Recentemente tive uma contenda com um colega e amigo meu, cujo nome vai permanecer em segredo para proteger o culpado.
Meu conselho aos meus melhores alunos, aqueles que são brilhantes e, mais importante, que foram realmente picados pelo mosquito austro-libertário graças aos nossos esforços e aos esforços dos nossos outros colegas, é que se graduem em economia, e, mais ainda, que se graduem duplamente em economia e matemática, ou que se graduem em matemática e então façam um Ph.D em economia.
Em contraste, o conselho do meu colega para nossos alunos é que se graduem em economia, ou que até mesmo façam uma graduação dupla em economia e finanças, ou uma graduação apenas em finanças, e então arrumem um emprego que pague um salário bem alto em Wall Street ou afins.
O que eu penso disso? Por que estou dando esse conselho? Para melhor promover a liberdade, é claro. Sou motivado pelo fato de que o austro-libertarianismo é uma flor rara e preciosa, porém crucialmente importante para a prosperidade e até mesmo para a sobrevivência da inteira raça humana. Já que sou totalmente a favor de minha própria espécie (confesso: sou um discriminador pró-humanos), promover o austro-libertarianismo é uma das coisas mais importantes da minha vida profissional.
Houve até mesmo uma época em que pessoas como Mises e Hayek pensaram que essa filosofia política e econômica acabaria quando eles morressem. Graças aos esforços de grupos como o Mises Institute, essa já não é mais uma possibilidade plausível. No entanto, ainda somos apenas uma voz gritando em um imenso deserto. Não pode haver objetivo mais importante para homens de boa vontade do que fazer o que puderem para incitar e ajudar esse esforço. É claro que curar o câncer, intensificar a educação geral, aperfeiçoar os esportes, a música e o entretenimento, conquistar o espaço e as profundezas do mar azul etc., também são objetivos bons para se ter. Não é uma proposta de tudo ou nada. Mas a liberdade econômica e o libertarianismo, além de serem um fim em si, também são um meio necessário para se atingir esses outros objetivos.
Dito tudo isso, por que se graduar em economia e se especializar também em matemática? Resposta: para se obter um Ph.D em economia e se tornar um professor, escritor, ou palestrante nesse campo. (Em um passado mais remoto, a matemática pouco tinha a ver com a economia; hoje em dia, a maioria dos cursos de graduação ensina economia como se esta fosse um mero ramo da matemática).
É claro que essa não é, de maneira alguma, a única maneira de se promover a liberdade. Há também o direito, por exemplo. Entretanto, praticantes legais dessa área não podem dedicar completamente suas carreiras profissionais para a promoção da liberdade. Se eles quiserem sucesso nesse campo – isto é, serem promovidos a nossos parceiros -, eles precisam se preocupar com testamentos, custódias, evasão tributária, inocência criminal, casamento, etc. Essas coisas obviamente vão de encontro à liberdade, mas elas não a promovem – no sentido de ajudar a promover um movimento com essa finalidade.
E quanto a se tornar um professor de direito? Ou talvez um professor de história, ciências políticas, sociologia ou algum outro campo de relevância para nossos interesses? Infelizmente, essas áreas são quase que totalmente dominadas por nossos amigos de esquerda. Economia, felizmente, é talvez a disciplina mais aberta à liberdade – sem mencionar a economia austríaca. Só para confirmar, grandes contribuições para nossa causa foram e continuam a ser feitas por jornalistas, membros de think tanks pró-livre iniciativa, etc. Mas, ainda assim, a economia é talvez a mais útil de todas as disciplinas. Agora, eu sou um indivíduo metodológico o suficiente para saber que estudar economia não é uma obrigação para todo mundo. Mas, por outro lado, também sou um devoto dessa ciência sombria (dismal science) o suficiente para pensar que ela traz uma contribuição única para nossa causa.
Por que esse meu colega enfatiza finanças? Por duas razões: uma, horrível, na minha opinião; a outra, de grande interesse. Sua primeira motivação é que ele quer que nossos alunos se tornem ricos, e está convencido de que lidar com ações e títulos, commodities e mercados futuros, é a melhor maneira de fazê-lo, ao menos para estudantes que tenham temperamento para tal tipo de coisa. Eu não posso discordar muito dele em relação a isso. Engenheiros, químicos, médicos, cantores, atores, atletas, gênios da computação também ganham bons salários. Mas os alunos em nossas salas de aula, pelo fato de estarem lá, já demonstraram uma não-inclinação para tais vocações.
Não. Eu discordo dele é na ênfase que ele coloca na necessidade de se acumular grande riqueza. Qual é o ponto?, pergunto eu. Será que minha vida mudaria de maneira significativa se eu tivesse, digamos, duas vezes mais dinheiro do que tenho agora? Eu já desfruto de bens como carro, casa, TV, computador, comida, entretenimento, viagens, etc., da maneira que eu quero. Uma maior riqueza não mudaria minha vida de maneira significante em relação a qualquer uma dessas margens. Já tenho dinheiro suficiente para deixar para os meus filhos sem mimá-los. (Se eu tivesse toneladas de dinheiro, doaria tudo que não precisasse para o Mises Institute, mas essa é outra história, para ser discutida mais abaixo.)
Mas, sem considerar essa motivação, eu realmente não quero ser fabulosamente rico. Isso faria com que eu temesse que aqueles a quem amo fossem sequestrados em troca de resgate. Eu teria, nesse caso, que contratar seguranças para protegê-los, e, à noite, iria dormir pensando se poderia realmente confiar nesses guardiões. Obrigado, mas não, obrigado. Ninguém com um salário médio, ou ligeiramente maior, precisa se preocupar com coisas desse tipo.
Estou perfeitamente contente com o estilo de vida que um salário de professor pode me dar, sem mencionar as longas, longas, longas (eu já mencionei longas?) férias que eu desfruto, durante as quais eu posso fazer exatamente o que me agrada (principalmente, pesquisar e escrever). A típica semana de trabalho é de nove horas (isso não é um erro tipográfico). Sim, você tem que elaborar algumas provas, e algumas vezes participar de um encontro da comissão – ou dois, se você não for esperto o suficiente para sair fora desse tipo de coisa. Mas nove horas por semana? Me dá um tempo. É uma vida muito boa. Você é constantemente desafiado por jovens e brilhantes alunos. Você pode ensinar coisas que você adora e pelas quais tem grande apreço. Pô, você tem uma audiência semi-cativa (você tem que mantê-los acordados) prestando atenção em cada palavra que você diz. Coisa bem temerária. E, como professor, se você tem gosto por viagens, você poderá geralmente fazê-las de graça, e você terá muito tempo para isso (eu já mencionei as longas férias e a curta semana de trabalho?)
Como acontece, essa posição do meu colega constitui algo como uma contradição de atitudes. Se a vida rica de Wall Street é tão desejável, então por que ele é um professor? Será que ele lamenta sua própria decisão? Estaria ele vivendo sua vida através daqueles nossos alunos que ele estimula a entrar no mundo das finanças e do comércio? Duvido muito de tudo isso. Ele talvez seja, depois de mim, a pessoa mais feliz que conheço em toda essa profissão. Ele é tão fanático com tudo isso que ele nem aceita os períodos sabáticos. (Para os não-iniciados, além das curtas semanas de trabalho e das longas férias, se você jogar direitinho você ganha um completo ano sabático a cada sete anos. Oh, o horror do excesso de trabalho do qual cada professor reclama!)
Mas existe uma segunda razão para se recomendar finanças, e, presumivelmente, maiores riquezas, para nossos alunos. Esse é a razão “de grande interesse” mencionada acima. Meu colega não conta com esse cenário em nossas discussões nesse assunto, mas, no interesse da imparcialidade, ele deve ser discutido. A idéia, aqui, é que se precisa de mais do que intelectuais e suas idéias para se criar, publicar, promover e defender uma sociedade livre. Também se precisa de alguns requisitos financeiros (veja Joe Salerno pp. 112-115) para apoiar essas atividades. E quem oferece tal suporte? Ora, os homens de negócios, os empreendedores, financistas – os habitantes de Wall Street certamente entre eles.
Peguemos o Mises Institute como um caso em questão. Sim, ele tem atraído um grande número de estudiosos austro-libertários de classe mundial. Mas também há um elenco inteiramente diferente de patrocinadores financeiros que trabalham por trás das cortinas pra fazer do Mises Institute isso tudo que ele é hoje. Essas pessoas, predominantemente homens de negócios, são também responsáveis pelo grande sucesso do Instituto. Então, por que eu não me junto ao meu colega e passo a recomendar finanças para meus alunos – ou outros cursos que possam levar a uma carreira no mundo dos negócios -, ajudando a enriquecer esses jovens para que, eventualmente, eles também possam contribuir financeiramente para grupos como o Mises Institute?
Existem várias razões.
Deixe-me começar com algumas pessoais. Quando eu tinha 18 anos, comprei meu primeiro pedaço de imóvel. Era um apartamento em um prédio de quatro apartamentos, na vizinhança de Sheepshead Bay, no Brooklyn, Nova York, bem ao lado do oceano. Eu pensava que um dia ele se tornaria bem valioso. Os aluguéis eram controlados pelo governo e eram extremamente baixos, de maneira que eu pude comprá-lo utilizando a renda de alguns empregos de verão e outros de meio horário que eu arrumava, bem como os presentes que eu havia recebido no meu Bar Mitzvah, ao completar meus 13 anos, que eu havia poupado. Meu empreendimento seguinte, uns anos depois, foi um apartamento em um prédio de dez apartamentos, na East 84th Street entre a Segunda e a terceira Avenida, potencialmente um distrito de aluguéis mais caros.
Durante o período que eu estava estudando para meu Ph.D. na Columbia University, eu estava alugando um apartamento em um prédio de 24 suítes perto da universidade, na 122nd Street, entre a Broadway e a Amsterdam Avenue. Muito perto do Harlem para ser considerada uma área luxuosa, era o único prédio no quarteirão que não pertencia ao Seminário Teológico Judeu, também localizado lá. Eu logo comprei esse apartamento, também. Logo antes de eu sair desse negócio, eu estava quente na trilha de fazer algo ainda maior: um apartamento em um prédio de 80 apartamentos na Broadway, nos anos 1990, bem próximo de onde Murray Rothbard morou, na West 88th Street. Eu tive sucesso em cada passo de minha carreira de agente imobiliário, e estava contemplando expansões ainda maiores.
Por que eu parei? Porque eu ia dormir pensando no problema no teto do apartamento do Brooklyn; ou na senhorita do apartamento 2F que precisava de uma nova geladeira; ou de um cidadão no 4B cujo vaso sanitário estava vazando; ou o encanamento na casa da 122nd Street. Eu simplesmente não queria mais me preocupar com assuntos desse tipo. Eu era um locador simplesmente porque tinha a intenção de ajuntar riqueza. Eu não gostava da atividade em si.
Ao invés disso, eu queria estar contemplando assuntos como anarquismo versus minarquismo; o que havia de tão interessante nessa tal de economia austríaca que eu estava lendo pela primeira vez; os oceanos poderiam ser realmente privatizados? Eu estava no meio de escrever ensaios que eventualmente se tornariam capítulos de Defending the Undefendable, e todos esses tópicos estavam me intrigando cada vez mais. Intrigando? Não. Era algo muito mais sério. Olhando para trás, agora, eu diria que eu ficava devastado por ter que perder tempo com qualquer outra coisa que não fosse isso.
Então por que eu não quero recomendar o caminho dos negócios aos meus melhores alunos? Aqueles que foram seriamente capturados pela beleza do austro-libertarianismo, como eu fui naqueles anos passados? Porque eu não acho que eles serão felizes contemplando diferenciais de preços em diversas moedas, exceto à medida que esses pensamentos os ajudem a formular a argumentação para termos um padrão-ouro ou um livre mercado de moedas. Eu também não acho que esses garotos estarão se satisfazendo se forem estudar a essência das taxas de juros com a única intenção de ganhar dinheiro nos mercados futuros.
Em resumo, eu acho que eles vão delirar de felicidade, assim como eu delirei e ainda deliro, se eles aprenderem a aperfeiçoar e melhor promover, ou defender de críticas, a teoria austríaca dos ciclos econômicos. Se meus alunos estão interessados em imóveis, seria melhor que escrevessem a melhor argumentação contra o controle de aluguéis, ou contra a habitação pública, ou contra o zoneamento, do que se preocupar com os vários inquilinos nos prédios que eles gerenciam, e os problemas com tetos, encanamentos, aquecimento ou ar condicionado.
Não me entendam mal. Como um defensor da sociedade livre, eu entendo perfeitamente bem que não podemos ter qualquer tipo de economia, sem mencionar uma civilizada, se ninguém “tomar conta dos negócios”. Ninguém mais do que eu é grato àqueles que empreendem os esforços comerciais para a nossa sociedade.
Mais ainda, creio que de todos os acadêmicos associados ao Mises Institute, eu estou entre aqueles que mais apreciam o papel dos nossos apoiadores financeiros que vêm do mundo dos negócios e do empreendedorismo. Sem eles, o edifício, o equipamento capital necessário, simplesmente não estaria lá. Lew (Rockwell), provavelmente, ainda assim estaria gerenciando o local, tenho certeza, mas em sua garagem ou em seu porão. E certamente não haveria nada perto do atual nível de programas. Ele teria que ganhar seu sustento e de sua família de outra forma, e iria poder dedicar apenas parte do seu tempo, após seu outro trabalho, para essa atividade. Mas, ainda assim, isso não significa que aqueles meus alunos que estão em dúvida entre seguir uma carreira nos negócios ou se dedicar completamente aos esforços de promover a liberdade, devam ser empurrados por mim para a primeira opção. Eu favoreço bem mais a segunda opção, pois, por mais importante que seja o mundo dos negócios, aqueles de nós que se esforçam monumentalmente para garantir que esses homens de negócios possam engajar-se livremente no comércio, também fazem uma contribuição crucial.
Aqui vai uma segunda razão para essa minha posição. De cada dez alunos que eu inspiro, encorajo, adulo ou – OK, OK -, atormento para seguir uma vida intelectual, de cinco a sete deles podem ter sucesso. Entretanto, acho que eu teria realmente muita sorte se conseguisse uma taxa de sucesso de um para cada dez na outra direção. Isto é, para que esses garotos não apenas tenham sucesso nos negócios, mas que também mantenham aquela intensa apreciação pela liberdade econômica durante as várias décadas necessárias para que eles tenham dinheiro suficiente para contribuir de maneira significativa para grupos como o Mises Institute. Por quê? Porque praticamente tudo que eles fizerem em um campo acadêmico (incluindo jornalismo, trabalhando como um analista em um think tank pró-mercado, etc.) irá reforçar mais ainda suas crenças, e encorajá-los em seu libertarianismo.
Para ser sincero, não estamos falando que isso ocorrerá em 100% do tempo. Como professor, ainda há provas a serem corrigidas, encontros da comissão, etc. Mas, em contraste, quase nada nos negócios promove a liberdade (apesar de a exemplificarem, como no caso de todas as atividades de mercado). Eles estarão preocupados com a Receita Federal, com as agências de regulamentação, em ficar sempre um passo a frente da concorrência, em satisfazer o consumidor, em pagar inspetores, em construir um melhor mouse (para a Disney ou para uma nova variedade de computadores) ou uma melhor ratoeira. Acho que é muito raro, muito raro mesmo, encontrar o jovem que possa manter a chama da liberdade acesa dentro de si após décadas enfrentando esse tipo de coisa.
Seria interessante fazer uma pesquisa entre os atuais doadores do Mises Institute, para saber: quantos deles eram libertários fervorosos quando jovens, e mantiverem esse “fogo” queimando ainda mais ardentemente enquanto trabalhavam no mundo dos negócios? E quantos, ao contrário, “nasceram de novo”: em uma fase mais avançada da vida, depois de muito sucesso no comércio, eles puderam perceber a contribuição que essa organização fez pela civilização? Suspeito que este último tipo será o predominante.
Portanto, eu vou continuar estimulando aqueles meus melhores alunos que estão interessados em promover a liberdade e a economia austríaca em horário integral durante suas vidas profissionais a fazerem justamente isso. Eu espero que um dia esse colega meu vai se convencer do seu erro, e se juntará a mim nesse esforço. Se tem uma coisa sobre a qual sou muito passional, é em passar para a próxima geração a batuta que Murray Rothbard, um tempo atrás, passou para mim e para meus contemporâneos.
Ser feliz?
Estudo Ciências Econômicas em um país onde Guido Mantega é Ministro da Fazenda. Onde Furtado, Keynes e Marx são idolatrados pelos acadêmicos. Estudar Economia é triste.
Eu entendo a visão do Block e apóio o estímulo de termos um Time Excepcional de Economistas Austríacos para avançar e difundir cada vez mais a busca pela Verdade e Liberdade… Algo que não vemos muito por aí: Sinceridade Intelectual.
Mas acho necessário, e na verdade essencial, pessoas “do mundo comum” agirem como espiãs da liberdade no ambiente em que trabalham… No dia-a-dia… Em hospitais, empresas de tecnologia, escolas, comércios… Qualquer notícia, qualquer diálogo é espaço para defesa e disseminação dessa luta pela liberdade.
Acho que é uma tarefa imprescindível.
Leadership Lessons from Dancing Guy (tb com legendas)
http://www.youtube.com/watch?v=cPShQ_hVJqY
“There is no movement without the first follower. We’re told we all need to be leaders, but that would be really ineffective. The best way to make a movement, if you really care, is to courageously follow and show others how to follow”
E sigamos na busca da verdade e com a bandeira da liberdade!
Penso seja mui importante gestarmos negócios que apliquem o anarcocapitalismo ao dia-a-dia. Em termos de teoria, já estamos bem municiados, e ela segue seu caminho a bons passos. Penso que devemos agora, isto sim, é desenvolver tecnologias anarquistas, como agências de leis privadas e arbitragens, em que indivíduos e empresas associem-se livre e cooperativamente, numa auto-organização sustentada pelos que aderiram a ela, sem intervenção ou recurso à coerção estatal, à polícia estatal, aos juízes estatais, etc.. Deste modo, estaremos reduzindo o ativismo de estado a uma retaguarda.
Tais agencias de leis e arbitragens privadas já existem, como por exemplo, no ramo da navegação marítima. Mas deve ser nosso desejo expandi-la, como à área de moedas (as moedas privadas de que von Hayek fala). Também devemos acessar a longa tradição de leis privadas (como a ‘lex mercatória’ medieval, presente nas zonas livre, como a de Champgne; ou em cidades mercantes, como Gênova e Veneza) e trazê-las de volta à atividade, dando aos agentes a possibilidade de decidirem suas vidas, fazerem circular seus bens, e solucionarem seus conflitos sem recurso à coerção, via associações livres e cooperativas de leis. Isto nos levaria a optar por leis tal como podemos optar por religião, fornecedores de serviços, imóveis ou produtos.
O livre empreendedorismo comportamental é a próxima fronteira do austro-libertarianismo.
“O livre empreendedorismo comportamental é a próxima fronteira do austro-libertarianismo”.
sou suspeito para concordar com o Pedro Ivo. a gente vive se encontrando pelos foruns, e temos muitas intersecçoes nas opinioes e nos interesses. mas tenho de elogiar o cara por esta frase. ela é lapidar e quintessencial.
(a proposito, se alguem tiver escrevendo algum livro sobre austroliberalismo, roubem esta frase!!!!!!! ou a repassem pro Hans-Herman Hoppe, pois é a cara dos livros dele)
estou me preparando p/ ser geografo, e gosto da area de geografia fisica, que é, no brasil, ao mesmo tempo demandada e negligenciada. nossos cursos de geografia sao voltados para licenciatura e/ou geografia-humana à beira da cegueira (ideologica), pois os geografos de orientaçao sociologica + se definem como ‘sociologicos’ por picuinha com a geografia fisica do que por razões metodologicas ou de demanda do mercado.
esta frase do Pedro Ivo tem oq dar no que refletir na geografia. como o brasil tem carencias de planejamento urbano e rural, do ponto de vista de uma reflexao de como realizar a ocupação, aproveitamento, planejamento do espaço, tem q tem demanda por serviços do geografo fisico (p/ urbanistas e engenheiros tb. até ouvi falar q na UnB tem uns psicologos trabalhando c/ uma coisa chamada ‘psicologia ambiental’, que seria um ramo de intersecçao de psicologia com ciencias da comunidade GEO (geografia, geopolitica, geo estrategia etc) e urbanismo). e com toda a ruindade do nosso funcionalismo publico, olha q nossos institutos de pesquisa em geografia, cartografia, agricultura e meteorologia tem feito umas pesquisas inovadoras e abrangentes sobre mapeamento, cartografia e geografia fisica. logo, base de dados disponivel tb ta ai.
(aliás, fica uma pergunta sobre isto de psicologia ambiental, p/ quem saiba responder: oq é, p/ q serve, como se faz? e qual a relação com liberalismo (se é q tem)?)
se nos conseguirmos na geografia sermos empreendedores comportamentais (ajudando nas agencias de leis e arbitragens privadas, na melhora dos contratos e acuracia das leis privadas (dentro daquilo q a gente tem competencia p/ fazer)) seria um jeito de pensar, planejar e ocupar o espaço de modo a sabotar o estado, o intervencionismo e a coerção pública?
“Penso seja mui importante gestarmos negócios que apliquem o anarcocapitalismo ao dia-a-dia.” – cara!, como eu queria saber como! to aki só pensando alto e escrevendo, mais em ebuliçao por conta do artigo e dos comentarios q consciente p/ gerar ou comentar alguma coisa q preste. espero q alguem responda neste topico dando umas dicas, sugerindo livros, apontando rumos, experiencias fracassadas e bem sucedidas dos outros. eu ñ saberia por onde começar, mas acho q é por ai.
“Em termos de teoria, já estamos bem municiados, e ela segue seu caminho a bons passos. Penso que devemos agora, isto sim, é desenvolver tecnologias anarquistas…” – como elas seriam na área de geografia e urbanismo?! seriam meios de privatizar os espaços por meio da ‘apropriaçao original’? ou agencias privadas de propriedade, q fossem + bem reputadas e procuradas que os cartórios (na Irlanda, antes da invasão inglesa, era assim, pelo q li. lei, contratos, arbitramento, titulos de propriedade: era tudo no livre mercado)?
"…como agências de leis privadas e arbitragens, em que indivíduos e empresas associem-se livre e cooperativamente, numa auto-organização sustentada pelos que aderiram a ela, sem intervenção ou recurso à coerção estatal, à polícia estatal, aos juízes estatais, etc.. Deste modo, estaremos reduzindo o ativismo de estado a uma retaguarda." – se entendi bem, o estado é um 'ativista de vanguarda'. li isto na área de estratégia de guerra. 'ativista de vanguarda' é quem tem a iniciativa. suas açoes ditam o curso da batalha. 'ativista de retaguarda' é que perdeu a iniciativa na batalha. pode ñ tá recuando, mas só responde as açoes do adversario, ñ tendo controle dos próprios movimentose e iniciativa no combate. é isso? Se for, essas categorias Tb se aplicam a politica e filosofia politica? – se entendi direito o estado é um ativista de vanguarda, por ex. na área de geografia, pq tem monopólio da jurisdição num território. isso o coloca na vanguarda, e a sociedade só reage, sem poder praticar 'apropriação original', etc. a geografia lida com território. tem algum modo do geógrafo ajudar a iniciativa privada a passar da retaguarda p/ a vanguarda, erodindo a autoridade do estado, como no caso das agencias privadas de lei e de arbitragem? Q vcs acham?
"Tais agencias de leis e arbitragens privadas já existem, como por exemplo, no ramo da navegação marítima. Mas deve ser nosso desejo expandi-la, como à área de moedas (as moedas privadas de que von Hayek fala). Também devemos acessar a longa tradição de leis privadas (como a ‘lex mercatória’ medieval, presente nas zonas livre, como a de Champgne; ou em cidades mercantes, como Gênova e Veneza) e trazê-las de volta à atividade, dando aos agentes a possibilidade de decidirem suas vidas, fazerem circular seus bens, e solucionarem seus conflitos sem recurso à coerção, via associações livres e cooperativas de leis. Isto nos levaria a optar por leis tal como podemos optar por religião, fornecedores de serviços, imóveis ou produtos." – maneiro! E como optaríamos por serviçoes de jurisdição e propriedade por um território ou parte dele. como a geografia e o urbanismo entram nisso? – o urbanista já ajuda a planejar áreas privadas q são os condomínios por ex. mas e o geógrafo? a gente tem parte nisso?
gente, to so pensando alto, divagando. tomara q alguem compre essa discussão, pq preciso de uns toques.
Feliz 2012.
Hélio, é muito gratificante conhecer uma parte da sua história e a criação do Instituto Mises juntamente com os irmãos Chiocca.
Espero poder conhecê-los pessoalmente na Conferência-EA em maio.
Grande abraço!
Bob.
Excelente trabalho do Instituto Mises. Eu não conhecia a Escola Austríaca. Tive um primeiro contato, por meio de um artigo do Bruno sobre Felicidade Interna Bruta na Folha de S.Paulo. A partir de então conheci o Instituto e já li “As seis lições” do Mises e agora estou lendo “Intervencionismo”.
Saúdo a ideia de produzir um curso online sobre a Escola Austríaca. Eu, com certeza, serei um dos alunos.
Também gostaria de agradecê-los por disponibilizar os vídeos do curso da UERJ aqui no site.
Gostaria de agradecer ao Instituto pela grandiosa iniciativa em prover um conteúdo tão brilhante. Creio que caso esse conhecimento fosse mais disperso pela nossa sociedade brasileira, conseguiríamos uma real melhora social e econômica.
A RELAÇÃO 2 + 2 = 4 é demonstrada matemáticamente,sem necessidade de se ir ao quintal …
Salvo engano está em livros” CALCULO INTEGRAL E DIFERENCIAL”,de qualquer autor .
abraços
É possível.
Interessante a forma como ele explica que não quer ser super-rico, destrói o estereótipo de que quem defende o livre-mercado seria ganancioso e materialista.
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Gostei desse texto.
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obs: me perdoe por postar essas linhas tão humildes e vazias, diferente dos veteranos lá encima, no que tange aos assuntos de austro-libertarianismo, economia, finanças, influenciar alunos, etc. pois sou novato e todo novato fala algo tão humilde e vazio no que tange o assunto na qual ele é novato. Obrigado
É possível ao ser humano fazer o que quiser e ser o melhor, desde que seja persistente e flexível.
Livros de cálculo não tratam -necessariamente- de indução. Não existe a demonstração de que 2+2=4 lá.
Muito boa a entrevista.
Acho que vocês deveriam por esses podcastes no soundcloud. Haveria algum impedimento para que terceiros o façam?
Os liberais precisam trazer mais propostas sociais, afinal como todos estão cientes, nossos problemas são enormes. O que os liberais propõem para solucionar a questão da miséria, fome, violência, baixa qualidade educacional e desigualdade social existente no país? Tiramos o Estado de ação e tudo vai se acertar? Em nenhum país do mundo o Estado se isenta de intervir nestas questões. Acho que erram ao descartar o Estado como interventor nessas situações. O problema não é o estado, o problema é a corrupção e as pessoas que compõem a máquina pública.
Rafael Teixeira disse:
“O problema não é o estado, o problema é a corrupção e as pessoas que compõem a máquina pública.”
Ai, ai…Bocejos.
A mesmíssima conversa mole de sempre. “Ai, vamos todos nos dar as mãos, nos amarmos e elegermos os políticos certos para mandarem em nós. Se elegermos apenas os bons, alcançaremos o nirvana”.
Cidadão, acorda! A corrupção não chega nem a 2% do PIB. Já os gastos do governo chegam a 40% do PIB! E o problema todo é a corrupção?!
latintrade.com/brazil-corruptioncosts-41-billion/
http://www.forbes.com/sites/andersonantunes/2013/11/28/the-cost-of-corruption-in-brazil-could-be-up-to-53-billion-just-this-year-alone/#1d34d6ba610b
Quanto às suas outras perguntas, o site está lotado de artigos respondendo a cada uma delas (tá tão cheio que eu até acho repetitivo, de tanto que editores insistem nesse assunto).
No entanto, já que você nem se deu ao trabalho de usar a ferramenta de busca (preferindo apenas ir direto ao xingamento), não serei eu quem irá fazer o papel do servo que lhe dá tudo na mão.
Tá interessado nas resposta? Corre atrás.
De minha parte, o máximo que posso sugerir é que você acorde para o mundo. Corrupção está longe de ser o problema.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2365
Em todo caso, quer saber o que causa a corrupção? Exato, o próprio arranjo que você defende:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1822
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2690
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2643
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2564
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2737
Logo, é você quem deve explicações. Como se sente ao saber que você indiretamente defende a perpetuação da corrupção?
Conheci a pouco tempo o tema liberal, assim como Hélio Beltrão e o Instituto Mises. O conteúdo é sensacional, estou impressionado. Estou estudando bastante as ideias liberais. Sou formado em ciências contábeis, e nunca ouvi sobre escola austríaca na faculdade, durante as aulas de economia. Parabéns a todos da equipe do instituto, pois configura-se um divisor de águas na minha vida.
Parabéns pela iniciativa. Estou em 2020 e em meio à tantas coisas, ouvi falar pela primeira vez sobre Mises em uma live da Renata Barreto e aqui estou acompanhando em ordem cronológica o tema!
Muitos erros, esse site está se tornando péssimo, e ainda há um limite de caracteres em um mesmo comentário, fora os erros que excluem meus textos.
https://www.google.com.br/amp/s/g1.globo.com/google/amp/economia/noticia/2023/02/06/dolar.ghtml?espv=1