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Como Michelle Bachelet pretende destruir as bases institucionais do Chile

Ao longo da década de 1980, ainda na
vigência da ditadura de Augusto Pinochet, Milton Friedman insistia que o Chile
tinha de reintroduzir a liberdade política caso quisesse preservar suas
recém-criadas instituições de livre mercado. 
Segundo Friedman, no longo prazo, o autoritarismo era incompatível com a
liberdade econômica.

Por outro lado, Friedman também se mostrava
muito cético quanto ao futuro do Chile tão logo a democracia fosse
reintroduzida.  Ele temia que a classe
política viesse a utilizar o processo democrático para voltar a aumentar o
tamanho do governo, desta maneira solapando severamente a liberdade econômica. 

Vinte e cinco anos após a reintrodução da
democracia, as preocupações de Friedman com os efeitos deletérios da democracia
parecem estar se materializando.

Apenas cinco meses se passaram desde que o
governo socialista de Michelle Bachelet assumiu o poder no Chile, mas isso já
foi o suficiente para fazer com que a taxa de crescimento econômico do país desabasse.  A principal causa deste repentino e dramático
declínio na atividade econômica é o aumento das incertezas gerado pelo novo
governo chileno, que pretende fazer uma tabula rasa com as próprias instituições
de livre mercado que permitiram ao Chile se tornar o mais próspero país da
América Latina.

Uma das mais deletérias propostas é uma
maciça reforma tributária, a qual já foi aprovada, que irá dramaticamente
elevar o imposto sobre pessoa jurídica no Chile, deixando-o acima da média dos
países da OCDE.  Além disso, essa reforma tributária — a qual
sofreu forte oposição das associações de empreendedores chilenos, e que vem
perdendo o apoio da população — concede à Receita Federal inéditos poderes
arbitrários sobre os pagadores de impostos.

Outro alvo do radical programa socialista de
Bachelet é, como não poderia deixar de ser, o emblemático sistema
previdenciário do Chile.  Como é
amplamente sabido, o Chile foi o primeiro país do mundo a introduzir um sistema
de seguridade social que é gerenciado por empresas privadas e que se baseia em
contas de capitalização individual.  Sob
este esquema, a cada mês, os trabalhadores chilenos depositam uma porcentagem
de sua renda em uma conta sob seu nome, a qual é administrada por empresas
privadas chamadas AFP (Administradoras de Fondos de Pensiones).  O
arranjo funciona exatamente como um sistema de capitalização.

Assim, quando os trabalhadores chilenos se
aposentam, eles — ao contrário de todos os outros sistemas previdenciários
vigentes ao redor do mundo — não dependem de que outros trabalhadores continuem
contribuindo para o sistema para que recebam sua aposentadoria; eles
simplesmente recebem de volta todo o dinheiro que aplicaram corrigido pela
inflação mais juros.

Ao contrário do sistema previdenciário
estatal criado por Bismarck e copiado pelo mundo inteiro — tecnicamente
chamado de pay-as-you-go –, o sistema chileno é totalmente solvente, pois não
depende da demografia e nem de taxas de fecundidade para se manter. 

Mais ainda: esse sistema, por incentivar uma
genuína poupança das pessoas, levou a um intenso processo de acumulação de
capital no país.  A poupança dos
trabalhadores era investida na própria economia do Chile, algo que foi essencial
para o notável crescimento econômico que o país vivenciou nas décadas de 1990 e
2000. 

Adicionalmente, esse arranjo transformou os
próprios trabalhadores chilenos em capitalistas.  No Chile,
todos acompanham a evolução de suas Cuenta de AFP como acompanham o campeonato nacional de
futebol.  Aliás, acompanham ainda mais de
perto: o chileno recebe um extrato mensalmente detalhando quanto foi acrescido
em sua conta, quanto valem atualmente suas economias, quanto ele receberia
mensalmente caso se aposentasse hoje, e quanto ele receberá caso continue
contribuindo para sua Cuenta até os 65 anos de idade.  É um sentimento meio inebriante, e fez com
que a sociedade chilena se tornasse bastante preocupada com a segurança das
empresas privadas, pois é nelas que sua preciosa poupança está investida e é da
saúde delas que advém suas receitas previdenciárias.  Por isso, tornou-se um anátema no Chile
qualquer grupo sindical ou político querer tumultuar a economia para proveito
próprio.  Tais grupos simplesmente não têm
o apoio da população. 

Toda essa realidade chilena, reconhecida
pela literatura especializada, é desdenhada pelo atual governo socialista.

Determinados a trazer o estado de volta para
o ramo da previdência, a senhora Bachelet e seus ministros já apresentaram um
plano para criar uma empresa estatal para o setor previdenciário.  Como é fácil de se prever, isso provavelmente
irá criar uma concorrência desleal para as atuais empresas privadas, as quais
não mais seriam capazes de fazer frente às taxas de administração cobradas por
uma empresa que é subsidiada com o dinheiro de impostos dos chilenos e que,
caso apresente uma má gerência, será imediatamente socorrida com mais dinheiro
de impostos.

Em outras palavras, há um perigo real de que
a nova estatal se torne uma ameaça existencial para a mais importante dentre
todas as reformas de livre mercado feitas no Chile na década de 1980. 

Outras reformas do programa socialista de
Bachelet incluem acabar com o formato do atual sistema privado de saúde, o qual
seria agora gerido de forma socializada. 
As apólices e os prêmios que os trabalhadores chilenos pagam
individualmente para seus planos de saúde seriam socializados e transferidos
diretamente para os cofres do estado.  O
objetivo seria criar um sistema universal de saúde, tão em voga no vocabulário
mundial.  Isso não apenas representaria
uma expropriação direta do dinheiro que os trabalhadores pagam às suas empresas
de plano de saúde, como também, como vários economistas já alertaram, traria
consequências desastrosas para todo o resto da economia, especialmente em
termos de segurança jurídica e institucional.

Mas tem
mais.

Dentre outras reformas, o atual governo
socialista planeja fazer uma transformação substancial nas leis trabalhistas do
país, as quais iriam conceder poderes inéditos e dramáticos aos sindicatos (que
são a base eleitoral do atual governo) e afetar sobremaneira a
produtividade.  Pretende também fazer uma
reforma educacional que irá acabar com o atual sistema de voucher e criar um
sistema educacional completamente gerido pelo estado, inclusive com educação
universitária “gratuita” para todos, sistema idêntico ao que existe no Brasil e
na Argentina (e com resultados nada invejáveis).

Para completar, os partidos de esquerda
estão planejando criar uma constituição totalmente nova, a qual seria escrita
— nas palavras do ex-presidente socialista Ricardo Lagos — “em uma página em
branco”.  Como o mesmo Lagos recentemente
declarou, a nova Constituição tem de abolir o princípio da subsidiariedade
vigente na atual Constituição, a qual diz que o estado só pode intervir quando
os agentes privados não conseguiram solucionar problemas sociais urgentes.  Na nova constituição socialista, o governo
passaria a ser o principal condutor do progresso econômico e social, um modelo
que o Chile já tentou desde a década de 1930 e que terminou desastrosamente em 1973.

Como que para deixar bem claro seu intuito,
a própria Bachelet declarou recentemente que compartilha dos mesmos objetivos
do ex-presidente marxista Salvador Allende, que geriu o país de 1971 a 1973.

Ao contrário de Allende, a senhora Bachelet
não quer transformar o Chile em um regime comunista.  No entanto, não é nenhum segredo que ela
endossa, em grande parte, uma antiquada filosofia estatizante.  E não há dúvidas de que, caso sua
administração consiga implementar esses projetos, o Chile deixará de ser um
modelo para a América Latina.  Resta
saber se aqueles que querem preservar o caminho do progresso trilhado pelo
Chile nas últimas décadas serão capazes de impedir que o país adote um modelo
argentino de involução institucional. 
Por enquanto, o futuro chileno não é nada alvissareiro.

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89 comentários em “Como Michelle Bachelet pretende destruir as bases institucionais do Chile”

  1. Fernando Fujiwara

    O socialismo para muitos seria como acertar na loteria, porém o ganhador terá a certeza que ficou rico, mas não produziu riqueza. Seria como uma transferência de dinheiro de muitos para alguns indivíduos, isso explica como muitos são atraídos para esse sistema politico na ilusão de que um dia irão enriquecer.
    Não sei se essa comparação, tem algum sentido?

  2. A pergunta que não quer calar: por que mesmo experimentando o melhor padrão de voda da América Latina, os chilenos elegeram essa senhora?

  3. Os socialistas nunca vão parar. Em qualquer país do mundo lá estão eles tentando realizar seu projeto de poder que vai empobrecer a população e causar caos econômico e social.
    Já são 2 séculos de guerra. Na verdade, é uma guerra eterna travada por eles contra os cidadãos honestos.

  4. Outras reformas do programa socialista de Bachelet incluem acabar com o formato do atual sistema privado de saúde, o qual seria agora gerido de forma socializada… Pretende também fazer uma reforma educacional que irá acabar com o atual sistema de voucher e criar um sistema educacional completamente gerido pelo estado, inclusive com educação universitária “gratuita” para todos, sistema idêntico ao que existe no Brasil e na Argentina (e com resultados nada invejáveis).
    É triste ver o país em quem ao menos deveríamos nos espelhar está é copiando nossos mesmos modelos fajutos de estado e governos. Mas ainda existe alguma esperança para o Chile pelo que li. Os chilenos estão muito mais familiarizados com a economia do que nós e portanto sua sociedade ainda não foi completamente idiotizada por seus governos como a nossa o vem sendo a tantas décadas, Talvez até ocorram manifestações de parte da população de lá quando o governo de Bachelet começar a expropriar os bens das empresas e do povo.

  5. [Educação ideológica de qualidade, tal qual almejada por todo intelectual. Fez-se priorizar um ensino privado, mas foi mantido um currículo e edital plenamente estatais.]

    Lopes, então não podemos considerar que o Chile realmente priorizou o ensino privado, já que tais instituições não possuiam autonomia curricular. Não haver liberdade de construção curricular é destruição de qualquer possibilidade de garantir boa conexão entre os formandos com as necessidades do mercado.

  6. Parece que os socialistas de hoje são espertos o suficiente para saber que tanto o regime que defendem como as pessoas que viveriam nele não durariam muito tempo.

    E estão adotando um esquema mais prático: utilizar o poder para se apropriar do que o sistema capitalista produz. Genial, né? Pra que revolução violenta, se dá pra fazer a coisa de modo mais prático e cômodo, com aparência de justiça social e de legalidade? E se não tiver legalidade, alteram o conceito dela… podem ficar no governo defendendo o livre mercado, sendo ao mesmo tempo sócios ocultos dele e fazendo caridade com o chapéu alheio, com a alegação política de que agem em benefício do “povo” (eles gostam de confundir propositalmente a expressão “povo”, como se estivessem falando “toda a sociedade”).

    E logo no Chile.

  7. O povo chileno vota no partido socialista não por causa do socialismo em si, mas o estigma social sobre políticas que vieram do governo Pinochet. Na realidade, Não foi nem Pinochet em si que propôs tais reformas, porque inicialmente seu governo era muito próximo das demais ditaduras em economia, sendo que grande parte das decisões tomadas eram pela Marinha. Até que veio chilenos civis influenciados pela escola austríaca e de chicago.

    Ok, voltando ao assunto, tudo que tenha menor relação com Pinochet é visto como negativo, e até surpreendentemente, o povo brasileiro está muito mais aberto as ideias de livre mercado que os próprios chilenos.

    Olha só, já houve muitos governantes do PS, antes de Bachelet eles não eram anti-mercado, pelo contrário, o povo pedia mais intervenção, mas eles iam empurrando com a barriga as demandas populares, ignoravam muitas e evitavam o caos da impopularidade ao evitar certas reformas. No primeiro governo da Bachelet, havia oposição forte, porém hoje não, além disso, o governo Piñera foi regular e pouco se defendeu de sindicatos.

    Hoje, Bachelet tem a oportunidade para esquerdar o Chile, povo anti-mercado, revoltado com o governo anterior e muitas cadeiras no parlamento. E não se trata apenas de ser populista e desonesta, senão que ela realmente acredita que poderá mudar o mundo na base da caneta.

    Triste.

    Eis minha explicação sobre a aceitação popular disso no Chile. Ao ponto de tanta alienação que grupos estudantis e sindicatos consideram Brasil um exemplo em diversas áreas.

  8. “Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.”

    br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0GL28D20140821

  9. Por trás de uma ideia imbecil, sempre tem um sindicalista tentando levar alguma vantagem.

    Existe algum país que simplesmente aboliu o sindicalismo?

  10. Fiquei muito chateado quando li este artigo e notei que as ideias estatistas-coletivistas estão ganhando espaço e deixando-nos mais acuados quando vemos populações que votam em pessoas que futuramente as farão sofrer, vide a eleição na faixa de gaza optando pelo Hammas e Clile. Talvez seja que a democracia esteja mostrando para a que veio e mostrando a tirania que pode virar. O Chile que tem uma constituição privatista, estão querendo que a mesma se transforme em uma constituição socialista, sendo que a atual produziu um real progresso e elevou o Chile a ser a 7ª economia no rankind da liberdade econômica. Seu sistema de previdência social acho original e a prova de politicagem, e como o autor disse tornou os trabalhadores em capitalistas. A constituição é privatista e com o a nova Constituição sugerida tende de abolir o princípio da subsidiariedade diz que o governo só poderá intervir quando a iniciativa privada (empreendorísmo) não puder satisfazer as carências dos consumidores. O mercado é o maior produtor de bens e serviços que a natureza produziu. Onde houver carência lá aparecerá o mercado para ocupar a lacuna e sempre. Digo mercado livre e desimpedido. O mercado é duro na queda e mesmos nos regimes ditatoriais e totalitário e mesmo quase asfixiado, melhora a duras penas as demandas das pessoas e costuma ser chamado de mercado negro. Êle salva vidas no planeta afora. Os libertários odeiam regulamentações que ferem o principio da liberdade. Eles querem mudar a constituíção de privatista para socialista,aferrados a ideia da igualdade que fera a ideia de ética. Nínguêm é, nem nunca será igual a nínguêm, nem pelo DNA. Meus pêsames ao povo chileno, que através da democracia de um pouco independente do estado, agora querem obriga-lo dependente do estado, para distribuir benesses com o dinheiro do mesmo contribuinte (escravo,explorado). Eu como libertário amador fico mais distante do meu ideal de liberdade, e pela minha idade não mais tenho condições de ir morar em um lugar mais livre. Ademais teria a opção de votar em 03 candidatos socialistas estatizantes e que nem acenaram em mudar esta constituição que todos os artigos são socialistas de cabo a rabo e continuarão a agigantar o estado, e a dividir o bolo mas com a faca na mão deles. Sem mudar a constituição nada feito. Assim meu horizonte está curto, minhas ações politicas de simples cidadão impotentes, sem chances de nada mudar e como não vou viver 200 anos, não terei a chance de viver num mundo onde se aplicaria o principio da não agressão, onde a propriedade privada legitimamente conseguida fosse sagrada, e a liberdade assegurada em sua plenitude. Nunca na historia desse pais se falou tão pouco em liberdade, propriedade privada, principio da não agressão, e garantia de que o estado fosse pelo menos diminuído, nas revogação dos estados,fortalecimento e florescimento das cidades, dos direito a secessão, abolição de impostos de renda ainda mais progressivos (exploração total), venda de ativos do governo ao povo, proibição do governo ter empresas, abertura ao exterior da entrada e saída de bens e serviços. Infelizmente nada posso ajudar, pela dificuldade de criar nossa utopia. As intervenções do estado socialista que são sempre danosas e prejudiciais continuarão, requererão mais intervenções cada vez mais danosas que levarão a servidão total. Hoje estou desanimado…

  11. P.S. No comentário que fiz como Dam Herzog esqueci que o Brasil passou de 100ª posição no ranking de liberdade econômica e passou para 114ª posição. Se o Chile seguir o nosso exemplo logo poderá até nos ultrapassar, e irá de 7ª para 114ª. Esta nova posição ocorreu no governo da ex Presidanta Dilma, assim espero.

  12. É um completo absurdo. Apesar de não estar bem colocado no ranking mundial, o Chile é o país latino americano com a melhor educação. Em vez de tentar copiar os campeões vai adotar o modelo de Brasil e Argentina, que ainda estão em pior posição.

    Ou o Chile acaba com Bachelet ou Bachelet acaba com o Chile. É impressionante como o Foro de São Paulo, ao qual Bachelet faz parte, consegue destruir todo país em que põe as mãos.

  13. Excelente texto, mostra muito bem que esse câncer chamado socialismo, por vezes dormente no seio de uma sociedade abastada, sempre será um fantasma assombrando as economia latino americanas. Não tem jeito mesmo, inclusive fica visível nos comentários acima que ele é onipresente no Brasil… tem amantes do estado babá comentando nessa página!

  14. Argentinos realizam greve geral exigindo mais do que os faz fazer greve geral:

    noticias.r7.com/internacional/greve-geral-na-argentina-paralisa-servicos-da-capital-e-e-sentida-em-todo-o-pais-28082014

    Almejar ler os cartazes dos manifestantes logo após analisar o texto da Wikipédia respectivo ao Chile (ladrilhada por um comentário infundado de Paul Krugman) é o roteiro de um épico de terror ao futuro deste continente.

    Confesso estar um tanto triste.

  15. Pessoal, notei aqui que muitos não entendem porque o bom modelo chileno nas decadas passadas sofreu esse revés….no meu entender uma das razões para a insatisfação dos chilenos esta relacionada ao esperado declinio das commodities no mercado internacional, desaceleração da china, etc…..Sempre lembrando que o chile é um forte player mundial na produção de cobre e outros recursos naturais. Um novo arranjo econômico deveria acontecer naturalmente para se amoldar aos novos tempos…ahhh, mas vai explicar isso para o povão…rsss…..Olha a Bachellet ai genteee …. rsssss

  16. Apesar de ter lido somente o título da matéria no dia 27/08, já tive um vislumbre da tragédia. Mas somente hoje (29/08) consegui lê-la totalmente. E confesso: Me estragou o fim-de-semana.

    Sempre bati direto contra a candidatura dessa socialista gorducha. Mas vejo que a dominância socialista está se tornando total. Um trem desgovernado que, aparentemente, vai passar direto por cima de tudo. Vejam o ex pináculo do livre-comércio e das liberdades, os EUA, hoje sendo transformado em um imenso castelão assistencialista para latinos preguiçosos e bandidos e muçulmanos doidos e fanáticos.

    Estou perdendo as esperanças no sentido de que algo mude essa tragédia. Ao meu ver, somente após o mundo virar um imenso depósito de escombros é que talvez o capitalismo puro e sem intervenção estatal (ou seja, o livre-mercado puro) volte, para reconstruir tudo o que o socialismo destruiu.

    Mas espero, que desse dia em diante, uma nova consciência coletiva nasça junto. Uma consciência que abomine o socialismo tal como o nazismo é abominado hoje. Se vai durar? Não sei, mas pelo menos tentamos…

  17. @ Rud, as pessoas não conseguem entender/perceber que ciclos de crises econômicas não são normais. Altas e baixas de mercados, é o que é lógico e normal. E como vai achar solução se não vê o problema?

  18. Se milagrosamente nas próximas eleições, um candidato ainda desconhecido do povão conseguisse se eleger presidente com uma plataforma liberal de verdade (propondo extinguir a Justiça do Trabalho, 90% dos ministérios, acabar com a Carteira de Trabalho, sepultar o FGTS, degolar o INSS… privatizar quase tudo (talvez deixando apenas as forças armadas), etc.), e milagrosamente também conseguisse eleger deputados federais, senadores e governadores Brasil afora, ainda restaria um problema mastodôntico e de difícil resolução, talvez impossível em nosso país: o amor incondicional que o brasileiro tem pelo Estado Babá. É um puro e simples xeque-mate, não há como mudar a curto prazo a mentalidade do brasileiro médio, seja pobre, seja classe média, ele crê que o Estado faz parte do seu dia a dia; ele não imagina que o Estado Babá possa subitamente abrir mão da Previdência, do SUS, das escolas públicas, das estradas, dos presídios, etc. Como poderíamos mudar a cabeça que vem sido doutrinada em tais moldes desde a terna infância? Talvez leve duas ou três gerações, ou talvez só depois de uma hecatombe econômica (o que cá entre nós está bem próxima!). O que fazer?
    Gostaria de ter superpoderes para descobrir uma cura definitiva para essa doença (sim, é uma doença, pois tem todos os sintomas de uma dependência química!) ainda sem nome, poderia até chama-la de Síndrome da Dependência Anacrônica à Estadolatria… ou meramente: Estatitis Agudis.
    PS. Faça um esforço, procure ajuda, leia bons livros, pratique qualquer forma de comércio… tente se desintoxicar, pode ser que esse vírus saia de nosso organismo.

  19. É, parece que os chilenos não aprenderam com a história! Pelo jeito querem reeditar o desastre socialista da década de 1970.Pobre Chile!

  20. O ramo de previdência privada não possui uma “livre concorrência”, todas cobram praticamente a mesma “taxa de administração”, e além disto cobram uma “taxa de carregamento” muito elevada. Combinam tudo, taxas exorbitantes, para cada R$100,00 investido uns R$93,00 sobram. Quem é que vai olhar para esta “livre concorrência’?

  21. Neste modelo previdenciario chileno….essas empresas que o Leandro se refere pegam os recursos dos trabalhadores e compram basicamente titulos do governo ( o que os PGBL, VGBL da vida fazem por aqui ) e ainda cobram uma taxa de administração para isso…..rsssss…coisa que os proprios trabalhadores poderiam fazer sem custo algum…o mundo é cruelllll !

  22. Enquanto não ensinarmos para as crianças a diferença entre Democracia e Autocracia, não haverá chances de diminuir drasticamente a atuação dos maus intencionados.

    Mas pra isso precisamos nos concentrar no 3 pilares que possibilitam Liberdade ou Autoritarismo;

    Educação MEC (cada escola que tenha seu modelo de educação, descentralização), Sindicatos (taxa não obrigatórios), Estatismo (desestatizar tudo).

    Isso impede que esses vagabundos tenham vantagem organizacional, financeira e operacional sobre nós que trabalhamos duro e não temos tempo para o mesmo.

  23. A educação chilena não é particularmente boa, apenas não é tão ruim quanto o restante da América Latina. E tudo isso com o diferencial de que eles contraem uma dívida pra vida toda. Não tem nada a ver com doutrinação pura e simples, os chilenos não estão conseguindo pagar as contas. A alternativa pode não ser a melhor, mas o modelo atual também não é nada perfeito como se pinta aqui.
    A elite seguiu enriquecendo por décadas e se não queria ser vitma de uma caça às bruxas, então que tivesse ela própria ajudado a sociedade chilena. Mesmo que não sejam obrigados a ajudar ninguém, deveriam sim, como seres humanos não-psicopatas, se importar com quem começa a corrida já da última posição… Creio que capitalismo e democracia só funcionam juntos em uma cultura certa. Num país onde os mais ricos cospem na cara da população mestiça, não dá pra esperar que eles sejam vistos como amigos. Imagina um empresário português limpando banheiro ou varrendo rua como Japão. Duvido.

  24. Lucas Albuquerque

    Eu acredito que Bachelet é popular justamente porque ela ataca o que foi implantado por Pinochet. Por mais que as reformas econômicas do ex-ditador tenham sido muito importantes para tornar o Chile o único país latinoamericano desenvolvido, Pinochet foi responsável por censuras, torturas, muitas prisões. As pessoas do Chile provavelmente devem associar tudo o que vem de Pinochet como sendo ruim. Talvez por isso que Bachelet e outros sociais-democratas tenham sido populares após o fim da ditadura chilena. Não tenho fontes para garantir isso; mas, é o que eu suspeito fortemente.

  25. Administrador indo embora

    Ola, pessoal. Leio os artigos do Mises Brasil com frequencia, sou um ferrenho defensor da Liberdade, porém tenho aqui uma pergunta que me atormenta a um bom tempo.

    Gostaria de saber porque as Universidades Chilenas são tão absurdamente caras. Já consultei os valores dos cursos e realmente a coisa é estratosférica.

    Entendo os problemas das intervenções do Estado na Economia, mas gostaria de entender qual o problema nesta situação em específico.

    Obrigado e uma ótima tarde a todos.
    Att.,

    Administrador indo embora.

  26. Administrador indo embora

    Veja bem, pessoal.

    Entendo a ideia da privatização e a defendo. Porém ainda acho o Ensino Superior no Chile bem caro em relação à diversos países.

    A entrada neste ramo é extremamente regulamentada pelo governo? Dificultando a concorrência?
    Quais as reais causas para valores tão altos?

    Veja bem, na Irlanda se encontram bacharelados e mestrados muito mais “em conta” comparado ao salário médio da população (e um dos 10 países mais livres do mundo). O mesmo não ocorre no Chile (que está bem no índice de liberdade econômica).

    Quanto à esse papo vazio de “tirar proveito” dos alunos: eu dispenso. A questão deve ser outra, mas nunca encontrei um artigo sério sobre o tema.

    Att.,

    Administrador indo embora.

  27. Administrador Indo Embora

    Ok. Mas vamos la, tomando como base Irlanda e Chile, ambos livres economicamente.

    A irlanda aparenta ter cursos excelentes, inclusive a imersão cultural e muito mais profunda. Porque ela é mais barata do que no Chile? Mas é muito mais barata mesmo. Seria o setor universitário chileno não tão livre quanto aparenta ser?

  28. Basicamente quer Brasileirar o Chile.

    Triste ver um país que prosperou tanto agora caindo no conto do populismo do Tudo gratis

    Tão fudido assim como nós

    Cheguei a conclusão que o comunismo é um cancer no mundo, e só se curam a população que já teve nele

  29. Alexandro Zambrana

    Parece que o apelo popular para a socialização se torna crescente ao longo do tempo, independente das conquistas da economia liberalizada. No caso do Chile, a formação de cartéis nacionais no comércio de medicamentos e papel higiênico provocou indignação da população quando a informação veio à tona, o que pode ter contribuído para a acensão das idéias contra o livre mercado e do intervencionismo estatal.

    Neste contexto, os pensadores liberais devem procurar entender estes fenômenos regionais (formação de cartéis), pois, via de regra, é um dos argumentos mais usados pelos pensadores não liberais para justificar a intervenção estatal, a ideia de que a cartelização e o oligopólio (ou monopólio) são a consequência natural do livre mercado.

    A dúvida que paira é se a formação de cartéis é mesmo um fenômeno que precise ser combatido por uma entidade interventora estatal e, em caso positivo, qual o nível de intervenção tolerável, ou se existem fatos causados pela própria interferência do Estado que dificultem ou impeçam a autorregulação do mercado e a dissolução espontânea dos cartéis. Neste último caso, o foco em encontrar estas razões e divulgá-las seria de grande ajuda no contraponto ao intervencionismo.

    Estou particularmente curioso quanto a estes dois cartéis formados no Chile (medicamentos e papel higiênico), pois parecem ter sido de longa duração e só foram desmantelados após a intervenção do Estado através da Autoridade Nacional de Fiscalização Económica (espécie de CADE deles). Caso alguém tenha uma explicação, gostaria de ver postado aqui.

  30. Infelizmente o futuro do Chile vai ser o mesmo futuro do Uruguai e da Argentina.

    Quando o Peru e a Colômbia ficarem ricos como o Chile ficou por causa de uma economia liberal, é bem capaz de acontecer o mesmo também.

    Os socialistas simplesmente não desistem. É realmente impressionante.

  31. Em uns 10 anos esse também será o destino de Peru e Colômbia. Socialistas são parasitas, não conseguem ver um país próspero que salivam de tesão para sugar as riquezas e depois culpar agentes externos pelo seu fracasso.

  32. É, meus caros, será uma queda livre para esse país, tão promissor e exemplar. Infelizmente o mesmo foi ludibriado pela lábia do socialismo, a serpente do pecado original.

    Nunca vi tantos comentários enriquecedores num lugar só, acho que estou sonhando kkk

    É bem dificil ler alguma coisa na internet sem ser atacado de forma ignorante, leviana por esse povo que não sabe ouvir opiniao alheia alguma sem “ bostejar “ pelos dedos só para se sair por cima oiu terem alguma “razao“.

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