opiniões quase unânimes mundo afora. São poucos, pouquíssimos, os economistas
que ousam discordar de que o país entrou em um ciclo de desenvolvimento
sustentado. E mais: são ainda mais raros aqueles que duvidam da capacidade de o
Brasil se tornar uma das maiores potências econômicas do planeta em um par de
dezenas de anos.”
O trecho acima foi extraído de uma
reportagem da edição de 29 de dezembro de 2010 da revista IstoÉ, a mesma
que, em outra edição daquele mesmo ano, afirmou que
já éramos uma potência.
Dentre os “poucos, pouquíssimos, economistas que ousam discordar de que
o país entrou em um ciclo de desenvolvimento sustentado” certamente
estavam os economistas deste site, que ainda em 2010 alertavam que tudo
era infundado.
E onde estamos hoje?
Com os recém-divulgados
números do PIB para o segundo semestre de 2015, há uma constatação perturbadora:
dos últimos sete trimestres, a economia encolheu em quatro deles, e ficou
estagnada em outros dois (veja na segunda
tabela, primeira linha).
Apenas os investimentos — que são a variável mais importante do PIB, pois são
eles que indicam a saúde da economia e são eles que permitem que a situação
futura seja melhor — apresentaram uma contração
trimestral de 12%, a pior desde 1996.
Eis uma amostra de notícias colhidas apenas nos últimos meses:
Inflação
oficial acumula alta de 9,56% em 12 meses, a maior desde 2003Rendimento
real dos trabalhadores tem maior queda mensal em 12 anosVendas
no varejo têm maior queda no trimestre desde 2003Vendas
de veículos novos caem 22,4% em julho; no ano, queda chega a 21%Comércio
tem pior semestre de vendas em 12 anosVenda
de alimentos cai pela primeira vez em 12 anosCrise
na mesa: consumo de carne cai 30% em seis mesesClasse
C recorre a bicos para equilibrar o orçamentoPessimismo
na construção civil é o maior em quase 16 anosIBGE:
Construção civil fechou 700 mil vagas no país em um anoProdução
da indústria cai em 13 de 14 locais em abril; pior resultado desde dezembro de
2008Produção
da indústria cai em junho e tem pior primeiro semestre em 6 anosEndividamento
das famílias é o maior da série histórica, diz Banco CentralExecutivos
brasileiros são os mais pessimistasLucro
de empresas aéreas mundiais deve ser o maior desde os anos 60, mas Brasil vai
na contramão
Como viemos parar nesta situação?
O pano de fundo
No primeiro semestre de 2008, a economia brasileira estava relativamente
arrumada. As prudentes políticas fiscal e monetária adotadas no primeiro
mandato do governo Lula pela dupla Palocci-Meirelles
haviam gerado um nível de confiança e uma estabilidade econômica poucas vezes
vivenciados no país pós-democratização.
A renda da população crescia.
O poder de compra do salário mínimo chegaria ao segundo maior valor da história
do real (o maior havia sido alcançado em agosto de 1998).
A pobreza e a miséria haviam
caído 50% entre 2003 e 2008, e os investimentos aumentaram
25% (de 15,3% para 19,1% do PIB) também nesse período.
A inflação de preços, embora jamais invejável para um suíço, manteve-se
relativamente comportada (pelo menos em termos de Brasil): após o IPCA
acumulado em 12 meses ter chegado a 17% em maio de 2003, o índice
despencou para saudosos 2,9% em março de 2007.
Tudo isso foi possibilitado por uma política monetária previsível e austera
(para os padrões brasileiros), conduzida por uma equipe que jamais havia
se deixado seduzir pelo conto de que “um pouco mais de inflação gera mais
crescimento”.
Em decorrência dessa política monetária decente — atestada pelo comportamento do real em
relação ao ouro –, o real se apreciou
continuamente perante o dólar e perante todas as principais moedas do
mundo, o que garantiu um crescente padrão de vida para os brasileiros.
Para coroar, em abril
de 2008, o país viria a ganhar o grau de investimento (investment grade)
conferido pela agência de classificação de risco pela Standard & Poor’s.
Essa foi uma época em que era difícil para a oposição atacar o governo em
termos econômicos, pois a condução pragmática da economia — principalmente em
termos de política monetária — não oferecia grandes brechas para um ataque.
E então veio a crise
financeira mundial, em setembro de 2008. E, com ela, veio uma guinada
na condução da política econômica.
Eis, a seguir, um breve resumo cronológico de tudo o que o governo fez com a
economia brasileira desde o segundo semestre de 2008.
O roteiro da lambança
1) A economia brasileira chega ao primeiro trimestre de 2008 relativamente
arrumada, com uma política
monetária prudente, com o real se valorizando
em relação às principais moedas do mundo, e com a renda
e os investimentos
crescendo.
2) No segundo semestre de 2008, ocorre a crise financeira mundial.
3) Para combater os efeitos da crise, o governo brasileiro dá uma guinada na
política econômica e passa a utilizar os bancos estatais — principalmente o
BNDES — como a principal
ferramenta de expansão do crédito.
4) Como a economia até então estava arrumada, essa política de expansão do
crédito estatal aparenta
funcionar no curto prazo. A economia cresce e a inflação de preços
permanece sob controle (para os níveis brasileiros, é claro). O Brasil chama a atenção
do resto do mundo.
5) Dilma Rousseff toma posse em janeiro de 2011 e sua equipe econômica não
apenas decide manter a vigente política de crédito dos bancos estatais, como
ainda decide intensificá-la, adicionando outros elementos heterodoxos.
6) A Nova
Matriz Econômica é oficializada. Essa “nova matriz” — na
realidade, incrivelmente velha — se baseia em cinco pilares: política fiscal expansionista,
juros baixos,
crédito barato fornecido por bancos
estatais, câmbio desvalorizado
e aumento das tarifas
de importação para “estimular” a indústria nacional. A
crença do governo passa a ser a de que “um pouco mais de inflação gera
mais crescimento econômico”.
7) No início de 2012, o governo declara guerra
aos bancos privados que não baixarem os juros, e utiliza os bancos estatais
para fornecer empréstimos
a juros baixos, ampliando dessa forma a expansão do crédito. O consumismo e
o endividamento passam a ser explicitamente estimulados pelo governo, com a
crença de que ambos é que são os motores do crescimento econômico. A expansão
do crédito em conjunto com o aumento
das tarifas de importação faz com que a inflação de preços comece a
incomodar.
8) Também em 2012, o governo unilateralmente decide revogar
os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia (os
quais terminariam entre 2014 e 2018) com o intuito de fazer novos contratos e
impor tarifas menores.
9) Com o ataque às geradoras e transmissoras, as distribuidoras ficam sem
alternativa e têm de recorrer ao mercado de energia de curto prazo, no qual os
preços negociados são muito superiores em relação aos ofertados pelas geradoras
que ficaram sob intervenção. As distribuidoras ficam desabastecidas
e endividadas.
10) O Tesouro — ou seja, nós, os pagadores de impostos — começa a repassar
dinheiro para as distribuidoras, garantindo artificialmente a política de
tarifas baratas. O endividamento do governo aumenta.
11) O governo faz concessões de aeroportos e poços de petróleo, mas
tabela o lucro permitido e impõe regulamentações esdrúxulas. Os grandes
investidores não se interessam.
12) Em paralelo a tudo isso, um mastodôntico esquema
de corrupção já operava na Petrobras, que destroça o capital da
empresa. Ao mesmo tempo, o governo obriga a Petrobras a vender às
distribuidoras gasolina
abaixo do preço pelo qual ela foi importada. E a obriga também a
produzir utilizando uma determinada
porcentagem de insumos fabricados no Brasil. O capital da Petrobras,
portanto, sofre um triplo ataque. A Petrobras se torna a empresa mais
endividada do mundo.
13) O uso do BNDES
para a escolha de campeãs nacionais é intensificado. O Tesouro se
endivida emitindo títulos que pagam o valor da SELIC e repassa esse dinheiro
para o BNDES, o qual irá então emprestá-lo a grandes empresas a juros abaixo de
5%, e em prazos que chegam a 30 anos. Tal
política não apenas é inflacionária como ainda afeta substantivamente a
situação das contas públicas. A dívida
bruta do governo começa a subir acentuadamente.
14) Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal intensificam o uso do
crédito direcionado, que consiste em empréstimos para pessoas físicas e
jurídicas a juros muito abaixo da SELIC. O intuito é estimular tanto o consumismo
quanto os investimentos. Essa medida, além de pressionar a inflação de
preços, levou o endividamento
das famílias a níveis recordes.
15) Em decorrência dos repasses do Tesouro ao BNDES e às distribuidoras de
energia, as contas públicas entram em desordem. Para mantê-las
artificialmente equilibradas, o governo recorre a truques contábeis que
consistem em atrasar repasses tanto para bancos estatais quanto para
autarquias, como o INSS. Esses truques contábeis se tornam popularmente
conhecidos como “pedaladas
fiscais“, as quais constituem um crime de responsabilidade fiscal.
16) A inflação de preços em nenhum momento fica perto da meta de 4,50%
estabelecida pelo próprio Banco Central. Em vários
momentos ela ultrapassa o teto da meta, de 6,50%. No setor de serviços,
a inflação de preços fica continuamente entre 8 e 9%.
17) O descontrole das contas públicas, a inflação de preços persistentemente
alta, o tabelamento dos lucros nos serviços de concessão e as seguidas
demonstrações de desrespeito aos contratos do governo (como a Medida Provisória
579, a qual alterou totalmente o sistema elétrico) afetam o humor dos
empresários, que reduzem os investimentos (os quais estão
em queda há nada menos que sete trimestres seguidos).
18) O número de miseráveis volta
a crescer.
19) Os investidores estrangeiros finalmente percebem os truques contábeis do
governo e entendem que a dívida bruta está alcançando padrões perigosos.
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s ameaça
acabar com o grau de investimento do país.
20) Como consequência, a taxa de câmbio dispara.
O dólar, que estava em R$ 1,65 no início do governo Dilma, chega a R$ 3,60 em
meados de agosto de 2015. A moeda brasileira derrete.
21) Em simultâneo à disparada do dólar, os repasses do Tesouro às
distribuidoras de energia são
abolidos. As tarifas encarecem,
em média, 58%. (Em Porto Alegre e São Paulo, os reajustes ficam acima de
70%; em Vitória e Curitiba, passam dos 80%). Paralelamente, a Petrobras
decide que é hora de recompor seu caixa (dizimado tanto pela corrupção quanto
pela política de vender gasolina a preços menores que os custos de importação),
e o preço
da gasolina dispara nas bombas.
22) Em decorrência de tudo isso, a taxa de inflação de preços passa a subir
a um ritmo não vivenciado desde 2003. O
IPCA acumulado em 12 meses chega a 9,56% em julho de 2015.
23) O aumento dos combustíveis e da conta de luz obriga empresas,
estabelecimentos comerciais e ofertantes de serviços a repassar esses custos
aos seus preços. Como consequência, vendem
menos e a receita cai.
24) O Banco Central, que havia se mantido totalmente submisso ao governo no
primeiro mandato de Dilma, tenta recuperar a credibilidade perdida e volta a
tentar controlar a carestia aumentando
seguidas vezes a taxa básica de juros, as quais praticamente dobram em
dois anos. Isso restringe
uma parte do crédito e, consequentemente, afeta o crescimento da renda
nominal.
25) No entanto, dado que a carestia é majoritariamente decorrente da desvalorização cambial
e do reajuste
de preços administrados pelo governo, os aumentos da SELIC são inócuos
nesse combate. Logo, cria-se uma situação de renda estagnada e preços em
ascensão, o que gera uma queda
da renda real da população.
26) Os seguidos aumentos dos juros, em vez de combaterem a carestia, afetam
severamente os investimentos
e o consumo.
27) Com a carestia em alta, a renda real em queda e o endividamento
recorde da população, as vendas no varejo despencam,
as vendas de automóveis desabam,
a indústria
encolhe (e já vem encolhendo
há 4 anos, não obstante todo o
protecionismo) e o desemprego aumenta.
As famílias endividadas — consequência inevitável de uma política de estímulo
ao consumo — têm dificuldade para quitar as parcelas de suas dívidas. A inadimplência
bate recorde.
28) Com renda em queda e custo de vida em alta, a classe
média vai atrás de bicos para tentar fechar as contas. E pode encolher
este ano.
29) Empresários se dizem pessimistas
e sem
intenção de investir. Os investimentos apresentam a pior
contração trimestral desde 1996. Já a
confiança do consumidor é a pior
em 13 anos.
30) Com previsões
de que a economia encolherá mais de 2% em 2015 e 0,3% em 2016, e de que a
inflação de preços fechará o ano perto de 9,3%, o cenário econômico é pior do
que uma estagflação: temos desemprego em alta, preços em alta, e renda em
queda. E tudo isso aditivado pela desvalorização cambial.
As perspectivas futuras não são nada alvissareiras.
Conclusão
A obra acima descrita não é resultante de uma única política ruim. Ela
é o resultado de meticulosas e desastrosas intervenções governamentais na
economia. Não se chega à situação atual de um mês para o outro ou mesmo
de um ano para o outro; é necessária toda uma soma de erros. É necessária
toda uma série de intervenções que, ao darem errado, exigem novas intervenções
apenas para “corrigir” os efeitos inesperados das intervenções
anteriores.
E esta sequência de intervenções adquiriu um ritmo espantoso no Brasil dos
últimos 4 anos.
Ainda em 2012, quando já havia sinais claros de deterioração, o grande mentor da Nova Matriz Econômica, Guido Mantega, escreveu este artigo tecendo autoelogios às suas políticas. Hoje, tal texto é um convite ao escárnio.
O fato é que poucos países minimamente sérios vivenciam, de forma tão explícita e tão
rotineira quanto o Brasil, as consequências das intervenções estatais em suas
economias.
Exatamente por isso não deixa de ser curioso que, justamente o país em que
os resultados nefastos das intervenções do governo na economia são os mais
visíveis, é também aquele que possui uma das populações que mais adoram o estado.
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Os 10 pecados
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As reais causas da
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Por quem os juros
dobram – e o que pode ser feito pela economia brasileira
Três consequências da
desvalorização da moeda – que muitos economistas se recusam a aceitar
Como sempre Leandro seus artigos são imperdíveis, Parabéns!
Mas há um lado positivo nisso tudo. Como o FED perdeu grande parte do seu poder de administração dos juros interbancários e o BCE está incorrendo num programa de QE, talvez, na próxima crise financeira mundial, que não deve demorar para chegar, os investidores sejam atraídos para países que ainda são capazes de oferecer uma política monetária restritiva e juros altos. Felizmente, o atual arranjo no Brasil, não permite que incorramos em uma política de QE nem de juros absurdamente baixos.
É simplesmente inexplicável a sensação de ler um artigo explicando a situação econômica do país totalmente livre de ideologismo partidário. Parabéns Leandro pelo ótimo artigo e pela equipe do IMB por nos proporcionar um dos melhores canais de conhecimento na internet brasileira hoje.
Caro Leandro, excelente novamente!! Dúvida; como vc disse no podcast 152 IMB, melhor seria controlar o câmbio e o controle da Selic não é o melhor caminho. Entretanto, se o governo quiser usar essa ferramenta, teria q usar doses mais cavalares do que esse aumento gradual. Como os bancos estatais foram os responsáveis pela maior expansão Monetária e não estão sujeitas à Selic, desconsiderando Currency board, a pancada na Selic teria algum efeito positivo para diminuir a inflação, tendo em vista que os bancos estatais já despejaram grande quantidade de dinheiro e não estão sujeiras diretamente a Selic??
Como enxugaríamos essa grana toda e teríamos como retirar as dívidas das familias brasileiras em curto o médio prazo? A cada dia fico convencido que o Currency Board é talvez uma saída mais coerente e única atualmente!!
Valeu pela aula!!!
Abs
Leandro,
ótimo artigo, novamente.
Depois de ler outros artigos seus onde você analisa o comportamento do agregado M2, dando grande importância a ele, passei a anotar os dados mensais.
Pelas minhas anotações, a taxa de crescimento do M2 tem caído fortemente, de +11,35%a.a. em setembro/14 para +7.54%a.a. em abril/15. Entre setembro e abril a queda foi consistente; não houve nenhum mês onde a taxa aumentasse.
Como você vê essa queda? Podemos esperar um arrefecimento do IPCA em breve? Claro que o aumento do dolar atrapalha, mas talvez não vá subir muito mais do que já subiu.
Leandro, gostaria que você comentasse apenas um fato, por favor.
Quando voce diz que a politica de Lula estava correta até 2008, humildemente discordo, pelo motivo que esses anos de governo foram coincidentemente a época em que as commodities no mundo mais se valorizaram na história e como o Brasil vive de commodities a arrecadação do governo bateu recordes. Visto isso acho que Lula perdeu a grande chance de guinar o investimento no Brasil, coisa que na minha visão não foi nada feito, basta você andar pelo país que não verá portos, rodovias, ferrovias, aeroportos, entre outras coisas. Em síntese, julgo que a política do ex-presidente foi mais para incentivar a demanda do que a oferta, que a longo prazo é o que nos leva a um crescimento sustentável, penso que perdemos a grande chance da história de mudar o rumo desse país e que tão cedo não aparecerá outra. Sinceramente acho que Lula fez um mal governo levando em consideração o contexto.
Grande abraço.
Obrigado.
Leandro,
Os seguidos aumentos dos juros, em vez de combaterem a carestia, afetam severamente os investimentos e o consumo.
Os investimentos não seriam por linhas de crédito subsidiadas pelo governo ? essas não são quase imunes a elevações da SELIC ? Então pq elevar a SELIC afetaria severamente os investimentos ?
O consumo até faz algum sentido, pois na maioria dos casos são sustentados por crédito livre, tanto que subiram de 35% em 2012 para lá de 55% em 2015.
http://www.tradingeconomics.com/charts/brazil-bank-lending-rate.png?s=brazilbanlenrat&d1=20120101&d2=20151231
Mas vamos supor que a SELIC não fosse elevada e continuasse em 7,5%. Vc acha que as pessoas continuariam conseguindo se endividar para sempre ? não chega uma hora que chega no topo do limite ? pq ninguém vai ficar comprando carro, fogão, geladeira, TV etc.. todo santo ano né.
Seria sustentável manter a SELIC em 7,5% até hj ? isso não levaria a mais desvalorização do real, visto que nenhum investidor teria interesse de financiar o governo em um pais em crise politica e econômica pagando míseros 7,5% ? isso sem levar em consideração que vários emergentes tb subiram suas taxas de juros o que poderia deixar o Brasil em desvantagem.
Parabéns! Ótimo artigo, acessível, coerente e correto. Muito legal a forma cronológica como foi colocada a matéria, evidenciando que cada ação do governo tem o efeito crontário ao pretendido e a longo prazo torna-se mais deletéria ainda.
Dificil é entender como o pessoal ainda acha que o governo é a salvação para os males que o próprio (des)governo faz.
Hybris => Harmatia => Nêmesis
Atitude Disracional (arrogância, superconfiança, etc.) => Comportamento Disracional => Consequências Ruins
* * *
To aqui só pra elogiar o Leandro Mito Roque.
Aguardando sua indicação para ministro da fazenda.
Excelente análise novamente, Leandro.
Tão concisa e direta quanto a economia brasileira permite que seja. Infelizmente, há mais 3 ou 4 anos de políticas bizarras para a próxima cronologia; prepare-se para escrever páginas e páginas até chegarmos lá.
Concisão terá sido um privilégio saudoso.
A mim faz-me confusão ver como um pais como o Brasil (com o PT) se deixou atrelar aos interesses de pseudo-paises como a Argentina atual, e Venezuela (do Mercosul), e está infelizmente isolado do comercio internacional, e deixou de defender os seus próprios interesses.
Tornou-se um completo anão politico e económico atrelado a um espaço económico de paises também populistas mas ainda mais atrasados económicamente (como a Venezuela e Argentina).
Basta ver como a Aliança do Pacifico sem matriz ideologica de esquerda vem crescendo todos os anos (Chile, Peru, Colombia e México), enquanto os regimes populistas esquerdistas da Mercosul estão todos em recessão e regresso civilizacional.
Sun Tzu na arte da guerra, disse para nunca lançar um ataque para tentar se recuperar do fiasco do ataque anterior.
No contexto governista poderíamos dizer: “nunca lance uma medida para tentar se recuperar do fiasco da medida anterior”
Excelente artigo Leandro.
O que eu conheço de ricos que estão planejando ou já foram morar nos EUA depois na eleição não é brincadeira.
A esquerda se lixa para isso, mas sem os ricos a população apenas ficará mais pobre.
Simples assim! O pior é assistir ao advento da nova matriz já sabendo dia e hora do seu fracasso… E paguem meus juros!
Por que será que as pessoas não entendem isso? A Nova Matriz Econômica foi um erro que já havíamos vivido no passado, não só no Brasil (década de 80, por exemplo) mas em outros países que tentaram controlar preços e aumentaram a intervenção do Estado na economia. Todos se deram muito mal.
Soluções populistas como baixar o custo da energia “na marra”, baixar juros “na marra”, utilizar bancos públicos para financiar empresas queridinhas dos “amigos do Rei (Lula) nunca deram certo e já foi provado.
Já está mais que na hora dos economistas da base do Governo tomarem uma atitude de HOMEM, enfrentar os problemas com soluções transparentes e eficientes que beneficiem a Oferta (indústria, producao, serviços…) e não somente a demanda (Consumo)!
Excelente texto como sempre! Debates sobre economia neste nível são saudáveis e extremamente necessários nos dias de hoje no Brasil!
Bom resumão! Mas senti falta dos tradicionais gráficos.. rsrsrs
Valeu pelo texto!
Leandro Roque,
Faltou na lista o elevado saque das poupanças que colocam em risco outro motivo de “orgulho” deste governo, o financiamento imobiliário.
Perfeito!!
Cenário economômico colocado de forma resumida, porém rico em “detalhes”.
Parabéns Leandro, cada dia que passa vejo como a Escola Austriaca é eficaz.
Abraços!
Leandro, parabéns por mais um excelente artigo. Já foi devidamente compartilhado.
Aproveitando, como anda a audiência do blog?
tenho a impressão de ver mais amigos compartilhando os artigos do IMB.
Seria interessante se houvesse um contador, ou um gráfico, relacionado ao números de acessos, na lateral da página.
Continuem com o excelente trabalho!
Caro Leandro, novamente dando show em aula de economia com exemplos claramente práticos e didáticos. Quero aprender cada vez mais com os artigos publicados diariamente no site bem como o vasto material do instituto Mises. Mais uma vez PARABÉNS!!!
Luiz Novi
Faltou avaliar o papel do 11 de setembro em tudo isso. Os atentados fizeram o dólar cair frente ao resto e foi a reação a isso que gerou a crise de 2008. A substituição do dolar como a ancira por uma moeda mundial será a saída para a disparada do dolar e a depreciação das de.ais moedas.
[OFF TOPIC]
Leiam:
carlosupozzobon.blogspot.com.br/2011/12/o-pais-dos-coitadinhos.html
Me deprime saber que o brasileiro sempre foi assim, e pelo visto sempre será.
Farhat (Dom Quixote contra os moinhos) grita o grito entalado na garganta de qualquer um que valorize o trabalho honesto sobre a vagabundagem , tao apreciada por nosso povo. Somos irremediavelmente estatistas e acomodados pelo jeito, porque nada mudou desde que ele escreveu o livro (se não é que piorou).
Complicado.
“O trecho acima foi extraído de uma reportagem da edição de 29 de dezembro de 2010 da revista IstoÉ, a mesma que, em outra edição daquele mesmo ano, afirmou que já éramos uma potência.”.
Uma pena que eu não conhecia o Instituto Mises e por conseguinte a Escola Austríaca em 2010.
Pois daí eu já saberia que toda aquela euforia era falsa, com mais antecedência e poderia ter planejado melhor.
Não que eu fosse um estatista naquela época, muito longe disso, eu era apenas alguém tentando entender
como o mundo funciona, sem nunca encontrar uma explicação consistente, até achar o site do Mises.
“1) A economia brasileira chega ao primeiro trimestre de 2008 relativamente arrumada, com uma política monetária prudente, com o real se valorizando em relação às principais moedas do mundo, e com a renda e os investimentos crescendo.”
Leandro, parabens pela conclusao. Se tudo continuasse igual ao primeiro item mencionado, nao seria apenas um voo de galinha ? Sendo nescessario diminuir muito mais o tamanho do estado. Ou era realmente o decolar econômico “nunca antes na historia do Brasil”? Lula foi o presidente mais liberal que tivemos?
Leandro,
É uma boa lembrança, mas como tal política ainda não se consumou (redução dos empréstimos imobiliários exclusivamente por causa de saques na poupança), ela por enquanto ainda está apenas no terreno da especulação. E, no artigo, preferi falar apenas do que já ocorreu
Considerando que 100% da caderneta fosse exaurida, pq isso afetaria os empréstimos imobiliários ?
Afinal de contas, os bancos não apertam um botão no computador e criam o crédito ? sem antes precisar de um deposito prévio ? ou vai me dizer que os financiamentos imobiliários são lastreados em “poupança” (austríacos? rsss) ?
Bom artigo Leandro,como sempre!!
Já estão dizendo que a nossa serasa Moody’s irá rebaixar a nota do Brasil.
Quem viu o pronunciamento dos auditores do TCU,logo ver que o país esta sem rumo,onde nem as irregularidades apontadas no relatório,são consideradas para tirar um governo incompetente.
Imagina,se qualquer empresa fizesse o que o governo faz,rapidamente iriam fazer de tudo para fechar a empresa,empresa que sustenta esse estado.
Se fizeram tais maquiagens e estão dando aval,imagina o que virá depois,sendo que o senhor Levy já disse que o país não irá atingir o superávit.
Olha é muito triste,já estamos no 3 estágio apontado pelo artigo “As quatro etapas do populismo econômico”.
Eu me pergunto,haverá mais estágios?
Cada dia que passa, me convenço de que este site é o melhor para demonstrar o que realmente é a economia. Parabéns a todos do IMB. Continuem a trabalhar para transformarem a ciência econômica vigente (keynesianismo e assistencialismo).
Nesse governo que aí está nunca houve um projeto de desenvolvimento; a sorte do partido foi ter conseguido ascender ao poder quando o Plano Real estava “no auge” dos seus ganhos, e o presidente eleito manteve o “esqueleto” em pé, daí sua aceitação.
Conjugada com a unificação dos benefícios sociais anteriormente concedidos, foi considerado, e, pior, acreditou ser, um Deus.
Mas se o partido conseguiu manter os benefícios do Plano Real e não fez nada para alavancá-los, isso, com certeza, um dia iria estourar. E, dada a irresponsabilidade e prepotência da nova presidente eleita, da visão curta de apenas reagir aos fatos e de fazer planos mirabolantes sem que os anteriores tivessem sido sequer concluídos, só podia dar no que deu.
No Brasil, o que se precisa é um planejamento de médio e longo prazos, uma visão de futuro sólido e responsável, não de aventuras e de aventureiros que não possuem um projeto de país, mas de poder.
Excelente resumão do meu Ministro da Fazenda!
Vocês viram o Donald Trump candidato a presidente dos EUA?
Chega a ser irônico, o único empresário no meio de um monte de políticos profissionais é um dos mais protecionista e mais anti livre mercado.
Leandro,
Em suma, o Brasil entrou numa verdadeira sinuca de bico. Como conciliar cambio, juros e crédito + crise politica, cenário internacional, endividamento, o tal “ajuste fiscal” do governo etc… ???
São N variáveis, mexeu numa desajusta outra.
Velha meretriz comunista querer tocar uma Nova matriz econômica? – Nunca dará certo.
Quem planta morte colhe morte. Não se preocupem, amigos: a recessão brasileira está apenas começando! O pt e o estado pagarão muito caro por terem ousado pensar que podiam governar esse país.
Tão bom que merece ser traduzido para inglês/espanhol, principalmente a segunda língua.
E em relação ao atual ajuste fiscal que o governo está fazendo? O que podemos esperar?
Brilhante, Leandro!
Um trabalho cirúrgico com apenas o vital e necessário para se entender o panorama. E incrivelmente embasado pelas fontes. Parabéns!
No item 9, energia, não basta dizer que houve um ataque às geradoras e distribuidoras porque não havia obrigatoriedade em prorrogar os contratos. Como o preço oferecido pelo governo não correspondia à realidade, não valia a pena prorrogar. Porém, somente as concessionárias estaduais puderam optar, as federais foram forçadas. Aproximadamente 60%, se não me engano, de energia amortizada não foi transformada em cota.
Ato contínuo, veio o fenômeno climático, as térmicas foram ligadas fora da ordem do mérito (mais baratas primeiro e por último as mais caras). E assim estamos até hoje. Se as concessionárias estaduais tivessem aderido, o preço da energia estaria menor, mas seria uma diminuição artificial, com as consequência de praxe. O governo queria favorecer o setor industrial às custas das concessionárias, ou seja, escolher quem ganha e quem perde. Ao fim e ao cabo, todos perderam.
epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/02/bedvaldo-santanab-baixamos-o-preco-da-conta-na-hora-errada.html
Artigo fantástico mesmo, incrível a sua análise (apesar de ser tudo tão simples…)
“As perspectivas futuras não são nada alvissareiras.”
Fiquei curioso nessa parte: dizem que a economia brasileira se recuperará em 2016. Acho isso uma incrível besteira, não há nenhum sinal disso. O que vocês têm a dizer?
Leandro, como você levanta na sua conclusão o ideal do pensamento Liberal, considero que o país no estagio de desenvolvimento do nosso, necessita sim de intervenções. Dada nossa fragilidades em alguns setores ou a nossa baixa competitividade e outros gargalos. Vale lembrar que os países hoje desenvolvidos como: Japão e Alemanha e até o EUA, em algum momento de sua historia se apoiaram fortemente em politicas intervencionista e protecionista.”A velha estória do faz o que eu digo ma não faz o que eu faço”.
Se não fosse certas intervenções de politica fiscal, certamente estaríamos hoje com uma taxa bem maior de desemprego que a observada. Concordo que o Mercado se ajusta sim! Mas a que preços Sociais? Acho que a presidenta prefira uma taxa de inflação no patamar de 8% do que o desemprego na casa dos 10%, ou ate maior como certos países ditos desenvolvidos vivenciam hoje. E que o Dollar pode não ser bom para viajar, mas protege de certa forma nossa industria que é fraca na produtividade ao longo de toda historia, e também melhora a competitividade do nosso Agronegócio.
OBS.: 1- O Dollar não serve para medir a nossa confiança, e nem nosso status. para isso existe as metas de inflação. 2- O Dollar vem se valorizando não só em relação ao Real, mais também frente a moedas internacionais mais forte que a nossa, devido uma politica intervencionista do BACEN americano, o FED. Engraçado que eles levantam a bandeira Liberal, mas será que agem como?
Concordo que intervenção o tempo todo não é o Ideal, mas temos que esperar “a vaca ir pro brejo antes de puxar a corda”???
Viva o Desenvolvimentismo da nossa Presidenta!!!
Eu não sou economista,não tenho graduação em economia mas, eu gosto de estudar economia,fato!
Mas,vendo uma notícia como essa:Plano de Proteção ao Emprego (PPE) pretende reduzir 30% na jornada de trabalho para os trabalhadores e assim ajudando as empresas,diminuindo seus custos e o salário seria cortado em 15% dos trabalhadores.
“O governo parece aquele cara que esta dentro de um saco de milho e tem a função de ficar separando os milhos,será que consegue?”
Me corrijam se eu estiver errado,eu já li algum pensamento sobre isso!
Hayek avisou em Desemprego e política monetária:
“Não podemos alimentar a ilusão de que é possível fugir às
consequências dos erros cometidos. Qualquer esforço de preservar
os empregos que a inflação tornou lucrativos redundaria numa
completa destruição da ordem do mercado.” E mais,”O perigo mais sério, agora, é o
de que ainda ocorram tentativas – tão atraentes para os políticos –
de postergar o malfadado dia, tornando, com isso, a longo prazo, a
situação ainda pior.”
Leandro.
Na sua opinião, a economia vai ficar assim por muito tempo ou existe a possibilidade dela melhorar em breve ?
Digo isto porque uma vez que o cenário externo melhora, os preços das matérias primas melhoram e consequentemente o governo tem mais dinheiro para investir no social e aumentar ainda mais os gastos públicos.
E quanto ao INSS, gostaria de ouvir algumas opiniões sobre aposentadoria, visto que ultimamente o governo tem até admitido que esse esquema não vai durar muito e é insustentável.
O que acham que será feito, uma total revogação da aposentadoria do INSS, ou ajustes pontuais, diminuição do valor recebido pelo ‘maleficio’ da aposentadoria compulsoria?
Se estão começando a cogitar que é insustentavel a longo prazo (algo claro desde sua criação pra qualquer criança de 7 anos) acredito que o rombo ja chegou a niveis altos demais e um ajuste deve ser feito ainda nos proximos anos. Gostava de ouvir diferentes opinioes, embora não passem de especulaçoes,de como o governo ira acabar tratando o caso.
Nunca achei que veria o Sakamala defendendo o (um pouco mais) livre-mercado.
Na postagem de hoje, o pentelho defendeu o Uber contra os táxis.
Há esperança de cura para esquerdistas.
blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/
Divirtam-se.
Prezado Leandro,
Primeiramente, Parabéns pelo artigo.
Muito bom.
Gostaria apenas de acrescentar três pontos que considero erros graves do governo nesse período e que, no meu entendimento, tiveram grande impacto para chegarmos à situação a qual chegamos.
Se você quiser corrigir qualquer ponto ou adicionar esses pontos de vista ao artigo, por favor, sinta-se a vontade!
1 – Quebra de perspectiva para a cadeia da cana/etanol/geração por biomassa.
O setor, estratégico ambiental e energéticamente, vinha se expandindo bem, trazendo investimento e aumentando participação na geração de energia.
Com subsídio a gasolina, a mesma passou ser mais vantajosa nas bombas que o etanol, e assim permaneceu por anos.
A cadeia entrou em crise (demissões e queda no investimento), passamos a ter que importar cada vez mais gasolina (aumenta rombo da Petrobras) e perdemos oportunidade de minimizar crise hidro energética através da geração por biomassa.
2 – Subsidio não explícito (sem reembolso do Tesouro, destrói capital da companhia e diminui confiança) e focado na gasolina, não no diesel.
Se era pra usar subsidio para controlar inflação (já é questionável), que o subsídio ao menos fosse focado no diesel, que é Insumo e tem efeito em cascata sobre a inflação.
Ao invés disso, o foco foi na gasolina. Básicamente, essa política liberava renda extra para estimular o consumo e a inflação, na contra mão de como o BACEN estava atuando.
3 – Políticas fiscal e monetária caminando em direções opostas.
Quando a inflação começou a incomodar, o BACEN apertou a política monetaria. Porém, enquanto este apertava o poder de compra, a política fiscal ia no caminho contrário, botando mais recursos na economia. Assim, taxa de juros da economia e gastos do governo com dívida passaram a subir cada vez mais, sem que o objetivo de queda da inflação fosse atingido. Como juros altos e risco afastam investimento, o cenário se completou.
Leandro, vc voltou ao teclado em grande estilo:artigo simples, direto e…letal aos que advogam a expansão do crédito como móvel de desenvolvimento.
Leitura leve e acessível.
Enviei mais de 25 mensagens com endereço do seu artigo para difundi-lo.
Grande abraço.
jcz
O dólar acima de 3 reais e o governo não vende os dólares. Coisa pra inglês ver !
Segundo o último relatório, são 373 bilhões de dólares em reservas internacional.
https://www.bcb.gov.br/?RP20150618
Esse ajuste fiscal é uma piada ! Essa inflação é bizarra ! Tá na cara que isso é coisa pra manter o dólar alto.
O governo economiza e faz dívida ao mesmo tempo. Isso não tem a menor coerência.
Coisa de comunista da Unicamp !
Parabéns ao Leandro e ao IMB, mais uma vez.
Esclarecimentos lógicos, que fazem sentido.
Outras publicações vêm com explicações complexas, usando termos raros para mostrar que os autores são catedráticos e devem ser respeitados. Quando termino de ler o artigo me pergunto. Qual a conexão entre os fatos e esses argumentos?
Ao contrário, esses artigos são claros, apresentam relação de causa e efeito que mesmo um leigo com alguma boa vontade consegue compreender.
O grande desafio é fazer mais brasileiros entenderem esse mecanismo e não deixarem seduzir-se pelas soluções miraculosas que melhoram o curto prazo mas são nefastas ao longo do tempo.
Parabéns Leandro Roque!
Parabéns Mises Brasil!
Conhecer este site é uma das coisas boas que aprendi lendo Sakamoto ( alguém postou o link lá ).
Não sou economista, pensei em fazer economia, mas devido ao curso de tempo integral acabei tendo que fazer analise de sistema ( haha eu sei ).
Estou postando a primeira vez para agradecer ao Leandro. Sério, este site, e principalmente seus artigos abriram minha mente. Escreve de forma que até mesmo um leigo como eu consegue entender.
Obrigado!
Como assim um esquema montado na Petrobras por esse governo ? Assim, você brinca com a maioria dos seus leitores mais desatentos. Esquemas envolvendo empreiteiras que vigoravam e se consolidaram na Petrobras desde o regime militar, passando a viver incólumes, impunes e em lua-de-mel durante os governos do PSDB, só estão sendo desmontados no governo atual. Isso não seria benéfico para a Petrobras ? Ela não sairá mais fortalecida ? Você mente descaradamente ao afirmar que a Petrobras é a empresa mais endividada do mundo, omite a desvalorização artificial do barril de petróleo por uma questão geopolítica entre os países árabes, EUA e União Europeia, a fim de perseguir países produtores de petróleo como Brasil, Rússia, China e Venezuela. Omite que a Petrobras foi a empresa mais reconhecida do mundo, ganhando o “oscar” da área de petróleo e gás, omite que a Petrobras é a maior produtora de petróleo do mundo entre as petroleiras de capital misto e aberto, desbancando a Exxon Mobil, ao atingir a marca de mais de 2,8 milhões de boed (barris de petróleo dia), com mais de 800 mil boed só com os poços do pré-sal que já entraram em operação. A Petrobras possui as maiores reservas de petróleo do mundial, só as reservas já descobertas do pré-sal estão avaliadas em mais de $10 trilhões. Isso justifica toda a espionagem comercial, cercos, ataques e perseguições a essa gigante que é a Petrobras, que atravessa a fase mais próspera e o maior programa de investimentos em toda a sua história.
Não sejam hipócritas, estou vendo muitos condenam o Estado nos comentários, Mises NÃO era anarquista.
Uma leitura diferente da “crise mundial”
O CURANDEIRO GUIDO E AS SOLUÇÕES MÁGICAS
Imagine que uma escola com 200 alunos sofra um surto de gripe. Gripe forte, é verdade. A direção recomenda que se faça o óbvio: se procure um médico para o tratamento "clássico".
É o que grande maioria dos pais dos alunos faz. O médico recomenda medicação clássica e 3 dias de repouso. Infelizmente, não há o que se fazer a não ser sacrificar alguns dias de aula para se curar completamente.
Porém, meia dúzia de pais dizem que a gripe foi justamente culpa da medicina tradicional. Optam por procurar um curandeiro. Os pais do menino Brasil procuram o curandeiro mais famoso das redondezas: seu Guido.
Pois o seu Guido, do alto do seu conhecimento, diz que é um absurdo medicação tradicional e os 3 dias de repouso. "Onde já se viu, fazer com que uma criança perca 3 dias de aula e ainda se submeta a remédios", afirma ele. Sugere, então, tratamento com chás alternativos e apenas 1 dia de repouso. E, mais do que isto, prevê que o tratamento tornará o menino Brasil imune a estas doenças clássicas…
E lá se vai o menino Brasil pra aula no segundo dia. Encontra mais dois ou três colegas que optaram pelo mesmo caminho. Com curandeiros diferentes, é verdade, pois poucos têm dinheiro para bancar o seu Guido. Lá se gabam da sabedoria dos seus pais, os quais dizem que a gripe neles foi apenas uma "resfriadinho".
No quarto dia o restante dos alunos volta, ainda com alguns resquícios da doença. Mas em alguns dias já estão todos bem, dando o melhor de si e sem grandes sinais da doença que tiveram.
O tempo passa e os que optaram pela cura "dolorosa" (convencional) esbanjam saúde e melhorias nas notas, mesmo que tenham que tomar alguns cuidados básicos. Já a criançada "alternativa", que segue com o tratamento a base de chás (caros, por sinal!), parece não estar 100%. E as notas, além de não melhorarem, seguem sempre abaixo da média do resto.
Alguns meses depois, enquanto a grande maioria segue cada dia melhorando, as crianças que optaram pela "cura mágica" só pioram… Os pais do Brasil voltam ao mestre. Seu Guido, cheio da razão, culpa o resto das crianças pelo problema, afinal a crise é "global" e não há muito o que se fazer. Sugere mais e mais chás, sem saber que o orçamento dos pais é limitado e estava próximo do fim.
Já descrentes, afinal a realidade que enxergam é outra, e desesperados (financeiramente, inclusive), os pais do Brasil fazem óbvio: procuram um especialista da área médica. O médico, ao detectar pneumonia, recomenda internação hospitalar. Dez dias, no mínimo. E mais 20 com sérias restrições.
Com a criança curada e passado o choque do momento, os pais parecem, novamente, esquecer o passado e o quão dolorosa foi a cura após os erros iniciais. Afinal, passado o já passou… Começam, então, a espalhar ao restante da cidade que o "curandeiro" fez o possível e é o menor dos culpados. A culpa foi das outras crianças, claro. Todo mundo vê que a crise é "global".
O futuro é difícil de prever. Porém, ao que tudo indica, lá na frente (ou logo ali?), quando o menino Brasil estiver novamente forte e saudável, se culpará o médico tradicional pelo período de sacrifício e tratamento. Na primeira crise, voltarão ao curandeiro. Seu Guido ou algum discípulo estará sentando esperando. O resto do mundo – ou qualquer bode expiatório que surgir – que se prepare para levar a culpa.
Ah! E o médico que já deixe um horário reservado para o menino Brasil logo ali adiante…
alanternanapopa.blogspot.com.br/2015/06/o-curandeiro-guido-e-as-solucoes-magicas.html
Caro Leandro,
Você nos presenteou com propriedade dos erros cometidos.
Não seria necessário agora um artigo bem acurado nos apresentando as medidas que o governo deve tomar para tirar os país da crise.
Ou seja, se você fosse empossado presidente, quais as medidas que você tomaria de imediato para debelar tudo o que assola a economia brasileira.
Att
Marcelo Boz
Leandro
Na trecho Pano de Fundo vc afirma que “…, a economia brasileira estava relativamente arrumada. As prudentes políticas fiscal e monetária adotadas no primeiro mandato do governo Lula pela dupla Palocci-Meirelles haviam gerado um nível de confiança e uma estabilidade econômica poucas vezes vivenciados no país pós-democratização”
Por outro lado, hj o Reinaldo Azevedo publicou um post afirmando “…mas os desastres que estão dados não são obra exclusiva da companheira. Eles começaram a ser gestados nos oito anos de mandato do Poderoso Chefão. Foi ele que aproveitou uma janela de fantástico crescimento da China e elevação formidável das commodities brasileiras para erigir um modelo ancorado puramente no consumo, que tinha como substrato a explosão de gastos públicos, uma política de elevação de salários acima da produtividade e de contínua desindustrialização. “
Enfim, isso e uma duvida impte. O Reinaldo teria razão no que afirma ? Isso contraria o q vc defendeu em pano do fundo?
att, alerj
Leandro,
Primeiramente parabéns por mais um artigo sensato sobre o atual cenário econômico brazileiro.
Gostaria de saber sua opinião sobre o que esta por vir. (sei que existem milhões de variáveis) mas considerando a atual administração e uma possível volta do Mulusco em 2018, podemos quebrar o REAL nos próximos 4 a 8 anos? ou você acha que não teremos mais aqueles erros no passado que condenaram varias moedas?
Abraço!!!
Só lembrando que a economia começou a desandar no segundo mandato do Lula. Ele não é isento de culpa. Apesar da Dilma ter tomada decisões muito erradas, ela já recebeu a economia com o tripé macroeconômico abandonado, com os gastos do governo nas alturas, as campeãs nacionais já recebiam dinheiro público com taxas e prazos inacreditáveis, a contabilidade criativa já estava sendo usada e a corrupção já estava institucionalizada (mensalão).
O Leandro mitou absolutamente nesse texto.
Eu sou economista e não conseguiria elencar 5 dos 30 itens que ele colocou tão completa e coerentemente.
Um pequeníssimo acréscimo seria a explicitação da esquizofrenia do governo, que o leandro fez apenas implicitamente (e inteligentemente, por sinal, para enfatizar a engenharia de destruição posta em prática após a crise de 2008). Ao usar o BNDES na escolha dos campeões nacionais (da petralhação nacional), o governo sabota o efeito do aumento do juros da SELIC. Essas medidas contraditórias são reveladoras de um governo completamente inepto.
Caro Leandro,
Muito bem, se ancorássemos o real ao ouro pela cotação atual (algo em torno de R$117,00 o grama) seria uma saída menos dura e mais rápida, dado a conjuntura que se apresenta?
Att
Marcelo Boz
Leandro,
O caso argentino de currency board foi fracassado porquê?
Onde o próprio governo sabotou esse sistema que estava dando certo no decorrer da década de 1990?
deixa eu perguntar uma coisa que nao tem a ver diretamente com o artigo, mas eu acho interessante
volta e meia esse site se manifesta contra algumas regulamentações do estado, por alegarem que a intenção da mesma é beneficiar a empresa que no caso fabrica tal produto
aí eu pergunto…lá no passado, quando o estado determinou ser obrigatório o cinto de segurança (pq os carros da época vinham sem), os liberais da época acharam um absurdo, por se tratar de uma lei feita pra beneficiar a empresa que fabricava o cinto?
Prezado Leandro Roque, este tipo de oscilação que vc mencionou no artigo, este alta e baixa, e normal em economia… não há alta sem baixa e isso acontece em tudo lugar de mundo e não e só em Brasil! E função do governo estimular crescimento da economia e tentar diminuir efeitos de desaceleração quando acontece. Tem que sincronizar estes altas e baixos com ciclos de eleições para que não houver baixa antes de eleição! E assim, e sempre foi…Só que desta vez governo e fragilizado (lava jatos) e os oposição e outros abutres da Brasília estão cheirando sangue. E mídia esta fazendo o que sempre fiz….criar noticias ruim para vender seu jornal..e só.
Leandro, eu sei que vc não gosta de fazer previsões sobre nada. Mas gostaria de uma opinião sua a respeito do Brasil.
Em termos de liberdade, no sentido amplo, vc acha que o Brasil está se tornando um país mais livre ou menos livre a cada ano que passa? Vc acha que daqui 10, 20 anos o Brasil vai estar mais próximo de uma Argentina ou de um Chile?
E quanto a vc pessoalmente, tem planos de mudar de país? Se não, o que te motiva a continuar morando no Brasil?
Gostaria muito de saber sua opinião sobre essas perguntas.
E parabéns pelos seus ótimos artigos! Me ajudaram muito a entender como a economia funciona.
Abraço
Exemplo prático daquilo que o Leandro sempre fala: expansão do crédito fomenta investimentos que no futuro se mostram insustentáveis.
http://www.noticiasautomotivas.com.br/crise-mil-concessionarias-devem-ser-fechadas-em-2015/
Mas pro Alexandre, ”é normal isso”.
Leandro, qual a sua opinião sobre a reação da esquerda de fazer de tudo pra barrar a redução da maioridade? (nada a ver com o tema, mas queria ouvir sua opinião)
Bom dia!
Leandro, ouvi seu podcast com o Garschagen, em algum ponto você disse que vai pegar seu dinheiro e poupar, em alguma aplicação que renda acima da inflação.
Estou matutando também alguma forma de poupar sem facilitar a vida dos banqueiros nem alimentar os mecanismos inflacionários. Atualmente estou com LCA em banco público, indiretamente atrelado à SELIC, né? Estou pensando se migro para:
1) ouro
2) investimento em empresas sólidas na bolsa (tipo a Grendene, ou grupo Lehman-Teles-Sicupira)
3) LCA ou semelhante em banco privado
*) título do tesouro não…
Sei que investimento depende principalmente do prazo. Vou por meio a meio, metade pretendo manter no curto prazo, como está, e metade posso ter muita paciencia…
Ah, contribuo também individualmente com o INSS, estou ponderando se isso não é bobagem grande… Mas aí são outros 500…
Enfim, não quero te alugar com consultoria de investimentos de graça e por internet. Só gostaria de ter uma noção do que é moralmente “correto” por um ponto de vista austríaco.
Para quem tem estômago (Com patrocínio da Caixa):
Muito obrigado guido mantega
Leandro, so mais uma pergunta que eu gostaria de saber a sua opinião.
Um relatório da Fitch Rating no começo do ano apontou que para o Brasil se tornar competitivo novamente, o real teria que chegar a 3.75 por dolar.
Eu nao concordo muito com esta avaliacao (como voce e outros aqui do site ja explicaram previamente).
Voce acredita que va chegar a esse nivel eventualmente?
exame.abril.com.br/mercados/noticias/competitividade-requer-dolar-a-r-3-75-diz-fitch
Dollar a quase R$ 3,50 e a economia do país indo de mal a pior… Realmente está na hora de mudar alguma coisa na realidade desse país… e isso tem que vir do povo… não adianta reclamar do presidente depois de elege-lo.
Eu ainda acho que vai subir mais ainda quando:
– Levy sair do governo ou ser demitido (ou morrer de um ataque cardiaco)
– o FED aumentar os juros nos EUA em Setembro ou Dezembro
– Uma ou todas as grandes agencias tirarem o grau de investimento do Brasil
Ate o final do ano eh bem capaz que o dolar feche a 3,60 – 3,80.
Se houver panico, quem sabe ate 4,00.
Aí Leandro, em uma página no facebook pró monarquia, tem uma imagem dizendo que a inflação média anual nos 67 anos do império foi de 1,58 %, enquanto que a partir da proclamção da república, a infação foi de 10% nos primeiros 45 dias. Diz ainda que em 1890, foi de 41%, e em 1891, de 50 % (anual).
Essas informações procedem? Se sim, qual o arranjo monetário que vigorou durante esse período?
Leandro, tem tradução desse artigo?
Leandro, seria legal atualizar o roteiro com os acontecimentos dos últimos dois ou três meses, onde tivemos o tal “ajude fiscal” e, agora, novamente bancos públicos usados pra estimular alguns setores escolhidos (em troca de apoio à “governabilidade” e posicionamento contra o impeachment das confederações de indústria e comércio).
Só há uma coisa boa nessa crise: a explosão do empreendedorismo (mesmo que forçado).
Obviamente não vou querer dourar a pílula, MUITO MENOS defender as manobras patéticas estatais, mas se todos esses micro empreendedores conseguirem se manter e se especializar de alguma maneira, daqui 10 anos veremos um outro país, muito melhor, mais consciente e com um Estado menor.
Note que quando o sujeito muda de lado no balcão, ele começa a ver as coisas de forma diferente. Isso se reflete nas ruas, nas urnas e principalmente nas famílias, que não se permitem mais aceitar o quadro atual.
A demanda agregada foi estimulada!
Bom dia Leandro. Em períodos de recessão o discurso normalmente é direcionado ao corte de custos e ao corte de despesas? Por que isto acontece? No caso do Brasil qual a diferença entre cortar gastos e cortar custos?
Grato
Pegando um gancho aqui sobre o progresso de nossa economia e a industria.Mais uma vez há um projeto que tenta liberar a vende carros diesel no país.
O senador alagoano Benedito de Lira (PP-AL) propôs o projeto de lei 84/2015. Ele ataca a proibição direta à venda deste tipo de carro, expressa pela portaria 23/1994 do DNC (Departamento Nacional de Combustíveis).
Eu sempre fui totalmente a favor da liberação da vende de carros a diesel aqui,pois nos somos o UNICO país no mundo que é proibido vender carro de passeio a diesel.Deixo aqui dois links falando sobre esse projeto de rei que regulamenta a venda de carros diesel no Brasil e outro link com argumentos contra utilizados pelo governo que justifica a proibição de tais veiculos movido a diesel.
http://www.flatout.com.br/projeto-quer-liberar-carros-a-diesel-no-brasil-metade-das-infracoes-em-sp-sao-cometidas-por-5-dos-motoristas-o-visual-do-novo-hyundai-elantra-e-mais/
http://www.flatout.com.br/por-que-nao-temos-carros-de-passeio-movidos-a-diesel-no-brasil/
Qual seria o argumento de vocês para tal refutação sobre esse assunto?Algum de vocês é contra?Oque acham dos argumentos do Senador e do autor do artigo deste site?Gostaria de saber como vocês veem isso,ate porque,estamos em recessão e acredito eu que a liberalização da venda de carros de passeio diesel no país poderia ter impacto positivo na economia.
Abraço!
Leandro,
As tais “Disponibilidades do governo federal no Bacen” (www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP08) representam o saldo de reservas em dinheiro do Tesouro em sua conta única na autoridade monetária ?
Por quê o governo as mantém historicamente em nível tão elevado (R$774 bilhões ao final do último semestre, e sempre em torno de uns 20% da dívida bruta) ?
Serviriam tanto p/ eventuais resgates líquidos dos papeis federais, como também poderiam ser utilizadas em qualquer tipo de gasto que o governo não consiga financiar de outra forma (como agora, por exemplo) ?
Valeu !
Parabéns Leandro!! Sempre muito claro e sucinto..
Leandro mito Roque ministro da fazenda e Bolsonaro Presidente!!
haha..
O nosso erro é achar que eles erraram!
Isso não é caso de incompetência, mas sim de banditismo!
Eu que sou leigo em economia, percebi que desde esse período de final de 2008, as movimentações do governo não trariam bons resultados. E nos últimos anos falei para algumas pessoas que o Brasil iria entrar num período de dificuldades, e que seria bom não estarem endividados. Também quando estava apresentado trabalho sobre governança, falei sobre a Petrobras, que na época nem se ouvia se quer suspeita do que está sendo noticiado, quase fui engolido por um professor ‘dinossauro’, que só sabia falar bobagens (e agora na pós também, outro professor de m… Será que tenho sorte?!), só faltou me engolir, que a Petrobras jamais passaria por dificuldades (principalmente de imagem) etc…
Esse site foi um achado, só artigos bem estruturados e didáticos, diferentes desses outros sites de jornais e notícias que mais confundem do explicam, parece que querem é que ninguém entenda de economia. Foi me “formar” em economia só lendo esse site.
Leandro, tudo bem?
Desculpa desvirtuar o tema do artigo, mas queria uma opinião sua e, se possível, de outros membros do IMB e do pessoal que comenta.
1) O que acham do Partido Novo? Enxergam uma alternativa de qualidade pro nosso cenário político?
2) Vocês tem alguma opinião sobre Liberland? Alguma chance de o projeto ir pra frente e ser reconhecido?
Abraços e parabéns por mais um artigo de qualidade!
O Brasil simplesmente “entrou na crise de 2008” por solidariedade.
Ah, e “menos mal” que vem QE4 do FED…
Tenho uma pergunta, a resposta talvez seja simples… porque a inflacao de precos nao se reproduz na bolsa de valores?
Por que todos os precos estao subindo enquanto apenas o preco das acoes esta caindo? A logica inflacionaria nao deveria se aplicar igualmente a todos os precos de uma economia?
Altamente didático, adorei o artigo, EXCETO o trecho em que diz que o país em que os resultados nefastos das intervenções do governo na economia são os mais visíveis, é também aquele que possui a população que mais adora o estado. Afinal de contas, praticamente 50% dos eleitores do país NÃO votaram na reeleição da Dilma. E isso pra mim não é pouca coisa, ainda mais considerando-se o seu altíssimo índice de rejeição atualmente.
Duvido que brasileiro seja catolico ou entenda de Biblia.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2067
https://www.bibliaonline.com.br/acf/is/1
Isaías 1:21-23
21 Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela, mas agora homicidas.
22 A tua prata tornou-se em escórias, o teu vinho se misturou com água.
23 Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva.
E com CPMF, mais aumento de inflação a vista!
Interessante é que as ações do governo petista são perfeitamente racionais… se você considerar as asserções keynesianas como verdadeiras.
Krugman não teria feito “melhor”.
A esperança de Keynes era que as pessoas morressem antes que as medidas propostas dessem m… Keynes estava errado, são poucos anos até a vaca ir para o brejo. A imensa maioria daqueles que aplaudiram a “nova matriz econômica” está viva, e vai ter de se virar nos trinta para inventar desculpas esfarrapadas para a desgraça de uma política tão “promissora”. Provavelmente vão dizer que deu errado porque a gastança não foi grande o suficiente!
O governo brasileiro penetrou o brasileiro e este parece que gostou, já que o elegeu de novo.
Boa noite Leandro!
Uma coisa eu tenho me dado conta,a palavra recessão é muito pesada,mas para amenizar eles inventaram uma outra conotação,eles dizem que o país esta numa “recessão técnica”,não sei,mas isso parece que é uma maneira de dizer para o público algo como:”estamos com um problema técnico”.Existe diferença entre recessão e recessão técnica?Ou é uma invenção dos professores pardais?
Abraços e parabéns,sempre com ótimos artigos!!
Ótimo artigo. Bela narrativa. Instrutivo.
É um bom site quando não há o ar de “nós somos os melhores”.
Um fato interessante é que nesta mesma época do governo Dilma, foi quando estado do RS saiu de endividado para estado caloteiro, vide que o Governador na época, Tarso Genro seguiu o embalo da Presidente Dilma. Lembro-me que a Governadora Yeda (anterior ao Tarso Genro) deixou o estado com superávit nas contas públicas estaduais, mas isto era uma medida neoliberal para o governo Tarso.
Boa tarde,
pelo o que li, o melhor investimento a se fazer é comprando ouro.
Desculpe minha ignorância, tem alguma forma de aplicação que se cota em ouro (feito uma poupança), ou tem que se comprar o ouro guardá-lo.
grato pela atenção!
Por culpa desses petralhas malditos essa joça está indo a pique. E o pior é que provavelmente o pudim de cana bravateiro mor 9dedos 171 vai voltar em 2019.
Sr.Leandro,muito bom esse “roteiro da lambança” ou… histórico da destruição do país, eu acrescento.Vou imprimi-lo e lê-lo eventualmente para não perder a sequencia e o detalhamento de alguns fatos.
Entre tantas medidas do governo no seu esforço diário de destruir a economia dia após dia,comento uma em particular (entre as citadas no ótimo texto):A MP 579,que nada mais foi que uma cama-de-gato sobre estacas, aplicado sobre as empresas de energia,onde a imprensa brasileira limitou-se a festejar e “entrevistar consumidores” contentes que na sua santa ignorância não tinham o mínimo conhecimento do que iria acontecer e ai de quem dissesse algo de bom senso contra o canetaço dilmiano,embora os resultados logo a seguir fossem visíveis.Quem tinha ações desse segmento (meu caso) viu o desabamento das ações na faixa de mais de 30% em poucas horas.REGIME DE TERRA ARRASADA para eleger mais alguns prefeitos do partido do governo,como o da cidade de São Paulo por exemplo.
So eu que acho que está crise é de certo modo premeditada (através de erros e mais erros), para destruição do sistema político e econômico vigente, que de certo modo é democrático e de alguma liberdade, para outro mais autoritário e com a presença ainda maior do Estado?
Muito bom e didático o artigo. Tenho gostado muito de aprender sobre economia lendo este site e em especial nos artigos do Leandro.
Gostaria de ler alguma postagem como esta explicando os problemas e a recente “quebra” do estado do Rio Grande do Sul. Acredito ser um tema com muito assunto para discutir. Um case que valha a pena ser explorado.
Esse artigo, somado com o noticiário, me deixa cada vez mais deprimido e desesperançoso com o Brasil.
Mas, como precisamos encarar os problemas, sigamos em frente 🙂
Faço eco sobre o “pedido” de um artigo sobre a destruição causada no estado do RS.
Um abraço
Gostaria de tirar uma dúvida, é verdade que o mundo passa uma crise, isto é, que essa suposta “crise econômica” está afetando o Brasil? E que essa crise é a responsável por grande parcela de nossos problemas econômicos (eu sei que a administração Dilma é responsável por ele, só gostaria de saber sobre a veracidade da tal crise mundial)?
Acabou, meu povo!
S&P corta rating e tira grau de investimento do Brasil
“Tem gente dizendo que já está precificado. Não está precificado", afirmou o ministro (Joaquim Levy), ainda esperançoso de que as agências não iriam tirar o selo de bom pagador do País. "Se acontecer, tudo bem, vamos pegar os caquinhos e tentar recompor, mas vai ser muito mais difícil."
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20150909/para-levy-rebaixamento-nao-esta-precificado/297304
Se você fosse americano, investiria o seu dinheiro num país:
a) cuja maior empresa foi quebrada por um esquema de corrupção comandado de dentro do governo?
b) cuja partido da presidente já foi chamado por agentes da Justiça de organização criminosa?
c) cuja presidente cometeu crime de improbidade administrativa e ainda assim hesitam em condená-la?
d) cuja economia é comandada por patetas “desenvolvimentistas”?
e) cujo Estado confisca quase 50% da riqueza nacional?
f) cujo orçamento para 2016 já prevê um rombo de 30 bilhões de reais e contando?
g) cujo parque industrial está sucateado?
h) cuja inflação está chegando aos dois dígitos?
i) cujo governo considera de classe média uma família de quatro pessoas com renda mensal de 1 500 reais?
j) cuja infraestrutura é comparável à de um país africano miserável?
k) cuja população tem um dos índices de educação mais baixos do planeta?
l) cujas ruas são cenários de crimes espantosos?
m) cuja saúde pública não consegue eliminar nem mesmo a lepra, uma doença da Antiguidade?
Respondeu “sim”? Você jamais seria um americano.
Leandro, estou olhando o BC, qual seria a série correta para demonstrar a ORIGEM da desvalorização do real. Papel moeda emitido , meios de pagamento, operações com títulos públicos, … ? obrigado.
Leandro,
Desculpa pela pergunta, sei que não tem muito a ver, mas você poderia me indicar uma taxa americana para atualizar o valor do dólar?
Tenho uma tabela de valores com dólar de 1996, mas precisaria trazer esse valor nos dias atuais. Com que taxa de atualização eu poderia fazer essa atualização/cálculo?
Valeu meu querido.
Abraços.
O que antes era só um esboço, agora vem com tudo. Salve-se quem puder:
http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4290000/lula-querem-guinada-politica-economica-com-plano-que-visa-tirar
Eis uma notícia desenterrada de setembro de 2010, antes da eleição de Dilma:
A Dilma pouco conhecida
A candidata governista à Presidência tem uma visão sobre a gestão do dinheiro público que deveria preocupar os eleitores-contribuintes.
“O papo de ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem. Não se faz ajuste fiscal porque se acha bonito. Faz porque precisa. E eu quero saber: com a inflação sob controle, com a dívida pública caindo e com a economia crescendo, vou fazer ajuste para contentar a quem? Quem ganha com isso? O povo não ganha”, afirmou Dilma, de acordo com reportagem do jornal O Globo.
[…]
Não é de hoje que Dilma Rousseff se irrita quando ouve falar em necessidade de ajuste de longo prazo da estrutura de despesas do governo, para evitar o crescimento do déficit público, sem que, para isso, seja necessário aumentar a carga tributária, como ela tem aumentado ao longo da gestão do PT.
Há cinco anos, quando os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Paulo Bernardo (que continua no cargo), apresentaram um plano de longo prazo que garantiria a redução progressiva do déficit nominal, até sua eliminação, e da dívida pública, por meio do controle mais rigoroso das despesas – pois isso era necessário para assegurar a credibilidade da política fiscal do governo Lula -, Dilma, então ocupando a chefia da Casa Civil, tratou de desmontar com truculência a iniciativa de seus companheiros de governo. Em entrevista ao Estado, considerou o plano “rudimentar” e disse que “o debate é absolutamente desqualificado”.
Leandro, assistindo uma palestra, eis que ouço de uma economista que o crescimento do Brasil, de 2004-2014, não foi baseado no consumo e que isso seria um mito, pois, segunda ela, a taxa de investimento cresceu mais que a taxa de consumo em termos reais. Faz algum sentido isso?
Min 14:14 – 14:45
https://www.youtube.com/watch?v=LrI4x3HprTM
Leandro,sobre os 40 bilhões de pedaladas fiscais que foram financiados pela CEF,elas tiveram efeito inflacionário,já que foi na prática um crédito de um banco para o tesouro?
Uma ótima revisão e uma poderosa análise!
* * *
Hora da Atualização? Não?
Dívida pública federal; 21,7%; R$ 2,79 trilhões…
Leandro, quais medidas o governo deveria adotar para sair logo da crise?
Leandro, Excelente artigo!
Fiquei com uma dúvida nesses itens
8) Também em 2012, o governo unilateralmente decide revogar os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia (os quais terminariam entre 2014 e 2018) com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas menores.
9) Com o ataque às geradoras e transmissoras, as distribuidoras ficam sem alternativa e têm de recorrer ao mercado de energia de curto prazo, no qual os preços negociados são muito superiores em relação aos ofertados pelas geradoras que ficaram sob intervenção. As distribuidoras ficam desabastecidas e endividadas.
No 1° hyperlink diz que o governo vai pagar as indenizações PARA renovar os contratos, não fala nada em revogação
E no 2° hyperlink diz que a culpa é a falta de chuva o que faz com que as distribuidoras recorram a energia térmicas
Nova matriz econômica foi um engodo. Quebrou o Brasil.
No momento em que o País crescia, momento que o governo deveria realizar as reformas vitais para avançarmos, ficou passivo, bovinamente contemplando o sucesso aparente.
Infelizmente o Lulo-petismo quebrou o Brasil. Hoje vivemos em terra arrasada. Este é o legado deste governo.
É possível mensurar uma expansão de crédito utilizando apenas o agregado monetário M1 e Base Monetária?
Leandro, não sou economista, mas sou do tipo que visa entender a situação e quais foram os riscos negligenciados e fatores que levaram a tal.
Sob uma ótica imparcial, o Lula não teria feito boa coisa lá em 2008 caso não tivesse perdurado as medidas e caso também a Dilma não tivesse intensificado e abusado das mesmas, tentando inclusive colocar em prática modelos econômicos catastróficos?
Em uma situação hipotética, caso Lula lá no fim de 2009 parasse de usar o BNDES e continuasse com uma política econômica mais conservadora, e caso também a Dilma não tivesse assumido e feito quase tudo que foi citado no seu texto (pois pouca coisa foi na era Lula), não estaríamos em uma situação muito melhor hoje?
Texto perfeito. Podemos concluir que se o governo Brasileiro tivesse mantido os pés no chão, não chegaríamos na tal recessão. Caíram no velho conto de que inflação é bom, que nada mais é do que emitir dinheiro na forma de crédito e distribuir. Na America do sul gostam muito de brincar de Banco Imobiliário do tipo “você produz eu compro” e se você compra eu produzo mais. Ledo engano, pra produzir mais é preciso mão de obra qualificada, infraestrutura, nem sempre teoria funciona na prática e é por isso que já vi INTELECTUAIS falirem empresas em poucos meses, enquanto meia duzia de colonos semi analfabeto administram mais de 10 mil funcionários durantes décadas . Administrar é um dom, e se o governo petista tivesse mantido o bom e velho tripé macro econômico que é de 1999 e muito antes de LULA, o BRASIL hoje seria outro. Mas infelizmente, eu não acredito que essa quebra no Brasil não foi proposital. Com estatais desvalorizadas, estrangeiros compraram muita coisa por aqui, PRINCIPALMENTE CHINA. OS exportadores adoram moeda desvalorizada para especular e supostamente deixar as exportações baratas, outra MEDIDA QUE NÃO FUNCIONA E É ILUSÓRIA. Mas infelizmente como bom país colonia que somos, o povo é consumista mas os exportadores são mafiosos, preferem atender o mercado externo para produzir menos e vender mais caro, a velha cobiça que faz o Brasil ser uma colonia moderna. Enquanto não botarem os exportadores nos seus devidos lugares, não vamos ter uma economia realmente voltada para o povo, infelizmente trabalhamos para exportar quase tudo que produzimos, e enquanto o povo não se conscientizar disso, seremos escravos eternamente.
Haha, o site do PT apagou todos os elogios que fizeram à Nova Matriz Econômica. Covardões!
ptnosenado.org.br/site/noticias/ultimas/item/37758-nova-matriz-economica-garantira-crescimento-acelerado
O problema não foi o crédito dos bancos estatais, o problema foi o crédito subsidiado (fornecido pelo BNDES).
FHC e Lula tiveram prudência em manter o fornecimento desse tipo de crédito estável, possivelmente porque sabiam do desastre que causaria se fosse expandido da forma como foi feito a partir de 2009.
Revendo os cinco pilares da “Nova Matriz Econômica”, encontro quatro deles na gestão do “republicano” Donald Trump: política fiscal expansionista, juros baixos, crédito barato e aumento das tarifas de importação. Penso que o resultado lá não será diferente do daqui, em que pese a extraordinária vantagem que a emissão soberana de dolares, moeda de reserva mundial, representa para a economia americana.
Concordo que a nova matriz econômica não foi positiva, mas este texto é muito dogmático. O neoliberalismo não é completo, assim como o Estado sozinho.
Prefiro argumentar que parcerias público-privadas equilibradas de uma forma bem planejada sejam mais benéficas a economia. Assim, como o desenvolvimento tecnológico da Embraer(antes estatal), Petrobras foram financiadas pelo governo (algo louvável), isso mostra que a participação do governo não é completamente desprezível. Assim como não é possível basear-se em somente um período de recessão no Brasil para afirmar de forma tão religiosa (como vocês) que o Estado simplesmente não deve intervir.
Leandro,
por favor, faça uma continuação desse artigo. Seria maravilhoso ver isso!!!
Essa sequência cronológica precisa ser mantida atual.
Prezado Leandro,
Não sou da área de economia e finanças. Sou um singelo professor de História tentando entender a crise provocada e deixado pelo governo Dilma a seus sucessores. Uma das coisas que me incomodam e que a “mídia mainstream” replica diuturnamente é que o Congresso Nacional teria legalizado as pedaladas fiscais, logo após o impeachment da ex-presidente. Grato desde já, por sanar minha dúvida!
Uma dúvida sobre o desenvolvimentismo
Eu vejo o desenvolvimentismo como uma economia de guerra, só que em vez de construir armas para derrotar o inimigo, o país constrói uma indústria para “vencer no mercado”, para se desenvolver.
Claro, é extremamente arriscado: e se o país perder tal guerra? E se o parque industrial criado for inútil? E se os carros fabricados não atenderem a demanda nacional e internacional? É muito arriscado, é se o povo apostasse na bolsa.
Mas vem uma pergunta: e se o Brasil vencesse a guerra? E se todos os investimentos da NME correspondesse exatamente com aquilo que o mercado estava demandando?
“Agora, o dólar estando a 9999 reais é ruim para quem? Você está correto quando fala de empresas que precisam de importar coisas mas que não conseguem exportar nada”
Tem duas coisas básicas a lembrar aqui.
1) Com a desvalorização da moeda, as empresas que conseguem exportar têm o incentivo de exportar mais, pois terão mais receitas em reais.
Mais exportação = menor oferta interna = aumento dos preços internos.
2) Se a empresa for caridosa e resolver abrir mão dessa maior receita para continuar atendendo à demanda interna, ela terá um lucro menor, já que parte de seus insumos importados encareceram.
Cerca de 10% da gasolina consumida no Brasil é importada, logo se o dólar encareceu, os custos da empresa subiram independentemente de ela ter “balança comercial positiva”.
Você está com uma estranha fixação de achar que saldo comercial positivo é algum tipo de panaceia para um aumento de custos vindo de uma desvalorização cambial.
Falando em formação bruta de capital fixo, o que explica a recente explosão nos últimos meses aqui no País?
Mudando um pouco de assunto, atualmente Santa Catarina é o estado com a menor taxa de desemprego do Brasil e é o estado com maior proporção de pessoas que ganham mais de 1 salário mínimo mensal (será que são as catarinenses?). O que explica essa disparidade, já que há pouca diferença entre as federações em relação à liberdade econômica, pelo fato de que aqui no Brasil o federalismo ser coisa pequena?