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A importância de zombar do regime

Nota do IMB

Uma
das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que
você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério.  Thomas Hobbes dizia que era algo muito
perigoso o fato de as pessoas rirem do governo, pois nada é mais eficaz do que
o escárnio para desmoralizar os agentes do estado.

Na
busca pela liberdade, o conhecimento econômico é de extrema importância,
principalmente porque ele ajuda a fazer as pessoas decentes entenderem não
apenas que o estado é desnecessário, como também — e ainda mais importante —
é uma instituição ilegítima. 

Mas
o conhecimento econômico, por si só, não basta. 
É necessário algo mais para abolir a legitimidade do estado.  E é por isso que é importante ridicularizar o
estado.  É crucial desmascarar as
autoridades políticas e mostrar os verdadeiros bufões que eles são.  Só assim, por meio do escárnio, os cidadãos os
levarão menos a sério.

Infelizmente,
poucas pessoas dão o devido valor à zombaria. 
Mas ela foi e continua sendo crucial para a desmoralização de vários
regimes tirânicos ao redor do mundo.  Não
fossem as piadas, as pessoas comuns não estariam realmente a par das
humilhações e penúrias vivenciadas nos regimes socialistas e comunistas.  Pense nas atuais escassezes de papel higiênico na
Venezuela
e de
absorventes na Argentina
, e todas as piadas que isso gera.

Por
isso é de suma importância seguir sempre a seguinte regra: ria e zombe do
governo o máximo possível.  Ridicularize
e escarneça os burocratas e as autoridades políticas.  Sempre. 
Jamais os leve a sério.

O
artigo a seguir, de estilo leve e humorístico, é uma homenagem a algumas
grandes piadas anti-soviéticas que ajudaram a desmoralizar, perante o mundo, os
burocratas que o comandavam, e também os ideólogos que os alimentavam.

_____________________

A
União Soviética produziu o mais eficaz e bem-sucedida máquina de propaganda da
história da humanidade.  O nome dessa máquina era Mikhail Suslov.

Talvez
sua maior obra tenha sido aquela tática que foi rotulada de “A Manobra Suslov”:
sempre que você estiver na iminência de ser acusado de algo — seja um simples
ataque ideológico ou mesmo uma acusação de atrocidade –, imediatamente acuse
seu opositor de ser exatamente ele o autor da atrocidade ou do fracasso
ideológico.

Um
dos mais divertidos exemplos da Manobra Suslov ocorreu imediatamente após a invasão
russa do Afeganistão, em 1979.  Após os
protestos mundiais, os soviéticos emitiram um comunicado condenando a
intervenção do Ocidente nos assuntos internos do Afeganistão.

Suslov
dominava com tamanha perfeição a arte da propaganda, que os políticos
ocidentais pareciam totalmente amadores quando incorriam em qualquer confronto
ideológico com ele.  O mais eficaz e
desmoralizante contra-ataque a Suslov não foi feito por nenhum político ou
ideólogo profissional, mas sim pelo cidadão comum, que criou piadas populares a
respeito do comunismo.

Essas
piadas transmitiam muito mais sabedoria e compreensão a respeito da real
situação soviética do que todos os discursos feitos por todos os políticos,
economistas e cientistas políticos ocidentais juntos.  Os ecos do confronto ideológico entre o
grande mestre, Suslov, e os amadores anônimos que criaram as piadas
anti-soviéticas podem ser ouvidos até hoje.

Considere,
por exemplo, a maneira como são tratadas as pessoas de classe média que têm uma
postura anti-estado.  No mais brando dos
cenários, elas são acusadas de “ingratidão”, pois atacam o mesmo governo que
lhes propicia vários “benefícios”, como estradas, saúde pública, universidades
públicas, programas culturais “gratuitos” e previdência social. 

O
que é interessante é que o termo ingrato — mais especificamente “infelizes
ingratos” — soa muito familiar para qualquer um que tenha vivido sob o
comunismo: esse era exatamente o termo que Suslov utilizava para descrever
qualquer cidadão soviético que ousava expressar qualquer oposição ao regime
soviético.  Como podiam ser tão
atrevidos?  Afinal, eles tinham educação
gratuita, saúde gratuita, e moradia subsidiada. 
Como podiam eles reclamar de um governo que cuidava deles de maneira tão
abnegada?  Só para constar, na URSS,
havia algo pelo qual os indivíduos tinham de pagar: eles recebiam a conta da
munição utilizada na execução de seus familiares.  Mas isso, obviamente, não era mencionado por
Suslov, embora fosse uma prática corriqueira.

Tornou-se
popular a seguinte piada anti-soviética sobre os “infelizes ingratos”. 

Um
homem havia solicitado um visto para poder sair da União Soviética.  Como seu pedido estava demorando muito para
sair — vários anos, na verdade –, ele já havia praticamente desistido.  E então, em uma madrugada, aproximadamente às
3:30 da manhã, ele ouviu várias batidas fortes na sua porta.  Ele se levantou da cama, foi cambaleando de
sono até a porta e perguntou, “Quem é?”

Uma
voz respondeu: “É o carteiro”.  O homem
imediatamente abriu a porta, cheio de esperança de que seu visto havia sido
concedido.  Qual não foi o seu susto ao
ver vários homens uniformizados adentrarem violentamente sua casa.  Eles logo lhe disseram que eram do KGB e que
queriam ter uma palavrinha com ele.

O
tema do interrogatório subsequente foi o de como ele era um infeliz ingrato: “A
pátria mãe socialista deu a você um lugar para morar, cuidou de você, deu-lhe educação gratuita, saúde gratuita, e lhe foi tão boa.  Como você pode ser tão ingrato?”

O
homem hesitou por um momento, e então disse: “Bom… Eu estava querendo me
mudar para um país onde a entrega de correspondências ocorresse ao final das
manhãs, ou então à tarde.”

Sim,
é verdade que essa piada não está entre as três melhores sobre o comunismo,
pois as três melhores abordam exatamente os três principais pesadelos da vida
sob o comunismo: era um sistema economicamente ineficiente, era cruel (e
totalmente entediante) e era letal.

A
piada sobre a ineficiência econômica é mais bem conhecida entre os americanos,
pois representa a perspectiva americana em relação à União Soviética.  A história se passa na Moscou de 1987.  Uma mulher pede que o marido vá a uma quitanda
estatal para ver se ele consegue algum pão. 
O homem chega lá e se depara com uma longa fila; ele entra no final dela
e começa a esperar pacientemente.

Para
quebrar o tédio, ele puxa conversa com o homem imediatamente à sua frente.  “A fila está grande hoje, hein?”. 
“Sim”, respondeu o outro. 
“Mas podia ser pior: ouvi dizer que nos EUA o governo nem pão dá!”.  “Ah, sim…”. 
E continuou a esperar.

As
horas foram se passando e a fila permanecia completamente imóvel.  Isso o deixou perplexo.  Sim, ele estava acostumado a longas e
demoradas filas, mas elas ao menos se moviam. 
Após várias horas de espera, completamente imóvel, ele ficou exasperado,
irritado e começou a gritar em alto e bom som para expressar seu
descontentamento com o sistema soviético.

À
medida que ele foi chamando a atenção de todos, três homens grandalhões
trajando casacos cinzas se aproximaram dele e silenciosamente pediram que ele
saísse da fila e os acompanhasse.  Eles
falaram que eram do KGB e que queriam ter uma palavrinha com ele.  Após levarem o cidadão para um cômodo
isolado, eles lhe disseram que sua manifestação anti-governo, feita de maneira
estrepitosa e em público, era totalmente inaceitável. 

E
então disseram: “Escute aqui, camarada, se isso ocorresse há uns cinco anos
você seria imediatamente fuzilado ali mesmo. 
Agora, porém, como estamos em glasnost
e perestroika, temos de fazer as
coisas de maneira diferente.  Mas você
realmente deveria reconsiderar sua postura. 
Por que você não vai para a sua casa e pensa com mais cuidado sobre
isso?  Vá correndo e nunca mais faça isso de novo.”

O
homem, então, vai correndo para sua casa.  Ao entrar no apartamento, sua mulher já vai
logo dizendo: “Finalmente voltou, hein? Conseguiu o pão?”  E o homem
responde: “Mulher, esqueça o pão!  Esse
país está totalmente quebrado.  Não, não
há mais pão nenhum.  Mas isso é o de
menos.  A coisa está tão feia, que
eles nem sequer têm munição!”

Embora
o sistema soviético fosse cruel e enfadonho, os longos discursos proferidos
pelos membros do alto escalão do Politburo tinham lá seu aspecto divertido
porque eram completamente insanos.  A
dúvida que assombrava a população era o que a mataria primeiro: a crueldade do
regime ou a imbecilidade dos discursos.  Havia uma piada sobre isso.

Na
década de 1970, houve um encontro especial entre quatro líderes do mundo: o
secretário-geral Leonid Brezhnev, o presidente francês Valéry Giscard d’Estaing,
o presidente americano Jimmy Carter, e a Rainha Elizabeth, da Inglaterra.  Eles almoçaram juntos e, após o almoço,
sentaram-se para um chá.

Constrangedoramente,
durante o chá, a Rainha flatulou de maneira relativamente estrondosa — e, como
todos nós sabemos, a Rainha não flatula estrondosamente.

Imediatamente,
o presidente Giscard d’Estaining elegantemente se levantou, assumiu a culpa e
pediu desculpas em profusão pelo lamentável incidente, e explicou que ele havia
comido muita sopa de cebola durante o almoço, e que isso afetava sua digestão.

O chá prosseguiu.

No
entanto, apenas alguns minutos depois, a rainha disparou um novo foguete.

O
presidente Jimmy Carter instantaneamente se levantou e se desculpou com grande
sinceridade, explicando que ele sempre carregava consigo alguns amendoins, e
que ele provavelmente não deveria tê-los comido.

Mas
de nada adiantou.  Três minutos depois, a
rainha expeliu uma nova rajada. 

Dessa
vez, ao ver que ninguém mais estava disposto a assumir a culpa, Brezhnev lentamente
se levantou, olhou ao seu redor, levou a mão ao bolso do casaco, retirou um
papel no qual estavam escritas algumas considerações, e as leu de maneira lenta
e deliberada: “A responsabilidade por esse terceiro e consecutivo desarranjo
intestinal de Elizabeth Windsor, conhecida por alguns como a Rainha da
Inglaterra, é graciosamente assumida pelas massas operárias e trabalhadoras das
cidades e vilarejos da União Soviética”.

E
o que dizer, por fim, de todos os cadáveres? 
Sim, havia uma piada sobre os homicídios.  Ela envolvia o grande líder da revolução, a
lenda, o gigante, o homem mais importante que já viveu: Vladimir Ilyich Lênin.

Antes
de se tornar o grande líder do mundo, Lênin passou uma temporada na Polônia, em
uma pequena cidade nas montanhas ao sul do país chamada Poronin.  Enquanto estava em Poronin, Lênin alugou um
quarto no andar superior de uma casa que pertencia a um comerciante local. 

Um
belo dia, Lênin acordou e abriu a janela. 
O sol estava brilhando, os pássaros cantavam alegremente, e o ar estava
agradavelmente fresco.  Lênin sentiu a
grande exuberância da vida e finalmente percebeu que seu grande plano para a
humanidade tinha um belo futuro.

Após
a contemplação, ele começou a fazer suas higienes matutinas e, mais uma vez,
sentiu-se limpo e revigorado.  Começou a
se barbear enquanto olhava pela janela, admirando a magnificência daquele mundo
que ele estava prestes a salvar, e pôs-se a pensar sobre novas ideias
revolucionárias. 

Ele,
no entanto, tinha de ser cuidadoso, pois essa ainda era uma época anterior aos
barbeadores elétricos, e ele estava usando uma navalha tradicional e muito
afiada.

Enquanto
se barbeava cuidadosamente, um garoto de cinco anos, filho do dono da casa,
repentinamente entrou em seu quarto, fazendo algazarra, correndo, gritando e
fingindo ser um cowboy, atirando com o dedo indicador de sua mão.  Lênin ficou estarrecido e irado, mas o garoto
simplesmente continuou correndo dentro do seu quarto.

Lênin,
então, colocou a navalha cuidadosamente sobre a pia e, com grande ira, gritou:
“Pare com isso, seu menino maldito e idiota! 
Saia do meu quarto imediatamente, e cale a boca, senão vou lhe dar um
chute no traseiro com tanta força, que você jamais irá conseguir andar novamente!”

O
garoto ficou paralisado de medo, começou a chorar e saiu correndo.  E todo o mundo ficou paralisado por um
minuto, em choque e descrença.

Como
era possível que esse grande e visionário líder da humanidade tenha agido de
forma tão atípica, tão fora de sua característica tradicional?  Gritar com uma criança e perder seu
temperamento desta maneira?  Por quê?  Não havia necessidade disso.  Ele poderia ter resolvido o problema
ali mesmo, sem estardalhaço, sem gritaria e sem demonstrar suas emoções.  Afinal, ele tinha uma navalha bem afiada em
suas mãos.

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30 comentários em “A importância de zombar do regime”

  1. Tem umas piadas muito boas também sobre a Venezuela.

    ———
    Dois homens estão há horas na fila do supermercado. De repente, um deles se irrita e sai da fila. "Cansei", diz. "Cansei disso tudo. Estou indo dar um tiro em Nicolás Maduro." O homem vai embora, mas volta uma hora depois. "E aí, deu um tiro nele?", pergunta o amigo. "Não. A fila para matar o Maduro está maior que esta".
    ———-
    Um garoto venezuelano chega da escola faminto e pergunta para a mãe:
    – Mãe, o que tem pra comer?
    – Nada, filho.
    O menino olha para o papagaio e pergunta:
    – Então por que não comemos o louro com arroz?
    – Porque não tem arroz, diz a mãe.
    – E o louro ao forno?
    – Não tem gás.
    – E o louro no forno elétrico?
    – Não tem energia elétrica.
    – E o louro frito?
    – Não tem azeite.
    O papagaio enche o peito e canta contente:
    – Viva Chávez!
    ——–
    veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/2015/03/05/tres-piadas-que-resumem-a-venezuela-atual/

  2. Ao apontar os erros da extinta União Soviética, não devemos cair na armadilha de idolatrar um outro sistema que ameaça inclusive a vida na Terra, por meio do ecocídio e biocídio.

    Abraços

  3. João Marcos Theodoro

    Existem várias piadas sobre o regime soviético, mas não conheço quase nenhuma contra o estado. Temos de fazer mais, recrutar humoristas!

  4. Embora o sistema soviético fosse cruel e enfadonho, os longos discursos proferidos pelos membros do alto escalão do Politburo tinham lá seu aspecto divertido porque eram completamente insanos. A dúvida que assombrava a população era o que a mataria primeiro: a crueldade do regime ou a imbecilidade dos discursos.

    Pois é, lendo esse texto, não como não lembrar dessas pérolas:

    É, depois dessa, fica a dica:

    Sem querer esgotar o assunto, afinal, esse pessoal fala besteira no atacado o tempo todo, tem mais esse bônus.

  5. Aproveitando o ensejo, na década de 90 rolava uma piada que ficou bastante conhecida entre cubanos:
    Na iminência da visita do papa a Cuba, Fidel Castro o esperava ansiosamente para um caloroso diálogo. Ao ficar frente a frente com o barbudo, o papa dizia estar entristecido com a penúria vivida pelo povo cubano e que vinha até ali na tentativa de buscar concessões que abrandassem a situação:
    – Meu filho, o que você pode fazer para saciar a fome dessa gente? Indagou o papa.
    – Bem, posso lhes dar um frango por ano. Retrucou o benfazejo comandante.
    Ainda descontente, o papa insistiu:
    – Vamos lá, meu filho, essas pessoas estão morrendo de fome, você pode fazer mais que isso!
    – Tudo bem, estou disposto a lhes dar um frango por mês, é isso e ponto! Respondeu Fidel já irritado.
    No entanto, vendo a gradativa contumácia do líder cubano, o papa decidiu agir diferente e lhe propôs de forma amistosa:
    – Olhe Fidel, vou lhe contar um segredo que jamais revelei a alguém, mas em troca peço que você ajude a essa gente com tudo o que puder.
    Curioso, Fidel aceitou a proposta e se pôs de ouvidos à revelação papal.
    – Meu filho, deus não existe! Disse o papa.
    Perplexo com a assertiva, Fidel pareceu se indignar:
    – Mas papa, como você pode me dizer isso!? Não posso acreditar no que está me dizendo! Mas tudo bem, como combinado promessa é dívida, dou a essa gente dois frangos por semana, aos domingos.
    Contente e entusiasmado pelo avanço que havia conseguido na ilha, o papa até mesmo pôs seu serviço eucarístico à tona, perguntando ao “líder máximo” se ele tinha alguma confissão a fazer.
    – Sim, tenho uma. Disse Fidel. – Sabe essa estória que você contou de deus não existir?
    – Sim, disse o papa, na verdade todos nós do meio eclesiástico sabemos que ele não existe, prossiga…
    – Pois é, o que tenho a lhe confessar é que aqui os frangos também não existem.

    (Com algumas adaptações do livro “A Ilha do Doutor Castro” em que, apesar da contínua tensão ditatorial, o povo encontrava tempo para ridicularizar e dar risadas do “imponente” regime cubano, em especial das peripécias do serelepe Fidel Castro.)

  6. Um jornalista Americano e um burocrata Soviético se sentam em uma das poucas cafeterias que existem em Moscou para bater um papo. O jornalista, de passagem pela URSS, e encarregado de fazer uma reportagem sobre o país pergunta ao burocrata soviético:

    – Pude notar neste meses de estadia aqui na URSS que o povo não tem liberdade de se expressar, principalmente seu descontentamento com o governo.

    E o burocrata responde:

    – Ora bolas, esta redondamente enganado, qualquer cidadão pode protestar aqui na URSS. Eu mesmo fiz isso alguns dias atrás, e bem na porta do Kremlin, com centenas de pessoas vendo e ouvindo inclusive os guardas do exercito vermelho.

    O jornalista embasbacado com a declaração, custando a acreditar, lhe endagou:

    – E não fizeram nada? Não lhe aconteceu nada? Como você fez isso?

    E o burocrata prontamente lhe explicou:

    – Pois muito bem. Peguei um caixote deste de madeira, me dirigi até a praça vermelha num horário de grande movimento, subi no caixote ás vistas de todos e me pus a protestar

    – “Fora Reagan!”.”Fora Reagan!”.”Fora Reagan!”

  7. Dedicado ao país do petrolão:

    3 cientista famosos resolveram testar seus conhecimentos e fizeram uma viagem de avião com objetivo de saber qual país estavam sobrevoando colocando apenas 1 dedo pra fora.

    O primeiro cientista americano diz: ”estamos na França”, como sabe? Perguntaram os outros 2:
    ”posso sentir cheiro dos melhores perfumes”.

    O segundo cientista inglês diz: ”estamos na Itália, como sabe? Perguntaram os outros 2: ”posso sentir o gosto dos melhores vinhos italianos”.

    O terceiro cientista brasileiro diz: ”estamos no Brasil, como sabe? Perguntaram os outros 2: ”roubaram meu relógio”!

  8. AS DUAS VACAS SOCIALISMO

    Socialismo: Você tem duas vacas, O Governo Toma e dá para o seu vizinho

    Comunismo: Você tem duas vacas, O Governo Toma As Duas, e dá a você um pouco de leite.

    Fascismo: Você tem duas vacas, O Governo Toma. . . E Vende a você o leite.

    Nazismo: Você tem duas vacas, O Governo Mata Você e toma as duas vacas.

    Burocracia: Você tem duas vacas, O Governo Toma As Duas, mata uma e joga o leite da outra fora.

    Democracia: Você tem duas vacas, Vende As Duas Para O Governo, muda para a cidade e consegue um emprego público.

    Anarquismo: Você tem duas vacas, mata as duas e faz um churrasco.

    Capitalismo: Você tem duas vacas, vende uma, compra um touro e O Governo Toma Os Bezerros como imposto de renda na fonte.

    Brasileirismo: Você tem duas vacas, O Governo lhe dará uma Multa para que os parentes dos deputados e senadores passem férias em Miami, enquanto você come feijão 30% mais caro!

  9. Caros amigos do Mises Brasil,

    Inicialmente gostaria de agradecê-los pela iniciativa de criar o sítio para a defesa de ideais libertários. Os argumentos aqui apresentados me fizeram rever antigas concepções pessoais de Governo e do quão maléfico o mesmo pode ser para uma sociedade. Como somos mordidos pela doutrina socialista ainda nos primórdios de nossa juventude através da educação Brasileira.

    creio porém que estas informações não alcançam uma grande parte do povo, e em minha opinião os artigos aqui descritos poderiam ter uma linguagem mais simples (com muitos exemplos), direta e tratar de problemas cotidianos de nosso país. Talvez, deste modo, mesmo um pessoa de pouca escolaridade pudesse compreender melhor as idéias libertárias.

    Sempre que posso indico ou forneço links de consulta ao vosso sitio, através de e-mails, watts up etc.
    Além disso estou me sentindo mais preparado para argumentar com socialistas e defensores do governo.

    Cordialmente,

  10. “Ridendo Castigat Mores”

    “O homem é o único animal que ri e é rindo que ele mostra o animal que realmente é”
    Millôr Fernandes

    * * *

  11. Lembrei desse artigo ao ler esta notícia:

    Livro traz pesquisa abrangente sobre o poder das piadas sobre o comunismo

    cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,livro-traz-pesquisa-abrangente-sobre-o-poder-das-piadas-sobre-o-comunismo,1501890

    No regime stalinista, as prisões dos piadistas provavelmente começaram em quantidade significativa a partir de 1933, quando “contar e disseminar anekdot” foi descrita pela primeira vez como atividade antissoviética nas atas do plenário do Comitê Central do Partido e depois consolidada no código penal. Foi a partir daí que nasceu uma cultura humorística, caracterizada pela disseminação de piadas anônimas, um trabalho satírico coletivo. É em culturas auditivas que as piadas prosperam, já que as palavras são escolhidas apenas na medida em que podem provocar impacto imediato.

    […]

    A planificação foi importante na construção do comunismo, mas o Estado nunca poderia planejar como as pessoas ririam, nem do que ririam. Mesmo assim, tentou. Um humor oficial foi incentivado e Stalin chegou mesmo a intervir diretamente, sobretudo na produção de sátiras e cartuns de conteúdo crítico genérico, dirigidas principalmente ao capitalismo ocidental e, após a guerra, ao imperialismo norte-americano.

    […]

    Um gerente de fábrica soviética mostra a empresários americanos a linha de produção: “Este é o nosso produto de maior sucesso. No primeiro ano, fizemos 500 unidades, no segundo 5.000 e, no terceiro, 500 mil”. “Uau”, diz um dos visitantes americanos. “O que vocês fabricam?” O gerente lhe entrega uma chapa de metal, que o visitante vira e vê escrito: “Com Defeito”.

    Um cosmonauta soviético vai para a Lua e deixa um bilhete para a mãe na mesa da cozinha: “Mãe, fui para a Lua, volto em uma semana”. Quando volta, a casa está vazia e há um bilhete da mãe sobre a mesa: “Fui comprar queijo. Não sei quando volto”.

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