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Capitalismo para os ricos, socialismo para os pobres

O fim
da guerra fria, o grande desfecho do embate entre capitalismo e socialismo, não
resultou em um triunfo inconteste do livre mercado, como desejariam liberais e
lamentam os socialistas.

Resultou em um arranjo bizarro, uma política econômica
híbrida e intervencionista. Em larga medida, foi criado um capitalismo para os
ricos e um socialismo para os pobres.

O
Brasil exemplifica o modelo de modo emblemático.

Pense no varejo. Rico faz
compras em Miami. Pobre
fica entre comprar produtos chineses altamente tarifados ou o substituto
nacional altamente tributado.

Pense no trabalho. Rico trabalha como Pessoa
Jurídica. Os encargos trabalhistas não abocanham seu salário. Pobre trabalha
amarrado pela CLT. Todo empregado pobre é um trabalhador mais suas
circunstâncias fiscais.

Pense nas finanças. Rico consegue empréstimos
subsidiados pelo BNDES. Pobre tem que pagar juros exorbitantes incluindo os
subsídios governamentais.

Pense na construção civil. Rico consegue licitação de
obras com garantia lucros. Os pobres pagam a conta caso o projeto do rico dê
errado.

Pense nos impostos. A tributação brasileira é regressiva. Ricos pagam
proporcionalmente menos tributos que os pobres.

Os
pobres precisam de mais capitalismo. Precisam de mais produtividade,
para que suas atividades profissionais agreguem mais valor à sociedade.
Precisam de mais
empreendedorismo
, para que consigam transformar suas ideias em negócios. Precisam
de mais comércio,
para que interações econômicas voluntárias sejam mutuamente benéficas. E
precisam, com tudo isso, de mais consumo, para que com mais escolhas tenham
melhor padrão de vida.

O
que existe no Brasil não é uma divisão entre a classe empresarial e a classe
trabalhadora. Há empreendedor que não cresce por causa do capitalismo de
privilégios
. Há sindicalista que lucra bem com o socialismo de massa. O Brasil
continuará o país dos contrastes enquanto deixarmos que apenas os ricos tenham
acesso a um pouco de capitalismo enquanto os pobres ficam de chapéu estendido
para o socialismo.

Não é protecionismo, é exclusão comercial

A burguesia
brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami. Quem
mais sofre com as restrições à importação não é o casal do Leblon que faz
enxoval na Macy’s. É a família pobre que tem que parcelar suas compras em 24
vezes nas Casas Bahia. Se não houvesse tarifa de importação, preços baixos
diminuiriam o status social do boné da Gap e da pólo Ralph Lauren.

A
exclusividade dos artigos importados continua garantida. Dentre os 179 países
listados pelo Banco Mundial, o
Brasil é o país com menor importação do mundo mensurável
:

No
grupo dos Brics, por exemplo, a China tem importações de produtos e serviços de
27% do PIB, a Índia de 30% e a Rússia de 21%. Entre as principais economias da
América Latina, o México tem importações correspondentes a 32% do PIB, a
Argentina a 20% e a Colômbia a 17%.

No
Brasil, as importações somam 13% do PIB.

O
custo médio de importação no Brasil é de U$2.275 por container
. A média da
América Latina é de U$1.612. Parte desse custo são tarifas de importação. Mas,
de acordo com o Índice
de Liberdade Econômica
, uma causa de preocupação são as barreiras não
tarifárias e outras medidas protecionistas. São barreiras que o governo poderia
retirar sozinho, sem depender de negociação internacional, de rodadas da OMC
nem precisar pedir licença para o Mercosul.

Os
ricos do nosso Brasil gostam de falar de programas de inclusão social. Agora,
quando foi que você já ouviu algum político de Brasília ou atriz da Globo
falando de projeto de inclusão comercial? Inclusão social dá a gente rica a
oportunidade de visitar a favela. Inclusão comercial dá a gente pobre a
oportunidade de visitar o shopping. E o brasileiro rico é nativista: não gosta
de ver índio nem pobre fora de seu habitat natural.

Está
na hora de libertarmos os pobres do Brasil da condenação do socialismo.
Capitalismo não pode ser apenas um privilégio dos ricos. Está na hora de levar o
capitalismo para os pobres.

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94 comentários em “Capitalismo para os ricos, socialismo para os pobres”

  1. Agora, quando foi que você já ouviu algum político de Brasília ou atriz da Globo falando de projeto de inclusão comercial?

    Robin Hanson [@ overcomingbias.com] diria porque “Politics isn’t about policy. We support ‘feel good’ policies to make ourselves look good”

  2. Olá, acompanho o site há algum tempo e gostaria que algum dos leitores do site pudesse me ajudar a entender por que os custos de saúde nos Estados Unidos é maior dos que na União Europeia, sendo que o primeiro tem o setor de saúde menos estatizado.

    Valeu!

  3. Pedro Aparecido de Souza

    A pobreza no Brasil sempre foi consequência da concentração de riquezas e não de socialismo. O Brasil nunca teve socialismo nos últimos 513 anos.

  4. Belo texto Diogo, acho que só falta um (não sei se ja existe) desses, com tanta didática, explicando os beneficios do capitalismo para os pobres e talvez outro explicando, de maneira simples, pq o brasil não é um país capitalista.
    São só sugestões, não tenho o dom da palavra para escrever tão claramente sobre tais assuntos…

    OFF TOPIC
    To com uma dúvida sobre o PNA: como se configura a ameaça de dano? Portar uma arma escondida não é, mas e mostrar a arma de relance? Dirigir embriagado não pode ser considerado ameaça de dano? Me parece mto tênue a linha que separa o que é e o que não é ameaça de dano…

  5. Meus parabéns pelo excelente texto. Tenho muita pena que a população em geral, não tenha acesso a textos como esse. Sei que até tem, mas n é incentiva a este tipo de leitura.

  6. Ótimo texto!

    Ficaria ótimo em vídeo, como aquele “7 verdades cruéis sobre o Brasil”.
    Algo como “7 diferenças dadas aos ricos e pobres no Brasil” ou “7 evidências que no Brasil o capitalismo é privilégio para os ricos”

  7. Como sempre o sistema usa as mazelas do Rio como referenciais, esta é a favela da Rocinha, 90 por cento são de retirantes do Nordeste, assim como outras favelas. Tudo, principalmente, a imprensa paulista tenta nos destruir, tentando esconder as mazelas deles. A única solução é o confederalismo. Estados com mais liberdade, gestores dos próprios recursos e mais autonomia legislativa. Visitem ONG Defesa do Rio, acessem http://www.defesadorio.com.br

  8. O texto faz uma generalizaçao ruim quanto a “ricos”, beira luta de classes.

    Infere-se vantagens que nao existem, compra em Miami, operar com pessoa juridica?

    Se informe mais sobre quanto um emprresario paga em impostos, em açoes trablhistas (podcast aqui no IMB muito bom sobre o assunto) Se imforme melhor sobre a destinaçao de emprestimos do BNDES, alias, acredito que ja tenha lido textos aqui no IMB sobre o assunto. Minha casa minha vida benefica rico? Novamente, se informe melhor sobre financiamento imoliario, quantidade de financiamentos de imoveis acima de R$400.000,00 é minuscula. Privilegio de voar? Frases imbecis de candidato do PCO ?

    Tem ate “burguesia brasileira” em contexto marxista! Aqui no IMB?!

    Se nao fosse pelo trecho que cita comercio exterior, este texto poderia ser publicado no website do PSTU.

    Que aconteceu com o autor? Ficou chateado pelo Natal ruim e transformou isso em inveja de quem conseguiu um melhor?

    Enfim, lamentavel.

  9. Saudações amigos do IMB,

    Eu adorei o texto, assim como os demais, porém, tem uma frase que não me desceu muito bem.

    “(…) A tributação brasileira é regressiva. Ricos pagam proporcionalmente menos tributos que os pobres.(…)”.

    Essa frase meio que dá a entender que pobre paga mais impostos do que ricos, e apesar de eu confessadamente não entender a parte técnica da tributação brasileira, não concordo com a citação.Ou alguém vai me dizer que antes de pagarmos os produtos que compramos, alguém verifica a nossa renda pra dizer “ah não, se você ganha isso tem que pagar x”.Eu concordo que justamente pelo pobre ter um poder aquisitivo menor, ao comprar o “básico”, ele terá menos dinheiro do que aquele que ganha 10 vezes o que esse pobre ganha.Mas isso não tem ligação com os impostos, e sim com o poder aquisitivo.Se formos analisar de uma forma absoluta, o “rico” que ganha 10 vezes mais, pode gastar ainda muito mais do que o primeiro indivíduo, consequentemente gerando mais tributos pagos pelo seu consumo. De fato, os 2 pagaram exatamente a mesma carga tributária, porém, o rico pagou mais impostos no total.Isso sem falar nos tributos exclusivos de quem possui uma certa renda para cima. Concordo em dizer realmente que o imposto é um mal a mais para deixar o pobre mais pobre.

  10. Pouco importa se o brasileiro rico faz compras em Miami e o pobre nas Casas Bahia.
    O Materialismo é o grande problema que faz o ser humano valorizar mais as Propriedades do que as Pessoas.
    Sabe quanto vale pra mim tudo isso Material ? NADA ! Absolutamente nada.
    As coisas mais valiosas pra mim são a água e o ar. Quanto mais riqueza, pior é a qualidade da água e do ar. Vejam como são os grandes centros urbanos, ricos e podres.
    Propriedades? Pra que? Pros seus herdeiros se odiarem depois da sua morte.
    Inveja dos bens de consumo dos americanos?? Nenhuma, isso não traz felicidade à eles.
    O Brasil tem solução? Sim, com educação de qualidade, com professores altamente qualificados e recebendo excelente salários.
    Só isso? Sim, somente isso.
    A educação e a cultura formam cidadãos de bem, trabalhadores e honestos.
    Isso é o que falta ao Brasil em todas as classes sociais, seres humanos que valorizem mais ao próximo do que aos bens materiais.
    Desse mundo não se leva coisa nenhuma, se leva somente os amores, as amizades, os bons momentos vividos, os aromas e sabores experimentados, as histórias lidas e vividas.
    Feliz 2014 à todos !!!

  11. Adorei o texto, aprendi muito, mesmo não concordando que o capitalismo seja a solução. Pela lógica, no capitalismo, as empresas buscam baratear seus produtos para ganhar mercado em relação à concorrência. Isso inevitavelmente leva à exploração de mão-de-obra e busca por recursos mais baratos. Por exemplo, no Brasil, vale a pena desmatar, mesmo que a empresa eventualmente seja pega e tenha que pagar multa, que é irrisória diante dos ganhos obtidos. Além disso, o capitalismo é baseado no consumo, ou seja, aumenta a demanda por recursos e a geração de lixo. O aquecimento global é uma das consequências do capitalismo, assim como a concentração de renda. Sempre sinto falta da abordagem desses problemas nos textos sobre capitalismo. Veja bem, também não acho que o socialismo seja a solução. Na verdade, a sustentabilidade visa buscar essa solução, a justiça social, ambiental e econômica, mas ainda é um modelo impalpável, está apenas engatinhando. Mas gostei muito do texto, assim como dos comentários, muito interessantes!

  12. Excelente artigo como sempre, porém em minha humilde opinião eu discordo. Penso que o governo atrapalha muito mais a classe média e os ricos do que os pobres. Agora aqueles amigos do rei é claro que tem todos os benefícios.

  13. Olá Sr(s). Acredito que os males de um sistema de produção baseado no escravagista (o trabalho acrescenta valor; mais valia), deixa o nosso País longe do desenvolvimento desejado. O retorno dessa cultura para todos é a violência, sujeira nas ruas, estrutura urbana que parou no tempo, falta de dignidade dos cidadãos, censura, pelo menos eu me sinto censurado e tratado sem dignidade pelo Estado. É instintivo que o poder atraia o ser Humano, “alias qualquer animal”, mas também que surjam as disputas por ele e o medo de perder esse, isso leva um grande numero de pessoas a sustentar o sistema como está, para garantir a sua estabilidade econômica e social (os que se beneficiam do estado de alguma forma).
    Todos somos parte desse problema, a cada ciclo negativo da economia é reforçada a crença no Estado assistencialista. Por quanto tempo isso irá se reproduzir? Não acredito ver essa mudança nem meu filho?

  14. Este texto constitui uma tentativa de manipulação ideológica um tanto quanto ingênua. Chega a ser até cômico tentar atribuir ao socialismo problemas que vêm da própria natureza do capitalismo: a oposição entre as classes, que, nesse sistema, é excepcional. Se no Brasil há pobreza que desconcerta pela sua extensão, não é por culpa do socialismo, que efetivamente não existe e nunca existiu por aqui, e sim por conta de ser um país controlado por elites capitalistas que se apropriam do Estado e o usam para dar vantagens apenas a si mesmas. É muito típico de um pró-capitalista ficar tentando divinizar a elite, apresentando os ricos como benfeitores que transbordam generosidade e desprendimento, enquanto representa os pobres como um bando de vagabundos que não sabem fazer outra coisa que não seja parasitar o Estado.
    Se a proposta do autor é “limpar” a imagem do capitalismo diante dos mais pobres, deve ter um pouco mais de cuidado. Sugerir que o pobre só sabe viver às custas do Estado sem em nada contribuir para a sociedade não é uma boa tática. Riqueza não nasce do nada, não surge num passe de mágica e nem é mérito exclusivo daquele que se enriqueceu. O rico, com seu individualismo (para não dizer egoísmo), se sente no topo e despreza quem faz a base. Esquece, ou melhor, ignora que há muitos pobres trabalhando em sua empresa e fazendo-a funcionar, ignora que há pobres consumindo as mercadorias que sua empresa produz. Ele tende a acreditar que ficou rico sozinho, por conta unica e exclusivamente de seu próprio esforço, que seu dinheiro vem do céu ou de suas entranhas, não tendo nada a ver com trabalho ou consumo da parte de gente pobre. Isso é prova de que, se por um lado, o pobre é alienado, por outro, o rico também não deixa de ser, ou pelo menos se esforça em ser, já que se recusa a refletir acerca de onde seu dinheiro realmente vem. É por isso que muitas pessoas têm se simpatizado com algumas ideias comunistas, pois os capitalistas além de enriquecerem às custas das classes mais baixas, ainda fazem questão de desprezar a contribuição delas e tratá-las como se fossem formadas por um bando de derrotados subumanos, que só têm importância na hora de consumir ou servir como instrumento de trabalho. E quando o Estado, que deve servir apenas aos interesses da elite, “se rebela”, dando mais migalhas aos pobres, os ricos se ressentem e passam a chamar pobre de desocupado e malandro. Quer evidência mais clara sobre a antagonia de classes no sistema capitalista? De tão egoístas que são, além de sua própria riqueza, ainda querem o Estado só para si, e de fato o têm, pois o Estado não faz praticamente nada pela melhoria da vida nas classes mais baixas.
    Por fim, a proposta do autor de incentivar o empreendedorismo para as classes mais baixas é interessante, mas questionável. Será que ele está falando sério? Será que é isso que ele, como defensor do capitalismo, realmente deseja a todos os pobres? Mas se todos os pobres se tornassem empreendedores, ou melhor, se todos se tornassem capitalistas de alguma forma (se é que isso é possível), a quem os ricos iriam explorar? Se não houvesse mais candidatos a faxineiros, assistentes disso e daquilo, para fazer funcionar as empresas, nem pedreiros para fazer seus prédios, se não houvesse mais os subalternos, quem ponha a mão na massa, como o rico capitalista iria se sustentar? Será que isso é possível? Sem a presa o que aconteceria ao predador?

  15. Alguma analise do livro e resenha abaixo?

    Maus samaritanos: o mito do livre-comércio e a história secreta do capitalismo
    Ha-Joon Chang
    Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

    Maus Samaritanos é mais um livro do jovem e proeminente economista heterodoxo do desenvolvimento econômico Ha-Joon Chang. Ele nasceu na Coréia do Sul, mas está radicado na Inglaterra há bastante tempo. É professor da Universidade de Cambridge desde 1990. Tem vários livros publicados e seu trabalho mais famoso, traduzido para vários idiomas, é Chutando a Escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica, publicado originalmente em inglês em 2002 e em português em 2004. Esse livro lhe rendeu o Prêmio Gunnar Myrdal em 2003 e o Prêmio Leontief em 2005.

    O livro Maus Samaritanos é dividido em nove capítulos e um epílogo e apresenta uma abordagem crítica à teoria econômica heterodoxa. Ha-Joon desenvolve várias analogias ao longo do texto, tentando esclarecer suas críticas. Algumas delas são bastante interessantes, como a que faz em relação ao desenvolvimento de seu filho Jin-Gyu, que tinha seis anos quando da publicação original do livro em inglês, em 2006, e a proteção necessária à indústria nascente nos países em desenvolvimento. Ele diz que se a legislação permitisse, poderia mandar seu filho para o mercado de trabalho, mas com isso, ele estaria fadado a ter eternamente subempregos. Seria muito difícil conseguir se tornar um médico ou um físico nuclear, por exemplo. Para que isso fosse possível, ele teria que proteger e investir na educação de seu filho por no mínimo mais doze anos. O mesmo ocorre com a indústria nascente: se ela é exposta rapidamente ao livre-comércio, posição defendida pelos economistas neoliberais, muito provavelmente não irá conseguir sobreviver, porque, assim como seu filho, precisa de um tempo para conseguir trabalhar com tecnologias avançadas e construir organizações eficientes. O autor observa que é errado inserir o seu filho no mercado de trabalho com seis anos, expondo-o precocemente à concorrência, mas também é errado subsidiá-lo até os quarenta anos. Isso tem que ser feito somente até o momento em que ele consiga ter a capacitação necessária para obter um emprego satisfatório. O mesmo funciona em relação às empresas, que não podem ser subsidiadas e protegidas eternamente.

    O que todos devem estar se perguntando é quem seriam os Maus Samaritanos e por que são assim chamados? Ha-Joon retirou a idéia do nome de seu livro de uma parábola da Bíblia, sobre um homem que foi roubado na estrada e recebeu ajuda de um “Bom Samaritano”. Os Samaritanos eram vistos como pessoas que tentavam tirar vantagens dos indivíduos que tinham algum problema. No prefácio da versão em inglês do livro, o autor esclarece que chama de Maus Samaritanos os países ricos que indicam, hoje, políticas neoliberais como a defesa de livre mercado e livre comércio, para os países pobres, tentando evitar que eles sejam no futuro seus possíveis concorrentes. Demonstra que esses países ricos não fizeram no passado o que hoje recomendam, quando sua indústria ainda estava se desenvolvendo. Ele diz também que o que mais o intriga é saber que muitos desses Maus Samaritanos não percebem que estão fazendo recomendações ruins para as economias dos países pobres. Segundo ele, a história do sucesso do capitalismo foi reescrita tantas vezes, de tal forma que muitos economistas dos países ricos não conseguem mais perceber o erro de se recomendar livre comércio e livre mercado para os países em desenvolvimento. Como ele mesmo diz, alguns desses Maus Samaritanos têm uma crença honesta, porém equivocada, de que esta é a verdadeira receita de sucesso que seus países utilizaram no passado para se tornar ricos. Para sua surpresa, até mesmo seu país, a Coréia do Sul, faz essas recomendações para outros países.

    As pessoas fazem várias afirmações em relação ao caminho percorrido para se chegar ao desenvolvimento econômico pelos países ricos atuais, mas quando fazemos uma análise mais apurada e verificamos dados históricos, percebemos que a história não ocorreu exatamente como é contada hoje. Um outro livro lançado recentemente no Brasil, por Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), intitulado Globalização: a certeza imprevisível das nações, assim como o livro de Ha-Joon, faz também uma análise da verdadeira trajetória percorrida por países como, por exemplo, a Coréia, para alcançar o desenvolvimento econômico.

    Chang demonstra claramente, não somente neste livro, mas também em suas publicações anteriores, que todos os países considerados desenvolvidos protegeram de uma forma ou de outra sua indústria nascente, no início de seu processo de desenvolvimento econômico.

    Também no prefácio do livro, Ha-Joon faz um instigante relato de sua vida pessoal e familiar, tentando demonstrar como era a vida das pessoas e a economia da Coréia do Sul na época em que nasceu, em 1963, quando seu país era tido como pobre, frisando as mudanças radicais que aconteceram, fazendo com que hoje seja considerado um dos países mais ricos do mundo. Nesse relato, o autor também afirma que apesar de atualmente a Coréia ser tida como uma das nações que mais promove inovações tecnológicas, até a metade dos anos 1980 era considerada uma das “capitais da pirataria” do mundo. Ha-Joon conta que boa parte dos livros estrangeiros que utilizou, estudando para entrar em Cambridge, eram pirateados, porque os livros legalmente importados eram vendidos por preços muito altos, mesmo para pessoas de família de classe alta e que dava prioridade para a educação, como a dele.

    Os capítulos 1 e 2 do livro apresentam uma análise histórica sobre a evolução do capitalismo e a globalização. Os capítulos 3 a 9 abordam uma série de discussões em relação às recomendações feitas pela teoria econômica chamada de ortodoxa, tentando descobrir a “real verdade” sobre algumas afirmações tidas como “verdadeiras”. Nessa parte do livro, ele discute, dentre outros assuntos, questões como a da regulamentação ou não de investimentos estrangeiros, se as empresas privadas são mesmo melhores do que as empresas públicas e a relação existente entre democracia, propriedade intelectual, corrupção e cultura e o processo de desenvolvimento econômico.

    O objetivo principal do livro é achar argumentos e exemplos sobre o fato de que nem sempre as políticas atualmente recomendadas aos países em desenvolvimento, por parte dos países ricos e de organismos internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) ou o Banco Mundial, foram utilizadas da mesma forma por esses países, no passado, ou são viáveis para os países pobres nos dias de hoje. Discute também a importância do papel do estado no processo de desenvolvimento, criando incentivos para alguns setores considerados estratégicos na economia, regulamentando outros e utilizando políticas anti-cíclicas, contrárias às utilizadas pelos outros agentes econômicos. Como o próprio autor diz, os países ricos seguem políticas keynesianas, mas recomendam para os países pobres políticas monetaristas.

    Cabe observar que Chang publicou a versão de seu livro em inglês em 2006, portanto, antes da última crise financeira global. Ainda assim, pode-se extrair de seu texto algumas observações e recomendações bastante interessantes, que poderiam ser levadas em conta pelos países no contexto atual. Dentre essas análises, podemos destacar a discussão que faz, comparando eficiência entre empresas públicas e privadas, onde afirma que grandes empresas privadas, que não são geridas por seus donos majoritários, porque têm sua propriedade acionária diluída entre vários acionistas, podem sofrer dos mesmos problemas que as empresas públicas, relacionados à questão do agente principal, existência de freeriders e problemas envolvendo restrições orçamentárias brandas, ou gestão relaxada do orçamento. No capítulo 5, afirma que empresas privadas grandes, consideradas politicamente importantes em função da área que atuam ou do número de trabalhadores que empregam, em casos de crise ou má gestão, acabam recebendo socorro do estado, mesmo em países geridos por governantes que defendem o livre mercado. Argumenta também que os neoliberais recomendam para os países pobres bancos centrais independentes, mas lembra que os funcionários desses bancos, tidos como tecnocratas não-partidários, na maioria das vezes dão muita atenção ao setor financeiro, implementando políticas a seu favor e contra a indústria e os trabalhadores assalariados. Por isso, é importante que os funcionários de um banco central possam ser supervisionados pelos políticos, visando defender interesses da nação como um todo e não de grupos específicos; a independência de um banco central impede isso. Além disso, lembra que os economistas ortodoxos recomendam a desregulamentação dos mercados, mas que as crises financeiras dos anos 1990 e início dos anos 2000 foram remediadas com regulamentações de bancos e de outras empresas do setor financeiro.

    No epílogo do livro o autor ousa, criando uma estória de ficção, chamada pelo autor de “história do futuro”, sobre uma empresa de nanotecnologia situada na cidade de São Paulo, em 2037, e sua luta para sobreviver num mundo globalizado, após a derrocada da economia chinesa em 2029, quando passou a fazer parte da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e liberalizou seu mercado de capitais. Apesar das ressalvas, em função de ser uma ficção, o autor tenta fazer um alerta para os governantes, de que as políticas nacionais e internacionais atuais precisam sofrer mudanças, para que possa ocorrer o desenvolvimento econômico dos países e a diminuição da pobreza e das disparidades distributivas.

    Ha-Joon utiliza, ao longo de todo o seu texto, dados históricos e inúmeros exemplos de sucesso ou fracasso de empresas e países, explicando, de forma extremamente didática, uma série de conceitos da teoria econômica. Seu trabalho resultou num livro interessante e altamente recomendável para todos os leitores que se interessam pela área de desenvolvimento econômico e que realmente se preocupam com a diminuição da pobreza que assola o mundo atual.

    Carmen Augusta Varela
    Professora da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP

  16. Você é a favor do socialismo? É a favor de que todo mundo ganhe igual independente do quanto produz? Pois bem, se você realmente é a favor do socialismo me prove pegando TODO O MES o seu salário que recebe e divida com 10 pobres que estiverem em baixo da ponte.

    Faça isso TODO O MES durante 1 ano inteiro que você vai me convencer de que é socialista.

    Do contrário, você é só mais um esperto querendo se aproveitar da riqueza de quem um dia se esforçou, estudou, batalhou, ralou.

    O capitalismo é meritocrático, se você na infância ao invés de ficar jogando bola e empinando pipa foi para a escola, estudou e tirou boas notas, você será recompensado.

    Não é justo, aqueles que na escola só zombavam dos professores, só colavam nas provas serem tão sucedidos igual aqueles que estudavam, se comportavam.

    O capitalismo é isso recompensa por produção.

    Ai vc me diz.

    Uma faxineira trabalha tanto quanto um gerente e ganha menos.

    Exato, ganha menos pq existe menos oferta para faxineira do que para gerente, e é nessa hora que o capitalismo funciona, pois aquela faxineira que se esforçar e fizer cursos profissionalizantes que muitos são gratuitos, estudar e se esforçar, vai conseguir largar o emprego de faxineira e arrumar um que o salário seja melhor.

  17. Os pobres acham que o socialismo é bom para eles. Acho que se tornou um círculo vicioso. Os pobres tem complexo de inferioridade, por isso acham que não conseguirão obter riquezas pelo próprio trabalho e elegem políticos que prometem dar a eles um pouco da riqueza dos ricos. No final ficam sempre com as migalhas.

  18. Acredito que o liberalismo pleno e total seja tão utópico quanto o socialismo ideal.
    Portanto, apesar de muito atraentes, acho que os ideais liberais não são aplicáveis.

    Ou existe algum exemplo de sociedade 100% liberal?

    Um abraço

  19. O maior feito desse governo ‘new-age’: transformar o governo em uma religião onde Deus é a pobreza e o diabo é o capitalismo.

    Só que ninguém parece notar que os ‘sacerdotes’ dessa nova religião vivem na pujança do capitalismo enquanto os fiéis na miséria do socialismo. Seria isso alguma novidade na história humana?

    Uma coisa eu garanto a vocês: os sacerdotes continuarão sacerdotes, enquanto os fiéis continuarão sendo… fiéis. Pelo menos aqui no bananão latino, onde a 30 anos atrás as pessoas esqueciam do que tinha acontecido 15 anos antes. Atualmente elas já esquecem do que aconteceu na semana passada.

  20. Belíssimo texto. Foi no queixo de qualquer esquerdista.

    Quando será que o povo do Brasil aprenderá essa lição tão simples?…Acho que não é pro meu tempo, infelizmente.

  21. Excelente artigo. Mas, é preciso salientar uma coisa: a análise do autor pode ter sido muito acertada, porém contrasta coma a ‘percepção popular’ do que está acontecendo. Não é muito fácil para o senso comum fazer essa distinção entre inclusão social e inclusão comercial; o acesso à casa própria, ao carro, à restaurantes, à faculdade se misturam com as poucas beneses do capitalismo que ainda conseguem aportar aqui, e parecem uma coisa só. Ou se fosse o caso, escolheriam a primeira em detrimento da segunda. E não dá pra dizer que por falta de maiores esclarecimentos, essa escolha prevalece subentendida.

    De mais a mais, a “garantia dos direitos constitucionais” aos menos favorecidos por parte do governo – como erradicação da fome e da miséria – atualmente tem muito apelo popular. E em um país como o Brasil, o capitalismo ainda não mostrou como fazer concorrência a isso. Pode se até pensar em trocas voluntárias, mas ainda é um assunto distante. Sendo assim, continuamos a caminhar pela terceira via.

    Não obstante a isso, não só reafirmo mais uma vez a pertinência e utilidade deste excelente trabalho do Diogo, como estendo essa afirmação para seus outros artigos.

    Grande abraço

  22. Boa parte da crítica que o texto faz é idêntica a que a “verdadeira esquerda” faz ao atual governo.
    E dai o texto termina dizendo, de uma forma genérica, que “mais capitalismo” resolveria o problema. Mas em momento nenhum ele explica como.

    É como dizer: “Nossa! Tem uma pedra esmagando aquela pessoa! Joguem um
    caminhão de terra por cima!”.

  23. “Quanto ao liberalismo ele é apenas o melhor caminho para o desenvolvimento material e para as liberades individuais. Ninguém esta definindo isso como a perfeição, pois isso é função dos filosofos e não dos economistas.

    Além disso não é impossível, talvez sua mente fechada não permita, mas é bem possível, pois mercado é fruto das ações humanas por uma melhor satisfação, enquanto o estado não, estado é uma imposição artificial sobre nossas vidas, basta retirar ele e temos o liberalismo perfeito.”.

    É perceptível a contradição nos dois parágrafos acima. Primeiro se refere que ninguém está definindo com perfeição como será um mundo liberal. Depois no parágrafo posterior, o cara diz: retire-se o Estado e teremos um liberalismo perfeito.

    Define liberalismo perfeito como ausência de Estado. O que é um conceito muito restrito.

    Eu vejo muitas pessoas aqui fixadas nessa ideia de Estado. Se retirar o Estado, o que se vai ter é uma sociedade sem Estado. Não quer dizer que isso será necessariamente uma sociedade livre. Por isso não tem sentido definir essa sociedade (sem Estado) como liberal. A liberdade é um conceito mais amplo. Ela se relaciona aos atributos internos da pessoa humana, principalmente. Atributos, inclusive, desconhecidos.

  24. Aqui para vocês terem certeza de que somos feitos de tolos e gostamos disso.

    tribunadoceara.uol.com.br/noticias/cotidiano-2/comprar-enxoval-para-bebe-nos-estados-unidos-e-mais-barato-do-que-em-fortaleza/

  25. Fabio Barreiros

    Errou! É fascismo para ricos e socialismo para pobres. O que resta de capitalismo no Brasil é aquele tocado pelos pequenos empresários – formais e informais – a “odiada classe média”, que é quem banca as hordas fascista e socialista, autoras dos exemplos descritos pelo Sr. Diogo Costa. Reli, reli e reli, na esperança de ser eu o desastre e não o artigo supra. Mas, não: este artigo é o maior manifesto contra o capitalismo que eu já vi em muito tempo. O que o Sr. Diogo Costa alega ser capitalismo – ao qual só ricos estariam tendo acesso – não é capitalismo: é fascismo! Não é capitalismo como aquele definido por Smith, Mises, Hayek e tantos outros. Mantido como está, sem a devida errata, Mises Brasil presta um serviço a desvirtuação do conceito de capitalismo. Aqueles com preguiça de leitura, podem assistir ao filme A Lista de Schindler, que ilustra bem o que o Sr. Diogo Costa, desastrosamente, chama de capitalismo para ricos e socialismo para pobres. Concluirão que, não sendo um caso de demência passageira, o Sr. Diogo Costa deve ser banido do Instituto. Senão, vejamos: num outro artigo, este mesmo autor, concluiu que houve “o colapso moral da ideologia” comunista. Pois se houve mesmo tal colapso, como o Sr. Diogo explica a re-projeção de poder em curso no mundo? Fruto da “ideologia” que restara, o “capitalismo”? Afinal, se houve o colapso moral do comunismo, por extensão teria de ter havido o colapso moral do socialismo, ou não? Ora: o que é o petismo senão a bem sucedida – politicamente falando – união entre fascismo e socialismo?! Como este Sr. Diego Costa pode alegar que há capitalismo neste arranjo e que a moral comunista – e, por extensão, a moral fascista e a moral socialista – faliram? Não poderia! O Sr. Diogo está equivocado, muito equivocado! E o pior é que o sujeito tem sido admirado pelo que escreve. Mas, olhando a produção do Mises Brasil como um todo, o que se percebe é um esforço enorme de comparação entre socialismo e capitalismo, sendo que não se deveria comparar elementos de classes diferentes – no português, claro: macaco com banana. O método errado, induz este e outros autores ao erro. Tanto socialismo é macaco e capitalismo é banana, que o socialismo do século XXI adotou o capitalismo para financiar-se, em especial, a dita moral que o Sr. Diogo considera falida. Este método, amplamente adotado pelo Mises Brasil e outros, só poderia dar mesmo em desastre, neste caso, intelectual. À propósito: des-astre, vem do grego “má estrela”. Qualquer semelhança com o status atual da intelectualidade brasileira, não é mera coincidência. Só posso esperar que estas “autoridades miseásticas”, revejam seus conceitos, peçam desculpas, se reformem, e parem de destruir o legado de Mises.

  26. O texto em si é uma breve reflexão muito bem articulada e não uma obra do Marx…O Anônimo viajou legal na maionese! Faço minhas as respostas do Doutrinador.

  27. O texto é absolutamente correto em seu diagnóstico, mas não posso deixar de pensar que a grande “solução” dos socialistas de plantão é reforçar o assalto legalizado que atende pelo nome de fiscalização na chegada do viajante ao Brasil. Hoje em dia já são cometidas verdadeiras atrocidades, graças a existência de leis vagas, larga autonomia interpretativa para os agentes de fiscalização e falta de transparência nos procedimentos.

    Se há alguma falha no texto, está em ignorar um detalhe. Não bastam os meios de locomoção para Miami, é preciso também sorte de não ser pego na chegada ao Brasil. Se você for escolhido, corre o risco de ter o mesmo destino do viajante que é assaltado por um pivete assim que põe o pé fora do aeroporto.

    Ah, mas as coisas foram levadas por você e não foram compradas na viagem? Então você tem o ônus da prova. Senão é obrigado a pagar a derrama, ou então, “perdeu, playboy”. Consegue provar tudo? Ótimo, mas contente-se em ter suas roupas íntimas reviradas, tal qual um bandido que estivesse contrabandeando drogas e armas para o crime organizado. O excesso de exação do agente é crime, mas como você pode provar se tudo é feito num canto escondido? A internet esta cheia de relatos sobre arbitrariedade terríveis.

    Aliás, o governo já vem solucionando o “problema” do excesso de capitalismo. A cota de importação por via terrestre já diminuiu. Em breve, não bastará se locomover pra Miami, será necessário morar lá.

  28. Sugiro que o autor substitua as 2 palavras do texto:

    (i) “RICO” pelo termo “OLIGARCA”;

    (ii) “POBRE” pelo termo “CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS” (Taxpayer)…

    Além disto, o autor devia explicar que o sistema econômico que existe em BANANIA BRAZILIS não tem nada de CAPITALISMO.

    De fato, o autor falhou na sua análise, pois não explicou à seus leitores o que significa “CRONY CAPITALISM”.

  29. Relembrar é viver: Março 2013…

    “Eike Batista’s ongoing financial troubles clearly show the limits of Brazil’s crony capitalism.

    As a matter of fact, the current economic situation in Brazil is the result of almost a century of promiscuous relations between a heavily interventionist state, a lousy private sector and corrupt trade unions. Such market distortions have created a classic crony capitalism environment, whereas unbridled corruption and lavish spending of taxpayers’ money on subsidies to oligarchs are not only acceptable, but the norm.

    Whenever one sees a billionaire like Eike Batista joining forces with an ultra-corrupt politician like Lula, one is certainly in crony capitalism territory.

    Thanks to archaic economic policies, Brazil remains one of the most closed economies in the world; allowing oligarchs like Eike Batista and corrupt politicians to become extremely rich. Thus, Brazil suffers from terrible market distortions and is crippled by the lack of modern infrastructure, such as railroads and ports; to facilitate the export of its commodities.

    Brazil’s slowing economy, rampant corruption at the highest echelons of the federal government and rising inflation should serve as a powerful wake-up call. Brazil has a totally dysfunctional government and needs to change course. The country must abandon archaic economic policies of the 1950s to finally move into the 21st century; like Chile has already done. Without a fundamental change of course, Latin America’s largest economy is going the way of Greece.

    Undoubtedly, Brazil is becoming neither more nor less than a full-blown kleptocracy.”

    * Kleber Verraes / March 28, 2013 (BLOOMBERG.COM)

    http://www.bloomberg.com/bw/articles/2013-03-28/eike-batista-the-man-who-lost-25-billion-in-one-year

  30. Está na hora de libertarmos os pobres do Brasil da condenação do socialismo. Capitalismo não pode ser apenas um privilégio dos ricos. Está na hora de levar o capitalismo para os pobres.Essa leitura deveria ser obrigatória nas escolas…

  31. Prezados, me parece que o prof. Diogo Costa é bem mais letrado que eu na área, mas vou arriscar algumas dúvidas e opiniões sobre o texto. Se não me engano, a teoria do liberalismo puro está em desuso no lugar do neoliberalismo, em que o estado deve sim regular o mercado, mas de forma parcial. A questão desta divisão que o próprio professor faz entre capitalismo x socialismo, acredito eu, que seja nada mais nada menos, que a necessidade atual desta simbiose ( mercado e estado ) segundo as próprias práticas e teorias econômicas atuais. Posso estar enganado, mas importar significa comprar e exportar significa vender, com maior importação x menor exportação há um desequilíbrio comercial evidente. A economia mundial hoje está muito complexa, logo, acredito eu, que ninguém pode tentar fazer nada sozinho a nível internacional por estar inserido em um contexto político-econômico de mesma complexidade. Os escândalos de espionagens não só políticas, mas industriais, mostram isso. Eis aqui alguns pontos que talvez algum economista presente possa esclarecer em relação ao texto do prof. Diogo Costa.

    Agradecendo de antemão,

    Ismael Souza

  32. Mas neste sistema os maiores beneficiários são os pobres.

    Casa – Minha casa

    IPTU – Insento

    Saúde – Estado prove

    Educação – Grátis

    Faculdade – Proune

    Remédios – Grátis.

    Salário – Bolsa Fámilia

    Melhorias e brindes – Vereador que escolheram.

    etc, etc….

    Agora já a classe média que desfruta do Capitalismo:

    IR retido na fonte, Convenio, Seguro de carro e casa, escola particular, guardinha da rua. Acabamos pagando 2 vezes pelos mesmo serviço.

    O único problema é que na visão de um miserável sou considerado rico e na visão do rico uma formiguinha que se mata de trabalhar por migalhas.

  33. Eu li o artigo e estou em conflito, passei a trabalho nas últimas duas semanas em rio, Bahia, fortaleza, e Joa pessoa. Visitando clientes passei horas passando por favelas me perguntando duas coisas: 1) o que estás milhões de pessoas produzem para a sociedade, eles não tem educação nem condicoes Mentais para avançar 2) o que acontece se eles nao estivessem bolsa família, bolsa… e televisão com as novelas? Brasil tem 13 milhões de desempregados mais alguns não registrados, muitos trabalhando na informalidade. Se o estado tirar essas bolsas vai ter revolução com muito sangue, sem educação eles nunca terão chances. Aonde isso leva? Uma classe de elite muito rica (políticos juízes empresários com filhos em colégios particulares) e uma grande maioria com bolsas socialistas e mínima educação para não compreender?

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