Eu
não celebro o 4 de julho. E vem sendo
assim desde que escrevi uma monografia quando ainda estava em minha
pós-graduação.
A monografia era sobre a
tributação imposta pela Grã-Bretanha sobre as colônias americanas em 1775. Sem considerar a tributação local, que era de
total responsabilidade das colônias, descobri que a carga tributária total
imposta pelo Império Britânico era de aproximadamente 1% da renda nacional. Nas colônias do sul do país, o total pode ter
chegado a, no máximo, 2,5%.
Em
2008, o cientista político Alvin Rabushka publicou um livro de quase 1.000
páginas chamado Taxation
in Colonial America (Princeton University Press). Em uma resenha sobre o livro publicada no
periódico Business
History Review, o revisor resumiu desta forma as descobertas do livro:
A contribuição mais original e impressionante de Rabushka é
sua mensuração das alíquotas de impostos e da carga tributária total. Em determinado ponto do livro, ele conclui
que, no período de 1764 a 1775, “os aproximadamente dois milhões de colonos
brancos na América pagaram o equivalente a aproximadamente 1% dos tributos
anuais incidentes sobre os quase 8,5 milhões de residentes da Grã-Bretanha — ou
um vinte e cinco avos em termos per capita, mesmo sem levar em consideração a
maior renda média e o maior consumo médio das colônias” (p. 729).Logo depois, ele escreve que, nas vésperas da
Revolução, “a carga tributária vigente na Grã-Bretanha era, no mínimo, dez
vezes mais pesada do que a carga tributária imposta pela Grã-Bretanha sobre
suas colônias americanas” (p. 867).Outros pesquisadores talvez queiram refinar estes números baseando-se em
outras fontes, ou fazendo uma abordagem mais detalhada de assuntos técnicos —
como uma comparação intercolonial e transatlântica levando em conta a taxa de
câmbio –, ou apresentando novas estimativas da renda e da riqueza dos dois
lados. Não obstante, ninguém até agora se
mostrou apto a desafiar sua mais importante descoberta: a enorme disparidade
entre a carga tributária imposta às colônias americanas e a carga tributária
vigente no núcleo do Império Britânico.
Sim,
os colonos americanos tinham uma situação invejável. A Grã-Bretanha era a segunda nação mais livre
da terra. A Suíça provavelmente era a
mais livre, mas eu não saberia identificar qualquer outra nação que, em 1775,
estivesse à frente da Grã-Bretanha. E,
dentro do Império Britânico, os colonos americanos eram, de longe, os mais
livres.
Vou
repetir isso, em alto e bom som: a sociedade mais livre da face da terra em
1775 era a América colonizada pela Grã-Bretanha, com a exceção do sistema
escravocrata. Qualquer um que não fosse
um escravo gozava de incomparáveis liberdades.
Thomas
Jefferson escreveu estas palavras na Declaração de Independência:
A história do atual Rei da Grã-Bretanha é uma história de
reiteradas injustiças e usurpações, sempre com o objetivo direto de estabelecer
uma Tirania absolutista sobre estes Estados.
Não
consigo pensar em nenhuma outra avaliação política emitida por algum líder
proeminente na história dos EUA que seja mais equivocada e ilusória do que
essa. Em minha concepção, dentre todas
as palavras que tiveram grande impacto na história dos EUA, estas foram as
menos verdadeiras de todas. Nenhum
político que seja rotineiramente acusado de “o mentiroso do século” jamais
disse algo tão comprovadamente falso quanto estas palavras de Jefferson.
O
Congresso
Continental declarou independência no dia 2 de julho de 1776. Alguns membros assinaram a Declaração no dia
4 de julho. O povo americano em geral
acreditou nos líderes do Congresso Continental. Ele certamente não fazia a mais mínima ideia de que estava prestes a
abrir mão de suas maiores liberdades. Ele não foi capaz de prever o preço que logo em seguida pagaria em
termos de sangue, riqueza e endividamento. E ele certamente não previu a nova carga tributária que seria imposta
sobre a nova nação após 1783.
Em
um
artigo sobre a tributação daquela época, Rabushka vai direto ao ponto.
Todos os grandes historiadores já escreveram que os
impostos na nova nação americana subiram e permaneceram consideravelmente mais
altos — talvez em torno de três vezes mais altos — do que eram sob o domínio
britânico. O novo governo arrecadou mais
dinheiro para a defesa nacional do que o total coletado pelo Império Britânico
para defender as fronteiras dos índios e dos franceses. Adicionalmente, a nova nação teve de lidar
com vários outros gastos.
Logo,
como resultado da Revolução Americana, a carga tributária triplicou no país.
O
fardo da dívida disparou assim que a Revolução começou. A inflação monetária, agora sob total
controle dos revolucionários, destruiu o sistema monetário. O controle de preços imposto em 1777 levou à
derrocada do Vale Forge [local onde
ficava o acampamento militar do exército liderado por George Washington]. Percy Greaves, um discípulo de Ludwig von
Mises e que por 17 anos frequentou seus seminários, escreveu isto
em 1972:
Nosso Congresso Continental autorizou a impressão das novas
cédulas de dinheiro, o Continental,
em 1775. O Congresso foi alertado de que
não deveria abusar da impressão. Em um
panfleto de 1776, Pelatiah Webster, o primeiro economista americano, disse aos
seus companheiros que a moeda Continental iria rapidamente se tornar inútil caso
nada fosse feito para coibir novas impressões e emissões do papel-moeda.O povo e o Congresso se recusaram a aceitar este sábio
conselho. Com cada vez mais dinheiro de
papel em circulação, os consumidores continuaram gastando e pressionando os
preços. A libra do porco subiu de 4¢
para 8¢. A libra da carne bovina
disparou de 4¢ para100. Como nos informa
um historiador, “Já em novembro de 1777, os preços das commodities estavam 480%
maiores em relação à média do período anterior à guerra de Revolução”.A situação se tornou tão ruim na Pensilvânia, que o povo e
a legislatura deste estado decidiram tentar “um período de controle de preços,
limitado às mercadorias domésticas essenciais para o uso do exército”. Imaginou-se que isso iria reduzir o custo da
alimentação e dos suprimentos do Exército Continental. Esperava-se que tal medida fosse reduzir o
fardo da guerra.Os preços dos bens importados, que não estavam submetidos
ao congelamento, dispararam, e era quase impossível a aquisição das mercadorias
domésticas necessárias para o exército. Os controles eram bastante arbitrários. Muitos agricultores se recusavam a vender seus bens aos preços
estipulados. Poucos aceitavam os
continentais de papel. Aqueles
agricultores que tinham famílias numerosas para alimentar e vestir venderam
seus produtos agrícolas sorrateiramente para a Grã-Bretanha em troca de
ouro. Era somente com ouro que eles
conseguiam comprar itens essenciais para sua sobrevivência, os quais eles não
eram capazes de produzir por conta própria.No dia 5 de dezembro de 1777, o general-intendente do
exército, que se recusava a pagar preços mais altos do que os valores
estipulados pelo governo, emitiu uma declaração em nome do quartel-general da
Pensilvânia afirmando que “Se os agricultores não concordam com os preços
estipulados pelo governo, que então escolham homens mais sábios na próxima
eleição”.Este foi o inverno do Vale Forge, o grande nadir da
história americana. No dia 23 de
dezembro de 1777, George Washington escreveu para o presidente do Congresso que
“temos não menos do que 2.898 homens nos quartéis em condições totalmente
inapropriadas para o serviço, pois estão descalços e até mesmo nus…. Estou
hoje convencido, sem a menor sombra de dúvidas, de que, a menos que haja uma
grande e repentina mudança, este exército terá inevitavelmente de ser reduzido
a uma destas três situações: morrer de inanição, dissolver ou dispersar com o
intuito de obter meios de subsistência da melhor maneira possível.”
Foi
somente após a lei de controle de preços ter sido revogada em 1778 que o
exército se tornou capaz de comprar bens novamente. Mas a hiperinflação do Continental e de todas
as outras moedas de papel emitidas pelos estados substituiu o sistema monetário
vigente antes da Revolução: um sistema baseado em moedas de prata, as quais
eram chamadas de dólar
espanhol ou peso de ocho.
Os
proponentes da independência invocaram a tirania britânica sobre a América do
Norte. Não havia nenhuma tirania
britânica, certamente não na América do Norte.
Em
1872, Friedrich Engels escreveu um artigo intitulado “Sobre a
Autoridade“. Ele criticava os anarquistas,
a quem ele chamava de anti-autoritários. Sua descrição do caráter autoritário de todas as revoluções armadas
deveria nos lembrar dos custos de uma revolução:
Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que se
possa imaginar; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à
outra por meio das espingardas, das baionetas e dos canhões — meios
autoritários como poucos. E o lado
vitorioso, se não quiser ter combatido em vão, deve manter o seu poder por meio
do medo que as suas armas incutem nos reacionários.
Após
a Revolução Americana, 46.000
colonos americanos leais à monarquia britânica fugiram para o Canadá. Eles não estavam dispostos a jurar obediência
aos novos governos coloniais. Eles
mantiveram sua lealdade à nação que havia lhes dado a maior liberdade já
vivenciada na terra. Ao contrário do que
dizem os historiadores modernos, tais pessoas não cometeram nenhuma traição.
Já
os revolucionários não são tidos como traidores. John Harrington, político britânico, já havia
explicado, aproximadamente por volta do ano 1600, por que é assim: “A traição nunca prospera. Por qual motivo? Ora, se prosperasse, ninguém ousaria chamar
de traição.”
São
os vitoriosos que escrevem os livros de história.
O
que os libertários — e até mesmo os conservadores — dariam hoje para poder
retornar a um arranjo em que o governo central se apropriasse de apenas 1% da
riqueza da nação? Um arranjo em que não
havia imposto de renda?
Será
que eles descreveriam tal sociedade como ‘tirânica’?
O
fato de que a principal assinatura da Declaração da Independência pertence ao mais rico contrabandista da América do Norte, John Hancock, não foi nenhuma
coincidência. Ele estava muito
furioso. Em 1773, o Parlamento britânico
havia reduzido o imposto sobre o chá que era importado pela Companhia Britânica
das Índias Orientais, o que fez com que o custo do chá britânico se tornasse
menor do que o custo do chá não-britânico trazido para os EUA pelo
contrabandista. Isso havia custado muito
dinheiro a Hancock.
O evento do Tea
Party impediu que um navio britânico descarregasse uma carga de chá nos
EUA. Tal evento nada mais foi do que uma
pilhagem a um navio privado para destruir sua carga privada, arremessando-a ao
mar. O navio britânico espoliado era um
navio que estava fazendo concorrência aos navios de Hancock. O
evento do Tea Party ocorrido em Boston foi, na realidade, um protesto muito bem
organizado contra os preços baixos resultantes de uma redução de impostos.
Por
tudo isso é que não celebro o 4 de julho.
Eu sempre tive essa impressão de que ser colônia dos britânicos era um ótimo negócio. Veja como eles trataram Hong Kong, que sob o domínio britânico se tornou o país mais livre da terra, além de ter uma das mais baixas cargas tributárias do mundo. Veja também a Índia, que após sua independência se tornou socialista. E veja a história dos EUA.
Interessante artigo.
A única revolução que não é um erro é a comunista.
Minha cabeça explodiu!
Esse artigo vai incomodar muita gente.
A liberdade existente não se pode medir apenas pelos impostos da época. O autor do texto ignora todas as restrições comercias impostas as colônias na América. Não leva em conta as restrições que obrigavam todas as colônias a vender determinado produtos apenas para a Grã-bretanha e comprar certos produtos apenas da mesma.
No livro quarto de as Riquezas das Nações, Adam Smith, ao relatar a situação das colônias britânicas, deixa claro que elas desfrutavam de muito mais liberdade que as colônias de outros países, porém também fica evidente as restrições e os monopólios de compra e venda impostos pelo coroa britânica. Além disso, segundo Smith, os gastos da coroa britânica com as colônias superava em muito os impostos pagos por elas. Assim, aos se tornarem independentes, obviamente que os governos colônias tiveram que aumentar os impostos, em relação ao que era cobrado antes pela coroa.
Por fim, não me parece muito justa a comparação de um período de paz, anterior a revolução, com outro período de guerra, quando a revolução estava em curso.
Cara! Esse site é um tesão………eu amo os artigos aqui. Pois se pautam na historicidade de uma forma maravilhosa. Aprendo cada dia mais com vocês. Deus abençoes sem medida a todos os reesposáveis pelo Instituto.
Artigo fantástico!
Você nunca é o mesmo depois de ler um artigo do Gary North.
Acho que o autor erra em um momento decisivo: compara os EUA atuais com a Inglaterra do Rei George. Os EUA atual são mais livres que a Inglaterra, então, por mais que os founding fathers estivessem errados na época, a história mostra que, no longo prazo, o arranjo americano se tornou mais livre que o inglês.
Contrabandista não é o termo que os estatistas utilizam para conflagrar a OP contra comerciantes não autorizados?
Boa tarde.
E no Brasil colônia, pagava-se menos para Portugal do que se paga hoje em dia….(Comentário baseado no texto, mas considerando o que aconteceu por aqui).
Obrigado.
Ótimo texto. Realmente um tapa em quem só viu a Revolução Americana através dos livros de escola.
Seria interessante fazer um texto criando um paralelo com o Brasil, algo como “A proclamação da república foi um erro”. Afinal, guardadas as devidas proporções de época – e apesar da política fortemente agrária – o Brasil Império era inegavelmente mais desenvolvido do que o republicano.
“Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que se possa imaginar; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra por meio das espingardas, das baionetas e dos canhões”
Difícil acreditar que Engels disse isso.
Alguns pontos importantes:
1. A Inglaterra gastava com segurança das colônias, muito mais do que arrecadava. Inclusive esse era um dos argumentos de Adam Smith contra a manutenção das colônias. Argumentava ele que seria muito mais vantajoso para o povo inglês, se as colônias fossem livres e pudessem negociar com quem quisessem. É natural que, uma vez independentes, o custo subsidiado pelos ingleses recaísse sobre os americanos.
2. A constituição americana foi escrita como um documento miniarquista. Esse ideal foi traído. Por esse motivo, os impostos são muito maiores do que eram. Além de haver muito menos liberdade civil.
3. Haviam restrições de comércio para os americanos, mas evidentemente essas restrições seriam consideradas pequenas em relação às restrições, de toda ordem, que os americanos sofrem hoje em seu próprio país.
4. Os EUA seriam independentes hoje, em relação à Inglaterra, de uma forma ou de outra. Como são Austrália, Nova Zelândia e Canadá.
Precisaria de mais informações avaliar mais apropriadamente, mas existe muitos prismas não levados em consideração nesse artigo. Porque Edmund Burke apoiou o movimento de independência? Pra ser chato? Se alguém já leu sua biografia sabe que não foi assim, inclusive ele tentou convencer o rei George a não fazer o que ele fez. Gosto geralmente dos artigos de Gary North mas esse acredito que ele exagerou na dose.
O Autor por exemplo se esquece que os EUA não queriam ser independentes e que tinham orgulho de fazerem parte do império britânico, mas esse orgulho foi se esvaindo pouco a pouco. Isso demonstra que a revolução não foi uma coisa imposta e sim eventualmente um clamor da sociedade americana, que na época não se considerava americana, os estados eram praticamente independentes entre si. Como uma evento em Boston teria colocado todos os estados juntos contra os britânicos? Querendo ou não a frustração de não participar da aristocracia foi de fato um dos grandes motivos de repulsa dos americanos da colônia e não apenas impostos, ou seja, achei esse artigo muito tendencioso, o autor desejou reescrever a história e filtrou o que lhe era proveitoso.
Prezados, desviando-me (pero no mucho) do tópico, gostaria de exortá-los (em especial os colegas da área jurídica) a comentar, enquanto possível, o mais recente artigo do nacionalmente conhecido jurista gaúcho Lênio Streck, a defender o endurecimento do direito penal contra crimes contra “bens metaindividuais” (i.e. “que atentem contra Os Objetivos da República”) e a redução da penalização contra crimes contra “interesses individuais”. Não se enganem, isso virá implementado pelo novo Código Penal em trâmite no Congresso. O artigo em si não é de todo mau, mas o trecho que segue é preocupante:
“Antes de tudo, devo louvar o interesse e a dedicação do senador Pedro Taques (PDT-MT). Se o seu mandato encerrasse hoje, seu nome já estaria gravado no Senado como um dos mais combatentes parlamentares contra a impunidade. Veja-se a sua luta para a aprovação do novo Código Penal e suas discussões — fortes — com setores refratários a uma exasperação das penas dos crimes de cariz metaindividual. Taques tem muito claro que no Estado Democrático de Direito, o Direito Penal deve voltar as suas baterias em direção aos crimes que colocam em xeque os objetivos da República. Ou seja, penas menores para os crimes de cariz individual e penas mais duras para os crimes cometidos pelo andar de cima, em que se enquadra, sim, a corrupção, bem como a sonegação de tributos (o "sonegômetro" aponta para o valor de R$ 415,1 bilhões/ano — clique aqui para ler). Já, aqui, vai um pequeno registro: parcela considerável do Direito Penal de terrae brasilis não quer discutir essa questão da criminalização mais dura da sonegação de tributos… Por que será?
[…]
Já denuncio de há muito (e nessa esteira uma série de orientandos meus) que o Direito Penal em terrae brasilis não passou por uma filtragem constitucional em 1988 e segue sendo remendado sem a observância dos requisitos impostos pela nova ordem paradigmática e consoante com o avanço da teoria do delito. Aproveito para refutar aqui a tola (e tão comum no imaginário jurídico) ilusão de que se pode separar teoria e prática, como se por trás desta última não houvesse qualquer fundamento teórico, de modo a realizar-se por si mesma.
Há quase 20 anos, venho denunciando a seletividade penal e a consequente disparidade de tratamento dado às penas previstas para os delitos individuais, em especial nos crimes contra o patrimônio cometidos sem violência à pessoa, e os metaindividuais cometidos por agentes econômica ou politicamente poderosos, como nos casos da sonegação fiscal, da apropriação indébita previdenciária e dos crimes contra o sistema financeiro em geral. E tenho sido criticado duramente por isso.
Denuncio, com veemência, que o Código Penal de 1940 foi escrito sob a lógica liberal individualista, o que fez com que a propriedade privada tenha ocupado o centro das atenções e recebido uma tutela amplamente superior se comparada à dos bens jurídicos coletivos. Por justiça, diga-se: é um código de seu tempo.”
Por favor, ajudem a trazer alguma luz aos “leitores-juridicantes” da área de comentários da revista jurídica . Essa aberração histórica não pode passar por lugar comum inconteste. Estão sovietizando a cavalo a legislação penal brasileira, sob aplausos unânimes. Está em http://www.conjur.com.br/2013-jul-04/senso-incomum-crimes-hediondos-enquanto-enforcavam-tungavam
Um pequeno lembrete, o império britânico continuou sedo o maior império do mundo, ou seja, mesmo perdendo a guerra se fosse para ditar as escritas da história, a Inglaterra teria plenas condições mudar o que foi dito, seguindo a ideia de que são os vencedores que escrevem a história, e apesar de muitos britânicos condenarem as ações da coroa inglesa, eles eram numerosamente insignificantes.
Muito auê dos desinformados. Nada do que o North falou é tabu e tampouco é inédito. Hoppe já havia dissecado isso:
[…]a Constituição americana representou um vasto aumento no poder governamental, e que esse era justamente seu real intento. A Constituição americana criou um poderoso governo central, utilizando a retórica da liberdade como desculpa para sua criação. Hoppe citou a Constituição americana como um exemplo característico de um argumento ainda maior: todas as constituições possuem a mesma intenção. Em nome de estar limitando o governo — que é o que elas supostamente defendem —, elas invariavelmente surgem em períodos da história em que as elites estão se reagrupando para emergir de uma situação que consideram ser de quase anarquia. Uma Constituição, portanto, representa uma afirmação de poder.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=953
Errado.
A Revolução Americana foi contra os pesados impostos que os britânicos impuseram sobre os americanos:
The American revolutionary era began in 1763, after a series of victories by British forces at the conclusion of the French and Indian War ended the French military threat to British North American colonies. Adopting the policy that the colonies should contribute more to maintain the territories as part of the Empire, Britain imposed a series of direct taxes (later known as the “Stamp Act“). Americans protested vehemently at the idea that the Parliament in London could pass laws upon them, such as levying taxes, without any of their own elected representatives in the government. When tea was taxed, Bostonians dumped it, leading to harsh reprisals known as the Intolerable Acts intended to demonstrate Parliament’s supremacy. Benjamin Franklin, appearing before the British Parliament testified “The Colonies raised, clothed, and paid, during the last war, near twenty-five thousand men, and spent many millions.”
en.wikipedia.org/wiki/American_Revolution#Summary
Leiam mais:
1733–1763: Navigation Acts, Molasses Act and Royal Proclamation
1764–1766: More provocative legislation
Sugar Act
Lembram daonde provém o Tea Party?
1767–1773: Townshend Acts and the Tea Act
Os americanos já estavam cansados de pagar tantos impostos aos britânicos e com as restrições à liberdade econômica impostas pelos mesmos, por isso fizeram a Revolução. Portanto, causa justa e legítima.
Tanto é verdade que no final do século XIX, os EUA já eram um país muito mais livre e mais próspero que a Grã-Bretanha.
O pleno liberalismo econômico, como proposto por alguns teóricos, é impossível e utópico. Tanto é impossível e utópico, que a economia do próprio Estados Unidos, cujas instituições foram fundadas nos ideais do liberalismo clássico europeu, sofreu estas três intervenções logo após sua fundação: Aumento da tributação (praticamente triplicou), emissão exagerada de moeda e consequentemente, congelamento de preços. O interessante é que essas três intervenções constituem basicamente o alicerce do "receituário nefasto das economias intervencionistas", contra o qual os economistas liberais tanto esbravejam.
Outra coisa que deve ser ressaltada é que, durante o período em que eram colônia, os EUA praticavam livre comércio a rodo, pois a Coroa simplesmente não impingia restrições ("negligência salutar"). Já após a Independência, tarifas de importação foram criadas unilateralmente para todos os estados, e representavam mais de 90% das receitas do governo. As tarifas acabariam resultando na tentativa de secessão do sul e na consequente guerra civil e seus 600 mil mortos, como bem já retratou este sítio.
Bem eu sempre pensei que o episódio do Tea Party foi o aumento da cobrança de impostos sobre o chá, ou seja, os colonos estão furiosos com o aumento dos impostos para cobrir os gastos da guerra com a França(Guerra dos 7 anos).
O artigo é muito bom, sempre houve grande liberdades para os colonos americanos, pois essas colônias nunca forneceram muito coisa para a Inglaterra, apenas um lugar onde os ingleses conseguiam enviar o excesso de sua população principalmente os puritanos calvinistas, pessoas com idéias socialistas e coletivistas eles colonizaram a Nova Inglaterra e espalharam as suas idéias para o restante da América.
Precisamos de uma artigo a respeito da cobrança dos impostos no Brasil colônica, como era a taxação dos impostos no Brasil colonial.
Hoje seria bom o Brasil fazer parte do Reino Unido de Brasil,Portugal e Algarves, como o Rei Dom João.
E aquela história do Stamp Act, em que os soldados ingleses tinham autoridade para entrar na casa dos americanos e verificar se os documentos estavam devidamente com o selo da Coroa Britânica?
E se isso não era devidamente aplicado quando foi assinado, quem garante que não seria depois? Em outras palavras, se o governo emitisse uma lei pra cobrar 80% de imposto de renda, mesmo sendo inefetivo nessa cobrança, estaria tudo bem?
E se formos ver o lado dos ingleses, se o gasto com a colônia dos EUA era maior que arrecadava, por que os pobres cidadãos ingleses tinham que bancar esse fardo? Afinal, não seria uma transferência de renda dos ingleses para os americanos?
Tiradentes se revoltou por causa do quinto, ou seja, 20% de imposto. E hj ? quanto pagamos de impostos diretos e indiretos ? uns 80% ?
North é historiador e seu Ph.D. foi justamente sobre este tema. Aliás, ele cita isso logo no início do artigo. Não deixa de ser engraçado ver nêgo vindo aqui tentando “provar que o autor está errado” utilizando os mesmíssimos argumentos que eu aprendi na sexta série em livros de autores brasileiros…
Esse texto me lembrou a nossa história.
Para a coroa portuguesa pagávamos o “quinto dos infernos”, mas era suportável. Hoje pagamos 2/5 para a “coroa brasileira em brasília”.
E depois que o D. João abriu os portos, já estávamos muito bem. Imagina hoje a gente participando da UE, negociando em euros ao invés do real?
Cuidado com esse texto, o Obama e a NSA podem tirá-lo do ar!
Mais uma vez o IMB me surpreende. Excelente! Isto me faz pensar que a maior parte dos historiadores são meros baba-ovo de políticos, atuais ou históricos. Querem ganhar seu tutu panfletando a história, inventando meleca para a criançada ler. Por essa ótica, os vestibulares e enem’s, com relação a História e Geografia, são flatulências organizadas para a bobocada decorar e sair pela rua gofando titica.
O Gary North nesse texto aborda temas interessantes, no entanto, um libertário defender monopólios, como o do chá, ou mesmo falar sobre eles sem criticá-los é algo estranho…
Bom, vamos com calma. Sem falar em anafalbetismo funcional porque nem todos foram agraciados com o dom de ler algo completamente estranho às suas convicções e aceitar sem resistência.
Inicialmente, faço um apelo: PAREM de comparar a carga tributária de um país hoje com um país a 200 anos atrás. Isso é ridículo, e vou explicar. A realidade é completamente diferente: o Estado é paquidérmico e em tendência de ascenção, os inimigos externos são diferentes, a consciência das pessoas é diferente. Vejo pessoas dando a entender que era o Jardim do Éden um país com baixíssima carga tributária, como se isso fosse a pílula mágica que solucionaria todos os problemas que enfrentamos hoje.
Mas não é assim. O fato da tributação alta ser ruim (utilitariamente e moralmente falando) não faz com que o simples fato de um país ter baixos impostos ser o paraíso.
A Somália, por exemplo. Eu não disponho dos dados, mas me parece que pelo fato do Estado lá ser um pouco menor que o brasileiro e o americano, os impostos serão menores. Logo, pela lógica de parte do artigo (e dos comentários) lá seria um país melhor para se viver.
Focar apenas na questão tributária é algo muito utilitarista. Como se não houvesse nada de imoral em não ser independente, e não ter sua liberdade individual garantida por lei. Mas vamos lá.
O artigo cita que UK tinha prejuízo com as 13 Colônias. Um exemplo desss gastos extras era a defesa. Quem financiava a defesa do lugar contra invasores era o Reino Unido. Depois, com a nação sem o pai financiador, era óbvio que os gastos governamentais subiriam. O Reino podia direcionar dinheiro de outras fontes para financiar a defesa da região.
O povo americano em geral acreditou nos líderes do Congresso Continental. Ele certamente não fazia a mais mínima ideia de que estava prestes a abrir mão de suas maiores liberdades. Ele não foi capaz de prever o preço que logo em seguida pagaria em termos de sangue, riqueza e endividamento. E ele certamente não previu a nova carga tributária que seria imposta sobre a nova nação após 1783.
Quais liberdades? Se considerarmos apenas o nível de taxação, o trecho faz sentido. Mas lembremos que a liberdade não pode ser medida apenas pela taxação. Se existiam outros fatores que aos olhos das pessoas daquela época justificavam esse sacrifício, então certamente eles não fizeram uma má escolha em apoiar a Independência.
Sua descrição do caráter autoritário de todas as revoluções armadas deveria nos lembrar dos custos de uma revolução:
Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que se possa imaginar; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra por meio das espingardas, das baionetas e dos canhões — meios autoritários como poucos. E o lado vitorioso, se não quiser ter combatido em vão, deve manter o seu poder por meio do medo que as suas armas incutem nos reacionários.
Aqui ele faz parecer que a Revolução americana foi aquela do tipo: tomada de poder – ditadura. Quase me fez lembrar da Revolução Francesa, Russa e Cubana. Bom, se ele está escrevendo esse artigo, então é um pequeno sinal de que não foi assim.
O grupo “líder” da Revolução não impôs sua vontade à força. Pelo menos não é informado no texto que todos os americanos foram fechados numa Cortina. Se a causa foi um engano deliberado dos líderes é outro caso. Ele começa insinuando isso (ao citar Jefferson) e depois insinua que a Revolução foi uma forma dos líderes enfiarem a nação americana goela abaixo dos colonos. Lembrando: ele não disse isso no texto, mas é o que dá a entender após essa citação sobre a natureza das revoluções.
Depois da Revolução: se a nova nação era tão tirânica, como deram a entender, então como se explica o crescimento absoluto americano no século seguinte? A Constituição e suas leis protecionistas continuaram em vigor em todo o século. E aí? Vários artigos do site citam o século XIX como período de ouro do livre-mercado americano. Então estamos em contradição.
Falando em contradição, citaram Hoppe nos comentários, ao falar sobre Constituição. Engraçado que o mesmo Hoppe defende o federalismo como alternativa mais concreta rumo ao ideal ancap. E não há como negar: as leis americanas desconcentraram o poder, em relação à estrutura formal britânica.
Nos comentários começaram a atacar todo país que lutou pela independência do Reino. Citaram a Índia. Ao fazer isso, estão jogando o trabalho de Gandhi no lixo. Havia tirania na índia e áfrica do sul a ponto de justificar uma mudança de governo. Se depois esse ideal foi traído (como costuma acontecer) a culpa não é de quem defendeu a independência. É o mesmo que culpar o capitalismo por este ter gerado os bancos, e agora são eles (os bancos) que se cartelizaram (graças ao Estado) e provocam os ciclos econômicos. Simplesmente pessoas ruins se aproveitaram de uma janela de oportunidade para obter mais poder. Quem propiciou essa janela pode ter feito isso sem intenção.
E outro tipo de comentário descabido: comparar EUA com Austrália, Nova Zelândia e Hong Kong. HK é uma ilhota subsidiada (deixe que ela banque seus gastos de defesa contra a China, pra ver aonde vai parar a “liberdade econômica”). Austrália é um país isolado no oceano, o mesmo vale para NZ. A situação geográfica já começa diferente.
Minha crítica ao artigo específico é que ele foi parcial. Ele martela a questão tributária, mas esquece-se das variáveis que possibilitaram esse arranjo favorável aos colonos americanos. As colônias eram “mimadas” pelo Reino, com proteção e subsídios garantidos pela metrópole. É como dizer que é mais vantajoso morar com os pais, já que o máximo que você precisará é ajudar eventualmente em casa, ao invés de arcar com os 30% (e mais) de tributos do nosso governo, quando você é “independente”.
Faltou levantar outros aspectos para emitir o veredicto de que a vida sob o jugo britânico era “mais livre” do que a vida como nação independente. Resumir essa questão apenas na carga tributária é simplista e incompleto.
Sugiro que leiam Alexis de Tocqueville. Ele estudou o “país tirânico criado pelos pais fundadores” 50 anos depois da Revolução.
Leandro
Você disse:
“Foi só em 1814 que os EUA voltaram ao padrão-ouro, e mesmo assim um padrão-ouro meia-boca, em que o estado estimulava os bancos a praticarem reservas fracionárias.”
Eu supunha que o primeiro país a liberar legalmente as reservas fracionárias foi a Inglaterra. Estou errado?
Também, segundo informações que li aqui mesmo no Mises, os preços dos produtos foram basicamente estáveis, com ligeira tendência de queda, nos EUA, durante o século XIX (tirando alguns eventos específicos). Ora, se houvesse uma política fortemente inflacionista, isto seria impossível.
E quanto à inflação gerada durante a revolução, é comum que políticos, em época de guerra, tomem medidas desesperadas e contraproducentes. Mas não creio que isso seja um argumento tão forte assim contra a revolução americana. Há outros argumentos bem mais fortes, tanto a favor como contra.
E a citação de Lênin me pareceu um pouco fora do contexto.
Creio que o texto tem muito mérito, o considerei bastante informativo, e apresenta uma tese inteligente e bem fundamentada que me acrescentou bastante. Mas ficou a impressão de que o autor errou um pouquinho na mão.
Se querem boas informações sobre a História Americana, recomendo ler os 4 Volumes de Conceived in Liberty do Grande Rothbard:
Conceived in Liberty Volume 1: A New Land, A New People
Conceived in Liberty, Volume 2: The American Colonies in the First Half of the 18th Century
Conceived in Liberty, Volume 3: Advance to Revolution
Conceived in Liberty, Volume 4: The Revolutionary War
É uma boa fonte alternativa à história politicamente correta.
As pessoas que estão minimizando o aumento da carga tributária, justificando que não havia como não ser diferente hoje, porque o estado é maior, inimigos externos são outros etc. etc. etc. esquecem-se que o estado só cresceu por causa dos tributos, que a criação de inimigos externos é fruto justamente da formação dos impérios por causa dos tributos (sejam eles europeus ou o americano), e que há sim uma alternativa de ser diferente.
Colocando as coisas num ponto bem familiar: vivíamos um hiperinflação nas décadas de 80 e 90. O que mudou com o Plano Real? Simples: a simples estabilização da moeda e a queda na inflação, por causa justamente da abertura (um pouquinho é verdade, mas…) econômica, já tirou um monte de gente da miséria. Imagina agora se a carga tributária caísse dos atuais 2/5 de volta para o 1/5 do tempo da colônia? Eu diria que o Brasil ia bombar… Mas com os atuais governos, não vejo a menor chance de isso ocorrer.
(No nosso caso a justificativa é nossa eterna “divida social”, como se ela não tivesse sido criada justamente por “eles”)
Para quando um artigo destes sobre a independência do Brasil? É escrito que havia um descontentamento geral da população latifundiária contra os impostos da metrópole portuguesa, que por sua vez tomaram partido e incentivaram o infante D. Pedro na sua “birra” com o seu pai. Foi mesmo assim? O contexto brasileiro da altura lembra muito o americano: latifundiários, exploradores, intermediários, esclavagismo geral. As consequências acabaram por ser as mesmas: aumento da tributação para pagar as dívidas concedidas pelo Reino Unido para financiar a guerra da independência, que acabaram de ser pagas no início do séc. XX.
Excelente artigo como sempre, adoro esse site, vcs poderiam expor livros para compra? Sobre o artigo eu concordo, mas é meio lógico isso. Por essa analogia “Morar com os pais sai mas Barato que morar sozinho”, para minha pessoa, toda revolução é válida, claro, temos que ter consciência das consequências…
Queria eu que o Brasil tivesse sido colonizado pela Inglaterra.
Jogue Assassin’s Creed 3 que você entende isso fácil. O lugar é bom, existe paz pra todo lado e começa a ficar ruim quando os que buscam pela liberdade querem na verdade se livrar da liberdade que tem.
Quando você entra nos subterraneos de Boston vê isso claramente. Templos massônicos debaixo da rua? Olha o nível dos caras que querem a liberdade, nem se dão liberdade para exigir liberdade.
A revolução foi uma baita fraude e depois ainda levaram escravos..
Um artigo que trás informações de interesse.
amigodeisrael.blogspot.com.br/2013/07/a-historia-que-nos-contam.html#comment-form
Levanta uma questão importante: o comércio internacional pode ser gravemente prejudicado por corsários apoiados (aberta ou ocultamente) por algum governo (ou simplesmente apoiados em sua própria força). Note que as armadas oficiais não participavam desses tipo ação (até para não darem motivos ainda mais fortes para guerra) nas terceirizavam esses tipo de crime. Historicamente, a sanha desse tipo de gente foi detida por forças navais estatais, até o ponto em que hoje são raras as situações em que esses piratas atuem. Expedições piratas contra as costas de outros países também se tornaram incomuns. Não vemos mais os habitantes das costas atlântica e mediterrânea da Europa temerem ataques de piratas, quer sejam vikings, quer sejam muçulmanos.
Na visão ancap, todas as marinhas estatais deveriam desaparecer. Mas mesmo os ancaps não imaginarão que todos os estados desaparecerão de uma vez, repentinamente. Se foram as armadas (principalmente ocidentais) que virtualmente extinguiram as ações de corsários e piratas, com a extinção das armadas esses tipo de atividade criminosa voltará com toda força. Alguns estados, ante a extinção das armadas dos estados extintos, apoiarão corsários. E surgirão piratas independentes.
O custo total das forças marinhas (principalmente de superfície) é bastante pequeno em relação à produção econômica mundial. Mas o comércio mundial é extremamente relevante para a produção econômica. A lei internacional, (isto é, o comum acordo entre todos) tem sido desde épocas antigas que tanto particulares como estatais podem resistir com toda força necessária a atos de pirataria, e podem conduzir piratas a força a tribunais. O século XIX foi um momento de enorme desenvolvimento econômico baseado no livre comércio. E esses livre comércio foi assegurado por armadas dos governos, e não houveram soluções particulares eficazes antes disso. Navios dedicados ao comércio, não podem competir, em termos de armamentos, com navios dedicados à pirataria, ainda mais se estes últimos tem apoio de um estado, como era o caso dos corsários. Seria talvez difícil convencer as pessoas a abandonar o sistema atual (no que concerne à navegação marítima).
Posso estar enganado, mas pelo que sei a revolução americana não ocorreu por conta dos impostos, mas sim pela falta de representatividade que os americanos tinham no parlamento inglês.
Eles queriam mais representatividade e isso foi sendo negado sumariamente a eles de forma que os revoltosos ganharam força.
Além disso, as colonias tinham certas restrições comerciais que as obrigavam a comercializar com a Inglaterra e os proibiam de comercializar certos produtos com outros países.
Novamente não sou um especialista no assunto.
Essa visão é muito boa, mas dá pra ver que carrega um pouco de ufania britânica. Ao se desmembrar da Inglaterra, os Estados Unidos puderam dar continuidade ao processo de industrialização. Não foi uma guerra por impostos, esse foi um dos motivos, foi uma guerra para se afirmarem como nação. Nessa época, o pacto colonial impedia esse desenvolvimento, pois podiam negociar apenas com quem a Coroa quisesse. Na verdade, a Guerra de Secessão também teve esse motivo em comum, os sulistas desaprovavam a política econômica que o governo central queria.