump é um molenga.
Se fosse eu, mandaria abrir um canal marítimo na fronteira do México.
Eu faria um Canal da Mancha americano.
Welcome to America’s Island !
Seria uma AMEXIT !
Ainda assim, acho que Trump será menos nocivo aos EUA que Hillary
Economicamente são iguais, mas conforme dito no artigo, a posição do trump a respeito de políticas de desarmamento e contra lobby politicamente correto já é algo que lhe dá vantagem em relação a hilary clinton. Então a decisão sobre em qual votar parece bem fácil para os libertarios americanos.
Os Americanos deveriam é prestar atenção no que o estatismo fez com a América Latina:
https://bordinburke.wordpress.com/2016/06/09/o-preco-de-nao-olhar-para-baixo/
Caros colegas, dado que os comentários atentaram mais para os aspectos imigratórios, coloco aqui alguns questionamentos a respeito.
“Sou leitor frequente deste blog. Aprendo muito e vejo o Liberalismo simplesmente como a coisa que faz sentido para permitir o desenrolar de uma vida em sociedade.
No entanto, em face, até, das leituras, de vez em quando me surgem dúvidas, e, aqui, coloco mais uma:
Uma sociedade convencida da funcionalidade do liberalismo clássico e que se rege por ele, provavelmente, terá um estado pequeno, no menor nível possível.
No entanto, uma vez que existem outras nações no mundo, essa condição de estado pequeno não colocaria essa sociedade/nação em condição de fragilidade no plano internacional?
Por exemplo: se, por hipótese, nós (Brasil) fôssemos uma sociedade liberal clássica e, de repente, uma outra nação, por um motivo qualquer resolvesse se apropriar de parte do nosso território.
Nesse caso, como nós, com um estado mínimo, faríamos frente a uma situação destas?
Neste sentido, eu tendo a pensar que mesmo a configuração de um estado pequeno não pode prescindir, não somente, de forças armadas, mas de forças armadas super bem preparadas, até porque, se fôssemos liberais, provavelmente seríamos muito prósperos e isso poderia despertar o interesse de muitas nações em se apropriarem de nosso crescimento.
Resumidamente, a pergunta seria: como seria possível viabilizar uma sociedade liberal, cercada de sociedades estatistas/esquerdistas?
A mesma questão eu também dirigiria à problemática dos fluxos migratórios?
Um imigrante que quisesse vir morar em uma sociedade liberal? Como seria isso?
A teoria pregaria à abertura das fronteiras? Isso, em um fluxo migratório mais denso não comprometeria o rumo dos fundamentos liberais dessa sociedade, dado o efeito da miscigenação com outras culturas e valores relativos à propriedade, à liberdade e à paz?
Mas isso contrária à ideia de liberdade para as pessoas? No caso, de liberdade para com o direito de se estabelecer onde bem quisesse, desde que respeitada a propriedade?
Ou seja: será que um sociedade liberal teria que ser fechada para, justamente, preservar os seus valores que a levaram a ser próspera?
Já agradeço os possíveis comentários e indicações de leitura.”
Realmente o primeiro texto idiota que vejo no IMB. Trump não é o ideal, com certeza, mas o que os candidatos que se dizem defensores do conservadorismo fizeram? Sequer capacidade de ganhar uma nomeação, de conquistar inteligentemente as pessoas! O triste é ver o texto passando a ideia e igualando os dois, o que é mentira. Com Trump há chances reais de manter a suprema corte americana conservadora. Há tranquilidade de manter viva a segunda emenda. Há a certeza de se lutar contra o islam. Já isso torna Trump muita melhor opção do que a Hillary!
Adoro quando os libertários colocam a culpa no caráter humano para atacar a democracia.
tudo verdade, sempre achei o trump o pior candidato republicano, porem pensando politicamente acho q por ele ter esse pensamento estatizante, carisma e coragem para peitar a esquerda seria o melhor caminho da vitoria republicana, o afegao medio trabalhador burro de carga quase n se informa corretamente e continua amando o estado
Vejam o que Jeffrey Tucker descobriu: políticos são estatistas e acham que podem mudar o mundo pela política !!!! Merece o Prêmio Nobel da obviedade com louvor.
Agora em termos de comparação em si, parece ignorar aspectos fundamentais ou os diminui para tentar provar seu ponto (que os dois candidatos são iguais). O fato de Trump não ser um político óbvio e de não fazer parte do núcleo fisiológico do seu partido é a diferença essencial entre ele e Hillary. Os próprios libertários, por entenderem de economia, vivem dizendo por ai (com razão) que “as pessoas respondem a incentivos”. Como então comparar uma candidata que recebe milhões das mesmas forças de mercado metacapitalistas que praticam o manjado capitalismo de compadrio há décadas com um sujeito que financia sua campanha em grande parte do próprio bolso e de doadores individuais? Considerando que pessoas respondem a incentivos, o incentivo de Hillary Clinton está muito claro.
Fazer uma análise do discurso e ignorar esses estímulos poderosíssimos por trás dos candidatos torna a análise meramente semântica.
Mas mesmo na semântica poderia ser melhor. Quanto ao salário mínimo, há uma distorção evidente. Dizer que “Não entendo como alguém consegue viver com 7 dólares por hora” NÃO é sinônimo de dizer que “Eu, se for presidente, vou pegar a caneta e fazer uma lei ordenando que o salário mínimo seja de 15 dólares por hora”. É típico dos mal intencionados ou dos analfabetos funcionais lerem uma coisa e interpretarem outra de acordo com suas convicções já estabelecidas. Como Jeffrey Tucker não faz parte do segundo grupo, temo que faça parte do primeiro. Trump ainda acrescenta: os Estados que (se julgarem conveniente) decidam por leis de salário mínimo. O governo federal pouco tem que se meter nisso. Essa posição, apesar de evidentemente não ser a ideal do ponto de vista econômico, deveria ser aplaudida, não criticada, visto que, do lado democrata, os candidatos defendem claramente a interferência do governo federal para aumentar o salário mínimo.
Outra coisa é dizer que “ambos querem fazer os EUA dominar o mundo” sem diferenciar um aspecto fundamental: o mecanismo. Trump propõe um país forte economicamente (ai o questionamento de como atingir isso é válido, ele é um idiota em economia por enquanto) e com defesa militar, mas não necessariamente intervindo ativamente em outros países. Já Hillary é globalista: propõe interferência direta econômica e militar quando convier e está disposta a fortalecer instituições como a ONU, as quais Trump não está nem ai. Nesse sentido, não é incorreto dizer que enquanto Hillary é a favor de um planejamento central global, Trump pelo menos se limita a fazer um planejamento central local, sendo a influência global apenas indireta. É comparar bananas com maçãs.
De todo modo, limitando-se ao sentido econômico, os dois são temerários no discurso (mas entre discurso eleitoral e prática há sempre um abismo é bom lembrar). Mas não, não são iguais e diferem em aspectos essenciais (alianças que controlam o sistema financeiro do crony capitalism e apego ou rejeição a elites globais). E infelizmente Realpolitik é exatamente isso: a eterna busca do menos pior, a escolha entre levar um tiro na cabeça ou no tórax. O sujeito vai sair ferido do mesmo jeito no final. Mas em um ferimento ele tem alguma chance de se sair um pouco melhor (ou menos pior) do que com o outro, ainda que exista um enorme dano em qualquer um dos casos.
O Trump vai ganhar. Quem quiser, pode apostar.
“Fora isso, no que diz respeito às políticas de ambos, ou mesmo ao que ambos defendem, a diferença entre os dois é quase imperceptível.”
Gosto dos artigos do JT, mas desta vez não posso concordar completamente com ele.
Trump não é o ideal para os libercons, mas, havendo apenas essas duas alternativas, ele é melhor do que a Clinton.
* * *
Em artigo publicado no City Journal, intitulado “If you build it…”, Edward Glaeser desmistifica o investimento estatal em infraestrutura como promotor do crescimento econômico, ao apresentar o caso do Japão, no qual o governo investiu a incrível soma de US$ 6,3 trilões em infraestrutura, alçando o país a 7ª posição de melhor infraestrutura no mundo, mas não logrou o almejado crescimento econômico. O artigo é leitura obrigatória aos desnvolvimentistas.