Certo dia, um conhecido me revelou, com um ar de
superioridade, que a solução para acabar com a corrupção era “criar novas leis”.
Imediatamente espantei-me com seu desconhecimento da
máxima de Tácito, que já dizia que “quanto
mais corrupto o estado, maior o número de leis“. Mas decidi entender melhor seu raciocínio.
Perguntei a ele onde ocorria a corrupção, se na
esfera estatal ou na iniciativa privada? Triunfantemente, ele soltou a resposta
que julgava definitiva: “acontece dentro da esfera estatal, mas quem corrompe é
sempre a iniciativa privada”.
Foi então que decidi vestir uma daquelas ridículas
roupas gregas da época, colocar uma barba postiça, pegar no braço de meu
interlocutor, e levá-lo para uma caminhada regada por um diálogo baseado no método socrático.
E comecei as perguntas:
— Qual origem da corrupção?
— O capitalismo.
— Quem corrompe?
— Os empresários que querem assaltar o dinheiro
público.
— Quem são os corrompidos?
— Os corruptos que trabalham para ou dentro do
estado.
— Quem são esses corruptos passivos?
— Políticos, membros do governo, servidores, membros
do partido no poder nomeados para cargos comissionados, integrantes do
judiciário etc.
— Quer dizer então que os corruptos passivos estão
entranhados na estrutura do estado, dificultando a sua identificação
individual, ao passo que os corruptores são perfeitamente identificáveis?
— Sim.
— E quer dizer que os corruptos entranhados na
estrutura do estado, além da dificuldade de serem identificados, ainda contam
com a estrutura do próprio estado para não serem identificados? E, caso sejam identificados, provavelmente conseguirão
a proteção daqueles a que estão vinculados?
— Sim, mas, veja bem …
— Então quer dizer que você considera mais
perniciosos os corruptores ativos, os quais podem ser facilmente identificados,
e que só conseguem agir assim por causa dos incentivos formais e informais
decorrentes da ação daqueles corruptos passivos entranhados na estrutura do
estado, os quais são responsáveis diretos por construir esse ambiente que
estimula e potencializa a corrupção e do qual são beneficiários?
— Sim, mas, veja bem…
— Então quer dizer que, sob o aspecto moral, você
hierarquiza aqueles que criam o ambiente institucional e legal para dele se
beneficiarem e coloca no topo da sordidez aqueles que agem como corruptos
ativos porque se aproveitam desse ambiente criado pelos corruptores?
— O assunto é bem mais complexo do que você quer
fazer parecer…
— Diga-me como é possível, se é possível, você defender
o combate à corrupção ao mesmo tempo em que defende mais poderes para aqueles mesmos
agentes que operam dentro do estado e que constroem todo um ambiente legal e
institucional que os beneficia e que os permite transferir a responsabilidade
da corrupção aos agentes artificialmente ativos da corrupção?
— É tudo uma questão de elegermos as pessoas
certas…
— Volto a perguntar: por que há corrupção?
— Por causa da ganância dos empresários e dos maus
agentes políticos.
— Bom, agora, além dos empresários, você
responsabiliza os agentes políticos qualificados de forma negativa?
— Sim. Eles também são culpados.
— Vamos então partir para um exemplo prático: o que
foi o Petrolão?
— Um grupo de empreiteiros pagou propina para políticos
para serem eles, os empreiteiros, os escolhidos para fazer obras superfaturadas
para a Petrobras.
— E de onde veio o dinheiro da propina paga pelos
empreiteiros aos políticos?
— Da própria Petrobras, que, ao pagar pelas obras
superfaturadas, garantiu um trocado extra para os empreiteiros, os quais então utilizaram
esse trocado extra para “agradecer” aos políticos, que são conhecidos como seus
“operadores”.
— Ou seja, na prática, todo o dinheiro era da
estatal, por isso a Petrobras ficou descapitalizada.
— É…
— Então você próprio admite que o que está dando
sustento à corrupção é o dinheiro de uma estatal.
— Sim, mas, veja bem…
— Permita-me outra pergunta: você concorda que só
há corrupção porque há uma entidade com o poder de decidir e de escolher ganhadores
e perdedores, e que essa entidade, por ter dinheiro em abundância (dinheiro
esse expropriado das riquezas produzidas por essa sociedade), se torna um verdadeiro
pote de ouro?
— Sim, mas, veja bem…
— Permita-me interrompê-lo para seguirmos adiante. Você
diria que uma entidade que concentra o poder de escolher ganhadores e
perdedores, que possui o poder final de decisão sobre aquilo que se pode ou não
fazer, e que obtém uma fonte intermitente de dinheiro porque expropria riquezas
da sociedade, é uma entidade extremamente visada?
— Sim, mas é possível limitar o acesso a essa
entidade.
— Como?
— Votando nas pessoas certas.
— Tá, permita-me prosseguir: você diria que aqueles
agentes privados que são, de uma forma ou de outra, seduzidos por esse poder
descomunal e se tornam agentes ativos da corrupção, são mais ou menos nefastos
do que os próprios políticos corruptos?
— Mais nefastos.
— Como é possível estabelecer uma hierarquia que
determine que estes entes são mais nefastos do que aqueles que estão dentro do
estado?
— É possível sim porque o estado nos
representa! E aqueles que trabalham para
o estado defendem a sociedade, a coisa pública!
— Mas se o estado nos representa e aqueles que
trabalham para o estado defendem a sociedade e a coisa pública, como é que
podem estimular a corrupção, serem dela beneficiários e assim serem menos
nefastos?
— Ah, estou sacando o seu jogo. Você está querendo
me confundir e fazer sua propaganda anti-estado!
— Não quero lhe confundir nem nada. Quero entender como funciona uma mentalidade
estatista.
— Você está me ofendendo…
— Imagina!
— Afinal, qual é o seu ponto?
— Meu ponto é que, quanto maior e mais poderoso um
governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria e quanto mais obras
públicas ele faz, mais os empresários poderosos e com boas conexões políticas
irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios à custa dos concorrentes
e da população como um todo.
Por meio de favores pessoais ou de propinas, estes empresários
não apenas conseguirão licitações favoráveis (sendo pagos com dinheiro público),
como também conseguirão se isentar de seguir as leis e regulamentações criadas
pelo estado ao mesmo tempo em que defenderão a imposição destas leis e
regulamentações sobre seus concorrentes.
— Sim, mas esse jogo sujo é a essência do
capitalismo!
— Não, esse arranjo é a essência do mercantilismo, do
“privilegismo”, do compadrio. Aliás,
esta é exatamente a característica precípua de um regime fascista, no qual tudo
deve estar dentro do estado e nada deve estar fora do estado. Desnecessário dizer que essa é a antítese do
livre mercado.
— Bruno, afinal, o que você defende?
— A redução máxima do estado, deixando de lhe
reconhecer autoridade política sobre várias atividades que hoje ele
exerce. Esse é o caminho para se lutar
contra a corrupção, contra os grupos de interesse e contra os lobbies
empresariais. Por outro lado, com um estado
grande, intervencionista e ultra-regulador como esse que temos, lobbies, grupos
de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra. E isso não será mudado apenas “elegendo as
pessoas certas”.
— Bruno, você é um reacionário neoliberal fascista!
Duas frases que nunca melhorarão um país:
1) O que falta é votarmos nas pessoas certas.
2) o que falta nesse setor é mais dinheiro.
Ué Esse debate realmente aconteceu ou você fez um compilado das falacias de estatistas que você conheceu ao longo da vida? De qualquer forma eu quero ser igual você quando crescer :D.
Escolher bem os candidatos é fundamental. Mais importante ainda, é a cobrança da sociedade sobre os governantes e representantes. Enquanto formos passivos, as mudanças serão muito lentas.
É aquela coisa, tem-se um lobby poderoso que corrompe os agentes do estado (é o que o mainstream apregoa), mas, e isso muitas vezes não é levado em conta, há político doidinho para ser comprado…
Sobre o papo, leis duras (punitivas) não resolve o problema, mas ajuda a diminuí-lo e a fazer com que pelo menos haja um senso coletivo – no sentido de que a maioria pretende/deseja – de que se deve combater os corruptos.
A causa da corrupção é a existência do bem material. Se não existisse bem material, não haveria o que roubar nem porque enganar. É a fetichização da mercadoria sob um arranjo capitalista que cria a corrupção.
Quando o capitalismo cede para os homens justos e honestos (quando colocamos as pessoas certas no poder, a esquerda), a corrupção também o faz.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9d/Transparency_international_2014.png (Países mais corruptos do mundo)
A Venezuela, por exemplo, graças às suas prateleiras vazias, libertou-se da exclusão moral do capitalismo e hoje é um gigante da transparência e referência de honestidade estatal.
Enquanto isso países perversos vendidos ao capital internacional como Hong Kong e Singapura vivem em uma miséria moral e espiritual (não no sentido religioso. Sou ateu anti-teísta) sem tamanho.
A casa kaiu. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
por que existe corrupção?
porque existe dinheiro.
E porque existe dinheiro?
Porque existe capitalismo.
E porque existe capitalismo?
Porque o homem decidiu corromper o próprio homem.
O Bruno fugiu da essência do capital: corromper a alma do homem. O resto é apenas consequência.
Veja que antes mesmo dos problemas com a corrupção, existe o interesse do homem pelo mundo material e estético. Porque um homem quer dinheiro? Porque ele quer comprar bens materiais? Porque ele quer sexo? Tudo é culpa do capitalismo, que soube trabalhar, com o pecado original do homem.
Você poderia citar a obra, a ação humana de mises, e argumentar que não há maldade e sim fatores que influencia a ação humana. Sim de fato não há maldade original no ser humano, mas sim a influencia da cultura do capital sobre o ser humano. Da mesma forma que Bruno pode dizer, que um homem é corrupto, devido aos fatores de um estado grande. Eu posso afirmar, que o capitalismo, também cria fatores que corrompe o homem ao pecado original. Portando é uma corrupção muito pior que a material, é a corrupção moral.
Em quanto o mundo não for socialista, o pecado original continuará a existir.
Para defender o meu ponto, que uma sociedade socialista pode sim, não ser corrupta, com base em uma moral. Eu utilizo o mesmo argumento que Roger scruton utiliza para fazer uma julgamento da beleza. Segundo ele a beleza não pode ser definida, porque ela depende da moral do indivíduo que a avalia, Portando para dizermos o que é belo no presente, somos dependentes da moral daqueles que criaram e avaliavam o que é beleza. O mesmo se aplica a uma democracia socialista.
Porque socialista? Porque o capitalismo é um fator de corrupção moral.
Somos dependentes da moral de nosso conterrâneos. Em uma sociedade que só pensa no lucro e no individualismo, dificilmente não haverá corrupção. Assim como na arte, houve uma destruição da beleza, devido ao excesso de liberdade, o mesmo acontece com a democracia. Todos fomos corrompidos.
Perfeito, Bruno! Parabéns!
A propósito, o economista Arminio Fraga deu uma entrevista hoje, 04.05, a um grande jornal, dizendo que vê com bons olhos o Tesouro Nacional capitalizar a Petrobrás e outras estatais, a fim de evitar dificuldades diversas. Eu sou frontalmente contra isso, pois seria imprimir mais dinheiro, sem lastro produtivo, para socorrer um empresa privada.
Como você analisa essa situação?
Obrigado.
Por que muitos querem um super-estado ao inves de um estado minimo ?
Porque um super-estado consegue reduzir a desigualdade social e manter o grupo coeso e um estado-minimo não consegue.
Por que reduzir a desigualdade social ?
Porque não é “certo” existir desigualdade social. (ou desigualdade social é “errado”)
Por que manter o grupo coeso ?
Porque não é “certo” deixar o grupo separar. (ou separação é “errado”)
E a discussão desemboca no que é “certo” (ou “errado”).
E como decidir o que é “certo” ? (ou “errado”).
Democraticamente. Então vamos fazer uma consulta democratica:
1. Pertmitir ou tolerar desigualdade social é “certo” ou “errado” ?
70% = “errado”
20% = “certo”
10% = NDA
2. Pertmitir separação é “certo” ou “errado” ?
90% = “errado”
5% = “certo”
5% = NDA
Ou seja, no final as pessoas querem super-estados.
Mas eu não. Eu quero um estado-minimo.
Vamos eleger os cupins certos para tomar conta da madeira, vamos aumentar a quantidade de madeira para combater os cupins.
Reduzir a quantidade de madeira disponível para ser devorada pelos cupins seria cruel com os mais pobres.
Quem fará o Brasil acontecer será a sociedade. Enquanto predominar a ignorância dos menos abastados e de uma indolência dos que teriam condição de cobrar os políticos, viveremos reclamando pelos cantos. A Democracia é um regime muito trabalhoso. É preciso fiscalizar e principalmente cobrar a classe política. É preciso também antes de votar, estudar muito bem os prováveis candidatos. O que se verifica hoje em dia é que pessoas de ótimo nível não mais se recordam em quem votaram para deputados nas últimas eleições. Ora, se não sabem em quem votaram como irão acompanhar e cobrar. Na realidade, somos todos reclamões que não tomam a iniciativa de agir.
O artigo dá demonstração que basta tornar o estado mínimo e seria o fim da corrupção. E a corrupção do próprio sistema capitalista, feito por empresários nas mais variadas formas, que mesmo em estados mínimos corrompem governantes, financiando suas campanhas e cobrando favores dos mesmos depois. O texto não fala dos funcionários públicos honestos e éticos que deveriam compor o sistema público e assim evitar a corrupção daqueles do setor privado, que também tem culpa neste tipo d crime. Funcionários corruptos deveriam ser extirpados como um câncer, começando por aqueles de nomeação política geralmente responsáveis pelo processo decisório.
É preciso parar de ficar somente na teoria e agir. Qual é a linguagem que os nossos políticos entendem? Se ficarmos escrevendo somente em foruns nada acontecerá. Temos que ir para as ruas, encher a caixa de e-mail deles, etc. Ficar analisando o cenário somente sem uma ação efetiva nada adianta.
Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email NOVO é [email protected]
Eu acredito que tá surgindo uma leva boa de políticos, mas o sistema em si, dá muita brecha para ilegalidades. O Estado burocrático e grande, facilita as manobras entre Público e privado, o
A única solução para o brasileiro ser honesto seria nascer de novo. Impossível.
Com a pressão popular – naturalmente se não surgir políticos mais gabaritados – os atuais serão compelidos a se aliar decisivamente às demandas da sociedade sob o risco de não se reelegerem. Espero que com um novo governo, o Estado perca tamanho contribuindo para minimizar “as manobras” entre o público e privado.
Sempre que converso com pessoas da minha cidade sobre corrupção, tento explicar a elas que independentemente da boa vontade e da honestidade dos políticos eleitos a "coisa pública" não tem como dar certo. Quando pergunto a elas o que acontece com qualquer negócio particular (o boteco do Zé, a padaria do Joaquim, a loja da Maria, a fazenda do João) quando o mesmo tem má gestão, seja ela: administrativa, de recursos humanos, de produtos e atendimento ofertados ou simplesmente porque não há trabalho suficiente sendo realizado, a resposta vem rápida e certeira: o negócio "quebra". Daí pergunto em seguida: e o que temos com isso? Nada. Ok. Agora, fazer com que entendam que para o estado essa lógica não se aplica pelo fato de que o mesmo conta com tubos de dinheiro saindo do bolso do contribuinte, ou que o estado cria dinheiro do nada, ou que o estado deixa a conta para o futuro, é que são elas.
Só com mais Mises e menos Marx.
Bom dia amigos,
Obrigado por mais um excelente artigo que nos ajuda a entender a corrupção institucionalizada em nosso país.
Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o seguinte: Claro que a presença de agências reguladoras estatais como a ANATEL, que deveria proteger o consumidor, acabam protegendo as próprias empresas do setor, através de lobby criado por elas, corrupção, entre outros. Como é o caso recente da tentativa de impor uma internet limitada, prejudicando os clientes destas empresas.
Minha dúvida é a seguinte: Estas empresas oferecem péssimos serviços a preços altos e o consumidor por não ter alternativas melhores se vê obrigado a aceitar essa situação. Como evitar que empresas façam lobby, combinem entre si valores altos, mesmo oferecendo um péssimo serviço? Claramente a presença de agencias reguladoras não resolve o problema.
Obrigado e parabéns pelo excelente conteúdo.
O Brasil é um dos países mais corruptos do planeta. O caldo de corrupção é infinito. Vai desde o desvio de milhões de dólares, passando pelo infrator que ultrapassa o sinal vermelho, do empresário que sonega impostos, da dona de casa que não paga todos os direitos trabalhistas para sua empregada, etc. etc. Nossa sociedade está mergulhada em corrupção. Pode-se afirmar que não escapa um.
A argumentação “socrática” foi construida de forma coerente, mas falta nela um dado importante a respeito do qual Ayn Rand diria: “não se pode esperar nada de brilhante de um povo medíocre regido por uma elite medíocre”. A concepção de estado é antes de tudo uma concepção da elite, concepção esta elaborada com a ajuda de gente que não pertence à elite e sabe o que é excelência de um povo e qual o caminho para alcançá-la. Por exemplo, os donos do dinheiro não entendem de ciência e tecnologia mas entendem de como fazer o dinheiro frutificar. A excelência em ciência e tecnologia faz o dinheiro frutificar. Além disso, para alcançar esta excelência, é preciso primeiro alcançar a excelência em educação que é para formar gente qualificada em ciência e tecnologia. Quando os donos do dinheiro são medíocres, eles não são capazes de entender estas duas relações simples.
O Estado constroi as rodovias (o sistema, a burocracia) e constroi tambem os atalhos (legais). Quem pagar o pedagio (proprina) pode usar o atalho e chegar mais rapido (ou simplesmente chegar).
Todos somos corruptos. Vivemos em um caldo cultural envolto em muita corrupção. Criticamos os políticos pela maldita corrupção, mas não observamos o nosso comportamento e atitudes diárias. Cometemos no dia-a-dia inúmeros delitos. Enquanto não mudarmos nossa mentalidade nessas pequenas coisas, a sociedade padecerá de corrupção.
Ou o Brasil acaba com a corrupção ou a corrupção acabará com o Brasil. Ainda bem que existe uma imprensa livre, um ministério público e polícia federal atuantes. A corrupção encontra-se em todos escaninhos da República. A sociedade tem que ficar bastante alerta para acabar com essa praga nacional.
Estou de saco cheio de ouvir que o PT é corrupto. Quem fala isso se esquece que antes do PT chegar ao poder, desde o ano de 1500 os poderosos roubam este país. O que é 13 anos de governo se comparado há mais de 5 séculos de roubos e mais roubos. O PT não roubou. Quem roubou foi a mídia golpista. Roubou a verdade do povo. Mensalão e Petrolão é conluio da direita em conjunto com um judiciário comprado. Golpistas não passarão. Fascistas não passarão. http://www.pt.org.br/
Epílogo:
E depois os amigos do Bruno Garschagen se juntaram e o fizeram beber uma taça de cicuta.
* * *
Hoje a maior preocupação do brasileiro é a corrupção, segundo pesquisa do Datafolha. No entanto, constatamos que o mesmo brasileiro que reprova a corrupção é o mesmo que elenca uma série de motivos para defender o fato de ser corrupto. As desculpas são as mais variadas possíveis: “eu faço isso porque o estado nos oprime”, “eu sonego imposto pois é muito alto”, “eu passei o farol vermelho porque estava com pressa”, “a corrupção é uma consequencia da intrusão do estado na vida do cidadão”, “tive que participar de corrupção dando propina para político porque se não desse minha empresa não iria ganhar a concorrência”, “tive que dar uma gorjeta para o policial porque se não, a multa sairia muito cara”. E dessa forma vamos navegando encharcados de corrupção por todos os lados. E nesta tragédia, não importa se de Esquerda, Centro ou Direita, todos terão consistentes justificativas para manterem-se corruptos. É uma pena.
A corrupção é uma chaga nacional. O jeitinho brasileiro é o avô da corrupção carnuda, gestada e encorpada nos gabinetes da República e que tanto contamina a todos. A nação está apodrecida. É pai, mãe, primo, irmão, amigo, etc..como dizia a canção “Se gritar pega ladrão, não sobra um meu irmão”.
É preciso parar de ficar somente na teoria e agir. Qual é a linguagem que os nossos políticos entendem? Se ficarmos escrevendo somente em foruns nada acontecerá. Temos que ir para as ruas, encher a caixa de e-mail deles, etc. Ficar analisando o cenário somente sem uma ação efetiva nada adianta.
Prezados senhores,
Sou um leitor assíduo do IM. Desde que passei a ler sobre teoria austríaca, pensei a ter discussões com um amigo que um estado interventor. Sempre envio artigo do IM para ele, mas é em vão. Enfim, estou reunindo os comentários dele e gostaria da ajuda de vcs para outros argumentos para ele, além do meu. Segue o comentário dele:
“Existe corrupção dentro e fora do Estado. Não é possível sustentar que exista corrupção só porque existe o Estado. Há corrupção nas empresas e continuará havendo mesmo com o Estado mínimo. Nem se pode sustentar que as regulamentações do Estado são a causa da corrupção. Certas organizações instuticionais favorem à corrupção, como nosso sistema político no Brasil. Creio que é preciso ter leis e uma organização institucional adequada no Estado para diminuir a corrupção. Ou seja, a reforma institucional é essencial para combater as facções dentro do estado, como dizia Aristóteles. No caso do Brasil, a reforma política é um exemplo. Além disso deve haver participação de todos na sociedade para fiscalizar e cobrar a execução das leis e punir os corruptos. No petrolao politicos e empresários foram corruptos. Não dá pra concluir pelo Estado mínimo só por isso.”
Att.
Haverá redução de corrupção, se cada uma cobrar seus representantes e governantes. A nossa sociedade é muito passiva. Não participa da vida nacional. Temos que ser vigilantes. Temos que escolher bem nossos representantes e, principalmente, acompanhar e cobra-los. Democracia é um governo que dá muito trabalho. Se não participarmos, os descalabros não cessarão.
Dos 513 deputados federais inscritos para a votação que decidiu sobre a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, ocorrida no último domingo (17), 298 foram condenados ou respondem a processos na Justiça (inclusive eleitoral) ou Tribunais de Contas. O número representa o total de 58,09% dos parlamentares que compõem a Câmara dos Deputados. Os dados foram levantados pelo Portal EBC na plataforma do Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil.
“diálogo socrático”. Porquanto a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus. Pois está escrito: "Ele apanha os sábios nas próprias artimanhas deles".
Ver o estado que Deus criou para Israel. Qual eram as atribuiçesõ do estado de Israel, por acaso era semelhante a constituição brasileira, um estado baba.
Basicamente o povo mantia com ipostos fixos (o dizimo) o judiciario e a defeza do estado.
Como me atreverei eu escolher sabedoria humana guando a do Deus de Israel esta ai disoinivel para qualquer um.
Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida. E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós. (Deuteronômio 4).
Os brasileiros dizem que são contra a corrupção, mas elegem deputados e senadores fichas-sujas. Dos 513 deputados federais inscritos que votaram sobre a abertura do processo de impedimento da presidente Dilma, 298 foram condenados ou respondem a processos na Justiça (inclusive eleitoral) ou Tribunais de Contas. O número representa o total de 58,09% dos parlamentares. São essas pessoas que nos representam no parlamento. É o fim da picada.