Voltar

Alguns conselhos aos jovens que estão desempregados

Segundo o IBGE, o
desemprego entre os jovens é de 28%
. E não há perspectivas de uma rápida melhora. A nova geração encara desafios que a maioria
das pessoas vivas nunca viu. Essa
situação requer novas estratégias de adaptação.

O que se segue, então, é uma
carta de conselho aos trabalhadores jovens.

_______________________

Caros jovens trabalhadores,

Mesmo se não existisse a atual recessão econômica,
você ainda assim estaria tendo de lidar com um mercado difícil.  E o motivo é um só: você está entrando no
mercado de trabalho praticamente sem nada a oferecer.

Nossa sociedade, há muito tempo, decidiu que era
melhor para você passar 16 anos da sua vida sentado inerte em um banco escolar
a tentar ganhar experiência real de trabalho no mercado, algo que o ajudaria a
ter um emprego mais tarde.

Ainda que o governo lhe permitisse trabalhar quando
você já o fosse capaz — ou seja, a partir dos 12 ou 13 anos de idade –, o
fato é que ele impôs leis
de salário mínimo
que criam uma barreira à sua entrada no mercado de
trabalho, impedindo que você concorra com pessoas mais qualificadas.  Se o preço mínimo a ser pago é o salário
mínimo estipulado pelo governo, então quem irá contratar você em vez de uma
pessoa mais velha e mais qualificada?

Não bastasse tudo isso, ainda lhe disseram que, se você
concluísse o colégio e se formasse em uma universidade, teria um emprego ótimo,
com um alto salário.

E então a realidade chegou e você descobriu que os
empregadores não estão interessados em você. Você começa a sentir que os empregadores
pensam que você tem poucas habilidades e qualidades que realmente interessam a
eles, além de não ter nenhum histórico comprovado de produção de bens e
serviços que realmente interessaram a alguém.

Eis aí a raiz do problema. As pessoas mentiram para
você por toda a sua vida.

Quando você era criança, você foi bombardeado com
slogans sobre igualdade para todos. O impulso de competir e vencer foi
reprimido em seus jogos de infância, ao passo que compartilhar e cuidar dos
outros foi exaltado como sendo uma qualidade acima de quaisquer outros valores.

Então, em algum momento — quando você tinha entre 7
e 10 anos de idade –, algo mudou. Todo aquele papo sobre compartilhar e cuidar
acabou, e um mundo hipercompetitivo surgiu. Exigia-se que você obtivesse notas altas, fosse
excelente em matemática e ciências, fosse perfeitamente obediente, e ficasse na
escola o maior tempo possível.  Foi-lhe
dito que, se você fizesse isso, tudo daria certo para você.

E, de fato, dá certo para alguns. Mas somente uma
pequena minoria de pessoas está disposta a tanta submissão e aprendizado
robótico.  E, mesmo entre essas pessoas,
nem todas conseguem o que lhes foi prometido. Já para o resto, não há planos.
Espera-se apenas que aquelas que fracassaram em algum momento irão recuperar
por conta própria, de alguma maneira.

Como você supera isso? Tudo se resume ao trabalho
remunerado.  Mas há a barreira que erigiram
entre você e o seu objetivo. Você tem o desejo e está procurando por alguma
instituição que valorize o que você tem a contribuir. Mas você não consegue
encontrar a recíproca.

Considere isso: por que uma empresa contrata um
empregado? A resposta é simples: empresas contratam porque acreditam que o
negócio terá mais lucro com o empregado do que sem ele. A empresa lhe paga, você
faz seu trabalho e, como resultado, há maiores ganhos do que haveria sem você.

Mas pense bem no que isso significa. Significa que
você tem de adicionar mais valor à empresa do que recebe dela.  Para cada real que você ganha, você tem de
fazer com que a empresa ganhe um real mais algo extra. Essa tarefa não é fácil.
Empresas têm custos a cobrir além do seu salário. Por exemplo, há o custo do
seu treinamento.  Adicionalmente, o
governo impõe encargos sociais e trabalhistas onerosos.  Há toda a carga tributária que incide sobre
as receitas e sobre os lucros.  Além de
tudo isso, há incertezas com as quais ela tem de lidar.  Tudo isso representa um fardo adicional à sua
contratação pela empresa, que, além de arcar com tudo isso, tem de lhe pagar um
salário.

O que isso significa é que você tem de ser mais valioso
do que você pensa. Por que os empregos que pagam salário mínimo são tão duros?
Porque é difícil para um trabalhador inexperiente valer mais do que lhe é pago.
O empregador tem de extrair o máximo de valor possível dessa relação dele com
você apenas para fazer com que essa relação traga a ele algum ganho. São
grandes as chances de você estar dando prejuízo para a empresa nos primeiros
meses de emprego, simplesmente porque você ainda não está treinado. Você acaba
se esforçando como um louco apenas para ganhar o mínimo.

Se você já entende essa regra — que você deve
adicionar mais valor do que recebe –, então agora você já sabe mais do que a
grande maioria dos jovens trabalhadores. E isso lhe dá uma vantagem. Ao passo que todos os outros estão reclamando
sobre o excesso de trabalho e o baixo salário, você ao menos já sabe por que
está tendo de lutar tanto. Você está produzindo mais para a companhia do que recebendo
dela. Fazer isso consistentemente é a maneira de seguir em frente. Na verdade, esse
é o segredo da vida.

No entanto, para seguir em frente, você tem de ser,
acima de tudo, um jogador.  Não será nada
bom você se acomodar e esperar que o trabalho certo, com o salário ideal, surja
magicamente. Esqueça todas as suas expectativas.  Se alguma coisa, qualquer coisa, surgir, você
deve aceitar imediatamente. Nenhum emprego é degradante, apesar do que é dito a
você. O objetivo é apenas entrar no jogo. Sim, você tem expectativas de salário
muito maiores, e você pode alcançá-las algum dia. Mas não agora.

O primeiro passo é entrar no jogo com algum salário,
qualquer salário, em alguma área. O medo que tal emprego, qualquer que seja,
seja de alguma forma indigno é uma fonte séria de ruína pessoal. Aquelas pessoas
que estão dispostas a efetuar a maioria dos empregos “degradantes” são exatamente
as mesmas pessoas que futuramente poderão ter uma vida mais confortável. Apenas
porque você enxerga aquele emprego como “degradante” não significa que ele não
seja valioso para os outros e, especialmente e em última instância, para você.

Você sempre aprende algo com todo e qualquer emprego
que você consegue. Você aprende a interagir com terceiros, aprende como um
negócio funciona, como as pessoas pensam, como os patrões pensam, e percebe na
prática que aqueles que são competentes vão muito mais longe em relação àqueles
que falham. Trabalho é um aprendizado contínuo, tanto quanto — ou até mais que
— a escola.

O principal medo das pessoas é que seu trabalho irá,
de alguma maneira, definir suas vidas. Consequentemente, elas concluem que um
emprego de caixa no supermercado irá redefinir ou até mesmo diminuir quem elas
são. Essa noção é completamente falsa. Aquele trabalho é um tijolo em sua
fundação.

Para conseguir qualquer emprego, você tem de fazer
mais do que apenas deixar um currículo ou enviar um pela internet. Você tem de se
destacar na multidão. Isso significa que você tem de se vender como uma
mercadoria de qualidade.  Você tem de fazer
propaganda de si mesmo (e o marketing é o aspecto menos valorizado e ainda
assim o mais crucial de todos os atos comerciais). Isso não é degradante; isso é
uma oportunidade. Descubra tudo o que você conseguir sobre a empresa e seus
produtos. Depois de solicitar o emprego, você tem de voltar ao local várias
vezes, se encontrar com os gerentes, se encontrar com os donos — tudo com o
objetivo de mostrar a eles quanto de valor você irá adicionar à empresa.

Neste novo emprego, o sucesso não é difícil, mas
requer disciplina. Apenas siga algumas regras simples. Nunca se atrase. Faça
imediatamente tudo aquilo que seu supervisor imediato lhe diga para fazer. Faça
mais rapidamente e mais minuciosamente do que ele espera. Quando o trabalho
estiver completo, faça algumas coisas inesperadas que adicionem valor ao meio.
Nunca reclame. Nunca faça fofoca. Nunca participe e tome parte das politicagens do alto escalão.
Seja um empregado modelo. Esse é o caminho rumo ao sucesso.

Tudo isso não se resume a apenas adicionar valor à
empresa. É sobre adicionar valor a si mesmo. A era digital nos fornece todos os
tipos de ferramentas incríveis para acumular capital pessoal. Crie uma conta no
LinkedIn e anexe seu emprego à sua identidade pessoal. Comece a criar e a
aglutinar essa rede essencial. Essa rede é algo que irá crescer ao longo da sua
vida, começando agora e durando até o fim. Pode ser a mercadoria mais valiosa
que você tem além de seu próprio caráter e suas habilidades. Tenha posse de sua
experiência de trabalho e faça o seu próprio caminho.

Enquanto estiver fazendo todo esse excelente
trabalho, você precisa estar pensando sobre dois possíveis caminhos adiante,
cada um deles igualmente viável: progredir nessa mesma empresa ou mudar para
outra empresa. Você deve ir para onde é melhor para você. Nunca pare de olhar
para seu próximo emprego. Isso é verdade agora e sempre será ao longo de sua
vida.

Um grande erro que as pessoas cometem é se envolver
emocionalmente em uma instituição. A lei estimula essa atitude ao amarrar todos
os tipos de vantagens ao emprego você tem atualmente. Você tem plano de
saúde, tempo livre, aumentos salariais regulares, e é sempre mais fácil ficar
com aquilo que você já conhece. Mas fazer isso é um erro. O progresso vem por
meio de rompimentos, e algumas vezes você tem de romper consigo próprio para
fazer esse progresso acontecer.

Estar disposto a renunciar à segurança de um emprego
em troca da incerteza de outro dá a você uma vantagem.  Pessoas medianas ao seu redor farão de tudo
para sacrificar cada princípio e cada verdade em troca dessa sensação de
segurança. As pessoas, com poucas exceções, temem a incerteza de um futuro desconhecido
e se apegam firmemente à aparente segurança de uma situação já estabilizada.  Você pode se livrar dessa propensão, mas isso
requer coragem, assunção de riscos, e um ato consciente de desafiar o
convencional.

Você deve sempre ver a si próprio como uma unidade
produtiva que está sempre no mercado de trabalho. Você pode ir ascendendo de
empresa para empresa, sempre melhorando suas habilidades e, portanto, seus
salários. Nunca fique com medo de tentar algo novo ou de mergulhar em um novo
ambiente de trabalho.

Administrar inteligentemente suas finanças é algo
crucial. Nunca viva no mesmo nível de sua renda. Sempre viva abaixo de sua
renda. Seu padrão de vida deve corresponder à sua segunda melhor oportunidade
de emprego, aquele emprego do qual você abriu mão ou aquele que você pode aceitar
no futuro. Se você se apegar a essa prática — e isso requer disciplina –,
você será livre para escolher onde trabalhar e a aceitar maiores riscos. Você
também terá um colchão de segurança caso algo dê errado.

Ao mesmo tempo, pode haver vantagens em se manter
por um bom tempo na mesma empresa, mesmo se todas as outras pessoas ao seu lado
estiverem continuamente se movendo. Se isso acontecer, você ainda assim deve continuar
se vendo como estando no mercado. Você está no controle de si mesmo. Não se
sinta preso a nenhum patrão, por maior que seja sua gratidão a ele.  Mas também entenda que ninguém deve a você um
emprego e um meio de vida. Essa é a única forma de fazer julgamentos claros
sobre seu caminho na carreira.

Em todo e qualquer emprego, você irá aprender sobre
ética humana, psicologia, emoções e comportamento. Boa parte do que você irá
aprender será esclarecedor e encorajador.  Outra parte, entretanto, pode não ser
agradável e pode até mesmo ser um choque para você.

Primeiramente, você irá descobrir que as pessoas em
geral são extremamente relutantes em admitir erros. As pessoas irão defender
uma opinião ou uma ação até o fim, mesmo que todas as evidências e até mesmo
toda a lógica estejam contra. Desculpas sinceras e admissões de erro genuínas
são as coisas mais raras deste mundo.  No
entanto, não há motivo nenhum para exigir desculpas ou em ficar ressentido
quando os pedidos de desculpas não surgirem. Apenas siga em frente. Tampouco você
deve esperar que seja sempre recompensado por estar certo. Pelo contrário, as
pessoas geralmente ficarão ressentidas e tentarão lhe inferiorizar.

Como você lida com esse problema? Não fique
frustrado. Não busque por justiça. Aceite a realidade como ela é. Se um emprego
não está funcionando, siga em frente. Se você for demitido, não busque
vingança. Raiva e ressentimento não trazem absolutamente nada. Mantenha-se
focado no seu objetivo, que é o avanço profissional e pessoal, e encare tudo
aquilo que possa atrapalhar seu caminho como algo a ser superado e ignorado.

Em segundo lugar, todos queremos acreditar que fazer
um bom trabalho e tornar-se excelente em algo irá nos trazer uma recompensa
pessoal. Isso nem sempre é verdade. Excelência transforma você em um alvo da
inveja daqueles à sua volta que fracassaram em relação a você. Excelência
geralmente pode prejudicar suas expectativas de sucesso. A meritocracia existe,
e até mesmo prevalece, mas é conseguida por meio de sua própria iniciativa; ela
nunca lhe é garantida livremente por algum indivíduo ou instituição. Todo o
progresso pessoal e social ocorre porque você sozinho se esforçou e superou
todas as tentativas de todos ao redor de você de lhe atrapalhar.

Em terceiro lugar, as pessoas tendem a possuir uma propensão
à imobilidade e à comodidade, preferindo seguir ordens e instruções a tomar
iniciativas próprias; a maioria das pessoas não consegue imaginar como o mundo ao
redor delas pode ser diferente caso elas tenham mais coragem e iniciativa.  Se você conseguir criar o hábito de imaginar um
mundo que ainda não existe — exercitar o uso da imaginação e da criatividade
em um âmbito comercial –, você pode se transformar na pessoa mais valiosa
ao redor. Você pode estar entre aqueles que podem ser os genuínos empreendedores.
Sim, sem exagero, você pode até mesmo criar algo que mude o mundo.

À medida que você for desenvolvendo o uso desses
talentos, e à medida que eles forem se tornando cada vez mais valiosos para
aqueles à sua volta, lembre-se sempre de que você não é infalível. O mercado de
trabalho pune o orgulho e a arrogância, e recompensa a humildade e o espírito
de aprendizado. Seja feliz por seu sucesso, mas nunca pare de aprender. Há
sempre mais a conhecer porque o mundo está sempre mudando, e nenhum de nós pode
saber tudo. O segredo para se prosperar nessa vida é estar preparado não apenas
para mudar junto com a vida, mas também para se antecipar às mudanças e
conduzi-las.

Do seu ponto de vista atual, desempregado e com
poucas perspectivas adiante, seu futuro pode parecer desesperador. Mas essa
percepção não é verdadeira. Há barreiras, sem dúvida, mas elas estão lá para
ser ultrapassadas por você e somente por você. O mundo não funciona da maneira como
lhe falaram quando você era criança. Lide com isso e comece a se envolver com a
realidade à sua volta da maneira que ela é, usando inteligência, astúcia e
charme. Você é o tomador de decisão supremo, e o seu sucesso ou fracasso em
última instância dependerá das decisões que você tomar.

De várias formas, você é uma vítima de um sistema
que conspirou contra você. Mas você não irá a lugar nenhum agindo como um
coitado e tendo uma mentalidade vitimista. Você não precisa ser uma vítima.
Você tem livre arbítrio e autonomia. Com
efeito, você tem o direito humano de escolher. Hoje é o dia de começar a exercitá-lo.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

206 comentários em “Alguns conselhos aos jovens que estão desempregados”

  1. Alexandra Moraes

    O desemprego já atingiu mais de 11 milhões de brasileiros e cada dia tende a se acentuar. Um dos segmentos mais atingidos são os jovens. A busca por emprego acentuou-se nos últimos anos pois o jovem que somente estudava, em função de familiares desempregados, agora tem que ir em busca de trabalho. E quando acham uma vaga, são preteridos na entrevista por falta de experiência. Triste momento que o Brasil vive. Torço que este estado de coisa sirva como efeito didático. Antes de escolher os governantes e representantes temos que escolher muito bem. E o fundamental, acompanhar o trabalho deles e cobrá-los.

  2. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  3. Excelente texto. Incisivo sobre o quanto fomos iludidos e da necessidade de remodelar nossas expectativas e atitudes, sem vitimismo. Nas recomendações de como se portar, só não entendi a parte que diz “Nunca participe das políticas da empresa.”. O que o autor quis dizer?

  4. Alexandra Moraes

    Que a lição deixada pelo PT será absorvida pela população brasileira. Que o desemprego sirva como ferramenta didática para esclarecer a população que governos populistas tomam iniciativas que apesar de muito populares, ao longo do tempo mostram-se nefastas para o país. O Brasil está quebrado literalmente. Os economistas lúcidos mostram muita preocupação com a situação deixada pelo PT. O país está na UTI e no máximo que irá acontecer nos próximos 2 anos é irmos para a semi-uti. Rogo que a nação aprenda que tem que escolher muito bem seus governantes e representantes.

  5. Texto magnífico.
    Mas mesmo com esse exercício intelectual os jovens vão ter que lutar muito contra o estado que insiste em dificultar as coisas:

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/03/salario-minimo-estadual-em-sp-sobe-para-r-1-mil.html

    Até empreender sem experiência profissional e pouquíssimo dinheiro é quase impossível, Deus tenha piedade desses jovens, pois o governo não tem.

  6. Na Itália já está assim:

    Tribunal italiano obriga pai a sustentar filho de 28 anos

    Em Modena, Itália, um pai foi condenado a continuar a pagar a formação superior do filho de 28 anos, que se recusou a arranjar qualquer emprego. O pai disse basta, mas o tribunal não lhe deu razão.

    A infantilização da sociedade é uma forma de diminuir a sua resistência às imposições estatais. Questão de tempo até isso virar moda no Brasil.

  7. Engenheiro Desempregado

    Este texto fala da realidade não só do Brasil como de quase todo o mundo. Os jovens foram manipulados e traídos pelos seus respectivos governos porque há que se trabalhar e estudar cada vez mais para obter menos. Nos EUA, por exemplo, muitos jovens estão se revoltando com as dívidas da faculdade e por isso querem ensino “gratuito”, socialismo e Bernie Sanders. Eles não possuem a leitura correta do problema e foram doutrinados pelo Marxismo.

    Hoje, o ensino fundamental, médio e superior possuem uma finalidade básica: te prender numa sala para que você não ouse se profissionalizar e ameaçar as vagas de quem já está no mercado. O conhecimento técnico transmitido, mesmo que tenha utilidade, poderia ser passado num tempo muito mais curto e não é valorizado pelo mercado, porque não há demanda.

    Fiz engenharia civil numa universidade federal. Eu e os meus colegas recém formados temos algumas opções:
    a) concurso público
    b) mestrado
    c) autônomo / emprego sem perspectivas de crescimento
    d) emprego em outra área

    Pelo fato de eu querer ser útil para a sociedade e não ser um parasita frustrado, já elimino a) e b). Cansei de ver durante a graduação péssimos professores ganhando 7, 10, 13 mil reais por mês.
    Na alternativa c), pelo fato de haver poucos investimentos na construção civil atualmente e não ver futuro para a minha carreira, também escolhi eliminar.
    Então fico com a alternativa d). Estou estudando por conta própria e me preparando para agregar valor em outras áreas que ainda estão em crescimento e teria alguma perspectiva de carreira. Quem sabe eu consiga alcançar sucesso e contribuir para o desenvolvimento da sociedade que bancou o meu diploma.

  8. Valderi Felizado

    Gosto da maioria desses textos. Só acho que aqueles que torcem para o fim do salário mínimo é que gostariam de pagar 50 dólares a todos os seus empregados e vender uma caneta a 100 dólares aos seus clientes que, igualmente, recebem também 50 dólares… Isso ocorre muito na… China Comunista!

  9. Suponha que amanhã todos nós, brasileiros, acordássemos Phd nas mais diversas áreas do conhecimento humano. 200 milhões de brasileiros PHd em química, robótica, literatura, medicina ortomolecular etc.
    Logo surgirão empresas da mais alta tecnologia, o Brasil exportaria conhecimento, produtos, bens e serviços que todo o resto do mundo se degladiaria para conseguir comprar. Brasil subitamente ficaria rico.
    Só que ainda assim precisaríamos de uma pessoa para que limpasse a privada do trabalho. Eis que surge um cara voluntarioso: “ok, galera, continuem ai produzindo a vacina que previne o câncer e aids, deixa que eu lavo!”

    Intuitivamente, me parece, que esse cara voluntarioso iria pedir um salário bem superior ao que hoje o Brasil paga pra um cara limpar privada! Bem superior mesmo! Mas ainda assim, ele seria praticamente tão produtivo quanto o cara que hoje faz esse serviço.
    Não consigo resolver este puzzle.
    Se o salário é pago na medida da sua produtividade, pq no exemplo acima, assim como em países desenvolvidos, as pessoas que limpam provada ganham quase 10x mais que aqui, sendo que a produtividade é a mesma.
    Ainda que recorramos à teoria marginalista, ela não consegue dar resposta convincente ao nível da indústria, que dirá ao nível da empresa.

    Alguma sugestão para o problema acima?

  10. Claudio De Carvalho

    Um país bem gerido pelos governantes propicia a sua população segurança,saúde, educação e empregos com salários dignos. Em nosso país o que se verificou no período de “céu brigadeiro” foi uma total imcompetencia em investir no bem estar sociAl pois estavam mais preocupido em detonar empresas públicas e fomentar a corrupção para enrequecimeno ilícito inclusive fazendo o diabo para se manterecuperar no poder. O que é necessário e o povo ser mais participativo nas decisões políticas e revindicar seu direitos como cidadão. Aqui só se fala e democracia e estado de direito quando os corruptos -cidadão comum e cidadãos como foro privilegiado – quer se livrar de punições.

  11. Auxiliar de Metralhadora

    “Mesmo se não existisse a atual recessão econômica, você ainda assim estaria tendo de lidar com um mercado difícil. “

    Porém um mercado de trabalho muito menos difícil num país de livre mercado do que num pa´si corporativista.

  12. “Segundo o IBGE, o desemprego entre os jovens é de quase 21%.”

    21%?! ashuashuashuass, qualquer um com o mínimo de neurônio sabe que é muito maior esse número, esses anarcobobos.

  13. Vendedor de Fruta na Bolsa

    O artigo não fez alusão ao empreendedorismo.

    Tenho 22 anos e tinha um emprego, hoje não tenho mais por iniciativa própria.
    Status, roupinha social, salário 2,5k.
    Tudo mais do mesmo, a minha vida nesse caminho seria condenada a ser mais uma entre tantos milhões de “ratos de escritório”.

    O que fiz, trabalhei um tempo, acumulei um capital razoável(em torno de 25k), e arrisquei…
    Hoje vendo frutas na feira e simultaneamente opero na Bolsa de Valores…
    Ganho muito mais e sou dono do meu próprio tempo.

  14. graças a Deus e ao meu esforço hoje sou concursado, finalmente consegui minha tão sonhada estabilidade.
    admiro quem tem perfil empreendedor pra arriscar ou ficar batendo cabeça no setor privado até se afirmar, mas já aceitei que isso tudo não é pra mim.
    abçs e boa sorte a todos.

  15. ‘Não bastasse tudo isso, ainda lhe disseram que, se você concluísse o colégio e se formasse em uma universidade, teria um emprego ótimo, com um alto salário.’

    Isso é verdade para muitas áreas. Mas ele não cita quais, parece que tem algum interesse em jogar no mesmo saco o cara que se mata de estudar matemática nas exatas e o maconheiro de humanas que fez ‘woman studies’

  16. Um ponto interessante é que essa nova geração, ao ver o tamanho desse artigo, provavelmente não lerá até o final, pois é muito “extenso”.
    Sobre o artigo em si, comparo seu valor ao de um bilhete premiado. Se um jovem conseguir absorver suas ideias, as chances de sucesso profissional são tremendas… diria até 100% garantido!
    Aproveito para compartilhar uma estória que gosto de exemplificar de forma direta ou indireta, quando alguém se queixa que não está sendo reconhecido profissionalmente para que verifique se sua reclamação faz sentido (e nesse caso que procure outro emprego):

    “João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

    Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:

    — Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.

    O Juca,que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.

    O patrão escutou atentamente e disse:

    — João, foi muito bom você vir aqui.

    Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda.

    Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço.

    Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

    João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

    Em cinco minutos estava de volta.

    — E aí, João?

    — Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.

    — E quanto custa?

    — Isso eu não perguntei, não.

    — Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?

    — Também não perguntei isso, não.

    — Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?

    — Não sei, não…

    — Muito bem, João. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco.

    O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:

    — Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda.

    Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.

    Em oito minutos o Juca voltou.

    — E então? – indagou o patrão.

    — Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal; e se o senhor preferir, tem também laranja, banana e mamão. O abacaxi é vendido a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascado. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou Juca.

    Agradecendo as informações,o patrão dispensou-o.

    Voltou-se para o João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:

    — João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?

    — Nada sério, não, patrão. Esqueça. Com licença.

    E o João deixou a sala…

    Tem muita gente assim. Acomodada, que não faz absolutamente nada além do que foi estritamente pedido ou solicitado. São pessoas que acham “que já fazem demais” e sentem-se os eternos injustiçados. Num mercado competitivo como o do mundo atual, quem for melhor, quem se esforçar mais, quem se interessar realmente pelo que faz, é óbvio, que vai galgar postos no ambiente de trabalho. Não se restrinja, não se limite, amplie seus horizontes. Só assim você vai se destacar e ter sucesso na sua vida profissional.”

  17. Se este tipo de ensinamento fosse dados nas escolas, teríamos cidadãos mais conscientes em nosso país.

    Mas como isso não se vê nas escolhas, vamos fazer a nossa parte e mostrar aos nossos filhos e aos filhos dos outros, para que eles possam ver a realidade como ela é, desde cedo.

    Sempre me surpreendo com os excelentes artigos disponibilizados no MISES.

    Sucesso a todos!

  18. Alexandra Moraes

    O Brasil tem mais de 11 milhões de desempregados. O quadro mais crítico é o segmento dos jovens. Muitos buscam colocação mas não encontram em função da falta de experiência. Para engrossar o caldo, muitos que estudavam estão parando por falta de dinheiro para manter os estudos e estão buscando emprego. O extrato chamado “Nem Nem” que nem estudam e nem trabalham tenderá a aumentar muito nos próximos meses.

  19. Piltes-Perdizes

    Se os jovens nem estudam e nem trabalham, que sociedade estamos construindo. O Brasil foi devastado e o futuro é bastante incerto para todos.

  20. Que monte de babaquice num artigo só… estou terminando a UFRGS, vou ficar 2 anos estudando afinco para passar num concurso público e estarei com a vida feita… ou seja, graças única e exclusivamente ao meu esforço.
    Não ficarei me humilhando para chefes, sendo capacho desses burguesinhos metidos a besta como caixa de super, etc e tal, como esse artigo sugere.
    Tem mais, todo ano viajarei para fora EM DECORRENCIA DO FRUTO DO MEU TRABALHO ao invés de ser escravo de uma dessa meia dúzia de famílias que faz fortuna em cima da classe trabalhadora no Brasil.
    #chupaseuscoxinhas

  21. Alguém poderia, por favor, me sugerir um material de qualidade onde sejam debatidas as diferenças entre capitalismo e imperialismo? Pode ser livro, ou artigo. Só pra eu poder ter uma opinião contrastante com a do meu professor de história que diz que o imperialismo na Ásia e na África foram culpa do capitalismo, e que defender o livre mercado é bater palma pros massacres do século XIX.
    Obrigado.

  22. Academia-Perdizes

    Com o Brasil destruído, arrasado pelo atual governo, a tendência é que ficará cada vez mais difícil para os jovens conseguir emprego. Estamos hoje com mais de 11 milhões e 100 mil desempregados. Empresas estão falindo. Dessa forma, o extrato que tem a maior taxa de desemprego sofrerá mais ainda.

  23. Boa Leandro,
    Copio primeiro uma parte da sua resposta e em seguida algumas conclusões:
    ______________________________________________

    “E sabe por que ele ganharia mais na Califórnia? Basicamente por dois motivos:

    1) os empregadores na Califórnia são mais ricos que os empregadores de La Paz;

    2) os equipamentos de trabalho que serão ofertados para o boliviano limpar privadas na Califórnia serão mais variados, mais modernos e em maior quantidade que os equipamentos fornecidos na Bolívia. Isso fará com que ele seja mais produtivo e faça um melhor serviço.”
    _____________________________________

    1 – Então percebemos aqui o forte poder da Demanda na economia. Ou seja, economias com demanda maior tem salários e renda maior! Tudo o mais constante, mais demanda gera maiores salários e renda! De onde “surge” essa demanda é uma outra questão, mas fato é que não apenas o supply-side domina.

    2 – Se o equipamento é melhor, a produtividade aumenta devido ao equipamento (capital), ou seja, a produtividade do capital que faz com que a produtividade geral aumente no serviço de limpeza de banheiros. Ao dispender recursos para o emprego desse capital (equipamento de lavar banheiro), o capitalista vai requerer o retorno que lhe é merecido por conta da maior produtividade de seu fator de produção.

    além da explicação teórica acima, Leandro, a evidência não o suporta. Achar que por conta de melhores “equipamentos” de limpeza o trabalhador é mais produtivo lá fora que aqui foge um pouco da realidade. Edíficios comerciais de ponta no Brasil não diferem muito do que hpa la fora, ainda assim, o trabalhador de limpeza nesses edíficios não ganha 5x ou 8x o que o cara que trabalha limpando um prédio de baixo nível.

  24. Neste cenário de terra arrasada, os jovens padecerão para encontrar um emprego digno. Isto é, se conseguirem encontrar qualquer trabalho. Na maioria das vezes, encontrarão as malditas linhas de produção de Taylor expresso em trabalho de callcenter e outros trabalhos em rotina que nada agrega. Triste momento para ser jovem no Brasil.

  25. Está é uma triste realidade. Jovens no Brasil destruído conseguirão trabalhos de pouco conteúdo, ou seja, rotinas repetitivas que pouco agregam no seu conhecimento. É um momento muito díficil para todos e, principalmente, para os jovens já que neste extrato mais de 35% é a taxa de desemprego. Pobre Brasil destroçado.

  26. É um pena que a direita golpista acabou com o Brasil. O jogo destes golpistas, conluio da mídia + judiciário + elite branca, foi feito para derrubar o governo do PT arruinando a economia e divulgando isto de forma massiva. Dessa forma, quem está pagando a fatura são todos os trabalhadores que são manipulado por este conglomerado de golpistas. Mensalão e Petrolão é criação da área de criação da Rede Globo. Estes episódios nunca ocorrerão. Fizeram de tudo para derrubar através de um golpe, um partido que acabou com a desigualdade social. http://www.pt.org.br/

  27. Lucília Simões

    Texto incrível!
    Realista, delicado e dá o caminho das pedras para quem inicia a vida profissional e até para quem já está nela.
    Embora o momento seja catastrófico, existe o lado positivo – sem querer parecer Pollyanna – de pôr por terra as crenças que a legislação restritiva e até proibitiva teceu na cabeça das últimas gerações que foram criadas numa redoma aparentemente indestrutível, mas era vidro e se quebrou.
    Agora, tendo que enfrentar a realidade, o momento fatalmente terá de se abrir para exigências reais, que é a liberdade de trabalhar.

  28. Ótimo artigo! Gostaria de ter lido algo assim quando tinha 17 anos. Infelizmente, muitos adultos que deveriam orientar os jovens são mais imaturos e iludidos do que eles quanto a como a realidade de fato funciona.

    Seria ótimo que todos os jovens tivessem acesso a esse texto e similares. Porém, as vítimas de Paulo Freire não conseguiriam ler ou assimilar esse conteúdo, de tão subdesenvolvidos e doutrinados que são. Mesmo jovens universitários têm dificuldade para compreender textos sérios bem mais curtos, como os artigos que o Eugênio Mussak fazia para a revista Você S/A. Eu usei esses textos quando dei um minicurso para alunos de uma faculdade e fiquei surpreso com a dificuldade que eles tiveram para compreendê-los.

    Um fator mencionado que merece mais considerações é a questão da inveja despertada quando alguém administra bem sua própria vida. Em maior ou menor grau, a maioria dos brasileiros é doutrinada pelo vitimismo socialista, que leva as pessoas à autossabotagem. E elas se incomodam com quem pensa como vencedor.

    Por exemplo, muitos vivem endividados e pagando juros porque acreditam que “pobre só consegue ter algo se fizer dívida”. Mas daí um sujeito com o mesmo trabalho e salário poupa e investe 10% da sua renda mensal, melhorando sua situação e refutando essa crença. Porém, em vez dos colegas aprenderem a lição e fazerem igual, eles tentam dissuadir e sabotar o sujeito com zombaria, críticas e maus conselhos, além de difamação.

    * * *

  29. A realidade que grande parte dos jovens, mesmo com muito esforço e dedicação, acabaram no sub-emprego. Acabaram na linha de produção, com tarefas precárias e repetitivas, com uma remuneração bastante baixa.

  30. Academia-Perdizes

    Concordo que apesar do esforço e muita dedicação, grande parte dos jovens já nasceram sem futuro. Vão para o chamado sub-emprego e lá ficarão sem qualquer perspectiva. Ainda mais agora que o Brasil se desmancha rapidamente em um quadro de total desesperança. Se não há emprego para os mais experientes e qualificados que ganham o menor piso salarial, o que dizer do jovem totalmente inexperiente. A poesia que “os nossos sonhos tornarão realidade se batalharmos” dá um belo filme de sessão da tarde.

  31. É preocupante o crescente número de Jovens classificados como “Nem Nem”. Nem estudam nem trabalham. Segundo estimativas devido ao descrescimo da economia este quadro se acentuará deixando uma legião de jovens sem perspectiva alguma. É muito preocupante.

  32. Olá Leandro,
    Elaborei uma versão editada com os melhores trechos deste excelente artigo do Tucker, para ajudar na divulgação. Qual a melhor forma de envia-la para vocês: por email ou via Whatsapp?

  33. parabéns a instituição pela publicação do artigo, vem lançar questões que do ensino fundamental até a faculdade não tem o devido tratamento. acredito que este texto pode e deve ser adotado em salas de ensino médio e faculdades para trabalhar a questão em uma ou mais aulas. nosso está se qualificando e, mesmo assim,não encontra vagas ou postos de trabalho suficiente.

  34. O artigo é realmente muito interessante, principalmente para mim, que sou uma destas pessoas que acredita que uma faculdade proporcionaria melhores condições de vida.
    Durante os 5 anos de estudo, sempre estive trabalhando, mesmo que não era na área de formação, meu objetivo era a faculdade, me dedicava exclusivamente a ela, e as oportunidades de pesquisa e estudo que ela oferecia. Neste sentido, não estava neste período em busca de emprego, carreira, salários altos, sempre trabalhei para me sustentar e concluir a universidade. Mas, dos empregos que tive, todos proporcionaram de alguma maneira, aprendizado!
    Porém, agora que estou formada ( que gostaria de me dedicar a um bom emprego, com boas oportunidades), não tenho emprego, quem dera um emprego promissor….
    Mas, apesar de todas as contradições até agora, ainda acredito que a educação é a forma mais digna de uma pessoa melhorar de vida, e esta melhoria, pode não ser apenas financeira, mas de maneira intelectual e cultural.
    Esta fase que se passa agora, é decorrente de muitas questões históricas e estruturais de nossa condição subdesenvolvida… mas, também como tudo sempre… são ciclos, ah os melhores, e os piores.. a economia não para, e sempre a um novo dia, um novo ano, um novo governo… e a longo prazo isto tudo é parte de um processo da história econômica brasileira.

  35. Faz mais de um ano que me formei e desde então não consegui nem um trabalho informal. Me sinto incapacitada, não tenho experiência na minha área e não consigo enxergar um futuro para mim. Li esse texto a uns meses e estou lendo de novo agora, e ele sempre me ajuda emocionalmente. Muito obrigada a quem escreveu.

  36. Um bom artigo, porém guardando algumas reservas por ser escrito por um técnico estrangeiro em uma cultura diferente da nossa.
    Na minha opinião é quando ele escreve dois itens no texto:
    a) “Um grande erro que as pessoas cometem é se envolver emocionalmente em uma instituição.”
    b)”Mas somente uma pequena minoria de pessoas está disposta a tanta submissão e aprendizado robótico.”
    Eu atualmente já estou com idade de me aposentar e vejo estas colocações de grande importância.
    Eu fui educado (adestrado) em minha vida profissional a obedecer e dar tudo de mim aos meus chefes imediatos sem discutir. No SENAI, há 40 anos atrás, o meu instrutor sempre dizia que tínhamos que “vestir a camisa da empresa”, sinergia, sempre se colocar como voluntário às chefias, etc…
    O meu primeiro curso foi de datilografia, que minha Mãe me obrigou dizendo que era para conseguir os melhores empregos.
    Hoje vejo como tudo mudou, mudanças estas agravadas pela crise atual que não é apenas conjuntural mas também estrutural, ou seja, no jogo do emprego com CTPS assinada nem todos conseguirão participar.
    Penso nos jovens recém formados que nunca passaram e nem sabem o que são estas mazelas econômicas capitalistas como recessão, inflação, depressão, etc.
    Minha geração falhou, não tenho dúvida quanto a isso. Tentamos conseguir um País sustentável e perfeito. Conseguimos apenas nos afastar da justiça social e da equidade entre os cidadãos. Aumentamos as nossas incertezas e atualmente estamos a procurar novas soluções para velhos problemas. É aí que a nossa geração conseguiu algumas vitórias, ou seja, mostramos onde estão as falhas ou causas de nossas desgraças nacionais. Agora as novas gerações devem trabalhar para a resolução dos efeito deletérios de nossa cultura do “jeitinho brasileiro” é arregaças as mangas e trabalhar por um Brasil melhor, inclusivo e sustentável.
    Esta juventude que não aceita “fórmulas prontas”, velhos dogmas, que luta por seu lugar ao sol.

  37. Otimo texto!!! Como um futuro engenheiro civil (me formo no fim desse ano), sei que tenho muita coisa pela frente ainda. Tento sempre colocar em pratica os conselhos do artigo nos meus estagios, ainda mais nesse ramo que requer experiencia e responsabilidade.

  38. Thomas Renatus |Fendel

    os jovens são enganados desde a mais tenra idade… coelho ovíparo, lobo mau, presunto ressuscitado… e depois acham ruim quando viram bandidos!

  39. Como se sabe, sou fo da versão mais antiga deste site, porém o layout atual ficou muito bom! Bem melhor que nas últimas experimentações.

    Vocês voltaram até a tornar visível e facilmente acessível a importantíssima biblioteca gratuita deste site.

    Parabéns, acho que vocês acertaram a mão.

    Um abraço a toda equipe do IMB, de alguém que sempre está por aqui.

  40. Absolutamente Fantástico!! Muitíssimo Obrigado!!

    Aliás, tenho uma filha de 22 anos que “já” reclama do emprego que tem há 2 anos, confesso que devo ter errado em algum conceito educativo. Ela não entende ser uma rara exceção de “jovem empregado” na atualidade.

    Tenho outra de 6 anos.

    Com as 2, cada uma com sua realidade proporcional, vou estudar de forma detalhada esse ensinamento.

    Novamente, Muitíssimo Obrigado!

    Paulo Cesar

  41. Esse artigo está entre os melhores do site, o que mais recomendo para os colegas jovens desempregados, e elogiam bastante após a leitura. Parabéns Mises Brasil por acender essas velas de conhecimento nas trevas do pensamento econômico brasileiro.

  42. Achei o texto muito piegas(principalmente no final)…começou como receita de bolo e terminou na pieguice.

    Vou estudar pra concurso que é melhor…

    AH esqueci que não tem nenhum edital aberto. (E tão cedo terá algum…)

  43. Um dos grandes problemas é que tanto no ensino báscio e fundamental, que são de péssima qualidade, quanto nas universidades, que são tão ruins quanto, trocou-se a busca pelo conhecimento por uma porcaria de um diploma.

    A obrigatoriedade de um diploma para poder exercer uma profissão, qualquer que seja, não passa de mais uma regulação nefasta e ridícula imposta pelo Estado.

    Quem tem um “diproma” não tem necessariamente nada do que é prometido ao obtê-lo: nem conhecimento e nem emprego, apenas um falso “passaporte” para o mercado de trabalho.


  44. Criptomoedas é uma recomendação de ganhos para quem não tem nada a perder (tem dinheiro sobrando e vive na casa dos pais ainda) ; é a minha fonte de renda atual no meu quadro de desemprego (sou exatamente o que o artigo cita, estudou a vida toda e não tem experiência de mercado)

    Espero mudar isso em breve, mas não me vejo mais fora desse mercado de altcoins .. Não enquanto continuar essas subidas alucinadas..

  45. Henver Brunetta

    Prezados,

    Esse foi um dos melhores textos que já li nesse site. A clareza de ideias e de exemplos é perfeitamente exposta durante o discurso. Todos os jovens, principalmente do Brasil, deveriam ler o texto. Como, ao mesmo tempo um banho de água fria, uma injeção de ânimo.

    Parabéns mais uma vez.

  46. Será que alguém ainda acha que os políticos estão preocupados com o desemprego ?

    Nós temos por ano a mesma quantidade de mortes do que a guerra do Vietnã. Nós temos uma bomba atômica de Iroshima por ano em mortes no Brasil.

    Ainda é possível o governo cobrar impostos sobre herança de pessoas assassinadas.

    Essa constituição de 88 é genocída ! Essa constituição só não matou mais do que as revoluções nazistas, facistas e comunistas.

    Nenhuma constituição chamada de democrática matou mais pessoas no mundo.

    O pior estágio do socialismo é quando as pessoas desprezam a vida alheia. Esse é o estágio dos brasileiros. A vida alheia é tratada como lixo pelos socialistas.

    O coletivismo sempre atropelou o direito à vida. Isso sempre resultou em política social reversa, onde os pobres pagam a conta dos ricos.

    Quem acredita em Deus, por favor, reze !

  47. Sou BR (Recife-PE), mas moro em Lisboa desde 2014. Vou terminar o curso de Ciência Política e Relações Internacionais em dezembro. Todavia, como não quero ser um parasita estatal, recuso-me a trabalhar com qualquer coisa relacionada a esse curso. Além disso, o curso é uma lavagem cerebral pra criar monstrinhos idolatradores do estado, das agências reguladoras, das organização internacionais, do FMI, do euro, da União Europeia, etc, etc. Fui obrigado a escrever numa prova que a NAFTA é um acordo de livre comércio. Não me admira que as pessoas que fazem humanas não conseguem emprego. Três motivos simples: 1) Economia estrangulada pelo estado (e é estrangulada cada vez mais), diminuindo os investimentos produtivos, a quantia de empregos (e degradando a qualidade dos mesmos), impondo mais barreiras à entrada, etc, etc. 2) Mesmo se os cursos de humanas ensinassem algo válido (como aprendemos aqui no IMB, lendo livros, sabendo melhor como o rio do governo funciona) isso não dá dinheiro (talvez só no longo prazo, se você fizer desse estudo um grande hobby, e não será nada que te sustente) porque não há um ambiente que permita que as pessoas tenham condições de dar valor a isso a ponto de quererem e poderem pagar mais para terem acesso a isso (os próprios “consumidores” desses “produtos” (conhecimentos teóricos sobre política e economia, escola austríaca , etc. etc) também são estranguladas pelo estado e não têm muito tempo para investir nisso (a maior parte irá apenas ver o básico ter as opiniões delas e pelo menos entender aluma coisa da situação ao redor delas). O mesmo raciocínio pode ser aplicado para qualquer outro hobby ou atividade secundária, que não fosse esse ambiente criado pelo estado, poderiam ser no mínimo mais lucrativos do que já são. 3) Nem sequer os cursos de humanas te ensinam algo relevante. Só enfiam baboseias na tua cabeça e te fazem acreditar em papai noel, vulgo estado. Ou seja, só serve pra formar gente que vai apoiar esses malditos e quem sabe formar uma pequena porcentagem de intelectuais/militantes pró-estado ali. Genial, porém maligno.

    Resumindo: faculdade é um lixo, mas humanas é um lixo ainda mais fedorento e danoso à saúde mental (o sujeito parece um retardado e jamais será capaz de reconhecer) e financeira.

    Tenho 22 anos e apesar de ainda não ter terminado o raio do curso, preciso trabalhar para juntar dinheiro (estou procurando desde janeiro um estágio ou um part-time e até agora não consegui, apesar de ter ido a algumas entrevistas, graças aos estragos na economia feito pelos governos daqui e às barreiras postas pelo estado; continuo me esforçando, para encontrar, entretanto), pois, mesmo que eu ainda fique aqui por mais tempo (não queria fazer isso) quero deixar o dinheiro guardado para quando eu puder ir para outra máfia estatal que me deixe ao menos respirar por uns segundos, trabalhar e colher pelo menos um pouco de frutos desse trabalho. Penso na Canadá, mas temo pelo avenço lento do estado lá, então também penso seriamente em Cingapura, mesmo sendo mais difícil de ir e mais difícil de gostar de lá e de se adaptar (calor desgraçado e talvez certas dificuldades culturais). Vantagem é que aprenderia muito mais lá. E do jeito que as coisas estão (e vão ficar piores) não posso me dar ao luxo de escolher um lugar “perfeito”, com todas as qualidades que se encaixem às minhas demandas financeiras, emocionais, pessoais, etc, etc. É necessário trabalhar e ter renda (para o presente e futuro) para fazer qualquer outra coisa (e para sempre ficar ativo e esperto). Sem isso nada mais é possível. Então se para isso é necessário abrir mão de todo o resto e ficar só com o financeiro, ok.

    Quanto ao que estavam comentando aí a respeito do fato de os jovens fazerem faculdades, mestrados, doutorados, e todos os outros maravilhosos ‘dipromas’ concordo com quase tudo, mas acrescento algumas coisas, falando novamente do meu exemplo. E se alguém quiser discordar ou acrescentar algo agradeço a atenção.

    No meu caso, já que acabei estudando muito mais economia (sozinho, lendo livros e artigos) do que ciência política, quero ir mais para essa área, mas especificamente na de Finanças.(tenho ideias do que quero fazer profissionalmente, mas isso não interessa para o que vou falar aqui). Entretanto, a maior parte do conhecimento que tenho nessas áreas (apesar de serem bastante sólidos, considerando que só estudo isso a sério desde 2015) é teórico (e ainda mais fora do raio do mainstream, de onde a maior parte das pessoas que trabalham nessas áreas vêm). O que sei bem, de mais técnico e específico, com certo domínio, são os ciclos econômicos (crises e consequências), políticas monetárias e fiscais, e alguns outros assuntos. Mas há muitas coisas específicas de Finanças que ainda preciso aprofundar (apesar de já estar estudando sozinho e possuir certos insights importantes). Mesmo eu possuindo esses conhecimentos (e melhorando sozinho) as chances de eu conseguir algo na área sem ‘diproma’ relaciona à mesma são quase nulas. Não vou conseguir passar confiança a empresa alguma. É chato, mas é fato. Nos eventos profissionais doa quais á participei aqui (Bloomberg, corretoras de investimento, consultorias estratégicas, tax consulting, insurance, etc, etc) os profissionais tinham todos ‘dipromas’ e mestrados, no mínimo. Poucos tinham só o ‘diproma’. Tem de fazer o raio da faculdade e ter o papelzinho com o carimbo dizendo que você sabe alguma coisa. Gostando ou não, essa é a realidade. A não ser que você tenha coragem, ou possa se dar ao luxo (tendo tempo e dinheiro), de se arriscar para tentar alguma coisa que não exija muito isso. Eu mesmo sou apaixonado pela Marvel há anos, muito antes desse hipe devido aos filmes e séries (e até escrevo sobre os 3 personagens dos quais mais gosto em sites BR), e adoraria me arriscar em algo por lá. Mas ir pros EUA, do jeito que as coisas estão lá (e vão piorar), sem $, e sem poder se dar ao luxo de tentar por muito tempo até conseguir, infelizmente não tenho coragem.

    Agora, cada país, “no que se refere” a esse assunto em específico, tem um contexto. No caso dos EUA, é pior porque o incentivo para ir à faculdade foi muito maior e o estrangulamento estatal já é grande o suficiente para impedir que haja grandes investimentos produtivos que gerariam empregos até mesmo para os pouco experientes/desqualificados. Motivo: FIES US foi muito maior do que o BR. A turma lá sai do raio da faculdade com uma dívida variando entre 150 mil doletas a 200 mil. Impagável. Inadimplências já estão chegando.

    O Peter Schiff citou em um podcast o exemplo de uma mulher que fez faculdade em Acting, e na época estava com 32 anos, morando em NY dividindo apartamento de dois quartos com mais duas mulheres, sendo a parte dela do aluguel 1000 dólares. Ela trabalha voluntariamente numa organização sem fins lucrativos atendendo telefones (porque se o sujeito trabalhar para uma organização sem fins lucrativos o piedoso governo perdoa os juros e o principal da dívida). Porém, isso não paga as contas. Então ela trabalha também como garçonete. Mas duvido que isso dê pra pagar as contas dela (ainda mais em NY), então é provável que alguém na família tenha de ajudar. Daí o Peter Schiff disse algo como “pagamos então 190 mil +juros para que os jovens vão a faculdade e depois trabalhem em coisas que nem sequer exigiriam faculdades e que não custariam isso tudo para investir”. Eu acrescento que um outro efeito disso é o do mal investimento e do aumento da escassez de recursos. Todos esses impostos para financiar essa estupidez, se usados de maneira produtiva no privado, iriam, na pior das hipóteses, gerar os mesmo empregos e um pouco mais; na melhor das hipóteses, gerar empregos produtivos tanto para graduados tanto para não graduados. Em vez disso, você fica com um emprego low paying ou sem emprego mesmo. E quanto mais pobre você for, pior.

    Quanto ao Brasil, apesar de o FIES aí ter sido menos intenso, as consequências são tão ruins quanto ou piores, porque o Brasil é campeão de estatismo. Há muitos jovens desempregados ou, se estão, é emprego low paying que não dá condição (financeira e temporal) para investir esforços em coisas novas e ser mais produtivos para ter melhores condições o mais rápido o possível. Com a o fato de as coisas também só piorarem por aí, essa tendência só vai piorar.

    Já aqui em Portugal (repetindo: estou me referindo especificamente à situação dos jovens), a situação é menos pior, mas já é trágica o suficiente porque também a maioria ou está desempregada ou tem emprego low paying (que não dá condição para investir esforços em coisas novas, blá, blá, blá), a maior pate, claro, também vivendo com os pais, pois não têm condições de irem morar sozinhos. É porque aqui não houve FIES. Daí não são muitos os que entrem em dívida para pagar estudo. Porém, o estrago já é enorme, como já referido. O mal investimento ocorre porque a máfia estatal financia ao menos metade dos custos das faculdades públicas e, claro, determina o que vai ser ensinado (também nas privadas). Não só isso, mas também a turma aqui adora apanhar do estado. Então Portugal é Vice-Campeão de estatismo aqui no lixo da Europa. A Campeã é a Grécia. Um dos resultados é essa situação dos jovens. E com o estado avançando aqui (impostos,gastos, regulações, envidamento) as coisas só vão piorar. E estatista como a turma é aqui as coisas só vão piorar, pior, vão votar no partido comunista e no Bloco de Esquerda (o PSOL daqui) e mais do que votaram na última vez. Vai ser um desastre. Espero que já tenha saído desse lixo quando isso acontecer.

    Digo que é um lixo, mas pra mim todos os governos são um lixo (pior ainda Portugal, BR, Europa em geral, EUA , etc, etc). Não é marcação com Portugal ou Brasil. Conheço a turma do Instituto Mises Portugal aqui e eles são muito simpáticos. Gosto de conversar com eles. Até tô colaborando (de leve, pois não tenho muito tempo) com um site que a turma mais jovem do instituto criou neste ano ( https://www.temposlivres.org/home/author/André-Marques). Mas não tenho a mínima vontade de ficar na Europa.

    Também escrevo no meu próprio blog, por enquanto mais focado em ciclos econômicos, inflação, crises, políticas fiscais e monetárias, e endividamentos:

    institutoschiff.blogspot.com

    E há outros dois efeitos dessa situação ridícula criada pelo raio do estado (tive esse insight recentemente). Primeiro: isso também acaba gerando conflitos familiares. Os pais reclamam que o filho é preguiçoso, incompetente, não estudou direito, não se esforçou o suficiente, mimimi. O filho põe a culpa a faculdade em si (era ruim, os professores eram ruins, etc, etc), ou nos pais (vocês não fizeram isso ou aquilo), etc, etc. Caso se trate de uma família de estatistas, os pais vão dizer que “devia ter feito um concurso”, ou algo semelhante, e o filho vai pôr a culpa no capitalismo, no “neoliberalismo”, etc, etc.

    Outro efeito (não só relacionado a essa questão): a barreira do roubo da ‘segurança social’ fica maior. Eu até agora não consegui tirar o lixo do meu número para o esquema ponzi. Já tinha ido lá duas vezes e os parasitas não me deram o número (e fiquei horas esperando, cortesia de serviços públicos), perdi duas oportunidades de emprego porque não tinha o número para o estado me roubar. Então nesta semana fui falar com os parasitas novamente para ver se conseguia o número. Disseram que se eu levasse um papel com a declaração da empresa que iria me contratar para eles limparem a bunda gorda deles eles dariam o número na hora. Agora, além de dar sorte e conseguir o emprego, vou ter de dar sorte de a empresa se dar ao luxo de esperar para ver se eu consigo o número. Por que esse esquema? Provavelmente acham que eu ia pegar o número para parasitar nos “auxílios estatais” e recusam as pessoas que não vão trabalhar de imediato. O que não faz sentido porque mesmo que eu quisesse parasitar não “contribui” o suficiente para isso. A não ser que minha situação piorasse ainda mais e eles me considerassem digno de viver de roubo alheio.

    Quanto ao artigo em si, achei muito bom no geral. Mas só discordo desse grande sentido otimista do Tucker. Ele pode ser otimista à vontade, claro. Mas é necessário ter cuidado. Já vi artigo dele aqui e no FEE (não muitos) todo animado com o MBL e com a “liberdade” crescendo no Brasil, ” MBL, que foi fundamental para tirar a Dilma do poder”, etc, etc. Muito bonito, mas é só aparência. Não interessa falar muito o porquê de na minha opinião o MBL ser apenas um peido, mas também, além disso, há vários outros fatores a se considerar quando se trata de analisar a tendência política de um país (ainda mais o Brasil). Mesmo assim, gosto muito do Tucker e gostei do artigo em geral. O cara é fera.

    Acho que fui o que mais escrevi aqui, mas não resisti. Também não costumo comentar então compensa.

    Abraços, amigos.

  48. Gostaria de saber, qual o rumo dos colegas estudantes de direito?

    Fiz o curso sem expectativas, por mera indicação familiar – “faça direito” “da dinheiro” “faça concurso”. Acabei gostando. Não quero ser parasita do Estado, vejo que ser advogado é uma boa opção e não excluo aprender programação (algo que gostaria). Acho o curso saturado, observo que a maioria dos estudantes não fazem jus aos estudos e não seria tão difícil adentrar o mercado da área. Enfim, não faltam opções para crescer.

  49. Um relato chocante:

    “Ola, tenho 23 anos, trabalhei como estagiario por 1 ano e 1 mês, e fui efetivado ganhando um salário razoável, essa efetivação durou 1 ano e em julho do ano passado fiquei desempregado. pois os empregadores alegaram corte no número de empregados, disseram que já tinham empregados demais, e eu corrí atrás dos meus direitos, mas não conseguí o seguro desemprego, alegaram que meu tempo de estagio não contava. A ex-presidente, Dilma Rousseff, aumentou para 18 meses o tempo minimo para poder ter direito ao seguro-desemprego, eu só recebi os dias trabalhados naquele mês e o FGTS que ajudou muito, confesso que nos 4 primeiros meses eu não estava tão preocupado. Estou a exatos 11 meses procurando emprego como um louco, eu estava morando de aluguel sozinho e a vida encaminhando e já fazendo faculdade q eu tive q trancar faltando pouco pra terminar , eu ganhava o suficiente para me alimentar, pagar o aluguel, conta de agua, luz, internet, guardar uma grana, fazer academia e pagar a faculdade e fui despejado e voltei com o rabinho entre as pernas de volta pra casa dos mkeus pais. Eu tinha me planejado bem antes de sair de casa mas não contava q ficaria desempregado meu setor parecia bem estavel ja fazia uma pequena economia desde os tempos de estagio mas essa economia+FGTS+O dinheiro dos dias trabalhados so durou 6 meses, eu não ficava la vendo muito noticiario, me falavam que o pais tava em crise mas eu nem dava bola ou achava q era algo q passaria logo, os outros 3 meses eu me mantive graças ao maldito cheque especial e agora estou devendo pro banco um pouco mais do que usei por causa do juros e parece q ta aumentando mais a cada dia a divida, já perdi as contas do tanto de entrevista que eu fiz, não creio que eu esteja indo mal nas entrevistas, antes da crise eu fazia varias entrevistas e a maioria me ligava a um ponto que eu podia escolher em qual eu iria. A empresa Teleperformance me aprovou no processo seletivo logo quando fiquei desempregado recorri em uma entrevista nessa empresa e o salario até que estava razoavel para telemarketing: R$ 1.500,00, era menos do que eu ganhava e não tinha nada haver com minha area, mas eu tinha feito uns calculos nas minhas economias e seria possivel eu me manter cortando algumas coisas, só de aluguel eu pagava R$ 500,00 aqui em São Paulo, cortando uma coisa aqui e la seria possível e eu tb poderia manter o curso na faculdade e caso eu tivesse urgencia seria possivel eu pegar a grana poupada ou o FGTS. Fiz exame admissional, entreguei a copia dos documentos e a empresa disse q me ligaria quando o treinamento começasse, 3 meses depois e nada e sempre que eu ligava eles diziam que era para eu aguardar, que estavam esperando definir o dia do treinamento, até que um dia q eles ligaram dizendo que a vaga foi cancelada, para eu voltar la e pegar a copia dos meus documentos ou fazer novo processo seletivo. Fiquei frustrado, vejam a pagina dessa empresa no facebook teleperformance são varios os casos como o meu. Eu cortei gastos, cancelei a internet, parei de frequentar a academia, economizei até com a alimentação, mas mesmo comprando menos alimentos, os alimentos continuam caros. Mas demorei a trancar a faculdade, fiz de tudo para não voltar para a casa dos meus pais, até bico eu procurei, eu tinha vergonha de voltar, tinha certo orgulho e amava minha independencia, passei a raramente colocar credito no celular e quando colocava era para poder ficar em sites como “vagas.com”, apresentando curriculos na internet e responder alguem aqui e acola, eu distribui muito curriculo, fiz varias entrevistas, muitas mesmo, tinha algumas que exigiam experiencias e absurdos por um salário irrisório, fui em uma entrevista que exigia inglês fluente para oferecer um salario de R$ 1.000,00, sério isso. Hoje eu me pergunto como meu dinheiro de FGTS e economias foram embora tão rapido e eu mal vi. Fiz pequenos bicos que apareceram raramente, eu divulguei na internet as coisas que eu sei fazer de eletrica, edições de video e até criaria beats de musica originais, mas apareceu pouquissimos trabalhos mas cheguei a ganhar cerca de 350 reais o que deu um pouco de alivio mas nem isso anda aparecendo mais. Hoje estou aqui na casa dos meus pais, meus pais trabalham, minha irmã pequena na escola, uma divida aumentando, desempregado e agora o banco vive me ligando e dizem que se eu não negociar com eles os juros vão continuar aumentando. Que ironia, eu era disciplinado com dinheiro até pois eu conseguia guarda-lo e eu aqui hj ferrado e desempregado, continuo entregando curriculos na internet mas não vejo retorno, se eu morasse em outra cidade ou não tivesse como voltar pra casa de alguem eu estaria morando na rua agora estou me sentindo inutil pela primeira vez na vida, parece que todos esses anos foram em vão, sinto que nunca conquistei nada na vida, até o tempo na faculdade foi em vão pois tranquei o curso e sabe-se la quando vou poder voltar, não era o curso que eu amava ou sonhava fazer, mas era o curso q eu ja tinha gastado uma boa grana investindo e faltava pouco pra me formar, mas ficou insustentavel continuar pagando, meus pais já tem os leões deles pra matar e dividas, e eu por ser maior de idade e ter sido independente por tanto tempo não tenho coragem de pedir um centavo para eles. Se eu soubesse que morar sozinho seria inviavel logo após ficar desempregado e soubesse que a teleperformance iria me enganar e tivesse deixado essa ideia de independencia de lado quando fiquei desempregado, eu já teria voltado pra casa dos meus pais poderia estar terminando a faculdade e não paradão na casa deles e eu ainda estaria com o FGTS, minha ultima esperança é o FGTS de inativos q ainda não caiu

    Vcs tem algum conselho pra mim? As minhas burradas estão feitas, mas é triste, eu que sempre estive acostumado a trabalhar e ter uma vida ativa, agora desempregado e o pior sem poder dar seguimento a faculdade, sem a independencia que eu gostava de ter, ficar o dia inteiro no computador aqui na casa dos meus pais é simplesmente deprimente. Me sinto um fracassado, um b*sta. Ainda bem que eu não namoro e nem me casei, nem engravidei nenhuma namorada minha, senão eu estaria totalmente fodido.”

    E aí? Que conselho vcs dão a este rapaz do relato?

  50. Nem todos podem seguir esses conselhos, eu sempre vivo no mesmo nível de minha renda, não porque eu quero, mais porque gasto muito com remédios, tanto para mim, como para minha mãe. Complicado né…

  51. Pior é meu caso.31 anos,transexual,sem experiencia,com um diploma de administração(que nunca me serviu para nada),e zero de perspectivas.

    O pior é que nem posso contar muito com meus pais,pois apesar de morar com eles,a situação ta preta aqui em casa.

    Família toda de funcionários públicos,pai com salário atrasado,pois o estado não paga como deveria.

    Uma pressão imensa para que eu faça concurso(algo que eu faria apenas em último caso,pois não me vejo mofando o resto da vida,dentro de uma repartição pública).

    Empreender me atrai desde o meus 17 anos,mas como empreender sem capital?Sem ter estrutura e recursos para isso?

    O Brasil não é fácil,empreender é um caminho dificultoso,ainda mais nesse país,que parece odiar quem empreende.

    Ser pobre na atual situação do país,é triste.

    Eu já cansei de procurar emprego,deletei meus curriculos em todos os sites,mas é desanimador não ter uma luz no fim do túnel.

    Estou quase fazendo um curso no Senac,e aprendendo algum ofício prático.Minha faculdade foi inútil,em todos os sentidos,mesmo eu sendo uma aluna dedicada.

    Até a situação do Brasil melhorar(isso se melhorar),vamos ladeira abaixo(ainda não chegamos lá)

  52. Antonio Eduardo Monteiro Fernandes

    Toda vez que a educação é abordada em artigos deste site mostra-se profundo desprezo por ela. Pelo que entendi até Mises a desprezava. Alguém já soube de um pais de analfabetos e incultos que fosse rico e de economia com alta produtividade ? Todos os estudos sobre o tema mostram que quanto mais tempo de formação escolar e acadêmica maior a renda do indivíduo quando ingressa no mercado de trabalho. Todos os países desenvolvidos fizeram altos investimentos em educação antes de terem economias pujantes. O exemplo mais recente é o da Coréia do Sul.

  53. Muito bons textos, parabéns!

    Tenho 28 anos e um currículo não dos melhores nem dos piores, foram 5 anos de faculdade caríssima, fui estagiário, trainee, tenho experiência na área, cursos extracurriculares de planejamento e gestão, inglês fluente… E dois anos desempregado na miséria tentando uma recolocação até agora nem sequer uma ligação para entrevista, planejei um futuro mas fui forçado a torrar toda minha capitalização que criei, já endividado… me sinto um lixo traído pelo Brasil.

    Mas seus textos hoje me deram uma luz, estou apagando as duas páginas do meu currículo de cursos e experiências na minha área para criar um do zero de um zé ruela com o objetivo profissional de empacotador de supermercado, atendente e afins, dói fazer isso mas após ler seus textos as coisas mudaram e entendo as razoes por não sobrar espaço para o investimento e competitividade industrial…

    Aplicando a lógica do capitalismo irei trabalhar por um salário mínimo que provavelmente rebeberei (isso se alguém me dar uma oportunidade) e vou investir praticamente a totalidade num curso MBA pela FGV com duração de 18 meses, vou focar na certificação internacional e após isso verei se vale a pena continuar por aqui…

  54. Pode parecer até ofensivo alguns trechos mas a realidade é essa: ninguém deve nada a ninguém. Assim como você não tem “direito” ao emprego, você não deve sacrifícios a ninguém. As únicas obrigações que você tem são as que envolvem trocas voluntárias (relacionamentos amorosos, contratos, vendas, compras, etc…).

    Não sei o Jeffrey, mas imagina se ele transcrevesse esse texto para a realidade brasileira. EUA pelo menos ainda tem relativa liberdade para empreender, agora pega o Brasil, mil vezes pior.

  55. Muito bom esse artigo, me identifico pelo meio que vivo.

    Tenho 17 anos e ensino médio concluído. Eu quero trabalhar e tenho muita vontade. Sou a pessoa que uma empresa gostaria muito como empregado pela minha disposição e vontade, mas tenho convicção nas burocracias para uma empresa contratar e manter um empregado. Já fui em vários processos seletivos e entrevistas, era sempre aprovado nas etapas, mas desclassificado por não atender aos pré-requisitos: não ter 18 anos ainda (faço esse ano), não ter a reservista do Exército e não ter experiência registrada (apenas curso técnico em Eletroeletrônica pelo SENAI).

    Em um dia um amigo meu, desempregado também, viu minha necessidade e me chamou para trabalhar como free-lancer de garçom. Meus pais estão se separando e estão desempregados, então a oportunidade me veio a hora certa “se é para caçar e não tem cão, vai com o gato mesmo”.

    Comecei ganhando pouco e trabalhando exaustivamente, hoje estou ganhando o dobro que eu ganhava e até trabalhando horas a menos. Só trabalhando duas vezes por semana eu tiro um salário mínimo livre por mês (para mim que não tenho filho e nem dívidas, é muito dinheiro ;D), mas é trabalho informal, então tenho gastos com ônibus para ir e voltar. Eu preciso de dinheiro, estou até hoje de garçom e está indo tudo bem, graças a Deus! O resto da semana posso ficar de boa lendo os artigos do mises.org.br para um dia me tornar um professor acadêmico e difundir as ideias Austríacas ;D

    Não posso e nem quero trabalhar como empregado por remunerações baixíssimas e altas horas de trabalho. Estou bem trabalhando só aos finais de semana, garantindo minhas necessidades e investimentos, e estudando para os processos seletivos para bolsa no meu curso superior em matemática. Se for por necessidade, sei que posso ganhar muito mais vendendo água ou trufa no farol do que como empregado no Brasil.

    Essa minha realidade é muito diferente da de todos meus amigos da minha idade e alguns de outras idades também. Uns estão ingressando no ensino superior, já a maioria estão entrando no mercado de trabalho agora e cheios de exigências: querendo um salário alto para trabalhar de segunda a sexta e tem de ser distância de 30 minutos de casa, ou ser funcionário público para viver com o salário fruto de nossos impostos, etc. Estou torcendo pelo melhor para eles, né, mas estou sempre orientando, tirando da cabeça o marxismo de “a culpa são dos empresários” etc. Tenho alguns amigos seguindo como eu de trabalhar como free-lancer. Espero o melhor e o justo para todos nós.

    Vivendo e aprendendo

  56. “Penso nos jovens recém formados que nunca passaram e nem sabem o que são estas mazelas econômicas capitalistas como recessão, inflação, depressão, etc.”

    O quanto a geração hoje com 50 e 60 anos contribuiu para esta completa ignorância econômica do país e alimentar a relação incestuosas entre estado e agentes econômicos escolhidos a dedo por este é imensurável.

    Pode deixar que minha geração Y vai responder adequadamente a esta herança ficando bem longe da CLT e sonegando tanto quanto for possível, para desabar esta pirâmide financeira do INSS, devolveremos aos Baby Boomers brasileiros o dobro da miséria que recebemos.

  57. Os jovens que conseguiram se manter empregados também foram bastante enganados, maldito o dia que fui estudar engenharia achando que poderia confiar no crescimento deste país desgraçado, me formei em 2011 quando haviam muitas vagas boas, mas bem logo em 2013 a economia começou a fazer água pra afundar no ano seguinte. Como engenheiro virou sinônimo de esfomeado meus colegas e eu somos constantemente assediados pelos chefes lembrando nos que há muitos desempregados dispostos a ocupar nossos postos de trabalho e demonstram todo sadismo olhando as redes sociais dos colegas demitidos e rindo deles por não terem conseguido se recolocarem ainda, e pelo andar da carruagem vai continuar assim pelos próximos 5 anos.

    Mas como diz o artigo não vou me vitimizar, uso o tempo livre para aprender novas habilidades para trabalhar em mercados que tenham real e genuína demanda pelo mercado.

  58. E quem acha que não pode piorar, eis um dos objetivos da reforma da Previdência:

    1 – Menos gente se aposentando significa mais gente no mercado concorrendo à uma única vaga, e quem vai garantir esta vaga não é aquele que estiver mais experiência, mas também quem tenha mais experiência e aceita ganhar menos por esta experiência. O que vai sucatear os mais qualificados.

    2 – Mas o pior é quantos não chegarão à se aposentar, e toda a dinheirama que do aposentado que não vai se aposentar, ou por morte natural ou ocasionada por terceiros, vai toda para o Estado. O que vai perpetuá-lo para cada vez mais avançar com sua agenda nazo comuno socialista.

    3 – O que vai ter de jovem e idosos desempregados, não estar no gibi. Vai ser uma massa de moradores de ruas para não botar defeito! E daí haverá o caos necessário que o governo tanto quer, para aumentar seu poder de repressão (vide Venezuela)

    Resumindo, a ditadura do proletariado sendo instaurada à olhos nus, e com a conivência e ajuda do próprio povo.

    Deixar políticos corruptos aprovar leis?! Em prol de quem? Do povo é que não é!

    É o mesmo que deixar os lobos cuidarem do galinheiro!

    Antes de opinarem que nem boneco de corda “É preciso fazer a reforma da Previdência”, estudem primeiro o que é seguridade social.

    A tática de “uma mentira mil vezes se torna verdade” está sendo usada demasiadamente.

    Não existe deficit da Previdência! O que existe é a mão boba do governo que está metendo a mão à rodo no dinheiro do trabalhador.

    Se passar esta reforma, se preparem que a próxima será a reforma do FGTS e da Poupança!

    Tudo é sua culpa, menos a do governo que está roubando.

    E todos assistindo à olhos nus, mesmo assim, ainda concordam com quem o governo disse quem é o culpado (VOCÊ), e ainda o mesmo aplicar uma “solução mágica”, que vai estrangular o proletariado mais ainda.

    O objetivo final do socialismo é o comunismo mesmo.

    Funcionou na Venezuela, vai funcionar aqui! Nada que pão e circo não ajude este povo que adora uma farra e viver da teta e das soluções deste estado Bolivariano.

  59. Realmente inspirador, real e verdadeiro esse artigo! Fui obrigado a vir aqui deixar meus sinceros parabéns e muito sucesso! Foi o que sempre acreditei e agora realmente tenho algo mais concreto para descrever meus pensamentos.

  60. Parabenizo o Instituto Mises Brasil por mais um excelente artigo. Infelizmente, parece que o sistema educacional brasileiro não forma empreendedores, mas empregados.

    Estou convencido que este trabalho é de utilidade pública, e DEVIA ser lido e relido. Principalmente pelos jovens adultos da “geração mimimi”.

    Sucesso para vocês.

  61. Como empreender e ter sucesso? Se a grande massa possui uma renda per capita baixíssima, só tem para male má comer alguma coisa, dormir e acordar no outro dia com fome. O Brasil não tem o que se chama “mercado consumidor”, apenas uns 10% da população fazem parte.

  62. Não sou jovem, ja sou um homem de 40 anos. Estou desempregado ha mais de 8 meses. Não vejo perspectiva nenhuma, não sei mais que fazer. Não é vitimismo. O pais tá destruído. Vivi a minha vida inteira numa matrix, e só agora acordo pra realidade.

  63. Nossa, esse texto parece que foi escrito para mim.

    Me foi oferecido meu primeiro emprego remunerado.

    O problema é que é no setor municipal. Para dar aulas de inglês para as duas primeiras séries do ensino fundamental.

    É uma cidadezinha de 4000 habitantes, logo, eles não acham NINGUÉM disponível ou qualificado para o cargo.

    E algo vital para a minha contratação emergencial foi a propaganda boca a boca que professoras fizeram de mim.

    Sobre minhas habilidades em ler literatura ainda no ensino fundamental de forma autodidata.

    Mas ainda estou dividida se aceito ou não, pois isso acarretaria viver da tributação alheia.

    O que vocês me aconselhariam?

  64. “Se o preço mínimo a ser pago é o salário mínimo estipulado pelo governo, então quem irá contratar você em vez de uma pessoa mais velha e mais qualificada?”

    E por que as empresas não permitem que qualquer um faça estágio não remunerado a fim de ganhar experiência? Nunca vi um trabalhador se oferecer pra trabalhar de graça numa empresa e aceitarem. O RH apenas ignora. Só aceitam estágio se o candidato tiver X anos de idade, cursando escola/faculdade tal.

  65. Gabriel as da costa mlrais

    Legal, mas ninguém tem expectativa de ganhar mais q um salário mínimo , jovens só querem um singelo e humilde salário pra comprar um barbeador, desodorante, um chinelo a arrebentou e uma vodka , mas é crime pagar isso, um estágio , um jovem aprendiz, é praticamente crime pela lei, é essa barreira simplesmente impede jovens d chegarem no primeiro degrau, ninguém recusa um emprego de caixa menospresando-o, e quanto a faculdade, psé tem q ter dinheiro, pq o ensino público n chega nem perto

  66. Texto sensacional! Não sou jovem desempregada, mas sem dúvida já fui e percorri exatamente o caminho descrito no texto. Hoje converso com os jovens e conto a eles a minha experiência, que não foi nem um pouquinho fácil. Esse texto complementa tudo o que ainda ontem conversava com um deles. Muito realista, mas muito motivador! Parabéns!

  67. Libertario anonimo

    Com 18 anos e omplicado mesmo,Inda mais se estiver em epoca de quartel,porem,depois,antes da crise(nao sei,faz um tempo que estou fora do Brasil) em 1 mes eu achei emprego com 20 anos apos servir o exercito,logico que era para ganhar salario minimo,mais achei. Tem muita gente que nao quer trabalhar tambem,ai fica dificil.

  68. Muito obrigado por este artigo. Foi muito útil para meu aprendizado. Não ingressei ainda no mercado de trabalho, porém aspiro muito o sentimento de gratidão por receber meu primeiro salário – o que tanto sonho. Realizei alguns ”biscates”, mas ainda não possuí um emprego estável, o que desejo muito. Agradeço pelo artigo pois me ajudou a ter mais esperanças e não perder a vontade de tentar. Muito obrigado!

  69. Muito obrigado pelo excelente artigo.

    Gostaria de uma visão pessoal dos senhores. Tenho 23 anos e no momento estou desemprego. Sai do ensino médio com muitas dificuldades e uma base bem mal construída na questão dos conhecimentos básicos.

    Estou desempregado e no momento sei que o o que eu posso oferecer no mercado de trabalho e muito comum e uma quantidade muito grande da população pode oferecer basicamente minha forca de trabalho. Gosto muito de ler, estou voltando a estudar mas preciso entrar no mercado de trabalho para ter uma fonte de renda para que eu possa passar a poupar (entesourar), e investir (incluindo no estudo). Quero fazer um curso técnico. Supondo que eu esteja “cru” sem conhecimento nenhum em nenhuma area do conhecimento (Matemática, Geografia etc.) o que vocês me recomendariam? Eu devo estudar primeiramente as bases ou devo ingressar logo no curso técnico ou profissionalizante para eu entrar rapidamente no mercado de trabalho?

    Me sinto estagnado. Devo mudar isso.

    Obrigado pela oportunidade de discussão. =)

  70. Leandro Rock'n'Roll

    Vou completar 20 anos e, após uma breve e desgostosa experiência acadêmica, estou há quase 1 ano procurando emprego. O artigo é preciso e esclarecedor, apesar de meio piegas nos últimos parágrafos. Eu senti na pele a realidade do peso das leis trabalhistas no mercado quando, em uma entrevista de emprego, tive que disputar uma vaga com meu próprio pai. Foi uma das situações mais desconcertantes que já passei na vida.

  71. Complementando, a falta de emprego está relacionada à CLT que é perversa com o empresário. Os impostos e encargos para se contratar um empregado são enormes. Se faz necessário uma ampla reforma trabalhista e incentivar os desempregados a se formalizar como MEI ( Micro empreendedor Individual) e colocar algumas atividades correlatas à sua profissão. Acredito que a criatividade e empreendedorismo será uma saída para estes jovens.

Rolar para cima