Em
2011, quando foi dada a notícia de que o Brasil havia ultrapassado o Reino
Unido em termos do Produto Interno Bruto (PIB), a euforia foi grande. Para o governo brasileiro, este evento foi interpretado
como consequência de sua própria política econômica e como um prognóstico de
que em pouco tempo o Brasil iria ultrapassar também as outras grandes economias
e encostar na China e nos Estados Unidos. Exatamente por isso, foi grande a decepção
quando, pouco tempo depois, a economia brasileira se estagnou e perdeu — na
verdade, devolveu — para o Reino Unido o sexto lugar no ranking das maiores
economia do mundo.
A
pergunta que agora se faz é: o forte crescimento da economia brasileira nos
anos anteriores a 2011 representou um sinal de um novo padrão de crescimento
econômico para o Brasil ou será que toda aquela bonança econômica foi apenas um ponto
fora da curva? No primeiro cenário, o fraco
crescimento econômico atual seria apenas algo temporário, de modo que o Brasil
voltará em breve a crescer novamente. Porém,
uma análise mais profunda do desempenho econômico do Brasil aponta para o
segundo cenário: o fraco crescimento econômico atual sinaliza um retorno ao padrão
antigo, com longas estagnações.
Porém,
dado que o governo atual vai fazer todo o possível para voltar a apresentar
altas taxas de crescimento econômico, é de se esperar uma intensa aplicação de
todo o arsenal de políticas macroeconômicas com o intuito de se fabricar um crescimento
artificial. A consequência disso é que o
alívio temporário será pago com uma debilidade econômica ainda maior no
futuro.
Crescimento fraco
Desde
2011, a economia brasileira entrou numa fase de debilidade, com uma rápida
queda das taxas do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país (veja
figura 1).
Figura 1: Taxas de
crescimento do PIB 2010 – 2012 (Trimestre sobre mesmo trimestre do ano anterior
Como
se pode observar no seguinte gráfico (figura 2), depois da crise cambial de 1999,
o Brasil experimentou uma fase de produção abaixo da trajetória de longo prazo,
fase esta que foi seguida por uma forte recuperação de 2004 até 2010, a qual
empurrou o produto interno bruto brasileiro para cima da tendência do PIB de
longo prazo.
Figura 2 – PIB em bilhões de dólares 1980-2012
Porém,
durante essa fase de forte crescimento econômico do PIB, a taxa do crescimento
da produção industrial permaneceu fraca.
Figura 3 — Taxas anuais
do crescimento da produção industrial 1995-2012
No
setor industrial, a taxa de crescimento se tornou negativa em 2012, gerando
preocupações quanto a uma onda de “desindustrialização”. No entanto, a fraqueza do setor industrial
brasileiro não é de modo algum algo novo. Com uma taxa média de crescimento anual de apenas
2,6 % desde o começo dos anos 1990, o Brasil nunca chegou a completar o
processo de industrialização.
O
conjunto dos dados (figuras 1-3) fortalece a tese de que a atual fraqueza do
crescimento da economia brasileira sinaliza um retorno à sua tendência
histórica. Dado que a debilidade da
produção industrial não mudou e continua fraca, foram fatores temporários que atuaram
para gerar o crescimento econômico acima de sua trajetória nos anos de 2004 até
2010.
Como
a capacidade produtiva do Brasil não aumentou de forma sustentável, as baixas
taxas de crescimento econômico vivenciadas desde 2011 indicam um retorno a uma
trajetória de crescimento mais baixa do que a da última década. Este retorno pode acontecer em tempo mais
curto, na forma de uma forte recessão, ou em um período de tempo mais
prolongado, configurando uma estagnação.
Uma breve bonança
A
boa conjuntura que o Brasil vivenciou de 2004 até 2010 foi mal interpretada
pelo governo, que tomou a fase de crescimento forte como uma conquista da sua própria
política econômica. Na verdade, a prosperidade veio de fora, com a alta dos
preços das exportações brasileiras (veja figura 4).
Figura 4 – Índice de
preços das exportações brasileiras (1980- 2012)
Aplicando
menos de 20% do PIB em investimentos (figura 5), nada foi preparado durante esta
fase de bonança para fortalecer a capacidade produtiva do país.
Figura 5 – Investimentos
em porcentagem do PIB (1980 – 2012)
O
governo brasileiro parece ser incapaz de reconhecer que uma expansão econômica
totalmente baseada no consumo, sem investimentos, é uma medida que pode
funcionar apenas no curto prazo. Para
crescer no longe prazo, é necessário haver acumulação de capital, e a
acumulação de capital requer investimentos, que, em sua vez, necessita de
poupança.
O
que possibilitou o crescimento econômico sem a concomitante expansão da base
produtiva da economia por meio de investimentos foi uma mudança radical da
tendência dos termos de troca, a
relação entre o preço dos bens de exportação e o preço dos bens de importação
do Brasil. Em termos de pontos do
índice, os termos de troca do Brasil alcançaram um máximo de 132,6 pontos em
setembro 2011, tendo atingido um mínimo 64,7 em outubro de 1981.
Figura 6
– Índice dos termos de troca (1980-2012)
Analisando
os termos de troca do Brasil — utilizando unidades constantes da moeda local —
para um período mais longo, nota-se de forma ainda mais clara a grande mudança
que aconteceu a partir de 1967.
Figura 7 – Termos de
troca em constantes unidades de moeda local (constant LCU), 1967-2012
O
forte disparo visto nos preços dos bens de exportação e a consequente melhoria
da posição do Brasil no comércio exterior coincidiu com o aumento global dos
preços das commodities. O aumento dos preços dos bens exportados pelo
Brasil em relação aos preços dos bens importados foi consequência da alta
global dos preços das commodities. Nada
teve a ver com uma revitalização da economia brasileira.
Outro
indicador desta profunda mudança é o comércio do Brasil com a China. Preços altos e uma aceleração na demanda por
commodities da China estimularem as
exportações e, por conseguinte, o crescimento do PIB do Brasil. Segundo os dados do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações do Brasil para a
China aumentaram de 1,9 bilhão de dólares em 2001 para 30,8 bilhões de dólares
em 2010.
Das
exportações de 2010, 83,7 % foram de commodities básicas e 11,8 % foram semimanufaturados. Somente 4,5 % foram de produtos manufaturados. Ao mesmo tempo, as importações da China para
o Brasil foram de 25,6 bilhões de dólares, sendo que 97,5 % foram produtos
manufaturados.
Uma
nova síntese se formou no mundo: o Brasil é o gigante da agricultura e dos
recursos naturais e a China é o novo gigante da indústria. Enquanto a China se industrializou, o Brasil
se enfraqueceu; e enquanto China desfrutou de altas taxas de investimentos, o
Brasil se entregou a uma mania consumista.
Crescimento sem
fundamentos
No
contexto da história econômica do Brasil, a atual debilidade da economia
brasileira não é uma grande surpresa. Mais um voo de galinha não seria uma exceção,
mas sim a regra do padrão do desenvolvimento econômico brasileiro. A liderança política do país usufrui o duvidoso
privilégio de, em decorrência da imensa riqueza do Brasil em termos de recursos
naturais e de suas benevolentes condições geográficas, quase nunca ser punida
mesmo quando comete erros graves de política econômica.
Durante
a sua história, o Brasil já vivenciou diversas crises econômicas. Mesmo durante as poucas guerras em que o país se
envolveu, o sofrimento foi pequeno em comparação ao de muitos outros países. No entanto, é esta bem-aventurança da falta de
punição imediata quando uma má política é implantada o que impede que o país viva seu
pleno potencial. A proteção contra erros
faz com que os governos brasileiros não aprendam quase nada com as trapalhadas
que cometem. Assim, a capacidade do
Brasil de efetivamente realizar o seu potencial de prosperidade é tragicamente
baixa.
Crescimento
econômico requer acumulação de capital, que por sua vez requer investimentos, sendo
que investimentos requerem poupança. Mesmo
a inovação e o aumento da qualidade do capital humano precisam de poupança. A
baixa taxa de poupança do Brasil não é um fenômeno recente, mas sim uma
característica típica da economia brasileira. Ao passo que países emergentes que estão decolando
em termos de desenvolvimento econômico apresentam taxas de poupança e de investimentos
na faixa de 30 % e 40 % do PIB, como a China, a taxa de poupança brasileira
esta abaixo de 20 %.
Figura 8 — Taxa de
poupança bruta brasileira em porcentagem do PIB, 1967- 2012
Fonte: Indicadores do
Banco Mundial. Trading Economics
Figura 9 — China. Taxa
de poupança bruta em porcentagem do PIB, 1967-2012
Fonte: Indicadores do
Banco Mundial. Trading Economics
Com
taxas de investimento tão baixas como as do Brasil, o país está destituído dos
fundamentos necessários para um progresso econômico sólido de longo prazo. O que estes débeis fundamentos permitem são apenas
pequenos booms de curto prazo, na
forma do voo de galinha — afinal, estas baixas taxas de poupança e
investimento do Brasil não são um
fenômeno recente, mas sim uma característica crônica da macroeconomia
brasileira.
Intimamente
relacionada à raquítica formação de capital — em decorrência da baixa poupança
— está a produtividade da economia brasileira. Entre 17 países da América Latina, o Brasil ocupa o 15º lugar em
produtividade; e na escala global, o país está na 75ª posição entre 122 países.
Nas décadas passadas, enquanto muitos
outros países emergentes aumentaram a produtividade de suas economias em
relação aos Estados Unidos, o Brasil perdeu em relação a eles.
A
produtividade econômica é a chave da prosperidade. O grau de produtividade representa um
determinante essencial para o nível de salários. O verdadeiro mecanismo de saída da pobreza é o
aumento da produtividade, e não a distribuição de esmolas. Para colocar o Brasil no caminho de
prosperidade não basta jogar com a macroeconomia como se ela fosse uma bola pingue-pongue.
O que o país precisa é de uma estratégia
de desenvolvimento econômico de longo prazo, direcionada para o aumento da
produtividade. Porém, isto requer
acumulação de capital e inovação — algo que é impossível de se obter sem altas
taxas de poupança e investimentos.
O que fazer para o
Brasil crescer?
A
maldição do Brasil é a abundância. Não
necessariamente a abundância na forma de recursos naturais, mas sim a
abundância excessiva de burocracia, de intervencionismo, de protecionismo, de voluntarismo
político, e até mesmo de democracia.
O
Brasil não sofre só da inflação monetária; sofre também de uma inflação de leis
e regulamentações. Não bastasse a incerteza de
se gerenciar empresas no Brasil já ser alta, esta incerteza se multiplica por causa
do intervencionismo arbitrário do governo; e se este já não fosse demasiado
agigantado, a economia brasileira também é forçada a suportar um poder judiciário
que adora se intrometer em áreas onde o livre mercado é capaz de encontrar as
melhores soluções.
Ao
mesmo tempo em que os políticos fazem o que querem com a economia e os
burocratas criam leis e regras que não fazem sentido, a super-poderosa justiça
brasileira completa a confusão com decisões que paralisam a iniciativa privada.
Em todas aquelas áreas da economia em
que os agentes necessariamente se pautam por um horizonte de tempo maior —
como poupança e investimento, infraestrutura, inovação e educação –, há uma
total paralisia. O país sofre com uma
péssima infraestrutura, o desempenho em inovação é fraco e o sistema educacional
é dos piores do mundo.
Se
de um lado o governo pratica um hiperativo intervencionismo, intrometendo-se em
áreas onde o livre mercado é mais eficiente do que qualquer burocracia, de
outro ele mostra uma generosa negligência em relação a áreas cruciais, como
infraestrutura e educação. Ainda pior do
que essa negligência é o fato de ele criar leis e regulamentações que atrapalham
e até mesmo proíbem a iniciativa privada de atuar nestas áreas.
Conclusão
![]() |
| Não deixe de se increver no curso a ser ministrado pelo professor Mueller |
Há
poucos países no mundo cujas condições são tão favoráveis para uma grande
prosperidade quanto o Brasil. Porém, uma
mentalidade favorável ao intervencionismo estatal e burocrático produz uma atitude de
procrastinação permanente que atravessa todo o espectro da sociedade
brasileira. O Brasil parece aquele
sujeito que tem uma casa grande e bela, mas com vários buracos no telhado que
precisam ser reparados. Quando o tempo
está bom, ele acha que não há necessidade de consertar os buracos; e quando
chove, ele diz que não pode fazer nada agora porque o tempo está ruim.
A
principal causa da paralisia do país perante a urgente necessidade de se arrumar as
condições para possibilitar um futuro melhor é a onipresença do estado
brasileiro. Este estado intervencionista
obstrui todas as atividades privadas. A
economia brasileira se encontra permanentemente bombardeada por
imprevisibilidades e por uma total ausência de lógica e de bom senso nas
medidas intervencionistas do governo, as quais visam apenas ao curtíssimo
prazo. O resultado é uma economia de
produtividade extremamente baixa em conjunto com uma renda não somente baixa,
mas também mal distribuída.
O
que bloqueia o país não é a falta de “inclusão social” ou outras quimeras. O que bloqueia o progresso do Brasil é a
crença quase absoluta no poder do estado e uma forte desconfiança na eficiência
do livre mercado. O grande mistério da
cultura brasileira é a contradição entre esta ideologia que idolatra o estado
e a visível realidade gerada por esta ideologia.
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O Brasil vai continuar crescendo, tenho certeza! Nosso governo tem ajudado a população a prosperar e vai continuar assim! O que seria de nós sem o Estado? Todos esses números e gráficos servem para iludir os incautos e empresários que querem aumentar o lucro Brasil. Keynes já nos deu o caminho para o crescimento, sua fórmulas exatas nos levarão ao sucesso!
Brasil, aos trancos e barranco desde sempre.
Talvez depois da próxima crise dê uma melhorada.
Pelo menos depois da hiperinflação deu uma melhorada.
Um dia desses eu estava observando a imprensa discursar sobre o apagão logístico no Brasil, então eu pensei que uma boa solução seria desregulamentar totalmente o setor ferroviário. Por ser um setor praticamente inexistente no Brasil, talvez fosse mais fácil politicamente fazer uma desregulamentação. Deixar o livre mercado agir livremente nesse setor, poderia causar uma revolução logístico no Brasil nunca antes visto. Alguem concorda comigo?
UMA CONTA QUE NÃO FECHA- Acredito que todo mundo notou o aumento incrível nos valores dos terrenos no Brasil (e em Pirassununga, minha cidade, não é diferente) nos ultimos anos… (em 500 anos de Brasil, ATÉ HOJE, quase nunca (ou nunca) vi NINGUEM perder dinheiro com imóveis, concordam? ) Isso posto, a CONTA QUE NÃO FECHA exatamente, para mim, é a seguinte: tomemos os atuais valores dos imóveis comerciais, terrenos no centro de Pirassununga, por exemplo (nas cidades da região é mesma coisa)… os valores subiram MUITO acima da inflação, nos últimos 5… 10 anos… ok? Entretanto, com nossa economia crescendo PÍFIAMENTE nos ultimos anos (0,9 % em 2012, e considerando o crescimento populacional o crescimento ”PER CAPITA” foi ainda menor, próximo a 0 %) eu pergunto: esse crescimento do preço dos imóveis comerciais é SUSTENTÁVEL? Particularmente, acredito que os preços chegaram a um ”teto”, e acredito que quem comprar imóvel urbano em Pirassununga HOJE, nos atuais preços, pensando em ”ganhar” dinheiro, vai ”cair do cavalo”… até acho um bom investimento para se proteger da inflação… mas ganhar com a valorização, nos preços atuais… NÃO ACREDITO… sei que as pesquisas falam que ainda há um déficit habitacional no Brasil segundo os ”entendidos”, o que justificaria os novos empreendimentos… mas acredito que a ”oferta” esta maior que a ”demanda” (olhem a qtde de novos loteamentos em Pirassununga… nos atuais preços, voces imaginam que TUDO IRÁ VENDER?… e ainda devemos considerar que a taxa de poupança dos brasileiros esta caindo e muitos brasileiros já estão endividados, o que talvez fará com que não aumente a expansão do crédito, que poderia manter o mercado imobiliário ”aquecido”… e falando especificamente de imóveis comerciais no centro, tais aumentos nos valores dos imóveis ”comerciais” parecem ainda mais ”injustificados”… explico: a qtde de novos comércios em Pirassununga aumenta num ritmo, acredito eu, muito maior do que o crescimento da economia (0,9 % em 2012) … isso , somado ao fato de as vendas on-line estarem aumentando, deduz-se facilmente que tem mais gente querendo comer o bolo ( aumento da concorrencia) do que o bolo esta aumentando (crescimento da economia), ou seja, acredito que em quase todos os setores, a concorrencia esta aumentando mais que o crescimento da economia, OU SEJA, por dedução, o faturamento das empresas tende a ser menor, seguindo esta lógica, e consequentemente, o lucro será menor tambem… FALEI TUDO ISSO PARA FECHAR O RACIOCÍNIO: SE O LUCRO TENDE A DIMINUIR, COM O CRESCIMENTO DA CONCORRENCIA MENOR QUE O CRESCIMENTO DA ECONOMIA, NÃO EXISTE ”JUSTIFICATIVA ECONOMICA” PARA QUE OS PREÇOS NOS IMÓVEIS COMERCIAIS CONTINUEM AUMENTANDO, CONCORDAM ?(eu sei que contra a minha tese pesa o fato de o aumento na concorrencia indicar um aumento na procura por imóveis centrais bem localizados, o que faria com que subissem os preços, mas MESMO ASSIM, considerando a expectativa de lucros menor com a concorrecia crescendo mais que a economia do País, não acredito que seja um fator capaz de continuar impulsionando os preços dos imóveis ”para cima”).
Não acredito que os preços dos imóveis em Pirassununga irão cair, a não ser que tenhamos uma crise muito severa, e olhe lá, embora algumas pessoas insistam que temos uma ”bolha imobiliária” , e qdo ela estourar, os preços irão cair… particularmente acredito que os preços irão se ”estabilizar” (embora eu não tenha certeza nenhuma disso),,, e ainda sou um tanto ”conservador”… e ainda recomendo a compra de imóveis para ”proteger” o patrimonio rsrs… embora não acredite ou as vezes ate duvide que a valorização do imóvel será maior que a inflação pelo menos considerando alguns poucos anos… APESAR DA CONTA NÃO FECHAR, AINDA ACREDITO QUE A MÁXIMA DE QUE EM 500 ANOS DE BRASIL NINGUEM OU QUASE NINGUEM PERDEU DINHEIRO INVESTINDO EM IMÓVEIS VAI SE MANTER, EMBORA TENHA RECEIO DE QUE ISSO POSSA ACONTECER AGORA, PELA PRIMEIRA VEZ… TALVEZ O ”NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS” POSSA VIR A TER UMA CONOTAÇÃO NADA AGRADÁVEL PARA QUEM INVESTIR EM ALGUNS IMÓVEIS, NESTE MOMENTO… (embora, reitero, eu não acredite nisso… mas não acredito em mais valorização no curto prazo tambem)… FOI LONGO, MAS ESPERO QUE TENHAM ENTENDIDO MINHAS ”DÚVIDAS EXISTENCIAIS”… rsrs… SE ALGUEM NÃO ENTENDEU OU NÃO CONCORDOU COM ALGO, PODE FALAR A VONTADE, NEM EU TENHO ”CERTEZA” DESTES ”RACIOCÍNIOS” (EMBORA TENHA UMA BOA DOSE DE CRENÇA NELES)…
PS- que saudade de 15 , 20 anos atrás, qdo com o preço de um carro popular as pessoas podiam comprar um terreno em muitos bairros de Pirassununga,,, quem comprou terreno nessa época ganhou MUITO DINHEIRO, com rentabilidade muito superior a poupança…
ps 2- eu sei que meu comentário é meio off-topic, pero no mucho, desculpem os que assim o acharem.
Já é engraçado comemorarem com tanto êxtase que a economia brasileira “superou” a do Reino Unido.
Deixando de lado as imprecisões do PIB em medir o desenvolvimento econômico, comemoram que 190 milhões de brasileiros finalmente conseguiram superar 62 milhões de britânicos.
Por causa disso, dá pra ver vários por aí achando que isso realmente quer dizer que os brasileiros de alguma forma estão mais ricos e prósperos que os britânicos. Segundo eles, o único motivo pelo qual um Brasil com uma economia “maior” que a do Reino Unido não desfrutar do mesmo padrão de vida é a má distribuição de renda. Isto é, ricos estão segurando todas essas riquezas do povo, e se isso fosse distribuído seríamos desenvolvidos como o Reino Unido.
Vejam isso:
Prefeitura de SP tenta desapropriar área de reintegração na Zona Leste
A intervenção do governo é essencial na economia e sociedade brasileiras, principalmente nas áreas fiscal e monetária(Direta através dos bancos estatais ou indireta através da atividade do tesouro e do BACEN). Sem ela, nosso país certamente ainda seria uma grande floresta atormentada pela pobreza ou uma semi-colônia dos países exploradores como a são China, Vietnã, Chile e Índia.
O incentivo ao consumo é essencial, pois aumenta a demanda por mão-de-obra e permite que surjam salários e condições de trabalho adequadas aos trabalhadores que não tiveram uma educação pública de qualidade. Graças aos intervencionismos do governo, permanecemos com uma baixíssima taxa de desemprego mesmo durante um período de armadilha de liquidez. As recentes demissões e pedidos de falência no setor privado servem como uma clara evidência da anarquia dos mercados e da necessidade do intervencionismo para dá-lo estabilidade.
Dividirei minha defesa ao governo brasileiro em 3 pontos essenciais:
a) Emprego.
Desde a abertura econômica do período Collor, a indústria brasileira vem sofrendo um rápido declínio devido à competição global predatória. O investimento estrangeiro feito com tecnologias avançadas vem de fato gerando empregos, porém apenas para a elite. Tais condições terríveis levaram ao declínio da riqueza do trabalhador médio e de suas condições de trabalho até 2004, quando diversos setores, principalmente o da construção civil, passaram a ser alimentados por uma expansão de crédito.
Através da lição, nós precisamos reconhecer que é mister um plano de desenvolvimento nacional antes de qualquer adoção de livre-mercado. Defendo juro artificialmente baixo, altos impostos de importação e moeda desvalorizada exatamente para combater o desemprego e proteger a indústria e o trabalhador brasileiros da globalização.
O autor questiona o impacto de tais medidas sobre a poupança, entretanto, lembrá-lo-ei de que as proposições neoliberais de Mill e Hayek sobre a relação antagônica entre capital para criação de bens de consumo e capital para a compra de bens de aumento da produção serviram apenas para a facilitar a criação das crises de 29 e 2008. O liberalismo caiu há décadas, insistir em um erro é absurdo.
b) Gastos estatais.
O fato de o BACEN comprar títulos públicos em posse do sistema bancário é mais que essencial para a sobrevivência dos gastos estatais. A alta carga tributária também é necessária, pois além de o estado incentivar a criação de emprego com o uso de tributos, o estado oferece serviços às camadas mais pobres. Impostos são benéficos ao pobre, pois ele, diferentemente do “burguês”, é quem recebe os serviços pagos por tais.
Além disso, se não fosse o estado gerindo ou agindo diretamente, quem construiria as estradas, portos, aeroportos e conectariam todos os estados à federação? A centralização das atividades econômicas na região sudeste é um exemplo da ação perversa do livre-mercado, que prefere uns em detrimento de outros.
c) Os malefícios da poupança, benefícios do gasto, defesa do trabalhador e defesa das nossas riquezas nacionais.
*Sem consumo, não há produção. Sem produção, não há emprego. Sem emprego, não há consumo. Se houver abstenção do consumo(Poupança), não haverá nada sendo produzido e não haverá empregos sendo gerados.
*O Brasil não teria metade de suas usinas, gasodutos e fábricas se não fosse pela ação do BNDES. Não haveria classe C sem expansão de crédito.
*Culpar a legislação trabalhista pelo desemprego é absurdo e exemplo de filosofia burguesa da luta de classes. A culpa é da ação conspiratória da elite brasileira para sabotar a existência de uma educação pública de qualidade.
*Sem a intervenção governamental, nossas riquezas nacionais seriam roubadas juntamente com a destruição de nossas indústrias.
Conclusão:
É anacrônico defender o “livre-mercado”(Mercado para todos, livre para uns) no contexto brasileiro. O povo brasileiro, devido à falta de educação e à doutrinação consumista, é facilmente induzido à auto-destruição promovida pelo mercado. O empresário brasileiro é relutante(Como demonstrado pelos gráficos do texto) e covarde. O estado é o bastião do desenvolvimento de todos os países do mundo, delegar tal compromisso ao mercado é pedir exploração, injustiça, fraude e roubo.
É um dever patriótico defender o intervencionismo benéfico.
“É a falta de educação pública de qualidade.”
Esse é um mantra repetido por 99,9% dos brasileiros.
Parabéns pela matéria, professor.
O Brasil ainda cresce porque tem uma imensa riqueza natural (agronegócio e minérios). Somos um Estado comparável àqueles do período medieval, onde apenas os que estão juntos ou próximos ao poder (empresários malandros, funcionalismo e políticos) prosperam. Isto gera, além da absurda concentração de renda, desestímulo, apatia, desesperança e uma total paralisia das pessoas honestas, trabalhadoras e empreendedoras.
É uma piada, mas se fôssemos comparar com o Brasil, a China comunista cuja ditadura persiste é o supra-sumo do capitalismo e do livre mercado em relação ao que acontece aqui.
O Brasil não tem solução na forma que conhecemos, os problemas são muitos, mas como uma enorme árvore doente, cheia de doenças e parasitas, não há como tratar individualmente de todas as folhas,flores e frutos. É preciso tratar com defensivos (remédios) sistêmicos, ou seja, que atuem na seiva que alimenta todo o organismo desta árvore. Pela raiz e pela seiva os remédios extirparão as pragas que habitam e parasitam a árvore.
Alguns remédios sistêmicos:
a) redução em 50% do funcionalismo público em todos níveis (federal, estadual e municipal) e redução dos salários daqueles que ficarem.
b) acabar com todos cartórios e formas de burocracias medievais. Tudo pode ser modernizado com procedimentos eletrônicos.
c) acabar com Agências, institutos, fundações, ONGs e tudo mais que seja amparado por dinheiro público.
d) Legisladores (de vereador a senador) somente com formação de 3° grau.
e) Reforma do judiciário: Atualmente existe (ninguém no resto do mundo acredita !) 6 esferas judiciais: justiça federal, trabalhista, militar, eleitoral, estadual e desportiva. “Todos são igual perante a lei”. Portanto apenas 1 esfera.
f) MEDO: Nenhuma civilização avança sem medo. Não é respeito. É medo mesmo. Pois o ser humano, pior ainda algumas culturas, não têm nenhum temor em relação à lei. Medo da punição, do prejuízo, do tempo perdido, da falta de liberdade (cadeia mesmo).
Artigo é muito esclarecedor Professor Antony Mueller, parabéns.
Também parabenizo o IMB pela escolha da foto, que ilustra muito bem o artigo (principalmente o brilho em torno da galinha). O brilho dá um aspecto de “supergalinha”, o super-herói tupiniquim. [risos!!]
Quanto comentários sem sentido; neste post.
O site do mises está sendeo atacado pelas esquerdas. Isso é excelente significa que o site começou a incomodar esta gente. O instituto mises do Brasil está realizando um excelente serviço, mas agora haverá cursos on-line, isso é demais para as esquerdas. A guerra cultural precisa ser ganha pela esquerda de qualquer jeito, sem isso elas não conseguem implantar o socialismo-marxista e tudo mais.
Todos este comentários desse (Petista,Patriota,Anarcofobico) é de um esquerdismo-socialismo de doer a mente.
Mas se o mises está incomodando isso é bom, a agua começou a bater nos pés dos socialistas e como eles não suportou nenhum tipo de oposição, ja acharam o bode espiatório da vez.
Fora PT, fora Lula, fora estado intervencionista, fora educação de Paulo Freire, Piaget, Vigosky e tudo mais.
Leandro, apesar de eu não trocar qualquer artigo seu sobre Brasil por esse, admito que o artigo despertou meu interesse pelo Mueller o suficiente para que tivesse vontade de contar cada centavo para conseguir realizar a compra do curso. Entretanto, sinto-me desconfortável pelo fato de você não estar ministrando sua própria classe de economia austríaca, mesmo que informal.
Especulo que seria de inestimável contribuição à análise da atual economia brasileira e à relevância da Escola Austríaca na discussão econômica se fizesses um curso ou apresentações por contra própria. Possuo um orçamento moroso e limitado, porém iria até o Acre para assistir à uma palestra sua sobre o atual teatro brasileiro.
Santo Deus
De qual comuna saiu estes caras Patriota, Petista, Anarcofobio.
O mises já está incomodando este tipo de gente, se eles estão aqui para fazer os seus comentários, então a água começou a bater nos pés da esquerda brasileira.
Como eles não gostam de nenhum tipo de oposição significa que o trabalho de conscientização do mises está no caminho certo.
Parabéns mises
Parabéns Professor. Há muito tempo não leio uma análise bem fundamentada e sem o emocional partidário que tomou conta de muitos debates do Brasil. Grandes nações foram construídas sempre planejando a médio e longo prazo. Foi por isso que superaram guerras, terremotos, bombas atômicas, tsunami, terrorismo, crises econômicas e hoje continuam seguindo a escolha da inovação, produtividade, poupança e EDUCAÇÃO.
Felicitações Antony Mueller!
Discorreu muito bem sobre o tema, isso dá um vislumbre do que o futuro nos reserva, e dessemelhante das situações anteriores, com o advento da internet, a conjuntura atual está sob incrível velocidade de informações. Via de regra, nações incautas pagam caro pela falta de critério na condução de suas economias, e uma vez atingidas, a recuperação tem se tornado cada vez mais complicada.
Mais uma vez, excelente artigo!!!!
Também gostaria de parabenizar aos comentários e as discussões.
Um adendo a discussão:
Os senhores não acham que a culpa do baixo crescimento do Brasil não se deve exclusivamente a sua sociedade que não tem nenhuma visão de sociedade gregária, tampouco visão de longo prazo ou projeto de nação?
Acredito que o brasileiro é um ente muito acomodado. Viver no Brasil não é difícil, como coloca o professor Mueller. Sofremos do mal da abundância.
Talvez a solução para esse problema seja realmente a educação, todavia não uma educação formalista que visa apenas preparar mão de obra para o mercado de trabalho, mas sim uma educação inclusiva, que busque imbuir na cabeça desse povo ignorante um projeto de nação, uma busca por engradecimento moral, social e político.
A grande verdade caros leitores é que nenhuma administração nesse país tem interesse em fazer a diferença, pois sabe-se que se o povo brasileiro fosse realmente educado não manteria essa corja que esta no poder surrupiando nossos recursos por meio da coerção do aparato estatal.
A educação gera externalidades positivas difíceis de serem mensuradas e que tem um efeito de “carregamento” ao longo do tempo muito grande.
Um verdadeiro libertário não nasce libertário, ele constrói seus paradigmas com o conhecimento que absorve e com as impressões que tem do aparato social vigente. Ele se torna libertário por acreditar que o sistema vigente é oneroso, ineficiente e traz inúmeras complicações na vida privada que poderiam ser resolvidas de forma mais simples. Ele é crítico. Não há como construirmos um exército de libertários que podem fazer a diferença sem educação.
Olá! Alguem sabe se existe algum vídeo resposta à isso? Eu preciso de um para mostrar a um amigo cego que realmente acredita em tudo que esse fascistinha George Galloway (defende Ira, Venezuela e Sadam Hussein) diz. http://www.youtube.com/watch?v=9gES8IJ7dEA
Enquanto a esquerda monopolizar o poder no Brasil, qualquer esperança de crescimento real será apenas utopia.
Não se preocupem, estou de bom grado por aqui. Sei que vcs não lêem muito, até porque não existem muitos livros renomados sobre economia austríaca. Mas estaremos por aí para sanar dúvidas e ensiná-los sobre a importância e respeito que devem ter para com o Estado!
Aproveito para apresentar um argumento indefensável, incontestável, concludente e inegável, creio que renderá muitos ao amor pelo Estado! O fato é que precisamos de Estado, simplesmente porque a legitimidade para criação de regras coercitivas só ocorre quando os indivíduos abrem mão de certas liberdades para um bem comum. Você pode dizer que isso pode ser feito por contratos, mas é impossível, pois estabeleceria milhares de regras diferentes para cada lugar e situação, o que tornará impossível a convivência! Os pobres ficariam sem escolas e saúde e as elites perpetuariam na violência e guerra contra os ingênuos! Somente com o Estado é possível o controle por pesos e contrapesos. É muito egoísmo querer fazer suas próprias regras e o lucro só existe por causa da FUNÇÃO SOCIAL! Exatamente, se não cumpre a função social, não pode existir pois é roubo contra os semelhantes!
Talvez quando alcançarmos uma evolução de tamanho efeito seja plausível cogitar a inexistência de algumas mínimas intervenções estatais.
Hoje eu acho um absurdo! Vejam por exemplo meu condomínio, hoje eu estava entrando na garagem e, ao mesmo tempo, o vizinho estava saindo, sem que houvesse dois portões. Ficamos num impasse para ver quem daria passagem! Creio que o Estado deva intervir mais nessas situações, para facilitar a convivência. Se pessoas não sabem como reagir numa simples relação condominial, jamais conseguirão criar uma sociedade justa e igualitária por meio de relações unicamente privadas!
E o que dizer dos servos e heróis do funcionalismo público, que labutam dia após dia para construir um país melhor? Como eles irão viver sem o Estado? Vocês certamente dirão que eles devem produzir, mas como produzirão se seus cargos forem confiscados, se destruírem tudo por aquilo que eles trabalharam? Não seria muita maldade e egoísmo?
Espero, sinceramente, que venham a amar nossa nação! Vamos hastear a bandeira nacional e imprimir no coração do povo o respeito pela benevolência do Estado e as bondades que somente ele pode proporcionar!
Tá cheio de troll aqui. E tem gente cometendo erros terríveis, como por exemplo escrever estado com “E” maiúsculo.
É legal saber que a gente tá incomodando.
Por quase 19 anos, essa turma que governa o país tem feito e mantido trapalhadas que, no longo prazo, prendem o Brasil na miséria! Além disso, uma vez que o PT & CIA estão tentando implantar o comunismo no Brasil, quem seria louco para fazer grandes investimentos em terras tupiniquins? Mesmo com um cenário tão ruim, às vezes, a galinha consegue dar um pequeno voo. Nessa situação, o PT & CIA dizem que as coisas melhoraram por causa deles. Porém, a realidade não tarda a convencer a muitos. Quando isso acontece, esses políticos colocam a culpa nos mesmos de sempre: nos EUA, na Inglaterra, no capitalismo, etc. . E assim, o Brasil continua sendo o país do futuro, futuro esse que nunca chega, nem nunca chegará, exceto se houver uma mudança radical no pensamento econômico brasileiro.
Citaram alguem chamado Leandro, mas que talvez a minha cegueira não tenha percebido de quem se trata! Parabéns pelo artigo e pela polêmica causada muita embora deseducada por parte de alguns! Acredito nas soluções de livre mercado, principalmente quando vemos intervencionismo e protecionismo exagerados tão atuantes em nosso meio! Acredito também que a regulamentação é necessária e abusos tenham que ser coibidos para a equanimidade e bem estar geral, não de monopólios ou oligopólios!!! Quando na crise dos bancos em que o governo dos USA permitiu a quebra do Lemanh&Brothers, o discurso do livre mercado foi diminuído (dosado) pelas súplicas intervencionistas para não haver quebradeira geral. E assim teve que ser!!! O fato é que, de certa forma, quem ganha não quer perder alguma coisa em função de outros, ou seja os lucros tem que ser privados, e por outro lado, muitos querem socializar os prejuízos!! Verdade? Em alguns casos, talvez!!! Não sejamos radicais! Nem de um lado, nem de outro! Quem não se importa se o seu vizinho está desempregado, certamente não vai gostar quando estiver nessa situação!!! Mas se o seu vizinho é um parasita que se aproveita do dinheiro público, seja ele do PT, do PMDB, PSDB ou de qualquer partido ou subgrupo de qualquer partido, visivelmente qualificado como “corja”… lance-os à pena de Talião!!! Faço um apelo: tenham mais repeito aos animais, principalmente às galinhas!!! As galinhas são super sim!!! Elas nos alimentam com seus corpos, suas vidas!!! E isso é sagrado!!! Nem FHC, nem LULA, nem DILMA, nem OBAMA… têm a nobreza de uma galinha! E tenho dito!
Excelente artigo. Uma aula sobre a situação do Brasil atual e suas perspectivas. Infelizmente a elite brasileira atual não tem projeto de país…somente um bando de coronéis com visão da “roça”. Nosso país precisa antes de tudo de forjar uma elite que lidere o processo de “revolução” que o país precisa…deburocratização…enxugamento do gasto estatal…ampliação do investimento e da poupança…criação de segurança juridica ao empreendendor e à livre iniciativa e por fim…nosso estado parar de se meter onde não é chamado. Meu sonho é viver num país que tenha como lema “criação de igualdade de oportunidade a todos os brasileiros…que cada um possa ser livre para conquistar seus sonhos!”.
Bom, primeiro que não existe nenhum país que seja capitalista, ou impressão deliberada de grana, como nosso queridíssimo FED preconiza, entra em tal conceito? Qe1, Qe2 e agora Qe3, não deram em nada, lá o estado não se mete?!?! O Fim do FED: Por Que Acabar com o Banco Central, excelente livro!! Dizem q o PT está afundando o país, já afundou à muito tempo, desde quando o nove dedos tomou posse!! Estamos à deriva, analfabetos funcionais controlando tudo e uma máquina pública inchada, talvez o ponto de partida p/ uma fase menos infeliz seja limar nossos servidores (concursados mesmo!), cargos supervalorizados em termos operacionais, verdadeira máquinas improdutivas…
“O que bloqueia o país não é a falta de “inclusão social” ou outras quimeras. O que bloqueia o progresso do Brasil é a crença quase absoluta no poder do estado e uma forte desconfiança na eficiência do livre mercado. O grande mistério da cultura brasileira é a contradição entre esta ideologia que idolatra o estado e a visível realidade gerada por esta ideologia”.
O autor do texto acima, esqueceu de explicar o porquê da crença quase absoluta no poder do estado e na forte desconfiança do livre mercado no Brasil…
Num país onde a classe empresarial é corrupta e a justiça não funciona, a maioria da população, apesar da desconfiança, acaba escolhendo o poder do estado, eis a verdade.
Enfim, o problema do Brasil está na ineficiência da justiça, enquanto isso não for resolvido, bandidos serão candidatos e consequentemente políticas economicas serão feitas visando exclusivamente a reeleição desses próprios criminosos.
Lembrando, não é a política que faz o político virar Ladrão.
É o seu voto que faz o Ladrão virar político !
Pois é, e ainda anda circulando pela Internet gráfico comparando o PIB de países latino americanos ao de países europeus, igualando o PIB do Brasil ao do Reino Unido. O defeito deste gráfico não está somente em desconsiderar o produto “per capta”(produto=renda=despesa), mas também o que é produzido. Um país com maior população tem que produzir mais bens e serviços básicos, como roupas, cobertores, coleta de lixo etc.. Um país com o mesmo produto e 1/3 da população é muito mais rico, porque a maior parte de seu produto é de bens e serviços muito mais elaborados. Se for comparar IDH então, vamos perceber a enorme incompetência nacional, um dos responsáveis pelo péssimo IDH é a precariedade de serviços públicos, apesar da carga tributária ser maior que a do Reino Unido – lá não existe plano de saúde suplementar, por exemplo, porque o serviço público é excepcional. Como se não bastasse, o crescimento do Brasil nos últimos anos se deve, na sua maior parte, a uma ilusão monetária e cambial. Ilusão monetária porque as commodities que o Brasil produz (e exporta) tiveram seus preços aumentados à estratosfera nos últimos 10 anos. Apenas para exemplificar o ferro custava 30 dólares a tonelada há 12 anos, agora está em 150 dólares e chegou a bater 190 USD há cerca de 2 anos. Foi assim com todos os produtos primários que exportamos, o que melhorou nossa relação de troca com o resto do mundo. Pudemos importar mais produtos industrializados e ainda aumentar as reservas graças a este vultoso aumento de preço das commodities exportadas pelo Brasil. Desta forma houve uma mudança nos preços relativos, com um forte aumento dos preços dos produtos primários frente aos produtos industrializados, especialmente quando comparado com a variação de preços dos eletrônicos. Com isso, apesar do produto brasileiro na realidade não crescer quase nada, o seu valor monetário, e capacidade de troca, aumentou, dando a ilusão que cresceu. Na verdade foi pura “sorte” devido ao aumento dos preços dos produtos básicos no mercado internacional.
Como o produto é calculado em bases monetárias, seu valor em moeda, e não na quantidade e qualidade de bens e serviços produzidos (mesmo porque seria um trabalho hercúleo fazer este levantamento e compará-lo, na prática impossível) este efeito monetário levou à ilusão de que o produto real cresceu significativamente. Outra ilusão é causada pelo câmbio, como o câmbio no Brasil é mantido sobrevalorizado há muitos anos e a comparação entre produtos de diferentes países neste caso foi feita em dólar dos EUA a valor de mercado, o produto do Brasil está também artificialmente elevado em relação aos outros por conta do câmbio sobrevalorizado. Um carro custa praticamente o dobro do preço, em dólares dos EUA, no Brasil que o mesmo carro no Reino Unido. O produto neste caso é o mesmo, um carro, mas entra na contabilidade do produto pelo seu valor em dólares no câmbio vigente, dando a ilusão que o produto brasileiro é maior. O mesmo ocorre com muitos serviços, que, em média, custam, em dólares, mais aqui. Para piorar, no caso do Brasil entra contabilizado como produto aqueles serviços que deveriam ser prestados pelo estado,já que o estado é pago para isto, mas não os presta de forma condigna, como os serviços médicos particulares e o produto gerado pelos planos de saúde privados. Para agravar mais ainda a distorção, é contabilizado no produto nacional o serviço prestado pelo estado pelo tanto que ele paga de salários e recebe de juros, lucros e aluguéis. Ou seja, o inchaço que a máquina pública sofreu na última década acaba, em última análise, contabilizado como aumento do PIB, pelo aumento do valor dos serviços prestados pelos governos – união, estados, municípios e DF – por incrível que pareça.
No caso dos planos de saúde suplementar não só a contabilidade nacional é perversa, agregando como produto o serviço dos planos, como o governo ainda tributa o contribuinte que os usa e que já pagou ao governo por um serviço que ele não prestou (serviço de saúde). Os planos de saúde suplementar, assim como todos os outros serviços prestados pela iniciativa privada mas que deveriam ser prestados pelo governo, já que ele foi pago para isso, deveriam ser isentos de qualquer tributo, uma vez que estes tributos são, ao final, na maior parte repassados ao consumidor através dos preços cobrado
Para exemplificar o que foi exposto acima, vamos supor um país que seja uma ilha com coqueiros em que seus moradores subam nos coqueiros e coletem 10 cocos por dia. Qual o PIB deste país? Dez (10) cocos/ dia, claro. Vamos supor que cada coco custe 1 dólar no mercado internacional, qual seu PIB em termos monetários? Dez (10) Dólares/dia. Agora vamos supor que cada coco passe a custar 5 dólares no mercado internacional. Qual é o produto agora? Cinquenta (50) dólares!!! Olha a mágica, o produto passou de 10 para 50 apenas porque teve seu preço aumentado, dando a ilusão monetária de que cresceu, quando na verdade continua sendo de 10 cocos. Agora vamos supor que nesta ilha apareça uma pessoa se intitulando Governo que passa cobrar 20 dólares por dia de tributos e paga este salário a si mesmo a título de serviço de gerenciamento da ilha. Qual o produto agora? Setenta!! Isso mesmo, setenta dólares, 50 de bens (cocos) e 20 de serviços governamentais, embora na prática somente 10 cocos continuem sendo produzidos. Se o governo prestar serviço capinando a ilha por exemplo, menos mal, haverá de fato um serviço feito, se ele vale 20 dólares a contabilidade nacional, que calcula o produto, não julga. Como a contabilidade nacional não julga o valor dos serviços prestados pelo governo, se ele, governo, não fizer nada, o produto vai ser contabilizado como 70 de qualquer maneira, uma vez que se presume que estes 20 pagos pelo governo de salários sejam de serviços prestados. Se esta ilha tiver uma gerência competente vai usar este aumento no poder de troca de cocos por bens industrializados para, por exemplo, investir em P&D e fomentar a indústria. Se esta ilha tiver um governo incompetente vai utilizar a sorte do aumento do poder de troca do coco para entulhar o país de bugigangas chinesas dando à classe média sensação de enriquecimento e vai usar o aumento da carga tributária propiciado por esta melhoria nas contas internas e externas provida pelo aumento do poder de troca do coco para inchar ainda mais a máquina estatal, criando empregos nada produtivos, fazer programas assistencialistas ao invés fazer com que as pessoas produzam. Isto para não falar em aumento da corrupção,que o enriquecimento do estado também acaba por propiciar. Isto tudo traz enorme perda de produtividade.
Economia com grande população não cresce sem indústria forte (no caso da ilha, pode ser que viva bem só de turismo, por exemplo, mas no caso do Brasil não) mas a indústria de transformação nacional foi dizimada na última década pela absoluta ausência de política industrial. Enfim, falar de robusto crescimento do PIB brasileiro na última década é ficção – o mais correto seria dizer que o PIB do Brasil "aumentou de preço" – compará-lo com o do Reino Unido é piada.
Aurélio Valporto Jr.
Mueller, nunca tinha visto alguém com uma compreensão tão clara do que ocorreu e ocorre coma economia brasileira. Lucidez macroeconômica é uma “commoditie” raríssima neste país – e não só aqui, vimos muita falta de lucidez e bom senso na Europa, mais especificamente na Zona do Euro, nos últimos anos também.
Mas voltando ao Brasil, a despeito de seu texto ser na íntegra brilhante, tem seu ponto alto quanto toca no assunto da moda: Produtividade. Estou cansado de ficar indignado com os supostos especialistas, especialmente do governo, que andam aparecendo na mídia culpando o trabalhador brasileiro pela baixa produtividade. Como se fossem mais “burros”, preguiçosos e incompetentes que os seus pares estrangeiros. Estes dias assisti até um teórico na televisão dizendo que a mão-de-obra produtiva da indústria migrou para os serviços, sendo pouca produtiva para o serviço, e a indústria está empregando mão-de-obra desqualificada, por isso pouco produtiva. O desqualificado aqui é o sujeito que vai para a mídia falar um absurdo destes, e o outro asno (eu)que não se dignou a trocar de canal.
O trabalhador brasileiro é pouco produtivo onde? A indústria extrativa mineral brasileira é uma das mais produtivas do mundo, o mesmo podemos falar do setor primário, que é excepcionalmente produtivo, a despeito do caos logístico nacional. Os serviços bancários igualmente estão entre os melhores e mais produtivos do mundo. Onde reside a baixa produtividade? No garçom que está servindo menos pratos do que deveria? No vendedor das Casas da Banha que está vendendo menos? Ou no governo, que sorve quase 40% do produto e entrega muito pouco?
Produtividade quem dá é o capital, o capital fixo, o bem de capital. A mão de obra que opera o capital se prepara em pouco tempo (não venham me colocar a culpa na educação, que é precária, fato, mas seu impacto na produtividade é marginal). Quem puxa a produtividade nacional é a indústria, mais especificamente a indústria de transformação, pródiga em bens de capital, e esta foi dizimada na última década (nas últimas duas décadas) hoje mal responde por 14% do PIB. Evidente que existem outros culpados pela baixa produtividade, mas ao meu ver a expansão da indústria de transformação é ponto chave para que o país ganhe produtividade e retome o crescimento. País com grande população não cresce sem indústria forte.
Leandro escreveu:
>E, para comprovar matematicamente esta constatação diária, basta você ver que o país >está com o desemprego historicamente baixo e, mesmo assim, a economia não cresce. Ou >seja: mesmo estando “todo mundo” empregado, a economia não sai do lugar. Ora, se todo >mundo tem emprego, mas a economia não cresce, então a nossa produtividade chegou a um >ponto latrinário.
Leandro, isto se trata de uma constatação racional indiscutível. O que contestamos, e está na segunda pessoa do plural porque concordo com o Mueller, é a assertiva de que o culpado pela baixa produtividade brasileira é a qualidade da mão-de-obra. Não, não é.
Pleno emprego não implica em dizer que está “todo mundo empregado” (no sentido de mão-de-obra, porque o fator capital, especialmente durante recessões, fica desempregado também)implica em dizer que toda mão-de-obra que procura emprego, o encontra, o que é bem diferente. Sob os auspícios de um estado assistencialista tem muita gente que não procura empregar sua mão-de-obra porque não precisa fazer isto para viver. Ademais, no caso do Brasil o produto gerado pelo estado não é condizente com o que ele cobra do setor privado, como se não bastasse muitos dos serviços que deveriam ser produzidos pelo estado, uma vez que ele cobra para tal, acabam sendo cobrados novamente e prestados pela iniciativa privada. Para completar temos a corrupção endêmica que é outra rebaixadora produtividade. A péssima logística nacional é outra, olha o quanto de produto se perde em dias e mais dias de transporte (produto que está sendo transportado não está sendo consumido ou investido naquele instante, portanto ao reduzir prazo de transporte você ganha produto, equivale a reduzir estoques), isso sem falar na perda física mesmo, por perecimento ou danos à carga. Repare quanta improdutividade, os que produzem têm que ratear seu produto por tudo isso.
Mas, o mais importante e ponto chave do texto do Mueller, que é incompreendido por quase todos, especialmente dos que se encontram no governo, está na sentença a seguir: “Intimamente relacionada à raquítica formação de capital — em decorrência da baixa poupança — está a produtividade da economia brasileira”. Exatamente! A origem da baixa produtividade está na baixa formação de capital, não na mão-de-obra. Se formos extratificar isto por setores, procurando onde a carência de capital fixo se mostra mais acentuada, encontraremos a indústria de transformação. De fato, estatisticamente a participação da indústria de transformação no PIB e o crescimento da renda mostram-se fortemente correlacionados em qualquer agregado macroeconômico de grande população, e o Brasil não é exceção. Em 1960 a indústria de transformação brasileira respondia por 14% do PIB, em 1973, auge do chamado “milagre econômico”, respondia por 34% do PIB (o que mostra o alto percentual de inversões em capital fixo feitas com abundância de capital externo à época). Entretanto, dado o vigoroso processo de desindustrialização pelo qual a economia brasileira vem passando, a indústria de transformação brasileira voltou ao patamar de 1960, fechando 2012 com pouco mais de 14% de participação. Aí está um dos principais fatores da baixa produtividade da economia brasileira: a indústria de transformação vem sendo dizimada.
A indústria de transformação é a maior mola propulsora da produtividade em agregados macroeconômicos de grande contingente populacional e, por conseguinte, alavancadora da renda. Apenas como exemplo, a Tailândia tinha metade da renda per capta brasileira nos anos 80, hoje é 1/3 maior que a nossa, a diferença básica é que lá a indústria de transformação cresceu cerca de 8% ao ano neste período. A baixa poupança e consequente baixo nível de investimento afetou principalmente a indústria de transformação na última década. Contribuiu decisivamente para isto a absoluta ausência de política industrial dos últimos governos.
Leandro disse:”O problema é que tais números não dão sustentação à sua tese.E por um motivo extremamente simples: absolutamente todos os países desenvolvidos passam por esse mesmo processo.A participação da indústria como porcentagem do PIB declina à medida que o país vai enriquecendo.Isso não é nem teoria; é um dado histórico. À medida que o país enriquece, a população passa a demandar mais serviços, relegando a estrangeiros a função de produzir bens.(Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto–e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra.)Veja esta lista que mensura a fatia de cada setor da economia em relação ao PIB (em dólares correntes).en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_sector_composition”Caro Leandro, comecemos pelos números do link acima. Estes números não refletem a indústria de transformação, mas sim a indústria como um todo. No caso do Brasil a indústria de transformação responde atualmente por apenas 14% do PIB, portanto os outros 14% são representativos da indústria extrativa e construção civil. No caso de Japão a indústria extrativa é insignificante e na Suíça praticamente inexistente, bem como a construção civil, por serem países “construídos” possuem participação bem menor que a nossa, portanto a participação da indústria de transformação no PIB destes países é praticamente o dobro da Brasileira. No caso da Austrália, a indústria extrativa mineral é fortíssima , de fato até maior que a brasileira (a Maior mineradora do mundo, BHP, e a terceira maior, Rio Tinto, são de lá) e também se beneficiou do enorme aumento do preço das commodities na última década, mas trata-se de um país que tem cerca de 10% da população brasileira, portanto não serve de padrão de comparação, é claro que alta produtividade deste setor carrega a economia e se a produtividade deles também estiver em um beco sem saída, já atingiram um padrão de vida excelente.Quanto aos outros, Suécia, Holanda, Espanha, Bélgica, Itália, Reino Unido, Dinamarca, EUA e França.A participação da indústria de transformação é maior do que no Brasil, além de alguns deles terem população diminuta, notadamente Suécia, Holanda e Bélgica.Quanto à assertiva “Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto — e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra”, o único ex-comunista desta listagem é a Rússia, mas não serve como parâmetro porque a maior parte de sua indústria é extrativa, petróleo, gás e minerais. Há inúmeros outros países nesta listagem que têm percentual elevado de participação da indústria devido à indústria extrativa, como Emirados Árabes, Irã, Venezuela,Arábia Saudita e Indonésia.Outros se destacam pelo elevado percentual da sua indústria de transformação, como Coréia do Sul, Noruega, Suécia e Alemanha, além da economia que mais cresce no mundo nas últimas décadas, China.Portanto a observação empírica dos números sustentam a tese.Mas o principal fator a ser notado é que os países ricos, que tiveram crescimento sustentado, de fato têm a participação do setor de serviços ampliada, no entanto isto não implica em dizer que o produto per capta da indústria de transformação diminui, pelo contrário, continua crescendo, mas em taxas menores que os serviços.Este fenômeno, de crescimento dos serviços a taxas maiores do que o da indústria de transformação, em geral somente ocorre depois do amadurecimento da indústria de transformação.Este amadurecimento se dá depois que o produto per capta da indústria de transformação alcança determinado patamar (a ser conferido estatisticamente) e um dos sintomas, empiricamente notados, de que este patamar foi atingido por uma economia, reside no fato de que esta se torna naturalmente uma líder tecnológica, detendo patentes importantes, e mantém esta liderança em diversos segmentos da indústria.No caso do Brasil o produto per capta da indústria de transformação não só perdeu espaço relativo como vem encolhendo em termos absolutos, ao passo de que nas economias desenvolvidas mesmo com a ampliação da participação dos serviços, o produto per capta da indústria de transformação continua crescendo.Por fim seu próprio texto reconhece a importância da indústria de transformação na produtividade nacional, vejamos o que diz: “indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim”. Resumindo: “o capital aumenta a produtividade”, que foi de onde partimos. Discussão quase tautológica :-)AbraçosAurélio Valporto
Fiquei mais perdido. Pelo que consegui entender da sua escrita (não foi fácil ler com essa formatação), não é toda a indústria que conta, mas sim um setor específico da indústria, que é o da transformação. Este setor, e este setor apenas, é o responsável pela mensuração de toda a produtividade de uma economia.
Ok, é uma tese. Mas você segue sem apresentar uma única teoria para sustentar essa tese. Limitou-se apenas a citar percentuais da indústria de transformação em relação ao PIB (também sem apresentar nenhuma fonte), como se estes percentuais por si só explicassem toda a sua tese. Não é assim que funciona. Você tem de explicar por que a produtividade da mão-de-obra de uma economia pode ser mensurada exclusivamente pela indústria de transformação. Por que não é importante mensurar a produtividade do setor de serviços? Por que não é importante, por exemplo, mensurar a rapidez e a qualidade com que serviços de telecomunicações são efetuados? Serviços de transporte? Transações comerciais entre fornecedores e demandantes? Veja que nem estou duvidando descartando sua tese. Estou apenas pedindo uma teoria que sustente esta tese.
Para complicar ainda mais, em sua última frase, você repete uma frase minha, dizendo concordar com ela. Essa minha frase diz que "indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim". Se você concorda com ela, então, por definição, você está concordando que a mão-de-obra é ruim, mas que pode ser remediada por boas máquinas. De fato, voltamos ao ponto original da discussão.
Boa noite. Quanto à formatação, houve algum problema no site quando foi enviado o texto, por isso estou reenviando ao final.
Vamos começar pelo final quando você diz: “você repete uma frase minha, dizendo concordar com ela. Essa minha frase diz que “indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim”. Se você concorda com ela, então, por definição, você está concordando que a mão-de-obra é ruim”
Não, na verdade a frase não define nada. Não define o que são indústrias, não define o que é maquinário de alta tecnologia e não define o que é mão-de-obra ruim. Como não há definição alguma não posso concordar com algo “por definição”. O que esta frase diz é que “indústrias tendem a usar maquinário de alta tecnologia, fato que tende a aumentar a produtividade” ponto final. Quando diz: “mesmo que a qualidade da mão de obra seja ruim”, não está dizendo que a qualidade da mão de obra é ruim, mas sim que independe da qualidade da mão de obra. De fato, para apertar um botão tanto faz ser um PHD em física quântica quanto um semi-analfabeto. Educar um operador de máquinas, na maioria da vezes, é rápido e não demanda grande formação prévia. Portanto concordamos com “indústrias tendem a usar maquinário de alta tecnologia, fato que tende a aumentar a produtividade”.
O Mueller disse: “Intimamente relacionada à raquítica formação de capital — em decorrência da baixa poupança — está a produtividade da economia brasileira”, ou seja, o motivo da baixa produtividade é a falta de capital fixo e não a qualidade da mão-de-obra,que foi de onde partimos e a assertiva com a qual concordamos integralmente, porque isto é um fato e não concordar com um fato é fugir à realidade. O passo imediato e subseqüente é verificar qual setor da é intensivo em uso de capital fixo. A indústria, tanto a extrativa como a de transformação, mas a extrativa no Brasil é extremamente produtiva, ao passo que a de transformação teve seu produto per capta reduzido. Logo ao ampliarmos o produto per capta da indústria de transformação ganharemos em produtividade. Portanto este raciocínio pedestre, que qualquer um compreende, é bem menos ambicioso que uma tese e muito menos uma teoria. Está mais para um simples axioma, de tão evidente e primário.
Não existe nenhuma intenção de mensuração de produtividade, o problema aqui trata a produtividade muito mais como uma variável qualitativa, alta ou baixa, vai aumentar ou diminuir, portanto ninguém falou em mensuração.
Tratar a deficiência da produtividade da economia brasileira como uma deficiência da mão-de-obra é um absurdo. A produtividade está baixa como consequência da raquítica formação de capital, decorrente da direta da baixa poupança.
Abaixo o texto de ontem com a devida formatação, espero:
Leandro disse: “O problema é que tais números não dão sustentação à sua tese. E por um motivo extremamente simples: absolutamente todos os países desenvolvidos passam por esse mesmo processo. A participação da indústria como porcentagem do PIB declina à medida que o país vai enriquecendo. Isso não é nem teoria; é um dado histórico. À medida que o país enriquece, a população passa a demandar mais serviços, relegando a estrangeiros a função de produzir bens. (Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto — e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra.)
Veja esta lista que mensura a fatia de cada setor da economia em relação ao PIB (em dólares correntes).
en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_sector_composition”
Caro Leandro, comecemos pelos números do link acima. Estes números não refletem a indústria de transformação, mas sim a indústria como um todo. No caso do Brasil a indústria de transformação responde atualmente por apenas 14% do PIB, portanto os outros 14% são representativos da indústria extrativa e construção civil. No caso de Japão a indústria extrativa é insignificante e na Suíça praticamente inexistente, bem como a construção civil, por serem países “construídos” possuem participação bem menor que a nossa, portanto a participação da indústria de transformação no PIB destes países é praticamente o dobro da Brasileira. No caso da Austrália, a indústria extrativa mineral é fortíssima , de fato até maior que a brasileira (a Maior mineradora do mundo, BHP, e a terceira maior, Rio Tinto, são de lá) e também se beneficiou do enorme aumento do preço das commodities na última década, mas trata-se de um país que tem cerca de 10% da população brasileira, portanto não serve de padrão de comparação, é claro que alta produtividade deste setor carrega a economia e se a produtividade deles também estiver em um beco sem saída, já atingiram um padrão de vida excelente. Quanto aos outros, Suécia, Holanda, Espanha, Bélgica, Itália, Reino Unido, Dinamarca, EUA e França. A participação da indústria de transformação é maior do que no Brasil, além de alguns deles terem população diminuta, notadamente Suécia, Holanda e Bélgica. Quanto à assertiva “Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto — e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra”, o único ex-comunista desta listagem é a Rússia, mas não serve como parâmetro porque a maior parte de sua indústria é extrativa, petróleo, gás e minerais. Há inúmeros outros países nesta listagem que têm percentual elevado de participação da indústria devido à indústria extrativa, como Emirados Árabes, Irã, Venezuela,Arábia Saudita e Indonésia. Outros se destacam pelo elevado percentual da sua indústria de transformação, como Coréia do Sul, Noruega, Suécia e Alemanha, além da economia que mais cresce no mundo nas últimas décadas, China. Portanto a observação empírica dos números sustentam a tese.
Mas o principal fator a ser notado é que os países ricos, que tiveram crescimento sustentado, de fato têm a participação do setor de serviços ampliada, no entanto isto não implica em dizer que o produto per capta da indústria de transformação diminui, pelo contrário, continua crescendo, mas em taxas menores que os serviços. Este fenômeno, de crescimento dos serviços a taxas maiores do que o da indústria de transformação, em geral somente ocorre depois do amadurecimento da indústria de transformação. Este amadurecimento se dá depois que o produto per capta da indústria de transformação alcança determinado patamar (a ser conferido estatisticamente) e um dos sintomas, empiricamente notados, de que este patamar foi atingido por uma economia, reside no fato de que esta se torna naturalmente uma líder tecnológica, detendo patentes importantes, e mantém esta liderança em diversos segmentos da indústria. No caso do Brasil o produto per capta da indústria de transformação não só perdeu espaço relativo como vem encolhendo em termos absolutos, ao passo de que nas economias desenvolvidas mesmo com a ampliação da participação dos serviços, o produto per capta da indústria de transformação continua crescendo.
Por fim seu próprio texto reconhece a importância da indústria de transformação na produtividade nacional, vejamos o que diz: “indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim”. Resumindo: “o capital aumenta a produtividade”, que foi de onde partimos. Discussão quase tautológica:-)
Abraços
Aurélio Valporto
Tinha uma professora de macroeconomia que soltou a seguinte insanidade: “essa história de que o país tem que acumular poupança pra crescer é uma bobagem,pois já tem o crédito bancário pra financiar o crescimento”.Se for assim devemos seguir o modelo americano até 2008 do subprime que fez maravilhas lá…kkkkkkkkkkkk
“Por que o Brasil cresce tão pouco em relação aos outros emergentes?“, por Edmar Bacha.
Desenvolvimentismo em Ação.
Passou-se oito anos e o artigo continua atual.