“Ao lutar contra as sociedades menos desenvolvidas,
as mais desenvolvidas sempre descobriram que levam sua maior vantagem na falta
de unidade nas fileiras inimigas”
Ludwig von Mises,
Socialism,
p. 273
A intervenção do governo americano no Iraque, como
bem ensinam as teorias sobre a intervenção do estado, não tinha como dar
certo. Não apenas nada saiu como o
planejado, como também os custos em termos de vidas perdidas e em termos
financeiros foram estarrecedores.
Para piorar, e também como acontece em todas as intervenções
governamentais, ocorreu no Iraque uma consequência não-premeditada do
intervencionismo: o esfacelamento da região levou à ascensão dos brutais
terroristas do Estado Islâmico, organização também conhecido pela sigla ISIS
(Islamic State of Iraq and Syria), cuja autoproclamada intenção é criar um califado
na região.
O surgimento dessa organização terrorista serviu
para criar um consenso político onde antes não havia: EUA, Europa, Jordânia e Arábia
Saudita juntaram
esforços com Rússia, Afeganistão, Nigéria, Paquistão, Talibã, Al-Qaeda e
Hezbollah para combater os terroristas do ISIS.
Direita e esquerda parecem concordar com a
necessidade de eliminar essa organização terrorista, a qual é vista como a maior
ameaça para a humanidade. Mesmo
pessoas que haviam se posicionado firmemente contra a guerra no Iraque passaram
a assumir uma postura de que “desta vez é diferente”, e que o ISIS é de fato
uma organização que tem de ser combatida pelos governos, pois representa uma ameaça
global.
Com efeito, é sim bem possível que desta vez seja diferente. As bárbaras ações dos membros do Estado
Islâmico demonstram uma até então impensável brutalidade,
a qual é difícil de ser ignorada.
Dado que é impossível, este artigo não tem a pretensão
de afirmar se tais pessoas estão, do ponto de vista da política externa, certas
ou erradas em sua avaliação sobre o ISIS ser a maior ameaça para a humanidade. Com efeito, este artigo não tem a pretensão de
fazer uma análise de assuntos relacionadas a política externa. Devo dizer abertamente que nada do que será
escrito aqui deve ser visto como uma declaração de conhecimento sobre
especificidades do Estado Islâmico, sobre quão poderosa de fato é essa organização,
e se ela representa algo a ser realmente temido, ao contrário de Saddam Hussein
— que, olhando em retrospecto, parecia não ser.
Este artigo terá, no entanto, a pretensão de fazer
uma análise da situação exclusivamente sob um ponto de vista econômico. Mais especificamente, este artigo tentará
abordar a suposta ameaça do Estado Islâmico por meio das idéias do grande
pensador econômico austríaco, Ludwig von Mises.
O palpite é que o ISIS não teria amedrontado Mises.
E o ISIS não teria intimidado Mises porque tal organização
surgiu e cresceu exatamente naquele tipo de sociedade “menos desenvolvida” à
qual Mises se referiu como sendo não-ameaçadora em seu clássico livro Socialism.
Sem em nenhum momento tentar minimizar os horrores
dos atentados de 11 de setembro, as ações repugnantes do ISIS, ou a capacidade
de grupos terroristas ou extremistas fazerem novos atentados naquele que é
considerado o símbolo máximo do mundo desenvolvido (os EUA), é justo supor que
Mises ficaria um tanto espantado com todo esse estardalhaço feito em relação ao
ISIS. Afinal, tal organização não surgiu
e não foi formada dentro de nenhum país minimamente sofisticado ou desenvolvido.
A realidade é que essa organização — que conseguiu
fazer com que esquerda e direita se unissem em prol de uma reação musculosa —
nasceu em uma região do mundo que: a) é uma das menos produtivas
economicamente, b) não criou um único bem de consumo desejado pelos
consumidores do mundo (sim, ali há o recurso natural do petróleo, mas riqueza
gerada pelo petróleo é majoritariamente uma criação de engenhosidade ocidental),
c) não possui uma única universidade que tenha alguma reputação. Ou seja, é uma região hoje habitada por
pessoas economicamente atrasadas, pouco produtivas e sem engenhosidade.
Não obstante, todos estão temendo o ISIS?
Ainda mais incompreensíveis são as reportagens sobre
essa organização. Uma recente matéria de
capa do The Wall Street Journal tinha
a seguinte manchete: “O
Estado Islâmico e sua economia baseada na extorsão”. A reportagem explicou que o ISIS é uma organização
que se financia por meio da “extração coerciva de tributos de uma população de
8 milhões de pessoas”, e também consegue levantar fundos por meios de “atividades
criminosas e terroristas”.
Certo. Então quer
dizer que um grupo que se financia por meio de espoliação de indivíduos que não
são ricos nem produtivos representa uma ameaça
para todo o mundo capitalista, desenvolvido e civilizado?
Uma coisa é você ter uma organização que tributa (de
maneira previsível) centenas de milhões de indivíduos extremamente produtivos e
ricos, como é o caso do governo americano.
Essa, sim, é uma organização a ser temida. Outra coisa, completamente distinta, é você ter
um grupo terrorista que sobrevive da espoliação violenta de indivíduos pobres e
nada produtivos. Pode esse grupo
representar uma ameaça para o mundo rico e desenvolvido?
Mises, muito provavelmente, estaria fazendo escárnio
do atual consenso dos governos mundiais em relação ao ISIS exatamente porque
toda a base da existência do ISIS é o roubo e a coerção violenta de indivíduos pobres
e pouco produtivos. Tais fundamentos não
têm como durar para sempre. Como ele
escreveu em Socialism,
“Toda a civilização ainda existe porque os homens foram bem-sucedidos em reagir
aos ataques dos redistributivistas”.
O mundo rico e desenvolvido prosperou exatamente porque
conseguiu se manter relativamente livre.
Já uma entidade terrorista que se financia por meio do esbulho de pessoas pobres e pouco produtivas deve ser vista como uma ameaça irrefreável para
o mundo?
O que é curioso nisso tudo é ver como vários membros
da direita estão caindo nessa narrativa e se contradizendo fragorosamente. Embora tais pessoas digam, corretamente, que
baixos impostos e menos barreiras regulatórias irão gerar mais riqueza e mais crescimento
econômico, essas mesmas pessoas, paradoxalmente, passam a acreditar que políticas
de redistribuição forçosa de renda são eficazes em criar exuberância e poderio
avassalador em uma região pobre do Oriente Médio. Não é irônico?
Ainda mais interessantes são os relatos de quão habilidosos
são os terroristas do ISIS. Quem ler a
supracitada matéria do jornal sem um olhar mais crítico irá ficar com a impressão
de que o ISIS é gerido por uma equipe de consultores da McKinsey e não por
militantes radicais. Segundo a
reportagem, “os radicais do grupo administram um metódico sistema de extorsão sobre
o comércio, cobram taxas sobre o uso do transporte público, e impõem pagamentos
de proteção a cristãos e outras minorias religiosas que optaram por viver sob o
comando dos militantes em vez de fugir”.
É possível tal cenário gerar um crescimento vibrante
em algum lugar do mundo? Muito menos em
um local pobre e pouco produtivo, e a lógica econômica sugere que o ISIS não será
capaz de alterar essa realidade.
Há quem diga que as receitas do petróleo podem estar
financiando o ISIS. Se isso for verdade,
então o melhor que o governo americano poderia fazer é adotar uma política de valorização
do dólar, o que
derrubaria os preços do petróleo. Com
o dólar forte e os preços do petróleo em queda, as receitas obtidas com a venda
dos barris de petróleo cairiam acentuadamente e os produtores de petróleo do
Oriente Médio ficariam sufocados. Isso
reduziria os valores obtidos pelas extorsões do ISIS.
No que mais, se a qualidade intelectual e
administrativa dos líderes políticos dos países ricos e avançados já não é nada
impressionante, como deve ser então a qualidade dos radicais que lideram o
ISIS? Não é necessário ser nenhum
especialista em política externa para deduzir que provavelmente não há uma coleção
de Thomas Jeffersons e George Washingtons no alto escalão dessa entidade que
está apavorando o mundo.
Se a classe política de qualquer país minimamente
civilizado raramente concorda entre si (a suposta ameaça representada pelo ISIS
é um raro exemplo de consenso) e as rixas são constantes, por que então deveríamos
imaginar que as atividades de uma organização criminosa são definidas por um
competente, calmo e estudado consenso do seu alto escalão, de modo que uma inação
agora causaria massacres nas cidades ocidentais?
De novo, pode até ser que dessa vez seja diferente,
e de fato o ISIS seja uma exceção. Esse artigo,
como dito, não pretende dar aulas de política externa. Entretanto, a mais básica lógica econômica sugere
algum ceticismo quanto ao real poder do ISIS em escala global. Com tempo, ensina a lógica econômica, organizações
que se baseiam nesse tipo de arranjo se ramificam e se esfacelam.
Como explicou Mises em Socialism,
“Apenas temporariamente podem aquelas nações que possuem uma baixa organização fazer
grandes empreendimentos militares. A desunião
interna sempre atuou para dispersar seus exércitos muito rapidamente.”
Adicionalmente, Mises também afirmou que “Sociedades
mais desenvolvidas conseguem alcançar uma maior riqueza natural do que as menos
desenvolvidas; consequentemente, elas têm mais recursos e capacidade para preservar
seus membros da miséria e da pobreza. Elas também são mais bem equipadas para
defender seus membros de eventuais inimigos” (ênfase minha).
Infelizmente, Mises não está entre nós para
participar das discussões sobre o ISIS, mas seus escritos sugerem que ele teria
um olhar cético sobre todo o estardalhaço a respeito dessa mais recente ameaça terrorista. Repetindo: pode ser que, de fato, dessa vez
seja diferente. Mas, se isso ocorrer, então
toda a lógica econômica estará refutada.
“Elas também são mais bem equipadas para defender seus membros de eventuais inimigos”
Ou seja, armas totalmente liberadas…
De fato, há um exagero ridículo quando se diz que o ISIS ameaça a civilização ocidental.
Até agora a única coisa que o grupo fez foi se aproveitar de regiões que já estavam destruídas (Síria e Iraque).
Mas sim, eles tem que ser contidos, justamente devido a fragilidade da síria e do Iraque no momento, há muitas vidas que estão refém desses grupos.
O real problema é essa população de 8 milhões que vivem sobe essa ameaça de liberdade. Mesmo que não consiga arranhar a vida no ocidente, o mediterrâneo sofre com o radicalismo, acho que assim como os cristãos, o islamismo na sua mais alta cúpula é administrada por ateus, não existe interesse em doutrinar o ocidente e sim em subjugar e subtrativo dinheiro para seus bolsos.
O que o isis está fazendo é o mesmo processo de estabelecimento de um governo,gerando morte,destruição,(impostos),o que já foi explicado por rothbard.
Duas perguntas,1:Porque o dólar forte derruba o preço do petróleo.2:Porque os estados ricos estão tão preocupados com esta minuscula organização.será um mero pretexto para a industria de armas faturar mais uma vez com a desgraça alheia…
O isis actua como um organismo predatório,conhecido pelo nome de estado.
“Uma recente matéria de capa do The Wall Street Journal tinha a seguinte manchete: “O Estado Islâmico e sua economia baseada na extorsão”. A reportagem explicou que o ISIS é uma organização que se financia por meio da “extração coerciva de tributos de uma população de 8 milhões de pessoas”, e também consegue levantar fundos por meios de “atividades criminosas e terroristas”.”
Na verdade o ISIS se financia de países que – secretamente – adotam sua agenda anti-cristã e anti-desenvolvimentista.
Dia desses não pararam um navio boliviano traficando armas para o ISIS? veja.abril.com.br/noticia/mundo/navio-boliviano-foi-flagrado-com-carregamento-de-armas-para-extremistas-do-estado-islamico/
Por certo, alguém maior está financiando essa causa. Entendo (e até concordo) com Mises que o ISIS é menor do que aparenta ser. Mas como diz um velho ditado: “Pequenas rachaduras, fazem cair enormes pontes”.
Acho que o ISIS deve ser combatido agora, enquanto é pequeno.
Acho que dizer que foi a invasão americana que provocou o surgimento do ISIS é demasiadamente simplista. Acaso Hezbollah e Boko Haram também é culpa dos americanos?
Existem inúmeros outros fatores envolvidos que não podem ser resumidos nos econômicos e que – especialmente quando se fala de fé – são pouco compreendidos pois envolve experiências pessoais e sociais únicas.
Sei que a maioria dos libertários defende o princípio da não agressão, mas e quando um ditador sanguinário extermina seus opositores políticos e diferentes povos na sua região (entre outros Saddam Hussein com suas armas químicas contra os kurdos), o que fazer? Ajudar ou cruzar os braços? Não é importante lutar pela liberdade deles não?
Não sou ingênuo de achar que as coisas são “preto no branco” mas se Saddam não era um mal a ser combatido, então não existe mais mal no mundo.
Será que o ISIS é financiando somente por impostos sobre pobres improdutivos? Duvido muito disso.
Considerar o ISIS como uma ameaça ao ocidente pode mesmo ser um exagero. Mas simplesmente cruzar os braços e deixar eles caírem sozinhos nem de longe me parece ser a melhor opção. Ok, eles sobrevivem extorquindo dinheiro de populações pobres e ainda colocam várias barreiras que impedem estas de enriquecerem. Lógico que este arranjo é insustentável no longo prazo. Mas não deixo de pensar nas pessoas que estão sofrendo hoje com estes terroristas.
Decapitações, pessoas sendo queimadas vivas, crianças sendo vendidas como escravas sexuais, são só parte dos horrores que a população destes países estão passando. As vítimas que estão sofrendo diariamente nas mãos destes terroristas não podem esperar. Levando essas coisas em conta, não vejo com maus olhos que os países livres se unam para combater o ISIS. O que deve ser feito para eliminar esta praga da face da terra, eu não sei. Mas simplesmente fazer pouco caso destes terroristas e deixa-los livres para agir como quiserem até o dinheiro deles acabar, me parece um ato de omissão criminosa, tendo em vista a quantidade de crimes contra a humanidade que acontecem no oriente médio.
Entendo que o foco do artigo é simplesmente dizer que o ISIS não é tão grande assim como a mídia pinta, e que dificilmente o autor acredite que nada precisa ser feito. Mas pelo menos em minha opinião, o autor poderia ter deixado mais claro o que ele espera que seja feito para combater estes terroristas.
E seria possível analisar somente do ponto de vista econômico um assunto que exige análise mais ampla?
Rene qualquer pessoa é livre para ir lutar contra o isis,você mesmo pode se alistar,pode formar um exército (privado9 e ir lá combater,agora obrigar outras pessoas a combaterem é moralmente errado,e além disso qualquer regime só se sustenta através do consentimento,leia la boétie.
Lembro-me de quando os piratas somalis começaram a atacar navios em 2007, e várias pessoas começaram a dizer que aqueles raquíticos dominariam os mares. Certa feita, eles tiveram a infeliz ideia de atacar um navio de turistas israelenses. Os seguranças do navio passaram fogo nos famélicos, e metade dos terroristas da organização morreu ali. A outra metade se aposentou.
Não apenas o estado islâmico, mas qualquer estado poderia ser classificado como uma organização terrorista que se financia por meio de extração coerciva de tributos e outros atos criminosos.
Essa guerra contra o ISIS não passa de uma disputa entre gangues. Quem vê algo além disso, não passa de um paspalho ingênuo cegado por propaganda ideológica.
Rio de Janeiro, São Paulo, e algumas capitais do nordeste me dariam mais medo do que o ISIS
Compartilho da opinião de alguns aí acima, é moralmente defensável uma intervenção externa para ajudar as pessoas da Síria, que estão sendo oprimidas e coagidas pelo ISIS, que estão sofrendo ataque à sua LIBERDADE.
Acho o válido o questionamento de se essa intervenção deve ser bancada pelos estados ocidentais. A proposta de tropas mercenárias é uma solução interessante. Eu tiraria grana do meu bolso para ajudar. Não condeno quem não queira fazer o mesmo. E todo mundo segue a vida.
Aí vem o questionamento seguinte: o que fazer em seguida? Como garantir que não assuma um outro grupo radical?
Um único modelo de governo me vem à mente: Pinochet. Uma ditadura que abafe as dissidencias políticas (até porque na região só há partidos socialistas e islâmicos), que garanta a liberdade religiosa, e especialmente a liberdade economica; justiça, paz “à força”, constituicao enxuta, direitos de propriedade, e liberdade de troca; começar a aliviar a repressão só depois de uns 20 anos. Aí então, já vai estar todo mundo rico, familiarizado com o ocidente, bem-informado, relegando a religião ao seu lugar, longe do estado.
Ao meu ver a coisa está sendo simplificada aqui. Se fosse só isso, zero subtraindo de zero, não teriam mais dinheiro para comprar armas.
O ISIS se financia claramente, há quem queira provas, pela venda de petróleo no mercado negro e pela venda de artefatos pilhados também no mercado negro. Creio que os impostos cobrados das minorias não devem ser suficientes nem para eles viverem.
Talvez a pior consequência do EI seja as massas de falsos refugiados que entraram na Europa. Lembrando que há ali uma grande ideologia de destruição do ocidente. Esses falsos refugiados vão ter filhos “a rodo” e com o tempo vão ser mais numerosos do que os nativos, que se reproduzem pouco.
Mas tem gente que vai refutar linha por linha do que eu disse sem usar nenhum argumento, apenas a alegada falta de evidências. Evidências que saltam aos olhos.
A questão é a seguinte: o ISIS surgiu depois que os EUA retiraram suas tropas do Iraque. É uma ilusão acreditar que apenas milícias terrestres seriam capazes de combater os terroristas do ISIS. Só será possível combater os terroristas dos ISIS com apoio dos países mais fortes militarmente (como EUA, Israel, a OTAN). Por exemplo, o ISIS só foi expulso de Kobane, devido aos bombardeios aéreos da ‘coalização’, as milícias curdas não seriam expulsar o ISIS de Kobane, sem o apoio dos EUA:
“As forças curdas, em um primeiro momento pouco equipadas, se beneficiaram do apoio crucial dos bombardeios que a coalizão internacional encabeçada por Washington lança contra posições dos jihadistas desde 23 de setembro.”
g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/curdos-expulsam-o-estado-islamico-da-cidade-siria-de-kobane.html
O Isis ampliou sua invasão pelo ocidente sem uso de armas.
Antes como imigrantes e agora como refugiados que , com o tempo
vão dominando politicamente as nações que os abrigaram.
França e Suécia(Progressistas) e outros países têm grandes problemas
com os mulçumanos.
O artigo é um dos mais ridículos que já vi, no site http://www.mises.org.br/ . Vou só citar alguns trechos entre “aspas” e fazer um comentário a eles:1- “Ao lutar contra as sociedades menos desenvolvidas, as mais desenvolvidas sempre descobriram que levam sua maior vantagem na falta de unidade nas fileiras inimigas”Aonde tal dito de Von Misse se aplica ao Islã? Todas as formas de Islã são claras em dizer que:A) Toda e qualquer pessoa que deixar o Islã, paga com sua vida.B) Toda e qualquer pessoa que criticar o Islã, paga com sua vida.C) Toda e qualquer pessoa que criticar Maomé, paga com sua vida.D) Toda e qualquer pessoa que jogar um Alcorão no chão, paga com sua vida.E) Toda e qualquer pessoa que pregar outra religião a um muçulmano, paga com sua vida.F) No Islã não existe diferença entre crime e pecado.G)O Islã deve ser imposto à humanidade inteira, embora isto possa ser disfarçado, até que istoocorra. Este disfarce tem até uma palavra árabe para ele, que é Takyia.H) Não pode haver verdadeira paz, entre (Dar al Islã) parte da humanidade submissa ao Islã e a parte da humanidade ainda não submissa a ele( Dar ao Harb). Caso os não islâmicos tenham poder militar, se pode fazer uma falsa paz, até que a guerra entre Islã e seus inimigos comece de novo. Tal falsa paz, entre islâmicos e os não islâmicos tem uma palavra árabe para ela, que é “Hudna”.Aonde há a falta de unidade nestas “fileiras inimigas?2- “O surgimento dessa organização terrorista serviu para criar um consenso político onde antes não havia: EUA, Europa, Jordânia e Arábia Saudita juntaram esforços com Rússia, Afeganistão, Nigéria, Paquistão, Talibã, Al-Qaeda e Hezbollah para combater os terroristas do ISIS.”E por acaso, isto é ruim? Desde quando uma rábula de ladrões que roubam, matam, estupram e, até escravizam; deve ser deixada ao sabor das leis do mercado?3- “Dado que é impossível, este artigo não tem a pretensão de afirmar se tais pessoas estão, do ponto de vista da política externa, certas ou erradas em sua avaliação sobre o ISIS ser a maior ameaça para a humanidade. Com efeito, este artigo não tem a pretensão de fazer uma análise de assuntos relacionadas a política externa. Devo dizer abertamente que nada do que será escrito aqui deve ser visto como uma declaração de conhecimento sobre especificidades do Estado Islâmico, sobre quão poderosa de fato é essa organização, e se ela representa algo a ser realmente temido, ao contrário de Saddam Hussein — que, olhando em retrospecto, parecia não ser.”Esta é a menos pior parte do artigo; aquela em que o autor ventila que nada sabe do Islã e nunca exigiu a extinção da Al-Qaida quando esta mandou seus membros explodir as embaixadas americana na Tanzânia e no Quênia, em 1998. Ver site https://en.wikipedia.org/wiki/1998_United_States_embassy_bombings
4- “Este artigo terá, no entanto, a pretensão de fazer uma análise da situaçãoexclusivamente sob um ponto de vista econômico. Mais especificamente, este artigo tentará abordar a suposta ameaça do Estado Islâmico por meio das idéias do grande pensador econômico austríaco, Ludwig von Mises. O palpite é que o ISIS não teria amedrontado Mises.E o ISIS não teria intimidado Mises porque tal organização surgiu e cresceu exatamente naquele tipo de sociedade “menos desenvolvida” à qual Mises se referiu como sendo não-ameaçadora em seu clássico livro Socialism.”Quando Mises falou deste tipo de sociedade primitiva, ele não estava falando de Islã. Estava falando de tribos primitivas e pequenas, não de uma fé antissemita e anticristã que tem mais de 1,6 bilhões de adeptos hoje. Parece até que mesmo sendo judeu, mesmo assim Ludwig Von Mises jamais viveu em nenhum lugar de maioria de maometanos. O autor além de basicamente nada entender de Islã, parece tão por fora quanto, sob Mises.5- “Sem em nenhum momento tentar minimizar os horrores dos atentados de 11 de setembro, as ações repugnantes do ISIS, ou a capacidade de grupos terroristas ou extremistas fazerem novos atentados naquele que é considerado o símbolo máximo do mundo desenvolvido (os EUA), é justo supor que Mises ficaria um tanto espantado com todo esse estardalhaço feito em relação ao ISIS. Afinal, tal organização não surgiu e não foi formada dentro de nenhum país minimamente sofisticado ou desenvolvido.A realidade é que essa organização — que conseguiu fazer com que esquerda e direita se unissem em prol de uma reação musculosa — nasceu em uma região do mundo que: a) é uma das menos produtivas economicamente, b) não criou um único bem de consumo desejado pelos consumidores do mundo (sim, ali há o recurso natural do petróleo, mas riqueza gerada pelo petróleo é majoritariamente uma criação de engenhosidade ocidental), c) não possui uma única universidade que tenha alguma reputação. Ou seja, é uma região hoje habitada por pessoas economicamente atrasadas, pouco produtivas e sem engenhosidade.Não obstante, todos estão temendo o ISIS?”Este idiota que escreveu este artigo, John Tamny, comete, mais de 1.400 anos depois, o mesmo erro dos reis de Bizâncio e da Pérsia, também sobre o Islã. Por ser analfabeto, o profeta Maomé mandou um escriba escrever uma carta para o rei de Bizâncio e outro para o rei da Pérsia. Ambos “poderosos”, sequer quiseram responder ao governante analfabeto de uma pequena cidade, chamada Medina, na atual Arábia Saudita. Umas décadas depois, todo o Império Persa estava sob o Islã e o Império Bizantino estava mortalmente ferido pela perda irreversível do Egito, Síria, Líbano, Líbia, Argélia, Marrocos, etc.Como é que que Mises não ficaria um tanto espantado com todo esse estardalhaço feito em relação ao ISIS? Afinal, o Islã além de prometer vida eterna com 72 virgens, neste mundo, quem luta pelo Islã e vence tem dinheiro, poder, fama e sexo. Mises dedicou sua vida a lutar contra um Islã secularizado, chamado socialismo, que em 1917, já dava a quem luta por ele e vence tinha: dinheiro, poder, fama e sexo.6- ” Uma recente matéria de capa do The Wall Street Journal tinha a seguinte manchete: “O Estado Islâmico e sua economia baseada na extorsão”. A reportagem explicou que o ISIS é uma organização que se financia por meio da “extração coerciva de tributos de uma população de 8 milhões de pessoas”, e também consegue levantar fundos por meios de “atividades criminosas e terroristas”.Certo. Então quer dizer que um grupo que se financia por meio de espoliação de indivíduos que não são ricos nem produtivos representa uma ameaça para todo o mundo capitalista, desenvolvido e civilizado? “
Já que um grupo que se financia por meio de espoliação de indivíduos que não são ricos nem produtivos representa uma ameaça para todo o mundo capitalista, desenvolvido e civilizado, então:A- Lenin teria morrido de sífilis na Suíça, não no poder.B- Mao Tse Tung teria morrido em sua fazenda, numa prisão ou num hospício. Ele morreu no poder.C- Fidel Castro teria morrido no exílio no México, não estando no poder em Cuba de 1959 até hoje.D- Lula estaria vivendo com aposentadoria de um salário mínimo, em Pernambuco. E Dilma seria uma pobre ex-presidiária, como são suas colegas das Brigadas Vermelhas da Itália, Action directe da França, etc.E- Já que um grupo que se financia por meio de espoliação de indivíduos que não são ricos nem produtivos representa uma ameaça para todo o mundo capitalista, desenvolvido e civilizado, então por que A, B, C e D são totalmente distintos que aconteceu de fato e nos casos C e D totalmente distinto do que segue acontecendo?7- “Mises, muito provavelmente, estaria fazendo escárnio do atual consenso dos governos mundiais em relação ao ISIS exatamente porque toda a base da existência do ISIS é o roubo e a coerção violenta de indivíduos pobres e pouco produtivos. Tais fundamentos não têm como durar para sempre. Como ele escreveu em Socialism, “Toda a civilização ainda existe porque os homens foram bem-sucedidos em reagir aos ataques dos redistributivistas”.”Já que “Tais fundamentos não têm como durar para sempre.”, então por que o Islã existe há mais de 1400 anos e é a maior religião do mundo e aquela que mais tem adeptos; na maioria por nascimentos?Sim. “Toda a civilização ainda existe porque os homens foram bem-sucedidos em reagir aos ataques dos redistributivistas”. Se existe civilização foi por que os católicos medievais não seguiram o triste caminho dos jacobistas, nestorianistas, coptas e demais tipos de Cristianismo, que colaboraram com o Islã na Idade Média e acabaram na insignificância, há mais de mil anos.
8- “O mundo rico e desenvolvido prosperou exatamente porque conseguiu se manter relativamente livre. Já uma entidade terrorista que se financia por meio do esbulho de pessoas pobres e pouco produtivas deve ser vista como uma ameaça irrefreável para o mundo? “
Quando a Al-Qaida explodiu embaixadas americanas na África, em 1998, muita gente que vivia no World Trade Center também achava que uma entidade terrorista que se financia por meio do esbulho de pessoas pobres e pouco produtivas, não devia ser vista como uma ameaça irrefreável para o mundo. Em 2001, eles mudaram de opinião.9- “O que é curioso nisso tudo é ver como vários membros da direita estão caindo nessa narrativa e se contradizendo fragorosamente. Embora tais pessoas digam, corretamente, que baixos impostos e menos barreiras regulatórias irão gerar mais riqueza e mais crescimento econômico, essas mesmas pessoas, paradoxalmente, passam a acreditar que políticas de redistribuição forçosa de renda são eficazes em criar exuberância e poderio avassalador em uma região pobre do Oriente Médio. Não é irônico?”Quando dos primeiros ataques da Al-Qaida, se achou também que não valia a pena se disparar mais mísseis, contra eles. O resultado de tal pensamento ridículo foi a queda das torres do WTC, em 2001.10- “Ainda mais interessantes são os relatos de quão habilidosos são os terroristas do ISIS. Quem ler a supracitada matéria do jornal sem um olhar mais crítico irá ficar com a impressão de que o ISIS é gerido por uma equipe de consultores da McKinsey e não por militantes radicais. Segundo a reportagem, “os radicais do grupo administram um metódico sistema de extorsão sobre o comércio, cobram taxas sobre o uso do transporte público, e impõem pagamentos de proteção a cristãos e outras minorias religiosas que optaram por viver sob o comando dos militantes em vez de fugir”.É possível tal cenário gerar um crescimento vibrante em algum lugar do mundo? Muito menos em um local pobre e pouco produtivo, e a lógica econômica sugere que o ISIS não será capaz de alterar essa realidade.”Bem, este pessoal do ISIS está apenas repetindo o que os primeiros islâmicos, aqueles do século VII faziam exatamente igual e exatamente na mesma região. O autor nunca leu o Alcorão. Eu li. E não é um livro com qualquer intenção de “gerar um crescimento vibrante em algum lugar do mundo”, mas sim um livro para colocar a humanidade inteira sob os ditames de um profeta analfabeto e comerciantes de escravos do século VII. Sob o Islã sempre imperaram a corrupção, ditadura, ignorância, etc. Só que o Islã tem mais de 1400 anos e é a maior religião do mundo e a que mais cresce. O autor parece achar que a maioria humanidade pensa com base no padrão dos PhDs da Universidade de Chicago. Nem daqui a 1400 anos, que a maioria humanidade pensará, com base no padrão dos PhDs da Universidade de Chicago.11- “Há quem diga que as receitas do petróleo podem estar financiando o ISIS. Se isso for verdade, então o melhor que o governo americano poderia fazer é adotar uma política de valorização do dólar, o que derrubaria os preços do petróleo. Com o dólar forte e os preços do petróleo em queda, as receitas obtidas com a venda dos barris de petróleo cairiam acentuadamente e os produtores de petróleo do Oriente Médio ficariam sufocados. Isso reduziria os valores obtidos pelas extorsões do ISIS.”O John Tamny acha que o Isis vai recuar, caso os preços do petróleo recuem. Quando eles eatavam acima de US$150/barril, o Isis era insignificante e nem mandava em guarda de trânsito no Iraque. John Tamny acha que terroristas recuam ou avançam com base no preço do petróleo. O que mais ele acha? Ele acredita na existência do Papai Noel? Ele acredita no tal Trem-bala da Dilma?12- “Se a classe política de qualquer país minimamente civilizado raramente concorda entre si (a suposta ameaça representada pelo ISIS é um raro exemplo de consenso) e as rixas são constantes, por que então deveríamos imaginar que as atividades de uma organização criminosa são definidas por um competente, calmo e estudado consenso do seu alto escalão, de modo que uma inação agora causaria massacres nas cidades ocidentais”.É o que o imperador bizantino Heraclius achava, há mais de 1400 anos atrás. E era o que o então presidente americano Bill Clinton achava, em 1998. O tempo mostrou que eles estavam totalmente errados, sobre o Islã. O Império Bizantino acabou em 1453. Era um império ferido mortalmente pelo Islã, já no século VII. A verdadeira pergunta não é se você deve lutar contra o Isis, Boko Haran, etc. A verdadeira questão é se você quer lutar contra eles agora, onde eles agora estão ou se você prefere lutar contra eles, em suas conquistas e ataques do futuro.
Ótima análise. Mas o artigo deixou de acrescentar que pode e dizem até haver evidências que o ISIS está recebendo apoio financeiro de alguns governos que simpatizam com a formação do califado, além do líder ser um milionário e ter bastante influência.
Concordo que mesmo com isso não quer dizer que o Ocidente está ameaçado, mas com a expansão desses terroristas e a continua ajuda financeira aliada a propaganda que está influenciando muitos jovens, até europeus e americanos, pode causar danos sim como contínuos ataques terroristas no Ocidente mas nada que irá gerar uma terceira guerra mundial.
Vamos criar um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visitas, para fazer o trabalho de divulgação entre os empreendedores. Assim que contratados, de comum acordo com esses empresários (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, e até mesmo em torno das ruas desse estabelecimento.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais como o bitcoin para o empresário e para as pessoas.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça de todos.
Como eu sou do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço. Se nós criarmos uma empresa com registro, ficaremos refém da classe política.
Acredito que aqui ninguém vai querer isso.
“Se as tropas viessem a passar fome, a miséria e as
doenças causariam
mais devastação do que os longos anos da espada inimiga.”
Sun Tzu, A Arte da Guerra.
É só acabar com a forma com que eles conseguem recursos e é vitória certa. Acho impressionante como o mercado é vital pra qualquer sociedade. Sua extinção leva a morte de um povo.
O ISIS, é o sonho de consumo da industria bélica americana, Bilhões em impostos, não é a toa que o mundo esta mais perigoso hoje do que em 2002, o mercado da guerra é extremamente regulado e lucrativo.
Veja o exemplo do ETA, aconteceu exatamente isso: com a crise de 2008, acabou o $ das pessoas extorquidas e o resultado foi o enfraquecimento do movimento. Tiveram q trabalhar … ou virar políticos
Já vimos essa novela com Bin Laden: o cara era doente acamado, diabético e fazia hemodiálise, mesmo assim a grande potência se cagava de medo. Como um grupo pobre, com espadas e facas, pode amedrontar um mundo todo? Genocidas canalhas, querem reduzir o mundo à idade da pedra. Aquele povo é insano em estado terminal.
Senhores… a ameaça não é econômica ou militar!!! Ela é moral!
Vocês acham que a migração em massa para a Europa por “refugiados” é por acaso?
É a velha história de destruir a civilização de dentro. Objetivo que está inclusive no alcoorão.
Façam as contas de quantas gerações os muçulmanos vão precisar para dominar a Europa pela simples força dos números.
Essa é a ameaça!
Eu também sou libertário e a favor do não intervencionismo externo. O problema é que os multiculturalistas destruiram as bases morais da cultura ocidental capazes de dizer não aos arroubos teocráticos islâmicos.
Tudo que o ocidente têm feito nos últimos anos é ceder terreno em nome do politicamente correto. A própria criação do ISIS já vêm da intervenção contra ditaduras seculares em nome da “liberdade”, que a esquerda (liberals) não têm a menor idéia do que é… Falta um John Adams, um Jefferson, um Madison…
O mundo precisa deseperadamente de um Reagan e uma Tatcher.
Do ponto de vista estritamente econômico concordo 100% com o artigo. Mas todos os valores que moldaram a cultura ocidental, principalmente aqueles dos “founding fathers” foram deixados de lado nessa análise.
Enfim… Talvez eu seja conservador demais.
Abraço à todos. Independente das opniões privadas de cada indivíduo, o mais importante é manter o debate aberto e civilizado (coisa que não existe no mundo islâmico, em geral.
Se o dólar alto derruba o preço dos barris de petróleo, porque no Brasil isso não acontece? O dólar está alto e o petróleo mais ainda.
O “estado islâmico” deve ser eliminado sim. Quem apoia terrorista é um deles. Espero que o Instituto Mises não se enquadre nessa categoria. Não há desculpa ou perdão para terroristas.
Apenas um pequeno grande viés no ponto de Mises: algumas regras mudaram. Atitudes pontuais podem representar grande impacto. 1 avião, 1 atentado suicida, 1 bomba nuclear. Não há necessidade de uma mobilidade militar com extrema organização e grandes recursos para se ganhar batalhas – talvez para se ganhar a guerra sim, mas perder batalhas nesses termos se tornou inaceitável pelo impacto. Quem assistiu o filme do Batman em que o Coringa simplesmente QUEIMA todo o dinheiro da máfia e diz que tudo que ele precisa é gasolina, dinamite e pólvora e que todos tem uma coisa em comum, vai entender. Ele não ganhou a guerra, mas estabeleceu um caos absusrdo.
Esse é o pior texto que já li neste site (e já li todos). Completamente infundamentado.
Me desculpem, mas não consigo enxergar isso somente do ponto de vista econômico, também não consigo segmentar isso em esquerda x direita x liberais, apesar da esquerda simpatizar com esses terroristas quando convém
Acredito que vocês estão subestimando o poder desses terroristas, ainda mais agora que a Europa abriu “inocentemente” as portas para eles..
Não estamos lidando com uma entidade abstrata como o Estado, onde o combatemos com armas do mercado, mas sim com terroristas, psicopatas que não pensam duas vezes antes de torturar crianças e mulheres e executá-los como se fossem lixo sob qualquer desconfiança de “infidelidade”, lembrando uma certa foice com martelo..
Leandro,
Para corroborar com a ideia do seu artigo que o medo da ISIS é supervalorizado (se entendi corretamente), sugiro comparar de alguma forma o nro de execuções feitas por eles com de algum outro grupo criminoso (de preferencia um brasileiro).
Imagino que a conclusão após a análise dos dados seja que: racionalmente deveríamos ter mais medo da organização criminosa brasileira que da ISIS.
Em minha opinião a mídia que gira em torno da ISIS tbem turbina esse medo exagerado.
Abç,
André Roedel
Sinceramente, de todos os anos em que acompanho o IMB (não são tantos, acho que uns 4 ou 5) esse foi o artigo em que não apenas não concordei como também não gostei (às vezes não concordo mas pelo menos gosto da maneira como é feita a análise, nesse artigo foi nem um e nem outro).
Claro, foram estados que “brincaram” de guerra com outros estados, fazendo joguinhos para desestabilizar/derrubar governos mais autoritários. Ok. Só que, através desses joguinhos de puta (perdoem-me o palavreado, mas é o que parece, desconsiderando a violência dos atos), grupos radicais aproveitaram a oportunidade (de serem financiados na guerra contra os ditadores) e resolveram se radicalizar e se expandir mais ainda… Resultado, essa porcaria que vemos…
Mas, ao contrário do que o autor do texto supõe, esses “estados radicais” (tais quais o ISIS) não vão deixar de existir por causa de uma futura escassez da fonte espoliada. É achar que esses grupos vão ficar fazendo a mesma coisa todos os dias, no mesmo território, com as mesmas pessoas; mas não, não é isso que eles continuarão a fazer, o objetivo desses psicopatas é a expansão, alcançar os infiéis… Ou seja, vão criar células em vários lugares (já têm vários pela Europa).
Deixar a fera crescer para deixá-la morrer de velhice não é uma expectativa tão boa… Ao crescer, essa fera quererá caçar outros animais, além de encontrar pares e se reproduzir…
Foram alguns estados ocidentais que tocaram fogo no palheiro, então que apaguem!
Documentos capturados dão conta de que o patrimônio do EI seria de dois bilhões de dólares, mais ou menos.
http://www.theguardian.com/world/2014/jun/15/iraq-isis-arrest-jihadists-wealth-power
É de 2014, então não sei o quão atual ainda é a informação.
O artigo me surpreendeu positivamente por dois motivos. O primeiro foi abordar um tema de uma perspectiva que eu sequer havia pensado. O segundo foi a humildade em afastar outros fatores, como política externa e se concentrar apenas em um aspecto da questão. Em uma época de “especialistas” em comentários de internet que “resolvem” questões complexas com um comentário de cinco linhas, esse tipo de postura é elogiável. Em momento nenhum o autor teve a pretensão de resolver o problema com o ISIS.
Na minha opinião, há uma questão muito mais perturbadora do que o suposto poderio do ISIS: o recrutamento em massa de jovens de países desenvolvidos para suas fileiras. Esse é um problema terrível de segurança e pode acabar trazendo a guerra para dentro desses países.
O autor do texto foi benevolente no argumento palpitario. Acredito que Mises seria mais ousado. Meu palpite é que ele nao apenas nao teria medo como apoiaria o ISIS. Do mesmo medo que a alemanha nazista era ineressante para barrar a união sovietica, o ISIS seria interessante do ponto de vista de barrar a expanção dos interesses ocidentais exploratorios no oriente. Existem rumores que estão usando moeda lastreada em ouro, caso seja verdade, eles desvirtuam as explorações fiduciarias e começam a aumentar o poder de barganha nas trocas com o resto do mundo. Ele é um estado que coexiste com outros estados, dessa forma o ISIS esta rompendo as fronteiras tradicionais e mesclacando a distribuição de poder, enfraquecendo ambos. Alem do mais qual o problema em falar que voce é mulçumano? Caso alguem te pergunte, voçê negaria que é brasileiro?
Já no começo do texto tem um erro: “Não apenas nada saiu como o planejado…”
O autor realmente acredita que essas intervenções tinham como intenção trazer paz e prosperidade à Síria, que apesar de não ser muito prospera, era um país pacífico?
Desanima ler artigos onde o autor considera o governo como uma entidade benevolente mas equivocada, cheia de boas intenções mas que comete erros por ser ignorante economicamente.
PORRA, a intenção dessas intervenções é de criar caos. É gerar a crise de imigrantes por toda a europa, é de criar um problema global que justificará a criação de um governo global. Ignorar isso torna o artigo totalmente broxante.
Sou obrigado a discordar do autor do artigo, eu digo que Mises estaria muito preocupado. Os terroristas islâmicos são mais organizados do que aparentam. O Islã é um bloco de crenças que o sujeito adere, a aparente desorganização militar é compensada por um esforço político e religioso de islamização do Ocidente e em especial na Europa que está sendo muito bem sucedido, e os governos ocidentais estão caindo que nem patos. Não é apenas a dominação política que está em jogo, mas a própria cultura ocidental e a moral judaico-cristã que estão com a corda no pescoço dessa vez.
Falando sério: alguém realmente acredita que é possível combater o ISIS, apenas com guerrilhas?
Sem o apoio dos drones americanos e dos bombardeiros russos é impossível combater o ISIS. Os cristãos e os curdos seriam massacrados pelos terroristas….
Quando eu vejo notícias sobre esse ISIS, penso: quem está financiando e facilitando suas ações? Porque esse grupo está obtendo ajuda financeira e apoio para continuar se expandindo, e a extorsão de 8 milhões de pessoas, numa região atrasada e arrasada pela guerra, como retrata o texto, não levantaria o montante suficiente. Não sou adepto de teorias de conspiração, mas penso que tem algo a mais por trás de tudo isso, e essa grande onda de imigração para Europa, por exemplo, foi gerada propositalmente.
“um grupo terrorista que sobrevive da espoliação violenta de indivíduos pobres e nada produtivos”
Será que é realmente essa a única maneira que o ISIS obtém seus recursos? Será mesmo que não existe nenhum outro país envolvido nisso? rs
Impressão minha ou o IMB não tem nenhum artigo falando de como os EUA criaram o ISIS?
>Implicando que a criação da ISIS pelo regime norte-american foi mero acidente.
O Afeganistão agora praticamente já foi tomado por completo pelo Talibã.
O governo americano é quem acabou criando esse monstro (treinou os militantes deles quando eles apoiaram os americanos na Guerra do Afeganistão), agora o monstro está lá apavorando as pessoas.
VIVA A SHARIA !
nada como muçulmanos fundamentalistas pra desmascararem o progressismo ocidental
faz 2 anos que o ociente tem perseguindo sumariamente todos os dissidentes da fraudemia, espancando pedestres e prendendo trabalhadores, fundamentos inalienaveis sendo invalidados das formas mais ridiculas possiveis
e agora resolveram se pintar novamente como defensores da liberdade e dos “direitos humanos” hahahaha
chapeu de otario é marreta
É verdade. O preocupante é que o Taleban, agora, possui o controle da máquina estatal por completo. Portanto, acesso a recursos aumentam de forma estrondosa. Acho melhor a União Europeia rever a sua política migratória a partir daqui… Simplesmente ninguém voltará para aquele país de veludo para restabelecer a normalidade. Porém, uma aliança com a China é bem plausível. Lugar estratégico demais no continente asiático. De resto, se implodirá, afinal ópio não é petróleo. Cabul não é Riad.