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Uma teoria simples sobre a corrupção

Qual
exatamente é o arranjo que gera incentivos para que políticos sejam corruptos? Mais: existe realmente uma maneira de ser diferente?

O
intuito aqui é estabelecer uma teoria direta e concisa sobre a corrupção. 

O
poder do estado — e, por conseguinte, o poder daqueles que detêm cargos de
poder dentro da máquina estatal — é o poder de pilhar, usurpar e dar
ordens. Quem detém o poder estatal detém a capacidade de se
locupletar. A capacidade de se locupletar estando dentro da máquina
estatal é a definição precípua de corrupção. A corrupção sistemática
necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de
absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de
exposição e de denúncia pela mídia.

A
teoria por trás destas conexões é simples. 

Em
primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de legislações e emendas orçamentárias. E tal monopólio gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei, regulamentação ou emenda orçamentária que favoreça um
determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os
pagadores de impostos.

Em
segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o
monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo
julga adequadas. Esse processo de
escolha, que dá à empresa vencedora acesso livre ao dinheiro da população —
algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.

Grupos
de interesse — por exemplo, grandes empresas, empreiteiras ou empresários com
boas ligações políticas — ansiosos por adquirir vantagens que não conseguem
obter no livre mercado irão procurar determinados políticos e fazer lobby para
“convencê-los” a aprovar uma determinada legislação que lhes seja
benéfica, ou para pressionar que sua empresa (ou empreiteira) seja a escolhida
para uma obra pública.

A
legislação pode ser desde a imposição de tarifas de importação até a criação de regulamentações que irão dificultar a entrada de novos
concorrentes em um mercado específico. Pode também ser uma mera emenda orçamentária que irá
beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra
pública. 

Mas
há um problema: se esses legisladores não cobrarem um preço pelo seu voto
favorável — isto é, se o custo para se fazer lobby for zero –, então a
demanda por legislações específicas será infinita. Igualmente, se os políticos não cobrarem um preço das empreiteiras escolhidas para fazer as obras
públicas, a demanda por obras públicas da parte das empreiteiras também será
infinita.

Sendo
assim, os legisladores terão de cobrar caro pelo seu voto com o intuito de
estabelecer parâmetros para os espertalhões que estão brigando pelo seu voto
favorável; e os políticos terão de cobrar um preço alto
para fraudar o processo de licitação em prol de uma determinada empreiteira.

Para
ambos os casos, o preço inclui contribuições de campanha, dinheiro em contas no
exterior, favores corporativos, publicidade favorável, e vários outros. Suborno e propina são apenas as formas mais cruas desse leilão.

[N. do E.: no escândalo da Petrobras (o Petrolão), o dinheiro saía do caixa da estatal,
pagava obras superfaturadas e, o que restava, voltava para o bolso dos
políticos que estavam no comando da empresa na forma de propina paga por
empreiteiros. O esquema foi detalhado neste artigo].

Em
todos esses casos, o dinheiro público estará sendo desviado e desperdiçado,
seja em obras superfaturadas, seja na criação de burocracias desnecessárias e
que irão apenas encarecer os preços dos bens e serviços e reduzir sua
qualidade. E quanto maior o volume de dinheiro público desviado, maior é
a fatia que acaba indo parar no bolso desses próprios políticos.

O
fato é que o voto destes políticos em prol da criação destas legislações anti-mercado
ou destas emendas orçamentárias, bem como o fato de políticos comandarem
estatais e escolherem as empreiteiras que farão suas obras, são um bem
econômico para essas empresas.

O
resultado final é uma corrupção endêmica que não pode ser eliminada. E
ela será tanto maior quanto maior for o tamanho e o escopo do estado. Não
existe algo como um governo limpo e transparente.

Senadores,
deputados e burocratas reguladores — todos estão, de uma forma ou de outra,
propensos a esta atitude. Mesmo um político ou burocrata que seja
genuinamente honesto pode ser acusado de conivência, pois não irá denunciar
seus colegas.

Roubo
e corrupção perpassam o governo em todas as suas atitudes e medidas. Todas as atitudes e medidas do governo sempre envolvem mentiras, injustiças,
malversações, delitos, propinas, subornos, favorecimentos, fraudes,
deturpações, negociatas, emendas favoráveis e exploração. E essas são
apenas as coisas publicáveis.

A
corrupção, aliás, já começa pela linguagem. “Contribuições de
campanha” ou “doações” são apenas um eufemismo para
‘propina’. Quem dá dinheiro a políticos o faz ou porque acredita no que
eles dizem defender ou porque espera influenciar seus votos legislativos. Tais pessoas sempre esperam ganhar algo que necessariamente virá à custa de
outros.  

Políticos que recebem contribuições de campanha se tornam meros
porta-vozes dos interesses de seus financiadores. O dinheiro irá ajudar o
candidato a criar uma coalizão que poderá usar o poder do estado em benefício
de um determinado grupo de interesse sem sofrer nenhuma resistência
excessiva. Afinal, trata-se de um roubo legalizado.  

Conclusão

A
grande arte da política está em conseguir, simultaneamente, aplausos dos
favorecidos e apoio dos que estão sendo roubados.

O
político, em suma, gerencia um esquema de extorsão semelhante ao da máfia. Seu
salário é pago pelas vítimas, ou seja, pelos pagadores de impostos que não têm
voz ativa. Seus “complementos salariais” — o chamado “por
fora” — são pagos por grupos de interesse, o que fará com que ele espolie
ainda mais os pagadores de impostos. Tudo é feito com grande astúcia,
sendo a função do político convencer as vítimas de que elas não estão sendo
espoliadas.  Isso ele sempre consegue. O político é, acima de tudo,
um falso. 

Corrupção
sistemática — não apenas a corrupção que envolve meios financeiros, mas também
a corrupção da linguagem e das atitudes — necessariamente acompanha um
governo. Qualquer governo. E a corrupção é endêmica porque a
política é a arte da ladroagem. 

Quando
eleito, um político irá se esforçar para garantir seus interesses e os
interesses de seus financiadores da melhor forma possível. Para que mais
serve um governo? Governo é roubo. Governo é corrupção.

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161 comentários em “Uma teoria simples sobre a corrupção”

  1. Essa frase é fantástica:

    “A grande arte da política está em conseguir, simultaneamente, aplausos dos favorecidos e apoio dos que estão sendo roubados.”

  2. Estou com o queixo no chão. É a verdade nua e crua pra quem quiser ver. Quem lê um texto desse perde toda a desculpa possível pra associar corrupção a políticos específicos. Sensacional!

  3. Fantástica descrição sobre o que é o estado, o brasileiro em geral acredita que o problema do nosso pais são os políticos que lá estão o Sr. Sennholz nos mostra que governos são todos iguais só mudam de tamanho, e quanto maior pior.

  4. Está ai uma definição bem clara do que é corrupção e governo, excelente artigo!

    Só uma coisa que ficou de fora que, no caso, existem muitas outras formas de corrupção e isso de forma indireta afeta nossos representantes, ou seja, cada povo tem o representante que merece.

  5. Tem que tomar cuidado ao ler textos como esse. A conclusão não é a de que qualquer governo é roubo. Mas sim de que, o melhor governo possível, é o menor possível e constitucionalmente limitado.

    Ao afastar liberais e libertários da política, a única coisa que é feita, na verdade, é entregar o estado de bandeja aos esquerdistas.

  6. Emerson Luís, um Psicólogo

    O que motiva a corrupção é a natureza humana.

    O que possibilita a corrupção é o sistema que concentra poder demais.

    * * *

  7. Este artigo é muito oportuno e revela o tanto de capitalismo de compadres(socialismo ou facísmo) que existe no Brasil pode se entrelaçar com pessoas que tem um ódio total ao processo de livre mercado. Esta intimidade favorece os governantes os empresários amigos e as custas do dinheiro produzido pelos imposto por todos os cidadãos. O governo e os legisladores convencem os pagadores de impostos (vitimas) de que estão defendendo o interesse nacional e os interesses de quem votou neles. E o cidadão comum nem percebe a maracutaia. Outro dia vi um policial conversando com o motorista de onibus e lamentando que após a privatização da Vale o Brasil estava piorando cada vez mais a vida do povo e que todos os serviços de importantes deveriam ficar gerenciados pelo governo. O ruim é que a vale é meio privatizada. Olhem quanto serviço de convencimento ainda resta fazer naqueles de cabeça já feita para livra-los da lavagem cerebral.

  8. Venho através desta apelar para os deputados de todos os partidos para que não deixem passar o projeto do marco civil da internet, que inevitávelmente será custoso para a o usuário que não poderá auferir da condição dos pacotes tipo combo tendo que pagar cada item. É um verdadeiro crime contra a nação. Tem viés totalitário, e criará a muitos que trabalham na internet a pecha de fora da lei por estar desobedecendo uma lei absurda. Pensem em nós deputados e derrotem o partido totalitário conhecido como PT.

  9. Não discordo do Texto, achei excelente, mas questiono como tornar o Estado menor sem os liberais e libertários participarem do Estado? Acham realmente que só fazendo críticas do lado de fora vão conseguir mudar este sistema. Peço a quem saiba quais são métodos práticos realizados por outros países quanto a esta mudança de paradigma?

  10. Fernando Schoulten

    A corrupção é inerente ao ser humano, não aos Estados, como denota o início do texto. No entanto, Estados são formados por seres humanos, logo, podem ser corruptos.
    Como o texto deixa claro, a situação de um Estado e seus trâmites, incomparavelmente, potencializam a possibilidade de corrupção.

  11. Um esquerdista estatista (redundância) vai contrapor perguntando, não existe corrupção nas empresas?
    Corrupção é uma questão moral.

  12. A corrupção é uma das variáveis que leva a sociedade para a anomia social.

    Anomia social

    O desenvolvimento econômico depende de variáveis sociológicas, uma das quais é o nível de anomia de uma sociedade. O conceito foi difundido pelo sociólogo norte-americano Robert K. Merton, a partir do de estrutura social, onde existe um nível de anomia. Por estrutura social entenda-se a configuração da organização interna de qualquer grupo social. A anomia social, como já Émile Durkheim recordava, refere-se pois ao grau em que as partes que compõem a estrutura social estão integradas.

    A estrutura social é determinada, em boa parte, pelas metas a atingir pelos indivíduos (ser rico, famoso, culto…) e pelas regras para as atingir (leis, costumes…).

    A anomia surge quando as normas de conduta estabelecidas como regras pela sociedade para se alcançar metas sociais não estão devidamente integradas nestas.

    A anomia ocorre pois quando os indivíduos se sentem incitados a violar as normas para poder alcançar as metas. Também poderá surgir anomia social, ainda segundo Merton, quando a cultura der mais importância ao alcance das metas (os valores que definem as metas) do que às normas sociais ou regras para se atingirem aquelas de modo legítimo (valores que definem as normas sociais).

    Assim, quando os grupos sociais aceitam aquele que atinge as metas sociais, mesmo matando ou por outros meios ilícitos, está-se a fomentar o estado de anomia na sociedade. O termo anomia é assim usado para explicar os desvios face às normas sociais por parte de certos grupos (condutas desviadas anormais), como no caso dos Estados Unidos, onde Merton aplicou a sua teoria. Nos países menos desenvolvidos, porém, a conduta desviada dos valores da sociedade é mais norma do que exceção. Nestes, o nível de anomia social é maior do que nos países mais desenvolvidos, onde há mais falhas nos sistemas judiciais e maiores possibilidades de se “burlar” as leis, embora o mesmo não deixe de ocorrer no mundo desenvolvido.

    A corrupção aumenta também a anomia social, que é por isso causada pela falta de capacidade de travar, pela sociedade, aqueles que violam normas para alcançar metas.
    Também se pode entender por anomia social quando nos referimos a situações em que as instituições sociais utilizadas para que se faça cumprir as leis falhem nos seus objetivos, como as polícias, os tribunais, as prisões.

    Quanto maior for a incapacidade das instituições para fazer com que se cumpram as leis maior é o grau de anomia social. Quando não se consegue cumprir a lei, não há integração possível entre as metas e as normas sociais, surgindo a anomia social.

  13. Dúvida:

    Muitos irão defender uma “solução” para o problema de propinas: Financiamento público de campanha.

    Qual a resposta consistente para essa questão?

    Abraços!

  14. Caros libertários, ontem após a palestra do Ron Paul cheguei a uma conclusão: a liberdade é a melhor escolha! Inclusive a liberdade do povo decidir o que quer! Por meio do voto e do conformismo, a população optou por viver e manter esse arranjo! Não há maior liberdade do que as pessoas decidirem se auto expropriar livremente! Mas cabe salientar algo de extrema importância: a culpa da corrupção é do capitalismo! O capital é que corrompe os governantes. Se concentrarmos os meios de produção na mão do proletariado enfim romperemos tais amarras e seremos verdadeiramente livres para seguir um caminho de prosperidade! Vejam que a corrupção também ocorre na esfera privada. Quantas vezes não se vê pessoas ganhando “por fora” no meio empresarial? Portanto, é mister deixar claro qual a fonte dessa nuvem negra sobre os iluminados governantes!

  15. O socialismo deposita a crença que a centralização estatal vai resolver os problemas da humanidade, e hoje, ainda, muita gente nutre essa fantasia, mesmo com o fracasso do socialismo, e com inúmeras provas atualmente de que regimes de esquerda conduzem à decadência econômica e social.
    Eu acredito na iniciativa privada,e que o Estado transfira para autonomia individual as responsabilidades para criação de riqueza e gerência da própria sociedade. Entretanto esse liberalismo exacerbado que eu farejo em muitos artigos do site eu não engulo, e francamente eu vejo que é outra fantasia, só que avessa ao socialismo. O socialismo acredita no estado, a entidade mágica que vai promover igualdade. No liberalismo clássico, a entidade mágica é o mercado. Deixado sobre as livres interações do mercado, da lei da oferta e procura, a sociedade vai naturalmente progredir.O Estado é um ladrão que só atrapalha. Eu vejo que essa insistência de que o Estado não serve para nada, que deve ser eliminado, de vilanizar o Estado, me parece o outro lado da moeda de uma esquerda radical que acredita que o mercado é o vilão.
    Como um instrumento para analisar alguns aspectos da sociedade, o Mises é bom, como concepção, muito radical para o meu gosto.
    Quanto ao Estado e evolução legal, tenho a dizer que foram garantidos inúmeras liberdades nas leis que ora nos regulam, na Revolução Francesa, e na Independência dos EUA, evolução conhecida como a 1. geração de direitos. A 2. geração de direitos, essa no século XX, depois da constatação de que simplesmente as garantias de liberdades, por si só, geravam distorções na sociedade, foi a responsável pela introdução de direitos sociais nas Constituições, o que então gerou mais intervenção do Estado.
    Nós temos hoje, acredito, constituições muito intervencionistas, grande demais, mas de maneira nenhuma algumas garantias sociais devem ser eliminadas, pois elas são fundamentais para a dignidade humana. E se os autores do Mises disserem que a dignidade humana é problema da família, do indivíduo, que o Estado não deve se meter, eu oponho que as leis são um contrato social que devem estabelecer condições mínimas para a sociedade.

  16. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    Governo é roubo. Qualquer tipo de governo. Seja lá quem estiver no comando, roubará. Lei inevitável do ser humano. Dê-me poder sobre você e prepare-se para sofrer.

  17. Quando vão entender que anarquia não pode existir.
    Não é porque existe corrupção que devemos acabar com a política, pois ela (política) é necessária, não existe na historia região sem governo, sempre houve governo e sempre haverá, afinal tudo precisa de uma organização e por consequência quem organize, não existe isso de sociedade sem estado. Essa ideia é tão utópica quanto comunismo.

  18. “Como um instrumento para analisar alguns aspectos da sociedade, o Mises é bom, como concepção, muito radical para o meu gosto.”

    Era essa conclusão que a tempos, desde 2009, que burilava em minha mente e não conseguia desenvolvê-la. É muito radical para meu gosto, também. Valeu André Luis. Fez-me ver que nem todos que acompanham o Mises estão perdidos.
    Aliás, acredito que a hipótese de Ação Humana de Mises é incompleta, digo, falta outros elementos.
    Para começar deveria ser chamada Ação Psíquica por parte das consciências presentes desde os seres minerais, vegetais, animais e o hominal, além de outros. Seria pois não apenas Ação Humana, tempo e conhecimento a definir a economia, mas Ação Psíquica, Função Biológica, Tempo, Reciprocidade, Interdependência e Conhecimento. Pode haver mais completando sete propriedades definidoras mas ainda não a descobri.

  19. E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

    Apocalipse 21:1

    A ÚNICO GOVERNO QUE EXISTIRÁ SERÁ O TEOCRÁTICO O RESTO É BALELA CONVERSA MOLE ENQUANTO ESTE GOVERNO DE DEUS NÃO SE ESTABELECE LUTEMOS PELO ANARCO-CAPITALISMO!

  20. Enquanto governos existirem as pessoas não podem deixar de lutar contra eles, utilizando as armas que estão à disposição: o voto e as ideias!
    Quem deixar um destes campos de lado porque acha que a atuação é infrutífera ou porque sua voz é insignificante na multidão permite que o estado cresça, cresça, cresça, sem oposição, tal como ocorre hoje.
    O exemplo da Venezuela é flagrante! A oposição deixou de participar das eleições, ficando apenas no campo das ideias. O resultado foi um Congresso 100% chavista o que permitiu a reforma da Constituição e a completa dominação do país pelos esquerdistas.
    Hoje, não há na Venezuela sequer o direito de se manifestar contra o regime…será que esse é o caminho?
    Se você não gosta de votar porque é chato, porque tem coisa melhor a fazer ou porque não há boas opções, prepare-se pra suportar as ações dos eleitos, pois são eles que vão fazer as leis e te governar, a menos que vc decida ir pra outro planeta onde, AINDA, não tem um governo pra te governar.
    E não diga que vc pode ignorar o estado, pois ele tem braços longos e fortes, e te alcança onde vc estiver.
    A luta não pode ser apenas no campo das ideias!

  21. Embora o autor me pareça um tanto radical, toca em um ponto importantíssimo. Quanto maior o poder do estado, maior a corrupção. É realmente surreal que no Brasil se tente alcançar uma diminuição da corrupção por meio de uma “reforma moral” impossível de ser feita na mente dos políticos. Realmente se espera um santo paladino contra a corrupção, que vai nos remir e acabar com os desvios do estado. Essa mentalidade sebastianista é típica do brasileiro e rigorosamente sempre se mostra inútil. Seja o “caçador de marajás” ou “o partido da ética”, sempre que se elege um messias anti-corrupção o que ocorre é simplesmente mais do mesmo.

    Só há alguma esperança para o brasileiro caso um dia perceba que não há messias ou passe de mágica. Os políticos em sua quase totalidade são desonestos e o sistema não funciona sem corrupção. O que dá para fazer é diminuir o tamanho do estado, cortando privilégios e janelas de oportunidade para a roubalheira. As funções que restarem ao estado serão mais bem fiscalizadas por causa de seu tamanho menor, e será criada uma tradição diferente da que existe hoje.

    Querer consertar corrupção mantendo o tamanho do estado é o mesmo que tentar enfrentar o alcoolismo indo a bares todo dia.

  22. André Calvacanti, serei sucinto nas respostas. Espero que ela seja virtualizada para que todos vejam. Não pretenderei mais me alongar na discussão. Um abraço.

    "E quem vai definir o que deve ser considerável aceitável? Você? Note bem, esse é ponto. Ou a autonomia fica com o indivíduo ou está fora dele. Se está fora dele é que outro alguém vai definir isso por ele. E a questão da responsabilidade individual? Você define o que é “melhor” para mim e ainda assim eu fico com a responsabilidade dos meus atos ou a responsabilidade passa para você? Percebe que, do jeito que é hoje, isto é, alguém definindo coisas de natureza absolutamente individuais em teu nome é que não está funcionando bem."

    Você tem um conceito distorcido de autonomia do indivíduo. A autonomia do indivíduo não é só um bem do indivíduo. O indivíduo está inserido em sociedade. E porque você está inserido em sociedade, você precisa fazer determinadas coisas que são exigências sociais. Algumas dessas exigências são expressas em lei. Isso não é retirar a autonomia do indivíduo, é considera-la de um ponto de vista mais amplo.

    "Você é favor que o estado não intervenha em prostituição e em jogos, coisas que qualquer religião simplesmente abomina em termos de degradação moral do indivíduo e do grupo em que ele está inserido. Guarde isso.".
    Que mané religião rapaz? É possível mensurar os danos concretos do que cada uma dessas atividades provoca.

    "Qual a diferença em ser adicto em cocaína ou na roleta? Do ponto de vista moral é a mesma queda. Por conseguinte, se queres manter coerência deves querer que o estado também se meta na questão dos jogos. Ou então deve não querer que o estado se meta na questão das drogas.".

    Errada essa tua conclusão. Ela é proveniente de uma pessoa extremista, que quer relativizar tudo em nome de uma suposta liberdade.
    Se você considerar que as drogas tem um poder destrutivo maior que os jogos, traz embutido uma ameaça maior a determinados bens públicos, ou bens que a sociedade como um todo confere maior valor, entenderá a minha opinião(liberdade e vida, por exemplo) . A vida é um dos bens que a sociedade confere mais valor, por consequência as pessoas que ameaçam a vida sofrem uma sanção penal maior. Isso tudo está dentro da coerência do Direito. Entretanto deve ser debatido e desenvolvido estudos. Isso é lógico.

    "Mais ainda: porque não charutos, cigarros, bebidas, refrigerantes, batatinhas fritas, sucos artificias etc., já que todo tipo destes alimentos fazem algum mal para alguns indivíduos da sociedade? Ora, porque não proibir pão e tudo que contenha glúten? Há sempre alguém que “não pode cuidar de si mesmo” e, portanto, deve receber a proteção do estado. Compreende aonde leva o teu raciocínio?"
    Esse é o teu raciocínio. Eu não levaria o meu raciocínio a um pensamento idiota como esse. E nem um argumento novo é. Eu já li esse argumento de malucos que defendem tráfico de drogas. Tu queres relativizar tudo, jogando tudo no mesmo saco. A questão está respondida acima. Há coisas que devem ser separadas, pois causam uma maior ameaça ao bem público. É simples assim.

    "Este site está simplesmente cheio de artigos que falam exatamente sobre isso! E, pasme, é o principal motivo de a liberdade ainda não ser amplamente requerida pelas pessoas. Toda liberdade requer responsabilidade pelos atos, portanto, obrigações. É como a lei de ação e reação, mas aplicada ao mundo moral/humano.".
    E no momento que você aplica no mundo moral e humano, você contempla na lei. A lei não está separada da moral humana. Quem aplica a lei é o Estado. A evolução concreta na história levou o Estado a monopolizar as leis.
    "E é aqui onde está o equívoco do pensamento atual. O indivíduo sede uma parte de sua liberdade de ação não é para garantir nada de bens públicos, mas para evitar que ele retire ou limite a liberdade de ação do outro. Exemplo: uma fábrica se instala em um certo bairro. Começa a poluir o local. Ato contínuo, os moradores vão à justiça. O juiz vai dar ganho de causa aos moradores, porque o ar sobre o bairro era limpo antes da fábrica e, depois dela, passou a ser sujo (facilmente demonstrável por uma medição da quantidade de partículas ou pelo aumento do número de casos de doenças pulmonares na população atingida). Então, o ar, no bairro, pertencia aos moradores, por primeiro uso. Logo a fábrica será “obrigada”, pela justiça, a colocar um filtro ou fazer algo para minimizar o impacto da poluição. Isto significa que a fábrica vai concordar em diminuir o seu direito de poluir, porque isso impacta no direito dos outros.".
    No momento que o Estado retira ou limita a liberdade de ação do outro, ele está garantindo determinados bens públicos. Bens considerados públicos são superiores aos bens privados em nossa Constituição. E em todas as outras do mundo. Os bens no mundo jurídico têm diferentes valores. Os bens mais valorizados, como vida, propriedade, liberdade, tem status público, também. Transcendem a pura liberdade individual. Então é da autonomia da Administração exercer determinada coação, em nome de garantir esses bens. É a vida. Goste você ou não. Mas importante, se a Administração cometer abuso, cabe ação contra ela. Do mesmo modo, nós elegemos os representantes periodicamente. Em última análise é a população a detentora dessa autonomia da Administração. Aqui no Brasil.
    Eu nunca assinei o tal “contrato social”. Você já assinou? Se não, não há contrato, correto? Ou o fato de nascermos em um país já, implicitamente, confere ao estado o direito sobre as nossas vidas? E se eu não concordar com os termos desse contrato? Percebe que é uma balela isso de contrato social? Um contrato é sempre entre indivíduos, mesmo que tal contrato seja implícito.
    O Contrato é um vínculo obrigacional antes de tudo. Não precisa, necessariamente, de assinatura. E qual a diferença se existisse uma sociedade sem Estado? Você estaria submetido de qualquer jeito às relações privadas que imporiam uma determinada norma de conduta. Há sim, mas em uma sociedade sem Estado nós não pagaríamos impostos. Grandes coisas…

    "Até aqui tudo bem. Porque se precisa de estado para impor regras? Por um acaso uma instituição jurídica não pode ser privada?".
    Porque um dos fundamentos do Estado é exercer o Poder em certo espaço geográfico. Esse Poder é conferido (democraticamente ou não) pela população desse território. Não vemos a população se rebelando contra o Estado em si. Portanto ele mantém a legitimidade para ditar as regras.

    "Não, o estado existe para suprimir o mercado. Sempre!".
    Reitero que o excesso de Estado é o problema.
    "O problema é que um estado mínimo é algo mais teórico que prático. Uma sociedade de direito privado, apesar de nunca ter sido tentada de maneira mais completa, talvez seja mais real. Se há um estado mínimo, você está dando a alguém o poder de tributar e decidir, ele mesmo, questões que lhe envolvem. Logicamente nunca ele vai definir uma questão contra si próprio. E, se o faz agora, é para ganhar mais na frente. Então, um estado mínimo virará gigante em uma questão apenas de tempo. Os EUA foram criados como um estado mínimo. Hoje eles tem o maior número de funcionários públicos do mundo! E não, a questão deve ser mais ampla, não apenas na questão econômica, se bem que, se ao menos fosse discutida a questão da liberdade econômica já seria uma boa, porque hoje, não se discute nada.".
    Talvez seja mais real… O homem cria muita coisa na sua cabeça que parece ser lógica…
    Se o Estado mínimo é teórico, como você diz, sociedade sem estado é uma fantasia.

    "Veja alguns artigos aqui no site que falam exatamente o contrário, que, em uma sociedade depravada, a saída de estado simplesmente vai exacerbar a situação.".
    Pombas, primeiro tu falas isso aqui em cima.
    Depois:
    "Exatamente, a saída do estado é sempre benéfica, mesmo para indivíduos depravados."
    Qual é exatamente o certo?
    Se a saída do Estado pode exacerbar vícios dos indivíduos, então não dá para sustentar, que o Estado é em essência sem valor, como tu sustentas. É essa uma das justificativas do Estado, é coagir os vícios dos indivíduos.

    "Se você considerar que os vícios também aprisionam o indivíduo, a saída do estado não vai tornar uma sociedade de indivíduos depravados em uma sociedade livre. No entanto, ao se acabar com o estado, cada um vai receber a sua parcela de responsabilidade pelos seus próprios atos. Então, indivíduos depravados tentem a ser alijados, pouco a pouco de uma sociedade livre, seja porque seus vícios os matam, seja porque eles não toleram as consequências de seus próprios atos e acabam por se modificar.".
    Aqui colega tu estais fazendo uma abstração teórica, e não visualiza que a forma que o homem procurou para resolver os seus conflitos, satisfazer suas pretensões diante do outro passou por fases durante a História. Isso que tu estais pondo, a autotutela, foi regime que existia lá nas sociedades primitivas. Milênios a. C. Esse regime era caracterizado por vingança privada, e imposição das decisões a força (lei do mais forte). Depois veio a autocomposição, regime de eleger árbitros para solucionar conflitos. A autocomposição vigorou no Império Romano, por exemplo, e o Estado tinha pouca participação na solução de litígios. Com o tempo o Estado foi se afirmando e impondo-se aos particulares. A verdade é que esta foi a evolução concreta histórica. No futuro, talvez o homem mude sua relação com o Estado. Talvez retorne mais aos mecanismos de autocomposição, como de fato já vem acontecendo, mas a presença do Estado ainda vai ser importante.

    "Mas o estado é, em essência, sem valor – nada produz na sociedade e vive parasiticamente dela. Se não houver impostos não haverá estado. E imposto é um roubo. Pense bem, se você roubar alguém tanto faz se esporadicamente ou assiduamente, você deve ser detido. Se uma empresa engana seus clientes, está fazendo uma fraude, portanto, deve ser fechada. Ora, tanto você, uma pessoa física, quanto uma empresa, uma pessoa jurídica, são instituições da sociedade como quaisquer outras. Porque você não admite estes comportamentos de todas as instituições e admite do estado, que nada mais é que uma outra instituição da sociedade?".
    E imposto é roubo. Imposto é roubo. Imposto é roubo… Você está fixado nessa ideia. E tenta persuadir os outros com argumentos falsos. O imposto é uma obrigação. Essa é a definição mais adequada. Em obrigação há o devedor (nesse caso pessoas físicas e jurídicas), o credor (nesse caso o Estado), e o vínculo obrigacional. Atente bem: no momento que eu vejo como uma obrigação, eu estou considerando que o Estado me prestou algum tipo de serviço. Se o serviço é precário ou não é precário é outra história. Portanto eu não tenho a noção que o Estado é em essência parasítico. Essa concepção de Estado é ideológica. É o transbordar os limites que eu me referi.

    "Ooops, você é roubado mensalmente pelo leão da receita, na fonte do salário e ainda tem que fazer a declaração anual sob pena de levar uma multa alta, se não o fizer, e ser considerado sonegador e, por fim, ser preso, se insistir em não fazer a tal declaração. Acho que você não tem consciência disso. "
    Blá-blá-blá.. Tem muita gente que tem cabeça inflada aqui.
    "Jamais questionaria uma idiotice dessas. O estado recolhe imposto não é para fornecer segurança, mas para financiar os seus desmandos. Se você quisesse mais segurança, mesmo que difusa (e olha que o estado nem essa segurança difusa consegue fornecer) você contrataria um seguro patrimonial que englobasse sua casa, seu carro, seu trabalho, e as vias em que trafega, coisa que hoje não podes fazer porque é proibido pelo estado.".
    Idiotice é ficar repetindo que o imposto é roubo. Você tem que se preocupar com os desmandos do Estado quando ele interferir, por exemplo, na tua liberdade de dizer que o Estado é um desmando.

    "De novo, eu jamais pensaria assim, porque sei o que significa o estado. Você, talvez por ser novo nestas bandas, ainda não pensou suficientemente no assunto. O estado é ladrão e não porque não fornece os serviços que promete, mas somente pelo fato de cobrar impostos."
    E quais bandas cara pálida?
    Você pode falar que os agentes do Estado são ladrões. Quando você diz que o Estado é ladrão você está querendo corrompe-lo. É igual a um comunista faz. Ele quer corromper o sistema capitalista. O Estado, assim como o sistema capitalista, são feitos por homens, e tem virtudes e defeitos. O problema é que vocês tem uma ideologia no cabeção.

    "É radical defender a propriedade privada? É radical defender a liberdade? É radical sonhar em uma sociedade de justiça privada? É radical defender que não se pode roubar, matar, enganar os outros? Uns caras explodem dois aviões em Nova York e são chamados de radicais. O estado daquele lugar vai a forra e mata mais gente em uma guerra que já vai lá com 13 anos que as que morreram no referido ataque e ninguém diz que são “radicais” – estão apenas defendendo o seu “povo”. Sim, o estado não serve para mim. Não serve para ninguém. Nem para você. Você só ainda não percebeu isso.".
    E você não percebeu que não defende a liberdade. Simplesmente porque pode haver sociedade estatal com mais liberdade em relação a uma sociedade sem estado. Apesar de essa ser uma comparação não apropriada porque não existe/existiu local sem estado. A única coisa que existe em relação a isso, atualmente, é lá no oriente, Iraque, Síria, que há territórios nesses países que o Estado está vazio, pois foi dominado por gangues religiosas que impõe suas regras.
    O que eu acho radical é isso que está nesse artigo que fala sobre a corrupção : "Quando eleito, um político irá se esforçar para garantir seus interesses e os interesses de seus financiadores da melhor forma possível."
    Até aí tudo bem. Mas olha o pulo do gato do cara:
    "Para que mais serve um governo? Governo é roubo. Governo é corrupção.".

    "Não é o que eu quero por. É só olhar o que ele faz. Ele cobra impostos, logo, confisca uma parte da minha renda para manter-se – isso é o mesmo que roubar, ou roubo mudou de configuração?"
    Sim, ele cobra imposto, ele cobra imposto, ele cobra imposto… E imposto é roubo, roubo e roubo… Uma inverdade repetida mil vezes se torna verdade.

    "Tá chovendo no molhado. Eu sei que a esquerda está no poder no mundo hoje. Mas é uma questão econômica, ou melhor, uma lei econômica. Cada intervenção do estado na economia faz com que esta cresça menos. Cada novo imposto ou aumento de gastos do governo, faz com que seja necessário mais crescimento da economia justamente para cobrir aquele rombo provocado pelos governos mundo afora. Logo, é uma questão de tempo. Isso tudo vai ruir. Uma hora o estado estará tão gigante que não haverá livre iniciativa suficiente para sustentá-lo. Ele irá colapsar. É uma lei econômica. Ou você acha que o governo brasileiro, magicamente, vai pagar o deficit público que já é da ordem de 2 trilhões de reais, para uma arrecadação de 1,5 tri? Ou que o governo americano, cedo ou tarde, não vai dar o calote dos seus 13 tri de dólares?".
    Tomara que estejas certo. Que a esquerda no futuro tenha menos força. E que tenhamos um Estado mais diminuto. E isso com certeza tende a evitar corrupções e ingerências, não acabar, mas diminuir a possibilidade. A corrupção está muito associado a um Estado mamute.
    "Segundo, o estado é repressor, por definição. Uma das possíveis definições de estado é esta: é o monopolista da jurisdição em determinado território. Corolário: se tem o monopólio da jurisdição, tem o poder de definir o que é lei. Se tem o poder de definir o que é lei, pode definir que é lei pagar tributos. Ora, para que ele exerça essa capacidade, a de cobrar tributos, só o pode fazer por meio da força. Ninguém vai abir mão de uma parte de seus ganhos voluntariamente e, como eu mostrei acima, nenhuma empresa vai poder fazer isso voluntariamente. Logo, o estado só pode existir porque usa de coerção. E esse é justamente o outro conceito que se tem de estado: Estado é a instituição que tem o respaldo legal de usar a força contra terceiros."
    Eu tenho outro conceito de Estado:
    O Estado é uma instituição organizada política, social e judicialmente, dotada de personalidade jurídica de Direito Público, submetido às normas estipuladas pela matéria, que no Brasil é a Constituição escrita e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. (CARVALHO, Matheus, 2014, p.29).
    "Não, fui bem generalista."
    Você escreveu isso aqui quanto ao Direito Positivo:
    "Há inúmeros artigos no IMB que explicam cada um desses “direitos” e o porque a maioria deles simplesmente não é um direito!"
    Depois:
    "Será sempre para favoritismo – lembre-se são privilégios, logo, favoritismos previstos em lei."
    Primeiro você põe que a maioria deles não é um direito. Então nesse caso deixa margens para exceções. E se há exceções, é possível tirar a conclusão que determinados direitos positivos são "direitos reais", portanto não é favoritismo.
    Depois diz que sempre é favoritismo e privilégio.
    E depois fica apontando contradições nos outros.
    "Não necessariamente. Espaços adequados para o caminhante são quase sempre adequados para o cadeirante – com exceção de escadas. Espaços adequados para carrinhos de bebê, são igualmente adequados para cadeirantes. Os espaços tendem a ser adequados àqueles que o utilizam. Em uma empresa, a ergonomia manda que as linhas de produção se adéquem aos operários. Em um escritório, se há cadeirantes, os espaços naturalmente vão começar a ser adaptados para eles. Idem nas universidades. Percebe que os espaços problemáticos são somente os espaços “públicos”? Por que será?"
    O espaço não tem que ser adequado depois que surgem os problemas. O espaço já deve ser adequado antes. É igual a um problema de incêndio. Depois que surge um incêndio, que possivelmente cause danos às pessoas, você faz as adequações de segurança necessária?
    Se você considerar que um espaço não adequado pode causar um dano a mobilidade do cadeirante, mesmo que ele vá eventualmente a determinado local, então por que não prevenir que os espaços sejam mais adequados?
    "A única coisa boa dessa lei. De resto a cultura pode ser melhor incentivada com a propaganda adequado nos meios de comunicação.".
    Pode ser feito com os dois. A propaganda não é um mecanismo tão eficiente de convencer as pessoas. Se eu resolver fumar cigarro agora eu fumo, apesar de toda a propaganda contrária. A lei é um mecanismo mais coativo.
    "Não necessariamente. O restaurante tem dono. Logo, ele decide que tipo de cliente ele quer. Se ele quiser fumantes, vai indicar que posso fumar no local e não estarei invadindo nenhum direito seu. Agora se o dono decidir que o seu restaurante é para não fumante, se eu fumar simplesmente estarei indo contra as regras e serei chamado a me retirar do ambiente.".
    Sim, como era antes da Lei na maioria dos estabelecimentos, para falar concretamente? Fumantes e não fumantes ficavam no mesmo espaço. Implicitamente a maioria dos locais era para fumantes. E os nãos fumantes tinham que conviver com os fumantes, porque era de forma geral assim. O dono não decidia as coisas, tudo estava misturado. Era cultural.
    Por outro lado, é improvável que o dono decida em favor dos não fumantes, ou seja, que crie essa regra impedindo de entrar fumantes. Porque existe o potencial de perder clientela. Ele vai preferir atrair os dois tipos de clientes, fumantes e não fumantes. Ele vai estar mais preocupado com os lucros dele, o que é normal, pois é um empresário, do que com questões de saúde.
    "Isso porque não se tem respeito pelo direito de propriedade do dono do restaurante. Em casas privadas, direitos privados. Neste caso, o dono diz como deve ser. E caba a nós, clientes, se subordinar a ele."
    O direito de propriedade não é absoluto em nossa Constituição. E nem em nenhuma Constituição do mundo. Não obstante ele ser um dos bens que mais se confere valor. E não é absoluto exatamente para não dar o ensejo para malucos criar uma espécie de jurisdição própria no seu espaço.
    "Não. São um privilégio sempre. Perceba que, se ele “obriga” o estabelecimento a reservar um espaço para fumantes, mesmo o dono sendo um não fumante e não querer este tipo de cliente, o estado está desrespeitando o direito de propriedade do dono e dando um privilégio para fumantes. O contrário também irá acontecer. Imagine que um dono de restaurante é fumante e aceita fumantes. O estado vai lá e diz: não se pode fumar em locais “públicos” (admitindo-se aqui que locais públicos são locais com aglomeração de pessoas não necessariamente da mesma família), então você vai ter que criar um espaço reservado para fumantes. Ora, isto é claramente um privilégio para não fumantes naquele restaurante."
    Cara, isso que tu estais falando não tem nada a ver. A Lei não vai impedir o dono de fazer as coisas. Se o dono não quer não fumante, ele que decida. Se ele quer expulsar os fumantes, igualmente. Escolha seu cliente. O estabelecimento é dele. Por que os donos não fizeram ainda isso? Mas desde o momento que eles aceitem os dois tipos de clientes, eles terão que aceitar essa norma. Se não existisse a norma, seria um privilégio para os fumantes.
    "Errado de novo. Um direito negativo é direito de fato justamente porque não é necessário “organizar a sua aplicação”. O direito é direito porque universal, então sua aplicação é simplesmente universal. Novamente, e parece que você não entendeu, eu tenho o direito, para perdê-lo é necessário que alguém use de coerção (de violência) para comigo. Exemplo: se eu nascer, estou vivo. Logo, tenho direito à vida. É necessário que um terceiro me retire a vida para eu não exercer esse direito"
    No momento que a vida é ameaçada por terceiro, como você se referiu, é necessário organizar a aplicação. Sem mais enrolações…
    "Visão distorcida. O estado nasceu quando alguns acharam-se melhores que outros, ou os únicos que eram capazes de fornecer “segurança”. No início se justificavam no poder por serem deuses ou filhos dos deuses. Depois porque tinham sangue nobre. Hoje porque são eleitos pela maioria.".
    Eu devo ter visão distorcida de tudo.
    O Estado nasceu porque o homem tem necessidade de organização política. O Estado representa uma luta histórica do homem por formas cada vez mais democráticas de poder. Visto em um aspecto geral, desde a Antiguidade até os tempos contemporâneos.

    Quanto ao direito à autodefesa, o Estado não interfere.

    "Sim, quando interfere no porte de armas, por exemplo. Ou interfere na capacidade policial de uma instituição privada, que não pode fazer, ela mesma, inquérito sobre crimes, o que é de alçada somente da polícia institucionalizada pelo estado (claro, porque se entes privados passarem a fazer investigações e inquéritos com valor legal, em pouco tempo, ninguém chamaria mais polícia estatal, que não investiga e descobre nada, a não ser que alguém do grupo que te roubou dede um ao outro…, porque entidades privadas são muito mais competentes que suas correlatas públicas).".

    Mas quem tem porte de armas, está necessariamente querendo a autodefesa? Considerando que as armas que mais se matam em cenários de violência são principalmente armas de pequeno porte.
    Quanto à interferência na capacidade policial de investigação de empresas privadas, poderia se dizer muitas coisas, mas vou resumir: o inquérito é uma formalidade pública que deve ser feito segundo determinados procedimentos legais, e não de forma arbitrária por uma empresa. Se for feito de forma arbitrária aí sim será coercitivo. Determinadas atribuições do Estado não dá para se relativizar, e o Poder de Polícia é uma.
    "Na minha infância trabalho infantil era até estimulado. Incrível o que 20 anos de (aí sim) doutrinação socialista não fazem. Já pensou que o trabalho de aprendiz foi e é natural para os adolescentes? Que não tem melhor maneira de aprender do que realizando tarefas? O que deve ser combatido é a pobreza extrema que força a crianças trabalharem 8, 10 horas por dia para conseguir míseros reais, e que poderiam valer muito não fosse a política inflacionista do governo.".
    Correto.
    Lindo. Porque não há escolas de empresas, onde você aprende fazendo? Ainda me lembro de empresas que tinham isso na minha infância. Hoje, necas…
    Correto igualmente.
    Eu não sou contrário a escolas de empresas, muito pelo contrário.
    "Você já parou para pensar porque as pessoas se sujeitam a essas situações “não dignas?
    O problema é que tais condições estão intrinsecamente relacionadas ao desenvolvimento econômico da região considerada. Trabalho infantil em São Paulo (SP), em Manaus (AM) ou em Porto Alegre (RS), por exemplo, é trabalho de menor aprendiz, a partir de 12, 14 anos, e com acompanhamento, em geral, da escola e realizando em um ambiente em uma empresa grande. Já em Marabá (PA) ou Coari (AM), trabalho infantil é a prostituição. Jornada de trabalho em Manaus é de 8:30h com compensação no sábado. Jornada de trabalho nos canaviais cearenses é 14 horas por dia no período do corte da cana.".
    Concordo com você que depende das condições intrínsecas do local. Mas não quer dizer que não se possa exigir condições mínimas. É óbvio, atendendo as condições particulares do local.
    Ou que se deva aceitar tudo?
    Não sou eu, por lógica, que vai dizer o que se deve ou não ser aceito. Mas a sociedade como um todo. Quando eu me referi que é prudente traçar um limite de idade a partir do qual se torna inaceitável o trabalho infantil, eu não pretendi ser rígido, apesar do termo inaceitável. O problema é que tem pessoas (não me refiro a você) aqui que tem mentes inflacionadas, e parece que tem uma convulsão no teclado.
    E quanto ao trabalho de menor aprendiz, eu já tinha conhecimento e via com bons olhos isso.

  23. Primeiro, parabéns ao Emerson Luís, um Psicólogo pelas duas frases abaixo:

    “O que motiva a corrupção é a natureza humana.

    O que possibilita a corrupção é o sistema que concentra poder demais.”

    Segundo, a corrupção no Brasil só vai diminuir tremendamente depois que muitíssima gente, o povão no geral, se lascar, se ferrar de forma estupenda. Digo isto pois de maneira geral o brasileiro é muito compassivo, manso, compreensivo com a corrupção.

    Este mesmo pensamento meu encontrei num grande liberal, o Rodrigo Constantino, colunista da Veja. Quem duvidar de minhas palavras vá a um bar, comércio, praça e puxe conversa sobre corrupção, Petrobrás etc e veja a frouxidão moral e falta de indignação do brasileiro em geral. Percebam o que a maioria responde.

    Vejam o caso da Petrobrás, os “bodes” parecem não ter fim toda hora surge uma trapalhada nova. A coisa não para de dar “peti”. Vejam: veja.abril.com.br/noticia/economia/em-dia-de-escolha-da-presidencia-acoes-da-petrobras-despencam

    Sabe, eu até torço muito para que esse caso da Petrobrás continue dando e dando muito “bode”, prejuízo, trapalhadas, escândalos, vexames para muita gente importante.
    Pois como disse o nosso Emerso Luís, o Psicólogo: “O que motiva a corrupção é a natureza humana.” Pelo menos que os corruptos e simpatizantes da corrupção se ferrem muito e muito.

    “O que possibilita a corrupção é o sistema que concentra poder demais.” E aqueles esquerdistas que querem um Estado gigantesco, autoritário, que comande tudo na vida das pessoas, o deus estado. Que estes esquerdistas se ferrem, se lasquem e se arrebentem.

  24. “Para ambos os casos, o preço inclui contribuições de campanha, dinheiro em contas no exterior, favores corporativos, publicidade favorável, e vários outros. Suborno e propina são apenas as formas mais cruas desse leilão.”

    Outdoor da Momento Engenharia aqui na cidade de Joinville. Até outdoors com elogios à dona Dilma financiados pela mesma empresa foram expostos, mas não consegui achar nenhuma imagem deles no google.

  25. Olá,

    Nao ficou claro para mim o seguinte trecho:

    “Mas há um problema: se esses legisladores não cobrarem um preço pelo seu voto favorável — isto é, se o custo para se fazer lobby for zero —, então a demanda por legislações específicas será infinita. Igualmente, se os políticos no comando de estatais não cobrarem um preço das empreiteiras escolhidas para fazer as obras públicas, a demanda por obras públicas da parte das empreiteiras também será infinita.”

    Alguém poderia comentá-lo, por favor?

  26. Primeiramente, parabéns! Ótimo texto. Deixe-me ver…Você conduz através de seu texto o receptor a acrditar que não precisamos do governo. Isso na política economica? Ou, também, em os outros setores?
    Se for sim. O Estado não existiria, certo? E ai, como funcionaria a segurança,a saúde, a educação? Os quais, antes que eu seja “crucificado, são precários! Apenas cumprem função burocrática. A iniciativa privada é quem assumria esta herença?

    Atenciosamente,

    Sérgio Cambraia.

    Obs.: Por falta de tempo não li os comentários, pode ser que minhas perguntas já tenham sido feitas!

  27. Roubo sempre há, o que limita o roubo do governo é a vigilância do eleitor. Mas no Brasil esta vigilância não existe, porque a maioria dos eleitores é pobre demais para pagar impostos diretos, então não se sentem pessoalmente lesados pelo roubo dos políticos, e inclusive reelege-os mesmo sabendo que são corruptos, conforme há numerosos exemplos. O expediente mais comum é o político renunciar para evitar a cassação, sabendo que será reconduzido ao cargo na próxima eleição, até com maior número de votos. Apenas a classe média pagadora de impostos se importa com a corrupção, mas a classe média é minoritária e não decide eleição.

    Enquanto a classe média não se torna maioritária, a solução para diminuir a corrupção dos políticos é limitar a quantidade de dinheiro que passa pelas mãos deles. Estado mínimo.

  28. A corrupção é inerente ao sistema capitalista-trotskista, como os intelectuais britânicos puderam concluir após as visitas que fizeram à nossa gloriosa república soviética nos anos 20 e 30. Esses intelectuais, ainda que pequeno-burgueses, se maravilharam ao constatar a fartura de bens – alimentícios ou não, que o nobre povo soviético dispunha, enquanto o capitalismo liberal aniquilava o proletariado ocidental em benefício dos grandes agiotas internacionais.

    O novo homem soviético não se preocupa com a corrupção, pois suas naturezas são completamente antagônicas; assim como um sol não pode se tornar um planeta, o homem soviético não pode se degenerar como seus pares ocidentais. Essa é uma simples conclusão dialético-materialista hegeliana. Infelizmente, os intelectuais ocidentais pecam em estudar profundamente a construção materialista filosófica do homem soviético, preferindo – estranhamente – advogar as maravilhas do socialismo estalinista em país alheio, ao invés de fomentar a revolução em sua própria casa. Têm orgasmos múltiplos ao verem uma fazenda kulak sendo desapropriada em país terceiro mas, ao mesmo tempo, censuram-se na própria nação, principalmente quando se trata de suas nababescas mansões – talvez reticentes em dividir sua luxúria com o proletariado inglês.

  29. A verdade, é que hoje no Brasil TODAS as empresas fazem isso. o brasileiro é corruptor e corrupto.
    Hoje, empresas de médio e grande porte, quando você não faz negócio diretamente com o dono, você não consegue fechar um contrato sem que tenha que dar um quebra para o gestor.
    É a mesma política utilizada pelos políticos, gestores de empresas publicas.
    A diferença de publico/privado, é que a empresa privada, dependendo da “festa” ela quebra! Já a publica não, quem paga o rombo é a população.
    Hoje, no Brasil já está escrachada a coisa.
    Essa é a frase mais comum para se vencer a concorrência: “o Sr quer nota de quanto?” cansei de ouvir de vendedores, Daí respondo “sou o dono…” – “Ahhh…”.

  30. Mas quem falou que é a mesma coisa? O ponto em discussão é outro. O que estou discutindo é que o enfrentamento da corrupção em empresas privadas não é tão simplista como vc se referiu no seu primeiro comentario. Não estou defendendo o estadismo, só acho muito ingenua a analise que alguns libertarios fazem.

  31. Wilson Zem,

    Entendi o teu ponto: você está usado o conceito do item 5 do dicionário Priberam. Mais ainda, você está com o conceito do Michaelis:

    corrupção
    cor.rup.ção
    sf (lat corruptione) 1 Ação ou efeito de corromper; decomposição, putrefação. 2 Depravação, desmoralização, devassidão. 3 Sedução. 4 Suborno. Var: corrução.

    Fraude e roubo são comuns tanto em funções públicas quanto em funções privadas. Isto não se discute.

    Mas o conceito de corrupção que postei do dicionário Priberam e o do artigo, se trata de uma relação com um ente público. E isso em “qualquer grau”.

    No exemplo do síndico, este funciona para o condomínio como o prefeito numa cidade, isto é, ele em algum grau está se apoderando de recursos de terceiro para realizar uma atividade. Neste caso ele é virtualmente um ente público. Só que, se o síndico for pego, ele não vai em cana por “corrupção”, mas por roubo, por se tratar de uma relação privada.

    Ao seu exemplo inicial, isto é, de alguém pagar por fora uma pessoa em uma empresa privada é roubo, simplesmente, e não corrupção, no sentido do item 4 do dicionário.

    Mas ambos os exemplos seriam de corrupção no sentido do Michaelis, o sentido que você está usando em todos os seus comentários.

    Abraços

  32. Isaías 10
    1 Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores,
    2 para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos!
    3 Que farão vocês no dia do castigo, quando a destruição vier de um lugar distante? Atrás de quem vocês correrão em busca de ajuda? Onde deixarão todas as suas riquezas?
    4 Nada poderão fazer, a não ser encolher-se entre os prisioneiros ou cair entre os mortos. Apesar disso tudo, a ira divina não se desviou; sua mão continua erguida. Provérbios 29: 2 Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama.Provérbios 29:4 Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça.

  33. Alguem conhece uma forma inteligente do povo conseguir atingir os políticos? Porque no momento os políticos são blindados e fazem qualquer coisa que desejam. Se houvesse uma forma de retaliação real contra eles, poderia gerar alguma mudança.

  34. Estamos no momento ideal para ajudar a tirar da cabeça do brasileiro esses pensamentos estatistas. Por isso temos que agir para que muitos tenham essas informações.

    Quem quer criar um grupo para agir nesse sentido de informar as pessoas de como os políticos são perigosos para toda a sociedade?

    Quem for do Rio de Janeiro, e se interessar, poderemos falar sobre isso.

    Os primeiros que poderemos alertar é a classe empreendedora do país. Cobraríamos uma quantia, de comum acordo, troca voluntária, com esses empresários para que o grupo criado tenha condições de fazer esse serviço para todos os que não tem contato com os pensamentos de livre-mercado.

    Quem é do Rio de Janeiro e está interessado?

  35. Penso que se partimos para uma análise menos pragmática, poderemos ter a percepção que não apenas a decisão do indivíduo determina se ele comete corrupção porquê sentiu vontade! acredito que a abordagem Weberiana sobre patrimonialismo, racionalidade e dominação legal reflete muitas características da corrupção…enfim…

    recomendo a leitura:

    portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/download/2598/1589

  36. Henrique Zucatelli

    Dando uma olhada nos comentários, da pra perceber que muitos se eram/ se tornaram funcionários públicos e estavam procurando justificativas morais para viver nas costas dos pagadores de impostos.

    Aliás estive pensando esses dias e percebendo que a corrupção de um país só se combate com secessão ou com a corrupção benéfica, convido a todos aqueles que querem se tornar parasitas estatais a fazer um único favor em troca de seu gordo salário, principalmente os fiscais: NADA. Será muito mais proveitoso para o produtivo se um fiscal passar o dia inteiro no Facebook do que atormentando empresas, não acham?

  37. Na verdade a democracia somente funciona com grande participação. E participação significa acompanhar frequentemente o trabalho e posicionamento de nossos representantes. Democracia dá trabalho. Se acharmos que iremos ficar passivos e tudo funcionará maravilhosamente estamos totalmente enganados.
    Precisamos cobrá-los e expurgarmos os que são corruptos.

  38. Alexandra Moraes

    Como povo precisamos reagir. Nossos governantes e representantes não estão atendendo as demandas da sociedade.
    A primeira corrupção é o governante voltado para os próprios interesses em detrimento das necessidades da nação.
    O Brasil padece deste mal e o único remédio efetivo é a cobrança e o acompanhamento do trabalho de governantes e representantes.

  39. A estrutura da corrupção entrou em colapso.
    A mentira se chocou com ela mesma.
    Nossos representantes não representam nossos interesses, mas, infelizmente, representam o que o povo é.
    Solução pro Brasil: substituir a população ou esperar que quando investirem em educação, 100 anos se passem até vermos resultados positivos.

  40. Meus prezados Hans F. Sennholz e Leandro Roque

    Começo meu comentário parafraseando o comentarista Emerson Luís:

    "O que motiva a corrupção é a natureza humana".

    "O que possibilita a corrupção é o sistema, que concentra poder demais."

    Isto me lembra de algumas máximas do imperdível Barão de Itararé:

    "Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados".

    “Os vivos são e serão sempre, cada vez mais, governados pelos mais vivos.”

    “O homem que se vende recebe sempre mais do que vale."

    Estudos arqueológicos mostram que o estado, na forma de um governo central, começou a aparecer quando a agricultura e a escrita se desenvolveram a cerca de 5.000 anos atrás e as primeiras cidades-estados apareceram. Antes disto, e por cerca de 200.000 anos, o homo sapiens foi um caçador-coletor, sem um poder central forte, como pode ser visto ainda hoje em algumas tribos isoladas da civilização.

    Nestas sociedades primitivas, o grupo era fraco em relação ao ambiente em que viviam e a alimentação era de difícil obtenção. Assim sendo, a união do grupo era fundamental tanto para a sobrevivência de todos quanto para a sobrevivência de cada indivíduo. O homem de Nenderthal extinguiu-se por não conseguir este intento.

    Quem visitar o a seção do Egito Antigo do Museu do Louvre verá que, há milhares de anos atrás já existia um controle complexo de tudo o que era produzido pela sociedade, com uma contabilidade bem desenvolvida. E, já nesta época, o poder do estado, representado pelo Faraó, era supremo e a cobrança de impostos muito bem organizada. E controlada.

    Isto posto, e tendo lido as dezenas de comentários acima, só tenho uma coisa a dizer, meus prezados Hans F. Sennholz e Leandro Roque: é provável que daqui a 5.000 anos tudo continuará como está e pessoas como vocês continuarão a expor as fraquezas do estado, mas sem sucesso.

    E o motivo é porque a grande maioria de nós, seres humanos, late, mas não morde. Como fazem todos os comentaristas deste site e na grande maioria das discussões, tanto ao vivo quanto em sites. Poucos, como os colonos americanos do século XVIII, se rebelam, vão às armas e conseguem o que ninguém imaginaria: criar um país enfrentando o todo poderoso Império Britânico.

  41. Depois de tantas reflexões, percebo que o sistema é focado em fornecer benefícios e privilégios aos “políticos”, em detrimento do roubo legalizado, prejudicando as pessoas através dos impostos. Nenhum sistema coercitivo funciona. O necessário no momento é o enxugamento do estado, desburocratização e desregumentação do mercado, reforma tributária e leis que protejam a propriedade privada dos indivíduos e não os políticos.

  42. GOVERNO E CORRUPÇÃO, UMA “REGRA DE TRÊS”

    QUANTO MENOR O NIVEL DE EDUCAÇÃO,MAIOR A IGNORÂNCIA MAIOR A CORRUPÇÃO E POBREZA DE UM POVO.

    As necessidades que originaram a “assuciação”,ou formação do Estado, nos dizem que Estado é necessário,imprescindível,seu tamanho é discutivel, e a corrupção é intrínseca,inerente.Lembro:

    “QUEM SEGUE NA TRILHA DOS HOMENS NÃO ENCONTRA PEGADA DE ANJO”

    Nas estatisticas que li quanto MAIOR o nivel de educação de um povo,MENOR o indice de corrupção do seu governo.Idem honestidade maior o PIB ,maior a riqueza,portanto UM PROBLEMA DE” SOFTWARE HUMANO”!

    Não temos grandes problemas quanto a HARDWARE HUMANO,mas quanto ao SOFT

    Se uma coisa é consequencia de outra,ao invés de ficar fazendo terra arrasada ,acionar as “CARPIDEIRAS”,é oportunidade de AGIR atacando causas,para diminuir,melhorar ,já que corrupção zero é quase impossível,que tal procurar nos credenciar para atingir indices menores, iguais aos países mais adiantados onde é MENOR A CORRUPÇÃO E MAIOR A EDUCAÇÃO?

    A grande massa é analfabeta funcional,não tem como distinguir um estadista e compra como tal ,qualquer Silva,Melo,Quadros etc… bancado e se locupletando com os OBEBRECHT da vida,e assim continuaremos “ad infinitum”,ou vamos encarar sério o assunto EDUCAÇÃO? O povo não tem “berço” como o europeu,p ex., que quando começa a ir a escola já tem uma base cultural e educacional,SOFT HUMANO anos luz a frente dos nossos que nos envergonham,cujos valores são de levar vantagem,BBB,GRANDES ARENAS,CARNAVAL…

    Um repórter de tv,numa favela pergunta a um garoto que brincava em frente a um barraco,com uma bola de meia:

    -Onde está teu pai?

    -“Tá trabaiando,tá assartando” lá perto da padaria.

    NÃO HÁ REFERÊNCIAS DE PROCEDIMENTOS ACEITÁVEIS E NÃO, a coisa é pior do que se pensa.

    Se esse garoto for bom de conversa,vira vereador” A LA LULA” ,o que acham que ele vai fazer?

    Começa por aí, não tem como ,de um dia para outro,RESETAR,FORMATAR E REINSTALAR UM SOFT nas crianças,pelo menos por enquanto;estão testando interfaces BIO-MAQUINA,talvez um dia.Até lá se quisermos ter um país melhor,teremos que construir as crianças com um SOFTWARE adequado e a moda antiga,que leva tempo.

    EDUCAÇÃO,INVESTIR NISSO,AO INVÈS DE GRANDES ESTADIOS,ARENAS, SEITAS PARTIDARIAS,REDEFINIR VALORES.Desculpem apontar o ÓBVIO e ELEMENTAR, que estão esquecendo, e que sem isso ,SINE QUA NON,continuaremos a ser apenas o que somos ou pior.

    Eleger um politico, um FUNCIONARIO PUBLICO, é CONTRATAR UM FUNCIONÁRIO como numa empresa, ele deve ter boas referencias de procedimentos pessoais,competencia para o que se propõe,e

    CONTRATAR ( OU VOTAR,ELEGER,ESCOLHER)REQUER COMPETÊNCIA para tal,conhecimento profissional;pergunto: um analfabeto, ou milhões de analfabetos funcionais,que competencia tem para contratar os mandatários e diretores de um país?

    Perguntem ao presidente da GERDAU se daria certo uma eleição da presidencia e diretoria por ” voto direto e democratico” . Agora porque daria certo para um país, uma organização muito mais complexa que uma empresa? É loucura, loucura ,no mundo inteiro a esculhambação aumentou na razão direta do voto direto e de candidatos sem qualquer qualificação.

    O quanto antes iniciarmos, projetos neste sentido,mais cedo teremos melhores indices;se os corruptos e os LULAS DA SILVA e os Odebrecht da vida que se locupletam com a ignorância do povo deixarem.

  43. “A arte da política está em conseguir aplausos dos favorecidos e apoio dos espoliados”

    Isso acontece inclusive no mundo empresarial

    acontece em qualquer lugar, até na sua família, desde o micro ao macro.

    realidade que os libertários negam.

  44. Falando sobre a pesquisa encomendada pelo PT, feita pela Fundação Perseu Abramo, li uma passagem que corrobora ainda mais com esse texto.

    Além da pesquisa ter dado “tela azul” na esquerda, tiveram várias constatações interessantes, sendo uma delas bastante apropriada para esse texto:

    “No entanto, o posicionamento crítico em relação à ligação de Política e Religião se dá menos por um princípio de ‘laicidade’ do Estado, mas mais pelo medo de que a política “suje/contamine” os espaços religiosos: tratam com desconfiança quem se envolve com a política, como se fosse impossível estar nesse campo sem se render e participar da corrupção.”

    Perfeito kkkkkk

    Detalhe que existem outras diversas passagens excelentes, para deixar qualquer esquerdista bugado.

  45. Perfeito o artigo.

    Mas, infelizmente nosso Brasil não tem jeito.

    Um país em que mais de 100 milhões de pessoas usam seu “direito” de votar em quem será o vencedor de um reality show mostra que a melhor saída ainda é o Galeão ou Guarulhos.

    Não tem como salvar a Bananalândia de seus, pobres, moradores

  46. No Japão é proibido ter armas, pq violência lá é muito menor do que a dos EUA?

    Chega a ser desonestidade intelectual isso de que aonde se tem armamento se tem ordem e baixa criminalidade.

    Me expliquem esses paises que não tem armas e é super pacifico, mais pacifico que muito país armamentista.

  47. Marcelo Odebrecht confirma o artigo:

    “Em toda estatal, há um padrinho. Na Petrobras, eram PP, PT e PMDB. Não tem como você (uma empresa) ter relação com essas empresas, com os ministérios, sem fazer algum tipo de compromisso, algum tipo de pagamento. E você nunca sabe se o valor (repassado) é para âmbito privado ou para doação eleitoral.”

    O delator contou, ainda, que eram corriqueiras as fraudes de licitações. Como?

    “Tipo o seguinte: você qualifica o edital. Todo edital tem dono. Quando você vê um edital, você sabe qual a empresa beneficiada com aquele edital. Os editais são feitos para alguma empresa.”

    http://www.oantagonista.com/posts/a-aula-de-marcelo-odebrecht-sobre-indicacoes-politicas

  48. Considero a corrupção uma taxa de lucro indevidamente cobrada pela classe política,ou seja como são eleitos para exercerem a gestão do patrimônio público,esses empresários políticos cobram essa taxa em conluio com seus financiadores de campanha e os parlamentares aliados são sócios e parceiros nesta extração de dinheiros de nossos bolsos…Enfim é uma farra,dai por que nas eleições os discursos de ódios e satanização abundam,mas só da boca para fora,afinal cada um está defendendo o seu lado,enquanto isso o gado embaixo briga e ficam inimigos por acreditar em seus projetos e\ou serem coniventes com essas práticas criminosas…

  49. POLÍTICO: CABE UMA NOVA SIGNIFICAÇÃO, UMA RE SIGNIFICAÇÃO

    POLITICO, PALAVRA QUE PARECE DESIGNAR ALGUM “ET” ,QUE VIVE EM BRASILIA,NAS CAPITAIS,EM ALHURES

    NA REAL ,POLITICO ELEITO É UM FUNCIONARIO PÚBLICO, CONTRATADO PELO POVO

    ,UM EMPREGADO DO POVO,CONTRATADO PELO POVO,NO DIA DAS ELEIÇÕES

    SENADOR É EMPREGADO DO POVO , DO GARI…

    DEPUTADO É EMPREGADO DO POVO, DO PORTEIRO…

    GOVERNADOR EMPREGADO DO POVO,DA FAXINEIRA DAS REPARTIÇÕES PUBLICAS, SIM ELA É A PATROA DO CARA CHEIO DE MORDOMIA E DE GRAU, QUE USA A SALA QUE ELA LIMPA.ELA É O PATRÃO QUE TAMBÉM PAGA O SALARIO DE MARAJÁ DO COLARINHO BRANCO QUE CAMINHA NO CHÃO LIMPO POR ELA FAXINEIRA.

    MUITO TENHO ME DIVERTIDO EM ALGUMAS OCASIÕES EM QUE SE OPORTUNIZA DE EXPLICAR A UM MODESTO FUNCIONARIO, OU POPULAR ,QUE ELE É O CHEFE O PATRÃO DO POLITICO QUE ESTA BEM ALI PERTINHO E OUVINDO A COLOCAÇÃO.

    MUITOS NÃO ENTENDEM,SE SURPREENDEM, E CLARO , COM BOM HUMOR PERCEBEM. OS “FUNCIONARIOS” REVELADOS , OS ELEITOS,(QUE SE ACHAM SAGRADOS)NÃO GOSTAM MUITO, OUTROS NEM LIGAM.

    MAS É MUITO DIVERTIDO “CONTAR”, “REVELAR” PARA AS PESSOAS MAIS SIMPLES QUE OS POLITICOS,DESDE O MAIS ALTO ESCALÃO ATÉ O VEREADOR É EMPREGADO DO POVO, QUE O POVO É PATRÃO.

    Nosso povo olha o politico COMO SENDO UM NOBRE, ALGUEM SAGRADO, jamais como seu funcionario, e daí decorre que eles,politicos se acham com direitos divinos,tudo podendo, inimputaveis.

    Há alguns anos tenho feito essas experiências, interagindo, contando “revelando” com bom humor que o da vassourinha e do paninho de limpar, é o verdadeiro patrão,dono da sala do sujeito do colarinho branco .São colocações,educativas e os simples ouvintes se dão conta de que são mais do que pensavam.

    Ousar fazer isso é começar a colocar as coisas nos lugares certos, as redes sociais podem ser usadas e os do colarinho branco começarão a se comportar melhor.É preciso começar, muita coisa DEPENDE DE NÓS,e conscientizar o povareu de quem é quem ,se faz necessario.Nunca nos respeitarão se não colocarmos as coisas as claras,POVO PATRÃO,FUNCIONARIO PÚBLICO EMPREGADO, sendo politico ou não.Nem todo o politico é funcionario público.

    POLITICO = FUNCIONARIO PÚBLICO = EMPREGADO DO POVO , SEU PATRÃO.

    QUANDO ENTRARMOS NO AVIÃO, NOS RESTAURANTES, ELES DEVEM PERCEBER QUE SABEMOS QUE ELES SÃO NOSSOS FUNCIONARIO, QUE SABEMOS QUE SOMOS O PATRÃO, COM BOM HUMOR, SEMPRE.

    Politica é um conjunto de medidas, procedimentos para comandar,administrar,”POLITICA EMPRESARIAL”,”POLITICA MONETARIA”,POLITICA GOVERNAMENTAL”,POLITICA ESPORTIVA”,”POLITICA RELIGIOSA”,”POLITICA TRABALHISTA”, “POLITICA SINDICAL”, “POLITICA PARTIDARIA”….

    POLITICA NÃO É UMA COISA BOA NEM RUIM “DE PER SI”, MAS OS POLITICOS , OS QUE DETERMINAM MEDIDAS A AS IMPLANTAM,PODEM SER BONS OU RUINS, DANDO A IDÉIA DE QUE POLITICA É COISA SUJA.

    UNS POLITICOS DIGNIFICAM A FUNÇÃO, OUTROS SE DIGNIFICAM POIS NÃO TEM CLASSIFICAÇÃO BOA.

    OS QUE TEM SIDO ESCOLHIDOS ULTIMAMENTE …

  50. Roberto Campos que foi deputado completaria 100 anos hoje, no estadão tem um artigo sobre ele. O Estadão o classifica como pregador incansável do liberalismo dizendo que ele seguia as ideias de Keynes, que apoiava a intervenção do Estado que completa contradição.

    Mas achei um trecho no texto que vale a pena compartilhar aqui.

    O economista e consultor Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura, conta um episódio ocorrido quando ambos eram deputados federais, que ilustra bem a transformação pela qual Roberto Campos passou depois que saiu do Planejamento. "Um dia, na Câmara, sem nenhuma razão, ele me disse: 'Delfim, perdi muito tempo. Só deveria ter lido Hayek'." O economista Fredrich Hayek (1899-1992), ligado à chamada Escola Austríaca, de linha ultraliberal, era defensor do Estado mínimo e um dos inspiradores de Thatcher.

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