Nota do Editor
Nos números do PIB divulgados hoje, há algo bastante positivo que não foi ressaltado pela mídia: os gastos do governo estão caindo.
A queda chega a 5,7% no acumulado em quatro trimestres.
Isso significa que o setor privado (que cria riqueza) está se expandindo e o setor estatal (que esbulha riqueza) está se contraindo. Significa que a atividade econômica não só está crescendo com mais vigor do que o divulgado, como também está crescendo com mais qualidade.
O PIB privado está subindo e o PIB estatal está caindo.
Infelizmente, da maneira (errada) como o PIB é calculado, uma redução nos gastos do governo gera uma redução na taxa de crescimento do PIB, fazendo parecer que a economia cresceu menos do que de fato cresceu, o que leva a conclusões enganosas.
O fato é que uma redução nos gastos do governo não apenas não retarda o crescimento da produção de bens que satisfazem as demandas dos consumidores, como, ao contrário, pode acelerá-la, estimulando o crescimento de longo prazo, com reflexos positivos sobre renda e padrão de vida.
O artigo a seguir explica em detalhes por que é assim.
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Vamos direto ao ponto: quando o governo reduz seus gastos, a equação do PIB apresenta um resultado menor. Ou seja, matematicamente, corte de gastos gera uma queda no PIB.
Sim, da maneira como o
PIB é calculado, uma redução nos gastos do governo gera uma redução
na taxa de crescimento do PIB.
Por isso, economistas keynesianos dizem que uma redução nos gastos do governo pode representar uma “auto-mutilação”
para o governo federal e para a economia.
Eles estão certos quanto à primeira parte. De fato, seria uma auto-mutilação para o governo federal. Mas, por outro lado, seria algo extremamente benéfico para a economia do setor privado.
Ao contrário do que dizem os keynesianos, a redução nos gastos do governo
não retarda o crescimento da produção de bens que satisfazem as demandas dos
consumidores. Ao contrário até: pode acelerá-la.
Adicionalmente,
a renda real e o padrão de vida de produtores e consumidores no setor privado
irão aumentar como resultado direto
do declínio nos gastos do governo. A razão
desse aparente paradoxo está no método convencional que é utilizado para
calcular a produção real que ocorre na economia.
Eis
um exemplo simples.
O problema com o cálculo do PIB
Imagine
uma economia simples — por exemplo, uma ilha — cujo setor privado produz
1.000 maçãs por ano.
Agora
suponha que o governo dessa ilha tribute os produtores em 200 maçãs por ano
para sustentar sua burocracia e seu aparato de segurança nacional.
De
acordo com as contas tradicionais da renda nacional, as quais possuem profundas
raízes na teoria keynesiana, o PIB real dessa ilha será de 1.200 maçãs.
Ou
seja, o cálculo considera todas as 1.000 maçãs produzidas (antes dos impostos) e
que são parte consumidas (C )pelos
produtores, parte investidas (I) por eles
na plantação de novas macieiras, e parte pagas como impostos, mais as 200 maçãs gastas pelo governo (G) para
sustentar sua burocracia que está ocupada em fornecer o “bem público” da
segurança nacional. Supõe-se que a balança comercial — exportações (X) menos importações (M) — esteja em equilíbrio (ou então seja nula):
PIB = C + I + G + X – M
C + I = 1.000
G = 200
X – M = 0
PIB = 1.200
Em
outras palavras, o PIB real[1] da
ilha inclui as 1.000 maçãs voluntariamente produzidas (e que serão consumidas,
investidas e pagas como impostos) pelo setor privado mais o “valor em maçãs” da
segurança nacional, cujo valor é mensurado pelo seu custo de produção. Ou seja, as 200 maçãs arrecadadas por meio de
impostos compulsórios são integralmente gastas nos sustento da burocracia.
Agora,
suponhamos que, já no próximo ano, o governo decida reduzir pela metade seus
gastos com segurança nacional, pois concluiu que não há necessidade de manter
aparato tão grande em um lugar tão desinteressante. Suponhamos também que o corte de gastos seja
integralmente acompanhado de um corte de impostos. Agora, portanto, os impostos serão de 100
maçãs e, consequentemente, os gastos serão também de 100 maçãs.
Tudo
o mais constante, o PIB real cairá de 1.200 para 1.100 maçãs, uma vez que os
“serviços” da segurança nacional agora contribuem com apenas 100 maçãs para o
PIB.
PIB = C + I
+ G + X – M
C + I =
1.000
G =
100
X – M
= 0
PIB =
1.100
Mas
eis a primeira complicação.
As
1.000 maçãs foram voluntariamente
produzidas pelo setor privado.
Consequentemente, a produção das 1.000 maçãs é uma ação que
comprovadamente vale mais do que os recursos (tempo e esforço) utilizados em
sua produção. Caso as maçãs não valessem
mais do que seus custos de produção, não seriam produzidas.
Em
profundo contraste a isso, não há absolutamente nenhuma evidência de que os
consumidores e produtores privados consideravam que os serviços militares do
governo valiam mais do que o custo de produzi-los. Aliás, não há sequer evidências de que eles
valorizavam qualquer tipo de oferta de serviço militar.
Não
há como saber isso simplesmente porque os gastos militares do governo eram
financiados pela coerciva extração de recursos do setor privado, cujos membros
não tinham escolha. Sendo assim, não há
como eles expressarem sua real valoração deste “serviço”.
Não há como calcular o valor real dos
serviços financiados por impostos
A
mesma conclusão é válida para qualquer empreendimento financiado coercivamente
pelo governo — como, por exemplo, a construção de um ambulatório nessa
ilha.
Na
ausência de transações e produção voluntárias, não há maneira efetiva de
determinar o valor de bens e serviços.
Os investimentos e serviços governo podem até ter algum valor para os
consumidores privados, mas não há nenhum método científico e objetivo de
mensurar esse valor. Com efeito,
assumindo-se que o governo desperdiça pelo menos 50% dos recursos que ele
gasta, o benefício líquido para os consumidores privados seria zero.
Utilizando agora o “Produto Privado Bruto”
Portanto,
por essas e outras razões, uma contabilidade da renda nacional que seguisse os
princípios da Escola Austríaca de Economia excluiria os gastos do governo do
cálculo da produção total da economia.
Sendo
assim, nessa ilha, o produto real — ou aquilo que os austríacos chamam de
“Produto Privado Bruto” ou “PPB”[2] —
seria apenas as 1.000 maçãs produzidas pelo setor privado. Os gastos governamentais de 200 maçãs para a
oferta de serviços militares (ou construção de ambulatório) são excluídos do
cálculo.
Mas
isso ainda está incompleto. As 1.000 maçãs
do PPB ainda superestimam os recursos que realmente estão à disposição do setor
privado, pois, dessas 1.000 maçãs, 200 maçãs foram forçosamente confiscadas
pelo governo e, assim, impedidas de serem utilizadas de maneira mais proveitosa
pelo setor privado, o qual poderia utilizá-las em novos investimentos ou
simplesmente consumi-las. Essas 200
maçãs foram desviadas para financiar atividades estatais que, do ponto de vista
dos produtores originais desses recursos (maçãs), podem ser vistas como um
desperdício.
Nesse
sentido, as 200 maçãs pagas como impostos podem ser vistas como uma
“depredação”, uma “espoliação” da economia privada, e isso ainda não é
mensurado pelo PPB.
Sendo
assim, se incluirmos essa depredação, chegaremos àquilo que os austríacos chamam
de “produto privado remanescente em mãos privadas”, ou PPR. O PPR é igual ao PPB menos a depredação total
(ou seja, os gastos do governo).[3]
Em
nossa ilha hipotética, o PPR será de 800 maçãs (PPR = 1.000 maçãs – 200
maçãs). Sendo assim, os gastos do governo
não deveriam ser adicionados à produção privada mas sim subtraídos dela para que se tenha uma sensação do padrão de vida
dos cidadãos privados que exercem atividades econômicas produtivas.
Portanto, temos que:
PIB = 1.200 (número divulgado pelo governo)
PPB = 1.000 (produção efetiva do setor privado)
PPR = 800
(produção que realmente fica com o setor privado)
Na prática, PPR = PIB – 2G
Reduzir impostos e gastos aumenta o
bem-estar
Baseando-se
na análise acima, quando o governo da ilha reduz seus gastos militares em 100
maçãs, e supondo que não haja nenhuma outra mudança, ele realmente irá reduzir
o PIB de 1.200 para 1.110 maçãs.
No
entanto, de uma perspectiva austríaca, o produto real (em termos de bens
produzidos e valorados pelos consumidores e produtores) permanece constante em
PPB = 1.000 maçãs. Mais ainda: o
bem-estar econômico dos produtores será significativamente majorado porque a
depredação sobre sua produção cai de 200 para 100 maçãs, fazendo com que o PPR
suba de 800 para 900 maçãs!
O
raciocínio é simples: dado que os gastos do governo equivalem na verdade a
depredações econômicas, eles devem ser subtraídos do cálculo do PIB. Ou
seja: do valor anual do PIB divulgado, subtrai-se os gastos governamentais duas
vezes. A primeira, apenas para tirar essa variável da equação, obtendo-se
assim o Produto Privado Bruto — PPB; a segunda, para levar em conta
todos os recursos que o estado tungou do setor privado, obtendo-se assim o Produto
Privado Remanescente, que representa a real criação de riqueza de uma
economia.
PIB = 1.100 (número divulgado pelo governo)
PPB = 1.000 (produção efetiva do setor privado)
PPR = 900
(produção que realmente fica com o setor privado)
E
ainda não acabou. Desse corte de
impostos de 100 maçãs, uma fatia provavelmente será investida na plantação de novas
macieiras, o que irá aumentar o estoque de capital e, consequentemente,
acelerar o crescimento econômico ao longo do tempo.
Mesmo
no curto prazo, é bem possível que já ocorra um crescimento positivo do PPB
devido aos “efeitos da oferta”. Por
exemplo, o corte marginal nos impostos aumenta o “custo de oportunidade” do
lazer (ficar sem fazer nada de produtivo acaba representando uma oportunidade
perdida), e isso estimulará os produtores a trabalhar mais horas. A mão-de-obra do setor privado irá aumentar
ao ser integrada por ex-militares desempregados.
Sendo
assim, é possível que o PPB cresça de 1.000 para 1.075 maçãs (e,
consequentemente, o PPR cresça de 800 para 975 maçãs). Nesse cenário, o corte de gastos
governamentais de 100 maçãs será parcialmente contrabalançado por um aumento de
75 maçãs na produção privada. As
estatísticas do PIB irão mostrar um declínio menor do que o anterior, de 1.200
para 1.175 maçãs.
No
entanto, não obstante esse declínio nas estatísticas do PIB (que são economicamente
sem sentido), o resultado representaria uma bonança para a economia privada,
uma vez que a produção de maçãs, a renda real e o padrão de vida dos produtores
de maçãs, bem como sua capacidade de produzir mais maçãs no futuro, irão aumentar.
PIB = C + I
+ G + X – M
C + I =
1.075
G = 100
X – M = 0
PIB = 1.175
PPB = PIB – G = 1.175 – 100 = 1.075 (produção efetiva
do setor privado)
PPR = PPB – G = PIB – 2G = 1.175 – 200 = 975 (produção que realmente fica com o
setor privado)
Do
ponto de vista austríaco, portanto, o caminho para a saúde econômica imediata e
para o crescimento econômico duradouro passa por um maciço corte de impostos e
de gastos governamentais, em toda e qualquer área. Sim, isso é austeridade — mas austeridade apenas para o governo.
A
redução das depredações políticas na economia privada irá desencadear uma série
de benefícios presentes e futuros para os consumidores privados. E esses benefícios são virtualmente “grátis”
porque os recursos consumidos pelo governo em seu orçamento são, do ponto de
vista dos produtores privados destes recursos, praticamente um total
desperdício.
Cortar
profundamente os gastos do governo em, por exemplo, 25% não apenas iria
resolver o problema do déficit orçamentário, como também, e ainda mais
importante, iria estimular o crescimento de longo prazo, com reflexos positivos
sobre renda e padrão de vida.
O
real problema não é apenas o tamanho do déficit orçamentário por si só, mas sim as
depredações sobre a produção privada feitas pela totalidade dos gastos do
governo[4]. Sendo assim, um orçamento governamental total
de $4 trilhões e um déficit de $500 bilhões representam uma depredação muito
maior e muito mais danosa sobre a economia privada do que um orçamento de $2
trilhões parcialmente financiado por um déficit de $1 trilhão.
Para ver a comprovação empírica de toda a teoria acima exposta, veja os seguintes artigos:
O exemplo irlandês – como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia
Se o objetivo é limitar os gastos do governo, há um exemplo prático a ser copiado: a Suíça
Os cinco graves problemas com o PIB
[1] Por uma questão de simplicidade, estamos
ignorando a depreciação do capital nesta simples economia, assumindo que as
macieiras, após plantadas, vivem para sempre, jamais necessitando de manutenção
ou replantio. Logo, PIB real = PIB
nominal
[2] De novo,
desconsiderando depreciações, PIB = PPB
[3] Na prática, a depredação é calculada como
“gastos do governo” ou “receitas de impostos”, o que for maior. Mas como a imensa maioria dos governos
incorre em déficits orçamentários, podemos ignorar essa complicação.
[4]
Obviamente, para se calcular a
depredação total sobre a economia privada, os gastos dos governos estaduais e
municipais também teriam de ser contabilizados.
Bom dia pessoas
Esse artigo foi bem complexo e altamente técnico.
Tive um pouco de dificuldade de acompanhar, embora tenha sido excelente.
Abraços e sucesso
Gostei bastante da metodologia. Infelizmente acredito que deve ser muito pouco aceita no mainstream econômico e menos ainda no meio político.
Pobre Paulista
Eu sei fazer contas do tipo: 1+1=2
Apenas afirmei que do ponto de vista da reflexão, causa e efeito, consequências; é um artigo técnico, haja vista que poucos gestores agem dessa maneira.
Ou você foi estupido ou irônico?
Sabendo desta extorsão toda, pergunto ao Leandro e aos leitores do Mises.
Hoje no Brasil haveria alguma forma de boicotar totalmente o pagamento de impostos?
Poderiamos usar, por exemplo, bitcoins. Porém minha dúvida é sobre como fechar a torneira para o setor público.
Obrigado.
Isso explica perfeitamente porque o PIB das ex repúblicas soviéticas eram extremamente inflados durante a guerra fria. Só os gastos governamentais jogava tudo pra cima, por mais absurdos que fossem. Também explica a “depressão” que esses países sofreram após o abandono do socialismo.
Bom mas no caso do Brasil eles vão cortar gastos e aumentar impostos.Achei o exemplo muito simplorio e fora da realidade. E as expectativas dos empresarios, onde ficam? Os investidores? O mercado financeiro? E a economia real?
Gostaria muito de ver uma tabela do tipo: pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal, mas com o PPR. Seria interessante ver, inclusive, o histórico do PPR.
Abraços
Interessante, mas a conta só fecha se o governo não só diminuir os gastos, mas diminuir os impostos. Suponhamos que a ilha diminua os gastos de 200 maçãs para 100 maçãs, mas MANTENHA a tributação em 200 maçãs para quitar a dívida externa militar (?). De todo o jeito, o PPR continuará em 800 maçãs, enquanto os gastos efetivos diminuíram, mas a cobrança, não. Lógico, sei que o pagamento da dívida externa entra como gasto, mas o que muitos fazem é AUMENTAR a tributação. De toda forma, excelente artigo. Lerei o outro do link acima.
Além do entendimento errôneo que pib em crescimento é sempre algo bom, há o fenômeno oposto, o entendimento errôneo que pib em queda é sempre algo ruim, uma recessão pode ser o processo de correção dos ”Malinvestment’.. Essa noção de que a correção é ruim provocou crises maiores do que naturalmente seriam, a crise de 29 por exemplo.
O cálculo do PIB é realizado em cima do consumo. Dessa forma, quando o governo confiança as 200 maçãs, o produtor só tem 800 pra vender.
Assim, a conta fica 800 maçãs (C) + 200 (G).
Se no próximo ano o governo diminui a taxa para 100, mais maçãs serão comercializadas. O C sobe para 900 e o G cai para 100.
Alguém do Mises vai fazer um artigo falando sobre o State Of The Union?
Isso mostra como a nossa economia esta podre. Se o crescimento do PIB do Brasil esta próximo de 0,3 mesmo com a alta carga tributaria, imagine o PPB ou ainda o PPR. ne?
Melhor texto que li este mês e duvido que ainda virá melhores durante o mesmo.
Parabéns ao autor e ao instituto
SANTA MAQUIAGEM DO PIB BATMAN!!!
Um problema na comparação da histórias das maças e do que estamos presenciando hoje, é que para ajustar os déficits publicos, o governo não está reduzindo os gastos juntamente com os impostsos, aliás, nunca é feito isso, o governo está aumentando os impostos ao mesmo tempo que corta os gastos, e quando reduz algum tipo de imposto, é sempre sobre subsídios, ou seja, com dinheiro publico denovo, criando desequilibrios entre a demanda e a oferta mais uma vez!
O governo é um mestre em torturar números. Quanta bobagem para se chegar ao óbvio: o que a ilha produziu foi 1000 e o que o governo tirou foi 200. Portanto, o governo tirou um produto que teria muito mais resultado e valor se tivesse permanecido no mercado. Ao ter passado para as mãos do governo, o valor desse produto diminui e ainda mais diminui o poder do mercado. Conclusão: entre menos o governo tira, melhor. É triste ver a EAE perdendo tempo em desmantelar as perversas ilusões mágicas do governo…
Na prática, um aumento de G diminui as variáveis C, I, X e M, porém mantém constante o cálculo final do PIB para o ano em questão. É somente uma transferência de valores, não aumenta e nem diminui o bolo final. O que a equação não explica é que o aumento do PIB através do aumento de gastos governamentais torna o PIB insustentável ao longo do tempo, justamente por causa da diminuição das variáveis consumo, investimento, exportação e importação, ou seja, um aumento de G diminui a atividade econômica do ano em questão, o que prejudica o aumento do PIB para o ano subsequente, além de favorecer as perspectivas para o aumento do endividamento, já que o governo insiste em pelo menos manter G em alta.
Em relação ao último parágrafo do texto, a comparação entre os dois orçamentos é absolutamente verdadeira, se for olhar pelo lado de se desonerar o setor privado. Mas como na imensa maioria dos casos os déficits do governo estão intrinsecamente associados à ideia de ele tem a máquina de imprimir dinheiro à sua disposição, nem dá muito para dizer que um orçamento de $3 trilhões financiado por um déficit de $1 trilhão é muito menos danoso que um orçamento de $4 trilhões para um déficit de $500 bilhões. Mas de fato, como o próprio autor afirmou, “o real problema não é o tamanho do déficit orçamentário por si só”. Só não entendi porque que para reduzir as depredações à economia privada, diminuindo a tributação e consequentemente o orçamento (G) precisaria aumentar tanto o déficit. Só se a intenção fosse levar o governo à falência, aí o cidadão que tivesse essa iniciativa mereceria até aplausos.
E quanto a todo artigo, além de excelente e de revelar (no mínimo) a legitimidade e maior de se usar o PPR para acompanhar o crescimento da economia, ainda é muito bom de ler. E digno de nota é também é a dobradinha que ele faz com o outro artigo que foi publicado posteriormente. Gostei muito.
Grande abraço!
Um aumento no PIB só representará um indicador confiável de crescimento econômico se toda a produção calculada for valorada ao seu preço de mercado (ou, ao menos, valorada de acordo com algum indicador subjetivo que faça sentido).
O fato de que, por exemplo, a China está hoje repleta de shoppings desertos e vários apartamentos vazios é um perfeito exemplo de investimentos errôneos para os quais não havia demanda. Esse fato mostra que o crescimento do econômico do país (calculado pelo PIB), ao ser mensurado de acordo com o custo de produção ou com o valor dos gastos monetários incorridos nos investimentos (como faz o PIB), é uma ilusão.
O fato de haver vários investimentos ruins e ociosos mostra que boa parte do crescimento do PIB chinês foi, na realidade, negativo.
quanto mais eu leio o Mises, mais eu desacredito nos indices eocnomicos, além da taxa desemprego la se vai o PIB. Não entendo como isso não é criticado pela mídia. Os governos pautam suas políticas econômicas muitas vezes exclusivamente no PIB, vide os malditos PACS. Agora, não sei se ele continuam com o PIB pois a formula favorece governos populistas ou se por quê o mainstream econômico se baseia nela. Talvez um pouco dos dois.
Isso não precisa ser explicado em fórmulas. Não é difícil entender que reduzindo os impostos vai sobrar mais recursos para os produtores e empresários, consequentemente eles vão ter mais capacidade de investir, de reduzir os preços dos produtos e mercadorias, e isso vai ser bom para a população como um todo. Daí já pensar que o que o Estado consome em impostos é puramente espoliação, depredação é sair do eixo.
Excelente artigo! Muito esclarecedor e apresenta a ideia de forma muito simples.
Alguém poderia me indicar um livro para que eu possa me aprofundar mais na teoria da Escola Austríaca?
Eu acho que preciso seguir o conselho e do pobre paulista e entrar no Pronatec. Não entendi a conta do autor. Até onde sei, se mil é a produção, mil é o PIB (afinal o nome é esse: produto interno bruto), 800 de consumo privado e 200 de consumo público. Sem contar que a quantificação da renda interna bruta, também até onde eu sei, é feita pela ótica da renda soma de salários, lucros e alugueis, e não pela ótica do consumo. Alguém me ajuda com a aritmética e com os conceitos de contas nacionais.
Eu não sei exatamente o que diz o estudo que saiu no Financial times, mas quando comecei a ler o artigo supus que o autor iria abordar a a análise burra de causa e consequência que em geral economistas fazem, de correlação imediata entre um fato e um agregado econômico. Esquecendo-se dos impactos de longo prazo e dos ciclos econômicos. Afinal como sempre é exposto aqui: os gastos públicos pressionam o aumento dos meios de pagamento, que acarretam inflação de preços (pib sobe), que estimulam investimentos ineficientes e que no medio prazo geram recessões (pib cai).
Olá Leandro. para mim é inquestionável que 1000 é o PIB REAL, pois pelo conceito dos manuais tradicionais de economia: produto agregado é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia. O C da equação deveria ser o consumo exclusivamente privado. Nesse sentido, produzi 1000, se não tem imposto eu consumo e invisto os mil (comendo, plantando ou jogando fora), caso tenha impostos eu como, planto, jogo fora (menos do que antes, agora 800) e pago imposto (200) e com esse imposto as pessoas vinculadas ao Estado comem, plantam ou jogam fora.
Pelo que entendi está sendo argumentado que ao publicar as contas nacionais o estado incorre em dupla contagem informando que o setor privado consome o que ele paga de imposto, mas sinceramente nunca ouvi falar disso. Até porque, como eu disse antes, sempre aprendi que para se calcular o PIB se utiliza o conceito de renda (pois é mais fácil de contabilizar) e não de consumo.
Leonardo, é só você olhar as rubricas do próprio IBGE. Os impostos indiretos estão lá:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/pib-vol-val_201403_8.shtm
O cálculo do PIB não é tosco só por causa do G. O (X-M) também é uma idiotice sem tamanho.
Imagine que vc tem uma macieira pela qual passa a linha divisória de dois países.
Suponha que vc colheu as 1000 maçãs do lado da sua fronteira, neste caso temos PIB = 1000 (esqueça o G neste exemplo) conforme o esperado.
Agora suponha que 100 destas maçãs estivessem, por uma aleatoriedade geográfica, para lá da fronteira. Então vc teve que “importar” estas maçãs.
Então neste caso I=900 e M=100, portanto PIB=800.
Ou seja, em qualquer cenário o cálculo do PIB não faz sentido. Não precisa nem do governo para estragar a conta.
O pib pm é o pib a preços de mercado, em tese os produtos apresentados lá (agropecuária, indústria e serviços) devem estar quantificados pelos custos de produção e não a preços de mercado, para representar o pib a preços de mercado, os manuais ensinam que deve se adicionar ao pib calculado pelos preços de produção os impostos indiretos e subtrair os subsídios. Mas de fato, se os produtos já estiverem sendo apresentados pelos preços de mercado, haveria uma dupla contagem. De toda forma, é consenso que gastos públicos inflam o pib, seja por maquiagem contábil, seja por efeitos temporários que geram desequilíbrios na economia.
faltou legenda para as equações. E também seria bom uma referência: pelo que to vendo aqui na Wikipedia, há mais de uma maneira de se calcular o PIB de uma nação e não está claro a qual delas se refere.
Muito didático o artigo. Bem objetivo, o autor acertou em sua tônica na sua publicação.
O que os autores do site pensam da tão criticada PEC 241?
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1468431&filename=PEC+241/2016
Vocês não acreditam em propriedade imaterial?
Já sei sobre propriedade intelectual,mas gostaria de saber sobre outras propriedades,como propriedade da imagem,propriedade do ponto do estabelecimento e etc.
E contratos explícitos?Como entrar em um UBER e o carro explodir.Você não assinou nenhum contrato mas é subentendido que você paga pelo serviço de transporte e não de morrer queimado.
Mesma coisa acidentes em baladas.
E sobre baladas cobrarem consumação sem antes você ter consumido?(80 reais,consumação e entrada,e se eu não bebo?Vou pagar consumação obrigatoriamente?)
Obrigado
O governo gastar mais para estimular o crescimento e’ como o moto perpetuo. Um sistema que gera mais energia que consome.
Leandro e demais,
Está se falando da PEC do teto, ajuste fiscal, etc.. Que a trajetória da dívida é insustentável, que seremos uma nova Grécia, etc.
O que iria acontecer, na sua opinião, se todo esse ajuste fracassar(as leis de ajuste nao forem aprovadas)? O governo tem como simplesmente “resolver” ( e bota aspas ai) a crise desvalorizando a moeda ou ficaria obrigatoriamente em default? Creio q, por ter moeda própria, vamos acabar desvalorizando ainda mais a moeda, correto?
Melhor comprar dólar
Esse documento escrito por economistas petistas é uma piada. Eles falam que em 2015 houve austeridade fiscal, mas o governo está tendo que se endividar para pagar a conta. Então não tem como ter austeridade aí.
https://issuu.com/politicasocial/docs/pec_241_-_austeridade
Observo que o argumento keynesiano de que o governo deve aumentar os gastos para estimular a economia e evitar a recessão é pensado apenas no curto prazo. Quando o governo aumenta os gastos, alguém vai ter que deixar de investir para que o governo gaste, seja agora, ou no futuro, pois o governo terá que aumentar impostos para cobrir o rombo.
Além do mais outro mito que dizem é de que se o Estado não aumentar os gastos, o setor privado também não vai e entra em recessão.
Por que eles têm tanta obsessão em gasto público, eles acham que basta ligar a impressora de dinheiro que tudo será resolvido? Se for assim, eles devem viver apenas no princípio de prazer freudiano.
Se a PEC não passa, em até 2020 o Brasil estará como a Grécia esteve? Veremos demissão e cortes de salários de funcionários públicos e empresários amigos do governo quebrando?
Olha o nível dos “liberais” na internet, no comentário de “O Antagonista”
-www.oantagonista.com/posts/a-veja-adere-ao-neoliberalismo-e-a-luta-de-classes#comentarios
“João 16 minutos atrás
Não vou gastar a minha tarde tentando ilustrar quem não se quer ilustrar. Se você quiser continuar a seguir uma modinha intelectual que deu sobrevida à EA no Brasil entre leitores do Rodrigo Constantino e de outros blogueiros igualmente “preparados”, fique à vontade. De duas, uma: você não é economista, mas, se for, não terá mais que a graduação, a menos que eu esteja diante de um raro espécime de pesquisador que é, ainda hoje, austríaco. Essas aves até existem, mas sáo raríssimas.”
“João 28 minutos atrás
Ao Rothbardian:
Ninguém leva a praxeologia a sério nem a usa em Economia para nada. Ela não foi aplicada a nenhum dos estudos relevantes que contribuíram para o avanço da Economia. É sintomático que o país onde há hoje mais interesse pela EA seja o Brasil, aonde as modas intelectuais chegan em vagas que rebentam nas praias 40 anos depois de terem morrido na Europa.”
Não é difícil de entender: mais dinheiro circulando na iniciativa privada = gastos mais eficientes e menos corrupção + mais investimentos e mais empregos privados (que produzem bens demandados por todos). Just like that!
https://bordinburke.wordpress.com/2016/10/08/o-sul-nao-e-o-meu-pais-e-brasilia-sabe-e-abusa-disso/
Não tem nada a ver com o assunto. Mas eu estava vendo alguns argumentos contra a liberdade econômica e me deparei com um em especifico. O sujeito alegou que todos os países ricos com liberdade econômica grande são parasitas fiscais. E por consequência o liberalismo não funcionaria em um pais grande. Tem como alguém responder ou mandar um artigo a respeito para me informar?
O povo não entende que no capitalismo as coisas são pagas.
Essa idéia de transformar a economia em semi-capitalismo é piada. Alguém sempre vai precisar trabalhar para que outra pessoa possa consumir. Não existe almoço grátis. Quase Tudo é pago, tem um custo e exige esforço para que alguém possa consumir.
O problema do governo vai da destruição dos preços, até a mentira de que fornece coisas grátis. Nada é grátis.
O engraçado é ver as pessoas achando que pagam 33% de imposto Brasil. Na verdade tem gente pagando muito mais do que isso e gente pagando muito menos.
O Brasil é uma zona. A justiça é a primeira instituição a descumprir a igualdade perante as leis. O Brasil está lotado de isentos, subsídiados, bolsistas, privilegiados, lobistas, beneficiados, assistidos, etc.
Os impostos não são iguais para todas as pessoas. Isso não é lei e nem justiça. Isso é uma zona. Isso é como um jogo de futebol numa ladeira, onde o contribuinte chuta pra cima do morro e a bola sempre volta pra trás.
Excelente texto, muito intuitivo e demonstrável . Obrigado pela contribuição Sr. Salerno!
Se não me engano, o país que mais praticou cortou gastos nas últimas décadas, foi a Nova Zelândia….
Keynesianismo somente continua sendo posto em prática e tendo alguma credibilidade porque políticos adoram gastar dinheiro alheio.
Como o governo provará para si mesmo e para a sociedade que o limitação dos gastos estão sendo seguidos à risca ?
E se apenas cortar gastos e não reduzir impostos, iae? O TRUMP reduziu impostos mas não cortou gasto, a única coisa ruim disso é o déficit nas contas do governo.
Mas e o ao contrário, cortar gastos e não reduzir impostos?
A pergunta é: Como o governo deixando de gastar, gera produtividade? O simples ato dele não gastar ao invés de gastar, o que já arrecadou, não tem como produzir riqueza ao meu ver.
O que produz é o governo não arrecadar, se ele tira o dinheiro da economia uma vez, é sempre pior que ele retenha esse dinheiro. É melhor que ele gaste o que arrecadou para o dinheiro entrar na economia novamente, isto é, voltar pra onde ele nem deveria ter saído.
Portanto, austeridade por austeridade não é o suficiente, o governo precisa tomar menos dinheiro de quem produz riqueza, se ele vai gastar o que arrecadou ou não, é irrelevante pro dano que já causou ao tirar o dinheiro da economia, no máximo é menos danoso que ele gaste e ponha de volta esse dinheiro na economia.
Agora quando alguém me fizer uma pergunta sobre o PIB, eu literalmente vou poder responder: eu sabia essa com maçãs.
Texto muito bom, bem didático… Parabéns.
Agora para um esquerdista entender isso que iria ser difícil rs
E hoje, o Banco Central Americano decide cortar mais as taxas de juros. Juros reais praticamente negativos. Essa é uma oportunidade ou para Chicago parar de estragar a nossa moeda, já que a diferença voltou a aumentar entre os juros brasileiros e americanos, ou para eles quererem reduzir ainda mais.
O que vocês acham desse comentário? Eu o li dias atrás.
Eu pensei nisso: para aumentar a produtividade, a aquisição de bens de capital cada vez melhores precisa ser feita. Só que parte desses bens de capital é importada. Se a taxa de câmbio é extremamente instável, como é que vai ser feita essa aquisição? Seria isso um “dilema de Tostines”? Por que dilema? Ora, uma das formas de aumentar produtividade é comprar bens de capital cada vez melhores, já que parte desses bens de capital é importada. Se essa improdutividade afunda a moeda, como é que eu vou aumentar a produtividade, se para aumentar essa produtividade, preciso de uma moeda estável e forte?
Para melhorar a infraestrutura, até nisso uma moeda forte ajuda. É por isso que a Alemanha e Suíça se destacam nisso, além de Cingapura (com o respeitável dólar cingapuriano).
Agora eu só pensei em uma profunda, mas profunda mesmo, desburocratização, ao olhar por exemplo para o setor agropecuário. Melhorar a infraestrutura por profundas reduções na burocracia de portos, aeroportos, rodoviárias, rodovias, ferrovias e terminais ferroviários. Vish, tem um monte de coisa. Até a própria insegurança jurídica (com STF legislando e juiz revertendo decretos presidenciais) e patrimonial (com casas parecendo feudos) atrapalha a produtividade. É um absurdo o sujeito na roça não poder portar a sua arma e se defender sem risco de, no mínimo, uma tortura psicológica com processos.
De 2019 para cá, a coisa melhor foi a Lei da Liberdade Econômica. Mas toda a estrutura burocrática brasileira pouco mudou, inclusive as prefeituras continuam tendo autonomia para exigir licenças e alvarás, mesmo com a Lei 13.874 aprovada.
Uma outra forma de fortalecer a moeda nacional seria incentivar o crescimento econômico, através de reformas do lado da oferta, já que o crescimento econômico automaticamente faz aumentar a demanda pela moeda. Aí que fica a questão. Fazer tudo isso, no Brasil e com sua CF/88, em um ano? Isso vai reverter o estrago da crise cambial atual? Claro, a pergunta parte da premissa de que não tenhamos uma recessão global, que faria o dólar passar facilmente de R$ 5. Ou tudo isso cai também num “dilema de Tostines”: uma moeda forte traz crescimento econômico e crescimento econômico traz moeda forte?
Olá. Gostaria de saber onde está a terceira parte desta sequência:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=355
Abraços!
A esquerda diz que quanto maior os impostos e gastos do goveno, melhor a vida de todos. Na ótica deles, se fosse possível tomar 100 por cento da produção em impostos, eles tomariam (comunismo). Daí o produtor não produz mais, porque tudo vai ser tomado e o PIB vai a zero.
Mas na ótica deles, se vc produz mil maçãs, o PIB é 2000 mil, pelos gastos do governo. No ano seguinte o produtor produz zero. E o governo não tem de onde tirar um gasto de mil. Mas ainda tenta imprimir dinheiro que não vale nada, pois a produção agora é zero. Resultado: desabastecimento. Aí o gov vai implorar dinheiro externo, como Cuba, que fica implorando ajuda em dinheiro pra pagar as contas do próprio governo.
Eu vi economistas de mídia falando que o nosso crescimento está pífio porque ao invés de ser o gasto público, houve uma transição para o investimento privado e que isso é bom para a economia. Isso que dizem é verdade? Porque historicamente o PIB brasileiro cresceu mais por conta do gasto público. E no caso, porque a inflação não está aumentando mesmo com a nossa moeda derretendo? Eu notei uma enorme carestia e os indicadores de inflação parece que não está nos mostrando (o de janeiro falou que a inflação está baixa). E porque o BACEN ainda insiste em reduzir juros? Porque os juros baixos não são repassados a população por conta do cartel bancário que é protegido pelo próprio BACEN. Tudo bem, que juros menores são menores gastos aí governo. Mas acho que não tem mais sentido eles insistirem nisso.
Mas vamos lá:somar no PIB os impostos é de uma desonestidade com o cidadão sem tamanho. É um truque baixo. Pena que se fale tão pouco deste embuste contábil.
Hoje em dia, os austríacos dentro da academia (geralmente hayekianos) usam muito o PPR?
Que eu saiba, o PPR é uma contabilidade mais ligada a Rothbard e rothbadianos.
O governo muitas vezes gasta só pra manter a maquina burocrática funcionando. E esta máquina consiste em “sabotar ” os concorrentes do setor privado. Porque muitos “serviços” que eles oferecem , o setor privado ofereceria por um preço menor.
Mas o burocrata entope os empreendedores com uma regulamentação que a estatal muitas vezes não tem que cumprir. Isso torna o preço do serviço privado mais altos que os praticados pelo setor estatal protegido. Sabotagem pura, porque o burocrata recebe pra fazer isso. Esse gasto é o salário dele e os custos do processo de controlar o empreendedor.
O governo ao cortar gastos deixa de contratar gente pra fazer estudos com fins de fazer mais regulamentações aos empresários. Comissões que fazem leis a revelia do congresso deixam de receber dinheiro. Aquele dinheiro que saía do governo pra sindicatos e ONGs, tudo gasto, deixa de sair do Tesouro e essas organizações sem esse financiamento não tem como intervir na vida do cidadão.
Pessoal, uma dúvida:
Tive a oportunidade de viajar para os EUA pela primeira vez.
Como é sabido, o preço dos produtos e serviços em relação ao Brasil são bem baratos e mais acessíveis a população. O que proporciona isso seria o maior grau de liberdade econômica que facilita a produção/oferta dos bens?
A renda/salário da população americana tem maior poder de compra devido a maior produção/oferta de bens e serviços (proporcionando maior quantidade/variedade) que barateia os preços?
Pelo que vi, os EUA atualmente são economicamente livres, mas não estão nem no TOP 10 de países com maior liberdade econômica. No passado houve maior grau de liberdade econômica que permitiu o desenvolvimento dos EUA ao longo anos, a ponto de serem o país mais rico do mundo? Haveriam outros fatores que explicam esse desenvolvimento?
Desculpe se estou fazendo perguntas óbvias, sou novo no estudo da EA.
Se o dólar estivesse alto e fossem queimadas as reservas internacionais para abater a dívida (junto com a redução dos gastos que estão sendo feitos), ok. Mas parece que o Guedes realmente acredita que dólar fraco é algo bom.
O cara está fazendo um ótimo trabalho privatizando e desestatizando, mas quando chega na moeda ele vira quase um Ciro Gomes.
O ministro da Economia elaborou ao menos 14 projetos de lei, três propostas de emenda à Constituição e duas medidas provisórias.
O que dizer dessas propostas? Dei uma lida em algumas delas, e o que me chamou atenção foi a quebra do monopólio da Casa da Moeda, Privatização da Eletrobras e autonomia do Banco Central.
O que pensam disso?
www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/03/liberalismo-primitivo-de-guedes-nao-leva-a-crescimento-diz-lara-resende.shtml
Ta ai, Guedes desperdiçou uma chance unica de mostrar as qualidades do liberalismo, fez e esta fazendo as coisas erradas e ta dando espaço pra um Lara Resende (defensor implacável de termos cada vez mais Estado) aparecer na mídia e ficar falando que o liberalismo não da certo.
O que eh pior, não houve diminuição nenhuma do Estado ate hoje, nem de impostos e nem de agencias reguladoras, e muito menos de abertura comercial. Mas isso o Resende não vê ou finge que não viu.
O que Guedes pode aproveitar pra fazer com o dólar alto? Tem que aproveitar agora porque com esse surto do Corona o dólar não vai abaixar por forças brasileiras.
Alguém conhece alguma fonte onde podemos ver qual a participação do governo no número do PIB? Sabemos que os gastos do governo está entre 40 e 50% do PIB, mas isso é diferente pois gastos com assistência e aposentadoria não entram no PIB.
Gostaria de calcular qual a carga tributária sobre o valor do PIB real, que é o PIB sem o número do governo. Deve ser algo como 60% ou mais.
Então vocês aprovam o Bolsonaro? Vão votar em quem?
doletas a 5.14 hoje. finalmente caindo.
OBRIGADO, JÃO BIDÊ.
Se o governo tivesse gastado, o PIB teria crescido mais e ajudado milhoes de famílias desamparadas.
doletas a 5.90 reecas.
“Bolsonaro aprova lei do pedágio por km rodado; veja como irá funcionar”
O que vocês acham dessa nova lei? Seria mais um intervencionismo ou é supply-side?
O Emprego no Brasil esta sendo fraudado? Alguém me explica porque a midia ta falando isso?
noticias.uol.com.br/confere/ultimas-noticias/2021/06/02/em-pronunciamento-bolsonaro-distorce-dados-sobre-vacinas-e-empregos.htm
Me divirto mais lendo os comentário do que com o próprio artigo.
Contudo, o que considero simples, pode ser complexo para outra pessoa.
Parabéns ao autor do artigo.
Este artigo é muito interessante, pois aborda a questão muito difundida na mídia, porém muito pouco questionada se o cálculo da variação do PIB usada pelos governos e economistas faz sentido. O cálculo alternativo apresentado pelo autor do artigo faz muito mais sentido, pois se a produção física é de 1.000 maçãs, o PIB não pode ser de 1.200 porque o setor público usou 200 maçãs para manter seu aparato. O PIB continua sendo de 1.000 maças, sendo que uma parte, 200 maças, foram transferidas para o setor público através de impostos. A riqueza produzida pelo país naquele período continua sendo de 1.000 maçãs. A metodologia de cálculo da atividade econômica e das contas públicas precisam ser constantemente aperfeiçoadas, pois são um “prato cheio” para manipulações contábeis.
Em uma realidade paralela, com Michel Temer presidente e Henrique Meirelles no comando do BC:
– Temos opções de tomar vacina da Pfizer, Butantan, Jansen, etc.
– Dólar tá a R$ 1,80
– Reforma Tributária aprovada e o Brasil só tem 1 imposto
– Reforma Administrativa aprovada e você não paga mais 60 dias de férias p/ juízes, ministros e o restante da elite do funcionalismo público
– PIB ??
Bom tocar no assunto redução de gastos, em um momento que o Ministério da Economia concede autorização de salários acima do teto e uma reforma administrativa meia boca que não atinge o alto escalão do funcionalismo. Esse atual Governo só fez cagadas, ainda colocando a esquerda no páreo novamente e com força total.
O Ibovespa atingiu nova alta, com aproximados 130 mil pontos.
O que isso pode indicar? Será que veremos um milagre econômico brasileiro?
Dólar fechou esta semana a R$ 5,0495, revertendo uma alta que havia iniciado em 18 de dezembro de 2020.
Desde 8 de março, quando havia fechado a R$ 5,8769, a cotação do dólar já caiu 14,07%.
Índice de commodities CRB, continua subindo, e esta semana atingiu, mais uma vez, seu valor mais alto desde 2015.
Quando convertido em reais, o mesmo índice segue “andando de lado” desde meados de abril.
O que acharam da criação do imposto global de 15%?
g1.globo.com/economia/noticia/2021/06/05/g7-se-compromete-com-imposto-mundial-para-grandes-empresas-de-pelo-menos-15percent.ghtml
Como poderão forçar os países fora do G7 a cumprirem isso?
Câmbio já fez “overshooting” e dólar não deve voltar a R$ 5,60-R$ 5,80, diz Guedes
“O câmbio também está se acalmando, porque nós certamente já observamos o que classificamos como ‘overshooting’. A taxa de câmbio foi a 5,80 (reais), 5,60 (reais), e agora recuperou-se a 5,00 (reais). Provavelmente o câmbio não terá essa alta novamente”, disse Guedes em evento promovido pelo Bradesco BBI.
“Overshooting” denota uma moeda que estaria mais desvalorizada do que o sugerido pelos fundamentos da economia.
br.investing.com/news/forex-news/cambio-ja-fez-overshooting-e-dolar-nao-deve-voltar-a-r560r580-diz-guedes-878227
coin aprovado em ele salvador.
criptonizando.com/em-votacao-historica-bitcoin-se-torna-moeda-oficial-de-el-salvador/?fbclid=IwAR0i6_nWhXOZSWB7HbDFuGoXi-sjBKvAml5whvz5qNggJ3H2mCrsbwz8aDw
Após a crise de 1998, o governo russo deu calote na dívida externa. Certo, isso fez cair a dívida bruta como percentual do PIB. Entretanto, ao longo dos anos houve uma redução considerável na dívida, mantendo-se baixa até o momento (pelo que eu saiba não houve mais nenhum calote). Seria um outro caso de governo que, por ter estatal de petróleo e de gás natural, consegue auferir grandes receitas com as vendas do óleo e gás? O governo venezuelano pelo jeito fez (muita) burrada, pois quebrou um país com vastas reservas de petróleo (onde não há nem gasolina mais).
Por incrível que pareça, o governo russo tem grau de investimento em todas as agências de classificação de risco.
“Governo federal reduz gasto com pessoal pela primeira vez em mais de uma década”
“As despesas com pessoal do governo federal caíram em 2020, passando de R$ 286,4 bilhões em 2019 para R$ 285,3 bilhões. O dado, descrito no Relatório Contábil do Tesouro Nacional, será divulgado nesta quinta-feira, 10. Trata-se da primeira redução de gastos desde 2009, início da série histórica apresentada no levantamento.”
Levando em conta de que as despesas reais com o pessoal também caíram, já que o poder de compra do real caiu bastante de 2019 para 2020.
O que pensam? De fato a estratégia de o governo pelo menos reduzir a contratação de novas pessoas para o funcionalismo é boa e por enquanto ainda pode ser feita (já que não podem reduzir salários do funcionalismo e/ou demitir), assim como em congelar aumentos salariais no funcionalismo (o que seria uma vergonha se ainda fizessem em plena crise de lockdowns com milhões de pessoas no setor privado sendo demitidas ou tendo seus salários diminuídos).
Pessoal, a Lei No 9.956, de 12 de janeiro de 2000, a qual proíbe o funcionamento de sistema de auto-serviço em postos de combustível, existe desde 2000. Certo. Mas e antes dessa lei, como que era essa questão nos postos brasileiros? As pessoas podiam abastecer por conta própria ou não? Era algo misto, com frentistas para colocar combustível e com sistema de auto-serviço para quem quisesse abastecer por conta própria? Foi o Aldo Rebelo que foi quem propôs essa lei. Pelo visto, havia essas bombas mas, na década de 1990, o estado de São Paulo proibiu a instalação dessas bombas em todo o estado.
Nos EUA eu sei que não há frentistas para abastecer e não sei se um dia eles existiram (pelo menos eu não vi nenhum), na Europa eu não sei. Pelo que me parece, só em Oregon e em New Jersey é que esse sistema de auto-serviço é proibido (e na cidade de Huntington).
Leandro, decidi analisar dados mais atualizados sobre o crédito de bancos estatais e o crédito de bancos privados. O gráfico é este (espero que o endereço não suma).
Como você pode ver, o crédito estatal contraiu do início de 2016 (no fim do governo Dilma) até o início de 2020, ao passo que o crédito privado passou a crescer logo após o início de 2018. Analisando mais detalhadamente, depois de abril de 2019, o crédito voltou a ser majoritariamente privado, o que não acontecia desde maio de 2013. De 2020 em diante, o crédito estatal voltou a crescer. Essa expansão mais forte no crédito em 2020 (tanto estatal quanto privado) pode também explicar a alta no índice de preços e na desvalorização cambial?
Dito isso, será que poderemos ver algum crescimento de qualidade? Como você analisa o Pronampe? Quais tendências podemos ver?
Srs. O que vocês acharam desse acordo entre a Vale e o governo de MG ? É uma forma eficaz para minimizar a corrupção ?
g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/02/04/vale-assina-acordo-bilionario-de-r-3768-bilhoes-para-reparar-danos-causados-em-brumadinho.ghtml
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2021/02/04/interna_gerais,1235083/governo-de-mg-vai-usar-parte-de-verba-da-vale-em-rodoanel-no-entorno-de-bh.shtml
Att.
Estava demorando…
Guedes quer dólar “um pouco mais alto”
(…) Em evento com empresários da indústria realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira (23), [o ministro da economia] afirmou que sua equipe quer "juros mais baixos e câmbio de equilíbrio um pouco mais alto".
(…)
“Proposta de parcelamento de precatórios desagrada mercado, que fala em calote”
Se você deve alguma coisa para o estado, eles irão correndo te cobrar. Quando é o estado que te deve algo, eles fazem de tudo para atrasar.
O que é uma vergonha é que daria para pagar isso integralmente e não furar o teto, só que esse é o caminho mais difícil e os governantes sempre tentam por atalhos. Ainda querem furar o teto para ampliar o Bolsa Família…
Não houve quase nada de austeridade no governo Bolsonaro.