| Redistribuição de renda |
Todas
aquelas pessoas que falam com assombrosa desenvoltura sobre redistribuição de
renda normalmente agem como se os indivíduos de uma sociedade fossem meros
objetos inertes, os quais podem ser comandados e controlados como peças em um
tabuleiro de xadrez, com o objetivo de servirem de peões para a realização de algum
projeto grandioso.
Porém,
se considerarmos que os seres humanos são dotados de livre-arbítrio e têm respostas
instintivas e particulares a toda e qualquer política adotada pelo governo, então
simplesmente não faz sentido pressupor que as políticas do governo terão o
efeito pretendido.
A
história do século XX está repleta de exemplos de países que
se propuseram a redistribuir riqueza e acabaram redistribuindo pobreza. Os
países comunistas foram um exemplo clássico, mas não são de modo algum o único
exemplo.
De
acordo com a teoria defendida pelos adeptos da redistribuição de renda, confiscar
a riqueza das pessoas mais bem-sucedidas e redistribuí-la para os mais
pobres fará com que toda a sociedade se torne mais próspera. Entretanto, quando a União Soviética confiscou a riqueza de
fazendeiros bem-sucedidos, os alimentos se tornaram escassos e o resultado foi
a inanição. Sob o regime de Stalin, durante
a década de 1930, o número
de mortos de fome foi praticamente igual ao número de mortos
no Holocausto de Hitler na década de 1940.
Por
que isso acontece? Realmente, não é nada
complicado. No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já
existe em um dado momento. Não é
possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura
seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será
confiscada.
Os
agricultores da União Soviética, tão logo perceberam que o governo iria confiscar
uma grande parte da colheita futura, simplesmente reduziram a quantidade de
tempo e esforço investidos no cultivo de suas plantações. Eles passaram a abater e a comer animais ainda
jovens, os quais, em circunstâncias normais, seriam mantidos e alimentados até
se tornarem prontos para a venda.
Na indústria,
no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os
industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados
ao solo de nenhum país. O russo Igor
Sikorsky, pioneiro da aviação de seu país, pôde levar a sua experiência para os
EUA e, com isso, produzir seus aviões e helicópteros a milhares de quilômetros
de distância de sua terra natal. Os financistas
são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas
de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no
computador, a qualquer parte do mundo.
No
que mais, se as políticas confiscatórias podem produzir repercussões
contraproducentes em uma ditadura, elas são ainda mais difíceis de lograr
algum êxito em uma democracia.
Uma
ditadura pode repentinamente se apossar do que quiser. Já uma democracia — pelo menos nas mais
avançadas, nas quais as instituições são fortes — exige que primeiro haja
discussões e debates públicos. Aqueles
que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o
que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando
seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.
Entre
os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades
práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de
“capital humano”. Quando pessoas
bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país — seja
voluntariamente, seja por causa de governos hostis ou por causa de multidões bárbaras
que foram intelectualmente excitadas por demagogos que exploram a inveja –, haverá
um estrago duradouro na economia desse país.
As
políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários
cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando
grande parte da sua riqueza física para trás. Mesmo refugiados e completamente destituídos,
eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das
comunidades mais ricas daquele estado. Já
a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as
pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel. A riqueza duradoura que os refugiados
levaram consigo era o seu capital humano.
A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi
replicada.
Todos
nós já ouvimos o velho ditado que diz que dar a um homem um peixe irá alimentá-lo
por apenas um dia, ao passo que ensiná-lo a pescar irá alimentá-lo por toda a
vida. Os partidários da redistribuição
querem dar a cada indivíduo um peixe para assim deixá-lo dependente do governo,
sempre à espera de mais peixes no futuro.
Se
esses “redistribucionistas” realmente fossem sérios, o que eles iriam
querer distribuir seria a capacidade de pescar, ou a capacidade de ser
produtivo de outras maneiras. O
conhecimento é uma das poucas coisas que podem ser distribuídas para todas as
pessoas sem que isso reduza o montante detido por algumas.
Isso
serviria perfeitamente aos interesses dos pobres. Mas não serviria aos interesses de políticos
que querem exercer o poder, e que recorrem à redistribuição para obter os votos
de pessoas que maliciosamente se tornaram dependentes deles.
Para
as várias pessoas que não querem pensar mais detidamente,
a redistribuição é uma política humana e decente. E gera muitos votos.
O site não irá comentar sobre a polêmica do Julien Blanc? É importante os liberais tomarem posição. http://www.observatoriodarede.com/julien-blanc-e-o-relativismo-moral-do-ocidente/
Thomas Sowell, o maior intelectual do nosso tempo.
Interessante como o ser humano fala de si como se observando em um experimento, uma lâmina de microscópio, um tubo de ensaio.
Ótimo artigo, como sempre!
minha parte favorita:
“Se esses “redistribucionistas” realmente fossem sérios, o que eles iriam querer distribuir seria a capacidade de pescar, ou a capacidade de ser produtivo de outras maneiras. O conhecimento é uma das poucas coisas que podem ser distribuídas para todas as pessoas sem que isso reduza o montante detido por algumas.”.
Depois de alcançada a igualdade completa tudo é liberado e começa o jogo de novo? É tipo um “reiniciar” dos vídeo games? Ou se alguém ganhar um pouco a mais tem que devolver aquele (es) que ficaram com um pouco a menos? Não entendo como seria essa tal sonhada igualdade…
Boa tarde a todos,
E qual seria a opinião sobre a redistribuição de renda por meio de impostos? Antes da primeira guerra mundial, o nível de concentração de renda e de patrimônio (sendo que o 1% mais rico em alguns países europeus chegaram a deter 90% do estoque de capital) era altíssimo principalmente na Europa. Foi nesse caldo social de extrema desigualdade que foi possível que ideias como a de Marx prosperasse. Foi nessa época também que clássicos da literatura mundial sobre a desigualdade (como os Miseráveis ou Oliver Twist) foram escritos.
Nessa época, quase inexistia impostos. Assim, gostaria de saber se há algum exemplo histórico factível onde não havia qualquer redistribuição de renda, onde o bem-estar geral de todos os humanos de uma sociedade foi alto.
Os países nórdicos (antes de citarem aqui artigos do próprio Mises eu já li alguns deles sobre a opinião sobre esses países) são países onde a liberdade econômica (apesar da Noruega não estar nas primeiras colocações do ranking) é estimulada, mas há uma grande distribuição de renda. Não é á toa também que são os países com a maior carga tributária.
São os países mais felizes do mundo e com maior IDH. Essa para mim são as métricas mais importantes ao se analisar um país, se a população encontra-se saudável, educada e feliz com seu próprio destino.
Assim, é claro que a liberdade humana em geral, e a econômica em especial, deve ser respeitada e estimulada, mas há muito mais coisas do que isso para um ser humano se sentir completo.
A nossa própria biologia e evolução enquanto espécie são provas disso. Uma das diferenças entre crianças de pouca idade e Chimpanzés (nosso primo biológico mais próximo) é que os Chimpanzés são capazes de cooperar numa tarefa em comum visando os seus próprios interesses (visão muito defendida por alguns), porém as crianças humanas são capazes de cooperar numa atividade comum mesmo quando o seu auto-interesse já esteja satisfeito. Há inúmeras pesquisas nessa direção.
Assim sendo, talvez fosse interessante se voltar mais sobre o que a ciência está dizendo sobre o ser humano, e não se ater com tanta fé e força ao que ideias platonizadas sobre pretensamente o que ser humano é.
Abraço a todos!
Ótimo artigo, me lembro da Argentina, há 13 anos atrás eu lembro, quem ia para a Argentina era chique, os Hermanos se achavam a EUROPA na América Latina, hoje 3 presidentes depois, esta uma merda
alguém ainda tem dúvida de que socialismo não passa de um plano de poder?
não se deve leva-los a sério, deve-se desmascara-los por conspiradores que são.
Estive pensando num fato que demonstra um crescimento da pobreza com o aumento do estado.
Durante boa parte da historia da humanidade e no começo do capitalismo, a maioria das mulheres e crianças tinham que trabalhar para ajudar no sustento da familia.
depois, no fim do século XIX e mais da metade do século XX, boa parte das mulheres, principalmente de classe média, não precisava trabalhar, apenas o trabalho do marido valia o sustento.
E hoje novamente a mulher da classe média tem que voltar a trabalhar para ajudar no sustento.
Qual o motivo?
Seria um maior empobrecimento devido ao crescimento do estado?
BELO TEXTO……
Thomas Sowell, brilhante como sempre.
Artigo bastante lúcido e nos traz informações úteis.
Parabéns
O site infelizmente é péssimo para ler via leitor digital, por exemplo o FEEDLY. Ficaria bastante satisfeito se fosse possível ler os posts do IMB, diretamente no aplicativo. Abs
Essa ideia focar o montante arrecadado pela tributação de impostos e praticar uma redistribuição de renda para aqueles que não tem condição de gerar renda, a principio gera uma movimentação da economia gerando assim certo retorno do montante investido, mas impacta diretamente em quem está gerando a renda, quem mais contribui acaba por se decepcionar pois vê seu salário cada vez mais rápido escoando e não vê o retorno que o governo deveria dar.
Esse modelo econômico gera também um novo paradigma na sociedade afinal quando se pensa em uma maior tributação da suposta “Elite” não se esqueça que para muitas pessoas de classes sociais menos favorecidas você é a “Elite” e para esse mesmo grupo de pessoas eles também são a elite para alguém menos favorecido. esse contexto não se mantem, oque precisa é um maior desenvolvimento e dar oportunidades para o Brasil crescer economicamente como um todo e não somente nas grandes metrópoles, afinal para existir distribuição de renda tem que existir alguém que gere essa renda.
Os conceitos de esquerda e direita que que trabalhar em harmonia se pende muito para um lado nenhum deles é sustentável.
Excelente artigo, mas é difícil de encarar a realidade brasileira e negar a relação do assistencialismo estatal, (sim! o bolsa família) com a extinção da fome no país. Onde trabalho, tenho contato com muitas casas miseráveis, e é triste de ver que tem sim gente que vive só de bolsa, mas tem gente que vive com seu trabalho e usa a bolsa como um auxilio de renda, também existem milhões de casos que recebem bolsa família e não precisam (ainda bem, por que 1/4 do país recebendo bolsa família seria trágico demais.)
Como negar a importância do bolsa família e dizer que ele não é importante para a população miserável? (ainda não encontrei nenhum artigo sobre o programa no site)
E quem é que se importa com a renda média do seu país?
Que que eu tenho a ver com essa cifra?
Esse papo de analisar as misérias da sociedade e falar da natureza humana como causa direta dela é a coisa mais sórdida que existe. O que devemos fazer então é analisar tudo que há de ruim, explicá-lo, e dessa maneira aliviar nossa consciência pois todos os males da humanidade ou são naturais ou devem ser naturalizados por algum teórico chato.
Sempre falam em “distribuição de renda”, nunca em “produção de riqueza”. Ou seja, tirar à força de quem produz para dar de graça a quem não produz.
O dicionário define “renda” como “quantia recebida regularmente por trabalho realizado ou como resultado de investimentos, aluguel de imóveis etc.”
Ou seja, “distribuição de renda” é eufemismo para “roubo”.
* * *
A Etiópia é um dos países menos desiguais.
Essa capacidade de “pescar” que todos sempre citam é muito mal difundida aqui no Brasil. É claro que é isso que todos querem. Acontece que quando vc diz que o importante é “ensinar a pescar, e não dar o peixe”, vc esquece que não adianta “só” ensinar a pescar num rio que está seco. Ou seja, se vc não consegue garantir O MÍNIMO para uma família que vive na beira da miséria tenha condições de sobreviver, os integrantes dela não terão uma chance sequer de ascender na vida.
O problema dos críticos da redistribuição aqui no Brasil é que eles esquecem ou não entendem que por aqui não existe igualdade de oportunidades para as diferentes classes sociais.
Por exemplo, temos um garoto “rico” e outro “pobre” em que ambos passaram num curso de universidade federal de engenharia, que vai durar 5 anos e tomará tempo integral dos estudantes até a conclusão.
Enquanto o “rico” poderia cursar as aulas com relativa tranquilidade quanto a estabilidade econômica de sua família, o “pobre” talvez tivesse de trancar o curso ou não poderia nem iniciá-lo devido a eventuais problemas financeiros que sua família viesse a passar (e nesse aspecto eu nem estou considerando os gastos que ele teria quanto a sua locomoção, alimentação e gastos com material durante os tempos de aula), o que faria com que ele optasse por arrumar um trabalho de baixa qualificação para complementar a renda dela.
Agora, imagine várias situações parecidas numa escala macro em nosso território. Essa falta de “redistribuição” só vai perpetuar ainda mais a desigualdade existente por aqui.
Saudações.
Desculpe, mas esse argumento, que é base para o desenvolvimento da ideia, me parece absurdo:
“No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.”
Explicando:
O que é confisco? É a retirada coercitiva de propriedade do particular pelo Estado. Se dá em razão de um ato ilícito, ao menos em nosso ordenamento jurídico.
O que é tributo? Também, a retirada coercitiva de propriedade do particular pelo Estado. Se dá em razão de um ato lícito, como ter propriedade de um imóvel.
Entendo que, para a ECONOMIA, pelo menos, ambos são a mesma coisa: não interessa o porquê, que é assunto reservado ao direito, mas apenas que haverá uma redução na relação final de crédito e débito do produtor.
Estabelecemos, então, uma premissa: economicamente falando, confisco é igual tributo.
Pois bem, assim sendo, tanto é possível o confisco de riqueza futuro, como todos os empresários produzem, sabendo que terão de retirar uma parcela da produção para dar ao Estado; o trabalhador trabalha meses no ano, sabendo que destinam-se apenas a pagar o Estado; não obstante, produzem e trabalham, pois assim ainda lhes é mais interessante.
A redistribuição é necessária, sempre foi, sob pena de voltarmos às mazelas da revolução industrial. Mas não pode ser exagerada, a ponto de onerar quem trabalha e beneficiar quem nada faz. Há de se encontrar um ponto de equilíbrio, apenas para impulsionar aqueles que realmente não tem condições de se erguer, sem derrubar os que escalaram com esforço.
Cara Aracy Balabanian,
porquê tenho sempre a impressão de que estou debatendo com discípulos de Olavo de Carvalho quando leio jargões como “óbvio e ululante”, entre outros, neste espaço de discussão? Ou será, em verdade, que o grande filósofo é o único que escreve aqui e, na verdade, só estou discutindo com ele? Seria um tanto frustrante… mais interessante seria se cada contribuinte de ideias usasse o próprio nome e disponibilizasse o e-mail… não se preocupem, não sou comunista, nem vou atrás de vocês. Meu nome é Luis Gustavo, meu e-mail é [email protected]. Mas vamos lá.
Por favor, você disse que sou um desonesto intelectual por ter editado o trecho que citei. O trecho está no 5º parágrafo, pode me dizer qual palavra foi suprimida ou alterada?
De qualquer forma, sobre o que você alegou: se um governo adotasse 100% de carga tributária, concordo que seria o incentivo à não-produção. Mas isso não ocorreria. Voltando ao conceito jurídico, o tributo, ao menos em nosso ordenamento, não pode ser confiscatório. Alíquotas de 50% já bastariam para caracteriza-lo como confiscatório, quiçá de 100%. A Constituição não permitiria.
Caso o Estado eleve alíquotas à 100%, estarei lá com você na revolta armada que tomará o Brasil.
Eu não refutei os exemplos dados na União Soviética pois não discordo que foram políticas erradas, como costuma ser no comunismo. Isso porquê o Comunismo prevê uma economia radical, assim como o liberalismo, e acredito que nenhuma das duas seja ideal. São extremos que devem encontrar seu ponto de equilíbrio.
Quanto ao mais, acho extremamente simplista concluir que a relação trabalho-capital no século XVIII era justa porque no século XVII era pior. Havia sim exploração de mão-de-obra, lucro exagerado e pessoas morrendo. Os industriais não eram os responsáveis pela miséria do povo, tampouco eram santos acolhedores como reza o texto que você mencionou.
E jogar a culpa toda no Estado? Ora, quem é o Estado, senão o povo que o constitui? Se os empresários tinham maiores condições de pagar um salário melhor, férias, DSR, porquê não obrigá-los, em prol da solidariedade humana, já que pelo lucro jamais o fariam?
Afinal, todos os direitos trabalhistas que temos hoje são frutos dos fatos que ocorreram nessa época. E você, assim como os pensadores deste instituto, pretendem abolir tais direitos? Acho que serão vozes solitárias, ao menos assim espero.
Caro K,
Que bom que pude abrir um pouco seus horizontes. Mas não diria que reduzi nada, apenas acrescentei. É assim que funciona em qualquer debate acadêmico, caso você tenha ou já teve a oportunidade de frequentar uma academia, sabe que todas as opiniões são sempre aceitas (a máxima é que “não existe perguntas burras” e ousaria dizer que nem respostas). Isso porque esses temas são de extrema complexidade, simplesmente afirmar algo categoricamente, sem dar espaço a outros pensamentos é, isso sim, burro.
Quanto ao último parágrafo, deixo uma frase célebre que pode responder sua ironia: “Em toda sociedade em que há fortes e fracos, é a liberdade que escraviza e é a lei que liberta” (Lacordaire)
Bom natal, amigos.
“caso você tenha ou já teve a oportunidade de frequentar uma academia, sabe que todas as opiniões são sempre aceitas”.
É muito engraçado ver você dizer que na academia “todas as opiniões são aceitas”.
Ou você vive no mundo da fantasia ou você mente descaradamente. Não há outra opção.
Nesses vídeos abaixo vemos pessoas da academia agindo feito animais para impedir opiniões divergentes de serem proferidas.
Veja que esses animais não estão apresentando nenhum argumento:
Estudantes com raivinha do professor que emitiu opiniões que eles consideram machistas:
Estudantes pedindo “a liberdade de expressão e o fim da opressão machista”, sendo que eles querem é IMPEDIR que quem tem opiniões machistas possa se expressar, é claro:
Argumentando como animais estudantes invadem a reitoria, pois como seus argumentos não convenceram eles precisam usar a FORÇA ANIMALESCA:
Opa, mais animais protestando aqui:
Opa, algumas feministas aqui querendo impedir opiniões divergentes de serem proferidas, ora, vejam só que coisa mais animalesca:
E para um exemplo mais claro e cristalino, nesse vídeo um cara vai em uma universidade em momentos distintos proferir
opiniões divergentes, mas somente uma das opiniões é recebida com xingamentos e afirmações contrários, mas NENHUM ARGUMENTO:
Se eu acreditar em você nessa piada de que na academia “todas as opiniões são sempre aceitas”, eu rio sempre que leio isso,
e for em alguma universidade apresentar alguma opinião divergente das opiniões que esses animais estúpidos permitem eu posso
me dar muito mal.
Que tal ir em uma universidade e pedir licença para entrar em uma aula de sociologia, história, ou outro curso de humanas,
para convidar os alunos para uma palestra em defesa do capitalismo, dos direitos do homem, em defesa da heterossexualidade,
da superioridade da cultura europeia que criou as civilizações mais avançadas que existem, em defesa do homem branco que segundo
estatísticas comete bem menos crimes que os negros… para ver se os alunos da academia irão aceitar a existência dessas
opiniões sem ficarem bem nervosos e espumando de raiva de você, mesmo você sendo apenas um mensageiro anunciando uma palestra?
O palestrante então… esse eles vão querer impedir de falar usando muitos urros e gritos, exatamente como animais irracionais.
É por essas e por outras que eu só profiro minhas opiniões na internet. Pois não quero ser atacado por essas bestas selvagens que habitam a academia.
Caro Rodrigo Amado,
Você está certo em repudiar essas expressões de vandalismo, que não passam mesmo disso.
Mas você vai encontrar disso em absolutamente todo o lugar do mundo. Mas na Universidade, bem ou mal, é o melhor lugar para se tentar encontrar um bom lugar para a discussão. Olavo de Carvalho mesmo já foi à USP debater com o Professor Alaor Café. E, em que pese os discípulos de Olavo acharem que ele humilhou o professor no debate, não vi mais do que ele esbravejar e elencar os males que a União Soviética causou, sem conseguir um argumento lógico para sustentar suas ideias.
Sim, a Universidade é o melhor lugar que você encontraria para não ser agredido por suas ideias… salvo a internet, mas apenas por conta do manto do anonimato e distância que ela proporciona… na vida real, não há outro lugar público.
O problema seria, por exemplo, seus argumentos serem aceitos… comosustentar que negros são mais agressivos que brancos por sua natureza? E não pelo meio e condição social a que são submetidos?
Não é por ignorância ou falta de boa vontade em ouvir seus argumentos, mas já estão tão superados e já ouvimos tanto e tantas vezes na história, que acabam em descrédito mesmo antes de ouvi-los. Faz-nos parecer que você está apenas querendo ser “do contra” ou então está a defender seus próprios interesses.
Caro Rodrigo,
“Não está sendo dito o PORQUÊ dos negros cometerem mais crimes. Você é que assumiu, não sei porque, que nesse exemplo o argumento usado pelo portador da opinião seria “sua natureza”.”
Bem, se assumi incorretamente, então POR QUE você gostaria de discutir que “o homem branco” comete menos crime que o “homem negro”, se não por sua natureza?? Se você não está discutindo a natureza de ambos, então não haveria o menor motivo para dizer “branco” ou “preto”… desculpe, mas minha assunção não foi por falta de lógica. Sua esquiva do óbvio é que é covarde.
De qualquer modo, há coisas que não são meras opiniões, mas já são crimes tipificados. Tenho certeza que ninguém aqui gostaria de apologia ao crime, não se trata de opinião.
Mas qual seria sua ideia, então? Abolir as Universidades? Boa sorte neste país sem médicos, engenheiros e advogados que quer construir. Ou seria apenas a modificação delas, para que passem a adotar os ideais propagados pelos liberalistas? Aí, mais uma vez, se tornaria o lugar que você tanto odeia: que não aceita opiniões contrárias.
Caro Rodrigo,
“O portador dessa opinião poderia ter outras explicações, como por exemplo questões culturais ou religiosas.”(…) “Assim como eu posso afirmar que os japoneses são mais inteligentes e não usar como explicação a sua “natureza”, posso usar como explicação o fato de que a cultura japonesa valoriza muito mais os estudos e o esforço individual.
Então, bastaria citar como exemplo de debate que não seria aceito em universidades: “diferenças entre cultura ou religião A e B”. Ainda não entendi o motivo de dizer defesa do “homem branco” em relação ao “homem negro”. Desculpe, mas não convenceu.
Ao se referir aos japoneses, é evidente que está se referindo a cultura e à nação, tanto que não se refere a japoneses no Brasil. Ao contrário de dizer “homem branco” comete menos crimes que “negros”, não há o menor invencionismo em concluir o que você afirma: em iguais condições sociais e de criação, você acredita que negros serão mais violentos. Do contrário, não haveria sentido em falar “branco” ou “negro”.
Se quer debater religião ou cultura, a cor é totalmente irrelevante.
“Nenhum dos exemplos que eu dei se classifica como apologia ao crime. Não sei porque você citou isso.”
Tentar sustentar que brancos praticam menos crimes que negros em razão da cor seria apologia ao crime, por isso não poderia ser debatido em academia, não disse que o que você fez foi apologia ao crime. Apesar de, pela lógica, ser a única conclusão possível ao tentar se estabelecer diferenças de taxa de criminalidade entre negros e brancos.
“A solução seria apenas multar ou prender todos que cerceiam a liberdade de expressão alheia, pois coagir é crime.
Foi lá urrar para impedir alguém de falar? Mandar sair, não obedeceu? Multa. Continuou desobedecendo? Prisão. Simples assim.”
Uma solução válida, embora não concorde que a criminalização da conduta seja adequada. De qualquer forma, atingiria os baderneiros… até aí, nada de errado com a ideia de Universidade em si, então.
Caras, é fato que os negros cometem mais crimes que os brancos, no Brasil. E isso é fácil de ver. Me permitam uma TESE:
Já tive vários amigos negões deste os tempos de 1º grau (hoje fundamental) e 2º grau (hoje médio). Quase todos tinham as seguintes características marcantes: 1º tinham boa voz para cantar; 2º tinham um ritmo “dá hora” (não é a toa que preto tem samba nas veias); 3º tinham um excepcional físico (não dava pra ficar dividindo ombro-a-ombro com eles no futebol, que geralmente eu perdia). E é claro que existem negões que não tem nada disso, é apenas uma generalização (por tanto relevem a caricatura, é apenas um apelo dramático ao texto :)) que quase todos vão concordar.
A questão cultural não é que eles sejam diferentes dos brancos: eles o são. A questão é: como a “sociedade” aproveita essa habilidades? Por exemplo, a habilidade musical geralmente denota igualmente uma habilidade matemática (musica é simetria temporal, muito útil no campo da matemática). Igualmente uma habilidade física geralmente denota uma inteligência espacial (muito útil na engenharia, por exemplo). Afora as óbvias vantagens em relação à geração de material cultural (a música propriamente dita) e esportes (não é a toa a recente “invasão” de negros africanos em gramados europeus, ou a liga de basquete do EUA, ou mesmo a nossa seleção de futebol recheada de negros e pardos).
Agora, se você é fisicamente mais forte (o que pode implicar em mais tendencias agressivas) se não direcionada para certas áreas (talvez porque seja proibido trabalhar nessas áreas), advinha em que o indivíduo vai usar sua capacidade? Em coagir os outros, isto é, no crime é claro.
Sabe como “resolver” este “problema”: deixe as pessoas livres para fazer o que devem fazer para a sua sobrevivência, desde que respeitem a liberdade dos demais, i.e., usem do princípio de não agressão (viva e deixe viver, conviva!) e, implante-se uma cultura de individualismo, na qual as pessoas são valorizadas pelo que elas são e fazem na sociedade e não por um rótulo qualquer coletivo (preto, branco, asiático, índio, homem, mulher, gay, etc.)
Abraços
Qual a posição da EA sobre restrição de migrações? Qualquer pessoa poderia migrar independente da situação financeira ou criminal?
O governo é o maior ladrão que existe. Deve ser ELIMINADO PARA SEMPRE.
KKKKKK Olhem o nivel de desespero dos Marxistas e sua falha argumentação
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/09/democracia-mercado-eleitoral.html
Não entendo por que raios os defensores da escola austríaca seriam contra o bolsa-família.
Pois utilizando a lógica é tranquilamente viável defender tal política. Ainda que o custo do programa seja uma redução no consumo e na poupança do setor produtivo, esta redução é ínfima. O beneficio para quem recebe é enorme, e não só pelo aumento no seu padrão de vida, mas porque tem como meta manter os filhos na escola, tirando a necessidade dos filhos ter que trabalharem para ajudar em casa. Além disso, o incentivo para alguém deixar de trabalhar por conta do bolsa-família é também baixo, pois o valor do beneficio é baixo, algo em torno em torno de 100 reais.
Ao meu ver o único motivo para ser contra é se apegando aquela baboseira de ética libertária. "ninguém pode agredir ninguém"
legal, isso é válido até você está passando fome.