Comentário do IMB:
A
partitura é sempre a mesma. Basta
termos um ano em que o nível de chuvas está abaixo do esperado, e o governo já
começa a emitir alertas lúgubres sobre como essa seca irá afetar de maneira
pungente toda uma determinada região.
Curiosamente,
se você observar o histórico dos discursos do governo, verá que todo e qualquer
local do país está sempre vivenciando ou uma enchente catastrófica ou uma seca
catastrófica. Em nenhum momento o
governo diz que o país está vivenciando “a quantidade certa de chuvas”.
Atualmente,
para o governo federal, o país é visto como uma terra árida que oscila entre
uma seca persistente e uma seca mais amena.
No
estado de São Paulo, a empresa estatal responsável pela distribuição de água
está aplicando, ainda que de forma velada, um
racionamento. Já se diz abertamente
que, “se as atuais condições persistirem”, será necessário um racionamento mais
intenso.
Se
as atuais condições persistirem?
Trata-se de uma suposição interessante.
Por essa mesma lógica, durante a próxima temporada de chuvas poderíamos
dizer, que “se essas condições persistirem, será necessária a construção de uma
arca”.
Condições climáticas nunca
persistem. Elas mudam. E burocratas odeiam esse fato.
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Seria
plausível supor que burocratas adoram secas.
Um período de seca lhes confere poder, e não apenas sobre o uso agregado
da água. Burocratas adoram saber que
estão no controle até dos mínimos detalhas das vidas das pessoas. Sob um racionamento, eles ordenam às pessoas
que tomem banhos mais curtos. Eles
ordenam às pessoas que deem menos descargas.
Eles tentam impor um profundo senso de culpa no cidadão que lava o carro
ou que simplesmente rega suas plantas.
Secas
podem transformar até mesmo o mais inocente e ingênuo funcionário público em um
equivalente moral a um agente de Gestapo, que emite decretos, impõe multas e,
no extremo, corta o próprio fornecimento de água — e tudo em nome do interesse
público.
Secas
tornam todas as pessoas dependentes do estado.
Todos são obrigados a obedecer às suas ordens e a seguir suas leis,
tipo, “Prédios de números pares podem utilizar um volume X de água entre 7 e
11h, e prédios de números impares podem utilizar esse mesmo volume entre 15 e
19h”. Consequentemente, secas podem
jogar um vizinho contra o outro, e transformar as pessoas em uma “classe de criminosos”,
que têm de se rebaixar a tomar banho escondidos para que ninguém perceba que
ele está gastando uma quota de água superior àquela determinada pelo estado.
Esse
comportamento estatal tem um nome: o ódio ao “consumismo”. Ao passo que as pessoas querem ter opções
sobre como gastar seu dinheiro, burocratas querem que elas sofram
constantemente e estejam continuamente cientes de que estão utilizando um
produto sobre o qual o estado está no controle; as pessoas não devem confiar no
sistema de preços para balizar seu padrão de consumo, mas sim obedecer a regulamentações
e restrições estatais.
Perceba
que uma seca nunca termina oficialmente.
Durante o auge da seca, os jornais ficam repletos de alertas lúgubres
sobre uma iminente catástrofe. Porém,
quando a seca é substituída por chuvas torrenciais — e isso invariavelmente
ocorre –, não há nenhuma reportagem na imprensa falando algo do tipo “Graças a
Deus a seca acabou. As pessoas agora
podem consumir o tanto de água que estiverem dispostas a pagar.”
Nunca. Eles nunca dizem isso. Eles preferem que carreguemos conosco aquela
sensação de que a seca nunca de fato acabou, já que, afinal, ela pode voltar novamente.
O
cerne do problema aqui nada tem a ver com chuvas ou com a alteração de padrões
meteorológicos. Com efeito, o tempo está
em contínua mudança desde a alvorada do universo. O que realmente cria o problema da escassez
de água é a propriedade estatal dos meios de produção, bem como o atual e
totalmente irracional sistema utilizado, no qual os preços não se alteram
independentemente da disponibilidade de água.
Não há uma preocupação nem com lucros e nem com prejuízos. Logo, não há um verdadeiro cálculo econômico
balizando as operações da estatal. Os
preços são determinados pelo governo, de acordo com conveniências políticas e
eleitorais; e não por indicadores extra-mercado.
Pense
na diferença entre esse sistema estatal e um sistema de mercado. Diariamente, nós consumidores somos induzidos
a consumir todos os tipos de bens de consumo imagináveis: desde carros,
celulares, computadores e apetrechos eletrônicos até alface e mandioca. Há uma constante calibragem entre oferta e
demanda. Se um produtor tentar
precificar excessivamente um determinado produto para tentar aumentar seus
lucros, outro empreendedor entrará em cena e, por causa de seus preços menores,
irá se apropriar dos consumidores que o primeiro perdeu. A inovação está em todos os cantos, de modo
que um aumento na oferta é continuamente necessário para atender a demanda. Caso contrário, o empreendedor vai à falência. Nenhum lucro é permanente. O lucro está continuamente
ameaçado. No mundo atual, a ameaça pode
surgir da noite para o dia.
Agora,
pense na diferença entre esse mercado, no qual você é estimulado a consumir
cada vez mais, e o mercado estatal de provisão de água. Neste mercado, o tema é sempre o mesmo: você
está usando água em excesso.
Não
é interessante? Dado que todos os
recursos existentes no planeta são escassos — o que significa que o minério de
ferro necessário para fabricar o aço dos automóveis também pode acabar, assim
como todos os alimentos existentes –, por que há esse apelo por racionamento
apenas no mercado de fornecimento de água?
Simples: porque esse mercado não é de funcionamento livre. E isso nada tem a ver com o produto em questão. Se você duvida, vá ao
supermercado ou à padaria mais perto de você e procure por uma garrafa de
água. Haverá várias marcas à sua
disposição, cada uma delas implorando para você consumi-la.
Já
no mercado estatal de água, seus “produtores” exigem que você conserve e
racione.
A
propriedade e o gerenciamento estatais dos meios de produção são a principal
razão desse comportamento. Privatize —
privatize completamente — a oferta de água e você verá uma mudança imediata
nesse padrão.
E
o motivo é muito simples. Empresas
privadas querem lucro. Se elas
perceberem que seus reservatórios ficarão vazios em decorrência de uma seca,
elas terão de fazer novos investimentos, caso contrário elas simplesmente não
terão água para fornecer e, consequentemente, não terão receitas e nem
lucros. Quanto mais alerta e voltada
para o lucro essa empresa for, maior será sua antecipação nos investimentos
necessários — ou seja, ela não deixará para investir apenas quando a seca se
materializar.
No
entanto, as pessoas imediatamente reagem a essa proposta dizendo que ela é
maluca e insensível. “Rios, lagos,
reservatórios e represas não podem ser propriedade privada! Os preços seriam extorsivos e os pobres
seriam os mais prejudicados!”
É
mesmo? Mais prejudicados do que
simplesmente não terem água para usar? Isso é que é humanismo e amor aos pobres…
No
que mais, em caso de aumento de preços em períodos de seca, não há por que
dizer que os pobres seriam afetados. E o
motivo é simples: maior preço gera menor demanda (não é esse o objetivo dos
conservacionistas?). Se a tarifa de água
subir, todas as pessoas irão reduzir seu consumo. Com um consumo reduzido, não há aumento na
conta a ser efetivamente paga.
Ou
seja, os pobres não serão afetados por um aumento nos preços porque preços altos
estimulam a redução do consumo; e, ao serem estimulados a reduzir seu consumo, o
valor final de sua conta não será aumentado.
Sim,
haverá uma queda na qualidade de vida, pois eles estarão utilizando menos água
pelo mesmo preço. Mas isso não é melhor
do que uma total escassez do produto?
A
total privatização da água é a melhor maneira para se evitar o desastre de um
racionamento. E, creiam, racionamentos
serão rotineiros porque não há incentivos significativos para se conservar a
água em seu atual estado socializado.
Uma transição para esse estado de coisas provavelmente será doloroso,
dado que mais de um século de socialização da água terá de ser desfeito. Mas é certo que esse processo seria
relativamente rápido em relação ao longo e exasperante sofrimento que o
socialismo no mercado de água ainda irá gerar.
Conclusão
O
governo, ao contrário do livre mercado, sempre vê o consumidor como algo
aborrecedor. Ao passo que, no livre mercado, as empresas estão sempre
ávidas por consumidores para os quais vender seus produtos, no setor público, o
consumidor é apenas um irritante demandante, um usuário esbanjador de recursos
escassos. No livre mercado, o consumidor é o rei, e os ofertantes estão
sempre se esforçando para ganhar mais consumidores, com os quais poderão lucrar
caso forneçam bons serviços. No setor público, cada consumidor é visto
como alguém que está utilizando um bem em detrimento de outra pessoa. No
livre mercado, todos os envolvidos em uma transação voluntária ganham, e as
empresas estão sempre ávidas para oferecer seus produtos ao consumidor.
No setor público, o consumidor é apenas uma chateação para os burocratas.
Seca
é apenas outro nome para escassez. O
governo é capaz de criar uma escassez de qualquer produto por meio de seu
gerenciamento burocrático. Preços não
respondem à lei da oferta e demanda, e uma total falta de investimento e
inovação caracteriza o gerenciamento da água pelo governo. Aliás, esse mesmo padrão de comportamento
pode ser observado nos Correios, na educação estatal, na saúde estatal, na
segurança estatal, na justiça estatal e em todas as outras áreas em que o
governo detém um monopólio. Não deveria
ser surpresa nenhuma haver escassez de água.
Quando
a água passar a ser fornecida por empresas operando em um ambiente concorrencial,
batalhando para satisfazer os consumidores e com isso terem lucros,
racionamentos serão coisas fictícias. No
atual arranjo, as empresas estatais ganham mais poder quando fazem os
consumidores sofrer. No livre mercado,
tal arranjo é inconcebível.
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Para mais detalhes sobre como privatizar e
gerar concorrência no setor de distribuição de água, veja este artigo:
Sobre as privatizações (final)
E depois este:
Bom dia.
Por favor, comente sobre isto!
“Lançado em 9 de outubro, Privatizações: a Distopia do Capital, o mais recente filme do cineasta Silvio Tendler, pretende pautar a sociedade brasileira com uma única questão: o que esperamos do futuro?
A perspectiva da produtora responsável, a Caliban, e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar "na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos", afirma Silvio Tendler.
"Imagine cidadão, que o ar que você respira agora no Raso da Catarina pode estar sendo vendido em Cingapura ou as águas do rio Amazonas, que há milênios correm no mesmo leito, passarão a ser chamadas de blue gold – ouro azul – e passariam à propriedade de meia dúzia de empresas que vão tentar te convencer que a água paga é melhor do que o livre acesso de água para todos", questiona um dos trechos do filme.
Em pouco menos de uma hora o longa também expõe entrevistas com diversos intelectuais, políticos, técnicos e educadores que traçam, desde a era Vargas, percursos de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. Questões como a visão do Estado mínimo, a venda de ativos públicos ao setor privado e o ônus decorrente das políticas de desestatização são recorrentes no filme.
Privatizações: a Distopia do Capital é uma realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional.”
Artigo de BRASIL DE FATO
Obrigada!
Privatizar a augua?!!!!!! E o medo dessa cambada de perder a boq boquinha na estatal.
Sou a favor de privatizações em geral, mas em alguns casos, como esse, fico pensando se é possível do ponto de vista operacional/logístico. Uma coisa é a produção/comercialização de barras de chocolate ser privado; o consumidor pode facilmente escolher dentre várias na prateleira de um supermercado.
Mas o mesmo não se pode dizer do fornecimento de água. Suponha que eu tenha contratado a empresa A para abastecer minha residência de água. Depois de algum tempo acho que a empresa não está prestando um bom serviço e decido trocar por outra, B. Não é razoável supor que a empresa B vai quebrar todo o subsolo de toda a cidade para me levar água encanada. Isso sem dizer em todas as outras residências e todas as outras empresas que são necessárias para o livre mercado funcionar.
Claro que o abastecimento de água é feito por várias etapas e algumas delas podem ser privatizadas. Mas não consegui pensar até hoje uma alternativa ao modelo atual para algumas dessas etapas, como o encanamento final, por exemplo. Alguém já leu algo nesse sentido?
Com tanta água no planeta, e com tecnologia suficente para transformar quase qualquer tipo de água em água boa para consumo, é inconcebível ainda termos racionamentos de água.
Desregulamente já! Privatize já!
Ouvi uma conversa deste grupo sobre o Marco Civil e pude notar várias estultícias do ponto de vista técnico. Agora este texto sobre água me leva a concluir que vocês aqui, não estão defendendo uma postura econômica, mas reforçando doutrinação. Onde, no mundo, as idéias mais avançadas da Escola Austríaca foram aplicadas? Quais os resultados? Sinceramente, sou a favor de diminuir o estado, mas as propostas propaladas aqui neste site soam insanas em certos casos.
E tem mais,a a gua não precisa ser necessariamente encanada,pode existir caixas de agua enorme e caminhoes pipa,poços artesiano(no litoral tem um monte),dessalinização da agua do mar. A energia eletrica tambem não precisa de uma distribuidora grande,e a mesma é possivel ser produzida de varias formas. Ex: Placas solares,ventiladores,nuclear,gerador a diesel ou outro combustivel e etc. Claro que aobviamente a estatal com o intuito de garantir a empregabilidade de vagabundos,não deixa tudo isso evoluir ou existir pois o medo de perder a boqu boquinha fala mais alto.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2014/10/11/noticiasjornalbrasil,3329892/engenheiro-de-sp-criou-maquina-que-faz-agua-a-partir-da-umidade-do-ar.shtml
Boa tarde,
Acho 90% dos artigos da escola austriaca esclarecedores e particulamente inteligentes, o ponto de vista é fenomenal. Porém tenho que discordar quanto a privatização de bens essenciais como a água.
Diferente de um bem, carros, roupas e etc, nos conseguimos viver sem, agora água, não teria como.
Privatizações desta magnitude acabariam por cartéis ou sendo otimistas, acabaria em monopolios, onde poucos teriam o controle dos preços. O controle passaria das mãos estatais, para as mãos sedentas de poucos capitalistas, resultando em controle de preços, racionamento e controle de demanda, como acontece hoje.
Na minha opnião, o cerne do problema está nos processos de obtenção da ãgua potável, coisa que qualquer cientista ambientalista concordaria.
Nosso planeta é formado em sua maior parte de água, não tem lógica cidades em pleno século 21, como São Paulo estar pasasndo pelo que estão passando(e virão a passar). A dissalinização é um processo real e 100% aplicável, porém por falta de interesse (estado e privado) devido aos elevados custos (mais uma vez o lucro em primeiro lugar) acaba sendo impraticável. O processo de dissalinização pode tornar a água salgada em potável, somente ficaria com um leve sabor alterado. Paises litoraneos como o Brasil se beneficiariam e muito deste processo. Coisa que o capitalismo (seja liberal ou estatal) acaba prejudicando.
Todas as fontes de energia, e principalmente a água deveriam ser adotados processos tecnologicos e cientificos na sua admiministração e controle. Iriam sobrar recursos pra todos os indívíduos deste planeta.
Abraços
“Seria plausível supor que burocratas adoram secas. Um período de seca lhes confere poder, e não apenas sobre o uso agregado da água. Burocratas adoram saber que estão no controle até dos mínimos detalhas das vidas das pessoas.”
Conclusão simplista. Burocratas perdem votos com a seca e a falta d’água. Ainda, é muita maldade julgar desta forma, em sã consciência, ninguém gostaria de ver uma população inteira sem água.
Também não faz sentido comparar a água com o minério de ferro. A água faz parte de um ciclo, que é renovável desconsiderando casos de poluição.
É evidente que o mises.org defende o anarcocapitalismo. Mas há inúmeras objeções a serem respondidas, como no caso da água. As respostas para muitas perguntas são meras divagações e opiniões à respeito do que aconteceria no arranjo anarcocapitalista, mas não são científicas, embora alguns as julguem como irrefutáveis.
O Estado está longe de ser um entidade boazinha, mas ao longo da história a maioria dos povos uniu-se em torno do mesmo e uma ordem social foi estabelecida.
Divago… o anarcocapitalismo pode gerar milícias que substituíriam o estado: é a lei do mais forte, talvez a mais antiga de todas as leis. E antes que alguém diga para ler este ou aquele artigo, digo: sim, já li um artigo a respeito disso… algumas divagações…
Alguém tem informações sobre a experiência de privatização da água em algum país?
Tem que ficar claro que privatizar, neste texto, É DIFERENTE de delegar a um concessionário privado (que é um monopólio causado pelo Estado).
Eu espero que as tecnologias de reuso, coleta de águas das chuvas e condensadores de umidade venham com tudo e acabem com esses sistemas caros de abastecimento de água. Ou ao menos que diminuam nossa dependência.
Privatização deste setor é trocar 6 por meia dúzia.
Não haverá isso. Sosseguem.
Concordo plenamente quanto ao gerenciamento e distribuição de agua pela iniciativa privada. Agora não consigo imaginar como, em um periodo de seca (ou se antevendo um periodo de seca) algum ou alguns investimentos na infra-estrutura vão fazer aumentar a quantidade de agua disponivel ?? Se voce tem uma estrutura que bombeia a agua do rio para estação de tratamento e depois para distribuição, não entendo como construir mais uma ou duas estruturas ira aumentar a quantidade da materia-prima (água) para passar com tranquilidade pelos periodos de escassez ?? A não ser que se produza agua, mas pelo que pude ver em materia do JN sobre uma estação de produção em Barcelona, os custos são e sempre serão autos, de forma que aquela estação só é ligada em periodos emergencias (como as nossas usinas termoeletricas) e ainda assim so consegue suprir 40% da cidade. Mas a minha duvida vale mais aqui para nossa situação!!
Hoje em dia, a maioria das favelas dos morros do Rio de Janeiro passaram por um processo de urbanizacção que as descaracterizam como tal. Lá atrás, porém, eles foram construídas em um terreno inóspito, sem ajuda alguma governamental. É de supor-se que que seus moradores não poderiam ter sobrevivido sem água. Fico pensando que teríamos muito a aprender com suas experiências, já que o problema de abastecimento de água privado não parece ter solução muito simples.
BOM DIA!
OS RECURSOS HIDRICOS NAS MAOS DA INICIATIVA PRIVADA FICARIA SEMELHANTE A SITUÇÃO DOS CAMINHOES PIPAS,O PREÇO DE SUBIU EM UMA SEMANA SETENTA POR CENTO! ENTÃO SÓ UTILIZA ESTE RECURSO QUEM PODE PAGAR E MUITO CARO AINDA!
IMAGINA RECURSOS NATURAIS NAS MAOS DE EMPRESAS SEM CONTROLE ALGUM??? EU SOU A FAVOR DA PRIVATIZAÇÃO DE MUITOS SETORES QUE SÃO CONTROLADAS PELO ESTADO. PETROLEO,ECONOMIA,SERVIÇOS QUE DÃO PREJUIZO COM UM BOM ADMINISTRADOR DARÁ LUCRO E NÃO SERA USADA COMO CABIDE DE EMPREGO OU APARELHADAS POR AFILHADOS SEM O MINIMO DE CONHECIMENTO TECNICO!
Alguma explicação para os preços do petróleo caírem tanto ?
No meio de uma guerra o.O ?
Minha cidade,Piumhí, passa por um tipo de racionamento,tudo porque o córrego que abastece a cidade ,agora na seca não está dando conta do recado. No Jornal semana passada saiu uma reportagem curiosa sobre o córrego Araras que abastece a cidade. Prestem atenção nos números divulgados. A cidade de Piumhí precisa de 120 litros de água por segundo para ser bem abastecida . Só que o córrego Araras estava só fornecendo 82 litros de água por segundo. Só que este mesmo córrego Araras foi divulgado tinha no mês de Janeiro deste ano a vazão de 709 litros de água por segundo.
Recapitulando. Vazão atual do córrego Araras 82 litros de água por s. A cidade precisa de 120 litros de água por s. Vazão do córrego Araras no mês de Janeiro : 709 litros de água por segundo. Logo no mês de janeiro a vazão do córrego Araras era mais de 5 vezes suficiente para abastecer a cidade. Vejam: 709 contra 120 l por s.
No entanto falta água agora na cidade,porque não se armazena água nos messes chuvosos para gastar nos messes secos. A água excedente simplesmente vai embora para o mar. Certamente se tivessem barragens,mesmo pequenas se armazenaria água para a cidade passar tranquilamente este período seco severo.
Mas ! Penso que a Legislação Ambiental nem se quer permitiria fazer um barragem no córrego Araras para reter águas para consumo na estação seca.
Só este exemplo prova a descomunal INCOMPETÊNCIA das autoridades estatais na questão da água. O SAAE toma conta do abastecimento. Vejam o problema não é a natureza ,o pequeno córrego Araras certa parte do ano é capaz de ter água mais de 5 vezes necessária ao consumo da cidade. O problema está na imensa burrice e incompetência dos ditos seres humanos e racionais.
E a caça as bruxas da agua começou, com direito a xerife da agua e tudo o mais, bem ao estilo dos antigos fiscais do Sarney na epoca do tabelamento de preços… O tempo passa e o Brasil é o mesmo…
atarde.uol.com.br/brasil/noticias/1632223-xerifes-da-agua-fiscalizam-desperdicio-em-sp
www1.folha.uol.com.br/colunas/cidadona/2014/10/1533420-condominio-onde-alckmin-tem-apartamento-mantem-5-piscinas-cheias.shtml
Eu tenho certas ressalvas quanto a essa proposição na questão da água. É claro que há ganhos de eficiência numa gestão privada desse recurso. Entretanto, numa situação de escassez, o comportamento de um gestor privado que monopolize o abastecimento de água poderá se igualar ao governo. A concorrência nesse setor é praticamente inviável (seja pela limitação das fontes, seja pelas limitações logísticas). Se houver escassez, o fornecedor privado, sem concorrentes, pode sim vir a propor racionamento — pois assim atenderá (e cobrará) um número maior de usuários com quantidades menores. Ou melhor ainda: deixará que o preço oscile para o alto, de modo a lucrar com a escassez.
Vejam só que inteessante. O sistema de irrigação mais bem sucedido do mundo (ISRAEL), foi desenvolvido por um engenheiro estatal: Simcha Blass.
In 1948 to 1956 Blass was the founder and director of the governmental water institutions of the new state of Israel, the official councillor of the government on water affairs and head of planners of the Israeli National Water Carrier.
Na linha dos comentários que postei neste artigo:
Músico cria sistema para economizar água, mas ganha taxa extra em GO
Vejam só: O livre mercado criou uma solução espontânea para se reduzir o consumo de um bem escasso (água). O que os burocratas fizeram? Puniram o cidadão.
Acrescente-se que a solução dele não gerou nenhuma “externalidade” a outras pessoas. Foi algo que ele criou para ele mesmo e ainda assim foi punido.
Se este exemplo não está claro o bastante, não sei mais como explicar. Acho mais fácil acreditar que estatolatria é uma doença congênita.
Iniciativa empreendedora oferece uma solução para a falta de água:
blogs.estadao.com.br/link/maquina-de-fazer-agua-criada-por-engenheiro-vira-arma-contra-seca-em-sp/
“Se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia” – Milton Friedman
* * *
A concorrência é primordial para que haja um livre mercado, e nesse caso não há como ter concorrência
Mattei, vc tem todo direito de não acreditar que isso seja impossível, mas afirmar que empresas não podem comprar seus concorrentes é que é um mito, pois isso acontece desde sempre, e hoje temos diversos exemplos de “megacorporações ultracapitalizadas e com dinheiro sobrando para comprar todas as empresas do ramo”. Ou seja, minha pergunta tem sim validade.
Empresas públicas são as únicas empresas que fazem propaganda para que seus consumidores consumam MENOS do produto que elas mesmas vendem.
Obviamente há algo errado quando uma empresa espera que os consumidores consumam o mínimo possível de seus produtos.
Pensei na seguinte alternativa para viabilizar a concorrência entre sistemas de água encanada em uma dada cidade fictícia:
-A cidade possuir 3 locais de captação e tratamento de água, que são adquiridos cada um por uma empresa diferente (X, Y Z).
-A cidade possui um sistema de encanamentos únicos, e inicialmente considerou inviável tripica-los.
-Cada morador tem liberdade para optar pelo fornecedor que desejar.
-E empresa X conquistou 20% dos moradores, e baseado no histórico de consumo dos mesmos, bombeia a quantidade correspondente para o sistema “único”. O mesmo raciocínio para as demais empresas.
-Ao final de cada dia (ou semana, ou mês), compara-se a quantidade bombeada por cada empresa com a quantidade de água consumida pelos seus clientes. A diferença pode ser compensada no período seguinte, ou financeiramente, conforme acordo entre as empresas.
-A dificuldade seria avaliar a qualidade da água no cliente, visto que após injetada no sistema, seria impossível apurar qual empresa está colocando água de má qualidade no sistema. Uma solução seria as 3 empresas concordarem com uma qualidade mínima da água, % de flúor, cloro, etc, e se disporem a permitir análises da sua água pelos seus concorrentes (antes da mistura).
-A empresa que negligenciasse o sistema, ficaria rapidamente sem recursos, dado que ao fim de cada período teria que ressarcir às demais a quantidade que deixou de entregar aos seus próprios clientes.
O que acham? Apontem os furos e possíveis melhorias.
Gostaria de saber se existe algum país/cidade/estado que tenha privatizado as águas e tenha tido resultados positivos. Será que alguém poderia me ajudar? Obrigado.
O discurso que realmente interessa é este:
O problema da escassez da água é na verdade decorrência do problema da ESCASSEZ DE FLORESTAS e de CERRADOS nativos . . . Quanto menos ecossistemas naturais existirem, pior será a distribuição da água no planeta . . . Piores e maiores serão as estiagens, bem como os dilúvios . . . Em tese, em termos ambientais, DE NADA ADIANTA ECONOMIZAR ÁGUA . . . A água em si não mudará para o espaço ou para outro planeta, continuará por aqui, salvo uma catástrofe cósmica . . . Adiantaria sim fazer redes de esgoto e estações de tratamento para não poluir as águas dos rios, lagos, oceanos e aquíferos . . . O problema da escassez da água é INSIGNIFICANTE comparado ao problema da sua POLUIÇÃO e à ESCASSEZ DE FLORESTAS . . . A escassez de água preocupa sim os governos perdulários que jogam pelo ralo nossos gigantescos recursos tributários e não permitem que sobrem nem migalhas para obras realmente necessárias . . . POR ISSO FAZEM TANTA CAMPANHA NA MÍDIA PARA ECONOMIZARMOS ÁGUA . . . O que o país precisa é de forças armadas realmente patrióticas, ao contrário desta que defende no Brasil os INTERESSES EXTERNOS, como ficou claro nos golpes de 1889, de 1964 e no suicídio de Getúlio . . . Se fossem realmente patrióticas, trabalhariam por uma América do Sul livre de bases militares estrangeiras e por uma fiscalização ostensiva em nossas florestas CONTRA O DESMATAMENTO e a POLUIÇÃO DAS ÁGUAS uma vez que não se pode esperar nada do nosso poder público civil . . .
E então, amigos do IMB… o que acham das notícias sobre investimentos israelenses na dessalinização no NE em acordo com o governo Jair Bolsonaro?
A princípio, achei bem interessante, mas gostaria de conferir a opinião dos nobres pares desse fórum……….
O nordeste não aproveita eficientemente a água das chuvas. Predios e casas deveriam ter sistema de coleta e armanezamento de água da chuva. Ainda usamos água tratada para dar descarga nos aparelhos sanitários, para regar jardins e até para lavar carros.