Eis um fenômeno revelador de uma certa personalidade
e mentalidade progressista: qualquer um que não reze pela cartilha, qualquer um
que discorde de qualquer ponto ou aspecto da ideologia culturalmente dominante,
não é um indivíduo que discorda de um argumento A ou B, mas sim um agressor, um
infame que ousa recusar-se a aceitar a superioridade da ideologia perfeita.
Se antes apenas alguns doutrinários e doutrinados
das ideologias progressistas (muitas delas de esquerda) seriam capazes de
pessoalmente se indignar com o interlocutor de forma ostensiva, com ameaças
verbais e até agressões físicas, hoje tal comportamento de indignação agressiva
virou moeda comum graças ao conforto, proteção e distância física propiciada
pela internet. Para muitos desses progressistas das esquerdas de variadas
matizes (e não só para eles), a internet é um poderoso estimulante
comportamental, como a cocaína ou o crack para criminosos.
Usando a tela e o teclado como escudos, difamam,
injuriam, caluniam e passeiam por outros artigos do código penal sem o menor
escrúpulo ou drama de consciência. O fazem porque se consideram inimputáveis
legalmente e ideologicamente. E se acham inimputáveis porque se veem
alicerçados e justificados no pensamento político e cultural dominante gerado e
legitimado pelos intelectuais e difundido e ratificado pela intelligentsia.[1]
Se a cosmovisão que lhes é transmitida pela maioria
dos professores do ensino fundamental à universidade, onde ganha uma roupagem
científica, com aceitação ativa ou passiva dos pais, familiares, amigos e
colegas, é ratificada e ampliada por certa imprensa, comentaristas,
personalidades culturais, intelectuais e até mesmo empresários, é compreensível
que considerem-na correta, como a única e perfeita resposta para todos os
problemas ocorridos dentro da sociedade.
Quando se acredita acriticamente em uma ideia ou em um
corpo de ideias como sendo um instrumento de perfeição e de resolução plena e
absoluta de todas as questões que regularmente emergem na vida em sociedade —
a qual é formada pela interação entre indivíduos com desejos, anseios, vontades
e objetivos diferentes –, a imperfectibilidade intrínseca a qualquer criação
humana é simplesmente ignorada ou estrategicamente descartada, para que a
ideologia cumpra o seu destino histórico.
Dessa forma, uma posição contrária àquele sistema de
pensamento, àquela mentalidade, àquela falaciosa estrutura de utopia realizável
no futuro, não é entendida ou assimilada como aquilo que realmente é, mas como
uma afronta, uma ofensa, uma reação estúpida e débil a uma manifestação
superior de inteligência.
O tom de toda reação esquerdista é similar: “como
ousas me questionar?”.
A influência dos intelectuais em uma democracia pode
ser imensa ou crucial no curso do desenvolvimento social, a depender “das
circunstâncias adjacentes, incluindo os níveis de liberdade para a propagação
de suas ideias, em vez de se tornarem meros instrumentos de propaganda, como
acontece nos países totalitários”.[2]
E quanto mais amplo o ambiente de liberdade em que o
intelectual progressista pode se expressar e exercer a sua influência, maior a
possibilidade de convencimento e persuasão de uma parte da sociedade em relação
a ideias que põem em risco exatamente esse ambiente de liberdade que permitiu a
propagação destas ideias.
O professor Mark Lilla, que dissecou o assunto em
seu excelente The
Reckless Mind: Intellectuals in Politics, relata que “professores
distintos, poetas talentosos e jornalistas influentes reuniram suas habilidades
a fim de convencer, a todos os seus ouvintes e admiradores, que os tiranos
modernos eram libertadores e que seus crimes hediondos eram nobres — bastava
vê-los sob a perspectiva correta”.
Aquele que se dedicasse a “escrever, honestamente,
sobre a história intelectual do século XX na Europa”, advertiu Lilla, teria
“que ter estômago forte”.[3]
Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam
contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se
expressar?
Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos
claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais
indivíduos, como
se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos[4],
prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de
sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem em um mundo
abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de
sociedade que exige a exclusão da realidade fática.
No primeiro ponto, a certeza da superioridade moral
e ideológica faz com que esses intelectuais olhem para a humanidade como um
problema incômodo a ser resolvido, e com desprezo para os seus críticos,
convertidos em inimigos e sendo um mal a ser extirpado. Essa perspectiva
transborda para a intelligentsia e anaboliza a fúria dos
inocentes úteis (servidores públicos, estudantes universitários, desempregados,
ressentidos etc.). Muitos deles sequer sabem que são meros instrumentos de uma
causa, mas agem em seus ambientes (em cursos de graduação e departamentos
universitários, por exemplo) como uma minoria histérica que se apresenta ao
debate como legítimos representantes dos grupos dos quais fazem parte (a
maioria silenciosa, interessada em trabalhar ou estudar, acaba por ser afetada
e denegrida).
A internet, para a intelligentsia e
seus inocentes úteis, funciona como um megafone moderno. Eles ocupam as redes
sociais, os espaços de comentários de blogs e sites, criam seus próprios blogs
e sites, muitos
financiados pelo governo de turno, para vocalizar sua ideologia, hoje
dominante, e atacar os inimigos. Tenho certeza de que você, leitor, em algum
momento, já se deparou com um desses, mesmo que não tenha sido uma vítima
direta dos ataques.
O modus operandi é sempre o mesmo,
seja na ação ou na reação. Sobrepõem temas freneticamente, lançam informações
falsas ou adulteradas, distribuem acusações as mais estapafúrdias, muitas
valendo-se de polilogismo.
Fazem, enfim, o que podem para não permitir que nenhuma discussão prospere, pois
isto exibiria a fragilidade dos argumentos ou a própria ignorância individual
acerca do tema em questão. É uma impossibilidade desenvolver um debate de
ideias e uma ingenuidade esperar que possa havê-lo. Trata-se, no mais das
vezes, de perda de tempo e de um custo emocional.
No que tange ao segundo ponto, ou seja, a visão
social peculiar ancorada em pessoas abstratas vivendo em um mundo abstrato, a
realidade, para esses intelectuais progressistas, é um obstáculo a ser
superado. Porque as pessoas reais e o mundo existente não podem ser moldados ou
redesenhados de acordo com a teoria. Por outro lado, as pessoas e o mundo
abstratos, aqueles que só existem num exercício teórico de abstração, podem ser
concebidos, remodelados, reprogramados segundo a necessidade circunstancial e
as contingências.
Assim, quando o regime no poder decide aplicar à
realidade o sistema construído sob as abstrações, há um choque violento que
resulta em vítimas de carne e osso. Se o real não se adequa ao abstrato, pior
para o real e para todos que nele vivem.
Segundo Sowell:
Quando
diferenças reais entre pessoas reais são mencionadas ou levadas em consideração
por outros, os intelectuais são os primeiros a declarar que são meras
“percepções” e meros “estereótipos”. Evidência para conclusões tão apressadas
são raramente perguntadas ou fornecidas. Igualdade abstrata é o ponto de
partida a priori de
suas suposições. Não há motivo algum para que pessoas abstratas tenham
resultados diferentes quando suas diferenças reais em capacidade foram,
abstratamente, descartadas. (…)A
excepcional facilidade que os intelectuais têm para lidar com abstrações não
elimina a diferença entre essas abstrações e o mundo real. Nem mesmo garante
que aquilo que é válido e verdadeiro para essas abstrações seja igualmente
verdadeiro na realidade, muito menos garante que as sofisticadas visões
abstratas dos intelectuais deveriam passar por cima das experiências diretas
das pessoas vivendo no mundo real.Os
intelectuais podem, de fato, desconsiderar as “percepções” dos outros,
rotulando-as como “estereótipos” ou “mitos”, mas isso não é o mesmo que provar
que elas estão empiricamente erradas, mesmo quando um número notável de
intelectuais age como se elas estivessem.Por
trás da prática disseminada de considerar diferenças de grupo em
“representações” demográficas, em várias profissões e instituições, e
utilizando os níveis de renda como evidência de discriminação, existe a noção
implícita de que os grupos não podem ser diferentes ou que quaisquer diferenças
são culpa da “sociedade”, a qual deve corrigir seus erros e seus pecados.[5]
Sowell considera que o ponto fundamental “não é
dizer que a intelligentsia estava enganada ou mal informada
sobre determinadas questões”, mas “que, ao pensar em termos de pessoas
abstratas num mundo abstrato, os intelectuais se furtam à responsabilidade e ao
trabalho árduo de apreender os fatos reais sobre pessoas reais vivendo num
mundo real, fatos que geralmente explicam as discrepâncias entre o que os
intelectuais veem e o que eles gostariam de ver”.
Furtar-se à realidade, a meu ver, não só é mais
trabalhoso e exige responsabilidade, como torna imprescindível reconhecer a sua
existência, ou seja, as suas variáveis, nuances, limitações, imperfeições. Isso
explica por que, segundo o autor, muitos intelectuais interpretam como erros do
mundo as diferenças entre teoria e realidade que estão na origem da confusão de
entendimento do que sejam problemas sociais.
Mas essa confusão, proposital ou ideologicamente
orientada, serve para justificar a implantação de medidas políticas de cima
para baixo pelo poder centralizado a que os intelectuais servem em
maior ou menor grau.
Para os inocentes úteis nas universidades, muito
deles revolucionários de Facebook submersos no mundo abstrato de pessoas
abstratas criado pelos intelectuais e pela intelligentsia (representada
pelos seus professores, diretores de departamentos), a realidade representada
por indivíduos concretos com uma visão de mundo contrária à deles é um choque.
E o impacto desse contato lhes provoca repugnância e reações destemperadas.
Trata-se de uma situação interessante e um tanto
absurda se considerarmos que uma parcela desses jovens terá contato com o mundo
real através do mundo virtual. Cada atitude reacionária pessoalmente ou pelas
redes sociais é derivada desse espanto com a realidade. O grau de agressividade
parece estar relacionado e ser proporcional ao nível de abstração desenvolvido
pelo agente.
O desequilíbrio exposto nessas reações também pode
ser explicado pela saída da zona de conforto que a ideologia provê a partir das
abstrações, das orientações, ou das ordens emitidas por um corpo de ideias que
abrange e agrega uma única solução para todos os problemas. Viver dentro dessa
bolha é mais confortável do que encarar a incômoda condição de manter uma visão
crítica (e imperfeita, sem respostas prontas e acabadas), não-dogmática,
intelectualmente honesta. Acima de tudo,
é desconfortável a posição de viver num ambiente de incertezas no qual é
preciso a cada momento assumir os riscos das próprias escolhas e testar a
dimensão de sua responsabilidade.
“O fardo de tomar as próprias decisões é, para
muitas pessoas, intolerável. Estar vinculado à necessidade de decidir por conta
própria é ser escravo de seus próprios ímpetos”, afirmou escritor Anthony
Burgess num texto
primoroso. “É mais fácil receber orientações: fume tal cigarro — 90% menos
alcatrão; leia tal livro — 75 semanas na lista de best-sellers; não veja tal
filme”, completou.
Na semana passada, conversei com um professor de uma
universidade federal. O seu relato deixou-me ainda mais abismado do que eu
poderia imaginar previamente. O nível do aparelhamento ideológico do
departamento a que ele está vinculado já ultrapassou há muito a patologia, a
estupidez e a mera desonestidade. Para tornar a história ainda mais absurda,
tornou-se a vítima preferencial do chefe do departamento e dos demais
professores do curso, assim como dos alunos incitados por aqueles, por não se
submeter àquela visão de mundo, de sociedade, de indivíduos, de política, de
ideologia.
Instigado pelo professor para verificar um exemplo
ínfimo do que ele vivencia profissionalmente, visitei a comunidade do Facebook
onde esses personagens militam em detrimento da universidade e da inteligência.
O que li é de fazer qualquer pessoa sensata duvidar que uma parte da humanidade
fora agraciada com as conquistas do processo civilizatório. Professores e
alunos competindo naquela esfera de estupidez elevada ou pretensiosa que
o escritor austríaco Robert
Müsil considerava como a verdadeira doença da cultura e que se infiltrava
nas mais altas esferas intelectuais, tinha enorme influência dentro da sociedade
e se manifestava com a participação ativa “na agitação da vida intelectual,
especialmente na sua inconstância e ausência de resultados”.[6]
Naquele universo restrito da rede social, a cada
tentativa de concatenação de falta de ideias combinadas com insultos, emergia a
prova empírica de como se desenvolveu e se manifesta essa estrutura de
pensamento progressista e o horror que seus agentes expressam de forma
agressiva contra o elemento de perturbação daquela ordem. Isso suscitava
ataques e ultrajes dos mais variados contra o professor, que, diante da minha
sugestão diplomática, respondeu-me que em hipótese alguma sairia daquele grupo,
pois sua posição era a única nota crítica naquela terra desolada.
De alguma forma, ele acredita que suas opiniões
possam influenciar um ou outro aluno ou professor, ou, ainda mais importante,
demonstrar que a minoria histérica não é a categoria exclusiva virtuosa e
superior que pretende ser.
Se os intelectuais e a intelligentsia consideram
a discordância uma ofensa, o professor usa a razão como instrumento de
resistência. Admiro. Apoio.
[1] Uso
intelectuais e intelligentsia nos sentidos atribuídos por
Thomas Sowell no excelente Os
Intelectuais e a Sociedade (São
Paulo: É Realizações, 2011), ou seja, intelectual como “uma categoria ocupacional,
composta por pessoas cujas ocupações profissionais operam fundamentalmente em
função de ideias — falo de escritores, acadêmicos e afins” (p. 16) e intelligentsia como
o grupo formado, “em grande parte, pelo corpo de professores, jornalistas,
ativistas sociais, adidos políticos, funcionários do judiciário e outros que
fundamentam suas crenças ou ações a partir das ideias produzidas pelos
intelectuais do primeiro escalão” (p. 21).
[2] Ibid., p. 7.
[3] Mark Lilla, The
Reckless Mind: Intellectuals in Politics, New York: New York Review of
Books, 2001, p. 198, citado por Thomas Sowell Os Intelectuais e a
Sociedade, p. 9.
[4] The
Vision of The Anointed, Self-Congratulation as Basis for Social Policy, New
York: Basic Books, 1995
[5] Thomas
Sowell, Os
Intelectuais e a Sociedade, p. 182-184.
[6] Robert Musil, Precision
and Soul: Essays and Addresses, Chicago: The University of Chicago
Press, 1990, p. 284.
“…não é um indivíduo que discorda de um argumento A ou B, mas sim um agressor”
Engraçado que aqui neste site houve ocasião de leitor “agressor” ter discordado das ideias dominantes que pregam aqui e já de pronto teve gente que revelou a identidade do “agressor” nas respostas.
Pra ver como isso aqui é formado por pessoas igualmente intolerantes. Fica a dica.
Para para que haja consenso para que o povo tolere o uso da violência para a adoção das medidas esquerdistas, é necessário que toda oposição seja exterminada, enfim: que todo pensamento livre seja anulado.
Esse fenômeno foi observado por Friedrich Von Hayek em 1944. Nesse contexto, não existe mais ciência, mas apenas a aplicação da ideologia do partido nas instituições de ensino. Tudo se converte em mero instrumento de realização do grande ideal totalitário. Chauí é um exemplo dessa constatação.
Perfeito! É isso mesmo que se vê nas nossas universidades, a ditadura do pensamento único.
Já tá na hora de parar de chamar esses arautos do fracasso é da tirania de “intelectuais”.
Para ser intelectual é preciso ter intelecto e quem tem não apoia algo que jamais obteve qualquer êxito em toda a história da humanidade.
Se trocar “esquerda” por “direita” e “progressista” por “conservador” no texto, ele não muda nada em sentido. Esse não é um problema da esquerda e de intelectuais progressistas. A direita, conservadores e liberais fazem exatamente as mesmas coisas nos seus ambientes. É ingenuidade ou desonestidade tentar associar isso apenas à esquerda?
Já tive este tipo de tratamento aqui por discordar do dogma da infalibilidade do deus mercado…
Abraços.
“Instigado pelo professor para verificar um exemplo ínfimo do que ele vivencia profissionalmente, visitei a comunidade do Facebook onde esses personagens militam em detrimento da universidade e da inteligência.“
Posta o link para vermos Sr. Garschagen.
“O inferno são os outros”
A marxista presente na foto do artigo tornou-se milionária, graças ao Lula. Lula obrigou o ensino de filosofia, nas escolas. E como resultado, a marxista da foto, se tornou uma milionária, graças à fortuna de direitos autorais vindos da venda dos livros “didáticos” ou se preferir “dialéticos” dela, ao governo.
No artigo se escreve:”Na semana passada, conversei com um professor de uma universidade federal. O seu relato deixou-me ainda mais abismado do que eu poderia imaginar previamente. O nível do aparelhamento ideológico do departamento a que ele está vinculado já ultrapassou há muito a patologia, a estupidez e a mera desonestidade. Para tornar a história ainda mais absurda, tornou-se a vítima preferencial do chefe do departamento e dos demais professores do curso, assim como dos alunos incitados por aqueles, por não se submeter àquela visão de mundo, de sociedade, de indivíduos, de política, de ideologia.”
Bem, na Folha de São Paulo, há mais de um ano e muitos meses mais e, também no site www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/202892-producao-cientifica-e-lixo-academico-no-brasil.shtml tem este artigo:
“Produção científica e lixo acadêmico no Brasil
A resistência dos medíocres e a falta de coragem política das autoridades impedem o crescimento da ciência de alta qualidade no nosso país
Dois artigos publicados recentemente pela revista britânica “Nature”, especializada em ciência, deixam o Brasil e, em especial, a comunidade acadêmica brasileira, profundamente envergonhados.
A “Nature” nos acusa, em primeiro lugar, de produzir mais lixo do que conhecimento em ciência. Nas revistas mais severas quanto à qualidade de ciência, selecionadas como de excelência pelo periódico, cientistas brasileiros preenchem apenas 1% das publicações.
Quando se incluem revistas menos qualificadas, porém, ainda incluídas dentre as indexadas, o Brasil se responsabiliza por 2,5%. O que a “Nature” generosamente omite são as publicações em revistas não indexadas, que contêm número significativo de publicações brasileiras, um verdadeiro lixo acadêmico.
O segundo golpe humilhante para a ciência brasileira exposto pela revista se refere à eficiência no uso de recursos aplicados à pesquisa. Dentre 53 países analisados, o Brasil está em 50º lugar. Melhor apenas que Egito, Turquia e Malásia.
Tomemos um exemplo. O Brasil publicou 670 artigos em revistas de grande prestígio, enquanto no mesmo período o Chile publicou 717, nessas mesmas revistas. O dado profundamente inquietante é que enquanto o Brasil despendeu em ciência US$ 30 bilhões, o Chile gastou apenas US$ 2 bilhões.
Quer dizer, o Chile, que aliás não está entre os primeiros em eficiência no mundo científico, é 15 vezes mais eficiente que o Brasil. Alguma coisa está errada, profundamente errada. A academia brasileira, isto é, universidades e institutos de pesquisas produzem mais pesquisa de baixa do que de boa qualidade e as produz a custos muito elevados. Há certamente causas, talvez muitas, para essa inadequação.
A primeira decorre de um “distributivismo” demagógico. É evidente que seria desejável que novos centros de pesquisas se desenvolvessem em regiões ainda não desenvolvidas do país. Mas é um erro crasso esperar que uma atividade de pesquisas qualquer venha a desenvolver economicamente uma região sem cultura adequada para conviver com essa pesquisa.
Seria desejável que investimentos maciços fossem aplicados em pesquisas em instituições localizadas em regiões pouco desenvolvidas, mas cujo meio ambiente é capaz de absorver os benefícios dessa inserção.
O segundo mal que é causa inquestionável da diminuta e dispendiosa produção de conhecimento é o obsoleto regime de trabalho que regula a mão de obra do setor de pesquisas em universidades públicas e na maioria dos institutos.
O pesquisador faz um concurso –frequentemente falsificado– no começo de sua carreira. Torna-se vitalício. Quase sempre não precisa trabalhar para ter aumento de salário e galgar postos em sua carreira. Ora, qual seria, então, a motivação para fazer pesquisas?
O terceiro problema é o sistema de gestão de universidades públicas e instituições de pesquisa, cuja burocracia soterra qualquer iniciativa dos poucos bem-intencionados professores e pesquisadores que ainda não esmoreceram.
Pois bem. Há uma fórmula que evita todos esses males e que já foi experimentada com sucesso em algumas das instituições científicas do Brasil: a organização social. A resistência dos medíocres e parasitas e a falta de coragem política de algumas de nossas autoridades impedem a solução desse problema.
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha “
Enquanto isso, no socialismo, o povo nem mais trabalha às sextas:
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2016/04/07/venezuelanos-vao-deixar-de-trabalhar-as-sextas-feiras-para-poupar-energia-e-agua/?from_rss=None
O socialismo conseguiu o que os capitalistas não fizeram em 50 anos: dar mais um dia de folga ao trabalhador. Combinado com as férias coletivas no governo Dilma, fica impossível para os coxinhas esconderem que a esquerda trouxe descanso e prosperidade ao povo. A poluição ambiental e a mais-valia são golpeados com somente um disparo vermelho.
E tem gente – que não estudou – que ainda se opõe ao socialismo. Absurdo.
#Lula2018
Só olhar a cara desta mulher na foto me causa asco… ânsia de vômito! Como algúem consegue conviver com uma criatura dessas e ainda assim sair ileso? Nojo total!!
Talvez Mr. Mises,hoje, pense “isso tudo que já foi dito, passou, a verdade é outra…”, pois suplantar um entedimento por um novo, não desmerece o anterior. Prática e teoria são palavras, o fenómeno (economico, social, físico, etc) sempre estará ai para ser desvendado, continuamente a ser melhor compreendido e vivido. Muitas coisas exitem indepedente de termos conhecimeto ou sensibilidade sobre elas.1ª Na minha opinião, é tudo belo, pois que “achamos” aprendemos sobre o que há dentro da gaveta, ao abri_la, mas não temos tempo para todas, e que há dentro de algumas coisas que eu prefiria conhecer, que meus olhos não as vissem. Como também há coisas que dependem dos olhos de quem as vê, ou do nariz…Pena, ou sorte, que somos limitados e isso tudo nos faz vivos. Paradoxo, na era digital, escrevemos tanto sobre tudo…mas não prova necessariamente que Mises, ou qualquer outro, não precise ainda ser desvendado ou suplantado. Le lapin crètin,s.m.e, há dentro de cada um de nós.
Ano passado um professor de educação física infantil, de uma rede municipal, disse-me que em uma reunião ele e seus colegas foram incentivados a inserir sutilmente alguns conceitos socialistas nas aulas teóricas. Ele não fez isso, mas foram incentivados. Doutrinação marxista na aula teórica de educação física infantil!
* * *
Ótimo artigo! E admiradíssimo e apoiadíssimo o amigo professor do Bruno. Eu já fui um tanto simpática às ideias de esquerda — embora na época não as rotulasse assim —, e acho que não dá para negar que uma das coisas mais fascinantes é você olhar para os lados e ver todas aquelas pessoas influentes, importantes e muitas vezes carismáticas e talentosas, compartilhando dos mesmos "nobres" ideais que você. E agora com essa coisa de blogs e redes sociais, fica muito fácil para quaisquer (e principalmente para essas) pessoas se estabelecerem diariamente em nossas vidas e praticamente se “acomodarem” como referências morais. E é preciso ser alguém que pratica o exercício constante do questionamento para colocar em dúvida as ideias ou as atitudes de uma referência.
Mas é importante nunca se subestimar a inteligência das pessoas. Mesmo que apenas um ou outro ali na universidade ou em toda a esfera terrestre se salve, vale a pena. Eu sempre penso que poderia ser eu, ainda do outro lado…
Quero propor um contraponto ao debate a já clara ditadua ideológica esquerdista presente.
Quando iremos, e o que poderá ser feito para nos livrarmos dessa praga vermelha?
Levará décadas para florir no campo pisado por eles?
Converso muito com meu filho, porém o ataque dos professores e nos centros acadêmicos na universidade é fulminante.
O jovem em sala que não tiver o infame pensamento igualitário é jogado ao ostracismo.
O gramscismo tomou corpo na américa latina devido ao trabalho de aculturação e inculcação dos valores marxistas nas pessoas mais influenciáveis, levado a cabo pelos intitulados intelectuais de esquerda.
O Garschagen merece ser um Doutor Honnoris Causa.
A principal qualidade do IMB é a honestidade intelectual. É um trabalho quase impecável.
Em relação às universidades, nós temos um governo que gastou 5 bilhões em um ano com bolsas para mestres e doutores.
Nós vivemos no país dos mestres e doutores oprimidos, dos gênios explorados, dos cientistas vitimizados, etc.
Não tem como dar crédito para universidades.
Enquanto várias universidades americanas se autofinanciam, nós estamos carregando nas costas essas universidades de doutores carentes e mestres parasitas.
Vou tentar não fazer da lista de comments o “muro das lamentações”, a pedido de alguns “colegas”… Venho agradecer ao autor pelo tema abordado no texto.
Eu mesma já fui muito vítima da “discordância como ofensa”, desde que era uma universitária insatisfeita com o apedeuta molusco quando isso não estava na moda. Estudei em turmas cheias de socialistas de iPhone, que defendiam a “função social da propriedade” e os direitos dos pobres e desvalidos a qualquer custo, mesmo que nunca tenha os visto fora do mundinho acadêmico. Ler os textos desses intelectuais era uma verdadeira sessão de tortura, mas se não fizesse isso tirava zero…
Enfim, após esse pequeno depoimento pessoal, quero também dizer que comprei o livro “Pare de Acreditar no Governo” ainda no lançamento. Ele já está com a capa esbranquiçada, devido ao enorme número de vezes que o li e citei. Foi uma das minhas melhores compras, pois o autor foi o responsável por me trazer para as ideias da liberdade em 2014.
Kkkk….cairam na arapuca do meu “lero lero”, pois leram e ainda fizeram comentários de “discordâncias com ofensa”.
Pelo menos identificaram o gerador, e olha que há muitos por ai….
Características dos “lapin cretin” Coelhos = inocência, de pouca memória, e que se envolvem em absurdos.
Eu li e concordo com o texto.
Talvez seja bom ter cuidado de que acessar, lê e enteder o assunto, não garante que tenhamos um comportamento libertário vivido em nossas atitudes.
Boa noite.
Não façam guerras, com coisas abstratas, ao idenficar o “gerador de lero lero”.
Rapaz… Uma reflexão muito boa a todos que tem mente aberta.
Não sou um cara de esquerda nem de direita.. nem muito politizado sou, tento analisar e interpretar a coisa como um todo.
Leio sempre alguns artigos daqui, os que tem mais focos na economia com a visão aberta, e são muito bons, aprendo muito.
Confesso que com essa onda politica que nos envolve hoje, acabo me posicionando. E me auto analisando observo ter tendências de que é dito como “esquerda”, mas o que importa para mim e a lógica e o pensamento do que entendo ser melhor, e mesmo a visão econômica a que o misses posiciona-se ser de uma visão mais “direitistas”, acredito muito na ideologia da liberdade econômica e acho esse site espetacular.
Bem… Esse artigo muito bem escrito, e claramente uma opinião da “direita progressista”, que acusa a “esquerda progressista” de agressor contra as opiniões contrárias. E ai vem a auto reflexão…
Você sabia que uma pessoa da “esquerda” tem a mesma visão/idéia que o texto se propõe para com a direita? A mesma.. E chega ser absurdo. A “direita” tem se portado com imensa agressividade, vide os comentários deste post.
Eu sei.. Todos estão descordando… E aí que está a auto-reflexão. Todos tem a mesma opinião sobre o outro lado e sobre o mesmo assunto. Não parece paradoxal?
Ou seja, precisamos ter uma mente aberta, e entender os dois lado sempre. Pois um de nós podemos estar errados, ou no que mais acredito é que ambos estamos errados.
Precisamos sermos mais de “centro progressistas”.
Mesmo já tendo Bruno Garschagen em alta conta, ele ainda consegue me surpreender com mais esse ótimo texto.
Não há teoria que preste que não tenha sido concebida a fim de explicar certa realidade ou resolver determinado problema real. No entanto, faz um tempo que muito do que se estuda nas universidades não tem a mais remota ligação com a vida real.
Infelizmente, esse estado de coisas contamina até quem não é adepto de ideologias esquerdistas. Não é raro ver por aí libertários e conservadores partindo para ignorância a qualquer sinal de discordância.
Essa é uma das piores heranças dos anos de hegemonia esquerdista nos legaram: a dificuldade em ter um debate respeitoso e positivo. Em grande parte dos casos, ao discordar de alguém você está entrando numa briga de rua e não em um debate. Daí a relevância de textos como este.
Muito bom
Antônio Gramsci, da teoria a prática neste campo de provas do Brasil, acho que a teoria materializou-se.
Uma vez eu vi um filme em que um professor falava aos seus alunos “A arqueologia é a busca por fatos, não pela verdade. Se é a verdade que vocês procuram, podem assistir à aula de filosofia do dr. Tyree, do outro lado do saguão."[i]
Esta frase foi dita pelo mais famoso arqueólogo de todos os tempos, Indiana Jones, no 3º filme da série – A Última Cruzada. A frase, para mim, é ótima no contexto destes comentários, e também mais importante em relação ao texto publicado pelo Dr. Bruno Garschagen, principalmente porque expõe um lado da pesquisa arqueológica com o qual as pessoas não estão muito acostumadas: Os fatos.
Então não vou falar de verdades, vou relacionar 2 fatos interligados sendo o primeiro, em relação ao texto e o segundo, em relação aos comentários:
1º fato) O uso da propaganda no decorrer dos tempo:
O Nacional-Socialismo é a ideologia associada à extrema-direita e a outros grupos ultradireitistas. Joseph Goebbels – Alemão membro do partido nazista, se tornou ministro da propaganda de Hitler em 1933, que lhe deu poder sobre rádio, imprensa, cinema, e teatro alemãs.
PRINCÍPIOS Goebbels de propaganda (Traduzido para o português)site: psywarrior.com/Goebbels.html
” 1. O Propagandista deve ter acesso a inteligência a respeito de eventos e da opinião pública.
2. A propaganda deve ser planejada e executada por uma única autoridade.
a. Ele deve emitir todas as diretivas de propaganda.
b. Ele deve explicar diretivas de propaganda para funcionários importantes e manter a sua moral.
c. Ele deve supervisionar outras atividades das agências que têm consequências de propaganda
3. As consequências de propaganda de uma ação deve ser considerada no planejamento dessa ação.
4. A propaganda deve afetar a política e ação do inimigo.
a. Ao suprimir o material propagandistically desejável que pode fornecer o inimigo com a inteligência útil
b. Ao disseminar abertamente propaganda cujo conteúdo ou o tom faz com que o inimigo para tirar as conclusões desejadas
c. Por incitar o inimigo a revelar informações vitais sobre si mesmo
d. Ao fazer nenhuma referência a uma atividade inimiga desejado quando qualquer referência seria desacreditar que a atividade
5. Declassified informações, operacional deve estar disponível para implementar uma campanha de propaganda
6. Para ser percebido, a propaganda deve evocar o interesse de um público e deve ser transmitida através de um meio de comunicação para obter atenção.
7. Credibilidade sozinho deve determinar se a saída de propaganda deve ser verdadeira ou falsa.
8. O objetivo, conteúdo e eficácia da propaganda inimiga; a força e os efeitos de uma exposição; e a natureza das campanhas de propaganda atuais determinar se a propaganda inimiga deve ser ignorado ou refutadas.
9. A credibilidade, inteligência e os possíveis efeitos de comunicação determinar se materiais de propaganda deve ser censurado.
10. Materiais de propaganda inimiga pode ser utilizado em operações de quando ele ajuda a diminuir o prestígio daquele inimigo ou dá apoio ao próprio objetivo do propagandista.
11. preto em vez de branco propaganda pode ser empregado quando este é menos credível ou produz efeitos indesejáveis.
12. Propaganda pode ser facilitada por líderes com prestígio.
13. A propaganda deve ser cuidadosamente cronometrada.
a. A comunicação deve atingir o público à frente de concorrentes propaganda.
b. A campanha de propaganda deve começar no momento ideal
c. Um tema de propaganda deve ser repetido, mas não além de algum ponto de diminuir a eficácia
14. A propaganda deve rotular eventos e pessoas com frases ou slogans distintas.
a. Eles devem evocar respostas desejados que o público possui anteriormente
b. Eles devem ser capazes de ser facilmente aprendido
c. Eles devem ser utilizados de novo e de novo, mas apenas em situações apropriadas
d. Eles devem ser à prova de boomerang
15. Propaganda para a frente da casa deve impedir a criação de falsas esperanças que pode ser atingido por eventos futuros.
16. Propaganda para a frente da casa deve criar um nível de ansiedade ideal.
a. Propaganda deve reforçar a ansiedade a respeito das consequências da derrota
b. Propaganda deve diminuir a ansiedade (excepto em relação às conseqüências da derrota) que é muito alto e que não pode ser reduzido pelas próprias pessoas
17. Propaganda para a frente da casa deve diminuir o impacto da frustração.
a. frustrações inevitáveis ??deve ser antecipado
b. inevitáveis ??frustrações devem ser colocados em perspectiva
18. A propaganda deve facilitar o deslocamento de agressão, especificando as metas para o ódio.
19. A propaganda não pode afetar de imediato fortes contra-tendências; em vez disso, deve oferecer algum tipo de ação ou desvio, ou ambos. “
É de sabença generalizada qual foi o resultado do uso da propaganda ideológica associada à extrema-direita de Joseph Goebbels contra os judeus, gays, doentes mentais, ciganos, negros, comunistas, enfim… Então não vou me alongar no assunto, apenas procurei mostrar que intelectuais conservadores também se utilizavam e ainda se utilizam desta propaganda, da mesma maneira, irrelevante seja nas universidades, nas empresas, nas associações…
A prova que ainda se utilizam está por si só em uma parte do texto escrito pelo Dr. Bruno Garschagen que se assemelha ao princípio da propaganda de Joseph Goebbels, qual seja:
[i]”Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se expressar?
Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais indivíduos, como se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos[4], prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem em um mundo abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de sociedade que exige a exclusão da realidade fática.”
2º fato) O resultado do uso da propaganda na atualidade
Neste exemplo de comentário; poderia pegar qualquer outro, mas este demonstra muito o que geralmente ocorre em todos os lugares:
“Margarethe 08/04/2016 18:10:48
Quero propor um contraponto ao debate a já clara ditadura ideológica esquerdista presente.
Quando iremos, e o que poderá ser feito para nos livrarmos dessa praga vermelha?
Levará décadas para florir no campo pisado por eles?
Converso muito com meu filho, porém o ataque dos professores e nos centros acadêmicos na universidade é fulminante.
O jovem em sala que não tiver o infame pensamento igualitário é jogado ao ostracismo.
“
…Este exemplo de comentário é por si só auto explicativo.
Por ora, nada mais a acrescentar.
…
Quase não há resposta à pergunta sobre quais são os argumentos a favor do socialismo, porque a maior parte dos argumentos dos socialistas não é em favor do socialismo, mas contra o capitalismo. Mais do que falhas econômicas, atribuem ao capitalismo supostos defeitos morais. Só que, nos últimos cem anos, os socialistas tiveram de ir mudando seus argumentos contra o capitalismo à medida que tais argumentos iam caindo. Vejamos:
1. Exploração
No século 19, Marx e Engels acusaram as empresas capitalistas de explorar seus trabalhadores mediante a suposta "mais-valia" que lhes era "extraída" (como uma chupada de sangue do Drácula). Porém, acontece que na Europa e Estados Unidos, os empregados e operários da Standard Oil, Shell, Ford, General Motors, General Eletric, e muitas outras empresas, não se tornaram cada vez mais pobres, como antecipava a profecia de Marx, pelo contrário, saíram da pobreza, e muitos prosperaram, dentro de poucos anos. Esse argumento contra o capitalismo caiu.
2. Crise
Foi a manipulação do dinheiro por parte do banco central americano que causou a Grande Crise de 1929; porém, como sempre, os socialistas jogaram a culpa no capitalismo. Contudo, após a Segunda Guerra Mundial, os países derrotados abandonaram a economia planificada e fizeram reformas liberais. E assim escaparam da crise, desemprego e pobreza. Esse argumento também caiu.
3. Imperialismo e dependência
Os professores da Sorbonne e os experts da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), seguindo Lenin, acusaram o capitalismo de explorar mediante "imperialismo" os países do Terceiro Mundo. Porém aqueles países mais "dependentes" do comércio internacional, e mais abertos à economia global, como Hong Kong, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul, saíram da pobreza massiva, e se tornaram ricos, em poucos anos. Outro argumento que cai.
4. Juventude oprimida
Em maio de 1968 em Paris, e em Berkeley, na Califórnia, Herbert Marcuse e os marxistas culturais acusaram o capitalismo de "oprimir os jovens", aos quais convidaram a que se rebelassem. Porém, depois, uma turminha de garotos imberbes como Bill Gates e Steve Jobs, no Vale do Silício, da própria Califórnia, e agora Mark Zuckerberg com o Facebook, ficaram multimilionários antes dos 40, sem pedir nada ao governo. E na década de 1990 umas reformas "neoliberais" muito tímidas e parciais, ainda muito longe de serem realmente capitalistas, abriram certas oportunidades em alguns mercados de ações e dividendos, e os jovens "yuppies" foram os que mais tiraram delas proveito para ganhar independência. Esse argumento caiu.
5. Machismo
A esquerda lançou-se com o feminismo, acusando o capitalismo de "oprimir a mulher". Porém na China, Índia e América Latina, pequenas janelas de um capitalismo muito incompleto se abrem às pessoas na economia informal, e quem mais aproveita tais oportunidades para ascender são as mulheres. Diferentemente das pobres mulheres presas em sua dependência crônica do insustentável estado de bem-estar social, que agora implode, e cujos escombros caem sobre a Europa e Estados Unidos.
6. Racismo
Para piorar as coisas, a enorme maioria dessas mulheres da economia informal na América Latina são indígenas de pele avermelhada, bem como seus pais, maridos, irmãos e filhos dessa mesma cor, de modo que os socialistas não conseguem bom uso do argumento indigenista e racista contra o capitalismo.
7. Prejuízo ecológico
O capitalismo é acusado de "destruir o meio-ambiente". Porém em alguns lugares da África (agora poucos) estão provando que a propriedade privada é superior ao Estado no cuidado e preservação do meio ambiente e das espécies, pela simples razão de que cada um cuida melhor do que é seu, e "o que é de todos não é de ninguém". Os vermelhos se vestem de verde e investem contra os transgênicos e nos assustam com notícias de que as indústrias multinacionais de alimento estão nos envenenando. Porém, em seguida aparece a confissão de Mark Lynas, um ex-"verde" arrependido, que diz: "Perdão, estávamos mentindo".
Mas eles vão seguir. Os socialistas estão no poder, e são muito criativos em inventar defeitos para o capitalismo.
É uma pena centros de ensino utilizarem sua estrutura não para fazer o aluno pensar e descobrir para si as melhores opções. Pena que professores, donos da verdade, queiram impor um modo de pensar de forma bastante irresponsável.
Por incrível que pareça falta lucidez em boa parte destes formadores. Não conseguem ter uma visão do todo. Vem a parte como o todo. Uma pena.
As últimas declarações da Professora Marilene Chaui sobre o Sergio Moro mostra bem o estado de insanidade a que alguns educadores tem chegado.
Perfeito: “Qualquer um que não reze pela cartilha, qualquer um que discorde de qualquer ponto ou aspecto da ideologia culturalmente dominante, não é um indivíduo que discorda de um ponto de vista, mas sim um agressor, um infame que ousa recusar-se a aceitar a superioridade da ideologia perfeita”.
“O modus operandi é sempre o mesmo, seja na ação ou na reação. Sobrepõem temas freneticamente, lançam informações falsas ou adulteradas, distribuem acusações as mais estapafúrdias, muitas valendo-se de polilogismo. Fazem, enfim, o que podem para não permitir que nenhuma discussão prospere, pois isto exibiria a fragilidade dos argumentos ou a própria ignorância individual acerca do tema em questão” – Engraçado, que essa parte do texto me fez lembrar automaticamente de uma reportagem lida na Folha de SP sobre o MBL ser apontado por pesquisa da USP como sendo os maiores propagadores de notícias falsas na internet. Me parece que o MBL não é um “movimento” de esquerda não é mesmo!
É engraçado notar que, antigamente, eu realmente achava que as universidades públicas,principalmente a USP(onde estudo atualmente), eram o centro de todo saber.
Graças a deus que eu não sou o mesmo de antigamente . Ler argumentos tão vazios de uma pagina de esquerda , após ler um artigo do IMB , me fazem ter 100 por cento de certeza que estou no viés correto de pensamento e me incentivam a sempre questionar os professores (assumidamente marxistas) sobre suas ideias . Obrigado a todos do IMB pelo excelente trabalho.
[link]www.esquerdadiario.com.br/Vai-ter-Marx-sim-Nada-de-Mi-Mi-Mises
“Usando a tela e o teclado como escudos, difamam, injuriam, caluniam e passeiam por outros artigos do código penal sem o menor escrúpulo ou drama de consciência.”
O texto se refere a intelectuais e de esquerda. O problema é mais amplo: Isto acontece não apenas com intelectuais esquerdistas mas também de direita. É ainda uma prática de pessoas comuns quando suas visões de mundo são desafiadas. Quando não se passeia por vários artigos do código penal, no mínimo é usada a grosseria e os palavrões de modo constante, o que já é péssimo. De algum modo as pessoas tendem a ser bem menos civilizadas pela internet e não há muito o que se possa fazer para controlar isso. Acho que a solução é acionar a justiça nos casos que já são classificados como crime pelo código penal. As redes sociais também podem ajudar banindo os perfis responsáveis (seja à esquerda ou à direta) por estes crimes ou limitando alcance dessas calúnias, difamações e injúrias quando se trata de conteúdo compartilhado.
(Sowell considera que o ponto fundamental “não é dizer que a intelligentsia estava enganada ou mal informada sobre determinadas questões”, mas “que, ao pensar em termos de pessoas abstratas num mundo abstrato, os intelectuais se furtam à responsabilidade e ao trabalho árduo de apreender os fatos reais sobre pessoas reais vivendo num mundo real, fatos que geralmente explicam as discrepâncias entre o que os intelectuais veem e o que eles gostariam de ver”.)
Muitas vezes essa pessoa abstrata, num mundo abstrato é “criada” a partir do estudo de pessoas reais, vivendo num mundo real, mas de uma época passada e de um grupo humano específico que já não explica pessoas de hoje ou de outros grupos. Essa pessoa abstrataou mundo abstrato pode ser alguma estatística. Quando esse conhecimento é utilizado para lidar com uma pessoa individual esta geralmente não corresponde ao modelo. Não 100%.
Ainda bem que tive bem poucos professores assim.
Olá. Este tema é muito bom e atual. Gostaria de receber notificações sobre outros temas semelhantes.